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HISTÓRIA DA COMPUTAÇÃO

(GOTTFRIED W. LEIBNIZ, JOHN VON NEUMANN, ANDREW


S. TANENBAUM)

ALUNOS: Vanessa Paiva


Gabriel Prates
Eduardo Santos
Luís Engler
Nícolas Vinícius

DISCIPLINA: Arquitetura e Organização de Computadores

PROFESSOR: Neto

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SUMÁRIO

1. Introdução ............................................................................................................................................... 3

2. O ser humano e a matemática ........................................................................................................... 3

3. Primórdios da computação ................................................................................................................ 4

4. Gottfried W. Leibniz .............................................................................................................................. 4

5. Calculadora universal de Leibniz ..................................................................................................... 5

6. Leibniz: Precursor do sistema binário ............................................................................................ 6

7. John Von Neumann .............................................................................................................................. 7

8. Programa armazenado ........................................................................................................................ 8

9. Neumann: A teoria dos jogos ............................................................................................................ 9

10. Andrew S. Tanenbaum ........................................................................................................................ 9

11. Sistema Operacional ......................................................................................................................... 10

12. Biografia................................................................................................................................................ 11

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1. Introdução

Vamos tentar contar um pouco da história da computação por meio de 3


figuras históricas: Gottfried W. Leibniz, John Von Neumann, Andrew S. Tanenbaum.
Cada um com a sua contribuição significativa para essa ciência que evoluiu
rapidamente em curto período de tempo – A Computação.

2. O ser humano e a matemática

Nós, seres humanos nascemos com uma característica incrível: nosso


cérebro é dotado de aptidão matemática. É fato sabido que a nossa espécie já tem
conhecimento dos números abstratos há cerca de 8.000 anos, porém, essa aptidão
matemática não se trata apenas de números.
Para início de conversa a matemática trata-se do estudo dos números,
formas, movimentos, mudanças, espaços, entre outras coisas. A matemática pode se
dividir em vários tópicos, como aritmética, geometria, cálculo, etc., entretanto, algo
que podemos destacar com mais precisão nesse nosso estudo são algumas aptidões
com as quais já “viemos de fábrica”. São elas senso numérico, capacidade numérica,
capacidade algorítmica, capacidade de lidar com abstrações, senso de causa e efeito,
capacidade de elaborar e seguir uma sequência causal de fatos ou eventos,
capacidade de raciocínio lógico, capacidade de raciocínio relacional e capacidade de
raciocínio espacial. Essas são as capacidades mentais que juntas nos dão a
capacidade de lidar com a matemática.
A pergunta então é qual a razão de possuirmos essa característica no nosso
cérebro (lidar com a matemática)? Simples. Essa característica é a mesma que nos
permite usar a linguagem para falar com outras pessoas e entender o que eles dizem.
Significa então que tivemos a necessidade da matemática (para contar
ovelhas, por exemplo) e então a usamos. Assim como tivemos a necessidade de nos
comunicar com outros indivíduos e então usamos a nossa capacidade de
comunicação. Em termos simples é isso.

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3. Primórdios da computação

Junto a necessidade simples de


contar do ser humano veio a
necessidade de realizar contas maiores.
De início era fácil fazer nós em
pedaços de cordas, ou juntar algumas
pedras para fazer contas simples,
porém, com o passar do tempo veio a
necessidade de realizar contas mais
complexas, e com isso, surgiram algumas grandes mentes que ajudaram a começar a
construir o que hoje chamamos de computação.
A mais antiga ferramenta conhecida para uso em computação foi inventada
na Babilônia por volta de 2400 a.C: Ábaco, usada como ferramenta de cálculo.
Originalmente desenhava-se linhas na areia com rochas. O ábaco mais moderno foi o
dos romanos, que fizeram uma placa de bronze com bolinhas de mármore que
deslizavam pela placa cheia de sulcos.
Esse foi o ponta pé inicial para a computação. Depois disso os Hindus ainda
inventaram o que seria o princípio dos algoritmos, uma série de regras que devem ser
seguidas para a boa realização da matemática ou da computação.
Os Hindus também foram responsáveis por instituir o ‘0’ (zero) na
matemática.
Os números que utilizamos hoje em dia foram criados pelos árabes.

4. Gottfried W. Leibniz

A Computação trata-se da junção da ciência


matemática e do raciocínio lógico. Logo, alguns
matemáticos também ficaram bastante conhecidos como
precursores da computação.
Um dele foi Gottfried W. Leibniz. Nascido na
Alemanha em 1 de julho de 1646, nasceu na Alemanha

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em uma família de funcionários do governo. Quando criança o menino já tinha
despertado uma paixão pelo conhecimento. Aos 6 anos já passava horas dentro da
biblioteca de seu pai mergulhando dentro dos livros. Ao atingir seus 15 anos, Leibniz
entrou na universidade de Leipzig, em sua cidade natal, onde conseguia se destacar
com seus amplos conhecimentos, no entanto, conheceu outras facetas dos
conhecimentos quando começou a entrar em contato com os feitos de Johannes
Kepler, Galileu e vários outros cientistas que só o ajudaram a ampliar rapidamente
sua sabedoria.

5. Calculadora universal de Leibniz

Durante uma temporada em Paris,


Leibniz teve contato com o estudioso
matemático e astrônomo holandês Christian
Huygens. Com esse contato lhe deu um
estimulo para criação de uma máquina para que
gênios da matemática, física entre outras ciências exatas não perdessem horas
aplicando cálculos básicos que podia ser facilmente realizada por pessoas
operadoras de uma máquina. Não podemos esquecer das origens da Calculadora
Universal, que foi um aprimoramento da precária Pascaline, que tinha seus cálculos
baseados “em espiral” e efetuava somente simples contas de adições. Leibniz
inventou a Calculadora, cujos princípios, é o que conhecemos nos dias de hoje, uma
máquina capaz de realizar subtrações, multiplicações, divisões. A parte aditiva
idêntica à da Pascaline, mas ele incluiu um elemento móvel (precursor do carro móvel
das calculadoras de mesa posteriores) e uma manivela manual, que ficava ao lado e
acionava uma roda dentada - ou, nas versões posteriores, cilindros - dentro da
máquina. Esse mecanismo funcionava, com o componente móvel, para acelerar as
adições repetitivas envolvidas nas operações de multiplicação e divisão. A própria
repetição tornava-se automatizada.

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6. Leibniz: Precursor do sistema binário

Qualquer computador digital, independente, do tamanho ou da finalidade a


que se destina, significa, em sua essência, um sistema de tráfego de informações
expresso em zeros e uns. Um código de dois símbolos não é a única alternativa ao
sistema decimal. A aritmética babilônica baseava-se no número 60, e nos costumes e
linguagem dos povos que falam inglês estão submersos os remanescentes de um
sistema de base 12, que em certa época imperou nas ilhas britânicas: 12 meses num
ano, 12 polegadas num pé, dois períodos de 12 horas num dia, medidas em grupos
de dúzias etc. Inspirado no número de dedos no par das mãos humanas, o sistema
decimal terminou por ofuscar todos os outros meios de numeração, pelo menos no
Ocidente. Certos pensadores ocidentais pós-renascentistas, no entanto, fascinaram-
se pela simplicidade dos dois estados da numeração binária. Lentamente, o conceito
infiltrou-se, em disciplinas científicas isoladas, da lógica e da filosofia à matemática e
à engenharia, ajudando a anunciar a aurora da era do computador.
Leibniz foi um dos primeiros defensores do sistema binário, que chegou a ele
de uma maneira indireta. Em 1666, enquanto completava seus estudos universitários,
e bem antes de inventar sua calculadora de rodas dentadas, Leibniz, então com 20
anos, esboçou um trabalho que, modestamente, descrevia como um ensaio de
estudante.
Denominado De Arte Combinatória, (Sobre a Arte das Combinações), esse
pequeno trabalho delineava um método geral para reduzir todo pensamento - de
qualquer tipo e sobre qualquer assunto - a enunciados de perfeita exatidão. A lógica
(ou, como ele a chamava, as leis do pensar) seria então transposta do domínio verbal,
que é repleto de ambiguidades, ao domínio da matemática, que pode definir com
precisão as relações entre objetos ou enunciados. Além de propor que todo
pensamento racional se tornasse matemático, Leibniz invocava "uma espécie de
linguagem ou escrita universal, mas infinitamente diversa de todas as outras
concebidas até agora, isso porque os símbolos e até mesmo as palavras nela
envolvidas dirigir-se-iam à razão, e os erros, exceto os factuais, seriam meros erros
de cálculo. Seria muito difícil formar ou inventar essa linguagem, mas também seria
muito fácil compreendê-la sem quaisquer dicionários".

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Seus contemporâneos, talvez perplexos, talvez se sentindo insultados por
suas ideias, ignoraram esse ensaio, e o próprio Leibniz, ao que parece, nunca voltou
a retomar a ideia da nova linguagem. Uma década mais tarde, porém, ele começou a
explorar de uma nova maneira as potencialidades da matemática, concentrando-se
em aprimorar o sistema binário.
Enquanto trabalhava, transcrevendo laboriosamente fileiras após fileiras de
números decimais transformados em binários, era estimulado por um manuscrito
secular que lhe chamara a atenção. Tratava-se de um comentário sobre o venerável
livro chinês I Chin, ou “Livro das Mutações", que procura representar o universo e
todas as suas complexidades por meio de uma série de dualidades – e proposições -,
contrastando luz e trevas, macho e fêmea. Encorajado por essa aparente validação
de suas próprias noções matemáticas, Leibniz continuou aperfeiçoando e
formalizando as intermináveis combinações de uns e zeros, que constituíram o
moderno sistema binário.

7. John Von Neumann

Foi um matemático húngaro de origem judaica, que foi


naturalizado americano nos anos 30 do século XX. Nascido em
28 de dezembro de 1903, Von Neumann foi o mais velho das
três crianças da família e nasceu com o nome de Neumann
János Lajos Margittai em Budapeste. Era filho de Neumann
Miksa (Max Neumann), um advogado que trabalhava em um
banco, e Kann Margit (Margaret Kann). Com apenas 3 anos de
idade já conseguia decorar a maior parte dos números de telefones de quase todos
membros da sua família e com 6 contava piadas em grego ao pai. Conseguia dividir
de cabeça algarismos de oito dígitos. Aos oito anos tinha lido os quarenta e quatro
volumes da História Universal e trivializado o cálculo e aos 12 tinha lido e entendido o
livro Théorie des Fonctions, de Borel. Faleceu no dia 8 de fevereiro de 1957, vítima de
um tumor no cérebro. Desenvolveu contribuições importantes em Mecânica Quântica,
Teoria dos conjuntos, Ciência da Computação, Economia, Teoria dos Jogos e
praticamente todas as áreas da Matemática. John Von Neumann é conhecido

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principalmente por ter formalizado o projeto lógico de um computador (foi um dos
construtores do ENIAC: o primeiro computador eletrônico)

8. Programa armazenado

Essa arquitetura de computador que se


caracteriza pela possibilidade de uma máquina
digital armazenar seus programas no mesmo
espaço de memória que os dados, podendo
assim manipular tais programas.
A máquina proposta por Neumann
reúne os seguintes componentes: uma
memória, uma unidade lógica aritmética (ULA),
uma unidade central de processamento (CPU),
composta por diversos registradores, e uma
Unidade de Controle (UC).
As primeiras máquinas de computação tinham programas fixos e para alterar
o programa de uma máquina de programa fixo era necessária reestruturação ou re-
projetar a máquina.
Neumann decidiu mudar isso então. Em sua proposta, sugeriu que as
instruções fossem armazenadas na memória do computador. Até então elas eram
lidas de cartões perfurados e executadas, uma a uma. Armazená-las na memória,
para então executá-las, tornaria o computador mais rápido, já que, no momento da
execução, as instruções seriam obtidas com rapidez eletrônica. A maioria dos
computadores de hoje em dia segue ainda o modelo proposto por Von Neumann.
Esse modelo define um computador sequencial digital em que o
processamento das informações é feito passo a passo, caracterizando um
comportamento determinístico (ou seja, os mesmos dados de entrada produzem
sempre a mesma resposta).

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9. Neumann: A teoria dos jogos

A teoria dos jogos é um ramo da matemática que estuda situações de conflito


de diversos tipos (sociais, econômicos, políticos, militares, éticos, filosóficos,
jornalísticos, etc.) de acordo com um modelo escolhido, cujas regras são mais ou
menos rígidas, e mais ou menos conhecidas pelos jogadores. Assim, estes escolhem
diferentes ações para tentarem melhorar o seu retorno. Von Neumann tinha uma
“impressionante consciência dos resultados obtidos por outros matemáticos e as
possibilidades inerentes que ofereciam. Cedo no seu trabalho, um artigo
de Borel sobre a propriedade minimax levou-o a desenvolver ideias que culminaram
numa das suas mais originais criações, a teoria de jogos. ”
Em 1940, von Neumann escreveu o seu primeiro artigo relevante sobre jogos,
intitulado Theory of Games I, general foundations, cujo objetivo era, segundo os
autores, “mostrar adequadamente que os problemas típicos do comportamento
económico são rigorosamente idênticos às soluções matemáticas de certos jogos de
estratégia”, que foi rapidamente seguido por um segundo artigo, Theory of Games II,
decomposition theory, tentando sintetizar o seu trabalho sobre teoria de jogos. Já
anteriormente tinha escrito Zur Theorie der Gesellschaftsspiele, em 1928 e em 1937 A
Model of General Economic Equilibrium.

10. Andrew S. Tanenbaum

Andrew Stuart “Andy” Tanenbaum (White Plains, 16 de


março de 1944) é o chefe do Departamento de sistemas de
computação, na Universidade Vrije, Amsterdã nos Países
Baixos. Nasceu na cidade de Nova Iorque e cresceu em White
Plains no estado de Nova Iorque. Recebeu o título
de bacharelado pelo MIT e o doutorado pela UC
Berkeley em 1971.
Atualmente ministra aulas sobre Organização de computadores e Sistemas
operacionais, muito conhecido na área de Arquitetura de Computadores, tendo seus
livros como base para diversos cursos da área.

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Desenvolveu pesquisas sobre compiladores, interligação de redes, sistemas
distribuídos locais e sistemas operacionais, porém, seu trabalho mais conhecido é
o MINIX, um sistema operacional baseado no Unixcom.
Ficou conhecido internacionalmente pelos seus livros de Ciência da
computação, particularmente: Redes de computadores (ISBN 0-13-066102-3),
Sistemas operacionais: Design e implementação (ISBN 0-13-638677-6), Sistemas
operacionais modernos (ISBN 0-13-031358-0), Outras publicações: Structured
Computer Organization, Distributed Systems: Principles and Paradigms, etc.

11. Sistema Operacional

O Minix é um sistema operacional Unix-like (semelhante ao UNIX), escrito em


linguagem C e assembly. Ele é gratuito e com o código fonte disponível.
Algumas de suas características são:
 Multitarefa (múltiplos programas podem correr ao mesmo tempo).
 Funciona em 286, 386, 486, Pentium.
 Suporta memória estendida (16MB no 286 e 4GB no 386, 486 e Pentium ou
superior).
 Porta RS-232 com emulação de terminal, kermit, zmodem, etc.
 Máximo de três utilizadores em simultâneo.
 Chamadas de sistemas compatíveis com POSIX.
 Escrito em linguagem C (11.800 linhas) e Assembly (800 linhas) (versão 1.0 de
1987) (SO, utilitários, bibliotecas etc.).
 Compilador ANSI C.
 Shell funcionalmente idêntico ao Bourne shell.
 Rede TCP/IP.
 5 editores (emacs subset, vi clone, ex, ed, and simple screen editor).
 Mais de 200 utilitários (cat, cp, ed, grep, kermit, ls, make, sort, etc.).
 Mais de 300 bibliotecas (atoi, fork, malloc, clock, read, stdio, etc.).
 O sistema funciona apenas em modo de texto.
 Foi organizado em camadas, onde as duas primeiras formam o núcleo:

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 Capturar interrupções e traps, salvar e restaurar registradores, agendar as
demais funções
 Processos de entrada/saída.
 As tarefas de entrada/saída são chamadas drivers de dispositivos;
 Contém processos que fornecem serviços úteis ao usuário;
 Existem num nível menos privilegiado que o núcleo;
 Shell, editores, compiladores, etc.

12. Biografia
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_computa%C3%A7%C3%A3o
 http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-da-informacao/1697-a-historia-dos-
computadores-e-da-computacao.htm
 http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_origem_da_computacao.html
 http://www.ime.usp.br/~macmulti/historico/histcomp1_2.html
 http://www-usr.inf.ufsm.br/~rose/Tanenbaum.pdf
 http://www.academia.edu/6238345/História_MINIX

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