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ORIGEM E APLICAÇÃO DE RESÍDUOS POLIMÉRICOS NA CONSTRUÇÃO

CIVIL

Esdras Matheus Froes Pinheiro1

Fabricio Shinichi Goto Kitagawa 2

João Vitor Lima Oliveira 3

Luiz Filipe Guimarães Bentes de Carvalho 4

Júlia Benitah Sanches de Melo 5

Jefferson Maia Lima 6

RESUMO
A eliminação de resíduos de plástico no ambiente é considerada um grande problema devido à sua
baixa biodegradabilidade e a presença em grandes quantidades. Portanto, encontrar métodos
alternativos de descarte de resíduos usando métodos que irão tornar favoráveis para o meio
ambiente. Estudos dos polímeros estão se tornando pesquisas de extrema importância para a
aplicação da tecnologia dos concretos e argamassas. Nesta pesquisa, de cunho bibliográfico buscou-
se analisar os efeitos dos resíduos polímeros em concretos que promoverá desenvolver na construção
civil novos meios de reutilização e utilização de materiais recicláveis como o uso de polipropileno e
tereftalato utilizados em vasilhames de água mineral (GAM) e garrafas pets (Poli tereftalato de
etileno) e como uns dos meios principais economia de petróleo, pois o plástico é um derivado, e a
redução de gastos e custos promovendo uma maior durabilidade do concreto para a construção
civil, visando principalmente uma maior resistência a fadiga e ductilidade e ao impacto do
concreto. A intenção é adequar o conhecimento disponível, criando possibilidades de estudos futuros.

PALAVRAS-CHAVE:
Polímero, PET, Resíduos plásticos.

1 Aluno de Engenharia Civil FACI DEVRY – esdras_pinheiro2@hotmail.com


2 Aluno de Engenharia Civil FACI WYDEN – shinichi.goto@hotmail.com
3 Aluno de Engenharia Civil FACI WYDEN – jvitorbelem@yahoo.com.br
4 Aluno de Engenharia Civil FACI WYDEN – luizcarvalho.contato@hotmail.com
5 Aluna de Engenharia Civil FACI WYDEN – julia_benitah@hotmail.com
6 Professor de Engenharia Civil FACI WYDEN – jefferson.lima@faculdadeideal.edu.br
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1. INTRODUÇÃO

1.1. IMPORTÂNCIA

Conforme o homem extrai da natureza os recursos da terra, tais irão cessar devido à
alta demanda ocasionado pelo descontrole abusivo da exploração de fontes
naturais, acarretado pela má coleta desses elementos que acabarão sendo
acumulada nos lixões causando danos a superfície. Dentre esses fatores a geração
de lixo cresce no mesmo ritmo em que aumenta o consumo, quanto mais produtos
for adquirido mais recursos naturais serão consumidos e mais lixo gerado
Segundo ABRELPE (2018), são produzidos no Brasil cerca de 79 milhões de
toneladas de resíduos sólidos e apenas 11.4 milhões de toneladas não foram objeto
de coleta gerando destino impróprio, sendo que 58% dos resíduos são equivalente 4
milhões de toneladas composto por plásticos.
Segundo Tenório (2004), o ser humano é o único capaz de conduzir a transformação
em larga escala de matérias-primas em produtos acabados, lançando substâncias
desconhecidas no meio ambiente, que não podem ser absorvidas mesmo a longo
prazo, gerando assim resíduo que, se não for bem administrado, pode resultar em
poluição. Do ponto de vista ambiental, essa poluição poderia ser dividida em três
classes diferentes: poluição do ar, contaminação da água e resíduos sólidos.
Segundo Sisla (2004), o plástico leva 450 anos para se decompor. Todavia sofre o
processo lento de degradação, onde liberam substâncias químicas que poluem solo
e lençóis freáticos.
Pelo fato de que a cada dia em nossa sociedade consumista as pessoas usam
inconscientemente utensílios plásticos, tais matérias que tem como fonte o petróleo,
são extraídos da natureza transformando e degradando o planeta terra. Todos os
resíduos gerados durante o processo de consumo devem ter uma destinação
adequada. Dentre as alternativas possíveis para a destinação final de resíduos pode
se destacar a disposição em aterros e, a reciclagem, que além de reduzir a criação
de novos aterros possibilita a redução de recursos naturais não renováveis (LUIZ;
RENATA, 2018).
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Outrossim, o uso adequado do polímero é muito relevante, pois ele apresenta
propriedades que podem confeccionar os mais diferentes tipos de utensílios, sendo
um dos materiais que apresentam baixo custo, tornando mais acessíveis, e viáveis
na sua aplicação. Portanto, pretende-se alcançar uma utilização que irá colaborar
com a redução da poluição, no uso de materiais ecológicos e na eficiência
energética, e para o bem-estar das pessoas que estão ao redor da construção e ao
meio ambiente para que não venha sofrer os impactos causados pelo homem.
Dentre esses fatores as garrafas e os vasilhames de água mineral são
extremamente prejudiciais já que muitas das vezes não possuem um caminho
correto de reciclagem. Logo, surge o propósito do aperfeiçoamento de tecnologias
renováveis como meio de construção alternativa.

1.2. OBJETIVOS

Por meio da pesquisa bibliográfica e da análise de trabalhos técnicos, pretende-se mostrar a


reciclagem de garrafas moldadas a PET e garrafas de água mineral (GAM) como agregados
para argamassas e concretos, com o intuito de buscar formas de diminuir os efeitos negativos
no meio ambiente. Permitindo descobrir maneiras de reutilizar os polímeros atingindo
características satisfatórias em concretos e argamassas na construção civil.

2. PROPRIEDADES DOS POLÍMEROS E SUAS CARACERISTÍCAS

O polímero é um dos materiais muito conhecidos popularmente como plástico haja vista
grande importância não só no uso cotidiano mais para engenharia civil.
Tal palavra é oriunda do grego plástikos ‘’próprio para ser moldado ou modelado‘’ que são
materiais compostos principalmente por macromoléculas de cadeias composta pela repetição
de uma unidade básica chamada mero (PIATTI et al., 2005).
Os polímeros podem ser encontrados na natureza em seivas de vários vegetais, borrachas
naturais, madeiras, poli-isopreno extraído do látex das seringueiras, do próprio algodão. A
partir desses materiais, podem-se criar polímeros sintetizados, tais materiais quando
desenvolvidos possuem características fundamentais como um baixo peso especifico, baixo
custo, fácil modelagem (CALLISTER et al., 2012).
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2.1. PRINCÍPIO BÁSICO DA FORMAÇÃO DO POLÍMERO

Tem como característica a formação de repetidas ligações de carbono e hidrogênios,


hidrocarbonetos advindos do petróleo (CALLISTER et al., 2012).

Figura 1 – representação do hidrocarboneto (GORNI, 2003).

Essas ligações possuem uma característica muito forte de ligações covalentes, os átomos de
carbono podem também possuir ligações simples e duplas. As ligações simples são quando
cada átomo da ligação contribui com um elétron como mostrado (CALLISTER et al., 2012).

Figura 2 – representação do hidrocarboneto de ligações simples (GORNI, 2003).

Já as ligações duplas representado na imagem por (C2H4) e triplas (C2H2) compartilham de


dois a três elétrons, o que faz com que a estrutura fique mais difícil de serem rompidas
estruturalmente (CALLISTER et al., 2012).

Figura 3 – representação do hidrocarboneto de ligações duplas (GORNI, 2003).

Figura 4– representação do hidrocarboneto de ligações triplas (GORNI, 2003).

2.2. MATERIAIS POLIMÉRICOS E SUAS CARACTERISTICAS

2.2.1. Termoplásticos
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Na estrutura molecular dos polímeros, obter conhecimentos delas pode ajudar a compreender
de que forma tais irão reagir em concretos e argamassas podendo torná-las viáveis. Os
plásticos que são usualmente utilizados em comércios e empresas podem ser dissolvidos em
diversos solventes e mudados ou misturados diversas vezes, suas estruturas irão depender
principalmente da temperatura e pressão, porque devido a elas, poderão ser maleáveis, rígidos
ou mais frágeis. As estruturas moleculares são lineares, havendo diversas repetições de suas
estruturas de ponta a ponta. Essas cadeias são extremamente longas como um fio dental
(GORNI, 2003).
Polímero Unidade repetida

Poliestileno (PE)

Polipropileno (PP)

Poli (tereftalato de etileno) (PET)

Policarbonato (PC)

Poliestireno (PS)

Poli (cloreto de vinila) (PVC)

Tabela 1 - Listagem das estruturas poliméricas termoplásticas (CALLISTER et al., 2012).

2.2.2. Termofixos
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São polímeros artificiais ao qual não muda a sua dureza. Em uma temperatura aplicada, os
plásticos termofixos não podem ser moldados novamente. Suas estruturas moleculares são em
rede, possuindo 3 ligações covalentes ativas formando redes tridimensionais. Elas são rígidas
como um vidro e fracas quando se aplicam altas temperaturas. O material se decompõe antes
de sua fusão, por isso, o termorrígido é muito difícil de ser reutilizado, usada em tomadas e no
embutimento de amostras metalográficas; poliéster usado em carrocerias, caixas d'água,
piscinas, etc., na forma de plástico reforçado (GORNI, 2003).

2.2.3 Elastômeros (borracha)

É formada por uma classe intermediaria entre termoplásticos e termofixos possuem alta
elasticidade e fragilidade, porém em contrapartida não são reutilizáveis sua estrutura
molecular é parecida com o termorrígido é composta por um número reduzido de ligações em
suas redes. Ex: pneus, vedações, mangueiras de borracha (GORNI, 2003).

3. REUTILIZAÇÃO DO PET EM CONCRETOS

O Poli (tereftalato de etileno), PET foi desenvolvido pela primeira vez na Inglaterra em 1911,
pelos químicos Whinfield e Dickson. Ele é um dos polímeros mais usados da classe dos
termoplásticos poliéster alifático- aromáticos. O PET é um polímero translúcido, com boas
propriedades mecânicas e boa estabilidade dimensional sob carga variável. Além disso, PET
tem boas propriedades de barreira de gases e boa resistência química (JABARIN, 1996). As
propriedades acima mencionadas do PET causaram sua ampla aplicação na forma de garrafas,
filmes estabilizados termicamente (por exemplo, capacitores, gráficos, fitas de filme e fitas de
gravação, etc.) e componentes elétricos. O PET é também utilizado para a produção de fibras
para aplicações de ampla gama na indústria têxtil (MENACHEM, 1998). Constitui cerca de
18% dos polímeros totais produzidos em todo o mundo e mais de 60% da sua produção é
utilizada para fibras sintéticas e garrafas, que consomem cerca de 30% da demanda mundial
de PET (BOTTENBRUCH, 1996).
O notável acréscimo de PET acaba por incrementar um descarte pós-consumo gerando
problemas ambientais severos, o consumo de pet para embalagens foi estimado por 840 mil
toneladas no ano de 2016 e vem crescendo de forma exponencial devido à alta taxa de
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consumidores. Contudo apesar de estar crescendo a cada ano 51%, ou seja, 294 mil toneladas
passaram por um processo de reciclagem, o restante ainda tem como destino os aterros
sanitários, impedindo a decomposição natural dos materiais orgânicos presente nos aterros.
Logo, criará uma camada que dificultará a aeração e a infiltração de água necessária para o
processo de compostagem (ABIPET, 2016).
Na reciclagem do PET há um conjunto de métodos e procedimentos que tem por utilidade
reaproveitar os resíduos, resultando em uma série de ações pelas quais tais materiais que se
tornariam lixo ou estão no lixo, são coletados separados e processados para serem utilizados
como matéria-prima para a confecção de novos produtos (RAMADEVI, 2012).
Na coleta do PET, serão encaminhados por uma esteira e passadas na fase de reciclagem do
plástico, sendo mais fáceis de fragmentar e maleáveis. Todavia quando devidamente
selecionados na triagem do material conhecido como reciclagem mecânica, o polímero será
dividido da seguinte forma: recuperação; as quais os polímeros irão ser separados por cores
para que tenham uniformidade e prensados, ocorrendo à diminuição do volume contribuindo
no transporte sendo por sua vez viabilizado. Na etapa de moagem, os plásticos são moídos e
transformados em flocos mais refinados e após a trituração os resíduos serão lavados e
separados dos restos de alimentos, através da diferença de densidades de materiais, os mais
densos afundam e o mais leves ficam na superfície da água (SALES, 2003).
Quando desassociados por meio da diferença de densidades entre alimentos e polímeros, os
flakes secos serão direcionados à grandes turbinas a uma determinada temperatura de
circulação de ar quente. Passando pela etapa de secagem os flakes são colocados na máquina
extrusora e fundidos em baixas temperaturas por aquecimento e encaminhados a uma rosca
onde formará os filamentos contínuos sendo resfriados por uma banheira em condições
ambiente logo após sendo cortados por uma granuladora e formando os pequenos grânulos de
material plástico são embalados e transformados em outros produtos (SALES, 2003).
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Figura 5 – Fluxograma esquemático de reciclagem após a separação por tipo de resina (SALES, 2003).
Como uma forma alternativa de criar concreto leve, diferente dos materiais comuns, alguns
trabalhos estudam a adição de grânulos de resíduos de plástico e de fibras do polímero como
agregado leve na produção de concreto (KOIDE et al., 2002). Segundo Ramadevi (2012) a
possibilidade de usar os resíduos das garrafas PET na substituição parcial do agregado miúdo
no cimento. Em sua experiência foram adicionados em pequenas porcentagens, 0,5% 1% 2%
4% e 6% do volume de areia substituídos por grânulos do polímero. Com base nos resultados
experimentais deste estudo, foram extraídas algumas interessantes informações. No que tange
a resistência à compressão e a resistência à tração, essas propriedades tiveram acréscimos até
2% de substituição do agregado fino com fibras de garrafas de PET. Em seguida, para 4% e
6% substituições, os resultados apontaram para a uma pequena queda dessas duas resistências,
porém, visualiza-se a manutenção dos valores de resistência para valores altos de substituição
(RAMADEVI, 2012).

Figura 6 – Resistência à compressão (MPa), 7 dias (RAMADEVI, 2012).


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Figura 7 – Resistência à compressão (MPa), 28 dias (RAMADEVI, 2012).

A resistência à flexão aumentou gradualmente de acordo com o maior percentual de


substituição do agregado fino por PET até o máximo avaliado em 6% (RAMADEVI;
MANJU, 2012).

Figura 8 – Resistência à Flexão (MPa), 28 dias (RAMADEVI, 2012).

A adição de polímeros na forma de fibras e grânulos ao concreto atua como inibidores de


fissuras e melhora substancialmente a resistência à tração, resistência à fissuração, resistência
ao impacto, desgaste, resistência à fadiga e ductilidade do concreto modificado
(RAMADEVI, 2012).
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4. REUTILIZAÇÃO DE VASILHAMES DE AGUA MINERAL COMO AGREGADO

O resíduo de garrafa de água mineral (GAM) é feito de um polímero chamado polipropileno


crido pelo químico orgânico alemão Karl Ziegler na década de 1950, desenvolveu um método
para sintetizar compostos de polímeros estáveis à base de propileno e a obtenção de novos
materiais poliméricos a partir deles. Dois anos depois, em 1953, um grupo de cientistas do
Instituto Politécnico de Milão melhorou esse sistema guiado pelo pesquisador Giulio Natta
(EHRIG, 2000). A principal descoberta dos dois cientistas tornou a aceleração da reação de
polimerização sob a ação de catalisadores especiais. Como resultado, o primeiro foi o
polipropileno (PP), graças à catálise de complexos metálicos. Foi ele quem se tornou a base
para todas as empresas modernas produtoras de polipropileno (EHRIG, 2000). Entretanto, o
polipropileno é parte integrante de muitas esferas de atividade. Os produtos são marcados
com código de identificação de reciclagem que tem como base o tipo de resina (PP). Segundo
Trasparency Market Research (2018), o atual mercado global de PP está avaliado em mais de
256 bilhões de reais e deverá chegar a 425 bilhões em 2023. Dele são produzidos para a
indústria da construção e refinaria de petróleo.
O processo de reciclagem do polipropileno passa por cinco etapas de reciclagem nomeação,
coleta, triagem, limpeza, reprocessamento por derretimento e transformação em produtos
novos através do PP reciclado. Nas duas últimas etapas ocorrem processos críticos de
reprocessamentos, o polímero é levado a extrusora onde é fundido a 2400 graus Celsius e
cortado em grânulos que em seguida é levado para a transformação de novos produtos
(EHRIG, 2000).
Em estudo desenvolvido por Aguiar et al. (2016) o resíduo oriundo de garrafões de água
mineral substituiu parcialmente, em pequenas quantidades, o seixo na produção de concretos.
Testou-se a viabilidade na trabalhabilidade e a resistência mecânica à compressão simples de
concretos. Adotou-se a utilização do resíduo GAM de garrafões de 20 litros sendo que já
estavam fragmentados em etapa final prontos para fase de fundição do polímero. Na etapa do
experimento foi peneirado até atingir uma granulometria de 9,5mm na caracterização do PP
foram encontrados a massa especifica de 0,83 Kg/dm³ e juntamente com a massa unitária de
0,35 Kg/dm³ (AGUIAR et al., 2016).
Os métodos utilizados na elaboração dos traços foram obedecidos a proporção de 1:2:3
compostos por cimento, areia e seixo seguindo essa proporção foram adicionados em
porcentagem do polímero graúdo de 10% 30% e 50% no lugar do seixo.
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Na análise tátil visual observa se que não houve a segregação em adições superiores a 10% no
estado fresco que poderia resultar devido ao polímero apresentar baixar densidades em
relação com o seixo mostrando boa homogeneidade de coesão (AGUIAR et al., 2016).

Figura 9 – Análise tátil-visual no estado plástico do concreto (AGUIAR et al., 2016).

Para os ensaios de compressão foram utilizadas as normas NBR 5738 e NBR 5739 que
definem os procedimentos de moldagem e cura em corpos cilíndricos de prova do concreto.
Os dados abaixo obtidos pelo ensaio de compressão mostram a resistência nos tempos iniciais
de 7dias e nos tempos finais de cura de 28 dias (AGUIAR et al., 2016).

Figura 10 – Resistência à compressão (MPa), 07 dias (AGUIAR et al., 2016).


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Figura 11 – Resistência à compressão (MPa), 28 dias (AGUIAR et al., 2016).

Analisando os gráficos nota-se que a partir dos resultados dos ensaios dos CPs em
Compressão, houve uma queda da resistência mecânica nos traços durante a aplicação de
maiores quantidades do polímero. No entanto, em comparação com a cura de 7 dias com
relação aos de 28 dias, mostrou-se um aumento significativo no traço com adição de 10%
notando melhores resultados em idades mais elevadas de cura. Em termos de eficiência
podemos indagar que de 10% a 30% não há uma variação tão expressiva em termos de
resistência podendo ser inserido em estruturas de pequeno e médio porte (AGUIAR et al.,
2016).

5. CONCLUSÃO

O processo do uso adequado do polímero é muito relevante, pois ele apresenta propriedades
que podem confeccionar os mais diferentes tipos de elementos para uma determinada obra,
sendo um dos materiais que apresentam baixo custo, tornando-os resíduos de garrafas PET´s e
GAM mais viáveis a sua utilização, podemos ressaltar que a utilização de plásticos na
construção civil é muito vasta devido à grande quantidade de polímeros existentes que poderá
trazer resultados satisfatórios em concretos. Em suma as vantagens de usar fibras e grânulos
de resíduos reciclados incluem menor custo para processar do que usar fibras virgens,
portanto geraria a eliminação da necessidade de disposição de resíduos em aterros sanitários.
A incorporação de plásticos em concretos é essencial para a criação de materiais de
construção com uma série de características. O agregado leve é um ponto importante a ser
abordado no desenvolvimento de materiais de construção, como a redução da massa
específica. No entanto, o concreto caracteriza-se por uma série de defeitos, como baixa
resistência à tração, baixa ductilidade, alta densidade e baixa absorção de energia. Com essas
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desvantagens, fazem com que engenheiros civis busquem novos métodos para fazer uso do
reforço convencional ao qual aumentaria a resistência à tração e a ductilidade do concreto.

6. REFERÊNCIAS

ABRELPE. Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil. Disponível em:


<http://www.abrelpe.org.br/Panorama/panorama2016.pdf />. Acesso em 6 março, 2018.

ABIPET. Indústria do PET no Brasil. Disponível em: <www.abipet.org.br/indexAjax.html?


method=baixarArquivo&id=392/>. Acesso em 6 março, 2018.

AGUIAR.; et al (2016). Resíduos Plásticos na Construção Civil: Utilização de Resíduos de


Vasilhames de Água Mineral como Agregados de Concretos. CBC, MINAS GERAIS,2016.

BOTTENBRUCH. Engineering Thermoplastics: Polycarbonates, Polyacetals Polyesters, and


Cellulose Esters.Hanser/Grander Publications Inc., 1996.

CALLISTER.; et al. (2016). Ciência e engenharia de materiais uma introdução. LTC. 2016.

EHRIG R. Plastics Recycling: Products and Processes. Hanser, N. York, 2000.

GORNI, Augusto. Introdução aos plásticos. 2003. Disponível em


<http://www.gorni.eng.br/intropol.html>. Acesso em 2 março. 2018.

JABARIN. Polyethylene terephthalate chemistry and preparation. The Polymeric aterials


Encyclopedia, 1996.

KOIDE.; et al (2002). Investigation of the use of waste plastic as an aggregate for lightweight
concrete. In: Sustainable Concrete Construction, London, 2002, p. 177–186.

LUIZ, Renata. Lixo urbano: descarte e reciclagem de materiais, Pontifícia Universidade


Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2008

MENACHEM, Pearce. Handbook of Fiber Chemistry, Second Edition. Marcel Dekker Inc.,
1998

PIATTI.; et al (2005). Plástico: características, usos, produção e impactos ambientais.


Maceió: UFAL, 2005.

RAMADEVI, Manju. Experimental investigation on the properties of concrete with plastic


PET (bottle) fibers as fine aggregates,v.l, 2, p. 42-46, 2012.

SALES, Reciclagem de PET, visando a substituição de agregado miúdo em argamassas. Tese


de Mestrado. Pós-graduação em Ciências de Engenharia e materiais e Metalurgia. Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.

SISLA. Lixo, resíduos sólidos e reciclagem: uma análise comparativa de recursos didáticos.
Educar, Curitiba, 2004, p. 304.
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TENÓRIO. Controle Ambiental de Resíduos. In: PHILIP JR., A.; ROMÉRO, M. A.;
BRUNA, G. C, Curso de Gestão Ambiental. Barueri: Manole, 2004.

TRASPARENCY MARKET RESEARCH. Analise do mercado global de PP. Disponível em


<https://www.transparencymarketresearch.com/>. Acesso em 22 março. 2018.

Segundo ABRELPE (2018), são produzidos no Brasil cerca de 79 milhões de


toneladas de resíduos sólidos sendo que 32.39 milhões de toneladas não foram
objeto de coleta gerando destino impróprio, sendo que 32.39% dos resíduos são
equivalente 11,4 milhões de toneladas composto por plásticos.

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