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Exercícios_Subsistemas, Rochas, Princípios de raciocínio geológico e Tectónica de placas.

A floresta de Sundarbans estende-se por mais de dez mil quilómetros quadrados da Índia e do
Bangladesh, ao longo da orla costeira do golfo de Bengala (fig.1). É a maior floresta contínua de
mangais do mundo e é o habitat de uma grande diversidade de espécies. Para os 7,5 milhões de
pessoas que vivem na região, a floresta é uma barreira natural contra as marés e os ciclones. À
medida que se abatem árvores e a subida do nível do mar aumenta a salinidade, a floresta e o solo
estão a ser reduzidos.
Os mangais são formações vegetais que se desenvolvem, predominantemente, em zonas de
transição entre ambientes marinhos e terrestres. Localizados em zonas de águas salgadas ou
salobras na linha de costa e na foz dos rios, estes ecossistemas podem estender-se até 50 km para
o interior da costa.
O mangal é importante a diversos níveis: biologicamente, é considerado um dos mais ricos
repositórios de diversidade biológica e genética do mundo, além de que 90% dos organismos
marinhos passam parte da sua vida neste ecossistema e 80% das capturas mundiais de peixe são
dependentes dos mangais. Prestam ainda inúmeros serviços de manutenção e regulação,
sobretudo por serem um importante sumidouro de carbono.
A extração de madeira e o aumento da salinidade estão a exterminar muitas espécies de árvores
de maior valor, com capacidade para travar as tempestades. As barragens localizadas a montante,
nos rios que correm da Índia, têm reduzido o caudal de água doce, enquanto a subida do nível do
mar e o recuo da linha de costa, provocadas pelas alterações climáticas, vão introduzindo cada vez
mais água nos mangais. Sem as raízes entrelaçadas dos mangais a estabilizar o solo, a erosão
arrasta a terra para o mar e, com as barragens, a montante, a reterem os sedimentos fluviais, a
água já não é reposta como antigamente.
Baseado em Schwartzstein, P. (janeiro de 2020). Uma grande floresta encolhe e vidas são levadas pela água.
National Geographic online. Disponível em bit-ly/2XAZm0i [consult. jan 2020]

Figura 1. Localização e aspeto da floresta de Sundarbans.

1. O mangal pode ser considerado um sistema


(A) aberto, pois troca matéria e energia com os outros subsistemas.
(B) fechado, pois não troca matéria nem energia com os outros subsistemas.
(C) aberto, pois troca matéria e não troca energia com os outros subsistemas.
(D) fechado, pois troca matéria e não troca energia com os outros subsistemas.

2. Os diferentes subsistemas terrestres


(A) são estáticos e dependentes uns dos outros.
(B) são independentes uns dos outros.
(C) não estabelecem relações entre si.

1
(D) são dinâmicos e interdependentes uns dos outros.

3. O conceito de biodiversidade está diretamente relacionado com a


(A) hidrosfera. (C) geosfera.
(B) atmosfera. (D) biosfera.
4. Durante os períodos de aquecimento, o degelo dos glaciares, como, por exemplo, os dos
Himalaias, provoca a subida do nível do mar, causando o da linha de costa e o
aumento da ao longo da costa.
(A) avanço … sedimentação (C) recuo … sedimentação
(B) avanço … erosão (D) recuo … erosão
5. Na génese dos sedimentos detríticos que existem nas zonas de mangais ocorreu, de forma
sequencial:
(A) a meteorização e a erosão. (C) a diagénese e a erosão.
(B) o transporte e a erosão. (D) a meteorização e a diagénese.
6. As rochas sedimentares resultam
(A) da ação combinada da pressão e da temperatura.
(B) do magma que ascende ao longo da crusta.
(C) da meteorização, da erosão, do transporte, da deposição e da diagénese.
(D) de fenómenos exteriores à Terra, como a queda de meteoritos.

7. A elevada salinidade da água nas florestas de mangais atuais constitui um fator ambiental
característico
(A) dos cursos de água. (C) dos glaciares nos Himalaias.
(B) das águas subterrâneas. (D) dos mares e oceanos.
8. A energia das ondas do mar que se faz sentir nos mangais pode ser entendida como um
agente da geodinâmica , tal como .
(A) externa … o calor do magma (C) interna … a água dos rios
(B) externa … a água dos rios (D) interna … o calor do magma
9. Nos mangais, a sobrevivência das espécies vegetais é condicionada pela sua tolerância à
(A) falta de água. (C) ação de predadores.
(B) exposição solar. (D) concentração de sal.
10. Relacione o recuo da linha de costa com o declínio dos mangais.
Cc

1. (A).
2. (D).
3. (D).
4. (D).
5. (A).
6. (C).
7. (D).
8. (B).
9. (D).
10.
• Sem as raízes dos mangais a estabilizar o solo, a erosão provocada pelos oceanos aumentará.
• A existência de barragens a montante causou uma retenção dos sedimentos fluviais, não repondo
os sedimentos que vão sendo removidos pelo mar.
• Desta forma, o mar avança sobre o litoral com o consequente recuo da linha de costa.

2
A formação e a fragmentação do supercontinente Pangeia são marcos relevantes da evolução
geológica da Terra, nas últimas centenas de milhões de anos.
Dados recentes, obtidos em afloramentos em diversos locais, nomeadamente em Gondomar,
mostram evidências da formação de estratos em ambiente continental, durante a formação do
supercontinente Pangeia, no Carbónico (Era Paleozoica).
Os resultados apoiam que a Laurêntia (América do Norte) e a Ibéria, pertencente à Gondwana,
se localizavam próximas do Equador (fig. 2) durante o Carbónico (Era Paleozoica). Os fósseis de
plantas recolhidos são semelhantes, o que indica que aquelas massas continentais partilhavam o
mesmo paleoambiente. Desta forma, teriam de existir pontes terrestres para permitir a troca de flora
no interior da Pangeia. As duas regiões, separadas, na atualidade, pelo oceano Atlântico, sofreram
alterações cíclicas durante o Carbónico, com mudanças ambientais que afetaram os ecossistemas,
sujeitas a alternâncias de floras adaptadas a ambientes secos e a ambientes pantanosos. Estas
mudanças ocorreram devido à alternância de períodos glaciares e interglaciares.

Figura 2. Posição dos diferentes continentes durante o início do Mesozoico.


Baseado em Correia, P. e Murphy, J.B. (2020). Iberian-Appalachian connection is the missing link between Gondwana and Laurasia
that confirms a Wegenerian Pangaea configuration. Sci Rep, 10, 2498. DOI: 10.1038/s41598-020-59461-x

1. A fragmentação da Pangeia iniciou-se com a instalação de um rifte intracontinental,


no qual ocorreram fenómenos de
(A) distensão tectónica e destruição da crusta.
(B) compressão tectónica e formação de montanhas.
(C) formação crustal e magmatismo.
(D) espessamento crustal e formação de crusta.

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2. A presença de vestígios glaciares do Paleozoico em vários continentes constitui um argumento
(A) paleoclimático.
(B) litológico.
(C) paleontológico.
(D) morfológico.

3. Segundo a , proposta por Alfred Wegener, os continentes atuais já formaram um


supercontinente, que, à luz do conhecimento atual, foi fragmentado por limites .
(A) hipótese da deriva continental … destrutivos
(B) teoria da tectónica de placas … destrutivos
(C) hipótese da deriva continental … construtivos
(D) teoria da tectónica de placas … construtivos

4. Os fósseis das floras da Laurêntia e da Ibéria podem permitir atribuir a mesma idade
aos estratos onde se encontram, em especial se tiverem uma distribuição temporal .
(A) relativa … reduzida
(B) relativa … elevada
(C) absoluta …. reduzida
(D) absoluta … elevada

5. Ao inferirem sobre os ambientes do passado em que se formaram as florestas do Carbónico,


tendo em conta as florestas existentes nos trópicos, os geólogos baseiam-se no princípio
geológico do
(A) gradualismo.
(B) mobilismo.
(C) atualismo.
(D) catastrofismo.

6. Estabeleça a correspondência entre cada uma das afirmações da coluna I e um dos


argumentos da deriva dos continentes, na coluna II.

Coluna I Coluna II

(a) Existe uma correlação entre a distribuição de cadeias (1) Argumento paleontológico
montanhosas na Laurásia e na Gondwana.
(2) Argumento litológico
(b) Presença de fósseis de plantas idênticas de ambos os lados
do oceano Atlântico. (3) Argumento paleoclimático
(c) Há uma grande concordância entre as linhas de costa da (4) Argumento morfológico
África e da América do Sul.

7. A associação de extinções em massa, ao longo da história da Terra, a episódios vulcânicos de


grandes dimensões contraria o princípio do , que defende a existência de mudanças
geológicas .
(A) uniformitarismo … lentas e graduais
(B) uniformitarismo … rápidas e pontuais
(C) catastrofismo … lentas e graduais
(D) catastrofismo … rápidas e pontuais
4
8. Uma das limitações apontadas pela comunidade científica à hipótese da deriva continental foi
não conseguir explicar as forças responsáveis pela mobilidade dos continentes.
Explique o mecanismo que, de acordo com os primeiros defensores da teoria da tectónica de placas,
provoca o afastamento dos continentes.

CC

1. (C).
2. (A).
3. (C).
4. (A).
5. (C).
6. (a) – (2); (b) – (1); (c) – (4).
7. (A).
8.
• A diferença de temperatura entre as camadas mais superficiais e a base do manto provoca
a subida dos materiais quentes e menos densos até ao limite superior da astenosfera.
• Ao atingirem esta zona, divergem lateralmente e arrefecem, tornam-se mais densos e
mergulham novamente.
• A movimentação lenta da matéria provocada por diferenças de temperatura e de
densidade, com origem nas correntes de convecção, é responsável pela deslocação das placas
litosféricas sobre a astenosfera.

A “brecha da Arrábida” é uma rocha de origem sedimentar, vulgarmente conhecida por “mármore da
Arrábida”, que se encontra em locais restritos dos arredores de Setúbal, como a Arrábida, o Viso e a
Reboreda. Trata-se de uma rocha composta por sedimentos angulosos, de dimensões compreendidas
entre os 10 mm e os 50 mm, que se encontram aglutinados por um cimento que pode ser argiloso,
calcário ou ferruginoso.

Esta brecha é única em Portugal e, provavelmente, a nível mundial, encontrando-se protegida pelo
Parque Natural da Arrábida. Provém de uma formação do Jurássico Superior e a pedreira de onde era
extraída foi encerrada devido à escassez da rocha em questão, devido à sua sobre-exploração na
década de 70, altura em que foram criadas a Reserva da Serra da Arrábida, que posteriormente daria
lugar ao Parque Natural da Arrábida.

A “Brecha da Arrábida” foi utilizada com grande intensidade na construção de edifícios, monumentos
e outras estruturas arquitetónicas. Para além da sua função estrutural, foi também utilizada dentro e fora
do país como elemento decorativo, ao nível do mobiliário e das fachadas de edifícios.
Baseado em https://grupojjbsesimbra.blogspot.com/2011/06/brecha-da-arrabida.html

1. A morfologia angulosa da maioria dos sedimentos que constitui a pia batismal da Igreja de
S. Lourenço resultou de
(A) um transporte de longa duração.
(B) uma ação erosiva particularmente intensa.
(C) um transporte de curta duração.
(D) uma elevada pressão aquando da diagénese.
5
2. A génese de um cimento argiloso inerente à formação da “brecha da Arrábida” ocorreu devido a
processos de
(A) desidratação, seguidos de compactação.
(B) desidratação, precedidos de compactação.
(C) sedimentação, precedidos de meteorização.
(D) sedimentação, sucedidos de meteorização.
3. Os balastros de calcário observados na “brecha da Arrábida” apresentam uma idade ________ à
do calcário de onde estes provêm. A rocha-mãe dos balastros sofreu processos de meteorização
em condições de ________ profundidade.
(A) inferior … elevada
(B) superior … elevada
(C) inferior … reduzida
(D) superior … reduzida

4. O levantamento da serra da Arrábida ocorreu devido à colisão entre as placas Euroasiática e


Africana, pelo que algumas das rochas aí presentes evidenciam fenómenos de metamorfismo
________, devido ________.
(A) regional … às elevadas pressões a que foram submetidas
(B) de contacto … às elevadas pressões a que foram submetidas
(C) regional … à ação do calor libertado a partir de uma intrusão magmática
(D) de contacto … à ação do calor libertado a partir de uma intrusão magmática

5. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência


correta dos acontecimentos relacionados com a formação de rochas sedimentares.
A – Consolidação de sedimentos.
B – Remoção de sedimentos pela ação da água.
C – Deposição inicial de detritos de reduzida dimensão.
D – Alteração física e química de uma dada rocha-mãe.
E – Materiais sobrejacentes exercem pressão sobre materiais subjacentes.

6. Identifique a modalidade de datação que assenta, exclusivamente, na aplicação de princípios


estratigráficos às unidades geológicas.

6
7. Associe a cada grupo de rochas representadas na coluna A as afirmações da coluna B que lhe
podem corresponder. Cada um dos números deve ser associado apenas a uma letra e todos
devem ser utilizados. Escreva na folha de respostas cada letra da Coluna I seguida do número ou
dos números (de 1 a 9) correspondente(s).

Coluna A Coluna B
(a) Rocha sedimentar 1 – Resulta da recristalização de minerais preexistentes.
(b) Rocha magmática 2 – Pode formar-se como resultado de tensões orientadas.
3 – Resulta da solidificação de uma mistura de materiais nos três
(c) Rocha metamórfica estados físicos da matéria.
4 – Pode apresentar uma textura granular.
5 – Pode resultar da precipitação de sais dissolvidos na água.
6 – Consolida à superfície ou em profundidade.
7 – Pode apresentar uma textura foliada.
8 – Pode resultar da deposição de restos de seres vivos.
9 – Sofre desagregação pela ação dos agentes atmosféricos.

Grupo I
1. Opção C.
2. Opção B.
3. Opção C.
4. Opção A.
5. D–B–C–E–A
6. Datação relativa.
7. a – 5, 8 e 9; b – 3, 4 e 6; c – 1, 2 e 7.

Numa aula de Biologia e Geologia realizou-se uma atividade com o objetivo de testar a forma como
alguns agentes poluentes afetam o equilíbrio dos ecossistemas, a partir de dispositivos experimentais.

Em três aquários (A, B e C), expostos à luz natural, colocou-se a mesma quantidade de água
engarrafada (até 2/3 do seu volume máximo) e acrescentaram-se gotas de ácido sulfúrico aos aquários
B e C até o seu pH atingir 6 e 3, respetivamente.

Adicionou-se a mesma quantidade de algas (espirogira) aos três aquários e observaram-se, de


seguida, amostras de algas de cada aquário ao microscópio ótico composto (MOC), procedendo-se ao
registo das observações efetuadas.

Após 3 dias, observaram-se novas amostras de algas ao MOC e registaram-se as observações.

1. No estudo apresentado, a variável independente é


(A) a espécie de alga utilizada.
(B) o pH da água.
(C) a intensidade luminosa.
(D) a integridade celular das algas.

2. O controlo desta investigação implicou a


(A) acidificação da água dos três aquários.
(B) avaliação de diferentes parâmetros em cada um dos aquários.
(C) avaliação inicial da integridade celular das algas utilizadas.
(D) exposição dos aquários a diferentes luminosidades.
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3. A integridade celular das algas avaliada durante o estudo apresentado permite verificar a interação
direta entre a biosfera e a ________, sendo estes subsistemas ________.
(A) hidrosfera … interdependentes
(B) hidrosfera … independentes
(C) atmosfera … interdependentes
(D) atmosfera … independentes

4. Preveja, justificando, os resultados obtidos ao fim de 3 dias em cada um dos aquários,


relativamente à integridade celular das algas, e refira a principal conclusão da investigação.

1. Opção B.
2. Opção C.
3. Opção A.
4. A – No aquário 1, as algas mantêm as suas células intactas, dada a não acidificação da água.
B – Nos aquários 2 e 3, verificam-se alterações na integridade celular das algas, sendo os danos superiores no aquário 3.
C – A diminuição do pH das águas conduz a uma diminuição da integridade celular das algas.

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A República Mexicana é formada por cinco placas tectónicas. Uma das placas é a Norte-americana,
que abarca a parte continental do México e alguns países do norte. Outra placa é a do Pacífico, que está
a ser suprimida junto da península da Baja Califórnia, pois o seu limite é justamente onde se está a
formar o Golfo da Califórnia. Uma outra placa é a Rivera, de reduzida dimensão, aproximadamente, do
tamanho da península de Yucatán. A quarta placa é a de Cocos que abrange cerca de 3/4 da República
Mexicana. Finalmente, um pouco mais a sul, ao longo do Golfo de Tehuantepec, encontra-se a ponta
ocidental da placa do Caribe.

A placa de Cocos, a que mais afeta a Cidade do México, colide com a placa Norte-americana, começa
a descer pela crusta e penetra o manto, dando origem ao Eixo Vulcânico Mexicano. O atrito associado
à colisão entre as duas placas faz com que se gere muita deformação, sendo esta uma das principais
causas para a sismicidade diária detetada na região.

Figura 3 – Enquadramento tectónico da República Mexicana.

Baseado em https://elheraldodeveracruz.com.mx/nacional/50010-que-es-la-placa-de-cocos-y-
por-que-es-importante-para-mexico.html

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1. A mobilidade das placas tectónicas enquadra-se num pensamento geológico de natureza
________, ________ os terramotos que assolam a Cidade do México.
(A) catastrofista ... tal como
(B) catastrofista ... em contraste com
(C) uniformitarista ... tal como
(D) uniformitarista ... em contraste com

2. O limite tectónico existente entre as placas de Cocos e Norte-Americana implica, nesse local, a
________ da primeira placa, levando a eventos vulcânicos ________ placa.
(A) construção ... nessa mesma
(B) destruição ... nessa mesma
(C) destruição ... na outra
(D) construção ... na outra

3. Ao longo da placa de Nazca, a idade das rochas dos fundos oceânicos


(A) aumenta de oeste para este.
(B) aumenta de este para oeste.
(C) é constante.
(D) diminui próximo da placa Sul-americana.

4. Entre a placa de Cocos e a placa do Pacífico podem existir ________ devido à expansão desigual
que se verifica para um e outro lado ________.
(A) fossas oceânicas … da fossa
(B) fossas oceânicas … do rifte
(C) falhas transformantes … da fossa
(D) falhas transformantes … do rifte

5. Faça corresponder a cada uma das descrições expressas na coluna A o respetivo termo que
consta na coluna B. Escreva na folha de respostas cada letra da coluna A seguida do número (de
1 a 8) correspondente.

Utilize cada letra e cada número apenas uma vez.

Coluna B
1. Coluna A
(a) Vastas extensões em que afloram rochas muito 1 – Argumentos morfológicos
antigas, deformadas, metamorfizadas e desgastadas pela 2 – Argumentos paleoclimáticos
erosão.
3 – Argumentos geológicos
(b) Ocorrência de rochas idênticas em continentes hoje
4 – Argumentos paleontológicos
distanciados.
5 – Escudos
(c) Parte do domínio continental, que prolonga o
continente sob o mar, no máximo até 200 m de 6 – Plataformas estáveis
profundidade. 7 – Plataforma continental
(d) Semelhança de encaixe entre costas de diferentes 8 – Talude continental
continentes.
(e) Zona que representa o limite da parte imersa do
domínio continental.

6. Explique, tendo por base o “motor” da Tectónica de Placas, a mobilidade dos continentes.

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1. Opção D.
2. Opção C.
3. Opção A.
4. Opção D.
5. a – 5; b – 3; c – 7; d – 1; e – 8.
6. A – As placas tectónicas assentam numa camada sólida, mas plástica, a astenosfera.
B – A existência de elevadas temperaturas aumenta a plasticidade dos materiais e provoca a subida de material quente e
menos denso até à base da litosfera.
C – Aí esse material arrefece, torna-se mais denso e desce, formando correntes de convecção, que provocam a
mobilidade das placas e dos continentes nelas presentes.

As rochas podem ser definidas como agregados sólidos que ocorrem naturalmente, constituídos por
um ou mais minerais. A figura 3 representa parcialmente o ciclo das rochas.

Figura 3

1. No ciclo representado verifica-se que as rochas


(A) ígneas se formam por aumento da temperatura e da pressão de qualquer tipo de magma.
(B) metamórficas apenas se formam no contacto com magmas.
(C) magmáticas, por levantamento tectónico, originam rochas vulcânicas.
(D) sedimentares se formam por interação dinâmica da atmosfera, da biosfera, da hidrosfera e da
geosfera.

2. As rochas X, Y e Z representadas no ciclo correspondem, respetivamente, a rochas


(A) ígneas, sedimentares e metamórficas.
(B) metamórficas, sedimentares e ígneas.
(C) sedimentares, magmáticas e metamórficas.
(D) sedimentares, metamórficas e ígneas.

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3. Considerando os processos físicos e químicos que ocorrem nos processos de transformação das
rochas, é correto afirmar que na passagem das rochas X para as rochas Z ocorre ________ seguida
de ________.
(A) litificação … fusão
(B) meteorização … litificação
(C) fusão … solidificação
(D) fusão … compactação

4. A ________ é o processo de solidificação que leva à formação de rochas ________.


(A) diagénese … metamórficas
(B) cristalização … magmáticas
(C) cristalização … metamórficas
(D) litificação … metamórficas

5. O ciclo das rochas demonstra a natureza dinâmica da litosfera. São processos responsáveis pela
formação das rochas sedimentares e metamórficas, respetivamente,
(A) a recristalização e a diagénese.
(B) a cristalização e a litificação.
(C) a diagénese e a recristalização.
(D) a recristalização e a cristalização.

6. O processo de transformação de rochas preexistentes em rochas metamórficas


(A) acontece próximo da crusta terrestre onde as condições de pressão e de temperatura são baixas.
(B) só ocorre em regiões oceânicas onde as condições de pressão e temperatura são elevadas.
(C) ocorre no interior da Terra e em condições de pressão e temperatura elevadas, mas que não
permitem a fusão.
(D) só pode ocorrer após o processo de sedimentação dos detritos.

7. O basalto, carvão e gnaisse são respetivamente exemplos de rochas


(A) magmáticas extrusivas, metamórficas e sedimentares biogénicas.
(B) magmáticas extrusivas, sedimentares biogénicas e metamórficas.
(C) metamórficas, sedimentares detríticas e magmáticas intrusivas.
(D) magmáticas intrusivas, metamórficas e sedimentares detríticas.
8. O diorito e o gabro são rochas
(A) magmáticas vulcânicas.
(B) magmáticas extrusivas.
(C) magmáticas plutónicas.
(D) metamórficas.

9. As afirmações seguintes dizem respeito ao ciclo das rochas. Selecione a opção que as classifica
corretamente.
I – Os agentes erosivos intervêm na formação de todos os tipos de rochas.
II – O basalto é uma rocha metamórfica extrusiva, indicando a ocorrência de fenómenos de
vulcanismo.
III – As rochas magmáticas intrusivas apresentam minerais mais desenvolvidos do que as rochas
magmáticas extrusivas.

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(A) I e III são verdadeiras; II é falsa.
(B) II e III são falsas; I é verdadeira.
(C) II é verdadeira; I e III são falsas.
(D) III é verdadeira; I e II são falsas.

10. Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos


que podem conduzir à formação de uma rocha sedimentar a partir de uma rocha metamórfica.
A – Remoção dos produtos resultantes da alteração da rocha metamórfica.
B – Recristalização de minerais, associados ao aumento da pressão e da temperatura.
C – Alteração da rocha metamórfica por ação da água.
D – Diminuição da velocidade do agente de transporte.
E – Diminuição dos poros devido ao peso dos sedimentos sobrejacentes.

11. Explique a importância do calor interno da Terra e da energia solar no ciclo das rochas.

1. Opção D.
2. Opção D.
3. Opção C.
4. Opção B.
5. Opção C.
6. Opção C.
7. Opção B.
8. Opção C.
9. Opção D.
10. B–C–A–D–E
11. A – O calor interno é essencial para que ocorram todos os processos associados à dinâmica interna do planeta, como o
magmatismo e o metamorfismo.
B – A energia solar é responsável pelos processos exógenos ou geodinâmica externa, nomeadamente pela
meteorização, erosão e transporte de sedimentos.
C – Estas duas fontes de energia são os motores do ciclo das rochas.

A água, os produtos hidrófugos e os monumentos nacionais


A água é um dos principais agentes envolvidos nos processos de degradação das rochas utilizadas nas
construções. A preservação e conservação das rochas, que visam evitar a permanência do contacto com
a água e a redução da penetração da água nesse material, podem ser feitas através da utilização de
produtos hidrófugos. Apesar de estes produtos serem muito eficazes, podem ter efeitos indesejados,
como alterações do aspeto visual das rochas.
A grande afinidade entre a água e os materiais de construção, como as rochas, advém do seu
comportamento polar (Fig. 1) e das características dos materiais com os quais contacta. As superfícies
dos materiais, normalmente com carga negativa, atraem as extremidades positivas da molécula de
água, dadas pelos átomos de hidrogénio.
A aplicação de um produto hidrófugo numa superfície rochosa vai alterar esta situação. Dado que estes
produtos possuem ligações polares e não polares na sua estrutura molecular, a parte polar da molécula
é atraída para a superfície (grupos OH) e a não polar para o exterior (Fig. 2), reduzindo assim a aptidão
de molhagem da superfície tratada.

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Grande parte dos materiais utilizados nas construções são porosos, ou seja, com características
propícias à circulação de água e de soluções salinas no seu interior. Quando, no inverno, a água congela
dentro do material rochoso que é poroso, o aumento de volume origina forças que fissuram este
material. Por outro lado, a água que circula no interior dos materiais porosos transporta sais dissolvidos,
que podem cristalizar e serem também responsáveis por processos de degradação relevantes.
O Mosteiro dos Jerónimos é um dos monumentos nacionais que está a ser alvo de medidas de
conservação e restauro. Na sua cantaria encontram-se algumas variedades de um calcário branco,
cristalino, compacto, designado «pedra lioz». Quando este calcário se formou, existiam rudistas no
ambiente, cujos fósseis aparecem em maior ou menor proporção na rocha. Os rudistas constituem um
grupo de animais de ambientes marinhos, de águas quentes e de salinidade normal, que habitaram os
mares do Cretácico.

Adaptado de Perdiz, A. (2016). Conservação de pedras carbonatadas.


Estudo da evolução da ação hidrófuga e consolidante de tratamentos submetidos a exposição natural.
Tese de dissertação de Mestrado em Engenharia Civil. Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa.

Fig. 1 Carácter polar da molécula de água. Fig. 2 Atuação de um produto hidrófugo,


após aplicação numa superfície
polar.

1. O texto descreve uma interação entre os subsistemas


(A) atmosfera e hidrosfera.
(B) geosfera e atmosfera.
(C) geosfera e biosfera.
(D) atmosfera e biosfera.

2. A aplicação de produtos hidrófugos nas rochas usadas na construção dos monumentos nacionais
(A) não traz quaisquer consequências negativas.
(B) provoca a diminuição da compactação e dureza das rochas.
(C) justifica-se pelo facto das rochas serem porosas.
(D) faz diminuir, provavelmente, a resistência destes materiais.

3. Ao congelar, a água contida nas rochas provoca


(A) o aumento da meteorização desses materiais.
(B) o aumento da erosão desses materiais.
(C) o aumento da circulação de soluções salinas por entre os seus poros.
(D) a diminuição da fissuração desses materiais.

4. Considere as afirmações seguintes, relativas à «pedra lioz».


I. É uma rocha sedimentar detrítica.
II. Faz efervescência com o ácido clorídrico.
14
III. Formou-se em ambientes marinhos de águas quentes.
(A) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(B) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(C) III é verdadeira; I e II são falsas.
(D) I é verdadeira; II e III são falsas.

5. Segundo os dados do texto, os rudistas


(A) têm apenas importância estratigráfica.
(B) eram animais típicos de águas altamente salinizadas.
(C) podem ser considerados como fósseis de fácies e fósseis de idade.
(D) permitem aplicar o princípio da sobreposição dos estratos.

6. Faça corresponder cada uma das características das rochas sedimentares referidas na coluna A à respetiva
designação, que consta na coluna B.

Coluna A Coluna B
(1) Sal-gema
(a) Desagregada e muito porosa. [ ____ ] (2) Areia
(b) Quimiogénica e carbonatada. [ ____ ] (3) Argilito
(c) Biogénica, geralmente, de cor preta. [ ____ ] (4) Calcário
(5) Carvão

7. Uma coluna estratigráfica na qual a dimensão dos sedimentos aumenta da camada do topo para a camada
da base traduz uma ______ marinha, com consequente _____ da linha de costa.
(A) regressão … recuo
(B) transgressão … recuo
(C) transgressão … avanço
(D) regressão … avanço

8. Indique as designações dos processos que conduzem à formação de um conglomerado a partir de um


granito.
_______________________________________________________________________________________________

9. Explique de que forma a aplicação de produtos hidrófugos constitui uma medida de conservação de
monumentos.

1. (B)
2. (C)
3. (A)
4. (B)
5. (C)
6. (a) – (2); (b) – (4); (c) – (5)
7. (B)
8. Sedimentogénese e diagénese.
9. Os produtos hidrófugos possuem na sua estrutura molecular ligações polares e não polares. A sua parte polar é atraída para a
superfície da rocha e a não polar fica virada para o exterior. Desta forma, impedem a entrada de água para o interior da rocha,
reduzindo assim a aptidão de molhagem da superfície tratada, o que permite a sua conservação.
15
Uma nova trilobite em Portugal
A família de trilobites Brachymetopidae é representada exclusivamente pelo género Radnori no
Ordovícico e no Silúrico. Até 2015, o registo mais antigo documentado do género Radnoria localizava-
se no sul da China, pois não é comum encontrar-se fósseis deste género em rochas do Ordovícico, mas
é particularmente diverso no Ordovícico Superior do Peri-Gondwana europeu – um supercontinente do
início do Paleozoico que acabou por se unir a outras massas continentais para dar origem à Pangeia no
Triásico Médio.
Uma nova espécie de trilobite, Radnoria guyi, foi descoberta em Portugal, em rochas da formação
Cabeço do Peão, na vila de Pereiro, a cerca de 4 km a noroeste de Mação, na parte norte do distrito de
Santarém (Fig. 3). A descoberta de fósseis desta nova espécie na formação Cabeço do Peão, do
Ordovícico Superior, trouxe uma nova luz para a compreensão da sua biogeografia, sugerindo que teve
uma origem em regiões da Peri-Gondwana de alta latitude. Os fósseis encontrados são de
exoesqueleto, com um cefalão em forma de ferradura e um tórax composto por nove segmentos (Fig.
4). A formação Cabeço do Peão está dividida em membros, dos quais se destacam o membro do
Queixopêrra (Queixopêrra Mmb), altamente fossilífero, rico em trilobites, braquiópodes, briozoários e
equinodermes e o membro do Aziral (Aziral Mmb), cuja sequência estratigráfica se encontra
representada na figura 5.

Fig. 3 Localização geográfica do afloramento do membro da Queixopêrra da formação


Cabeço do Peão, perto da vila de Pereiro, Mação (centro de Portugal).

Fig. 4 Fósseis de Radnoria guyi, Fig. 5 Secção da sequência


mostrando as regiões do cefalão e estratigráfica da Formação
do tórax. Cabeço do Peão, com
identificação dos membros da
Queixopêrra e do Aziral e dos
locais de recolha dos fósseis de
trilobites, assinalados com
estrelas vermelhas.

Adaptado de www.researchgate.net/publication/281888992 (consultado em 12/03/2021)

16
1. Segundo o princípio da _______, o membro do Queixopêrra da formação Cabeço do Peão é ______ do
que o membro do Aziral.
(A) sobreposição dos estratos … mais recente
(B) identidade paleontológica … mais recente
(C) sobreposição dos estratos … mais antigo
(D) identidade paleontológica … mais antigo

2. A extinção das trilobites pode ser interpretada à luz do princípio do ______, uma vez que se verificou
______.
(A) gradualismo … numa série de eventos, ao longo de um grande período
(B) gradualismo … num evento único, de grandes proporções, localizado no tempo
(C) catastrofismo … numa série de eventos, ao longo de um grande período
(D) catastrofismo … num evento único, de grandes proporções, localizado no tempo

3. A fossilização é um processo
(A) raro porque exige um conjunto de circunstâncias especiais.
(B) raro porque apenas ocorre em seres vivos de pequenas dimensões.
(C) raro porque apenas ocorre em animais com esqueleto externo.
(D) frequente porque ocorre em animais e plantas.

4. A transição entre o membro do Queixopêrra e o membro do Aziral marca uma alteração


(A) das condições de pressão e temperatura a que as rochas destes membros se formaram.
(B) do processo de fossilização das trilobites que existem nas rochas destes membros.
(C) das condições de sedimentação para a formação das rochas que os delimitam.
(D) de localização do continente Peri-Gondwana para regiões de altas latitudes.

5. Os fósseis de trilobites permitem determinar a idade ______ das rochas em que se encontram, na medida
em que os seres vivos que lhes deram origem apresentavam uma reduzida distribuição ______ e uma
ampla distribuição ______.
(A) absoluta … estratigráfica … geográfica
(B) absoluta … geográfica … estratigráfica
(C) relativa … estratigráfica … geográfica
(D) relativa … geográfica … estratigráfica

6. Os argilitos são rochas sedimentares detríticas ______, que ______.


(A) consolidadas … não se conseguem riscar com a unha
(B) consolidadas … cheiram a barro quando bafejadas
(C) não consolidadas … não se conseguem riscar com a unha
(D) não consolidadas … cheiram a barro quando bafejadas

17
7. O rio Tejo, que atravessa o distrito de Santarém, deu origem, ao longo do seu percurso,
a algumas formas de relevo, como os vales em ______, a ______ devido à sua ______.
(A) V … montante … capacidade erosiva
(B) V … jusante … capacidade erosiva
(C) U … montante … capacidade de sedimentação
(D) U … jusante … capacidade de sedimentação

8. Indique a designação da ação erosiva do mar.


_______________________________________________________________________________________________

9. As trilobites foram organismos bentónicos, isto é, viviam sobre sedimentos que cobriam os fundos
oceânicos, e apresentavam um exoesqueleto rígido. Explique por que razão essas características
facilitaram a sua fossilização.
1. (C)
2. (D)
3. (A)
4. (C)
5. (C)
6. (B)
7. (A)
8. Abrasão marinha.
9. Por um lado, o facto de terem vivido sobre sedimentos dos fundos oceânicos possibilitou que, após a sua morte, fossem
rapidamente recobertos por novos sedimentos que, entretanto, se foram depositando. Por outro lado, o facto de possuírem um
exoesqueleto rígido facilitou a fossilização destes seres, uma vez que este era dificilmente decomposto.

O maciço de Monchique
O maciço de Monchique situa-se a noroeste do Algarve e é constituída por dois blocos topográficos, a
Fóia e a Picota, que são cumes de natureza magmática. Esta natureza explica a existência da zona termal
de Monchique (água mineralizada das Caldas de Monchique), relacionada com a presença de fraturas
que permitem a infiltração da água superficial e a sua circulação nas zonas profundas do interior do
maciço eruptivo.
A Fóia, com cerca de 902 metros de altitude e orientação, aproximadamente, este-oeste, constitui o
ponto mais alto de Portugal Continental a sul do Rio Tejo. A Picota, com 774 metros de altitude e
orientação nordeste-sudoeste, ocupa quase metade da área total do maciço ígneo (Fig. 6).
O maciço intrusivo de Monchique, incluído na chamada Província Ígnea Alcalina da Península Ibérica,
destaca-se pelas suas características raras (ao nível europeu), situando-se, mundialmente, entre os
maiores maciços de sienitos nefelínicos existentes (rocha constituída por feldspatos, anfíbolas,
piroxenas e nefelina). Esta intrusão, contemporânea dos maciços de Sintra e Sines, apresenta uma
estrutura anelar ou concêntrica, constituída por dois tipos de sienitos nefelínicos, que refletem duas
fases de intrusão: um nuclear, situado numa zona mais central, que ocupa mais de metade da área total
do maciço (cerca de 60%), e outro, mais periférico, que ocupa cerca de 40% da totalidade do maciço. O
sienito nuclear, com um conteúdo de nefelina que varia entre os 25% e os 40%, caracteriza-se por
apresentar uma textura e granulometria bastante homogéneas. O sienito típico da zona exterior
contém, por sua vez, um teor de nefelina inferior a 10%, ainda que, nalguns locais, atinje os 20%, e
apresenta uma composição mineralógica, uma textura e uma granulometria mais heterogéneas,
expondo, ainda, um grau de fraturação superior ao do sienito da unidade central. A intrusão do maciço
ígneo originou uma auréola de metamorfismo, onde é possível observar corneanas, com cerca de 200
metros a 1 km de espessura, que envolve a totalidade do corpo intrusivo.

18
Fig. 6 Carta geológica simplificada da região de Monchique.

Adaptado de: Parreiral, R. (2011). Representações para o Ensino e a Aprendizagem de Temas de Geologia no
Ensino Básico e no Ensino Secundário. Tese de doutoramento em História e Metodologia das Ciências Geológicas.
Universidade de Coimbra.

1. O sienito é uma rocha ______ com textura ______.


(A) metamórfica … foliada
(B) metamórfica … não foliada
(C) magmática plutónica … fanerítica
(D) magmática vulcânica … afanítica

2. É ______ encontrar fósseis numa rocha como o sienito, uma vez que as condições que presidem à
formação desta rocha ______ as mais adequadas para a formação de fósseis.
(A) improvável … não são
(B) improvável … são
(C) provável … não são
(D) provável … são

3. Rochas como o riolito resultam de um arrefecimento ______ da lava. O magma que lhe deu origem pode
também formar ______ se consolidar em profundidade.
(A) rápido … gabro
(B) rápido … granito
(C) lento … gabro
(D) lento … granito

4. Considere as afirmações seguintes, relativas ao ciclo das rochas.


I. Qualquer rocha metamórfica resulta de transformações, no estado sólido, de uma rocha-mãe.
II. Apenas as rochas sedimentares dão origem a rochas metamórficas.
III. As rochas magmáticas podem resultar da fusão de qualquer tipo de rocha.
(A) I e II são falsas; III é verdadeira.
(B) I é falsa; II e III são verdadeiras.

19
(C) II e III são falsas; I é verdadeira.
(D) I e III são falsas; II é verdadeira.

5. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a traduzir a evolução da instalação do


maciço de Monchique.
A. Ascensão do maciço para a superfície devido a movimentos tectónicos.
B. Deposição e litificação das rochas que originaram metapelitos e metagrauvaques.
C. Formação de uma auréola de metamorfismo.
D. Infiltração das águas superficiais e circulação em zonas profundas do maciço.
E. Formação do magma em profundidade.

6. A formação de sedimentos aluviais recentes é resultado da geodinâmica ______, cuja fonte de energia é
o ______.
(A) interna … calor interno da Terra
(B) interna … Sol
(C) externa … calor interno da Terra
(D) externa … Sol

7. A corneana é uma rocha de metamorfismo ______ que resulta da ______.


(A) regional … atuação de pressão não litostática devido a movimento tectónicos
(B) regional … libertação de calor e fluidos do magma para as rochas encaixantes
(C) de contacto … atuação de pressão não litostática devido a movimento tectónicos
(D) de contacto … libertação de calor e fluidos do magma para as rochas encaixantes

8. O uniformitarismo é um princípio de raciocínio geológico que se distingue do ______, pois considera que
existe ______.
(A) neocatastrofismo ... uma causa catastrófica para cada mudança verificada na Terra
(B) neocatastrofismo … apenas fenómenos graduais e lentos que explicam mudanças na
Terra
(C) catastrofismo ... apenas alguns fenómenos catastróficos que explicam mudanças na
Terra
(D) catastrofismo ... uma causa diferente no passado e no presente para explicar as
mudanças na Terra

9. Explique de que forma o maciço de Monchique condiciona a composição das águas mineralizadas das
Caldas de Monchique.
1. (C)
2. (A)
3. (B)
4. (C)
5. B – E – C – A – D
6. (D)
7. (D)
8. (B)
9. A presença de fraturas no maciço de Monchique permite a infiltração da água superficial e a sua circulação nas zonas profundas
do interior deste maciço. Ao circularem pelas rochas, as águas estabelecem trocas de iões com estas, enriquecendo-se em
determinados iões, e perdendo outros, o que condiciona a sua composição.

20
Paleontólogo descobre fóssil com mais de 300 milhões de anos
na Bacia Carbonífera do Douro
O paleontólogo e investigador do Instituto de Ciências da Terra da Universidade do Porto descobriu, na
Bacia Carbonífera do Douro (Fig. 1), em Gondomar, um fóssil de um novo grupo de plantas em rochas
com 300 milhões de anos. O novo fóssil batizado Iberisetum wegeneri, em homenagem ao geólogo e
meteorologista alemão Alfred Wegener, autor da Teoria da Deriva Continental, representa um novo
género e uma nova espécie de um grupo extinto de plantas primitivas. O estudo foi publicado na revista
Historical Biology com o contributo de outros dois investigadores, Artur Sá, da Universidade de Trás-os-
Montes e Alto Douro e Zbynĕk Šimůnek, do Instituto Czech Geological Survey. Uma das características
peculiares do Iberisetum wegeneri é possuir grandes bainhas foliares que funcionavam como painéis
solares, onde as folhas estavam orientadas para o sol, com a finalidade de maximizar a captura de luz
para a fotossíntese da planta primitiva. Esta morfologia funcional é o resultado de uma adaptação
evolutiva das plantas residentes às condições climáticas e ecológicas restritas aos ambientes
intramontanhosos da Bacia do Douro. A Bacia do Douro era parte integrante da primitiva Ibéria que
estava localizada em latitudes equatoriais (tropicais) no Carbonífero superior, há cerca de 300 milhões
de anos, e albergou uma grande diversidade de flora. Um ambiente deposicional intramontanhoso
como a Bacia do Douro favoreceu a deposição e a preservação de muitos restos de flora (e alguns
elementos faunísticos) no registo fóssil na região. Esta região é uma das mais ricas em fósseis do
Carbonífero da Bacia do Douro, e já foram identificadas cerca de 12 novas espécies para a ciência. A
fauna fóssil identificada compreende também uma diversidade de bivalves fluviais (não marinhos).

Fig. 1 Bloco-diagrama interpretativo do sistema deposicional e dos respetivos subambientes


de sedimentação na Bacia Carbonífera do Douro.

Adaptado de www.natgeo.pt/ciencia/2021/02/paleontologo-descobre-fossil-com-mais-de-300-milhoes-de-anos-na-
bacia-carbonifera e Fernandes, I. Percursos Geológicos no Sulco Carbonífero Dúrico-Beirão (consultado em
20/02/2021)

1. Identifique as rochas sedimentares detríticas que se encontram na Bacia Carbonífera do Douro.


_______________________________________________________________________________________________

2. As rochas que contêm fósseis de Iberisetum wegeneri são da Era ______ e estes organismos eram
contemporâneos das ______.
(A) Mesozoica ... amonites
(B) Paleozoica ... trilobites
(C) Mesozoica ... trilobites
(D) Paleozoica ... amonites

21
3. Considere as afirmações seguintes relativas aos fósseis de Iberisetum wegeneri.
I. Apresentam evidências de adaptações a climas frios e montanhosos.
II. Permitem conhecer o paleoambiente terrestre.
III. Formam-se devido a um lento enterramento por sedimentos finos.
(A) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(B) II e III são verdadeiras; I é falsa.
(C) II é verdadeira; I e III são falsas.
(D) I é verdadeira; II e III são falsas.

4. A Teoria da Deriva Continental de Wegener


(A) baseou-se em três tipos de dados que defendiam a existência de um supercontinente.
(B) foi apoiada pela Teoria da Expansão dos Fundos Oceânicos.
(C) explica o afastamento das placas litosféricas, a partir da zona do rifte.
(D) defende o imobilismo das placas litosféricas.

5. O carvão é uma rocha sedimentar ______ formada em ambientes ______.


(A) biogénica … continentais pantanosos
(B) biogénica … marinhos pouco profundos
(C) quimiogénica … continentais pantanosos
(D) quimiogénica … marinhos pouco profundos

6. Faça corresponder cada uma das afirmações da coluna A à respetiva designação, que consta na coluna B.

Coluna A Coluna B
(a) Na Terra ocorrem transformações graduais e bruscas,
(1) Catastrofismo
responsáveis pela evolução da sua história. [ ____ ]
(2) Uniformitarismo
(b) Todas as mudanças na crosta terrestre ocorrem subitamente.
(3) Neocatastrofismo
[ ____ ]
(4) Atualismo geológico
(c) O estudo dos fósseis pode revelar a ocorrência de fenómenos
(5) Gradualismo
que se observam nos processos geológicos atuais. [ ____ ]

7. Ordene as etapas identificadas pelas letras de A a D, de modo a traduzir a formação dos estratos que
contêm brechas na Bacia Carbonífera do Douro, segundo uma relação causa-efeito.
A. Diminuição progressiva do volume entre os sedimentos angulosos.
B. Transporte dos detritos até à Bacia Carbonífera do Douro.
C. Meteorização física e química das rochas.
D. Precipitação de substâncias químicas nos interstícios dos sedimentos
_______________________________________________________________________________________________

8. Para determinar a idade absoluta de uma rocha, pode recorrer-se ao par de isótopos carbono-14 e
nitrogénio-14 (14C /14N), que apresenta um tempo de semivida de 5730 anos. Os limites de tempo cuja
datação é possível utilizando o respetivo par de isótopos são entre os 100 e os 70 000 anos. Refira,
justificando, se seria possível a utilização deste par de isótopos para datar rochas que contêm fósseis de
Iberisetum wegeneri.

9. Explique que condições da Bacia Carbonífera do Douro permitiram a fossilização de Iberisetum wegeneri.

22
1. Siltito, conglomerado, arenito e brecha.
2. (B)
3. (C)
4. (B)
5. (A)
6. (a) – (3); (b) – (1); (c) – (4)
7. C – B – E – A – D
8. O par de isótopos 14C /14N não poderia ser utilizado para a datação das rochas que continham os fósseis. A idade que foi atribuída
às rochas foi de mais de 300 Ma que, portanto, não está contemplada no intervalo de tempo para o par de isótopos carbono-14 e
nitrogénio-14.
9. A Bacia Carbonífera do Douro estava integrada na primitiva Península Ibérica, localizada em latitudes tropicais e, por essa razão,
com uma grande diversidade de flora e abundante. O ambiente intramontanhoso permitiu a deposição rápida de sedimentos sobre
os seres vivos que morreram, que evitaram, por um lado, um ambiente rico em oxigénio e, por outro lado, a ação de agentes
decompositores.

Ridge-push e slab-pull – como se movem as placas litosféricas?


As placas litosféricas movem-se devido à fraqueza relativa da astenosfera e a fonte necessária a este
movimento é a dissipação de calor a partir do manto. De alguma forma, esta energia tem de ser
transferida para a litosfera e existem duas forças capazes de o conseguir: o atrito e a gravidade.
Relativamente à gravidade, os investigadores têm-se dedicado a estudar o modelo ridge-push e slab-
pull (Fig. 2). No ridge-push, o movimento das placas litosféricas é causado pela maior elevação destas
nas dorsais médio-oceânicas em relação à planície abissal. A maior elevação é causada pela densidade
relativamente baixa do material quente em ascensão no manto. A gravidade faz com que a litosfera
elevada empurre a litosfera que está mais afastada. No slab-pull, o movimento das placas litosféricas é
causado pelo peso das placas frias e densas, afundando-se nas fossas oceânicas. Contudo, há evidências
de que a convecção que ocorre no manto complementa os processos de ridge-push e de slab-pull. A
ascensão de materiais nas cristas médio-oceânicas faz parte desta convecção. A maior parte dos
cientistas acredita que a astenosfera não é suficientemente forte para produzir o movimento por
fricção. Pensa-se que o arrastamento causado por blocos será a força mais importante aplicada sobre
as placas litosféricas. Modelos recentes mostram que a sucção nas fossas também tem um papel
importante. No entanto, é de notar que a placa Norte-Americana não sofre subducção em nenhuma
zona e, ainda assim, move-se. O mesmo se passa com as placas Africana, Euro-Asiática e da Antártida.
As forças que realmente estão por detrás do movimento das placas litosféricas, bem como a fonte de
energia que as provocam, continuam a ser tópicos de aceso debate e de investigações em curso.

23
Fig. 2 Movimento ridge-push (A). Movimento slab-pull (B).
Adaptado de https://webpages.ciencias.ulisboa.pt/~ecfont/Geomag/Tectónica%20de%20placas.pdf
e Marshak, S. (2013). Essentials of Geology. 4.a edição (consultado em 23/03/2021)

1. Segundo o documento, as placas litosféricas


(A) movimentam-se devido às forças junto à dorsal médio-oceânica e à fossa oceânica.
(B) subductam sem a intervenção das correntes de convecção.
(C) movimentam-se devido à transferência de calor da litosfera para a astenosfera.
(D) subductam apenas com a ação dos movimentos ridge-push e slab-pull.

2. As seguintes afirmações dizem respeito aos movimentos ridge-push e slab-pull.


I. Na dorsal médio-oceânica a densidade dos materiais é menor.
II. A densidade das placas litosféricas é menor nas fossas oceânicas.
III. A planície abissal tem um menor declive, comparativamente à dorsal médio-oceânica.
(A) I e II são verdadeiras; III é falsa.
(B) I e III são verdadeiras; II é falsa.
(C) I é verdadeira; II e III são falsas.
(D) III é verdadeira; I e II são falsas.

3. Nos limites convergentes, a placa litosférica


(A) oceânica subducta, uma vez que é menos densa do que a continental.
(B) continental colide com outra continental, formando cadeias orogénicas.
(C) oceânica colide com outra continental, formando um arco vulcânico insular.
(D) continental subducta, uma vez que é mais densa do que a oceânica.

4. As correntes de convecção são fluxos de materiais que ocorrem no ______ ou na ______. Nelas, os
materiais muito ______ e ______ densos sobem em direção à superfície.
(A) núcleo ... mesosfera ... quentes ... mais
(B) manto ... astenosfera ... frios ... menos
(C) manto ... astenosfera ... quentes ... menos
(D) núcleo ... mesosfera ... frios ... mais

24
5. A ascensão de magma ______ provoca a formação de nova ______, tornando-se ______ densa à medida
que se afasta da dorsal oceânica.
(A) na fossa oceânica ... astenosfera ... mais
(B) no rifte ... litosfera ... mais
(C) na fossa oceânica ... litosfera ... menos
(D) no rifte ... astenosfera ... menos

6. A formação de uma cadeia orogénica resulta da colisão entre duas placas litosféricas, que
(A) por possuírem a mesma densidade, provocam o aumento da espessura crustal.
(B) convergem entre si, permitindo a manutenção da litosfera oceânica.
(C) mantêm entre si a espessura da crosta continental e formam nova litosfera.
(D) formam nova litosfera oceânica e aumentam a espessura crustal.

7. O movimento das placas litosféricas deve-se à


(A) viscosidade dos materiais na crosta
(B) rigidez dos materiais da astenosfera.
(C) rigidez dos materiais da geosfera.
(D) viscosidade dos materiais da astenosfera.

8. Na zona de rifte ascendem materiais


(A) com densidade superior às rochas encaixantes.
(B) que consolidam simetricamente em relação à dorsal oceânica.
(C) com densidade superior à câmara magmática.
(D) que consolidam de forma assimétrica em relação à dorsal oceânica.

9. Explique de que forma o modelo das correntes de convecção pode interligar-se com o modelo em que
ocorrem os movimentos ridge-push e slab-pull.

1. (A)
2. (B)
3. (B)
4. (C)
5. (B)
6. (A)
7. (D)
8. (B)
9. Nas correntes de convecção, os materiais rochosos em fusão parcial, muito quentes e menos densos, sobem em direção à
superfície terrestre. Por baixo da litosfera, os materiais rochosos deslocam-se lateralmente, arrefecendo e tornando-se mais densos.
Esta deslocação provoca o movimento da placa litosférica que está por cima. Nas zonas de convergência de placas litosféricas, uma
placa afunda em relação à outra. Os materiais rochosos que afundam no interior da terra reaquecem devido ao calor interno do
planeta. Os processos ridge-push e slab-pull, poderão ajudar também nos movimentos das placas, uma vez que estas são menos
densas na zona da dorsal oceânica e mais densas na zona das fossas. Assim, a força com que estas mesmas placas são empurradas
ou puxadas pode ajudar à movimentação da litosfera sobre a astenosfera.

Estudos sugerem a instalação de uma zona de subducção a SW da Península Ibérica


Até agora era uma suspeita de geólogos portugueses, mas um grupo internacional de investigadores, cujo principal autor
foi justamente um português, João Duarte, nesta altura a trabalhar na universidade australiana de Monash, acaba de
observar os primeiros sinais de que uma zona de subducção está a formar-se ao largo da costa ocidental de Portugal.

25
Para chegar a esta conclusão, a equipa, que incluiu os portugueses Filipe Rosas, Pedro Terrinha e António Ribeiro, da
Universidade de Lisboa, além de investigadores franceses e australianos, fez o mapeamento do fundo oceânico naquela
zona. E o que verificou foi que uma fratura está ali em formação.
A ideia de que uma zona de subdução poderia estar a nascer ao largo da costa ocidental da Península Ibérica foi publicada
pela primeira vez em 1986 pelos geólogos portugueses António Ribeiro e João Cabral. Para ambos essa era a explicação
lógica para a ocorrência de um sismo tão violento como o de 1755 nesta região.
Os dados do estudo agora publicado indicam que os dois geólogos portugueses estavam certos, como nota o principal autor,
João Duarte: "Atividade sísmica significativa, incluindo o sismo de 1755 que devastou Lisboa, indicava que poderia haver
movimento tectónico convergente na região. Pela primeira vez, conseguimos encontrar provas de que é esse o caso e de
que há um mecanismo na sua base".
Segundo os investigadores, esta zona de subducção incipiente poderá indicar que uma nova fase da vida geológica da Terra
pode estar a iniciar-se, neste caso com o fechamento do Atlântico e o retorno à junção dos continentes. O processo ainda
vai durar mais 220 milhões de anos, mas também fica claro que sismos como o de 1755 vão voltar a acontecer por cá.

http://www.dn.pt (consultado em 01/09/2015)

Analise o seguinte esquema representativo da tectónica de placas.

Figura 2
1. A possibilidade de instalação de uma zona de subducção a SW da Península Ibérica implica que a margem
continental passe de ___, e a caracterizar-se por uma ___ atividade sísmica e vulcânica.
(A) ativa a passiva (…) intensa
(B) passiva a ativa (…) intensa
(C) ativa a passiva (…) menor
(D) passiva a ativa (…) menor

2. As zonas de subducção correspondem a limites tectónicos do tipo ___, com ___ de placa litosférica.
(A) convergente (…) destruição
(B) convergente (…) formação
(C) divergente (…) destruição
(D) divergente (…) formação

3. A crusta oceânica é mais antiga, fria e densa…


(A) … nos limites transformantes ou conservativos.
(B) … nas cadeias montanhosas submarinas.
(C) … nas margens passivas, afastadas das zonas de rifte.
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(D) … nas zonas próximas dos riftes.

4. A região a SW da Península Ibérica pode ser representada pela letra ___ da figura 2, mas o estudo apresentado no
doc. 1 indica que poderá estar a converter-se numa margem como a assinalada pela letra ___.
(A) D (…) B
(B) A (…) B
(C) B (…) A
(D) B (…) D

5. James Hutton foi um cientista que estudou a formação das rochas sedimentares, tendo examinado depósitos de
sedimentos fluviais e marinhos e observado o seu transporte lento e contínuo nos rios e ambientes marinhos. Este
cientista defendia o ___, ao contrário de Georges Cuvier, que apoiava o ___.
(A) Princípio do Uniformitarismo (…) Catastrofismo Geológico
(B) Catastrofismo Geológico (…) Princípio do Uniformitarismo
(C) Atualismo (…) Princípio do Uniformitarismo
(D) Princípio do Uniformitarismo (…) Atualismo

6. Os sedimentos depositados nos fundos oceânicos podem ser convertidos em rochas metamórficas nas regiões de
subducção. Relacione este facto com as condições de pressão e temperatura características das regiões de subducção.

1. Opção (B)
2. Opção (A)
3. Opção (C)
4. Opção (D)
5. Opção (A)
6. Nas zonas de subdução há um aumento da pressão e da temperatura, com o afundamento do material presente
na placa litosférica oceânica ou na zona de contacto entre placas. Os sedimentos sujeitos a estas condições de
pressão e temperatura vão tornar-se instáveis e formam-se novos minerais mais estáveis, no estado sólido,
formando rochas metamórficas.

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28
29
1. C
2. B
3. D
4. A
5. B

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6. D
7. A
8.
- Os incêndios florestais destroem a cobertura vegetal.
- A destruição da cobertura vegetal contribui para uma maior exposição dos solos aos agentes
atmosféricos.
ou
- A destruição da cobertura vegetal conduz a uma menor coesão entre as partículas do solo.
ou
- A menor coesão entre as partículas dos solos acelera a sua erosão.
9. C-D-A-E-B
10. (a) – (3): (b) – (2): (c) – (1):
11. Os processos subaéreos associados ao ciclo das rochas ocorrem à superfície, pelo que a fonte
energética corresponde à energia solar.
12.
- O aumento da concentração de dióxido de carbono atmosférico agrava o efeito de estufa e aumenta
a temperatura média superficial.
- A espessura evidenciada pelos revestimentos calcários dos foraminíferos permite avaliar a
concentração de CO2, pelo que estes seres vivos podem ser utilizados para a monitorização do
aumento da temperatura média superficial.

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33
1. B
2. A
3. C
4. D
5. B
6. (a) – (5): (b) – (2): (c) – (1):
7. B-C-A-E-D
8.
- A litosfera oceânica é mais densa do que a litosfera continental;
- Aquando da ocorrência de subducção, a litosfera oceânica afunda em relação à litosfera
continental;
- A posição superior dos fragmentos

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