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Universidade Federal do Rio de Janeiro

Campus Professor Aloísio Teixeira – Macaé


Curso de Engenharia Civil – Geotecnia MCG 505

Relatório dos Ensaios Experimentais:


Procedimento e Análise de Resultados

Trabalho realizado pelos Grupo 2:


Alunos: Gabriela Pinto,
Luísa Lima, Mariana Machado,
Matheus Teixeira, Paulo Lamori,
Sarah Hernandes, Thamara Bittencourt,
Thamiris Rocha e Thiago Cardoso.

Professora: Graziela Jannuzzi

Macaé, Rio de Janeiro


2019
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 3

CARACTERÍSTICAS DO SOLO ..................................................................................... 3

ENSAIO DE LIMITE DE LIQUIDEZ ............................................................................... 4

ENSAIO DE LIMITE DE PLASTICIDADE .................................................................... 7

ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE ESPECÍFICA ........................ 10

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA .................................................................................... 14

ENSAIO DE COMPACTAÇÃO ...................................................................................... 18

CONCLUSÕES GERAIS ................................................................................................. 24

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 25


1. INTRODUÇÃO

Segundo Pinto, os solos são constituídos por um conjunto e partículas com


água (ou outro líquido) e ar nos espaços intermediários. As partículas de maneira
geral, encontram-se livres para deslocar-se entre si. O comportamento dos solos
depende do movimento das partículas sólidas entre si e isto faz com que ele se
afaste do mecanismo dos sólidos idealizados na Mecânica dos Sólidos
Deformáveis, na qual se fundamenta a Mecânica das estruturas, de uso corrente
na engenharia civil.
O estudo do comportamento do solo, disposto na natureza em depósitos
heterogêneos e de comportamento complicado, deveu-se em grande parte por
trabalhos de Karl Terzaghi e grandes estudos realizados atualmente são
baseados em suas teorias.
Os ensaios experimentais realizados em laboratório possuem o objetivo de
trazer clareza e apresentar noções práticas ensinadas em sala de aula. No
presente documento contém a análise de cada experimento realizado com o
auxílio da professora no laboratório de Engenharia Civil, com seus respectivos
resultados e discussões a respeito.

2. CARACTERÍSTICAS DO SOLO

O solo estudado foi coletado no espaço ao fundo do Campus da


Universidade pelos próprios integrantes do grupo. Foram coletados dois sacos
com aproximadamente 10kg em cada um o mesmo foi utilizado para realizar
todos os ensaios especificados pela professora.
Parte do material foi disposto em bandejas para secagem ao ar e a
quantidade restante ficou armazenada nos mesmos sacos que foram coletados
e bem amarrados para que não perdessem a umidade natural e não mascarar
resultados posteriores.

Figura 1: Coleta do solo - Fonte: Própria


3. ENSAIO DE LIMITE DE LIQUIDEZ

INTRODUÇÃO
Conhecido também como Limites de Atterberg, os ensaios de LL e LP
permitem determinar os limites de consistência do solo. O termo consistência é
usado para descrever um estado físico, isto é, o grau de ligação entre as
partículas das substâncias. Quando aplicado aos solos finos ou coesivos, a
consistência está ligada à quantidade de água existente no solo, ou seja, ao teor
de umidade.
O Limite de Liquidez é definido como a umidade abaixo da qual o solo se
comporta como material plástico; é a umidade de transição entre e os estados
líquidos e plásticos do solo. Experimentalmente corresponde ao teor de umidade
com que o solo fecha certa ranhura sob o impacto de 25 golpes do aparelho de
Casagrande.

OBJETIVO
A partir das aulas ministradas pela professora Graziella, proceder à
realização dos ensaios de limites de Atterberg visando obter os valores do limite
de liquidez do solo estudado.

EQUIPAMENTOS
Os principais equipamentos e utensílios utilizados nos ensaios são:
- Peneira #40;
- Recipiente de porcelana;
- Espátula;
- Aparelho de Casagrande;
- Cinzéis;
- Cápsulas para a determinação de umidade;
- Balança;
- Estufa;
PROCEDIMENTO
Coleta-se uma amostra representativa de material previamente
destorroado, seco ao ar e que passa na peneira # 40 (0,42mm) para exclusão
do ensaio (do material não passante).
- Coloca-se parte da a mostra no recipiente de porcelana e aos poucos se
adiciona água até a homogeneização da massa;
- Passa-se para a concha do aparelho de Casagrande certa quantidade
dessa massa aplainando-a com a espátula para que não fique ar ocluso, de tal
forma que a parte central fique com 1 cm de espessura;
- Faz-se com o cinzel uma ranhura no meio da massa, no sentido do maior
comprimento do aparelho;
- Liga-se o equipamento, contando o número de golpes até que se constate
o fechamento da ranhura num comprimento de 1,2cm quando se deve parar a
operação;
- Retira-se uma pequena quantidade do material no local onde as bordas
da ranhura se tocaram e coloca-se na estufa para a determinação da umidade;
- Transfere-se o material de volta ao recipiente de porcelana, adicionam-se
mais um pouco d’água e repete-se o processo por mais cinco vezes com
variação de golpe.

RESULTADOS
Com os pares de valores (número de golpes, teor de umidade) constrói-
se um gráfico relacionando teores de umidade, em escala aritmética (nas
ordenadas) com o número de golpes em escala logarítmica (nas abscissas). O
teor de umidade correspondente a 25 golpes, obtido por interpolação linear é o
limite de liquidez.
Para o cálculo do teor de umidade usa-se a seguinte relação:

ℎ (%) = (𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎/𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑜 𝑠𝑒𝑐𝑜) 𝑥 100.

Peso do solo: 0,0619 g


Na tabela abaixo encontram-se os valores obtidos:

Amostra Peso (g) Umidade (%)


BA 11,299 19,90
26 golpes
BB 11,050 16,49
BC 12,304 14,41
35 golpes
BG 17,427 18,85
DB 15,085 19,96
24 golpes
DH 15,688 20,26
DI 12,304 16,61
12 golpes
DJ 12,120 14,97
K1 12,484 17,34
11 golpes
K3 14,309 19,07

GRÁFICO

CONCLUSÃO
Com base nos resultados obtidos, foi possível determinar o Limite de
Liquidez do solo estudado e com isso podermos conhecer mais sobre o mesmo.
Informações como essa são de suma importância para estudos aprofundados e
podermos coloca-los em pratica com o auxílio da professora também têm uma
enorme relevância para nós acadêmicos.
ANEXOS (IMAGENS DO PROCEDIMENTO)
4. ENSAIO DE LIMITE DE PLASTICIDADE

INTRODUÇÃO
O Limite de Plasticidade é tido como o teor de umidade em que o solo
deixa de ser plástico, tornando- se quebradiço; é a umidade de transição entre o
estado plástico e semissólido do solo. Em laboratório o limite de plasticidade é
obtido determinando-se o teor de umidade no qual um bastão cilíndrico de um
solo com 3mm de diâmetro apresenta-se fissuras. A obtenção dos limites de
consistência (ou limites de Atterberg) do solo permite estimar, através da Carta
de Plasticidade, suas propriedades, principalmente no tocante a granulometria e
compressibilidade.

OBJETIVO
O presente ensaio tem como objetivo determinar o limite de plasticidade do
solo estudado, com base nas normas e nas aulas ministradas pela professora
Graziela.

EQUIPAMENTOS
Para a realização do ensaio foi preciso:
− Placa de vidro esmerilhada;
− Água destilada;
− Balança;
− Estufa;
− Espátulas;

PROCEDIMENTO
Coloca-se parte da amostra no recipiente de porcelana e adicionando-se
água até a homogeneização da massa;
− Molda-se certa quantidade da massa em forma elipsoidal rolando-
a em seguida sobre a placa de vidro esmerilhada, até que fissure em pequenos
fragmentos quando essa atingir dimensões de 3mm de diâmetro e 10cm de
comprimento;
− Coletam-se alguns fragmentos fissurados e coloca-se na estufa
para a determinação da umidade;
− Repete-se o processo por mais três vezes;
A média dos valores de umidade encontrados em cada amostra dos
cilindros é o limite de plasticidade.
Obs: Os valores de umidade não devem diferir da média em mais de 5%.

Amostra Peso amostra (g) Amostra + cilindro


DB 5,885 7,174
BA 5,575 6,166
BB 6,274 6,921

ANEXOS (IMAGENS DO PROCEDIMENTO)


5. ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE ESPECÍFICA

INTRODUÇÃO

Se tratando de uma graduação em engenharia civil, é de suma importância


o estudo do solo, pois sobre ele a humanidade transforma a sociedade para o
conforto e bem-estar social.
No ramo da construção civil, o estudo do solo é de fundamental
importância. Com informações de suas características, a aplicação do mesmo,
para sua finalidade, fica mais confiável, sendo para sustentar carga de uma
construção ou fazer parte dela, por exemplo, como sendo parte de barragens ou
estradas.
O material (solo) foi coletado em campo e levado para o laboratório de
construção civil do campus UFRJ na cidade universitária da cidade de Macaé/RJ,
no local foi realizado a homogeneização da amostra coletada antes de se iniciar
o referido ensaio.

OBJETIVOS
Este tipo de ensaio tem como principal finalidade, a determinação da
densidade real do solo, sendo assim uma aprendizagem na prática, para que no
futuro, conhecendo a densidade do mesmo, podemos otimizar sua
empregabilidade, sendo capaz também, com esses dados, de definir diversas
outras características suas.

EQUIPAMENTOS
− Estufa capaz de manter a temperatura entre 105ºC e 110ºC;
− Dispersor;
− Picnômetro com capacidade de 500 ml;
− Termômetro graduado em 0,5ºC, de 0ºC a 60ºC
− Balança com capacidade de 200kg, sensível a 0,01 g;
− Funil de vidro;
− Conta-gotas;
− Água destilada;

PROCEDIMENTO
• Primeiramente a amostra foi seca em estufa até obter-se o peso
constante a 105ºC – 110ºC e esfriada naturalmente.
• Em seguida foi realizado processo de peneiramento na peneira de
4,8 mm e separado 50g do solo (caso siltoso ou argiloso conforme
recomendado em norma).
• A etapa de transferência para o copo dos dispersos não foi possível
de ser realizada devido a problemas técnicos e elétricos no laboratório, logo
essa etapa não foi concluída.
Para o cálculo do peso específico (γG):
O peso específico é o peso das partículas dividido pelo seu volume. A
densidade relativa é a relação entre o γG e o peso específico da água (γA), à
mesma temperatura. Para a massa M1 da amostra:

Figura 2: Pesagem da amostra

Para obtermos o M3, enchemos completamento o picnômetro com água


destilada, a mesma temperatura e pesamos o picnômetro apenas com a água.

Figura 3: Pesagem do picnômetro com água


Para chegarmos no M2, colocamos a amostra no picnômetro, completamos com
água, enxugamos a parte externa do equipamento para que as gotas não mascarassem
o resultado e foi realizada a pesagem do conjunto (Picnômetro + solo + água):

Figura 4: Pesagem do picnômetro com água e com a amostra de solo

RESULTADOS
Na tabela 1 encontram-se os dados obtidos, para a determinação da
densidade relativa de uma substância sólida.

M2
M1 M3
Ensaio (massa do picnômetro com
Massa do solo (massa do picnômetro com água)
água e solo)
1 50,003 g 665,200 g 693,900 g

Tabela 1: Dados

A densidade relativa média dos grãos é obtida por:


𝑀1
𝛿=
(𝑀1 + 𝑀3 − 𝑀2)
Onde:
− 𝛿 é a densidade relativa do solo à temperatura (t)
− M1 é a massa do solo
− M2 é a massa do picnômetro com água e solo
− M3 é a massa do picnômetro com água
𝟓𝟎, 𝟎𝟎𝟑
𝜹=
(𝟓𝟎, 𝟎𝟎𝟑 + 𝟔𝟔𝟓, 𝟐𝟎 − 𝟔𝟗𝟑, 𝟗𝟎)
𝜹 = 𝟐, 𝟑𝟒𝟕

O peso específico dos grãos à uma temperatura t é obtida por:


𝛾𝐺 = 𝛿 ∗ 𝛾𝐴𝑔𝑢𝑎
Onde:
− 𝛾𝐺 é o peso específico dos grãos na temperatura t
− 𝛾𝐴 é o peso específico da água na temperatura t
− 𝛿 é a densidade relativa do solo à temperatura t
𝜸𝑮 = 𝟐, 𝟑𝟒𝟕 ∗ 𝟗𝟖𝟏𝟎𝑵/𝒎³
𝜸𝑮 = 𝟐𝟑, 𝟎𝟑 𝒌𝑵/𝒎³

CONCLUSÃO
O presente ensaio refere-se à determinação da densidade relativa dos
grãos de um solo e seu peso específico, à mesma temperatura. O objetivo do
experimento foi alcançado obtendo se o valor da densidade relativa do solo
coletado, assim como seu peso específico.
Apesar da ocorrência de possíveis erros durante o ensaio, da coleta do
material em campo até a execução do mesmo em laboratório, podemos concluir
que o experimento foi realizado com êxito, retornando dados da análise em
estudo.
A densidade relativa encontrada foi de 2,347 e o peso específico dos grãos
na temperatura t foi 23,03 kN/m³.
6. ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

INTRODUÇÃO
A determinação da granulometria dos solos, por meio do ensaio, é de suma
importância para a construção da curva granulométrica do solo analisado.
A curva granulométrica apresenta os intervalos de variação do tamanho
das partículas do solo, sendo assim utilizada na classificação da textura do
mesmo. A classificação textural dos solos está relacionada à proporção relativa
das frações granulométricas existentes no solo. Ou seja, o quanto se tem de
areia, sílte e argila em uma amostra do solo. A curva permite também, obter
valores de diâmetros necessários ao cálculo de parâmetros como os coeficientes
de uniformidade e curvatura do solo.

OBJETIVO
Baseando-se na norma ABNT NBR 7181:2016 – Solo: análise
granulométrica, a prática desenvolvida, no dia 12 de setembro de 2019, teve por
objetivo analisar a granulometria do solo coletado em campo.

EQUIPAMENTOS
Para a realização do ensaio foram usados:
− Estufa capaz de manter a temperatura entre 60° e 65° e entre 105° e 110°;
− Balança digital com precisão de 0,0001 kg;
− Balança semi-analítica com precisão de 0,001 g;
− Cápsulas metálicas;
− Escova com cerdas metálicas;
− Agitador mecânico de peneiras, com dispositivo de fixação para até seis
peneiras, inclusive tampa e fundo;
− Relógio com indicação de segundos;
− Béquer de vidro, com capacidade de 250 cm³;
− Bragueta de vidro;
− Série de peneiras de acordo com a NBR 5734
(50; 38; 25; 19; 9,5; 4,8; 2,4; 1,2;0,6; 0,42; 0,30; 0,15; 0,075mm).
PROCEDIMENTO
Para esse processo é necessário realizar os dois tipos de peneiramento:
O peneiramento grosso (até a peneira nº 10) e o peneiramento fino (da peneira
nº 40 até a nº 200).
• Para o peneiramento grosso:
Trabalhamos com uma amostra representativa do solo, obtida pelo
processo de repartição e destorroada, de acordo com a NBR 6457.
Após destorroado, o material foi peneirado na peneira de nº 10 (2,00 mm).
O material retido levado à estufa para a secagem, durante um período de no
mínimo 12 horas.
Procedemos ao peneiramento do material seco no conjunto de peneiras
(25,4 – 19,1 – 9,52 – 4,8 mm). e levado ao peneirador mecânico durante cerca
de 5 minutos. Após a vibração pesamos as proporções retidas em cada peneira.
Foi pesado as frações do material retido em cada peneira e calculado as
porcentagens do mesmo referente ao peso total da amostra seca peneirada.
• Peneiramento fino:
O peneiramento fino é realizado com o ultimo passante do peneiramento
grosso. Na peneira Nº 200 (0,074 mm), o material retido foi transferido para uma
cápsula e seco na estufa. O material seco foi passado no conjunto de peneiras
(1,2 – 0,6 – 0,42 – 0,30 – 0,15 e 0,074 mm de diâmetro) e levado ao peneirador
mecânico durante cerca de 5 minutos. Após a vibração pesamos as proporções
retidas em cada peneira. Foi calculado as percentagens do material retido em
cada uma das peneiras, em relação ao peso total da amostra seca.

Figura 5: Imagens do Processo


CÁLCULOS E RESULTADOS
Abaixo segue os resultados obtidos:

Peneiramento grosso Amostra


Tara – (g) 364,0
Amostra + tara – (g) 861,8
Amostra – (g) 497,8

Porcentagem – Peneiramento grosso: (g)


% Retida % Retida % Acumulada
Amostra + Fundo Amostra
simples acumulada passada

Peneira 25,4 mm 417,0 53,0 10,64 10,64 89,36


Peneira 19 mm 421,5 57,5 11,55 22,19 77,81
Peneira 9,52 mm 418,7 54,7 10,98 33,17 66,83
Peneira 4,75 mm 423,3 59,3 11,91 45,08 54,92
Fundo 624,9 260,9 52,41 97,49 2,51
Total: (g) 485,4

O peneiramento fino foi feito com os 260,9 g de solo passante. Tara = 290,4 g

Porcentagem – Peneiramento fino: (g)


% Retida % Retida % Acumulada
Amostra + Fundo Amostra
simples acumulada passada

Peneira 1,7 mm 328,5 38,1 14,60 14,60 85,40


Peneira 1,18 mm 337,0 46,6 17,86 32,46 67,54
Peneira 850 ϻm 341,2 50,8 19,47 51,93 48,07
Peneira 600 ϻm 325,6 35,2 13,49 65,42 34,58
Peneira 425 ϻm 319,5 29,1 11,15 76,57 23,43
Peneira 300 ϻm 314,2 23,8 9,12 85,69 14,31
Peneira 212 ϻm 307,5 17,1 6,55 92,24 7,76
Peneira 150 ϻm 297,1 6,7 2,56 94,80 5,20
Peneira 106 ϻm 296,8 6,4 2,45 97,25 2,75
Peneira 75 ϻm 292,2 1,8 0,68 97,93 2,07
Prato 291,8 1,2 0,45 98,38 1,62
Total: (g) 256,8
Curva granulométrica:
Com base nos dados obtidos, foi possível traçar a curva granulométrica
do solo trabalhado.

100,00

80,00

60,00

40,00

20,00

0,00
0,01 0,1 1 10 100

CONCLUSÕES
O presente ensaio nos permitiu conhecer a disposição dos diâmetros
presentes no solo estudado por meio do peneiramento. Esse tipo de análise é
de suma importância para o conhecimento do comportamento do solo e nos
permitiu por em prática conhecimentos aprendidos em sala de aula.
7. ENSAIO DE COMPACTAÇÃO

INTRODUÇÃO
O ensaio de compactação, hoje em dia, é conhecido como Ensaio Normal
de Proctor (ou AASHTO Normal). Essa metodologia foi desenvolvida pelo
engenheiro Ralph Proctor em 1933, sendo normatizada nos Estados Unidos pela
AASHTO – American Association of State Highway Officials e no Brasil sua
execução segue a norma ABNT NBR 7182 – Ensaios de Compactação.
A compactação é um método utilizado para a estabilização de solos e se
dá pela aplicação de algum tipo de energia (impacto, vibração, compressão
estática ou dinâmica). Seu efeito confere ao solo um aumento de seu peso
específico e resistência ao cisalhamento, e uma diminuição do índice de vazios,
permeabilidade e compressibilidade.
Através do ensaio de compactação é possível obter a correlação entre o
teor de umidade e o peso específico seco de um solo quando compactado com
determinada energia.
OBJETIVO
Realizar o ensaio de compactação tipo Proctor Normal, com a reutilização
do solo, para a obtenção de sua curva de compactação.
EQUIPAMENTOS
Para realizar o experimento foi necessário:
− Balança
− Molde cilíndrico de 1000 cm³ com base e colarinho
− Soquete cilíndrico
− Peneiras de 19 mm e 4,8 mm
− Cápsulas metálicas
− Bandejas metálicas
− Provetas de vidro

PREPARAÇÃO DA AMOSTRA
Para o seguinte ensaio, foi separado e destorroado uma certa quantidade
de solo seco ao ar.
Logo depois essa quantidade foi passada na peneira de 19 mm e em
seguida na peneira de 4,8 mm para remover qualquer torrão existente.
O peso da bandeja é 900 g e o peso final de solo utilizado no ensaio foi de
2,732 kg.
Figura 6: Amostra

PROCEDIMENTO
Primeiramente foram realizados os cálculos para determinar o teor de
umidade higroscópica do solo e o teor de umidade real, ambos para determinar
a umidade ótima, que foi utilizado para dar seguimento ao ensaio.

TEOR DE UMIDADE
Amostra DB Amostra BB Amostra BA
Solo úmido+ Cápsula (g) 7,174 6,921 6,166
Solo seco + Cápsula (g) 6,840 6,727 6,000
Cápsula (g) 5,885 6,274 5,575
Água (g) 0,334 0,194 0,166
Solo seco (g) 0,955 0,453 0,425
Teor de umidade (%) 34,9 42,8 39,1
Teor de umidade (média) 38,93

UMIDADE HIGROSCÓPICA
Amostra AI Amostra AB Amostra AN
Solo úmido+ Cápsula (g) 42,723 43,060 42,446
Solo seco + Cápsula (g) 37,417 37,668 37,158
Cápsula (g) 12,908 13,079 12,415
Água (g) 5,306 5,392 5,288
Solo seco (g) 24,499 24,594 24,743
Umidade higroscópica (%) 21,6 21,9 21,3
Umidade hig. (média) 21,6
Para 2,732 kg de solo a conta realizada para determinar o acréscimo de
água a cada determinação foi:
𝑇𝑒𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑢𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 − 5% = 38,93 − 5 = 33,9%
33,9 − 𝑊ℎ = 33,9 − 21,6 = 12,3%
Para 2,732 kg de solo:
𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎 𝑎𝑐𝑟𝑒𝑠𝑐𝑖𝑑𝑜 = 336 𝑔 𝑑𝑒 á𝑔𝑢𝑎

Após os cálculos, foram preparadas as quantidades de água a serem


acrescidas ao solo na bandeja metálica, sendo posto de maneira gradativa
buscando a obtenção do teor de umidade calculado. Em seguida a sua
homogeneização procedemos para a compactação.
Primeiramente fixando o molde cilíndrico a sua base, e acoplando o cilindro
complementar, além disso, apoiando o conjunto em uma base rígida. Depois
prosseguimos com a adição do solo no interior do cilindro, no qual foram feitas 3
camadas iguais (cada uma cobrindo aproximadamente um terço do molde),
sendo um soquete pequeno utilizado para cada camada a energia de
compactação foi a normal, dessa forma, foi executado em cada camada o
número de 26 golpes.
Posteriormente a compactação do solo no cilindro complementar é
desacoplado e o material em excesso é retirado com auxílio de uma espátula e
com uma régua biselada utilizada para rasar a superfície. Feito isso, foi removido
o molde cilíndrico de sua base e coletado uma amostra do solo para ser obtido
a umidade do mesmo posteriormente.
Lembrando que, o mesmo procedimento foi realizado 5 vezes, sendo a
primeira com o teor de umidade de 8,3%, a segunda com 10,3%, a terceira com
12,3%, a quarta com 14,3% e a quinta com 16,3%. Dessa forma, do teor de
umidade ótima calculado retiramos 4% dividido em dois procedimentos e
acrescentamos 4% dividido em dois procedimentos.

COMPACTAÇÃO
Porção Pontos 1 (az) 2 (af) 3 (ag) 4 (aj) 5 (am)
Volume do molde (cm³) 48,77 48,77 48,77 48,77 48,77
Cilindro com solo úmido (g) 6492,6 6580,8 6706 6668,77 6605,8
Tara do cilindro 5229,1 5229,1 5229,1 5229,1 5229,1
TEOR DE UMIDADE
Solo úmido+ Cápsula (g) 43,4330 43,1520 45,7550 44,2360 45,2100
Solo seco + Cápsula (g) 40,2140 39,5940 41,2290 39,3970 39,9030
Tara da capsula (g) 11,7680 12,8790 12,4280 12,6840 12,7330
RESULTADOS
Para o cálculo do teor de umidade utilizamos a fórmula:
𝑚𝑤
𝑤(%) = 𝑥 100
𝑚𝑠
Sendo 𝑚𝑤 = massa de água no solo e 𝑚𝑠 = massa de solo seco.

TEOR DE UMIDADE
Porção Pontos 1 (az) 2 (af) 3 (ag) 4 (aj) 5 (am)
mw (g) 3,219 3,558 4,526 4,839 5,307
ms (g) 28,446 26,715 28,801 26,713 27,170
w 0,113 0,133 0,157 0,181 0,195
W (%) 11,316 13,318 15,715 18,115 19,533

Para o cálculo do peso específico utilizamos a seguinte formula:


𝑔 𝑚𝑠
𝜌𝑑 ( ) =
𝑐𝑚3 𝑉
𝑚
Sendo, 𝑚𝑠 = (1+𝑤) .

PESO ESPECIFICO
Porção Pontos 1 (az) 2 (af) 3 (ag) 4 (aj) 5 (am)
m (g) 2277,000 2365,200 2490,400 2453,170 2390,200
ms (g) 2045,525 2087,217 2152,189 2076,937 1999,622
𝜌𝑑 (g/cm³) 41,942 42,797 44,129 42,586 41,001

Após os dados obtidos, foi feita a curva de compactação, sendo obtida


marcando-se, em ordenadas, os valores dos pesos específicos secos (𝜌𝑑) e,
abcissas, os teores de umidade correspondentes (w).
44,5

44,144

43,5

43
𝜌𝑑 (G/CM³)

42,5

42

41,5

41

40,5
0 5 10 15 16 20 25
W (%)

Obtendo-se dessa forma o valor de umidade ótima 𝑤(%) = 16% e do peso


especifico seco máximo de 𝜌𝑑 = 44,18 𝑔/𝑐𝑚³.

CONCLUSÕES
O ensaio de compactação dos solos é de primordial importância para que
se classifique o solo. A compactação é um método que se dá por meio de
transferência de energia mecânica à estabilização dos solos. Constata-se que a
adição de água a um solo seco facilita a sua compactação, ou seja, cada vez
que se adiciona água a esse solo pouco úmido, a densidade do material
compactado aumenta até uma certa umidade, dessa forma buscamos o valor da
certa umidade também chamada de umidade ótima para provocar um efeito
benéfico da relação do acréscimo de água no solo. Portanto, através dos
cálculos realizados conclui-se que a umidade ótima é de 16%, e o seu peso
específico máximo 44,18g/cm³, valores encontrados coerentes com a teoria.
ANEXOS (IMAGENS DO PROCEDIMENTO)
8. CONCLUSÕES GERAIS

Com base nos resultados obtidos nos ensaios pelo Grupo, foi possível notar
a importância de tais determinações, assim como uma boa organização dos
dados e profissionalismos no momento da realização dos ensaios. Erros de
execução e falhas ocorreram, como em toda experiencia inicia com
equipamentos diferentes e processos que fogem do nosso tradicional. Porém o
grupo conseguiu obter sucesso em todos os experimentos realizados.

Poder desenvolver noções de trabalho em grupo, realização de tarefas


interligadas e obter um bom desempenho são requisitos muito necessário e
extremamente importante para a formação acadêmica de cada integrante do
grupo, e poder praticá-las no meio acadêmico nos torna cada vez mais
preparados para os próximos desafios que nos esperam.

Esperamos que nosso desempenho tenha sido satisfatório a partir da


avaliação da professora e agradecemos a oportunidade de mais uma
experiência adquirida.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NBR 6508 - Grãos do solo que passam numa peneira 4,8mm - DETERINAÇÃO
DA MASSA ESPECÍFICA.

NBR 5734 - ABNT - “Peneiras para ensaio - Especificação”

NBR 6457 - ABNT - “Amostras de Solo - Preparação para Ensaios de


Compactação e Ensaios de Caracterização”

NBR 6508 – ABNT - “Grãos de solos que passam na peneira de 4,8mm –


Determinação da massa específica”

NBR 7181 - ABNT - “Solo – Análise granulométrica”.

DOKUMEN. NBR 7181/1984 – Solo: Análise granulométrica. Download


disponível em: <https://dokumen.tips/documents/nbr-7181-1984-solo-analise-
granulometrica.html>. Acesso em 02 dez. 2019.
FSP. Solo – Análise Granulométrica. Download disponível em:
<https://engenhariacivilfsp.files.wordpress.com/2015/03/nbr-7181.pdf>. Acesso
em 02 dez. 2019.
UFC. Determinação da granulometria. Download disponível em:
<http://www.lagetec.ufc.br/wp-content/uploads/2017/08/An%C3%A1lise-
granulom%C3%A9trica-de-material-granular-por-peneiramento-e-
sedimenta%C3%A7%C3%A3o-em-meio-l%C3%ADquido1.pdf>. Acesso em 02
dez. 2019.
PINTO, Carlos Souza. CURSO BÁSICO DE MECÂNICA DOS SOLOS (2016)

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