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Clipping de

Notícias: Estrutura
para 2016
Veículo: Folha.com
Data: 25/10/2010
Autor: EFE
Endereço: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/819613-as-vesperas-das-eleicoes-coi-
diz-estar-tranquilo-em-relacao-ao-rio-2016.shtml

Às vésperas das eleições, COI diz estar


tranquilo em relação ao Rio 2016

O COI (Comitê Olímpico Internacional) afirmou que os programas de


preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 seguirá
normalmente, independente do resultado do segundo turno das eleições
presidenciais, no próximo domingo.

"Quem for eleito vai seguir o que foi acertado quando o Brasil foi escolhido, em
Copenhague. Portanto, quem for o presidente dará continuidade", disse Gilberto
Felli, diretor de Jogos Olímpicos do COI.

Após receber o relatório da comissão do COI sobre os avanços dos Jogos do


Rio, Felli disse que o organismo "está consciente" do processo eleitoral
brasileiro, em segundo turno que opõe a candidata governista Dilma Rousseff
(PT) e o opositor José Serra (PSDB).

De acordo com Felli, o comitê "foi muito ativo", manteve diálogos com os dois
candidatos e sabe "exatamente que tipo de apoio o governo prometeu".

A comissão "nos deu um relatório muito positivo", disse o diretor, ao assinalar


que o COI está em reestruturação "de uma maneira muito positiva, com
pessoas muito experientes, que estão no mundo dos negócios, pessoas que
estão se envolvendo, e também há o compromisso dos três níveis de governo".

Felli também confirmou que o Rio concluirá seu programa de marketing com
seus parceiros até o fim do ano, e, além disso, o presidente do COI, Jacques
Rogge, visitará o país para o anúncio do novo logotipo dos jogos, que será
revelado na virada do ano, na tradicional queima de fogos de Copacabana.
Veículo: Folha.com
Data: 31/12/2010
Autor: Cirilo Junior
Endereço: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/853072-rio-16-promete-caca-a-
elefante.shtml

Rio-16 promete caça a 'elefante'


Depois do alerta dado pelo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional),
Jacques Rogge, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que os Jogos
Olímpicos de 2016 não deixarão "elefantes brancos" na cidade.

Segundo Paes, o projeto para a Olimpíada carioca prevê o aproveitamento de


estádios já existentes (o Maracanã, por exemplo, está em reforma) e pouca
construção de instalações novas.

"A gente defende que tenha equipamento temporário, como tem no caso do
Parque Olímpico [a ser erguido na Barra da Tijuca]. O Rio de Janeiro não vai
construir muitos equipamentos novos. Basicamente, os estádios definitivos são
os já existentes, Maracanã, Engenhão e Maracanãzinho", disse o prefeito.

Ele deu a declaração logo após acompanhar a visita de Rogge a obras de


infraestrutura urbana prometidas ao comitê olímpico pela organização dos
Jogos de 2016.

Na quarta-feira, Rogge havia quebrado o protocolo ao discursar em evento no


Rio e pedir que haja atenção com o legado que os Jogos vão deixar para a
cidade.

Ele manifestou preocupação com o fato de Pequim e Atenas, sedes das


Olimpíadas de 2008 e 2004, respectivamente, terem deixado grandes
construções que estão sem uso.

Ontem, Rogge observou o início das obras do metrô que ligará a Gávea, na
zona sul, à Barra da Tijuca, na parte oeste da cidade. O governo do Rio garante
que entregará a obra até o final de 2015.

O representante do COI sobrevoou também a preparação do corredor expresso


de 56 quilômetros que ligará a Barra a Campo Grande.

A agenda de Rogge terminou no morro Pavão-Pavãozinho, onde ele conheceu o


projeto da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) que foi implementado na
favela.

O presidente do COI não deu nenhuma declaração.


Paes afirmou que o belga, que tem fama de sisudo, está "super animado" com
o que tem visto na sede dos primeiros Jogos na América do Sul.

O vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, declarou que Rogge


demonstrou bastante interesse pelo projeto da UPP e fez questionamentos
sobre a segurança na cidade.

"Fizeram muitas perguntas, e mostramos que a segurança está bem. Vamos


continuar cumprindo nossa meta e vamos entregar a cidade segura", observou.
Veículo: Agência Brasil
Data: 15/05/2010
Autor: Alana Gandra
Endereço: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-15/falta-de-planejamento-
pode-comprometer-mobilidade-urbana-da-copa-do-mundo-e-olimpiadas-diz-especialis

Falta de planejamento pode comprometer


mobilidade urbana da Copa do Mundo e
Olimpíadas, diz especialista

Rio de Janeiro – A falta de planejamento pode atrapalhar a mobilidade urbana para


a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. A avaliação foi feita
à Agência Brasil pelo professor de engenharia da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), Fernando Mac Dowell. Segundo ele, a esperança na área da
mobilidade é o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que está
assumindo a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO).

“Para fazer uma montagem dessas, você precisa ter um planejamento muito bem
elaborado, que considere os prazos de estudos, projetos, as obras e os recursos
necessários para sua realização”, disse Mac Dowell, que é doutor em engenharia de
transportes.

Ele criticou o fato de que o legado que está sendo deixado pela prefeitura do Rio de
Janeiro são apenas ônibus. “O Rio é o lugar que mais ônibus tem. É uma pena você
ter oportunidade de fazer coisas que poderiam ter três vezes mais capacidade com
quase os mesmos recursos”.

Como exemplo, citou o aeromóvel, sistema de transporte urbano automatizado,


movido a ar, de concepção brasileira, que está sendo implantado em Porto Alegre
(RS), para ligação entre o Aeroporto Salgado Filho e as estações da Empresa de
Trens Urbanos da capital gaúcha (Trensurb). Ele afiançou que essa é uma obra
rápida, barata e com elevada capacidade de transporte de massa.

O engenheiro defendeu o aeromóvel como sistema que poderia ser adotado em


todas as cidades que irão sediar os jogos da Copa. "Com a vantagem de ser um
sistema nacional, sem necessidade de pagar royalties.” Ele considerou um erro a
escolha do modelo de transporte coletivo de média capacidade BRT (trânsito rápido
de ônibus, da sigla em inglês). Esse sistema é constituído por ônibus articulados e
foi implantado pela primeira vez no Brasil na cidade de Curitiba (PR), em 1979.

Responsável pela elaboração do plano B das Olimpíadas para o governo federal, o


professor da UFRJ fez um estudo sobre as possibilidades de recursos por meio de
parcerias público privadas (PPPs) e levou em consideração as tecnologias
disponíveis: aeromóvel, monotrilho, trem de levitação magnética, BRT, metrô,
veículo leve sobre trilhos (VLT). A conclusão foi apresentada e aprovada em Brasília
por diversos órgãos, entre os quais os Ministérios das Cidades e do Esporte. “E foi
aí que o aeromóvel surgiu com força muito grande”.

No sistema BRT, o governo entra com 95% e a iniciativa privada com 5%,
enquanto no modelo do aeromóvel, o governo colocaria 30% dos investimentos
necessários e o setor privado 70%. "Com isso, conseguiríamos ampliar a
quantidade de possibilidades de sistemas de transporte de massa e, até, o metrô.
Por isso, a linha 4 do metrô do Rio de Janeiro foi feita”.

Mac Dowell criticou os governos fluminense e carioca que “não querem nem saber o
que é (o sistema do aeromóvel)” e que, em contrapartida, ficam entusiasmados
com o monorail (monotrilho ou ferrovia constituída por um único trilho). Segundo
ele, um carro do monotrilho, com 12,5 metros de comprimento, custa US$ 2,4
milhões, enquanto que o aeromóvel tem custo de R$ 1,4 milhão e possui 25
metros.

“Nós estamos perdendo uma grande oportunidade, em quase todas as capitais, que
optaram pelo BRT”, apontou o especialista. De acordo com ele, o custo de um BRT
é de R$ 1,5 bilhão, “porque está fazendo três mil desapropriações”. Para Mac
Dowell, “fica claro que houve mais partidarismo nessas escolhas, do que estudo”.

A esperança de os projetos de mobilidade chegarem a bom termo, na sua opinião,


é a nomeação de Henrique Meirelles para a presidência da APO. “Na minha opinião,
vai ser a salvação desse processo. Essa pessoa é competente e já mostrou isso.
Acredito que vai se cercar de técnicos capacitados e ele vai conseguir atingir o
objetivo”.
Veículo: Folha.com
Data: 14/03/2011
Autor: Ana Flor e Breno Costa
Endereço: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/888608-meirelles-diz-sim-oficial-a-
autoridade-publica-olimpica.shtml

Meirelles diz 'sim' oficial à Autoridade


Pública Olímpica
Vestindo a gravata com as cores da bandeira do Brasil --a mesma que usou, ao
lado do presidente Lula, na cerimônia em que o Rio foi escolhido para a sediar
as Olimpíada de 2016, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles
anunciou hoje ter aceito o convite da presidente Dilma Rousseff para presidir a
APO (Autoridade Pública Olímpica).

Seu nome será encaminhado para o Senado, onde Meirelles precisa ser
sabatinado. "É um processo que eu conheço bem, na minha posição anterior",
afirmou Meirelles, bem-humorado, sobre a sabatina.

Perguntado sobre a mudança da Medida Provisória que enxugou cerca de 200


cargos da APO e mudou parte de sua estrutura, Meirelles afirmou que o texto
acabou sendo "aperfeiçoado" e que a redução de cargos é "extremamente
razoável".

O ex-presidente do BC afirmou acreditar que sua experiência internacional e


trânsito com investidores de dentro e fora do Brasil foram decisivos para sua
escolha.

"Inclusive, alguns membros do Comitê Olímpico Internacional me ligaram já,


inclusive num tom de brincadeira, dizendo: 'você foi lá, disse que o Brasil tem
condições de entregar [as obras dentro do prazo], então agora você vai ter que
ser o responsável de fato para fazer com que isso aconteça'", afirmou.

Segundo Meirelles, sediar um evento olímpico é uma demonstração da


"capacidade de execução de um governo e país". "[É a demonstração da]
capacidade do Brasil ocupar espaço no mundo", disse ele.

"É o tipo de obra em que não pode haver atraso", resumiu ele ao se referir às
Olimpíadas.

Sobre o preenchimento dos cargos da APO e a disputa que pode gerar entre
partidos da base aliada, inclusive o que Meirelles faz parte, o PMDB, o futuro
dirigente afirmou estar preparado. "Essa questão de pressões políticas é
normal, acontece em qualquer esfera de governo, em qualquer lugar do
mundo, mas evidentemente eu tenho já uma certa experiência depois de oito
anos de Banco Central."

E prometeu dar um perfil técnico ao órgão. "É um projeto que tem um prazo
para terminar e muita complexidade. Então, os profissionais terão que ser
profissionais de qualificação técnica e de gestão de primeira linha e em
condições de entregar a obra nos prazos indicados", disse.

Meirelles foi ainda perguntado se concordava ou não com a flexibilização da lei


de licitações para as obras da Olimpíada, mas preferiu não se posicionar. "Esse
projeto nasceu desde a candidatura do Rio de Janeiro, e não há dúvida que
tudo isso faz parte de uma série de experiências e aprendizados com outros
países. Mas não há dúvida que isso é uma decisão soberana do Congresso
Nacional", afirmou.
Veículo: Agência Brasil
Data: 15/05/2011
Autor: Vladimir Platonow
Endereço: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-10/olimpiadas-vao-
estabelecer-novo-modelo-de-gestao-publica-diz-meirelles

Olimpíadas vão estabelecer novo modelo de


gestão pública, diz Meirelles

Rio de Janeiro – As Olimpíadas de 2016 vão estabelecer um novo modelo de gestão


pública, ao promover a integração dos níveis municipal, estadual e federal de
governo, afirmou hoje (10) o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO),
Henrique Meirelles. Ao participar do 9º Fórum de Liderança Latino-Americano, ele
falou sobre as oportunidades e os desafios para fazer grandes obras de
infraestrutura no país até as Olimpíadas.

“Será um esforço muito importante, porque vai exigir do setor público um novo
paradigma de capacidade de organização, visando enfrentar desafios de todos os
níveis de governo”, disse Meirelles, ex-presidente do Banco Central. “Todos esses
setores têm que trabalhar juntos. É um momento extraordinário para que o Brasil
possa desenvolver um novo modelo de gestão pública.”

O presidente da APO falou para uma plateia de grandes empresários latino-


americanos. Segundo ele, as obras previstas até 2016 vão oferecer grandes
oportunidades de negócios e investimentos. “A infraestrutura será a grande
discussão da agenda nacional. A APO é um consórcio público dos três níveis de
governo.”

De acordo com Meirelles, a APO vai cuidar dos problemas de infraestrutura no


Brasil e no Rio de Janeiro, com vistas às Olimpíadas, nas áreas de transporte
rodoviário e ferroviário. Além disso, acrescentou, a APO trabalhará para que sejam
feitas melhorias nos setores aeroportuário, esportivo e hoteleiro.

Para exemplificar a magnitude e os desafios que o país enfrenta para grandes


eventos internacionais, o ex-presidente do BC contou que só o congresso mundial
dos membros do Rotary Club, que ocorrerá em São Paulo em 2015, deverá atrair
40 mil visitantes, praticamente esgotando a capacidade atual da rede hoteleira da
maior cidade do país.

Indicado pela presidenta Dilma Rousseff para o comando da APO, Meirelles evitou
se aprofundar mais nas análises sobre as Olimpíadas, alegando que ainda não está
oficialmente no cargo, já que falta ser sabatinado no Senado, em data a ser
definida.
Veículo: Folha.com
Data: 14/02/2011
Autor: Rodrigo Rötzsch
Endereço: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/875440-rio-cria-conselho-para-
debater-heranca-de-copa-e-olimpiada.shtml

Rio cria Conselho para debater herança


de Copa e Olimpíada
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assinou na tarde desta segunda-
feira o decreto que cria o Conselho de Legado da Cidade, grupo que realizará
encontros trimestrais para debater a herança que a Copa do Mundo-2014 e os
Jogos Olímpicos-2016 deixarão para o município.

O conselho terá caráter consultivo e será formado por até 20 membros, que
não serão remunerados. O colegiado, com integrantes de organismos de
governo e entidades da sociedade civil, será presidido pelo próprio prefeito.

Já na tarde de ontem, o grupo realizou no Palácio da Cidade a sua primeira


reunião, com a participação dos seguintes conselheiros: Felipe Góes (secretário
municipal de Desenvolvimento); Bernardo Carvalho (presidente da Empresa Rio
2014/2016), Sergio Besserman Vianna (presidente da Câmara de
Desenvolvimento Sustentável da prefeitura); Sérgio Magalhães (presidente da
seção fluminense do Instituto dos Arquitetos do Brasil); José Luiz Alquéres
(presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro); Rogério Chor
(presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário);
Rosiska Darcy (presidente da ONG Rio Como Vamos); e os empresários João
Paulo Diniz e Paulo Ferraz, além de Paes.

Ao assinar o decreto, o prefeito disse que "há Olimpíadas que se servem da


cidade e cidades que se servem da Olimpíada". "Nós queremos fazer o segundo
tipo", concluiu.

AUTORIDADE PÚBLICA OLÍMPICA

Após a assinatura, Paes negou ter resistências ao nome de Henrique Meirelles


como presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), entidade cuja criação é
atualmente discutida no Congresso e cuja função será coordenar as ações das
três esferas de poder --União, Estado e município do Rio-- para a organização
da Olimpíada.

"Eu não tenho preocupação nenhuma com a Autoridade Pública Olímpica. Eu


acho que a Autoridade Pública Olímpica é cada vez mais uma representação do
governo federal organizando as Olimpíadas. Também não tenho contestação a
nome nenhum. Eu acho o Meirelles um nome excepcional, como achava
também o ministro Orlando Silva. Essa é uma decisão da presidente da
República, não compete a mim. Mas repito: o ex-presidente do Banco Central
está mais do que qualificado para essa função", disse Paes.

O prefeito afirmou que "o essencial é definir o mais rápido possível a matriz de
responsabilidade, que nível de governo é responsável pelo quê". "Isso é que
precisa ficar claro, aberto, assinado, pactuado e ser transmitido à sociedade",
disse.

Sobre a demora da Câmara Municipal para aprovar a criação da APO, passo


necessário para a entrada em funcionamento do organismo, Paes disse que
"não manda no Parlamento".

"A gente encaminha as coisas e espera votar. Essas coisas serão votadas no
momento que tiverem de ser votadas."
Veículo: Folha.com
Data: 14/02/2011
Autor: Alex Rodrigues
Endereço: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-05-12/projeto-que-cria-regime-
especial-de-licitacoes-para-obras-da-copa-e-inconstitucional-afirma-mpf

Projeto que cria regime especial de licitações para


obras da Copa é inconstitucional, afirma MPF

Brasília - O projeto que cria um regime especial de licitação e contratação para as


obras necessárias à realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas e
Jogos Paraolímpicos de 2016 é inconstitucional. A conclusão é dos promotores do
grupo de trabalho criado pelo Ministério Público Federal (MPF) para acompanhar a
aplicação de verbas públicas nos grandes eventos esportivos.

Em ofício enviado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, os promotores


apontam cinco artigos do projeto em que identificam “evidentes
inconstitucionalidades” do chamado Regime Diferenciado de Contratações Públicas
(RDC). Incluído na Medida Provisória 521 com o objetivo de acelerar as obras e
evitar contratempos, o novo regime de licitação, se aprovado, permitirá ao
Executivo definir o melhor regime de licitação a adotar na contratação de obras e
serviços necessários à realização dos grandes eventos esportivos. A justificativa
para tanto é apressar as obras, evitando contratempos.

Para os quatro procuradores que assinam o ofício, com data do último dia 10, a
rapidez na realização das obras não pode ser obtida com a eliminação dos
princípios da lei de licitações. “A Constituição não pode ser alterada por norma
jurídica de estatura hierárquica inferior”, destacam Athayde Ribeiro Costa, Carolina
de Gusmão Furtado, Ana Carolina Tannus Diniz e Paulo Roberto Galvão de
Carvalho. Eles também citam exemplos de “diversos desvios em licitações” que
causaram prejuízos ao Erário, como as obras dos aeroportos de Vitória e de
Macapá, além do Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Segundo eles, nos pontos em que trata da criação do Regime Diferenciado de


Contratações Públicas, a MP 521 traz ao menos uma cláusula “intoleravelmente
aberta”. Para os promotores, ela concederá ao Executivo “o poder de definir ou
escolher, com base em critério de elevado subjetivismo, o regime jurídico de
licitação pública”.

Os procuradores entendem que esse poder “é exclusivamente do legislador e não


pode ser transferido ou delegado ao Executivo”. Eles também consideram que o
regime proposto “outorga desproporcional poder de decisão ao comitê gestor criado
por meio de decreto presidencial para definir, aprovar e supervisionar as ações do
governo federal para a Copa do Mundo.

Para os procuradores, o regime também é inconstitucional porque estabelece que,


para a contratação de obras e serviços de engenharia, a administração pública deve
dar preferência às chamadas contratações integradas, mesmo que “técnica e
economicamente justificado”, conforme estabelece o texto da MP. “Não há como
promover a elaboração adequada de exigências de formação de propostas técnicas
sem a prévio e adequada definição da obra ou serviço de engenharia” a ser
realizado.
Veículo: Estadao.com.br
Data: 28/04/2011
Autor: Agência Estado
Endereço: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,olimpiada-estragos-causados-
pela-chuva-no-rio-preocupam-coi,712167,0.htm

Olimpíada: estragos causados pela


chuva no Rio preocupam COI
Maior problema seria a linha 4 do Metrô, que a prefeitura garante ter recursos para
terminar

RIO - A diretoria do Comitê Olímpico Internacional (COI) demonstrou nesta


quinta-feira preocupação com os estragos provocados pela chuva que atingiu na
segunda a Tijuca, bairro da zona norte que abriga o Maracanã - palco da
abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016.
A informação foi passada pelo secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes. A
equipe internacional encerrou nesta quinta mais uma visita ao Rio para verificar
o andamento das obras para a Olimpíada.

"O governador Sérgio Cabral tranquilizou a todos, dizendo que os recursos para
a obra (no entorno do Maracanã) já foram solicitados e que o problema será
solucionado", disse Júlio Lopes, enquanto o COI vistoriava as escavações da
Linha 4 do metrô, na Barra da Tijuca.

De acordo com o presidente do Comitê Internacional, Jacques Rogge, que não


veio ao Rio, o metrô será vital para o deslocamento do público que assistirá às
apresentações esportivas na zona oeste. A previsão é que a linha 4 - que vai ligar
a zona sul à Barra - esteja pronta em dezembro de 2015, a seis meses dos Jogos.
Veículo: Estadao.com.br
Data: 11/05/2011
Autor: Wilson Costa
Endereço: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110511/not_imp717647,0.php

Acordo isenta COI até de ações na


Justiça
Pagamento de impostos é responsabilidade da prefeitura, do COB e do comitê organizador

RIO - O contrato assinado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), com o Comitê
Olímpico Internacional (COI) para sediar a Olimpíada de 2016 garante à entidade
poder total sobre o evento. Cópia do documento obtida pelo Estado mostra que o
acordo prevê até imunidade em ações judiciais, reembolso integral de impostos - até no
exterior - e 20% dos lucros.

O texto, assinado por Paes em 2 de outubro de 2009, em Copenhague, com 79


cláusulas e 45 páginas, também dá ao Comitê Organizador dos Jogos (COJ),
entidade privada controlada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mais de
90% de receitas do evento. Além disso, o COI, a seu critério, tem o direito até de
cancelar os Jogos, decisão contra a qual nem a prefeitura e nem as entidades
brasileiras podem recorrer judicialmente.

Aparentemente, o contrato não foge do padrão utilizado em outras Olimpíadas.


Mas ainda assim impressiona pela quantidade de poderes que dá ao COI, em
contraste com as obrigações impostas à prefeitura carioca. A administração
municipal do Rio de Janeiro é mencionada, basicamente, como detentora de
deveres a cumprir, ao lado do COB (designado no texto como CON, Comitê
Olímpico Nacional) e do COJ (mais tarde batizado Rio 2016).

Pelo COB, assina o contrato o seu presidente, Carlos Arthur Nuzman.


Representam o COI seus dirigentes Jacques Rodge e Richard Carrión. O texto
estabelece que divergências serão dirimidas pelo Tribunal de Arbitragem
Esportiva, em Lausanne, Suíça. Se a corte se declarar incompetente, o processo
passará para a Justiça suíça.

"A Cidade, o CON e o COJ abdicam aqui a aplicação de qualquer provisão legal
sob as quais possam reivindicar imunidade contra ações legais, arbitragem ou
outros procedimentos legais (I) introduzidos pelo COI, (II) introduzidos por
terceiros contra o COI... Essa renúncia se aplica não apenas à jurisdição, mas
também ao reconhecimento e aplicação de qualquer julgamento, decisão ou
concessão de arbitragem", diz a cláusula 79.

A determinação contrasta com outro dispositivo, o da Cláusula 9, pelo qual a


Cidade, o CON e o COJ "renunciam à propositura de qualquer ação judicial em
face do COI e de seus executivos, membros, diretores, funcionários, consultores,
procuradores e demais representantes com vistas ao ressarcimento de danos,
inclusive de quaisquer despesas resultantes de ações ou omissões do COI
relativamente aos Jogos, bem como na hipótese de cumprimento,
descumprimento, infração ou extinção deste Contrato".

O texto diz que o disposto não se aplicará nos casos de "dolo (crime) e culpa
grave do COI", mas dá novas imunidades à entidade internacional, mesmo em
casos em que os brasileiros agirem por determinação do COI. "Não obstante a
obtenção da prévia aprovação por escrito do COI em relação às diversas
atividades ou outras matérias previstas nos termos deste Contrato, fica
entendido que caberá à Cidade, ao CON e/ou ao COJ, e não ao COI, a
responsabilidade pelas eventuais consequências resultantes de tais atividades e
outras matérias."

Custo zero. As isenções de impostos são abordadas na Cláusula 50:


"Pagamentos a serem recebidos pelo COI ou por certos terceiros. A Cidade e/ou
o COJ assumirão todos os tributos, inclusive diretos e indiretos, sejam eles
impostos retidos na fonte, impostos de importação ou exportação, impostos
sobre valor agregado ou quaisquer outros tributos indiretos, atuais ou futuros,
devidos em qualquer jurisdição sobre um pagamento a ser feito ao COI ou a
qualquer terceiro pertencente ou controlado pelo COI, direta ou indiretamente,
inclusive a Olympic Broadcasting Services S.A. e a Television and Marketing
Services S.A. do COI com relação às receitas geradas relativas aos Jogos."
Detalhista, o texto deixa claro que serão os brasileiros os responsáveis pelo
recolhimento de impostos devidos pelo COI ou de seus "terceiros indicados",
seja no Brasil, na Suíça (onde fica a sede da entidade) ou em qualquer outro
país. E dá exemplos. "Especificamente, se um imposto for retido na fonte, um
imposto sobre valor agregado ou qualquer outro imposto indireto for devido
para o País-sede, para a Suíça ou para qualquer outra jurisdição sobre um
pagamento a ser recebido pelo COI ou qualquer um dos terceiros indicados (...)
e ou de acordo com um contrato com um patrocinador, uma emissora ou outro
parceiro comercial Olímpico, o pagamento será aumentado e pago pelo COJ
para que o COI ou tal terceiro, após o imposto aplicável, receba uma quantia que
seja igual à quantia que ele teria recebido se não houvesse esse imposto. A
Cidade e ou o COJ indenizarão o COI ou tal terceiro por impostos devidos no
País-sede, no mesmo valor."

A Cláusula 9 fixa: "O COI não confessará responsabilidade por nenhum dano a
ser ressarcido a terceiros." Em caso de processo, caberá à prefeitura, ao CON e
ao COJ bancar a defesa do COI. A prefeitura foi procurada, mas não se
manifestou sobre o contrato.
Veículo: Estadao.com.br
Data: 12/05/2011
Autor: Jamil Chade
Endereço: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110512/not_imp718185,0.php

Decisão de manter contrato com o


COI sob sigilo é incomum
Atitude tomada pelo COB e prefeitura do Rio é igual à adotada pelo regime comunista
chinês nos Jogos de Pequim-08

GENEBRA - A decisão de manter sob sigilo o conteúdo do contrato firmado com


o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a organização das Olimpíadas de 2016,
tomada pela prefeitura do Rio e pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), não é comum.
Recentemente, a posição dos brasileiros se assemelha apenas à adotada pelo ainda
controlador e autoritário regime comunista chinês, que em 2008 não permitiu que os
detalhes do acordo assinado para os Jogos de Pequim se tornassem públicos.

O COI confirmou que cabe a cada cidade decidir se irá ou não divulgar o acordo.
Vancouver, que sediou em 2010 os Jogos Olímpicos de Inverno, publicou o seu
contrato com o COI. Já Londres optou por revelar um resumo há dois anos e,
recentemente, tornou público todo o contrato.

O COI explica que não há qualquer problema em tornar público o contrato com
o Rio e, de sua parte, autorizaria imediatamente a publicação. Mas admite que
existem informações financeiras ''sensíveis'' sobre o compromisso da cidade, o
valor dos lucros que ficará no País e ainda os termos de contratos com os
patrocinadores. Em 2009, quando o Rio saiu vencedor no COI, a assessoria do
prefeito Eduardo Paes garantiu que a publicação do documento ocorreria ainda
naquela semana, o que nunca ocorreu.

O presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, disse que o Rio já havia assinado
o contrato com o COI, que dá superpoderes à entidade, antes mesmo de ser
escolhido como sede. Mas a decisão do Brasil de manter o acordo em sigilo vai
contra a corrente das demais sedes de Jogos Olímpicos, que optaram por revelar
o conteúdo do acordo dias depois de sua assinatura.

Uma reportagem do Estado, publicada nesta quarta-feira, revelou que o acordo


entre o Rio e o COI garante à entidade esportiva internacional isenção de
impostos e imunidade perante a Justiça, entre outros privilégios.
Segundo Nuzman, "todas as candidatas assinaram o mesmo documento, antes
mesmo de saber o resultado da escolha". Para o dirigente, "não havia escolha".

"Esse contrato é o mesmo que foi assinado antes com outras sedes dos Jogos
Olímpicos, com o Rio e será o mesmo que será assinado no futuro com qualquer
outra cidade", disse, tentando esconder a surpresa por ver a reportagem com os
detalhes do contrato. Nuzman indicou que a questão de isenção de pagamento
de imposto também existiu no Panamericano de 2007.

Questionado sobre a imunidade que o COI ganha perante a Justiça, Nuzman


desconversou. "São coisas que nunca chegarão a ser um problema e que não
chegarão a essas instâncias", explicou.

Centralizador. Todo o poder sobre as transmissões da Olimpíada de 2016 - da


TV convencional às novas mídias móveis, da negociação dos contratos com as
emissoras a sua conclusão - foi reservado para o COI no contrato que assinou
com o COB e a prefeitura do Rio para os Jogos. A determinação contrasta com
outro item: a de que instalações, locais, serviços e outros itens para transmissão
sejam fornecidos gratuitamente pelo Comitê Organizador dos Jogos (Rio 2016).
Até tecnologias ainda inexistentes na data de assinatura estão "protegidas".
"Todos os contratos relacionados a todas as formas de transmissão dos Jogos,
incluindo novos direitos de mídia, como IPTV ou direitos de tecnologias móveis,
existentes ou que vierem a existir, devem ser negociados e concluídos pelo
COB", diz a Cláusula 53 do instrumento assinado em 2 de outubro de 2009
pelos representantes do COI, Jacques Rogge e Richard Carrión, do COB, Carlos
Arthur Nuzman, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

"É expressamente compreendido que todas decisões relacionadas à condução e


conclusão de negociações e aos conteúdos e execução dos contratos
mencionados, incluindo a estrutura básica, serviços e outros requisitos
oferecidos pelo COJ e/ou a organização que realizará a transmissão dos Jogos (a
"Organização de Transmissão Olímpica" ou OTO) são de competência exclusiva
do COI."

O texto segue explícito sobre os poderes da entidade olímpica internacional..


"Nenhuma declaração relacionada a essas negociações deve ser feita por ou em
nome do COJ sem a pré-aprovação por escrito do COI. O COJ deve concordar
com os termos e condições de todos os acordos de transmissão presentes ou que
venham a ser inseridos pelo COI, com relação aos Jogos". / Colaborou WILSON
TOSTA
Veículo: Estadao.com.br
Data: 22/03/2011
Autor: Tânia Monteiro
Endereço: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-veta-prorrogacao-sem-
licitacao-de-contratos,695771,0.htm

Dilma veta prorrogação, sem


licitação, de contratos
A presidente Dilma Rousseff vetou a emenda que permitiria a prorrogação, sem
licitação, dos contratos de concessão de quatro mil lojas comerciais nos 67
aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura
Aeroportuária (Infraero) até a final das Olimpíadas em 2016.

Os contratos representam receitas de R$ 948 milhões, anuais, segundo a estatal.


O artigo 7º da lei que cria a Autoridade Pública Olímpica (APO), que permitia a
prorrogação dos contratos das lojas e restaurantes dos aeroportos foi
introduzido no texto da MP por uma emenda de autoria do presidente da
Câmara, Marco Maia (PT-RS). O parlamentar apresentou a proposta a pedido
dos concessionários.

Ao apresentar as razões do veto, o governo justificou que não estavam claras as


vantagens da prorrogação das concessões. "Não estão claros os benefícios aos
usuários e à administração que adviriam da excepcionalidade à regra de adoção
de processo de licitação para as contratações públicas", diz a justificativa do veto
publicada no DO. "Além disso, a proposta não apresenta critérios objetivos para
aplicação, no caso concreto, da prorrogação dos contratos de concessão de uso
das áreas aeroportuárias".