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UNIVERSIDADE DE BELAS

FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE


CURSO DE ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA

PREVALÊNCIA DA HEPATITE B EM DADORES DE SANGUE DOS 18


AOS 45 ANOS DE IDADE ATENDIDOS NO INSTITUTO NACIONAL
DE SANGUE DURANTE O II SEMESTRE DO ANO 2019

TRABALHO DE FIM DE CURSO

LEONILDE NACHINGONGO NOLOTI LUHUI

LUANDA, 2021
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UNIVERSIDADE DE BELAS
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE
CURSO DE ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA

PREVALÊNCIA DA HEPATITE B EM DADORES DE SANGUE DOS 18


AOS 45 ANOS DE IDADE ATENDIDOS NO INSTITUTO NACIONAL
DE SANGUE DURANTE O II SEMESTRE DO ANO 2019

TRABALHO DE FIM DE CURSO

Elaborado por: Leonilde Nachingongo Noloti Luhui

Orientada Por: Dr. Vera Mendes

Trabalho de Fim de Curso apresentado à


Faculdade de Ciências de Saúde da
Universidade de Belas como requisito para a
obtenção do Grau de Licenciada em Análises
Clínicas e Saúde Pública.

LUANDA, 2021
iii
FICHA CATALOGRÁFICA

Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio
convencional ou electrónico para fins de estudo e pesquisa desde que citada a fonte.

Leonilde Nachingongo Noloti Luhi

Data_________/________/_________

LUHUI, Leonilde Nachingongo Noloti

PREVALÊNCIA DA HEPATITE B EM DADORES DE SANGUE DOS 18


AOS 45 ANOS DE IDADE ATENDIDOS NO INSTITUTO NACIONALDE
SANGUE DURANTE O II SEMESTRE DO ANO 2019

Trabalho de Fim de Curso apresentado à Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade


de Belas como requisito para a obtenção do Grau de Licenciado em Análises Clínicas e
Saúde Pública.

Orientado por: Vera Mendes

No de Páginas‫ ׃‬50

Tipo de letra: Times New Roman

Palavras-Chave: Prevalência. Hepatite B. Dadores.

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LEONILDE NACHINGONGO NOLOTI LUHUI

PREVALÊNCIA DA HEPATITE B EM DADORES DE SANGUE DOS 18


AOS 45 ANOS DE IDADE ATENDIDOS NO INSTITUTO NACIONAL
DE SANGUE DURANTE O II SEMESTRE DO ANO 2019
Trabalho de Fim de Curso apresentado à Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade de
Belas como requisito para a obtenção do Grau de Licenciada em Análises Clínicas e Saúde
Pública.

Aprovada, ________/ ________/ ________

BANCA EXAMINADORA

Presidente de Júri

__________________________________

1º Vogal

__________________________________

2º Vogal

__________________________________

Secretário
_______________________________

iii
iv
Em memória do meu pai Severino da Costa Luhi, porque só cheguei aqui! Pela graça e sorte de
ter um pai super dedicado, insentivador e sobre tudo um mentor da concretização dos meus
sonhos.

Ao meu esposo Adalberto Chatulica pela força, motivação, pelo apoio incondicional e sempre
presente e desposto a ajudar a trilhar nesta árdua caminhada cheia de concavidade e
convexidade muitas das vezes difíceis de vencer.
A minha querida filha, por ter lhe ter deixado muitas vezes sozinha.
A minha família, pela compreensão e todo apoio.
Aos meus colegas, pelo incentivo, especialmente ao Carlos Jorge André.

ivv
Se falhar, não tenha medo de chorar.
Se chorar, repense a sua vida, mas não recue.
Dê sempre uma nova oportunidade a si mesmo
“Augusto Cury’’

vi
v
AGRADECIMENTOS
O Deus todo-poderoso por ser a fonte de tudo que sou,
Aos meus pais,
Aos meus irmãos,
A minha tutora Dra. Vera Mendes pelo máximo esforço, tempo, dedicação e empenho durante
a transmissão dos seus conhecimentos,
Ao meu esposo pelo apoio incondicional
A todos aqueles que de uma forma directa e indirecta me apoiaram durante este longo percurso.

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RESUMO
O presente trabalho detalha sobre a Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue dos 18
aos 45 anos de idade no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019. O
tema a cima referido, tem como objectivo geral Saber a Prevalência de Hepatite B. Nesta
pesquisa utilizamos o Método dedutivo não experimental e comparativo e revisão bibliográfica.
Colectamos dados de HBsAg de 600 dadores atendidos nesta unidade sanitária, sobre os quais
avaliamos a prevalência em relação ao sexo e dados demográficos, onde o sexo masculino teve
o maior número de casos com 61 dadores em cada 600 dadores com a percentagem de 88,60%,
e 8 dadores do sexo feminino em cada 600 dadores com a percentaem de 11,40%. A prevalência
de Hepatite B de 69 dadores em cada 600 em uma percentgem de 11,5%. De forma geral, a taxa
de prevalência de Hepatite B em dadores de sangue no INS durante o IIº Semestre do ano de
2019 foi de 69 casos positivos em cada 600 individuos, ou seja, de 11,50% em cada 600 casos.
Segundo sexo, a prevalência foi de 8 dadores do sexo femenino em cada 600 (11,60%), foi de
61 dadores do sexo masculino em cada 600 dadores (88,40%). Concluimos que a prevalência
foi de 11,50% em cada 600 dadores. Recomendamos: reforçar a aquisição de reagentes, investir
em melhores métodos de Diagnóstico.

Palavras-chave: Prevalência. Hepatite B. Dadores.

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vii
ABSTRACT

This paper details the Prevalence of Hepatitis B in Blood Donors from 18 to 45 years of age at
the National Blood Institute during the 2nd Semester of 2019. The above theme has the general
objective of Knowing the Prevalence of Hepatitis B. In this research we used the non-
experimental and comparative deductive method and bibliographic review. We collected
HBsAg data from 600 donors treated at this health unit, on which we assessed the prevalence
in relation to sex and demographic data, where males had the highest number of cases with 61
donors in every 600 donors with a percentage of 88.60 %, and 8 female donors out of 600
donors with a percentage of 11.40%. The prevalence of Hepatitis B of 69 donors in 600 in a
percentage of 11.5%. In general, the prevalence rate of Hepatitis B in blood donors at the INS
during the 2nd Semester of 2019 was 69 positive cases in every 600 individuals, that is, 11.50%
in every 600 cases. According to sex, the prevalence was 8 female donors in every 600
(11.60%), 61 male donors in every 600 donors (88.40%). We concluded that the prevalence
was 11.50% in every 600 donors. We recommend, reinforce the acquisition of reagents, and
invest in better methods of diagnosis.

Key words: Prevalence. Hepatitis B. Donors.

ix
viii
LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Período de incubação e formas clínicas das hepatites virais e Janela imunológica das
hepatites B.................................................................................................................................14

Tabela 2. Diagnóstico diferencial das hepatites virais..............................................................15

Tabela 3. Hepatite B aguda: Significado dos marcadores sorológicos.....................................15

Tabela 4. Hepatite B crónica: Significado dos marcadores sorológicos...................................16

Tabela 5. Marcadores serológicos da Hepatite B (HBV) associados aos diferentes perfis de


infecção e Interpretação dos resultados serológicos.................................................................19

Tabela nº 6: Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de


Sangue……………………………………………………………………………………..….38
Tabela nº 7: Comparação de Prevalências da Hepatite B com trabalhos já feitos…………....40
Tabela nº 8: Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de segundo
género…………………………………………………………………………….…41
Tabela nº 9: Dadores com AgHBs negativo no Instituto Nacional de Sangue…………….…42
Tabela nº 10: Distribuição de dadores com HbsAg negativo segundo dados
demográficos……………………………………………………………………………….....43
Tabela nº 11: Distribuição de dadores com HbsAg positivo segundo dados
demográficos……………………………………………………………………......………...44

x
ix
LISTA DE FIGURAS

Figura 1. HBs Ag Vikia interpretações dos resultados.............................................................25

x
xi
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ADN: acido dexorribonucléico,


ADN VHB: ácido desoxirribonucleico do vírus da hepatite B
ANA: anticorpo antinuclear
Ag HBe: antigénio “e” do vírus da hepatite B
Ag HBc: antigénio do core do vírus da hepatite B
Ag HBs: antigénio de superfície do vírus da hepatite B
Ag HBx: antígeno x do vírus da hepatite B,
ALT/TGP: – alaninoaminotransferase/Transaminase Glutamato Piruvico,
AMA: anticorpo anti-mitocondrial
Anti-HBs: anticorpo contra o antigénio de superfície do vírus da hepatite B
Anti-HBc: anticorpo contra o antigénio do core do vírus da hepatite B,
Anti-HBc total: anticorpo totais contra o Antígeno Core do vírus da hepatite B,
Anti-HBe: anticorpo contra o antigénio “e” do vírus da hepatite B,
Anti-VHC: anticorpo contra o vírus da hepatite C,
APTT: tempo de tromboplastina parcial ativada,
ARN: ácido Ribonucléico,
ASMA: anticorpo anti-músculo liso,
AST/TGO: asparto Aminotransferase/Transaminase Glutamato oxaloacetico,
AST/TGO: aspartatoaminotransferase,
CMV: citomegalovírus,
INS: instituto nacional de sangue,
GGT: glutamil – aminotransferase,
VHB: vírus da hepatite B,
VHC: vírus da hepatite C,
VHD: vírus da hepatite D,
HBO: hepatite B oculta,
OMS: organização Mundial de Saúde,
PCR: reacção em cadeia Polimerase,
VIH: vírus da Imunodeficiência Humana,
cccADN: covalently closed circular DNA,
CHC: carcinoma hepatocelular
DTS: doenças sexualmente transmitidas,
xi
xii
EBV: vírus Epstein-Barr
ELISA: (do inglês Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) ou ensaio de imunoabsorção
enzimática
EPIs: equipamentos de protecção individual,
FA: fosfatase alcalina,
GGT: gamaglutamil transferase,
HCF: hepatite colestática fibrosante,
HCV: vírus da hepatite C,
IFN-α: interferon do Tipo Alfa,
IFN-β: interferon do Tipo Beta,
IgG: imunoglobulina G,
IgM: imunoglobulina M,
INR: índice internacional normalizado, também conhecido como razão normalizada
internacional (IIN, RNI ou INR).
IgM-Anti-VHC: imunoglobulina M contra VHC,
IMC: índice de massa corporal,
Kd: quilodaltons

LDH: lactato desidrogenase,


NK: células natural de kiler,
ORF: opening reading frame finder.
PCR: proteína C reactiva,
PCR: reação em cadeia polimerase,
SIDA: síndrome de imunodeficiência adquirida,
T CD4+: linfócitos T CD4
T CD8+: linfócitos T CD4
TP: tempo de protrombina,
TR: teste rápido,
VGM: volume globular médio,
VIH: vírus da imunodeficiência humana,
VHA: vírus da hepatite A,
VHB: vírus da hepatite B,
VHD: vírus da hepatite D,

xii
xiii
ÍNDICE

Folha de rosto………….……………………..…………...……………………………...……..i
Agrdecimentos……………..….…..…………...………………………………………………v
Resumo………….……………………..…………...…………………………………………vi
Abstract……………………….………………………...…...………………………………..vii
Lista de tabelas…………...........................………………………………...………………..viii
Lista de figuras………………..…..…..……………………………….....…………………….x
Lista de abreviaturas e síglas……...…….…………..……………….……………….……….xi
I. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 1
1.1. Introdução ao tema ............................................................................................................ 1
1.1.1. Delimitação do tema .................................................................................................... 3
1.1.2. Justificação do tema ..................................................................................................... 3
1.2. Formulação do problema ................................................................................................... 3
1.3. Formulação de hipoteses ................................................................................................... 3
1.4. Objectivos .......................................................................................................................... 3
1.4.1. Objectivo geral ............................................................................................................. 3
1.4.2. Objectivos específicos ................................................................................................. 4
II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................. 5
2.1. Concsiderações Gerais ....................................................................................................... 5
2.1.1. Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue dos 18 aos 45 anos de idade no
Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019 ............................................. 5
Partícula viral .............................................................................................................................. 5
2.1.2. Epidemiologia das Infecções Pelo HBV ...................................................................... 6
2.1.3. Ciclo Replicativo ......................................................................................................... 7
2.1.4. Gravidade da Hepatite B .............................................................................................. 7
2.1.5. Transmissão do HBV ................................................................................................. 11
2.1.7. As Principais Metodologias Empregadas no Diagnóstico das Hepatites Virais ........ 16
2.1.8. Diagnóstico molecular ............................................................................................... 19
2.1.9. Ensaio Imune Enzimático (ELISA) ........................................................................... 21
2.1.10. Fases de Doença Crónica do Vírus HB (HBC) ...................................................... 21
2.1.11. Assistência - Encaminhamento para serviço especializado ................................... 23
2.1.12. Métodos Diagnósticos e Referências ..................................................................... 23
2.1.13. Determinação do HBV através de testes rápidos ................................................... 23
xiii
xiv
2.1.14. Profilaxia da Hepatite B ......................................................................................... 25
2.2. Quadro legal .................................................................................................................... 28
2.3. Trabalhos já feitos sobre o tema escolhido ...................................................................... 29
III. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ....................................................... 33
3.1. Local de estudo ................................................................................................................ 33
IV. METODOLOGIA.......................................................................................................... 36
4.1. Tipo do estudo ................................................................................................................. 36
4.2. População e amostra ........................................................................................................ 36
4.2.1. Critério de inclusão .................................................................................................... 36
4.2.2. Critério de exclusão ................................................................................................... 36
4.2.3. Variáveis de Estudo ................................................................................................... 36
4.2.4. Campo de estudo ........................................................................................................ 36
4.3. Métodos a utilizados ........................................................................................................ 36
4.4. Instrumentos para colheita de dados ................................................................................ 36
4.5. Processamento de dados .................................................................................................. 37
4.6. Procedimentos éticos ....................................................................................................... 37
V. RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................. 38
VI. CONCLUSÕES.............................................................................................................. 45
VII. RECOMENDAÇÕES.................................................................................................... 46
APENDICE..…………….…………………………...……..………………………..………..I
ANEXO……..…………………………………………………………….…………………VII

xv
xiv
I. INTRODUÇÃO

1.1.Introdução ao tema

O Vírus da Hepatite B (VHB), da família dos hepadnavírus, é composto por ácido


desoxirribonucleico sendo o único vírus de hepatite a possuir ADN como material genético e
tem um diâmetro de 42 nm. A infecção pelo VHB tem um período de incubação longo, entre
as seis semanas e os seis meses, e é mais prevalente na Ásia, Pacífico e África inter tropical,
onde se calcula que entre cinco e 20 por cento das pessoas sejam portadoras crónicas. Hepatite
B é uma inflamação do fígado que pode seer aguda ou cronica, que em 5% dos adultos pode
causar cirrose hepática e cancro do fígado. O Vírus da Hepatite B (VHB), é o vírus que causa
hepatite B. Uma infecção viral que desonvolve doenças hepáticas graves, como a cirrose, e o
cancro do fígado OMS (2015).

De acordo com OMS (2015), Estima-se que existam 350 milhões de portadores crónicos do
vírus dentre as quais 70 milhões vivem em África, Angola apresenta uma prevalência de 14%,
uma taxa considerada das mais altas em nível da África Subsaariana. As estatísticas publicadas
pela OMS indicam ainda que até finais de 2015, apenas 9% das pessoas infectadas pela hepatite
B tinham sido testadas e diagnosticadas. Apesar de ser uma doença facilmente evitável através
da vacinação contra o VHB, a sua erradicação tem sido complicada pelo elevado número de
indivíduos infectados em todo o mundo.

O vírus da hepatite B é um Hepadnavirus com genoma de DNA bicatenar (dupla hélice)


circular, resistente e pode sobreviver por até sete dias em superfícies ambientais. Após a
infecção, o vírus fica concentrado quase que totalmente nas células do fígado, local em que seu
ADN fará o hepatócito construir novos vírus Brasil (2015).

Conforme Mattos (2015), a hepatite B ocorre em todas as faixas etárias com grande frequência
nos adultos, sobretudo entre aqueles mais idosos. O vírus B, ao contrário dos vírus A e E, pode
permanecer no organismo humano por período superior a seis meses, prolongando-se por anos,
tornando-se portador. Os portadores são reservatórios humanos do vírus (principal fonte de
disseminação da infecção é o contacto pessoal), sendo mais propensos ao estado de portadores
os indivíduos do sexo masculino, com deficiência imunológica e com infecção adquirida na
infância. O vírus B está presente no sangue, exsudatos e em moderados títulos virais no sémen,
secreção vaginal e saliva, não sendo fonte do vírus B as fezes e urina.

1
A hepatite B normalmente tem bom prognóstico: o individuo resolve a infecção e fica livre dos
vírus em cerca de 90% a 95% dos casos. Entre os pacientes que não se livram do vírus e tornam-
se portadores crónicos, o prognóstico está ligado à presença de replicação do vírus. A presença
destes marcadores determina maior deposição de fibrose no fígado, o que pode resultar na
formação de cirrose hepática Brasil (015).

A transmissão do vírus da hepatite B se faz por via parenteral, e principalmente, pela via sexual,
sendo considerada doença sexualmente transmissível. A transmissão vertical também é uma
causa frequente de disseminação do HBV de forma semelhante a outras hepatites.

Em torno de 3-8% dos adultos, a defesa imunológica não destrói as células infectadas do
organismo e a inflamação persiste. Mantendo-se esse quadro por mais de seis meses, é
denominado de hepatite crónica, onde a probabilidade de cura espontânea é muito baixa. Nessa
fase os sintomas mais comuns são: falta de apetite, perda de peso e fadiga; embora a maioria
dos casos seja assintomática. Na hepatite fulminante, que ocorre em cerca de (0,1 – 0,5%) dos
casos, a resposta do organismo é tão exagerada que há destruição maciça dos hepatócitos.
Aproximadamente 50% dos casos de hepatite fulminante estão relacionados à infecção com
hepatite B. O principal sintoma da hepatite fulminante é o desenvolvimento de alterações
neurológicas (sonolência, confusão mental), além de sangramentos e dificuldade respiratória
Jorge (2018).

É um trabalho de conclusão de curso em Análises Clínicas e Saúde Pública elaborado por nós
para cumprimento dos requisitos da nossa instituição, esta temática despertou-me curiosidade
durante o percurso dos meus estágios por ter presenciado o diagnóstico de muitos casos desta
doença. Este tem como tema Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue no Instituto
Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019, tendo como objectivo geral: saber a
Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº
Semestre de ano 2019. O Diagnóstico da Hepatite B são métodos baseados na detecção dos
marcadores presentes no sangue, soro, plasma ou fluido oral da pessoa infectada, por meio de
imunoensaios, na detecção do ácido nucleíco viral, empregando técnicas de biologia molecular,
também em técnicas complementares ou auxiliares como o caso de Bioquímicas de Marcadores
Hepáticos, exames imagiológicos e carga viral. O constante avanço tecnológico na área de

2
diagnóstico permitiu o desenvolvimento de técnicas avançadas de imunoensaios, incluindo o
de fluxo lateral, que são actualmente empregadas na fabricação de testes rápidos Gerlich (2013).

1.1.1. Delimitação do tema

Pela grandeza e complexidade do tema, delimitou-se apenas saber a Prevalência de Hepatite B


em Dadores de Sangue no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019.

1.1.2. Justificação do tema

Justifica-se pelo facto do tema Hepatite B ser um dos problemas preocupantes e debatidos no
âmbito da saúde pública, e a outra preocupação surge também por não existir programas de
vacinação de forma regular para a população mais vulnerável a exposição ao VHB.

1.2.Formulação do problema

Sendo hepatite B problema de Saúde Pública, que atinge milhões de pessoas no mundo e a sua
prevalência no Instituto Nacional de Sangue precisa ser notificado. Entretanto nos remetemos
a seguinte questão: Qual é a Prevalência Hepatite B em Dadores de Sangue no Instituto
Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019?

1.3.Formulação de hipoteses

H1. Sendo uma situação de saúde pública. Se usar os métodos da medicina preventiva nas
comunidades e nos hospitais especialmente dirigidas as pessoas de alto risco de contaminção e
expostas.

H0. Se usarmos os métodos da medicina preventiva nas comunidades e nos hospitais


especialmente dirigidas as pessoas expostas e alto risco, poderemos reduzir o índice de óbitos
por esta doença.

1.4.Objectivos

1.4.1. Objectivo geral

 Saber a Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue dos 18 aos 45 anos de idade no


Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019.

3
1.4.2. Objectivos específicos

 Descrever a prevalência de casos de Hepatite B no Instituto Nacional de Sangue;

 Identificar a prevalência de casos positivos e negativos da hepatite B em Dadores atendidos


neste Instituto;

 Caracterizar dadores segundo dados sociodemográficos (Género, idade, proveniência);

4
II. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1.Concsiderações Gerais

2.1.1. Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue dos 18 aos 45 anos de idade no


Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019

A hepatite B é um grande problema de saúde pública no mundo, na qual se estima que cerca de
350 milhões de pessoas apresente infecção activa, portadoras do antígeno de
superfície (HBs Ag) do vírus da hepatite B (VHB) e aproximadamente 1/3 da população
mundial já teve o contacto com o VHB. A infecção é responsável
por 520 mil a 1,2 milhões de mortes anuais, sendo no mundo considerado décima causa de
morte. Zuckerman et al. (2013).

O VHB apresenta diferentes genótipos e subtipos, e isso indica sua complexa diversidade viral.
O vírus B é dividido em oito genótipos (A, B, C, D, E, F, G e H) e em quatro subtipos (adw,
ayw, adr e ayr), esses últimos de acordo com diferenças antigénicas presentes no antígeno de
superfície do vírus B ou HBs Ag. Gerlich (2013).

Mais de 90% dos adultos infectados conseguem reverter os sintomas e desenvolver anticorpos
específicos contra os antígenos Hbe Ag e HBs Ag circulantes, que garantem protecção de longo
prazo contra a doença. Apesar da recuperação clínica, o ADN do HBV ainda pode ser detectado
em níveis basais e sua expressão é controlada pela imunidade humoral e celular. Fields et al.
(2017).

Partícula viral

O HBV pertence à família Hepadnaviridae (vírus de DNA hepatotrópicos), que inclui vírus
capazes de infectar diferentes animais. A partícula viral infecciosa do HBV tem,
aproximadamente, 42nm e inclui um nucleocapsídeo proteico (HBc Ag) de aproximadamente
27nm. Ela é envolta por um envelope lipoproteico originado da última célula infectada pelo
vírus, contendo as três formas do antígeno de superfície viral (HBs Ag). Ainda dentro da
partícula, está presente a enzima ADN polimerase viral, que irá completar o genoma do vírus
durante a infecção. Fields et al. (2017).

O genoma do HBV é composto por uma molécula de ADN parcialmente duplicada de,
aproximadamente, 3.200 pares de bases (3,2kd). O genoma viral possui quatro fases abertas de

5
leitura (ORFs) para a produção das proteínas virais: Capsídeo, envelope, ADN polimerase e
proteína regulatória X. A tradução do produto da ORF que codifica a proteína de envelope pode
produzir as três formas dessa proteína: pequena (pré-S1), média (pré-S2) e grande (S). As três
formas da proteína de envelope do vírus da hepatite B dão origem ao antígeno “s” do vírus da
hepatite B (HBs Ag). A ORF da proteína de Capsídeo pode ser traduzida tanto na região Pré-
Core (Pré C) quanto na região do Capsídeo (ou core). Os produtos de Pré C são processados no
retículo endoplasmático e um dos produtos de processamento é secretado da célula, dando
origem ao antígeno “e” do vírus da hepatite B (HBe Ag). Liang (2019).

2.1.2. Epidemiologia das Infecções Pelo HBV

A OMS estima que mais de dois bilhões de pessoas já tiveram contacto com o HBV e, no ano
2000, revela ter ocorrido 5,7 milhões de casos agudos. O HBV tem sido a causa de cerca de um
milhão de óbitos por ano relacionados com as complicações da hepatite crónica. OMS (2014).

Cerca de 370 milhões de indivíduos são portadores crónicos, podendo então transmitir a
infecção por muitos anos. Aproximadamente 90% desses portadores residem na Ásia, oeste do
pacífico e África e estima-se que 74% da população mundial vivem em áreas de elevada
prevalência. OMS 2016.

Estima-se que uma incidência anual da infecção pelo HBV de cerca de 20 casos por 100.000
habitantes, o que corresponde acerca de 950.000 indivíduos infectados a cada ano, sendo que
90.000 se tornarão crônicos e cerca de 20.000 morriam como consequência da cirrose e
hepatocarcinoma. OMS (2013).

As regiões de endemicidade alta são aquelas cuja prevalência do HBs Ag é acima de 8%, com
evidências sorológicas de infecção pelo HBV em 70-90% da população, onde a infecção ocorre
habitualmente durante a infância. Em regiões de endemicidade intermediária, a prevalência do
HBs Ag varia de 2-7%, sendo que cerca de 10-60% têm evidência sorológica de exposição ao
HBV, e a infecção ocorre habitualmente em adolescentes e adultos jovens. Taxas de prevalência
do HBs Ag inferior a 2% são observadas em regiões de endemicidade baixa com menos de 10%
de indivíduos com evidência sorológica de infecção pelo HBV, ocorrendo geralmente em
grupos com comportamentos de risco. Hou et al. (2015).

A endemicidade do HBs Ag em diferentes países da Europa varia de baixa a intermediária.


OMS (2013).

6
Nas Américas, a endemicidade pode ser baixa, intermediária e alta, sendo a última verificada
na Bacia Amazónica e em algumas regiões isoladas no Brasil. Hou et al. (2015).

A Ásia é um continente no qual foi observada uma das maiores prevalências e estima-se que
metade dos portadores crónicos mundiais reside na China e Índia. André (2018).

Os países Africanos são classificados como sendo de intermediária a alta endemicidade. Hou
et al. (2015), com grande variabilidade na prevalência entre os países.

2.1.3. Ciclo Replicativo

O HBV é capaz de infectar, primariamente, células hepáticas. Os receptores de membrana


usados pelo vírus ainda não estão completamente elucidados. Após o reconhecimento dos
receptores, a partícula viral é internalizada por endocitose, o envelope viral é removido e o
Capsídeo é liberado no citoplasma. Após ser transportado para o poro nuclear, o Capsídeo libera
o genoma no interior do núcleo celular. Uma vez no núcleo, o genoma viral se liga a factores
de reparo de ADN celulares e é maturado na forma de ADN circular covalentemente fechado
(ccc DNA, do inglês circular covalently closed DNA). Essas moléculas se mantêm de forma
epissômica no núcleo celular e são usadas pela ARN polimerase II celular para transcrever
RNAs mensageiros pré-genómicos e subgenómicos, que são transportados ao citoplasma para
ser traduzidos em proteínas virais. Essas últimas serão usadas para a produção de novas
partículas virais, ou são encapsuladas nas partículas nascentes junto à polimerase viral para,
então, serem retro transcritas, gerando assim novos genomas virais. Fields (2017).

Os Capsídeo virais montados podem migrar novamente para o núcleo, liberando novos
genomas virais no nucleoplasma, ou podem ser usados para a montagem de novos vírions em
corpos multivesiculares, que serão Ligação ao Receptor liberados no meio extracelular.
Adicionalmente, partículas subvirais são liberadas pela via trans-Golgi. Tais partículas podem
ser filamentosas ou esféricas e, diferente da partícula de Dane (partícula viral completa), não
são infecciosas. Essas partículas subvirais correspondem à maior parte do HBs Ag detectado na
corrente sanguínea dos indivíduos portadores do HBV. Gerlich (2013).

2.1.4. Gravidade da Hepatite B

A hepatite B pode se apresentar de forma aguda ou crónica nos indivíduos infectados. As


hepatites agudas benignas costumam ser identificadas pelo aumento dos níveis séricos das
aminotransferases, o que leva o indivíduo a apresentar sintomas de uma infecção viral
7
inespecíficas, com leves alterações gastrintestinais. Após essa fase inicial, pode ocorrer a forma
ictérica da doença, seguida de uma fase de convalescença, com melhora progressiva do quadro
clínico do indivíduo. Gonçalves (2013).

Tipicamente, durante a hepatite B aguda, o ADN viral pode ser detectado com o uso de técnicas
moleculares na circulação durante um período de um mês a partir da infecção. No entanto, por
um período de seis semanas, esses níveis serão relativamente baixos – 102-104 cópias de
genoma viral por mililitro. Os picos de detecção para o ADN do HBV e dos antígenos virais
(Hbe Ag e HBs Ag) acontecem após esse período de seis semanas. A presença dos antígenos
virais é variável e, dependendo da fase da doença, eles poderão não ser detectados. Aspinall et
al. (2013).

A infecção crónica é definida pela presença persistente do HBs Ag no soro de um indivíduo por
um período de seis meses ou mais. Aspinall et al. (2013).

Como durante o percurso da infecção podem ocorrer integrações de parte do genoma do HBV
ao genoma do hospedeiro, é possível haver indivíduos com HBs Ag circulante, mesmo com
replicação viral mínima ou inexistente no fígado. Por isso, o critério de definição da infecção
crónica com base na presença de HBs Ag circulante pode incluir um amplo espectro de estados
virológicos e patológicos que devem ser avaliados em correlação com o estado clínico do
paciente. Aspinall et al. (2013).

A infecção pelo HBV em pacientes que não apresentam o antígeno de superfície do vírus da
hepatite B (HBs Ag) detectável é denominada de infecção oculta (IOBG). Estudos afirmam que
a prevalência desse tipo de infecção é reduzida na população geral, sendo mais presente entre
pessoas que fazem uso de drogas injectáveis, pessoas imunossuprimidas e hemodialisados.
Matos (2013).

De forma geral, a infecção crónica pelo HBV pode ser dividida em quatro fases:
1. Imunotolerância: ocorre elevada replicação viral, com tolerância do sistema imune e sem
evidência de agressão hepatocelular (transaminases normais ou próximas do normal).
2. Imunorreacção: com o esgotamento da tolerância imunológica, ocorre agressão aos
hepatócitos, nos quais ocorre a replicação viral, gerando elevação das transaminases.
3. Portador inactiva: essa fase é caracterizada por níveis baixos ou indetectáveis de replicação
viral, com normalização das transaminases e, habitualmente, soroconversão para anti-HBe. O

8
escape viral pode ocorrer por integração do ADN viral ao genoma das células hospedeiras ou
mediante escape viral por depressão da actividade imunológica do hospedeiro, seja por meio de
mutações virais, seja por tratar-se de pacientes imunodeprimidos.
4. Reactivação: em seguida à fase do portador inactivo, pode ocorrer reactivação viral, com
retorno da replicação. A hepatite B é uma doença imunoprevenível; a vacina é altamente
eficiente e é disponibilizada pelo governo brasileiro em seus serviços de saúde, fazendo parte
do calendário de vacinações infantis. Qualquer indivíduo que se enquadre nos critérios
estabelecidos pelo Ministério da Saúde tem acesso à vacina. Brasil (2015).

Outras formas de prevenção da infecção são a adopção de práticas sexuais seguras com o uso
de preservativo e o não compartilhamento objectos de uso pessoal, como lâminas de barbear e
depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas,
confecção de tatuagem e colocação de piercings. Brasil (2015).

5. Resposta Imune: A primeira resposta humoral, normalmente, ocorre contra o antígeno core
do HBV (HBc Ag) e os anticorpos IgM surgem precocemente. Mais tardiamente, surgem os
anticorpos IgG-Anti-HBc, que persistem pela vida do paciente, independentemente do curso da
infecção. Entre 10 e 15 semanas após a infecção, os níveis séricos de ALT e AST começam a
se elevar, indicando dano hepático mediado por resposta a células T. Experimentos em animais
demonstraram que o ADN do HBV no soro pode se tornar indetectável antes que o pico de
secreção de ALT seja atingido. Brasil (2015).

No entanto, técnicas moleculares modernas são capazes de detectar uma carga viral abaixo de
100 cópias de genomas virais por mililitro de sangue. Silva et al. (2014).

No caso da ocorrência de mutantes nas regiões pré- core e core basal, a expressão do HBe Ag
será alterada e este marcador pode não ser detectado, assim como não ocorrerá a seroconversão
para o anti-Hbe. Sitnik (2014).

O HBV estabelece infecções crónicas, primariamente, por transmissão vertical de mães


infectadas para o neonato, que ainda não possui um sistema imune totalmente desenvolvido. A
infecção do feto pelo HBV é dependente do estado imune e da carga viral da mãe, factores que
podem permitir ao vírus atravessar a barreira placentária. Situações que levam à mistura do
sangue da mãe e do feto também possibilitam a infecção. Por isso, a maior parte das infecções

9
ocorre durante o parto, e a transmissão é maior no parto normal do que na cesariana. Brasil
(2015).

A infecção pelo HBV pode ser espontaneamente curada (desaparecimento viral) antes do
desenvolvimento de uma resposta imune humoral. O papel da resposta imune inata na resolução
da infecção pelo HBV ainda não está totalmente elucidado. No entanto, esta não pode ser
descartada, em virtude de observações laboratoriais em que o HBV desapareceu da circulação
e do fígado antes que se tenha detectado qualquer resposta imune adaptativa. Brasil (2015).

Os efeitos antivirais dos interferons de tipo I (IFN-α e IFN-β) já foram demostrados em


laboratório. Nesses modelos laboratoriais, o IFN-α e o IFN-β foram capazes de induzir um
mecanismo de inibição na formação de novos Capsídeo do HBV, bem como de desestabilizar
os Capsídeo existentes e degradar ARN do HBV recentemente sintetizado. Mcclary et al.
(2015).

Adicionalmente, a inibição da replicação do HBV pode também ser mediada pela acção do
IFN-γ, que é produzido por células NK e por células T activadas Brasil (2015).

Pacientes capazes de recuperar-se espontaneamente da infecção pelo HBV, normalmente,


apresentam uma resposta imunológica vigorosa e multi-epítopoG, mediada por células T CD4+
e CD8+ detectáveis no sangue circulante. Essa resposta CD8+ é determinante na recuperação
do paciente. Brasil (2015).

Anticorpos específicos contra o HBV, juntamente com a pesquisa por antígenos e ácidos
nucleicos virais, são importantes indicadores para estágios específicos da doença. A IgM anti-
HBc é um marcador do início da infecção, enquanto anticorpos específicos para o HBeAg e
para o HBs Ag indicam uma resolução favorável para a infecção. Fung et al. (2014).

Estudos recentes mostram que a avaliação da carga viral do paciente é o marcador mais
informativo sobre a evolução da doença hepática causada pelo HBV Gonçalves (2013).

O anticorpo anti-HBs é neutralizante e capaz de mediar imunidade preventiva, sendo induzidos


pela vacinação. O anticorpo anti-HBc e anti-HBs persiste por longos períodos no indivíduo,
sendo que o anticorpo anti-HBs confere protecção contra o vírus Maruyama et al. (2013).

10
2.1.5. Transmissão do HBV

Transmissão Parenteral

A transmissão parenteral ocorre durante a transfusão de sangue e hemoderivados, compartilha


de agulha e seringa, acidentes com material perfuro-cortantes e utilização de objectos
indevidamente esterilizados Hou et al. (2015).

A transfusão de sangue e hemoderivados foram consideradas uma via importante de


transmissão do HBV. Depois da identificação do HBs Ag em 1963, por Blumberg e cols,
rotineira dos marcadores sorológicos em bancos de sangue Hladik et al. (2016).

No entanto, existe ainda risco de infecção, sendo para o HBV em torno de 1/63.000 unidades
transfundidas. Entre os usuários de drogas injectáveis ilícitas, o compartilhamento de agulhas
e seringas é uma prática comum observada em até 70-80% desses usuários e identificada como
um factor de risco importante para transmissão das hepatites parenterais em países
industrializados. Liang (2015).

Nos Estados Unidos da América e na Europa Ocidental, o uso de droga endovenosa é


responsável por 23% dos casos de HBV Mcmahon et al. (2014).

Outro grupo de interesse é constituído por indivíduos que fazem uso de drogas não injectáveis,
como as inalatórias. No intuito de justificar essa via de transmissão, pesquisadores do Instituto
Nacional de Desenvolvimento de Pesquisa.

Transmissão Nosocomial

É definida como a transmissão que ocorre no interior de uma unidade de saúde. Nos ambientes
hospitalares, o HBV se dissemina de indivíduo infectado para susceptível, geralmente por meio
de mãos contaminadas de profissionais de saúde, ou devido ao compartilhamento de
equipamentos e medicamentos. Liang (2015).

As unidades de hemodiálise em particular apresentam risco elevado de transmissão nosocomial


devido à elevada prevalência de hepatites virais nos pacientes. Com a doação de medidas de
controlo de infecção em hemodiálise e a vacinação contra o HBV nos últimos anos, muitos
centros de hemodiálise registraram diminuição da prevalência do HBV em hemodialisados
Jadoul (2015).

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Transmissão Intrafamiliar

A transmissão intrafamiliar ocorre pelo contacto entre familiares com portador crónico, sendo
frequente nas regiões de alta endemicidade do HBV. A transmissão intrafamiliar pode ser
causada pelo contacto doméstico de objectos que contêm secreções biológicas (saliva, sangue,
etc) infectadas, ou por meio de práticas tradicionais rotineiras em que se compartilham objectos
perfuro cortantes. Partilha de escova de dente entre os membros da família parece ser uma
prática frequentes em famílias de baixo nível socioeconómico, e estudos têm reportado
quantidade significativa do HBV ADN. A documentação da transmissão do HBV após
mordedura por indivíduo HBV positivo comprova que a saliva é uma secreção biológica
potencialmente infecciosa para esse vírus. Liang (2015).

Transmissão Materno-Infantil

A transmissão vertical é aquela que ocorre de mãe para filho, principalmente, durante o período
perinatal. É mais frequente no HBV, sendo uma importante via de transmissão nas regiões de
alta endemicidade. Um factor importante na transmissão vertical do HBV e é a viremia da mãe
durante a gestação. A incidência de infecção perinatal é cerca de 70-90% quando as mães são
HBs Ag e Hbe Ag positivas, sendo de 10-30% naquelas apenas HBs Ag reagentes. Crianças e
recém-nascidos que adquirem a infecção tornam-se crónicos em 90% dos casos Hou et al.
(2015).

O período gestacional também tem a sua influência na transmissão do HBV para o recém-
nascido, sendo maior o risco se a mãe estiver no terceiro trimestre de gestação. Nesses casos,
80-90% dos recém-nascidos poderão ser HBs Ag positivos, diminuindo para 10% se a infecção
ocorrer no primeiro trimestre Arraes et al. (2013).

O estado de portador crónico associado à infecção perinatal tem maior risco de desenvolver
hepatocarcinoma. Liang (2015).

Transmissão sexual

A transmissão sexual do HBV, sendo a principal via de transmissão nas regiões de baixa
endemicidade, onde o risco entre heterossexuais com relacionamento monogâmico é baixa, mas
elevado em indivíduos com comportamento sexual de risco Hou et al. (2015).

12
2.1.6. Diagnóstico das Infecções Pelo HBV

Diagnóstico clínico

De acordo com Brasil (2015), os quadros clínicos agudos das hepatites virais são muito
diversificados, variando desde formas subclínicas ou Oligossintomática até formas fulminantes.
A maioria dos casos cursa com predominância de fadiga, anorexia, náuseas, mal-estar geral e
adinamia. Nos pacientes sintomáticos, o período de doença aguda se caracteriza pela presença
de colúria, hipocolia fecal e icterícia. As aminotransferases (ALT/TGP e AST/TGO) são
marcadores sensíveis de lesão do parênquima hepático, porém não são específicas para nenhum
tipo de hepatite. A elevação da ALT/TGP geralmente é maior que da AST/TGO e já é
encontrada durante o período prodrómico. Níveis mais elevados de ALT/TGP quando presentes
não guardam correlação directa com a gravidade da doença. As aminotransferases, na fase mais
aguda da doença, podem elevar-se dez vezes acima do limite superior da normalidade. Também
são encontradas outras alterações inespecíficas como elevação de bilirrubinas, Fosfatase
alcalina e discreta linfocitose eventualmente com atípica linfocitária Brasil (2015).

A hepatite crónica é assintomática ou Oligossintomática na grande maioria dos casos. De modo


geral, as manifestações clínicas aparecem apenas em fases adiantadas de acometimento
hepático. Muitas vezes o diagnóstico é feito ao acaso, a partir de alterações esporádicas de
exames de avaliação de rotina ou da triagem em bancos de sangue Brasil (2015).

Não existem manifestações clínicas ou padrões de evolução patognomónicos dos diferentes


agentes. O diagnóstico etiológico só é possível por meio de exames sorológicos e/ou de biologia
molecular Brasil (2015).

O conceito de janela imunológica, que é o período compreendido entre a exposição a uma fonte
de infecção e o aparecimento de um marcador sorológico, a rigor, não é a denominação correta
quando o exame é de biologia molecular. Entretanto, pela falta de uma nova nominação, e como
é um período que corresponde à não detecção do vírus ou antígeno ou anticorpo através dos
métodos diagnósticos sanguíneos hoje disponíveis, optou-se por manter esta nomenclatura
Brasil (2015).
Na infecção aguda, deve-se determinar o AgHBe como critério de risco para cronicidade.
Pacientes com AgHBe positivo por mais de três meses após o início clínico da doença
apresentam elevadas chances de cronificação. Nesses casos, deverão ser tratados tão logo o
diagnóstico de hepatite crônica pelo VHB tenha sido estabelecido e os critérios terapêuticos
13
definidos. Para os pacientes com hepatite B crônica, a determinação do AgHBe também é de
fundamental importância para a decisão terapêutica. Recomenda-se também avaliar o paciente
AgHBe negativo com a determinação da carga viral do vírus B (HBV-DNA carga viral) para
definir o tratamento conforme será discutido a seguir Hou et al. (2015).
Vários métodos não-invasivos podem ser utilizados em lugar da biópsia hepática. Entre os
biomarcadores estão os não comerciais FIB-4, APRI e relação AST/ALT. São simples sistemas
de pontuação (escores) que utilizam resultados de AST, ALT e plaquetas. O APRI é calculado
com a fórmula: [(AST/ limite superior da normalidade AST)/plaquetas(10/L)] x 100. O FIB-4
é calculado utilizando-se a fórmula: idade (anos) x AST (u/L)/plaquetas(10/L) x raiz quadrada
de ALT (u/L). Eles apresentam desempenho superior à relação AST/ ALT e acurácia de 86%
na caracterização da fibrose avançada (F3,F4). Entre os testes comerciais, o mais utilizado é o
FibroTest (FT), cuja fórmula de determinação é de propriedade da Biopredictive, Paris, France
– e envolve a determinação de cinco marcadores séricos bioquímicos (α-2-macroglobulina,
apolipoproteína A1, haptoglobina, L-glutamiltranspeptidase e bilirrubinas) Hou et al. (2015).

Tabela 1. Período de incubação e formas clínicas das hepatites virais e Janela imunológica
das hepatites B.

Agente Período de Forma Cronificação Janela Janela


Etiológico incubação Ictérica imunológica imunológica1
(testes (testes de
sorológicos) biologia
molecular)
HBV 15 a 180 dias 30% 90% Em 42 Dias (PCR)
recém-
nascidos 30 a 60 dias
5% A 10%
após 5 anos

Fonte: BAIÃO, 2015.

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Diagnóstico Diferencial

As hepatites se confundem na maioria das vezes com outras doenças que também apresentam
manifestações clínicas semelhantes sejam elas infecciosas ou não. Algumas doenças que devem
ser lembradas no diagnóstico diferencial das hepatites virais listadas na tabela nº 2.

Tabela 2. Diagnóstico diferencial das hepatites virais


Esteatose hepática não Herpes simples
Alcoólica
Brucelose Leptospirose
Colelitíase/colecistite Mononucleose
Colangite esclerosante Neoplasia (primária ou metastática) do fígado
Colestase reaccional Ricketsiose
Dengue Sífilis secundária
Hepatite por substâncias tóxicas (álcool, solventes químicos, etc.)
Fonte: BAIÃO (2015).

Diagnóstico Laboratorial

Os testes de função hepática, especialmente os níveis séricos da ALT/TGP e AST/TGO, apesar


de serem indicadores sensíveis do dano do parênquima hepático, não são específicos para
hepatites. Os exames específicos para o diagnóstico do tipo de infecção são os sorológicos e os
de biologia molecular.

Tabela 3. Hepatite B aguda: Significado dos marcadores sorológicos


Marcador Significado
HBs Ag É o primeiro marcador que aparece no curso da
infecção pelo HBV. Na hepatite aguda, ele declina a
níveis indetectáveis em até 24 semanas.
Anti-HBc IgM É marcador de infecção recente, encontrado no soro
até 32 semanas após a infecção.
Anti-HBc IgG É marcador de longa duração, presente nas infecções
agudas e crónicas. Representa contacto prévio com o
vírus.
HBe Ag É marcador de replicação viral. Sua positividade
indica alta infecciosidade.
Anti-Hbe Surge após o desaparecimento do Hbe Ag, indica o fim
da fase replicativa.
Anti-HBs É o único anticorpo que confere imunidade ao HBV.
Está presente no soro após o desaparecimento do HBs
Ag, sendo indicador de cura e imunidade. Está
presente isoladamente em pessoas vacinadas.
Fonte: BRASIL (2013).

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Tabela 4. Hepatite B crónica: Significado dos marcadores sorológicos

Marcador Significado
HBs Ag Sua presença por mais de 24 semanas é indicativa de
hepatite crónica
HBe Ag Na infecção crónica está presente enquanto ocorrer a
replicação viral
Anti-Hbe Sua presença sugere redução ou ausência de
replicação viral, excepto nas cepas com mutação pré-
core (não produtoras da proteína “e”)
Fonte: BRASIL (2013).

Perfis serológicos atípicos podem ser encontrados no curso da infecção pelo HBV, tais
circunstâncias necessitam da avaliação de um especialista (hepatologista ou infectologista).
3. Devido à indisponibilidade comercial deste marcador, utiliza-se o anti-HBc total como teste
de triagem.
4. Com o passar do tempo, o anti-HBs pode estar em níveis indetectáveis pelos testes de
laboratórios.

2.1.7. As Principais Metodologias Empregadas no Diagnóstico das Hepatites Virais

O diagnóstico das hepatites virais é baseado na detecção dos marcadores presentes no sangue,
soro, plasma ou fluido oral da pessoa infectada, por meio de imunoensaios, e/ou na detecção do
ácido nucleico viral, empregando técnicas de biologia molecular. O constante avanço
tecnológico na área de diagnóstico permitiu o desenvolvimento de técnicas avançadas de
imunoensaios, incluindo o de fluxo lateral, que são actualmente empregadas na fabricação de
testes rápidos (TR). Mendes (2016).

Diagnóstico serológico pelos testes rápidos

O diagnostico serológico da infecção pelo HBV baseia-se na detecção de antígenos e / ou


anticorpos Mendes (2016).

O HBs Ag é o primeiro marcador serológico detectável, aparecendo 2-12 semanas antes da


icterícia e prolonga-se em tempo variado. O HBe Ag aparece concomitantemente ou
subsequentemente ao HBs Ag, indicando actividade replicativa do vírus e elevada
infecciosidade dada à alta concentração de vírions no sangue. Yoshida et al, (2016)

Os Testes Rápidos (TR) são os utilizados na secção das DTS na área de Infecciologia do
hospital Josina Machel são testes de fácil execução, não exigem infra-estrutura laboratorial para

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a sua realização e podem gerar resultados em até 30 minutos, permitindo ampliar o acesso ao
diagnóstico Heiat et al. (2014).

Os imunes ensaios empregados estritamente em laboratório e os TR detectam o HBs Ag,


enquanto o anti-HBc só pode ser detectado por imune ensaio laboratorial. Com raras excepções,
ambos os marcadores estão presentes em todas as fases da infecção pelo HBV. No curso da
infecção pelo HBV, o HBs Ag é produzido em grandes quantidades e pode ser detectado no
sangue da maioria dos indivíduos infectados cerca de 30 dias após a infecção.

A cronificação da infecção é definida pela persistência do vírus, ou seja, pela presença do HBs
Ag por mais de seis meses, detectada por meio de testes laboratoriais ou TR. O anti-HBc total,
isoladamente, indica contacto prévio com o vírus. Por isso, o resultado reagente desse marcador
não pode ser interpretado sem a realização de outros marcadores directos da presença do vírus.
Além disso, a janela imunológica G para os anticorpos contra o core viral é de aproximadamente
45 dias, posterior ao aparecimento do HBs Ag. Além dos imunes ensaios laboratoriais e dos
TR, os testes moleculares oferecem uma alternativa para a detecção cada vez mais precoce da
infecção pelo HBV. Esses ensaios também servem para a confirmação de casos de hepatite B
em que o HBs Ag não é detectado, como, por exemplo, nos casos de infecção oculta pelo HBV.
O ácido nucleico viral pode ser detectado por meio de ensaios de PCR em tempo real, que
possuem limite de detecção médio de 10 IU/mL de plasma ou soro e especificidade acima de
99% Caliendo et al. (2015).

Detecção de antigénios e de anticorpos específicos – serologia

Segundo o Baião (2015), no seu trabalho de dissertação explica que O Vírus da Hepatite B é
um vírus com múltiplas proteínas que podem induzir resposta antigénica:

 HBs Ag (antigénio de superfície do HBV) – É um antigénio de superfície, localizado


no envelope, responsável pela ligação do vírus aos hepatócitos. É produzido em excesso
junto às partículas virais durante as fases não replicativas da infecção. É utilizado como
marcador geral de infecção (é o primeiro a ser detectado, persiste nas infecções crónicas e
desaparece na convalescença).
 Anti-HBs (anticorpos anti-antigénio de superfície do HBV) – É o anticorpo contra o
antigénio de superfície. É marcador de recuperação (ou cura se em conjunto desaparecer o
HBs Ag) ou também pode indicar a imunidade protectora (vacinação) à infecção pelo HBV.

17
 Anti-HBc Total (anticorpos anti-antigénio do core do HBV IgM + IgG) – Também
designado por core Total. Indicador de infecção passada, período janela ou infecção
crónica. Quando positivo, requer análise conjunta com outros marcadores
serológicos do HBV.
 Anti-HBc IgM (anticorpos IgM anti-antigénio do core do HBV) – É o anticorpo
contra o antigénio do core. É marcador de infecção aguda (é o primeiro anticorpo a
ser detectado na fase inicial da infecção). Pode aumentar em fases de agudização da
infecção crónica por HBV.
 HBe Ag (antigénio de replicação viral) – É o antigénio solúvel da região pré-core
que exerce funções de imunorregulação. Indica replicação do vírus e, portanto,
infecciosidade. A sua persistência por mais de 6 meses indica tendência à
cronicidade.
 Anti-HBe (anticorpos anti-antigénio de replicação viral) – Indica a interrupção
da replicação viral, contudo, o doente ainda pode ser positivo para o HBs Ag. Pode
ser indicativo de bom prognóstico.

As recomendações das entidades competentes para o doseamento destes


marcadores serológicos da Hepatite B, visam o seu doseamento faseado, ajustado às
necessidades clínicas. De acordo com a informação pretendida assim deverá ser
solicitado ao laboratório a pesquisa de determinado marcador ou, mais frequentemente, grupos
de marcadores. Baião (2015).

Níveis elevados de anti-HBc IgM são detectados da 4ª a 10ª semana, e aparecem


simultaneamente com a elevação das transaminases em resposta a síntese de proteínas do
nucleocapsídeo. Assim, sua presença normalmente indica infecção aguda, porém pode ser
eventualmente detectado nas formas crónicas da infecção, ocasionando interpretações erróneas.
Os títulos de anti-HBc IgM declinam independentemente da evolução para a cura ou
cronicidade, ao passo que o anti- HBc IgG, que pode ser um marcador de infecção recente ou
tardia e, na ausência do HBs Ag, pode ser o único marcador de hepatite. A associação de anti-
HBc ao anti-HBs, em uma amostra HBs Ag não reactiva, representa um quadro de infecção
passada, com consequente imunidade ao HBV. O anti-HBc permanece detectável por toda a
vida, constituindo o marcador mais estável. Yoshida et al. (2016).

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O anti-HBs é um anticorpo neutralizante, que promove a protecção cruzada contra os subtipos
do HBs Ag, devido ao facto que esse anticorpo é produzido contra o subdeterminante “a”,
comum a todos subtipos. Quando está presente isoladamente indica imunidade vacinal,
podendo ser encontrado anos após a cura. Mendes (2016).

Durante a fase aguda da infecção e antes do desaparecimento do HBs Ag, observa-se, em cerca
de 90% dos indivíduos, a seroconversão do HBe Ag para anti-HBe, que indica diminuição da
replicação viral e posterior evolução para a cura. Na fase crónica, o desaparecimento do HBe
Ag pode indicar remissão da doença hepática ou ser consequência das mutações nas regiões
pré-core ou promotora do core do HBV que impedem a produção desse antígeno. Hollinger
(2015).

Tabela 5. Marcadores serológicos da Hepatite B (HBV) associados aos diferentes perfis de infecção
e Interpretação dos resultados serológicos.

Interpretação HBsAg HbeAg Anti-HBc Anti-HBc Anti-HBe Anti-HBs


IgM IgG
Susceptível (-) (-) (-) (-) (-) (-)
Incubação (+) (-) (-) (-) (-) (-)
Fase aguda (+) (+) (+) (+) (+) (+)
Fase aguda final ou (+) (+) (-) (+) (-) (-)
hepatite crónica (+) (-) (-) (+) (+) (-)
(+) (-) (-) (+) (-) (-)
Início fase (-) (-) (+) (+) (-) (-)
convalescente
Imunidade, infecção (-) (-) (-) (+) (+) (+)
passada recente.
Imunidade, (-) (-) (-) (+) (-) (+)
Infecção passada
Imunidade, infecção (-) (-) (-) (+) (-) (-)
passada
Imunidade, resposta (-) (-) (-) (-) (-) (+)
vacinal
Fonte: BAIÃO (2015).

2.1.8. Diagnóstico molecular

A detecção do HBV ADN por técnicas de biologia molecular é o padrão ouro para determinar
a replicação do vírus. O método empregado é a reacção de cadeia de polimerase (PCR),
considerado sensível e detecta de 10-100 cópias/mL. A PCR é utilizada para a confirmação da
viremia nos casos crónicos, determinação da carga viral e da caracterização genética do vírus.
Mendes (2016).

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Os testes moleculares são também a importantes para detectar o HBV ADN em indivíduos HBs
Ag negativos, esse perfil denominado de infecção oculta pelo HBV. A quantificação do HBV
ADN é uma ferramenta necessária no monitoramento dos pacientes submetidos ao tratamento,
fornecendo informações importantes da quantidade de vírus circulantes, bem como provável
evolução da infecção. Mendes (2016).

A genotipagem é utilizada com a finalidade de caracterizar o vírus, sendo o sequenciamento o


método padrão. A determinação da diversidade genómica tem implicações na patogenicidade,
reactividade serológica, virulência e resposta ao tratamento. Akuta (2015)

Os testes quantitativos, embora não tenham relevância clínica, são importantes no


monitoramento da resposta ao tratamento antiviral, pois determinam número de cópias virais,
com limite de detecção mínimo entre aproximadamente 30UI/mL e 615 UI/mL, com
especificidade de 98 a 99%. Pawlotsky (2015).

O tratamento cosmético tem sido alvo frequente de estudos quando se procura determinar as
causas de hepatites virais menos evidentes. Durante o tratamento de beleza, os instrumentos
cortantes podem ser contaminados com sangue infectado e assim apresentarem potencial risco
de transmissão para as hepatites parenterais quando os mesmos não são devidamente
esterilizados para uso posterior. Procedimentos como tatuagem, Piercing e partilha de
instrumentos de manicure ou pedicure e máquina ou lâmina de barbear têm sido apontados
como de risco, mas os resultados de tais associações são divergentes Mariano et al,. (2014).

“Intervenções invasivas são comumente realizadas por profissionais de saúde que podem
eventualmente cursar com acidentes com material biológico potencialmente infectado pelo
HBV” Liang (2015).

“Nos Estados Unidos da América, no ano 1993, estimou-se que 1450 profissionais de saúde
tornaram-se infectados pelo HBV, e que aproximadamente cerca de 100-200 profissionais
morrem anualmente como consequência das sequelas da infecção crónica pelo HBV” Liang
(2015).

“O risco de transmissão do HBV por acidente ocupacional é de 1-6% se o paciente for HBs Ag
positivo, aumentando para 22-40% quando há reactividade para o Hbe Ag, e para o HCV é de
3%, sendo influenciado pelo tamanho do inóculo, tamanho da agulha e profundidade do inóculo
Walker” (2015).
20
2.1.9. Ensaio Imune Enzimático (ELISA)

O imune ensaio (ELISA, do inglês enzyme-linked immunosorbent assay) o ensaio é utilizado


no diagnóstico das infecções virais por meio da detecção de antígenos e/ou anticorpos
específicos contra o patógeno, isoladamente ou combinados. Em um teste ELISA, para a
detecção de anticorpos, um antígeno deve ser imobilizado em uma superfície sólida. O
anticorpo presente na amostra do paciente se liga ao antígeno, ficando preso na superfície
sólida. Acrescenta-se ao sistema um conjugado (anticorpo ligado a uma enzima), que irá se
ligar ao anticorpo preso ao antígeno. A detecção ocorre por meio da incubação desse complexo
enzimático (antígeno + anticorpo + anticorpo-enzima) com um substrato que, ao ser consumido
pela enzima, produzirá um produto detectável (colorido ou insolúvel). O principal elemento
para a estratégia de detecção é uma interacção antígeno-anticorpo altamente específica. Os
imunes ensaios enzimáticos qualitativos combinados detectam simultaneamente antígenos e
anticorpos no plasma ou no soro humano, permitindo a detecção precoce da infecção por
combinar em uma única reacção a detecção de dois marcadores. Gaspar (2013).

 Pode ser utilizado em gestantes e em menores de 18 meses.

 Este fluxograma detecta infecção activa pelo HBV. É necessário confirmar a presença do
HBs Ag por seis meses para definir doença crónica. Dos indivíduos adultos expostos ao
HBV, 90% atingem cura espontânea da infecção.

 Em caso de resultado não reagente e permanecendo a suspeita de infecção aguda,


encaminhar para realização de um dos fluxogramas laboratoriais.

2.1.10. Fases de Doença Crónica do Vírus HB (HBC)

É uma enfermidade dinâmica que oscila ao longo do tempo, provavelmente como um resultado
das interacções entre o vírus e o sistema imune do hospedeiro. Na infecção crónica por HBV,
os cinco estágios seguintes podem ser identificados - não necessariamente em sequência. Fields
et al. (2017).

Fase imunotolerância

Caracterizada por elevados níveis de soro HBV ADN, Hbe Ag positivo, níveis normais de
alanina- aminotransferase (ALT), e ausência de necrose inflamatória do fígado. O progresso da

21
doença é mínimo em pacientes que permanecem nessa fase. Nesta fase, os pacientes são
altamente contagiosos. Fields et al. (2017).

Fase imunorreactivos (HBe Ag positivo VHB)

Paciente entrar nesta fase após um tempo variável dependendo da idade em que ocorreu a
infecção por HBV.

 Aumenta a actividade do sistema imunológico e ataca os hepatócitos infectados.

 Esta fase caracteriza-se por níveis de ADN de HBV altamente flutuantes, mas
progressivamente decrescentes, ALT elevada e necrose hepática inflamatória (HBC HBe
Ag positivo).

 Uma fase da actividade imunológica prolongada com múltiplos impulsos de ALT pode
levar à fibrose progressiva do fígado que progride para cirrose. Fields (2017).

Fase imune de controlo (e estado de portador inactivo)

A transição para esta fase como um resultado da fase activa imuno é marcado por seroconversão
de HBe Ag para anti-HBe positivo Gaspar (2013).

 Caracterizada por baixo ou indetectável soro HBV DNA (<2000 UI/ml), ALT normal e
desaparecimento de necrose hepática inflamatória (estado veículo inactivo) Fields (2017).

Fase reactivação (HBC HBe Ag negativo)

Embora a seroconversão HBe, reactivação de replicação de HBV pode ocorrer devido à


selecção de VHB com mutações HBe Ag defeituosos. Caracterizada por níveis de anti-HBe
nível positivos, flutuantes de HBV ADN e ALT, anticorpos e um elevado risco de fibrose
hepática grave (HBC HBe Ag negativo) Brasil (2015).

 Pode haver aumentos periódicos de normalização da ALT intercalados com períodos que
tornam difícil distinguir entre HBC negativo HBe Ag e doença inactiva; é por isso que o
acompanhamento contínuo é necessário antes que os pacientes possam ser designados com
níveis normais de ALT e baixos níveis de ADN do VHB como portadores inactivos.

 Surgiram evidências sugerindo que um baixo título de DNA de HBV (<2000UI/ml),


combinado com um baixo título de antígeno de superfície da hepatite B (HBs Ag) (<1000
22
UI/ml) pode ajudar a identificar portadores inactivos, particularmente aqueles com infecção
do tipo D. Fields (2017).

Fase negativa do HBs Ag

 Após a perda do HBs Ag, podem persistir baixos níveis de replicação do HBV, detectando
o ADN do HBV no fígado e algumas vezes no soro. Gaspar (2013).

 Uma imunossupressão significativa pode levar à reactivação do HBV, com reaparecimento


do HBsAg, conhecido por "soroconversão reversa" Fields (2017).

2.1.11. Assistência - Encaminhamento para serviço especializado

Pessoas com Hepatite B aguda não devem ser encaminhadas ao especialista. Casos de hepatite
aguda que evoluem para a forma crónica (HBs Ag persiste positivo após 6 meses da infecção
aguda) ou casos que já foram identificados na fase crónica (HBs Ag positivo e anti-HBc total
positivo) devem ser encaminhados ao especialista. Pessoas que já apresenta suspeita ou
diagnóstico de cirrose devem ser encaminhadas para o gastroenterologista. Portadores de
Hepatite B sem cirrose podem ser encaminhados tanto para o gastroenterologista como para o
infecciologista. Fields (2017).

2.1.12. Métodos Diagnósticos e Referências

2.1.13. Determinação do HBV através de testes rápidos

 Procedimentos durante a colecta da amostra:

A colecta da amostra pode ser realizada por punção da polpa digital ou punção venosa. A
maioria dos TR também permite a utilização de soro ou plasma como amostra para a realização
do teste. Leia atentamente as instruções de uso que acompanham o conjunto diagnóstico antes
de seleccionar a amostra a ser testada. Um TR só pode ter seu resultado interpretado se for
considerado um teste válido. Para o teste ser considerado válido, é necessária a presença de uma
linha ou ponto na região controle (C) do teste. Gaspar (2013).

Caso o resultado do TR seja inválido, deve-se repetir o teste, se possível, com um conjunto
diagnóstico de lote distinto do que foi utilizado inicialmente. Gaspar (2013).

23
Determinação do HBs Ag pelo teste rápido

Para os doadores de sangue, foram utilizados o teste rápido HBs Ag Determine que seja um
teste qualitativo utilizando a técnica imunoensaio, que consiste na determinação do HBs Ag em
soro, plasma, e sangue total. Gaspar (2013).

Procedimentos

A amostra adicionada no pad da amostra migra através do pad de conjugado e associa-se com
colóide de selénio-anticorpo. Esta mistura difunde-se através da fase sólida para imobilizar os
anticorpos na janela do teste. No caso de presença do HBs Ag associa-se ao anticorpo formando
uma linha vermelha na janela do teste. Na ausência do HBs Ag, o conjugado flui através da
janela do teste, e nenhuma linha aparece. Para assegurar a validade do teste uma linha de
controlo é incorporada na janela de controlo. Gaspar (2013).

Quando se utiliza soro ou plasma aplica-se 50 ul da amostra no pad da amostra, esperam-se no


mínimo 15 minutos (até 24 horas) para ler o resultado. Nas amostras de sangue total, aplica-se
50µl da amostra no pad da amostra, aguarda-se um minuto, em seguida, aplica-se uma gota de
diluente no pad da amostra e esperam-se 15 minutos (até 24 horas) para ler o resultado (Figura
1). Gaspar (2013).

Interpretação dos resultados.

O teste deve ser lido em 10 minutos, e quando negativo deve-se esperar até 30 minutos antes
de liberar o resultado.

Positivos: quando aparecia a linha vermelha e a azul, a linha vermelha mesmo muito fina
indicava resultado positivo.

Negativo: quando surgia somente uma linha azul na zona de controlo (C), sem nenhuma linha
vermelha na zona teste (T).

Inválido: quando não surgia a linha azul na zona controle (C).

Os resultados foram interpretados conforme observado na Figura 1 a seguir.

24
Figura 1. HBs Ag Vikia interpretações dos resultados.

Não reagente: quando houver a formação de uma linha


Colorida somente na área de controlo (C)

Reagente: quando houver formação de duas linhas


Coloridas, uma na área de controlo (C) e outra de teste (T)

Inválido: quando não houver formação de nenhuma linha

Inválido: quando houver formação de apenas uma linha


Na área de teste (T)

Fonte: Baião

2.1.14. Profilaxia da Hepatite B

Uma das medidas para a redução da incidência da infecção pelo HBV consistiu na implantação
da triagem sorológica do HBs Ag nos bancos de sangue (e do anti-HBc em alguns países, como
o Brasil), acção essa adoptada pelos países desenvolvidos a partir da década de 70, e desde as
décadas de 80 e 90, nos países em desenvolvimento. A testagem em gestantes complementa
essa medida, visto que a vacinação precoce em recém-nascidos de mães HBs Ag positivas
previne a transmissão vertical. Assim, a vacinação é uma recomendação global da OMS desde
1991 e já faz parte do programa de imunização de muitos países. Hou (2015).

No caso agudo o tratamento é predominantemente para aliviar os sintomas (paliativo), pois em


90-95% dos casos o próprio organismo elimina a doença. Vários agentes antivirais têm sido
usados no tratamento dos indivíduos com hepatite crônica, dentre eles destacam-se o intérferon
alfa, a lamivudina, o famciclovir e o adefovir dipivoxi. Pesquisas mostram que um grande
número de fatores influenciam a eficiência do tratamento antiviral sendo bastante difícil
descobrir qual será eficiente e qual não. Para piorar o vírus frequentemente desenvolve
25
resistência aos remédios com menos efeitos colaterais nos primeiros anos (40% no caso da
lamivudina). A escolha do tratamento vai depender dos resultados de AgHbs, AgHbe/anti Hbe,
DNA-VHB, ALT/AST e da histologia. Mesmo com o tratamento ainda há risco de cirrose e
câncer hepático. Novos tratamentos e pesquisas estão sendo feitos para desenvolver
medicamentos mais eficientes.

Contudo, alguns países ainda não adoptaram tais medidas devido à escassez de recursos
financeiros, em especial na África. A vacina em Angola, por exemplo, foi introduzida no
calendário de imunização apenas em 2006, sendo ainda limitado o número de crianças
imunizadas. Who/Unicef (2017).

Outras acções como a biossegurança em unidades sanitárias, campanhas de educação em saúde


com vista à mudança de comportamento em grupos de risco, bem como a imunização desses
grupos têm tido um papel importante na prevenção do HBV. Hladik et al. (2016).

A vacina da hepatite B também protege contra a hepatite D. A prevenção pela vacina é a melhor
forma de combater a doença. Essa vacina é constituída pelos antigénios HBs, sem nenhuma
partícula viral. Administra-se por inoculação. Se a pessoa após alguns meses apresentar
anticorpos anti-HBs em suficiente número, não necessitam de mais injeções, mas aqueles com
menor resposta requerem novas inoculações, geralmente três, espaçadas. Em muitos países a
vacina é obrigatória. Três vacinas são eficazes para imunizar 95% dos casos.
Não há vacina contra a hepatite D (HDV), mas como ela só infecta doentes crónicos com
Hepatite B a vacina do HBV previne a D também. Em doentes com hepatite B é importante
sempre usar camisinha e nunca compartilhar seringas. Usar sempre camisinha, não compartilhar
objetos perfurantes ou cortantes e fazer exames pré-natal também são importantes medidas
preventivas.

Tratamento do VHB em gestantes

Considera-se que o tratamento da hepatite B em gestantes deve ser considerado em pacientes


cujas condições clínicas sejam as mesmas descritas para não gestantes. Em caso de pacientes
sem as clássicas indicações para terapêutica clínica, deve-se considerar a terapêutica profilática
em mulheres com carga viral elevada no último trimestre da gestação, pelo risco de transmissão
transplacentária para o feto. O AgHBs é recomendado como screening no pré-natal de toda e
qualquer gestante, independentemente de fatores de risco. O tratamento profilático deve ser
26
instituído caso o HBV-DNA encontre-se > do que 10. A droga de escolha deve ser o tenofovir
(categoria B) e a sua suspensão pode ser considerada três meses após o parto. A SBH chama a
atenção para o fato de que não há recomendação de aleitamento em pacientes em uso de
tenofovir pelo risco de concentração da droga no leite materno, mas a OMS não recomenda a
interrupção da amamentação. Nesse caso, ficará a critério do médico a decisão. Who/Unicef
(2017).

27
2.2.Quadro legal

No que concerne a situação legal, já existe ordem dos biomédicos, mas existe também um a
associação dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica situado no Bairro Rocha pinto/Avenida
21 de junho/travessa da Igreja IEBA, porém, dentro desta ordem vamos encontrar várias
carreiras e nestas encontramos o grupo de Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica onde através
do Decreto-71/2009 há um termo que diz respeito a Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica.

No entanto, este Decreto no seu Artigo 5º menciona as profissões que agregam a carreira de
Técnico de Diagnóstico e Terapêutico e sua caracterização dentre as quais mencionamos a
seguir:

Análises Clínicas e de Saúde Pública, Anatomia Patológica e Citologia, Tanalogia, Audiologia,


Cardiopneumologia, Defectologia, Electromedicina, Estática Médica, Estomatologia (é a área
de saúde humana que estuda e trata do sistema Estomatognático – compreende a face, pescoço
e cavidade bucal, abrangendo ossos, musculatura mastigatória, articulações, dentes e tecidos),
Farmácia, Fisioterapia, Medicina Nuclear, Neurofisiologia, Nutrição e Dietética, Ortóptica,
Ortoprotesia, Prótese Dentaria, Psicologia Clínica, Radiologia, Rádio Terapia, Terapia de Fal.
a, e Terapia Ocupacional.

O Artigo 6º ilustra o conteúdo que a seguir se descreve:

A carreira Técnico de Diagnóstico e Terapêutico reflecte a diferenciação e qualificação


profissional inerente ao exercício das funções próprias de cada profissão exercendo com pleno
comprometimento profissional e autonomia técnica sem prejuízo da intercomplementaridade
ao nível das equipes que se incluem.

1. O Técnico De Diagnóstico E Terapêutico desenvolve a sua actividade no âmbito da prestação


de cuidados de ensino competindo-lhe:

a. Planificar, recolher, seleccionar, preparar e aplicar os elementos necessários ao


desenvolvimento normal da sua actividade profissional.
b. Preparar o utente para execução dos exames a segurando a sua vigilância durante os
mesmos, bem como no decurso do respectivo processo de diagnóstico tratamento e
reabilitação de forma a garantir a eficácia e efectividade daqueles.

28
c. Recolher os meios e prestar serviços e cuidados de saúde necessário a prevenção da doença
a manutenção da defesa e a promoção do bem-estar e qualidade de vida no indivíduo e da
comunidade.
d. Articular a sua actuação com os outros profissionais de saúde para a prossecução eficaz dos
cuidados de saúde.
e. Desenvolver e participar em projecto multidisciplinar de pesquisa e investigação.
f. Realizar com zelo todas actividades técnicas específicas de sua competência profissional.
2. O Técnico de Diagnóstico e Terapêutico pode ainda:

a. Quando solicitado integrar em equipa técnicas responsáveis pelo processo de instalação de


equipamento e novos serviços. Ministrar ensino de diagnóstico e terapêutico tem acesso aos
dados clínicos e aos outros relativos aos utentes que lhe forem confiados. Necessário ao
correto exercício das suas emoções com sujeições ao sigilo profissional.

2.3.Trabalhos já feitos sobre o tema escolhido

ANDRÉ, Carlos Jorge (2019) Prevalència da Hepatite B na Infecciologia do Hospital Josina


Machel – Maria Pia durante o primeiro trimestre do ano de 2018. Teve como objectivo de
Identificar os diferentes métodos de diagnóstico de hepatite B utilizada na área de Infecciologia
do Hospital Josina Machel Maria Pia durante o primeiro trimestre do ano de 2018. Nesta
pesquisa utilizamos o Método dedutivo não experimental e comparativo. E revisão
bibliográfica. Trabalhamos com técnicos e foram colectados dados de 850 pacientes onde 106
tinham resultados positivos de atendidos somente nesta area do hospital, com a prevalencia de
12,14%. Os dados foram colectados a partir dos processos de pacientes diagnosticados com a
Hepatite B, sobre os quais avaliamos a prevalência em relação ao sexo e a faixa etária onde o
sexo femenino teve o maior número de casos com 65, enquanto o sexo masculino teve 41 casos.
Quanto a faixa etária dos 24 aos 32 anos foi a mais representativa com 36 casos uma porção de
33,92%; com menos número de casos é a faixa acima dos 80 anos com um (1) caso apenas
numa porçãa de 0,94%. Durante o trimestre o mês de Março teve maior número de casos com
40, o mês de Janeiro com 37 casos e Fevereiro com 29 casos. Quanto aos métodos identificamos
vários utilizados nesta área desde os laboratoriais e clínicos, entre os quais o método
monocromático de teste rápido é o mais utilizado este abrangência de 100%, de seguida são os
métodos de imunoluminiscencia de Marcadores da Hepatite B, são utilizadas também os
exames de quimioluminiscencia ou espectrofotómetro de bioquímicos, o Raio X do abdómen e

29
a ecografia abdominal é solicitada para os pacientes com hepatite B crónica. Conclui-se que, os
resultados preliminares foram todos obtidos a partir de testes rápidos. Podemos notar que num
universo de 106 indivíduos, os do sexo feminino representaram a maior porção com uma
percentagem acima de 38% enquanto os indivíduos do sexo masculino com mais 31% de casos.
Concluímos sabendo que apesar das dificuldades que o hospital enfrenta, tem-se cumprido com
as metas concernentes a requisição de exames aos pacientes. Recomendamos reforçar a
aquisição de reagentes nesta unidade para que os testes confirmativos, Investir em melhores
métodos de diagnóstico para a detecção do HBV, criar ferramentais para educação do utente
sobre a hepatite B.

BAIÃO, Peliganga Luis, realizou um trabalho com o tema: Prevalência das hepatites B e C
em doadores de sangue e da hepatite B em gestantes no Kuito, Biê, Angola. Obteve os
seguintes dados: Dos 1430 doadores registrados no banco de sangue no ano de 2015, apenas
23% (330/1430) tinham a idade descriminada, sendo a média de 29 anos e a faixa etária dos 20-
29 anos a mais representativa com 48% (160/330). Um total de 389 doadores tinha o sexo
registrado, dos quais 79% eram do sexo masculino. Todos os doadores foram testados para HBs
Ag, cuja prevalência foi de 11,1%. O método mais utilizado para a testagem de pacientes foi o
método “Serológico de Testes Rápidos”

O trabalho realizado pela PEREIRA, Sofia Rodrigues Couto Gonçalves com o tema: Co-
infecção por vírus da Hepatite B e vírus da Imunodeficiência Humana em países
africanos, constatou-se que a seroprevalência por VHB em Angola, no ano de 2015, a
seroprevalência de VHB era de 4,4%. Neste estudo também foi avaliada a co-infecção.

O estudo realizado em Goiânia pela MATOS, Márcia Alves Dias de em 2017; teve como
objetivo investigar o perfil epidemiológico e molecular da infecção pelo HBV na população
Kalunga em Goiás, Brasil Central, com um total de 878 indivíduos, foram colhidas amostras
sanguíneas de todos os participantes e os soros triados para detecção dos marcadores HBsAg,
anti-HBc total e anti-HBs por ensaio imunoenzimático. As amostras HBsAg positivas foram
submetidos à detecção dos marcadores HBeAg e anti-HBe. O DNA viral foi detectado nas
amostras HBsAg e anti-HBc reagentes pela reação da polimerase em cadeia, sendo as amostras
HBV DNA positivas genotipadas pela análise do polimorfismo de comprimento dos fragmentos
de restrição (RFLP) e sequenciamento da região Pré-S/S. A prevalência global da infecção pelo
HBV foi de 35,4% (IC 95% 32,3-38,7), sendo de 1,8% (IC 95% 1,1-3,0) para o HBsAg. A
análise multivariada mostrou que aumento da idade, gênero masculino, analfabetismo e história
30
de múltiplos parceiros sexuais foram fatores associados a esta infecção. Em 301 (34,3%)
indivíduos, verificou-se positividade isolada ao marcador anti-HBs, sugerindo imunidade ao
HBV. O HBV DNA foi detectado em 75% (12/16) das amostras HBsAg reagentes, em 100%
(2/2) das HBeAg e 83,3% (10/12) das anti-HBe positivas.

O trabalho de BRAGA, Wornei Silva Miranda; et al em 2015, no Estado de Manaus (Brasil)


com o tema Prevalência das hepatites B em estado de manaus, tiveram os seguintes dados:
dos indivíduos incluídos na amostra, 333 (55,0%) eram do sexo feminino e 272 (45,0%) do
sexo masculino, com uma média de idade de 21 anos (1 a 89 anos), e mediana de 16 anos. Em
relação à distribuição por grupos etários, 18 (3%) tinham até 1 ano, 72 (11,9%) entre 1 e 5 anos,
188 (31,1%) entre 5 e 15 anos, 174 (28,8%) entre 15 e 30 anos, 98 (16,2%) entre 30 e 50 anos,
e 55 (9,1%) com mais de 50 anos de idade. A taxa encontrada de portadores do AgHBs foi de
3,3% (20/605) (IC95% 1,9% a 4,7%,), variando de 4,3% (14/327), entre os procedentes da zona
rural do município, a 1,9% (5/269) para os nascidos em Lábrea (Tabela 2). Entre os originários
de outras regiões, o único indivíduo que apresentou reatividade para o AgHBs era nascido em
Cruzeiro do Sul, Estado doAcre, região considerada de elevada prevalência de infecção pelo
VHB. A distribuição da mesma taxa por sexo, 3,7% entre os homens e 3,0% em mulheres, não
apresenta diferença significativa, estatisticamente. Quanto aos grupos de idade, o AgHBs não
foi encontrado em menores de 5 e em maiores de 50 anos, estando presente em 2,7% (5/188)
dos indivíduos entre 5 e 15 anos, 5,2% (9/174) entre os de 15 e 30 anos e 6,1% (6/98) entre os
de 30 e 50 anos de idade, diferença estatística significativa (p=0,03) (Tabela 3).

O trabalho realizado pela MOTA; Ana et al, em 2010 com o título Perfil epidemiológico e
genotípico da infecção pelo vírus da hepatite B no Norte de Portugal, tiveram os seguintes
dados: Dos 358 indivíduos com infecção crónica pelo VHB, 43,3% (n = 155) eram do sexo
feminino (Tabela 1). A quase totalidade (93,6%) era natural de Portugal, seguida dos indivíduos
originários de África (Tabela 2). Em ambos os sexos, predominam os genótipos D (61,9% no
sexo feminino; 58,6% no masculino) e A (26,5% no sexo feminino; 34,5% no masculino). Na
avaliação das eventuais vias de transmissão, verificou-se que a transmissão sexual ocorreu em
percentagens muito próximas nos dois sexos (cerca de 16%). A transmissão intrafamiliar
predominou no sexo feminino, com percentagem mais elevada, 36,1% (n = 56) face ao sexo
masculino 20,7% (n = 42) (p < 0,001). O AgHBe esteve ausente em 73,5% dos indivíduos. A
proporção de indivíduos com valores elevados dos parâmetros bioquímicos avaliados

31
apresentou-se significativamente mais alta nos doentes do sexo masculino relativamente aos do
sexo feminino (p < 0,038) exceptuando-se a avaliação dos valores da alfa feto proteína.

O trabalho realizado pela pelo médico PAULO, Óscar Alfredo Paulo recebeu a menção
honrosa pela pesquisa “Rastreio da hepatite viral B e C no Hospital Provincial do Uige.
A amostragem foi constituída de 170 pacientes. Entre doentes internados pelas mais diversas
causas, foram excluídas menores de 15 anos e pacientes obstétricos. Os resultados
demonstraram 31 pacientes (18%) positivos para o vírus da hepatite B; 7 pacientes (4%)
positivos para o vírus da hepatite C. A coinfecção pelo vírus da hepatite B e C foi observada
em cinco pacientes (3%).

32
III. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

3.1.Local de estudo

O estudo foi realizado no O INS (Instituto Nacional de Sangue) localiza-se no Hospital Josina
Machel-Maria Pia no lado onde é feito as consultas Externas, tem varias secções e é um Hospital
com uma boa infra-estrutura, bem equipado em termos de materiais, com as seguintes salas:
Secretaria, Triagem, Sala de Colheita, Supervisão, Laboratório de Imunohematologia,
Separação de Hemocomponentes, Contabilidade, Gabinete dos médicos, Supervisão,
Contabilidade, Laboratório Geral e Doenças Infecciosas. O Instituto Nacional de Sangue em
termos de infra-estrutura e dimensão está muito bem apresentado e organizado, suas salas são:

Secretaria: na secretaria trabalham com computadores, e tem técnicos médios e superiores.

Triagem e doação: na triagem diariamente trabalha 2 técnicos diferente dependendo da escala,


o material utilizado na triagem são: Balança, Hemocue e aparelho automático de medir a Tensão
arterial.

Na doação os equipamentos utilizados são: Balanças para as Bolsas de Sangue, cadeiras aonde
os doadores são acomodados durante a Sangria (Doação), os técnicos que fazem a Sangria
muitas vezes são os mesmos que fazem a triagem.

Laboratório de Imunohematologia nesta secção os equipamentos Utilizados são:

2 Centrifugas de Card

1 Centrifuga para tubos de ensaio

2 Incubadoras

1 Computador

2 Geleiras aonde são guardadas as amostras

1 Aparelho automático para fazer Grupo Sanguíneo

1 Microscópio

Nesta secção trabalha 8 técnicos também são de formação Superior e alguns de formação
Média.

33
Sala de Separação de Hemocomponentes: nesta secção trabalham apenas duas técnicas, e as
duas são técnicas superiores, os equipamentos utilizados nesta secção são:

2 Centrifugas de alta qualidade para bolsas de Sangue

2 Separadores manuais

2 Separadores automáticos

1 Maquina Seladora/Separadora de tubuladuras

2 Máquinas agitadoras de Plaquetas

No Laboratório Geral esta dividido em 2 salas: A sala de colheita e a sala aonde são executados
os exames, e os aparelhos utilizados são:

2 Microscópios

1 Centrifuga de tubos de ensaio

1 Aparelho de Bioquímica

2 Aparelhos de Hemograma

1 Agitador de amostras em tubos

1 Aparelho de Eletroforese

1 Computador

A parte externa compreende:

Recepção anexa a Sala de espera: com cerca de cerca de 5m2, onde são recebidos os pacientes
e familiares antes e depois de serem atendidos;

Guiché: que faz a recepção e cadastramento dos pacientes. Com cerca de 2×3m, com três
recepcionistas, para atender a demanda de aderência da enfermaria;

A parte interna compreende:

Sala de triagem: uma área com cerca de 2m2 contendo uma secretaria, uma balança, um
esfigmomanómetro, um estetoscópio, termómetro e manuais instruções.

Depósito, com cerca de 3m2, onde são armazenados e conservados os Stokes de todo material
de rotina; medicantos, e muito mais.

34
Direcção Clínica

 Conselho Clínico,
 Comissões Especializadas,
 Secretariado de apoio,

Administração

 Conselho Administrativo,
 Secretariado de Apoio,
Direcção Pedagógica e Cientifica
 Director Pedagógico
 Científico

Administração
 Administrador,
 Conselho Administrativo,
 Secretariado de apoio,

Direcção Geral

 Conselho Geral,
 Director Geral,
 Conselho Fiscal.

35
IV. METODOLOGIA

4.1.Tipo do estudo

Estudo descritivo, retrospectivo (exames) e comparativo, Transversal com abordagem


quantitativa.

4.2.População e amostra

População: dadores dos 18 a 45 anos de idade

Amostra: 600 processos de dadores.

4.2.1. Critério de inclusão

Foram incluídos nesta pesquisa todos os dadores maiores de 18 e menores de 45 anos de idade.

4.2.2. Critério de exclusão

Foram excluídos nesta pesquisa todos os dadores menores de 18 e maiores de 45 anos de idade.

4.2.3. Variáveis de Estudo

Este trabalho contou com três principaias variáveis, e uma para complentar o estudo. Entre elas:
• Idade;
• Sexo,
• Dados demográficos.

4.2.4. Campo de estudo

Este estudo foi realizado no Instituto Nacional de Sangue (INS).


4.3.Métodos a utilizados

Foi utilizado o Método dedutivo não experimental.

4.4.Instrumentos para colheita de dados

Consulta de fichas de triagens de dadores atendidos no Instituto Nacional de Sangue (INS), dos
18 aos 45 anos de idade, através de:
 Bloco de apontamento,
 Questionários,
36
 Esferográficas,
 Lápis,
 Maquina calculadora,
 Folhas de papel A4,
 Computador,
 Impressora,
4.5.Processamento de dados

Os dados foram processados através de programa Microsoft Word, as tabelas em planilha


Microsoft Excel, e editados em Microsoft Word; os diapositivos de exposição foram formatados
em Microsoft Power Point. Foram calculados os diferentes métodos de diagnóstico da hepatite
B por intermédio de calculadoras científicas.
4.6.Procedimentos éticos

O trabalho obedeceu rigorosamente o caráter de anonimicidade e preservação de toda a


informação recolhida para o efeito.

Por intermédio da Direção da Universidade de Belas Faculdade de Saúde, foi feito o pedido de
autorização à Direção do Hospital Geral de Luanda para realização do estudo.

Levou-se em conta alguns critérios de acordo com as exigências das normas éticas:

 A autorização da Universidade de Belas Faculdade de Saúde por meio do protocolo.


Autorização do Instituto Nacional de Sangue (INS) através da aceitação do protocolo dando-
me o direito a investigar as variáveis inerentes as características da amostra.
 O anonimato dos nomes dos pacientes com suspeita de Hepatite B.

37
V. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Considerações sobre a prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto


Nacional de Sangue

Através desta pesquisa foi possível descrever minuciosamente a abrangência do Vírus de


Hepatite B, a sua prevalência epidemiológica e a incidência em dadores de sangue no Instituto
Nacional de Sangue.

Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de Sangue

O Instituto Nacional de Sangue (INS) recebe diáriamente dadores provenientes de várias partes
de Luanda e do resto do pais, uns vêm como dadores voluntários e outros agendados ou ao
pedido de solicitação de familiares de pacientes que necessitam de tranfusão com unidades de
sangue. Mas apesar deste fluxo, nem tudo tem ocorrido de forma esperada, uma vez que alguns
testes de triagem podem apresentar resultados positivos e interferir no processo de doação.
Deste modo os utentes são testados antes de qualquer procedimento de doação realizando vários
testes tais como: Antigenio HbsAg (hepatie B), Anticorpos Anti HIV 1/2 , Anticorpos HCV
(hepatie C), Sífilis, Malária e outros testes. Deste modo, baseamo-nos nos resultados de
Antigenio HbsAg (hepatie B) que é o foco da nossa pesquisa. E assim, conseguimos calcular a
prevalência do Antigenio da superfície HbsAg (de hepatie B) na população em causa.

Tabela nº 6: Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de


Sangue.

CASOS DADORES PERCENTAGEM

Negativos 531 88,50%

Positivos 69 11,50%

TOTAL DE DADORES 600 100%


Fonte: Livro dos registos do INS

Qual é a Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de


Sangue?

Durante a consulta das fichas constantes na base de dados do INS, retiramos total de 600 fichas
correspondentes ao o IIº Semestre do ano de 2019, as mesmas nos serviram de amostra.

38
Representamos nesta tabela o total de número de fichas consultadas e o respectivo número de
casos, isto é, foram consultadas total de 600 fichas de dadores numa proporção de 100%,
população de dadores maiores de 18 e menores de 45 anos de idade, entre elas foram obtidos
531 fichas de casos negativos numa proporção de 88,50%, com resultados de Antigenio da
superficie de hepatite B (HBsAg) negativo. Na mesm amostra separamos os casos com
resultados Antigenio da superficie de hepatite B (HBsAg) positivo, um total de cerca de 69
fichas numa proporção de 11,50% de casos positivos.

Fazemos assim saber, que a taxa de prevalência de Hepatite B em dadores de sangue no INS
durante o IIº Semestre do ano de 2019 foi de 69 casos positivos em cada 600 dadores, ou seja,
de 11,50%.

39
Comparação da Prevalência da Hepatite B com tralhos já feitos

Comparando com estudos realizados pelo BAIÃO, Peliganga Luis, com o tema: Prevalência
da hepatite B em doadores de sangue e da hepatite B em gestantes no Kuito, Biê, Angola
2015. Obteve a prevalência de 11,1%, esta prevalência vai de acordo com nosso estudo que
teve prevalência de 11,50%. O estudo realizado pelo ANDRÉ, Carlos Jorge «Prevalència da
Hepatite B na Infecciologia do Hospital Josina Machel – Maria Pia durante o primeiro
trimestre do ano de 2018». Teve prevalencia de 12,47%, esta também teve quase de acordo
com nosso estudo de 11,50%.

O trabalho realizado pela pelo médico PAULO, Óscar Alfredo Paulo «Rastreio da hepatite
viral B no Hospital Provincial do Uige em 2019». Obteve a prevalência de 18%, esta
prevalência está acima da nossa que foi de 11,50%;

Tabela nº 7: Comparação de Prevalências da Hepatite com trabalhos já feitos.B

AUTOR ANO LOCAL PREVALÊNCIA

BAIÃO 2015 Provincia do Bié 11,1%

PAULO 2017 Hospital Provincial do Uige 18%

ANDRÉ 2018 Josina Machel 12,47%

LUHI 2019 INS 11,50


Fonte: Baião 2015; Paulo 2017; André 2018.

Quanto a comparação de estudos já feitos, o estudo mais prevalente foi do Hospital Provincial
do Uíge com 18% em 2019, por PAULO Óscar Alfredo Paulo e o menos prevalente foi feito
no Hospital Provincial do Bié com 11,1% em 2015 por BAIÃO Peliganga Luis.

40
Distribuição de casos de Hepatite B em dadores de sangue no Instituto Nacional de sangue
segundo sexo.

É do conhecimento de todos que o INS recebe dadodores de todos sexos, apesar de que o sexo
masculino tem sido o mais representativo, foi o motivo que levou - nos a fazer uma avaliação
minunciosa baseada na prevalência de casos de Positivos e Negativos segundo o sexo uma vez
que consta nos nossos objectivos e não só como também aparece como uma das variaveis do
presente estudo. Pelo que pegamos na amostra em estudo (600 dadores).

Tabela nº 8: Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de


segundo género

GÉNERO DADORES PREVALÊNCIA

MASCULINO 61 88,50%

FEMENINO 8 11,50%

TOTAL 69 100%
Fonte: Livro dos registos do INS

Qual Prevalência da Hepatite B em dadores de Sangue no Instituto Nacional de segundo


género?

Nesta tabela, observamos que, segundo os dados de amostra de 600 dadores apresentou 69
dadores positivos (AgHBs positivo), deste número fizemos a distribuição por sexo, onde o
masculino foi o mais representativo com 61 dadores positivos com uma percentagem de
88,40%. Sendo assim o sexo feminino o menos representativo, onde na amostra de 69 dadores
com AgHBs positivo apenas 8 são mulheres com uma percentagem de 11,60%.

Como já vimos anteriormente que a prevalência de dadores com AgHBs positivo é de 69 em


cada grupo de 600 dadores, clarificamos assim que a prevalência de dadores do sexo masculino
é de 61 em cada 69 (88,40%) dadores e de 8 (11,60%) de sexo feminino em cada 69 dadores.

41
Dadores com AgHBs negativo no Instituto Nacional de Sangue

Esta tabela representa os casos negativos apurados para a doação durante o semestre em estudo.

Tabela nº 9: Dadores com AgHBs negativo no Instituto Nacional de Sangue

GÉNERO DADORES PREVALÊNCIA

MASCULINO 468 88,13%

FEMENINO 63 11,87%

TOTAL 531 100%


Fonte: Livro dos registos do INS

Qual é o género com maior número de dadores com AgHBs negativo no Instituto Nacional
de Sangue?
Esta tabela apresenta-nos o número de dadores com AgHBs negativo, segundo os dados de
amostra de 600 dadores encontramos 531 dadores com AgHBs negativo (AgHBs negativo),
deste número fizemos a distribuição por sexo, onde o masculino foi o mais representativo com
468 dadores sem infecção do AgHBs com uma percentagem de 88,13%. Sendo assim o sexo
feminino com menos dadores AgHBs negativo, onde na amostra de 531 dadores com AgHBs
negativo apenas 63 são mulheres com uma percentagem de 11,87%.
Neste caso, a prevalência de dadores com AgHBs negativo é de 531 em cada grupo de 600
dadores, sendo assim, a prevalência de dadores do sexo masculino sem Hepatite B é de 468 em
cada 531 (88,13%) dadores e de 63 (11,87%) de sexo feminino em cada 531 dadores.

42
Distribuição demográfica de dadores com HBs negativo no Instituto Nacional de Sangue

Quanto à distribuição demográfica, podemos notar através desta tabela que o município de Luanda
foi o mais representativo com 106 casos negativos de HBs, visto que, a município de Luanda
compõe de muitos distritos, consideramos no global como o município mais representativo em
detrimento de outros municípios. Por outro lado também, o Instituto Nacional de Sangue não
recebeu apenas casos da província de Luanda, mas também recebeu pacientes vindos de vários
municípios de várias províncias, mas como representaram percentagen pouco significativo não
representou os mesmos.

Tabela nº 10: Distribuição de dadores com HbsAg negativo segundo dados demográficos

MUNICÍPIO DADORES PREVALÊNCIA

BELAS 76 14,31%

CACUACO 39 7,34%

CAZENGA 73 13,75%

KILAMBA KIAXI 76 14,31%

KISSAMA 4 0,75%

LUANDA 106 19,96%

MAIANGA 77 14.50%

TALATONA 8 1,5%

VIANA 72 13,55%

TOTAL 531 100%


Fonte: Livro dos registos do INS

Qual é a distribuição de dadores com HbsAg negativo segundo dados demográficos?


A tabela acima, representa o número de dadores com AgHBs negativo, segundo dados
demográficos de amostra de 531 dadores (AgHBs negativo), deste número fizemos a
distribuição por municípios que compõe a província de Luanda, onde o municípios de Luanda
foi o mais representativo com 106 dadores sem infecção do AgHBs com uma percentagem de
20%. E o município de Kissama foi o menos representativo com 4 dadores sem infecção do
AgHBs com uma percentagem de 0,75%. Neste caso, o município mais prevalente de dadores
com AgHBs negativo, é a de Luanda com 20%.
43
Distribuição demográfica de dadores com HBs positivo no Instituto Nacional de Sangue

Quanto à distribuição demográfica, podemos notar através desta tabela, notamos que o município
de Cazenga foi o mais prevalente com 21 casos positivos de HBs (30,40%).

Tabela nº 11: Distribuição de dadores com HbsAg positivo segundo dados demográficos

MUNICÍPIO DADORES PREVALÊNCIA

BELAS 5 14,31%

CACUACO 4 7,34%

CAZENGA 21 30,43%

KILAMBA KIAXI 8 14,31%

KISSAMA 1 0,75%

LUANDA 5 20%

MAIANGA 10 14.50%

TALATONA 1 1,75%

VIANA 14 13,60%

TOTAL 69 100%
Fonte: Livro dos registos do INS

Qual é a distribuição de dadores com HbsAg positivo segundo dados demográficos?

A tabela acima, representa o número de dadores com AgHBs positivo, segundo dados
demográficos de amostra de 69 dadores (AgHBs positivo), deste número fizemos a distribuição
por municípios que compõe a província de Luanda, onde o municípios de Cazenga foi o mais
representativo com 21 dadores com infecção do AgHBs com uma percentagem de 30,40%. E
os municípios de Kissama e Talatona foram os menos representativos com 1 dador
respectivamente com infecção do AgHBs com uma percentagem de 1,75%.

Neste caso, o município mais prevalente de dadores com AgHBs positivo, é o de Cazenga com
30,40%.

44
VI. CONCLUSÕES

De acordo a análise dos índices avaliados que expressam prevalência de HBs Ag no Institruto
Nacional de Sangue durante o II semestre do ano 2019 em dadores de sangue dos 18 aos 45 de
idade, resultam as seguintes conclusões: O estudo feito em processos de dadores que
frequentaram o HBsAg no Institruto Nacional de Sangue com dadores de sangue dos 18 aos 45
de idade, onde revelou a grande prevalência de Hepatite B (HBsAg positivo) de 69 dadores em
cada 600 em uma percentgem de 11,50%. De forma geral, a taxa de prevalência de Hepatite B
em dadores de sangue no INS durante o IIº Semestre do ano de 2019 foi de 69 casos positivos
em cada 600 dadores ou seja de 11,50% em cada 600 dadoress. Segundo sexo, a prevalência
foi de 8 dadores do sexo femenino em cada 600 dadores com a percentajem de 11,60%, foi de
61 dadores do sexo masculino em cada 600 dadores com a percentajem de 88,40%. Quanto aos
dados demográficos, Neste caso, o município mais prevalente de dadores com AgHBs negativo,
é a de Luanda com 20%. O município mais prevalente de dadores com AgHBs positivo, é o de
Cazenga com uma percentagem de 30,40%. Quanto a comparação de estudos já feitos, o estudo
mais prevalente foi do Hospital Provincial do Uíge com 18% em 2017, por PAULO Óscar
Alfredo Paulo e o menos prevalente foi feito no Hospital Provincial do Bié com 11,1% em 2015
por BAIÃO Peliganga Luis. O sistema de saúde em Angola subdivide-se em três níveis
hierárquicos de prestação de cuidados de saúde: o nível- Cuidados Primários de Saúde
representados pelos Postos ou Centros de Saúde, Hospitais Municipais. O nível secundário ou
intermediário, representado pelos Hospitais Gerais, é o nível de referência para as unidades do
primeiro nível. O Nível terciário, representado pelos hospitais de referência mono ou
polivalentes, diferenciados e especializados, é o nível de referência para as unidades sanitárias
do nível secundário. É nos hospitais de nível terciário que podemos encontrar profissionais de
classe médica capazes de responder a situação relacionada com o tratamento de Hepatite B
HBsAg.

45
VII. RECOMENDAÇÕES

De acordo com os ojbectivos traçados, conseguimos tirar proveito sobre o que pretendiamos.
Consoante a pesquisa, sugerimos o seguinte:
 Implementar programas de vacinação;
 Recomendamos a aquisição de reagentes nesta unidade hospitalar para que os testes
confirmativos do diagnóstico da hepatite B estejam prontos a tempo e hora,
 Investir em melhores métodos de Diagnóstico para a detecção do vírus da hepatite B
para evitar a limitação diagnóstica,
 Criar ferramentas para educação da população sobre a hepatite B.

46
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Moatter et al. virus in Karachi, Pakistan 2015. Disponível em:
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2017.

50
APÊNDICE A – FORMULÁRIO DE TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E
ESCLARECIDO

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA RESPONSÁVEL LEGAL

NOME: Leonilde Nachingongo Noloti Luhui

Nº DE MATRICULA: 9280

SEXO : femenono

ENDEREÇO: Bairro Benfica, Av. 21 de janeiro

MUNICÍPIO: Belas. PROVINCIA: Luanda. BAIRRO: Benfica. TELEFONE:


926953124 / 294358004. EMAIL: leonildemimi17@gmail.com

Termo de consentimento livre e esclarecido

O (A) senhor (a) está ser convidado (a) como voluntária (a) a participar da pesquisa:
Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue no Instituto Nacional de Sangue durante
o IIº Semestre de ano 2019.

Justificava: Justifica-se pelo facto do tema Hepatite B ser um dos problemas preocupantes e debatidos
no âmbito da saúde pública.

Objectivo: o principal objectivo deste trabalho é Saber a Prevalência de Hepatite B em Dadores de


Sangue no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019.

O procedimento de colecta de dados será da seguinte forma: a partir dos processos de registos de triagens
feitas e a pos os exames preliminares, são diagnosticados com Vírus da Hepatite B (VHB) nesta
hemoterapia, e avaliarmos a distribuição de exames complementares mais pedidos, entrevistar aos
técnicos as técnicas aplicadas para o diagnóstico complentar.

Desconfortos e riscos e benefícios:

Os participantes não deverão ser submetidos a riscos e desconfortos porque a base da nossa
recolha de dados, será a base de casos já diagnosticados e entrevistas, mesmo que haja riscos

I
51
mínimos, nos responsabilizaremos para os mesmos. Esta pesquisa trará muitos benefícios, uma
vez que algumas pessoas saberão qual é a prevalência do Vírus da Hepatite B (VHB).

Garantia de esclarecimento, liberdade de recusa e garantia de sigilo:

Você será esclarecido sobre a pesquisa em qualquer aspecto que desejar. Você é livre para
recusar-se a participar, retirar seu consentimento ou interromper a participação a qualquer
momento. A sua participação é voluntária e a recusa em participar não irá acarretar qualquer
penalidade ou perda de benefícios.

Tratarei as identidades com padrões profissionais de sigilo. Os resultados do exame clínico,


laboratorial, da pesquisa, serão enviados para você e permanecerão confidenciais. Seu nome ou
o material que indique a sua participação não será liberado sem a sua permissão. Você não será
identificado em nenhuma publicação que possa resultar deste estudo. Uma cópia deste
consentimento informado será arquivada na Faculdade de Ciências de saúde no Curso de
Análises clínicas e Saúde Pública da Universidade de Belas (UNIBELAS) e outra será fornecida
a você.

Custo da participação, ressarcimento e indemnização por eventuais danos:

A participação no estudo não acarretará custos para você e não será disponível nenhuma
compensação financeira adicional em caso de haver gastos de tempo, transporte, alimentação,
etc. Haverá uma compensação financeira que deverá ser calculada de acordo com gastos reais
do participante.

Declaração da participante ou do responsável pela participante: para gestantes vulneráveis, como


adolescentes, presidiários, pessoas com capacidade mental ou com autonomia reduzida devem ter um
representante legal, sem prejuízo de sua autorização.

Eu, ____________________________________________________________ fui informado dos


objectivos da pesquisa acima de maneira clara e detalhada e esclareci minhas dúvidas. Sei que em
qualquer momento poderei solicitar novas informações e motivar minha decisão se assim o desejar.

Os orientadores ______________________________________________________ certificaram-me


de que todos os dados desta pesquisa serão confidenciais. Também sei que caso existam gastos
adicionais, estes serão absorvidos pelo orçamento da pesquisa. Em caso de dúvidas poderão chamar a
estudante ______________________________________ orientador
________________________________ no telefone (+244) _______________ ou o Comité de Ética
52II
em Pesquisa da Faculdade de Ciências de Saúde no Curso de Análises Clínicas e Saúde Pública da
Universidade de Belas (UNIBELAS).

Declaro que concordo em participar desse estudo. Recebi uma cópia deste termo de consentimento
livre e esclarecido e me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas.

Nome Assinatura do Participante Data

Nome Assinatura do Pesquisador Data

Nome Assinatura da Testemunha Data

III
53
APÊNDICE B – FORMULÁRIO DE QUESTIONÁRIO

Questionário

Este questionário enquadra-se numa investigação no âmbito de uma pesquisa de trabalho de


conclusão de curso em Análises Clínicas e saúde Pública, que realizou-se no no Centro
Nacional de Sangue, com o tema: Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue dos 18
aos 45 anos de idade atendidos no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de
ano 2019.

O questionário é anónimo, não devendo por isso colocar a sua identificação em nenhuma
das folhas nem assinar o questionário.

Os resultados obtidos serão utilizados para fins académicos (licenciatura), sendo realçado que
as respostas dos inquiridos representam apenas a sua opinião individual e não de forma forçada
ou imposta.

Não existem respostas certas ou erradas. Por isso lhe solicitamos que responda de forma since
ra a todas as questões. Na maioria das questões terá apenas de assinalar com uma cruz a sua o
pção de resposta.

54
IV
APÊNDICE C – GUIA DE RECOLHA DE DADOS

Guia de recolha de dados


Formulário de recolha de dados sobre a Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue
no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019.
I GRUPO
1. Idade.
2. Sexo M F
3. Dados demográficos
MUNICÍPIO
Belas
Cacuaco
Cazenga
Kilamba kiaxi
Kissama
Luanda
Maianga
Talatona
Viana

55
V
PRÉ-PROJECTO DE MONOGRAFIA

Nome Leonilde Nachingongo N. Nº de matrícula 9280


Luhui
Curso Análises Clícas e Saúde Especialidade
Pública
Telefone 926953124 / 924358004 email leonildemimi17@gmal.com
Orientador Vera Mendes Telefone 925506138

Título Prevalência de Hepatite B em Dadores de Sangue dos 18 aos 45 anos de idade


no Instituto Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano 2019.
Tema Hepatite B
Questão Prevalência da hepatite B
Justificativa Justifica-se pelo facto do tema Hepatite B ser um dos problemas de saúde
pública.
Saber a prevalência de Hepatite B em Dadores de
Geral Sangue dos 18 aos 45 anos de idade no Instituto
Objectivos Nacional de Sangue durante o IIº Semestre de ano
2019.
1. Descrever a prevalência casos de Hepatite B
2. Identificar a prevalência de casos positivos e
negativos da hepatite .
Específicos 3. Caracterizar pacientes segundo dados
sociodemográficos;
Tipo de estudo Descritivo, retrospectivo e comparativo,
quantitativo
Metodologia Metodologia/abordagem Dedutivo não experimental.
Instrumentos Esferográficas, folhas de papel e no Computador.
População e amostra Dadores dos 18 aos 45 anos de idade 100
processos.
Variáveis Idade e Sexo
1. ANDRE, Franco, Brasília, 2000. Disponível em:
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2. FERREIRA, M. S. Diagnostico e tratamento da Hepatite B: Revistada
Bibliografia Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, 2007.
3. MATTOS, Ângelo Alves de; et al. Compêndio de Hepatologia. 1ª Edição.
São Paulo: Fundação Byk, 1995. P. 177.
4. SHERLOCK, S. Hepatitis B: the disease. Vaccine, New York, 1990.
Cronograma 1. elaboração do pré-projecto: Abril de 2020
2. Autorização da Direcção científica: Novembro de 2020
3. Recolha e tratamento de Dados: Novembro de 2020
4. Conclusão do trabalho: Novembro de 2020

VI
56
UNIVERSIDADE DE BELS
FACULDADE DE CIÊNCIAS DE SAÚDE
CURSO DE ANÁLISES CLÍNICAS E SAÚDE PÚBLICA

Aprovação da Comssão Científica/Serviço equiparado

Resultado

Aprovado _______

Não aprovado ________

Data, cargo e assinatura da autoridade competente

_____________________________________

VII
57
ANEXO

58
VIII
ANEXO A. CARTA DE SOLICITAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DE
PESQUISA

59
IX
ANEXO B. CARTA DE AUTORIZAÇÃO DE PESQUISA

60
X

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