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EFA Secundário Tipo C 09/02/2011

Cultura, Língua e Comunicação – UFCD 3

“Violência … na Escola e no Trabalho – (Re) Conhecer para Prevenir!”

Esta Palestra/Debate ocorreu na sala de Alunos da Escola Secundária de


Odivelas no dia 9 de Fevereiro de 2011 pelas 20 horas e 50 minutos, teve uma duração
de cerca de 1 hora e 30 minutos, tendo sido organizada pelas Profs. Ana Ferraz e Isabel
Marques, responsáveis do Projecto A Noite Não Para!, tendo assistido há mesma
Alunos, Professores, Funcionários, bem como toda a comunidade educativa envolvente.
Esta iniciativa vem no seguimento de varias já organizadas na escola, que tem
como objectivo uma Intervenção Temática de dinamização do Ensino Nocturno e da
própria escola. Teve como convidadas e oradoras a Prof. Manuela Machado responsável
pelo GAF – Gabinete de Apoio há Família e a Psicóloga Isabel Cardoso – oradora
principal, que nos veio esclarecer acerca de dois tipos de violência que infelizmente são
muito frequentes na escola – Bullying e no trabalho – Mobbing.
O GAF tem como função oferecer apoio e esclarecimento a pais e alunos,
através do Gab. Promoção da Saúde e Educação Sexual, através do Banco de Livros –
aonde é feita a recolha de livros para alunos mais carenciados, bem como através de
outras acções.
A psicóloga Isabel Cardoso falou de vários tipos de violência, que ocorrem no
local de trabalho, na escola, em casa e entre Gangs. Uma frase que foi utilizada e que
espelha bem o impacto da violência na sociedade foi: “Parte da Violência mais
destrutiva, não quebra Ossos, quebra Mentes”.
A OMS considerou a violência como um problema de saúde publica, sendo o
seu objectivo principal prevenir e intervir.

Relatório Elaborado por: 1


Vasco Correia Nº 24 Turma B
EFA Secundário Tipo C 09/02/2011
Cultura, Língua e Comunicação – UFCD 3

Os dois tipos de violência mais frequentes na nossa sociedade são o Bullying que
frequentemente ocorre nas escolas e o Mobbing que se verifica nos locais de trabalho.
Este tipo de violência pode se manifestar de varias formas seja através de lutas entre
pares, testes de força, contacto físico, como função lúdica ou mesmo função social.

O Bullying é utilizado para descrever actos de violência física ou psicológica,


intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o
objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es)
de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em
determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de Bullying
pela turma.
O Bullying é intencional, repetitivo no tempo, teme-se sempre o contacto e
existe sempre um desequilíbrio de poder entre os intervenientes.
No Bullying existem sempre dois intervenientes: a vitima – pessoas sensíveis e
que se sentem inferiorizadas e temem tudo e todos – e o agressor – tem amigos mas não
respeitam ninguém e são instáveis.
As pessoas mais expostas a este tipo de violência são os indivíduos com
problemas familiares, geralmente tem problemas emocionais e comportamentais,
pessoas em situação de exclusão social e marginalizados.
O Bullying pode ser: psicológico – exercido através de coacção, extorsão,
chantagens ; físico – exercido através de ameaças, agressões ; verbal – exercido através
de ofensas, humilhações, troças ; sexual – exercido através da divulgação de imagens de
índole sexual ; institucional – descriminação por parte de entidades que deveriam
proteger a vítima.
Os aspectos mais identificadores de um criança que esta a ser alvo de Bullying
são: a recusa em ir à escola, apresentam/queixas repentinas, geralmente não tem amigos,
metem-se há parte dos outros meninos, deixam-se ficar para trás nas salas de aulas
quando terminam as aulas e muitas vezes socorrem-se dos professores ou funcionários
da escola para se protegerem.

Relatório Elaborado por: 2


Vasco Correia Nº 24 Turma B
EFA Secundário Tipo C 09/02/2011
Cultura, Língua e Comunicação – UFCD 3

O Mobbing é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações


humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e
no exercício de suas funções. São mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e
assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e anti-éticas
de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s),
desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização. Por
ser algo privado, a vítima precisa efectuar esforços dobrados para conseguir provar na
justiça o que sofreu, mas é possível conseguir provas técnicas obtidas de documentos
(actas de reunião, fichas de acompanhamento de desempenho, etc), além de testemunhas
idóneas para falar sobre o assédio moral cometido.
No Mobbing existe sempre como em todas as situações dois tipos de
intervenientes: o agressor e a vitima.
Olhando externamente é difícil identificar o agressor pois a imagem que projecta
de si mesmo é sempre bastante positiva. Ao falar de agressor tem que fazer uma
distinção entre aqueles que colaboram com o comportamento agressivo de forma
passiva e os que praticam a agressão de forma directa. É comum colegas de trabalho se
aliarem ao agressor ou se calar diante dos factos. Em geral, aquele que pratica o
Mobbing tem o desejo de humilhar o outro ou de ter prazer em sentir a sensação de
poder sobre os demais integrantes do grupo. Chegam a conceder concessões a possíveis
adeptos para que se juntem ao grupo, fortalecendo o assédio moral ao profissional
isolado. Alguns se unem porque igualmente gostam de abuso de poder e de humilhar,
outros se unem por covardia e medo de perderem o emprego e outros por ambição e por
competição aproveitam a situação para humilhar mais ainda a vítima.
Outra estratégia utilizada pelos agressores é denegrir a imagem do profissional
com humilhações e restrições genéricas, em sua totalidade parciais e mentirosas. E para
conseguir adeptos e ganhar força com a perseguição moral que perpetram, utilizam-se
de armas psicológicas para angariar aliados. Na maioria dos casos, buscam forçar o
profissional atingido a desistir do emprego.
Aquele que pratica Mobbing pode ter desejo de abuso de poder para se sentir
mais forte do que realmente é, ou de humilhar a vítima com exigências absurdas.
Não existe um perfil psicológico determinado que predisponha a uma pessoa a
ser vítima de assédio moral, qualquer um pode ser objecto deste acaso.
Vale salientar que diminuir ou criticar é colocar o outro em situação de
inferioridade. Fazer propaganda contra alguém é mais fácil se essa pessoa possui
características que o preconceito de cor, sexo, ideologia ou classe social reforça como
inferioridade.
Em conclusão podemos dizer que todos estes tipos de descriminações afectam e
muito o desempenho da vítima nas suas funções no local de trabalho.

Relatório Elaborado por: 3


Vasco Correia Nº 24 Turma B