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PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO DE EDIFÍCIOS DE


PEQUENO E MÉDIO PORTE COM ÊNFASE NA UTILIZAÇÃO DE SOFTWARE

Muros de Arrimo Mistos

Prof. Marcos Alberto Ferreira da Silva


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DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DE MUROS
DE ARRIMO MISTOS
✓PILARES
A armadura longitudinal do pilar é calculada considerando
flexão simples, a partir do momento na base do mesmo.
t t

h Ea

h/3
M base

1
𝑀𝑏𝑎𝑠𝑒,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 = ∙ 𝐾𝑎 ∙ 𝛾𝑠 ∙ ℎ3 ∙ 𝑡
6
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H
H
d

Ea

bw
h

Ea As
x

h/3
M base
Seção Transversal

1,4 ∙ 𝑀 1,4 ∙ 𝑀
𝑑𝑚í𝑛 = 2,0 ∙ 𝑥 = 1,25 ∙ 𝑑 ∙ 1 − 1 −
𝑓𝑐𝑘 𝑓𝑐𝑘
𝑏𝑤 ∙ 0,425 ∙ ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑑 2
1,4 1,4

𝑓𝑐𝑘
0,68 ∙ ∙𝑏 ∙𝑥
1,4 𝑤
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌𝑚𝑖𝑛 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝐻
𝑓𝑦
1,15
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Nas expressões anteriores, a nomenclatura é:
M: Momento fletor
bw: Largura da seção transversal
H: Altura da seção transversal
dmin: Altura útil mínima
d: Altura útil da seção transversal
x: Posição da linha neutra da seção transversal
fck: Valor da resistência característica à compressão do concreto
fy: Valor da resistência característica do aço ao escoamento
As: Armadura longitudinal
As,min: Armadura longitudinal mínima
min: Taxa mínima de armadura de flexão
Na tabela abaixo indicam-se os valores de min.
Valores de min (em %), em função de fck
Forma da seção 20 25 30 35 40 45 50
Retangular 0,150 0,150 0,150 0,164 0,179 0,194 0,208
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A armadura transversal do pilar (estribos), por sua vez, é
calculada para resistir ao cisalhamento causado pelo
empuxo do solo (força cortante V); o empuxo deve ser
calculado considerando a área de influência do pilar.
t t

h E

h/3
V=E

1
𝑉 = 𝐸 = ∙ 𝐾𝑎 ∙ 𝛾𝑠 ∙ ℎ2 ∙ 𝑡
2
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H
H
d

bw
h

E
Asw
h/3
V=E Seção Transversal

O espaçamento entre estribos deve atender:


𝑓𝑦 𝐴𝑠𝑤 ∙ 𝑓𝑦
𝐴𝑠𝑤 ∙ 0,9 ∙ 𝑑 ∙ 𝑠𝑚á𝑥 ≤
1,15
𝑠= 0,06 ∙ 𝑏 ∙
3
𝑓 2
1,4 ∙ 𝑉 𝑤 𝑐𝑘
(Armadura necessária) (Armadura mínima)
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Nas expressões anteriores, a nomenclatura é:

V: Força cortante
bw: Largura da seção transversal
H: Altura da seção transversal
d: Altura útil da seção transversal
fck: Valor da resistência característica à compressão do concreto
fy: Valor da resistência característica do aço ao escoamento
Asw: Armadura transversal (área de dois ramos do estribo)
s: Espaçamento necessário entre estribos
smáx: Espaçamento máximo permitido entre estribos
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DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DE MUROS
DE ARRIMO MISTOS
✓VIGA SUPERIOR E VIGAS INTERMEDIÁRIAS
A armadura longitudinal da viga superior e também das
intermediárias é calculada considerando flexão simples, a
partir dos momentos obtidos para os carregamentos
vertical e lateral atuantes na viga.

Pviga

hv
Rviga
bw
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Pviga

São dois
carregamentos.
Pilar Pilar Pilar
t t
Esquema Estático – Carregamento Vertical

Pilar Rviga

t
Pilar
Obtidos os momentos,
positivo e negativo, calcula-se t
as armaduras necessárias.
Pilar
Esquema Estático – Carregamento Horizontal
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As (negativa)

x
H d M H d M
x
bw As (positiva) bw

Seção Transversal Seção Transversal


Esquema para o cálculo da armadura longitudinal – Carga vertical

1,4 ∙ 𝑀 1,4 ∙ 𝑀
𝑑𝑚í𝑛 = 2,0 ∙ 𝑥 = 1,25 ∙ 𝑑 ∙ 1 − 1 −
𝑓𝑐𝑘 𝑓𝑐𝑘
𝑏𝑤 ∙ 0,425 ∙ ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑑 2
1,4 1,4

𝑓𝑐𝑘
0,68 ∙ ∙𝑏 ∙𝑥
1,4 𝑤 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌𝑚𝑖𝑛 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝐻
𝐴𝑠 =
𝑓𝑦
1,15 OBS: Para a carga horizontal,
segue-se o mesmo raciocínio.
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A armadura transversal das vigas (estribos), por sua vez,
é calculada para resistir ao cisalhamento causado pelo
força cortante V (para os carregamentos vertical e lateral).
Asw

H d V OBS: Para a carga horizontal,


segue-se o mesmo raciocínio.

bw

Seção Transversal
O espaçamento entre estribos deve atender:
𝑓𝑦 𝐴𝑠𝑤 ∙ 𝑓𝑦
𝐴𝑠𝑤 ∙ 0,9 ∙ 𝑑 ∙ 𝑠𝑚á𝑥 ≤
1,15
𝑠= 0,06 ∙ 𝑏 ∙
3
𝑓 2
1,4 ∙ 𝑉 𝑤 𝑐𝑘
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DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DE MUROS
DE ARRIMO MISTOS
✓VIGA INFERIOR (BALDRAME)
A armadura longitudinal da viga inferior deve ser
calculada para resistir ao caso de solicitação combinada
de flexão e torção:
✓ Inicialmente calcula-se a armadura necessária para
resistir ao momento fletor, para os carregamentos
vertical e lateral atuantes na viga (cargas Pviga e Rviga).
Segue-se o roteiro apresentado anteriormente;
✓ Na sequência calcula-se a armadura necessária para
resistir à tração gerada pela torção (carregamento M).
Ver roteiro na sequência;
✓ A armadura final é a soma das duas.
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Pviga

Nesse caso são três


carregamentos.
Pilar Pilar Pilar
t t

Esquema Estático – Carregamento Vertical

Pilar Pilar Rviga


M
t t
Pilar

t t
Pilar Pilar
Esquema Estático – Carregamento
Esquema Estático – Carregamento
de Torção
Horizontal
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Torção: Cálculo da armadura longitudinal - Roteiro
1 – Determinação da seção vazada equivalente

C1 𝐴
ℎ𝑒 ≤
𝑢

𝐴𝑒 ℎ𝑒 ≥ 2 ∙ 𝐶1

he: Espessura da parede da seção equivalente


A: Area da seção transversal
u: Perímetro da seção transversal
C1: Distância da face externa da viga ao centro
da barra da armadura longitudinal
𝑢𝑒 = 2 ∙ ℎ − ℎ𝑒 + 𝑏𝑤 − ℎ𝑒 𝐴𝑒 = 𝑏𝑤 − ℎ𝑒 ∙ ℎ − ℎ𝑒
(Perímetro da seção equivalente) (Area da seção equivalente)
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Torção: Cálculo da armadura longitudinal - Roteiro
2 – Cálculo da armadura longitudinal

𝑓𝑐𝑘 𝑓𝑐𝑘
As 𝑢𝑒 ∙ 0,50 ∙ 1 − ∙ ∙𝐴 ∙ℎ
h T 250 1,4 𝑒 𝑒
𝐴𝑠 =
𝑓𝑦
2 ∙ 𝐴𝑒 ∙
1,15
bw
OBS: É comum concentrar a armadura
Seção Transversal nos vértices da seção transversal.

fck: Valor da resistência característica à compressão do concreto (em MPa)


fy: Valor da resistência característica do aço ao escoamento (em MPa)
As: Armadura longitudinal
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Superposição das armaduras (Flexão + Torção)
(T + M)
As1 As1 A favor da segurança

As3 M As2 As3 M


As2 T T

As4 As4 + As5


As5

Conforme mencionado anteriormente, deve-se calcular a


armadura em separado para os casos de flexão e torção
e depois somá-las para obter a armadura final a ser
detalhada; é exigência de norma.
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EXEMPLO NUMÉRICO
Calcular as armaduras dos elementos do muro de arrimo
misto mostrado na figura seguinte. As cargas e os esforços
solicitantes já foram obtidos, ver exemplo resolvido. Admitir
que as verificações de estabilidade estão atendidas.

Considerar os dados:
✓ Peso específico do solo: solo = 18,0 kN/m³
✓ Ângulo de atrito interno do solo:  = 30°
✓ Concreto: fck = 20 MPa
✓ Aço CA-50: fy = 500 MPa
✓ Cobrimento nominal: Cnom = 2,5cm
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EXEMPLO NUMÉRICO
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𝜑
✓PILARES - As 𝐾𝑎 = 𝑡𝑔2 − 45°
2
°
30
𝐾𝑎 = 𝑡𝑔2 45° − = 0,33
2
h = 1,60m

𝑃𝑎 = 𝐾𝑎 ∙ 𝛾𝑠 ∙ ℎ
𝑃𝑎 = 0,33 ∙ 18,0 ∙ 1,6 = 9,50 𝑘𝑁/𝑚2
Ea
1
M base 𝐸𝑎 = ∙ 𝐾𝑎 ∙ 𝛾𝑠 ∙ ℎ2
y

2
1
Pa 𝐸𝑎 = ∙ 0,33 ∙ 18,0 ∙ 1,62 = 7,60 𝑘𝑁
2
1 ℎ 1,6
𝑀𝑏𝑎𝑠𝑒,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 = ∙ 𝐾𝑎 ∙ 𝛾𝑠 ∙ ℎ3 ∙ 𝑡 𝑦= 𝑦= = 0,53 𝑚
6 3 3
1
𝑀𝑏𝑎𝑠𝑒,𝑝𝑖𝑙𝑎𝑟 = ∙ 0,33 ∙ 18,0 ∙ 1,603 ∙ 2,0 = 8,11 𝑘𝑁 ∙ 𝑚
6
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20cm
20cm
d

20cm
Ea
1,60m

Ea As
x
h/3
M base
Seção Transversal

1,4 ∙ 𝑀 1,4 ∙ 811


𝑑𝑚í𝑛 = 2,0 ∙ 𝑑𝑚í𝑛 = 2,0 ∙ = 12,61 𝑐𝑚
𝑓𝑐𝑘 2,0
𝑏𝑤 ∙ 20 ∙
1,4 1,4
d = 16,5cm (considerando estribo de 5,0mm e barra de 10,0mm)

Como d > dmin, está ok!


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A posição da linha neutra na seção transversal fica:
1,4 ∙ 𝑀
𝑥 = 1,25 ∙ 𝑑 ∙ 1 − 1 −
𝑓𝑐𝑘
0,425 ∙ ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑑 2
1,4

1,4 ∙ 811
𝑥 = 1,25 ∙ 16,5 ∙ 1 − 1 − = 3,91 𝑐𝑚
2,0
0,425 ∙ ∙ 20 ∙ 16,52
1,4
A armadura fica:
𝑓𝑐𝑘 2,0
0,68 ∙ ∙𝑏 ∙𝑥 0,68 ∙ ∙ 20 ∙ 3,91
1,4 𝑤 1,4
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠 = = 1,75 𝑐𝑚2
𝑓𝑦 50,0
1,15 1,15
A armadura mínima é:
𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌𝑚𝑖𝑛 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝐻 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 0,15% ∙ 20 ∙ 20 = 0,60 𝑐𝑚2
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Como As > As,min, usa-se a armadura calculada.
Adotando o ferro de 10,0mm, o número de barras fica:

𝐴𝑠 1,75
𝑛= 𝑛= = 2,19 → 3 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 10,0 𝑚𝑚
𝐴𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 0,80

Recomenda-se usar a mesma armadura nas duas faces do


pilar, para não correr o risco de erros na execução.

20cm 3Ø10,0mm 3Ø10,0mm

20cm 20cm
Seção Transversal Detalhe Armadura Longitudinal
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✓PILARES - Asw
20cm
20cm
d

20cm
E
1,60m

E
Asw
h/3

V=E Seção Transversal

1
𝑉 = 𝐸 = ∙ 𝐾𝑎 ∙ 𝛾𝑠 ∙ ℎ2 ∙ 𝑡
2
1
𝑉 = ∙ 0,33 ∙ 18,0 ∙ 1,62 ∙ 2,0 = 15,2 𝑘𝑁
2
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Adotando estribos de 5,0mm, o espaçamento entre eles fica:
𝑓𝑦
𝐴𝑠𝑤 ∙ 0,9 ∙ 𝑑 ∙
1,15
𝑠=
1,4 ∙ 𝑉 50,0
2 ∙ 0,20 ∙ 0,9 ∙ 16,5 ∙
1,15
𝑠= = 12,1 𝑐𝑚
1,4 ∙ 15,2

O espaçamento máximo entre estribos permitido por norma é:

𝐴𝑠𝑤 ∙ 𝑓𝑦 2 ∙ 0,20 ∙ 500


𝑠𝑚á𝑥 ≤ 𝑠𝑚á𝑥 ≤ 3 = 22,6 𝑐𝑚
3
2 0,06 ∙ 20 ∙ 202
0,06 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑓𝑐𝑘

(Obs: na expressão acima, fck e fy devem “entrar” em MPa)


Assim, deve-se usar estribos de 5,0mm a cada 12cm; será
adotado a cada 10cm.
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Na figura abaixo mostra-se um detalhe com as armaduras que
foram calculadas para o pilar do muro de arrimo.

Ø5,0mm c/10cm

20cm 3Ø10,0mm 3Ø10,0mm

20cm 20cm
Seção Transversal Detalhe Armaduras
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✓VIGA INTERMEDIÁRIA - As
Nas figuras seguintes mostram-se os carregamentos e os
esforços solicitantes que foram obtidos para a viga
intermediária (ver exemplo resolvido); será considerado
para o cálculo os maiores esforços obtidos. Para a viga
superior serão usadas as mesmas armaduras, é comum
fazer isso.
Pviga

hv
Rviga
bw
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Pviga = 3,7 kN/m

São dois
carregamentos.
Pilar Pilar Pilar
t = 2,0m t = 2,0m
Esquema Estático – Carregamento Vertical

Pilar Rviga = 4,28 kN/m

t=
2,0
m Pilar
Os esforços solicitantes
foram calculados usando a t=
2,0
Ftool; ver a seguir. m
Pilar
Esquema Estático – Carregamento Horizontal
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Esquema Estático – Carregamento Vertical

Diagrama de força cortante

Diagrama de momento fletor


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Esquema Estático – Carregamento Horizontal

Diagrama de força cortante

Diagrama de momento fletor


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As (negativa)

x
20cm d M 20cm d M
x
20cm As (positiva) 20cm

Seção Transversal Seção Transversal

O maior momento obtido foi 2,1 kN·m, ver diagramas.

1,4 ∙ 𝑀 1,4 ∙ 210


𝑑𝑚í𝑛 = 2,0 ∙ 𝑑𝑚í𝑛 = 2,0 ∙ = 6,42 𝑐𝑚
𝑓 2,0
𝑏𝑤 ∙ 𝑐𝑘 20 ∙
1,4
1,4

d = 16,5cm (considerando estribo de 5,0mm e barra de 10,0mm)

Como d > dmin, está ok!


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A posição da linha neutra na seção transversal fica:
1,4 ∙ 𝑀
𝑥 = 1,25 ∙ 𝑑 ∙ 1 − 1 −
𝑓𝑐𝑘
0,425 ∙ ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑑 2
1,4

1,4 ∙ 210
𝑥 = 1,25 ∙ 16,5 ∙ 1 − 1 − = 0,94 𝑐𝑚
2,0
0,425 ∙ ∙ 20 ∙ 16,52
1,4
A armadura fica:
𝑓𝑐𝑘 2,0
0,68 ∙ ∙𝑏 ∙𝑥 0,68 ∙ ∙ 20 ∙ 0,94
1,4 𝑤 1,4
𝐴𝑠 = 𝐴𝑠 = = 0,42 𝑐𝑚2
𝑓𝑦 50,0
1,15 1,15
A armadura mínima é:
𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌𝑚𝑖𝑛 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝐻 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 0,15% ∙ 20 ∙ 20 = 0,60 𝑐𝑚2
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Como As < As,min, usa-se a armadura mínima.
Adotando o ferro de 8,0mm, o número de barras fica:

𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 0,6
𝑛= 𝑛= = 1,2 → 2 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 8,0 𝑚𝑚
𝐴𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 0,5

Recomenda-se que em todas as faces da viga a armadura


seja a mesma.

20cm 2Ø8,0mm 2Ø8,0mm

20cm 20cm
Seção Transversal Detalhe Armadura Longitudinal
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✓VIGA INTERMEDIÁRIA - Asw

Asw

20cm d V

20cm

Seção Transversal

A maior força cortante (V) obtida foi 5,4 kN, ver diagramas; foi
para o carregamento lateral da viga.
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Adotando estribos de 5,0mm, o espaçamento entre eles fica:
𝑓𝑦
𝐴𝑠𝑤 ∙ 0,9 ∙ 𝑑 ∙
1,15
𝑠=
1,4 ∙ 𝑉 50,0
2 ∙ 0,20 ∙ 0,9 ∙ 16,5 ∙
1,15
𝑠= = 34,2 𝑐𝑚
1,4 ∙ 5,4
O espaçamento máximo entre estribos permitido por norma é:

𝐴𝑠𝑤 ∙ 𝑓𝑦 2 ∙ 0,20 ∙ 500


𝑠𝑚á𝑥 ≤ 𝑠𝑚á𝑥 ≤ 3 = 22,6 𝑐𝑚
3
2 0,06 ∙ 20 ∙ 202
0,06 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑓𝑐𝑘
(Obs: na expressão acima, fck e fy devem “entrar” em MPa)

Assim, deve-se usar estribos de 5,0mm a cada 22cm; será


adotado a cada 20cm.
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Na figura abaixo mostra-se um detalhe com as armaduras que
foram calculadas para a viga intermediária do muro de arrimo.

Ø5,0mm c/20cm

20cm 2Ø8,0mm 2Ø8,0mm

20cm 20cm
Seção Transversal Detalhe Armaduras
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✓VIGA INFERIOR (BALDRAME) - As
Nas figuras seguintes mostram-se os carregamentos e os
esforços solicitantes que foram obtidos para a viga inferior
(ver exemplo resolvido); será considerado para o cálculo
os maiores esforços obtidos.

Pviga

hv
Rviga
bw
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Pviga = 3,7 kN/m

Nesse caso são três


carregamentos.
Pilar Pilar Pilar
t = 2,0m t = 2,0m
Esquema Estático – Carregamento Vertical
Pilar M = 4,06 kN.m Pilar Rviga = 2,58 kN/m

t= t=
2,0 2,0
m m Pilar

t= t=
2,0 2,0
m m
Pilar Pilar
Esquema Estático – Carregamento
Esquema Estático – Carregamento
de Torção
Horizontal
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Esquema Estático – Carregamento Vertical

Diagrama de força cortante

Diagrama de momento fletor


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Esquema Estático – Carregamento Horizontal

Diagrama de força cortante

Diagrama de momento fletor


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Pilar M = 4,06 kN.m
t=
2,0
m

t=
2,0
m
Pilar

Esquema Estático – Carregamento de Torção

4,06 4,06

4,06 4,06

Diagrama de momento torsor


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Analisando os diagramas de momento fletor, observa-se que o
máximo valor de momento (1,9 kN·m, para o carregamento
vertical) é inferior ao obtido para a viga intermediária (que foi
de 2,1 kN·m). Como para a viga intermediária resultou em
armadura mínima, aqui também ocorrerá a mesma coisa; vale
lembrar que a viga inferior tem seção “maior” que a
intermediária.

A armadura mínima é:
𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 𝜌𝑚𝑖𝑛 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝐻 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 = 0,15% ∙ 25 ∙ 30 = 1,13 𝑐𝑚2

A essa armadura, deve-se somar a armadura exigida pela


torção; na sequência é mostrado essa parte do cálculo.
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Torção: Cálculo da armadura longitudinal - Roteiro
1 – Determinação da seção vazada equivalente

25𝑐𝑚 C1

𝐶1 = 3,5 𝑐𝑚

30𝑐𝑚

𝐴 25 ∙ 30
ℎ𝑒 ≤ = = 6,82 𝑐𝑚
𝑢 2 ∙ 25 + 30

ℎ𝑒 ≥ 2 ∙ 𝐶1 = 2 ∙ 3,5 = 7,0 𝑐𝑚

Embora não se tenha obtido um intervalo de solução para he, os


valores ficaram próximos; será adotado he = 7,0 cm.
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A seção vazada equivalente para o cálculo fica:

25𝑐𝑚 𝑢𝑒 = 2 ∙ ℎ − ℎ𝑒 + 𝑏𝑤 − ℎ𝑒
𝑢𝑒 = 2 ∙ 30 − 7 + 25 − 7 = 82 𝑐𝑚
(Perímetro da seção equivalente)
𝐴𝑒 30𝑐𝑚
𝐴𝑒 = 𝑏𝑤 − ℎ𝑒 ∙ ℎ − ℎ𝑒
𝐴𝑒 = 25 − 7 ∙ 30 − 7 = 414 𝑐𝑚2
(Area da seção equivalente)
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Torção: Cálculo da armadura longitudinal - Roteiro
2 – Cálculo da armadura longitudinal

30cm T As 𝑓𝑐𝑘 𝑓𝑐𝑘


𝑢𝑒 ∙ 0,50 ∙ 1 − ∙ ∙𝐴 ∙ℎ
250 1,4 𝑒 𝑒
𝐴𝑠 =
𝑓𝑦
25cm 2 ∙ 𝐴𝑒 ∙
1,15
Seção Transversal
20 20
82 ∙ 0,50 ∙ 1 − ∙ ∙ 414 ∙ 7
250 1,4
𝐴𝑠 = = 4,34 𝑐𝑚2
500
2 ∙ 414 ∙
1,15
Observação: Essa armadura deve ser distribuída de maneira igual
nos vértices da seção transversal; ¼ em cada vértice.
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Superposição das armaduras (Flexão + Torção):
Fazendo a soma das armaduras, em cada face da viga
deve-se ter uma área de aço igual a:
𝐴𝑠,𝑡𝑜𝑟çã𝑜
𝐴𝑠,𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝐴𝑠,𝑚𝑖𝑛 + (em cada face da viga)
2
4,34
𝐴𝑠,𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 1,13 + = 3,30 𝑐𝑚2
2

Adotando o ferro de 12,5mm, o número de barras fica:

𝐴𝑠,𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 3,30
𝑛= 𝑛= = 2,64 → 3 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 𝑑𝑒 12,5 𝑚𝑚
𝐴𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 1,25
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✓VIGA INFERIOR (BALDRAME) - Asw
Analisando os diagramas de força cortante, observa-se que o
máximo valor de cortante (4,6 kN, para o carregamento
vertical) é inferior ao obtido para a viga intermediária (que foi
de 5,4 kN). Como para a viga intermediária resultou em
armadura mínima, aqui também ocorrerá a mesma coisa; vale
lembrar que a viga inferior tem seção “maior” que a
intermediária.
𝐴𝑠𝑤 ∙ 𝑓𝑦 2 ∙ 0,20 ∙ 500
𝑠𝑚á𝑥 ≤ 𝑠𝑚á𝑥 ≤ 3 = 18,1 𝑐𝑚
3
2 0,06 ∙ 25 ∙ 202
0,06 ∙ 𝑏𝑤 ∙ 𝑓𝑐𝑘
(Obs: na expressão acima, fck e fy devem “entrar” em MPa)

Assim, deve-se usar estribos de 5,0mm a cada 18cm; será


adotado a cada 15cm.
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Na figura abaixo mostra-se um detalhe com as armaduras que
foram calculadas para a viga inferior do muro de arrimo.

Ø5,0mm c/15cm

30cm 4Ø12,5mm 4Ø12,5mm

25cm 20cm
Seção Transversal Detalhe Armaduras

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