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PROFESSORA:ADRIELLE MOURA

LEITURA E INTERPRETAÇÃO

2022
Leitura e interpretação

Introdução

É comum encontrarmos alunos se queixando de que não sabem interpretar textos. Muitos têm aversão a exercícios
nessa categoria. Acham monótono, e às vezes dizem: cada um tem o seu próprio entendimento do texto ou cada um
interpreta à sua maneira.

No texto literário, essa ideia tem algum fundamento, tendo em vista a linguagem conotativa, os símbolos criados. Mas
em texto não-literário isso é um equívoco. Diante desse problema, seguem algumas dicas para você analisar,
compreender e interpretar com mais proficiência.

A primeira dica para quem quer melhorar a interpretação de texto: leia.E não é para ler pouco.É para ler muito e de forma
diversificada: literatura, jornais, revistas, sites, gibis. Depois de treinar bastante e ler muito, você estará pronto para interpretar os
mais diversos tipos de texto

Quantas vezes você já leu um texto e não entendeu nada do que estava escrito ali? Leu, releu e, mesmo assim, ainda
ficou com um nó na cabeça? Eu mesma já fiquei assim muitas vezes! Pensando nisso, listamos 4 técnicas para fazer de
você um mestre na interpretação! Depois disso, vai ficar fácil entender até os mais complexos manuais de instrução
(ok, talvez nem tanto, mas você vai arrebentar no vestibular!).

Antes de tudo, vamos explicar como se dá o processo de interpretação. A


Hermenêutica, a área da filosofia que estuda isso, diz que é preciso seguir três
etapas para se obter uma leitura ou uma abordagem eficaz de um texto:
a) Pré-compreensão: toda leitura supõe que o leitor entre no texto já com
conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica. Isso significa dizer,
por exemplo, que se você pegar um texto do 3º ano do curso de Direito estando
ainda no 1º ano, vai encontrar dificuldades para entender o assunto, porque você
não tem conhecimentos prévios que possam embasar a leitura.
b) Compreensão: já com a pré-compreensão ao entrar no texto, o leitor vai se
deparar com informações novas ou reconhecer as que já sabia. Por meio da pré-
compreensão o leitor ―prende‖ a informação nova com a dele e ―agarra‖
(compreende) a intencionalidade do texto. É costume dizer: ―Eu entendi, mas não
compreendi‖. Isso significa dizer que quem leu entendeu o significado das
palavras, a explicação, mas não as justificativas ou o alcance social do texto.
c) Interpretação: agora sim. A interpretação é a resposta que você dará ao texto,
depois de compreendê-lo (sim, é preciso ―conversar‖ com o texto para haver a
interpretação de fato). É formada então o que se chama ―fusão de horizontes‖: o
do texto e o do leitor. A interpretação supõe um novo texto. Significa abertura, o
crescimento e a ampliação para novos sentidos.

Sabendo disso, aqui vão 4 dicas para fazer com que você consiga atingir essas três etapas! Confira abaixo:

1) Leia com um dicionário por perto


Não existe mágica para atingir a primeira etapa, a da pré-compreensão. O único jeito é ter um bom nível de leituras.
Além de ler bastante, você pode potencializar essa leitura se estiver com um dicionário por perto. Viu uma palavra
esquisita, que você não conhece? Pegue um caderninho (vale a pena separar um só pra isso) e anote-a. Em seguida, vá
ao dicionário e marque o significado ao lado da palavra. Com o tempo o seu vocabulário irá crescer e não vai ser mais
preciso ficar recorrendo ao dicionário toda hora.

2) Faça paráfrases
Para chegar ao nível da compreensão, é recomendável fazer paráfrases, que é uma explicação ou uma nova
apresentação do texto, seguindo as ideias do autor, mas sem copiar fielmente as palavras dele. Existem diversos tipos
de paráfrase, só que as mais interessantes para quem está estudando para o vestibular são três: a paráfrase-resumo, a
paráfrase-resenha e paráfrase-esquema.
– Paráfrase-resumo: comece sublinhando as ideias principais, selecione as palavras-chave que identificar no texto e
parta para o resumo. Atente-se ao fato de que resumir não é copiar partes, mas sim fazer uma indicação, com suas
próprias palavras, das ideias básicas do que estava escrito.
– Paráfrase-resenha: esse outro tipo, além dos passos do resumo, também inclui a sua participação com um
comentário sobre o texto. Você deve pensar sobre as qualidades e defeitos da produção, justificando o porquê.
– Paráfrase-esquema: depois de encontrar as ideias ou palavras básicas de um texto, esse tipo de paráfrase apresenta o
esqueleto do texto em tópicos ou em pequenas frases. Você pode usar setinhas, canetas coloridas para diferenciar as
palavras do seu esquema… Vai do seu gosto!
3) Leia no papel
Um estudo feito em 2014 descobriu que leitores de pequenas histórias de mistério em um Kindle, um tipo de leitor
digital, foram significantemente piores na hora de elencar a ordem dos eventos do que aqueles que leram a mesma
história em papel. Os pesquisadores justificam que a falta de possibilidade de virar as páginas pra frente e pra trás ou
controlar o texto fisicamente (fazendo notas e dobrando as páginas) limita a experiência sensorial e reduz a memória
de longo prazo do texto e, portanto, a sua capacidade de interpretar o que aprendemos. Ou seja, sempre que possível,
estude por livros de papel ou imprima as explicações (claro, fazendo um uso sábio do papel, sem desperdícios!). Vale
fazer notas em cadernos, pois já foi provado também que quem faz anotações à mão consegue lembrar melhor do que
estuda.
4) Reserve um tempo do seu dia para ler devagar
Uma das maiores dificuldades de quem precisa ler muito é a falta de concentração. Quem tem dificuldades para
interpretar textos e fica lendo e relendo sem entender nada pode estar sofrendo de um mal que vem crescendo na
população da era digital. Antes da internet, o nosso cérebro lia de forma linear, aproveitando a vantagem de detalhes
sensoriais (a própria distribuição do desenho da página) para lembrar de informações chave de um livro. Conforme
nós aumentamos a nossa frequência de leitura em telas, os nossos hábitos de leitura se adaptaram aos textos resumidos
e superficiais (afinal, muitas vezes você tem links em que poderá ―ler mais‖ – a internet é isso) e essa leitura rasa fez
com que a gente tivesse muito mais dificuldade de entender textos longos.
Os especialistas explicam que essa capacidade de ler longas sentenças (principalmente as sem links e distrações) é
uma capacidade que você perde se você não a usar. Os defensores do ―slow-reading‖ (em tradução literal, da leitura
lenta) dizem que o recomendável é que você reserve de 30 a 45 minutos do seu dia longe de distrações tecnológicas
para ler. Fazendo isso, o seu cérebro poderá recuperar a capacidade de fazer a leitura linear. Os benefícios da leitura
lenta vão bem além. Ajuda a reduzir o estresse e a melhorar a sua concentração!

Depois de treinar bastante e ler muito, você estará pronto para interpretar os mais diversos tipos de texto! Mãos à obra!

O que é um texto literário e não literário?

 Os textos literários são aqueles que possuem função estética, destinam-se ao entretenimento, ao belo, à arte, à
ficção.

 Já os não literários são os textos com função utilitária, pois servem para informar, convencer, explicar,
ordenar.

Texto não literário

Descuidar do lixo é sujeira

Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência de uma das filiais do
McDonald‘s deposita na calçada dezenas de sacos plásticos recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso
acaba propiciando um lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam deixando
os restos espalhados pelo calçadão.

(Veja São Paulo, 23-29/12/2014)

Texto Literário

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,


Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,


Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem. (Manuel Bandeira)

Mandamentos da interpretação de texto

1-Leia várias vezes o texto, pois a primeira impressão pode ser falsa. É preciso paciência para ler outras vezes. Antes
de responder as questões, retorne ao texto para sanar as dúvidas , se achar necessário.
2. Observe as relações interparágrafos. Um parágrafo geralmente mantém com outro uma relação de continuação,
conclusão ou falsa oposição. Identifique muito bem essas relações.

3. Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou seja, a ideia mais importante.

4. Leia com muito cuidado os enunciados das questões, sem pressa, para entender bem a pergunta.

5. Grife palavras como correto ou incorreto, evitando, assim, uma confusão na hora da resposta.

6. Não dê muito valor ao que o autor quis dizer, mas sim ao que ele disse, expressou no texto.

7-Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia principal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão.

8. Se o enunciado focar o item argumentação, concentre-se no desenvolvimento.

9-Seja curioso, investigue as palavras que circulam em seu meio, faça exercícios de sinônimos e antônimos.

10- Tome cuidado com as vírgulas, a vírgula muda todo o sentido de uma frase.

Entendendo os enunciados
Os comandos verbais estão presentes no enunciado para explicar para o candidato o que se espera da sua
resposta.Justificar , explicar, descrever, compreender...Os verbos indicam diferentes ações e costumam ser
confundidos. ―Os comandos verbais são instrumentos que devemos estar bastante familiarizados para aumentar a
eficácia na realização de provas‖.

1-Inferir-Quando a prova pede para o estudante inferir, a resposta não está no texto, mas se trata de um exercício de
dedução. Cabe ao candidato buscar uma resposta dentro de um raciocínio lógico a partir dos elementos dados no texto
de apoio.

2-Falso/Verdadeiro ou incorreto/correto-Afirma-se que nesses casos, não vale deduzir. A resposta está no próprio
texto de apoio. Vale prestar bastante atenção para quando pedir a resposta incorreta não marcar a sentença certa.

3- Conclui-se-E aí, entendeu a mensagem principal do texto?Nesse caso , o que espera é a identificação da mensagem
que se resume todo o texto e não apenas parte da mensagem que se resume todo texto e não apenas parte da mensagem
dele.Pode haver uma pegadinha com algo parcial.

4-Interpretar-Quando encontrar essa palavra ou derivados no texto é preciso encontrar a resposta correta com base nos
elementos do próprio texto.Não vale usar outras referências para concluir.As questões interpretativas são frequentes.

5-Justificar-Não é o que pensa o candidato, mas o que acredita o autor do texto.Costuma aparecer para perceber se
houve a compreensão da opinião defendida em um dos textos de apoio.Pode ser tanto de um ponto específico quanto
geral.

6-Analisar-A análise deferente da interpretação exige uma compreensão específica sobre um aspecto ou ponto de vista
proposto no enunciado.Geralmente, exige o levantamento de pontos chaves da questão apresentada para chegar a
resposta.

7-Explicar e Justificar-Discorrer e explicar são comandos verbais com definições distintas.Enquanto o primeiro
requer que o candidato fale sobre o que ele sabe com relação a um determinado tema,segundo significa apresentação
de justificativas.

8-Cita e comentar-Temos dois outros comandos verbais que comandos verbais que os candidatos têm que ter
atenção.São eles:Citar, quando ele deve recorrer aos conteúdos obtidos durante o período de estudos e comentar,
quando ele deve se posicionar sobre determinado tema.
9-Depreende-se-Chegar ao conhecimento,compreender, perceber.

10-Difere-se- Distinguir, ser diferente, mostrar-se diferente.

 Compreensão de texto – consiste em analisar o que realmente está escrito, ou seja, coletar dados do texto. Os comandos de
compreensão (está no texto) são:
o Segundo o texto...
o O autor/narrador do texto diz que...
o O texto informa que...
o No texto...
o Tendo em vista o texto...
o De acordo com o texto...
o O autor sugere ainda...
o O autor afirma que...
o Na opinião do autor do texto...

 Interpretação de texto – consiste em saber o que se infere (conclui) do que está escrito. Os comandos de Interpretação (está fora
(além) do texto) são:
o Depreende-se/infere-se/conclui-se do texto que...
o O texto permite deduzir que...
o É possível subentender-se a partir do texto que...
o Qual a intenção do autor quando afirma que...
o O texto possibilita o entendimento de que...
o Com o apoio do texto, infere-se que...
o O texto encaminha o leitor para...
o Pretende o texto mostrar que o leitor...
o O texto possibilita deduzir-se que...

"Entenda: Enquanto a compreensão de texto trabalha com as frases e ideias escritas no texto, ou seja, aspectos visíveis, a interpretação de textos
trabalha com a subjetividade, com o SEU entendimento do texto."²

Conheça os gêneros textuais

Gênero textual
Observe que, enquanto os tipos textuais variam entre 5 e 9 tipos, temos infinitos exemplos de gêneros
textuais.

Os gêneros textuais
Os gêneros textuais são inúmeros e cada um deles possui o seu próprio estilo de escrita e de estrutura.
Confira alguns deles a seguir:

 Conto maravilhoso;
 Conto de fadas;
 Fábula;
 Carta pessoal;
 Lenda;
 Telefonema;
 Poema;
 Narrativa de ficção científica;
 Romance;
 E-mail;
 Manual de instruções;
 Lista de compras;
 Edital;
 Conto;
 Piada;
 Relato;
 Relato de viagem;
 Diário;
 Autobiografia;
 Curriculum vitae;
 Notícia;
 Biografia;
 Relato histórico;
 Texto de opinião;
 Carta de leitor;
 Carta de solicitação;
 Editorial;
 Ensaio;
 Resenhas críticas;
 Seminário;
 Conferência;
 Palestra;
 Texto explicativo;
 Relatório científico;
 Receita culinária;
 Regulamento;
Questões

1-Leia e responda:

A partir da compreensão dos quadrinhos acima, assinale a opção incorreta.

a-No primeiro quadro, o termo ―cidadãs‖ é utilizado com o sentido genérico, indicando que a platéia a quem se destina
a mensagem é formada por fêmeas.
b-Se na audiência houvesse só uma formiga, a mensagem, para concordar com a destinatária, deveria ser proferida
assim: ―tua rainha deseja comunicar-se sempre contigo‖.
c-―Tenho dito‖ (segundo quadro), assim como ―Ah‖ (terceiro quadro), são exemplos de interjeições que expressam o
estado emocional do falante.

d-A dizer que o canal ―povo-rainha‖ (terceiro quadro) continua desativado, o autor faz uma crítica política à relação de
poder da rainha sobre o formigueiro.

2-Leia e responda: Um
dos conceitos mais importantes da filosofia de bem viver é a prática diária do aquietamento da mente - a meditação. A
técnica não exige crença, tampouco habilidade. Como perfeitamente coloca o psicólogo britânico John Clark em seu
livro A Map of Mental States (Um Mapa dos Estados Mentais): "A meditação é um método pelo qual a pessoa se
concentra mais e mais sobre menos e menos". Porém, em um mundo no qual recebemos continuamente milhares de
estímulos sensoriais, em que somos pressionados a saber cada vez mais e sempre há mais para conhecer, em que a
competição e o movimento são contínuos e sempre maiores, parar não é tarefa fácil, ainda que seja extremamente
simples.Meditar é parar - estacionar, gradativamente, o fluxo de ondas mentais. Quando o corpo fica imóvel e a mente
silencia, o que acontece mesmo? Com a palavra, o genial físico Albert Einstein: "Penso 99 vezes e nada descubro,
paro de pensar e a verdade me é revelada".

ALERTA RELAXADO
O exercício diário da meditação limpa as impurezas impregnadas em nossa mente, como medo, raiva, ansiedade e
culpa. Classificadas na Ayurveda (a tradicional medicina indiana) como mais perigosas toxinas que existem, essas
emoções negativas nos desequilibram e quando se transformam em hormônios de estresse, causam envelhecimento
precoce. Portanto, ao meditar, praticamos um exercício de rejuvenescimento - ao mesmo tempo em que aumentamos a
produtividade, a criatividade, a concentração e a inteligência. Mais: a mente apaziguada auxilia na prevenção de
doenças e acelera a recuperação física. E ainda é a melhor ferramenta para o autoconhecimento, o
autodesenvolvimento e a realização espontânea dos desejos.
Agora, vamos à ação: coluna ereta solas dos pés firmes apoiadas no chão, feche os olhos e coloque atenção na
respiração. Observe o ar entrando e saindo dos pulmões. E só. Em inglês, o estado meditativo é definido "restful
alertness", que pode ser traduzido como "estado de alerta relaxado".
Não é uma delícia? Pratique hoje por 5 minutos, e amanhã, e depois e, gradativamente, vá aumentando esse
tempo. O ideal é chegar a meia hora diária. Melhor ainda se conseguir meditar ao amanhecer e no fim do dia. Mas se
entre o ideal e o possível a distância é grande, não se incomode. Faça o que der para a sua realidade. Você verá que
nesse processo, a cada dia, fica mais fácil viver. Simples assim.

Fonte: Márcia de Luca, Revista Gol, nº 85, abril/2017

A leitura do texto permite a compreensão de que


a)a prática da meditação, para fazer bem à saúde só terá efeitos se for praticada frequentemente.
b)a meditação deve ser praticada com mais frequência pelos idosos.
c)a prática da meditação deve ser feita preferencialmente em academias e no fim do dia.
d)a meditação é uma prática pertencente somente à cultura ocidental.
e)a prática da meditação ajuda a limpar a mente, previne doenças, aumenta a longevidade, a capacidade de
concentração e a inteligência.
3-Pela leitura do TEXTO I, infere-se, CORRETAMENTE, que:
a)em relação aos policiais, a sociedade cultiva uma imagem de pessoas grosseiras, sem educação, rudes;
b)a imagem grosseira que se cultivava em relação aos policiais hoje já foi completamente substituída por uma
imagem de pessoa delicada e bem educada;
c)os policiais devem ser identificados somente pela farda que usam;
d)os policiais têm vocabulário muito pobre;
e)um policial não precisa estudar para ser educado e para combater a violência de forma mais eficiente.

4-Leia e responda:

De acordo coma leitura do texto:


a)haverá, futuramente, a necessidade de comprovação dos dados de umcomputador.
b)no futuro, as pessoas delegarão ao computador a detenção do conhecimento.
c)percebe-se que o autor faz previsões otimistas quanto à relação homem/computador.
d)as informações contidas no primeiro parágrafo são cientificamente comprovadas.
e)o diálogo que se instaura entre pai e filho representa a mudança nos relacionamentos intrapessoais
5-Leia e responda:

Depreende-se da leitura do texto que


a)a maioria das crianças alistadas como trabalhadoras no Brasil está envolvida em atividades ilícitas relacionadas
ao tráfico de drogas.
b)o trabalho doméstico infantil é aceito na sociedade brasileira porque é visto como uma oportunidade de
ascensão social.
c)crianças e adolescentes em situação de risco são comumente considerados meras vítimas do cotidiano adverso
e merecedoras de assistencialismo.
d)os estudos que envolvem as situações de risco à infância e à adolescência tendem a perpetuar o preconceito
social contra crianças e adolescentes que vivem essa realidade.
e)muitas crianças e adolescentes se adaptam tanto ao cotidiano hostil que os cerca, que se recusam a receber
ajuda e a se reintegrar em uma família estruturada.
6-Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.
Texto
Passe adiante
Tenho vários DVDs de shows, e houve uma época em que os assistia atenta ou simplesmente deixava rodando
como um som ambiente enquanto fazia outras coisas pela casa. Até que os esqueci de vez. Conhecedor do meu acervo,
meu irmão outro dia pediu:
– Posso pegar emprestado uns shows aí da tua coleção?
Claro! Ele escolheu quatro e levou com ele. E subitamente me deu uma vontade incontrolável de voltar a assistir
aqueles shows.Aqueles quatro, não é estranho?
Logo a vontade passou, mas fiquei com o alerta na cabeça. Me lembrei de uma amiga que uma vez disse que havia
comprado um vestido que nunca usara, ele seguia pendurado no guarda-roupa. Um dia ela me mostrou o tal vestido e
intimou:
– Pega pra ti, me faz esse favor. Jamais vou usar.
Trouxe-o para casa. Muito tempo depois ela me confidenciou, às gargalhadas, que não havia dormido aquela noite.
Passou a ver o vestido com outros olhos. Por que ela não dera uma chance a ele?
Maldita sensação de posse, que faz com que a gente continue apegada ao que deixou de ser relevante. Incluindo
relacionamentos.
Uma outra amiga vivia reclamando do namorado, dizia que eles não tinham mais nada em comum e que ela estava
pronta para partir para outra. E por que não partia?
– Porque não quero deixá-lo dando sopa por aí.
Como é que é?
Ela não terminava com o cara porque não queria que ele tivesse outra namorada, dizia que não suportaria.
Reconhecia a mesquinhez da sua atitude, mas, depois de tantos anos juntos, ela ainda não se sentia preparada para
admitir que ele não seria mais dela.
DVDs, roupas, amores: claro que não é tudo a mesma coisa, mas o apego irracional se parece. É a velha e surrada
história de só darmos valor àquilo que perdemos. Será que existe solução para essa neura? Atribuir ao nosso egoísmo
latente talvez seja simplista demais, porém, não encontro outra justificativa que explique essa necessidade de ―ter‖ o
que já nem levamos mais em consideração.
É preciso abrir espaço. Limpar a papelada das gavetas, doar sapatos e bolsas que estão mofando, passar adiante
livros que jamais iremos abrir. É uma forma de perder peso e convidar a tão almejada ―vida nova‖ para assumir o
posto que lhe é devido. Fácil? Bref. Um pedaço da nossa história vai embora junto. Somos feitos – também – de
ingressos de shows, recortes de jornal, fotos de formatura, bilhetes de amor.
Sem falar no medo de não reconhecermos a nós mesmos quando o futuro chegar, de não ter lá na frente emoções
tão ricas nos aguardando, de a nostalgia vir a ser mais potente do que a tal ―vida nova‖.
Qual é a garantia? Um ano para geladeiras, três anos para carros 0km, cinco anos para apartamentos. Pra vida, não
tem. É se desapegar e ver no que dá, ou ficar velando para sempre os cadáveres das vontades que passaram.
(MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, 20/05/2017.)
De acordo com a leitura do texto, a autora:
a-não compreende o sentimento daqueles que costumam se apegar ao passado.
b-condena sua própria reação no episódio do irmão e dos DVDs.
c-não compreende por que a amiga não conservou o vestido que lhe doara.
d-critica a amiga ao considerá-la mesquinha por não amar mais o namorado.
e-se surpreende ao perceber que é diferente das outras pessoas.
7-Leia e responda:

NÃO se conclui da leitura dessa crônica:


a-O passado é permeado pelo atraso social e econômico.
b-O mito da eterna juventude impede as pessoas de viver o tempo presente.
c-Os avanços tecnológicos e sociais foram responsáveis pela erradicação total da miséria em nosso país.
d-No passado, não se investia em controle de natalidade.

8- leia e responda:

O humor, como se pode perceber acima, nem sempre cumpre apenas o papel de diversão ou
entretenimento. Nesse cartum, há uma proposta temática que denuncia a nossa realidade. Identifique -a em
uma das alternativas abaixo:

a-O espaço da mulher na mídia.

b-Escravidão na atualidade
c-Desemprego no Brasil.

d-Desigualdade social.

e-A identidade cultural brasileira.

9- Leia e responda:

Oi, tchau

Há uma briga surda nos bastidores das emissoras de esportes dos canais por assinatura que pode acabar no Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Motivo: a Oi TV, ligada à operadora de telefonia, pretende retirar do seu
pacote básico (o mais barato) de assinatura os canais ESPN, Fox Sports e Esporte Interativo. Manteria apenas SporTV
1 e SporTV 2. A Oi TV já avisou a alguns desses canais sua intenção. Extraoficialmente, os canais prometem reagir
levando o assunto ao Cade.

(JARDIM, Lauro, sessão Radar, Veja, 01 de janeiro de 2016)

Depreende-se da leitura desse texto:

a-Os canais ESPN, Fox Sports e Esporte Interativo ignoraram a intenção anunciada pela Oi TV.

b-Uma possível retirada dos canais ESPN, Fox Sports e Esporte Interativo do pacote básico da Oi TV prejudicaria a
audiência desses canais.

c-A Oi TV descarta a possibilidade de manter, no seu pacote básico, canais de esportes por assinatura.

d-Repercute de forma ampla a briga entre a Oi TV e os canais de esportes por assinatura.

10-Leia e responda:

A charge é produzida com alusão:

a-à crise de energia no país.

b-à perda de controle da inflação.

c-ao aumento geral de preços.

d-à falta grave de água.

e-ao consumo exagerado de álcool.

11-Por que nossa mente “dá branco”?


Por segundos parece que a mente apagou tudo: do que íamos pegar na geladeira à resposta da prova. O problema
não está na memória, mas na falta de atenção. ―É um mecanismo essencial na ativação das memórias de curto prazo e
operacional, que armazenam temporariamente dados necessários para o cérebro comandar ações rápidas, como digitar
no celular um número que logo vai ser esquecido‖, explica Tarso Adoni, médico do núcleo de Neurociências do
Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ocorre que o lobo frontal, responsável pela atenção e memórias transitórias,
tem capacidade limitada de armazenamento. Só fica ali – com chances de seguir para a memória permanente conforme
a relevância e utilidade – o que a atenção selecionou. O que passou batido será apagado em seguida caso não cheguem
novas pistas relacionadas. Isso explica a razão de a ideia―esquecida‖ ser ―lembrada‖ ao voltarmos onde estávamos
antes do branco.
Esse tipo de apagão é diferente dos causados pelo álcool, que afeta memórias consolidadas, ou pela ansiedade.
Neste caso, o cérebro entende o nervosismo como ameaça e se concentra em combatê-lo. Se os ―brancos‖ afetarem a
qualidade de vida, melhor procurar um médico.
OLIVEIRA, C. Revista Galileu, mar. 2016.
Da leitura e análise do texto, compreende-se que:
a-o cérebro apresenta espaço ilimitado de armazenamento temporário de informações em dois níveis: a memória
permanente e as memórias de curta duração.
b-as informações armazenadas na memória de curto prazo são enviadas do hipocampo ao lobo frontal, onde são
guardadas e podem ser acessadas sempre que necessário.
c-as informações que acontecem concomitantemente são descartadas pela memória permanente, pois não há como
prestar atenção em muitas coisas ao mesmo tempo.
d-os sentidos enviam ao cérebro uma infinidade de informações para serem armazenadas; todavia, somente serão
selecionadas as que passarem pelo filtro da atenção no lobo frontal.
e-os apagões causados pelo efeito do álcool ou por excesso de ansiedade afetam diretamente as memórias transitórias,
fazendo com que o cérebro interprete-as como ameaça.
12-Leia e responda:

Depreende-se da leitura do texto que o prefeito:


a-atuou de forma inábil e infantil ao cobrar as multas.
b-perdoou as dívidas dos proprietários que transformavam em pasto ou lavoura as terras dos agricultores.
c-atendeu às reclamações de pessoas ofendidas e aplicou multas aos que lhes ofenderam o direito. d-
prejudicou pessoas humildes, não obstante ter-se esforçado para corrigir desmandos.
13-Leia e responda:

A teoria unificada

Os físicos vivem atrás de uma teoria unificada do


Universo que explique tudo. Todo o mundo persegue a tal teoria
unificada, ou unificadora, por trás de tudo. Só varia o tudo de
cada um. As religiões têm suas teorias unificadas: são suas
teologias. Diante de um religioso convicto você está diante de
alguém invejável, alguém que tem certeza, que chegou na
frente da ciência e encerrou a sua busca. A ciência e as
grandes religiões monoteístas começaram da mesma
diversidade - os deuses semi-humanos e convivas da
Antiguidade, as deduções empíricas da ciência primitiva - e
avançaram, com a mesma avidez, do complicado para o
simples, do diverso para o único. Só que o monodeus da ciência
ainda não mostrou a sua cara.
A teoria unificadora não requer esforço, é justamente um
pretexto para não pensar. (...) No fundo, o que nos atrai não é a
explicação unificadora. Pode ser a teoria mais fantástica, não
importa. O que nos atrai é a simplicidade. O melhor de tudo é a
desobrigação de pensar.

(Luis Fernando Veríssimo, O mundo é bárbaro. Rio de


Janeiro: Objetiva, pp. 59-60)

A teoria unificada está caracterizada neste texto, essencialmente, pela:


a-crença resoluta que têm as pessoas na existência de um deus único.
b- simplificação com que as ciências vêm resolvendo suas questões.
c-virtude de oferecer uma mesma causalidade para ocorrências diversas.
d- qualidade de submeter todas as teses a uma simples hipótese.
e- possibilidade de contentar a todos com resoluções diferentes

14-INCLUSÃO DIGITAL, PROGRAMA DE ÍNDIO CONECTADO À WEB

ILHÉUS (Bahia) - Quem visitar a Aldeia de Itapoã em Olivença, distrito de Ilhéus, cidade do sul da Bahia,
localizada a 465 quilômetros de Salvador, vai encontrar índios que frequentam escolas, surfam nas praias ilheenses e
navegam na Internet. Se essa imagem não era possível há alguns anos, hoje faz parte da realidade de grande parte
das tribos indígenas.
Na aldeia de Itapoã, as residências são de taipa, mas os telhados, de amianto. Em vez de fogueiras, energia
elétrica. Não foi apenas o urbanismo e outras facilidades do mundo moderno que invadiram as aldeias indígenas.
Hoje, a inclusão digital também é realidade.
Sete nações indígenas estão em processo de inclusão digital por meio do site Índios On Line (www.indios.org.br),
um portal de diálogo intercultural.
O site Índios On Line é uma forma de fazer com que o próprio índio seja o seu historiador, fotógrafo e seu próprio
jornalista", afirma Jaborandy Yandé, índio tupinambá de Olivença e um dos coordenadores do projeto.
Para o gestor da rede, Alexandre Pankararu, do Estado de Pernambuco, o site é uma grande conquista para os
índios. “Só o fato de a gente mostrar nossa cara, como a gente vive hoje, já é uma grande mudança na forma como as
pessoas nos olham", diz Alexandre Pankararu.

Oliveira, Camila. Agência A Tarde. Jornal do Commercio. Caderno C.


28 de março de 2010. p.16.
Após a leitura do texto, percebe-se que

a-a autora buscou tecer comentários que, apenas, refletissem o comportamento do índio face à era digital.
b-em diversas passagens, produz comparações entre diversas tribos indígenas.
c-a pretensão da autora é a de transmitir ao leitor algumas das mudanças vivenciadas pelo indígena no mundo
moderno.
d-o índio é um ser dotado de espírito passivo, desprovido de sentimentos de ambição
e-a tecnologia é algo de pouca importância para o povo indígena.

15-Leia e responda:

Depreende-se da leitura do texto que:

a-o comércio de exportações de soja e de algodão tirou milhões de brasileiros da pobreza.

b-a violência no Brasil aumentou, nos últimos anos, na mesma proporção das desigualdades sociais.

c-o aumento da corrupção no Brasil deve-se à burocracia administrativa.

d-as maiores empresas brasileiras não oferecem oportunidade de emprego a mulheres.

e-a realidade que circunda as universidades brasileiras constitui-se de grandes contrastes.

16-Leia e responda:
SINGER. O bem-sucedido. O fracassado. Disponível
em:<https://www.google.com.br/search?q=imagem+de+carro+como+símbolo+de+felicidade&esp> . Acesso
em: 1° mar. 2016
Analisando-se a figura destacada, pode-se afirmar:

a-A mensagem transmitida pelas imagens e seus títulos contradizem o conceito de felicidade abordado pelos textos de
Ronaldo Barbosa e de Marcelo Jeneci.
b-Os elementos que compõem a primeira imagem descontroem o sentido de narcisismo abordado no texto de Ronaldo
Barbosa.
c-O título ―O fracassado‖, considerando-se os valores cultivados na pós-modernidade, constitui uma verdade
configurada socialmente.
d-A palavra ―bem-sucedido‖ está em desrespeito às normas da Nova Ortografia da Língua Portuguesa, pois o uso do
hífen caiu em desuso.
e-A palavra ―fracassado‖, em relação ao processo de formação das palavras, é uma derivação prefixal e sufixal,
simultaneamente.

17-Leia e responda:

Analise o texto a seguir, disponível em www.ivoviuauva.com.br/tag/flashback, acesso em 22/04/2016 e, com


relação à escolha lexical, assinale a alternativa correta.

a-Os termos ―Ué‖ e ―Peraí‖ são formas dicionarizadas cujo emprego se dá apenas regionalmente para designar
dúvidas.
b-Em suas duas ocorrências no diálogo, o termo ―Flashback‖ pertence à mesma classe gramatical.
c-Em suas duas ocorrências no diálogo, o termo ―Flashback‖ é um estrangeirismo empregado sinestesicamente em
referência à hiperinflação.
d-O termo ―Peraí‖ é uma variante reduzida/contraída, que denota espanto.
e-O termo ―hiperinflação‖ aparece negritado por se tratar de um empréstimo linguístico.

18-TEXTO
DRAMA DO DESEMPREGO ESTÁ LONGE DE DIMINUIR
A taxa de desemprego chegou a 11,5% em 2016. Em dezembro, 12,3 milhões de brasileiros estavam em busca de
uma vaga, número recorde. Em dois anos de recessão, o total de desempregados no país aumentou em 5 milhões. E
analistas preveem que, apesar dos primeiros sinais de melhora na economia, o desemprego só voltará a ficar abaixo de
10% em fins de 2019. (O Globo, 01/02/2017)
―A taxa de desemprego chegou a 11,5% em 2016‖. A forma de escrever essa frase do texto que modifica o seu
sentido original é:

a-Em 2016, a taxa de desemprego chegou a 11,5%.


b-A taxa de desemprego, em 2016, chegou a 11,5%.
c-A taxa de desemprego chegou, em 2016, a 11,5%.
d-Chegou a 11,5% em 2016, a taxa de desemprego.
e-Parte superior do formulário o desemprego atingiu a taxa de 2016, de 11,5%.

19-Considere o trecho do texto 1:

O consumo responsável é decisão individual, particular e solitária, em função do compromisso de cada um com o
desenvolvimento socioambiental. É de quem tem ou adquire a consciência de que ações positivas minimizam as
negativas. Comportamento e atitude que estão ligados à questão do ―não-desperdício, do desprendimento e da
posse de objetos por status.‖ Visão ainda pequena na nossa sociedade, mas que tende a aumentar nas camadas
mais jovens, preocupadas com a preservação dos recursos naturais renováveis.

A charge/tirinha em que se apresenta uma visão correspondente a esse trecho é:

a- b-
c- d-

e-

20- A questão terá como base o texto seguinte:

ESSES TEXTOS Depois, saber fazer


retorná-las a ponto.
O texto primeiro existe
só, como ponto. (Mas o importante é o leitor. Você.)
Se transforma depois em linha
com sua própria força É preciso ter calma.
de deslocação, Saber ir abotoando
sua velocidade própria. os elementos vários
à espera do clique
Depois, de colchete.
o leitor institui Quando dois ou mais
outra linha, lendo. se engatam,
O leitor constitui fecha-se um sentido
um feixe de linhas cruzadas único e exclusivo.
organizando os textos. Mas que você pode emprestar
a alguém,
No percurso do texto desde que o diga
e no trânsito da leitura,
as linhas se chocam, (Não tenha medo da alta-velocidade.
se repudiam, se perdem, Não tenha receio de dar marcha à ré.)
correm paralelas
e podem se amar. É preciso ter pressa.
Saber ir desabotoando o texto,
os colchetes de sentido como sulcos feitos
como quem quer tirar na bruta realidade.
camisa usada e suada O duplo estilete
de dia de trabalho. do texto e da leitura,
Cada camisa, do autor e do leitor.
depois de surrada,
é fonte A dupla tatuagem
de novo esforço. contra o próprio corpo
Ou então vira e a realidade bruta.
camisa-de-força.
A tatuagem que se imprime
É preciso saber vestir para poder forçar
o texto, a barra.
como tatuagem na própria A tatuagem que o corpo,
pele. depois de violado
tatua. Violentando.
É preciso saber tatuar

(SANTIAGO, Silviano, Crescendo durante a guerra numa província ultramarina. Rio de Janeiro: Francisco Alves,
1978.)
No tocante à interpretação de ―Esses textos‖, está CORRETO afirmar:
a- A função do leitor é primordial para o texto existir, segundo está enunciado no poema desde a primeira
estrofe.
b- Há um certo didatismo sobre o tema ―leitura‖, no discurso poético de Silviano Santiago nesse texto em
questão, pois o leitor deveria respeitar aquilo que o próprio texto indica para sua leitura.
c- Na afirmação ―(Mas o importante é o leitor. / Você.)‖, está dito que o leitor pode fazer a leitura do jeito que
quiser, porque essa liberdade de interpretação cabe simplesmente a ele. Isso quer dizer que o texto literário
não tem um fio condutor, conforme é explicado, a seguir, quando o poeta fala em ―abotoar/desabotoar‖ o
texto.
d- Pela leitura dos versos que falam sobre os cliques de colchete, ―Quando dois ou mais / se engatam, / fecha-se
um sentido / único e exclusivo.‖, isso significa que a explicação, no poema, prima pelo sentido literal próprio
de todos os tipos de textos.
e- O sentido contextual de ―Cada camisa, / depois de surrada, / é fonte / de novo esforço.‖ refere-se, somente, ao
esforço do autor, na construção de um texto poético.
21- A arte de ser feliz – Cecília Meireles
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, pra que o jardim não
morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de
seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Glossário: Félix Lope de Vega y Carpio – Dramaturgo espanhol nascido em Madri, fundador da comédia espanhola e
um dos mais prolíficos autores da literatura universal.
A partir da leitura e interpretação do texto acima, assinale a alternati va correta:

a- O texto apresenta o modo descritivo-narrativo, trazendo como uma de suas mensagens a ideia de que o ser humano
precisa aprender a ver com olhos conscientes para poder captar a realidade em sua plenitude.
b- O texto apresenta o modo dissertativo-argumentativo, porque está baseado na defesa de uma ideia visando
convencer o leitor de que as pessoas precisam enxergar as coisas e fatos mais singelos do cotidiano para alcançar a
felicidade.
c- O texto apresenta somente o modo narrativo, trazendo a ideia de que todos devem ter uma só visão sobre o mundo.
d- O texto apresenta somente o modo injuntivo ou instrucional, pois objetiva, sobretudo, trazer explicações sobre a
visão do ser humano, sem a finalidade de convencer o leitor por meio de argumentos.
e- O texto apresenta somente o modo descritivo ao fazer o retrato minucioso escrito de um lugar, uma cena, uma
pessoa e alguns animais, identificados como ―pequenas felicidades certas‖.

22- Concertos de leitura

Penso que, de tudo o que as escolas podem fazer com as crianças e os jovens, não há nada de importância maior que o
ensino do prazer da leitura. Todos falam na importância de alfabetizar, saber transformar símbolos gráficos em
palavras. Concordo. Mas isso não basta. É preciso que o ato de ler dê prazer. As escolas produzem, anualmente,
milhares de pessoas com habilidade de ler mas que, vida afora, não vão ler um livro sequer. Acredito piamente no dito
do evangelho: "No princípio está a Palavra…". É pela palavra que se entra no mundo humano. (...)

As razões por que as pessoas não gostam de ler, eu as descobri acidentalmente muitos anos atrás. Uma aluna foi à
minha sala e me disse: "Encontrei um poema lindo!". Em seguida disse a primeira linha. Fiquei contente porque era
um de meus favoritos. Aí ela resolveu lê-lo inteiro. Foi o horror. Foi nesse momento que compreendi. Imagine uma
valsa de Chopin, por exemplo a vulgarmente chamada "do minuto". Peço que o pianista Alexander Brailowiski a
execute. Os dedos correm rápidos sobre as teclas, deslizando, subindo, descendo. É uma brincadeira, um riso. Aí eu
pego a mesma partitura e peço que um pianeiro a execute. As notas são as mesmas. Mas a valsa fica um horror:
tropeções, notas erradas, arritmias, confusões. O que a gente deseja é que ele pare. Pois a leitura é igual à música. Para
que a leitura dê prazer é preciso que quem lê domine a técnica de ler. A leitura não dá prazer quando o leitor é igual ao
pianeiro: sabem juntar as letras, dizer o que significam — mas não têm o domínio da técnica. O pianista dominou a
técnica do piano quando não precisa pensar nos dedos e nas notas: ele só pensa na música. O leitor dominou a técnica
da leitura quando não precisa pensar em letras e palavras: só pensa nos mundos que saem delas; quando ler é o mesmo
que viajar. E o feitiço da leitura continua me espantando. Faz uns anos um amigo rico me convidou para passar uns
dias no apartamento dele em Cabo Frio. Aceitei alegre, mas ele logo me advertiu: "Vão também cinco
adolescentes…". Senti um calafrio. E tratei de me precaver. Fui a uma casa de armas, isto é, uma livraria, escolhi uma
arma adequada, uma versão simplificada da Odisséia, de Homero, comprei-a e viajei, pronto para o combate. Primeiro
dia, praia, almoço, modorra, sesta. Depois da sesta, aquela situação de não saber o que fazer. Foi então que eu,
valendo-me do fato de que eles não me conheciam, e falando com a autoridade de um sargento, disse: "Ei, vocês aí.
Venham até a sala que eu quero lhes mostrar uma coisa!". Eles obedeceram sem protestar. Aí, comecei a leitura. Não
demorou muito. Todos eles estavam em transe. Daí para a frente foi aquela delícia, eles atrás de mim pedindo que
continuasse a leitura. Ensina-se, nas escolas, muita coisa que a gente nunca vai usar, depois, na vida inteira. Fui
obrigado a aprender muita coisa que não era necessária, que eu poderia ter aprendido depois, quando e se a ocasião e
sua necessidade o exigisse. É como ensinar a arte de velejar a quem mora no alto das montanhas…Nunca usei seno ou
logaritmo, nunca tive oportunidade de usar meus conhecimentos sobre as causas da Guerra dos Cem Anos, nunca tive
de empregar os saberes da genética para determinar a prole resultante do cruzamento de coelhos brancos com coelhos
pretos, nunca houve ocasião que eu me valesse dos saberes sobre sulfetos. Mas aquela experiência infantil, a
professora nos lendo literatura, isso mudou minha vida. Ao ler — acho que ela nem sabia disso — ela estava me
dando a chave de abrir o mundo. Há concertos de música. Por que não concertos de leitura? Imagino uma situação
impensável: o adolescente se prepara para sair com a namorada, e a mãe lhe pergunta: "Aonde é que você vai?". E ele
responde: "Vou a um concerto de leitura. Hoje, no teatro, vai ser lido o conto A terceira margem do rio, de Guimarães
Rosa. Por que é que você não vai também com o pai?". Aí, pai e mãe, envergonhados, desligam o Jornal Nacional e
vão se aprontar…

(Adaptado de: ALVES, R. Entre a ciência e a sapiência: o dilema da educação. São Paulo: Editorial Loyola, 1996.)
Para o autor do Texto I, o prazer da leitura:
a- Independe da influência de outrem.

b- Está intrinsecamente ligado ao processo de decodificação das palavras.

c- Associa-se à prática cotidiana que possibilita a pronúncia correta das palavras.

d- É despertado na sala de aula, por meio de atividades que analisam a estrutura da língua.

e- Resulta da arte de ultrapassar o registro literal e procurar sentido fora do texto escrito.

23-Leia e responda:

Podemos afirmar que as imagens do poema acima são construídas a partir da:

a-intolerância

b-oposição
c-compreensão

d-linguagem

e-gramática

24-Há um consenso entre estudiosos de língua e de educação, que o ensino de Português deve basear -se nos
seguintes eixos:

a-interpretação e compreensão de textos.

b-literatura, gramática e redação

c-leitura, gramática e produção.

d-leitura e escrita

e-leitura, gramática textual e literatura.

25--Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da língua como um
fato. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma da língua em suas atividades escritas? Não
deve mais corrigir? Não!
Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um português correto,
que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo do dos manuais de instrução; o dos
juízes do Supremo não é o mesmo do dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo do dos cadernos
de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas.
POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011 (adaptado).

Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único ―português correto‖. Assim sendo, o domínio da língua
portuguesa implica, entre outras coisas, saber:
a-descartar as marcas de informalidade do texto.
b-reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla.
c-moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico.
d-adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.
e-desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.

26-Leia e responda:

Essa notícia, publicada em uma revista de grande circulação, apresenta resultados de uma pesquisa científica
realizada por uma universidade brasileira. Nessa situação específica de comunicação, a função referencial da
linguagem predomina, porque o autor do texto prioriza

a)as suas opiniões, baseadas em fatos.


b)os aspectos objetivos e precisos.
c)os elementos de persuasão do leitor.
d)os elementos estéticos na construção do texto.
e)os aspectos subjetivos da mencionada pesquisa.

27-Leia e responda:

Com base nos argumentos do autor, o texto aponta para


a)uma denúncia de quadrilhas que se organizam em torno do narcotráfico.
b)a constatação de que o narcotráfico restringe-se aos centros urbanos.
c)a informação de que as políticas sociais compensatórias eliminarão a atividade criminosa a longo prazo
d)o convencimento do leitor de que para haver a superação do problema do narcotráfico é preciso aumentar a ação
policial.
e- e)uma exposição numérica realizada com o fim de mostrar que o negócio do narcotráfico é vantajoso e sem riscos

28-Leia e responda:
O texto tem o objetivo de solucionar um problema social,
a)descrevendo a situação do país em relação à gripe suína.
b)alertando a população para o risco de morte pela Influenza A.
c)informando a população sobre a iminência de uma pandemia de Influenza A.
d)orientando a população sobre os sintomas da gripe suína e procedimentos para evitar a contaminação
e)convocando toda a população para se submeter a exames de detecção da gripe suína.29-Leia e responda:

Considerando as ideias desenvolvidas pelo autor, conclui-se que o texto tem a finalidade de:
a)descrever e fornecer orientações sobre a síndrome da compulsão alimentícia
b)narrar a vida das pessoas que têm o transtorno do comer compulsivo.
c)aconselhar as pessoas obesas a perder peso com métodos simples.
d)expor de forma geral o transtorno compulsivo por alimentação.
e)encaminhar as pessoas para a mudança de hábitos alimentícios.
30-Leia e responda:

Ao abordar a questão do tabagismo, os textos I e II procuram demonstrar que:


a)a quantidade de cigarros consumidos por pessoa, diariamente, excede o máximo de nicotina recomendado para os
indivíduos, inclusive para os não fumantes.
b)para garantir o prazer que o indivíduo tem ao fumar, será necessário aumentar as estatísticas de fumo passivo.
c- c)a conscientização dos fumantes passivos é uma maneira de manter a privacidade de cada indivíduo e garantir a
saúde de todos.
d)os não fumantes precisam ser respeitados e poupados, pois estes também estão sujeitos às doenças causadas pelo
tabagismo.
e)o fumante passivo não é obrigado a inalar as mesmas toxinas que um fumante, portanto depende dele evitar ou não a
contaminação proveniente da exposição ao fumo.
31- Violência no trânsito

Se quase sempre é difícil fazer uma autoavaliação, é impossível adivinhar o estado de espírito do motorista ao lado.
Assim, uma atitude preventiva - e, por que não, defensiva - é a melhor maneira de não se envolver em situações de
violência. O psiquiatra forense Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível prevenir uma briga, evitando, por
exemplo, contato de olhos com o
condutor agressivo, não fazer ou revidar gestos obscenos, não ficar na cola de ninguém e não bloquear a mão
esquerda, por exemplo.
Medalhista olímpico em 1992, o judoca Rogério Sampaio não pensa muito diferente: "Respire fundo, tenha
consciência de que não vale a pena brigar e, principalmente, pense em sua família". Com o objetivo de entender o
comportamento do motorista e do pedestre capixaba e desenvolver ações para melhorar o tráfego, o Detran do Espírito
Santo entrevistou quase 400 motoristas. A pesquisa, coordenada pelo antropólogo Roberto DaMatta, mostrou que
desprezo às regras, agressividade e despreparo são características dos motoristas entrevistados. "O que o condutor
pensa quando está dentro do carro é que a ele é dado o direito de ser imprudente de vez em quando. Para os nossos
erros, procuramos muitas desculpas. Aquele que cumpre a lei é visto como alguém em uma posição inferior, um
fraco", diz Luciene Becacici, diretora-geral do órgão.
Em Brasília (DF), a tese de doutorado sobre o trânsito da cidade defendida pela psicóloga Cláudia Aline Soares
Monteiro envolveu uma pesquisa com 923 motoristas. "Dos entrevistados, 84% afirmaram sentir raiva enquanto
dirigem. Pessoas que tinham mais tempo de habilitação e dirigiam com maior frequência cometiam mais erros e eram
mais agressivas", diz Cláudia. Segundo o trabalho, quanto maior o nível de escolaridade da mulher, mais ela se irrita
no tráfego. A situação é inversa para o sexo masculino.
Além disso, os que mais cometem infrações são jovens com idade entre 18 e 27 anos, solteiros e sem filhos. A
situação que mais deixa os homens nervosos é ter avanço impedido do veículo. Já as mulheres se irritam com direção
agressiva por parte de outros motoristas.
[...]
O trânsito é um ambiente de interação social como qualquer outro. "O carro é um ambiente particular, mas é preciso
seguir regras,
treinar o autocontrole e planejar os deslocamentos. É um local em que é preciso agir com civilidade e consciência",
diz a hoje
doutora em trânsito Cláudia Monteiro.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o carro não é o escudo protetor que se supõe. Exercitar a paciência
eo
autocontrole não faz parte do currículo das autoescolas, mas são práticas cada vez mais necessárias à sobrevivência no
trânsito.

Assinale a alternativa em que a reescritura do trecho "'Dos entrevistados, 84% afirmaram sentir raiva enquanto
dirigem. Pessoas que tinham mais tempo de habilitação e dirigiam com maior frequência cometiam mais err os e
eram mais agressivas', diz Cláudia." mantém a correção gramatical e não compromete o sentido original .

a)A maioria dos entrevistados afirmou que sente raiva enquanto dirige. Pessoas mais experientes na condução de
veículos automotivos cometem mais erros e são mais agressivas.
b)84% dos entrevistados afirmou que sentem raiva enquanto dirigem. Pessoas, que tinham mais tempo de habilitação e
dirigiam com maior frequência, cometiam mais erros e eram mais agressivas.
c)Dos entrevistados, 84% afirmou que sentem raiva enquanto dirigem. Pessoas que tinham mais tempo de habilitação
e dirigiam com mais frequência cometiam mais erros e eram mais agressivas.
d)Dos entrevistados, 84% afirmou que sente raiva enquanto dirige. Pessoas com mais tempo de habilitação e que
dirigiam com mais frequência, cometiam mais erros e eram mais agressivas.
e)A maior parte dos entrevistados afirmou que sente raiva enquanto dirigem. Pessoas que dirigiam com mais tempo de
habilitação frequentemente cometiam mais erros.

32- Gente que é a cara de Belém


O tempo passa, mas Belém ainda tem disso: difícil haver cidade mais fácil para se puxar conversa com um
desconhecido. Quem quiser tirar a prova dos nove pode fazer o teste do bar, discreto e seguro como aquele da
farmácia para comprovar gravidez.
É simples: você entra num bar, café ou restaurante seja lá onde for, em Portugal, nos Estados Unidos, na França ou
mesmo no Brasil. Tenta, por exemplo, conversar com um lisboeta que ouve seu belo e triste fado numa adega do
Bairro Alto, ou com um nova-iorquino atento ao seu concerto de jazz em Greenwich Village, ou com um parisiense
que, de pernas cruzadas, lê e fuma numa mesa de calçada em Saint-Germain-des-Prés, ou com um paulistano e sua
turma em rodada de cerveja, picanha e pagode em Vila Madalena.
Algum tempo depois, o suficiente para ir lá e voltar cá, você entra num lugar qualquer em Belém, num boteco de
calçada na Cidade Velha ou num pub em Nazaré, numa casa de choro na Condor ou num bar da moda no Umarizal,
num churrasquinho no Marco ou numa sorveteria em Batista Campos.
E assim, com sua própria vivência de cidades, você logo vai saber onde é mais fácil travar uma boa conversa e fazer
um amigo de primeira hora, em último caso o próprio garçom.
(Fonte: http://www.kickante.com.br/campanhas/cronica-historica-e-sentimental-de-belem-3) – adaptado
Pelo que se deduz da leitura, não há em Belém

Pelo que se deduz da leitura, não há em Belém

a-lugares tão famosos e badalados como os citados pelo cronista.

b-nenhum tipo de restrição quanto à frequência e indumentária nos bares.

c-estabelecimentos em número suficiente para atender a demanda de turistas.

d-restaurantes e bares onde não se possa puxar uma conversa e fazer amizade.

e-ambientes sofisticados como os do exterior, mas a comida e a bebida são fartas.

33-Leia e responda:

Da leitura do texto depreende-se que

a-os emails são os causadores da perda de privacidade observada, hoje, em todo o mundo.
b-aumentou consideravelmente, nas duas últimas décadas, a quantidade de informações que circulam no mundo, fato
que está relacionado à popularização da Internet. c-o
envio de correspondência pelos Correios foi extinto em razão das facilidades oferecidas pela Internet.
d-uma pessoa capaz de redigir muitos emails em um único dia mostra-se incapaz de redigir muitas cartas nesse mesmo
período de tempo.
e-a carta torna obrigatória a resposta do destinatário ao remetente, o que nunca ocorre ao se enviar mensagem
por email.

34-Leia e responda:
Atendo-se à interpretação do texto, julgue o próximo item.

Depreende-se da leitura que houve oportunidades para se corrigir a distorção mencionada no texto, mas isso não
foi feito.
( )Certo ( )Errado
35- Colisão entre caminhão e carro deixa 4 mortos em Pernambuco
Ana Lima Freitas - Texto adaptado

Uma colisão, na qual um caminhão foi de encontro a um carro, deixou 4 pessoas mortas e 2 feridas na noite desta terça-feira
na cidade de Salgueiro, a 530km do Recife, no sertão de Pernambuco. Entre as vítimas fatais, estavam engenheiros
responsáveis pela
construção da Ferrovia Transnordestina. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, o caminhão com placa do Rio
Grande do Norte, o qual a Polícia recolheu ao depósito, colidiu com o carro, um veículo Gol, com placa do Ceará. Dos 4
ocupantes do Gol, 3 morreram. Entre eles estavam engenheiros responsáveis pela construção da Ferrovia Transnordestina.
O motorista do caminhão também morreu no local do acidente. Ao Hospital Regional de Salgueiro as vítimas do referido
acidente foram levadas.
Em relação à manutenção da coesão e coerência do trecho "Ao Hospital Regional de Salgueiro as vítimas do
referido acidente foram levadas", pode-se afirmar que
a)há manutenção da coesão e coerência textuais desfavorecidas pelo emprego da voz passiva.
b)é sujeito paciente o termo "as vítimas", como comprova a concordância de "serem levadas
c)realizando os ajustes necessários, a expressão "foram levadas" seria erroneamente substituída por levaram-se
d)há inversão da ordem direta da oração, ocasionando incoerência textual e ambiguidade.
e)é incoerência textual alocar adjunto adverbial no início do período construído na voz passiva
36-Leia e responda:

Dia do Músico, do Professor, da Secretária, do Veterinário... Muitas são as datas comemoradas ao longo do ano e elas, ao
darem visibilidade a segmentos específicos da sociedade, oportunizam uma reflexão sobre a responsabilidade social desses
segmentos. Nesse contexto, está inserida a propaganda da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em que se combinam
elementos verbais e não verbais para se abordar a estreita relação entre imprensa, cidadania, informação e opinião. Sobre
essa relação, depreende-se do texto da ABI que.

a-para a imprensa exercer seu papel social, ela deve transformar opinião em informação.

b-para a imprensa democratizar a opinião , ela deve selecionar a informação.

c-para o cidadão expressar sua opinião, ele deve democratizar a informação.

d-para a imprensa gerar informação, ela deve fundamentar-se em opinião.

e-para o cidadão formar sua opinião, ele deve ter acesso á informação.

37- O rap, palavra formada pelas iniciais de rhythm and poetry (ritmo e poesia), junto com as linguagens da dança (o break
dancing) e das artes plásticas (o grafite), seria difundido, para além dos guetos, com o nome de cultura hip hop. O break
dancing surge como uma dança de rua. O grafite nasce de assinaturas inscritas pelos jovens com sprays nos muros, trens e
estações de metrô de Nova York. As linguagens do rap, do break dancing e do grafite se tornaram os pilares da cultura hip
hop.

DAYRELL, J. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude. Belo Horizonte: UFMG, 2005
(adaptado).

Entre as manifestações da cultura hip hop apontadas no texto, o break se caracteriza como um tipo de dança que representa
aspectos contemporâneos por meio de movimentos

a-retílineos, como crítica aos indivíduos alienados.

b-improvisados, como expressão da dinâmica da vida urbana.

c-suaves, como sinônimo da rotina dos espaços públicos.

d-ritmados pela sola dos sapatos, como símbolo de protesto.

e-cadenciados, como contestação ás rápidas mudanças culturais.

38-Leia e responda:
Essa pequena

Meu tempo é curto, o tempo dela sobra


Meu cabelo é cinza, o dela é cor de abóbora
Temo que não dure muito a nossa novela, mas
Eu sou tão feliz com ela
Meu dia voa e ela não acorda
Vou até a esquina, ela quer ir para a Flórida
Acho que nem sei direito o que é que ela fala, mas
Não canso de contemplá-la
Feito avarento, conto os meus minutos
Cada segundo que se esvai
Cuidando dela, que anda noutro mundo
Ela que esbanja suas horas ao vento, ai
Às vezes ela pinta a boca e sai
Fique à vontade, eu digo, take your time
Sinto que ainda vou penar com essa pequena, mas
O blues já valeu a pena
CHICO BUARQUE. Disponível em: www.chicobuarque.com.br. Acesso em: 31 jun. 2012.

38)O texto Essa pequena registra a expressão subjetiva do enunciador, trabalhada em uma linguagem informal, comum na
música popular. Observa-se, como marca da variedade coloquial da linguagem presente no texto, o uso de:

a-palavras apresentadas de língua estrangeira, de uso inusitado no português.


b-expressões populares,reforçam a proximidade entre o autor e leitor.
c-palavras polissêmicas, que geram ambiguidade.
d-formas pronominais, em primeira pessoa.
e-repetições sonoras no final dos versos.
39-Embora as conquistas obtidas a partir da Revolução Francesa tenham possibilitado a consolidação da concepção de cidadania,
elas não foram suficientes para que essa condição se verificasse na prática. A mera declaração formal das liberdades nos
documentos e nas legislações esboroava diante da inexorável exclusão econômica da maioria da população. Em vista disso, já no
século XIX, buscaram-se os direitos sociais com ações estatais que compensassem tais desigualdades, municiando os desvalidos
com direitos implantados e construídos de forma coletiva em prol da saúde, da educação, da moradia, do trabalho, do lazer e da
cultura para todos.
No entanto, foi somente depois da Segunda Guerra Mundial que a afirmação da cidadania se completou, haja vista que só
então se percebeu a necessidade de se valorizar a vontade da maioria, respeitando-se, sobretudo, as minorias, em suas
necessidades e peculiaridades. Em outras palavras, verificou-se claramente que a maioria pode ser opressiva, a ponto de conduzir
legitimamente ao poder o nazismo ou o fascismo. Para que fatos como esse não se repetissem, fez-se premente a criação de
salvaguardas em prol de todas as minorias, uma vez que a soma destas empresta legitimidade e autenticidade à vontade da
maioria.
Eis aí o fundamento primeiro das políticas em favor de quaisquer minorias. No que toca às pessoas com deficiência, é possível
afirmar que o viés assistencialista e caridosamente excludente que orientava as ações governamentais tem sido substituído por
programas de efetiva inclusão, que visam formar cidadãos sujeitos do próprio destino, e não mais meros beneficiários de políticas
de assistência social. O direito de ir e vir, de trabalhar e de estudar é a mola mestra da inclusão de qualquer cidadão e, para que se
concretize em face das pessoas com deficiência, há que se exigir do Estado a construção de uma sociedade livre, justa e solidária
(como prevê o artigo 3.º da Constituição Federal), por meio da implementação de políticas públicas compensatórias e eficazes.
A obrigação, porém, não se esgota nas ações estatais. Todos nós somos igualmente responsáveis pela efetiva compensação
de que se cuida. As empresas, por sua vez, devem primar pelo respeito ao princípio constitucional do valor social do trabalho e da
livre iniciativa, para que se implementem a cidadania plena e a dignidade do trabalhador com ou sem deficiência (previstas nos
artigos 1.º e 170 da Constituição Federal). Nesse diapasão, a contratação de pessoas com deficiência deve ser vista como qualquer
outra. Desses trabalhadores, espera-se profissionalismo, dedicação, assiduidade, enfim, atributos ínsitos a qualquer empregado.
Não se quer assistencialismo, e sim oportunidades.

De acordo com o texto, ações governamentais de assistencialismo às pessoas com deficiência constituem salvaguarda eficaz
no processo de inclusão desses indivíduos.

a-certo
b-errado
40-Leia e responda:

-Julgue os itens seguintes, acerca do texto acima. 1 O aposto "como ser histórico" ( .1) esclarece ou justifica as razões das
características de homem que o período sintático apresenta a seguir.

a-certo
b-errado

Tipologia textual

41-Leia e responda:

Arquimedes, o bom repórter

Faz parte do meu ofício inventar. Mentir, sem qualquer consideração teológica. Preencher as páginas em branco,
esforçando-me por criar heróis mesquinhos e sublimes. Um ofício que se funde com as adversidades do cotidiano e que,
pautado por uma estética insubordinada, comporta todas as escalas morais, afugenta os ideários uniformizadores.

A literatura brota de todos os homens, de todas as épocas. Sua ambígua natureza determina que os escritores integrem
uma raça fadada a exceder-se. Seus membros, como uma seita, vivem na franja e no âmago da realidade, que constrange e
ilumina ao mesmo tempo. E sem a qual a criação fenece. A arte dos escritores arregimenta a sucata e o sublime, o que se
oxida em meio aos horrores, o que se regenera sob o impulso dos suspiros de amor. Apalpa a matéria secreta que sangra e
aloja-se nos porões da alma.

Há muito sei que a escrita não poupa o escritor. E que, ao ser um martírio diário, coloca-o a serviço do real. E enquanto
este mero exercício de acumular palavras, de dar-lhes sentido, for um ato de fé no humano, a literatura seguirá sendo
protagonista do enigma que envolve vida e morte. Uma arte que geme, emite sinais, desenha signos, e que constitui uma
salvaguarda civilizadora perante a barbárie. Em cujas páginas batalha-se pelo provável entendimento entre seres e situações
intoleráveis. Como se por meio de certos recursos estéticos fosse possível conciliar antagonismos, praticar a tolerância,
ativar sentimentos, testar os limites da linguagem e da ambiguidade da solidão humana. Salvar, enfim, os seres trágicos que
somos.

Não sei ser outra coisa que escritora. Já pelas manhãs, enquanto crio, apalpo emoções benfazejas, sentimentos instáveis,
a substância sob o abrigo do sinistro e da esperança. Tudo o que a realidade abusiva refuta. É mister, contudo, combater os
expurgos estéticos para narrara história jamais contada.

A criação literária, porém, que se faz à sombra da comunidade humana, aproximou-me sempre daqueles cujas
experiências pessoais eram vizinhas no ato de escrever. Por isso, desde a infância, senti-me irmanada aos jornalistas no uso
das palavras e na maneira de captar o mundo. E a tal ponto vinculada aos jornais que nos vinham a casa, já pelas manhãs,
que disputava com o pai o privilégio de lê-los antes dele. De aproximar-me destas páginas vivazes que, arrancando-me da
sonolência, proclamavam que a vida despertara antes de mim. O drama humano não tinha instante para começar, precedera-
me há horas, há milênios.

PIÑON, Nélida. Aprendiz de Homero. Rio de Janeiro: Editora Record, 2016, p. 81-82, fragmento.
Quanto à tipologia textual, o texto pode ser classificado como:
a-basicamente injuntivo ou instrucional,por ensinar as normas do fazer literário.
b-essencialmente descritivo, pelas inúmeras imagens poéticas presentes.
c-predominante dissertativo, com argumentação voltada para o fazer literário.
d-totalmente dissertativo expositivo, por demonstrar como se realiza a criação literária.
e-simplesmente narrativo, enunciado personagem narrador.

42-Leia o Texto

QUANDO A COMIDA SAI DO LIXO


A culinária do lixo

Cerca de três mil pessoas do Distrito Federal alimentam-se do que é jogado fora nos contêineres dos
supermercados e nas lixeiras das casas. Quem revira os restos sente vergonha da atividade e se diz cansado de pedir
comida.

Faltam 15 minutos para as quatro da tarde e só agora será servido o almoço na casa da pernambucana Maria Zélia
da Silva, 44 anos. Faz silêncio no local. O único barulho que se ouve é o choro de Luciano Alves, 7 anos. Caçula de
seis irmãos, a criança chora porque não aguenta mais esperar pela refeição.
As panelas acabaram de sair do fogão e a comida está quente. Na mesa, há carne cozida, feijão e arroz. Salada de
repolho, cenoura e couve-flor, além de frutas, como manga, mamão e banana. Como sobremesa será servido iogurte
de morango. O cardápio seria saudável, se não fosse um porém: os ingredientes servidos na casa de Zélia não foram
comprados na feira nem no supermercado. Saíram todos de três contêineres de lixo, do Guará e do Cruzeiro.
No Distrito Federal, pelo menos três mil pessoas comem alimentos de lixo. O levantamento é do engenheiro
florestal Benício de Melo Filho. Ele defendeu uma tese de mestrado na Universidade de Brasília (UnB), no ano
passado, sobre o valor econômico e social daquilo que se joga fora. Benício não direcionou seu trabalho para a questão
dos alimentos, mas ressalta que as pessoas que vivem do lixo se alimentam na mesma fonte. ―Os catadores levam todo
tipo de comida para casa. Carne, queijo, refrigerante, frutas e legumes. Nada é desperdiçado‖, descreve em seu
trabalho.
Maria Zélia veio do município de Petrolândia (PE) para o DF no ano passado com toda a família. Buscava emprego.
Não conseguiu vaga nem de diarista em casa de família e optou por sair pelas ruas remexendo lixo. ―A gente cata
papelão para vender. Mas não tem como sobreviver disso. Para meus filhos não passarem fome, comecei a pegar
alimentos do lixo‖, conta. De cabeça baixa, Zélia assume que sente vergonha de revirar o lixo em busca de comida.
―Na minha terra, pobre não faz isso. Já pensou se meus parentes lá de Pernambuco ficam sabendo que eu vim para
Brasília comer lixo?‖
Fonte: CAMPBELL, Ulisses. Correio Web, 2016
Analise as alternativas e marque a CORRETA quanto à tipologia textual.
a-O texto não evidencia marcas de descrição.

b-O texto traz marcas de narração e descrição.

c-O texto evidencia só marcas de narração.

d-O texto evidencia só marcas de descrição.

e-O texto não traz marcas de narração e descrição.

43-Leia o texto abaixo para responder a questão


Dia Mundial da Aids é comemorado
com palestra e caminhada
Roseli Servilha
O Dia mundial de luta contra a AIDS é celebrado nesta quinta-feira, 1º, e desde esta quarta, palestras alusivas ao dia
foram realizadas no Centro Estadual Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa (Cedap).
Tema como ‗Um novo olhar na prevenção do HIV‘, foi proferido pela médica Leila Regina Amorim, que falou sobre
novas alternativas para prevenção da doença. Leila aproveitou para falar sobre formas de prevenção.
―Hoje trabalhamos a prevenção combinada, que é um conjunto de ações que visam analisar o ser como um todo e, não
só a orientação de usar preservativo. Mas, também, outras situações de onde o paciente foi exposto‖.
Ela fala sobre a profilaxia pós-exposição ao vírus HIV (PEP), para aqueles indivíduos que estiveram em uma situação
sexual de risco, ―é possível fazer uso das medicações, numa forma de evitar complicações‖.
A profilaxia pré-exposição (PREP), vem mostrando eficácia em sua atuação, mas ainda não está disponível no Brasil,
―a perspectiva é de que no início do ano que vem, ela seja implantada no nosso país‖, revela. O novo medicamento, segundo
Leila, não será para todas as pessoas, mas aquelas que têm risco maior de adquirir a doença.
O Cedap é uma unidade da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), referência na Bahia para diagnóstico e tratamento
de HIV/AIDS e doenças sexualmente transmissíveis. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, nos horários das 7h às
17h, e está localizado à Rua Comendador José Alves Ferreira, 240, Garcia - Salvador.

(retirado de http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1820495 em 30\11\2016)


Do ponto de vista da tipologia textual, de acordo com seus elementos , tem-se um texto:
a-injuntivo

b-descritivo.

c-dissertativo

d-narrativo

e-narrativo descritivo

44-TEXTO I - O aumento da temperatura do globo causou mais uma vítima: osce reais. Em um novo estudo da
Universidade da Columbia Britânica, no Canadá,cientistas descobriram que, nos anos em que países foram
atingidos pela seca, a produção desses alimentos caiu 10% e, quando afetada pelas ondas de calor, 9%.A
estimativa é que mais de três bilhões de toneladas da produção de cereais,entre 1964 e 2007, tenha sido
perdida.

Foram analisados dados da produção nacional de 16 tipos de cereais, em 177 países. Os pesquisadores
concluíram que os efeitos da seca eram sentidos com mais força em países ricos do que em países
emergentes: na América do Norte, Europa e Austrália, 20% da safra total foi perdida. Na Ásia, o número cai
para 12% e na África para 9%. Na América Latina, nenhum efeito foi reportado.
Essa diferença pode ocorrer porque os países ricos tendem a cultivar plantações mais uniformes, que podem
ser mais vulneráveis à seca. A pesquisa também apontou que as secas que ocorreram a partir do ano de 1985
foram mais severas do que as que aconteceram antes desse período. Depois desse ano, as perdas somavam,
em média, 14%. Antes, esse número ficava na faixa dos 7%. Eles sugeriram que a alteração climática pode
afetar a frequência e intensidade desses eventos no futuro.
Disponível em:http://super.abril.com.br/ciencia/producao-decereais-e-afetada-pelo-aquecimento-global
Acesso em 08 jan. 2016 (adaptado).

TEXTO II - Ano movimentado para os escorpianos de todos os decanatos,excelente para iniciar projetos ou
para retomar alguma atividade física: Marte estará transitando pelo seu signo em conjunção ao seu Sol durante
boa parte doamo (entre janeiro e março, e entre junho e agosto), dando-lhe muita energia física e vitalidade
para começar qualquer coisa que deseje. O seu vigor para lutar por aquilo que deseja está em alta. No que diz
respeito ao amor e ao magnetismo pessoal, outubro de 2016 será o seu mês, quando Vênus fará uma
passagem um tanto breve pelo seu signo. Portanto, quando outubro começar, é importante estar preparado
para entrar em ação e usar seu charme para facilitara abertura de portas - tanto no nível pessoal, como no
profissional. Outros momentos favoráveis para o seu magnetismo e influência pessoal incluem os períodos de
13/3 a 5/4, e de 18/6 a 12/7. Aproveite!

TEXTO III – – Bolo de Chocolate:


Massa
 3 ovos
 1 xícara de leite
 1/2 xícara de azeite
 1 xícara de achocolatado em pó
 1/2 xícara de açúcar
 3 xícaras de farinha de trigo
 1 colher (sopa) de fermento
Cobertura
 1 colher de sopa (não muito cheia) de margarina
 200ml de creme de leite
 5 colheres de sopa de chocolate em pó

Modo de preparo:
Massa
Em um recipiente, bater os ovos. Em seguida, acrescentar o leite e o azeite. Despejar todo achocolatado e
açúcar. Despejar aos poucos a farinha de trigo. Misturar/mexer bem e acrescentar o fermento. Com o forno já
aquecido,colocar o bolo e deixar uns 40 min em 200°C Cobertura: Em uma panela, em 180°colocar a margarina
e deixar derreter. Colocar todo o creme de leite e o chocolate em pó, mexer bem até desgrudar da panela.
Colocar no bolo ainda quente e se quiser polvilhe um pouquinho de granulado.

De acordo com a tipologia textual, assinale a alternativa que corres ponda a classificação respectivamente:

a-TEXTO I – Dissertação expositiva; TEXTO II –Predição; TEXTO III – Injunção

b-TEXTO I – Narração; TEXTO II –Conversacional; TEXTO III – Instrucional.

c-TEXTO I – Dissertação Argumentativa; TEXTO II – Narração; TEXTO III – Predição.


d-todas alternativas

e-nenhuma alternativas

44-APERTEM OS CINTOS, ESTAMOS ENTRANDO NA ERA DA PÓS-VERDADE

Pós-verdade parece mais uma expressão de impacto para chamar a atenção de um público saturado de
informações e inclinado para a alienação noticiosa. Mas o fato é que estamos diante de um (1) fenômeno que
já começou a mudar nossos comportamentos e valores em relação aos conceitos tradicionais de verdade,
mentira, honestidade e desonestidade, credibilidade e dúvida.
Segundo a revista The Economist, o mundo contemporâneo está substituindo os fatos por indícios, percepções
por convicções, distorções por vieses. Estamos saindo da dicotomia tradicional entre certo ou errado, bom ou
mau, justo ou injusto, fatos ou versões, verdade ou mentira para ingressarmos numa era de avaliações fluidas,
terminologias vagas ou juízos baseados mais em sensações do que em evidências. A verossimilhança ganhou
mais peso que a comprovação.
A pós-verdade, um termo já incorporado ao vocabulário da mídia mundial, é parte de um processo inédito
provocado essencialmente pela avalancha de informações gerada pelas novas tecnologias de informação e
comunicação (TICs). Com tanta informação ao nosso redor é inevitável que surjam dezenas e até centenas de
versões sobre um mesmo fato. A consequência também inevitável foi a relativização dos conceitos e sentenças.
Tudo torna-se mais sério e complexo quando se combina com a teoria da “cognição preguiçosa”, criada pelo
psicólogo e prêmio Nobel Daniel Kahneman, para quem as pessoas tendem a ignorar fatos, dados e eventos que
obriguem o cérebro a um esforço adicional.

Trechos adapados do original Apertem os cintos, estamos entrando na era da pós-verdade, de Carlos Castilho, Pós-
doutorando no POSJOR/UFSC e membro da diretoria do Observatório da Imprensa. Publicado em OBJETHOS | Observatório da
Ética Jornalística. https://objethos.wordpress.com/2016
Quanto à tipologia textual que caracteriza o terceiro parágrafo do TEXTO 4, é correto afirmar que:

a-predominam, combinadas, características da narração e da descrição.

b-estão presentes, exclusivamente, as marcas da descrição.

c-há as marcas dos três tipos de texto, com predomínio da descrição.

d-estão presentes, exclusivamente, as marcas da dissertação argumentativa.

e--estão presentes, apenas, as marcas da narração.

”Descobri que quanto mais eu estudo, mais sorte eu pareço ter nas provas”
Gabarito 25-D

1-C 26-B

2-E 27-D

3-A 28-D

4-B 29-D

5-C 30-D

6-B 31-A

7-C 32-D

8-D 33-B

9-B 34-A

10-D 35-B

11-D 36-E

12-C 37-B

13-C 38-B

14-C 39-B

15-E 40-A

16-C 41-B

17-D 42-C

18-A 43-A

19-D 44-D

20-B

21-A

22-E

23-B

24-D

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