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Eletrotécnica

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CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL PEDRO MARTINS GUERRA

ELETROTÉCNICA

Itabira

2005

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Curso Técnico de Manutenção em Equipamentos de Mineração
Eletrotécnica
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Presidente da FIEMG
Robson Braga de Andrade

Gestor do SENAI
Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e


Superintendente de Conhecimento e Tecnologia
Alexandre Magno Leão dos Santos

Gerente de Educação e Tecnologia


Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração
Equipe Técnica - Núcleo Eletroeletrônica

Unidade Operacional

Centro de Formação Profissional Pedro Martins Guerra

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Sumário
APRESENTAÇÃO ........................................................................................... 5

1. A ELETRICIDADE ................................................................................................ 6
1.1 Eletricidade estática ..................................................................................... 7
1.2 Eletricidade dinâmica ou corrente elétrica ................................................ 7

2. FUNDAMENTOS DA CORRENTE .................................................................... 9


2.1 O que é corrente elétrica? ............................................................................. 9
2.2 Corrente contínua e alternada........... ......................................................... 9
2.3 Fonte de corrente contínua ........................................................................... 10
2.4 Fonte de corrente alternada ......................................................................... 11
2.5 Símbolo da fonte de CC................................................................................. 11
2.6 Particularidade .............................................................................................. 11
2.7 CC e CA, algumas diferenças .................................................................... 11

3. GRANDEZAS ELÉTRICAS ................................................................................. 12


3.1 Corrente elétrica .............................................................................................. 12
3.2 Diferença de potencial ou tensão ................................................................ 12
3.3 Resistência ...................................................................................................... 13

4. RESISTORES ........................................................................................................ 16
4.1 Resistores de fio ............................................................................................. 16
4.2 Resistores de carbono ................................................................................... 16
4.3 Resistores de filme de carbono ................................................................... 16
4.4 Resistores variáveis ....................................................................................... 16
4.5 Resistores ajustáveis ..................................................................................... 17

5. CIRCUITOS ............................................................................................................ 18
5.1 Circuito série .................................................................................................... 18
5.2 Circuito paralelo .............................................................................................. 20

6. MEDIÇÃO E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO ............................................... 23


6.1 Medição de corrente ...................................................................................... 23
6.2 Medição de corrente mais elevadas ............................................................ 23
6.3 Volt – Amperímetro tipo alicate ..................................................................... 23
6.4 Medição de tensão ......................................................................................... 24
6.5 Medição de tensão mais elevadas ............................................................... 24
6.6 Medição de resistência .................................................................................. 25
6.7 Medidores de energia elétrica ....................................................................... 26

7. LEI DE OHM ........................................................................................................... 28


7.1 1ª Lei de OHM ................................................................................................. 28
7.2 2ª Lei de OHM ................................................................................................. 29

8. LEIS DE KIRCHHOFF .......................................................................................... 30

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9. POTÊNCIA ELÉTRICA ........................................................................................ 31


9.1 Quilogrâmetro por segundo........................................................................... 32
9.2 Cavalo – Vapor (C.V) ..................................................................................... 33
9.3 Horse – Power (H.P) ...................................................................................... 34
9.4 Joule por segundo (j/s) ou Watt (W) ............................................................ 35

10. GERADOR ELEMENTAR ................................................................................. 38


10.1 Geradores de corrente contínua ................................................................ 38
10.2 Geradores de corrente alternada – Alternadores ................................ 39

11. COMPORTAMENTO V.I EM CIRCUITOS ...................................................... 40

12. SISTEMA TRIFÁSICO ....................................................................................... 41


12.1 Geração .......................................................................................................... 41
12.2 Distribuição .................................................................................................... 42
12.3 Configurações de ligação ............................................................................ 43
12.4 Potência ......................................................................................................... 47

13. FATOR DE POTÊNCIA ..................................................................................... 47


13.1 O que é fator de potência ............................................................................ 47
13.2 Principais causas de um baixo fator de potência ................................ 47
13.3 Métodos de correção do fator de potência .......................................... 47
13.4 Bancos automáticos de capacitores .......................................................... 50

14. ATERRAMENTO ................................................................................................. 52


14.1 Introdução ...................................................................................................... 52
14.2 Para que serve o aterramento elétrico ...................................................... 52
14.3 Definições: Terra, Neutro e Massa ............................................................ 52
14.4 Procedimentos .............................................................................................. 52
14.5 Tratamento Químico do solo ...................................................................... 56
14.6 Medindo a Terra ........................................................................................... 57

15. EXERCÍCIOS ....................................................................................................... 59

16. DICAS E REGRAS DE SEGURANÇA ELÉTRICA ....................................... 64

17. CONTATORES .......................................................................................... 65


17.1 Tipos .................................................................................................... 65
17.2 Contrução ........................................................................................... 66
17.3 Funcionamento .................................................................................... 70
17.4 Montagem ............................................................................................ 71
17.5 Vantagens ............................................................................................ 71
17.6 Normas ................................................................................................ 71
17.7 Defeitos nos contatores ....................................................................... 74

18. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E COMANDO ....................................... 77


18.1 Fusíveis ............................................................................................... 77
18.2 Relés .................................................................................................... 82
18.3 Disjuntor industrial ............................................................................... 88
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18.4 Dispositivo de comando ....................................................................... 91

19. CHAVES AUXILIARES TIPO BOTOEIRA ................................................ 93


19.1 Construção ................................................................................................... 93
19.2 Sinalização .......................................................................................... 94

20. DIAGRAMAS DE COMANDOS ELÉTRICOS .......................................... 97


20.1 Diagrama Multifilar completo ............................................................... 97
20.2 Diagrama do circuito principal .................................................................... 98
20.3 Diagrama do circuito de comando ............................................................. 99

21. RELÉS DE TEMPO ............................................................................................ 100

22. TRANSFORMADORES PARA COMANDOS ................................................ 104

23. MOTORES MONOFÁSICOS ............................................................................ 107


23.1 Ligação de motores monofásicos ............................................................... 107
23.2 Ligação de um motor monofásico com chave de reversão manual .... 108
23.3 Diagramas unifilar e multifilar da instalação de um motor monofásico
com chave de reversão ............................................................................... 112
23.4 Aplicação de um motor monofásico em uma motobomba ................... 114
23.5 Exercícios ....................................................................................................... 116
23.6 Motores trifásicos .......................................................................................... 117
23.7 Ligações dos motores trifásicos ................................................................. 119
23.8 Sistema de partida de motores trifásicos .................................................. 124
23.9 Tipos de partida ............................................................................................ 127

24. ELEMENTOS ELETROPNEUMÁTICOS ........................................................ 135


24.1 Circuitos eletropneumáticos ........................................................................ 137

25. ELEMENTOS E CIRCUITOS ELETROHIDRÁULICOS ............................... 140

26. PROBLEMAS E EXERCÍCIOS ......................................................................... 144

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 153

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Apresentação

“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do


conhecimento.”
Peter Drucker

O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os


perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção,
coleta, disseminação e uso da informação.

O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país,sabe disso , e


consciente do seu papel formativo , educa o trabalhador sob a égide do conceito
da competência: “formar o profissional com responsabilidade no processo
produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos
técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e
consciência da necessidade de educação continuada.”

Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento , na sua área


tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se
faz necessária. Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia,
da conexão de suas escolas à rede mundial de informações – internet- é tão
importante quanto zelar pela produção de material didático.

Isto porque, nos embates diários,instrutores e alunos , nas diversas oficinas e


laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais
didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.

O SENAI deseja , por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua
curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre
os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada !

Gerência de Educação e Tecnologia

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1. A ELETRICIDADE
Por se tratar de uma força invisível, o principio básico de eletricidade é baseado
na Teoria Atômica.

Torna-se difícil então visualizar a natureza da força elétrica, mas é facilmente


notável os seus efeitos. A eletricidade produz resultados e efeitos perfeitamente
previsíveis.

Para que possamos compreender melhor a eletricidade, observemos as seguintes


definições:

Matéria – É toda a substância, sólida, líquida ou gasosa que ocupa lugar no


espaço.

Molécula – É a menor partícula, a qual podemos dividir uma matéria, sem que
esta perca suas propriedades básicas.

Ex: Quando desbastamos o aço até o momento em que ele ainda conserve
suas
propriedades de metal, tornando-se visível a olho nu, ‘limalha muito fina’,
mas com microscópios, temos então uma molécula.

Átomo - São as partículas que constituem a molécula. Podemos assim afirmar


que um conjunto de átomo constitui uma molécula, que determina uma parte da
matéria. É no átomo que se dá o movimento eletrônico (corrente elétrica). O
átomo é composto por um núcleo e partículas que giram a seu redor, em órbitas
concêntricas, muito parecido com a configuração dos planetas em torno do sol.

O núcleo é constituídos de Prótons e Neutrons, convencionando-se a Prótons


com carga positiva (+) e os Neutrons com carga elétrica nula (0).

As partículas que giram ao redor do núcleo são denominadas Elétrons, com carga
elétrica negativa (-).

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Podemos admitir que um átomo, na condição de equilíbrio, o número de prótons é


igual ao número de elétrons. Se ele perde um elétron torna-se eletricamente
positivo (ion Positivo), se ele ganha um elétron torna-se negativo (ion Negativo). A
este desequilíbrio é que chamamos “cargas elétricas” é que foi definido como
eletricidade. A eletricidade se apresenta de duas maneiras.

1.1 ELETRICIDADE ESTÁTICA


É o tipo de eletricidade que envolve cargas elétricas paradas. É gerada por atrito
pela perda de elétrons durante o funcionamento. Por exemplo um bastão de vidro
e lã de carneiro, choque ao descer de um veículo, etc...

1.2 ELETRICIDADE DINÂMICA OU CORRENTE ELÉTRICA


É o fluxo de cargas elétricas que se desloca através de um condutor. Desta
forma como a eletricidade se apresenta é que nos interessa estudar. E para que
este fenômeno ocorra é necessário, no mínimo, uma fonte de energia, um
consumidor e condutores fechando o circuito.

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2. FUNDAMENTOS DA CORRENTE
2.1 O QUE É CORRENTE ELÉTRICA?
È o deslocamento de cargas dentro de um condutor quando existe uma diferença
de potencial entre as suas extremidades. Tal deslocamento procura restabelecer
o equilíbrio desferido pela ação de um campo magnético ou outros meios (reação
química, atrito, etc). O elétron que se deslocou é recompletado pelo elétron de
outro átomo, a fim de que o equilíbrio seja restabelecido.

Um gerador é uma máquina que funciona como se fosse uma bomba. Aciona
cargas que se deslocam pelo condutor, produzem calor, luz, movimento e a ele
retornam, diretamente ou pela terra. Veja:

Interruptor
Corrent
Giro
mecânic
C

Gerador O
N
S
U
Diferença M
de I
D
O
Corrent R

Em outras palavras, para haver circulação de cargas, é preciso que haja um


circuito fechado, ou seja, um caminho de ida e outro de volta para as cargas, sem
quebra de continuidade.

2.2 CORRENTE CONTINUA E ALTERNADA


Corrente Continua (CC): Quando o fluxo de elétrons se mantém constante em
um sentido ao longo do tempo tem – se a corrente continua, representada pela
abreviação “CC”

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Para que exista este movimento de elétrons é necessário criar uma Diferença de
Potencial (Tensão ou voltagem ) entre as pontas do circuito.

Corrente Alternada (CA): Quando o fluxo de elétrons alterna de tempo em tempo


(período) o seu sentido. Em termos práticos é o tipo de corrente de corrente
utilizada pelos sistemas de residências, industrias, etc.

2.3 FONTE DE CORRENTE CONTINUA:

Geradores Químicos: Pilhas e Baterias

Através de reações químicas alcalinas acidas tem-se uma movimentação de


cargas elétricas que resultam em uma corrente de elétrons em um único sentido
de deslocamento.

Geradores eletromagnéticos: Através do eletromagnetismo, pode-se produzir


Corrente continua com geradores especiais.

Retificadores: Através de meio eletrônico consegue converter Corrente Alternada


em Corrente Continua com grande facilidade, mas é muito difícil, e não impossível
converter Corrente Continua em Alternada.
2.4 FONTE DE CORRENTE ALTERNADA:
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Geradores eletromagnéticos: Através do eletromagnetismo, pode-se produzir


Corrente alternada com geradores acoplados a forças motrizes girantes primárias.

Conversores: Utilizados para converter Corrente Continua em Corrente


Alternada.

2.5 SÍMBOLO DA FONTE DE CC

+ -

2.6 PARTICULARIDADE
Todo equipamento que funcione em Corrente continua deve-se observar a
polaridade da fonte antes de liga-los.

2.7 CC E CA, ALGUMAS DIFERENÇAS


A partir de uma fonte de corrente alternada, podemos obter por meio muito fácil a
corrente continua, através de retificadores, que são os famosos diodos, ao
contrario que todos pensam a corrente continua pode ser transformada em
corrente alternada, porem com maior dificuldade através de conversores
tiristorizados.

A maior diferença está na possibilidade de aumentar e baixar valores de tensão,


controlando a corrente em modo alternado, que não se consegue fazer com a
corrente continua.

3. GRANDEZAS ELÉTRICAS
3.1 CORRENTE ELÉTRICA

Movimento ordenado dos elétrons livres em um condutor durante 1 segundo.

Medido em Ampères. Representado por: A Só existirá se um circuito for fechado e


se existir Tensão

Tensão
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-
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Só existe tensão pois o circuito está


aberto.

+ As setas representam o fluxo de corrente,


uma vez fechado o circuito, com um
consumidor (Motor) existirá corrente.
Motor

*Só existe corrente se existir Tensão.

*Tensão existe sem necessariamente existir Corrente.

3.2 DIFERENÇA DE POTENCIAL OU TENSÃO


Como vimos, para haver corrente elétrica é preciso que haja diferença de
potencial e um condutor em um circuito fechado para estabelecer o equilíbrio
perdido. Se o circuito estiver aberto, teremos d.d.p., mas não corrente.
A diferença de potencial entre dois pontos de um campo eletrostático é de i volt,
quando o trabalho realizado contra as forças elétricas ao se deslocar uma carga
entre esses dois pontos é de 1 joule por Coulomb.

1 Volt = 1 __joule __
Coulomb

Então, a diferença de potencial é medida em volts da mesma maneira que a força


eletromotriz.

A carga elétrica que se desloca nos condutores é medida em Coulomb, e a vazão


elétrica, ou seja, a carga deslocada por segundo numa seção de condutor, é
chamada de ampère.

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1 Ampére = _1 Coulomb_
1 Segundo

Como sempre acontece em qualquer deslocamento, há uma resistência a


passagem das cargas dentro dos condutores e consumidores, e esta resistência
oposta é a resistência ôhmica, medida em Ohm, em homenagem ao descobridor
desta propriedade dos corpos.

3.3 RESISTÊNCIA
Oposição à circulação da corrente elétrica exercida por um meio físico.

Exemplos de resistência elétrica: Emenda de fios mal feita, fio fino para alimentar
cargas de grande potência, etc.

A resistência é medida em Ohms, representada pela letra grega

Os materiais de boa condução elétrica são: Ouro, Prata, Cobre, Alumínio, Latão,
Ferro e Aço; entre outros. Estes representam baixa resistência elétrica.

Já o Níquel – Cromo (resistências de estufas e de fornos), Constantan


(Resistências de lâmpadas); entre outros. São materiais de grande resistência
elétrica.

A borracha, o plástico, vidro, madeira, baquelita, porcelana; entre outros são


materiais de alta resistência elétrica sendo chamados de isolantes elétricos.

Símbolos de resistências ou resistores:

O valor da resistência elétrica está diretamente ligado a combinação de quatro


fatores:

1. O material que constitui o condutor (Resistividade)

2. O comprimento do condutor

3. A área da seção transversal

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4. A temperatura de trabalho do condutor

O que determina a resistividade ( ) do material em condutores é a sua quantidade


de elétrons livres. Os metais são os melhores condutores de corrente elétrica,
destacando o cobre, o alumínio, e a prata.

O comprimento de um condutor também interfere diretamente no valor da


resistência. Quanto maior o comprimento do condutor, maior a oposição à
passagem de corrente elétrica.

A área da seção transversal ou o diâmetro do condutor também altera o valor da


resistência do condutor.

Quanto maior o diâmetro menor oposição à passagem de corrente elétrica.

O aumento da temperatura causa um aumento da resistência do condutor. Um


exemplo prático seria o cabo que alimenta o motor de partida do veículo. Como
podemos observar ele oferece menor resistência a circulação de alta corrente
pelo motor na partida, possuir pequeno comprimento e maior bitola (diâmetro).
4. RESISTOR
Elemento com resistência responsável por controle de corrente ou divisão de
tensão. Estes são usados em circuitos de eletrônica para controle de corrente e
em circuitos de comando para dissipar a corrente parasita nos enrolamentos de
relés alimentados por corrente continua, com auxilio de um diodo.
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Tais elementos trazem em seus corpos a anotação do valor ôhmico de resistência


correspondente ou obedecem a um código de cores.

4.1 RESISTORES DE FIO

Um fio (geralmente fabricado de níquel – cromo) é enrolado sobre um corpo de


cerâmica ou porcelana e recoberto por tinta especial que o protegerá de umidade.

Tem valor fixo e preciso. Pode dissipar grande potencia quando seu núcleo for
composto por tubo de cerâmica ou porcelana, o que ajuda na dissipação térmica.

4.2 RESISTORES DE CARBONO


No interior de um corpo cerâmico são depositadas partículas de carvão que
formarão o componente. Quanto menos partículas, maior a resistência ôhmica.

São mais baratos de menor potência e muito utilizados na eletrônica.

4.3 RESISTORES DE FILME DE CARBONO

Também conhecido como película de carbono, uma fina camada deste material é
composta em formato helicoidal no contorno de uma estrutura de cerâmica ou
porcelana.Tem maior exatidão em relação ao resistor de carbono.

4.4 RESISTORES VARIÁVEIS


Pode - se variar por meio mecânico o posicionamento de cursores modificando a
resistência do componente, mas não o alterando. Assim são feitos o controle de
volume e outros ajustes de aparelhos de som e TV. Hoje os ajustes dos aparelhos
mais modernos são digitais e envolvem circuitos eletrônicos. Estes são
conhecidos como Trimpot e Potenciômetro. (Mais estudados no ramo da
eletrônica).

4.5 RESISTORES AJUSTÁVEIS


Quando da montagem e planejamento de um circuito, se existir dificuldade ou não
souber o valor ôhmico do resistor, utiliza-se um Trimpot, que é um resistor
ajustável dentro de uma faixa pré determinada com valor mínimo e máximo,
dissipação de potência e formato de saída dos terminais feito o ajuste, o mesmo é
lacrado com uma tinta (Tinta Lacre)

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5. CIRCUITOS
5.1 CIRCUITO SÉRIE
Em um circuito série temos os componentes ligados de maneira a existir um único
caminho contínuo para a passagem da corrente elétrica.

Corrente em um circuito série – é a mesma em todos os pontos do circuito,


independente do valor de resistência dos componentes do circuito.

Então, se você interrompe o circuito em qualquer parte, toda a circulação de


corrente no circuito é interrompida.

Um exemplo prático seria a instalação de fusível de proteção no circuito. O fusível


inserido em série no circuito a ser protegido, pois um aumento no valor da
corrente acima de sua capacidade nominal faz com que ele interrompa toda a
circulação de corrente, desligando o circuito.

A tensão em um circuito série – A soma das quedas de tensão em componente


do circuito é igual à tensão da fonte (bateria).

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4V + 5V + 3V = 12V

Se fizemos uma ligação em série de duas lâmpadas de 12 volts em uma bateria


de 12 volts, as lâmpadas acenderão fracamente. Se as lâmpadas forem idênticas
cada uma delas receberá 6 volts, não atingindo então a intensidade luminosa
nominal.

A resistência equivalente em um circuito série – Para se calcular o valor da


corrente total consumida em um circuito é necessário se conhecer o valor da
resistência total, ou equivalente do circuito.

No caso do circuito série a resistência equivalente do circuito é a soma das


resistências de cada componente.

Req = 3Ω + 4Ω + 2Ω + 4Ω

Req = 13Ω

Para efeito de cálculo podemos representar o circuito como:

5.2 CIRCUITO PARALELO


O que caracteriza um circuito paralelo é a ligação de seus componentes de tal
forma que exista mais de um caminho para a passagem de corrente.

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It = I1 + I2 + I3 + I4

A corrente em um circuito paralelo – A corrente total fornecida pela fonte (bateria)


é igual à soma das correntes em cada ramo do circuito. Podemos explicar como:
mais vias de passagem possibilita mais passagem de corrente.

It = 2A+ 5A + 2A

It = 9A

A tensão em um circuito paralelo – a diferença de potencial em cada componente


do circuito paralelo é a mesma da fonte (bateria). Isto quer dizer que se ligarmos
duas lâmpadas de 12 volts em paralelo, a tensão aplicada em cada lâmpada será
idêntica à da bateria, 12 volts. Normalmente, as lâmpadas são ligadas em
paralelo, a fim de que cada uma produza sua luminosidade nominal e mesmo que
uma delas queime as outras continuarão acesas.

15 X 10 150
Req 1 =
15 + 10 25

Req 1 = 6Ω

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A resistência equivalente em um circuito paralelo – Para se calcular a resistência


equivalente que causaria o mesmo efeito de um conjunto de resistências ligadas
em paralelo devemos:

6x6 36
Req 1 =
6+6 12

Req 1 = 3Ω

Req 6x3 18
Req 2 = 3Ω = 6+3 9

Req = 2Ω

Então o circuito resumido para cálculo, torna-se:

Isto quer dizer que o efeito provocado por uma lâmpada de 2 ohms, em termos de
consumo de corrente é o mesmo que o circuito de quatro lâmpadas (6 Ω//6Ω Ω //10
Ω //15 Ω) em paralelo.

_________1_________ ________1_________
Req = _1_ + _1_ + _1_ + _1_ Req = _ 5 + 5 + 3 + 2__
6 6 10 15 30

Req = _30_ ∴ Req = 2


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15

No círculo paralelo, o valor da resistência equivalente será:

1
Req=
1 1 1 1 1
+ + + + ....
R1 R2 R3 R4 RN

6. MEDIÇÃO E INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO


6.1 MEDIÇÃO DE CORRENTE
Todos os instrumentos destinados a medir correntes, que atualmente são
utilizados, baseiam o seu funcionamento na ação magnética da corrente.
Medidores de corrente ou amperímetros são ligados em série com o circuito de
corrente, apresentando uma pequena resistência interna. Instrumentos de ferro
móvel são fabricados para correntes até 250A, enquanto os de bobina móvel são
executados para medir correntes de apenas alguns ampères.

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6.2 MEDIÇÃO DE CORRENTES MAIS ELEVADAS.


Liga-se exatamente ao instrumento um resistor em paralelo, designado por
derivador (antigamente shunt).

Amperímetro

Caso o amperímetro deva ser utilizado para uma faixa de medição n vezes
superior a existente (fator de amplificação n), então uma parte da corrente
passará pelo amperímetro e (n-1) partes deverão passar pelo derivador.

Resistência Rn = _Resistência do Instrumento RI_ Rn_= _RI__


Fator de amplificação – 1 n–1

6.3 VOLT-AMPERÍMETRO TIPO ALICATE


O amperímetro comum é acoplado ao circuito, quando empregado para medir a
corrente elétrica em CA. Podemos efetuar essa mesma medida com um volt-
amperímetro tipo alicate, sem a necessidade de acoplamento com o circuito, pois
esse instrumento é constituído pelo secundário de um transformador de corrente,
para captar a corrente do circuito.

O princípio de funcionamento do volt-amperímetro tipo alicate é do tipo bobina


móvel com retificador e é utilizado tanto para medições de tensão como de
corrente elétrica.

Observação: Quando o volt-amperímetro tipo alicate é utilizado na medição de


tensão elétrica, funciona exatamente como o multiteste.

Na medição da corrente o gancho do instrumento deve abraçar um dos


condutores do circuito em que se deseja fazer a medição (seja o circuito trifásico
ou monofásico).

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6.4 MEDIÇÃO DE TENSÃO


Medidores de tensão ou voltímetros são medidores de corrente com elevada
resistência interna. Quando da aplicação de uma tensão, circula nos aparelhos
uma determinada corrente, que provoca a deflexão do ponteiro. Devido a
resistência interna inalterável do instrumento, a escala pode ser ajustada em
volts. Voltímetros são ligados em paralelo com o consumidor ou rede.

6.5 MEDIÇÃO DE TENSÃO MAIS ELEVADAS


É utilizado um resistor de pré-ligação.

Se a tensão a ser medida é n vezes superior a faixa de medição existente, então


o valor de tensão a ser consumido pelo resistor é de (n - 1) volts.

RP = Resistor de pré-ligação Ri = Resistência interna do instrumento


Rp = Ri x (n - 1)

Para a medição de tensões alternadas elevadas, empregam-se


transformadores de potencial.

Voltímetro com resistor de pré-ligação

6.6 MEDIÇÃO DA RESISTÊNCIA


6.6.1 RESISTÊNCIA OBTIDA PELA MEDIÇÃO DA TENSÃO E DA CORRENTE.

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A determinação da resistência de uma carga pode ser feita por medição indireta.

Para tanto, o elemento resistivo é ligado a uma tensão, medindo-se a sua queda
de tensão e a absorção da corrente. O valor da resistência é obtido segundo a Lei
de Ohms:

R = E/I

Nas medições de grande precisão, devem ser levadas em consideração a


resistência interna e a corrente absorvida pelo instrumento de medição.

Para resistores Para resistores


elevados baixos

Ligações para a determinação indireta de resistências

6.6.2 MEDIÇÃO POR MEIO DE OHMÍMETRO.

Ligando-se diversos resistores de valores diferentes a uma mesma tensão, então


em cada um aparecerá uma corrente de valor diferente. As grandezas das
correntes são inversamente proporcionais aos valores dos resistores. Quando da
interrupção de um circuito de corrente, isto é, quando a resistência tem um valor
infinitamente elevado, a corrente terá valor nulo. Por estas razões, a escala de um
amperímetro pode ser calibrada em ohms e o instrumento utilizado como um
ohmímetro.

Ligação do ohmímetro A escala em ohms começa então com o valor infinito ( ∞ )

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A fonte de tensão é normalmente uma bateria de 4 volts. O valor da deflexão


máxima do instrumento (valor zero) é ajustado mediante o pressionamento do
botão de prova (eliminação do resistor Rx) e pelo ajuste do resistor preligado.

Quando diferentes baterias são usadas, a tensão exata é obtida por meio de um
divisor de tensão.

6.6.3 MEGÔHMETRO (MEGGER)

O megôhmetro é um instrumento de medidas elétricas destinado à medição da


resistência de isolamento dos dispositivos ou equipamentos elétricos (motores,
transformadores, redes de eletrodutos metálicos, cabos, etc...). Essa resistência
de isolamento é normalmente de valores elevados, na ordem de megohms (M.).
O valor de 1 M. = 1 000 000

6.7 MEDIDORES DE ENERGIA ELÉTRICA

6.7.1 GENERALIDADES

Para a medição do trabalho elétrico, são empregados medidores de energia


elétrica cujos valores são obtidos em função da tensão, da corrente e do tempo.

Dependendo do seu emprego, são encontrados diversos tipos, classificados


segundo:

1. Tipo de corrente: corrente contínua , alternada monofásica e alternada


trifásica.

2. Tipo de medição: medidores de ampère-horas, medidor de watt-horas.

3. Tipo de construção: medidor com motor, medidor de indução, medidor


eletrolítico.

4. Medidor de diversas tarifas: medidor que após um determinado tempo passa


a um segundo sistema de medição ou um medidor que apenas marca consumo
acima de um determinado valor, medida de máxima.

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7. LEI DE OHM
7.1 1ª LEI DE OHM
A corrente flui por um circuito elétrico seguindo várias leis definidas. A lei
básica do fluxo da corrente é a lei de Ohm, assim chamada em homenagem
a seu descobridor, o físico alemão Georg Ohm. Segundo a lei de Ohm, a
intensidade de uma corrente elétrica uniforme é diretamente proporcional à
diferença de potencial nos terminais de um circuito e inversamente
proporcional à resistência do circuito.

Assim:

Tensão(V) = Resistência(Ω) X Corrente (A)

OU

V=RxI

Exemplo 1

Queremos saber a Tensão de uma tomada que, através de uma resistência de


100 Ohms, estabelece uma corrente de 1 Ampère.

Solução:

V=RxI
V = 100 x 1
V = 100 Volts

Exemplo 2

Qual a corrente que circula em um circuito onde um consumidor a base de


resistência elétrica, por exemplo, o chuveiro que tem tensão de alimentação de
127 Volts e Resistência de 3,2 Ohms?

Solução

V=RxI
I=V/R
I = 127 / 3,2
I = 39,68 A
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Exemplo 3

Qual a resistência de um circuito onde um consumidor tem tensão de alimentação


de 220 volts e Corrente de 10 Ampères?

Solução

V=RxI
R=V/I
R = 220 / 10
R = 22 Ω

Então com uma simples lei conseguimos calcular valores desconhecidos a partir
de outros dois valores conhecidos, assim podemos estabelecer outras formulas e
outros enunciados de leis.

Uma delas é a 2ª lei de ohm, utilizada para descobrir a resistência de condutores


de eletricidade, e o enunciado da Potência Elétrica.

7.2 2ª LEI DE OHM


Utilizada pela engenharia para calculo de resistência de condutores de longa
extensão onde é impossível medir com instrumentos. Então utiliza-se constantes
como a resistência especifica do material condutor. Tal dado é obtido em
laboratórios em ensaios rigorosos.

R=ρxL
S

Onde:

R = Resistência do condutor

ρ = Resistência especifica do material do condutor


Cobre = 1 / 56
Alumínio = 1 / 32

L = Comprimento do condutor

S = Seção transversal do condutor em mm2.

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8. LEIS DE KIRCHHOFF
Há duas leis estabelecidas por Gustav Kirchhoff para resolver circuitos mais
complexos, com geradores em diversos braços, o que, muitas vezes, torna
impossível a solução para a determinação da resistência equivalente.

1ª LEI:
A soma das correntes que chegam em um nó do circuito é igual a soma das
correntes que dele se afastam.

Chama-se nó o ponto de junção de três ou mais braços de um circuito elétrico.

2ª LEI:
A soma dos produtos das correntes pela resistência (Tensão) em cada malha
do circuito é igual a soma algébrica das forças eletromotrizes desta malha
(Fonte).

Chama-se malha a um circuito fechado qualquer percorrido em sentido arbitrário;


por exemplo, o sentido Horário.

9. POTÊNCIA ELÉTRICA
Outra grandeza elétrica que podemos extrair da lei de Ohm é a Potência Elétrica.
O conceito de Potência Elétrica é definido como a quantidade de trabalho elétrico
realizado num segundo.

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É a maneira pelo qual medimos o consumo de energia elétrica em um intervalo de


tempo. Sua unidade de medida é o watt, cujo símbolo é “W”.

O watt é definido como sendo o produto da tensão (v) pela corrente (l).

P=Vxl

Um exemplo da utilização da Potência Elétrica para cálculos, seria a


determinação da resistência de um componente específico em watt.

Exemplo 1

Qual a resistência (Ω ) de uma lâmpada de 6W de potência em 12 V?

P =V x l
6 W = 12V x l
6W
l= = 0,5A
12V

Agora que já conhecemos a corrente (0,5 A ) e a tensão (12V) podemos


determinar o valor da resistência (Ω):

V=RXl
12V = R x 0,5A
12V
R=
0,5A

R = 24

Então uma lâmpada de 6W/12V tem resistência de 24 Ω.

A potencia também pode ser expressa em HP (Horse Power), ou em CV


(Cavalo Vapor).

Onde:

1 HP = 746 W
1 CV = 736W

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9.1 QUILOGRÂMETRO POR SEGUNDO - KGM/S
Quilogrâmetro por segundo é a unidade de potência do antigo Sistema Métrico. O
Sistema Internacional de Unidades (SI) ainda adota esta unidade.

9,8 j/s ou W
_1_ c.v.
75
1 kgm/s = _1_ H.P.
76
0,0098 kW

Calculamos a transformação, aplicando, simplesmente, a regra de três simples.


Veja, então, o cálculo de cada transformação:

9.1.1 Transformação de 150 kgm/s em j/s.

1 kgm / s 9,8 j / s ou W x = 150 x 9,8

150 kgm / s x x = 1470 j / s ou W

9.1.2 Transformação de 150 kgm/s em c.v.

1 kgm / s _1_ cv x = 150 x _1_


75 75

150 kgm / s x x = 2 cv

9.1.3 Transformação de 150 kgm/s em H.P.

1 kgm / s _1_ H.P x = 150 x _1_


76 76

150 kgm / s x x = 1,9 H.P.

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9.1.4 TRANSFORMAÇÃO DE 150 KGM/S EM KW.

1 kgm / s 0,0098 kW x = 150 x 0,0098

150 kgm / s x x = 1,47 kW

9.2 CAVALO-VAPOR (C.V.)


Se você ler uma dessas plaquetas que indicam as características de um motor,
ficará sabendo qual é a sua potência mecânica em c.v.

A potência mecânica em c.v., nos motores elétricos, varia de 1/10 (0,1 c.v.) a
50.000 c.v. e, em certas usinas elétricas, vai a mais de 100.000 c.v.

Para sua transformação, existe a seguinte relação de equivalência:

736 j / s ou W
75 kgm / s
1 c.v. 736 H.P.
746
0,736 kW

Cálculo para transformar essa unidade é feito mediante a aplicação da regra de


três simples. Acompanhe os cálculos de cada transformação:

9.2.1 TRANSFORMAÇÃO DE 5 C.V. EM J/S

1 cv. 736 kW x = 5 x 736

5 cv. x x = 3,68 j / s ou W

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9.2.2 TRANSFORMAÇÃO DE 5 C.V. EM KGM/S.

1 cv. 75 kgm / s x = 5 x 75

5 cv. x x = 375 kgm / s

9.2.3 TRANSFORMAÇÃO DE 5 C.V. EM H.P.

1 cv. 736 H.P. x = 5 x 736


746 746

5 cv. x x = 4,93 H.P

9.2.4 TRANSFORMAÇÃO DE 5 C.V. EM KW.

1 cv. 0,736 kW x = 5 x 0,736

5 cv. x x = 3,68 kW

9.3 HORSE-POWER (H.P.)


É a unidade inglesa de potência. Muitos motores apresentam, em suas plaquetas
de características, esta unidade inglesa.

Para transformar essa unidade, devemos também aplicar aregra de três simples.

A sua relação de equivalência com as outras unidades é:

746 j / s ou

76 kgm / s

1 H.P 746 H.P.


736

0,746 kW
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Acompanhe os cálculos:

9.3.1 TRANSFORMAÇÃO DE 10 H.P. EM J/S OU W.

1 H.P. 746 j / s ou W x = 10 x 746

10 H.P. x x = 7.640 j / s ou W

9.3.2 TRANSFORMAÇÃO DE 10 H.P. EM KGM/S.

1 H.P. 76 kgm / s x = 10 x 76

10 H.P. x x = 760 j / s ou W

9.3.3 TRANSFORMAÇÃO DE 10 H.P. EM C.V.

1 H.P. 746 c.v. x = 10 x 746


736 736

10 H.P. x x = 10,1 c.v.

9.3.4 Transformação de 10 H.P. em KW.

1 H.P. 0,746 kW x = 10 x 0,746

10 H.P. x x = 7,46 kW

9.4 JOULE POR SEGUNDO (j/s) OU WATT (W)


É a unidade do Sistema Internacional de Unidades (SI), adotado oficialmente para
potência. Como nas unidades anteriores, aplicamos a regra de três simples para
calcular sua transformação. Para o cálculo de sua transformação, temos a
seguinte relação:

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Agora, vamos calcular cada uma dessas transformações:

_1_ kgm / s
9,8
_1_ c.v.
736
1 j / s ou W _1_ H.P.
746
3
__1__ ou _1 _ kW
1000 10

9.4.1 TRANSFORMAÇÃO DE 736 J/S OU W EM KGM/S.

1 j / s ou W _1_ kgm / s x = 736 x _1_


9,8 9,8

736 j / s ou W x x = 75,1 kgm / s

9.4.2 TRANSFORMAÇÃO DE 736 J/S OU W EM C.V.

1 j / s ou W _1_ c.v. x = 736 x _1_


736 736

736 j /s ou W x x = 1 c.v.

9.4.3 Transformação de 736 j/s ou W em H.P.

1 j / s ou W _1_ H.P. x = 736 x _1_


746 746

736 j / s ou W x x = 0,98 H.P.

9.4.4 Transformação de 736 j/s ou W em KW.

1 j / s ou W __1__ kW x = 736 x __1__


1000 1000

736 j / s ou W x x = 0,736 kW
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Com o disco abaixo, podemos observar todas as variáveis da lei de Ohm e da Potência elétrica.

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10. GERADOR ELEMENTAR
Geradores elétricos, grupo de aparelhos utilizados para converter a energia
mecânica em elétrica. Chama-se gerador, alternador ou dínamo a máquina que
converte energia mecânica em eletricidade.

O princípio básico é a indução eletromagnética descoberta por Michael Faraday.

Se um condutor se move através de um campo magnético, de intensidade


variável, induz-se naquele uma corrente. O princípio oposto foi observado por
André Marie Ampère. Se uma corrente passa através de um condutor dentro de
um campo magnético, este exercerá uma força mecânica sobre o condutor.

Os motores e geradores têm duas unidades básicas: o campo magnético, que é o


eletromagneto com suas bobinas, e a armadura — a estrutura que sustenta os
condutores que cortam o campo magnético, e transporta a corrente induzida em
um gerador, ou a corrente de excitação, no caso do motor. Em geral, a armadura
é um núcleo de ferro doce laminado, ao redor do qual se enrolam, em bobinas, os
cabos condutores.

10.1 GERADORES DE CORRENTE CONTÍNUA


Se uma armadura gira em um campo fixo, a corrente induzida se move em uma
direção durante a metade de cada revolução; e em outra direção durante a outra
metade. Para produzir um fluxo constante da corrente em uma direção, ou
contínuo, utilizam-se retificadores, por exemplo, de diodos.

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10.2 GERADORES DE CORRENTE ALTERNADA
(ALTERNADORES)
Um gerador simples sem comutadores retificadores produzirá uma corrente
elétrica que muda de direção à medida em que a armadura gira. Como a corrente
alternada apresenta vantagens na transmissão da energia elétrica, são desse tipo
a maioria dos geradores elétricos. A freqüência da corrente fornecida por um
alternador é igual à metade do produto do número de pólos e o número de
revoluções por segundo da armadura.

Esse tipo de corrente se chama corrente alternada monofásica. Quando se


agrupam três bobinas de armadura em ângulos de 120°, produz-se uma corrente
em forma de onda tripla, conhecida como corrente alternada trifásica.

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11. COMPORTAMENTO V X I EM CIRCUITOS.
Nos circuitos elétricos estão presentes inúmeros fenômenos físicos, mas um
acontecimento é comprovado pela lei de Ohm quanto o comportamento da tensão
e da corrente nos mesmos, onde:

Baixa Tensão = Alta Corrente.


Alta Tensão = Baixa corrente. Mesma Potência

Assim:

Para uma potencia de 1000 Watts, qual a corrente do circuito alimentado por 220
Volts?

P =V ×I Onde :
1000 = 220 × I
1000
I= I = 4,45 A
220

Para uma potencia de 1000 Watts, qual a corrente do circuito alimentado por 110
Volts?

P =V ×I Onde :
1000 = 110 × I
1000
I= I = 9,09 A
110

Conclusão: Ao aumentar a tensão a corrente diminuiu e não influenciou na carga,


uma vez que a tensão de alimentação de maioria dos equipamentos pode ser
alterada, assim consumindo menor corrente mas a mesma quantidade de energia.

A vantagem é que a instalação elétrica para tensão mais alta costuma conduzir
pequenas correntes e grandes potências, porém em condutores mais finos.

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12. SISTEMA TRIFÁSICO
12.1 GERAÇÃO

Sistema de geração é um conjunto de instalações utilizadas para transformar


outros tipos de energia em eletricidade e transportá-la até os lugares onde será
consumida (Motores e geradores elétricos). Estas instalações usam corrente
alternada, já que é fácil reduzir ou elevar a Tensão com transformadores. Dessa
forma, cada parte do sistema pode funcionar com a Tensão apropriada. As
instalações elétricas têm seis elementos principais: a central elétrica, os
transformadores que elevam a Tensão da energia elétrica gerada até altas
tensões usadas nas redes de transmissão, as redes de transmissão, as
subestações onde o sinal baixa sua Tensão para adequar-se às redes de
distribuição, as redes de distribuição e os transformadores que baixam a Tensão
até o nível utilizado pelos consumidores.

A estação central consta de uma máquina motriz, como uma turbina de


combustão, que move um gerador elétrico. A maior parte da energia elétrica do
mundo é gerada em centrais térmicas alimentadas com carvão, óleo, energia
nuclear ou gás; uma pequena parte é gerada em centrais hidroelétricas, a diesel
ou provenientes de outros sistemas de combustão interna.

Produção de eletricidade no Brasil

A importância da geração hidrelétrica no Brasil reflete não só a riqueza


energética da rede fluvial do país, mas também uma opção: a geração
nuclear, muito em voga na década de 1970, tropeçou em problemas
operacionais e enfrenta sérias críticas por causar riscos ambientais
consideráveis.
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As redes de transmissão de alta tensão são formadas por cabos de cobre,
alumínio ou aço revestido com alumínio ou cobre, suspensos por postes ou torres
com isolantes de porcelana.

Geradores elétricos

Estes geradores da represa Bonneville, em Oregon (Estados Unidos),


produzem eletricidade através de turbinas movidas a água.

12.2 DISTRIBUIÇÃO
Dependendo da carga da instalação e do seu tipo, podem ser utilizados vários
sistemas de distribuição, ou seja:

Sistema de condutores vivos

Considerando-se somente os sistemas de corrente alternada, tem-se:

a) Sistema Monofásico a dois condutores (Fase e Neutro)


b) Sistema monofásico a Três condutores (Fase, Fase, Neutro).
c) Sistema trifásico a três condutores (3 Fases)

É o sistema secundário que pode estar conectado em triangulo ou estrela com o


ponto neutro isolado. Seu uso se faz sentir principalmente em instalações
industriais onde os motores representam a carga predominante

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d) Sistema trifásico a quatro condutores (3 Fases e um neutro)

É o sistema de distribuição empregado nas instalações elétricas industriais.

Normalmente é utilizada a configuração estrela como o ponto neutro aterrado,


podendo se obter as seguintes variedades de circuitos na prática:

• A quatro contutores: 220Y/127V; 380Y/220V; 440Y/254V; 208Y/120V

• A três condutores: 440V; 380V; 220V.

• A dois condutores: 127V; 220V.

12.3 CONFIGURAÇÕES DE LIGAÇÃO.

O sistema trifásico possui defasagem de 120° entre fases, assim:

120°

Nas ligações estrela - triangulo, as bobinas do gerador, em numero de três,


produzem três fases com 120° de defasamento entre si, onde convencionamos:

Fase A Entrada A e Saída A’ da bobina.


Fase B Entrada B e saída B’ da bobina.
Fase C Entrada C e saída C’ da Bobina.

12.3.1 LIGAÇÃO ESTRELA OU Y

A ligação dos terminais A’, B’,C’ resultam num alternador ligado em Y (estrela).

Onde na ligação estrela as correntes de linha são iguais a de fase, e a tensão de


linha é 3 Vezes a tensão de fase, ou seja:

ILinha = IFase e VLinha= 3 .VFase

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Que produzem os seguintes Fasores

V AN

90°

-150° -30°

V CN
V BN

12.3.2 Ligação Triangulo ou ∆

A ligação dos terminais A em B’, de B em C’ e de C em A’, resulta num alternador


ligado em ∆.

Onde na ligação triangulo, as tensões de linha e de fase são iguais e a corrente


de linha é 3 vezes a corrente de fase, ou seja:

VLinha = VFase e ILinha= 3 .IFase


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Que produzem os seguintes fasores

VB

120
°

120
°
VA
120
°

VC

12.4 POTÊNCIA
Potência é a energia gasta pela máquina para realizar algum tipo de trabalho.
Existem três tipos de Potência, e vamos velas logo abaixo.

12.4.1 POTÊNCIA ATIVA


Potência realmente gasta em dispositivos que oferecem resistência, no circuito
resistivo a tensão anda em fase com a corrente (V-I)=0º, e é expresso em KW.

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12.4.2 POTÊNCIA INDUTIVA
Potência utilizada para a criação de campos magnéticos, necessário ao
funcionamento de equipamentos industriais (motores, transformadores, reatores,
etc.), sendo expresso seu valor em Kvar, no circuito indutivo a tensão anda
adiantada da corrente (V-I)=90º

12. 4.3 POTÊNCIA CAPACITIVA


Potência utilizada em capacitores, no circuito capacitivo a tensão anda em atraso
em relação a corrente (V-I)=-90º

12.4.4 DEMANDA
É a utilização da potência ativa durante qualquer intervalo de tempo, medida pôr
aparelho integrador (medidor). É a média das potências solicitadas pelo
consumidor, durante um intervalo de tempo, usualmente 15 minutos, registrados
pôr medidores de demanda.
Na conta de carga elétrica, a demanda aparece expressa em quilowatt (KW).

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13. FATOR DE POTÊNCIA
13.1 O QUE É FATOR DE POTÊNCIA

Fator de potência foi um valor pré determinado pôr órgãos do governo, para que
haja um melhor aproveitamento da energia elétrica, já que nos dias de hoje ela
anda tão escassa.O valor determinado pelo governo para o aproveitamento da
energia elétrica foi de noventa e dois pôs cento (92%) da potência total de uma
Empresa, ou seja apenas oito pôr cento da energia entregue pela concessionária
pode se perder.

13.2 PRINCIPAIS CAUSAS DE UM BAIXO FATOR DE POTÊNCIA

Antes de realizar qualquer investimento para Correção de Fator de Potência é


necessário a identificação da causa de sua origem.

Apresentamos a seguir as principais causas que originam um Baixo Fator de


Potência.

• Motores Operando a Vazio;


• Motores Super Dimensionados;
• Transformadores Operando em Vazio ou com Pequenas Cargas;
• Nível de Tensão acima da Nominal;
• Lâmpadas de Descargas;
• Grande Quantidade de Motores de Pequenas Potência.

13.3 MÉTODOS DE CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA:

A correção do Fator de Potência deverá ser cuidadosamente analisada e não


resolvida de forma simples, podendo isso levar a uma solução técnica e
econômica insatisfatória. É preciso critério e experiência para efetuar uma
adequada correção, lembrando que cada caso deve ser estudado
especificamente e que soluções imediatas podem ser as mais inconvenientes.
De um modo geral, quando se pretende corrigir o Fator de Potência de uma
instalação surge o problema preliminar de se determinar qual o melhor método a
ser adotado.

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Independentemente do método a ser adotado o Fator de Potência ideal, tanto
para os consumidores como para a concessionária, seria o valor unitário (1,0 ou
100%) que significa a inexistência de Kvar no circuito.
Entretanto, esta condição nem sempre é conveniente e, geralmente não se
justifica economicamente. A correção efetuada até o valor de 0,95 ou 95% é
considerada suficiente.

13.3.1 CORREÇÃO PELO AUMENTO DO CONSUMO DE ENERGIA ATIVA

O aumento da energia ativa pode ser alcançada quer pela adição de novas
cargas com alto Fator de Potência, quer pelo aumento do período de operação
das cargas com Fatores de Potência próximos ou iguais a unidade.

Este método é recomendado quando o consumidor tem uma jornada de trabalho


fora do período de ponta de carga do sistema elétrico (aproximadamente das 18
às 20 horas).

Além de atender as necessidades da produção industrial, a carga ativa que


aumentara o consumo de KW/h deverá ser cuidadosamente escolhida a fim de
não aumentar a demanda de potência da industria.

13.3.2 CORREÇÃO ATRAVÉS DE MOTORES SÍNCRONOS


SUPEREXCITADOS

A correção através de motores síncronos superexcitado, além de corrigir p Fator


de Potência, fornecem potência mecânica útil.

Entretanto, devido ao fato de ser um equipamento bastante caro, nem sempre é


compensador sobre o ponto de vista econômico, só sendo competitivo em
potência superiores a 200 cv, e funcionando pôr grandes períodos (superiores a
8/h pôr dia).

A potência reativa que um motor síncrono fornece a instalação é função da


corrente de excitação e da carga mecânica aplicada no seu eixo. Os tipos de
motores síncronos comumente utilizado pelas industrias são os de Fator de
Potência nominal igual a 0,80 a 1,00.

13.3.3 COMPENSAÇÃO PÔR CAPACITORES ESTÁTICOS

A correção do Fator de Potência através de capacitores estáticos constitui a


solução mais prática para as industrias em geral.

Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados, para que os capacitores não
sejam usados indiscriminadamente.

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Podem os capacitores, em principio, serem instalados em quatro pontos distintos
do sistema elétrico:

– Junto às grandes Cargas indutivas (motores, transformadores, Tc...)


– No barramento geral de Baixa Tensão (BT).
– Na extremidade dos circuitos alimentadores
– Na entrada de energia de Alta Tensão (AT).

13.3.4 JUNTO ÀS GRANDES CARGAS INDUTIVAS

A instalação junto às grandes cargas, tem a vantagem de permitir uma previsão


mais precisa da potência reativa necessária, de tal modo que o capacitor
compense exatamente a carga.

Sendo ambos elementos comandados pela mesma chave, não se apresenta o


risco de haver, em certas horas, excesso ou falta de potência reativa, além do
que, obtém-se uma redução no custo da instalação, pelo fato de não ser
necessário um dispositivo de comando e proteção separado para o capacitor.

Uma das vantagens desta opção, é que este tipo de instalação alivia todo o
sistema elétrico, pois a corrente reativa vai do capacitor às cargas, sem circular
pelo transformador, barramentos, circuitos alimentadores, Tc...

Pôr essas razões a localização dos capacitores junto à motores, reatores, etc; é
uma das soluções preferidas para a Correção do Fator de Potência.

13.3.5 NO BARRAMENTO GERAL DE BAIXA TENSÃO (BT)

Neste tipo de ligação de Capacitores, haverá necessidade de ser instalada uma


chave que permita desliga-los quando a industria finda sua atividades diárias.

Não o fazendo, poderão ocorrer sobretensões indesejáveis que, provavelmente,


causarão danos as instalações elétricas.

13.3.6 NA EXTREMIDADE DOS CIRCUITOS ALIMENTADORES

É utilizada geralmente quando o alimentador supre uma grande quantidade de


cargas pequenas, onde não é conveniente a compensação individual.

Este método usufrui em parte da diversidade entre as cargas supridas, embora a


economia seja inferior à obtida pelo aproveitamento da diversidade entre
alimentadores. Pôr outro lado, fica aliviado também o circuito alimentador.

A vantagem dessa ligação é que se pode obter apreciável economia, usufruindo


da diversidade de demanda entre os circuitos alimentadores, uma vez que a
potência reativa solicitada pelo conjunto da instalação é menor que a soma das
potências reativas de todos os equipamentos.
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13.3.7 NA ENTRADA DE ENERGIA EM ALTA TENSÃO (AT)

Não é muito freqüente encontrarmos exemplos da instalação do lado da Alta


Tensão.

Tal localização não alivia nem mesmo os transformadores, e exige dispositivos de


comando e proteção dos capacitores com isolação para a tensão primária

Embora o preço pôr Kvar dos capacitores seja menor para maiores tensões, este
tipo de instalação em geral só é encontrada nas industrias que recebem grandes
quantidades de energia elétrica e dispõem de varias subestações
transformadoras.

Neste caso a diversividade de demanda pode redundar em economia na


quantidade de capacitores a instalar.

13.4 BANCOS AUTOMÁTICOS DE CAPACITORES

A automatização de Bancos de Capacitores, ou seja, o ligamento e desligamento


automático de capacitores em estabelecimentos industriais, devem apresentar
condições especiais de operação que justifiquem os investimentos a serem
efetuados.

Considerando que determinadas industrias possuem equipamentos que


provoquem oscilações freqüentes, levando o Fato de Potência a índices não
desejáveis, e que essas oscilações são provenientes da carga variada e do tipo
de trabalho efetuado, é justificável, como solução técnica e econômica, o controle
da potência reativa (Kvar) através de Bancos Automáticos de Capacitores.

Dimensionamento do Banco de Capacitores

No que se refere ao dimensionamento de bancos de capacitores, isto é na


determinação da potência reativa em Kvar a ser instalada, de modo a corrigir o
Fator de Potência, vimos que tal problema não é suscetível a uma solução
imediata e simplista.

Por um lado, a potência reativa a instalar, está intimamente relacionada ao local


de instalação escolhido. Pôr outro lado, depende do período de tempo em que
permanecem ligados os capacitores e as cargas que utilizam energia reativa,
ainda que deste período, devam ser deduzidas as horas em que a potência
reativa fornecida pêlos capacitores excede à necessária para as instalações, uma
vez que as concessionárias não "aceitam" de volta os Kvars fornecidos pelo
consumidor.

Por essa razões, cada problema de Correção de Fator de Potência deve ser
considerado como um caso individual, não existindo soluções pré-fabricadas.

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Benefícios resultantes da Correção de Fator de Potência

Além da redução do preço médio do KW/h consumido, a Correção Fator de


Potência traz os seguintes benefícios:

• Libera uma certa parcela da capacidade em KVA dos transformadores;

• Libera uma certa parcela da capacidade dos alimentadores e do sistema;

• Reduz as perdas de energia das instalações e do sistema;

• Reduz as quedas de tensão melhorando a nível da tensão nas instalações.

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14. ATERRAMENTO
14.1 INTRODUÇÃO

O aterramento elétrico, com certeza, é um assunto que gera um número enorme


de dúvidas quanto às normas e procedimentos no que se refere ao ambiente
elétrico industrial. Muitas vezes, o desconhecimento das técnicas para realizar um
aterramento eficiente, ocasiona a queima de equipamentos, ou pior, o choque
elétrico nos operadores desses equipamentos. Mas o que é “terra”? qual a
diferença entre terra, neutro e massa? Quais são as normas que devo seguir para
garantir um bom aterramento? Bem, estes são os tópicos que este artigo tentará
esclarecer. É fato que o assunto aterramento é bastante vasto e complexo,
porém, demonstraremos algumas regras básicas.

14.2 PARA QUE SERVE O ATERRAMENTO ELÉTRICO?

O aterramento elétrico tem três funções principais:

a – Proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas, através da


viabilização de um caminho alternativo para a terra, de descargas atmosféricas.

b – “Descarregar cargas estáticas acumuladas nas carcaças das maquinas ou


equipamentos para a terra”.

c – Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção (fusíveis, disjuntores,


etc.), através da corrente desviada para a terra. Veremos, mais adiante, que
existem varias outras funções para o aterramento elétrico, até mesmo para a
eliminação de EMI, porem essas três acima são as mais fundamentais.

14.3 DEFINIÇÕES: TERRA, NEUTRO E MASSA

Antes de falarmos sobre os tipos de aterramento, devemos esclarecer (de uma


vez por todas!) o que é terra, neutro e massa. Na figura 1 temos um exemplo da
ligação de um PC à rede elétrica, que possui duas fases (+110 VCA, - 110 VCA),
e um neutro. Essa alimentação é fornecida pela concessionária de energia
elétrica, que somente liga a caixa de entrada ao poste externo se houver uma
haste de aterramento padrão dentro do ambiente do usuário. Alem disso, a
concessionária também exige dois disjuntores de proteção. Teoricamente, o
terminal neutro da concessionária deve ter potencial igual a 0 volt. Porém, devido
ao desbalanceamento nas fases do transformador de distribuição, é comum esse
terminal tender a assumir potenciais diferentes de zero. O desbalanceamento de
fases ocorre quando temos consumidores de necessidades muito distintas,
ligadas em um mesmo link. Por exemplo, um transformador alimenta, em um
setor seu, uma residência comum, e no outro setor, um pequeno supermercado.

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Essa diferença de demanda, em um mesmo link, pode fazer com que o neutro
varie seu potencial (flutue). Para evitar que esse potencial “flutue”, ligamos (logo
na entrada) o fio neutro a uma haste de terra. Sendo assim, qualquer potencial
que tender a aparecer será escoado para a terra. Ainda analisando a figura 1,
vemos que o PC está ligado em 110 VCA, pois utiliza uma fase e um neutro.

Mas, ao mesmo tempo, ligamos sua carcaça através de outro condutor na mesma
haste, e damos o nome desse condutor de “terra”.

Pergunta “fatídica”: Se o neutro e o terra estão conectados ao mesmo ponto


(haste de aterramento), porque um é chamado de terra e o outro de neutro?

Aqui vai a primeira definição: o neutro é um “condutor” fornecido pela


concessionária de energia elétrica, pelo qual há o “retorno” da corrente elétrica. O
condutor de proteção serve de caminho de corrente , em caso de energização da
carcaça em virtude de alguma anomalia . Os três sistemas da NBR 5410 mais
utilizados na industria são:

a – Sistema TN-S:

Notem pela figura 2 que temos o secundário de um transformador (cabine


primaria trifásica) ligado em Y. O neutro é aterrado logo na entrada, e levado até a
carga. Paralelamente, outro condutor identificado como PE é utilizado como fio
terra, e é conectado à carcaça (massa) do equipamento.

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PE

b – Sistema TN-C:

Esse sistema, embora normalizado, não é aconselhável, pois o fio terra e o neutro
são constituídos pelo mesmo condutor. Dessa vez, sua identificação é PEN (e
não PE, como o anterior). Podemos notar pela figura 3 que, após o neutro ser
aterrado na entrada, ele próprio é ligado ao neutro e à massa do
equipamento.terra é um condutor construído através de uma haste metálica e
que, em situações normais, não deve possuir corrente elétrica circulante.

Resumindo: A grande diferença entre a terra e o neutro é que, pelo neutro há


corrente circulando, e pelo terra, não. Quando houver alguma corrente circulando
pelo terra, normalmente ela deverá ser transitória, isto é, desviar uma descarga
atmosférica para a terra por exemplo. O fio terra, por norma, vem identificado pela
letra PE, e deve ser de cor verde e amarela. Notem ainda que ele está ligado a
carcaça do PC. A carcaça do PC, ou de qualquer outro equipamento é o que
chamamos de “massa”.

PEN

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c – Sistema TT:

Esse sistema é o mais eficiente de todos. Na figura 4 vemos que o neutro é


aterrado logo na entrada e segue (como neutro) até a carga (equipamento). A
massa do equipamento é aterrada com uma haste própria, independente da haste
de aterramento do neutro.

O leitor pode estar pensando: “Mas qual desses sistemas devo utilizar na
prática?”

Geralmente, o próprio fabricante do equipamento especifica qual sistema como


regra geral, temos:

Sempre que possível optar pelo sistema TT em 1º lugar.

Caso, por razões operacionais e estruturais do local, não seja possível o sistema
TT, optar pelo sistema TN-S.

Somente optar pelo sistema TN-C em último caso, isto é, quando realmente for
impossível estabelecer qualquer um dos sistemas anteriores.

14.4 PROCEDIMENTOS
Os cálculos e variáveis para dimensionar um aterramento podem ser
considerados assuntos para “pós – graduação em Engenharia Elétrica”. A
resistividade e o solo, geometria e constituição da haste de aterramento, formato
em que as hastes são distribuídas, são alguns dos fatores que influenciam o valor
da resistência do aterramento. Como não podemos abordar tudo isso num único
artigo, daremos algumas “dicas” que, com certeza, irão ajudar:

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Haste de aterramento: A haste de aterramento normalmente, é feita de uma alma
de aço revestida de cobre. Seu comprimento pode variar de 1,5 a 4,0m. As de
2,5m são mais utilizadas, pois diminuem o risco de atingirem dutos subterrâneos
em sua instalação.

O valor ideal para um bom aterramento deve ser menor ou igual a 5 .


Dependendo da química do solo (quantidade de água, salinidade, alcalinidade,
etc.), mais de uma haste pode se fazer necessária para nos aproximarmos desse
valor. Caso isso ocorra, existem duas possibilidades: tratamento químico do solo
(que será analisado mais adiante), e o agrupamento de barras em paralelo. Uma
boa regra para agruparem – se barras é a da formação de polígonos.

A figura 5 mostra alguns passos. Notem que, quanto maior o numero de barras,
mais próximo a um circulo ficamos.

Outra regra no agrupamento de barras é manter sempre a distância entre elas, o


mais próximo possível do comprimento de uma barra. É bom lembrar ao leitor que
são regras práticas. Como dissemos anteriormente, o dimensionamento do
aterramento é complexo, e repleto de cálculos. Para um trabalho mais preciso e
cientifico, você deve consultar uma literatura própria.

1 Haste 2 Hastes 3 Hastes 4 Hastes 5 Hastes


d =h D = h
d =h

D=h

d = Distância entre hastes


h = Comprimento das hastes

Fig 5 = Agrupamento de barras

14.5 TRATAMENTO QUÍMICO DO SOLO

Como já observamos, a resistência do terra depende muito da constituição


química do solo. Muitas vezes, o aumento do número de barras de aterramento
não consegue diminuir a resistência do terra significativamente. Somente nessa
situação devemos pensar em trabalhar quimicamente o solo. O tratamento
químico tem uma grande desvantagem em relação ao aumento do numero de
hastes, pois a terra aos poucos, absorve os elementos adicionados. Com o
passar do tempo, sua resistência volta a aumentar, portanto, essa alternativa
deve ser o ultimo recurso. temos vários produtos que podem ser colocados no
solo antes ou depois da instalação da haste para diminuirmos a resistividade do
solo. A Bentonita e o Gel são os mais utilizados. De qualquer forma, o produto a
ser utilizado para essa finalidade deve ter as seguintes características:
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- Não deve ser tóxico

- Deve reter umidade

- Bom condutor de eletricidade

- Ter PH Alcalino (não corrosivo)

- Não deve ser solúvel em água.

Uma observação importante no que se refere a instalação em baixa tensão é a


proibição (Por Norma ) de tratamento químico do solo para equipamentos a serem
instalados em locais de acesso público (Colunas de semáforos, caixas
telefônicas, controladores de trafego, etc..). Essa medida visa a segurança das
pessoas nesses locais.

14.6 MEDINDO A TERRA.

T H1 H2

RF

RT

Haste de Hastes de
aterramento Referencia.

Figura 6 - Terrômetro

O instrumento clássico para medir-se a resistência do terra é o terrômetro.

Esse instrumento possui 2 Hastes de referência, que servem como divisores


resistivos conforme a figura 6. Na verdade, o terrômetro injeta uma corrente pela
terra que é transformada em quedas de tensão pelos resistores formados pelas

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hastes de referencia, e péla própria haste de terra. Através do valor dessa queda
de tensão, o mostrador é calibrado para indicar o valor ôhmico da resistência do
terra. Uma grande dificuldade na utilização desse instrumento é achar um local
apropriado para instalar as hastes de referência. Normalmente, o chão das
fabricas são concretados, e, com certeza fazer dois “buracos” no chão não é algo
agradável. Infelizmente, caso haja a necessidade de medir-se o terra, não temos
outra opção a não ser esta.

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15.EXERCÍCIOS
Marque apenas uma alternativa.

1 - O que é Eletricidade Estática?

a) É o tipo de eletricidade que envolve cargas elétricas paradas


b) É o fluxo de cargas elétricas que se desloca através de um condutor.
c) É o acumulo de cargas elétricas em materiais isolantes.
d) É a passagem de elétrons por meio iônico entre os átomos.

2 - O que é corrente Elétrica?

a) É o fluxo de cargas elétricas que se desloca através de um condutor.


b) É o tipo de eletricidade que envolve cargas elétricas paradas.
c) Movimento ordenado dos Prótons livres em um condutor durante 1 segundo.
d) Movimento ordenado dos Nêutrons livres em um condutor durante 1 segundo.

3 - O que é tensão?

a) É o fluxo de cargas elétricas que se desloca através de um condutor.


b) É o tipo de eletricidade que envolve cargas elétricas paradas.
c) Também conhecida como diferença de potencial, é a força que movimenta os
elétrons através do desprendimento dos mesmos.
d) N.D.A.

4 - O que é resistência?

a) Oposição à circulação da corrente elétrica exercida por um meio físico.


b) Medida da condutância de um material.
c) Fator que demonstra a qualidade de um material quanto a sua fabricação.
d) N.D.A.

5 - O que são Materiais isolantes?

a) Materiais que dificultam a passagem de eletricidade


b) Materiais que ajudam na condutividade de um material.
c) Materiais que possuem alta resistência elétrica que impedem a passagem de
elétrons

Letra A e B.

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6 - O que é corrente Continua?

a) Quando o fluxo de elétrons varia entre dois sentidos ao longo do tempo.


b) Quando o fluxo de elétrons se mantém constante em um sentido ao longo do
tempo.
c) Força que impulsiona os elétrons de uma pilha.
d) Energia proveniente das usinas Hidrelétricas.

7 - No circuito série:

a) Quando a corrente elétrica tem vários caminhos para percorrer.


b) A tensão nos componentes do circuito são iguais a fonte.
c) A corrente é diferenciada em seu valor proporcionalmente ao valor ôhmico de
cada carga.
d) Quando a corrente elétrica só tem um caminho para percorrer.

8 - No circuito Paralelo

a) A tensão é diferenciada em seu valor proporcionalmente ao valor ôhmico de


cada carga
b) Quando a corrente elétrica só tem um caminho para percorrer.
c) Podemos colocar quantos consumidores quisermos sem se preocupar com
divisão de tensão.
d) As tensões não são iguais em todos os consumidores A corrente se divide
pelos consumidores

9 - Complete a tabela:

Método de inserção do
Instrumento Grandeza Unidade de medida
instrumento no circuito
1) Tensão Volt (V) 6)
2) Corrente 4) 7)
Em serie com o circuito
3) Resistência 5)
desligado

Onde:
a)1 Ohmímetro; 2 Amperímetro; 3 Voltímetro; 4 Ampere; 5 Ohm; 6 Serie com o
circuito; 7 Paralelo ao circuito.

b)1Amperimetro; 2 Voltímetro; 3 Ohmímetro; 4 Ampere; 5 Ohm; 6 Paralelo ao


circuito; 7 Serie com o circuito.

c)1 Voltímetro; 2 Amperímetro; 3 Ohmímetro; 4 Ampere; 5 Ohm; 6 Paralelo ao


circuito; 7 Serie com o circuito.

d) N.D.A.

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10 – Complete o texto:

A corrente flui por um circuito elétrico seguindo várias leis definidas.

A lei básica do fluxo da corrente é a lei de Ohm, assim chamada em homenagem


a seu descobridor, o físico alemão Georg Ohm. Segundo a lei de Ohm, a
intensidade de uma ____________________ elétrica uniforme é diretamente
proporcional à _____________________ nos terminais de um circuito e
inversamente proporcional à _____________________ do circuito.

a) Tensão ; Corrente; Resistência.


b) Resistência; Corrente; Tensão.
c) Corrente; Resistência; Tensão.
d) N.D.A .

11- Qual a corrente que circula em um circuito onde um consumidor a base


de resistência elétrica, por exemplo, o forno elétrico que tem tensão de
alimentação de 127 Volts e Resistência de 4 Ohms?

a) 31.75 A
b) 508 A
c) 0,031A
d) 131 A

12 – Como é definida a unidade de medida Watts?

a) O watt é definido como sendo o produto da tensão (v) pela corrente (l).
b) O watt é definido como sendo o produto da Resistência (Ω) pela corrente (l).
c) O watt é definido como sendo a relação da tensão (v) pela corrente (l).
d)- O watt é definido como sendo a soma da tensão (v) e da corrente (l).

13 – Qual a potência de um chuveiro que consome 50 ampères de corrente,


sendo alimentado por 220 Volts?

a) 4.4 Watts
b) 0,227 Watts
c) 11000 Watts
d) 270 Watts

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14 – Complete a frase:

Como as linhas de força partem sempre do pólo ________________ para o pólo


___________________, então pólos de mesmo nome se _____________e pólos
de nomes diferentes se ______________.

a) Norte; Sul; Repelem; Atraem.


b) Norte; Sul; Atraem; Repelem
c) Sul; Norte; Repelem; Atraem.
d) N.D.A .

15 - Para se conseguir uma maior intensidade do campo magnético deve-se:

a) Aumentar o número de voltas do condutor (espiras);


b) aumentar a corrente elétrica que circula;
c) Introduzir no interior da bobina um núcleo de ferro, que diminua a dispersão do
campo magnético
d) Todas as alternativas.

16 – Escreva V (se Verdadeiro) e F ( se Falso).

( ) É possível criar um campo magnético através da circulação de corrente


elétrica e também é possível gerar energia elétrica através de um campo
magnético.
( ) Quando uma corrente elétrica percorre um condutor, gera em torno do
mesmo um campo magnético.
( ) Ao aumentar a tensão a corrente diminuiu em um circuito.
( ) ILinha = IFase e VLinha = 3 .VFase em circuito Y

17 – Sobre o gerador elementar marque a opção incorreta

a) Geradores elétricos, grupo de aparelhos utilizados para converter a energia


mecânica em elétrica.
b) Chama-se gerador, alternador ou dínamo a máquina que converte energia
elétrica em mecânica.
c) Se um condutor se move através de um campo magnético, de intensidade
variável, induz-se naquele uma corrente.
d) Os motores e geradores têm duas unidades básicas: o campo magnético, que
é o eletromagneto com suas bobinas, e a armadura

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16. DICAS E REGRAS (SEGURANÇA ELÉTRICA)

1. Considere cuidadosamente o resultado de cada ação a ser


executada. Não há razão, em absoluto, para um indivíduo
correr riscos ou colocar em perigo a vida do seu semelhante.

2. Afaste-se de circuitos alimentados. Não substitua


componentes nem faça ajustamento dentro de equipamento
com alta tensão ligada.

3. Não faça reparo sozinho. Tenha sempre ao seu lado uma


pessoa em condições de prestar primeiros socorros.

4. Não confie nos interloques, nem dependa deles para a sua


proteção. Desligue sempre o equipamento. Não remova, não
coloque em curto-circuito e não interfira com a ação dos
interloques, exceto para reparar a chave.

5. Não deixe o seu corpo em potencial de terra. Certifique-se de


que você não está com o seu corpo em potencial de terra,
isto é, com o corpo em contato direto com partes metálicas
do equipamento, particularmente quando estiver fazendo
ajustagens ou medições. Use apenas uma das mãos quando
estiver reparando equipamento alimentado. Conserve uma
das mãos nas costas.

6. Não alimente qualquer equipamento que tenha sido molhado.


O equipamento deverá estar devidamente seco e livre de
qualquer resíduo capaz de produzir fuga de corrente antes de
ser alimentado. As regras acima, associadas com a idéia de
que a tensão não tem favoritismo e que o cuidado pessoal é
a sua maior segurança, poderão evitar ferimentos sérios ou
talvez a morte.

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17. CONTATORES
Neste capítulo estudaremos um dispositivo de manobra eletromecânico usado no
comando de motores , quando acoplado a relés de sobrecarga.

Esse dispositivo chama-se contator. Suas características, utilização e


funcionamento são aqui apresentados para que você possa utilizá-lo
corretamente.

Contatores são, acionados eletromagneticamente, construídos para uma elevada


freqüência de operação.

17.1 TIPOS
Basicamente, existem dois tipos de contatores:

- contatores para motores;


- contatores auxiliares.

Esses dois tipos de contatores são semelhantes. O que os diferencia são algumas
características mecânicas e elétricas.

Assim, os contatores para motores caracterizam-se por apresentar:

- dois tipos de contatos com capacidade de carga diferentes chamados


principais e auxiliares;
- maior robustez de construção;
- possibilidade de receberem relés de proteção;
- câmara de extinção de arco voltaico;
- variação de potência da bobina do eletroímã de acordo com o tipo de contator;
- tamanho físico de acordo com a potência a ser comandada;
- possibilidade de ter a bobina do eletroímã com secundário.

Figura 17.1 – Contator para motor


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Os contatores auxiliares são usados para aumentar o número de contatos
auxiliares dos contatores de motores, para comandar contatores de elevado
consumo na bobina, para evitar repique, e para sinalização.

Esses contatores caracterizam-se por apresentar:

- tamanho físico variável conforme o número de contatos;


- potência do eletroímã praticamente constante;
- corrente nominal de carga máxima de 10A para todos os contatos;
- ausência de necessidade de relé de proteção e de câmara de extinção.

Um contator auxiliar é mostrado na ilustração a seguir.

Figura 17.2 – Contator auxiliar

17.2 CONSTRUÇÃO
Os principais elementos construtivos de um contator são:

- contatos;
- sistema de acionamento;
- carcaça; .
- câmara de extinção de arco-voltaico.

Contatos dos Contatores e Pastilhas

Os contatos são partes especiais e fundamentais dos contatores, destinados a


estabelecer a ligação entre as partes energizadas e não-energizadas de um
circuito ou, então, interromper a ligação de um circuito.

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São constituídos de pastilhas e suportes. Podem ser fixos ou móveis, simples ou
em ponte.

Figura 17.3 – Contato simples e contato em ponte

Os contatos móveis são sempre acionados por um eletroímã pressionado por


moIas. Estas devem atuar uniformemente no conjunto de contatos e com pressão
determinada, conforme a capacidade para a qual os contatores foram projetados.

Figura 17.4 – Contator aberto e contator fechado

Para os contatos simples, a pressão da mola é regulável e sua utilização permite


a montagem de contatos adicionais.

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Figura 17.5 – Contator simples.

Os contatos simples têm apenas uma abertura. Eles são encontrados em


contatores de maior potência.

Figura 17.6 – Contator com contato simples para grande potência

Os contatos são construídos em formatos e tamanhos determinados pelas


características técnicas do contator. São classificados em principal e auxiliar.
Os contatos principais têm a função de estabelecer e interromper correntes de
motores e chavear cargas resistivas ou capacitivas.
O contato é realizado por meio de placas de prata cuja vida útil termina quando
elas estão reduzidas a 1/3 de seu volume inicial.

Os contatos auxiliares são dimensionados para a comutação de circuitos


auxiliares para comando, para sinalização e para intertravamento elétrico.

Podem ser do tipo NA (normalmente aberto) ou NF (normalmente fechado) de


acordo com sua função.

Sistema de Acionamento

O acionamento dos contatores pode ser feito com corrente alternada ou com
corrente contínua.

Para o acionamento com CA, existem anéis de curto-circuito que se situam sobre
o núcleo fixo do contator e evitam o ruído por meio da passagem da CA por zero.
Um entreferro reduz a remanência após a interrupção da tensão de comando e
evita o colamento do núcleo.

Após a desenergização da bobina de acionamento, o retomo dos contatos


principais (bem como dos auxiliares) para a posição original de repouso é
garantido pelas molas de compressão.

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O acionamento com CC não possui anéis de curto-circuito. Além disso, possui
uma bobina de enrolamento com derivação, na qual uma das derivações serve
para o atracamento e a outra para manutenção.

Um contato NF é inserido no circuito da bobina e tem a função de curto-circuitar


parte do enrolamento durante a etapa do atracamento. Veja representação
esquemática a seguir.

Figura 1.7 – Acionamento

O enrolamento com derivação tem a função de reduzir a potência absorvida pela


bobina, após o fechamento do contator, evitando o superaquecimento ou a
queima da bobina.
O núcleo é maciço, pois, sendo a corrente constante, o fluxo magnético também o
será. Com isso, não haverá força eletromotriz no núcleo nem circulação de
correntes parasitas.

O sistema de acionamento com CC é recomendado para aplicação em circuitos,


onde os demais equipamentos de comando são sensíveis aos efeitos das
tensões induzidas pelo campo magnético de corrente alternada. Enquadram-se,
nesse caso, os componentes CMOS e os microprocessadores, presentes em
circuitos que compõem acionamentos de motores que utilizam conversores e/ou
CLPs (controladores programáveis).

Câmara de Extinção de Arco Voltaico

É um compartimento dos seccionadores que envolve os contatos principais. Sua


função é extinguir a faísca ou arco voltaico, que surge quando um circuito elétrico
é interrompido.

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Figura 17.8 x = linha de força magnética entrando

. = linha de força magnética saindo


Com a câmara de extinção de cerâmica, a extinção do arco é provocada por
refrigeração intensa e pelo repuxo do ar.

Figura 17.9 – Extinção do arco com câmara de extinção de cerâmica

17.3 FUNCIONAMENTO

Como já sabemos, uma bobina eletromagnética, quando alimentada por uma


corrente elétrica, forma um campo magnético. No contator, ele se concentra no
núcleo fixo e atrai o núcleo móvel.

Como os contatos móveis estão acoplados mecanicamente com o núcleo móvel,


o deslocamento deste no sentido do núcleo fixo movimenta os contatos móveis.

Quando o núcleo móvel se aproxima do fixo, os contatos móveis também devem


se aproximar dos fixos de tal forma que, no fim do curso do núcleo móvel, as
peças fixas e móveis do sistema de comando elétrico estejam em contato e sob
pressão suficiente.

O comando da bobina é efetuado por meio de uma botoeira ou chave-bóia com


duas posições, cujos elementos de comando estão ligados em série com as
bobinas.

A velocidade de fechamento dos contatores é resultado da força proveniente da


bobina e da força mecânica das molas de separação que atuam em sentido
contrário.

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As molas são também as únicas responsáveis pela velocidade de abertura do
contator, o que ocorre quando a bobina magnética não estiver sendo alimentada
ou quando o valor da força magnética for inferior à força das molas.

17.4 MONTAGEM
Os contatores devem ser montados, de preferência verticalmente, em local que
não esteja sujeito à trepidação.

Em geral, é permitida uma inclinação máxima do plano de montagem de 22,5º em


relação à vertical, o que permite a instalação em navios.

Na instalação de contatores abertos, o espaço livre em frente à câmara deve ser


de no mínimo 45mm.

Intertravamento de Contatores

O intertravamento é um sistema de segurança elétrico ou mecânico, destinado a


evitar que dois ou mais contatores se fechem acidentalmente ao mesmo tempo, o
que provocaria curto-circuito ou mudança na seqüência de funcionamento de um
determinado circuito.

17.5 VANTAGENS
Os contatores apresentam as seguintes vantagens:

- comando à distância;
- elevado número de manobras;
- grande vida útil mecânica;
- pequeno espaço para montagem;
- garantia de contato imediato;
- tensão de operação de 85 a 110% da tensão nominal prevista para o contator.

17.6 NORMAS
A normalização na identificação dos contatores e demais dispositivos de
manobra de baixa tensão, é o meio utilizado para tornar mais uniforme a
execução de projetos de comandos e facilitar a localização e função destes
elementos na instalação.

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Contatos principais

São numerados de acordo com a norma DIN EM 50011.


Os terminais de entrada 1, 3 e 5 voltam-se para a rede (fonte) enquanto os
terminais de saída 2, 4 e 6 voltam-se para o motor (carga), sendo os terminais de
alimentação da bobina identificados por “A1” e “A2” ou ainda “a” e “b”.

1 3 5 12 14
1 • 3 • 5 • A1 (a) •

2 4 6 A2 (b)
2 4 6 11
Contator
Relé
Figura 17.10 - Identificação dos contatos de um contator e um relé de sobrecarga

Contatos Auxiliares

São identificados por números de dois dígitos de acordo com a norma DIN EM
50011, respeitadas as determinações de seqüenciamento,função e disposição
mecânica.

Seqüenciamento: o primeiro dígito integrante da identificação de um contato


auxiliar indica a posição ocupada pelo mesmo a partir da esquerda.

Função: a função do contato é indicada pelo segundo dígito, conforme o


convencionado pela norma, como segue:

1
Contato Normalmente Fechado (NF) (abridor)
2

3 • Contato Normalmente Aberto (NA) (fechador)


3
4
5
Contato Normalmente Fechado Atrasado na Abertura (abridor atrasado)
6

7

Contato Normalmente Aberto Adiantado no Fechamento (fechador
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adiantado)
8
Figura 17.11 - Contatos auxiliares

Os casos da folha representam as funções usuais em contatores sendo o número


superior, o de entrada e o inferior, o de saída. Veja o exemplo de um contator
auxiliar (especificação do contator - terminação “E”).

Figura 17.12 – Especificação do contator - terminação “E”

Na especificação de um contator, os dígitos numéricos de identificação têm os


seguintes significados:

1º dígito = número de contatos fechadores


2º dígito = número de contatos abridores
3º dígito = número de contatos comutadores

Não existindo contatos fechadores ou abridores, deve ser escrito, na posição


correspondente, o algarismo “0”.

Independente do tipo de construção do equipamento, as identificações de


terminais e símbolos para contatores auxiliares vêm indicadas na DIN 46199.

Os contatores auxiliares duplos e relés de ligação têm normalizado também o


posicionamento físico dos contatos.

Disposição Mecânica

Além da codificação normal de seqüenciamento e função dos contatos auxiliares,


existe ainda uma nomenclatura dependente da disposição mecânica destes, a
saber:

13 21 31 43
• • A1

A2
14 22 32 44
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Figura 17.13 - Exemplo de um contator auxiliar CAW 04.22E (Fabricação WEG)

13 43 21 31
• • A1

A2
14 44 22 34

Figura 17.14 - Exemplo de um contator auxiliar CAW 04.22Z (Fabricação WEG)

95 95 97


96 98 96 98

Figura 17.15 - Contatos de um relé de sobrecarga

17.7 DEFEITOS NOS CONTATORES


Já sabemos que os contatores são dispositivos de manobra eletromecânica
acionados eletromagneticamente, utilizados como dispositivos de comando de
motores ou como dispositivos de proteção contra sobrecarga, se acoplados a
relés.

Estudaremos, agora, os defeitos mais comuns nos contatores e os problemas


causados nos circuitos elétricos por eles comandados.

Defeito Causas

Fusível de comando queimado.


Relé térmico desarmado.
Contator não liga
Comando interrompido.
Bobina queimada

Linhas de comando longas (efeito de “colamento” capacitivo).


Contator não desliga
Contatos soldados.

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Instabilidade da tensão de comando por:
regulação pobre da fonte;
linhas extensas e de pequena seção;
correntes de partida muito altas;
Faiscamento excessivo subdimensionamento do transformador de comando com diversos
contatores operando simultaneamente.
Fornecimento irregular de comando por:
botoeiras com defeito;
chaves fim-de-curso com defeito.

Corpo estranho no entreferro.


Anel de curto-circuito quebrado.
Bobina com tensão ou freqüência errada.
Contator zumbe Superfície dos núcleos (móvel e fixo) sujas ou oxidadas,
especialmente após longas paradas.
Fornecimento oscilante de contato no circuito de comando.
Quedas de tensão durante a partida de motores.

Relé térmico atua e o Relé inadequado ou mal regulado.


motor não Tempo de partida muito longo.
atinge a rotação normal Freqüência muito alta de ligações.
(contator com relé) Sobrecarga no eixo.

Localização inadequada da bobina.


Núcleo móvel preso às guias.
Curto-circuito entre as espiras por deslocamento ou remoção de capa
Bobina magnética se
isolante (em CA).
aquece
Curto-circuito entre a bobina e o núcleo e por deslocamento da
camada isolante.
Saturação do núcleo, cujo calor se transmite à bobina.

Sobretensão.
Ligação em tensão errada.
Bobina se queima
Subtensão (principalmente em CC).
Corpo estranho no entreferro.

Carga excessiva.
Pressão inadequada entre contatos.
Dimensões inadequadas dos contatos
Contatos sobreaquecem Sujeira na superfície dos contatos.
Superfície insuficiente para a troca de calor com o meio ambiente.
Oxidação (contatos de cobre).
Acabamento e formato inadequados das superfícies de contato.

Correntes de ligação elevadas (como na comutação de


transformadores a vazio).
Contatos se fundem Comandos oscilantes.
Ligação em curto-circuito.
Comutação estrela-triângulo defeituosa.

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Arco voltaico.
Contatos se desgastam Sistema de desligamento por deslizamento (remove certa quantidade
excessivamente de material a cada manobra).

Excessiva umidade do ar.


Isolação é defeituosa Dielétrico recoberto ou perfurado por insetos, poeira e outros corpos.
Presença de óxidos externos provenientes de material de solda.

Tabela 17.1

Defeitos Mecânicos

Os defeitos mecânicos são provenientes da própria construção do dispositivo, das


condições de serviço e do envelhecimento do material.

Salientam-se em particular:

- lubrificação deficiente;
- formação de ferrugem;
- temperaturas muito elevadas;
- molas inadequadas;
- trepidação no local da montagem.

Ricochete Entre Contatos

Ricochete é a abertura ou afastamento entre contatos após o choque no momento


da ligação. Isso é conseqüência da energia cinética presente em um dos
contatos.

O ricochete reduz sensivelmente a vida útil das peças de contato, especialmente


no caso de cargas com altas correntes de partida. Isso acontece, porque o arco
que se estabelece a cada separação sucessiva dos contatos vaporiza o material
das pastilhas.

Visando à redução de custos, o tempo de ricochete deve ser reduzido para 0,5ms.
Baixa velocidade de manobra, reduzidas massas de contato móveis e forte
pressão nas molas são algumas condições que diminuem o tempo do ricochete.

Os contatores modernos são praticamente livres de ricochete. Na ligação, eles


acusam um desgaste de material de contato equivalente a 1/10 do desgaste para
desligamento sob corrente nominal. Assim, a corrente de partida de motores não
tem influência na durabilidade dos contatos.

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18. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO E COMANDO
Os dispositivos de segurança e proteção são componentes que, inseridos nos
circuitos elétricos, servem para interrompê-los quando alguma anomalia acontece.
São também as partes integrantes de um disjuntor industrial que, ao ser alterada
uma grandeza elétrica (corrente ou tensão), age mecanicamente sobre o
elemento de comando dos contatos, provocando a interrupção do circuito.

18.1 FUSÍVEIS
São inseridos nos circuitos para interrompê-los em situações anormais de
corrente, como curto-circuito ou sobrecargas de longa duração.

De modo geral, são classificados segundo a tensão de alimentação em alta ou


baixa tensão, e, também, segundo as características de desligamento em efeito
rápido ou retardado.

Fusíveis de Efeito Rápido

Os fusíveis de efeito rápido são empregados em circuitos em que não há variação


considerável de corrente entre a fase de partida e a de regime normal de
funcionamento.
Esses fusíveis são ideais para a proteção de circuitos com semicondutores
(diodos e tiristores).

Fusíveis de Efeito Retardado

Os fusíveis de efeito retardado são apropriados para uso em circuitos, cuja


corrente de partida atinge valores muitas vezes superiores ao valor da corrente
nominal, e em circuitos que estejam sujeitos a sobrecargas de curta duração.

Como exemplo desses circuitos, podemos citar os motores elétricos, as cargas


indutivas e as cargas capacitivas em geral.

Figura 18.1 – Fusíveis NH e DIAZED

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Fusíveis NH

Os fusíveis NH suportam elevações de corrente durante um certo tempo sem que


ocorra fusão.

Eles são empregados em circuitos sujeitos a picos de corrente e onde existem


cargas indutivas e capacitivas.
Sua construção permite valores padronizados de corrente que variam de 6 a 1000
A. Sua capacidade de ruptura é sempre superior a 70kA com uma tensão máxima
de 500V.

Construção dos Fusíveis NH

Os fusíveis NH são constituídos por duas partes: base e fusível.

Figura 18.2 – Base de montagem de fusíveis do sistema NH

Figura 18.3 – Partes do fusível NH

O elo fusível é feito de cobre em forma de lâminas vazadas em determinados


pontos para reduzir a seção condutora. O elo fusível pode ainda ser fabricado em
prata.

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Fusíveis DIAZED

Os fusíveis DIAZED podem ser de ação rápida ou retardada. Os de ação rápida


são usados em circuitos resistivos, ou seja, sem picos de corrente.

Os de ação retardada são usados em circuitos com motores e capacitores,


sujeitos a picos de corrente.

Esses fusíveis são construídos para valores de, no máximo, 200 A. A capacidade
de ruptura é de 70kA com uma tensão de 500V.

Construção dos Fusíveis DIAZED

O fusível DIAZED (ou D) é composto por base (aberta ou protegida), tampa,


fusível, parafuso de ajuste e anel.

Figura 18.4 – A = Borne ligado ao corpo roscado


B = Borne ligado ao parafuso de ajuste

Figura 18.5 – Tampa do fusível DIAZED

Figura 18.6 – Parafuso de ajuste

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Figura 18.7 – Anel

Figura 18.8 – Visão interna do fusível

O fusível possui um indicador, visível através da tampa, cuja corrente nominal é


identificada por meio de cores e que se desprende em caso de queima. Veja, na
tabela a seguir, algumas cores e suas correntes nominais correspondentes.

Intensidade de
Cor
corrente (A)
Rosa 2
Marrom 4
Verde 6
Vermelho 10
Cinza 16
Azul 20
Amarelo 25
Preto 35
Branco 50
Laranja 63

Tabela 18.1

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O elo indicador de queima é constituído de um fio muito fino ligado em paralelo
com o elo fusível. Em caso de queima do elo fusível, o indicador de queima
também se funde e provoca o desprendimento da espoleta.

Características e Instalação

As principais características dos fusíveis DIAZED e NH são:

Corrente nominal: corrente máxima que o fusível suporta continuamente sem


interromper o funcionamento do circuito. Esse valor é marcado no corpo de
porcelana do fusível.

Corrente de curto-circuito: corrente máxima que deve circular no circuito e que


deve ser interrompida instantaneamente.

Capacidade de ruptura (kA): valor de corrente que o fusível é capaz de


interromper com segurança. Não depende da tensão nominal da instalação.

Tensão nominal: tensão para a qual o fusível foi construído. Os fusíveis normais
para baixa tensão são indicados para tensões de serviço de até 500V em CA e
600V em CC.

Resistência elétrica (ou resistência ôhmica): grandeza elétrica que depende do


material e da pressão exercida. A resistência de contato entre a base e o fusível é
a responsável por eventuais aquecimentos que podem provocar a queima do
fusível.

Curva de relação tempo de fusão x corrente: curvas que indicam o tempo que
o fusível leva para desligar o circuito. Elas são variáveis de acordo com o tempo,
a corrente, o tipo de fusível e são fornecidas pelo fabricante. Dentro dessas
curvas, quanto maior for a corrente circulante, menor será o tempo em que o
fusível terá que desligar. Veja a curva típica abaixo:
Tempo de
Desligamento
Rápido
Retardado

T1

T2

Tcc

IN Corrente Icc

Figura 18.9 - IN: Corrente Nominal Icc: Corrente de curto-circuito


Tcc: Tempo de desligamento para curto-circuito
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A instalação dos fusíveis DIAZED e NH deve ser no ponto inicial do circuito a
ser protegido.

Os locais devem ser arejados para que a temperatura se conserve igual à do


ambiente. Esses locais devem ser de fácil acesso para facilitar a inspeção e a
manutenção.

A instalação deve ser feita de tal modo que permita seu manejo sem perigo de
choque para o operador.

Escolha do Fusível

A escolha do fusível é feita considerando-se corrente nominal da rede, a malha


ou circuito que se pretende proteger. Os circuitos elétricos devem ser
dimensionados para uma determinada carga nominal dada pela carga que se
pretende ligar.

A escolha do fusível deve ser feita de modo que qualquer anormalidade elétrica
no circuito fique restrita ao setor onde ela ocorrer, sem afetar os outros.

Dimensionamento

Para dimensionar um fusível é necessário levar em consideração as seguintes


grandezas elétricas:

- Corrente nominal do circuito ou ramal;


- Corrente de curto-circuito;
- Tensão nominal.

18.2 RELÉS
O relé é um dispositivo de comando, ou seja, é empregado na partida de motores
no processamento de solda de ponto, no comando de laminadoras e prensas e no
controle de iluminação de edifícios.

Para compreender com mais facilidade o funcionamento desse dispositivo, é


necessário ter conhecimentos anteriores sobre eletromagnetismo.

Diferentemente dos fusíveis, que se auto-destroem, os relés abrem os circuitos


em presença de sobrecarga, por exemplo, e continuam a ser usados após sanada
a irregularidade.

Em relação aos fusíveis, os relés apresentam as seguintes vantagens:

- Ação mais segura;


- possibilidade de modificação do estado ligado para desligamento (e vice-
versa);
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- proteção do usuário contra sobrecargas mínimas dos limites predeterminados;
- retardamento natural que permite picos de corrente próprios às partidas de
motores.

Tipos

Os relés usados como dispositivos de segurança podem ser eletromagnéticos e


térmicos.
Os relés eletromagnéticos funcionam com base na ação do
eletromagnetismo, por meio do qual um núcleo de ferro próximo de uma
bobina é atraído, quando esta é percorrida por uma corrente elétrica. Os mais
comuns são de dois tipos:

- Relé de mínima tensão;


- Relé de máxima corrente.

O relé de mínima tensão recebe uma regulagem aproximadamente 20% menor do


que a tensão nominal.
Os relés de mínima tensão são aplicados principalmente em contatores e
disjuntores.

Bobina de Mínima Tensão

Núcleo Móvel

Contatos

Trava

Mola de Disparo

Figura 18.10 - Esquema simplificado de um relé de mínima tensão

O relé de máxima corrente é regulado para proteger um circuito contra excesso


de corrente. Esse tipo de relé abre, indiretamente, o circuito principal, assim que a
corrente atingir o limite da regulagem.

A corrente elevada, ao circular pela bobina, faz com que o núcleo do relé atraia o
fecho. Isto provoca a abertura do contato abridor e interrompe o circuito de
comando.

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Curso Técnico de Manutenção em Equipamentos de Mineração
Figura 18.11 – Relé de máxima corrente

A regulagem desse tipo de relé é feita aproximando-se ou afastando-se o fecho


do núcleo. Quando o fecho é afastado, é necessário uma corrente mais elevada
para acionar o relé.

Bobina de Corrente

Contatos

Trava

Mola de Disparo

Figura 18.12 – Esquema simplificado de um relé de máxima corrente

Os relés térmicos, como dispositivos de proteção, controle ou comando do


circuito elétrico, atua por efeito térmico provocado pela corrente elétrica.

O elemento básico dos relés térmicos é o bimetal.

O bimetal é um conjunto formado por duas lâminas de metais diferentes


(normalmente ferro e níquel), sobrepostas e soldadas.

Esses dois metais, de coeficientes de dilatação diferentes, formam um par


metálico. Por causa da diferença de coeficiente de dilatação, se o par metálico for
submetido a uma temperatura elevada, um dos metais do par vai dilatar mais que
o outro.

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Por estarem fortemente unidos, o metal de menor coeficiente de dilatação
provoca o encurvamento do conjunto para o seu lado, afastando o conjunto de um
ponto determinado.

Elemento Aquecedor
Contatos

Bimetal

Figura 18.13 – Representação esquemática da atuação dos relés térmicos

Esse movimento é usado para disparar um gatilho ou abrir um circuito, por


exemplo. Portanto, essa característica do bimetal permite que o relé exerça o
controle de sobrecarga para proteção dos motores.
Os relés térmicos para proteção de sobrecarga são:

- diretos;
- indiretos;
- com retenção.

Os relés térmicos diretos são aquecidos pela passagem da corrente de


carga pelo bimetal. Havendo sobrecarga, o relé desarma o disjuntor.
Embora a ação bimetal seja lenta, o desligamento dos contatos é brusco à ação
do gatilho. Essa abertura rápida impede a danificação ou soldagem dos contatos.

Bimetal

Contatos

R
Armado
Gatilho

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Figura 18.13 - Representação esquemática de um relé térmico direto armado

R Desligado

Figura 18.14 - Representação esquemática de um relé térmico direto desligado por


sobrecarga

Nos circuitos trifásicos, o relé térmico possui três lâminas bimetálicas (A,B,C), que
atuam conjuntamente quando houver sobrecarga equilibrada.

A B C

1 D

P
M

Figura 18.15 – Representação esquemática das lâminas bimetálicas do relé térmico

Os relés térmicos indiretos são aquecidos por um elemento aquecedor indireto


que transmite calor ao bimetal e faz o relé funcionar.

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Figura 18.16 – Relé térmico indireto
Os relés térmicos com retenção possuem dispositivos que travam os contatos
na posição desligados, após atuação do relé. Para que os contatos voltem a
operar, é necessário soltar, manualmente a trava por meio de um botão
específico. O relé, então, estará pronto para funcionar novamente.

Figura 18.17 – Relé térmico com retenção

Observação: É necessário sempre verificar o motivo por que o relé desarmou,


antes de armá-lo novamente.

Os relés térmicos podem ser ainda compensados ou diferenciais.

O relé térmico compensado possui um elemento interno que compensa as


variações da temperatura ambiente.

O relé térmico diferencial (ou falta de fase) dispara mais rapidamente que o
normal, quando há falta de uma fase ou sobrecarga em uma delas. Assim, um
relé diferencial, regulado para disparar em cinco minutos com cargas de 10 A,
dispara antes, se faltar uma fase.

Figura 18.18 – Curva característica da relação tempo/corrente de desarme

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No eixo horizontal (abcissas), encontram-se os valores múltiplos da corrente de
regulagem (XIe) e no eixo vertical (ordenadas), o tempo de desarme (t).

A curva 3 representa o comportamento dos relés quando submetidos a


sobrecarga tripolar e a curva 2 para sobrecarga bipolar.

Os valores de desligamento são válidos para sobrecarga a partir da temperatura


ambiente, ou seja, sem aquecimento prévio (estado frio).

Para relés que operam em temperatura normal de trabalho e sob corrente nominal
(relés pré-aquecidos), deve-se considerar os tempos de atuação em torno de 25 a
30% dos valores das curvas.

Isso acontece porque os bimetálicos já terão sofrido aproximadamente 70% do


deslocamento necessário para o desarme, quando pré-aquecidos pela passagem
da corrente nominal.

18.3 DISJUNTOR INDUSTRIAL


É um dispositivo de manobra mecânico, utilizado para comandar motores elétricos
trifásicos.

Composição

O disjuntor industrial é composto basicamente por:


- Bornes de ligação;
- Câmara de extinção de arco;
- Contatos principais;
- Relé de sobrecorrente (curto-circuito);
- Relé térmico de sobrecarga;
- Dispositivo de manobra mecânico.

1-Dispositivo de manobra mecânico


2-Câmara de extinção
3-Contatos principais
4-Relé de sobrecorrente
5-Bornes de ligação
6-Relé térmico de sobrecarga

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Figura 18.18 - Estrutura básica de um disjuntor industrial
Aplicação

Os disjuntores industriais são utilizados para estabelecer, conduzir e interromper


correntes sob condições normais do circuito, assim como interromper correntes
sob condições anormais do circuito, como por exemplo, curto-circuito, sobrecarga
ou queda de tensão. São utilizados também para manobra de motores, para
derivações de redes ou proteções de outros circuitos.

Tipos

No mercado brasileiro, são poucas as indústrias que produzem este tipo de


disjuntor. Mesmo assim, existe uma grande variedade de modelos e tipos de
disjuntor industrial.

Figura 18.19 – Modelos de disjuntores industriais

Cada modelo possui uma faixa de aplicação e tem características próprias,


devendo ser consultados os catálogos dos fabricantes para se determinar o tipo a
ser utilizado.

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Funcionamento

O funcionamento do disjuntor industrial é muito simples. Vejamos como é feita a


manobra.

Na ligação: estando energizados os bornes do disjuntor e acionando-se o


dispositivo mecânico manual até o travamento, haverá a retenção dos contatos
principais, fechando-se assim, o circuito entre a rede e a carga.

Figura 18.20 – Disjuntor industrial na ligação

Na interrupção: para interromper o circuito, você deve acionar o dispositivo


manual no sentido inverso ao realizado para fazer a ligação. Assim, destrava-se a
retenção mecânica, abrindo-se os contatos e interrompendo o circuito.

Figura 18.21 – Disjuntor industrial na interrupção

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Nos disjuntores industriais, para serem ligados, há sempre uma ação mecânica
manual sobre o disjuntor e, para a interrupção, o acionamento pode ser por ação
mecânica manual (local), ou por acionamento elétrico à distância.

18.4 DISPOSITIVO DE COMANDO MECÂNICO MANUAL


É o único dispositivo que permite ligar e desligar o disjuntor industrial por atuação
direta do operador sobre o sistema mecânico, podendo ser realizado por alavanca
ou teclas.

Figura 18.22 – Dispositivo de comando mecânico manual

Quando o acionamento for através de alavanca, para fazer a ligação, devemos


girar a alavanca no sentido horário, ocorrendo o travamento da retenção
mecânica dos contatos, fechando o circuito.
Para desligar, gira-se a alavanca no sentido anti-horário, destravando a retenção
mecânica dos contatos.

Figura 18.23 – Acionamento do dispositivo de comando mecânico manual

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Quando o acionamento for através de teclas, para fazer a ligação, pressionamos
a tecla verde ou preta, ocorrendo o travamento da retenção mecânica dos
contatos, fechando o circuito. Para desligar, pressionamos a tecla vermelha,
destravando a retenção mecânica dos contatos.

Figura 18.24 – Teclas de acionamento e desligamento

A condição de ligado ou desligado é indicada, também, por símbolos impressos


no corpo do disjuntor ou no dispositivo de acionamento.

Figura 18.25 – Símbolos “Ligado” e “Desligado”

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19. CHAVES AUXILIARES TIPO BOTOEIRA
As chaves auxiliares ou botões de comando são chaves de comando manual, que
interrompem ou estabelecem um circuito de comando por meio de pulsos. Podem
ser montadas em painéis ou em caixas para sobreposição. Veja ilustração abaixo.

Figura 19.1 – Botoeiras

As botoeiras podem ter diversos botões agrupados em painéis ou caixas, e cada


painel pode acionar diversos contatos abridores ou fechadores.

19.1 CONSTRUÇÃO
As chaves auxiliares tipo botoeira são constituídas por botão, contatos móveis e
contatos fixos.

Os contatos são recobertos de prata e suportam elevado número de manobras.


As chaves auxiliares são construídas com proteção contra ligação acidental, sem
proteção ou com chave tipo fechadura.

As chaves com proteção possuem longo curso para ligação, além de uma
guarnição que impede a ligação acidental.

As botoeiras com chave tipo fechadura são do tipo comutador. Têm a finalidade
de impedir que qualquer pessoa ligue o circuito.

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Figura 19.2 – Botoeira protegida e botoeira sem proteção

As botoeiras podem ainda conjugar a função de sinaleiro, ou seja, possuem em


seu interior uma lâmpada que indica que o botão foi acionado.

Figura 19.3 – Modelo de botoeira/sinaleiro

Botoeiras do Tipo Pendente

As botoeiras do tipo pendente destinam-se ao comando de pontes rolantes e


máquinas operatrizes, nas quais o operador tem de acionar a botoeira enquanto
em movimento ou em pontos diferentes.

Figura 19.4 – Botoeira tipo pendente

19.2 SINALIZAÇÃO
Para que um operador saiba o que está acontecendo com o equipamento que ele
está operando, é necessário que possa visualizar, rápida e facilmente,
mensagens que indiquem que a operação está se realizando dentro dos padrões
esperados.
Sinalização é a forma visual ou sonora de chamar a atenção do operador para
uma situação determinada em um circuito, máquina ou conjunto de máquinas.

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Sinalização Luminosa

A sinalização luminosa é a mais usada por ser de mais rápida visualização.

Figura 19.5 – Sinalização luminosa

A tabela a seguir mostra o significado das cores de sinalização luminosa.

Cor Condição de Operação Exemplo de Aplicação

Indicação de que a máquina


está paralisada por atuação de
um dispositivo de proteção.
Vermelho Condição anormal
Aviso para a paralisação da
máquina devido a sobrecarga,
por exemplo.

O valor de uma grandeza


Amarelo Atenção ou cuidado (corrente, temperatura)
aproxima-se de seu valor limite.

Partida normal: todos os


dispositivos auxiliares
funcionam e estão prontos para
operar. A pressão hidráulica ou
Verde Máquina pronta para operar a tensão estão nos valores
especificados.
O ciclo de operação está
concluído e a máquina pronta
para operar novamente.

Chave principal na posição


LIGA. Escolha da velocidade
ou do sentido de rotação.
Circuitos sob tensão em
Branco (incolor) Acionamentos individuais e
operação normal
dispositivos auxiliares estão
operando. Máquina em
movimento.

Azul Todas as funções para as quais não se aplicam as cores acima.


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Tabela 19.1

A sinalização intermitente é usada para indicar situações que exigem atenção


mais urgente.
A lente do sinalizador deve propiciar bom brilho e, quando a lâmpada está
apagada, apresentar-se completamente opaca em relação à luz ambiente.

Sinalização Sonora

A sinalização sonora pode ser feita por meio de buzinas ou campainhas.


Elas são usadas, por exemplo, na sinalização de pontes rolantes.

Figura 19.6 – Sinalização sonora

O som deve estar entre 1000 e 3000 Hz. Deve conter harmônicos que o tornarão
distinto do ruído local.

As campainhas são usadas para indicar anomalias em máquinas. Assim, se um


motor com sobrecarga não puder parar de imediato, o alarme chamará a atenção
do operador para as providências necessárias.

Instalação de Sinalizadores

Na instalação de sinalizadores para indicar a abertura ou o fechamento de


contator, é importante verificar se a tensão produzida por auto-indução não
provocará a queima da lâmpada.

Nesse caso, a lâmpada deverá ser instalada através de um contato auxiliar,


evitando-se a elevada tensão produzida na bobina do contator.

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Figura 19.7 - Circuito de sinalização
20. DIAGRAMAS DE COMANDOS ELÉTRICOS
Os diagramas são desenhados, não energizados e mecanicamente não
acionados. Quando um diagrama não for representado dentro desse princípio,
nele devem ser indicadas as alterações.

20.1 DIAGRAMA MULTIFILAR COMPLETO


Na representação completa de todas as ligações não se tem uma visão exata da
função da instalação, dificultando, acima de tudo, a localização de uma eventual
falha (defeito) numa instalação de grande porte. Por isso, o diagrama completo é
dividido em dois: diagrama do circuito principal e diagrama do circuito de
comando.

Figura 20.1 – Diagrama multifilar completo

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20.2 DIAGRAMA DO CIRCUITO PRINCIPAL

Figura 20.2 – Diagrama do circuito principal

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20.3 DIAGRAMA DO CIRCUITO DE COMANDO

Figura 20.3 – Diagrama do circuito de comando

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21. RELÉS DE TEMPO
Estudaremos, a partir de agora, sobre os relés de tempo ou relés temporizadores
que atuam em circuitos de comando para a comutação de dispositivos de
acionamento de motores, chaves estrela-triângulo, partidas em seqüência e
outros circuitos que necessitem de temporização para seu funcionamento.

Conhecer esse componente é muito importante para a manutenção de


equipamentos industriais.

Relés Temporizadores

Nos relés temporizadores, a comutação dos contatos não ocorre


instantaneamente. O período de tempo (ou retardo) entre a excitação ou a
desexcitação da bobina e a comutação pode ser ajustado.

Essa possibilidade de ajuste cria dois tipos de relés temporizadores: o relé de


ação retardada por atração (ou relé de excitação) e o relé de ação retardada por
repulsão (ou relé de desexcitação).

Os retardos, por sua vez, podem ser obtidos por meio de relé pneumático de
tempo, relé mecânico de tempo e por meio do relé eletrônico de tempo.

Relé Pneumático de Tempo

O relé pneumático de tempo é um dispositivo temporizador que funciona pela


ação de um eletroímã que aciona uma válvula pneumática.

O retardo é determinado pela passagem de uma certa quantidade de ar através


de um orifício regulável. O ar entra no dispositivo pneumático que puxa o
balancim para cima, fornecendo corrente para os contatos. Observe:

Figura 21.1 – Relé pneumático de tempo

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Esse tipo de relé é usado em chaves de partida estrela-triângulo ou
compensadoras, na comutação de contatores ou na temporização em circuitos
seqüenciais. O retardo fornecido varia de um a sessenta segundos, porém não é
muito preciso.

Funcionamento do Relé Pneumático de Tempo

Na condição inicial, o eletroímã é energizado e libera a alavanca (1). A mola (6)


tende a abrir a sanfona, mantendo a válvula (5) fechada. A velocidade de abertura
depende diretamente da vazão permitida pelo parafuso (9) que controla a
admissão do ar.

Figura 21.2 – Relé pneumático de tempo na condição inicial

Após um tempo “t”, que depende da regulagem do parafuso, a sanfona está


completamente aberta e aciona os contatos fechadores e abridores.

Figura 21.3 – Relé pneumático de tempo após um tempo de funcionamento

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Quando o contato é desenergizado, o braço de acionamento age sobre a
alavanca e provoca a abertura da válvula (5), liberando o contato. O conjunto
volta instantaneamente à posição inicial.

Figura 21.4 – Relé pneumático de tempo desenergizado

Relé Mecânico de Tempo

O relé mecânico de tempo é constituído por um pequeno motor, um jogo de


engrenagens de redução, um dispositivo de regulagem, contatos comutadores e
mola de retorno. Observe:

Figura 21.5 – Relé mecânico de tempo

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Funcionamento do Relé Mecânico de Tempo

No relé de retardo mecânico, um came regulável é acionado pelo redutor de um


motor. Após um tempo determinado, o came abre ou fecha o contato.

Se for necessário, o motor poderá permanecer ligado, e os contatos do relé


ficarão na posição inversa à normal.

Os relés de tempo motorizados podem ser regulados para fornecer retardo desde
segundos até 30 horas.

Quando um contator tiver elevado consumo e a corrente de sua bobina for


superior à capacidade nominal do relé, é necessário usar um contator para o
temporizador.

Relé Eletrônico de Tempo

O relé eletrônico de tempo é acionado por meio de circuitos eletrônicos. Esses


circuitos podem ser constituídos por transistores, por circuitos integrados como o
CI 555 ou por um UJT. Estes funcionam como um monoestável e comandam um
relé que acionará seus contatos no circuito de comando.

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22. TRANSFORMADORES PARA COMANDOS
Quando é necessário reduzir a corrente de linha e a tensão a valores que
possibilitem a utilização de relés de pequena capacidade, em circuitos de
comando de motores, usam-se transformadores.

Transformadores também são usados junto a chaves compensadoras para evitar


o arranque direto.

Este é o assunto deste capítulo. Para aprendê-lo com mais facilidade, é


necessário que você tenha conhecimentos anteriores sobre tensão, corrente e
transformadores.

Transformadores para comando são dispositivos empregados em comandos de


máquinas elétricas para modificar valores de tensão e corrente em uma
determinada relação de transformação.

A instalação de transformadores exige que se considere algumas características


elétricas. Elas são:

- tipo de transformador;
- índice de saturação para relés temporizados;
- relação de transformação;
- tensões de serviço;
- tensões de prova;
- classe de precisão;
- freqüência.

Os transformadores de comando podem ser de vários tipos:

- transformadores de tensão;
- transformadores para chaves compensadoras;
- transformadores de corrente.

Transformadores de Tensão

Os transformadores de tensão são usados para:

- reduzir a tensão a níveis compatíveis com a tensão dos componentes do


comando (relés, bobinas);
- fornecer proteção nas manobras e nas correções de defeitos;
- separar o circuito principal do circuito de comando, restringindo e limitando
possíveis curtos-circuitos a valores que não afetem o circuito de comando;
- amortecer as variações de tensões, evitando possíveis ricochetes e
prolongando, portanto, a vida útil do equipamento.

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.

Figura 22.1 - Transformador de tensão

Transformadores Para Chaves Compensadoras

Esse tipo de transformador é usado para evitar o arranque direto do motor.


Suas derivações permitem partidas com 65 a 80% da tensão nominal, conforme o
torque necessário para a partida.
São construídos com duas colunas, com ligações em triângulo, ou com três
colunas, com ligação em estrela.

Figura 22.2 - Transformador para chaves compensadoras

Um único transformador pode ser usado para a partida em seqüência de vários


motores. Nesse caso, a partida será automática, realizada por meio de relés
temporizadores e contatores.

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TRANSFORMADOR DE CORRENTE

O transformador de corrente atua com relés térmicos de proteção contra


sobrecarga. Ele é associado a relés térmicos cuja corrente nominal é inferior à da
rede.

Figura 22.3 - Transformador de correntes

Sua relação de transformação é indicada na placa. Por exemplo, uma indicação


200/5 mostra que, quando houver uma corrente de 200A na rede principal, a
corrente do relé será de 5A.

Na proteção contra sobrecarga, esse transformador permite longos picos de


corrente de partida dos motores de grande porte. Nesse caso, ele estabiliza a
corrente secundária pela saturação do núcleo, o que permite um controle mais
efetivo.

Além disso, o tamanho reduzido do relé torna possível uma regulagem mais
eficiente com a redução dos esforços dinâmicos produzidos pela corrente elétrica.

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23. MOTORES MONOFÁSICOS
23.1 LIGAÇÃO DE MOTORES MONOFÁSICOS
Os motores monofásicos de fase auxiliar podem ser construídos com dois, quatro
ou seis terminais de saída.

Os motores de dois terminais funcionam em uma tensão (110 ou 220V) e em um


sentido de rotação.

1 2

L1 L2

Figura 23.1 – Bornes de ligação e motor monofásico

Os de quatro terminais são construídos para uma tensão (110 ou 220V ) e dois
sentidos de rotação, os quais são determinados conforme a ligação efetuada
entre o enrolamento principal e o auxiliar.

De modo geral, os terminais do enrolamento principal são designados pelos


números 1 e 2 e os do auxiliar, por 3 e 4.

Para inverter o sentido de rotação, é necessário inverter o sentido da corrente no


enrolamento auxiliar, isto é, trocar o 3 pelo 4.

Figura 23.2 – Para inverter a ligação, basta trocar o 3 pelo 4

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Os motores de seis terminais são construídos para duas tensões (110 e 220V) e
para dois sentidos de rotação.

Para a inversão do sentido de rotação, inverte-se o sentido da corrente no


enrolamento auxiliar.

O enrolamento principal é designado pelos números 1, 2, 3 e 4 e o auxiliar por 5 e


6. Para a inversão do sentido de rotação, troca-se o terminal 5 pelo 6.

As bobinas do enrolamento principal são ligadas em paralelo, quando a tensão é


de 110V e, em série, quando a tensão é de 220V.

Figura 23.3 – Para inverter a rotação, trocar o 5 pelo 6

O motor de fase auxiliar admite reversibilidade quando retiram-se ao terminais do


enrolamento auxiliar para fora com cabos de ligação. Admite também chave de
reversão, mas nesse caso, a reversão só é possível com o motor parado.

A potência desse motor varia de 1/6cv até 1cv, mas para trabalhos especiais
existem motores de maior potência.

A velocidade desse tipo de motor é constante e, de acordo com a freqüência e o


número de pólos, pode variar de 1425 a 3515rpm.

23.2 LIGAÇÃO DE UM MOTOR MONOFÁSICO COM CHAVE DE


REVERSÃO MANUAL
Chave Bipolar de Reversão Manual

É um dispositivo de manobra para motores monofásicos de fase auxiliar, que


reverte a rotação nos dois sentidos (horário e anti-horário).

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Chave Bipolar de Reversão Manual Descrição

1. Composta de: alavanca com haste


metálica cilíndrica, roscada nas
extremidades e peça esférica de
baquelita ou ebonite, enroscada
numa extremidade (a); eixo metálico
(b); dois contatos metálicos móveis,
em forma de L (C); seis contatos
metálicos fixos (d); caixa metálica
(e); barra de material isolante de
ebonite ou fenolite (f) e tampa
metálica dotada de furos para
fixação à caixa (g).

2. Serve para manobrar motores


monofásicos de fase auxiliar, nos
dois sentidos de rotação: horário e
anti-horário.

Tabela 23.1

O motor de corrente alternada monofásica é representado da seguinte forma de


acordo com a ABNT:

SÍMBOLOS
Motor Monofásico
Multifilar Unifilar
Usual ABNT Usual ABNT

Tabela 23.2

Funcionamento

As chaves de reversão manual são utilizadas em motores monofásicos de fase


auxiliar e são encontradas no comércio em vários modelos de diferentes
fabricantes. No entanto, o importante é selecionar uma chave que atenda às
características do motor (potência), proporcionando segurança de operação e que
tenha três posições conforme o esquema seguinte.

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1 2 3

Figura 23.4 Alavanca à esquerda - centro - direita

Com a alavanca à esquerda, o eixo do motor gira numa determinada direção.


Com a alavanca ao centro, o motor não se move. Com a alavanca à direita, o eixo
gira em direção oposta.

Figura 23.5 - Diagrama básico da ligação das chaves de reversão manual

Os diagramas a seguir tratam de um motor de fase auxiliar com terminais, ligado


com chave de reversão em 110V.

Figura 23.6 - A chave está à esquerda, portanto, o motor deverá girar no sentido anti-horário

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Figura 23.7 - A chave está à direita, portanto, o motor deverá girar no sentido horário

Vamos comparar os dois diagramas apresentados com o gráfico seguinte.

1 2 5 1 2 6
F F
N N
D 3 4 6 E 3 4 5
N N
3 3

Gráfico 23.3 Gráfico 23.4

Concluímos que, na posição (D), os terminais 1,2 e 5 estão ligados no condutor


fase e os terminais 3,4 e 6 estão ligados no neutro e na posição (E) os terminais
1,2 e 6 estão ligados no condutor fase e os terminais 3,4 e 5 estão ligados no
condutor neutro.

Assim, quando quiser comparar o funcionamento de chaves, utiliza-se um gráfico


como este ou similar.

Para a inversão do sentido de rotação do motor monofásico em rede de 220V, as


ligações à chave serão as seguintes:

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Figura 23.8

23.3 DIAGRAMAS UNIFILAR E MULTIFILAR DA INSTALAÇÃO DE


UM MOTOR MONOFÁSICO COM CHAVE DE REVERSÃO
Símbolos

SÍMBOLO

CHAVE DE REVERSÃO

Multifilar Unifilar

Usual ABNT Usual ABNT

FUSÍVEL

Multifilar Unifilar

Usual ABNT Usual ABNT

Nota: A quantidade de fusíveis é indicada pelos traços no


símbolo abaixo.

Tabela 23.5

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Diagrama Unifilar

O diagrama unifilar está representado em elevação, pois dá uma visualização real


do traçado do percurso e localização das peças, por isso, é muito utilizado, nas
instalações de motores. A seguir, temos um diagrama deste tipo, cujas
representações gráficas são:

− motor(1);
− voltas (2);
− chave de reversão (3);
− fusíveis de cartucho(4);
− chave de proteção(5);
− caixa de passagem (6);
− rede (7) e
− condutores.

Figura 23.9

Em qualquer trecho da instalação em que os condutores não estiverem cotados


(indicação da bitola ao lado dos símbolos), trata-se de condutor número 14 AWG.

Diagrama Multifilar

A rede (fase e neutro) está ligada à chave de proteção. Dois condutores interligam
a chave de proteção (lado dos fusíveis) à chave de reversão, sendo esta
interligada ao motor por quatro condutores.

Ao fazer as conexões dos condutores, siga rigorosamente o diagrama pois, a


troca de posição de um simples condutor trará sérias conseqüências, até mesmo
a queima do motor.

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Figura 23.10

23.4 APLICAÇÃO DE UM MOTOR MONOFÁSICO EM UMA


MOTOBOMBA

Diagrama Unifilar da Motobomba Comandada por Chave de Bóia

Representação do diagrama unifilar do circuito com motobomba, comandada por


chave de bóia.

Figura 23.11

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Descrição

− quadro de comando (a);


− motobomba (b);
− condutores (c);
− quantidade de condutores (d);
− chaves de bóia superior e inferior (e);
− chave secionadora (f).

Diagrama Multifilar da Motobomba Comandada por Chave de Bóia

Figura 23.12

Descrição

− fusíveis (a);
− chave seccionadora (b);
− chave seletora (c);
− motobomba monofásica (d);
− chave de bóia do reservatório superior (e);
− chave de bóia do reservatório inferior (f).

Funcionamento
A alimentação do motor da bomba se dá a partir de uma rede monofásica de
110Vca, conectada através de uma chave secionadora (b), com fusíveis de
proteção (a). A bomba (d) pode ser comandada de dois modos:

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manual: quando a chave seletora (c) está ligada para baixo e fechando os
contatos 2 e 3. Neste caso, o operador deverá ficar vigiando o nível da água nos
dois reservatórios e desligar a bomba pela chave secionadora, quando o superior
estiver cheio ou faltar água no inferior.

automático: quando a chave seletora está ligada para cima e fechando os


condutores 1 e 2. Neste caso, a operação será automaticamente controlada pelas
chaves de bóia (e, f). A chave secionadora poderá ser desligada em horários que
não recomendem o funcionamento da bomba.

23.5 EXERCÍCIOS
1. Escreva no diagrama multifilar as letras correspondentes à descrição.

Diagrama Multifilar

Descrição

− fusível (a);

− chave secionadora (b);

− chave seletora (c);

− motobomba monofásica (d);

− chave de bóia do reservatório superior (e);

− chave de bóia do reservatório inferior (f).

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2. Escreva no diagrama unifilar as letras correspondentes à descrição.

Diagrama Unifilar

Descrição

− quadro e comando (a);

− motobomba (b);

− condutores (c);

− quantidade de condutores (d);

− chaves de bóia superior e inferior (e);

− chave secionadora (f).

23.6 MOTORES TRIFÁSICOS


Quando há necessidade de controlar o movimento de avanço ou retrocesso de
um dispositivo motorizado de uma máquina, empregam-se contatores
comandados por botões e por chaves fim de curso.
A reversão é feita pela inversão das fases de alimentação. Esse trabalho é
realizado por dois contatores comandados por dois botões, cujo acionamento
fornece rotações nos sentidos horário e anti-horário.
Para aprender esse conteúdo com mais facilidade, você deve ter conhecimentos
anteriores relativos a contatores.

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Chaves Auxiliares Tipo Fim de Curso

Para estudar a reversão de rotação de motores trifásicos, estudaremos


inicialmente as chaves tipo fim de curso.
Essas chaves são dispositivos auxiliares de comando usadas para comandar
contatores, válvulas solenóides e circuitos de sinalização.
São constituídas por uma alavanca ou haste, com ou sem roldanas na
extremidade, cuja função é transmitir movimento aos contatos a fim de abri-los ou
fechá-los.

Figura 23.13 – Chave auxiliar tipo fim de curso

Essas chaves podem ser: mecânica, de precisão e eletromagnética. A chave fim


de curso mecânica depende de uma ação mecânica para acionar seus contatos.
Seu movimento pode ser retilíneo ou angular.

2
1

Figura 23.14 - 1 = Movimento retilíneo - Movimento angular

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Elas são usadas para:

- controle - aceleração de movimentos; determinação de pontos de parada de


elevadores; produção de seqüência e controle de operação; sinalização;
- comando - inversão de curso ou sentido de rotação; parada;
- segurança - paradas de emergência, alarme e sinalização.

A chave fim de curso de precisão atua com um mínimo de movimento: mais ou


menos 0,5mm de curso de haste ou 6° de deslocamento angular de alavanca.

Figura 23.15 - 1 = Movimento angular


2 = Fim de curso de precisão

Observação: Existe uma chave fim de curso de manobra rápida, cuja haste ou
alavanca tem movimento lento, mas cujo disparo do contato é rápido, já que é
acionado por mola de disparo.

A chave fim de curso eletromagnética funciona por indução eletromagnética, ou


seja, uma bobina atravessando o campo magnético recebe a indução de uma
corrente elétrica, que aciona os contatos através de um relé.

Observação: Para mais informações sobre essa chave, consulte o manual do


fabricante. (Por exemplo, "Manual de baixa tensão – nº 22 – Siemens".)

23.7 LIGAÇÕES DOS MOTORES TRIFÁSICOS


Nos motores trifásicos, podemos fazer vários tipos de ligações e essas ligações
dependem do número de terminais de saída do motor. Normalmente são
encontrados motores com 3, 6, 9 e 12 terminais de saída que serão identificados
por números (1, 2, 3, 4, 5 e 6) ou letras (u, v, w, x, y e z).

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Os dados técnicos referentes aos motores vêm especificados na placa de
identificação dos mesmos. Observe, por exemplo, as especificações do motor
desenhado em seguida.

Figura 23.16 - A – número do motor: C845970


B – modelo do motor: T214-6
C – tensão de funcionamento: 220/380V
D – potência em cv: 1,0
E – motor trifásico (3 fases)
F – rotação por minuto: 1750 em 60 Hz
G – intensidade de corrente: 3,8/2,2 A

Os vários tipos de ligações serão denominados de estrela (Y) ou Triângulo ( ).


Seguem-se algumas ligações de motores trifásicos.

Motor Trifásico de 3 Terminais

O motor de três terminais é construído para funcionar apenas em uma tensão,


seja para 220, 380, 440 ou 760 V. Sua ligação à rede se faz conectando os
terminais 1, 2 e 3 aos terminais da rede L1, L2 e L3 em qualquer ordem.

Observação: Quando for necessário inverter o sentido de rotação do motor


trifásico, basta trocar duas fases entre si.

Figura 23.17 – Ligação do motor trifásico de 3 terminais.

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Motor Trifásico de 6 Terminais

O número de terminais que mais se encontra nos motores trifásicos é o de 6


terminais. Esse motor pode ser ligado para duas tensões, geralmente 220/380V
ou 220/440V.

Motor Trifásico de 6 Terminais Para Tensões de 220V

A ligação dos terminais do motor de 6 terminais para uma tensão de 220V é feita
em triângulo ( ), ou seja, o 1 e 6 ao L1; o 2 e 4 ao L2 e 3 e 5 ao L3.

Figura 23.18 – Ligação do motor trifásico de 6 terminais

Motor Trifásico de 6 Terminais Para Tensões de 380V ou 440V

No motor com 6 terminais para tensão de 380V ou 440V, a ligação dos terminais
é feita em estrela (Y), ou seja, 1 ao L1; 2 ao L2; 3 ao L3 sendo que 4 , 5 e 6 ficam
ligados entre si.

Figura 23.19 – Ligação do motor trifásico de 6 terminais para tensões de


380V ou 440V

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Motor Trifásico de 12 terminais

O motor trifásico de 12 terminais pode ser ligado para quatro tensões: 220V,
380V, 440V e 760V.

Motor Trifásico de 12 Terminais Para Tensões de 220V

O motor trifásico de 12 terminais para uma tensão de 220V deve ter os terminais
ligados em dois triângulos ( ), ou seja, o 1, 7, 6 e 12 ao L1; o 2, 8, 4 e 10 ao L2
e o 3, 5, 9 e 11 ao L3.

Figura 23.20– Ligação do motor trifásico de 12 terminais para tensões de 220V

Motor Trifásico de 12 Terminais Para Tensão de 380V

O motor com 12 terminais para tensão de 380V deve ter os terminais ligados em
duas estrelas (YY), ou seja, 1 e 7 ao L1; 2 e 8 ao L2; 3 e 9 ao L3 sendo que tanto o
4, o 5 e o 6 como o 10, o 11 e o 12 ficam ligados entre si.

Figura 23.21 – Ligação do motor trifásico de 12 terminais para tensões de 380V

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Motor Trifásico de 12 Terminais Para Tensão de 440V

O motor com 12 terminais para tensão de 440V deve ter os terminais ligados em
triângulo ( ), ou seja, 1 e 12 ao L1; 2 e 10 ao L2; 3 e 11 ao L3 sendo que tanto o 4
e 7; o 5 e 8 e o 6 e 9 ficam ligados entre si.

Figura 23.22 – Ligação do motor trifásico de 12 terminais para tensões de 440V

Motor Trifásico de 12 Terminais Para Tensão de 760V

O motor com 12 terminais para tensão de 760V deve ter os terminais ligados em
estrela (Y), ou seja, 1 ao L1; 2 ao L2; 3 ao L3 sendo que 4 e 7; 5 e 8; 6 e 9; 10; 11
e 12 ficam ligados entre si.

Figura 23.23 – Ligação do motor trifásico de 12 terminais para tensões de 760V

Motor Trifásico de 9 Terminais

O motor de 9 terminais é construído para funcionar em duas tensões, seja para


220/440V ou 380/760V.
Neste tipo de motor trifásico já estão ligados, internamente entre si, os terminais
10, 11 e 12.

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Motor Trifásico de 9 Terminais Para Tensão de 220V ou 380V

No motor com 9 terminais para tensão 220V ou 380V, a ligação dos terminais é
feita em dupla estrela (YY), ou seja, 1 e 7 ao L1; 2 e 8 ao L2; 3 e 9 ao L3 e 6, 4 e 5
ligados entre si.

Figura 23.24 – Ligação do motor trifásico de 9 terminais para tensões de 220V ou 380V

Motor Trifásico de 9 Terminais Para Tensão de 440V ou 760V

No motor de 9 terminais para tensão de 440V ou 760V, a ligação dos terminais é


feita em estrela (Y), ou seja, 1 ao L1; 2 ao L2; 3 ao L3; 4 e 7 e 5 e 8 e 6 e 9 ligados
entre si.

Figura 23.25 – Ligação do motor trifásico de 9 terminais para tensões de 440V ou 760V

23.8 SISTEMA DE PARTIDA DE MOTORES TRIFÁSICOS


Os motores trifásicos podem fazer uso de diversos sistemas de partida. A escolha
de cada um depende das condições exigidas pela rede, das características da
carga e da potência do motor.

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Para iniciar o estudo dos comandos das máquinas elétricas, veremos os tipos e
os sistemas de partida para motores trifásicos.

Para isso, é necessário que você domine os conceitos sobre corrente alternada,
transformadores e ligações estrela e triângulo.

Conjugado ou Momento

Conjugado ou momento é o conjunto de forças (binário) produzido pelo eixo do


rotor que provoca o movimento de rotação.

O conjugado não é constante do momento da partida até que a velocidade


nominal seja alcançada. Essa variação chama-se curva de conjugado, cujos
valores são expressos em porcentagem em relação ao conjugado nominal, ou
seja, com relação ao conjugado na velocidade a plena carga.

Cada motor tem sua própria curva de conjugado. Essa curva varia com a potência
e a velocidade do motor. Assim, em motores de velocidade e potência iguais, mas
de fabricantes diferentes, geralmente a curva do conjugado é diferente.

O conjugado pode ser calculado pela fórmula:

P
M = 9,55 . dado em N . m (newton . metro)
n

Onde: M = momento ou conjugado


P = potência
n = rotação

Figura 23.26 – Gráfico da curva típica do conjugado motor

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Para a carga, temos a curva do conjugado resistente (CCR), que varia segundo o
tipo de carga.
Veja as curvas do conjugado resistente para alguns tipos de carga:

Figura 23.27 - Conjugado resistente diminui com o aumento da velocidade

Figura 23.28 - Conjugado resistente se mantém constante com o aumento da velocidade

Figura 23.29 - Conjugado resistente aumenta com o aumento da velocidade

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A curva do conjugado motor (CCM) deve situar-se sempre acima da curva do
conjugado resistente (CCR), para garantir a partida do motor e sua aceleração até
a velocidade nominal.

De modo geral, quanto mais alta a curva do conjugado do motor em relação ao


conjugado resistente, melhor será o desempenho do motor.

Figura 23.30 – Curva do conjugado do motor e do conjugado resistente

23.9 TIPOS DE PARTIDA


Os motores podem ser submetidos à partida direta ou a diversas modalidades de
partida indireta que fornecerão curvas de conjugados diferentes.

Assim, podemos escolher um tipo de partida mais adequado à curva do


conjugado da máquina, diminuindo a corrente de partida do motor.

23.9.1 PARTIDA DIRETA

A partida direta é realizada por meio de chaves de partida direta ou de contatores


e se presta a motores trifásicos de rotor tipo gaiola.

Nesse tipo de partida a plena tensão, o motor pode partir a plena carga e com
corrente se elevando de cinco a seis vezes o valor da corrente nominal, conforme
o tipo ou número de pólos do motor.

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Figura 23.31 – Relação entre a rotação, o conjugado e a corrente

A corrente de partida é seis vezes o valor da corrente nominal, e o conjugado na


partida atinge aproximadamente 1,5 vezes o valor do conjugado nominal.

Para cargas diferentes, as curvas características do motor permanecem


constantes, pois a carga não exerce influência no comportamento do motor. A
influência da carga se limita ao tempo de aceleração do motor. Assim, se a carga
colocada no eixo do motor for grande, ele levará mais tempo para alcançar a
velocidade nominal.

O motor não atinge a rotação em duas situações:

1- o conjugado de partida do motor é menor que o conjugado de partida de carga;

2- o conjugado mínimo do motor é menor que o conjugado da carga na


velocidade nominal.

Se uma situação dessas ocorrer, o motor terá o rotor travado e poderá ser
danificado se as altas correntes que circulam em seu enrolamento não forem
eliminadas.

Desvantagens da Partida Direta

A utilização da partida direta apresenta as seguintes desvantagens:

- aquecimento nos condutores da rede devido aos picos de corrente;


- elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede, o que provoca
interferência em equipamentos instalados no sistema;
- custo elevado devido à necessidade de superdimensionamento do sistema de
proteção (cabos e condutores).
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23.9.2 PARTIDA INDIRETA

Quando não é possível o emprego da partida direta, deve-se usar a partida


indireta, cuja finalidade é reduzir o pico de corrente na partida do motor.

A redução do pico de corrente somente é possível se a tensão de alimentação do


motor for reduzida, ou se for alterada a característica do motor mudando as
ligações dos seus terminais.

A queda da corrente de partida é diretamente proporcional à queda de tensão. E a


queda do conjugado é diretamente proporcional ao quadrado da relação entre a
tensão aplicada e a tensão nominal.

23.9.3 PARTIDA POR LIGAÇÃO ESTRELA-TRIÂNGULO

A partida por ligação estrela-triângulo é um tipo de partida indireta. É usada


quando a curva do conjugado do motor é suficientemente elevada para poder
garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida. Isso acontece nos
motores para serras circulares, torno ou compressores que devem partir com
válvulas abertas.

Além disso, é necessário que o motor tenha a possibilidade de ligação em dupla


tensão (220/380V, 380/660V, ou 440/760V) e que tenha, no mínimo, seis bornes
de ligação.

O motor parte em dois estágios. No primeiro estágio, ele está ligado em estrela e
pronto para receber uma tensão √3 vezes maior que a tensão da rede. Com isso,
a corrente que circulará nos enrolamentos será três vezes menor, ou seja, será
1/3 da corrente para a ligação triângulo (2º estágio).

Figura 23.32 – Primeiro estágio da partida do motor por ligação estrela-triângulo

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Assim, o conjugado e a corrente de partida serão, também, reduzidos a 1/3 do
valor.

Observação: Como a curva do conjugado reduz-se a 1/3 do valor, sempre que se


usar esse tipo de partida, deve-se empregar um motor com curva de conjugado
elevada.

No segundo estágio, o motor é ligado em triângulo. Isso acontece quando a


rotação atinge cerca de 80% da rotação nominal.

Essa comutação leva a um segundo pico de corrente, mas de pouca intensidade,


já que o motor está girando.

Assim, o motor parte em dois pequenos picos de corrente, ao invés de um pico de


grande intensidade como na partida direta.

Figura 23.33– Segundo estágio da partida do motor por ligação estrela-triângulo

Vantagens da Partida Estrela-Triângulo

As vantagens da partida estrela-triângulo são:


- custo reduzido;
- ilimitado número de manobras;
- componentes de tamanho compacto;
- redução da corrente de partida para aproximadamente 1/3 da corrente de
partida da ligação triângulo.

Desvantagens da Partida Estrela-Triângulo

As desvantagens da partida estrela-triângulo são:


- necessidade da existência de seis bornes ou terminais acessíveis para a
ligação da chave;

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- necessidade de coincidência da tensão da rede com a tensão em triângulo do
motor;

- redução do momento de partida para 1/3 como conseqüência da redução da


corrente de partida para 1/3;

- pico de corrente na comutação quase correspondente a uma partida direta


caso o motor não atinja pelo menos 85% de sua velocidade nominal. Como
conseqüência, aparecem problemas nos contatos dos contatores bem como
na rede elétrica.

Em geral, esse tipo de partida só pode ser empregado em partidas de máquinas


em vazio, ou seja, sem carga. Somente depois de o motor atingir 95% da rotação,
a carga poderá ser ligada.

23.9.4 PARTIDA POR AUTOTRANSFORMADOR

Esse sistema de partida é usado para dar partida em motores sob carga, como,
por exemplo, motores para calandras, bombas, britadores.

Ele reduz a corrente de partida e, por isso, evita a sobrecarga na rede de


alimentação, embora deixe o motor com um conjugado suficiente para a partida e
a aceleração.

A partida efetua-se em dois estágios. No primeiro, a alimentação do motor é feita


sob tensão reduzida por meio do autotransformador.

Na partida, o pico de corrente e o conjugado são reduzidos proporcionalmente ao


quadrado da relação de transformação. Conforme o "tap" do transformador, esta
relação de transformação pode ser 65 ou 85%.

Desse modo, o conjugado do motor atinge, ainda no primeiro estágio, maior


velocidade do que a atingida no sistema de ligação estela-triângulo.

No segundo estágio, decorrido o tempo inicial da partida, o ponto neutro do


autotransformador é aberto, o motor é ligado sob plena tensão, retomando suas
características nominais.

A tensão no motor é reduzida através dos "taps" de 65% ou de 80% do


autotransformador.

No "tap" de 65%, a corrente de linha é aproximadamente igual à do sistema de


partida estrela-triângulo. Entretanto, na passagem da tensão reduzida para a
plena tensão, o motor não é desligado.

O segundo pico de corrente é bastante reduzido, porque o autotransformador, por


um curto período de tempo, se torna uma reatância ligada em série com o motor.

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Ao utilizar um autotransformador para um motor ligado a uma rede 220V e que
absorva 100A, observamos que:

- se o autotransformador for ligado no ' 'tap'


'de 65%, a tensão aplicada nos
bornes do motor será de 0,65 . 220V = 143V

- com a tensão reduzida em 65%, a corrente nos bornes do motor também será
reduzida de 65%, e será de 0,65 .100A = 65 A

- como o produto da tensão pela corrente na entrada do autotransformador é


igual ao produto da tensão pela corrente na saída, a corrente na rede será de
42, 25A, conforme é demonstrado a seguir:

220V . IE = 143V . 65A

143V . 65A
IE = _____________ = 42,25A
220V

- o conjugado no "tap" de 65'


% será então de 42%, ou seja, M = tap . tap, então,
M = 0,65 . 0,65 = 0,42

Calculando da mesma maneira, veremos que o conjugado no "tap" de 80% será


de aproximadamente 64% do conjugado nominal, ou seja, M = 0,80 . 0,80 = 0,64

Vantagens da Partida com Autotransformador

As vantagens desse tipo de partida são:


- corrente de linha semelhante à da partida estrela-triângulo no '
'tap'
'de 65%;
- possibilidade de variação de ''tap'
'de 65% para 80% ou até 90% da tensão da
rede.

Desvantagens da Partida com Autotransformador

As desvantagens desse sistema de partida são as seguintes:

- limitação da freqüência de manobra;


- custo mais elevado quando comparado ao da partida estrela-triângulo;
- necessidade de quadros maiores devido ao tamanho do autotransformador.

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23.9.5 PARTIDA POR RESISTÊNCIA ROTÓRICA

A partida por resistência rotórica (ou partida do motor com rotor bobinado e
reostato) pode ser feita, conforme o caso, em dois, três, quatro ou mais estágios.

Em cada um desses casos, a partida é feita por diminuição sucessiva de


resistências previamente inseridas no circuito do rotor, enquanto o estator
permanece sob tensão plena. Isso é feito por meio de um reostato externo
conectado ao circuito rotórico por meio de um conjunto de escovas e anéis
deslizantes.

Figura 23.34 – Partida por resistência rotórica

O pico de corrente e o conjugado de partida são reguláveis em função do número


de estágios, ou à medida que a resistência do reostato diminui.

Esse sistema de partida é o que apresenta melhor resultado, pois permite adaptar
o conjugado durante a partida e os picos de corrente correspondentes às
necessidades da instalação.

Durante a partida, a resistência rotórica adicional é mantida no circuito para


diminuir a corrente de partida e aumentar os conjugados.

A resistência externa pode ser regulada de forma que o conjugado de partida seja
igual ou próximo do valor do conjugado máximo.

À medida que a velocidade do motor aumenta, a resistência externa é reduzida


gradualmente.

Quando o motor atinge a velocidade nominal, a resistência externa é totalmente


retirada do circuito, o enrolamento rotórico é curto-circuitado, e o motor passa a
funcionar como um motor de gaiola.

O gráfico seguinte mostra os picos de corrente para uma partida de motor com
rotor bobinado em quatro estágios.

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Figura 23.35 – Picos de corrente para uma partida de motor com rotor bobinado
em quatro estágios

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24. ELEMENTOS ELETROPNEUMÁTICOS
Os comandos eletropneumáticos compõem-se de uma parte pneumática e uma
parte de comando eletromecânico, porém é possível estabelecer parcialmente
uma posição inversa ou mista.

Para a combinação entre as partes pneumática e de eletricidade, o elemento de


interligação é o conversor de sinais, cuja combinação é uma chave elétrica
acionada por um cilindro pneumático de ação simples. A pressão indicada para
esta combinação é de 0,6 a 10 bars.

Figura 24.1 – Conversor

Os sinais provenientes de comandos pneumáticos podem ser usados em forma


direta para acionar contatores. O contator principal acionado pneumaticamente é
formado por:

− câmara de ligações (parte elétrica);


− cilindro de ação simples (parte pneumática);
− pistão de comando.

Figura 24.2 - Contator-conversor de sinais

Os contatores-conversores de sinais podem ser aplicados no acionamento de


elementos elétricos, controle de produção de peças, para desligar motores de
acionamento, etc.

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A decomposição dos comandos elétricos segundo a sistemática de fluxo de sinais
é a seguinte:

Elementos de
Saída de sinais
comando e de trabalho

Processamento
de sinais

Entrada de sinais

Equipamentos Para a Entrada de Sinais

Subdividem-se em:

a) Equipamentos que recebem ordens de informações manuais como é o caso do


interruptor, da botoeira e da chave bloqueável;

b) Equipamentos que transmitem informações da instalação de comando


(posições e estados de elemento de trabalho) como é o caso da chave fim de
curso com dispositivo apalpador (came, rolete fixo, rolete escamoteável, alavanca
tipo forquilha); da chave fim de curso com resposta instantânea e da chave fim de
curso sem contato físico (barreiras fotoelétricas, chave de aproximação eletrônica,
chave magnética).

Equipamentos Para o Processamento de Sinais

Estes equipamentos são constituídos de contatores, que, segundo o campo de


aplicação, subdividem-se em:

− contator de potência;
− contator auxiliar (contator de comando);
− contator de remanescência ;
− relés;
− relés de remanescência;
− relés de bloqueio/relés alternadores;
− relés de impulso de corrente;
− relés de tempo;
− relés de contatos deslizantes;
− relés oscilantes.

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24.1 CIRCUITOS ELETROPNEUMÁTICOS
Os circuitos eletropneumáticos são esquemas de comando e acionamento que
representam os componentes pneumáticos e elétricos empregados em máquinas
e equipamentos industriais, bem como a interação entre esses elementos para se
conseguir o funcionamento desejado e os movimentos exigidos do sistema
mecânico.

Estaremos apresentando, a seguir, os circuitos eletropneumáticos comumente


utilizados em máquinas e equipamentos industriais, detalhando seus princípios de
funcionamento e apresentando as diversas técnicas empregadas na elaboração
desses circuitos, tendo sempre como referência os recursos de movimento que a
máquina deve oferecer.

Circuito 01

Ao acionarmos um botão de comando, a haste de um cilindro de ação simples


com retorno por mola deve avançar. Enquanto mantivermos o botão acionado, a
haste deverá permanecer avançada. Ao soltarmos o botão, o cilindro deve
retornar a sua posição inicial.

Figura 24.3

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Para solução desta situação problema, o circuito pneumático apresenta um
cilindro de ação simples com retorno por mola e uma válvula direcional de 3/2
vias, normal fechada, acionada eletricamente por solenóide e reposicionada por
mola. O circuito elétrico de comando utiliza o contato normalmente aberto de um
botão de comando pulsador.

Acionando-se o botão pulsador S1, seu contato normalmente aberto fecha e


energiza a bobina do solenóide Y1 da válvula direcional. Com o solenóide Y1
ligado, o carretel da válvula direcional é acionado para a direita, abrindo a
passagem do ar comprimido do pórtico 1 para o 2 e bloqueando a descarga para
a atmosfera 3. Dessa forma, o ar comprimido é dirigido para a câmara traseira do
cilindro, fazendo com que sua haste avance comprimindo a mola.

Enquanto o botão de comando S1 for mantido acionado, o solenóide Y1


permanece ligado e a haste do cilindro avançada.

Soltando-se o botão pulsador S1, seu contato que havia fechado abre
automaticamente e interrompe a passagem da corrente elétrica, desligando a
bobina do solenóide Y1. Quando o solenóide Y1 é desativado, a mola da válvula
direcional empurra o carretel para a esquerda, bloqueando o pórtico 1 e
interligando os pórticos 2 e 3. Dessa forma, o ar comprimido acumulado na
câmara traseira do cilindro escapa para a atmosfera e a mola do cilindro retorna a
haste para a sua posição inicial.

Circuito 02

Um cilindro de ação dupla deve poder ser acionado de dois locais diferentes e
distantes entre si como, por exemplo, no comando de um elevador de cargas que
pode ser acionado tanto do solo como da plataforma.

Figura 24.4

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Neste caso, o circuito pneumático utiliza um cilindro de ação dupla e uma válvula
direcional de 5/2 vias, com acionamento por servocomando eletropnerumático e
retorno por mola. É importante lembrar que o acionamento por servocomando é
indireto, ou seja, não é o solenóide quem aciona diretamente o carretel da válvula
direcional; ele apenas abre uma passagem interna do ar comprimido que alimenta
o pórtico 1 da válvula para que esse ar, chamado de piloto pneumático, acione o
carretel e mude a posição de comando da válvula. O circuito elétrico, por sua vez,
possui dois botões de comando pulsadores, ligados em paralelo.

Os contatos normalmente abertos de dois botões de comando pulsadores S1 e


S2, montados em paralelo, possuem a mesma função, ou seja, ligar o solenóide
Y1 da válvula direcional. Dessa forma, acionando-se o botão S1 ou S2 o contato
fecha, energizando a bobina do solenóide Y1. Quando o solenóide Y1 é ligado,
abre-se uma pilotagem pneumática que empurra o carretel da válvula direcional
para a direita, liberando passagem do ar comprimido do pórtico 1 para o 2 e daí
para a câmara traseira do cilindro, ao mesmo tempo em que o ar acumulado na
câmara dianteira é descarregado para a atmosfera do pórtico 4 para o 5 da
válvula. Dessa forma, a haste do cilindro avança, tanto se o comando for efetuado
pelo botão S1 como se for ativado pelo S2.

Soltando-se o botão que foi acionado, seu contato volta a abrir, interrompendo a
passagem de corrente elétrica para a bobina e desligando o solenóide Y1.
Quando o solenóide y1 é desligado, a pilotagem pneumática interna é desativada
e a mola da válvula direcional volta a empurrar o carretel para a esquerda. Nessa
posição, o ar comprimido flui pela válvula do pórtico 1 para o 4, fazendo com que
a haste do cilindro retorne, enquanto que o ar acumulado na câmara traseira
descarrega para a atmosfera, através da válvula, do pórtico 2 para o 3.

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25. ELEMENTOS E CIRCUITOS
ELETROHIDRÁULICOS

Diagrama Elétrico

Os diagramas elétricos têm por finalidade representar claramente os circuitos


elétricos sob vários aspectos, de acordo com os seguintes objetivos:

1º funcionamento seqüencial dos circuitos;

2º representação dos elementos, sua funções e as interligações conforme as


normas estabelecidas;

3º permitir uma visão analítica das partes ou do conjunto;

4º permitir a rápida localização física dos elementos.

A fim de tornar possível a construção de um diagrama ou esquema na prática, é


necessário efetuar indicações dos componentes e das conexões por letra e
números ou símbolos gráficos. Estas indicações poderão ser diferentes de acordo
com a norma adotada que poderão ser ABNT, DIN, EIC, ANSI, etc.

Figura 25.1 – Exemplo de indicação de um contator


1 – Contator auxiliar
2 – Contator principal

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Tipos de Diagrama

Existem vários tipos de diagramas, entretanto abordaremos nesta unidade,


apenas dois tipos que são: diagrama de funções e de diagrama de corrente.

Diagrama de funções:

Este diagrama representa o circuito elétrico com todos os detalhes sendo que, os
equipamentos são desenhados como unidade com sistema de acionamento e
contatos, estando entretanto, estes equipamentos dispostos no esquema sem
considerar a sua posição física real.

Figura 25.1 – Diagrama de função

Diagrama de corrente:

Representa o circuito elétrico em todos os seus detalhes, mas sem considerar a


constituição mecânica e a posição física dos equipamentos. Contrariamente ao
diagrama de funções, representam-se, neste caso, os circuitos em separado, a
saber, o circuito principal e o de comando. As vantagens do diagrama de corrente
são: facilidade de supervisão em relação ao funcionamento do circuito e a
construção simples e clara dos diferentes trajetos de corrente, os quais também
facilitam posteriormente uma eventual procura de defeitos.

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Tipo de Comando de
Comando Eletrohidráulico
Circuito Motor Elétrico

Circuito Principal
Circuito de Comando

Tabela 25.1 – Diagramas de corrente

Veremos a partir de agora, os símbolos elétricos comumente usados na


eletrohidráulica.

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SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO

Solenóide com uma


Botão bobina

Solenóide com uma


Alavanca bobina operando
proporcionalmente

Pedal
Piloto direto

Apalpador ou came
Piloto indireto

Mola
Solenóide e piloto

Rolete
Solenóide ou piloto

Rolete articulado ou
gatilho (operando em Solenóide e piloto ou
um único sentido) mecânico

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26. PROBLEMAS E EXERCÍCIOS
1 – Se em um determinado circuito de força (acionamento de motores)
houver uma falha elétrica, que provoque uma baixa isolação elétrica entre 2
ou mais condutores , pode-se afirmar que:

a) poderá ocorrer uma sobre-carga a qualquer momento


b) poderá ocorrer um curto circuito a qualquer momento
c) pode-se afirmar que ocorrerá um dano no motor
d)pode-se dizer que a fonte de energia ( concessionária ) sentirá os efeitos e
tomará as devidas providências

2 – Se um curto circuito ocorre em um circuito de força que alimenta um


circuito trifásico ocorrer, o dispositivo elétrico responsável por cortar o
problema é:

a) relé térmico
b) botoeira
c) temporizador
d) fusível

3 – O princípio básico de funcionamento dos relés térmicos é:

a) efeito pelicular da corrente elétrica


b) eletromagnetismo
c) ação da temperatura sobre alguns materiais que originam algumas mudanças
físicas
d) elevação da temperatura até provocar a fusão dos materiais

4 – O funcionamento dos contatores é baseado no:

a) efeito pelicular da corrente elétrica


b) efeito joule da corrente elétrica
c) eletromagnetismo
d) princípio da ação de forças produzidas em uma carga elementar dentro de um
campo elétrico

5 – Nos circuitos elétricos em geral , as principais funções que justifiquem o


emprego de transformadores elétricos podem ser:

Marque com um X as opções mais coerentes :

a) necessidade dos equipamentos precisarem de baixa tensão e pequenas


correntes elétricas para o perfeito funcionamento

b) necessidade dos equipamentos precisarem de alta tensão e pequenas


correntes elétricas para o perfeito funcionamento

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c) necessidade dos equipamentos precisarem de alta tensão e altas correntes
para o perfeito funcionamento

d) necessidade dos equipamentos precisarem de baixa tensão e altas correntes


para o perfeito funcionamento

e) produzir a perfeita isolação elétrica entre lado da concessionária de energia e o


lado da carga elétrica

f ) adequar as necessidades da carga a ser instalada no sistema elétrico

g) distribuir energia a níveis adequados de utilização, garantindo aos usuários


maior segurança no manuseio de equipamentos elétricos.

h) o aumento da potência elétrica do sistema elétrico com o uso de


transformadores.

i) necessidade dos sistemas elétricos se adaptarem ás condições de geração de


energia elétrica , transmissão , distribuição e consumo

6 – Um certo sistema elétrico deve receber uma tensão de 120 V em 60 Hz


para alimentar suas cargas. A concessionária dispõe de tensões 480 V em
60 Hz pronta para utilização.

Responda:

a) De que maneira se interligam a carga e a concessionária?

b) Qual a relação de transformação?

7 – Se um motor elétrico monofásico de partida auxiliar a capacitor possui


como dados de placa o que segue:
Vn = 220 V P = 3CV ; fp = 0,8 ; Ip/In = 5
O valor da corrente nominal deste motor é :

a) 0,0136 A
b) 10,036 A
c) 12,545 A
d) 62,725 A

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8 – O que pode acontecer com a bobina de um contator especifico para uso
em 220 V CA , se for ligado em 127 V CA ?

9 – Se um contator específico para uso em corrente contínua , for ligado em


corrente alternada , o que pode acontecer?

10 – Um eletricista instalou um contator em um circuito de alimentação de


um motor elétrico , de formas a tornar o sistema adequado ao usuário .
Porém , ao acionar a botoeira que deveria dar o comando ao contator ,
verificou-se que nada acontecia .
Dê sua opinião sobre os possíveis erros ou falhas que possam ter ocorrido
na montagem ou operação do circuito.

11 – Supondo que o problema especifico que trata a questão 10 ,tenha sido


solucionado , mas um outro fora agora detectado e ocorre logo após o
acionamento da botoeira que alimenta a bobina do contator , que fecha seus
contatos principais e os N.A . auxiliares , mas ao soltar a botoeira , tudo
para de funcionar.

Ajude o eletricista a solucionar este defeito dando idéias das possíveis causas.

12 – Supondo que o defeito da questão 11 tenha sido solucionado, mas um


novo problema ocorreu , e ao acionar a botoeira que alimenta o contator ,
percebe-se vibrações nos contatos elétricos do contator e ruído provocado
por estas vibrações .

Solucione o problema apresentando possíveis causas do defeito.

13 - Supondo que os defeitos mencionados nas questões 10 a 12 tenham


todos sido sanados, se ao ligar o motor e ele fica em funcionamento
somente por poucos segundos e depois desliga-se cortando a alimentação
geral e acionando um alarme sonoro , onde poderá estar o defeito agora?

14 – Projete um circuito de comando e força , que acionará um forno elétrico


que possui três resistências idênticas que podem ser ligadas através de
contatores , fusíveis , botoeiras etc.

O circuito é dotado de um sensor de temperatura que quando a temperatura


interna do forno atingir um certo valor ajustado, uma das resistências ligada em
paralelo deve ser desligada, conforme esquema:

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Contato que se
abre quando a
temperatura sobe

Se a temperatura cair o contato volta a fechar novamente.

Perguntas sobre seu projeto.

a) O que o circuito projetado por você faz ?

b) Se o contado mostrado na figura acima não se abrir , qual pode ser a causa?

c) Esta situação pode trazer dano ao forno?

d) E ao sistema elétrico?

e) De que formas este sistema pode trazer economia para a empresa em que
você trabalha?

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15 – Dados os símbolos a seguir , identifique-os corretamente , e marque a
resposta que melhor se apresentar:

1- 2-

3- 4-

5- 6-

a) bobina de temporizador , bobina de contator , contato N A , contato NF ,relé


térmico , chave do relé térmico

b) bobina de contator , bobina de temporizador , contato N F , contato N A ,


sensores térmicos , relé térmico

c) bobina de contator , sensor de relé térmico , contato N A , contato N F , sensor


do temporizador , contato do relé térmico

d) bobina de contator , bobina de temporizador , contato N A ,contato N F ,


sensores térmicos , contato de relé térmico

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16 – Analise o circuito de comando e força a seguir, e responda o que se
pede:

R
S
220 V – 60Hz
T

Ch
F1

F
rt1

B1
C1

B0
rt1

C1

C1

MIT
F2

220 V - 60Hz

a) Como funciona o circuito de comando?

b) E o circuito de força?

c) Tudo funciona bem?

d) Você promoveria alguma alteração neste circuito? Onde? Por que?

e) Que tipo de acionamento é este?


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17 – Analise o circuito de comando e força a seguir, e responda o que se
pede:

R
S
220 V – 60Hz
T

Ch
F1

F
rt1

C1 B1
C1

B0
rt1

C1

F2

MIT

220 V - 60Hz

a) Tudo funciona bem?

b) Você promoveria alguma alteração neste circuito? Onde? Por que?

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18 – Analise o circuito de comando e força a seguir, e responda o que se
pede:

R
S
220 V – 60Hz
T

Ch
F1

F
rt1

B0 C1 C2

B1 B2

C2 C1 rt1

C1 C2

F2
MIT

220 V - 60Hz

a) Como funciona o circuito de comando?

b) E o circuito de força?

c) Tudo funciona bem?

d) Você promoveria alguma alteração neste circuito? Onde? Por que?

e) Que tipo de acionamento é este?

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19 – Projete um circuito de comando e força, empregando relés, botoeiras,
contatores, chaves fim de curso, motores elétricos, dispositivos de
segurança, dispositivos eletrohidropneumáticos, que possam executar a
seguinte tarefa:

S1 S2

Cilindro
Peneira
pneumático
dupla ação

Polia excêntrica
ligada ao eixo de
motor elétrico

Correia
transportadora
acionada por MIT

Acionando uma botoeira, o circuito deve der energizado, ligando o motor da


correia transportadora primeiramente.
Após uma temporização de 5seg, o motor da peneira automaticamente é ligado.
A partir destas ações, o cilindro pneumático entrará em funcionamento,através de
uma válvula eletropneumática de 5/2vias que é acionada de 30 em 30 segundos
através de um temporizador e utilização dos sensores S1 e S2 que funcionam
como fim de curso e também dão comando para uma eletrovalvula pneumática
2/2 vias que é ativada temporizadamente de 10 em 10 seg. molhando o material
que estiver sobre a peneira cilicamente.

Uma mangueira é conectada à ponta do cilindro dotado de bico burrifador e a


cada parada nos sensores S1 e S2, jorram água intermitentemente.

O material então lavado é transportado para o setor de carregamento e despacho

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Referências Bibliográficas
1. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI –
Eletricidade – Instalação Predial - 1981

2. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI –


Eletricista de Manutenção – Comandos Elétricos – BH - 1998

3. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI –


Eletricista de Manutenção – Introdução aos Comandos Elétricos – BH –
1998

4. CATÁLOGO GERAL – Motores Elétricos - WEG

- Creder, Hélio. Instalações elétricas. 13ª. ed. Rio de Janeiro, LTC - Livros
Técnicos e Científicos Editora S.A., 1995

- Senai, Apostila eletrônica do Senai e Companhia Siderúrgica de Tubarão.


Senai –ES 1996

- Mamede, João, Instalações Elétricas Industriais 6ª Edição, LTC. Livros


Técnicos e Científicos Editora S.A, 2002

- Saber eletrônica, Revista. N°329 Junho de 2000.

5. AUTOMATIZAÇÃO ELETROPNEUMÁTICA – Núcleo de Automação Hidráulica


e Pneumática

6. SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI –


Módulo Eletrohidráulica

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