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Análise financeira da

informação contabilística
Formação Segmentada

Paulo Jorge Seabra dos Anjos

Apresentação | Autor 2020


A Contabilidade
e a Gestão

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
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Página do manual 8

A Contabilidade e a Gestão

Unidade económica (p.e. empresa)

• Agrupamento humano hierarquizado, que mobiliza meios


humanos, materiais e financeiros, de forma a extrair,
transformar, transportar e/ou distribuir produtos, e/ou
prestar serviços.

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A Contabilidade e a Gestão

Várias funções empresariais:


• Função comercial;
• Função produtiva;
• Função contabilística: registo sistemático de todos os factos
patrimoniais ocorridos e os factos contingentes relevantes para a
organização;
• Função financeira: preparação, assunção, execução e controlo das
decisões financeiras na empresa;
• Função recursos humanos;
• ………..
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A Contabilidade e a Gestão

FUNÇÃO FINANCEIRA:
Análise Financeira:
• De natureza histórica, engloba um conjunto de instrumentos e métodos
que permitem realizar diagnósticos sobre a situação financeira de uma
empresa, assim como obter elementos que podem ser projetados para o
seu desempenho futuro.
Gestão Financeira:
• De natureza previsional, engloba todas as tarefas ligadas à obtenção,
utilização e controlo de recursos financeiros de forma a garantir, por um
lado, a estabilidade das operações da organização e, por outro, a
rendibilidade dos recursos nela aplicados.
………..
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A Contabilidade e a Gestão

As decisões financeiras podem ser de curto prazo:

• de gestão de disponibilidades, vulgarmente alvo de aplicações


de tesouraria;
• de concessão de créditos comerciais;
• de obtenção de crédito junto de fornecedores;
• de contração de financiamentos de curta duração para fazer
face a problemas financeiros pontuais de curto prazo.

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A Contabilidade e a Gestão

As decisões financeiras podem ser de médio e longo prazo com


repercussões por exemplo:
• na estrutura produtiva, seja ela de que natureza for
(investimentos);
• na escolha de fontes de financiamento para suportar os
investimentos efetuados;
• na definição das políticas de autofinanciamento (criar reservas)
versus distribuição de resultados;
• nas opções prosseguidas para crescimento da empresa, desde a
aquisição de concorrentes até à fusão com parceiros estratégicos.
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A Contabilidade e a Gestão

A caracterização da Função Financeira poderá ficar ainda mais


completa se entendermos que a mesma se movimenta em dois
campos de análise do desenvolvimento do negócio numa empresa: o
económico e o financeiro.

A atividade económica da empresa compreende o normal


desenvolvimento da sua atividade, ou seja, a exploração objetiva do
negócio que foi o motivo real da sua constituição, e traduz-se no
resultado operacional, ou resultado de exploração, ou resultado
económico, denominações sinónimas para a maioria dos autores.

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A Contabilidade e a Gestão

A atividade financeira, que preenche efetivamente a função


financeira, consiste na gestão dos fluxos financeiros autónomos ou
induzidos, utilizados por exemplo nas opções de estruturação dos
capitais financiadores do desenvolvimento do negócio na gestão
corrente (investimento em necessidades de fundo de maneio e ativos
fixos de exploração).
Destaca-se à opção por capitais próprios ou alheios, e, dentro destes
últimos, entre diversas opções de fontes de financiamento, consoante
a capacidade de negociação da empresa e os seus interesses
estratégicos.

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A Contabilidade e a Gestão
Diagrama dos fluxos reais e dos fluxos monetários da empresa
Fluxos Reais Fluxos Monetários
Despesas
Fornecedores Compras Fornecedores
Custos Pagamentos

Produção Caixa e Depósitos


Proveitos Recebimentos
Compradores Vendas Compradores
Receitas

Óptica Óptica Óptica da


Financeira Económica Tesouraria
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A Contabilidade e a Gestão – Balanço

O BALANÇO

Representa uma No património


fotografia da situação distinguimos 2 classes de
patrimonial (património) elementos patrimoniais:
da empresa num dado
momento

Ativo Passivo

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A Contabilidade e a Gestão – Balanço


Modalidades da situação patrimonial

A>P A=P A<P

Situação
SP Passiva /
Patrimonial (SP) SP Nula
Falência Técnica
Ativa

A = P + S.L. A = P = S.L. P = A + S.L.


ATIVA NULA PASSIVA

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A Contabilidade e a Gestão – Balanço

• Se agora analisarmos o Ativo numa ótica financeira diremos


que ele corresponde às Aplicações de Fundos ou
Investimentos.
• Estes bens e direitos - ATIVO - da empresa são financiados
quer por CAPITAIS PRÓPRIOS quer por CAPITAIS ALHEIOS.
• Por este facto aos capitais que financiam o Ativo chamamos
as Origens de Fundos ou Financiamentos, a que corresponde
o Passivo e os Capitais Próprios.

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A Contabilidade e a Gestão – Balanço

Daqui resulta que o total das aplicações


de fundos iguala a todo o momento o
total das origens de fundos, podendo
pois afirmar-se:

ATIVO = CAPITAIS ALHEIOS APLICAÇÕES DE FUNDOS =


+ CAPITAIS PRÓPRIOS ORIGEM DE FUNDOS

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A Contabilidade e a Gestão – Balanço

Podemos pois afirmar, e tendo por


base a estrutura e dinâmica do
Património, que:

ATIVO = BENS E DIREITOS = PASSIVO = OBRIGAÇÕES =


ESTRUTURA ECONÓMICA ESTRUTURA FINANCEIRA
DA EMPRESA = APLICAÇÃO DA EMPRESA = ORIGEM DE
DE FUNDOS FUNDOS

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A Contabilidade e a Gestão – Balanço


• Numa perspetiva financeira, podemos afirmar que o Balanço
é o reflexo das aplicações e origens de fundos, onde:
• Representa as aplicações de capital
ATIVO • Investimentos, Inventários, Dívidas a receber e
Disponibilidades

• Representa as origens do Capital, abrangendo as alheias


PASSIVO
• Bancos, Fornecedores, Estado, etc.

• Representa as origens do Capital, abrangendo as próprias


CAPITAL
• Financiamentos concedidos pelos sócios e lucros gerados pela
PRÓPRIO sociedade

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A Contabilidade e a Gestão – Demonstração dos


Resultados
DEMONSTRAÇÃO DOS
RESULTADOS

Num determinado período (entre Documento de avaliação de


dois balanços) a DR evidencia a desempenho económico no referido
formação dos resultados período permitindo avaliar

Rendibilidade das vendas, Rendibilidade financeira, ou do


Lucro dos capitais investidos capital próprio, através dos
representados no Balanço resultados líquidos gerados
relativamente aos capitais próprios

Eficiência Medida de
Prejuízo performance
Económica
financeira

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A Contabilidade e a Gestão – Demonstração dos


Resultados

• A demonstração dos resultados pode ser elaborada de duas formas,


segundo o SNC: demonstração dos resultados por naturezas ou por
funções.
Demonstração dos • A mais utilizada, agrega os rendimentos e os gastos
Resultados por em grupos homogéneos por naturezas, apurando
Naturezas assim resultados por naturezas (económicas).

Demonstração dos • Agrega os vários gastos e rendimentos de acordo


Resultados por com as áreas funcionais onde os mesmos
Funções ocorreram, apurando assim resultados por áreas.

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A Contabilidade e a Gestão – Demonstração de


Resultados

ESTRUTURA DA DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS


{1} RENDIMENTOS OPERACIONAIS
{2} GASTOS OPERACIONAIS
{3} RESULTADOS OPERACIONAIS (EBIT) {1-2}
{4} RESULTADOS FINANCEIROS (juros e rend. Similares – gastos de financiamento)
{5} RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS (EBT) {3±4}
{6} IMPOSTOS SOBRE RENDIMENTO DO PERÍODO
{7} RESULTADOS LÍQUIDO DO PERÍODO (NET INCOME) {5±6}

Como resultado intermédio ao resultado operacional há a considerar:


Resultado antes juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA)

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A Contabilidade e a Gestão – Demonstração de Fluxos de


Caixa

• Da análise da informação deste último documento (DR), concluímos


sobre a existência de algumas limitações nomeadamente face às
cada vez maiores dificuldades de natureza financeira. Na verdade,
de que serve vender muito se não se recebe? E de que serve
produzir muito, se não se vende?

Como Alfred Rappaport escreve:


"Profit is an opinion, cash is a fact".
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A Contabilidade e a Gestão – Demonstração de Fluxos de


Caixa
• Neste documento, dividido em três áreas, de acordo com os diferentes
ciclos de atividade de uma empresa,

Operacional Investimentos Financeira

• São refletidas todas as entradas e saídas de dinheiro verificadas


durante um período igual ao da Demonstração dos Resultados,
podendo assim concluir-se sobre se a situação deficitária da
tesouraria resulta por exemplo de avultados investimentos,
dificuldades na cobrança, ou reembolso de empréstimos bancários.

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A Contabilidade e a Gestão – Demonstração das


Alterações no Capital Próprio

• A Demonstração das Alterações no Capital Próprio, introduz o


conceito de resultado integral que decorre da agregação direta
do resultado líquido do período, com todas as variações ocorridas
em capitais próprios não diretamente relacionadas com os
detentores de capital, agindo enquanto tal.

• Adicionalmente reflete também as transações de relacionamento


com os detentores de capital.

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A Contabilidade e a Gestão – Anexo


Mas Que Seja
Relevante Para Uma
Proporcionando
ainda
Melhor
informação Compreensão De
adicional que Qualquer Uma Delas.
Detalhar a não seja
informação apresentada na
exigida pelas face dos
Apresentar NCRF anteriores
informação modelos
acerca das bases
de preparação das
demonstrações
financeiras e das
políticas
contabilísticas
usadas
O ANEXO deve
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A Contabilidade e a Gestão – Anexo

• O anexo (notas às outras demonstrações financeiras) constitui


uma compilação das divulgações exigidas, na sequência dos
procedimentos contidos nas NCRF.

• Muito frequentemente, na transposição da informação


contabilística para a informação financeira, como veremos
adiante, o anexo é fundamental, por nos permitir entender (e
assim ajustar) os valores apresentados à face dos outros
documentos, adaptando-os assim à realidade financeira da
entidade.

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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


• Para efetuar a análise financeira de uma empresa, torna-se
fundamental calcular um conjunto de rácios e indicadores, sobre as
Demonstrações Financeiras da empresa.
• Deste modo, deverão ser efetuadas ajustamentos as quais permitirão
que os documentos fundamentais (Balanço e Demonstração dos
Resultados), passem a conter informação relevante para efeitos dessa
análise.
• São exemplo de sinais de alerta, informação financeira de qualidade e
ajustamentos mais importantes e frequentes, as situações que a
seguir se apresentam.
Apresentação 25
Análise Financeira|daAutor
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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem chamar
atenção para sinais de alerta são:
• Relatório dos auditores: excessivamente longos, com palavras pouco usuais,
mencionando incertezas, com data tardia em relação ao habitual;
• Mudança de auditores: pode mostrar desacordo entre os gestores e os
auditores quanto à contabilização de algumas transações. Normalmente
sobre transações que são não correntes e que afetam de forma significativa
a forma como se apresenta a situação financeira da empresa;

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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem chamar
atenção para sinais de alerta são:
• Redução dos custos discricionários: a redução de custos de publicidade,
formação, I&D, etc, é normalmente um meio usado para atingir os objetivos
de lucro a curto prazo; O analista deve averiguar se estas decisões estão a
ser praticadas com base na obtenção de uma melhor eficiência ou se são
medidas que podem comprometer os resultados a m/l prazo;
• Mudança de critérios valorimétricos: pode ter o objetivo de adotar métodos
correntes do sector que a empresa não praticava ou pode ser um sinal de
mudança económica da empresa (e.g prejuízos…);

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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem
chamar atenção para sinais de alerta são:
• Aumento do volume de créditos e clientes: o crédito de clientes pode
estar a ser utilizado como forma de ultrapassar as dificuldades de
venda no mercado, e a ser um meio de atingir o objetivo de lucro;
Podem estar a criar-se dificuldades financeiras a curto prazo e a
aumentar o risco de cobrança duvidosa se não se selecionar
criteriosamente os clientes;

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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem
chamar atenção para sinais de alerta são:
• Alteração do tempo médio das existências (inventários): um aumento
do tempo de permanência das existências em armazém pode resultar
de dificuldades de venda, de deficiente gestão das existências ou de
falta de articulação do ciclo de vendas-armazéns-produção;
Também a redução do tempo de permanência pode ser perigosa se
daí resultar rutura nas existências, com consequências nas vendas e
até perda de clientes (falta de eficiência na gestão do ciclo de
exploração);
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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem
chamar atenção para sinais de alerta são:
• Aumento das letras e outros títulos a pagar: quando o volume dessas
dívidas é muito superior ao considerado normal no sector, pode ser devido
a problemas de liquidez. Por vezes pode ser uma forma de financiamento
mais económico, embora, normalmente não o seja de facto;
• Aumento dos ativos intangíveis: questionar a que se deve esse aumento;
Por vezes os gestores passam a capitalizar algumas despesas correntes, com
o fim de obterem melhores resultados. (e.g, pesquisa - DR vs
desenvolvimento - balanço);

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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem
chamar atenção para sinais de alerta são:
• Volume de diferimentos: também como forma de aliviar os custos do
ano, alguns podem ser diferidos para exercícios seguintes (regime do
acréscimo);
• Quebra do rácio margem de contribuição e/ou do rácio margem
operacional em percentagem das vendas: pode ser um sinal de
competitividade agressiva, de falta de controlo sobre os custos ou
mudança na gama de produtos da empresa;

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


1. Sinais de Alerta
Segundo J.C. Neves (2014), alguns aspetos contabilísticos que podem
chamar atenção para sinais de alerta são:
• Aumento do endividamento: este aumento pode ser devido à
incapacidade de gerar internamente fundos para financiar a
atividade;

• Aumento das provisões: pode ser um sinal de dificuldades financeiras


futuras.

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


2. Informação e Qualidade
• O preparador da informação financeira, o Contabilista Certificado, deve ter
sempre presente que a maior preocupação do analista financeiro consiste
na procura de informação de qualidade.
• Para o analista financeiro é fundamental obter informações sobre itens
afetos e não afetos à exploração.
• O analista deve conhecer em profundidade as notas apresentadas no anexo
às contas, sendo esta a base das reclassificações para análise. Podemos
dizer que a qualidade da informação financeira das empresas está muito
dependente do conteúdo divulgado nestas notas.

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A Contabilidade e a Gestão

A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS


2. Informação e Qualidade
Relativamente aos acontecimentos após a data do balanço importa realçar os
seguintes aspetos:
• Convém o analista ler bem esta secção para perceber a amplitude de algum
acontecimento ocorrido após a data de encerramento do balanço, mas que
mereça ser introduzido como reclassificação ao balanço contabilístico para o
balanço funcional;
• Como o SNC segue o princípio da substância sobre a forma caso existam
operações off-balance sheet que incidam sobre o ativo fixo, mas que em
substância nada altera, devem adicionar-se ao valor do ativo fixo aqueles bens
que tenham saído do balanço em consequência dessas operações;
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A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
2. Informação e Qualidade
Relativamente aos acontecimentos após a data do balanço importa realçar os seguintes
aspetos:
• O analista deve considerar o grau de liquidez das aplicações e o grau de exigibilidade
das origens de fundos;
• O analista terá que reformular algumas contas de forma a ordenar o passivo por grau de
exigibilidade;
• Nesta medida, na parte superior do balanço, devem estar as contas de menor grau de
exigibilidade (CP e passivo de mais longo prazo) e na parte inferior do balanço, o passivo
com menor grau de exigibilidade;
• O mesmo em relação às aplicações, isto é, as contas do ativo com menor liquidez devem
aparecer na parte superior do balanço.
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A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

• Claro que cabe ao analista, com maior ou menor conhecimento de todos os


intervenientes na informação dada, um juízo de valor sobre que itens que
poderão estar sujeitos a ajustamento para uma adequada análise económica
e financeira da empresa.
• No entanto, parece adequado que no mínimo possa verificar os itens a
seguir descritos.

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
1) Ativos Por Impostos
Diferidos

Será uma aplicação? Correção:

Não é um investimento, é
- AFL
antes um crédito de
imposto.

- CP

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A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

2) Ver e analisar bem as operações fora do balanço.

Exemplo: a empresa vende um ativo fixo para uma


subsidiária com opção de compra. Na prática
mantem o usufruto do ativo (i.e lease back). O
analista tem que analisar o valor do direito da
opção de compra e se for favorável tratá-la como
locação financeira.

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

3) Adiantamentos A
Fornecedores De 4) Caso De Iva A Recuperar
Investimento

Se a empresa tem iva a


Está, por norma, em ativo
recuperar e não se prevê o
corrente, o analista deverá
reembolso no prazo de 12 meses
corrigir e passar para ativo não
então esse valor deve passar
corrente
para ativo não corrente

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

5) Ativos Intangíveis

Por precaução o analista poderá


retirá-los já que à partida não se
Há que salientar, no entanto,
transformarão em meios líquidos,
que assumindo a empresa em
sobretudo em caso de falência Ser razoável é fundamental.
continuidade, há intangíveis
(exceto eventuais direitos reais
necessários à criação de valor.
sobre propriedade imobiliária-
trespasses; ou industriais-patentes).

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3. Exemplo de Itens a Ajustar

6) Goodwill

Numa perspetiva de continuidade, tanto os


intangíveis como o goodwill devem ser
Em circunstância de falência, o analista poderá considerados como investimento pois são
retirar este valor porque já não terá um valor de facto Capital Investido. Caso contrário iria
realizável (como no caso anterior). aumentar a rendibilidade do capital
investido e a RCP pois iria diminuir o
investimento e logo o ativo.

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

7) Revalorizações E
Imparidades

Na análise de rendibilidade, as
perdas por imparidade ao
diminuírem o CI e CP futuramente
Na análise do equilíbrio financeiro, podem sobreavaliar a
as imparidades diminuem ativo e O contrário para as valorizações
rendibilidade. O analista terá que
Capital Próprio estar atento á magnitude desse
impacto e neste caso pode até
retirar esse valor.

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

8) Interesses Minoritários
9) Inventários

Depende do analista, mas


se estiver a fazer a análise Devem decompor-se
da empresa-mãe, poderá Se estiver a analisar o O analista deve
confirmar se são as existências em
retirar esse valor do CP já equilíbrio financeiro, pode categorias (MP,
que efetivamente são ser que o analista não estratégicos ou não.
Se forem deve corrigir subsidiárias e de
valores que não são tenha que corrigir este valor consumo, PTC,
daquela empresa e afetarão e passar para Ativo
não corrente. mercadorias…)
a sua rendibilidade.

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
11) Adiantamentos A
10) Adiantamentos A Fornecedores
Fornecedores E Adiantamentos
E Adiantamentos Por Conta De
Por Conta De Compras
Compras
Ora acredito que se já adiantei
Normalmente pode ao fornecedor a mercadoria
Ver se são estratégicos corrigir por se aceitar chegará em breve
ou não que o adiantamento
Ver se são estratégicos ou não pressupõe a entrega - RCP ;
no curto prazo das
mercadorias:
+ Inventários

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
12) Adiantamentos de
Clientes

Pela mesma lógica, Então a correção


o cliente adianta o
dinheiro porque
sabe que a
empresa lhe - Exigível c. prazo;
entrega as
mercadorias no
curto prazo
- Inventários

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
13) Diferimentos Ativos – Gastos Diferidos

Então a
Estão em “diferimentos” ou correção:
ativo corrente ou realizável c.
prazo (ex. seguro pago já…), no
entanto por razões de liquidez
das aplicações posso corrigir: - realizável c. prazo;

- CP

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A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
14) Diferimentos Passivos - Rendimentos Diferidos

Estão em “diferimentos” ou passivo


corrente ou exigível c. prazo (ex. renda…),
no entanto por razões de exigibilidade
das origens posso corrigir:

- exigível c. prazo;

+ CP

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A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
15) Provisões de M/L/Prazo

Verificar muito bem que tipo de


provisões estão aqui contabilizadas e
separar as operacionais das não
operacionais e se for o caso corrigir:

- Exigível M/L Prazo;

+Exigível c. Prazo

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A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

16) Ativos financeiros detidos para 17) Numa abordagem funcional a preocupação do analista é
negociação, ativos não correntes a mesma, isto é, terá que proceder a correções.
detidos para venda e outros ativos No entanto se já as efetuou
financeiros no Balanço patrimonial agora
apenas terá que ajustar
atendendo aos 3 ciclos :
O analista deve confirmar se estes
ativos são de facto líquidos ou ciclo de investimento;
facilmente convertíveis em
dinheiro, caso contrário terão que ciclo de exploração;
ser reclassificados em altivo fixo. ciclo das operações financeiras (de capital
e de tesouraria).
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Informação Contabilística 2020 49
Página do manual 23

A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar
18) Letras Descontadas E Não Vencidas 19) Distribuição De
Resultados (dos RL
sabemos que uma parte
vai ser distribuída)
Devem ser corrigidos
pois o cliente ainda
deve de facto: Exigível cp
CP – (Tesouraria
Passiva) +
Realizável curto prazo (CL
ou NC) +

Exigível c p (Tesouraria
Passiva) +
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 50
Página do manual 23

A Contabilidade e a Gestão
A PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
3. Exemplo de Itens a Ajustar

20) Atrasos No Pagamento A Fornecedores Ou A EOEP

Recursos cíclicos - O analista terá que ver rúbrica a


Tesouraria
(…) rúbrica acompanhando a
Passiva + contabilização com as notas as
contas o que é passível de ser
corrigido atendendo aos ciclos de
investimento, de exploração e das
operações financeiras (de capital
e de tesouraria)

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 51
Análise Financeira de Empresas

Rácios e
Indicadores

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 52
Página do manual 26

Rácios e Indicadores

3 Técnicas De Análise Das DF:


• A análise estática: pode ser feita com base num único balanço ou a partir de
vários balanços consecutivos;
• A análise dinâmica: é suportada na análise dos fluxos financeiros. A
comparação de 2 balanços consecutivos, na medida em que identifica fluxos,
permite análises dinâmicas. A DR, a "velhinha" DOAF e a DFC, na medida em
que registam fluxos, são os documentos base da análise dinâmica;
• Os rácios (razão ou quociente entre rubricas das demonstrações financeiras) e
os indicadores (valor absoluto que reflete uma realidade): estabelecem uma
evolução da empresa no tempo e comparam a sua situação e desempenho em
relação a outras empresas e ao próprio setor onde se insere.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 53
Página do manual 26

Rácios e Indicadores

Dois Aspetos Importantes Na Análise Financeira Com Rácios E Indicadores:

• A análise deverá ser sempre comparativa com médias setoriais ou com outras
empresas do setor onde a empresa está inserida; existem várias centrais de
Balanços disponíveis, como o Banco de Portugal, o INE, a Dun & Bradstreet, etc.,
ou em alternativa, com os obtidos das Demonstrações Financeiras dos principais
concorrentes.
• A análise deverá ser sempre feita para um período mínimo de 3 e máximo de 5
anos, de forma a ser possível efetuar uma análise da evolução do negócio e das
várias situações a analisar, numa lógica evolutiva, que também contempla
tendências futuras.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 54
Página do manual 26

Rácios e Indicadores

Grupos De Rácios E Indicadores


• Para facilitar a abordagem foram considerados os seguintes grandes
grupos de análise, que conjugam rácios, indicadores e ainda outras
informações adicionais:
o Situação Financeira;
o Situação Económica;
o Risco;
o Rendibilidade;
o Funcionamento da Empresa;
o Política de Dividendos.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 55
Situação
Financeira

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 56
Página do manual 30

Rácios e Indicadores – Situação Financeira

Objetivos
• analisar a situação da tesouraria (c.prazo)
• analisar o equilíbrio financeiro (m.l.prazo)
o nível adequado de capitais próprios
o capacidade de endividamento e solvabilidade
• utilização ao nível de projetos de investimento e na tomada de decisões de
financiamento.

Documento Fundamental
• Balanço

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 57
Página do manual 34

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


Estrutura de um balanço funcional

CICLO APLICAÇÕES RECURSOS CICLO

APLICAÇÕES DE RECURSOS PRÓPRIOS


INVESTIMENTO OPERAÇÕES
INVESTIMENTO ou RECURSOS ALHEIOS DE CAPITAL
ACTIVO FIXO ESTÁVEIS

EXPLORAÇÃO NECESSIDADES RECURSOS CÍCLICOS EXPLORAÇÃO


CÍCLICAS

OPERAÇÕES DE TESOURARIA TESOURARIA PASSIVA OPERAÇÕES DE


TESOURARIA ACTIVA TESOURARIA

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 58
Página do manual 34

Rácios e Indicadores – Situação Financeira

• Fundo de Maneio (Working Capital)

• Necessidades de Fundo de Maneio NFM

• Tesouraria Líquida

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 59
Página do manual 34

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


{1} CAPITAIS PRÓPRIOS
{2} PASSIVO NÃO CORRENTE
{3} CAPITAIS PERMANENTES {1+2}
{4} ATIVO NÃO CORRENTE
{5} FUNDO DE MANEIO {3-4}
{6} CLIENTES
{7} INVENTÁRIO
{8} NECESSIDADES CÍCLICAS {6+7}
{9} FORNECEDORES
{10} RECURSOS CÍCLICOS {9}
{11} NECESSIDADES DE FUNDO DE MANEIO DE EXPLORAÇÃO{8-10}
{12} NECESSIDADES EXTRA-EXPLORAÇÃO
{13} RECURSOS EXTRA-EXPLORAÇÃO
{14} NECESSIDADES DE FUNDO DE MANEIO EXTRA-EXPLORAÇÃO{12-13}
{15} TESOURARIA ATIVA (ou Elementos Ativos de Tesouraria)
{16} TESOURARIA PASSIVA (ou Elementos Passivos de Tesouraria)
{17} TESOURARIA LÍQUIDA {15-16} ou {5-11-14}

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 60
Página do manual 35

Caso Prático I – 1. ª Fase

• Constituída em (N-4), a TELELE – Comércio de Telemóveis, Lda.


Importa equipamento telefónico móvel, que coloca no mercado
através das redes de distribuição dos grandes operadores
telefónicos de rede móvel e das lojas da especialidade.

• Cobrindo os diferentes segmentos de mercado, a empresa tem


registado um crescimento exponencial do volume de negócios e
dos fundos geridos, conforme se pode verificar nas demonstrações
financeiras anexas, mercê da dinâmica imprimida pelos seus dois
únicos sócios e gerentes da empresa.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 61
Página do manual 36

Caso Prático I – 1. ª Fase

Os Balanços da empresa nos últimos 3 anos, são como segue:


TELELE - Comércio de Telemóveis, Lda
Balanço N N-1 N-2
Ativo
Ativos fixos tangíveis 380 000 347 000 54 000
Ativos intangíveis 6 000 1 000 1 000
Total do Ativo Não Corrente 386 000 348 000 55 000
Inventários 318 000 126 000 12 000
Clientes 445 000 335 000 217 000
Adiantamentos a fornecedores 18 000 9 000 5 000
Estado e outros entes públicos 8 000 3 000 2 000
Caixa e depósitos bancários 23 000 85 000 29 000
Total do Ativo Corrente 812 000 558 000 265 000
Total do Ativo 1 198 000 906 000 320 000

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 62
Página do manual 36

Caso Prático I – 1. ª Fase


Os Balanços da empresa nos últimos 3 anos, são como segue:
Balanço N N-1 N-2
Capital próprio
Capital subscrito 160 000 10 000 10 000
Resultados transitados 0 28 000 10 000
Resultado líquido do período 53 000 32 000 18 000
Total do Capital Próprio 213 000 70 000 38 000
Provisões 15 000 0 0
Financiamentos obtidos não correntes 225 000 300 000 40 000
Total do Passivo Não Corrente 240 000 300 000 40 000
Fornecedores 295 000 242 000 91 000
Estado e outros entes públicos 58 000 28 000 25 000
Acionistas / Sócios 20 000 19 000 14 000
Financiamentos obtidos correntes 336 000 238 000 112 000
Outras dividas a pagar correntes 36 000 9 000 0
Total do Passivo Corrente 745 000 536 000 242 000
Total do Passivo 985 000 836 000 282 000
Total do Capital Próprio e do Passivo 1 198 000 906 000 320 000

Apresentação | Autor 2020 63


Página do manual 37

Caso Prático I – 1. ª Fase


As DR da empresa nos últimos 3 anos, são como segue:
Demonstração dos Resultados N N-1 N-2
Rendimentos e Gastos
Vendas e serviços prestados 1 436 000 860 000 555 000
Produção 1 436 000 860 000 555 000
Custo Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas 1 080 000 667 000 436 000
Margem de Contribuição 356 000 193 000 119 000
Fornecimentos e serviços externos 83 000 59 000 46 000
Valor Acrescentado Bruto (VAB) 273 000 134 000 73 000
Gastos com o pessoal 37 000 23 000 18 000
Excedente Bruto de Exploração (EBE) 236 000 111 000 55 000
Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões) 16 000 3 000 0
Provisões (aumentos / reduções) 15 000 0 0
Imparidades invest. não depreciáveis / amortizações 15 000 0 0
Outros rendimentos 0 1 000 0
Outros gastos 7 000 1 000 3 000
EBITDA 198 000 108 000 52 000
Depreciação e amortização (gastos/reversões) 20 000 3 000 3 000
Resultado Operacional (EBIT) 178 000 105 000 49 000
Juros e rendimentos similares obtidos 2 000 10 000 2 000
Juros e gastos similares suportados 92 000 61 000 19 000
Resultado antes de Impostos (EBT) 88 000 54 000 32 000
Imposto sobre o rendimento do período 35 000 22 000 14 000
Resultado Líquido do Período 53 000 32 000 18 000

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 64
Página do manual 38

Caso Prático I – 1. ª Fase

Questões:

1. Construa o Balanço Funcional da TELELE, Lda., para o triénio


em análise.

2. Dê a sua opinião sobre a situação financeira da empresa no


triénio, com base no Balanço Funcional.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 65
Página do manual 39

Caso Prático I – 1. ª Fase (Solução)

TELELE - Comércio de Telemóveis, Lda

BALANÇO FUNCIONAL N N-1 N-2


Aplicações de Capitais
Investimento Ativo Não Corrente 386 000 348 000 55 000
Exploração Necessidades Cíclicas de FM 789 000 473 000 236 000
Inventários 318 000 126 000 12 000
Clientes 445 000 335 000 217 000
Adiantamentos a fornecedores 18 000 9 000 5 000
Estado e outros entes públicos 8 000 3 000 2 000
Tesouraria Tesouraria Ativa 23 000 85 000 29 000
Meios financeiros líquidos 23 000 85 000 29 000
TOTAL DAS APLICAÇÕES 1 198 000 906 000 320 000

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 66
Página do manual 39

Caso Prático I – 1. ª Fase (Solução)


TELELE - Comércio de Telemóveis, Lda

BALANÇO FUNCIONAL N N-1 N-2


Origens de capitais N N-1 N-2
Capital Capital Permanente 453 000 370 000 78 000
Capital Próprio 213 000 70 000 38 000
Passivo não corrente 240 000 300 000 40 000
Exploração Recursos Cíclicos de FM 409 000 298 000 130 000
Fornecedores 295 000 242 000 91 000
Estado e outros entes públicos 58 000 28 000 25 000
Acionistas (sócios) 20 000 19 000 14 000
Outros débitos correntes 36 000 9 000 0
Tesouraria Tesouraria Passiva 336 000 238 000 112 000
Financiamentos correntes 336 000 238 000 112 000
TOTAL DAS ORIGENS 1 198 000 906 000 320 000
FUNDO DE MANEIO 67 000 22 000 23 000
NECESSIDADES FM 380 000 175 000 106 000
TESOURARIA LÍQUIDA -313 000 -153 000 -83 000

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 67
Página do manual 40

Caso Prático I – 1. ª Fase (Solução)

Análise

• Da análise dos Balanços Funcionais da empresa TELELE para o


triénio (N-2)/(N) constata-se a existência de Fundo de Maneio
sempre positivo, havendo um aumento de (N-1) para (N) de 22 mil
euros para 67 mil euros. No entanto, a empresa apresenta uma
situação de défice de Tesouraria que se vai agravando ao longo do
período.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 68
Página do manual 40

Caso Prático I – 1. ª Fase (Solução)

Análise

• Este défice justifica-se em boa parte pelo aumento do nível de


atividade da empresa tendo as Vendas crescido significativamente
ao longo do período, passando de 555 mil euros em (N-2) para 860
mil euros em (N-1) e 1.436 mil euros em (N), o que veio contribuir
para o crescimento das Necessidades Financeiras de Exploração
(FMN), particularmente no que concerne às rubricas de
Mercadorias e Clientes.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 69
Página do manual 40

Caso Prático I – 1. ª Fase (Solução)

Análise

• Assim, apesar do Fundo de Maneio ter apresentado valores


positivos, o mesmo não se mostrou suficiente para cobrir o valor do
Fundo de Maneio Necessário Total, que foi sempre superior. O
crescimento do valor das necessidades não foi acompanhado por
idêntico movimento ao nível dos recursos.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 70
Página do manual 41

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(médio/longo prazo)

𝐶𝑎𝑝𝑖𝑡𝑎𝑙 𝑃𝑒𝑟𝑚𝑎𝑛𝑒𝑛𝑡𝑒
• Cobertura do Imobilizado*
𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑁ã𝑜 𝐶𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒

Capital Próprio
• Solvabilidade*
Passivo Total

Capital Próprio
• Autonomia Financeira*
Ativo Total

* Estes 3 rácios, são também designados rácios de autonomia financeira, já que quantificam a solidez
financeira da empresa, confrontado o capital próprio (ou permanente) com outras estruturas do balanço.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 71
Página do manual 42

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(médio/longo prazo)

• Independência Financeira

CAPITAL PRÓPRIO
ATIVO NÃO CORRENTE
PASSIVO NÃO CORRENTE

ATIVO CORRENTE
PASSIVO CORRENTE

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 72
Página do manual 42

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(médio/longo prazo)

• Nível do Endividamento Passivo


Ativo Total

Passivo Não Corrente


• Período de Reembolso Capacidade de Autofinanciamento

Passivo Total
• Capacidade de Endividamento Capital Próprio

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 73
Página do manual 42

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(médio/longo prazo)

Passivo Corrente
• Estrutura do Endividamento** Passivo Total

• Taxa de Endividamento MLP** Passivo Não Corrente


Capital Próprio

Passivo Total
• Taxa de Endividamento** (debt to equity ratio) Capital Próprio

• ** Estes 3 rácios, também se designam por rácios de alavanca financeira, pois permitem avaliar as dívidas
da empresa e as suas implicações na exploração.
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 74
Página do manual 44

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(médio/longo prazo)
• Exemplo Prático:

Ativo Não Corrente Capital Próprio

300

Passivo Não Corrente


400

Ativo Corrente 200

Passivo Corrente

300 200
700 700

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 75
Página do manual 45

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(médio/longo prazo)
Fundo de Maneio

Cob. Imobilizado

Solvabilidade

Autonomia Financeira

Nível do Endividamento

Estrutura do Endividamento

Independência Financeira

Capacidade do Endividamento

Taxa de Endividamento MLP

Debt-Equity Ratio
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 76
Página do manual 46

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(curto prazo)
• Liquidez Imediata (cash ratio)

• Liquidez Reduzida (acid test or quick ratio)

• Liquidez Geral (current ratio)

• Prazo de Segurança de Liquidez


Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 77
Página do manual 48

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(curto prazo)
• Exemplo Prático:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 78
Página do manual 48

Rácios e Indicadores – Situação Financeira


(curto prazo)
• Exemplo Prático:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 79
Página do manual 48

Caso Prático I – 2. ª Fase

• Questões:

• Com base nos valores apresentados anteriormente, para a


empresa TELELE, Lda., calcule os principais rácios de
situação ou estrutura financeira, para o período em
estudo.

• Dê a sua opinião sobre a situação financeira da empresa


no triénio, com base nos rácios de situação ou estrutura
financeira.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 80
Página do manual 49

Caso Prático I – 2. ª Fase (Solução)

• Rácios:
• Os rácios de situação ou estrutura financeira, para o triénio
em análise, são os seguintes:
QUADRO DE RÁCIOS (N-2) (N-1) (N)
RÁCIOS DE LIQUIDEZ
Liquidez Geral 1,10 1,04 1,09 Activo Circulante/Débitos de c.p.

Liquidez Reduzida 1,05 0,81 0,66 Créditos de c.p.+Disponibilidades/Débitos de c.p.

Liquidez Imediata 0,12 0,16 0,03 Disponibilidades/Débitos de c.p.

RÁCIOS DE SOLVABILIDADE E AUTONOMIA


Autonomia Financeira 11,88% 7,73% 17,78% (Capital Próprio/Total Aplicações)*100

Solvabilidade 13,48% 8,37% 21,62% (Capital Próprio/Passivo)*100

Capacidade de Endividamento a Médio e Longo Prazo 48,72% 18,92% 47,02% (Capital Próprio/Capital Permanente)*100

Cobertura do Imobilizado por Capital Permanente 1,42 1,06 1,17 (Capital Permanente/Imobilizado Total Líquido)*100

Cobertura do Imobilizado por Capital Próprio 0,69 0,20 0,55 (Capital Próprio/Imobilizado Total Líquido)

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 81
Página do manual 49

Caso Prático I – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Apesar de se verificar que o rácio de liquidez geral apresentou


nos três anos valores ligeiramente superiores à unidade [1,10
em (N-2); 1,04 em (N-1) e 1,09 em (N)], o comportamento do
rácio de liquidez reduzida confirma a importância da rubrica de
Mercadorias no conjunto do Ativo corrente da empresa, assim
como o aumento das dívidas de terceiros de curto prazo.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 82
Página do manual 49

Caso Prático I – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:

• A situação financeira de médio/longo prazo poderá ser


analisada através do rácio de capacidade de endividamento,
constatando-se a sua redução devido a um crescimento do nível
de endividamento de (N-2) para (N-1), situação corrigida em (N),
em boa parte devido ao aumento do capital verificado nesse
ano.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 83
Página do manual 50

Caso Prático I – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Idêntico comportamento refletem os rácios de solvabilidade e


autonomia financeira com valores preocupantes em (N-1) e
evidenciando uma clara melhoria no final do exercício (N).

• Em resumo, pode-se afirmar que a empresa TELELE apresenta


uma situação de equilíbrio financeiro de curto prazo precário,
confirmado pelos indicadores de curto prazo que foram
calculados.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 84
Situação
Económica

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 85
Página do manual 50

Rácios e Indicadores – Situação Económica

Objetivos
• análise da estrutura de custos da empresa
• análise das margens dos diferentes negócios
• análise da capacidade de crescimento da empresa
• análise da viabilidade económica da empresa

Documento Fundamental
• Demonstração dos Resultados

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 86
Página do manual 51

Rácios e Indicadores – Situação Económica


(estrutura dos gastos)

• Margem Bruta ou de Contribuição (Gross Margin or contribution)

Gastos Variáveis
Vendas − Gastos Variáveis ou
Vendas

• Meios Libertos Brutos (EBITDA)


Valor Acrescentado Bruto − Gastos de origem Fixa
ou
Resultado Operacional + Depreciações e amortizações
+ Imparidades de Investimentos depreciavéis/amortizáveis

• Meios Libertos Líquidos


Depreciações
Resultado Líquido + + Provisões + Imparidades + Ajustamentos de justo valor
Amortizações

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 87
Página do manual 52

Rácios e Indicadores – Situação Económica


(estrutura dos gastos)

• Volume de Vendas (preços correntes ou constantes)

• Resultados Operacionais (EBIT)

• Resultados Antes de Impostos (EBT)


Resultados Operacionais (RO) + Resultados Financeiros (RF)

• Resultados Líquidos (Net Income)


Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 88
Página do manual 52

Rácios e Indicadores – Situação Económica


{1} VENDAS
{2} GASTOS DE ORIGEM VARIÁVEL
---------------------------------
{3} MARGEM BRUTA OU DE CONTRIBUIÇÃO {1-2}
{4} GASTOS DE ORIGEM FIXA DESEMBOLSÁVEIS
--------------------------------
{5} MEIOS LIBERTOS BRUTOS (EBITDA) {3-4}
{6} GASTOS DE ORIGEM FIXA NÃO DESEMBOLSÁVEIS
--------------------------------
{7} RESULTADOS OPERACIONAIS (EBIT) {5-6}
{8} RESULTADOS FINANCEIROS
---------------------------------
{9} RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS (EBT) {7+8}
{10} IMPOSTOS SOBRE LUCROS
---------------------------------
{11} RESULTADOS LIQUIDOS (NET INCOME) {9-10}
{12} DIVIDENDOS
---------------------------------
{13} RESULTADO LÍQUIDO RETIDO {11-12}
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 89
Página do manual 53

Caso Prático II – 1. ª Fase

• A empresa FRUTOS, Produção e comércio de refrigerantes, Lda.


produz e distribui, vários sumos concentrados de fruta de marca
própria e marcas de terceiros, aproveitando os seus canais de
vendas. Apresentamos a seguir as suas demonstrações financeiras:

• As DR da empresa nos últimos 2 anos, são como estão no


diapositivo seguinte:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 90
Página do manual 53

Caso Prático II – 1. ª Fase

Demonstração dos Resultados 2018 2019


Rendimentos e Gastos
Vendas e serviços prestados 68 367,90 81 178,30
Trabalhos para a própria entidade 56,90 102,10
Produção 69 202,70 81 990,30
Custo Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas 48 518,60 56 474,00
Margem de Contribuição 20 684,10 25 516,30
Fornecimentos e serviços externos 6 512,10 8 163,70
Valor Acrescentado Bruto (VAB) 14 172,00 17 352,60
Gastos com o pessoal 7 540,80 8 030,00
Excedente Bruto de Exploração (EBE) 6 631,20 9 322,60
Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões) 1 100,00 2 200,00
Outros rendimentos 1 807,30 1 884,10
Outros gastos 1 847,00 2 526,00

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 91
Página do manual 53

Caso Prático II – 1. ª Fase

Demonstração dos Resultados 2018 2019


EBITDA 5 491,50 6 480,70
Depreciação e amortização (gastos/reversões) 1 630,10 1 753,10
Imparidade invest. depreciaveis /amortizações - -
Resultado Operacional (EBIT) 3 861,40 4 727,60
Juros e rendimentos similares obtidos 379,80 323,90
Juros e gastos similares suportados 1 383,60 1 274,50
Resultado antes de Impostos (EBT) 2 857,60 3 777,00
Imposto sobre o rendimento do período 1 066,40 1 181,10
Resultado Líquido do Período 1 791,20 2 595,90

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 92
Página do manual 54

Caso Prático II – 1. ª Fase

Foi possível obter ainda a seguinte informação:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 93
Página do manual 54

Caso Prático II – 1. ª Fase

• Questões:

• Com base nos valores apresentados anteriormente, para a


empresa FRUTOS, Lda., calcule os principais indicadores da
situação económica e elabore a estrutura de custos da
empresa.

• Analise a evolução dos negócios e a estrutura de


resultados

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 94
Página do manual 55

Caso Prático II – 1. ª Fase (Solução)


Demonstração dos Resultados 2018 % 2019 %
Rendimentos e Gastos

• Rácios:
Vendas e serviços prestados 68 367,90 98,8% 81 178,30 99,0%
Subsídios à exploração - 0,0% - 0,0%
Ganhos/perdas imputados de subsidiárias - 0,0% - 0,0%
Variação nos inventários da produção 777,90 1,1% 709,90 0,9%
Trabalhos para a própria entidade 56,90 0,1% 102,10 0,1%
Produção 69 202,70 100,0% 81 990,30 100,0%
Custo Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas 48 518,60 70,1% 56 474,00 68,9%
Margem de Contribuição 20 684,10 29,9% 25 516,30 31,1%
Fornecimentos e serviços externos 6 512,10 9,4% 8 163,70 10,0%
Valor Acrescentado Bruto (VAB) 14 172,00 20,5% 17 352,60 21,2%
Gastos com o pessoal 7 540,80 10,9% 8 030,00 9,8%
Excedente Bruto de Exploração (EBE) 6 631,20 9,6% 9 322,60 11,4%
Imparidade de inventários (perdas/reversões) - 0,0% - 0,0%
Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões) 1 100,00 1,6% 2 200,00 2,7%
Provisões (aumentos / reduções) - 0,0% - 0,0%
Imparidades invest. nao depreciaveis / - 0,0% - 0,0%
Aumentos / reduções de justo valor - 0,0% - 0,0%
Outros rendimentos 1 807,30 2,6% 1 884,10 2,3%
Outros gastos 1 847,00 2,7% 2 526,00 3,1%
EBITDA 5 491,50 7,9% 6 480,70 7,9%
Depreciação e amortização (gastos/reversões) 1 630,10 2,4% 1 753,10 2,1%
Imparidade invest. depreciaveis /amortizações - 0,0% - 0,0%
Resultado Operacional (EBIT) 3 861,40 5,6% 4 727,60 5,8%
Juros e rendimentos similares obtidos 379,80 0,5% 323,90 0,4%
Juros e gastos similares suportados 1 383,60 2,0% 1 274,50 1,6%
Resultado antes de Impostos (EBT) 2 857,60 4,1% 3 777,00 4,6%
Imposto sobre o rendimento do período 1 066,40 1,5% 1 181,10 1,4%
Resultado Líquido do Período 1 791,20 2,6% 2 595,90 3,2%

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 95
Página do manual 56

Caso Prático II – 1. ª Fase (Solução)

• Análise:

• O estudo da estrutura dos resultados (gastos e rendimentos),


graças à demonstração dos resultados, permite averiguar a
evolução da Margem Bruta (MB), dos Meios Libertos
Operacionais (EBITDA), dos Resultados Operacionais (RO), dos
Resultados Antes de Impostos (RAI) e dos Resultados Líquidos
(RL). É, pois, possível estudar a contribuição da atividade
operacional e da estrutura financeira para a formação dos
resultados líquidos.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 96
Página do manual 56

Caso Prático II – 1. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Observando a estrutura de custos entre o ano N-1 e N, na Demonstração


de Resultados, constatamos que:
• A Margem Bruta evoluiu de 20.684,1 para 25.516,3 m€;
• Os Meios Libertos (Brutos) Operacionais subiram de 5.491,5 para
6.480,7 m€;
• Os RO evoluíram favoravelmente de 3.861,4 para 4.727,6 m€;
• Ao nível dos RAI verificou-se um aumento de 2.857,6 para 3.777 m€;
• Os RL também melhoraram, tendo passado de 1.791,2 para 2.595,9
m€.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 97
Página do manual 56

Caso Prático II – 1. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Em face dos valores apresentados, constatamos que o


aumento da atividade da empresa foi acompanhado por
uma melhoria da estrutura de custos e dos resultados ao
nível operacional e líquidos.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 98
Página do manual 57

Rácios e Indicadores – Situação Económica


(criação de valor)
• A criação de valor por parte da empresa é o contributo produtivo da
mesma para o Produto Interno Bruto, é feito através do VAB, o qual
pode ser calculado de duas formas distintas: na ótica da produção e na
ótima do rendimento.
• Valor Acrescentado Bruto
Produção + Outros rendimentos operacionais − (CMVMC + FSE
+ Impostos indiretos + Outros gastos operacionais)

Valor Acrescentado Bruto


• Taxa do Valor Acrescentado Bruto Produção

Apresentação | Autor
Análise Financeira da Informação Contabilística 2020 99
Página do manual 58

Rácios e Indicadores – Situação Económica


(criação de valor)

• Produtividade do Equipamento Valor Acrescentado Bruto


Ativo Fixo Tangível

• Produtividade do Trabalho Valor Acrescentado Bruto


Volume de Emprego

Ativo Fixo Tangível


• Coeficiente Capital-Emprego Volume de Emprego

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 100
Página do manual 59

Caso Prático II – 2. ª Fase

• Questões:

• Com base nos valores apresentados anteriormente, para a


empresa FRUTOS, calcule os principais rácios relacionados
com o VAB da empresa.

• Dê a sua opinião sobre a evolução da empresa no biénio.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 101
Página do manual 59

Caso Prático II – 2. ª Fase (Solução)

• Rácios:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 102
Página do manual 59

Caso Prático II – 2. ª Fase (Solução)

• Rácios:

RÁCIOS 2019 2018


Pessoal 196 185
Ativo Fixo 9 697,00 11 198,00

VAB/ Produção (Taxa do Valor Acrescentado Bruto) 20,42 20,38


VAB/Ativo Fixo (Produtividade do Equipamento) 1,45 1,49
VAB/ Pessoal (Produtividade do Trabalho) 72,10 90,32
Ativo Fixo/Pessoal (Coeficiente Capital Emprego) 49,47 60,53

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 103
Página do manual 60

Caso Prático II – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Graças aos cálculos do VAB, é possível analisar o montante da


riqueza criada, os agentes económicos que nela participaram e que
dela beneficiam, bem como as percentagens da sua participação,
que são as seguintes:

1. No ano N, a riqueza criada, medida pelo VAB, cifrou-se em


16.710,70 m€ a que correspondeu um acréscimo de cerca de
2.578 m€ face a N-1.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 104
Página do manual 60

Caso Prático II – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:
2. Os principais beneficiados com a riqueza gerada (em N), foram:

• Os trabalhadores com 8.030 m€ a que corresponde a 48,1% do total


do VAB;
• O Estado recebeu 1.181,1 m€ a que corresponde a 7,1% do total do
VAB. Como a empresa aumentou os seus resultados, o montante de
IRC pago também aumentou. Atenção porque esta análise pode não
ser direta, já que pode existir um desfasamento entre resultados
contabilísticos e resultados, mas normalmente um acréscimo de
tributação está associado a um acréscimo de Resultados Antes de
Impostos contabilístico;
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 105
Página do manual 60

Caso Prático II – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Os acionistas receberam, sob a forma de Dividendos, 1.038,0 m€


(6,2€ do VAB);

• Os credores usufruíram de 950,6 m€ pelo serviço da dívida da


empresa (5,7% do VAB);

• A empresa através do auto financiamento (resultados líquidos afetos


a reservas, depreciações, amortizações e provisões do exercício)
beneficiou com 5.511,0 m€, cerca de 33% do VAB.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 106
Página do manual 60

Caso Prático II – 2. ª Fase (Solução)

• Análise:

3. O nível de riqueza criada, em percentagem da produção, permite


confirmar que se trata de uma empresa industrial.

4. Esse nível de riqueza diminuiu ligeiramente de 20,42% em N-1, para


20,38% em N, facto que poderá estar relacionado com a evolução do
paradigma produtivo, com a substituição de pessoal por novos
equipamentos, bem evidente na evolução de um ano para o outro
do Coeficiente Capital Emprego.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 107
Risco e
Rendibilidade

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 108
Página do manual 61

Rácios e Indicadores – Risco

Objetivos

• Identificar o risco económico, financeiro e total da empresa


• Evidenciar o peso dos gastos fixos
• Evidenciar o peso dos gastos financeiros

Documento Fundamental
• Demonstração dos Resultados

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 109
Página do manual 61

Rácios e Indicadores – Risco (económico)

• Ponto Morto Económico (ou Ponto Crítico Operacional) (Break


Even Point)

• Margem de Segurança Operacional

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 110
Página do manual 62

Rácios e Indicadores – Risco (económico)

• Exemplo Prático:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 111
Página do manual 63

Rácios e Indicadores – Risco (económico)

Ponto Morto
Económico

Margem de Segurança
Operacional

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 112
Página do manual 63

Rácios e Indicadores – Risco (económico)

• Grau Económico de Alavanca ou Grau de Alavanca Operacional

• Efeito Económico de Alavanca (Operational Leverage)

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 113
Página do manual 65

Rácios e Indicadores – Risco (financeiro)

• Ponto Morto Financeiro (PMF)

• Margem de Segurança Financeira

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 114
Página do manual 66

Rácios e Indicadores – Risco (financeiro)

• Exemplo Prático:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 115
Página do manual 67

Rácios e Indicadores – Risco (financeiro)

Ponto Morto
Financeiro

Margem de Segurança
Financeira (PMF)

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 116
Página do manual 67

Rácios e Indicadores – Risco (financeiro)

• Grau Financeiro de Alavanca

• Efeito Financeiro de Alavanca (Financial Leverage)

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 117
Página do manual 68

Rácios e Indicadores – Risco (total)

• Ponto Crítico Total (PCT)

• Margem de Segurança Total

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 118
Página do manual 69

Rácios e Indicadores – Risco (total)


Valor
600 Vendas Líquidas Vendas

Gastos Variáveis
500
Ponto Crítico Total
Gastos Fixos
400 PME

PMF Gastos Totais (Econ.)


300
Amor. e Depreciações

200 Gastos Totais (Econ.) s/


Amort.e Depreciações
Resultado Financeiro
100
Gastos Totais (econ.) +
0 Resultado Financeiro
0 100 200 300 400 500 Quantidade

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 119
Página do manual 69

Rácios e Indicadores – Risco (global)

Ponto Crítico Total

Margem de Segurança
Total

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 120
Página do manual 70

Rácios e Indicadores – Risco (global)

• Grau Combinado de Alavanca

• Efeito Combinado de Alavanca

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 121
Página do manual 70

Caso Prático II – 3. ª Fase

• Dados:
• Retomando o Caso Prático II, considere que são custos variáveis,
para além do CEV, 75% dos FSE e os Impostos Indiretos.

• Questões:
1) Com base nos rácios de risco anteriores, estudar os riscos do
negócio e financeiro da empresa através do ponto crítico das
vendas, e os graus de alavancagem operacional (ou
económico), financeiro e combinado.
2) Como analisa a evolução do risco da empresa neste período?

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 122
Página do manual 71

Caso Prático II – 3. ª Fase (Solução)

• Rácios:

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 123
Página do manual 72

Caso Prático II – 3. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Analisando o GAO, o GAF, o GAC e o ponto crítico é


possível aferir o nível de risco e chegar à conclusão que ele
se situa a um nível moderado e ainda baixou ligeiramente.
De facto o GAO decresceu de 3,89 para 3,81 tendo o GAF
diminuído de 1,35 para 1,25 e o GAC decrescido de 5,26
para 4,76.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 124
Página do manual 72

Rácios e Indicadores – Rendibilidade

Objetivos
• evidenciar a rendibilidade de diversos fatores
• valorizar por unidade de resultado, aspetos estruturais e conjunturais da
empresa
• determinar as margens por produto ou família
• verificar em termos monetários a eficiência dos recursos postos à disposição da
empresa

Documento Fundamental

• Balanço e Demonstração dos Resultados

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 125
Página do manual 72

Rácios e Indicadores – Rendibilidade

• A rendibilidade, deve ser sempre pelo menos suficiente para assegurar a


manutenção do capital e o reembolso e remuneração dos capitais utilizados

• Rendibilidade Das Vendas

A rendibilidade das vendas é decomposta pelos 2 seguintes rácios:


• Margem Bruta Das Vendas

• Efeito Dos Custos Fixos

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 126
Página do manual 73

Rácios e Indicadores – Rendibilidade

• Rendibilidade Económica do Ativo (REA) (ROI-Return on


Investment)
Resultado Operacional
Ativo Total

• Rotação Do Ativo Vendas


Ativo Total

Resultado Líquido
• Rendibilidade Dos Capitais Próprios Capital Próprio

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 127
Página do manual 75

Rácios e Indicadores – Rendibilidade


M.Contr. RO
X
Rendibilidade dos Capitais Próprios
Vendas M.Contr. (ROE-Return on Equity)
Margem Bruta das Efeito dos Custos
Vendas Fixos
=
RO Vendas
X
Vendas Ativo

Rendibilidade das Rotação do Ativo


Vendas
=
RL RO RAI Ativo RL
Capital = Ativo
X
RO
X Capital X
RAI
Próprio Próprio

Rendibilidade dos Rendibilidade do Efeito de Alavanca Efeito Fiscal


Capitais Próprios Ativo Financeiro
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 128
Página do manual 76

Rácios e Indicadores – Rendibilidade

• Efeito de Alavanca Financeiro

• Efeito Fiscal

• Rendibilidade Fiscal das Vendas

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 129
Funcionamento
da Empresa

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 130
Página do manual 77

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

Objetivos
• explicitar os impactos financeiros das decisões de gestão corrente
• pôr em evidencia aspetos deficientes da gestão corrente da empresa
• rácios que medem a eficiência com que a empresa utiliza / gere os seus
ativos
• calculados com base na rotação ou no período de retenção / dias de
funcionamento
Documento Fundamental
• Demonstração dos Resultados e Balanço

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 131
Página do manual 77

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

• Os seguintes rácios estão relacionados com o funcionamento corrente da


empresa, comparando sempre grandezas da DR com qualquer elemento
do Balanço e fazendo análises comparativas

• Envelhecimento do Ativo Fixo

• Custo Médio do Capital Alheio

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 132
Página do manual 78

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

• Outros rácios de funcionamento podem ser expressos da mesma forma


(tendo sempre as vendas como elemento de comparação)

Vendas
• Rotação do Capital Próprio Capital Próprio

Vendas
• Rotação do Capital Permanente Capital Permanente

Vendas
• Rotação do Ativo Ativo Total

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 133
Página do manual 78

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

• A maioria destes rácios, expressos em dias, semanas ou meses, em que


a análise decorre segundo a lógica do período de retenção, podem ser
expressos através de valores relacionados com a Rotação (por exemplo
no caso dos inventários número de vezes que o inventário "roda" em
armazém).

• Rotação dos Inventários

• Rotação de Clientes

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 134
Página do manual 79

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

• Prazo Médio de Recebimento *

• Prazo Médio de Pagamento

• Prazo Médio de Armazenamento do Inventário*

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 135
Página do manual 80

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

• Prazo Médio de Armazenamento de Matérias Primas*

• Prazo Médio de Armazenamento de Produtos Acabados*

• Prazo Médio de Armazenamento de Mercadorias*

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 136
Página do manual 81

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

Várias particularidades na construção destes rácios:


• Sazonalidade;

• Comparação entre grandezas com e sem impostos;

• Melhor unidade de tempo a utilizar;

• Comparabilidade das grandezas e o ciclo produtivo (p.e. nos


inventários ou em qualquer outra área crítica em análise).

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 137
Página do manual 81

Rácios e Indicadores – Funcionamento da Empresa

Exemplo do ciclo de vida de uma mercadoria numa empresa

Exemplo de Ciclo de Exploração

Chegada da Venda da Recebimento


Mercadoria Mercadoria da Venda

Mercadoria em armazém Prazo médio de recebimento


P.M. de Pagamento Tempo entre o pagamento e recebimento

Pagamento
da Análise comparável em dias e seus
Mercadoria impactos na Estrutura Financeira
(NFM)
Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 138
Página do manual 82

Caso Prático I – 3. ª Fase

• Questões:

• Com base nos valores apresentados anteriormente, para a


empresa TELELE, Lda., calcule os principais rácios relacionados com
a gestão corrente da empresa, para o período em estudo.
• Dê a sua opinião sobre a situação da empresa no triénio, com base
nos referidos rácios.
• Com base nos elementos obtidos nas duas fases anteriores deste
caso prático, diga quais as medidas que devem ser tomadas com
vista à melhoria da mesma.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 139
Página do manual 82

Caso Prático I – 3. ª Fase (Solução)

• Rácios:

QUADRO DE RÁCIOS (N-2) (N-1) (N)


RÁCIOS DE GESTÃO OU ATIVIDADE
Prazo Médio de Recebimentos(em dias) 118 118 97
Prazo Médio de Pagamentos(em dias) 56 99 76
Prazo Médio de Inventários(em dias) 10 37 74
RÁCIOS DE EFICIÊNCIA
Rotação do Ativo 1.73 0.95 1.20
Rotação dos Inventários 36.33 9.67 4.86
Rotação do Capital Próprio 14.61 12.29 6.74
Rotação do Capital Permanente 7.12 2.32 3.17

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 140
Página do manual 83

Caso Prático I – 3. ª Fase (Solução)

• Análise:

• Conforme visto na 1ª fase deste caso, a empresa tem vindo a piorar


os rácios relacionados com a gestão dos seus recursos, como o
comprova o agravamento do Prazo médio de Permanência de
Mercadorias, já que a empresa funcionou com stocks de
Mercadorias bastante acima das suas necessidades, o que obrigou à
obtenção de fundos adicionais para o seu financiamento.
• Neste contexto e como vimos na 1ª fase, cresceu o nível de
endividamento a Fornecedores, tendo por outro lado a empresa
recorrido ao apoio de curto prazo junto das instituições de crédito
para conseguir cobrir o défice.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 141
Página do manual 83

Caso Prático I – 3. ª Fase (Solução)

• Medidas:

• O aumento do nível de Capital Próprio permitirá certamente a


melhoria da situação financeira de médio prazo. Assim, o
consequente acréscimo do respetivo Fundo de Maneio poderá
igualmente possibilitar a melhoria da relação da empresa com
os credores (bancários e fornecedores), conduzindo à melhoria
dos Recursos Cíclicos e, também por esta via, à criação de
condições para a anulação do défice de Tesouraria, atingindo-se
assim o equilíbrio da situação financeira de curto prazo.

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 142
Política de
Dividendos

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 143
Página do manual 83

Rácios e Indicadores – Política de Dividendos

Objetivos
• pôr em evidência a política de distribuição de dividendos da empresa
• analisar as implicações imediatas e futuras para o crescimento da
empresa
• o conflito de agência

Documento Fundamental
• Demonstração dos Resultados

Apresentação
Análise Financeira| da
Autor
Informação Contabilística 2020 144
Página do manual 83

Rácios e Indicadores – Política de Dividendos

• Rácio de Distribuição de Dividendos

• Rácio de Retenção do Resultado (Plow Back)

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Informação Contabilística 2020 145
Página do manual 84

Rácios e Indicadores – Política de Dividendos

• Fator de Crescimento Interno

• Taxa de Crescimento Sustentável

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Estatutos PME Líder e
PME Excelência 2020

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Página do manual 85

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Marca:
• “PME Líder” é uma marca registada do IAPMEI – Agência para a
Competitividade e Inovação, IP.
• O Estatuto PME Líder é atribuído pelo IAPMEI, I.P. e pelo Turismo de Portugal,
I.P. (no caso das empresas do Turismo), em parceria com 10 Bancos a operar em
Portugal:
➢ Banco BPI;
➢ Bankinter;
➢ Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo;
➢ Caixa Geral de Depósitos;
➢ EuroBic;
➢ Millennium BCP;
➢ Montepio;
➢ Novo Banco e Novo Banco dos Açores;
➢ Santander Totta;
➢ Sociedades de Garantia Mútua.

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Página do manual 85

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Condições de Acesso:
Para aceder ao a) Serem consideradas PME, de acordo com a Recomendação da Comissão Europeia, de 6 maio
Estatuto PME Líder (2003/361/CE), comprovada pela obtenção da Certificação PME On-line, em www.iapmei.pt, que deverá ser
renovada anualmente, logo após a entrega da IES (Informação Empresarial Simplificada) à Autoridade
2020, as PME devem Tributária (AT).
reunir as seguintes
condições: b) Apresentarem pelo menos três exercícios de atividade completos e contas encerradas relativas ao último
exercício económico e fiscal completo.

c) Terem notação mínima de risco, atribuída pelas Sociedades de Garantia Mútua.

d) Desenvolverem uma atividade económica enquadrada na Lista de Setores de Atividade (CAE) identificados
no anexo I do Regulamento.

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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Condições de Acesso:
Para aceder ao
e) Terem assegurado o • Possuir situação regularizada perante a Autoridade Tributária, a
Estatuto PME Líder Segurança Social, o IAPMEI e o Turismo de Portugal;
2020, as PME devem cumprimento das
reunir as seguintes seguintes condições,
relativas à sua atividade: • Ter a situação regularizada ao nível do licenciamento da sua atividade,
condições: incluindo, no caso do setor do turismo, o preenchimento dos requisitos
específicos deste setor abaixo descritos;

• Não se encontrar em situação de reestruturação financeira e/ou de


insolvência;

• Não ter sido alvo de condenação através de processo-crime ou


contraordenacional por violação da legislação do trabalho,
designadamente através de atos que envolvam discriminação no trabalho
e no acesso ao emprego, nos últimos 3 anos;

• Não ter sido alvo de punição nos últimos três anos pela prática de
quaisquer contraordenações ambientais e do ordenamento do território.

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Página do manual 87

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Critérios de Desempenho e Solidez Financeira
• As empresas devem demonstrar prosseguir estratégias de crescimento e de reforço da sua
base competitiva e possuam elevados níveis de desempenho e de solidez financeira.
• Nestes termos, para além das condições atrás mencionadas cumulativamente, devem ser
cumpridos os critérios a seguir definidos (não são considerados quaisquer arredondamentos):

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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Critérios de Desempenho e Solidez Financeira

o No caso das empresas do setor do turismo, há ainda a considerar


que:

➢ Serão enquadradas apenas as empresas cujos estabelecimentos


se encontrem devidamente licenciados (consultar ponto “4.
Requisitos específicos do setor turismo”);

➢ Volume de Negócios >= 500.000,00€ (quinhentos mil


euros).

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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020

• Cálculo do NETDEBT e EBITDA

❑ Para efeitos do apuramento dos indicadores económico-financeiros


estabelecidos no número anterior, os valores de base
correspondentes são os que constam da IES entregue à Autoridade
Tributária, determinando-se o NET DEBT e o EBITDA de acordo com o
seguinte:

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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020

• Cálculo do NETDEBT e EBITDA

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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Cálculo do NETDEBT e EBITDA
• No que diz respeito ao EBITDA:
• Cálculo do EBITDA (Resultado antes de Depreciações, Gastos de Financiamento e
Impostos)
o Valor do Quadro 03-A - Demonstração De Resultados Por Natureza - Campo A5017

O estatuto PME Líder não será atribuído nas seguintes situações:

• Não comprovação das condições de acesso acima referidas.

• Não envio por parte do Banco, e dentro do prazo estabelecido, da


documentação/informação ou esclarecimentos adicionais solicitados pelo
IAPMEI ou pelo Turismo de Portugal, necessários à confirmação dos dados
inseridos no processo de candidatura.
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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Cálculo do NETDEBT e EBITDA
O estatuto PME Líder não será atribuído nas seguintes situações:

• Não cumprimento, por parte das empresas candidatas, dos prazos respeitantes às
suas obrigações legais, nomeadamente os prazos para a entrega da IES –
Informação Empresarial Simplificada, o pagamento da Taxa DPC (Depósito Público
de Contas) e a entrega do Relatório Único, junto das respetivas entidades
competentes (ver «Confirmação dos dados inseridos pelos Bancos parceiros»).

• Não envio na Proposta de Adesão do(s) pedido(s) de alteração de titularidade


relativamente ao(s) estabelecimento(s) de restauração e aos estabelecimentos de
bebidas, sempre que se venha a verificar que a entidade candidata/exploradora
não é a titular de alguma da(s) licença(s).

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Informação Contabilística 2020 156
Página do manual 89

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Atribuição e Validade do Estatuto

• A comunicação à empresa relativa à atribuição do Estatuto PME


Líder é efetuada pelo IAPMEI, ou pelo Turismo de Portugal, com
conhecimento do Banco proponente.

• A atribuição do Estatuto PME Líder é sempre publicitada nos


sítios do IAPMEI, em www.iapmei.pt (Produtos e
Serviços/Qualificação e Certificação/PME-Líder), e do Turismo
de Portugal.

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Informação Contabilística 2020 157
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Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Atribuição e Validade do Estatuto
O Estatuto PME
Líder é válido até a) Incumprimento de
15 de setembro do qualquer dos critérios
ano seguinte, estabelecidos no
devendo ser presente Regulamento.
renovado até essa
data, e pode ser i. Registo de processos de insolvência em empresas participadas pelos
suspenso, em
b) Facto que possa pôr
em causa a qualidade de Sócios/acionistas nos últimos 12 meses;
qualquer momento
do seu período de desempenho que se
ii. Incumprimento de obrigações com instituições financeiras ou ocorrência
vigência, com base pretende associada ao de incidentes, tais como cheques devolvidos, apontes e protesto de letras,
nos seguintes Estatuto PME Líder, registadas na Central de Riscos de Crédito do Banco de Portugal;
fundamentos:
nomeadamente: iii. Processos fiscais, judiciais e situações litigiosas, cujas repercussões
futuras possam afetar significativamente a situação económico-financeira
da empresa ou de avalistas.
O IAPMEI e o Turismo de Portugal são responsáveis pela comunicação à empresa da suspensão do
Estatuto PME Líder.

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Informação Contabilística 2020 158
Página do manual 90

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Requisitos Específicos do Setor do Turismo
a) Os Empreendimentos Turísticos (estabelecimentos hoteleiros, aldeamentos turísticos, apartamentos
turísticos, turismo de habitação, turismo no espaço rural, parques de campismo e caravanismo e
conjuntos turísticos), Alojamento Local, Agentes de Animação Turística e Agências de Viagens devem
estar registados no Registo Nacional de Turismo (RNET, RNAL, RNAAT);

b) Os Estabelecimentos de Restauração e os Estabelecimentos de Bebidas devem ter a respetiva


licença de utilização emitida pela entidade competente (Câmara Municipal/Direção Geral do
Ambiente/Zona Aeroportuária/Outra, se aplicável).
c) As atividades de Aluguer de Veículos Automóveis devem ter o licenciamento do exercício da
atividade de aluguer de veículos sem condutor (licenciamento titulado por alvará) emitido pelo IMTT -
Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I.P.;

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Informação Contabilística 2020 159
Página do manual 90

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Requisitos Específicos do Setor do Turismo
d) As atividades exercidas em estabelecimentos não incluídos nas alíneas anteriores devem ter a
respetiva licença de utilização;

e) As propostas de Adesão/Renovação ao Estatuto PME Líder relativas aos Empreendimentos Turísticos e


de Alojamento Local têm de apresentar o nome do respetivo empreendimento turístico ou do
alojamento local;
f) As propostas de Adesão/Renovação ao Estatuto PME Líder relativas aos Estabelecimentos de
Restauração e aos Estabelecimentos de Bebidas devem indicar o número de estabelecimentos (de
acordo com o constante no campo 4, do ponto 4, da folha de rosto da IES), se a sede é local operacional
do estabelecimento (sempre que houver mais de que um estabelecimento), e indicar se a empresa
candidata/exploradora é ou não a titular da(s) licença(s) de exploração de todos os estabelecimentos.

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Informação Contabilística 2020 160
Página do manual 92

Estatutos PME Líder e PME Excelência 2020


• Marca:
• As PME Excelência são selecionadas, pelo IAPMEI e pelo
Turismo de Portugal, com base no universo das PME Líder à
data de 31 de outubro de 2020, devendo as empresas cumprir,
cumulativamente, os seguintes critérios:

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Informação Contabilística 2020 161
Algumas
Reflexões

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Página do manual

Algumas Reflexões

• Contas erradas implicam rácios errados


• Quantidade vs qualidade de rácios
• Todas as organizações ou só algumas
• Leitura crítica para o empresário
• Perspetiva comparativa
• Rácios calculados pela AT ou pela Banca
• …

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Caso Prático
Final

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Informação Contabilística 2020 164
CASO PRÁTICO FINAL: ANÁLISE FINANCEIRA DE EMPRESA

Caraterização e objetivos

Apresentamos um caso real de uma empresa do setor industrial,


sociedade por quotas de direito português, detida por dois sócios.
A análise financeira foi feita numa ótica de analista externo.

O trabalho foi desenvolvido de forma a responder numa


perspetiva global e integrada ao relatório financeiro da empresa
em questão, designada por ALFA – Tecnometal, Lda, o qual integra
os rácios e indicadores tratados neste manual que consideramos
mais relevantes.

Análise Financeira
Apresentação da Informação Contabilística
| Autor 2020 165
CASO PRÁTICO FINAL: ANÁLISE FINANCEIRA DE EMPRESA

DADOS DA EMPRESA

Os dados base da empresa compreendem as demonstrações


financeiras fundamentais, ou seja, o balanço, a demonstração dos
resultados por naturezas e informação complementar extraída do
anexo (notas explicativas).

Os dados base da análise, dos anos de 2015 a 2019, constam do


manual, como segue:

Anexo I – Balanços;
Anexo II – Demonstrações dos resultados por naturezas; e
Anexo III – Informações complementares (notas explicativas).

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CASO PRÁTICO FINAL: ANÁLISE FINANCEIRA DE EMPRESA

METODOLOGIA DO TRABALHO DESENVOLVIDO

O caso tem assim como objetivo elaborar uma Análise Financeira,


às principais Demonstrações Financeiras da “ALFA – Tecnometal,
Lda”, referente aos exercícios económicos de 2015 a 2019,
consubstanciadas no Balanço, Demonstração dos resultados
por naturezas e informação complementar

Análise Financeira
Apresentação da Informação Contabilística
| Autor 2020 167
CASO PRÁTICO FINAL: ANÁLISE FINANCEIRA DE EMPRESA

METODOLOGIA DO TRABALHO DESENVOLVIDO

Para tanto seguimos a mesma metodologia constante neste


manual e que está adequada aos propósitos do diagnóstico
económico-financeiro, compreendendo:

▪Análise da situação financeira;


▪Análise da situação económica;
▪Análise do risco;
▪Análise da rendibilidade;
▪Análise do funcionamento da empresa

Recomenda-se o estudo deste caso prático, desenvolvido


no ponto 5 do Manual.

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| Autor 2020 168
CONCLUSÕES FINAIS

Com este manual, que assumimos ser essencialmente um


documento de trabalho para futura consulta, esperamos ter
contribuído para um maior esclarecimento e de forma
consequente para uma melhoria dos serviços prestados pelo
Contabilista Certificado numa área que embora não sendo a de
maior incidência do seu trabalho, é seguramente uma área de
enorme valor acrescentado para as suas funções profissionais.

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| Autor 2020 169
Obrigado

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