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Departamento de Engenharia Química

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Cinética e Reatores Químicos

Capítulo 3:
Balanço Material em Reatores
Ideais

Profa. Patrícia Moreira Lima

Universidade Federal de São Carlos


Departamento de Engenharia Química

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SUMÁRIO
3. BALANÇO MATERIAL EM REATORES IDEAIS
3.1. CLASSIFICAÇÃO DOS REATORES
a) Quanto ao número de fases
b) Quanto à forma de alimentação
c) Quanto ao regime de trabalho
d) Quanto ao método de análise
e) Exemplos de Reatores em Laboratório
f) Modelos de Reatores Industriais
g) Exemplos de Reatores Industriais
3.2. REATORES HOMOGÊNEOS IDEAIS
3.3. BALANÇO DE MASSA EM REATOR QUÍMICO

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3. MODELOS DE REATORES QUÍMICOS
3.1. CLASSIFICAÇÃO DOS REATORES
Reator químico: volume ocupado pelos reagentes e produtos químicos
envolvidos no processo de transformação.
O nome do reator também envolve a forma de como se realiza a alimentação e
a retirada dos componentes do sistema.
Os reatores químicos podem ser classificados segundo diferentes critérios:
a) Quanto ao número de fases envolvidas na reação química, são denominados de
reatores homogêneos ou heterogêneos:

S ( g ) + O2 ( g ) → SO2( g )

2SO2( g ) + O2( g ) ⎯V⎯ ⎯→ 2SO3( g )


2 O5 ( s )

A classificação dos reatores segundo o número de fases se justifica devido a


existência, no caso de reatores heterogêneos, de distintos fenômenos de transporte de
calor ou de reagentes e produtos, entre as fases. 3/31
Reações homogêneas:
não dependem do transporte de material

Reações heterogêneas:
dependem do transporte de material
(reagentes e produtos)

Fe(s) + Cu++(l) = Fe++(l) + Cu(s)


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B) Quanto à forma de alimentação:
Reatores descontínuos (ou batelada):
a alimentação de reagentes e a retirada dos produtos ocorre de uma só vez
Reatores contínuos:
a alimentação de reagentes e a retirada dos produtos ocorre continuamente.
Reatores semicontínuos:
alimentados continuamente durante um certo tempo, sem retirada de produtos.

A forma de alimentação do reator está muitas vezes relacionada com a escala


de produção:
Reatores descontínuos:
para pequena escala (laboratório, indústria farmacêutica)
Reatores contínuos:
para grande escala (indústria refino petroleo).

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Reatores em Laboratório

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Reatores de pequena escala

http://www.savoiapower.com/Images/M4-N.jpg 7 /31
www.answers.com/topic/batch-reactor

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www.absoluteastronomy.com/topics/Chemical_reactor

www.answers.com/topic/batch-reactor 9 /31
c) Quanto ao regime de trabalho:
Reator em regime transiente:
quando alguma característica do sistema químico varia com o tempo:
temperatura, concentração, pressão.

Reator em regime permanente:


mantém, em qualquer ponto, suas propriedades constantes com o tempo:
concentração, temperatura, densidade, etc.

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Modelos de Reatores

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Líquido

Reator Semi- Batelada


Reator Semi -Batelada

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Reator tubular com refrigeração
ou aquecimento fluído

Reator Tanque Agitado


Contínuo (CSTR) Reator Tubular (PFR)

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Reator tubular com catalisador
dentro dos tubos

Reator Tubular (PBR)

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Reator tubular com membranas
porosas

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d) Quanto ao método de análise (modelagem):
Os reatores podem ser analisados de uma maneira simplificada, ou seja, podemos

supor que se comportam como reatores ideais.

Neste caso, a análise do sistema é feita supondo-se que algumas

propriedades do sistema (concentração, temperatura, etc.) são:

uniformes em todo o interior do reator (reator homogêneo, reator isotérmico)

uniforme a uma determinada posição do reator (reator de fluxo pistonado).

Um reator real, no entanto, pode ter variações apreciáveis no seu interior (na

concentração ou temperatura).

Isso pode ocorrer devido ao seu volume elevado, agitação deficiente

O estudo dos reatores reais necessita o uso de modelos matemáticos mais

complexos que possam representar o seu comportamento.

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3.2. REATORES HOMOGÊNEOS IDEAIS
A escolha do tipo de reator a ser usado para uma dada reação vai
depender de vários fatores:

➢ da velocidade de reação (rápida ou lenta)

➢ do calor envolvido – muito exotérmica ou muito endotérmica


(ΔH << 0 ou ΔH >> 0),

➢ do volume de produção (pequena escala ou grande escala),

➢ das fases envolvidas no processo (reator homogêneo, heterogêneo), etc.

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A reação homogênea A + B → P,

pode ser realizada em 4 tipos de reatores, esquematizados na figura 3.1.


FA, XA FP
FAo
FB CP
vAo
v v
CAo
FA
CA
CAo FAo FB
CBo vAo CB
C’Ao Fp
CBo Cp
FBo vo
vBo
FAo FBo
C’Bo
vAo vBo
C’Ao C’Bo

1 2 3 4
Descontínuo Semi-descontínuo Mistura Tubular
Fig. 3.1 – Tipos de alimentação nos reatores homogêneos ideais isotérmicos.

Nesses reatores, as variáveis indicadas são:


Fio = vazão molar ou mássica do reagente I na entrada do reator (moles ou massa/tempo)
Fi = vazão molar ou mássica do componente I na saída do reator
vi,o = vazão volumétrica do reagente I na entrada do reator (volume/tempo)
vo = ∑vi,o = vazão volumétrica total na entrada do reator
v = ∑vi = vazão volumétrica total na saída do reator 21 /31
Características desses reatores:

Tabela 3.1 – Comportamento dos reatores homogêneos ideais

Massa do Vazão Vazão Regime


Reator Densidade molar ou C(y) e C(t) normal de
sistema mássica volumétrica trabalho

C(y) = constante
1 Constante Constante Fio = Fi = 0 vo = v = 0 transiente
C(t) = variável

Líquidos:
Líquidos: C(y) = constante
3 Constante vo/v = 1 permanente
= cte C(t) = constante
Fio > 0
Gases:
Gases:
depende da vo=v C(y) = variável
4 Constante Fi > 0 permanente
estequio- ou
metria
C(t) = constante
vo≠v

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Tabela 3.2 – Tipos e aplicações de reatores ideais
Tipo Nome Aplicação Exemplo industrial

Reator ➢ Estudos cinéticos Fabricação de medicamentos,


descontínuo ➢ Produção em sabão, margarina
1 ou batelada pequena escala
(stirred tank Reações gás-líquido ou
reactor) líquido-sólido

NO2
Reator semi- ➢ Reações que + HNO3 → + H2O
2 descontínuo necessitam muito
ou controle:
Batelada NO2
Indesejada: NO2
muito rápidas, ou
Alimentada
com alta entalpia,
+ HNO3 → + H2O
fermentações,
(semi-batch) NO2
reações em série

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Tabela 3.2 – Tipos e aplicações de reatores ideais
Tipo Nome Aplicação Exemplo industrial
O
Co +2 ( l )
Reator de 2CH 3 − C + O2( g ) ⎯⎯ ⎯
⎯→
mistura ➢ Reações que
3 necessitam H(g)

(CSTR: homogeneização: O
gás-líquido, líquido-sólido
continuous flow 2CH 3 − C
stirred tank
reactor) OH( ℓ)

Reator Tubular ➢ Estudo cinético de


ou Fluxo reações rápidas Craqueamento do Petróleo
4 Pistonado

➢ Produção em grande
(Plug Flow
Reactor)
escala

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3.3. BALANÇO DE MASSA EM UM REATOR QUÍMICO HOMOGÊNEO
Seja um reagente A que se transforma em um produto P e R em qualquer um
dos reatores descritos anteriormente, segundo a reação:
aA → pP + rR
Suponhamos que V seja o volume do sistema químico e que o reator seja
alimentado da seguinte maneira:
Seja um elemento de volume dV, no interior do reator, alimentado similarmente:
dFA, -rA

FAo F’A F’’A FA Fp,


dV
CAo CA Fr
vAo
V
v

Nesse esquema, o balanço de massa para o reagente A, no elemento de


volume dV vale:
variação externa de massa de A = variação interna de massa de A
Entra A – sai A = acúmulo de A + transforma de A = -dFA
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ou, em termos de velocidade:

velocidade velocidade velocidade velocidade de


de entrada - de saída = de acúmulo + transformação (3.1)
de A de A de A de A

O acúmulo deve ser entendido como a variação do número de moles (ou


massa) por unidade de tempo, do componente em análise, no interior elemento de

volume do reator. A velocidade de acúmulo só é zero quando a concentração do


componente, no interior do reator permanece constante.
Aplicando a equação (3.1) para o reagente A, teremos na parte externa:

F’A – F’’A = - dFA


E na parte interna: acúmulo + transformação =

 dNA   dNA 
  + 
 dt  acúmulo, dV  dt  transformação, dV
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 dN A   dN A 
Portanto, - dFA =   +  
 dt  acúmulo, dV  dt transformação, dV

Para o reator todo:


  dN   dN A  
 FFA −dFA =  vo  A  +  
Ao
 dt  acúmulo,dV  dt transformação,dV 

 FA
FAo −dFA = − F FA
|
A FAo = FAo − FA
  dN A
  dN A  
 vo   +  
 dt  acúmulo,dV  dt transformação,dV 

Mas – rA = - 1/V 
 dNA 
 e portanto, no elemento de volume
 dt 

v  dN A

o   =  vo −rA .dV
 dt transformação,dV

 dN A 
FAo − FA =  vo −rA .dV +   (3.2)
 dt  acúmulo, reator 27/31

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