Você está na página 1de 2

O humanismo na área da saúde é um tema bastante pertinente; primeiramente devemos

saber o que realmente é o “humanismo”. Em poucas palavras podemos definir ela como
um conjunto de ideias, princípios e pensamentos que valorizam as ações humanas.
Humanizar, em análises clínicas, que, à semelhança do programa Humaniza
SUS poderia ser chamado de HumanizaLab, é também tratar o paciente com atenção e
respeito, sem que se perca, por isso, as características próprias da relação profissional
dessa especialidade. A obrigação do analista clínico é atuar no melhor interesse do
paciente tal e como entende a medicina laboratorial, respeitando sempre sua livre
determinação. Os profissionais de análises clínicas devem esforçar-se para adquirir uma
sólida formação humanística e cultural que permita conservar a visão do homem no seu
conjunto, integrado no meio familiar e social.

O humanismo é considerado como uma abordagem otimista. Enfatiza que todo


indivíduo deve se transformar na melhor pessoa que deseja e pode ser.   
Em sua origem, a mesma da filosofia, a medicina se assentava em princípios filosóficos,
que via o homem de forma holística, sendo composto de corpo e espírito (emoções).
Nesse sentido, a doença não era considerada de maneira isolada ou estanque, mas sim
como algo ligado ao estado humano, à natureza circundante e às leis universais
regentes.
As causas das doenças deveriam ser pesquisadas não somente no órgão enfermo
(corpo), mas também na essência do homem (espírito). Desse modo, o médico, além de
ser um fisiologista e naturalista, tinha que ser também um humanista.Atendimento
humanizado é a habilidade dos profissionais da área da saúde ouvir, aconselhar e
respeitar as opiniões dos pacientes para que eles tenham um tratamento com dignidade e
sucesso, afirma a fisioterapeuta Jéssica Maria Ribeiro Bacha.
O especialista ou médico humanista pondera constantemente sobre como pode ajudar
seus pacientes a ter uma vida menos dolorosa e mais positiva, busca fazer conexões com
seus pacientes, principalmente quando se trata de doenças graves.
O paciente é o ponto de partida de qualquer tentativa de humanização. “Sem contemplar
o paciente, coisa que todo profissional da saúde deve fazer independentemente da sua
área ou especialidade, não há humanização possível. O estudante da área da saúde, que
entra na faculdade com ideais humanitários, com frequência vai se distanciando aos
poucos desses ideais até se esquecer completamente do verdadeiro motivo que o
conduziu a abraçar a carreira (Medicina, Psicologia etc.). Entender esse processo
‘desumanizante’ é fundamental.
Humanizar pode estar associado a uma visão humanista, humanística, humanitária e/ou
humanitarista das relações interpessoais, encerrando a ideia de um interesse pelo outro
ser humano e sua essência, sempre levando em conta a ética, a dignidade e o bem-estar
dos indivíduos.
Não é possível humanizar a medicina sem humanizar o médico. “É hora de se
comprometer a pensar sobre educação em medicina centrada no paciente como uma
força renovadora que nos leva à excelência. A credibilidade dessa especialidade exige
esforço. Os pacientes, que confiam no médico humanista, merecem isso. O humanismo
penetra capilarmente na ação médica por meio de recursos que permitem ao profissional
harmonizar a técnica com o humanismo, em parceria produtiva”.

Você também pode gostar