UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós

-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA)

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

TERESINA/PI MAIO/2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA)

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Biodiversidade e Utilização Sustentável dos Recursos Naturais. Orientador: Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza

TERESINA 2010

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Biodiversidade e Utilização Sustentável dos Recursos Naturais.

Teresina, maio de 2010

__________________________________________________________ Prof. Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza EMBRAPA MEIO-NORTE/ PRODEMA/UFPI

__________________________________________________________ Prof. Dr. João Batista Lopes CCA/PRODEMA/UFPI

__________________________________________________________ Dr. Eugênio Celso Emérito Araújo EMBRAPA MEIO-NORTE

DEDICATÓRIA

Dedico a Deus e a todos aqueles que me apoiaram nos momentos difíceis desta caminhada.

AGRADECIMENTOS

À Deus por me conceder a graça da realização deste trabalho. Ao Diretório Alemão DAAD, pela concessão da bolsa de estudo. À EMBRAPA Meio-Norte pelo apoio logístico e científico durante esses dois anos de pesquisa e por fazer me sentir em casa. À Universidade Federal do Piauí e ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, por todo o apoio e proficiência. À Dona Maridete Alcobaça Brito e João Batista Arapujo, por estarem sempre a postos para ajudar sempre. Ao meu querido orientador, Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza, mentor deste trabalho, por sua inefável perseverança, confiança em minha capacidade e por sua incomensurável qualidade profissional. Agradeço também por sua paciência, amizade e companheirismo. Ao Dr. Eugênio Celso Emérito Araújo (EMBRAPA Meio-Norte) e ao Dr. João Batista Lopes (CCA-UFPI) pelas “dicas” e sugestões de grande valia na qualificação de minha dissertação, melhorando a qualidade e escrita deste trabalho que construí com muito carinho. A todos os colegas do curso de Pós-graduação e aos amigos dos Laboratórios de Fisiologia Vegetal e de Bromatologia, pela amizade, carinho e atenção. Ao “Seu” José Maria a ao “Seu” Silvestre, por serem sempre os meus “quebragalhos” nos momentos difíceis de minha pesquisa. Ao Laboratório de Bromatologia da EMBRAPA Meio-Norte, aos técnicos Antônio Carlos dos Santos e Luis José Duarte Franco, que se mostravam sempre solícitos, tornando-se companheiros e amigos. Ao Laboratório de Bromatologia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí pelo apoio durante a etapa experimental, aos técnicos “Seu” Lindomar e o Manoel, minha imensa gratidão. Em especial à minha família, que me apoiou durante o mestrado. Ao meu Pai e minha Mãe, pela cumplicidade. Aos meus queridos irmãos, pelo incentivo. E ao meu grande amor, João, pelo otimismo e muita paciência. Aos grandes amigos que fiz durante essa jornada, meus parceiros do dia-a-dia, Alane, Carlos Humberto, Diego, Edivaldo, Ellen, Francisco, Gustavo, Maria do Socorro, vulgo

Lindamara e a minha fiel escudeira Sulimary Oliveira Gomes, onde se fazia da diversidade a maior expressão de igualdade.

A todos, muito obrigada!

Barras e José de Freitas). Estrutura genética. As populações de pequizeiros de ocorrência no Piauí mostraramse mais heterogêneas que as do Maranhão. constatou-se que o dinheiro arrecadado com a venda do pequi é significativa para as famílias que vivem nas comunidades rurais. Fruteira nativa.) é uma espécie frutífera nativa do cerrado do Nordeste brasileiro. A população de Alto Longá. pois a maioria das famílias rurais estudadas depende do Programa Federal Bolsa Família. mostrou o maior teor de fibra bruta. sendo avaliada uma média de 15 frutos/planta. Já a população de Timon. a qual pode ser utilizada em futuros trabalhos de melhoramento da espécie. Estudaram-se três populações de ocorrência natural no Maranhão (Timon. no Maranhão. e de Barras. e (3) caracterizar o perfil social e econômico e verificar a importância da venda do pequi na renda das famílias rurais nas áreas de ocorrência da espécie. no Piauí. O presente trabalho teve como objetivos: (1) realizar a caracterização física e químico-nutricional da polpa e da amêndoa do pequi. como na fabricação de remédios. licores e sabão. A população de Alto Longá apresentou a maior média de proteína bruta na amêndoa. No Nordeste. (2) realizar estudo de divergência genética entre populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí.RESUMO O pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm. Quanto a sóciaeconomia do pequi. foi a que apresentou as maiores médias de massa média do fruto. Caxias e Afonso Cunha) e três no Piauí (Alto Longá. apresentaram as maiores médias de proteína bruta. enquanto que as populações de Afonso Cunha. de casca e de amêndoa. em um total de 36 plantas estudadas. no Piauí. dentre outras. apresentando múltiplas formas de utilização pelo homem. Pequizeiro. Desenvolvimento sustentável . com significativa divergência entre as populações. no Maranhão. a espécie ocorre nos estados do Maranhão. cosméticos. Piauí e Ceará. logo o ganho com a venda dos frutos e produtos de pequi é de grande importância Palavras-chave: Cerrado.

The population of Timon (Maranhão). on the other hand. Native fruit tree. The population of Alto Longá. Genetic structure. The pequi populations of occurrence in the Piauí State were more heterogeneous than those of Maranhão.ABSTRACT The pequi (Caryocar coriaceum Wittm. such as manufacture of medicines. The population of Alto Longá had with the highest crude protein content in the kernel. Sustainable development. This study aimed to: (1) performing physical and chemical-nutritional characterization of the pulp and the pequi kernel. and Barras. contributing to family income in these communities. Piauí and Ceará. average peel mass and average kernels mass. showed the highest crude fiber content. presenting multiple forms of use by humans. Key-words: Savannah. The sale of pequi is significant at the harvesting time by families living in rural communities. cosmetics. in Piauí State. Pequi tree. in Maranhão State. in Piauí State. liquor and soap. with a significant divergence among populations. had the highest crude protein contents. (2) performing genetic divergence study among pequi populations of natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. which may be used in future breeding programs for this species. among others. . Barras and José de Freitas) were studied. the species occurs in the states of Maranhão. In the Brazilian Northeast. being evaluated an average of 15 fruits/plant. while the populations of Afonso Cunha. and (3) to assess the importance of the pequi sale in the income of rural households in the occurrence areas of this species. Caxias and Afonso Cunha) and three of occurrence in the Piauí State (Alto Longá. in a total of 36 plants.) is a fruit species native from to the Brazilian Northeast Savannah. Three populations of natural occurrence in the State of Maranhão (Timon. had the highest values for average fruit mass.

......................................... UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISTÂNCIA GENÉTICA............. 67 FIGURA 4................ 68 ARTIGO 3 FIGURA 1 .......... SEGUNDO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS...................... DENDROGRAMA RESULTADO DA ANÁLISE DOS 36 GENÓTIPOS DE PEQUIZEIROS COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS............. ... ......... RASPAS ................ 61 FIGURA 3........................................PEQUIZEIRO LOCALIZADO EM TIMON – MA................ 21 ARTIGO 2 FIGURA 1................................... REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS GENÓTIPOS AVALIADOS COM RELAÇÃO AOS EIXOS DEFINIDOS PELAS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP1 E CP2).................... SEGUNDO AS CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS ........................ 60 FIGURA 2... OBTIDO PELO MÉTODO DE AGRUPAMENTO UPGMA........ .............. OBTIDO PELO MÉTODO DE AGRUPAMENTO UPGMA E UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE................................... REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PEQUIZEIROS AVALIADOS COM RELAÇÃO AOS EIXOS DEFINIDOS PELAS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP1 E CP2)................................... 76 FIGURA 2.... ..................................................................... EXTRAÇÃO DO AZEITE DE PEQUI...... PRODUTOS FABRICADOS A PARTIR DO FRUTO DO PEQUI: A... DENDROGRAMA RESULTADO DA ANÁLISE DOS 36 GENÓTIPOS DE PEQUIZEIROS COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO FRUTO E DA AMÊNDOA.COMPARATIVO DA ÁREA DO CERRADO ENTRE OS ANOS DE 1993 E 2002.......... C..................... ... B............................... SABÃO DE PEQUI......LISTA DE FIGURAS Páginas REVISÃO DE LITERATURA FIGURA 1 ....................

..... AZEITE DE PEQUI .......... D.................................................................RESULTANTES DOS CAROÇOS DE PEQUI APÓS A RETIRADA DO AZEITE........................... 80 ..............

......................... 58 TABELA 4.. BASEADA NA ESTATÍSTICA S............. ESCORES DOS CARACTERES AVALIADOS EM RELAÇÃO AOS QUATROS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP) ................... ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO ......................... 59 TABELA 5... AGRUPAMENTO DE INDIVÍDUOS DE 36 PEQUIZEIROS................................................J DE SINGH (1981) . ........................................ CARBOIDRATOS TOTAIS (CT) E ENERGIA (ENERG) DA POLPA E DA AMÊNDOA DE SEIS POPULAÇÕES DE C............................ 42 ARTIGO 2 TABELA 1. CORIACEUM DE OCORRÊNCIA NA REGIÃO MEIO-NORTE .... TEORES MÉDIOS DE UMIDADE (UMID)......... PELO MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER................................... 57 TABELA 3........................ TEORES MÉDIOS DE MINERAIS DA POLPA E DA AMÊNDOA DE SEIS POPULAÇÕES DE C....... CINZAS (CZ).............. SEGUNDO POPULAÇÕES........ UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE ...... FIBRA BRUTA (FB)............... CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE FRUTOS DE SEIS POPULAÇÕES DE PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NOS ESTADOS DO PIAUÍ E MARANHÃO ................ CONTRIBUIÇÃO RELATIVA DOS CARACTERES PARA DIVERGÊNCIA GENÉTICA................. 62 TABELA 6........ CORIACEUM DA REGIÃO MEIO NORTE .......... VARIÂNCIA DE CADA COMPONENTE PRINCIPAL E SUA IMPORTÂNCIA EM RELAÇÃO À VARIÂNCIA TOTAL QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS .............LISTA DE TABELAS Páginas ARTIGO 1 TABELA 1........... PROTEÍNA BRUTA (PB)....... 54 TABELA 2............ 41 TABELA 3. 39 TABELA 2.................. GORDURA (GORD)... PRIMEIRO POR CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E SEGUNDO POR CARACTERÍSTICAS QUÍMICONUTRICIONAIS.... 64 ....... AGRUPAMENTO DE TOCHER...................

. 66 ARTIGO 3 TABELA 1.. POPULAÇÃO......... 65 TABELA 8.................... ..................... UTILIZANDO O MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER E A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE......................................................................... AGRUPAMENTO........... DOS PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NO ESTADO DO PIAUÍ. 77 . AGRUPAMENTO.......................... DOS PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NO ESTADO DO MARANHÃO.............. POR POPULAÇÃO...... ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO .......... ........TABELA 7................ UTILIZANDO O MÉTODO OTIMIZAÇÃO DE TOCHER E A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE.............................................

... 55 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................. 33 ABSTRACT ................................................................................................................................................................ 47 ARTIGO 2 .............................................................................................. 18 2............................... 40 4 CONCLUSÕES .......................................................... 36 2..................................2............................................................ 25 3 REFERÊNCIAS .....................................................................................SUMÁRIO Páginas 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................2 ANÁLISES LABORATORIAIS .............................................. 38 3.......... 37 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 15 2 REVISÃO DE LITERATURA .............................................................................................................................. 51 1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................2 ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS ....................................................................................................................... 46 5 REFERÊNCIAS ...........1 CERRADO .......... 37 2.....................................................1 ANÁLISES DA IMPORTÂNCIA DAS VARIÁVEIS .................................................................................................................................................3 ANÁLISES DOS DADOS ..................1 DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO.........................2 ANÁLISES QUÍMICO-NUTRICIONAIS ............................................................... 50 ABSTRACT ......................................................................................... 32 RESUMO ... 20 2.......................................................................................5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS .......................................................... 35 2 MATERIAL E MÉTODOS ............. 19 2... 49 RESUMO ............. 22 2............................. 18 2............................................................................................................................................................................... 23 2..................................................................................................................................................2 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS .....................................................................................................2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE ........................................................................................ 36 2.............................................. 27 ARTIGO 1 ........................... 62 ......................................................... 24 2...................................................................... 54 2.....................7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ...................................................................................... 57 3............................................................... 54 2............................................... 56 3......................................................................... 52 2 MATERIAL E MÉTODOS ........................1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ..................................................................................3 PEQUIZEIRO .................................................................................................................................................... 34 1 INTRODUÇÃO ......................................................................4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ................2 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICO-NUTRICIONAL DOS FRUTOS E DAS AMÊNDOAS .................3 AGRUPAMENTO PELO MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER .......................................................................................... 38 3................................................................................................................3 ANÁLISES DOS DADOS ....6 DIVERSIDADE GENÉTICA .............................. 56 3...................... 36 2.......................................................................................................... 54 2.....................................................................1 LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO .........

............... 92 ANEXO 3 ........................................................................ 89 ANEXO 2 ................................................... 101 ......................................1 ÁREA DE ESTUDO ..... 78 3... 73 ABSTRACT ............ 82 5 REFERÊNCIAS ....................................................................... CONCLUSÕES .....................2 AUMENTO NA RENDA FAMILIAR DEVIDO À VENDA DOS FRUTOS OU PRODUTOS DE PEQUI ...................3 USO DO PEQUI E AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELA POPULAÇÃO ......................... 75 2 MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................................................................ 86 ANEXOS ....................................................................................... 84 APÊNDICES ................................................................................................................................................. 77 2.........................................4 CONCLUSÕES .....1 PERFIL SOCIOECONÔMICO ................................................................................................................................................................................................................................... 77 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ..................................................................................................................................................................................................................................................... 77 2..................................................... 68 5 REFERÊNCIAS .................................................................2 ENTREVISTAS......... 74 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................................. 85 APÊNDICE 1 ................................................................... 69 ARTIGO 3 .............................................................. 79 4.................................................................................................. 72 RESUMO ... 79 3............................................................................................................................................................... 78 3......................................................................................................................................................................................................................................................................... 88 ANEXO 1 ............................................................................................................................................................................... 83 4 CONCLUSÕES GERAIS ...............................................

brasiliense Camb. em que “py” equivale à pele e “qui”. 2007). o nome pequi tem origem indígena. ou 22% do território nacional. Amazonas. Paraíba. 2006). a espécie ocorrente é a C. Maranhão. 2005). Rio Grande do Norte. Brasiliense. sendo que 13 são encontradas no território brasileiro (Franco et al. possui 25 espécies. com o Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek. assim como o desconhecimento e o uso irracional dos recursos naturais têm provocado impactos irreversíveis aos ecossistemas do Cerrado. de porte arbóreo e com ampla distribuição. 2001). onde 85% se localiza no Planalto Central e o restante da área nos estados do Alagoas. Roraima e Sergipe (Oliveira. a expansão das fronteiras agrícolas e sua exploração. as queimadas desenfreadas. O gênero Caryocar. Ceará.. Intermedium. voltado para a produção de grãos visando atender ao aumento do consumo mundial de soja (Oliveira. as negligências quanto às leis de proteção ambiental. com ocorrência restrita a algumas partes desse ecossistema (Silva et al. sendo ainda cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Gonçalves. embora ainda sejam pouco explorados cientificamente ou comercialmente (Damiani. 2005). pequi ou pequiá. O Cerrado é muito rico em espécies frutíferas. “py-qui” é o mesmo que fruto de casca ou pele espinhosa (Miranda. ou seja. pondo em risco de extinção espécies vegetais e animais e a sustentabilidade do ambiente (Rodrigues. É conhecido vulgarmente como piqui. Nos estados do Maranhão. 2004). O nome pequi ou piqui é uma denominação comum às espécies do gênero Caryocar em todo o País. Apesar do reconhecimento da riqueza deste bioma. Pará. Piauí e Ceará. de porte arbóreo. coriaceum Wittm. cujos frutos se destacam por suas agradáveis peculiaridades exóticas como cor. 1986). dividida em duas subespécies: C. .. A espécie de maior presença no Cerrado do Planalto Central é C. e o C. a exceção da Amazônia onde há a espécie Caryocar villosum. com cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados de área. sabor e aroma. de porte arbustivo. Piauí.. Este bioma é conhecido pela sua riqueza e diversidade. iniciouse as transformações da agricultura no Cerrado. brasiliense subsp. Bahia. com a sua inserção no contexto da modernização e desenvolvimento do país. brasiliense subsp. denominada de pequiá (Carvalho e Müller.15 1 INTRODUÇÃO O Cerrado é um dos maiores biomas brasileiros. 2009). A partir de 1960. quer dizer espinho. 2004).

A primeira frutificação da espécie pode iniciar entre 5 e 6 anos (Almeida et al. ainda verificar a importância social e econômica desta espécie nas comunidades rurais onde ocorre. Na maioria dos casos. O fruto é uma drupa. A massa que cobre o endocarpo pode apresentar cor amarelada. de consistência pastosa. 2003). atingindo entre 8 a 12 metros.54% de lipídeos e 5. a caracterização física e químico . representam 16% aproximadamente (Vilela. é zona de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica. O primeiro artigo “CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM.94% de carboidratos totais. Neste trabalho. 1998).) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL”. sendo possível tal comparação devido à proximidade genética de ambas (Oliveira. embora existam casos do fruto apresentar até quatro sementes (Peixoto. 2009). 1987). O pequizeiro é uma planta arbórea. as sementes e o endocarpo. Nenhuma das espécies de Caryocar é domesticada. pois é pouco estudado.. atualmente ainda encontram-se em um estágio intermediário de domesticação (Tombolato et al. A casca do fruto é espessa e composta por 50.97% de fibra alimentar. com os frutos alcançando a maturidade entre três e quatro meses após a frutificação (Lorenzi. Maranhão e Piauí. apresentando uma extensa fronteira favorável à expansão de atividades agropecuárias. Em função das poucas informações disponíveis sobre a espécie Caryocar coriaceum Wittm. farinácea e oleaginosa. buscou a caracterização da polpa e amêndoa do pequi. coriaceum foi comparado à espécie C. rósea ou esbranquiçada. cada fruto desenvolve apenas uma semente. brasiliense. 2009). 1973). 2004). E. Esta região abrange dois estados nordestinos. sendo rica na diversidade da fauna e flora. enquanto a polpa.nutricional da polpa e da amêndoa do pequi. Não existem muitas informações sobre as características agronômicas do C. 39. buscando o uso de maneira racional e projetado (Cardoso et al. coriaceum.. C. o que requer atenção quanto à conservação dos recursos naturais.16 A Região Meio-Norte do Brasil. No sentido de simplificar e esclarecer o tema em questão optou-se por dividir esta dissertação na forma de três artigos técnico-científicos.76% de proteínas. por meio de análises laboratoriais. alaranjada. este trabalho teve como objetivos efetuar nos estados do Piauí e Maranhão. A floração ocorre logo após a emissão das folhas novas.. É responsável por cerca de 84% do peso total do fruto. 1. variando de acordo com o ambiente. realizar estudo de divergência genética entre populações desta espécie de ocorrência nos estados do Maranhão e Piauí. O endocarpo é rígido e espinhoso. 2000).. No segundo . sendo uma característica do gênero (Ferreira et al.

Finalmente. .17 artigo “DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. objetivou-se o estudo da diversidade entre e dentro de populações de pequizeiro de ocorrência nos estados do Maranhão e Piauí. analisou-se o grupo sócio-econômico envolvido na comercialização informal dos frutos de pequi e o impacto que esta venda gera na renda familiar.) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISICAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA”. o terceiro artigo “O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM) DA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL”.

e em menor escala pelo tipo de componentes do solo (Vieira e Martins. parte do estado da Bahia. Mato Grosso do Sul. O autor Rizzini apresentou nos anos de 1963 e 1974 a idéia de zona marginal. 1998). o que representa 14% da área total nordestina (Castro et al. especificado pelo agrupamento de tipos de vegetação e identificável em escala regional. 1998).500 mm (Ferreira. bioma é um conjunto de vida vegetal e animal. Maranhão. em pequenas áreas do Pará (Ribeiro e Walter. A precipitação varia de 600 a 2. tendo uma área estimada de aproximadamente 22 milhões de hectares. apresentando duas estações bem definidas. Sano e Almeida. 2007). ocupando o sudoeste e centro-norte do Piauí e nordeste e centro-sul do Maranhão. Almeida et al. com uma área de 204 milhões de hectares. Pará e Roraima e ao sul. 1998). uma no período chuvoso. precipitação pluviométrica e pela umidade relativa. O Cerrado constitui o segundo maior bioma do país em área. o que ajudou a definir os Cerrados Marginais Distais. uma grande diversificação faunística e florística em suas diferentes fisionomias vegetais (Almeida et al. a maior concentração dos cerrados encontra-se nos estados do Piauí e Maranhão. Minas Gerais. A área de Cerrados é encontrada nos estados de Goiás. Originalmente. certamente..200 mm anuais. sendo a média anual de 1. sendo apenas superado pela Floresta Amazônica.1 CERRADO Por definição. As temperaturas são geralmente amenas ao longo do ano.. com condições geográficas e de clima similares e uma história compartilhada de mudanças cujo resultado é uma diversidade biológica própria. A localização geográfica de cada bioma é condicionada predominantemente pelos seguintes fatores: temperatura. Neste bioma encontra. apresenta grande variabilidade de clima e solos e. 1998. são chamados de marginais por serem distribuídos nas margens do espaço geográfico ocupado pelos cerrados brasileiros e distais por referir-se ao fato de que estes cerrados são a continuação fisionômica e estrutural dos cerrados do Planalto Central de forma contínua. O clima do Cerrado é estacional. No Nordeste Brasileiro. Amazônia. Rondônia e São Paulo. entre os meses de outubro a março.18 2 REVISÃO DE LITERATURA 2. 1998. Ceará. entre 22 e 27°C em média. 2008). Tocantins e Distrito Federal. de abril a setembro. seguido por um período seco. sendo a temperatura máxima a 40°C. Piauí. sendo que Mato Grosso compõe o núcleo central do Cerrado.se o divisor de águas das . que segundo Castro et al (2008). Ocorre também em áreas disjuntas ao norte dos estados do Amapá.

os solos arenosos (Neossolos Quartzarênicos). apresenta-se bastante diversificada quanto à composição dos seus sistemas produtivos.. bem drenados na maior parte do ano. o pequizeiro merece atenção especial. pães. de baixo porte. disseminadas em meio a arbustos. a do Paraná e a do São Francisco (Gomes. 2000). o Cerrado não é um grupo fisionômico homogêneo. Contudo. os solos orgânicos (Organossolos) e outros de menor expressão (Adámoli et al. em geral. 2008). ramos retorcidos. seja pela sua elevada incidência nos Cerrados ou pelas características sensoriais de seu fruto. 1994. Quanto aos solos. esparsas. um grande elenco de atividades econômicas. ou mais conhecido como a região Meio-Norte do Brasil. Esses tipos de solos podem apresentar uma coloração variando do vermelho para o amarelo. sabor e aromas peculiares e intensos. mingaus. 1998a). Em função da densidade da vegetação. bolos. campo sujo. Dentre as frutíferas nativas do Cerrado. toxidez de alumínio e são pobres em nutrientes essenciais (como cálcio. além de atrativos sensoriais como cor. abrigando. cerrado típico.. por gramíneas. cascas espessas e folhas grossas (Gomes. subarbustos e uma vegetação baixa constituída. Almeida et al. campo cerrado. apresentam acidez. o Cerrado pode ser dividido em: campo limpo. magnésio. 2001).2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE O Trópico Ecotonal do Nordeste. a maioria da região dos Cerrados é do tipo Latossolos vermelho. pois oferecem elevado valor nutricional. ainda pouco explorados comercialmente (Almeida e Silva. 2008). destacando-se a produção de grãos (Embrapa. Além desse tipo. em face da multiplicidade de ecossistemas trabalhados para o desenvolvimento das atividades agropecuárias e florestais. geléias e licores (Almeida. O Cerrado típico é constituído por árvores relativamente baixas (até vinte metros). 1987). cobrindo 46% da área. Almeida. existem os solos pedregosos e rasos (Neossolos Litólicos). ou ainda Nordeste Ocidental.. 2. A grande diversidade de espécies frutíferas é utilizada e aproveitada apenas pelas populações dos Cerrados (Silva et al. são profundos. cerradão e veredas. geralmente de encostas. . 1998). 1998b. potássio e alguns micronutrientes) para a maioria das plantas. ou na forma de doces. Elas podem ser consumidas in natura.19 três grandes bacias hidrográficas do Brasil: a Amazônica. A típica vegetação do Cerrado possui seus troncos tortuosos. segundo Ribeiro e Walter (1998). Os frutos das espécies nativas do Cerrado ocupam lugar de destaque. biscoitos.

visto que pouco se sabe sobre a sua flora e poucos são os lugares que são protegidos por legislação na forma de Parques Nacionais. foi proposta para trazer a idéia de supercentro de biodiversidade do cerrado. foi criado o Projeto de Biodiversidade e Fragmentação de Ecossistemas nos Cerrados Marginais do Nordeste. 2007). Mato Grosso. resultando em baixa produtividade e oscilação brusca na oferta e risco iminente de extinção em virtude de desmatamentos (Aguiar. que é vinculado ao Programa de Biodiversidade do Trópico Ecotonal do Nordeste (BIOTEN) e ao Programa dos Cerrados Marginais do Nordeste e Ecótonos Associados (ECOCEM). Goiás. o que é preocupante. Mato Grosso do Sul. Piauí. os Tabuleiros Litorâneos. Estações Ecológicas e RPPN’s (Mesquita e Castro. 2. Minas Gerais. ao invés da individualidade florística. têm-se os Cerrados.20 A região apresenta uma extensa fronteira agrícola favorável à expansão da área cultivada e ao aumento da produtividade. O nome trópico ecotonal do nordeste. e a separação dos cerrados brasileiros estaria ligada às barreiras climáticas (Castro et al. que objetiva levantar e prospectar a biodiversidade remanescente desse cerrado regional. São Paulo e Tocantins (Silva Júnior et al. pode-se citar as extensas áreas de Cerrados localizadas no Sul e Leste Maranhense e no Sudoeste Piauiense que vem sendo exploradas por produtores de outras regiões do País. 2005). 2006). campo sujo. Paraná. Portanto. cerrado sentido restrito e cerradão distrófico. caso seja ampliada a adoção de inovações tecnológicas (Embrapa.3 PEQUIZEIRO A família Caryocaraceae inclui dois gêneros e cerca de 25 espécies. A sua utilização é restrita a algumas comunidades rurais que as exploram. Ocorre no campo cerrado. com a carência de estudos neste foque. o Semi-Árido. sendo 10 espécies do gênero Caryocar e três espécies do gênero Anthodiscus (Souza. Pará. Maranhão. Esta região dispõe de uma flora nativa rica em espécies frutíferas ainda pouco conhecida no mercado consumidor urbano. ambos do Programa de Pesquisa Ecológicas de Longa Duração (PELD/CNPq). Ceará. a Baixada Maranhense e a Pré-Amazônia. 2005).. de forma extrativista. 2007). 2000). . Nessa vasta região encontra-se a diversificação de ecossistemas. Como exemplo. no Distrito Federal e nos estados da Bahia. no Brasil ocorrem dois gêneros e 13 espécies.

Pequizeiro localizado em Timon – MA. py: pele + qui = espinho. suari ou pequi (Almeida e Silva. piquiá. 2005). O pequizeiro é uma planta arbórea. uma das espécies mais marcantes da flora brasileira é o pequizeiro (Caryocar sp. grão-de-cavalo. barbasco. nativo dos cerrados e considerada uma das espécies mais características deste tipo de vegetação. pertencente à classe Magnoliopsida (Dicotiledonae). com múltiplos estames. 1969). família Caryocaraceae e ao gênero Caryocar L. com tronco tortuoso de casca áspera e rugosa. pequerim. com aproximadamente 10 m de altura (Figura 1). FIGURA 1 . em referência aos espinhos no caroço (Silva Júnior et al. Os nomes comuns são piqui. Caryocar: do grego caryon = núcleo ou noz + kara = cabeça. . fendida. As flores são grandes e amarelas. As folhas pilosas são formadas por três folíolos com as bordas recortadas. (Ferri. quatro estiletes..21 Embora a maioria das Caryocaraceae seja proveniente da Região Amazônica. 2005). em referência ao fruto globoso. Pequi: do tupi. cinza escura. ramos grossos. 1994. ordem Guttiferales. 2000). amêndoa-de-espinho. almendro. Ribeiro.). surgindo durante os meses de setembro a dezembro. A espécie pode apresentar desde alguns centímetros de altura até serem árvores robustas e frondosas (Souza.

O peso médio de polpa ficou em 10. respectivamente.08 cm. a floração ocorre de agosto a novembro (chuvas). em média. 2. havendo anos de grande produção e anos de produção baixa (Barradas. ficando o da polpa em 8. Prefere climas quentes. (2005).4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Segundo Vera et al. uma conformidade esférica ao fruto. Cada planta fornece. a polpa 7% e a amêndoa cerca de 1%.54 cm e 6.58 cm e 5.48 g. Em Oliveira (2009). O óleo retirado das sementes do pequi. mas. até 6 mil frutos ao ano. o da amêndoa de 2 a 4 g. Esse óleo é utilizado como remédio (Pozo. O peso unitário dos frutos encontrado variou de 50 a 250 g. denominado manteiga de pequiá. A frutificação ocorre.8 cm e as médias dos diâmetros menor e maior foram.33 g e representou 73. a casca representou 82% do fruto. 1997).6%. o período de safra do pequi ocorre nos meses de setembro a fevereiro. nos meses de janeiro a março. O peso médio do fruto foi em torno de 120 g.61% e o da amêndoa em 1. com pico em setembro. além de sabão (Brandão et al. Em média. coriaceum. o da casca em 66. no Ceará. da qual se extrai óleo. De acordo com Santos (2004). Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. o que confere certa conformação esférica dos frutos. O peso médio do fruto foi de 90. de 5.72%. 1972. e as médias dos diâmetros maior e menor foram. embora possam ser encontrados frutos em dezembro e abril. sendo ideal nas regiões Norte. respectivamente. Andersen e Andersen. geralmente.22 Segundo Almeida (1998b). 1989). possui propriedades aromáticas e é utilizado na fabricação de licores e produção de paçoca. um subproduto do pequi é a castanha. . A altura média do fruto foi de 5. o da casca de 20 a 117g. em outras épocas após as chuvas ou roçados. Esses autores avaliaram e caracterizaram fisicamente frutos de pequizeiro (Caryocar brasiliense) no estado de Goiás e observaram que a altura média dos frutos foi de 5.. de 5. foram avaliadas as características físicas da espécie Caryocar coriaceum na Chapada do Araripe.36 cm.31% do peso total do fruto.48 cm. o endocarpo 4. 2002). conferindo também a espécie C. contudo.14 g. a frutificação não é regular. ocasionalmente.

00 0. 2005). Franco.00 10. é relatado um teor de óleo na polpa do fruto de pequi de 10%.00 6.30 21. 1992. do complexo B (tiamina.00 12.00 30. 1998. Composição Calorias Glicídios Proteínas Lipídeos Fibra Vitamina A Vitamina B1 Vitamina B2 Vitamina C Niacina Adaptado de Sano e Almeida.02 10.12 6.90 . a umidade relativa do ar durante o período de floração e desenvolvimento dos frutos. valor energético (kcal/100 g) e vitaminas (mcg/100 g) da amêndoa e da polpa de pequi.00 463.00 17. os frutos possuem essas características. Sano e Almeida. sendo ainda é rica em vitamina A e proteínas.35 Pequi (polpa) 121.00 360.20 0. estado de Goiás. pois essa região apresenta condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento e produção do pequizeiro.39 Algumas características peculiares do pequi são muito importantes para o mercado in natura. (1998). Sano e Almeida (1998) obtiveram um teor de fibras na polpa de 17. como frutos maiores e de melhor aparência visual.60 1. proporciona a maturação mais tardia dos frutos. recebendo com isso um maior aporte de água do solo durante o seu desenvolvimento (Vera et al. Na Tabela 1 é mostrada a composição química da polpa e da amêndoa (Franco. da espécie C. 650. 1998). brasiliense.76 1. Pequi (amêndoa) 99. Estudos evidenciaram que na região de Mambaí.000. riboflavina e niacina) e C (ácido ascórbico).23 2. . a temperatura..5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS Existem vários estudos sobre o valor nutricional do pequi.10 0. onde observa-se que tanto a polpa quanto a amêndoa apresentam quantidades significativas de vitaminas A (retinol). TABELA 1: Composição química (g/100 g). Em Almeida et al.10 20. Por exemplo. além de solos mais arenosos. frutos com maiores massas de polpa e de amêndoa.10%. 1992.

essenciais na fabricação de determinados produtos..94%).54%) equipara-se ao da farinha de trigo (1. Oliveira e Gibbs.60%).. Esse alto teor de óleo somado às suas características químicas e antioxidantes e algumas características específicas torna o óleo da polpa de pequi uma boa fonte de matéria-prima na indústria cosmética (Silva. De modo geral. Kageyama e Gandara (1993) apontam que este entendimento é a base para aplicação de técnicas de manejo. Entretanto. Quanto aos minerais. a amêndoa apresenta Na (2.05 mg/100 g). 1998).9%) e ácido palmítico (40.2%) (Facioli e Gonçalves.63 mg/100 g) e Cu (15. 2005). as espécies arbóreas apresentam maior nível de diversidade genética dentro de populações que entre populações e o sistema de cruzamento é misto (Berg e Hamrick. garante o estabelecimento de práticas conservacionistas efetivas e eficientes. O teor de proteína (5. sendo superior ao da polpa (11. 2.6 DIVERSIDADE GENÉTICA Conhecer os padrões de distribuição da variação genética dentro e entre populações naturais. associados às complexas interações com agentes polinizadores e dispersores de sementes (Gross. Sendo assim. Cu (4. com predominância de alogamia (Ward et al.93 mg/100 g).. Por sua vez. P (0. com ponto de fusão próximo à temperatura do corpo humano (37ºC) (Castanheira. Machado e Lopes.76%) e o teor de lipídios (1.69 mg/100 g). P e K não foram relatados na amêndoa deste estudo. Mg (0.9 mg/100 g). Zn (65. 1994). Fe (26.3%). Couto (2007) estudou o uso da farinha da casca do pequi na elaboração de pão de forma. Zn (53. 1998).76%) foi superior ao da farinha de mandioca (1. Mn (14. que o consumo associado de polpa e amêndoa constitui enriquecimento importante da dieta regional em manganês e fósforo (Almeida et al.18 mg/100 g). mostrando. o teor na farinha também foi superior ao da polpa (19. 2000). 2004. Em carboidratos totais (50.32 mg/100 g).37 mg/100 g). a polpa do pequi apresenta Na (20. para se conhecer como a . 2005. 1997).97%). segundo Frankel et al.82 mg/100 g). portanto.06 mg/100 g) e K (0. que lhe conferem características únicas e valiosas de cristalização e de derretimento. Fe (15.0 mg/100 g).24 Dados da composição em ácidos graxos do óleo da polpa e da amêndoa de pequi mostraram que são constituídos na sua maior parte por ácido oléico (53. as espécies arbóreas possuem uma grande variedade de diferentes sistemas reprodutivos. Mg. Mn (5.66%). (1995).96 mg/100 g).57 mg/100 g). bem como contribui para o estabelecimento da conservação in situ das populações naturais. A farinha apresentou um valor considerável de fibra alimentar (39. 2005).

eventos casuais e processos de crescimento. o desenvolvimento sustentável é construído sobre três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores: o desenvolvimento econômico. deriva. 1989). O desenvolvimento e a manutenção da estrutura genética ocorrem devido às interações de um conjunto complexo de fatores evolutivos. como o mecanismo de dispersão de pólen e sementes.7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL O emprego do conceito desenvolvimento sustentável teve origem no documento elaborado em 1980 pela União Internacional para a Conservação da Natureza – UICN. O desenvolvimento sustentável vem sendo divulgado por todo o planeta como uma forma mais racional de prover uma qualidade de vida socialmente justa (Mello. estabeleceu que o desenvolvimento sustentável busca responder: integração da conservação e do desenvolvimento. seleção. mas sem comprometer as possibilidades de sobrevivência e prosperidade das gerações futuras (Martins. A exploração dos recursos naturais deve ser de forma racional e sustentável. Nesse sentido. o modo de reprodução. saúde. sistema de reprodução que controla a união dos gametas para a formação das progênies. igualdade de gêneros. A Conferência de Ottawa. organização desta variação dentro de genótipos. o sistema de cruzamento bem como alguns fatores ambientais que possam influenciar ou direcionar de forma agregada à distribuição da variação (Hamrick. responder às necessidades do presente de forma igualitária. alcance da equidade e da justiça social. o desenvolvimento social e a proteção ambiental. crescimento populacional. mutação. PNUMA e Fundo Mundial para a Natureza – WWF. 2002). Este conceito . A estrutura genética refere-se à distribuição dos alelos e genótipos no espaço e no tempo. distribuição espacial dos genótipos. ou seja. patrocinada pela UICN. provisão da autodeterminação social e da diversidade cultural e manutenção da integração ecológica (Pires. Dessa forma. 1982). satisfação das necessidades humanas básicas. em 1986. como variação no conjunto gênico. 1996).25 variação genética está distribuída é necessário o conhecimento dos fatores intrínsecos à espécie. 2005). o estudo da diversidade e da estrutura genética em populações arbóreas é importante para que se entenda como esta diversidade é distribuída e quais as características do ambiente ou da espécie que influenciam essa distribuição. 2. 2004). conflito e violência (Leff. mortalidade e reposição dos indivíduos que darão origem às populações futuras (Hamrick. Esse paradigma reconhece a complexidade e o inter-relacionamento entre as questões da degradação ambiental como: decadência urbana.

solidária e corajosa (Neves. . ainda sendo empregado em programas de recuperação de áreas degradadas e em programas de renda familiar.26 traduz várias idéias e preocupações devido à gravidade dos problemas atuais. Do pequizeiro aproveita-se sua madeira (para confecção de pilões e estacas). 2008). logo é uma espécie que necessita ser explorada de forma sustentável. Para Thomas (2004). No caso do pequi. o uso sustentável são todas as ações que procuram garantir o futuro de um lugar. para que o seu extrativismo não a leve a extinção. A sustentabilidade está interligada com o comportamento e a ação de cada um de nós. o conceito de desenvolvimento sustentável aponta caminhos. Se corretamente utilizado. Pozo (1997) realizou estudos nas comunidades do norte de Minas Gerais e observou que a vegetação do Cerrado é explorada de forma extrativista. resgata vivências e experiências e convida todos para uma ação coletiva. folha (para confecção de veneno para peixes) e fruto (tanto a polpa como a amêndoa são utilizadas para o feitio de azeite. cosméticos e consumo in natura). respeitando o ser humano e conservando o meio ambiente.

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32 Artigo 1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM.) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL ENVIADO À REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .

sendo a amêndoa. Universitária. energia e minerais (P. Av. Cu. massa média da amêndoa. Duque de Caxias. 64. fibra bruta. E-mail: valdo@cpamn. Na polpa e na amêndoa foram analisadas as características químico-nutricionais: umidade. PhD. relação comprimento/diâmetro médio do caroço.) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL1 KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. na safra de 2008.049-550. Observou-se elevada variabilidade fenotípica entre as populações para a maioria dos caracteres analisados. 1310.33 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. Submeteram-se os dados à análise de variância e compararam-se as médias das populações por meio do teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. Agr.br . carboidratos totais.com 3 Eng.embrapa. proteína bruta. CEP: 64006-220. Embrapa Meio-Norte. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa e espessura média da casca.. Os frutos foram coletados no estádio de maturação (frutos caídos no chão). MSc. VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO Este trabalho teve como objetivo avaliar a variabilidade de características físicas e químiconutricionais do fruto de seis populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. percentagem de polpa. porém.. Zn e Fe). a população de Alto Longá. Mg. Caryocar coriaceum. A polpa e a amêndoa mostraram-se ricas em termos nutricionais. Em média. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. é uma promissora fonte de variabilidade para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais estudados. K. massa média do caroço. Ca. no Piauí. Teresina-PI. os quais formam a região Meio-Norte do Brasil. Av. Variabilidade fenotípica. Bióloga. gordura. Palavras-chave: Fruteira nativa. 5650. Teresina-PI E-mail: klegea@hotmail. relação comprimento/diâmetro médio do fruto. CEP. Analisaram-se as seguintes características físicas do fruto: massa média. massa média da casca. cinzas. Mn. Recursos genéticos. bem mais rica.

Mn. stone length/stone mean diameter ratio. Phenotypic variability. crude fiber. ash. In the pulp and kernel were analyzed the following chemical-nutritional characteristics: moisture. The following fruit physical characteristics were analyzed: average mass. K. at the harvest of 2008. Key-words: Native fruit tree. the population of Alto Longá. however. . total carbohydrates. stone average mass. which form the Mid-North region of Brazil. fat. Ca. The data were submitted to the variance analysis and population means were compared by Scott-Knott grouping test at 5%. Zn and Fe). On average. is a promising source of variability for most physical and chemicalnutritional studied. Mg. from Piauí State. Fruits were collected at the maturity stage (fruits lying on the ground). kernel length/kernel mean diameter ratio and peel average thickness.34 PHYSICAL AND CHEMICAL-NUTRITIONAL FRUIT CHARACTERISTICS OF PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. kernel average mass. Cu. fruit length/fruit mean diameter ratio. Both pulp and kernel are rich in nutritional terms. much richer. crude protein. energy and minerals (P. hull average mass. Caryocar coriaceum. pulp percentage. It was observed a high phenotypic variability among populations for most analyzed traits. being the kernel. Genetic resources.) POPULATIONS OF NATURAL OCCURRENCE IN THE MID-NORTH REGION OF BRAZIL ABSTRACT The objective of this work was to evaluate physical and chemical-nutritional fruit characteristics of six pequizeiro populations from natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí.

4% de lipídeos (Araújo.6 a 6. 1997). Oliveira.) e o pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm. Caracteriza-se pela diversidade de ecossistemas.. 2009) e a caracterização químico-nutricional de frutos dessa espécie (Oliveira et al. 1992). 2006).75 a 11. pouco tem sido feito para que o germoplasma ainda existente dessa espécie e seu potencial de uso sejam conhecidos. O pequi pode ser utilizado no preparo de pratos típicos.. Ca. brasiliense Camb. 2006). o pequi. sendo constituído pelos estados do Maranhão e do Piauí e é uma zona de transição entre a Amazônia e o Sertão. . espécie C. Em termos de valor nutricional tem sido relatado na literatura que a polpa de pequi. 2006). indústria de lubrificantes e. óleos e bebidas adocicadas (licores). (2010) revelou um teor de proteína de 2. apresenta em torno de 2. e pode produzir de 500 a 2000 frutos/safra (Silva. 1992).. em indústrias farmacêuticas e de cosméticos. Cu e Fe.34 mg 100 g-1 de carotenóides totais (Oliveira et al. a espécie C. apesar do fruto ser rico em nutrientes e das variedades de usos (Oliveira et al. a polpa de pequi também é rica em vitamina A e em minerais. Pernambuco e Goiás (Lorenzi. com destaque para as espécies frutíferas nativas.).. Lima et al. 2007. coriaceum. Villela. A planta apresenta porte arbóreo. não tem merecido a devida atenção da pesquisa. o estudo de Oliveira et al.09% e de lipídeos de 23... ainda. 1998. cujos frutos são amplamente utilizados pelas populações locais. 1995. 26. Contudo. 2006). Oliveira et al. De acordo com Pozo (1997).. coriaceum ocorre também nos estados do Ceará. 2010). Bahia. com pluviometria anual entre 1000 e 2500 mm (Rebouças. Além do Meio-Norte. 1998). Poucos são os estudos encontrados na literatura envolvendo a biometria (Silva & Medeiros Filho. dentre essas. Mesmo diante do rápido avanço da fronteira agrícola e da urbanização sobre a vegetação nativa. que atinge em média de 6 a 8 m de altura. como matéria-prima para produtos terapêuticos (Paula-Júnior et al. O objetivo deste trabalho foi avaliar a variabilidade de características físicas e químico-nutricionais de frutos de seis populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí.. especialmente da espécie C.35 1 INTRODUÇÃO O Meio-Norte é um dos quatro domínios geoambientais do Nordeste Brasileiro. O pequizeiro pertence à família Caryocaraceae e ao gênero Caryocar (Franco & Barros. 2006. especialmente P. que engloba 16 espécies das quais 12 tem ocorrência no Brasil (Franco.19%. 2007) e de 7. em condimentos. Já na espécie C. coriaceum Wittm. Vera et al.0% de proteína.07 a 33. merecem destaque o bacurizeiro (Platonia insignis Mart.. 2006.

com o número de plantas-matrizes por população variando de três (Caxias) a 10 (Barras). relação comprimento da amêndoa/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). massa média da amêndoa (MMA). onde foram armazenados em freezer (-20°C) até o momento das medições físicas. Barras e José de Freitas). cada um correspondendo a uma população.1 Análises físicas As medições das características físicas dos frutos maduros foram realizadas no período de março a junho de 2008.36 2 MATERIAL E MÉTODOS 2.2. 2. coletando-se frutos no estádio de maturação completa (frutos caídos no chão). distribuídas nas seis populações. e as dimensões foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital e expressas em centímetros. . Foram estudadas um total de 36 plantas-matrizes de pequizeiro. relação comprimento do caroço/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). massa média da casca (MMC). relação comprimento de fruto/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). As medidas de massa foram obtidas em balança digital e expressas em gramas.2 Análises laboratoriais 2. A coleta dos frutos foi realizada no período da safra (fevereiro/março) de 2008. Foram tomadas as seguintes medidas físicas: massa média de fruto (MMF). PI.1 Localização e descrição da área de estudo O estudo abrangeu seis municípios: três no estado do Maranhão (Timon. os frutos foram acondicionados em sacos plásticos e transportados para o Laboratório de Fisiologia Vegetal da Embrapa Meio-Norte. utilizando amostra média de 15 frutos/planta. percentagem de polpa (%POLPA). A escolha desses municípios foi em função da facilidade de acesso e da elevada ocorrência do pequizeiro. Caxias e Afonso Cunha) e três no estado do Piauí (Alto Longá. Depois de coletados. em Teresina. massa média do caroço (MMCa).

até peso constante. As amêndoas. expressos em MG 100 g-1). Ca. FB CZ.3 Análises dos dados As medidas das características físicas de fruto foram submetidas à análise de variância considerando um delineamento estatístico inteiramente ao acaso com seis tratamentos (populações) e frutos por planta sendo utilizados como repetições. foram extraídas com o auxílio de um torno mecânico. UMID e minerais foram obtidas de acordo com as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz (Instituto Adolfo Lutz. 2001). então. 1985). teor de energia (ENERG. e os teores de CT e ENERG conforme metodologia de Moretto et al. com o auxílio de faca de cozinha. Cu. PI. Zn e Fe. gordura (GORD). (2002). . Mn. 2. Da mesma forma.2. As análises foram realizadas utilizando o programa GENES (Cruz. para a análise de variância dos dados das análises químico-nutricionais também considerou-se um delineamento estatístico inteiramente ao acaso com seis tratamentos (populações). expressa em kcal 100 g-1) e teor de minerais (P. PB. os frutos foram descongelados e a polpa extraída manualmente. Após o processo de extração. As médias de populações foram comparadas por meio do teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. As seguintes características químico-nutricionais foram analisadas: porcentagem de umidade (UMID). fibra bruta (FB). porém com três repetições. em Teresina. A polpa e as amêndoas foram trituradas em processador e as amostras acondicionadas separadamente em embalagens plásticas emerticamente fechadas e novamente armazenadas em freezer (20°C) até o início das análises químico-nutricionais. Após as medições físicas. Mg. proteína bruta (PB). K. a polpa e os caroços foram secos em estufa de circulação forçada de ar à temperatura de 65°C. As medidas de GORD.2 Análises químico-nutricionais As análises químico-nutricionais foram realizadas nos Laboratórios de Bromatologia da Embrapa Meio-Norte e do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí (CCA/UFPI). no período de agosto de 2008 a maio de 2009. cinzas (CZ). carboidratos totais (CT).37 2.

183. foi a que apresentou as maiores médias de massa média do fruto (MMF).24 cm. As populações de Timon.4 g. Por sua vez. Vera et al. massa média da casca (MMC).1 Características físicas A análise de variância indicou efeito significativo de populações para todos os caracteres físicos de fruto estudados (Tabela 1). no Maranhão. Caxias e José de Freitas também mostraram maiores médias para a relação comprimento/diâmetro médio do fruto (relação CF/DMF). Em relação à massa média do caroço (MMCa). a população de Timon.06 e 14. no Piauí. diferindo significativamente das demais populações. respectivamente. no Piauí. e de José de Freitas (7. 2007) estudando diferentes pequizeiros da espécie C. com 231. 1. . (2005.84%) e Caxias (7. obtiveram as menores médias para essas características. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa) e espessura média da casca (EMC).38 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. massa média da amêndoa (MMA). e as populações do Piauí.09 g.59%). 2. apresentaram maiores médias. A população de Alto Longá. sobressaíram-se em relação às demais em porcentagem de polpa (%POLPA). no Maranhão.4 g. exceto da população de Timon em MMA. as populações de Timon (7.05) das demais populações.29%). A população de Timon apresentou ainda a maior média para a relação CCa/DMCa e diferiu estatisticamente das demais populações. diferindo significativamente (P<0. as populações de Afonso Cunha e Caxias. ambas no Maranhão. Por sua vez. brasiliense de diferentes populações do estado de Goiás também relataram diferenças entre populações para a maioria dos caracteres estudados.

MMA: Massa média da amêndoa.29 a 6.06 a 1.93 25. observa-se pela Tabela 1 que as populações do Piauí se sobressaíram em relação às do Maranhão em MMF. Por seu turno. no que se refere a %POLPA. que a variabilidade presente nas populações de pequizeiro do Meio-Norte é menor que aquela detectada no Vale do Cariri.09 g). DMA: Diâmetro médio da semente. No entanto.84%).5 b 21.78 b 1.90 c 11. Em estudo de caracterização de frutos de pequi da espécie C.76 % Relação Relação Relação EMC POLPA CF/DMF CCa/DMCa CA/DMA (cm) 5. Características físicas de frutos de seis populações de pequizeiros de ocorrência nos estados do Piauí e Maranhão Populações¹ Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.10 0. MMF: Massa média do fruto.54 a 0.2 b 173. essa autora obteve média de 1.53 7. houve predominância das populações do Maranhão sobre aquelas do Piauí em %POLPA. valores esses inferiores. os resultados obtidos por essa autora (média de 10. nas colunas. coriaceum. necessariamente.88 b 7. CA: Comprimento da amêndoa.V. CE.69 a 0.01 b 0. CCa: Comprimento do caroço. a menor amplitude de variação obtida no presente estudo não indica. Para os demais caracteres.91 b 1.66 c 14. CE.48 g. uma vez que os . não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.7 a 26.4 b 124.84 19.51 0.5 b 166.07 a 2. Oliveira (2009) obteve MMF variando de 46.00 b 1.63 d 0. com média de 90.09 a 1.51 b 0. maiores médias de MMC e MMCa não são desejáveis. com maior amplitude de variação (0.67 b 0.91 33.6 c MMCa (g) 19.81 133. aos obtidos neste trabalho.26 a 2. porém. pois nesta situação o teor de polpa tende a ser menor. Porém.88 a 7.9 c MMC (g) 97.23 g. DMCa: Diâmetro médio do caroço. Do ponto de vista do aproveitamento da polpa do fruto.67 4. e EMC: Espessura média da casca.98 b 1.74 b 7.2 b 131.52 b 0.85 28.2 b 25.99 a 14.01 b 1.01 b 1. CF: Comprimento do fruto. em média.01 10.52 b 0.07 b 10. 1.23 a 140.81 9.93% e variação de 5.4 b 231. Em geral.68 g vs.88 b 2.(%) MMF (g) 140. Já para MMA. MMC: Massa média da casca.87 d 10.84 a 5. MMCa e EMC.86 a 2. apresentaram como caracteres negativos maiores médias de MMC. Por outro lado.7 a 27.90 23.4 a 183.57%) foram bem superiores aos obtidos neste trabalho (média de 6. DMF: Diâmetro médio do fruto.95 MMA (g) 1.65 c 0.30 29.26 c 1.4 a 173.6 a 25.24 a 12.64 ¹Médias seguidas de mesma letra.58 e 0.86 d 9.53 a 0.59 a 7.52% e variação de 5.85 g).54 a 0.49 153.21 1. de ocorrência no Vale do Cariri.7 c 133.0 c 98. portanto.98 b 5.56 g.39 TABELA 1. MMCa: Massa média do caroço.64 d 0. não se observou nenhuma relação da variabilidade observada com o fato das populações estarem localizadas no Maranhão ou no Piauí (Tabela 1). inferior à obtida no presente estudo (1.7 b 113.7 a 25.

51%) obtido neste trabalho foi bem inferior àqueles relatados por Oliveira et al. Foi inferior também aquele obtido por Lima et al. exceto cinza (CZ) (Tabela 2).36%) e Vera et al. e características da amêndoa. os quais referem-se à populações.21% (população de Timon-MA) a 37.25 e 48.21% (população de Alto LongáPI). ao contrário daqueles aqui apresentados. Houve variação significativa entre populações para todas as características estudadas da polpa. (2010) também para C. o teor médio de umidade (UMID) variou de 25. 3. (2007) e Mariano (2008) para C. brasiliense (41.2 Características químico-nutricionais Os resultados das características químico-nutricionais da polpa e da amêndoa das seis populações de pequizeiro estudadas estão apresentados nas Tabelas 2 e 3.91% (população de Afonso Cunha-MA).40 resultados apresentados por Oliveira (2009) são de plantas individuais. brasiliense (51. (2007) para C. O valor médio de UMID da polpa (31. que a UMID da polpa. portanto. enquanto que na amêndoa a variação foi de 47.62% (população de José de Freitas) a 53. coriaceum (55. .5%). Na polpa. exceto gordura (GORD) e energia (ENERG) (Tabela 2) e Mn (Tabela 3).48% respectivamente). bem mais elevado.

42 a 4.18 a 469.71 a 47.97 c 4.21 c 33.22 31.91 a 20.29 a 26.13 b 33.88 28.49 a 3.47 b 2.81 b 3.74 a 273.84 a 25.27 59.57 a 3.5 4.42 444.39 337.53 9.72 a 2. coriaceum da região Meio Norte População¹ UMID CZ GORD PB FB CT ENERG (kcal 100 g-1) --------------------------------.17 a 45.73 2. (%) 52.21 b 53.12 10.91 b 31.Na amêndoa ----------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon_MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.44 a 50.28 13.10 a 24. carboidratos totais (CT) e energia (ENERG) da polpa e da amêndoa de seis populações de C. nas colunas.44 9.62 b 50.16 b 33.V.98 a 2.83 c 5.(%) ------------------------------- ------------------------------------.52 a 3.84 ------------------------------------.26 b 2.22 a 459.57 a 3. proteína bruta (PB).05 b 23.91 a 30.14 a 48.31 a 335.52 10.11 c 38.32 b 58.22 a 1. (%) 37.00 45.17 d 4. gordura (GORD).56 c 32.42 a 44.41 a 335.82 a 51.83 5.62 b 21.58 a 445.47 a 2.47 a 21.18 a 2.38 3.34 a 59.89 a 49.05 a 2.58 a 451.66 a 57.34 a 55.34 b 2.29 1.15 c 3.89 b 27.62 b 25.21 a 447.51 12.25 a 319.68 a 59.77 c 55.09 c 3.55 27.54 12.47 a 415.63 a 2.72 a 48.74 b 28.67 a 14.97 a 6.41 TABELA 2.29 a 3.08 20.13 c 3.09 5.01 c 296.35 ¹Médias seguidas de mesma letra.25 b 27.45 a 2.74 a 2. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.40 c 32.40 b 2.81 b 30. cinzas (CZ). .32 b 2.29 3.41 b 5.29 15.V. Teores médios de umidade (UMID).52 b 32.85 36.06 b 323.36 c 33.27 b 3.93 a 52.28 8.Na polpa --------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.21 a 52.67 13.09 a 35. fibra bruta (FB).

56 b 122.94 b 1.43 16.21 a 3.49 a 3.03 b 90.(%) 141. com 38. (2007) também obtiveram para C.86 b 698.65 b 102.04 b 63.75 7.88 a 1008.70 20.43%).57 a 532.26 b 3.27 a 87.93 1.53 ------------------------------------------.59 8.80 b 4.72 a 1. Não houve diferença estatística entre as demais populações em GORD.41 a 2.80 a 795.94 b 3.28 a 83. 3.75 a 0.30 b 177.55 9.63 a 1.03 15.90 a 170.66 a 126.22 a 7.46 a 124.73 a 2.99 a 541.97 b 3.25 a 345.31 c 84.78 b 592.Na amêndoa -----------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.81 989.97 12.29 a 1.31 29.86 b 4.63%).33 a 1. 0.V.99 18.43 b 0.16 a 1. esse teor foi bem inferior no caso da polpa (0.82 b 90.26 6. não houve altas amplitudes de variação (Tabela 2). as quais não diferiram entre si.71 a 1.91 b 2.01%) superior ao obtido neste trabalho.97 b 6. brasiliense teor médio de CZ na amêndoa (4.08 b 145.06 c 1221.01 a 6.67 8.24 6.21 b 148. apresentou a maior média (3.53 b 0.97 b 604.66 a 0.90 a 72.60 a 560.42 b 163.39 b 103.28 ¹Médias seguidas de mesma letra.86 b 1.17 a 156. Teores médios de minerais da polpa e da amêndoa de seis populações de C.74 86.01 5.27 3.98 34.66 b 2. com 35.05 b 2.78 b 1146. (%) 76. quando comparada com os valores médios de CZ obtidos por Oliveira et al.20 a 4.27 a 5. no Maranhão.04 487. seguida da população de Timon.11 2.44% vs. no Maranhão.21%) inferior ao obtido neste trabalho.50 1106.09 c 130.25 b 101.62 a 3. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.62 b 5.05%) para o teor de cinzas (CZ) na amêndoa.32 b 3.41 a 3.65 10. (2010).57 c 1021.10 a 2.12 6.54 b 0.06 a 3.01 b 4. a média de CZ encontrada neste trabalho foi inferior no caso da amêndoa (2. também no Maranhão.91 1.42 TABELA 3. coriaceum de ocorrência na região Meio-Norte População¹ Macroelementos (mg 100 g-1) Ca P K Mg Microelementos (mg 100 g-1) Cu Mn Zn Fe -----------------------------------------.58 b 147.16 b 886.92 a 3.67 a 460.85 105.15 a 1. nas colunas.23 c 2.17 b 3.63%).35 c 1.69 b 457.01 c 96.59 a 546.58 19.09%.39 c 1.V.71 3.21 a 1. porém.45 8.61 a 181. A população de Afonso Cunha.74 c 977.32 b 546.39 a 115.67% vs.01 a 1.97 b 926. Mariano (2008) também obteve teor médio de CZ na polpa (1. Em relação ao teor de GORD da polpa sobressaiu-se a população de Caxias.93 576. Lima et al. Contudo.45 c 1.16%.13 b 965.76 a 0. diferindo significativamente das demais populações.06 0.06 a 420. mas bem superior no caso da polpa (2. Já na .54 b 554. em ambos os casos.85 b 2.44 b 980. Observa-se que as médias de CZ na polpa e na amêndoa estão muito próximas e.48 d 1344.Na polpa ------------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.

20% para a amêndoa e porém são um pouco superiores no caso da amêndoa.34% e 323.71 e 19. Conforme pode ser observado pela Tabela 2. Contudo.68% e 335.02% para a polpa e 8.42% e de 1.51% respectivamente). (2007) obtiveram teores médios de PB na polpa (3. coriaceum é riquíssima em proteínas quando comparada com a polpa e.9% superior ao relatado por Oliveira et al. 23. e Barras. não houve diferença significativa entre as populações (Tabela 2). apenas a população de José de Freitas. também. o teor médio de PB na polpa encontrado neste trabalho foi cerca de 61. esses resultados são bem inferiores aos relatados por Lima et al. brasiliense (26. as médias de GORD (polpa e amêndoa) obtidas neste trabalho estão bem próximas daquelas relatadas por Lima et al.74% na polpa e na amêndoa. (2010) também encontraram maior média de GORD na amêndoa de C. As populações de Afonso Cunha. teve média estatisticamente inferior às das demais populações.53% vs.17 a 6.81 a 3.25 kcal 100 g-1) e Alto Longá (58. Lima et al. apresentaram.84%). Em FB na polpa. que foram 6. destacaram-se as populações de Timon e Caxias. as médias de PB foram bem maiores na amêndoa. brasiliense (33. A variação no teor de fibra bruta (FB) foi de 4. 35.36% respectivamente) e pouco um pouco inferior ao teor médio de 37. No caso da polpa. enquanto que na amêndoa apenas a população de Afonso Cunha. (2007). a média de GORD (33. Por outro lado. porém. no Piauí.52% vs. no Piauí.19% e 48. Mariano (2008) também obteve teor médio de PB na polpa (3. 1992) e.57%).31 kcal 100 g-1).43 amêndoa teor médio de GORD foi 44. no Maranhão.74 kcal 100 g-1). o conteúdo de PB na amêndoa foi. coriaceum. cerca de 10 vezes maior aquele obtido na polpa. teve média de CT (14. brasiliense.11% respectivamente). as populações de Afonso Cunha (59. Por sua vez. em média. Já na amêndoa.2%) similar ao deste trabalho. respectivamente (Tabela 2). indicando que a amêndoa de C. sobressaíram-se nos teores de proteína bruta (PB) na polpa (3. Em C. em C. (2010) em seu estudo com C.66 e 335. ambas no Maranhão.27%) similares aos obtidos neste trabalho. respectivamente. os maiores teores de CT e ENERG na polpa.53%) também foi superior as médias obtidas por Oliveira et al.28%) e na amêndoa (25. têm condições de serem melhor aproveitadas na alimentação humana. enquanto a população de Alto Longá.41 kcal 100 g-1). Oliveira et al. José de Freitas (59. com outras frutas tropicais (Franco. no Piauí.4 e 51. no Maranhão. No caso da polpa.81% obtido por Mariano (2008). sobressaiu-se em PB na amêndoa (33. no Piauí. (2007). coriaceum. e diferiram estatisticamente das demais populações. no Maranhão.93% e 337. portanto. Neste trabalho. e de Barras (59. (2006) e Vera et al. as médias de GORD tanto na polpa quanto na amêndoa obtidas neste trabalho foram superiores àquelas obtidas por esses autores (33. (2007) em C.62%) . Quanto aos teores de carboidratos totais (CT) e energia (ENERG).71% superior que o teor médio da polpa.

. no caso de ENERG (polpa e amêndoa).44 estatisticamente inferior às das demais populações (20. exceto a de José de Freitas. sem diferir. das populações de Afonso Cunha. embora sem diferirem entre si no primeiro caso. na forma de óleo ou azeite de pequi (Araújo. Esses resultados são importantes no aproveitamento mais completo do fruto na alimentação humana. Já na amêndoa. brasiliense. e José de Freitas. coriaceum (18. as seis populações. Em Ca e Mg na polpa. Comparando os teores médios de CT e ENERG na polpa e na amêndoa. Neste aspecto.10 a 26. A população de Alto Longá. é importante a preservação das populações estudadas e. são igualmente promissoras. destacou-se no teor de K na amêndoa (1146. 1995). enquanto que a população de José de Freitas teve a maior média de K na polpa (554. 2007). respectivamente. As médias de CT (polpa e amêndoa) obtidas neste trabalho também são bem superiores àquelas obtidas por Lima et al. contudo. em função do valor energético do fruto de C. pelo seu valor energético. Os teores médios de CT (57. No que se refere aos teores de minerais (Tabela 3). destacaram-se as populações de Barras no primeiro elemento (148.27 mg 100 g-1) e as duas populações do Piauí (José de Freitas e Alto Longá) no segundo. As populações de Afonso Cunha. houve . respectivamente).91%). brasilense bem maior (Gonçalves. aproveitá-las no melhoramento do pequizeiro visando obter cultivares ou clones com frutos de melhor qualidade nutricional. Na amêndoa. Atualmente.88 mg 100 g-1). Contudo. apenas a polpa tem uso variado na culinária. observa-se que a amêndoa é bem mais rica que a polpa em praticamente todos os minerais analisados. no Piauí. (2007) em C. ao mesmo tempo. a introdução de material genético dessa espécie talvez seja uma estratégia mais eficiente. se destacaram das demais nos teores de P na polpa (105.67 mg 100 g-1). no Piauí.80% e 292. Contudo. 2007. No entanto.9 mg 100 g-1) e na amêndoa (1344.83%) e ENERG (319.28 kcal 100 g-1) da polpa obtidos neste estudo são superiores aos teores médios desses nutrientes obtidos por Oliveira et al. (2010) também para C. verifica-se que a polpa é mais rica em CT e a amêndoa em ENERG (Tabela 2). as quais não diferiram entre si. as quatro populações mencionadas acima apresentam. Dessa forma.100 g-1 na polpa e amêndoa. no Maranhão. maior potencial como fonte de genes para incrementar os teores de CT e ENERG na polpa.3 kcal. aliado ao elevado teor protéico. A amêndoa tem uso mais indireto. o que reforça a necessidade de um melhor aproveitamento da amêndoa na alimentação humana. Lima et al. poderia ser aproveitada para uso como amêndoa. os teores médios obtidos neste estudo são inferiores aos relatados por esses autores (358.24 kcal 100 g-1 respectivamente). Timon e Alto Longá. em geral.4 e 598.8 mg 100 g-1).

com média de 4. os teores médios de Zn. (2010) com C. aos teores de P e Ca obtidos nos estudos de Hiane et al. foi inferior aquele relatado por Ferreira et al. e das populações de Alto Longá e José de Freitas (PI) e de Afonso Cunha (MA) em Mg. o teor médio deste estudo é inferior ao obtido por Ferreira et al. bem inferior no caso do K e equivalente no caso do Mg. respectivamente. Na polpa. (1992) com C.92 a 3.99 mg. K. coriaceum da Chapada do Araripe-CE.100 g-1) e Ca (101. brasiliense (Hiane et al. (1997) com C. são superiores também aos teores desses nutrientes obtidos nos demais estudos com outras espécies de Caryocar. No caso do Ca e Mg. com médias de 4. Da mesma forma. 1992). com médias superiores às médias das populações.41 a 3. respectivamente.53 vezes os teores desses elementos obtidos por Oliveira et al.10 mg 100 g-1). os teores médios de K e Mg da polpa obtidos neste estudo foram bem superiores aqueles obtidos para C. ainda. (1992) em C. no teor de Zn na amêndoa as populações de Barras (PI) e Timon (MA). enquanto que a população de Afonso Cunha (MA) sobressaiu-se no teor de Fe (6.01 mg 100 g-1 e de 3. porém.14. cerca de 3.72 e 6. brasiliense e de Marx et al.3 vezes maiores que os valores médios obtidos por Oliveira et al. (1987). No caso do P.66 a 0. àqueles obtidos por Ferreira et al. Os teores médios de P (83.79 e 1. (2010) também em C.20 mg 100 g-1.85. Mn obtidos neste trabalho são. os teores médios de P. Os teores de Cu e Mn são bem superiores também àqueles relatados por Hiane (1992). (1987) também para C. enquanto que os teores de Zn e Fe são bem inferiores .73 e 7.45 destaque das populações de Barras e Alto Longá (PI) e de Caxias e Timon (MA) nos teores de Ca. com médias de. (2010) para esses elementos em C.41 mg 100 -1 (Tabela 3).. Já na amêndoa. Em relação aos microelementos.21 mg 100 g-1).100 g-1) da polpa obtidos no presente trabalho (Tabela 3) são. As populações de Alto Longá (PI) e Afonso Cunha (MA) se destacaram em Cu e Zn na amêndoa. as populações do Piauí sobressaíram-se nos teores de Cu (0. Foram.55 mg. o teor médio obtido neste estudo é ainda equivalente aqueles obtidos por Ferreira et al.27 e 6. São superiores. brasiliense. porém. 2. No caso da amêndoa. coriaceum. Ca e Mg obtidos neste trabalho são 1. também. coriaceum.22 mg 100 g-1. (1992). superiores e inferiores aos teores desses elementos encontrados por Oliveira et al. 6.62 mg 100 g-1) na polpa. sendo essa superioridade mais significativa no caso do Mg.76 mg 100 g-1) e Fe (3. Já em relação ao K. 2010) e para C. respectivamente. a população de José de Freitas (PI). Fe e Cu. respectivamente.7 e 2. mas é bem superior ao relatado por Hiane et al.. brasiliense. 1. (1987). e em Cu. coriaceum da Chapada do Araripe-CE (Oliveira et al. Destacaram-se. O teor de P na polpa. também sobressaíram-se as populações do Piauí nos teores de Mn (2. (1987) e Hiane et al. villsosum.

4. As populações de pequizeiro de ocorrência no estado do Maranhão apresentam. os teores dos microelementos obtidos neste estudo.46 àqueles relatados por Ferreira et al. são superiores aos relatados por Oliveira et al. indicando que é possível o ganho genético por meio da seleção. a amêndoa destaca-se em minerais e em proteína bruta. Em média. (1987). mais promissoras. também. os resultados apresentados e discutidos neste trabalho evidenciam que as populações de pequizeiro estudadas são portadoras de elevada variabilidade para a maioria dos caracteres analisados. a exceção do Cu. A polpa e a amêndoa de pequi são ricas em termos nutricionais. Já na amêndoa. em trabalhos de conservação in situ e ex situ. contudo. Em geral. . em geral. a população de Alto Longá. de modo geral. é uma fonte promissora de variabilidade para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais estudados. com destaque para os caracteres químico-nutricionais. as populações do Piauí se mostram. no Piauí. 3. Nesse aspecto. (2010). maior potencial em termos de teor de polpa. 4 CONCLUSÕES 1. Há elevada variabilidade fenotípica nas populações de pequizeiro estudadas para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais do fruto. constituindo uma excelente fonte de nutrientes para uso na alimentação humana. Essa variabilidade possibilita o aproveitamento de imediato das populações na seleção de indivíduos superiores e. 2.

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SERÁ ENVIADO À REVISTA PESQUISA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .49 Artigo 2 DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm.) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISCAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA.

chave: Fruteira nativa. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa).. massa média da casca (MMC).) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISICAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA1. Observou-se divergência genética significativa entre e dentre das populações estudadas.. MSc. Palavras .com 2 Eng. percentagem de polpa (%POLPA). Agr. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). Duque de Caxias.50 DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2 E VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO O objetivo deste trabalho foi estudar a divergência genética entre e dentro populações de pequizeiros de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. massa média da amêndoa (MMA). Agrupamento populacional. Como características químiconutricionais da polpa e da amêndoa analisaram-se: teores de gordura.embrapa. com base em características físicas e químico-nutricionais do fruto e da amêndoa. proteína bruta. PhD. relação comprimento/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). As populações de pequizeiro de ocorrência no Maranhão mostraram-se mais heterogêneas que as do Piauí.br . 5650. fibra bruta. As características físicas analisadas foram: massa média de fruto (MMF). em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. carboidratos totais e energia. E-mail: klegea@hotmail. Recursos genéticos. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. Teresina-PI. Nas estimativas da divergência genética entre e dentro de populações utilizou-se a distância generalizada de Mahalanobis (D2) como medida de dissimilaridade. CEP: 64006-220. E-mail: valdo@cpamn. Bióloga. massa média do caroço (MMCa). indicando que é possível obter ganhos genéticos importentes por meio da seleção. Efetuou-se a análise de componentes principais e agrupou-se as populações e indivíduos dentro de populações por meio dos métodos de agrupamento de Tocher e UPGMA. Embrapa Meio-Norte. Av. Componentes principais.

stone length/stone mean diameter (CCa/DMCa) ratio. percentage of pulp (%POLPA). The chemical-nutritional characteristics analyzed of both pulp and kernel were: fat. kernel length/ almond mean diameter (CA/DMA) ratio and peel average thickness (EMC ). Significant genetic divergence between and among the populations studied were observed. Populations grouping. crude protein. The pequi populations of occurrence in the State of Maranhão were more heterogeneous than those of Piaui State. To estimate the genetic divergence among and within populations it was used the Mahalanobis distance (D2) as a measure of dissimilarity. kernel average mass (MMA). Principal components. Brazil. crude fiber. Key-words: Native fruit tree.51 GENETIC DIVERGENCE AMONG POPULATIONS OF PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. based on fruit and kernel physical and chemical-nutritional characteristics. stone average mass (MMCA). hull average mass (MMC). total carbohydrates and energy. fruit length/fruit mean diameter (CF/DMF) ratio. . indicating that it is possible to obtain important genetic gains by selection.) BASED ON PHYSICAL AND CHEMICAL-NUTRITIONAL CHARACTERISTICS OF FRUIT AND KERNEL ABSTRACT The objective of this work was to study the genetic divergence among and within pequi populations of natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. a and the populations and individuals within populations were grouped by the grouping methods of Tocher and UPGMA. The following physical characteristics were analyzed: average fruit weight (MMF). The analysis of principal components was performed. Genetic resources.

1988) e no tomate (Marim et al. espécies e populações. no jatobá e na sucupira-preta (Pereira et al. os estudos realizados neste bioma têm contemplado um número baixo de espécies (Melo Júnior et al. Além disso. pode ser entendido como a variabilidade dos organismos vivos de todas as origens.. o conhecimento da diversidade tem permitido o estudo da extensão e distribuição da variação genética entre espécies e de investigações taxonômicas e evolutivas (Martins. a Floresta Tropical Atlântica e a Floresta Amazônica (Dias. baseadas na quantificação da heterose. O Brasil é o país que possui a maior biodiversidade genética vegetal. 2008). a escolha do método dependerá do grau de precisão e dos dados obtidos. 2004). estimando assim. abrangendo os ecossistemas terrestres. e outros ecossistemas aquáticos. Segundo Cruz & Regazzi (2001). Estudos de diversidade genética e análise de componentes principais foram realizados na mamona (Cavalcante et al. Esses estudos comumente empregam informações provenientes de características fenotípicas ou de marcadores moleculares para estimar os níveis de diversidade e estrutura genética para um grande número de plantas e animais. a divergência genética tem sido avaliada por meio de técnicas biométricas. por exemplo.. que o Brasil detém 75% de todas as espécies em suas duas principais formações florestais.. Cruz e Pereira. e compreendendo a diversidade dentro de espécies. segundo artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e possui uma vasta diversidade de espécies vegetais. Apesar disso.. na batata-doce (Miranda. onde estão incluídas inúmeras frutíferas de importância socioeconômica para as populações rurais que habitam esse ecossistema e exploram muitas dessas espécies por meio do extrativismo. . Porém ainda são escasso estudos nesta área envolvendo frutíferas nativas do Cerrado. Métodos multivariados podem ser aplicados para a avaliação da divergência genética. entre espécies e de ecossistemas (Brasil. por variáveis canônicas e por métodos aglomerativos. 1996). que se destinam à avaliação da divergência dos progenitores. 2009).52 1 INTRODUÇÃO O termo biodiversidade. 2008). 2002). como a análise de componente principais. incluindo seus complexos. cerca de dois terços das espécies se encontram nos trópicos. marinhos. 2004). Estudos da diversidade genética em populações naturais têm sido continuamente desenvolvidos na tentativa de se mensurar o nível de informações herdáveis em indivíduos.

um dos pontos fundamentais é a escolha dos pais para obter populações de ampla base genética onde a seleção atuará. . 2002) e cubiu (Solanum tapirum). a batata (Miranda.. em que se consideram dois eixos cartesianos.. 1994). 1995). 2005). 2007.. Costa et al.. tendo como um dos critérios a distância genética entre eles. 2004). 1994). 1997). A técnica tem a vantagem de possibilitar a avaliação da importância de cada caráter estudado sobre a variação total disponível entre genótipos avaliados (Cruz & Regazzi. o milho (Ferreira et al. Esses estudos tornam-se mais significativos quando um conjunto de progenitores é avaliado em diferentes condições ambientais. que utilizou a análise de componentes principais para acessar a variabilidade de pequizeiros da Chapada do Araripe. tem sido feita em diversos programas de melhoramento que realizam hibridações.. 1995. a pimenta e o pimentão (Sudré et al. o feijão (Santos et al. No entanto. Ao se iniciar um programa de melhoramento de plantas. Isto é conseguido quando se alia uma alta média e uma ampla variabilidade genética para o caráter a ser selecionado (Ferreira et al. A viabilidade de utilização dos componentes principais em estudos de divergência genética dependerá da possibilidade de resumir o conjunto de variáveis originais em poucos componentes. Estudos da divergência genética por meio de análise multivariada tem sido empregados com várias espécies. Entre as análises de dissimilaridade. pois a primeira não considera as correlações residuais entre os caracteres disponíveis (Cruz & Regazzi.. 1997). 2005). Encontrou-se na literatura especializada apenas os estudos de Oliveira (2009)... coriaceum. Costa. possibilitando o estudo da diversidade genética de um grupo de progenitores. como a mamona (Cavalcante et al.. existem a Distância Média Euclidiana e a Distância Generalizada de Mahalanobis. A seleção dos progenitores. 1997). Fuzatto et al.53 Na análise de componentes principais. com base em características físicas e químico-nutricionais do fruto e da amêndoa.. a mandioca (Vidigal et al. Este trabalho teve como objetivo estudar a divergência genética entre e dentro de populações de pequizeiros de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. o objetivo é avaliar a similaridade dos progenitores por intermédio da dispersão gráfica. pois as respostas fenotípicas dos indivíduos diferem em ambientes distintos (Santos et al. a ouricana. a última sendo a preferida. 1988) o cupuaçu (Araújo et al. 2006. 2007). 2006. ainda são escassos.. trabalhos desta natureza com C. Figueiredo Neto et al. no estado do Ceará. Cruz & Pereira. fruta nativa do estado da Amazônia (Silva Filho et al.. fruta típica das Florestas Tropicais (Silva et al. 2002)..

. A escolha dos municípios mencionados foi em função da facilidade de acesso e da elevada ocorrência do pequizeiro. Caxias e Timon.621. José de Freitas – 7 indivíduos (30 a 36).PI José de Freitas .4’ S 42°12’O 5°15’ S 42°12’ O 4°14.98 1.25 5.4’ O 4°4.ibge.MA Caxias .21 Bioma Cerrado Cerrado Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga 2. com a seguinte distribuição: Alto Longá – 8 indivíduos (17 a 24). onde foram congelados (-20ºC) antes das medições físicas.gov.2 Caracterização física e químico-nutricional dos frutos e das amêndoas As análises físicas foram realizadas nos Laboratórios de Fisiologia Vegetal e de Bromatologia da Embrapa Meio Norte e no Laboratório de Bromatologia no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí. Por sua vez.721.MA Alto Longá .59 1.4’ S 42°17. acondicionados em sacos plásticos e transportados para o Laboratório de Fisiologia Vegetal da Embrapa Meio-Norte.538.5’ S 42°34.740. em Teresina-PI. Foi analisada uma amostra de 15 frutos por planta. TABELA 1. Os frutos foram coletados no estádio de maturação completa (frutos caídos no chão). no Maranhão (Tabela 1).223. Área de abrangência do estudo Municípios Afonso Cunha .8’ S 43°19. no período de março de 2008 a maio de 2009.br.PI Barras . Coordenadas geográficas Latitude Longitude 4°7.56 1.2’ O Área (km²) 371.32’ O 4°51’ S 43°21’ O 5°5. os critérios para escolha das plantas de pequizeiros dentro de cada área de ocorrência (população) foram a presença de frutos por ocasião das viagens de coleta e.1 Descrição da área de abrangência do estudo O estudo envolveu populações de pequizeiro localizadas nos municípios de Alto Longá. a facilidade de acesso.54 2 MATERIAL E MÉTODOS 2. Barras – 5 indivíduos (25 a 29). Afonso Cunha – 5 indivíduos (12 a 16).MA Timon .PI Fonte: www.35 1. da mesma forma que a escolha dos municípios. Caxias – 3 indivíduos (9 a 11) e Timon – 8 indivíduos (1 a 8). Ao todo foram amostrados 36 indivíduos nas seis populações (municípios). no Piauí. Barras e José de Freitas. e Afonso Cunha.

As medidas de massa foram efetuadas em balança digital e expressas em gramas. Os teores de GORDp. fibra bruta (FBp e FBa). utilizando a distância generalizada de Mahalanobis (D²) como medida de dissimilaridade. 1985) e expressos em percentagem. sendo a última com intuito de determinar as variáveis (características) de maior peso para a divergência entre e dentro de populações. CTa. Nas análises de variância e componentes principais das características. só que neste caso com três repetições. 2. onde frutos por indivíduo foram utilizados como repetições. realizou-se a análise de divergência genética por meio dos métodos de otimização de Tocher e de agrupamento UPGMA. carboidratos totais (CTp e CTa) e energia (ENERGp e ENERGa). massa média da amêndoa (MMA). Nas características químico-nutricionais utilizou-se o mesmo delineamento estatístico. as análises de variância e de componentes principais. As análises foram realizadas por meio do programa GENES (Cruz. GORDa. proteína bruta (PBp e PBa). sendo os dois primeiros expressos em porcentagem e as duas últimas. percentagem de polpa (%POLPA).3 Análises dos Dados Realizaram-se. As seguintes características químico-nutricionais da polpa (p) e da amêndoa (a) foram analisadas: gordura (GORDp e GORDa). PBa. considerouse. 2001). FBp e FBa foram determinados de acordo com as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz (Instituto Adolfo Lutz. um delineamento estatístico inteiramente ao acaso. inicialmente. (2002). massa média do caroço (MMCa). . ENERGp e ENERGa foram determinados usando a metodologia descrita por Moretto et al. Em seguida.55 Foram tomadas as seguintes medidas físicas: massa média de fruto (MMF). enquanto que os teores de CTp. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). 15 frutos por planta passou a serem 15 repetições. relação comprimento/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). ou seja. massa média da casca (MMC). em kcal 100-1g. como descrito por Cruz & Regazzi (1994). e as de dimensões foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital e expressas em centímetros. PBp.

com 3. por apresentarem alta similaridade com variáveis mais importantes. carboidratos totais na amêndoa (CTa).0047% de contribuições para a divergência genética entre e dentro de populações. as variáveis de menor importância no presente estudo (Tabela 2) foram a relação comprimento/diâmetro médio do fruto (relação CF/DMF) e a relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA). com 8. Em Santos et al. (1997). com apenas 0. A elevada contribuição da MMC para a divergência genética observada mostra que essa característica é importantíssima no processo de seleção. com contribuição de 87. e energia na amêndoa (ENERGa).91% (Tabela 2).50% e comprimento da vagem. Ou seja.80%. com pouca diferença em termos percentuais entre si: gordura na polpa (GORDp). se o interesse for aumentar o teor de polpa do fruto.72% e massa média de fruto (MMF).70% e produção de grãos/parcela. com 21. com 1. Já comprimento da haste principal.01%. indicando que as mesmas são dispensáveis ou redundantes.0681% de contribuição (Tabela 2). as características de menor importância para a diversidade do feijão de corda. 82%. com apenas 0. com 19. Nas características químico-nutricionais observaram-se três caracteres de maior importância para a divergência entre e dentro de populações. O caráter de menor importância foi fibra bruta na amêndoa (FBa). . mantendose MMF sem ou com baixa intensidade de seleção.0012% e 0. com 23. com contribuição de 20. com contribuição de 29. os caracteres que apresentaram maior importância para a divergência entre e dentro das populações de pequizeiros foram massa média da casca (MMC).06%. foram as variáveis que mais contribuíram para a diversidade.1 Análises da importância das variáveis Pelo critério sugerido por Cruz & Regazzi (1994).18%. como número de vagens/planta.56 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. foram também relações. a estratégia mais indicada seria a seleção para menor MMC. Nas características físicas.

78 87.47 4.7191 118645.98 2. MMF: Massa média do fruto.39 0. .92 16.4902 MMA CA/DMA MMF MMC MMCa %POLPA CF/DMF CCa/DMCa EMC FBp CTp ENERGp PBp GORDp FBa CTa ENERGa PBa GORDa ¹ MMA: Massa média da amêndoa.3026 23572. GORDa: Gordura da amêndoa. DMA: Diâmetro médio da amêndoa.Características físicas ----------------------4985. enquanto que no caso das características químico-nutricionais os dois primeiros componentes principais responderam por 99.13 0. CCa: Comprimento da caroço.81 20.57 TABELA 2. explicaram 63.86% da variação total observada nas características físicas. MMC: Massa média da casca. os dois primeiros componentes principais das variáveis.0012 9188. DMF: Diâmetro médio do fruto.58 0.0047 1731092.5043 -------------.68 0.28 0.415 2676. 3. CA: Comprimento da amêndoa. MMCa: Massa média do caroço.j de Singh (1981) Características ¹ Contribuição para a divergência genética S.5099 2800.9066 17049155.0473 486746.0256 913.33 29.7763 86174.2 Análise de Componentes Principais Na análise da divergência genética.0655 357.8256 17337. GORDp: Gordura da polpa. PBp: Proteína bruta da polpa.0134 104079.16 0. CF: Comprimento do fruto. FBa: Fibra bruta da amêndoa.91 3.5335 152587.05 0. baseada na estatística S.29 5. EMC: Espessura média da casca.0681 105065. CTp: Carboidratos totais da polpa. Contribuição relativa dos caracteres para divergência genética. FBp: Fibra bruta da polpa.1809 224. CTa: Carboidratos totais da amêndoa e ENERGa: Energia da amêndoa.95 8. PBa: Proteína bruta da amêndoa.Características químico-nutricionais -------------30324.85 0.82% da variação total (Tabela 3).6104 35150.58 19. ENERGp: Energia da polpa. DMCa: Diâmetro médio do caroço.j % ----------------------.34 0.

os dois primeiros componentes principais atendem aos critérios para inferência da divergência genética.1431 2. em cujo estudo a soma dos dois primeiros componentes explicaram apenas 58. 2002). no caso das características físicas. e por Cruz & Regazzi (2001).6486 12.82) do fruto e da amêndoa de pequi. respectivamente. Portanto. apenas no caso das características químico-nutricionais.. Já em Cavalcante et al. (2009).8273 Os resultados das características químico-nutricionais (Tabela 3) estão acima daqueles recomendados por López & Hidalgo (1994).15% da variabilidade genética na mamona.75 99.Características químico-nutricionais --------7190.6486 99. Contudo.8656 --------. o percentual da variância acumulada nos primeiros componentes foi inferior aos 70% recomendados. As características de maior contribuição na discriminação das populações e dos pequizeiros dentro destas nas CP1 e CP2 foram: GORDp e ENERGp. Ferreira (1996). os dois primeiros componentes principais explicaram 82.92 0.5228 39.7224 63. (2008).1791 99. onde os percentuais da variância total para os primeiros componentes principais devem ser superiores a 70%.1431 39. Rencher (2002). valor esse superior e inferior aos obtidos neste estudo para as características físicas (63. Variância de cada componente principal e sua importância em relação à variância total quanto às características físicas e químico-nutricionais Componente 11 2 1 2 Autovalores (%) (%)Acumulada -----------------. Resultados parecidos foram encontrados por Marim et al. 1 Vetores próprios da matriz de covariância das variáveis estudadas . já que.64% da variação total em tomates.58 TABELA 3. Timm (2002) e Härdle & Simar (2003).86) e químico-nutricionais (99. caracteres com maiores autovalores são considerados de maior importância para o respectivo componente (Rodrigues et al. que recomendam que os percentuais da variância acumulada nos primeiros componentes principais sejam superiores a 80%.2250 24.Características físicas ----------------3.

311 -0.0233 0. ou seja.2231 0.4690 0. MMC: Massa média da casca. 1 Vetores próprios da matriz de covariância das variáveis estudadas .4952 -0.59 TABELA 4.5432 0.Características físicas ----------------------0. DMF: Diâmetro médio do fruto.2816 0.0690 0. Escores dos caracteres avaliados em relação aos quatros componentes principais (CP) Características1 MMA CA/DMA MMF MMC MMS %POLPA CF/DMF CS/DMS EMC FBp CTp ENERGp PBp GORDp FBa CTa ENERGa PBa GORDa CP1 CP2 ----------------.0078 -0. EMC: Espessura média da casca. Oliveira (2009) realizou estudos com pequi no estado do Ceará.5289 0.3931 0. CTp: Carboidratos totais da polpa.1330 0. GORDa: Gordura da amêndoa.2350 -0. CF: Comprimento do fruto. FBa: Fibra bruta da amêndoa.1229 -0. principalmente. DMA: Diâmetro médio da amêndoa.6823 0. CA: Comprimento da amêndoa.2731 0.2144 -0.1045 0. GORDp: Gordura da polpa. FBp: Fibra bruta da polpa. CTa: Carboidratos totais da amêndoa e ENERGa: Energia da amêndoa.1789 -0.50). a porcentagem de polpa (%POLPA) mostrou autovalores negativos.5121 0.2249 -0.3727 0. MMCa: Massa média do caroço. Neste estudo.5202 0.2597 -0.1509 0. PBp: Proteína bruta da polpa.6727 -0.3357 -0.Características químico-nutricionais --------------0.0404 -0. tanto na CP1 (-17. do grau de distorção ocorrida nas distâncias entre indivíduos quando se passa do espaço pdimensional para o n-dimensional. da quantidade de variação total disponível contida nos primeiros componentes utilizados.0764 0.21%.0888 -------.1424 0.10% na CP1 e o rendimento de polpa teve peso de 92. A eficiência do uso dos componentes principais depende.0944 -0. É provável que parte importante desta diferença deva-se a fatores ambientais. PBa: Proteína bruta da amêndoa. DMCa: Diâmetro médio do caroço.0204 0. com pequi da região Meio-Norte. onde a variável peso de fruto teve importância de 73.0023 0. já que trata-se de indivíduos da mesma espécie.5001 ¹ MMA: Massa média da amêndoa .0639 -0.0357 0. ENERGp: Energia da polpa. CCa: Comprimento da caroço.89%) quanto na CP2 (-23.4372 0. MMF: Massa média do fruto.

quando as duas primeiras variáveis canônicas explicam acima de 80% da variação total. . FIGURA 1. sua utilização é satisfatória no estudo da divergência genética por meio de avaliação da dispersão gráfica dos escores em relação às variáveis. Representação gráfica dos pequizeiros avaliados com relação aos eixos definidos pelas componentes principais (CP1 e CP2). mostrada nas Figuras 1 e 2. Nesse aspecto.60 Segundo Cruz & Regazzi (2001). efetuou-se a dispersão gráfica bidimensional dos dois primeiros componentes principais. segundo as características físicas.

no Piauí. todas no Maranhão. respectivamente. pertencentes as populações de Caxias. das populações de Timon e Caxias. dependendo da interpretação. 2 e 13. Nas características físicas (Figura 1) os indivíduos 10. respectivamente. segundo as características químico-nutricionais A dispersão gráfica no espaço bidimensional revelou a formação de seis grupos para características físicas e sete grupos para características químico-nutricionais. mostraram-se mais heterogêneas em comparação com os demais indivíduos. pode ser formador de um outro grupo. e de Barras. . Timon e Afonso Cunha. sendo que o indivíduo 4 (Figura 2). 9 e 27. Representação gráfica dos genótipos avaliados com relação aos eixos definidos pelas componentes principais (CP1 e CP2). no Maranhão.61 FIGURA 2. o mesmo ocorreu com os indivíduos 6. Já no caso das características químico-nutricionais (Figura 2).

26. pelo método de otimização de Tocher. em sua maioria. 15. 6. No grupo V. 21 9. 11. 19. 35. no Piauí. 22. os pequizeiros são das populações de Timon e Afonso Cunha e no segundo. 9. No primeiro caso (grupo III). 12. TABELA 5. 24 8. 10 13 20 ----------------. 16 25. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade Grupos I II III IV V VI I II III IV V VI VII VIII IX X XI Pequizeiros -------------------------. Observaram-se a formação de seis grupos para a divergência baseada nas características físicas. 16 2. todos de ocorrência no Maranhão. 10.Características físicas ------------------------11. 14 e 15 são de ocorrência no estado do Maranhão. 24.Características químico-nutricionais ----------------5. 2 1 No caso das características químico-nutricionais houve a formação de 11 grupos. 6. 17. 28 32. 31 3. 30. 4. 36. 18. 31. 27. 15. 11 13. 29. 5. 12. 4. no Maranhão. apenas os pequizeiros . 36 8. 27. 32. das populações de Timon e Caxias. 18. Já os grupos III e IV são constituídos cada um por dois indivíduos. O grupo II também é composto por pequizeiros de ocorrência no Piauí. 29. da população de Alto Longá. 5. somente o indivíduo de número 8 é de ocorrência no Maranhão (população de Timon). 3. Os grupos V e VI são formados por apenas um indivíduo cada um. em sua maioria. 25. O grupo I é formado. 30. 23. enquanto que no grupo VI o indivíduo é o de número 20. 7. Agrupamento de indivíduos de 36 pequizeiros. 6. 23. 1. 21 7.62 3. 9.3 Agrupamento pelo método de otimização de Tocher Os resultados da divergência genética obtidos pelo método de otimização de Tocher são apresentados na Tabela 5. apenas os indivíduos de números 1. 33. 34. 28. 26 12. 33 17. 35. esse indivíduo de número 13. por pequizeiros do estado do Piauí. 20 4. 14. O grupo I é formado. 3. 22. por pequizeiros de ocorrência no Piauí. da população de Afonso Cunha. 19. 34. 14.

indicando que a variabilidade presente nas populações de pequizeiro daquele Estado é menor que àquela presente nas populações de ocorrência no Meio-Norte. e o de número 20. neste caso. também. no Maranhão. no Maranhão. Em geral. o grupo XI é formado por um único indivíduo. Já nos grupos grupo IV e X todos os indivíduos são procedentes do estado do Maranhão. a análise por meio de componentes principais não deve levar em consideração apenas os dois primeiros componentes principais. havendo influência geral no agrupamento dos pequizeiros. Isso indica que. por sua vez. o de número 21. a formação de cinco grupos distintos. O grupo III compõe-se. Em seu estudo com pequizeiros de ocorrência no estado do Ceará. no Maranhão. O grupo VIII. e o outro. em sua maioria. mais precisamente da população de Caxias. em caso de futuros trabalhos de coleta de germoplasma maior ênfase nas coletas deverá ser dada às populações de ocorrência no Maranhão. o de número 1. Por sua vez. pertencente a população de Timon. VI e VII compõem-se de plantas de procedência do estado do Piauí apenas. estão apresentados na Tabela 6. no Piauí. da população de Timon.63 de números 5. por pequizeiros de ocorrência no Maranhão. pertence à população de Alto Longá. 10 e 14 são de ocorrência no Maranhão. O pequizeiro de número 13. sendo que apenas o indivíduo 12 é de ocorrência do estado do Maranhão. da população de Alto Longá. o de número 8. no Piauí. à população de Timon. com base apenas em características físicas do fruto e utilizando o método de otimização de Tocher. foi o mais divergente em relação aos demais. Os resultados dos dois estudos indicam. mostram que os pequizeiros de ocorrência no Piauí apresentaram menor heterogeneidade quando comparados com os de ocorrência no Maranhão. enquanto que nos grupos V. é composto por dois indivíduos. o indivíduo de número 1. pertencente à população de Barras. se mostraram os mais divergentes em relação aos demais. os agrupamentos formados. pelo método de otimização de Tocher. quando a base da divergência são as características físicas do fruto e da amêndoa. Oliveira (2009) obteve. logo. no Piauí. Observa-se a formação de dois grupos . O grupo II é composto por pequizeiros de ocorrência no Piauí. é possível perceber distorções na passagem das variáveis de um espaço bidimensional para p-dimensional. quando a base da divergência são as características químiconutricionais. Comparando a Tabela 5 e as Figuras 1 e 2. no Maranhão. que o método de otimização de Tocher é eficiente na discriminação da variabilidade genética em pequizeiro. 6. um. Os resultados do agrupamento das seis populações de pequizeiro. da população de Afonso Cunha. Por último. a exceção do indivíduo de número 29.

o pequizeiro de número 3 mostrou-se menos similar quanto aos caracteres físicos. As populações de Timon e Afonso Cunha mostraram-se as mais diversas para ambos os grupos de características. 6.64 tanto quando se consideram os caracteres físicos do fruto e da amêndoa quanto os caracteres químico-nutricionais. Grupos I II I II 1 Populações1 ------------. Agrupamento de Tocher. pelo método de otimização de Tocher. segundo populações. 5. houve a formação de dois grupos para ambos os grupos de características. Por sua vez. Caxias e Afonso Cunha. enquanto que as populações de Timon e Caxias foram as mais heterogêneas dentre as seis populações estudadas em termos de características químico-nutricionais. TABELA 6. onde os indivíduos de número 10 e 9 mostraram-se mais diversos quantos aos caracteres físicos e químico-nutricionais. 5 (Barras) e 6 (José de Freitas) todas no Piauí. observou-se maior divergência quando a base dessa divergência são as características físicas. dos indivíduos dentro de populações com base nas características físicas e químiconutricionais do fruto e da amêndoa. 3 1. Comparando os agrupamentos com base nos dois grupos de características. 6. aos municípios de Alto Longá. 1.Características físicas ----------------4. a população de Caxias foi a que se mostrou mais diversa. Nas populações do estado do Maranhão houve a formação de no mínimo dois e no máximo três grupos. . Na população de Caxias. observa-se que as populações 4 (Alto Longá). Na população de Afonso Cunha. 2 e 3 correspondem aos municípios de Timon. em termos de caracteres químico-nutricionais. Por sua vez. respectivamente. 5. e as populações 4. no Piauí.Características químico-nutricionais -----4. no Maranhão. 2 Populações 1. 5 e 6. Na Tabela 7 são apresentados os agrupamentos. na população Timon. o pequizeiro de número 16 mostrou-se o mais divergente. sendo os pequizeiros de número 12 e 13 os mais divergentes. Barras e José de Freitas. ao passo que o pequizeiro de número 1 mostrou-se menos similar em termos de caracteres químico-nutricionais. o que confirma a presença de maior diversidade genética nas populações de ocorrência no Maranhão. primeiro por características físicas e segundo por características químico-nutricionais. mantiveram a mesma formação nos dois grupos. 3 2 -----. Em termos de características físicas.

2 7.Características químico-nutricionais ---3. 8.Características químico-nutricionais ---10. Grupos I II III I II I II I II I II III I II . Já na população de José de Freitas ocorreu o inverso. 15.Características físicas -----------9. 11 9 População de Afonso Cunha ------------. por população. 16 13 12 ---. Agrupamento. utilizando o método otimização de Tocher e a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade.Características físicas -----------1. População de Timon Pequizeiros ------------. 12 16 Nas populações do Piauí (Tabela 8) também houve a formação de um máximo de três grupos e de um mínimo de dois. 5 1 População de Caxias ------------. 11 10 ---. 14. 8 3 ---. 7. 6. 15. Nestas últimas populações houve formação de três e dois grupos quando a base foi os caracteres físicos e os caracteres químico-nutricionais. dos pequizeiros de ocorrência no estado do Maranhão. 2. 5. 4.Características químico-nutricionais ---13. 6. As populações de Alto Longá e José de Freitas diferenciaram-se quanto ao número de grupos formados para as características físicas.65 TABELA 7. 4.Características físicas -----------14. respectivamente.

População de Alto Longá Pequizeiros ------------. 28 População de José de Freitas ------------. 22 19. 35. que teve dois grupos unitários e um grupo com 5 indivíduos. e o de número 23 foi o menos similar em termos caracteres químico-nutricionais. população. 29 25 ---. 21. 32 33 Grupos I II III I II I II I II I II III I II Na população de Alto Longá. 29 26. Por sua vez. dos pequizeiros de ocorrência no estado do Piauí. 21 20 ---. na população de José de Freitas. 19. 22. 18 23 População de Barras ------------. o pequizeiro de número 25 foi o mais divergente em relação aos caracteres físicos.Características físicas -----------27. 26. 36. . Por último.Características químico-nutricionais ---25.Características físicas -----------30. 35. 32. 28. 24.Características químico-nutricionais ---34. 34 36 31 ---. na população de Barras. utilizando o método de otimização de Tocher e a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. 17. 33. os indivíduos menos similares foram os de número 31 e 36 para os caracteres físicos e o indivíduo 33.66 TABELA 8. 20.Características físicas -----------18. 27. Agrupamento. o pequizeiro de número 20 foi o menos similar em termos de caracteres físicos. 31. para os químico-nutricionais. 30.Características químico-nutricionais ---17. 24. 23.

FIGURA 3. Observa-se que a formação dos grupos guarda razoável concordância com aqueles do método de Tocher. confirmando assim a vasta diversidade genética nas características químiconutricionais presente nos pequizeiros estudados. porém.67 No dendrograma (Figura 3). nele fica evidenciada a maior divergência dos indivíduos de número 13. gerado pelo método de agrupamento UPGMA (ligação média entre grupos) com base nas características físicas do fruto e da amêndoa e usando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. Na Figura 4 é apresentado o dendrograma formado com base nas características químico-nutricionais e gerado pelo método de agrupamento UPGMA. a maioria mostrou-se pouco divergente entre si. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de distância genética. 4 e 2 do grupo X e 1 do grupo XI. houve formação de sete grupos que mostraram boa coerência quando aqueles de Tocher. Dendrograma resultado da análise dos 36 genótipos de pequizeiros com base nas características físicas do fruto e da amêndoa. obtido pelo método de agrupamento UPGMA. . Nos três grupos mais divergentes estão contidos os exemplares 9 e 20 do grupo IX. E. de Tocher.

2. MMC. os pequizeiros das populações de ocorrência no Piauí mostram-se menos divergentes entre si que aqueles provenientes de populações de ocorrência no Maranhão. da população de Alto Longá. 4. obtido pelo método de agrupamento UPGMA e utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. 4 CONCLUSÕES 1. Em geral. ambas no estado Maranhão. são os mais divergentes em termos de características físicas. . tanto em termos de caracteres físicos quanto químiconutricionais. e o de número 20. Dendrograma resultado da análise dos 36 genótipos de pequizeiros com base nas características químico-nutricionais. da população de Timon é o mais divergente quanto as características químico-nutricionais. são as mais divergentes das seis populações estudadas. O pequizeiro de número 13. da população de Afonso Cunha. As populações de Caxias e Timon.68 FIGURA 4. enquanto o de número 1. 3. MMF e os teores de gordura e de carboidratos na amêndoa são as características que mais contribuem para a diversidade genética entre os pequizeiros estudados.

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72 Artigo 3 O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) DA REGIÃO MEIO-NORTE A SER ENVIADO À REVISTA ONLINE DO PRODEMA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .

tem a faixa etária dos 30 aos 50 anos. Estudo social e econômico.73 O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. CEP: 64006-220. o cajuí. bem como concluir se existe melhoria na renda mensal média familiar e identificar as formas de usos do pequi. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. E-mail: klegea@hotmail. os entrevistados são mulheres e analfabetos.com 3 Eng. sofrem perdas irreparáveis em sua variabilidade genética.) DA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL1. Palavras-chave: Caryocar coriaceu. perdas essas que. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. MSc. Duque de Caxias. Agr. não apenas o pequi. o principal componente da renda mensal média familiar é o Bolsa Família e o um dos usos principais do pequi é o consumo in natura e em condimentos alimentícios. Embrapa Meio-Norte. Este trabalho teve como objetivo traçar um perfil social e econômico dos catadores e vendedores dos frutos de pequi. se continuadas.br . na extinção de muitas dessas espécies. Bióloga. o cerrado brasileiro tem sido o foco para a expansão da fronteira agrícola. o buriti. PhD.. além do babaçu..embrapa. a mangaba. E-mail: valdo@cpamn. KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2 E VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO Nas últimas décadas. Teresina-PI. no médio e/ou longo prazos. podem resultar. Av. A pesquisa de campo foi procedida entre janeiro e março de 2009 e foram entrevistadas 40 pessoas utilizando questionários semi-estruturados e obteve-se como resultado que em sua maioria. ocasionando uma ocupação desordenada sem planejamento quanto à preservação dos recursos genéticos e o desenvolvimento sustentável da região. 5650. Renda familiar. mas também outras espécies de frutas nativas como o bacuri. Com a intensificação desse tipo de ocupação. Sustentabilidade.

With the intensification of this kind of occupation.) OF THE MID-NORTH REGION OF BRAZIL. suffer irreparable losses in their genetic variability. ABSTRACT In recent decades. Sustainability. . buriti. This study aimed to draw a socioeconomic profile of collectors and sellers of fruits pequi and conclude that there is improvement in the average monthly income families and identify ways to use the pequi. Socioeconomic study. has to age from 30 to 50 years. resulting in a disordered occupation without planning how to preserve genetic resources and sustainable development of the region.74 THE PEQUI THREE AND THE MAN: A STUDY ON THE VENDORS AND COLLECTORS OF PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. the main component of the average family monthly income is the Bolsa Familia and one of the main uses of pequi is fresh consumption and food seasonings. Family income. These losses if continued could result in the mid. the Brazilian Savannah has been a focus for agricultural expansion. Key-words: Caryocar coriaceum. not just the pequi. in a addition to babassu. The fieldwork was performed between January and March 2009 and 40 people were interviewed using semi-structured questionnaires and obtained the result that in most cases. the respondents are women and illiterate. cashew. but also other species of native fruits like bacury. mangaba.and/or long-terms in the extinction of many of these species.

parque de cerrado. mata de galeria. agravando o desemprego. O modelo de desenvolvimento da agricultura implantada neste bioma aumentou a produção regional. campo limpo e campo rupestre (Ribeiro e Walter. 1997). devido à riqueza biológica e à alta pressão antrópica a que vem sendo submetida. A ocupação não é planejada e a transição da vocação da pecuária à da agricultura intensiva colocam em risco a flora do cerrado (Matteicci et al. foi incapaz de fazê-lo sem excluir uma parcela importante da pequena produção.. dos quais 30. Cerca de 43% da superfície do estado do Maranhão é composta por Cerrado. grande parte de toda essa riqueza é praticamente desconhecida e encontra-se seriamente ameaçada em função do modelo de ocupação do Cerrado se faz à custa da eliminação total de sua vegetação natural. Este acontecimento vem gerando discussões relacionadas ao desenvolvimento econômico de suas comunidades e a conservação dos recursos naturais. O Cerrado é uma das 25 áreas do mundo consideradas críticas para a conservação (hotspots). Entretanto.3 milhões estão na região Meio-Norte. podzólicos e gleissolos (Wagner. 2001). neossolos quartzarênios.75 1 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas. 2007). contribuindo para a degradação ambiental e o êxodo rural (Oliveira et al. O bioma Cerrado possui extensão territorial de 200 milhões de hectares. pesquisas relacionadas à análise da viabilidade dessas alternativas econômicas são escassas e fundamentais para o direcionamento de projetos de desenvolvimento sustentável (Afonso. 2005). enquanto que no estado do Piauí esse percentual é de aproximadamente 65% (Shiki. em um total de 11 tipos de fitofisionômicos principais. Os solos predominantes no Cerrado são latossolos e suas associações: nitossolos. O bioma Cerrado constitui formações savânicas. florestais e campestres. Contudo. sendo que as culturas temporárias ocupam principalmente os latossolos vermelho-escuros e os latossolos roxos. palmeiral e vereda. As áreas destinadas para a agricultura estão associadas à forma de relevo tabulares. pois possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo. 1997). . deste total.. com alto nível de endemismo (Klink e Machado. e as culturas permanentes distribuem-se sobre os nitossolos e podzólicos (Shiki. 2004). 2008). mata seca e cerradão e as campestres: campo sujo. As formações savânicas são: cerrado sentido restrito. No entanto. a ocupação desordenada e acelerada dos cerrados acarretou diminuição deste bioma em quase sua metade (Embrapa. 1995).8 milhões de hectares no Nordeste do Brasil. 155 milhões estão no Planalto Central e 38. as formações florestais são: mata ciliar. 1987).

FIGURA 1. B. Mato Grosso do Sul. porém. ainda assim em número reduzido. esta espécie. principalmente envolvendo a espécie Caryocar coriaceum. assim como outros recursos naturais que são de interesse sócioeconômico para as populações dessa região. sendo amplamente disseminado nesse bioma na (Ribeiro et al. Na região Centro-Oeste. sem um estudo mais intensivo do emprego de suas potencialidades (Oliveira et al. O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização do perfil social e econômico dos catadores e vendedores de pequi e verificar se a venda dos frutos ou produtos do pequi contribui para melhorar a renda mensal média das famílias envolvidas na atividade do extrativismo dessa espécie nas áreas de abrangência neste estudo. Observando-se a Figura 1 é possível perceber a rápida perda de vegetação nativa do Cerrado em um intervalo de 10 anos. estão gradativamente sendo eliminados para dar lugar a extensas áreas de produção de grãos e pecuária. Cerrado. Apesar da importância do pequi para a alimentação das famílias que moram na região do Cerrado. Fonte: Machado et al. Ceará. bem como para outros fins (indústria farmacêutica. distribuídos pelos estados da Bahia. Piauí.76 Das espécies nativas do Cerrado de valor econômico e importância social. de cosméticos). São escassos estudos sócio-ambientais na região Meio-Norte. Área do Cerrado em 1993.. 1994). o pequizeiro ocupa posição de destaque. Comparativo da área do Cerrado: A. Goiás. Tocantins.. alguns estudos tem sido realizados com a espécie Caryocar brasiliense. São Paulo e Distrito Federal (Almeida e Silva. Maranhão. Sua ocorrência está associada aos seguintes tipos de vegetações: Campo. Área do Cerrado em 2003. . Cerradão e Mata Calcárea. Mato Grosso. (2004). 1994). Minas Gerais. 2004).

foram visitados. os questionários foram aplicados a vendedores da CEASA (Central de Abastecimento) de Timon. aplicaram-se questionários. levantou-se o perfil socioeconômico dos vendedores e catadores de pequi.25 km² 5.35° O Timon .77 2 MATERIAL E MÉTODOS 2.09° S 42. renda média mensal da família e grau de escolaridade. Por meio das entrevistas. idade. José de Freitas e Teresina. no período de dezembro a março de 2009.721. se é um produto derivado de pequi é vendável. no Piauí. também. aos vendedores dessa central de abastecimento.ibge.29° O José de Freitas . e Caxias. no Maranhão (tabela 1).57° O Fonte: www.20° O Barras . além dos problemas existentes no cultivo desta espécie. Municípios 2. onde foram realizadas as entrevistas: Alto Longá.2 Entrevistas Para colher as informações necessárias ao estudo realizaram-se pesquisa de campo por meio da aplicação de questionários semi-estruturados.1 Área de estudo A escolha dos locais visitados foi de acordo com a presença de uma maior concentração de frutos de pequizeiro.MA 4.gov.538.98 km² 1.21 km² Bioma Cerrado Cerrado Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga .35 km² 1.740. Área de abrangência do estudo Coordenadas geográficas Latitude Longitude Afonso Cunha .223. Timon e Afonso Cunha. Barras. por exemplo. junto aos catadores e vendedores de pequi.621.PI 4.25° S 42.MA 4. Ao todo.59 km² 1.MA 5. como: estado civil.PI 4.75° S 42. Tendo em vista que grande parte da produção de pequi obtida por meio do extrativismo. Área (km²) 371. sete municípios.br. quanto arrecadam com a venda e as dificuldades existentes durante o extrativismo do fruto.13° S 43.85° S 43. tanto no Maranhão quanto no Piauí é comercializada na CEAPI (Central de Abastecimento do Piauí). TABELA 1.24° S 42.20°O Alto Longá . das comunidades em volta das áreas de ocorrência do pequizeiro.PI 5. encontrados às margens das estradas.56 km² 1. No caso do município de Timon.32° O Caxias .

logo. Os vendedores e catadores de frutos de pequi em sua maioria foram mulheres.000. este fato explica o porquê da diferença da renda média mensal das famílias de analfabetos e das famílias que detinham indivíduos com ensino superior.00.001. A maioria das famílias. era beneficiada pelo Bolsa Família (Programa do Governo Federal que disponibiliza o valor mensal a partir de R$62. Logo. Quanto à escolaridade. que tinham como chefe de família analfabetos. pois a atividade não é estruturada devido à falta de uma associação. e 70 a 80 anos.00 reais. como o levantamento de informações quanto a viabilidade dos produtos. as mulheres se responsabilizam pela venda do pequi no período de safra. Este porcentual foi similar ao encontrado por Trajano (2009). 40 a 50 anos. pois o valor do Bolsa Família chega a ser maior do que o resultante das vendas de legumes e frutos cultivados nas pequenas roças familiares. em que a maioria dos horticultores de pimenta estudados (64%) foi mulheres. representando um total de 67%. informações técnicas sobre o processamento e conservação dos frutos de pequi. . Em contrapartida. com renda média de R$ 2.78 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. já os homens foram maioria em três intervalos de faixa etária: 30 a 40 anos.00 para famílias carentes). enquanto que nas famílias com pessoas do ensino superior. O fato dos homens terem sido minoria pode ser explicado que em sua maioria. então notou-se o abandono das pequenas roças. a renda média mensal era a soma da venda dos frutos ou produtos de pequi e o salário do emprego fixo ou como autônomo.1 Perfil socioeconômico De acordo com o resultado da pesquisa foi possível observar que o extrativismo do pequizeiro nas áreas de abrangência do estudo ocorre de forma desorganizada e com pouca preocupação com a sustentabilidade da atividade. a minoria possuía o ensino superior.00 a 100. não somando assim o valor do Bolsa Família com a venda dos produtos da roças familiares. já que isso traria benefícios.00 a R$ 4. busca pela publicidade e apoio governamental. e a faixa etária dentre as mulheres foi em sua maioria entre 30 e 40 anos de idade. estes trabalham em suas roças ou como diaristas em outras áreas de plantio. foi constatado que a maioria dos entrevistados foi analfabeta com a renda familiar entre R$ 62.

3 Uso do pequi e as dificuldades encontradas pela população As maiorias dos entrevistados consumiam a polpa de pequi e utilizavam a casca do fruto para enriquecer estrume para plantas.00. mas também da comercialização de mudas de pequi e do azeite de pequi. . como porcos e galinhas (Figura 2). alcançando o valor de até R$50.79 3. A lucratividade dos derivados de frutos de pequi é evidenciada com estes dados. enquanto 20.83% ratificava melhoria de 100% na renda familiar. Por sua vez. devido à dormência natural do caroço.00 3.5%) apresentou uma melhoria de 5% a 50% em sua renda mensal com a venda de frutos de pequi. Em algumas famílias (8.00.35% do total pesquisado). A muda do pequi por ser difícil de ser encontrada.00 e no final da safra ao valor de R$2.2 Aumento na renda familiar devido à venda dos frutos ou produtos de pequi A maioria das famílias estudadas (37.00. produtos esses bem mais rentáveis. Outro produto bastante visado é a madeira do pequi que é utilizada para a confecção de pilões. houve acréscimos de 400% a 500% na renda familiar em decorrência não apenas das vendas de frutos de pequi. pois a lata de pequi no início da safra pode chegar ao valor de R$7. Cerca de 25% dos entrevistados afirmaram que a venda do pequi melhorava a sua renda familiar entre 200% e 300%. é vendida por R$5. enquanto que o litro do azeite de pequi tem valor médio de até R$25. produzia sabão ou raspas para engordar suas criações. a minoria extraia o azeite da polpa e dos restos de polpa que normalmente fica aderida ao caroço após ser retirado o óleo. ou azeite.

Sabão de pequi. 56% e 32%. C. uso para fabricação de derivados (confecção de azeite de pequi. como condimento e uso medicinal 83%. Raspas resultantes dos caroços de pequi após a retirada do azeite. respectivamente. D.80 FIGURA 2. . Na figura 3 observa-se que a maioria dos entrevistados utilizava o pequi para consumo in natura. Azeite de pequi O uso do fruto do pequi pode ser dividido em quatro categorias: consumo in natura (consumo natural da polpa da fruta). Extração do azeite de pequi. uso de condimento (cozimento do pequi com arroz. Produtos fabricados a partir do fruto do pequi: A. feijão ou galinha caipira). enriquecimento de estrume para vegetal) e o uso medicinal (utilização do azeite de pequi para o tratamento de resfriados e dores de garganta). sabão. ração animal. B.

nesse processo. A mediada que a água esquenta o óleo sobe e é extraído aos poucos o óleo. como eles chamam. eles utilizam bicicleta ou uma cesta com capacidade para aproximadamente 300 pequis. Os entrevistados reclamaram da falta de estrutura e treinamentos para promover melhorias na forma de extração do azeite do pequi. que consiste em encher pela metade uma lata de aproximadamente 50 litros com frutos de pequi sem a casca. como muitos chamam. que carregam em cima da cabeça. . Categorias de uso ligadas ao pequi (Caryocar coriaceum Wittm. é utilizada ainda a forma de “latada”. Atualmente. Outra reclamação é a falta de estrutura de transporte dos frutos resultantes do processo de coleta.81 FIGURA 3. que se dá de forma completamente artesanal. se dá devido à falta de conhecimento e incentivo dos poderes públicos municipal e estadual. sendo retirado com o auxílio de uma colher. O Senhor Manuel1 trabalha 1 Nome fictício para manter a identidade do entrevistado em sigilo. de 27%.) A porcentagem baixa para o uso da fabricação de derivados. completar o volume com água e levar ao fogo. mais claro fica o óleo ou azeite de pequi. é mais rentável. que como discutido antes. Atualmente. Eles informaram ainda que quanto maior a prática da pessoa envolvida nesse processo de extração. especialmente no que se refere a formação de Associações envolvendo as pessoas que trabalham com o extrativismo do pequi.

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com a venda de mudas de pequi e disse que o reconhecimento da importância da espécie ainda é inexistente, e um dos grandes problemas que ele encontra na sua produção é devido ao fato da planta ainda não ser domesticada, tendo como conseqüência a produção tardia e a falta de informações técnicas sobre o manejo agronômico da espécie. Todos os entrevistados mostraram ter pouca noção da importância da preservação ambiental, porém, mostraram-se sensibilizados com a redução, a cada safra, da produção de frutos não somente do pequi, mas também das fruteiras nativas da região. Quando indagados se mudariam seus hábitos ou se buscariam ações junto ao governo em prol da preservação dessas fruteiras, todos ficaram apáticos e na defensiva reação é reflexo do baixo nível de educação ambiental. No sentido de mudar essa postura, uma das saídas propostas é a organização dos vendedores e catadores de pequi numa associação, onde todos seus associados pudessem ser capacitados à praticar o extrativismo consciente tanto do pequi quanto das demais das fruteiras de importância socioeconômica para a região, garantindo, dessa forma, a sua preservação das espécies e a sustentabilidade da atividade.

4. CONCLUSÕES    A maioria dos vendedores de frutos de pequi são mulheres e analfabetos; A venda dos frutos de pequi proporciona uma melhoria significativa na renda familiar das famílias, no entanto, a venda de mudas e do azeite de pequi é mais rentável; A atividade do extrativismo do pequizeiro além de não ser realizada de forma organizada, é carente do apoio dos governos estadual e dos municipais envolvidos.

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5 REFERÊNCIAS

AFONSO, S.R. Análise sócio-econômica da produção de não-madeireiros no cerrado brasileiro e o caso da cooperativa de pequi em Japonvar, MG. 2008. 107f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) – Universidade de Brasília, Brasília. ALMEIDA, S.P.; SILVA, J.A. Pequi e Buriti: importância alimentar para a população dos cerrados. Brasília, Embrapa CPAC, 38p. 1994. (Embrapa-CPAC. Documentos, 54). EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa em Agropecuária. A EMBRAPA nos biomas brasileiros, 2007. 16p. KLINK, C.A.; MACHADO, R.B. A conservação do Cerrado brasileiro. Megadiversidade, n.1, v.1. julho 2005. MACHADO, R.B.; RAMOS NETO, M.B.; PEREIRA, P.G.; CALDAS, E.F; GONÇALVES, D.A.; SANTOS, N.S.; TABOR, K.; STEININGER, M. Estimativas de perda da área do cerrado brasileiro. Relatório técnico. Conservação Internacional, Brasília, DF. 2004. 42p. MATTEUCCI, M.B.A.; GUIMARÃES, N.N.R.; TIVERON FILHO, D.; SANTOS, C. A flora do cerrado e suas formas de aproveitamento. Anais Escola de Agronomia e Veterinária.v.25, n.1, p.13-30, 1995. OLIVEIRA, E. de; LONGHI, E.H.; VANDERLEI, J.C.; SILVA, I.D.C. da; ROCHA, E.V. Arranjo extrativista do pequi (Caryocar brasiliense Camb.), na região de Iporá - Goiás: sustentabilidade e dinâmica da comercialização. AGÊNCIARURAL, Goiânia, 17p. 2004. RIBEIRO, J.F.; FONSECA, C.E.L.; ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.B.; SILVA, J.A.; SANO, S.M. Espécies arbóreas de usos múltiplos da região do cerrado: caracterização botânica, uso potencial e reprodução. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 1., 1994, Porto Velho, RO. Anais ... Santo Antonio de Goiás: Embrapa-CNPAF, 1994. p.335-356. (Embrapa-CNPAF. Documentos, 27). RIBEIRO, J.F.; WALTER, B.M.T. As matas de galeria no contexto do bioma Cerrado. In: RIBEIRO, J.F.; FONSECA, C.E.L. da; SOUSA-SILVA, J.C. (Eds.). Cerrado: caracterização e recuperação de matas de galeria. Planaltina: Embrapa Cerrados, 2001. 899p. SHIKI, S. Sistemas agroalimentar nos cerrados brasileiros: caminhando para o Caos? In: SHIKI, S.; SILVA, J.G. da; ORTEGA, A.C. (Org.) Agricultura, meio ambiente e sustentabilidade do cerrado brasileiro. Uberlândia: EDUFU, 1997. p.135-167. WAGNER, E. Desenvolvimento da região dos Cerrados. In: GOEDERT, W.J. (Ed.). Solos dos cerrados: tecnologias e estratégias de manejo. São Paulo/Brasília: EMBRAPA/NOBEL, 1987. p.19-31.

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4 CONCLUSÕES GERAIS

Houve elevada variabilidade fenotípica para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais do fruto nas populações de pequizeiro estudadas, indicando que houve elevada variabilidade, logo é possível o ganho genético por meio da seleção. Essa variabilidade e a divergência genética detectada entre e dentro das populações podem ser utilizadas em futuros trabalhos de coleta visando a formação de coleções de germoplasma para conservação ex situ e, também, em estudos mais aprofundados sobre a biologia reprodutiva e a estrutura genética dessas populações Tanto a polpa quanto a amêndoa de pequi são ricas em termos nutricionais, sendo que a amêndoa é mais rica que a polpa, principalmente, em minerais e proteína bruta. Em geral, as populações de pequizeiro de ocorrência no estado do Maranhão, apresentam maior potencial em termos de teor de polpa. Em termos de outras características físicas e das características químico-nutricionais a população de Alto Longá-PI é a que mostra-se mais promissora. As características relacionadas ao formato fruto (relação CF/DMF) e da amêndoa (relação CA/DMA) não contribuem para a divergência genética entre as populações de pequizeiro estudadas, já MMC e MMF são as duas características que mais contribuem para essa diversidade. O indivíduo de número 13, da população de Afonso Cunha-MA, e o de número 20, da população de Alto Longá-PI, mostraram-se os menos similares em termos de características físicas e o indivíduo de número 1, da população de Timon-MA, foi o menos similar quando se considera as características químico-nutricionais. As populações de pequizeiros de ocorrência nos municípios de Caxias e Timon, no Maranhão, são as mais divergentes das seis populações estudadas. No Maranhão, as populações de Timon e Afonso Cunha são as mais diversas e no Piauí, as populações mais diversas são as de Alto Longá e José de Freitas. Em geral, os indivíduos das populações de ocorrência natural no Piauí mostram-se menos divergentes entre si que aqueles provenientes das populações de ocorrência no Maranhão.

85 APÊNDICES .

1 Localidade _______________________________ 2. Condição de Propriedade: própria? Sim ( ) Não ( ) 4. Os membros da família trabalham nessa atividade? Sim ( ) Não ( ) 9.1. Fruteiras que coletam ou utilizam: 1 ___________ 2 ___________ 3 ___________4 ___________ 5 ___________ 6___________ 10. Nº de filhos. Grau completo ( ) 2 º. Época da colheita: 1 ___________ 2 ___________ 3 ___________4 ___________ 5 ___________ 6___________ 11. Qual o valor que rendeu a última safra (em R$) do pequizeiro? . Grau incompleto 2º Grau completo ( ) 3º Grau incompleto 3º grau completo ( ) Outro ________________ 5. Distância da sede do município (km) _____ Área da propriedade (se for o caso) _____ ha 3. Onde comercializa os frutos? _______________________________ 15. Comercializa ou vende pequi aqui em sua região? Sim ( ) Não ( ) 14. Município: __________________ 1. ou pessoas que trabalham na atividade de coleta/transporte e comercialização do pequi: Filhos ________ Outros _______ 12. Faz parte de alguma associação ou cooperativa? Sim ( ) Não ( ) 13. Composição da Renda Familiar Atividade Roça Pecuária Extrativismo Trabalho remunerado na agricultura Trabalho remunerado fora da agricultura Comércio Artesanato Previdência Social Bolsa Família Outros Valor da Renda (%) 6. Escolaridade do proprietário ou chefe de família: 1º Grau incompleto ( ) 1º.86 APÊNDICE 1 LEVANTAMENTO SÓCIO-ECONÔMICO: (catadores/ vendedores de pequi) Entrevista no ______________________________________ data: ______/________/______ Nome do Entrevistado: ________________________________ Idade ______ Sexo _______ 1. Nº de membros familiares ______________ 5. Quantos membros contribuem para a renda da família? ________________ 7. Qual a principal atividade desenvolvida na área? ________________________________ 8.

Uso que dá ao pequi não comercializado? Consumo "in natura" ( ) uso medicinal ( ) cozimento com outros alimentos ( ) Não aproveita de nenhuma forma ( ) Outros __________________________ 17. Como faz o transporte dos frutos? _______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 18.) ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ (Adaptado de LEAL. etc.87 16. 2005) . Quais as principais dificuldades da exploração do pequizeiro? (transporte/ comercialização/ consumo/ qualidade. doenças.

88 ANEXOS .

Quando o número de autores por manuscrito exceder a 4 (quatro). 1.). Agradecimentos (opcional). OU ENCAMINHADO PARA PUBLICAÇÃO À OUTRA REVISTA E CONCORDAM COM A SUBMISSÃO E TRANSFERÊNCIA DOS DIREITOS DE PUBLICAÇÃO DO REFERIDO ARTIGO PARA A REVISTA. redigidas em português. R$ 300. número. Discussão (ou Resultados e Discussão). Abstract (incluindo Index Terms). Carlos Ruggiero. os trabalhos poderão ser transcritos. no final do artigo. o mesmo deverá vir acompanhado de justificativa descrevendo a efetiva participação e/ou contribuição de cada um dos autores para a consecução do trabalho submetido.s/n – Unesp/FCAV -CEP 14884-900 – Jaboticabal-SP . agência nº 0269-0 e Conta Corrente nº 8356-9 (enviar cópia do comprovante) OBS: Para trabalhos denegados ou encerrados. Resultados.00 por página adicional) a ser pago da seguinte forma: 2. Paulo Donato Castellane. A Revista Brasileira de Fruticultura (RBF) destina-se à publicação de artigos e comunicações técnico-científicos na área da fruticultura. R$ 150.No encaminhamento inicial efetuar o pagamento de R$ 100. Tabelas e figuras em folhas separadas. Resumo (incluindo Termos para Indexação). Os trabalhos devem ser encaminhados (SEM DISQUETE) em quatro vias (3 vias sem o nome do(s) autor(es) para serem utilizadas pelos assessores e uma via completa para o arquivo. o mesmo deverá ser redigido de acordo com as respectivas normas. espanhol ou inglês. em papel tamanho A4 (210 x 297mm). em espaço um e meio . 3. parciais ou totalmente. Nomes dos Autores completos (sem abreviações e separados por vírgula. Banco do Brasil.00 e na aceitação do trabalho o restante da taxa: 2. As opiniões e conceitos emitidos nos artigos são de exclusiva responsabilidade do(s) autor(es). referentes a resultados de pesquisas originais e inéditas. com margens de 2 cm. Referências Bibliográficas. Title. Conclusão. Trabalhos submetidos como artigo não serão julgados ou publicados na forma de Comunicação Científica e vice-versa. Via de Acesso Prof. 4. Tabelas e Figuras.00 para não sócios. e de dois autores.email: rbf@fcav. letra Times New Roman. 4. separadas por &).89 ANEXO 1 NORMAS DA REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA Forma e preparação de manuscritos 1. 6. incluindo e-mail. 3. Os artigos deverão ser organizados em Título. Introdução.00 para sócios (primeiro autor deverá ser sócio). mediante citação da RBF.unesp. numeradas. paginação e ano. 8.00 (sócio) por trabalho de 12 páginas (R$ 50.”. O Custo para publicação na RBF é de R$ 250. no tamanho 13 e escritos em uma única face do papel. O artigo deve ser submetido à correção de . numerando linhas e parágrafos.br . Uma vez publicados. O texto deve ser escrito corrido. De acordo com a natureza da publicação. e ou 1 ou 2 revisões por número . É imperativo que todos os autores assinem o ofício de encaminhamento mencionando que : “OS AUTORES DECLARAM QUE O REFERIDO TRABALHO NÃO FOI PUBLICADO ANTERIORMENTE. home page: . deve indicar a natureza da publicação (ARTIGO OU COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA). Prof. do(s) autor(es) e do volume. Material e Métodos. de autores convidados. 5. 7. 5. 6. não será devolvido o pagamento inicial. Enviar os trabalhos para o editor-chefe da RBF.

. local de publicação. Titulo do artigo. cidade. parte alguma da Figura deverá ser datilografada. usando-se preferencialmente os programas Word for Windows (texto) e Excel (gráficos). evitando o uso de linhas duplas. cada Figura será identificada na margem. sem destacar os itens.. As legendas. Titulo do Periódico. símbolos. local de publicação. Local: Editora. o endereço e e-mail atualizados do(s) autor(es) e menções de suporte financeiro. ano. 10. devem-se evitar as linhas verticais e usar horizontais. tabelas. por profissionais habilitados. v. In: AUTOR do livro. deverão ter tamanho que permita perfeita legibilidade. Titulo: subtítulo.etc. p. As Legendas das Figuras e Tabelas deverão ser auto-explicativas e concisas.. Titulo: subtítulo. Titulo do Periódico. as fotografias deverão ser de boa qualidade. paginas do capítulo. ano. ano. a chave das convenções adotadas deverá ser incluída na área da Figura. Apenas a versão final do artigo deve ser acompanhada por cópia em cd. (total ou parcial). n. a traço leve de lápis. No Rodapé da primeira página. ano AUTOR(es). quando dois autores. as Figuras não devem estar danificadas com grampos. v. tanto fora quanto dentro dos parênteses.. separadas por “&”. deverão constar a qualificação profissional.. Disponível em:<endereço eletrônico>. exceto Referências. citar o primeiro seguido de “et al”. LIVRO EM MEIO ELETRONICO AUTOR(es). . antes de ser encaminhado à RBF. Titulo do artigo. bem focalizadas e de bom contraste. 12. Ago. n. pelo seu número e nome do autor. p. Titulo do artigo.90 9. Titulo do capitulo. p. As citações de autores no texto deverão ser feitas com letras minúsculas. edição(abreviada). apenas para a separação do cabeçalho e final das mesmas. se este puder fazer parte da legenda. n. 13. Quando mais de dois autores. Titulo do periódico.. As Figuras coloridas terão um custo adicional de R$400. 14. Nas Tabelas. ano. equações. As comunicações devem ter estrutura mais simples 8 páginas. (não use “itálico”). p. ano. ARTIGO DE PERIODICO EM MEIO ELETRONICO AUTOR(es)..00 em folhas que as contenham. Local: Editora. v. edição (abreviada). ano. Acesso em: dia mês (abreviado). edição(abreviada). REFERÊNCIAS: NORMAS PARA REFERENCIA (ABNT NRB 6023. p. 2002) As referencias no fim do texto deverão ser apresentadas em ordem alfabética nos seguintes formatos: ARTIGO DE PERIODICO AUTOR (es). com texto corrido. Português e Inglês.. Local: Edidora. Titulo. a colocação de título na Figura deverá ser evitada. 11. mesmo numa redução de 50% na impressão final da revista. CDROM LIVRO AUTOR(es). e serão colocadas em envelopes. (total ou parcial) CAPITULO DE LIVRO AUTOR.

Local de publicação: Editora. p. Acesso em: dia mês (abreviado) ano.6 cm. Parágrafo/Espaçamento simples.6 cm. EVENTOS EM MEIO ELETRONICO AUTOR.. Largura da tabela em 10 ou 20.. como imagem ( na extensão jpg.Microsoft Word 97 ou versão superior. TESES E TRABALHOS DE GRADUAÇÃO AUTOR. numeração. ano de publicação.. Titulo.Todas as fotos deverão estar com 300 dpi de resolução em arquivo na extensão: jpg. Disponível em: <endereço eletrônico>. as fotos devem estar em arquivos separados.Acesso em: dia mês (abreviado). jpeg. Titulo. In: NOME DO EVENTO.Nome da faculdade. ano de publicação. Titulo..Local de publicação: editora.. Figuras ou imagens geradas por outros programas – As imagens geradas por outros programas que não sejam do pacote Office Microsoft.Local de publicação: Editora. ano. Gráfico . Fonte: Times New Roman. Fotos . ano.91 Disponível em<endereço eletrônico>. local de realização. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. NORMAS PARA TABELAS E FIGURAS: Tabela . tamanho 10. tif ou gif. CD-ROM EVENTOS AUTOR. Numero de folhas ou volumes. tif ou gif. Título. Titulo do trabalho. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. p. ano. tamanho 10. Edição (abreviada). Local: Editora. ano. Além de estarem no corpo do trabalho. AUTOR. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. numeração. e como arquivo do Excel atentando para as especificações de largura e fonte. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. Titulo.6 cm. local de realização. numeração. Além de estar no corpo do trabalho. In: NOME DO EVENTO. Universidade. data de publicação. ano. In: NOME DO EVENTO. Largura da tabela em 10 ou 20. Ano AUTOR (es). enviar cada tabela em arquivos separados. tif ou gif com 300 dpi de resolução).. ano. devem estar com 300 dpi na extensão: jpg. CD-ROM DISSERTAÇÃO. Além de mandar a tabela no mesmo arquivo do trabalho. .Microsoft Excel/ Word 97 ou versão superior. Largura de 10 ou 20. Parágrafo/Espaçamento simples.Titulo do trabalho. o gráfico deverá ser enviado separadamente. Titulo do trabalho. Fonte: Times New Roman. local de realização. Categoria da Tese (Grau e área de concentração).

título em inglês. autoria. Abstract. em espaço duplo. resultantes de pesquisas de interesse agropecuário. Esse critério é aplicado somente aos trabalhos que atendem aos requisitos de qualidade para publicação na revista. Nutrição Mineral. Resultados e Discussão. coerência e precisão da metodologia. Após a aplicação desses critérios. Referências. Genética. é aplicado o critério da relevância relativa. Nessa análise. Resumo. Fruticultura. Forma e preparação de manuscritos Os trabalhos enviados à PAB devem ser inéditos e não podem ter sido encaminhados a outro periódico científico ou técnico. folha formato A4. clareza da redação. São considerados. tabelas e .Título. Termos para indexação. Dados publicados na forma de resumos. Fisiologia Vegetal. Forma e preparação de manuscritos Análise dos artigos A Comissão Editorial faz a análise dos trabalhos antes de submetê-los à assessoria científica. formulação do objetivo de forma clara. Introdução. fundamentação teórica. se o número de trabalhos aprovados ultrapassa a capacidade mensal de publicação. Index terms. os seguintes tipos de trabalho: Artigos Científicos. com mais de 250 palavras. Microbiologia. Novas Cultivares e Artigos de Revisão. mas a PAB também publica Notas Científicas. resultados com contribuição significativa. cujas principais são: Entomologia. Conclusões. endereços institucionais e eletrônicos. consideram-se aspectos como escopo. fonte Times New Roman. especialistas da área técnica do artigo. para publicação. corpo 12. Novas Cultivares e Revisões a convite do Editor. originalidade e consistência das conclusões. em português. não podem ser todos aprovados para publicação. Os trabalhos rejeitados são devolvidos aos autores e os demais são submetidos à análise de assessores científicos. Organização do Artigo Científico A ordenação do artigo deve ser feita da seguinte forma: Artigos em português . que edita e publica trabalhos técnico-científicos originais. Solos e Zootecnia. qualidade das tabelas e figuras. Fitotecnia. discussão dos fatos observados em relação aos descritos na literatura. este último a convite do Editor. Agradecimentos. Fitopatologia. não devem ser incluídos no trabalho.5 cm e com páginas e linhas numeradas. pelo qual são aprovados os trabalhos cuja contribuição para o avanço do conhecimento científico é considerada mais significativa. em razão do elevado número. mas que. espanhol ou inglês. atualização da revisão da literatura. apresentação do artigo segundo as normas da revista. A principal forma de contribuição é o Artigo. O texto deve ser digitado no editor de texto Microsoft Word. Material e Métodos. Notas Científicas.92 ANEXO 2 NORMAS DE PUBLICAÇÃO REVISTA PESQUISA AGROPECUARIA BRASILEIRA Escopo e política editorial A revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB) é uma publicação mensal da Embrapa. Os trabalhos publicados na PAB são agrupados em áreas técnicas. com margens de 2.

abreviações. exceto a letra inicial. 20 páginas. autoria.Título. Abstract. e em negrito. incluindo-se as ilustrações (tabelas e figuras). Resumo O termo Resumo deve ser grafado em letras minúsculas. e separado do texto por travessão. Acknowledgements. Introduction. por extenso. no caso de artigos redigidos em inglês. Termos para indexação. que devem ser limitadas a seis. na margem esquerda. e para o português. O artigo científico deve ter. “y” ou “and”. Index terms. fórmulas e símbolos. respectivamente. References. em forma de expoente. neste caso. Resultados y Discusión. Não deve conter nome científico. Os endereços eletrônicos de autores da mesma instituição devem ser separados por vírgula. cuadros e figuras. exceto a letra inicial. Resumen. Resumo. Título Deve representar o conteúdo e o objetivo do trabalho e ter no máximo 15 palavras.93 figuras. endereços institucionais e eletrônicos. Referencias. autoria. O último sobrenome de cada autor deve ser seguido de um número em algarismo arábico. Materiales y Métodos. Não deve conter subtítulo. Artigos em inglês . tables. o nome e o endereço postal completos da instituição e o endereço eletrônico dos autores. As palavras do título devem facilitar a recuperação do artigo por índices desenvolvidos por bases de dados que catalogam a literatura. O título. espanhol ou em inglês. figures. correspondente à chamada de endereço do autor. Endereço dos autores São apresentados abaixo dos nomes dos autores.Título. os dois últimos são separados pela conjunção “e”. Devem ser agrupados pelo endereço da instituição. em forma de expoente. Index terms. Conclusiones. entre parênteses. no caso de artigo em português. o resumo e os termos para indexação devem ser vertidos fielmente para o inglês. indicados pelo número em algarismo arábico. Conclusions. entre parênteses. incluindo-se os artigos. título em inglês. Materials and Methods. exceto de espécies pouco conhecidas. sempre que possível. Results and Discussion. endereços institucionais e eletrônicos. Términos para indexación. Deve ser grafado em letras minúsculas. Introducción. as preposições e as conjunções. . título em português. Deve ser iniciado com palavras chaves e não com palavras como “efeito” ou “influência”. separados por vírgula. Artigos em espanhol . no máximo. Nomes dos autores Grafar os nomes dos autores com letra inicial maiúscula. Abstract. apresentar somente o nome binário. Agradecimientos. no caso de artigos redigidos em português e espanhol.

conjunções e artigos. Deve ser organizado. exceto a letra inicial. Os materiais e os métodos devem ser descritos de modo que outro pesquisador possa repetir o experimento. Deve-se evitar o uso de abreviações ou as siglas. os termos Material e Métodos devem ser grafados com letras minúsculas. no máximo. exceto as letras iniciais. exceto a letra inicial. em ordem cronológica. ser termos contidos no AGROVOC: Multilingual Agricultural Thesaurus (http://www.fao. .htm) ou no Índice de Assuntos da base SciELO (http://www. Material e Métodos A expressão Material e Métodos deve ser centralizada e grafada em negrito. preposições. Deve conter a descrição detalhada dos tratamentos e variáveis. com o verbo no presente do indicativo. e indicar os tratamentos. Não deve conter citações bibliográficas nem abreviaturas.org/aims/ag_intro.br). seguida de dois-pontos. Os termos devem ser separados por vírgula e iniciados com letra minúscula. considerando-se que um termo pode possuir duas ou mais palavras. Devem. Deve ocupar. preferencialmente. o material e os métodos. Termos para indexação A expressão Termos para indexação.94 Deve conter. deve ser grafada em letras minúsculas. Devem ser no mínimo três e no máximo seis. e em negrito. Introdução A palavra Introdução deve ser centralizada e grafada com letras minúsculas. Deve apresentar a descrição do local. de preferência. os resultados e a conclusão. O final do texto deve conter a principal conclusão. Deve apresentar a justificativa para a realização do trabalho. incluindo números. Não devem conter palavras que componham o título.scielo. duas páginas. Deve ser elaborado em frases curtas e conter o objetivo. Devem conter o nome científico (só o nome binário) da espécie estudada. O último parágrafo deve expressar o objetivo de forma coerente com o descrito no início do Resumo. 200 palavras. no máximo. situar a importância do problema científico a ser solucionado e estabelecer sua relação com outros trabalhos publicados sobre o assunto. o número de repetições e o tamanho da unidade experimental. a data e o delineamento do experimento.

mas discutidos em relação aos apresentados por outros autores. As chamadas às tabelas ou às figuras devem ser feitas no final da primeira oração do texto em questão. Deve conter informação sobre os métodos estatísticos e as transformações de dados. exceto a letra inicial. Não deve conter afirmações que não possam ser sustentadas pelos dados obtidos no próprio trabalho ou por outros trabalhos citados. com letras minúsculas. Não podem consistir no resumo dos resultados.95 Devem ser evitados detalhes supérfluos e extensas descrições de técnicas de uso corrente. no máximo. Todos os dados apresentados em tabelas ou figuras devem ser discutidos. Conclusões O termo Conclusões deve ser centralizado e grafado em negrito. exceto a letra inicial. se as demais sentenças do parágrafo referirem-se à mesma tabela ou figura. com letras minúsculas. . Evitar o uso de nomes de variáveis e tratamentos abreviados. Agradecimentos A palavra Agradecimentos deve ser centralizada e grafada em negrito. exceto a letra inicial. As novas descobertas devem ser confrontadas com o conhecimento anteriormente obtido. quando indispensáveis. Deve ocupar quatro páginas. grafá-los em negrito. sem comentários adicionais. Devem ser numeradas e no máximo cinco. Resultados e Discussão A expressão Resultados e Discussão deve ser centralizada e grafada em negrito. com letras minúsculas. não é necessária nova chamada. com letras minúsculas. Deve-se evitar o uso de subtítulos. Devem apresentar as novas descobertas da pesquisa. Dados não apresentados não podem ser discutidos. na margem esquerda da página. Devem ser elaboradas com base no objetivo do trabalho. Não apresentar os mesmos dados em tabelas e em figuras. As tabelas e figuras são citadas seqüencialmente. exceto a letra inicial. Os dados das tabelas e figuras não devem ser repetidos no texto. com o verbo no presente do indicativo. Devem ser apresentadas em frases curtas.

LIMA. Anais. BELTRÃO. O agronegócio da mamona no Brasil. sem numeração. Santa Maria. M. iniciando-se com “Ao. Pesquisa Agropecuária Brasileira. Devem ser trinta. Devem conter os títulos das obras ou dos periódicos grafados em negrito. M. (Embrapa Agropecuária Oeste. Artigos de periódicos SANTOS. Cultivo da mandioca na Região Centro-Sul do Brasil.A. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal. no máximo. A fauna silvestre e o manejo sustentável de ecossistemas florestais. 116p.F. Devem apresentar os nomes de todos os autores da obra. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica.B. 2006. Livros OTSUBO. L. Exemplos: Artigos de Anais de Eventos (aceitos apenas trabalhos completos) AHRENS. separados por ponto-evírgula. 2001.F. 6).).S.. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste.P. p. Devem conter somente a obra consultada. Campina Grande: Embrapa Algodão.153-162. Todas as referências devem registrar uma data de publicação. Devem ser apresentadas em ordem alfabética dos nomes dos autores.A. Aos. D. Manejo cultural. exceto a letra inicial. In: SIMPÓSIO LATINO-AMERICANO SOBRE MANEJO FLORESTAL. da. D.E. dos. elkanii e soja. J. Sistemas de produção.. 3.67-75. M. Capítulos de livros AZEVEDO. LIMA. Devem ser de fontes atuais e de periódicos: pelo menos 70% das referências devem ser dos últimos 10 anos e 70% de artigos de periódicos. 2004. E. LORENZI. . Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura. mesmo que aproximada. Santa Maria: UFSM. v. 2004.O. A. E.41.. Devem ser normalizadas de acordo com a NBR 6023 da ABNT.A.F. B.P. com letras minúsculas.. BATISTA. In: AZEVEDO.121-160.96 Devem ser breves e diretos. (Ed. no caso de citação de citação. de. com as adaptações descritas a seguir. NICOLÁS. NÓBREGA.M.M. Identificação de QTL associados à simbiose entre Bradyrhizobium japonicum. À ou Às” (pessoas ou instituições). S. p.. p. Referências A palavra Referências deve ser centralizada e grafada em negrito. Devem conter o motivo do agradecimento. F. de M.. 2004. N. HUNGRIA.

comportamento espectral e utilização de imagens NOAA-AVHRR. colocar os anos de publicação separados por vírgula. pois há risco de erro de interpretação.br/publicacoes/ficha. no caso de uso de citação de citação. 66). Redação das citações fora de parênteses Citações com os nomes dos autores incluídos na sentença: seguem as orientações anteriores.embrapa. Devem ser normalizadas de acordo com a NBR 10520 da ABNT. Desenvolvimento fenológico do trigo (cultivar IAC 24 . Campinas. vírgula e ano de publicação. separados pelo "e" comercial (&). Avaliação dos impactos econômicos. Citação com dois autores: sobrenomes grafados com a primeira letra maiúscula. comunicação pessoal.Universidade Estadual de Campinas. Tese (Doutorado) . 152p. Redação das citações dentro de parênteses Citação com um autor: sobrenome grafado com a primeira letra maiúscula. seguido de vírgula e ano de publicação. E. . seguido da expressão et al. em fonte normal.cpao. cujos dados não tenham sido publicados.php?tipo=DOC&num=66&ano=2004>. Citação de mais de uma obra dos mesmos autores: os nomes destes não devem ser repetidos. Fontes eletrônicas EMBRAPA AGROPECUÁRIA OESTE. expressões e equações matemáticas Devem ser iniciadas à margem esquerda da página e apresentar tamanho padronizado da fonte Times New Roman. 2006. Documentos. documentos no prelo ou qualquer outra fonte.Tucuruí). com as adaptações descritas a seguir. seguido da expressão “citado por” e da citação da obra consultada. Citação de mais de uma obra: deve obedecer à ordem cronológica e em seguida à ordem alfabética dos autores.97 Teses HAMADA. somente a obra consultada deve constar da lista de referências. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste. (Embrapa Agropecuária Oeste. Citações Não são aceitas citações de resumos. 2000. A autocitação deve ser evitada. 2004. Citação com mais de dois autores: sobrenome do primeiro autor grafado com a primeira letra maiúscula. Fórmulas. sociais e ambientais da pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste: relatório do ano de 2003. com os anos de publicação entre parênteses.. são separadas por vírgula. Deve ser evitada a citação de citação. Acesso em: 18 abr. Disponível em: <http://www. Citação de citação: sobrenome do autor e ano de publicação do documento original. 97p. seguidos de vírgula e ano de publicação.

em negrito. deve ser precedido da palavra Tabela. Tabelas As tabelas devem ser numeradas seqüencialmente. com uma nota-de-rodapé explicativa. à exceção de símbolos escritos convencionalmente em itálico. no corpo ou na coluna indicadora. São apresentadas de forma contínua. para conceituar dados. se isso não for possível. à direita do dado. à direita do dado. * e ** (significativo a 5 e . Na comparação de médias de tratamentos são utilizadas.98 Não devem apresentar letras em itálico ou negrito. mas o recurso recuo do menu Formatar Parágrafo. os nomes das variáveis que representam o conteúdo de cada coluna devem ser grafados por extenso. à direita da palavra ou do número. para separar o conteúdo dos elementos complementares. deve incluir o nome (vulgar ou científico) da espécie e das variáveis dependentes. com a indicação em nota-derodapé do teste utilizado e a probabilidade. no título. deve ser claro. na coluna ou na linha. as chamadas ns (não-significativo). não fazer espaçamento utilizando a barra de espaço do teclado. O título. Todas as unidades de medida devem ser apresentadas segundo o Sistema Internacional de Unidades. Os elementos complementares são: notas-de-rodapé e fontes bibliográficas. Seus elementos essenciais são: título. Nenhuma célula (cruzamento de linha com coluna) deve ficar vazia no corpo da tabela. e do corpo. Notas de chamada: são informações de caráter específico sobre partes da tabela. usá-los ainda na base da tabela. sem mudança de linha. usando os recursos do menu Tabela. conciso e completo. na forma de expoente. explicar o significado das abreviaturas no título ou nas notas-de-rodapé. Nas colunas de dados. No cabeçalho. na forma de expoente. as fontes devem constar nas referências. no corpo da tabela. As tabelas devem ser editadas em arquivo Word. são utilizadas. e apresentadas em folhas separadas. Devem ser usados fios horizontais para separar o cabeçalho do título. não usar fios verticais. após as referências. com algarismo arábico. no final do texto. Devem ser auto-explicativas. entre parênteses. com ponto no final. letras minúsculas ou maiúsculas. separadas por ponto. Para indicação de significância estatística. São indicadas em algarismo arábico. no cabeçalho. Notas de rodapé das tabelas Notas de fonte: indicam a origem dos dados que constam da tabela. dados não apresentados devem ser representados por hífen. no corpo da tabela. Fios horizontais adicionais podem ser usados dentro do cabeçalho e do corpo. cabeçalho. corpo (colunas e linhas) e coluna indicadora dos tratamentos ou das variáveis. os valores numéricos devem ser alinhados pelo último algarismo.

no mínimo. podem ser coloridas. Devem ser elaboradas de forma a apresentar qualidade necessária à boa reprodução gráfica e medir 8.5 cm de largura. O título da figura. Excel ou Corel Draw. As curvas devem ser identificadas na própria figura. Evitar usar cores nas figuras. usar escala de cinza (exemplo: 0. 300 dpi e ser gravadas em arquivos extensão TIF. as fontes devem ser referenciadas. as fotografias. sem negrito. para possibilitar a edição em possíveis correções. separados do arquivo do texto. 75 e 100%. desenhos. após o título. respectivamente). O crédito para o autor de fotografias é obrigatório. evitando o excesso de informações que comprometa o entendimento do gráfico. 50. Só devem acompanhar o texto quando forem absolutamente necessárias à documentação dos fatos descritos. As unidades. Figuras não-originais devem conter. No caso de gráfico de barras e colunas. no título. como também é obrigatório o crédito para o autor de desenhos e gráficos que tenham exigido ação criativa em sua elaboração. 25. porém.5 ou 17. quadrado. Devem ser auto-explicativas. Usar fios com. . do número em algarismo arábico. ou entre a figura e o título. deve ser precedido da palavra Figura. para cinco variáveis). em negrito. a fonte de onde foram extraídas. a fonte (Times New Roman) e o corpo das letras em todas as figuras devem ser padronizados. Figuras São consideradas figuras: gráficos. Nos gráficos. A legenda (chave das convenções adotadas) deve ser incluída no corpo da figura. mapas e fotografias usados para ilustrar o texto. Os números que representam as grandezas e respectivas marcas devem ficar fora do quadrante. Os pontos das curvas devem ser representados por marcadores contrastantes. Devem ser gravadas nos programas Word. e do ponto. as designações das variáveis dos eixos X e Y devem ter iniciais maiúsculas. no mínimo. triângulo ou losango (cheios ou vazios). Não usar negrito nas figuras. como: círculo. e devem ser seguidas das unidades entre parênteses.99 1% de probabilidade. 3/4 ponto de espessura. As figuras na forma de fotografias devem ter resolução de.

O editor e a assessoria científica reservam-se o direito de solicitar modificações nos artigos e de decidir sobre a sua publicação.embrapa. fax: (61)3340-5483. mesmo parcialmente. Os trabalhos aceitos não podem ser reproduzidos.100 Outras informações Não há cobrança de taxa de publicação. Os manuscritos aprovados para publicação são revisados por no mínimo dois especialistas. Contatos com a secretaria da revista podem ser feitos por telefone: (61)3448-4231 e 3273-9616. DF . sem o consentimento expresso do editor da PAB.br ou pelos correios: Embrapa Informação Tecnológica Pesquisa Agropecuária Brasileira – PAB Caixa Postal 040315 CEP 70770 901 Brasília. São de exclusiva responsabilidade dos autores as opiniões e conceitos emitidos nos trabalhos. via e-mail:pab@sct.

Os ensaios deverão ter no máximo 10 laudas. mapas.101 ANEXO 3 NORMAS DE PUBLICAÇÃO DA REVISTA ELETRÔNICA DO PRODEMA Diretrizes para Autores Os trabalhos para publicação nos periódicos da REDE .Resumo em português.Revisão de literatura . .Alinhamento: justificado . Não pode haver qualquer identificação do(s) autor(es) no(s) artigo(s) enviado(s). numeradas seqüencialmente. 2002). fluxogramas. em maiúsculas e negrito (português e inglês) e centralizado .Fonte: Times New Roman. com cerca de 150 palavras.Metodologia . O Título situase na parte superior da tabela. na parte inferior. seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto.Revista Eletrônica do Prodema deverão ser inéditos na íntegra e sua publicação não deve estar pendente em outro local. incluindo resumo e referências. Notas: mínimas e apresentadas ao final do texto.Referências Referências: constar apenas o que foi citado no corpo do texto. no máximo. direita e inferior de 2 cm .Parágrafo: 1. resolução mínima de 300 "dpi" e nitidez das características de interesse. logo abaixo.Considerações finais . Tabelas: as tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente. logo abaixo. em algarismo arábico. de acordo com as normas da ABNT (NBR 6023. Uma vez aceito o artigo considera-se licenciado para a REDE com exclusividade para o veiculo digital. pelo prazo de duração dos direitos patrimoniais do autor.Número de páginas: mínimo de 15 e máximo de 20 laudas .A minuta do artigo deve ter. Ex.Editor de texto: Word for Windows. fotografias.jpg". Os artigos deverão ser encaminhados com as seguintes características: Formato do artigo . no final de todo o texto com o título de Referências. do respectivo título e fonte.Introdução . com cerca de 150 palavras.Espaçamento: simples . Os títulos das figuras devem ser colocados na parte inferior.Resultados e discussões . com a primeira palavra em maiúsculas. Sua posição deve constar no próprio texto e estar referenciada. tamanho 12 . versão 98 ou superior .Margens: esquerda e superior de 3 cm. Poderão participar até três autores por artigo ou ensaio.25 cm . As referências completas deverão ser apresentadas em ordem alfabética. Primeira página . seguindo o padrão AUTOR (DATA). espaço simples e seguido. que devem ser numeradas consecutivamente e inseridas no texto com a extensão ". Ilustrações: serão consideradas ilustrações os mapas. organogramas.Abstract. de três key words Conteúdo dos artigos . gráficos.Objetivos . justificado. esquemas.: Figura 1: Mapa de Fortaleza. justificado e seguido. de três palavras-chaves . conforme IBGE (1993). 2MB. Os artigos deverão ter um mínimo de 15 e um máximo de 20 laudas.Título. seguida de seu número de ordem de ocorrência e fonte. plantas e quadros.Folha: A4 .

O texto está em espaço simples. emprega itálico em vez de sublinhado (exceto em endereços URL). Os arquivos para submissão estão em formato Microsoft Word ou OpenOffice (desde que não ultrapassem 2MB). Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista Rede. conforme instruções disponíveis em Assegurando a Avaliação Cega por Pares. Política de Privacidade Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação.102 Agradecimentos: poderão ser mencionados no final do artigo. 4. os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. garantindo desta forma o critério de sigilo da revista. . e não está sendo avaliada para publicação por outra revista. O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores. 5. alterações de ordem normativa. não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros. usa uma fonte de 12-pontos. 2. URLs para as referências foram informadas quando necessário. as figuras e tabelas estão inseridas no texto. A contribuição é original e inédita. nos originais. 6. na seção Sobre a Revista. 3. ortográfica e gramatical com vistas a manter o padrão culto da língua. 1. não no final do documento. Os artigos podem ser enviados em português. Itens de Verificação para Submissão Como parte do processo de submissão.: artigos). A seleção dos trabalhos para divulgação na Revista é de competência do Conselho Editorial da Revista. deve-se justificar em "Comentários ao Editor". espanhol e inglês. como anexos. caso submetido para avaliação por pares (ex. Fórmulas: as fórmulas deverão ser numeradas e inseridas ao longo do texto. Os trabalhos que não se enquadrarem nessas normas não serão avaliados. respeitando o estilo dos autores. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores. caso contrário. Declaração de Direito Autoral A revista REDE se reserva o direito de efetuar. A identificação de autoria do trabalho foi removida do arquivo e da opção Propriedades no Word.

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