UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós

-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA)

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

TERESINA/PI MAIO/2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI) Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste (TROPEN) Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (MDMA)

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Biodiversidade e Utilização Sustentável dos Recursos Naturais. Orientador: Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza

TERESINA 2010

KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS

VARIABILIDADE GENÉTICA E USO DOS FRUTOS DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí (PRODEMA/UFPI/TROPEN), como requisito à obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Área de Concentração: Desenvolvimento do Trópico Ecotonal do Nordeste. Linha de Pesquisa: Biodiversidade e Utilização Sustentável dos Recursos Naturais.

Teresina, maio de 2010

__________________________________________________________ Prof. Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza EMBRAPA MEIO-NORTE/ PRODEMA/UFPI

__________________________________________________________ Prof. Dr. João Batista Lopes CCA/PRODEMA/UFPI

__________________________________________________________ Dr. Eugênio Celso Emérito Araújo EMBRAPA MEIO-NORTE

DEDICATÓRIA

Dedico a Deus e a todos aqueles que me apoiaram nos momentos difíceis desta caminhada.

AGRADECIMENTOS

À Deus por me conceder a graça da realização deste trabalho. Ao Diretório Alemão DAAD, pela concessão da bolsa de estudo. À EMBRAPA Meio-Norte pelo apoio logístico e científico durante esses dois anos de pesquisa e por fazer me sentir em casa. À Universidade Federal do Piauí e ao Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, por todo o apoio e proficiência. À Dona Maridete Alcobaça Brito e João Batista Arapujo, por estarem sempre a postos para ajudar sempre. Ao meu querido orientador, Ph. D. Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza, mentor deste trabalho, por sua inefável perseverança, confiança em minha capacidade e por sua incomensurável qualidade profissional. Agradeço também por sua paciência, amizade e companheirismo. Ao Dr. Eugênio Celso Emérito Araújo (EMBRAPA Meio-Norte) e ao Dr. João Batista Lopes (CCA-UFPI) pelas “dicas” e sugestões de grande valia na qualificação de minha dissertação, melhorando a qualidade e escrita deste trabalho que construí com muito carinho. A todos os colegas do curso de Pós-graduação e aos amigos dos Laboratórios de Fisiologia Vegetal e de Bromatologia, pela amizade, carinho e atenção. Ao “Seu” José Maria a ao “Seu” Silvestre, por serem sempre os meus “quebragalhos” nos momentos difíceis de minha pesquisa. Ao Laboratório de Bromatologia da EMBRAPA Meio-Norte, aos técnicos Antônio Carlos dos Santos e Luis José Duarte Franco, que se mostravam sempre solícitos, tornando-se companheiros e amigos. Ao Laboratório de Bromatologia do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí pelo apoio durante a etapa experimental, aos técnicos “Seu” Lindomar e o Manoel, minha imensa gratidão. Em especial à minha família, que me apoiou durante o mestrado. Ao meu Pai e minha Mãe, pela cumplicidade. Aos meus queridos irmãos, pelo incentivo. E ao meu grande amor, João, pelo otimismo e muita paciência. Aos grandes amigos que fiz durante essa jornada, meus parceiros do dia-a-dia, Alane, Carlos Humberto, Diego, Edivaldo, Ellen, Francisco, Gustavo, Maria do Socorro, vulgo

Lindamara e a minha fiel escudeira Sulimary Oliveira Gomes, onde se fazia da diversidade a maior expressão de igualdade.

A todos, muito obrigada!

no Piauí.RESUMO O pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm. Fruteira nativa. As populações de pequizeiros de ocorrência no Piauí mostraramse mais heterogêneas que as do Maranhão. no Piauí. (2) realizar estudo de divergência genética entre populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. Caxias e Afonso Cunha) e três no Piauí (Alto Longá. no Maranhão. constatou-se que o dinheiro arrecadado com a venda do pequi é significativa para as famílias que vivem nas comunidades rurais. dentre outras. licores e sabão. Quanto a sóciaeconomia do pequi. cosméticos. logo o ganho com a venda dos frutos e produtos de pequi é de grande importância Palavras-chave: Cerrado. Desenvolvimento sustentável . enquanto que as populações de Afonso Cunha. A população de Alto Longá apresentou a maior média de proteína bruta na amêndoa. A população de Alto Longá. com significativa divergência entre as populações. O presente trabalho teve como objetivos: (1) realizar a caracterização física e químico-nutricional da polpa e da amêndoa do pequi. Estudaram-se três populações de ocorrência natural no Maranhão (Timon. no Maranhão. Barras e José de Freitas). em um total de 36 plantas estudadas. apresentaram as maiores médias de proteína bruta. mostrou o maior teor de fibra bruta. de casca e de amêndoa. apresentando múltiplas formas de utilização pelo homem. e (3) caracterizar o perfil social e econômico e verificar a importância da venda do pequi na renda das famílias rurais nas áreas de ocorrência da espécie. Estrutura genética. a qual pode ser utilizada em futuros trabalhos de melhoramento da espécie. Piauí e Ceará. foi a que apresentou as maiores médias de massa média do fruto. Já a população de Timon. e de Barras. Pequizeiro. No Nordeste. como na fabricação de remédios.) é uma espécie frutífera nativa do cerrado do Nordeste brasileiro. sendo avaliada uma média de 15 frutos/planta. a espécie ocorre nos estados do Maranhão. pois a maioria das famílias rurais estudadas depende do Programa Federal Bolsa Família.

the species occurs in the states of Maranhão. and Barras. Native fruit tree. The pequi populations of occurrence in the Piauí State were more heterogeneous than those of Maranhão. Pequi tree. which may be used in future breeding programs for this species.) is a fruit species native from to the Brazilian Northeast Savannah. in Piauí State. Key-words: Savannah. average peel mass and average kernels mass. The population of Timon (Maranhão). and (3) to assess the importance of the pequi sale in the income of rural households in the occurrence areas of this species. Piauí and Ceará. on the other hand. contributing to family income in these communities. The population of Alto Longá. Three populations of natural occurrence in the State of Maranhão (Timon. (2) performing genetic divergence study among pequi populations of natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. in Maranhão State. showed the highest crude fiber content. such as manufacture of medicines. in Piauí State. This study aimed to: (1) performing physical and chemical-nutritional characterization of the pulp and the pequi kernel. presenting multiple forms of use by humans. had the highest crude protein contents. Caxias and Afonso Cunha) and three of occurrence in the Piauí State (Alto Longá. among others.ABSTRACT The pequi (Caryocar coriaceum Wittm. in a total of 36 plants. while the populations of Afonso Cunha. . with a significant divergence among populations. The sale of pequi is significant at the harvesting time by families living in rural communities. In the Brazilian Northeast. Barras and José de Freitas) were studied. being evaluated an average of 15 fruits/plant. The population of Alto Longá had with the highest crude protein content in the kernel. Genetic structure. Sustainable development. liquor and soap. had the highest values for average fruit mass. cosmetics.

....... .... PRODUTOS FABRICADOS A PARTIR DO FRUTO DO PEQUI: A.......... 67 FIGURA 4...... RASPAS ........................COMPARATIVO DA ÁREA DO CERRADO ENTRE OS ANOS DE 1993 E 2002... B........... SEGUNDO AS CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS ..... ........................................................ OBTIDO PELO MÉTODO DE AGRUPAMENTO UPGMA... C.................................. 68 ARTIGO 3 FIGURA 1 .. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS PEQUIZEIROS AVALIADOS COM RELAÇÃO AOS EIXOS DEFINIDOS PELAS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP1 E CP2). EXTRAÇÃO DO AZEITE DE PEQUI...................... 61 FIGURA 3................. 76 FIGURA 2......... ........... DENDROGRAMA RESULTADO DA ANÁLISE DOS 36 GENÓTIPOS DE PEQUIZEIROS COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DO FRUTO E DA AMÊNDOA............................. SEGUNDO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS.................. 60 FIGURA 2..................................... .................PEQUIZEIRO LOCALIZADO EM TIMON – MA............................................................ UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISTÂNCIA GENÉTICA... SABÃO DE PEQUI.............. 21 ARTIGO 2 FIGURA 1....................................................................................... REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS GENÓTIPOS AVALIADOS COM RELAÇÃO AOS EIXOS DEFINIDOS PELAS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP1 E CP2).....LISTA DE FIGURAS Páginas REVISÃO DE LITERATURA FIGURA 1 ..................... DENDROGRAMA RESULTADO DA ANÁLISE DOS 36 GENÓTIPOS DE PEQUIZEIROS COM BASE NAS CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS........................ OBTIDO PELO MÉTODO DE AGRUPAMENTO UPGMA E UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE.......

............................................RESULTANTES DOS CAROÇOS DE PEQUI APÓS A RETIRADA DO AZEITE......................................... 80 ......... AZEITE DE PEQUI ........ D...................

......................... 57 TABELA 3.................. ESCORES DOS CARACTERES AVALIADOS EM RELAÇÃO AOS QUATROS COMPONENTES PRINCIPAIS (CP) . PELO MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER.... CARBOIDRATOS TOTAIS (CT) E ENERGIA (ENERG) DA POLPA E DA AMÊNDOA DE SEIS POPULAÇÕES DE C............................ VARIÂNCIA DE CADA COMPONENTE PRINCIPAL E SUA IMPORTÂNCIA EM RELAÇÃO À VARIÂNCIA TOTAL QUANTO ÀS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS ............................................. UTILIZANDO A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE .... FIBRA BRUTA (FB).................J DE SINGH (1981) ........................... TEORES MÉDIOS DE UMIDADE (UMID).......................................... PRIMEIRO POR CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E SEGUNDO POR CARACTERÍSTICAS QUÍMICONUTRICIONAIS. TEORES MÉDIOS DE MINERAIS DA POLPA E DA AMÊNDOA DE SEIS POPULAÇÕES DE C..................... CORIACEUM DE OCORRÊNCIA NA REGIÃO MEIO-NORTE ...LISTA DE TABELAS Páginas ARTIGO 1 TABELA 1..... CINZAS (CZ). CORIACEUM DA REGIÃO MEIO NORTE ................ 58 TABELA 4............... ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO ... SEGUNDO POPULAÇÕES............... 39 TABELA 2..... GORDURA (GORD)......... 62 TABELA 6............ 54 TABELA 2................ 59 TABELA 5.... ............. PROTEÍNA BRUTA (PB). 42 ARTIGO 2 TABELA 1.................... 64 ............................................ BASEADA NA ESTATÍSTICA S............ 41 TABELA 3.... CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE FRUTOS DE SEIS POPULAÇÕES DE PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NOS ESTADOS DO PIAUÍ E MARANHÃO .... AGRUPAMENTO DE TOCHER..... AGRUPAMENTO DE INDIVÍDUOS DE 36 PEQUIZEIROS............ CONTRIBUIÇÃO RELATIVA DOS CARACTERES PARA DIVERGÊNCIA GENÉTICA.....................

..... 65 TABELA 8................ DOS PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NO ESTADO DO MARANHÃO..................................................................................... POR POPULAÇÃO..................... POPULAÇÃO.................. UTILIZANDO O MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER E A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE..... 66 ARTIGO 3 TABELA 1........................... .................. ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO .TABELA 7.. AGRUPAMENTO.................. UTILIZANDO O MÉTODO OTIMIZAÇÃO DE TOCHER E A DISTÂNCIA GENERALIZADA DE MAHALANOBIS COMO MEDIDA DE DISSIMILARIDADE.......... AGRUPAMENTO.. 77 .... DOS PEQUIZEIROS DE OCORRÊNCIA NO ESTADO DO PIAUÍ....... .........................

............1 CERRADO ........................................................................................................................................................................................................................ 56 3... 54 2...........................................................................................................................................................................................2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE ........................................................................................................................................................................................................................................ 51 1 INTRODUÇÃO .................. 15 2 REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 46 5 REFERÊNCIAS .............................. 34 1 INTRODUÇÃO ..................................5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS .................................................2 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS ....... 19 2............................................................................. 57 3.............................................................. 36 2.................2 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICO-NUTRICIONAL DOS FRUTOS E DAS AMÊNDOAS ................................... 52 2 MATERIAL E MÉTODOS ......... 36 2............................................................................................................................................. 40 4 CONCLUSÕES .................................................................................................................................................................. 18 2....................................3 ANÁLISES DOS DADOS ..................................4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ...........................................................................1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS .................................................................................................................................................................. 18 2...................................... 56 3....................................... 33 ABSTRACT ......... 24 2...............2.................................. 36 2..........1 LOCALIZAÇÃO E DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ......................SUMÁRIO Páginas 1 INTRODUÇÃO ............... 37 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ...........................................................2 ANÁLISES QUÍMICO-NUTRICIONAIS .......7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ..................... 54 2..................................................................................................................................................... 38 3................................................................. 22 2........ 55 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ..........................................................2 ANÁLISES LABORATORIAIS .....3 PEQUIZEIRO ............................3 ANÁLISES DOS DADOS ................................................................................... 62 ................. 38 3.................................................................................................................................................................................................................... 50 ABSTRACT ........................ 25 3 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 47 ARTIGO 2 ......................................3 AGRUPAMENTO PELO MÉTODO DE OTIMIZAÇÃO DE TOCHER ...........6 DIVERSIDADE GENÉTICA .... 23 2............................................................................................................ 32 RESUMO ...............................................2 ANÁLISE DE COMPONENTES PRINCIPAIS .. 27 ARTIGO 1 .............. 35 2 MATERIAL E MÉTODOS .....................1 ANÁLISES DA IMPORTÂNCIA DAS VARIÁVEIS ........................................................................ 49 RESUMO ........ 54 2................................................................................................. 20 2......................... 37 2........................1 DESCRIÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO ESTUDO............................................................................................................................................................

............................................................................................................................................................................................................. 74 1 INTRODUÇÃO ..................................... 77 2.......................................................... 82 5 REFERÊNCIAS ....... 77 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................................... 78 3................................................................................................................................................................................................................... 101 ............................................................................................ 79 4.........................2 ENTREVISTAS...................................................................... 88 ANEXO 1 .................................................................................................................................................... 77 2............... 75 2 MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................................... 85 APÊNDICE 1 .......................................................................................................................................................................................................1 ÁREA DE ESTUDO ................... 68 5 REFERÊNCIAS ....................................... 83 4 CONCLUSÕES GERAIS ..................1 PERFIL SOCIOECONÔMICO ............................................. 89 ANEXO 2 ...............................................................................................................................................................3 USO DO PEQUI E AS DIFICULDADES ENCONTRADAS PELA POPULAÇÃO ...................................................................................................................................................................................................... 79 3.................... 92 ANEXO 3 ............................................... 84 APÊNDICES ................................................. 72 RESUMO ............................................................................ 73 ABSTRACT .. 86 ANEXOS ...................................................................................................................................................................................................................................... 69 ARTIGO 3 ..............2 AUMENTO NA RENDA FAMILIAR DEVIDO À VENDA DOS FRUTOS OU PRODUTOS DE PEQUI ............................................................................................................................ 78 3......................................................................... CONCLUSÕES ...................................................................4 CONCLUSÕES ..................................

com cerca de 2 milhões de quilômetros quadrados de área.. cujos frutos se destacam por suas agradáveis peculiaridades exóticas como cor. Intermedium. 2005). 2001). de porte arbustivo. Este bioma é conhecido pela sua riqueza e diversidade. pequi ou pequiá. “py-qui” é o mesmo que fruto de casca ou pele espinhosa (Miranda. com a sua inserção no contexto da modernização e desenvolvimento do país. brasiliense subsp. Paraíba. ou 22% do território nacional. Brasiliense. 2004). 2006). É conhecido vulgarmente como piqui. voltado para a produção de grãos visando atender ao aumento do consumo mundial de soja (Oliveira.. O gênero Caryocar. Pará. com ocorrência restrita a algumas partes desse ecossistema (Silva et al. as negligências quanto às leis de proteção ambiental. A partir de 1960. coriaceum Wittm. Amazonas. Piauí e Ceará. a exceção da Amazônia onde há a espécie Caryocar villosum. sendo ainda cortado pelas três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Gonçalves. possui 25 espécies. as queimadas desenfreadas. onde 85% se localiza no Planalto Central e o restante da área nos estados do Alagoas. 2005). A espécie de maior presença no Cerrado do Planalto Central é C. 2007). 1986). iniciouse as transformações da agricultura no Cerrado. a expansão das fronteiras agrícolas e sua exploração. de porte arbóreo. em que “py” equivale à pele e “qui”.. com o Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek. O nome pequi ou piqui é uma denominação comum às espécies do gênero Caryocar em todo o País. Roraima e Sergipe (Oliveira. . 2009). sabor e aroma. Apesar do reconhecimento da riqueza deste bioma. denominada de pequiá (Carvalho e Müller. Nos estados do Maranhão. ou seja. Bahia. sendo que 13 são encontradas no território brasileiro (Franco et al. assim como o desconhecimento e o uso irracional dos recursos naturais têm provocado impactos irreversíveis aos ecossistemas do Cerrado. embora ainda sejam pouco explorados cientificamente ou comercialmente (Damiani. brasiliense Camb. O Cerrado é muito rico em espécies frutíferas. brasiliense subsp. Maranhão. dividida em duas subespécies: C. o nome pequi tem origem indígena. Piauí.15 1 INTRODUÇÃO O Cerrado é um dos maiores biomas brasileiros. Rio Grande do Norte. e o C. Ceará. de porte arbóreo e com ampla distribuição. a espécie ocorrente é a C. 2004). pondo em risco de extinção espécies vegetais e animais e a sustentabilidade do ambiente (Rodrigues. quer dizer espinho.

brasiliense.97% de fibra alimentar. atingindo entre 8 a 12 metros. C. farinácea e oleaginosa. Esta região abrange dois estados nordestinos. Neste trabalho. A floração ocorre logo após a emissão das folhas novas. 2009). de consistência pastosa. coriaceum foi comparado à espécie C. atualmente ainda encontram-se em um estágio intermediário de domesticação (Tombolato et al. buscando o uso de maneira racional e projetado (Cardoso et al. O endocarpo é rígido e espinhoso. é zona de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica. coriaceum. 1. as sementes e o endocarpo. apresentando uma extensa fronteira favorável à expansão de atividades agropecuárias. variando de acordo com o ambiente.16 A Região Meio-Norte do Brasil. por meio de análises laboratoriais. 1998). A casca do fruto é espessa e composta por 50..54% de lipídeos e 5. cada fruto desenvolve apenas uma semente. rósea ou esbranquiçada. pois é pouco estudado. No sentido de simplificar e esclarecer o tema em questão optou-se por dividir esta dissertação na forma de três artigos técnico-científicos. representam 16% aproximadamente (Vilela.. Maranhão e Piauí. a caracterização física e químico . enquanto a polpa. 2000)..76% de proteínas.nutricional da polpa e da amêndoa do pequi. E.) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL”. 2004). 1987). É responsável por cerca de 84% do peso total do fruto. ainda verificar a importância social e econômica desta espécie nas comunidades rurais onde ocorre.. Não existem muitas informações sobre as características agronômicas do C. embora existam casos do fruto apresentar até quatro sementes (Peixoto. realizar estudo de divergência genética entre populações desta espécie de ocorrência nos estados do Maranhão e Piauí. No segundo . alaranjada. Na maioria dos casos. A massa que cobre o endocarpo pode apresentar cor amarelada. sendo uma característica do gênero (Ferreira et al. O pequizeiro é uma planta arbórea. 2009). 2003). O fruto é uma drupa. o que requer atenção quanto à conservação dos recursos naturais. sendo possível tal comparação devido à proximidade genética de ambas (Oliveira. com os frutos alcançando a maturidade entre três e quatro meses após a frutificação (Lorenzi. buscou a caracterização da polpa e amêndoa do pequi. este trabalho teve como objetivos efetuar nos estados do Piauí e Maranhão. A primeira frutificação da espécie pode iniciar entre 5 e 6 anos (Almeida et al. sendo rica na diversidade da fauna e flora. O primeiro artigo “CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. 1973). Em função das poucas informações disponíveis sobre a espécie Caryocar coriaceum Wittm. Nenhuma das espécies de Caryocar é domesticada. 39.94% de carboidratos totais.

analisou-se o grupo sócio-econômico envolvido na comercialização informal dos frutos de pequi e o impacto que esta venda gera na renda familiar. objetivou-se o estudo da diversidade entre e dentro de populações de pequizeiro de ocorrência nos estados do Maranhão e Piauí. . o terceiro artigo “O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM) DA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL”.) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISICAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA”.17 artigo “DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. Finalmente.

de abril a setembro. Ocorre também em áreas disjuntas ao norte dos estados do Amapá. 1998. Maranhão. com uma área de 204 milhões de hectares. certamente.. que segundo Castro et al (2008). Tocantins e Distrito Federal.1 CERRADO Por definição. bioma é um conjunto de vida vegetal e animal. Almeida et al. ocupando o sudoeste e centro-norte do Piauí e nordeste e centro-sul do Maranhão. com condições geográficas e de clima similares e uma história compartilhada de mudanças cujo resultado é uma diversidade biológica própria.200 mm anuais. precipitação pluviométrica e pela umidade relativa. sendo a temperatura máxima a 40°C. especificado pelo agrupamento de tipos de vegetação e identificável em escala regional. 2008). parte do estado da Bahia. entre os meses de outubro a março. Sano e Almeida. A área de Cerrados é encontrada nos estados de Goiás. sendo que Mato Grosso compõe o núcleo central do Cerrado. A precipitação varia de 600 a 2.se o divisor de águas das . Rondônia e São Paulo. o que ajudou a definir os Cerrados Marginais Distais. 1998). apresentando duas estações bem definidas. Piauí. Minas Gerais. entre 22 e 27°C em média. Pará e Roraima e ao sul. No Nordeste Brasileiro.18 2 REVISÃO DE LITERATURA 2. sendo a média anual de 1.500 mm (Ferreira. sendo apenas superado pela Floresta Amazônica. a maior concentração dos cerrados encontra-se nos estados do Piauí e Maranhão. 1998). 1998). A localização geográfica de cada bioma é condicionada predominantemente pelos seguintes fatores: temperatura. Amazônia. são chamados de marginais por serem distribuídos nas margens do espaço geográfico ocupado pelos cerrados brasileiros e distais por referir-se ao fato de que estes cerrados são a continuação fisionômica e estrutural dos cerrados do Planalto Central de forma contínua. e em menor escala pelo tipo de componentes do solo (Vieira e Martins. O Cerrado constitui o segundo maior bioma do país em área. Neste bioma encontra. uma no período chuvoso. Originalmente. apresenta grande variabilidade de clima e solos e. 2007).. uma grande diversificação faunística e florística em suas diferentes fisionomias vegetais (Almeida et al. O autor Rizzini apresentou nos anos de 1963 e 1974 a idéia de zona marginal. As temperaturas são geralmente amenas ao longo do ano. Mato Grosso do Sul. 1998. tendo uma área estimada de aproximadamente 22 milhões de hectares. Ceará. em pequenas áreas do Pará (Ribeiro e Walter. o que representa 14% da área total nordestina (Castro et al. seguido por um período seco. O clima do Cerrado é estacional.

cobrindo 46% da área. Além desse tipo. ou na forma de doces. Elas podem ser consumidas in natura. 2008). cerradão e veredas. ramos retorcidos. existem os solos pedregosos e rasos (Neossolos Litólicos). abrigando. um grande elenco de atividades econômicas. apresentam acidez. 1994. ou mais conhecido como a região Meio-Norte do Brasil. 2. os solos orgânicos (Organossolos) e outros de menor expressão (Adámoli et al. Contudo.. toxidez de alumínio e são pobres em nutrientes essenciais (como cálcio. sabor e aromas peculiares e intensos.2 TRÓPICO ECOTONAL DO NORDESTE O Trópico Ecotonal do Nordeste. a maioria da região dos Cerrados é do tipo Latossolos vermelho. Esses tipos de solos podem apresentar uma coloração variando do vermelho para o amarelo. A grande diversidade de espécies frutíferas é utilizada e aproveitada apenas pelas populações dos Cerrados (Silva et al. o Cerrado não é um grupo fisionômico homogêneo. a do Paraná e a do São Francisco (Gomes. além de atrativos sensoriais como cor. pães. o Cerrado pode ser dividido em: campo limpo. campo sujo. Dentre as frutíferas nativas do Cerrado. geléias e licores (Almeida. cerrado típico. ou ainda Nordeste Ocidental. ainda pouco explorados comercialmente (Almeida e Silva. esparsas. cascas espessas e folhas grossas (Gomes. magnésio. Almeida et al. potássio e alguns micronutrientes) para a maioria das plantas. 2008). 2001). os solos arenosos (Neossolos Quartzarênicos). destacando-se a produção de grãos (Embrapa. bolos. disseminadas em meio a arbustos. o pequizeiro merece atenção especial. mingaus. em geral.19 três grandes bacias hidrográficas do Brasil: a Amazônica. segundo Ribeiro e Walter (1998). por gramíneas. Os frutos das espécies nativas do Cerrado ocupam lugar de destaque. Quanto aos solos.. subarbustos e uma vegetação baixa constituída. apresenta-se bastante diversificada quanto à composição dos seus sistemas produtivos. 1998a). bem drenados na maior parte do ano. Almeida. O Cerrado típico é constituído por árvores relativamente baixas (até vinte metros). 1987). seja pela sua elevada incidência nos Cerrados ou pelas características sensoriais de seu fruto. campo cerrado. são profundos. em face da multiplicidade de ecossistemas trabalhados para o desenvolvimento das atividades agropecuárias e florestais. A típica vegetação do Cerrado possui seus troncos tortuosos. geralmente de encostas. 1998). Em função da densidade da vegetação. 2000). de baixo porte. pois oferecem elevado valor nutricional. biscoitos.. . 1998b.

Nessa vasta região encontra-se a diversificação de ecossistemas. 2006). que objetiva levantar e prospectar a biodiversidade remanescente desse cerrado regional. que é vinculado ao Programa de Biodiversidade do Trópico Ecotonal do Nordeste (BIOTEN) e ao Programa dos Cerrados Marginais do Nordeste e Ecótonos Associados (ECOCEM). 2007). o Semi-Árido. o que é preocupante. foi proposta para trazer a idéia de supercentro de biodiversidade do cerrado. Portanto. Estações Ecológicas e RPPN’s (Mesquita e Castro. Mato Grosso do Sul. ambos do Programa de Pesquisa Ecológicas de Longa Duração (PELD/CNPq). Ocorre no campo cerrado. ao invés da individualidade florística. no Distrito Federal e nos estados da Bahia. campo sujo. O nome trópico ecotonal do nordeste. Maranhão. têm-se os Cerrados. Como exemplo. de forma extrativista. Minas Gerais. Goiás.3 PEQUIZEIRO A família Caryocaraceae inclui dois gêneros e cerca de 25 espécies. foi criado o Projeto de Biodiversidade e Fragmentação de Ecossistemas nos Cerrados Marginais do Nordeste. A sua utilização é restrita a algumas comunidades rurais que as exploram.20 A região apresenta uma extensa fronteira agrícola favorável à expansão da área cultivada e ao aumento da produtividade.. caso seja ampliada a adoção de inovações tecnológicas (Embrapa. Piauí. os Tabuleiros Litorâneos. no Brasil ocorrem dois gêneros e 13 espécies. pode-se citar as extensas áreas de Cerrados localizadas no Sul e Leste Maranhense e no Sudoeste Piauiense que vem sendo exploradas por produtores de outras regiões do País. Mato Grosso. com a carência de estudos neste foque. Ceará. Paraná. 2005). visto que pouco se sabe sobre a sua flora e poucos são os lugares que são protegidos por legislação na forma de Parques Nacionais. a Baixada Maranhense e a Pré-Amazônia. resultando em baixa produtividade e oscilação brusca na oferta e risco iminente de extinção em virtude de desmatamentos (Aguiar. 2. São Paulo e Tocantins (Silva Júnior et al. e a separação dos cerrados brasileiros estaria ligada às barreiras climáticas (Castro et al. sendo 10 espécies do gênero Caryocar e três espécies do gênero Anthodiscus (Souza. . cerrado sentido restrito e cerradão distrófico. 2005). 2007). Esta região dispõe de uma flora nativa rica em espécies frutíferas ainda pouco conhecida no mercado consumidor urbano. Pará. 2000).

As folhas pilosas são formadas por três folíolos com as bordas recortadas. As flores são grandes e amarelas. 2005). com múltiplos estames. nativo dos cerrados e considerada uma das espécies mais características deste tipo de vegetação. família Caryocaraceae e ao gênero Caryocar L. barbasco.). cinza escura. pertencente à classe Magnoliopsida (Dicotiledonae). A espécie pode apresentar desde alguns centímetros de altura até serem árvores robustas e frondosas (Souza. FIGURA 1 . ramos grossos. em referência aos espinhos no caroço (Silva Júnior et al. 1969). fendida.Pequizeiro localizado em Timon – MA. piquiá. Ribeiro. . almendro. Pequi: do tupi.21 Embora a maioria das Caryocaraceae seja proveniente da Região Amazônica. surgindo durante os meses de setembro a dezembro. quatro estiletes. O pequizeiro é uma planta arbórea. em referência ao fruto globoso. amêndoa-de-espinho. py: pele + qui = espinho. suari ou pequi (Almeida e Silva. pequerim. 2000). grão-de-cavalo. Os nomes comuns são piqui.. (Ferri. ordem Guttiferales. 2005). uma das espécies mais marcantes da flora brasileira é o pequizeiro (Caryocar sp. 1994. com tronco tortuoso de casca áspera e rugosa. com aproximadamente 10 m de altura (Figura 1). Caryocar: do grego caryon = núcleo ou noz + kara = cabeça.

respectivamente. Em Oliveira (2009). foram avaliadas as características físicas da espécie Caryocar coriaceum na Chapada do Araripe. e as médias dos diâmetros maior e menor foram.36 cm. mas. ocasionalmente. a casca representou 82% do fruto.6%. O peso médio do fruto foi de 90. O óleo retirado das sementes do pequi.58 cm e 5. de 5. ficando o da polpa em 8. com pico em setembro. a floração ocorre de agosto a novembro (chuvas). em média. conferindo também a espécie C.33 g e representou 73.48 cm. o da amêndoa de 2 a 4 g. A frutificação ocorre. . a polpa 7% e a amêndoa cerca de 1%.8 cm e as médias dos diâmetros menor e maior foram. um subproduto do pequi é a castanha.08 cm. além de sabão (Brandão et al. geralmente.14 g. Prefere climas quentes. 1972.22 Segundo Almeida (1998b). a frutificação não é regular.4 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Segundo Vera et al. embora possam ser encontrados frutos em dezembro e abril. o endocarpo 4. Cada planta fornece. Esses autores avaliaram e caracterizaram fisicamente frutos de pequizeiro (Caryocar brasiliense) no estado de Goiás e observaram que a altura média dos frutos foi de 5. sendo ideal nas regiões Norte. no Ceará. o da casca de 20 a 117g. respectivamente. 1989). uma conformidade esférica ao fruto. 2.48 g. O peso médio de polpa ficou em 10. o que confere certa conformação esférica dos frutos. De acordo com Santos (2004). o da casca em 66. de 5. 2002).72%. possui propriedades aromáticas e é utilizado na fabricação de licores e produção de paçoca. A altura média do fruto foi de 5. Em média. denominado manteiga de pequiá. O peso unitário dos frutos encontrado variou de 50 a 250 g. (2005). havendo anos de grande produção e anos de produção baixa (Barradas. contudo. até 6 mil frutos ao ano.31% do peso total do fruto. nos meses de janeiro a março.54 cm e 6. O peso médio do fruto foi em torno de 120 g.61% e o da amêndoa em 1. em outras épocas após as chuvas ou roçados. o período de safra do pequi ocorre nos meses de setembro a fevereiro.. Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. 1997). Esse óleo é utilizado como remédio (Pozo. coriaceum. Andersen e Andersen. da qual se extrai óleo.

00 6. a umidade relativa do ar durante o período de floração e desenvolvimento dos frutos. valor energético (kcal/100 g) e vitaminas (mcg/100 g) da amêndoa e da polpa de pequi. os frutos possuem essas características. . 1998).00 12. é relatado um teor de óleo na polpa do fruto de pequi de 10%.00 463. do complexo B (tiamina. Pequi (amêndoa) 99.35 Pequi (polpa) 121. da espécie C. frutos com maiores massas de polpa e de amêndoa.000.60 1.23 2. Composição Calorias Glicídios Proteínas Lipídeos Fibra Vitamina A Vitamina B1 Vitamina B2 Vitamina C Niacina Adaptado de Sano e Almeida. riboflavina e niacina) e C (ácido ascórbico).02 10.39 Algumas características peculiares do pequi são muito importantes para o mercado in natura. como frutos maiores e de melhor aparência visual. 1992.5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICO-NUTRICIONAIS Existem vários estudos sobre o valor nutricional do pequi. Sano e Almeida. brasiliense.00 0.00 360. Na Tabela 1 é mostrada a composição química da polpa e da amêndoa (Franco. (1998). Sano e Almeida (1998) obtiveram um teor de fibras na polpa de 17. Por exemplo.10 20. sendo ainda é rica em vitamina A e proteínas.12 6. Franco. TABELA 1: Composição química (g/100 g). onde observa-se que tanto a polpa quanto a amêndoa apresentam quantidades significativas de vitaminas A (retinol). além de solos mais arenosos.. pois essa região apresenta condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento e produção do pequizeiro. Em Almeida et al.00 17.20 0. recebendo com isso um maior aporte de água do solo durante o seu desenvolvimento (Vera et al. 1992. proporciona a maturação mais tardia dos frutos.30 21. a temperatura.00 10.10%.00 30.10 0. 2005). Estudos evidenciaram que na região de Mambaí.90 . 1998. estado de Goiás.76 1. 650.

Zn (53. as espécies arbóreas possuem uma grande variedade de diferentes sistemas reprodutivos.96 mg/100 g)..94%). 2005). A farinha apresentou um valor considerável de fibra alimentar (39.2%) (Facioli e Gonçalves. mostrando.9%) e ácido palmítico (40..18 mg/100 g). 1998).76%) foi superior ao da farinha de mandioca (1. essenciais na fabricação de determinados produtos. De modo geral. Couto (2007) estudou o uso da farinha da casca do pequi na elaboração de pão de forma.93 mg/100 g). bem como contribui para o estabelecimento da conservação in situ das populações naturais. garante o estabelecimento de práticas conservacionistas efetivas e eficientes. para se conhecer como a . segundo Frankel et al. com predominância de alogamia (Ward et al.0 mg/100 g). 2000). (1995). 2. o teor na farinha também foi superior ao da polpa (19. a amêndoa apresenta Na (2. Machado e Lopes. Zn (65. Fe (26. sendo superior ao da polpa (11.06 mg/100 g) e K (0.76%) e o teor de lipídios (1.. Mg (0. Oliveira e Gibbs. P e K não foram relatados na amêndoa deste estudo. Esse alto teor de óleo somado às suas características químicas e antioxidantes e algumas características específicas torna o óleo da polpa de pequi uma boa fonte de matéria-prima na indústria cosmética (Silva.54%) equipara-se ao da farinha de trigo (1. Mn (14. Entretanto. 2005. 2004. Por sua vez.24 Dados da composição em ácidos graxos do óleo da polpa e da amêndoa de pequi mostraram que são constituídos na sua maior parte por ácido oléico (53. Quanto aos minerais.69 mg/100 g).9 mg/100 g).66%). que lhe conferem características únicas e valiosas de cristalização e de derretimento. 1998).32 mg/100 g). Mn (5. 2005). Mg. as espécies arbóreas apresentam maior nível de diversidade genética dentro de populações que entre populações e o sistema de cruzamento é misto (Berg e Hamrick.63 mg/100 g) e Cu (15.60%). Cu (4.57 mg/100 g). Sendo assim. O teor de proteína (5. 1997). 1994). Fe (15. com ponto de fusão próximo à temperatura do corpo humano (37ºC) (Castanheira. Kageyama e Gandara (1993) apontam que este entendimento é a base para aplicação de técnicas de manejo.37 mg/100 g). a polpa do pequi apresenta Na (20. associados às complexas interações com agentes polinizadores e dispersores de sementes (Gross.05 mg/100 g). P (0.82 mg/100 g).3%). que o consumo associado de polpa e amêndoa constitui enriquecimento importante da dieta regional em manganês e fósforo (Almeida et al.6 DIVERSIDADE GENÉTICA Conhecer os padrões de distribuição da variação genética dentro e entre populações naturais. Em carboidratos totais (50. portanto.97%).

conflito e violência (Leff. eventos casuais e processos de crescimento. o sistema de cruzamento bem como alguns fatores ambientais que possam influenciar ou direcionar de forma agregada à distribuição da variação (Hamrick. o desenvolvimento social e a proteção ambiental. O desenvolvimento sustentável vem sendo divulgado por todo o planeta como uma forma mais racional de prover uma qualidade de vida socialmente justa (Mello. o modo de reprodução. responder às necessidades do presente de forma igualitária. como variação no conjunto gênico. o estudo da diversidade e da estrutura genética em populações arbóreas é importante para que se entenda como esta diversidade é distribuída e quais as características do ambiente ou da espécie que influenciam essa distribuição. como o mecanismo de dispersão de pólen e sementes. 2. Esse paradigma reconhece a complexidade e o inter-relacionamento entre as questões da degradação ambiental como: decadência urbana. A exploração dos recursos naturais deve ser de forma racional e sustentável. organização desta variação dentro de genótipos. provisão da autodeterminação social e da diversidade cultural e manutenção da integração ecológica (Pires. em 1986. 2004). estabeleceu que o desenvolvimento sustentável busca responder: integração da conservação e do desenvolvimento. satisfação das necessidades humanas básicas. o desenvolvimento sustentável é construído sobre três pilares interdependentes e mutuamente sustentadores: o desenvolvimento econômico. 1989). alcance da equidade e da justiça social. 1982). Nesse sentido. PNUMA e Fundo Mundial para a Natureza – WWF. sistema de reprodução que controla a união dos gametas para a formação das progênies. seleção. mutação. O desenvolvimento e a manutenção da estrutura genética ocorrem devido às interações de um conjunto complexo de fatores evolutivos. deriva. A estrutura genética refere-se à distribuição dos alelos e genótipos no espaço e no tempo.7 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL O emprego do conceito desenvolvimento sustentável teve origem no documento elaborado em 1980 pela União Internacional para a Conservação da Natureza – UICN. 2002). saúde. crescimento populacional. Este conceito . 2005). A Conferência de Ottawa. Dessa forma. ou seja. mortalidade e reposição dos indivíduos que darão origem às populações futuras (Hamrick. patrocinada pela UICN. 1996). igualdade de gêneros. mas sem comprometer as possibilidades de sobrevivência e prosperidade das gerações futuras (Martins.25 variação genética está distribuída é necessário o conhecimento dos fatores intrínsecos à espécie. distribuição espacial dos genótipos.

Para Thomas (2004). o uso sustentável são todas as ações que procuram garantir o futuro de um lugar. para que o seu extrativismo não a leve a extinção. Do pequizeiro aproveita-se sua madeira (para confecção de pilões e estacas).26 traduz várias idéias e preocupações devido à gravidade dos problemas atuais. o conceito de desenvolvimento sustentável aponta caminhos. ainda sendo empregado em programas de recuperação de áreas degradadas e em programas de renda familiar. . Se corretamente utilizado. 2008). folha (para confecção de veneno para peixes) e fruto (tanto a polpa como a amêndoa são utilizadas para o feitio de azeite. A sustentabilidade está interligada com o comportamento e a ação de cada um de nós. cosméticos e consumo in natura). solidária e corajosa (Neves. respeitando o ser humano e conservando o meio ambiente. No caso do pequi. resgata vivências e experiências e convida todos para uma ação coletiva. Pozo (1997) realizou estudos nas comunidades do norte de Minas Gerais e observou que a vegetação do Cerrado é explorada de forma extrativista. logo é uma espécie que necessita ser explorada de forma sustentável.

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32 Artigo 1 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM.) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL ENVIADO À REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .

Recursos genéticos. Variabilidade fenotípica. Cu.33 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICO-NUTRICIONAIS DE FRUTOS DE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. A polpa e a amêndoa mostraram-se ricas em termos nutricionais. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. massa média da casca. relação comprimento/diâmetro médio do caroço. Bióloga. 64. CEP. a população de Alto Longá.049-550..) DE OCORRÊNCIA NATURAL NA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL1 KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2. Av. percentagem de polpa. Av. Teresina-PI E-mail: klegea@hotmail. proteína bruta. bem mais rica. 1310. massa média da amêndoa.com 3 Eng. Mg. sendo a amêndoa. Os frutos foram coletados no estádio de maturação (frutos caídos no chão). Mn. carboidratos totais. é uma promissora fonte de variabilidade para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais estudados. fibra bruta. 5650. cinzas. relação comprimento/diâmetro médio do fruto. energia e minerais (P. Universitária. porém. PhD. Na polpa e na amêndoa foram analisadas as características químico-nutricionais: umidade. Palavras-chave: Fruteira nativa. Analisaram-se as seguintes características físicas do fruto: massa média. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa e espessura média da casca. CEP: 64006-220. VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO Este trabalho teve como objetivo avaliar a variabilidade de características físicas e químiconutricionais do fruto de seis populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. K. gordura. Zn e Fe). Observou-se elevada variabilidade fenotípica entre as populações para a maioria dos caracteres analisados. MSc. Duque de Caxias. na safra de 2008. massa média do caroço. no Piauí. Embrapa Meio-Norte. Teresina-PI.embrapa. Submeteram-se os dados à análise de variância e compararam-se as médias das populações por meio do teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. os quais formam a região Meio-Norte do Brasil. Em média. Ca. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. E-mail: valdo@cpamn.. Agr. Caryocar coriaceum.br .

Cu. however. It was observed a high phenotypic variability among populations for most analyzed traits. pulp percentage. energy and minerals (P. crude fiber. crude protein. fruit length/fruit mean diameter ratio. On average. Zn and Fe). . The following fruit physical characteristics were analyzed: average mass. ash. hull average mass. is a promising source of variability for most physical and chemicalnutritional studied. kernel length/kernel mean diameter ratio and peel average thickness. much richer. being the kernel. Caryocar coriaceum. kernel average mass.) POPULATIONS OF NATURAL OCCURRENCE IN THE MID-NORTH REGION OF BRAZIL ABSTRACT The objective of this work was to evaluate physical and chemical-nutritional fruit characteristics of six pequizeiro populations from natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. which form the Mid-North region of Brazil. In the pulp and kernel were analyzed the following chemical-nutritional characteristics: moisture. at the harvest of 2008. Phenotypic variability. Key-words: Native fruit tree. the population of Alto Longá. K. Ca. stone length/stone mean diameter ratio. from Piauí State. Fruits were collected at the maturity stage (fruits lying on the ground). Mn. The data were submitted to the variance analysis and population means were compared by Scott-Knott grouping test at 5%. Genetic resources. total carbohydrates. fat.34 PHYSICAL AND CHEMICAL-NUTRITIONAL FRUIT CHARACTERISTICS OF PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum WITTM. Both pulp and kernel are rich in nutritional terms. Mg. stone average mass.

) e o pequizeiro (Caryocar coriaceum Wittm. com pluviometria anual entre 1000 e 2500 mm (Rebouças. (2010) revelou um teor de proteína de 2. 2007) e de 7. 2006).09% e de lipídeos de 23. indústria de lubrificantes e. Já na espécie C. 2009) e a caracterização químico-nutricional de frutos dessa espécie (Oliveira et al... dentre essas.. 1998.34 mg 100 g-1 de carotenóides totais (Oliveira et al. Além do Meio-Norte. cujos frutos são amplamente utilizados pelas populações locais.75 a 11. O pequizeiro pertence à família Caryocaraceae e ao gênero Caryocar (Franco & Barros. Mesmo diante do rápido avanço da fronteira agrícola e da urbanização sobre a vegetação nativa.0% de proteína. 2006). 2006).19%. Em termos de valor nutricional tem sido relatado na literatura que a polpa de pequi.07 a 33. Ca. e pode produzir de 500 a 2000 frutos/safra (Silva. merecem destaque o bacurizeiro (Platonia insignis Mart. Vera et al. Poucos são os estudos encontrados na literatura envolvendo a biometria (Silva & Medeiros Filho.. 26.4% de lipídeos (Araújo. pouco tem sido feito para que o germoplasma ainda existente dessa espécie e seu potencial de uso sejam conhecidos. 1998). 2006). De acordo com Pozo (1997).). sendo constituído pelos estados do Maranhão e do Piauí e é uma zona de transição entre a Amazônia e o Sertão. 1992). especialmente da espécie C.. A planta apresenta porte arbóreo. Caracteriza-se pela diversidade de ecossistemas. Bahia. Pernambuco e Goiás (Lorenzi. coriaceum. com destaque para as espécies frutíferas nativas. que atinge em média de 6 a 8 m de altura. Villela.35 1 INTRODUÇÃO O Meio-Norte é um dos quatro domínios geoambientais do Nordeste Brasileiro. Lima et al. apresenta em torno de 2. apesar do fruto ser rico em nutrientes e das variedades de usos (Oliveira et al. especialmente P. em indústrias farmacêuticas e de cosméticos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a variabilidade de características físicas e químico-nutricionais de frutos de seis populações de pequizeiro de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. 2006. não tem merecido a devida atenção da pesquisa. 1995. Cu e Fe. coriaceum Wittm. brasiliense Camb. como matéria-prima para produtos terapêuticos (Paula-Júnior et al. 1992). Oliveira et al.. 2007. em condimentos. . Contudo... a polpa de pequi também é rica em vitamina A e em minerais. 2006. o estudo de Oliveira et al. 1997). ainda. a espécie C. que engloba 16 espécies das quais 12 tem ocorrência no Brasil (Franco. O pequi pode ser utilizado no preparo de pratos típicos. espécie C. óleos e bebidas adocicadas (licores). coriaceum ocorre também nos estados do Ceará. 2010).. o pequi. Oliveira.6 a 6.

PI. relação comprimento da amêndoa/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). onde foram armazenados em freezer (-20°C) até o momento das medições físicas. percentagem de polpa (%POLPA). os frutos foram acondicionados em sacos plásticos e transportados para o Laboratório de Fisiologia Vegetal da Embrapa Meio-Norte. Depois de coletados. utilizando amostra média de 15 frutos/planta.1 Localização e descrição da área de estudo O estudo abrangeu seis municípios: três no estado do Maranhão (Timon.2. em Teresina.2 Análises laboratoriais 2.1 Análises físicas As medições das características físicas dos frutos maduros foram realizadas no período de março a junho de 2008. . coletando-se frutos no estádio de maturação completa (frutos caídos no chão). relação comprimento do caroço/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). Foram estudadas um total de 36 plantas-matrizes de pequizeiro. massa média do caroço (MMCa). A escolha desses municípios foi em função da facilidade de acesso e da elevada ocorrência do pequizeiro. relação comprimento de fruto/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). e as dimensões foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital e expressas em centímetros. A coleta dos frutos foi realizada no período da safra (fevereiro/março) de 2008. distribuídas nas seis populações. 2.36 2 MATERIAL E MÉTODOS 2. massa média da amêndoa (MMA). Foram tomadas as seguintes medidas físicas: massa média de fruto (MMF). cada um correspondendo a uma população. com o número de plantas-matrizes por população variando de três (Caxias) a 10 (Barras). Caxias e Afonso Cunha) e três no estado do Piauí (Alto Longá. Barras e José de Freitas). massa média da casca (MMC). As medidas de massa foram obtidas em balança digital e expressas em gramas.

foram extraídas com o auxílio de um torno mecânico. . a polpa e os caroços foram secos em estufa de circulação forçada de ar à temperatura de 65°C. 2. 1985). carboidratos totais (CT).37 2.3 Análises dos dados As medidas das características físicas de fruto foram submetidas à análise de variância considerando um delineamento estatístico inteiramente ao acaso com seis tratamentos (populações) e frutos por planta sendo utilizados como repetições. As análises foram realizadas utilizando o programa GENES (Cruz. K. gordura (GORD). Após o processo de extração. para a análise de variância dos dados das análises químico-nutricionais também considerou-se um delineamento estatístico inteiramente ao acaso com seis tratamentos (populações). Da mesma forma. expressa em kcal 100 g-1) e teor de minerais (P. PI. porém com três repetições. expressos em MG 100 g-1). e os teores de CT e ENERG conforme metodologia de Moretto et al. os frutos foram descongelados e a polpa extraída manualmente. então. até peso constante. As medidas de GORD. no período de agosto de 2008 a maio de 2009. Zn e Fe. Cu. (2002). Mn.2. teor de energia (ENERG. As seguintes características químico-nutricionais foram analisadas: porcentagem de umidade (UMID). FB CZ. em Teresina. fibra bruta (FB). As médias de populações foram comparadas por meio do teste de agrupamento Scott-Knott a 5%. A polpa e as amêndoas foram trituradas em processador e as amostras acondicionadas separadamente em embalagens plásticas emerticamente fechadas e novamente armazenadas em freezer (20°C) até o início das análises químico-nutricionais. As amêndoas. Ca. PB. com o auxílio de faca de cozinha. proteína bruta (PB). Mg. UMID e minerais foram obtidas de acordo com as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz (Instituto Adolfo Lutz.2 Análises químico-nutricionais As análises químico-nutricionais foram realizadas nos Laboratórios de Bromatologia da Embrapa Meio-Norte e do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí (CCA/UFPI). 2001). cinzas (CZ). Após as medições físicas.

com 231. massa média da casca (MMC). A população de Timon apresentou ainda a maior média para a relação CCa/DMCa e diferiu estatisticamente das demais populações. sobressaíram-se em relação às demais em porcentagem de polpa (%POLPA). 183.05) das demais populações. ambas no Maranhão. Vera et al. diferindo significativamente (P<0. respectivamente. obtiveram as menores médias para essas características. a população de Timon. 1. exceto da população de Timon em MMA. no Maranhão. brasiliense de diferentes populações do estado de Goiás também relataram diferenças entre populações para a maioria dos caracteres estudados. as populações de Afonso Cunha e Caxias. 2.4 g. diferindo significativamente das demais populações.38 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.29%). no Piauí. A população de Alto Longá. 2007) estudando diferentes pequizeiros da espécie C. foi a que apresentou as maiores médias de massa média do fruto (MMF). As populações de Timon. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa) e espessura média da casca (EMC). as populações de Timon (7.09 g.84%) e Caxias (7.4 g. massa média da amêndoa (MMA).06 e 14. Por sua vez.59%). apresentaram maiores médias. e as populações do Piauí.24 cm. Em relação à massa média do caroço (MMCa). . no Maranhão. no Piauí.1 Características físicas A análise de variância indicou efeito significativo de populações para todos os caracteres físicos de fruto estudados (Tabela 1). Caxias e José de Freitas também mostraram maiores médias para a relação comprimento/diâmetro médio do fruto (relação CF/DMF). Por sua vez. e de José de Freitas (7. (2005.

24 a 12. uma vez que os . MMCa e EMC.52 b 0.4 b 124.5 b 21. CE.7 a 26.07 a 2.30 29.7 b 113. os resultados obtidos por essa autora (média de 10. observa-se pela Tabela 1 que as populações do Piauí se sobressaíram em relação às do Maranhão em MMF.67 b 0. em média. DMF: Diâmetro médio do fruto. DMA: Diâmetro médio da semente.52% e variação de 5.84 a 5.86 d 9.85 28.95 MMA (g) 1. MMF: Massa média do fruto.91 b 1.26 a 2.9 c MMC (g) 97. Já para MMA.5 b 166.10 0.87 d 10. coriaceum.86 a 2.88 a 7.7 c 133. Por seu turno.7 a 25.39 TABELA 1. no que se refere a %POLPA. Oliveira (2009) obteve MMF variando de 46. que a variabilidade presente nas populações de pequizeiro do Meio-Norte é menor que aquela detectada no Vale do Cariri.81 9. e EMC: Espessura média da casca. CF: Comprimento do fruto.29 a 6.90 c 11. 1. CA: Comprimento da amêndoa.63 d 0. nas colunas.52 b 0.4 b 231. MMC: Massa média da casca. de ocorrência no Vale do Cariri. DMCa: Diâmetro médio do caroço.51 0.65 c 0.74 b 7.06 a 1.84 19.84%).49 153.57%) foram bem superiores aos obtidos neste trabalho (média de 6.4 a 183.09 g). inferior à obtida no presente estudo (1.01 10.98 b 1.2 b 131.54 a 0. MMCa: Massa média do caroço.56 g. porém.53 a 0.68 g vs.23 a 140. valores esses inferiores.2 b 25.88 b 2.01 b 0. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.76 % Relação Relação Relação EMC POLPA CF/DMF CCa/DMCa CA/DMA (cm) 5.59 a 7.4 a 173. a menor amplitude de variação obtida no presente estudo não indica. essa autora obteve média de 1. Porém.54 a 0.07 b 10.81 133.01 b 1.88 b 7.53 7.09 a 1.58 e 0.6 a 25.90 23. Para os demais caracteres.V.48 g. com maior amplitude de variação (0. aos obtidos neste trabalho. Do ponto de vista do aproveitamento da polpa do fruto. portanto.64 d 0. Em estudo de caracterização de frutos de pequi da espécie C.78 b 1.67 4.01 b 1.(%) MMF (g) 140.64 ¹Médias seguidas de mesma letra.69 a 0.2 b 173. com média de 90. No entanto.91 33.66 c 14. MMA: Massa média da amêndoa. apresentaram como caracteres negativos maiores médias de MMC.93% e variação de 5. maiores médias de MMC e MMCa não são desejáveis.7 a 27. Em geral. pois nesta situação o teor de polpa tende a ser menor.93 25. Características físicas de frutos de seis populações de pequizeiros de ocorrência nos estados do Piauí e Maranhão Populações¹ Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C. não se observou nenhuma relação da variabilidade observada com o fato das populações estarem localizadas no Maranhão ou no Piauí (Tabela 1).26 c 1.85 g).51 b 0.21 1. houve predominância das populações do Maranhão sobre aquelas do Piauí em %POLPA. CE.23 g. CCa: Comprimento do caroço. necessariamente.6 c MMCa (g) 19.0 c 98. Por outro lado.00 b 1.98 b 5.99 a 14.

36%) e Vera et al.91% (população de Afonso Cunha-MA).5%). exceto cinza (CZ) (Tabela 2).62% (população de José de Freitas) a 53. 3. Na polpa.40 resultados apresentados por Oliveira (2009) são de plantas individuais. enquanto que na amêndoa a variação foi de 47. ao contrário daqueles aqui apresentados. bem mais elevado. o teor médio de umidade (UMID) variou de 25. coriaceum (55. os quais referem-se à populações. e características da amêndoa. exceto gordura (GORD) e energia (ENERG) (Tabela 2) e Mn (Tabela 3).51%) obtido neste trabalho foi bem inferior àqueles relatados por Oliveira et al.2 Características químico-nutricionais Os resultados das características químico-nutricionais da polpa e da amêndoa das seis populações de pequizeiro estudadas estão apresentados nas Tabelas 2 e 3. Foi inferior também aquele obtido por Lima et al. (2007) e Mariano (2008) para C. . Houve variação significativa entre populações para todas as características estudadas da polpa.21% (população de Alto LongáPI). (2010) também para C. que a UMID da polpa. brasiliense (51. (2007) para C.25 e 48. portanto. brasiliense (41. O valor médio de UMID da polpa (31.48% respectivamente).21% (população de Timon-MA) a 37.

82 a 51. fibra bruta (FB). proteína bruta (PB).56 c 32.V.05 a 2. cinzas (CZ).72 a 48.32 b 58.49 a 3.(%) ------------------------------- ------------------------------------.53 9.42 a 4.93 a 52.62 b 25.27 59.63 a 2.29 3.21 a 52.Na polpa --------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.55 27.41 b 5.74 a 273.13 c 3.81 b 3.54 12.77 c 55.21 b 53.15 c 3.28 8. .Na amêndoa ----------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon_MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.73 2.84 ------------------------------------.47 b 2.26 b 2.29 a 3.10 a 24.22 a 459. (%) 37.09 a 35.40 c 32.22 31.85 36.52 10.47 a 2.47 a 21.51 12.36 c 33.45 a 2.17 d 4.39 337.66 a 57.09 5.V.67 a 14.58 a 445.91 a 20.74 b 28.18 a 469.38 3.81 b 30.91 a 30.83 c 5.06 b 323.29 a 26.40 b 2.31 a 335.72 a 2.84 a 25.21 c 33. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.05 b 23.42 444.89 b 27.44 9.91 b 31.25 a 319.29 15.25 b 27.62 b 50.13 b 33. Teores médios de umidade (UMID).97 c 4. nas colunas.32 b 2.41 a 335.09 c 3.22 a 1.71 a 47.12 10.5 4.34 b 2.83 5.29 1.14 a 48. gordura (GORD).08 20. coriaceum da região Meio Norte População¹ UMID CZ GORD PB FB CT ENERG (kcal 100 g-1) --------------------------------.52 b 32.58 a 451.17 a 45.89 a 49.16 b 33.52 a 3.98 a 2.74 a 2.27 b 3. carboidratos totais (CT) e energia (ENERG) da polpa e da amêndoa de seis populações de C.00 45.11 c 38.18 a 2.42 a 44.68 a 59.88 28.34 a 59.44 a 50.28 13.34 a 55.67 13.47 a 415.62 b 21. (%) 52.57 a 3.21 a 447.35 ¹Médias seguidas de mesma letra.41 TABELA 2.57 a 3.97 a 6.01 c 296.

58 19.81 989.01%) superior ao obtido neste trabalho.91 b 2.28 ¹Médias seguidas de mesma letra.57 c 1021. coriaceum de ocorrência na região Meio-Norte População¹ Macroelementos (mg 100 g-1) Ca P K Mg Microelementos (mg 100 g-1) Cu Mn Zn Fe -----------------------------------------. em ambos os casos.39 b 103.98 34. a média de CZ encontrada neste trabalho foi inferior no caso da amêndoa (2.91 1.93 576.94 b 1.97 b 3.03 15.35 c 1. Em relação ao teor de GORD da polpa sobressaiu-se a população de Caxias. diferindo significativamente das demais populações. A população de Afonso Cunha.97 12.21%) inferior ao obtido neste trabalho.74 86.43%).09%.65 10.97 b 604.72 a 1.31 29. não houve altas amplitudes de variação (Tabela 2).63%).71 a 1.86 b 1.55 9. apresentou a maior média (3.78 b 1146.V.97 b 926.62 a 3.21 a 1. não apresentam diferença estatística entre si pelo teste de agrupamento Scott-Knott a 5%.49 a 3.10 a 2.29 a 1.26 6. esse teor foi bem inferior no caso da polpa (0.01 a 1.67% vs.21 b 148.45 8.97 b 6.09 c 130. Contudo.93 1.66 b 2.20 a 4.01 c 96.43 b 0.90 a 72.24 6.33 a 1.12 6. mas bem superior no caso da polpa (2. também no Maranhão. seguida da população de Timon. 3.03 b 90.25 b 101.58 b 147.57 a 532.27 3.59 8.Na amêndoa -----------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C. com 38.05%) para o teor de cinzas (CZ) na amêndoa. quando comparada com os valores médios de CZ obtidos por Oliveira et al.42 TABELA 3. Teores médios de minerais da polpa e da amêndoa de seis populações de C.06 a 420.04 487. Mariano (2008) também obteve teor médio de CZ na polpa (1. Observa-se que as médias de CZ na polpa e na amêndoa estão muito próximas e.60 a 560.11 2.05 b 2.70 20.67 a 460.73 a 2.53 ------------------------------------------. com 35.99 a 541.74 c 977. (%) 76.90 a 170. (2010).27 a 87.43 16. porém.44 b 980.82 b 90.44% vs.65 b 102.01 a 6.28 a 83.54 b 554. no Maranhão.16 a 1.63 a 1. Não houve diferença estatística entre as demais populações em GORD.54 b 0.31 c 84. 0.45 c 1.V.53 b 0.59 a 546. as quais não diferiram entre si.39 c 1.80 a 795.78 b 592.27 a 5.17 a 156.86 b 4.41 a 3.61 a 181.88 a 1008. Lima et al.32 b 3.46 a 124.04 b 63.16 b 886.66 a 126.21 a 3.41 a 2.06 0.23 c 2.86 b 698.63%).17 b 3.48 d 1344.85 b 2.94 b 3. no Maranhão.69 b 457.15 a 1.26 b 3.08 b 145.22 a 7.80 b 4. Já na .39 a 115.92 a 3.85 105.50 1106.62 b 5.30 b 177. nas colunas.01 b 4.25 a 345.75 a 0.42 b 163.71 3.99 18.56 b 122. (2007) também obtiveram para C.66 a 0.Na polpa ------------------------------------------Afonso Cunha-MA Caxias-MA Timon-MA Alto Longá-PI Barras-PI José de Freitas-PI Média C.06 c 1221. brasiliense teor médio de CZ na amêndoa (4.06 a 3.67 8.76 a 0.13 b 965.16%.75 7.(%) 141.32 b 546.01 5.

19% e 48. no Piauí. destacaram-se as populações de Timon e Caxias.52% vs. no Piauí. apenas a população de José de Freitas. sobressaíram-se nos teores de proteína bruta (PB) na polpa (3.34% e 323. Já na amêndoa. Em C. a média de GORD (33. Por sua vez. (2010) também encontraram maior média de GORD na amêndoa de C.41 kcal 100 g-1). (2010) em seu estudo com C. esses resultados são bem inferiores aos relatados por Lima et al.11% respectivamente). apresentaram. Lima et al.68% e 335. portanto. cerca de 10 vezes maior aquele obtido na polpa. sobressaiu-se em PB na amêndoa (33. Oliveira et al.25 kcal 100 g-1) e Alto Longá (58.74% na polpa e na amêndoa.81 a 3.66 e 335. Conforme pode ser observado pela Tabela 2. no Maranhão. enquanto que na amêndoa apenas a população de Afonso Cunha.43 amêndoa teor médio de GORD foi 44. indicando que a amêndoa de C. Em FB na polpa. e Barras. não houve diferença significativa entre as populações (Tabela 2). as médias de GORD (polpa e amêndoa) obtidas neste trabalho estão bem próximas daquelas relatadas por Lima et al. (2007). no Maranhão. no Piauí. Neste trabalho.31 kcal 100 g-1). (2007) em C.9% superior ao relatado por Oliveira et al. com outras frutas tropicais (Franco.62%) . brasiliense (26.42% e de 1. no Maranhão. as médias de GORD tanto na polpa quanto na amêndoa obtidas neste trabalho foram superiores àquelas obtidas por esses autores (33.02% para a polpa e 8.84%). brasiliense. também. as médias de PB foram bem maiores na amêndoa.53%) também foi superior as médias obtidas por Oliveira et al. e diferiram estatisticamente das demais populações.28%) e na amêndoa (25. (2007).53% vs. 23. Contudo.20% para a amêndoa e porém são um pouco superiores no caso da amêndoa. coriaceum. A variação no teor de fibra bruta (FB) foi de 4. coriaceum é riquíssima em proteínas quando comparada com a polpa e. teve média de CT (14. (2006) e Vera et al. os maiores teores de CT e ENERG na polpa. em média.36% respectivamente) e pouco um pouco inferior ao teor médio de 37. no Piauí. José de Freitas (59. o conteúdo de PB na amêndoa foi.51% respectivamente). enquanto a população de Alto Longá. e de Barras (59. (2007) obtiveram teores médios de PB na polpa (3. 1992) e. No caso da polpa. Por outro lado.93% e 337.74 kcal 100 g-1). o teor médio de PB na polpa encontrado neste trabalho foi cerca de 61. ambas no Maranhão. têm condições de serem melhor aproveitadas na alimentação humana. Mariano (2008) também obteve teor médio de PB na polpa (3. as populações de Afonso Cunha (59. coriaceum.81% obtido por Mariano (2008).57%).71% superior que o teor médio da polpa.27%) similares aos obtidos neste trabalho. 35. respectivamente.71 e 19. respectivamente (Tabela 2). Quanto aos teores de carboidratos totais (CT) e energia (ENERG). porém.4 e 51.2%) similar ao deste trabalho. em C. brasiliense (33. No caso da polpa. que foram 6.17 a 6. As populações de Afonso Cunha. teve média estatisticamente inferior às das demais populações.

respectivamente. a introdução de material genético dessa espécie talvez seja uma estratégia mais eficiente.67 mg 100 g-1). pelo seu valor energético. No que se refere aos teores de minerais (Tabela 3). é importante a preservação das populações estudadas e. Já na amêndoa. Contudo. em geral. poderia ser aproveitada para uso como amêndoa.80% e 292. o que reforça a necessidade de um melhor aproveitamento da amêndoa na alimentação humana. As populações de Afonso Cunha. exceto a de José de Freitas. observa-se que a amêndoa é bem mais rica que a polpa em praticamente todos os minerais analisados.28 kcal 100 g-1) da polpa obtidos neste estudo são superiores aos teores médios desses nutrientes obtidos por Oliveira et al. e José de Freitas. das populações de Afonso Cunha. no Piauí. se destacaram das demais nos teores de P na polpa (105. sem diferir. enquanto que a população de José de Freitas teve a maior média de K na polpa (554. no Piauí. ao mesmo tempo. apenas a polpa tem uso variado na culinária. maior potencial como fonte de genes para incrementar os teores de CT e ENERG na polpa. brasilense bem maior (Gonçalves. 2007. (2010) também para C. verifica-se que a polpa é mais rica em CT e a amêndoa em ENERG (Tabela 2). na forma de óleo ou azeite de pequi (Araújo. contudo.27 mg 100 g-1) e as duas populações do Piauí (José de Freitas e Alto Longá) no segundo.88 mg 100 g-1).. Os teores médios de CT (57. houve . Em Ca e Mg na polpa. Comparando os teores médios de CT e ENERG na polpa e na amêndoa. 1995).4 e 598. 2007). coriaceum (18. Timon e Alto Longá.24 kcal 100 g-1 respectivamente). Neste aspecto. A amêndoa tem uso mais indireto. aliado ao elevado teor protéico.100 g-1 na polpa e amêndoa. as quais não diferiram entre si. Esses resultados são importantes no aproveitamento mais completo do fruto na alimentação humana. No entanto.10 a 26. as quatro populações mencionadas acima apresentam. Contudo.91%). os teores médios obtidos neste estudo são inferiores aos relatados por esses autores (358. no Maranhão. embora sem diferirem entre si no primeiro caso. aproveitá-las no melhoramento do pequizeiro visando obter cultivares ou clones com frutos de melhor qualidade nutricional. são igualmente promissoras. em função do valor energético do fruto de C. destacou-se no teor de K na amêndoa (1146.83%) e ENERG (319. Lima et al. no caso de ENERG (polpa e amêndoa). Na amêndoa. Atualmente.44 estatisticamente inferior às das demais populações (20. as seis populações. A população de Alto Longá. As médias de CT (polpa e amêndoa) obtidas neste trabalho também são bem superiores àquelas obtidas por Lima et al. destacaram-se as populações de Barras no primeiro elemento (148. brasiliense. Dessa forma.8 mg 100 g-1).3 kcal. respectivamente). (2007) em C.9 mg 100 g-1) e na amêndoa (1344.

brasiliense. foi inferior aquele relatado por Ferreira et al. Os teores médios de P (83. superiores e inferiores aos teores desses elementos encontrados por Oliveira et al. Foram. (1987). àqueles obtidos por Ferreira et al. coriaceum.3 vezes maiores que os valores médios obtidos por Oliveira et al. 1.76 mg 100 g-1) e Fe (3.100 g-1) da polpa obtidos no presente trabalho (Tabela 3) são. Em relação aos microelementos. coriaceum da Chapada do Araripe-CE (Oliveira et al. Na polpa. 6.21 mg 100 g-1). No caso do P.01 mg 100 g-1 e de 3. (1987) e Hiane et al. No caso da amêndoa. os teores médios de P. 2.. também sobressaíram-se as populações do Piauí nos teores de Mn (2. também. São superiores. coriaceum. (2010) com C. (1987) também para C. cerca de 3. respectivamente. aos teores de P e Ca obtidos nos estudos de Hiane et al. (1987). No caso do Ca e Mg.41 a 3. Os teores de Cu e Mn são bem superiores também àqueles relatados por Hiane (1992). Ca e Mg obtidos neste trabalho são 1. Destacaram-se.45 destaque das populações de Barras e Alto Longá (PI) e de Caxias e Timon (MA) nos teores de Ca.66 a 0. (1997) com C. mas é bem superior ao relatado por Hiane et al. enquanto que a população de Afonso Cunha (MA) sobressaiu-se no teor de Fe (6. (2010) também em C. com médias de. sendo essa superioridade mais significativa no caso do Mg.73 e 7. e em Cu. porém. coriaceum da Chapada do Araripe-CE. os teores médios de Zn.53 vezes os teores desses elementos obtidos por Oliveira et al.41 mg 100 -1 (Tabela 3).85. com média de 4. no teor de Zn na amêndoa as populações de Barras (PI) e Timon (MA). Fe e Cu. 1992). O teor de P na polpa. com médias superiores às médias das populações. Mn obtidos neste trabalho são. Já na amêndoa. brasiliense (Hiane et al. e das populações de Alto Longá e José de Freitas (PI) e de Afonso Cunha (MA) em Mg. a população de José de Freitas (PI).99 mg. (2010) para esses elementos em C.20 mg 100 g-1. respectivamente.10 mg 100 g-1).. Da mesma forma. porém. são superiores também aos teores desses nutrientes obtidos nos demais estudos com outras espécies de Caryocar.27 e 6.22 mg 100 g-1.62 mg 100 g-1) na polpa. Já em relação ao K. (1992) com C. ainda. com médias de 4. as populações do Piauí sobressaíram-se nos teores de Cu (0.92 a 3. respectivamente. respectivamente. (1992).7 e 2. os teores médios de K e Mg da polpa obtidos neste estudo foram bem superiores aqueles obtidos para C. 2010) e para C. brasiliense.14. As populações de Alto Longá (PI) e Afonso Cunha (MA) se destacaram em Cu e Zn na amêndoa.79 e 1. K. o teor médio obtido neste estudo é ainda equivalente aqueles obtidos por Ferreira et al. enquanto que os teores de Zn e Fe são bem inferiores . brasiliense e de Marx et al. o teor médio deste estudo é inferior ao obtido por Ferreira et al. villsosum.72 e 6.55 mg. bem inferior no caso do K e equivalente no caso do Mg. (1992) em C.100 g-1) e Ca (101.

(2010). mais promissoras. os resultados apresentados e discutidos neste trabalho evidenciam que as populações de pequizeiro estudadas são portadoras de elevada variabilidade para a maioria dos caracteres analisados. no Piauí. os teores dos microelementos obtidos neste estudo. com destaque para os caracteres químico-nutricionais. indicando que é possível o ganho genético por meio da seleção. 4 CONCLUSÕES 1. a população de Alto Longá. A polpa e a amêndoa de pequi são ricas em termos nutricionais. maior potencial em termos de teor de polpa. a exceção do Cu. 3. . 4. Em geral. Em média. As populações de pequizeiro de ocorrência no estado do Maranhão apresentam. em geral. as populações do Piauí se mostram. Já na amêndoa. Essa variabilidade possibilita o aproveitamento de imediato das populações na seleção de indivíduos superiores e.46 àqueles relatados por Ferreira et al. de modo geral. constituindo uma excelente fonte de nutrientes para uso na alimentação humana. é uma fonte promissora de variabilidade para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais estudados. 2. Nesse aspecto. a amêndoa destaca-se em minerais e em proteína bruta. em trabalhos de conservação in situ e ex situ. Há elevada variabilidade fenotípica nas populações de pequizeiro estudadas para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais do fruto. também. são superiores aos relatados por Oliveira et al. (1987). contudo.

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) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISCAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA.49 Artigo 2 DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. SERÁ ENVIADO À REVISTA PESQUISA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .

Duque de Caxias. massa média da amêndoa (MMA). Agr.com 2 Eng. percentagem de polpa (%POLPA). Observou-se divergência genética significativa entre e dentre das populações estudadas. Agrupamento populacional. massa média do caroço (MMCa). KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2 E VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO O objetivo deste trabalho foi estudar a divergência genética entre e dentro populações de pequizeiros de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). com base em características físicas e químico-nutricionais do fruto e da amêndoa. Palavras . carboidratos totais e energia. E-mail: valdo@cpamn. Efetuou-se a análise de componentes principais e agrupou-se as populações e indivíduos dentro de populações por meio dos métodos de agrupamento de Tocher e UPGMA. As populações de pequizeiro de ocorrência no Maranhão mostraram-se mais heterogêneas que as do Piauí. Recursos genéticos. Nas estimativas da divergência genética entre e dentro de populações utilizou-se a distância generalizada de Mahalanobis (D2) como medida de dissimilaridade..embrapa. CEP: 64006-220.) COM BASE EM CARACTERÍSTICAS FÍSISICAS E QUÍMICONUTRICIONAIS DO FRUTO E DA AMÊNDOA1. Componentes principais. proteína bruta. fibra bruta.br . PhD. As características físicas analisadas foram: massa média de fruto (MMF). 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. Embrapa Meio-Norte. E-mail: klegea@hotmail. massa média da casca (MMC). indicando que é possível obter ganhos genéticos importentes por meio da seleção. MSc. Teresina-PI. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). Av. relação comprimento/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). Bióloga. Como características químiconutricionais da polpa e da amêndoa analisaram-se: teores de gordura.chave: Fruteira nativa..50 DIVERGÊNCIA GENÉTICA ENTRE POPULAÇÕES DE PEQUIZEIRO (Caryocar coriaceum Wittm. 5650. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI.

Significant genetic divergence between and among the populations studied were observed. crude protein. crude fiber. Principal components. . To estimate the genetic divergence among and within populations it was used the Mahalanobis distance (D2) as a measure of dissimilarity. Genetic resources. Populations grouping. Brazil.51 GENETIC DIVERGENCE AMONG POPULATIONS OF PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) BASED ON PHYSICAL AND CHEMICAL-NUTRITIONAL CHARACTERISTICS OF FRUIT AND KERNEL ABSTRACT The objective of this work was to study the genetic divergence among and within pequi populations of natural occurrence in the states of Maranhão and Piauí. based on fruit and kernel physical and chemical-nutritional characteristics. kernel length/ almond mean diameter (CA/DMA) ratio and peel average thickness (EMC ). percentage of pulp (%POLPA). hull average mass (MMC). kernel average mass (MMA). The chemical-nutritional characteristics analyzed of both pulp and kernel were: fat. fruit length/fruit mean diameter (CF/DMF) ratio. a and the populations and individuals within populations were grouped by the grouping methods of Tocher and UPGMA. Key-words: Native fruit tree. The following physical characteristics were analyzed: average fruit weight (MMF). total carbohydrates and energy. indicating that it is possible to obtain important genetic gains by selection. The pequi populations of occurrence in the State of Maranhão were more heterogeneous than those of Piaui State. stone length/stone mean diameter (CCa/DMCa) ratio. The analysis of principal components was performed. stone average mass (MMCA).

O Brasil é o país que possui a maior biodiversidade genética vegetal. 1988) e no tomate (Marim et al. marinhos. pode ser entendido como a variabilidade dos organismos vivos de todas as origens. a escolha do método dependerá do grau de precisão e dos dados obtidos. segundo artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica. 2004). como a análise de componente principais. e outros ecossistemas aquáticos. cerca de dois terços das espécies se encontram nos trópicos. 2004).. entre espécies e de ecossistemas (Brasil.. espécies e populações. 2008). estimando assim. onde estão incluídas inúmeras frutíferas de importância socioeconômica para as populações rurais que habitam esse ecossistema e exploram muitas dessas espécies por meio do extrativismo. Além disso. por exemplo.52 1 INTRODUÇÃO O termo biodiversidade. Segundo Cruz & Regazzi (2001). 1996). incluindo seus complexos. Cruz e Pereira. na batata-doce (Miranda... o conhecimento da diversidade tem permitido o estudo da extensão e distribuição da variação genética entre espécies e de investigações taxonômicas e evolutivas (Martins. que o Brasil detém 75% de todas as espécies em suas duas principais formações florestais. . Estudos de diversidade genética e análise de componentes principais foram realizados na mamona (Cavalcante et al. 2009). abrangendo os ecossistemas terrestres. 2002). a divergência genética tem sido avaliada por meio de técnicas biométricas. Apesar disso. os estudos realizados neste bioma têm contemplado um número baixo de espécies (Melo Júnior et al. Métodos multivariados podem ser aplicados para a avaliação da divergência genética. Esses estudos comumente empregam informações provenientes de características fenotípicas ou de marcadores moleculares para estimar os níveis de diversidade e estrutura genética para um grande número de plantas e animais. a Floresta Tropical Atlântica e a Floresta Amazônica (Dias. por variáveis canônicas e por métodos aglomerativos. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil e possui uma vasta diversidade de espécies vegetais. 2008). Porém ainda são escasso estudos nesta área envolvendo frutíferas nativas do Cerrado. que se destinam à avaliação da divergência dos progenitores. e compreendendo a diversidade dentro de espécies. Estudos da diversidade genética em populações naturais têm sido continuamente desenvolvidos na tentativa de se mensurar o nível de informações herdáveis em indivíduos. no jatobá e na sucupira-preta (Pereira et al. baseadas na quantificação da heterose.

tendo como um dos critérios a distância genética entre eles. que utilizou a análise de componentes principais para acessar a variabilidade de pequizeiros da Chapada do Araripe. 2002). coriaceum. no estado do Ceará. Entre as análises de dissimilaridade. 1997). ainda são escassos. 1995). 1994). Cruz & Pereira. a pimenta e o pimentão (Sudré et al. um dos pontos fundamentais é a escolha dos pais para obter populações de ampla base genética onde a seleção atuará.. a última sendo a preferida. 2006. Este trabalho teve como objetivo estudar a divergência genética entre e dentro de populações de pequizeiros de ocorrência natural nos estados do Maranhão e Piauí.. existem a Distância Média Euclidiana e a Distância Generalizada de Mahalanobis. 1988) o cupuaçu (Araújo et al. 1994). fruta nativa do estado da Amazônia (Silva Filho et al. fruta típica das Florestas Tropicais (Silva et al. No entanto. Estudos da divergência genética por meio de análise multivariada tem sido empregados com várias espécies... 2002) e cubiu (Solanum tapirum). possibilitando o estudo da diversidade genética de um grupo de progenitores.. 1997). .53 Na análise de componentes principais. Encontrou-se na literatura especializada apenas os estudos de Oliveira (2009). 2005). Fuzatto et al. a batata (Miranda. o objetivo é avaliar a similaridade dos progenitores por intermédio da dispersão gráfica. Costa. como a mamona (Cavalcante et al. A viabilidade de utilização dos componentes principais em estudos de divergência genética dependerá da possibilidade de resumir o conjunto de variáveis originais em poucos componentes. 1997).. a ouricana. trabalhos desta natureza com C. 2005). Isto é conseguido quando se alia uma alta média e uma ampla variabilidade genética para o caráter a ser selecionado (Ferreira et al. a mandioca (Vidigal et al.. tem sido feita em diversos programas de melhoramento que realizam hibridações. o milho (Ferreira et al. 2004). A técnica tem a vantagem de possibilitar a avaliação da importância de cada caráter estudado sobre a variação total disponível entre genótipos avaliados (Cruz & Regazzi. A seleção dos progenitores. Esses estudos tornam-se mais significativos quando um conjunto de progenitores é avaliado em diferentes condições ambientais. Figueiredo Neto et al.. pois a primeira não considera as correlações residuais entre os caracteres disponíveis (Cruz & Regazzi.... 2007).. 2006. com base em características físicas e químico-nutricionais do fruto e da amêndoa. em que se consideram dois eixos cartesianos. Costa et al.. Ao se iniciar um programa de melhoramento de plantas. 2007. o feijão (Santos et al. 1995. pois as respostas fenotípicas dos indivíduos diferem em ambientes distintos (Santos et al.

32’ O 4°51’ S 43°21’ O 5°5. no Maranhão (Tabela 1).621.4’ O 4°4. Por sua vez.223.2 Caracterização física e químico-nutricional dos frutos e das amêndoas As análises físicas foram realizadas nos Laboratórios de Fisiologia Vegetal e de Bromatologia da Embrapa Meio Norte e no Laboratório de Bromatologia no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Piauí. Ao todo foram amostrados 36 indivíduos nas seis populações (municípios).59 1. da mesma forma que a escolha dos municípios.gov. no período de março de 2008 a maio de 2009. Barras e José de Freitas. Coordenadas geográficas Latitude Longitude 4°7. TABELA 1. Afonso Cunha – 5 indivíduos (12 a 16).54 2 MATERIAL E MÉTODOS 2.br.4’ S 42°12’O 5°15’ S 42°12’ O 4°14.1 Descrição da área de abrangência do estudo O estudo envolveu populações de pequizeiro localizadas nos municípios de Alto Longá.721. com a seguinte distribuição: Alto Longá – 8 indivíduos (17 a 24). Caxias – 3 indivíduos (9 a 11) e Timon – 8 indivíduos (1 a 8).35 1.25 5. .PI Fonte: www.740. José de Freitas – 7 indivíduos (30 a 36).ibge. Os frutos foram coletados no estádio de maturação completa (frutos caídos no chão). acondicionados em sacos plásticos e transportados para o Laboratório de Fisiologia Vegetal da Embrapa Meio-Norte.98 1. onde foram congelados (-20ºC) antes das medições físicas.8’ S 43°19. no Piauí. Foi analisada uma amostra de 15 frutos por planta.4’ S 42°17.MA Alto Longá .MA Timon .PI José de Freitas . a facilidade de acesso. Caxias e Timon. Barras – 5 indivíduos (25 a 29). em Teresina-PI.5’ S 42°34.21 Bioma Cerrado Cerrado Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga 2.PI Barras . e Afonso Cunha.2’ O Área (km²) 371. os critérios para escolha das plantas de pequizeiros dentro de cada área de ocorrência (população) foram a presença de frutos por ocasião das viagens de coleta e. Área de abrangência do estudo Municípios Afonso Cunha . A escolha dos municípios mencionados foi em função da facilidade de acesso e da elevada ocorrência do pequizeiro.538.56 1.MA Caxias .

sendo os dois primeiros expressos em porcentagem e as duas últimas. carboidratos totais (CTp e CTa) e energia (ENERGp e ENERGa). FBp e FBa foram determinados de acordo com as normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz (Instituto Adolfo Lutz. em kcal 100-1g. percentagem de polpa (%POLPA). enquanto que os teores de CTp. 1985) e expressos em percentagem. relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA) e espessura média da casca (EMC). . (2002). Em seguida. realizou-se a análise de divergência genética por meio dos métodos de otimização de Tocher e de agrupamento UPGMA. As seguintes características químico-nutricionais da polpa (p) e da amêndoa (a) foram analisadas: gordura (GORDp e GORDa). As medidas de massa foram efetuadas em balança digital e expressas em gramas. proteína bruta (PBp e PBa). Nas características químico-nutricionais utilizou-se o mesmo delineamento estatístico. e as de dimensões foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital e expressas em centímetros. 2001).3 Análises dos Dados Realizaram-se. massa média da casca (MMC). ENERGp e ENERGa foram determinados usando a metodologia descrita por Moretto et al. massa média da amêndoa (MMA).55 Foram tomadas as seguintes medidas físicas: massa média de fruto (MMF). PBa. As análises foram realizadas por meio do programa GENES (Cruz. as análises de variância e de componentes principais. sendo a última com intuito de determinar as variáveis (características) de maior peso para a divergência entre e dentro de populações. relação comprimento/diâmetro médio do caroço (relação CCa/DMCa). GORDa. Os teores de GORDp. só que neste caso com três repetições. um delineamento estatístico inteiramente ao acaso. inicialmente. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis (D²) como medida de dissimilaridade. relação comprimento/diâmetro médio fruto (relação CF/DMF). ou seja. CTa. fibra bruta (FBp e FBa). 15 frutos por planta passou a serem 15 repetições. massa média do caroço (MMCa). PBp. como descrito por Cruz & Regazzi (1994). onde frutos por indivíduo foram utilizados como repetições. considerouse. Nas análises de variância e componentes principais das características. 2.

indicando que as mesmas são dispensáveis ou redundantes. Ou seja. com 21.0681% de contribuição (Tabela 2).50% e comprimento da vagem. se o interesse for aumentar o teor de polpa do fruto.0047% de contribuições para a divergência genética entre e dentro de populações.06%.18%.01%. Já comprimento da haste principal.91% (Tabela 2).80%. como número de vagens/planta. . as características de menor importância para a diversidade do feijão de corda. por apresentarem alta similaridade com variáveis mais importantes. com 3. com 1. com 23. O caráter de menor importância foi fibra bruta na amêndoa (FBa).56 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. Nas características químico-nutricionais observaram-se três caracteres de maior importância para a divergência entre e dentro de populações. com contribuição de 20. Em Santos et al. com apenas 0. e energia na amêndoa (ENERGa). foram as variáveis que mais contribuíram para a diversidade. carboidratos totais na amêndoa (CTa). com contribuição de 29. com pouca diferença em termos percentuais entre si: gordura na polpa (GORDp).0012% e 0. foram também relações.1 Análises da importância das variáveis Pelo critério sugerido por Cruz & Regazzi (1994).72% e massa média de fruto (MMF). as variáveis de menor importância no presente estudo (Tabela 2) foram a relação comprimento/diâmetro médio do fruto (relação CF/DMF) e a relação comprimento/diâmetro médio da amêndoa (relação CA/DMA). Nas características físicas. com apenas 0. A elevada contribuição da MMC para a divergência genética observada mostra que essa característica é importantíssima no processo de seleção. a estratégia mais indicada seria a seleção para menor MMC. mantendose MMF sem ou com baixa intensidade de seleção. 82%.70% e produção de grãos/parcela. os caracteres que apresentaram maior importância para a divergência entre e dentro das populações de pequizeiros foram massa média da casca (MMC). com 8. com contribuição de 87. com 19. (1997).

85 0.2 Análise de Componentes Principais Na análise da divergência genética.7191 118645. os dois primeiros componentes principais das variáveis. explicaram 63.33 29. MMC: Massa média da casca.j % ----------------------. Contribuição relativa dos caracteres para divergência genética. CTa: Carboidratos totais da amêndoa e ENERGa: Energia da amêndoa. GORDa: Gordura da amêndoa. CA: Comprimento da amêndoa.6104 35150. 3.1809 224. GORDp: Gordura da polpa.Características físicas ----------------------4985. FBp: Fibra bruta da polpa.415 2676. CCa: Comprimento da caroço. FBa: Fibra bruta da amêndoa.5043 -------------.0256 913. MMF: Massa média do fruto.5335 152587.34 0.82% da variação total (Tabela 3). .29 5. DMF: Diâmetro médio do fruto.91 3. PBa: Proteína bruta da amêndoa. DMA: Diâmetro médio da amêndoa.3026 23572.j de Singh (1981) Características ¹ Contribuição para a divergência genética S.98 2.Características químico-nutricionais -------------30324. CF: Comprimento do fruto.78 87. EMC: Espessura média da casca.58 0.16 0.4902 MMA CA/DMA MMF MMC MMCa %POLPA CF/DMF CCa/DMCa EMC FBp CTp ENERGp PBp GORDp FBa CTa ENERGa PBa GORDa ¹ MMA: Massa média da amêndoa.7763 86174.95 8.8256 17337.39 0.86% da variação total observada nas características físicas.0134 104079.68 0. DMCa: Diâmetro médio do caroço.47 4.0047 1731092.13 0. MMCa: Massa média do caroço. ENERGp: Energia da polpa. CTp: Carboidratos totais da polpa.58 19.92 16.0681 105065.0473 486746. enquanto que no caso das características químico-nutricionais os dois primeiros componentes principais responderam por 99.57 TABELA 2. baseada na estatística S.05 0.0655 357.5099 2800.28 0.0012 9188.9066 17049155. PBp: Proteína bruta da polpa.81 20.

2002).64% da variação total em tomates.8273 Os resultados das características químico-nutricionais (Tabela 3) estão acima daqueles recomendados por López & Hidalgo (1994). Resultados parecidos foram encontrados por Marim et al. valor esse superior e inferior aos obtidos neste estudo para as características físicas (63.15% da variabilidade genética na mamona. já que. (2009). os dois primeiros componentes principais atendem aos critérios para inferência da divergência genética. que recomendam que os percentuais da variância acumulada nos primeiros componentes principais sejam superiores a 80%.1791 99.6486 12.86) e químico-nutricionais (99.7224 63. Variância de cada componente principal e sua importância em relação à variância total quanto às características físicas e químico-nutricionais Componente 11 2 1 2 Autovalores (%) (%)Acumulada -----------------. apenas no caso das características químico-nutricionais. Portanto.Características químico-nutricionais --------7190.Características físicas ----------------3. Já em Cavalcante et al. os dois primeiros componentes principais explicaram 82. respectivamente.1431 39. Rencher (2002).58 TABELA 3.8656 --------. no caso das características físicas. caracteres com maiores autovalores são considerados de maior importância para o respectivo componente (Rodrigues et al.75 99. Contudo. (2008). em cujo estudo a soma dos dois primeiros componentes explicaram apenas 58. o percentual da variância acumulada nos primeiros componentes foi inferior aos 70% recomendados. onde os percentuais da variância total para os primeiros componentes principais devem ser superiores a 70%.2250 24.82) do fruto e da amêndoa de pequi.6486 99.5228 39. Ferreira (1996).. As características de maior contribuição na discriminação das populações e dos pequizeiros dentro destas nas CP1 e CP2 foram: GORDp e ENERGp. 1 Vetores próprios da matriz de covariância das variáveis estudadas . Timm (2002) e Härdle & Simar (2003). e por Cruz & Regazzi (2001).92 0.1431 2.

já que trata-se de indivíduos da mesma espécie.21%. GORDa: Gordura da amêndoa.0944 -0.0078 -0. com pequi da região Meio-Norte. FBa: Fibra bruta da amêndoa.2597 -0. ENERGp: Energia da polpa. GORDp: Gordura da polpa.5202 0.10% na CP1 e o rendimento de polpa teve peso de 92.0357 0. MMCa: Massa média do caroço.2731 0.3357 -0.5289 0.2144 -0. CTp: Carboidratos totais da polpa.Características físicas ----------------------0.89%) quanto na CP2 (-23. principalmente.3931 0.5121 0. 1 Vetores próprios da matriz de covariância das variáveis estudadas . MMF: Massa média do fruto.311 -0.1330 0. Oliveira (2009) realizou estudos com pequi no estado do Ceará. PBp: Proteína bruta da polpa.2249 -0. onde a variável peso de fruto teve importância de 73.0023 0. CCa: Comprimento da caroço.4372 0.2231 0.6727 -0. A eficiência do uso dos componentes principais depende. Escores dos caracteres avaliados em relação aos quatros componentes principais (CP) Características1 MMA CA/DMA MMF MMC MMS %POLPA CF/DMF CS/DMS EMC FBp CTp ENERGp PBp GORDp FBa CTa ENERGa PBa GORDa CP1 CP2 ----------------. Neste estudo. MMC: Massa média da casca. É provável que parte importante desta diferença deva-se a fatores ambientais.0233 0.2350 -0.4690 0. FBp: Fibra bruta da polpa.Características químico-nutricionais --------------0.0404 -0.0764 0.2816 0.0690 0.5432 0.59 TABELA 4.0639 -0.4952 -0.6823 0. DMCa: Diâmetro médio do caroço.0888 -------. CA: Comprimento da amêndoa.1509 0. tanto na CP1 (-17. DMA: Diâmetro médio da amêndoa.1424 0. EMC: Espessura média da casca.5001 ¹ MMA: Massa média da amêndoa . PBa: Proteína bruta da amêndoa.3727 0. DMF: Diâmetro médio do fruto.1045 0. da quantidade de variação total disponível contida nos primeiros componentes utilizados.0204 0.1229 -0.1789 -0. a porcentagem de polpa (%POLPA) mostrou autovalores negativos.50). CF: Comprimento do fruto. do grau de distorção ocorrida nas distâncias entre indivíduos quando se passa do espaço pdimensional para o n-dimensional. CTa: Carboidratos totais da amêndoa e ENERGa: Energia da amêndoa. ou seja.

60 Segundo Cruz & Regazzi (2001). efetuou-se a dispersão gráfica bidimensional dos dois primeiros componentes principais. segundo as características físicas. mostrada nas Figuras 1 e 2. . FIGURA 1. Representação gráfica dos pequizeiros avaliados com relação aos eixos definidos pelas componentes principais (CP1 e CP2). sua utilização é satisfatória no estudo da divergência genética por meio de avaliação da dispersão gráfica dos escores em relação às variáveis. quando as duas primeiras variáveis canônicas explicam acima de 80% da variação total. Nesse aspecto.

das populações de Timon e Caxias. Timon e Afonso Cunha. mostraram-se mais heterogêneas em comparação com os demais indivíduos. Já no caso das características químico-nutricionais (Figura 2). e de Barras. dependendo da interpretação.61 FIGURA 2. 2 e 13. o mesmo ocorreu com os indivíduos 6. segundo as características químico-nutricionais A dispersão gráfica no espaço bidimensional revelou a formação de seis grupos para características físicas e sete grupos para características químico-nutricionais. pertencentes as populações de Caxias. no Piauí. pode ser formador de um outro grupo. . sendo que o indivíduo 4 (Figura 2). respectivamente. todas no Maranhão. 9 e 27. Nas características físicas (Figura 1) os indivíduos 10. no Maranhão. Representação gráfica dos genótipos avaliados com relação aos eixos definidos pelas componentes principais (CP1 e CP2). respectivamente.

apenas os indivíduos de números 1. 24 8. 3. 12. 16 25. 28 32. 23. das populações de Timon e Caxias. 7. 28. Os grupos V e VI são formados por apenas um indivíduo cada um. em sua maioria. 35. somente o indivíduo de número 8 é de ocorrência no Maranhão (população de Timon). 29.62 3. 22. 35. 25. 31. 21 9. 18. 14 e 15 são de ocorrência no estado do Maranhão. 34. 16 2. 15. em sua maioria. 36. 21 7. 30. 24. Agrupamento de indivíduos de 36 pequizeiros. 14. 36 8. O grupo I é formado. 6. 22. TABELA 5. apenas os pequizeiros . no Piauí. 14. enquanto que no grupo VI o indivíduo é o de número 20. 18. os pequizeiros são das populações de Timon e Afonso Cunha e no segundo. O grupo I é formado. 4. 9. 23.3 Agrupamento pelo método de otimização de Tocher Os resultados da divergência genética obtidos pelo método de otimização de Tocher são apresentados na Tabela 5. No grupo V. todos de ocorrência no Maranhão. 6. 26. 9. 19. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade Grupos I II III IV V VI I II III IV V VI VII VIII IX X XI Pequizeiros -------------------------. 10. no Maranhão. por pequizeiros de ocorrência no Piauí. 30.Características químico-nutricionais ----------------5. 31 3. pelo método de otimização de Tocher. 11 13. 27. 1. 33 17. 4. 19. O grupo II também é composto por pequizeiros de ocorrência no Piauí. 5. 12. da população de Afonso Cunha. 11. 17.Características físicas ------------------------11. 6. da população de Alto Longá. 34. 20 4. Já os grupos III e IV são constituídos cada um por dois indivíduos. 32. 15. 10 13 20 ----------------. por pequizeiros do estado do Piauí. esse indivíduo de número 13. 3. 29. 2 1 No caso das características químico-nutricionais houve a formação de 11 grupos. 27. 33. 26 12. Observaram-se a formação de seis grupos para a divergência baseada nas características físicas. No primeiro caso (grupo III). 5.

se mostraram os mais divergentes em relação aos demais. também. Os resultados do agrupamento das seis populações de pequizeiro. pelo método de otimização de Tocher. que o método de otimização de Tocher é eficiente na discriminação da variabilidade genética em pequizeiro. sendo que apenas o indivíduo 12 é de ocorrência do estado do Maranhão. mostram que os pequizeiros de ocorrência no Piauí apresentaram menor heterogeneidade quando comparados com os de ocorrência no Maranhão. no Piauí. VI e VII compõem-se de plantas de procedência do estado do Piauí apenas. o indivíduo de número 1. mais precisamente da população de Caxias. e o de número 20. em caso de futuros trabalhos de coleta de germoplasma maior ênfase nas coletas deverá ser dada às populações de ocorrência no Maranhão. o de número 8. no Maranhão.63 de números 5. em sua maioria. havendo influência geral no agrupamento dos pequizeiros. Por sua vez. o grupo XI é formado por um único indivíduo. o de número 21. o de número 1. estão apresentados na Tabela 6. pertencente à população de Barras. enquanto que nos grupos V. a análise por meio de componentes principais não deve levar em consideração apenas os dois primeiros componentes principais. 10 e 14 são de ocorrência no Maranhão. Isso indica que. da população de Alto Longá. Em seu estudo com pequizeiros de ocorrência no estado do Ceará. no Piauí. O grupo II é composto por pequizeiros de ocorrência no Piauí. neste caso. um. 6. quando a base da divergência são as características químiconutricionais. quando a base da divergência são as características físicas do fruto e da amêndoa. por pequizeiros de ocorrência no Maranhão. O pequizeiro de número 13. Já nos grupos grupo IV e X todos os indivíduos são procedentes do estado do Maranhão. da população de Timon. à população de Timon. O grupo III compõe-se. com base apenas em características físicas do fruto e utilizando o método de otimização de Tocher. pertencente a população de Timon. Oliveira (2009) obteve. no Maranhão. Comparando a Tabela 5 e as Figuras 1 e 2. Observa-se a formação de dois grupos . Os resultados dos dois estudos indicam. no Maranhão. os agrupamentos formados. a exceção do indivíduo de número 29. é possível perceber distorções na passagem das variáveis de um espaço bidimensional para p-dimensional. logo. no Maranhão. foi o mais divergente em relação aos demais. no Piauí. e o outro. por sua vez. da população de Afonso Cunha. Em geral. a formação de cinco grupos distintos. é composto por dois indivíduos. Por último. pertence à população de Alto Longá. O grupo VIII. indicando que a variabilidade presente nas populações de pequizeiro daquele Estado é menor que àquela presente nas populações de ocorrência no Meio-Norte.

5.Características físicas ----------------4. 3 1. no Piauí. . Por sua vez. em termos de caracteres químico-nutricionais. Por sua vez. mantiveram a mesma formação nos dois grupos. o pequizeiro de número 3 mostrou-se menos similar quanto aos caracteres físicos. observa-se que as populações 4 (Alto Longá). 3 2 -----. 6. e as populações 4. Nas populações do estado do Maranhão houve a formação de no mínimo dois e no máximo três grupos. ao passo que o pequizeiro de número 1 mostrou-se menos similar em termos de caracteres químico-nutricionais. Na população de Afonso Cunha. enquanto que as populações de Timon e Caxias foram as mais heterogêneas dentre as seis populações estudadas em termos de características químico-nutricionais. 2 Populações 1. 5 (Barras) e 6 (José de Freitas) todas no Piauí. Comparando os agrupamentos com base nos dois grupos de características. na população Timon. 1. Em termos de características físicas. observou-se maior divergência quando a base dessa divergência são as características físicas. 2 e 3 correspondem aos municípios de Timon. a população de Caxias foi a que se mostrou mais diversa. As populações de Timon e Afonso Cunha mostraram-se as mais diversas para ambos os grupos de características. Na Tabela 7 são apresentados os agrupamentos.Características químico-nutricionais -----4. aos municípios de Alto Longá. dos indivíduos dentro de populações com base nas características físicas e químiconutricionais do fruto e da amêndoa. 5. Barras e José de Freitas. o que confirma a presença de maior diversidade genética nas populações de ocorrência no Maranhão. segundo populações. Caxias e Afonso Cunha. primeiro por características físicas e segundo por características químico-nutricionais.64 tanto quando se consideram os caracteres físicos do fruto e da amêndoa quanto os caracteres químico-nutricionais. pelo método de otimização de Tocher. houve a formação de dois grupos para ambos os grupos de características. 5 e 6. respectivamente. onde os indivíduos de número 10 e 9 mostraram-se mais diversos quantos aos caracteres físicos e químico-nutricionais. Agrupamento de Tocher. 6. TABELA 6. sendo os pequizeiros de número 12 e 13 os mais divergentes. no Maranhão. o pequizeiro de número 16 mostrou-se o mais divergente. Grupos I II I II 1 Populações1 ------------. Na população de Caxias.

Características químico-nutricionais ---13. 2 7. Agrupamento. Nestas últimas populações houve formação de três e dois grupos quando a base foi os caracteres físicos e os caracteres químico-nutricionais. 8 3 ---. 6. respectivamente. por população. Já na população de José de Freitas ocorreu o inverso. 15. 4. 11 9 População de Afonso Cunha ------------. 15.Características físicas -----------1.Características químico-nutricionais ---3. 6. 4. 11 10 ---. População de Timon Pequizeiros ------------.65 TABELA 7. As populações de Alto Longá e José de Freitas diferenciaram-se quanto ao número de grupos formados para as características físicas. 14. 12 16 Nas populações do Piauí (Tabela 8) também houve a formação de um máximo de três grupos e de um mínimo de dois. 7. 5 1 População de Caxias ------------. dos pequizeiros de ocorrência no estado do Maranhão. 8.Características químico-nutricionais ---10. 5. Grupos I II III I II I II I II I II III I II . 2. 16 13 12 ---.Características físicas -----------9.Características físicas -----------14. utilizando o método otimização de Tocher e a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade.

o pequizeiro de número 20 foi o menos similar em termos de caracteres físicos. população. 17. 32. 35. 35. na população de José de Freitas. População de Alto Longá Pequizeiros ------------. Agrupamento. 31. Por sua vez.Características físicas -----------27.Características físicas -----------18. 27. 23. na população de Barras. 29 26. 28 População de José de Freitas ------------. 24.66 TABELA 8. os indivíduos menos similares foram os de número 31 e 36 para os caracteres físicos e o indivíduo 33. 26. para os químico-nutricionais. 34 36 31 ---. 36. 33.Características químico-nutricionais ---17. Por último. 29 25 ---. 19. e o de número 23 foi o menos similar em termos caracteres químico-nutricionais. o pequizeiro de número 25 foi o mais divergente em relação aos caracteres físicos. 28. 30. 21 20 ---.Características físicas -----------30. utilizando o método de otimização de Tocher e a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. . 20. dos pequizeiros de ocorrência no estado do Piauí.Características químico-nutricionais ---34. 32 33 Grupos I II III I II I II I II I II III I II Na população de Alto Longá. 18 23 População de Barras ------------. 21. 24. 22 19. que teve dois grupos unitários e um grupo com 5 indivíduos.Características químico-nutricionais ---25. 22.

Na Figura 4 é apresentado o dendrograma formado com base nas características químico-nutricionais e gerado pelo método de agrupamento UPGMA. Dendrograma resultado da análise dos 36 genótipos de pequizeiros com base nas características físicas do fruto e da amêndoa. houve formação de sete grupos que mostraram boa coerência quando aqueles de Tocher. FIGURA 3. de Tocher. . 4 e 2 do grupo X e 1 do grupo XI. Observa-se que a formação dos grupos guarda razoável concordância com aqueles do método de Tocher. porém. obtido pelo método de agrupamento UPGMA. a maioria mostrou-se pouco divergente entre si. nele fica evidenciada a maior divergência dos indivíduos de número 13.67 No dendrograma (Figura 3). E. gerado pelo método de agrupamento UPGMA (ligação média entre grupos) com base nas características físicas do fruto e da amêndoa e usando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de distância genética. Nos três grupos mais divergentes estão contidos os exemplares 9 e 20 do grupo IX. confirmando assim a vasta diversidade genética nas características químiconutricionais presente nos pequizeiros estudados.

O pequizeiro de número 13. As populações de Caxias e Timon. . e o de número 20. Dendrograma resultado da análise dos 36 genótipos de pequizeiros com base nas características químico-nutricionais. 3. são as mais divergentes das seis populações estudadas. 4 CONCLUSÕES 1. ambas no estado Maranhão. MMF e os teores de gordura e de carboidratos na amêndoa são as características que mais contribuem para a diversidade genética entre os pequizeiros estudados. da população de Timon é o mais divergente quanto as características químico-nutricionais.68 FIGURA 4. 2. da população de Alto Longá. enquanto o de número 1. obtido pelo método de agrupamento UPGMA e utilizando a distância generalizada de Mahalanobis como medida de dissimilaridade. 4. da população de Afonso Cunha. tanto em termos de caracteres físicos quanto químiconutricionais. Em geral. os pequizeiros das populações de ocorrência no Piauí mostram-se menos divergentes entre si que aqueles provenientes de populações de ocorrência no Maranhão. MMC. são os mais divergentes em termos de características físicas.

M. Programa GENES: aplicativo computacional em genética e estatística. v. A.. DIAS.J.P. Tese (Doutorado) – Universidade Federal Paraíba.69 5.C. CAVALCANTE. M. COSTA. Pesquisa Agropecuária Brasileira.11. PEREIRA. Brasília.. COSTA. A. BRASIL. ALVES. R. A. C. M.L. J. Viçosa: Imprensa Universitária. OLIVEIRA. C. p. E. D. n.13-21. 2002.J. 10 p. dos..F.A. Cópia do Decreto Legislativo nº 2 de 5 de junho de 1992. A implementação da conservação sobre diversidade biológica no Brasil: desafios e oportunidades. Campinas: Fundação Tropical de Pesquisa e Tecnologia André Toselli.30. 1996.D. B. RAMALHO. Brasília. CARVALHO. M. 648 p. Lavras. 2008. Pesquisa Agropecuária Brasileira.3. BRUNO. Divergência genética entre acessos de mamona em dez municípios de Alagoas. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. CRUZ. M. 390p. Viçosa: UFV. R.B.. A Convenção sobre Diversidade Biológica . REGAZZI.D... J.. Análise multivariada.N. de.P. p. C.. M. Mossoró. v.C.1. CRUZ.V.X. Análise dialélica das capacidades geral e específica de combinação utilizando técnicas uni e multivariadas e divergência genética em mamoneira (Ricinus communis L.CDB.9. W.P.N.S.E.21. FREIRE. Lavras – MG. Areia. G. COSTA. Modelos biométricos aplicados ao melhoramento genético. . n. Brasília...S.1617-1622.L. Divergência genética entre clones de cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum WILLD EX SPRENG SCHUM). FERREIRA. MMA. D. Revista Caatinga. indica que essas populações são importantes tanto em futuros trabalhos de coleta com vistas a formação de coleções de germoplasma para conservação ex situ. 2001. 2006. OLIVEIRA. da. 1995. n. A.111-115. 2006. MADALENA. PAIXÃO. n.1189-1194.F. Divergência genética entre acessos e cultivares de mamoneira por meio da estatística multivariada. M.F. Viçosa: UFV.. A ampla variabilidade genética presente entre e dentre das populações de pequizeiros estudadas. Métodos de avaliação da divergência genética em milho e suas relações com os cruzamentos dialélicos. 1994.. p.. 1996.M. p. M.A.30..A. 2002. P. quanto na realização de estudos da biologia reprodutiva e da estrutura genética dessas populações 5 REFERÊNCIAS ARAÚJO. MILANI. D. NÓBREGA. S. SANTOS. CRUZ. MMA.G. v.41. Ciência e Agrotecnologia. FERREIRA.). p.. S. REGAZZI.26. FERREIRA. 2001.D. v.

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D.T. v..5. ARAUJO. New Delhi.. D. E.582-584. Bragantia. RODRIGUES. VIDIGAL FILHO. M.237-245. n. p. E.P.22-27. Applied Multivariate Analysis. v. MENEZES. Indian Journal of Genetic and Plant Breeding.. RIVA. dos.T.S. Biometria dos frutos e divergência genética em uma população de Geonoma schottiana MART. New York: Springer-Verlag.35-42. p.. R. VIEIRA. Porto Alegre.V. C.44. A. v. REIS. O.M.A.35. H. SILVA. Divergência genética em genótipos de feijão-de-corda avaliados em dois ambientes. p. P.251.A. Horticultura Brasileira. 1981. p.54. 720p. Acta Amazonica. A.1.2. D.. AMARAL JÚNIOR.L. Divergência genética entre cultivares de mandioca por meio de estatística multivariada. 1997. v.P.1. Divergência genética entre acessos de pimenta e pimentão utilizando técnicas multivariadas. SILVA FILHO.F. C. Campinas. ANUNCIAÇÃO FILHO. C.S. BRACCINI. N.C. AMARAL JUNIOR.. v. SUDRÉ. p.A.G. M.J. 2007. n.A. da. Revista Brasileira de Biociência.. Análise multivariada da divergência genética em 29 populações de cubiu (Solanum sessiliflorum DUNAL) avaliada na zona da mata do estado de Pernambuco. Manaus. de. CARVALHO. 2002. VIDIGAL.. F.F.171-180. 1997.23. SINGH. da. supl.. Campinas. v. NOALA. M. p.41. 2005...71 SANTOS. A. TIMM.263-271..H. n. 1995. Revista Ceres. The relative importance of characters affecting genetic divergence. . F. KARASAWA.

72 Artigo 3 O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM.) DA REGIÃO MEIO-NORTE A SER ENVIADO À REVISTA ONLINE DO PRODEMA AUTORES Klégea Maria Câncio Ramos Valdomiro Aurélio Barbosa de Souza .

com 3 Eng. Teresina-PI. Embrapa Meio-Norte. PhD.73 O PEQUIZEIRO E O HOMEM: ESTUDO SOBRE OS VENDEDORES E CATADORES DE PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. na extinção de muitas dessas espécies. não apenas o pequi. Estudo social e econômico. tem a faixa etária dos 30 aos 50 anos. o principal componente da renda mensal média familiar é o Bolsa Família e o um dos usos principais do pequi é o consumo in natura e em condimentos alimentícios. se continuadas. Av. KLÉGEA MARIA CÂNCIO RAMOS2 E VALDOMIRO AURÉLIO BARBOSA DE SOUZA3 RESUMO Nas últimas décadas. o buriti. Renda familiar.embrapa. bem como concluir se existe melhoria na renda mensal média familiar e identificar as formas de usos do pequi. perdas essas que. Agr. além do babaçu. o cajuí.. CEP: 64006-220. E-mail: klegea@hotmail. a mangaba. Sustentabilidade. A pesquisa de campo foi procedida entre janeiro e março de 2009 e foram entrevistadas 40 pessoas utilizando questionários semi-estruturados e obteve-se como resultado que em sua maioria. Duque de Caxias. em Desenvolvimento e Meio Ambiente/TROPEN/PRODEMA/UFPI. sofrem perdas irreparáveis em sua variabilidade genética. o cerrado brasileiro tem sido o foco para a expansão da fronteira agrícola. Palavras-chave: Caryocar coriaceu. ocasionando uma ocupação desordenada sem planejamento quanto à preservação dos recursos genéticos e o desenvolvimento sustentável da região. os entrevistados são mulheres e analfabetos. MSc.) DA REGIÃO MEIO-NORTE DO BRASIL1. podem resultar. Bióloga. mas também outras espécies de frutas nativas como o bacuri. Este trabalho teve como objetivo traçar um perfil social e econômico dos catadores e vendedores dos frutos de pequi.br . no médio e/ou longo prazos. 1 2 Parte da Dissertação de Mestrado do primeiro autor. Com a intensificação desse tipo de ocupação. E-mail: valdo@cpamn. 5650..

not just the pequi.and/or long-terms in the extinction of many of these species. mangaba. Sustainability. These losses if continued could result in the mid. . buriti. With the intensification of this kind of occupation. the main component of the average family monthly income is the Bolsa Familia and one of the main uses of pequi is fresh consumption and food seasonings. cashew. The fieldwork was performed between January and March 2009 and 40 people were interviewed using semi-structured questionnaires and obtained the result that in most cases. suffer irreparable losses in their genetic variability. the respondents are women and illiterate.) OF THE MID-NORTH REGION OF BRAZIL. Socioeconomic study. in a addition to babassu. the Brazilian Savannah has been a focus for agricultural expansion. but also other species of native fruits like bacury. Key-words: Caryocar coriaceum. has to age from 30 to 50 years. resulting in a disordered occupation without planning how to preserve genetic resources and sustainable development of the region. Family income.74 THE PEQUI THREE AND THE MAN: A STUDY ON THE VENDORS AND COLLECTORS OF PEQUI (Caryocar coriaceum WITTM. This study aimed to draw a socioeconomic profile of collectors and sellers of fruits pequi and conclude that there is improvement in the average monthly income families and identify ways to use the pequi. ABSTRACT In recent decades.

podzólicos e gleissolos (Wagner. No entanto. as formações florestais são: mata ciliar. mata seca e cerradão e as campestres: campo sujo. dos quais 30. a ocupação desordenada e acelerada dos cerrados acarretou diminuição deste bioma em quase sua metade (Embrapa. deste total.. 155 milhões estão no Planalto Central e 38. 1997). parque de cerrado. O modelo de desenvolvimento da agricultura implantada neste bioma aumentou a produção regional.3 milhões estão na região Meio-Norte. O Cerrado é uma das 25 áreas do mundo consideradas críticas para a conservação (hotspots). foi incapaz de fazê-lo sem excluir uma parcela importante da pequena produção. mata de galeria. pois possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo. .8 milhões de hectares no Nordeste do Brasil. 2005). sendo que as culturas temporárias ocupam principalmente os latossolos vermelho-escuros e os latossolos roxos. Os solos predominantes no Cerrado são latossolos e suas associações: nitossolos. 1995). e as culturas permanentes distribuem-se sobre os nitossolos e podzólicos (Shiki. Entretanto. O bioma Cerrado constitui formações savânicas. A ocupação não é planejada e a transição da vocação da pecuária à da agricultura intensiva colocam em risco a flora do cerrado (Matteicci et al.. enquanto que no estado do Piauí esse percentual é de aproximadamente 65% (Shiki. 2001). Cerca de 43% da superfície do estado do Maranhão é composta por Cerrado. 1987). As áreas destinadas para a agricultura estão associadas à forma de relevo tabulares. agravando o desemprego. florestais e campestres. O bioma Cerrado possui extensão territorial de 200 milhões de hectares. 2004). pesquisas relacionadas à análise da viabilidade dessas alternativas econômicas são escassas e fundamentais para o direcionamento de projetos de desenvolvimento sustentável (Afonso. 1997).75 1 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas. campo limpo e campo rupestre (Ribeiro e Walter. As formações savânicas são: cerrado sentido restrito. devido à riqueza biológica e à alta pressão antrópica a que vem sendo submetida. palmeiral e vereda. em um total de 11 tipos de fitofisionômicos principais. 2008). com alto nível de endemismo (Klink e Machado. contribuindo para a degradação ambiental e o êxodo rural (Oliveira et al. neossolos quartzarênios. Este acontecimento vem gerando discussões relacionadas ao desenvolvimento econômico de suas comunidades e a conservação dos recursos naturais. 2007). grande parte de toda essa riqueza é praticamente desconhecida e encontra-se seriamente ameaçada em função do modelo de ocupação do Cerrado se faz à custa da eliminação total de sua vegetação natural. Contudo.

de cosméticos). São Paulo e Distrito Federal (Almeida e Silva. Maranhão. sendo amplamente disseminado nesse bioma na (Ribeiro et al. Piauí. Cerradão e Mata Calcárea. 1994). 2004). Área do Cerrado em 2003. Sua ocorrência está associada aos seguintes tipos de vegetações: Campo. sem um estudo mais intensivo do emprego de suas potencialidades (Oliveira et al. Mato Grosso. porém. estão gradativamente sendo eliminados para dar lugar a extensas áreas de produção de grãos e pecuária. bem como para outros fins (indústria farmacêutica.. o pequizeiro ocupa posição de destaque.76 Das espécies nativas do Cerrado de valor econômico e importância social. Ceará. B. . São escassos estudos sócio-ambientais na região Meio-Norte. Apesar da importância do pequi para a alimentação das famílias que moram na região do Cerrado. esta espécie. (2004). Minas Gerais. Comparativo da área do Cerrado: A. Cerrado. Fonte: Machado et al. alguns estudos tem sido realizados com a espécie Caryocar brasiliense. Na região Centro-Oeste. 1994).. Goiás. Área do Cerrado em 1993. Tocantins. principalmente envolvendo a espécie Caryocar coriaceum. FIGURA 1. ainda assim em número reduzido. Observando-se a Figura 1 é possível perceber a rápida perda de vegetação nativa do Cerrado em um intervalo de 10 anos. distribuídos pelos estados da Bahia. Mato Grosso do Sul. O objetivo deste trabalho foi realizar a caracterização do perfil social e econômico dos catadores e vendedores de pequi e verificar se a venda dos frutos ou produtos do pequi contribui para melhorar a renda mensal média das famílias envolvidas na atividade do extrativismo dessa espécie nas áreas de abrangência neste estudo. assim como outros recursos naturais que são de interesse sócioeconômico para as populações dessa região.

538. Municípios 2. e Caxias.1 Área de estudo A escolha dos locais visitados foi de acordo com a presença de uma maior concentração de frutos de pequizeiro.13° S 43. no período de dezembro a março de 2009. Por meio das entrevistas.09° S 42.PI 4. encontrados às margens das estradas. Área (km²) 371.20°O Alto Longá .25 km² 5.85° S 43.59 km² 1. onde foram realizadas as entrevistas: Alto Longá.621. os questionários foram aplicados a vendedores da CEASA (Central de Abastecimento) de Timon.20° O Barras .MA 5.MA 4. sete municípios. aos vendedores dessa central de abastecimento. se é um produto derivado de pequi é vendável.21 km² Bioma Cerrado Cerrado Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga Cerrado Caatinga .75° S 42. tanto no Maranhão quanto no Piauí é comercializada na CEAPI (Central de Abastecimento do Piauí). Ao todo. além dos problemas existentes no cultivo desta espécie. também. idade.35 km² 1. No caso do município de Timon. Área de abrangência do estudo Coordenadas geográficas Latitude Longitude Afonso Cunha .32° O Caxias .2 Entrevistas Para colher as informações necessárias ao estudo realizaram-se pesquisa de campo por meio da aplicação de questionários semi-estruturados. por exemplo.721. quanto arrecadam com a venda e as dificuldades existentes durante o extrativismo do fruto. aplicaram-se questionários.98 km² 1. Barras. Tendo em vista que grande parte da produção de pequi obtida por meio do extrativismo.35° O Timon . levantou-se o perfil socioeconômico dos vendedores e catadores de pequi.gov. renda média mensal da família e grau de escolaridade.25° S 42. foram visitados. das comunidades em volta das áreas de ocorrência do pequizeiro. no Maranhão (tabela 1).PI 4. junto aos catadores e vendedores de pequi.ibge.br. TABELA 1.740.29° O José de Freitas .24° S 42. José de Freitas e Teresina. como: estado civil.PI 5.223.56 km² 1.57° O Fonte: www.77 2 MATERIAL E MÉTODOS 2. Timon e Afonso Cunha. no Piauí.MA 4.

00 reais. com renda média de R$ 2. A maioria das famílias.00 a R$ 4.001.1 Perfil socioeconômico De acordo com o resultado da pesquisa foi possível observar que o extrativismo do pequizeiro nas áreas de abrangência do estudo ocorre de forma desorganizada e com pouca preocupação com a sustentabilidade da atividade. pois a atividade não é estruturada devido à falta de uma associação. em que a maioria dos horticultores de pimenta estudados (64%) foi mulheres. busca pela publicidade e apoio governamental. pois o valor do Bolsa Família chega a ser maior do que o resultante das vendas de legumes e frutos cultivados nas pequenas roças familiares. as mulheres se responsabilizam pela venda do pequi no período de safra. já que isso traria benefícios. enquanto que nas famílias com pessoas do ensino superior. Logo. Quanto à escolaridade. foi constatado que a maioria dos entrevistados foi analfabeta com a renda familiar entre R$ 62. e a faixa etária dentre as mulheres foi em sua maioria entre 30 e 40 anos de idade.78 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3. Em contrapartida. e 70 a 80 anos. representando um total de 67%. Os vendedores e catadores de frutos de pequi em sua maioria foram mulheres. Este porcentual foi similar ao encontrado por Trajano (2009). então notou-se o abandono das pequenas roças. como o levantamento de informações quanto a viabilidade dos produtos. já os homens foram maioria em três intervalos de faixa etária: 30 a 40 anos.00 para famílias carentes). este fato explica o porquê da diferença da renda média mensal das famílias de analfabetos e das famílias que detinham indivíduos com ensino superior.00. . que tinham como chefe de família analfabetos.000. a minoria possuía o ensino superior. era beneficiada pelo Bolsa Família (Programa do Governo Federal que disponibiliza o valor mensal a partir de R$62.00 a 100. estes trabalham em suas roças ou como diaristas em outras áreas de plantio. a renda média mensal era a soma da venda dos frutos ou produtos de pequi e o salário do emprego fixo ou como autônomo. 40 a 50 anos. informações técnicas sobre o processamento e conservação dos frutos de pequi. logo. não somando assim o valor do Bolsa Família com a venda dos produtos da roças familiares. O fato dos homens terem sido minoria pode ser explicado que em sua maioria.

A muda do pequi por ser difícil de ser encontrada. mas também da comercialização de mudas de pequi e do azeite de pequi. é vendida por R$5. houve acréscimos de 400% a 500% na renda familiar em decorrência não apenas das vendas de frutos de pequi. A lucratividade dos derivados de frutos de pequi é evidenciada com estes dados. a minoria extraia o azeite da polpa e dos restos de polpa que normalmente fica aderida ao caroço após ser retirado o óleo.5%) apresentou uma melhoria de 5% a 50% em sua renda mensal com a venda de frutos de pequi. Em algumas famílias (8.00. Outro produto bastante visado é a madeira do pequi que é utilizada para a confecção de pilões.35% do total pesquisado). enquanto 20. Por sua vez.3 Uso do pequi e as dificuldades encontradas pela população As maiorias dos entrevistados consumiam a polpa de pequi e utilizavam a casca do fruto para enriquecer estrume para plantas.00. pois a lata de pequi no início da safra pode chegar ao valor de R$7. alcançando o valor de até R$50. produtos esses bem mais rentáveis. ou azeite. . enquanto que o litro do azeite de pequi tem valor médio de até R$25.2 Aumento na renda familiar devido à venda dos frutos ou produtos de pequi A maioria das famílias estudadas (37.00 3. devido à dormência natural do caroço.83% ratificava melhoria de 100% na renda familiar.00 e no final da safra ao valor de R$2. como porcos e galinhas (Figura 2). Cerca de 25% dos entrevistados afirmaram que a venda do pequi melhorava a sua renda familiar entre 200% e 300%. produzia sabão ou raspas para engordar suas criações.00.79 3.

uso de condimento (cozimento do pequi com arroz. 56% e 32%. como condimento e uso medicinal 83%. Na figura 3 observa-se que a maioria dos entrevistados utilizava o pequi para consumo in natura. Azeite de pequi O uso do fruto do pequi pode ser dividido em quatro categorias: consumo in natura (consumo natural da polpa da fruta). respectivamente. ração animal.80 FIGURA 2. D. sabão. Produtos fabricados a partir do fruto do pequi: A. Sabão de pequi. Extração do azeite de pequi. C. feijão ou galinha caipira). B. uso para fabricação de derivados (confecção de azeite de pequi. . enriquecimento de estrume para vegetal) e o uso medicinal (utilização do azeite de pequi para o tratamento de resfriados e dores de garganta). Raspas resultantes dos caroços de pequi após a retirada do azeite.

eles utilizam bicicleta ou uma cesta com capacidade para aproximadamente 300 pequis.) A porcentagem baixa para o uso da fabricação de derivados. é utilizada ainda a forma de “latada”. nesse processo. que carregam em cima da cabeça. se dá devido à falta de conhecimento e incentivo dos poderes públicos municipal e estadual. sendo retirado com o auxílio de uma colher. mais claro fica o óleo ou azeite de pequi. Categorias de uso ligadas ao pequi (Caryocar coriaceum Wittm. que como discutido antes. A mediada que a água esquenta o óleo sobe e é extraído aos poucos o óleo. Outra reclamação é a falta de estrutura de transporte dos frutos resultantes do processo de coleta. como eles chamam. como muitos chamam. completar o volume com água e levar ao fogo. Atualmente.81 FIGURA 3. de 27%. que se dá de forma completamente artesanal. Atualmente. que consiste em encher pela metade uma lata de aproximadamente 50 litros com frutos de pequi sem a casca. Eles informaram ainda que quanto maior a prática da pessoa envolvida nesse processo de extração. . especialmente no que se refere a formação de Associações envolvendo as pessoas que trabalham com o extrativismo do pequi. Os entrevistados reclamaram da falta de estrutura e treinamentos para promover melhorias na forma de extração do azeite do pequi. O Senhor Manuel1 trabalha 1 Nome fictício para manter a identidade do entrevistado em sigilo. é mais rentável.

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com a venda de mudas de pequi e disse que o reconhecimento da importância da espécie ainda é inexistente, e um dos grandes problemas que ele encontra na sua produção é devido ao fato da planta ainda não ser domesticada, tendo como conseqüência a produção tardia e a falta de informações técnicas sobre o manejo agronômico da espécie. Todos os entrevistados mostraram ter pouca noção da importância da preservação ambiental, porém, mostraram-se sensibilizados com a redução, a cada safra, da produção de frutos não somente do pequi, mas também das fruteiras nativas da região. Quando indagados se mudariam seus hábitos ou se buscariam ações junto ao governo em prol da preservação dessas fruteiras, todos ficaram apáticos e na defensiva reação é reflexo do baixo nível de educação ambiental. No sentido de mudar essa postura, uma das saídas propostas é a organização dos vendedores e catadores de pequi numa associação, onde todos seus associados pudessem ser capacitados à praticar o extrativismo consciente tanto do pequi quanto das demais das fruteiras de importância socioeconômica para a região, garantindo, dessa forma, a sua preservação das espécies e a sustentabilidade da atividade.

4. CONCLUSÕES    A maioria dos vendedores de frutos de pequi são mulheres e analfabetos; A venda dos frutos de pequi proporciona uma melhoria significativa na renda familiar das famílias, no entanto, a venda de mudas e do azeite de pequi é mais rentável; A atividade do extrativismo do pequizeiro além de não ser realizada de forma organizada, é carente do apoio dos governos estadual e dos municipais envolvidos.

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5 REFERÊNCIAS

AFONSO, S.R. Análise sócio-econômica da produção de não-madeireiros no cerrado brasileiro e o caso da cooperativa de pequi em Japonvar, MG. 2008. 107f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) – Universidade de Brasília, Brasília. ALMEIDA, S.P.; SILVA, J.A. Pequi e Buriti: importância alimentar para a população dos cerrados. Brasília, Embrapa CPAC, 38p. 1994. (Embrapa-CPAC. Documentos, 54). EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa em Agropecuária. A EMBRAPA nos biomas brasileiros, 2007. 16p. KLINK, C.A.; MACHADO, R.B. A conservação do Cerrado brasileiro. Megadiversidade, n.1, v.1. julho 2005. MACHADO, R.B.; RAMOS NETO, M.B.; PEREIRA, P.G.; CALDAS, E.F; GONÇALVES, D.A.; SANTOS, N.S.; TABOR, K.; STEININGER, M. Estimativas de perda da área do cerrado brasileiro. Relatório técnico. Conservação Internacional, Brasília, DF. 2004. 42p. MATTEUCCI, M.B.A.; GUIMARÃES, N.N.R.; TIVERON FILHO, D.; SANTOS, C. A flora do cerrado e suas formas de aproveitamento. Anais Escola de Agronomia e Veterinária.v.25, n.1, p.13-30, 1995. OLIVEIRA, E. de; LONGHI, E.H.; VANDERLEI, J.C.; SILVA, I.D.C. da; ROCHA, E.V. Arranjo extrativista do pequi (Caryocar brasiliense Camb.), na região de Iporá - Goiás: sustentabilidade e dinâmica da comercialização. AGÊNCIARURAL, Goiânia, 17p. 2004. RIBEIRO, J.F.; FONSECA, C.E.L.; ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.B.; SILVA, J.A.; SANO, S.M. Espécies arbóreas de usos múltiplos da região do cerrado: caracterização botânica, uso potencial e reprodução. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE SISTEMAS AGROFLORESTAIS, 1., 1994, Porto Velho, RO. Anais ... Santo Antonio de Goiás: Embrapa-CNPAF, 1994. p.335-356. (Embrapa-CNPAF. Documentos, 27). RIBEIRO, J.F.; WALTER, B.M.T. As matas de galeria no contexto do bioma Cerrado. In: RIBEIRO, J.F.; FONSECA, C.E.L. da; SOUSA-SILVA, J.C. (Eds.). Cerrado: caracterização e recuperação de matas de galeria. Planaltina: Embrapa Cerrados, 2001. 899p. SHIKI, S. Sistemas agroalimentar nos cerrados brasileiros: caminhando para o Caos? In: SHIKI, S.; SILVA, J.G. da; ORTEGA, A.C. (Org.) Agricultura, meio ambiente e sustentabilidade do cerrado brasileiro. Uberlândia: EDUFU, 1997. p.135-167. WAGNER, E. Desenvolvimento da região dos Cerrados. In: GOEDERT, W.J. (Ed.). Solos dos cerrados: tecnologias e estratégias de manejo. São Paulo/Brasília: EMBRAPA/NOBEL, 1987. p.19-31.

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4 CONCLUSÕES GERAIS

Houve elevada variabilidade fenotípica para a maioria dos caracteres físicos e químico-nutricionais do fruto nas populações de pequizeiro estudadas, indicando que houve elevada variabilidade, logo é possível o ganho genético por meio da seleção. Essa variabilidade e a divergência genética detectada entre e dentro das populações podem ser utilizadas em futuros trabalhos de coleta visando a formação de coleções de germoplasma para conservação ex situ e, também, em estudos mais aprofundados sobre a biologia reprodutiva e a estrutura genética dessas populações Tanto a polpa quanto a amêndoa de pequi são ricas em termos nutricionais, sendo que a amêndoa é mais rica que a polpa, principalmente, em minerais e proteína bruta. Em geral, as populações de pequizeiro de ocorrência no estado do Maranhão, apresentam maior potencial em termos de teor de polpa. Em termos de outras características físicas e das características químico-nutricionais a população de Alto Longá-PI é a que mostra-se mais promissora. As características relacionadas ao formato fruto (relação CF/DMF) e da amêndoa (relação CA/DMA) não contribuem para a divergência genética entre as populações de pequizeiro estudadas, já MMC e MMF são as duas características que mais contribuem para essa diversidade. O indivíduo de número 13, da população de Afonso Cunha-MA, e o de número 20, da população de Alto Longá-PI, mostraram-se os menos similares em termos de características físicas e o indivíduo de número 1, da população de Timon-MA, foi o menos similar quando se considera as características químico-nutricionais. As populações de pequizeiros de ocorrência nos municípios de Caxias e Timon, no Maranhão, são as mais divergentes das seis populações estudadas. No Maranhão, as populações de Timon e Afonso Cunha são as mais diversas e no Piauí, as populações mais diversas são as de Alto Longá e José de Freitas. Em geral, os indivíduos das populações de ocorrência natural no Piauí mostram-se menos divergentes entre si que aqueles provenientes das populações de ocorrência no Maranhão.

85 APÊNDICES .

Qual a principal atividade desenvolvida na área? ________________________________ 8. Município: __________________ 1. Nº de membros familiares ______________ 5. Quantos membros contribuem para a renda da família? ________________ 7. Faz parte de alguma associação ou cooperativa? Sim ( ) Não ( ) 13. Nº de filhos. Distância da sede do município (km) _____ Área da propriedade (se for o caso) _____ ha 3. Escolaridade do proprietário ou chefe de família: 1º Grau incompleto ( ) 1º. Grau incompleto 2º Grau completo ( ) 3º Grau incompleto 3º grau completo ( ) Outro ________________ 5.1. Onde comercializa os frutos? _______________________________ 15. Fruteiras que coletam ou utilizam: 1 ___________ 2 ___________ 3 ___________4 ___________ 5 ___________ 6___________ 10.86 APÊNDICE 1 LEVANTAMENTO SÓCIO-ECONÔMICO: (catadores/ vendedores de pequi) Entrevista no ______________________________________ data: ______/________/______ Nome do Entrevistado: ________________________________ Idade ______ Sexo _______ 1. Época da colheita: 1 ___________ 2 ___________ 3 ___________4 ___________ 5 ___________ 6___________ 11. Composição da Renda Familiar Atividade Roça Pecuária Extrativismo Trabalho remunerado na agricultura Trabalho remunerado fora da agricultura Comércio Artesanato Previdência Social Bolsa Família Outros Valor da Renda (%) 6. Comercializa ou vende pequi aqui em sua região? Sim ( ) Não ( ) 14. Qual o valor que rendeu a última safra (em R$) do pequizeiro? . ou pessoas que trabalham na atividade de coleta/transporte e comercialização do pequi: Filhos ________ Outros _______ 12.1 Localidade _______________________________ 2. Os membros da família trabalham nessa atividade? Sim ( ) Não ( ) 9. Grau completo ( ) 2 º. Condição de Propriedade: própria? Sim ( ) Não ( ) 4.

Uso que dá ao pequi não comercializado? Consumo "in natura" ( ) uso medicinal ( ) cozimento com outros alimentos ( ) Não aproveita de nenhuma forma ( ) Outros __________________________ 17. Quais as principais dificuldades da exploração do pequizeiro? (transporte/ comercialização/ consumo/ qualidade. 2005) .87 16.) ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ (Adaptado de LEAL. doenças. etc. Como faz o transporte dos frutos? _______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ 18.

88 ANEXOS .

6.”. De acordo com a natureza da publicação. do(s) autor(es) e do volume.unesp. Tabelas e Figuras. em papel tamanho A4 (210 x 297mm). Prof.email: rbf@fcav. Introdução. Nomes dos Autores completos (sem abreviações e separados por vírgula. Discussão (ou Resultados e Discussão). 4.00 e na aceitação do trabalho o restante da taxa: 2.00 para sócios (primeiro autor deverá ser sócio). home page: . O artigo deve ser submetido à correção de . deve indicar a natureza da publicação (ARTIGO OU COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA). numerando linhas e parágrafos. 3. Paulo Donato Castellane. Referências Bibliográficas. Title. 6.89 ANEXO 1 NORMAS DA REVISTA BRASILEIRA DE FRUTICULTURA Forma e preparação de manuscritos 1. no final do artigo. Material e Métodos. e de dois autores. 8. Abstract (incluindo Index Terms).00 (sócio) por trabalho de 12 páginas (R$ 50.No encaminhamento inicial efetuar o pagamento de R$ 100. 5. referentes a resultados de pesquisas originais e inéditas. R$ 300. Conclusão. os trabalhos poderão ser transcritos. Uma vez publicados. parciais ou totalmente. É imperativo que todos os autores assinem o ofício de encaminhamento mencionando que : “OS AUTORES DECLARAM QUE O REFERIDO TRABALHO NÃO FOI PUBLICADO ANTERIORMENTE. e ou 1 ou 2 revisões por número . separadas por &). em espaço um e meio . Tabelas e figuras em folhas separadas. Enviar os trabalhos para o editor-chefe da RBF. espanhol ou inglês. Quando o número de autores por manuscrito exceder a 4 (quatro). Trabalhos submetidos como artigo não serão julgados ou publicados na forma de Comunicação Científica e vice-versa. Banco do Brasil. Os trabalhos devem ser encaminhados (SEM DISQUETE) em quatro vias (3 vias sem o nome do(s) autor(es) para serem utilizadas pelos assessores e uma via completa para o arquivo.br . no tamanho 13 e escritos em uma única face do papel. 3.). 1. o mesmo deverá ser redigido de acordo com as respectivas normas. redigidas em português. A Revista Brasileira de Fruticultura (RBF) destina-se à publicação de artigos e comunicações técnico-científicos na área da fruticultura. paginação e ano. Agradecimentos (opcional). numeradas. Os artigos deverão ser organizados em Título. 7. o mesmo deverá vir acompanhado de justificativa descrevendo a efetiva participação e/ou contribuição de cada um dos autores para a consecução do trabalho submetido. mediante citação da RBF. As opiniões e conceitos emitidos nos artigos são de exclusiva responsabilidade do(s) autor(es). não será devolvido o pagamento inicial. incluindo e-mail. O Custo para publicação na RBF é de R$ 250. OU ENCAMINHADO PARA PUBLICAÇÃO À OUTRA REVISTA E CONCORDAM COM A SUBMISSÃO E TRANSFERÊNCIA DOS DIREITOS DE PUBLICAÇÃO DO REFERIDO ARTIGO PARA A REVISTA. O texto deve ser escrito corrido. Via de Acesso Prof. Carlos Ruggiero.s/n – Unesp/FCAV -CEP 14884-900 – Jaboticabal-SP .00 para não sócios. com margens de 2 cm. letra Times New Roman. agência nº 0269-0 e Conta Corrente nº 8356-9 (enviar cópia do comprovante) OBS: Para trabalhos denegados ou encerrados. número. Resultados. 5. de autores convidados. 4.00 por página adicional) a ser pago da seguinte forma: 2. Resumo (incluindo Termos para Indexação). R$ 150.

v. bem focalizadas e de bom contraste. ano. REFERÊNCIAS: NORMAS PARA REFERENCIA (ABNT NRB 6023. edição(abreviada). Quando mais de dois autores. Ago. Titulo. se este puder fazer parte da legenda. por profissionais habilitados. Português e Inglês. 11. Titulo do capitulo. local de publicação. LIVRO EM MEIO ELETRONICO AUTOR(es). deverão ter tamanho que permita perfeita legibilidade. In: AUTOR do livro. sem destacar os itens. Local: Editora. separadas por “&”. 13. Local: Editora. pelo seu número e nome do autor. Titulo do periódico. Titulo do artigo. e serão colocadas em envelopes. As Figuras coloridas terão um custo adicional de R$400. 12. (total ou parcial) CAPITULO DE LIVRO AUTOR. tanto fora quanto dentro dos parênteses. cidade. o endereço e e-mail atualizados do(s) autor(es) e menções de suporte financeiro. . edição(abreviada). 2002) As referencias no fim do texto deverão ser apresentadas em ordem alfabética nos seguintes formatos: ARTIGO DE PERIODICO AUTOR (es). As comunicações devem ter estrutura mais simples 8 páginas. exceto Referências. 14. As citações de autores no texto deverão ser feitas com letras minúsculas. v. antes de ser encaminhado à RBF. citar o primeiro seguido de “et al”.. ARTIGO DE PERIODICO EM MEIO ELETRONICO AUTOR(es). Local: Edidora. parte alguma da Figura deverá ser datilografada. a chave das convenções adotadas deverá ser incluída na área da Figura. CDROM LIVRO AUTOR(es).. (total ou parcial). as fotografias deverão ser de boa qualidade. usando-se preferencialmente os programas Word for Windows (texto) e Excel (gráficos). ano. mesmo numa redução de 50% na impressão final da revista. evitando o uso de linhas duplas. n. símbolos. ano. tabelas. As Legendas das Figuras e Tabelas deverão ser auto-explicativas e concisas. ano. paginas do capítulo. n. ano.... quando dois autores. (não use “itálico”).etc. a colocação de título na Figura deverá ser evitada. Nas Tabelas. com texto corrido. local de publicação. p. Titulo do Periódico. No Rodapé da primeira página. p. ano.90 9. p. apenas para a separação do cabeçalho e final das mesmas.. As legendas.00 em folhas que as contenham. equações. a traço leve de lápis. Disponível em:<endereço eletrônico>. Titulo do artigo. edição (abreviada). cada Figura será identificada na margem.. Titulo do artigo. p.. Acesso em: dia mês (abreviado). Titulo do Periódico. Titulo: subtítulo. Apenas a versão final do artigo deve ser acompanhada por cópia em cd. v. ano AUTOR(es). as Figuras não devem estar danificadas com grampos. Titulo: subtítulo. p. 10. devem-se evitar as linhas verticais e usar horizontais. n. deverão constar a qualificação profissional.

jpeg.Nome da faculdade. ano. tamanho 10. ano de publicação. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. Titulo. numeração. Titulo. Título. .Microsoft Word 97 ou versão superior. Ano AUTOR (es). Edição (abreviada).Local de publicação: Editora.Microsoft Excel/ Word 97 ou versão superior.6 cm. Fonte: Times New Roman. In: NOME DO EVENTO. AUTOR. Largura de 10 ou 20. ano de publicação. ano. data de publicação.. In: NOME DO EVENTO. Largura da tabela em 10 ou 20. Além de estarem no corpo do trabalho.. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. e como arquivo do Excel atentando para as especificações de largura e fonte. Parágrafo/Espaçamento simples. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word. Numero de folhas ou volumes. In: NOME DO EVENTO.Local de publicação: Editora. O título ou rodapé deverá ser digitado no MS Word.. Figuras ou imagens geradas por outros programas – As imagens geradas por outros programas que não sejam do pacote Office Microsoft. devem estar com 300 dpi na extensão: jpg. Fotos .Titulo do trabalho. Disponível em: <endereço eletrônico>. ano. as fotos devem estar em arquivos separados. enviar cada tabela em arquivos separados. o gráfico deverá ser enviado separadamente. CD-ROM DISSERTAÇÃO. numeração. Acesso em: dia mês (abreviado) ano. numeração. Titulo. TESES E TRABALHOS DE GRADUAÇÃO AUTOR.Todas as fotos deverão estar com 300 dpi de resolução em arquivo na extensão: jpg. Fonte: Times New Roman.6 cm. Categoria da Tese (Grau e área de concentração). Além de estar no corpo do trabalho.. Titulo do trabalho. como imagem ( na extensão jpg. tif ou gif com 300 dpi de resolução). tif ou gif.6 cm. NORMAS PARA TABELAS E FIGURAS: Tabela . Titulo. p. tif ou gif. p. local de realização. Parágrafo/Espaçamento simples. ano. Largura da tabela em 10 ou 20. ano..Acesso em: dia mês (abreviado). local de realização.91 Disponível em<endereço eletrônico>. Titulo do trabalho.Local de publicação: editora. Gráfico . ano. EVENTOS EM MEIO ELETRONICO AUTOR. Local: Editora. Universidade. Além de mandar a tabela no mesmo arquivo do trabalho.. CD-ROM EVENTOS AUTOR. local de realização. tamanho 10.

fonte Times New Roman. clareza da redação. mas que. não devem ser incluídos no trabalho. São considerados. Referências. Genética. os seguintes tipos de trabalho: Artigos Científicos. espanhol ou inglês. resultados com contribuição significativa. especialistas da área técnica do artigo. Forma e preparação de manuscritos Os trabalhos enviados à PAB devem ser inéditos e não podem ter sido encaminhados a outro periódico científico ou técnico. Introdução. em razão do elevado número.Título. atualização da revisão da literatura.92 ANEXO 2 NORMAS DE PUBLICAÇÃO REVISTA PESQUISA AGROPECUARIA BRASILEIRA Escopo e política editorial A revista Pesquisa Agropecuária Brasileira (PAB) é uma publicação mensal da Embrapa. fundamentação teórica. Novas Cultivares e Artigos de Revisão. resultantes de pesquisas de interesse agropecuário. discussão dos fatos observados em relação aos descritos na literatura. autoria. Os trabalhos publicados na PAB são agrupados em áreas técnicas. formulação do objetivo de forma clara. em português. Novas Cultivares e Revisões a convite do Editor. originalidade e consistência das conclusões. Fitopatologia. Os trabalhos rejeitados são devolvidos aos autores e os demais são submetidos à análise de assessores científicos. este último a convite do Editor. consideram-se aspectos como escopo. apresentação do artigo segundo as normas da revista. para publicação. tabelas e . é aplicado o critério da relevância relativa. Organização do Artigo Científico A ordenação do artigo deve ser feita da seguinte forma: Artigos em português .5 cm e com páginas e linhas numeradas. Resumo. não podem ser todos aprovados para publicação. Agradecimentos. Microbiologia. Resultados e Discussão. A principal forma de contribuição é o Artigo. Abstract. com margens de 2. título em inglês. Termos para indexação. coerência e precisão da metodologia. Material e Métodos. Fitotecnia. em espaço duplo. corpo 12. se o número de trabalhos aprovados ultrapassa a capacidade mensal de publicação. que edita e publica trabalhos técnico-científicos originais. Solos e Zootecnia. Fruticultura. qualidade das tabelas e figuras. O texto deve ser digitado no editor de texto Microsoft Word. Notas Científicas. folha formato A4. Forma e preparação de manuscritos Análise dos artigos A Comissão Editorial faz a análise dos trabalhos antes de submetê-los à assessoria científica. Esse critério é aplicado somente aos trabalhos que atendem aos requisitos de qualidade para publicação na revista. Dados publicados na forma de resumos. Fisiologia Vegetal. endereços institucionais e eletrônicos. cujas principais são: Entomologia. Index terms. Nutrição Mineral. mas a PAB também publica Notas Científicas. Conclusões. Após a aplicação desses critérios. Nessa análise. pelo qual são aprovados os trabalhos cuja contribuição para o avanço do conhecimento científico é considerada mais significativa. com mais de 250 palavras.

Resumo.93 figuras. Deve ser iniciado com palavras chaves e não com palavras como “efeito” ou “influência”. 20 páginas. em forma de expoente. Artigos em espanhol . Título Deve representar o conteúdo e o objetivo do trabalho e ter no máximo 15 palavras. no máximo. título em inglês. o resumo e os termos para indexação devem ser vertidos fielmente para o inglês. entre parênteses. neste caso. Términos para indexación. espanhol ou em inglês. e para o português. correspondente à chamada de endereço do autor. Index terms.Título. que devem ser limitadas a seis. Agradecimientos. no caso de artigos redigidos em português e espanhol. Abstract. título em português. References. Resumen. Introducción. Resultados y Discusión. “y” ou “and”. Results and Discussion. fórmulas e símbolos.Título. Artigos em inglês . indicados pelo número em algarismo arábico. o nome e o endereço postal completos da instituição e o endereço eletrônico dos autores. Resumo O termo Resumo deve ser grafado em letras minúsculas. Referencias. separados por vírgula. abreviações. Termos para indexação. cuadros e figuras. e em negrito. endereços institucionais e eletrônicos. Introduction. e separado do texto por travessão. apresentar somente o nome binário. Devem ser agrupados pelo endereço da instituição. Endereço dos autores São apresentados abaixo dos nomes dos autores. exceto a letra inicial. sempre que possível. Nomes dos autores Grafar os nomes dos autores com letra inicial maiúscula. autoria. entre parênteses. . incluindo-se os artigos. os dois últimos são separados pela conjunção “e”. Conclusiones. Não deve conter subtítulo. O último sobrenome de cada autor deve ser seguido de um número em algarismo arábico. por extenso. respectivamente. O artigo científico deve ter. Acknowledgements. Abstract. endereços institucionais e eletrônicos. Conclusions. Index terms. autoria. as preposições e as conjunções. As palavras do título devem facilitar a recuperação do artigo por índices desenvolvidos por bases de dados que catalogam a literatura. Não deve conter nome científico. Materiales y Métodos. exceto a letra inicial. Os endereços eletrônicos de autores da mesma instituição devem ser separados por vírgula. no caso de artigo em português. tables. incluindo-se as ilustrações (tabelas e figuras). Materials and Methods. na margem esquerda. figures. O título. exceto de espécies pouco conhecidas. no caso de artigos redigidos em inglês. Deve ser grafado em letras minúsculas. em forma de expoente.

Deve conter a descrição detalhada dos tratamentos e variáveis. deve ser grafada em letras minúsculas.94 Deve conter. Devem ser no mínimo três e no máximo seis. exceto as letras iniciais. preposições. considerando-se que um termo pode possuir duas ou mais palavras. Devem conter o nome científico (só o nome binário) da espécie estudada. Deve-se evitar o uso de abreviações ou as siglas. o material e os métodos. exceto a letra inicial. Deve ocupar. Deve ser organizado. O final do texto deve conter a principal conclusão. Introdução A palavra Introdução deve ser centralizada e grafada com letras minúsculas. em ordem cronológica. com o verbo no presente do indicativo. a data e o delineamento do experimento.br). O último parágrafo deve expressar o objetivo de forma coerente com o descrito no início do Resumo. preferencialmente. . incluindo números. situar a importância do problema científico a ser solucionado e estabelecer sua relação com outros trabalhos publicados sobre o assunto. seguida de dois-pontos. os resultados e a conclusão. Termos para indexação A expressão Termos para indexação. no máximo. Material e Métodos A expressão Material e Métodos deve ser centralizada e grafada em negrito. e em negrito.htm) ou no Índice de Assuntos da base SciELO (http://www.scielo. Não devem conter palavras que componham o título. Deve apresentar a descrição do local. Deve apresentar a justificativa para a realização do trabalho. Os materiais e os métodos devem ser descritos de modo que outro pesquisador possa repetir o experimento. ser termos contidos no AGROVOC: Multilingual Agricultural Thesaurus (http://www. de preferência. exceto a letra inicial. os termos Material e Métodos devem ser grafados com letras minúsculas. 200 palavras. Devem.org/aims/ag_intro. Os termos devem ser separados por vírgula e iniciados com letra minúscula. o número de repetições e o tamanho da unidade experimental.fao. Deve ser elaborado em frases curtas e conter o objetivo. e indicar os tratamentos. Não deve conter citações bibliográficas nem abreviaturas. duas páginas. conjunções e artigos. no máximo.

Dados não apresentados não podem ser discutidos. Não deve conter afirmações que não possam ser sustentadas pelos dados obtidos no próprio trabalho ou por outros trabalhos citados. As tabelas e figuras são citadas seqüencialmente. Devem apresentar as novas descobertas da pesquisa. com letras minúsculas. Devem ser elaboradas com base no objetivo do trabalho. Resultados e Discussão A expressão Resultados e Discussão deve ser centralizada e grafada em negrito. As novas descobertas devem ser confrontadas com o conhecimento anteriormente obtido. com letras minúsculas. Devem ser numeradas e no máximo cinco. grafá-los em negrito. Não podem consistir no resumo dos resultados. Deve conter informação sobre os métodos estatísticos e as transformações de dados. Todos os dados apresentados em tabelas ou figuras devem ser discutidos. exceto a letra inicial. Não apresentar os mesmos dados em tabelas e em figuras. Deve ocupar quatro páginas. Devem ser apresentadas em frases curtas. Agradecimentos A palavra Agradecimentos deve ser centralizada e grafada em negrito. mas discutidos em relação aos apresentados por outros autores. Evitar o uso de nomes de variáveis e tratamentos abreviados. com letras minúsculas. exceto a letra inicial. se as demais sentenças do parágrafo referirem-se à mesma tabela ou figura. quando indispensáveis.95 Devem ser evitados detalhes supérfluos e extensas descrições de técnicas de uso corrente. . Deve-se evitar o uso de subtítulos. exceto a letra inicial. Conclusões O termo Conclusões deve ser centralizado e grafado em negrito. As chamadas às tabelas ou às figuras devem ser feitas no final da primeira oração do texto em questão. com o verbo no presente do indicativo. exceto a letra inicial. na margem esquerda da página. Os dados das tabelas e figuras não devem ser repetidos no texto. com letras minúsculas. não é necessária nova chamada. no máximo. sem comentários adicionais.

Identificação de QTL associados à simbiose entre Bradyrhizobium japonicum. 2001. Exemplos: Artigos de Anais de Eventos (aceitos apenas trabalhos completos) AHRENS. J. 6). M. Devem ser apresentadas em ordem alfabética dos nomes dos autores. LORENZI. p. iniciando-se com “Ao. com letras minúsculas.153-162..A. NICOLÁS. no máximo. In: AZEVEDO. de M. D. BELTRÃO.A. Devem ser de fontes atuais e de periódicos: pelo menos 70% das referências devem ser dos últimos 10 anos e 70% de artigos de periódicos.. NÓBREGA. Anais. .41. Sistemas de produção. 3. elkanii e soja. Cruz das Almas: Embrapa Mandioca e Fruticultura. Brasília: Embrapa Informação Tecnológica. E.121-160.P. Campina Grande: Embrapa Algodão. Aos.). (Ed. sem numeração.A.O. M. B. de. (Embrapa Agropecuária Oeste. 2004. separados por ponto-evírgula.96 Devem ser breves e diretos. HUNGRIA. Devem ser trinta.M. exceto a letra inicial. M. Santa Maria: UFSM. À ou Às” (pessoas ou instituições). A fauna silvestre e o manejo sustentável de ecossistemas florestais. mesmo que aproximada. da.. p. LIMA. 116p. Devem apresentar os nomes de todos os autores da obra.P. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste. no caso de citação de citação. N. Pesquisa Agropecuária Brasileira. 2004.F.E. v. In: SIMPÓSIO LATINO-AMERICANO SOBRE MANEJO FLORESTAL. L. Santa Maria. Devem conter os títulos das obras ou dos periódicos grafados em negrito.. Devem conter somente a obra consultada.S. F. dos.. Cultivo da mandioca na Região Centro-Sul do Brasil. LIMA. Capítulos de livros AZEVEDO. E.67-75. 2006.B. Livros OTSUBO. Devem conter o motivo do agradecimento. BATISTA. Manejo cultural. p. Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal. Artigos de periódicos SANTOS. S.M. com as adaptações descritas a seguir.F. 2004.. Todas as referências devem registrar uma data de publicação. Devem ser normalizadas de acordo com a NBR 6023 da ABNT. A. O agronegócio da mamona no Brasil.F. D. Referências A palavra Referências deve ser centralizada e grafada em negrito.

Desenvolvimento fenológico do trigo (cultivar IAC 24 . com os anos de publicação entre parênteses. 2004. Deve ser evitada a citação de citação. separados pelo "e" comercial (&). Fórmulas.br/publicacoes/ficha. Redação das citações dentro de parênteses Citação com um autor: sobrenome grafado com a primeira letra maiúscula. Citação de mais de uma obra: deve obedecer à ordem cronológica e em seguida à ordem alfabética dos autores. sociais e ambientais da pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste: relatório do ano de 2003. pois há risco de erro de interpretação. comunicação pessoal. Citação de mais de uma obra dos mesmos autores: os nomes destes não devem ser repetidos. Redação das citações fora de parênteses Citações com os nomes dos autores incluídos na sentença: seguem as orientações anteriores. expressões e equações matemáticas Devem ser iniciadas à margem esquerda da página e apresentar tamanho padronizado da fonte Times New Roman. Devem ser normalizadas de acordo com a NBR 10520 da ABNT. Citação de citação: sobrenome do autor e ano de publicação do documento original. seguido de vírgula e ano de publicação. Documentos. seguido da expressão et al. vírgula e ano de publicação. Dourados: Embrapa Agropecuária Oeste. no caso de uso de citação de citação. Fontes eletrônicas EMBRAPA AGROPECUÁRIA OESTE. 2006. comportamento espectral e utilização de imagens NOAA-AVHRR.. Avaliação dos impactos econômicos. cujos dados não tenham sido publicados.cpao. são separadas por vírgula. 2000. seguidos de vírgula e ano de publicação. 66). seguido da expressão “citado por” e da citação da obra consultada.Universidade Estadual de Campinas. E. Disponível em: <http://www.Tucuruí). 97p. Tese (Doutorado) . Citação com dois autores: sobrenomes grafados com a primeira letra maiúscula.embrapa. 152p. Citação com mais de dois autores: sobrenome do primeiro autor grafado com a primeira letra maiúscula.97 Teses HAMADA. colocar os anos de publicação separados por vírgula. em fonte normal.php?tipo=DOC&num=66&ano=2004>. documentos no prelo ou qualquer outra fonte. (Embrapa Agropecuária Oeste. Campinas. Citações Não são aceitas citações de resumos. Acesso em: 18 abr. somente a obra consultada deve constar da lista de referências. . A autocitação deve ser evitada. com as adaptações descritas a seguir.

na forma de expoente. * e ** (significativo a 5 e . Os elementos complementares são: notas-de-rodapé e fontes bibliográficas. Para indicação de significância estatística. na coluna ou na linha. cabeçalho. no corpo ou na coluna indicadora. se isso não for possível. com a indicação em nota-derodapé do teste utilizado e a probabilidade. Devem ser auto-explicativas. usando os recursos do menu Tabela. letras minúsculas ou maiúsculas. No cabeçalho.98 Não devem apresentar letras em itálico ou negrito. explicar o significado das abreviaturas no título ou nas notas-de-rodapé. corpo (colunas e linhas) e coluna indicadora dos tratamentos ou das variáveis. dados não apresentados devem ser representados por hífen. as fontes devem constar nas referências. no final do texto. no título. Devem ser usados fios horizontais para separar o cabeçalho do título. para separar o conteúdo dos elementos complementares. e do corpo. à direita do dado. as chamadas ns (não-significativo). O título. Todas as unidades de medida devem ser apresentadas segundo o Sistema Internacional de Unidades. conciso e completo. As tabelas devem ser editadas em arquivo Word. no cabeçalho. São apresentadas de forma contínua. com algarismo arábico. mas o recurso recuo do menu Formatar Parágrafo. não usar fios verticais. Nas colunas de dados. à direita da palavra ou do número. os valores numéricos devem ser alinhados pelo último algarismo. em negrito. os nomes das variáveis que representam o conteúdo de cada coluna devem ser grafados por extenso. deve incluir o nome (vulgar ou científico) da espécie e das variáveis dependentes. não fazer espaçamento utilizando a barra de espaço do teclado. na forma de expoente. são utilizadas. separadas por ponto. Na comparação de médias de tratamentos são utilizadas. deve ser claro. entre parênteses. e apresentadas em folhas separadas. Notas de rodapé das tabelas Notas de fonte: indicam a origem dos dados que constam da tabela. sem mudança de linha. Tabelas As tabelas devem ser numeradas seqüencialmente. usá-los ainda na base da tabela. no corpo da tabela. Seus elementos essenciais são: título. à exceção de símbolos escritos convencionalmente em itálico. com uma nota-de-rodapé explicativa. Notas de chamada: são informações de caráter específico sobre partes da tabela. Fios horizontais adicionais podem ser usados dentro do cabeçalho e do corpo. com ponto no final. à direita do dado. no corpo da tabela. para conceituar dados. Nenhuma célula (cruzamento de linha com coluna) deve ficar vazia no corpo da tabela. São indicadas em algarismo arábico. após as referências. deve ser precedido da palavra Tabela.

5 ou 17. Não usar negrito nas figuras. as fotografias. As figuras na forma de fotografias devem ter resolução de. Os pontos das curvas devem ser representados por marcadores contrastantes. porém. 75 e 100%. Os números que representam as grandezas e respectivas marcas devem ficar fora do quadrante. desenhos. 50. 25. usar escala de cinza (exemplo: 0. 3/4 ponto de espessura. Devem ser elaboradas de forma a apresentar qualidade necessária à boa reprodução gráfica e medir 8. após o título. como: círculo. podem ser coloridas. separados do arquivo do texto. O título da figura. e devem ser seguidas das unidades entre parênteses. As curvas devem ser identificadas na própria figura. a fonte de onde foram extraídas. Evitar usar cores nas figuras. respectivamente).99 1% de probabilidade. Excel ou Corel Draw. as fontes devem ser referenciadas. Devem ser auto-explicativas. Figuras São consideradas figuras: gráficos. e do ponto. como também é obrigatório o crédito para o autor de desenhos e gráficos que tenham exigido ação criativa em sua elaboração. Figuras não-originais devem conter. para possibilitar a edição em possíveis correções.5 cm de largura. triângulo ou losango (cheios ou vazios). . do número em algarismo arábico. Devem ser gravadas nos programas Word. no título. as designações das variáveis dos eixos X e Y devem ter iniciais maiúsculas. A legenda (chave das convenções adotadas) deve ser incluída no corpo da figura. sem negrito. No caso de gráfico de barras e colunas. deve ser precedido da palavra Figura. quadrado. ou entre a figura e o título. mapas e fotografias usados para ilustrar o texto. evitando o excesso de informações que comprometa o entendimento do gráfico. O crédito para o autor de fotografias é obrigatório. no mínimo. no mínimo. 300 dpi e ser gravadas em arquivos extensão TIF. a fonte (Times New Roman) e o corpo das letras em todas as figuras devem ser padronizados. As unidades. Só devem acompanhar o texto quando forem absolutamente necessárias à documentação dos fatos descritos. Usar fios com. em negrito. Nos gráficos. para cinco variáveis).

fax: (61)3340-5483. Os manuscritos aprovados para publicação são revisados por no mínimo dois especialistas. sem o consentimento expresso do editor da PAB. mesmo parcialmente. São de exclusiva responsabilidade dos autores as opiniões e conceitos emitidos nos trabalhos. O editor e a assessoria científica reservam-se o direito de solicitar modificações nos artigos e de decidir sobre a sua publicação.embrapa.100 Outras informações Não há cobrança de taxa de publicação. Os trabalhos aceitos não podem ser reproduzidos. via e-mail:pab@sct. DF . Contatos com a secretaria da revista podem ser feitos por telefone: (61)3448-4231 e 3273-9616.br ou pelos correios: Embrapa Informação Tecnológica Pesquisa Agropecuária Brasileira – PAB Caixa Postal 040315 CEP 70770 901 Brasília.

seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto. Ex. Poderão participar até três autores por artigo ou ensaio. versão 98 ou superior .Abstract. 2002). em algarismo arábico.Considerações finais . organogramas. no máximo. com a primeira palavra em maiúsculas.Introdução . plantas e quadros. . direita e inferior de 2 cm .25 cm . justificado.Resultados e discussões . Tabelas: as tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente. Os artigos deverão ter um mínimo de 15 e um máximo de 20 laudas. mapas.Parágrafo: 1. logo abaixo. com cerca de 150 palavras.Alinhamento: justificado . seguida de seu número de ordem de ocorrência e fonte. seguindo o padrão AUTOR (DATA). de três key words Conteúdo dos artigos . logo abaixo.Referências Referências: constar apenas o que foi citado no corpo do texto. Os títulos das figuras devem ser colocados na parte inferior. com cerca de 150 palavras. que devem ser numeradas consecutivamente e inseridas no texto com a extensão ". 2MB. gráficos. em maiúsculas e negrito (português e inglês) e centralizado . numeradas seqüencialmente.Resumo em português.Editor de texto: Word for Windows. tamanho 12 . Não pode haver qualquer identificação do(s) autor(es) no(s) artigo(s) enviado(s). Uma vez aceito o artigo considera-se licenciado para a REDE com exclusividade para o veiculo digital.Revisão de literatura . fluxogramas.A minuta do artigo deve ter. Notas: mínimas e apresentadas ao final do texto.101 ANEXO 3 NORMAS DE PUBLICAÇÃO DA REVISTA ELETRÔNICA DO PRODEMA Diretrizes para Autores Os trabalhos para publicação nos periódicos da REDE . Os ensaios deverão ter no máximo 10 laudas.Objetivos . esquemas. Primeira página . O Título situase na parte superior da tabela. espaço simples e seguido. pelo prazo de duração dos direitos patrimoniais do autor. conforme IBGE (1993).Título. justificado e seguido. fotografias. As referências completas deverão ser apresentadas em ordem alfabética. do respectivo título e fonte. na parte inferior.Número de páginas: mínimo de 15 e máximo de 20 laudas .jpg". de três palavras-chaves . Os artigos deverão ser encaminhados com as seguintes características: Formato do artigo .Folha: A4 . resolução mínima de 300 "dpi" e nitidez das características de interesse.Fonte: Times New Roman.Espaçamento: simples .Metodologia .Revista Eletrônica do Prodema deverão ser inéditos na íntegra e sua publicação não deve estar pendente em outro local. no final de todo o texto com o título de Referências.: Figura 1: Mapa de Fortaleza. Ilustrações: serão consideradas ilustrações os mapas. incluindo resumo e referências.Margens: esquerda e superior de 3 cm. de acordo com as normas da ABNT (NBR 6023. Sua posição deve constar no próprio texto e estar referenciada.

As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores. Os artigos podem ser enviados em português. 1.102 Agradecimentos: poderão ser mencionados no final do artigo. como anexos. usa uma fonte de 12-pontos. na seção Sobre a Revista.: artigos). 5. os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. respeitando o estilo dos autores. ortográfica e gramatical com vistas a manter o padrão culto da língua. conforme instruções disponíveis em Assegurando a Avaliação Cega por Pares. espanhol e inglês. caso submetido para avaliação por pares (ex. O texto segue os padrões de estilo e requisitos bibliográficos descritos em Diretrizes para Autores. Os trabalhos que não se enquadrarem nessas normas não serão avaliados. Os trabalhos publicados passam a ser propriedade da revista Rede. A seleção dos trabalhos para divulgação na Revista é de competência do Conselho Editorial da Revista. 4. Fórmulas: as fórmulas deverão ser numeradas e inseridas ao longo do texto. Os arquivos para submissão estão em formato Microsoft Word ou OpenOffice (desde que não ultrapassem 2MB). Declaração de Direito Autoral A revista REDE se reserva o direito de efetuar. Política de Privacidade Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação. emprega itálico em vez de sublinhado (exceto em endereços URL). 3. as figuras e tabelas estão inseridas no texto. e não está sendo avaliada para publicação por outra revista. O texto está em espaço simples. URLs para as referências foram informadas quando necessário. A identificação de autoria do trabalho foi removida do arquivo e da opção Propriedades no Word. 2. A contribuição é original e inédita. não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros. caso contrário. . não no final do documento. Itens de Verificação para Submissão Como parte do processo de submissão. deve-se justificar em "Comentários ao Editor". nos originais. garantindo desta forma o critério de sigilo da revista. 6. alterações de ordem normativa.

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