Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT

Avaliação Escolar School Evaluation
Marcos José Andrighetto Cleitom José Richter

Resumo Este artigo apresenta uma pesquisa bibliográfica feita sobre o processo de avaliação da aprendizagem, como vem sendo e como deveria ser desenvolvido tal processo. Mostra onde está inserida a avaliação na Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB). Algumas limitações e maneiras errôneas de seu emprego tornando-o muitas vezes ineficaz. No decorrer do trabalho são apresentados alguns paradigmas e também obrigações da figura do avaliador. Aborda-se a melhor forma de avaliar e quais dados ou pré-requisitos devem ser levados em consideração no momento de avaliar. Palavras-chave: Processo de avaliação, Avaliação como perspectiva, Limites e possibilidades, Reações e efeitos. Abstract This article presents a literature search done on the evaluation process of learning, as has been and how this process should be developed. Shows where the evaluation is included in the Law of Guidelines and Basis of Education (LDB).Some limitations and erroneous ways of their jobs often make it ineffective. During the work are presented some paradigms and obligations of the figure of the evaluator. Addresses is how best to assess and what data or pre-requisites must be taken into account when evaluating. Keywords: Evaluation process, Evaluation and perspective, Limits and possibilities, Reactions and effects

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT

Introdução
A avaliação da aprendizagem de modo geral, é entendida pela maioria dos alunos e por muitos professores, como aplicações de provas e exames. Porém, ocupa uma posição extremamente contraditória em relação a uma das principais funções da escola, a promoção de inclusão social. Embora seja um processo burocrático necessário que precisa ser traduzido em notas, conceitos ou menções, seu emprego acaba tornando-se motivo de tormento para os estudantes. São apresentados alguns métodos de avaliação, bem como a utilização do erro como ferramenta deste processo. É preciso entender o real sentido da avaliação, fazendo com que esta não se transforme em uma máquina classificatória excludente. Com a finalidade de entender essa problemática da avaliação, buscou-se em livros e na Lei 9394/96-Lei de Diretrizes e Base da educação Brasileira, um embasamento sólido para a construção deste artigo.

O processo de Avaliação
A maneira em que a educação abrange a avaliação nos dias de hoje, vem de um processo iniciado na década de 1940 graças à atuação de Ralph W. Tyler, que tem como princípio que educar consiste em mudar padrões antigos ou gerar novos padrões de comportamentos, sendo que o currículo passa a ser composto por especificação de habilidades desejáveis expressadas em objetivos a serem atingidos. Assim avaliação “consiste essencialmente em determinar se os objetivos educacionais estão sendo realmente alcançados pelo programa do currículo e do ensino como os objetivos visados constituem em produzir certas modificações desejáveis nos padrões de comportamento do estudante, avaliação é o processo mediante o qual determina-se o grau em que essas mudanças de comportamento estão realmente ocorrendo” (Tyler, 1975:99). Nota-se, que esta citação tem como enfoque o aspecto funcional da avaliação realizada em função dos objetivos previstos, como exigiu a metodologia da época, pois nesse período, o sistema escolar era tido como principal responsável pela baixa qualidade de mão-de-obra, pelo despreparo das massas políticas e pela má distribuição de renda. O modelo de avaliação elaborado por Daniel Stufflebeam, em 1968/1971, é focado no dimensionamento da avaliação com o objetivo de orientar a tomada de decisões de maneira a I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01 ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT torná-las adequadas. Para Stufflebeam (1987, p19) “avaliar é o processo de delinear, obter e proporcionar informações úteis para o julgamento de decisões alternativas”, e também: “ avaliar se refere a qualquer processo por meio do qual alguma ou várias características de um aluno/a, de um grupo de estudantes, de um ambiente educativos, de objetivos educativos,de materiais, professores/as, programas, etc.,recebem a atenção de quem avalia, analisam-se e valorizam-se suas características e condições em função de alguns critérios ou pontos de referência para emitir um julgamento que seja relevante para a educação” (Stufflebeam, 1987, p19). De forma mais sucinta, Stufflebeam (1987, p19) define-a como “o julgamento sistemático do valor ou mérito de algo”. Dessa forma a função básica da avaliação é oferecer um suporte de informações relevantes que possibilitem a melhoria da qualidade da didática educacional em termos de efetividade e de eficiência.

A Avaliação Segundo a LDB
De acordo com a Lei 9394 que foi projetada, em 1988, e aprovada em 1996, o processo avaliativo é contemplado no Art. 24 inciso V, que diz: “Art. 24º. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: [...] V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT e) “obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos;” O professor deve valorizar o processo de formação a fim de adequá-lo melhor, não acrescentando na prova final somente a nota daquela avaliação, embora seja regimental. Uma reflexão importante está em alguns casos na mudança de procedimento. Como vemos, a Lei usa a expressão “verificação do rendimento escolar. Verificar, numa de suas acepções, quer dizer comprovar; rendimento pode ser entendido como eficiência. Então de acordo com a lei, cabe a escola comprovar a eficiência dos estudantes nas atividades, ou seja, avaliar o êxito por eles alcançado no processo de ensino aprendizagem”. Mas, quando se trata em comprovar esse êxito e como avaliar se torna complexo. Avaliar não é a mesma coisa que medir, qualquer medida pode-se dispor de instrumentos precisos tais como: régua balança, etc. E quanto mais preciso os instrumentos, mais exatos a medida. Ao contrário disso não há instrumento preciso para a avaliação. Na avaliação escolar, não se avalia um objeto concreto observável e sim um processo humano contínuo. Por outro lado, para tentar contornar esse problema e evitar avaliações precipitadas, para impedir que a avaliação de um momento seja generalizada para todo o processo, deve-se proceder a uma avaliação continua que capte o desenvolvimento do educando em todos os seus aspectos. A avaliação é, assim, realizada para obter sobre o aluno uma informação mais abrangente que a simples e pontual referência das provas, tem função legitimadora da ideologia das sociedades modernas. Os bons resultados são vistos como indicadores das aptidões que darão ao indivíduo possibilidades de progredir e ter êxito. No entanto, recentemente o interesse está concentrado em reduzir os efeitos negativos da avaliação no sistema escolar e sua repercussão individual sobre os estudantes.

Avaliação como Perspectiva
A maneira correta de avaliar está diretamente ligada aos objetivos da proposta escolar, já que é um mecanismo de poder da escola. Embora surjam muitas dúvidas e questionamentos em torno desta idéia. Se levar em consideração que a grande maioria das práticas avaliativas possui elementos controladores e excludentes, a avaliação como mecanismo controlador de novas aprendizagens, caminha para sua extinção do meio escolar. Segundo Fontoura:

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT “De fato avaliar é preciso. Na concepção Nietzachana avaliação é sinônimo de interpretação. Tudo é avaliação e viver é interpretar, dar sentido ao mundo. Não há como estar no mundo sem ser avaliador, pois o próprio sujeito institui valores e, para estes valores existem avaliações que definem o valor do valor. Nessa perspectiva a verdade não existe, já que tudo é interpretação e essas interpretações também são uma produção, uma criação, segundo a perspectiva de um avaliador. Assim, “*...+ as interpretações diferentes são resultado de diferentes pontos de vista, de diferentes posições, de diferentes perspectivas... Só existem perspectivas múltiplas, divergentes, refratárias a totalização e à integração” (Fontoura, 2006, p 43-44). Em uma terceira hipótese, amplificamos a óptica avaliativa, analisando a repercussão e os reflexos deste contexto, a partir da perspectiva global: “ Sem considerar que há causas, fora da escola, que condicionam as dificuldades e insucessos dos alunos, é preciso verificar também, dentro da escola, como esta vem tratando suas dificuldades e produzindo os seus fracassos. Reconhece-se que também na escola, por mecanismos mais ou menos explícitos, há uma pratica discriminatória que acentua um processo de seleção e manutenção da hierarquia social. Aí situa-se o processo de avaliação da aprendizagem que reflete e é um reflexo da dinâmica escolar.”(Souza, 1991, p. 103). Ou seja, fazendo uma analogia ao âmbito geral da avaliação escolar, baseado nos fatores de padrões preestabelecidos e comparativos entre instituições de ensino, induz-se a uma escolha muitas vezes errônea de qual escola o aluno será inserido, tendo em vista que nem sempre o aluno “nota 10”, vem a ser um profissional de sucesso, como o esperado pela sociedade. Como podemos ver nesta reportagem da revista Veja: “... A fagulha de mudança pode ser acendida com a constatação de que as escolas que pais, alunos e professores tanto elogiam são as mesmas que devolvem à sociedade jovens incapazes de ler e entender um texto, que se embaralham com as ordens de grandeza e confiam cegamente em suas calculadoras digitais para não apenas fazer contas mas substituir o pensamento lógico...”(Veja, 2008, p.74-75) Reforçada a concepção de que bons estabelecimentos de ensino, avaliados através de padrões preestabelecidos pela sociedade, não se alcança o efeito prático desejado. Isto esta explicito também na visão de Freire (1992):

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT “ Não há como não repetir que ensinar não é a pura transferência mecânica do perfil do conteúdo que o professor faz ao aluno, passivo e dócil. Como não há também como não repetir que partir do saber que os educandos tenham não significa ficar girando em torno deste saber. Partir significa por-se a caminho, ir-se, deslocar-se de um ponto a outro e não ficar, permanecer. “ (Freire,1992, p.70-71) Assim, notoriamente a avaliação não pode limitar-se aos conhecimentos transmitidos pelo docente e adquiridos pelo aluno, mas sim, a implementação da soma das experiências do meio escolar com o meio sócio cultural trazido pelo aluno, tendo com resultado deste processo a contínua expansão do saber. Pois... ”A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.” (Alberst Einstein) Por conseguinte, Foucault, também nos afirma que não se tem certeza de nada, sempre teremos um “talvez,” “pode ser”, não existindo verdadeiro ou falso. Dessa forma, quando alguém pergunta algo, terá que estar disposto a ouvir uma série de respostas, que muitas vezes não trará uma certeza, uma confirmação, mas sim um anseio, um desejo, de sempre querer saber mais, uma busca contínua do conhecimento.

Limites e Possibilidades
A avaliação escolar, também conhecida como avaliação do processo ensino-aprendizagem ou avaliação do rendimento escolar, desempenho do aluno, do professor e de toda a situação de ensino. Seu principal objetivo é o aperfeiçoamento do ensino. Torna-se um instrumento eficaz e valioso quando utilizado com o propósito de analisar e compreender o processo de aprendizagem. O sistema avaliativo parte do pressuposto de que é inerente ao ato de apreender deparar-se com inúmeras dificuldades. O diagnóstico deve ser compreendido como uma análise da situação escolar atual do aluno e não como um veredicto, quem irá culpar ou absolver o aluno. A avaliação tem sido utilizada muitas vezes de forma errônea, reducionista, como se pudesse limitar-se a um instrumento de coleta de informações. É comum ouvir-se “vou fazer uma avaliação”, quando se vai aplicar uma prova ou um teste. Avaliar exige, antes que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para, em seguida, escolherem-se os procedimentos. Além disso, o processo de tomada de decisão, quanto a que medidas devem ser previstas, para aperfeiçoar o processo de ensino, com vistas a levar o aluno a superar suas

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT dificuldades. Definir por meio de nota ou conceito as dificuldades e facilidades do aluno é apenas um recurso simplificado que identifica a posição do aluno em uma escala. *...+ é corrente a queixa de que “os alunos só se preocupam com as notas”. Entretanto, os professores não se dão conta de que a avaliação que realizam é a causa desta preocupação, que as notas altas representam a garantia de continuidade de estudos no próximo período (SILVA; MORADILLO, 2002, p.3). Neste sentido, ocorre que estudantes, preocupados apenas com a aprovação, busquem de qualquer maneira a obtenção da nota exigida, independentemente de quais os meios empregados para alcançar tal objetivo. Contudo, acreditar, que um nota “6”(seis) ou um conceito “C” possa, por si, explicar o rendimento do aluno e justificar uma decisão de aprovação ou reprovação, sem que se analisem as condições de aprendizagem oferecidas, os instrumentos e processos empregados para a obtenção de tal nota, iria reduzir de forma inadequada, o processo avaliativo, sobretudo, limitar a perspectiva de análise do rendimento do aluno e a possibilidade do professor em compreender o processo que coordena em sala de aula. Para que a avaliação não se torne ineficaz ou excludente, é preciso não apenas aplicar provas que priorize um tipo específico de habilidade, mas sim se tenha um entendimento de o que está sendo avaliado, qual o verdadeiro propósito desta avaliação. Observa-se isso em: “A avaliação da aprendizagem envolve atividades, técnicas e instrumentos de avaliação que permitem ao avaliador verificar se o aluno adquiriu tais conhecimentos, capacidades, atitudes, etc. Mas mesmo no caso menos óbvio, da avaliação e conhecimentos, aquilo que o avaliador faz é a observação de certas competências do aluno, isto é a observação de seus saberes postos em ação. De fato, não lhe é possível “olhar para dentro da cabeça” de um aluno para avaliar se ele “tem lá” um conhecimento (ou domina um conteúdo, se preferir). Isto significa que a avaliação é uma atividade eminentemente empírica e que o avaliador nunca está em posição de verificar as aquisições do aluno a não ser que este, convocado para uma atividade de avaliação aprimorada se manifeste se comporte ou haja de algum modo empiricamente acessível. As atividades de avaliação exigirão sempre, pois, uma dada manifestação, ação ou comportamento observável a partir do qual o avaliador infere ter-se concretizado, ou não, daquela aquisição” (Costa, 2004, p.5). Verifica-se que a avaliação do nível de aprendizagem do aluno não pode ser tomada como verdade absoluta, portanto ela pode ser questionada. Sempre terá que ser vista com bastante

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT cuidado e responsabilidade, uma vez que, se o método for empregado de forma errada não poderá, jamais, medir o real conhecimento adquirido pelo aluno.

Reações e Efeitos
A classificação cristaliza e estigmatiza um momento da vida do aluno, sem considerar que ele se encontra em uma fase de profundas mudanças. É uma forma unilateral e, portanto, autoritária, que não considera as condições que foram oferecidas para a aprendizagem. Pune aqueles estudantes que, por sofrerem uma situação social adversa, necessitam de que a Escola lhes proporcione meios adequados que minimizem suas dificuldades de aprendizagem. A decisão de aprovação ou retenção do aluno exige do coletivo da escola, uma análise das possibilidades que ela pode oferecer para garantir um bom ensino. Quando usada somente a avaliação como instrumento de aprovação ou reprovação do aluno, define apenas a progressão vertical deste aluno, suas reduções e descompromissos. Desta forma, jamais se obterá um diagnóstico sobre a personalidade do aluno, pois se limita aos objetivos do ensino do programa escolar. Seu mau emprego pode expulsar o aluno da escola. Não permitindo seu acesso a um conhecimento sistematizado e, portanto, privando-o de suas participações sociais. Segundo Hoffmann: “ Nenhum extremo é válido: considerar que sempre devemos dizer a resposta certa, para o aluno ou, do outro extremo, considerar que todo e qualquer erro que ele cometa tenha o caráter construtivo e que ele poderá descobrir todas as resposta.”(Hoffmann, 2006, p. 88). A interpretação de que todo o acerto é correto e de que todo erro deva ser punido em todas as circunstancias, vem sendo alterada, uma vez que poderemos utilizar o erro, em favor da construção da aprendizagem, valendo-se dele para exemplificar e enriquecer os argumentos da área de conhecimento em questão. Podendo isso ser utilizado como ponto de partida para uma ação avaliativa mediadora. Para tanto, Becker nos diz: “ Considerando a aprendizagem no sentido amplo, podemos, entre outras coisas, corrigir o “errando se aprende” por “errando também se aprende”: o erro, ou fracasso não é condição necessária para haver aprendizagem. Por outro lado, tornase exagerada, neste contexto teórico, a preocupação “skinneriana” de evitar todo o fracasso levando todo o aluno a produzir somente respostas corretas, pois o fracasso

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT torna-se eventualmente necessário para que o sujeito tome consciência da inadaptação dos seus esquemas e da conseqüente necessidade de construir novos esquemas, ou seja, reconstruir os já existentes.” (Becker, 1993, p.97-98). É comum docentes ensinarem o que é correto, sem muitas vezes, utilizar o erro como uma ferramenta para exemplificar e enriquecer os meios didáticos, mostrando para os discentes porque não é de outra forma. Sendo assim, a utilização do erro é uma importante ferramenta de avaliação do aluno. Todo este contexto didático de trabalho em sala de aula repercutirá fortemente nos aspectos avaliativos em geral os quais devem ser permanentemente evoluídos, essas ações são indicadas a professores interessados no aperfeiçoamento pedagógico de sua atuação na escola. É fundamental sua utilização para indicar o alcance ou não dos objetivos de ensino. Sua aplicação faz-se necessária não só para diagnosticar as dificuldades e facilidades do aluno, como principalmente, para compreender o processo de aprendizagem que ela está percorrendo. Uma vez, utilizada de forma participativa e transparente, permite também ao aluno reconhecer suas próprias necessidades, desenvolver a consciência de sua situação escolar e orientar seus esforços na direção dos critérios de exigências da escola. Por fim, a avaliação deve ser utilizada com o apoio de múltiplos instrumentos de coleta de informações, baseada nas características do plano de ensino, dos objetivos que se está buscando junto ao aluno. Assim, conforme o tipo de objetivo pode ser empregado trabalhos tanto em grupos como individuais, provas orais e escritas, seminários, observação de cadernos, realização de exercícios em classe ou em casa e observação dos estudantes em classe. Porém, o levantamento de informações não deverá ficar restrito ao final do período letivo (bimestre, trimestre, semestre), pois informações desencontradas ou distanciadas podem modificar a analogia do aluno e do professor quanto às condições de aprendizagem e ensino.

Conclusão
Após muita leitura a respeito de avaliação escolar, concluímos que esta prática precisa ser melhorada, para que não se transforme definitivamente em uma prática discriminativa e exclusiva. Tal mudança se faz necessária afim de que a avaliação deixe de ser vista como um fim e passe a ser encarada como um meio para a educação. Antigos conceitos precisão ser mudados para que a visão de conhecimento, por parte dos alunos, seja ampliada, fazendo com que busquem conhecimentos superiores aqueles necessários à aprovação no final do ano letivo. I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01 ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT Fez-se uma análise entre o texto da LDB e do atual processo avaliativo com a finalidade de compreender o verdadeiro significado de avaliação escolar. Vimos no decorrer do artigo que provas e exames não devem ser unicamente empregados como forma de avaliação, tendo em vista que o professor precisa colher diversa informações sobre o aluno para que, desta forma, possa avaliá-lo mais coerentemente, buscando diagnosticar onde está ou estão às principais dificuldades do aluno, melhorando assim, o processo ensino-aprendizagem. Portanto, cabe ao profissional da docência, que também se encontra inserido no processo ensino-aprendizagem, manter-se preocupado como o ensino, de modo a deixá-lo voltado para a aprendizagem e não para a avaliação. Sendo esta uma ferramenta para melhorar o processo.

Referências Bibliográficas
BRASIL, LDB. Lei 9394/96. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Disponível em< www.mec.gov.br>. Acesso em: 02 Mar 2009. BECKER, Fernando. Da ação à operação: O caminho da Aprendizagem: J. Piaget e P. Freire. Porto Alegre: EST: Palmarinca: Educação e realidade, 1993. CORAZZA, Sandra., SILVA, Tomaz. Composições. Belo Horizonte. Autêntica, 2003 COSTA, Antônio P.. Avaliação: como avaliar o aprender a (competências) e o aprender que (conteúdos)?. Coimbra: APF,: 2004. FONTOURA, Ana Rita. As relações poder/saber no currículo e na avaliação escolar. Dissertação de Mestrado. Ijuí. UNIJUÍ, 2006. FREIRE, Paulo. Conscientização; teoria e prática da libertação: Uma introdução do pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Cortez e Morales, 1979 HOFFMANN, Jussara M. L. Avaliação mito & desafio: Uma perspectiva construtista. Editora Medição, Porto Alegre, 1991. HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: Uma prática em construção da pré-escola à universidade: Editora Medição, Porto Alegre, 2006. VEJA, Revista. Você sabe o que estão ensinando a ele? Editora Abril, Ed. 2074, 20 AGO 2008. SOUZA, Clariza P de (org). Avaliação do rendimento escolar: Campinas: Papurus, 1991.

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciência e Tecnologia - PPGECT SILVA, José Luiz P B.; MORADILLO, Edilson F. de. Avaliação, ensino e aprendizagem de Ciências. Ensaio, [Belo Horizonte], ano 1, vol. 4 n.1, Julho 2002. STUFFLEBEAM, D. (1987)., Evoluación sistemática. Barcelona. Paidós-MEC TYLER, Ralph. Princípios básicos de currículo e ensino. Porto Alegre, 1975.

Autor: Marcos José Andrighetto Acadêmico do 2º semestre do curso de licenciatura em computação do Campus Santo Augusto, integrado ao Instituto Federal Farroupilha. mjandrighetto@cefetbg.gov.br

Autor: Cleitom José Richter Acadêmico do 2º semestre do curso de licenciatura em computação do Campus Santo Augusto, integrado ao Instituto Federal Farroupilha. supercleitom@yahoo.com.br

I Simpósio Nacional de Ensino de Ciência e Tecnologia – 2009 Artigo número: 01

ISBN: xxxx-xxx

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful