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FACULDADE DO SERIDÓ – FAS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSISCOPEDAGOGIA CLÍNICA E


INSTITUCIONAL
DISCIPLINA: PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
PROF. MS. MONA LISA DANTAS

ALUNO: RAFAEL DE MEDEIROS BATISTA

RELATO SOBRE O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ACORDO COM AS


ESTRUTURAS COGNITIVA E EMOCIONAL

CURRAIS NOVOS

2016
RELATO

Passamos boa parte da vida imaginando como se dá o processo de


aprendizagem, como conseguimos aprender coisas novas, ou mesmo como conseguimos
deixar de lado alguns conhecimentos do início da nossa vida. Pois bem, alguns autores
conseguem explicar tudo isso: Jean Piaget, Lev S. Vygotsky e Erik Erikson.
Eles tentaram explicar, com sucesso, aliás, como nós conseguimos entender as
coisas, assimilar informações. Acabaram descobrindo, cada um com sua teoria, que
aprendemos pela repetição, pela emoção e pelos sentidos que são o tato, olfato, paladar,
audição e visão. Mas de todas as formas que conseguimos montar o nosso conhecimento
através do aprendizado, duas formas chamam a atenção pela consistência dos
argumentos utilizados, que são a estrutura cognitiva e a estrutura emocional.
Diz Piaget em seu livro sabedoria e ilusões da filosofia: “Cheguei a ter duas
ideias centrais. A primeira é que, possuindo todo organismo uma estrutura permanente
que pode modificar-se sob as influências do meio, porém sem destruir-se nunca
enquanto a estrutura de conjunto, todo conhecimento é sempre assimilação de um dado
exterior às estruturas do sujeito”. “A segunda é que os fatores normativos do
conhecimento correspondem biologicamente a uma necessidade de equilíbrio por auto
regulação: assim a lógica poderia corresponder, em um sujeito, a um processo de
equilibração”.
Na estrutura cognitiva nós aprendemos, do nascer ao crescer, por ligações
sinápticas. O que isso quer dizer? Pois bem, essas ligações significam que quando
sentimos algum desejo ou necessidade, nosso cérebro processa essa informação e
transforma em algum tipo de sinal, esse sinal é reconhecido por algum indivíduo e
compreendido como forma de linguagem. Por exemplo: uma criança pequena que sente
muito calor, e ainda não sabe falar ou gesticular para tomar banho, a tendência é chorar;
a partir do choro a mãe identifica o desejo da criança, que é se refrescar; depois que
toma banho, o bebê sente o alívio e seu cérebro processa tudo isso como formas de
ligação entre os neurônios, formando assim uma sequência que quando ocorre pela
primeira vez, chamamos de Assimilação. Quando isso ocorre outras vezes, chamamos
de Acomodação e é aí que a criança demonstra intencionalidade em chorar, pois sabe
que irá tomar banho, ou outra necessidade sua será suprida. Por último, se durante o
banho, a criança for colocada diante de situações que não aconteceram ainda o
Equilíbrio, ou de certa forma, um desequilíbrio, pois a criança está acostumada àquela
maneira de agir, e agora encontra situações novas, como no exemplo do banho, a
criança pode vir a tomar banho em outro local, com outro tipo de sabonete, ou a
temperatura da água pode não ser a mesma. Tudo isso, no Equilíbrio, faz com que a
criança perceba que existem outras formas e maneiras de se compreender um mesmo
ato, novas práticas, como o exemplo do banho.
“O cognitivismo está, pois, preocupado com o processo de compreensão,
transformação, armazenamento e utilização das informações, no plano da cognição”,
segundo a apostila Teorias da Aprendizagem.
Na estrutura emocional, existe a divisão entre Consciente e Inconsciente. Ambos
são espaços do cérebro que armazenam o conhecimento, as informações, aliás, tudo o
que se ouve vai parar no Inconsciente, lá é tudo guardado e armazenado.
Segundo o texto 3 Sistema Cognitivo, “A fim de ser usado mais tarde, o
conhecimento deve ser armazenado de alguma forma pelo sistema cognitivo. A
memória de longo prazo é o local onde a informação é armazenada de forma
permanente. Desde o início da vida, as crianças são capazes de armazenar as
informações associativas na memória de longo prazo”.
No Consciente as informações são liberadas pela linguagem, mas somente
quando o Inconsciente libera tais informações, por isso nem tudo o que assimilamos
como conhecimento é liberado para o Consciente, apenas quando o Inconsciente
transforma a informação em símbolo. No Inconsciente tudo é armazenado, não há
filtragem, como informações boas para um lado e informações negativas para o outro.
Tudo é guardado no mesmo espaço e apenas o Inconsciente pode liberar as informações
para o Consciente.
Um exemplo desse tipo de processo de aprendizagem é a manifestação do
conhecimento estudado pela Anamnese, que são lembranças pouco precisas e
recordações não nítidas. Uma criança, e observe que o uso da criança como exemplo de
indivíduo no processo de aprendizagem se dá pelo fato de ser mais fácil a compreensão
nelas de todo o processo, essa criança pode se expressar através de desenhos, e esses
desenhos têm em si traços do Inconsciente, coisas que elas ouviram, viram, leram ou
vivenciaram podem ser externados através dos desenhos, de maneira que o profissional
da psicopedagogia pode conseguir a interpretação por si mesmo ou pelo auxílio dos
demais profissionais da área.
Ainda segundo o texto 3 Sistema Cognitivo, “O processo de atenção é um
exemplo. A atenção funciona em parte automaticamente para orientar os sistemas
sensoriais para as fontes de informação no meio. Ela também está sob controle parcial
da consciência, uma vez que em geral podemos decidir em que enfocar nossa atenção”.
Isso mostra que a gama de informações no nosso Consciente é menor que no
Incosciente.

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