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FACULDADE DE AFONSO CLÁUDIO

ISEAC – INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE AFONSO CLAUDIO

LUCILDA MOREIRA DE OLIVEIRA

ESTUDO DE TINTAS NATURAIS


A descoberta da feitura de tintas na infância

SALVADOR
JULHO 2010

LUCILDA MOREIRA DE OLIVEIRA

ESTUDO DE TINTAS NATURAIS


A descoberta da feitura de tintas na infância

Anteprojeto apresentado ao Instituto


Superior de Educação Afonso Cláudio
como pré requisito parcial do título de
Especialista em Artes na Educação
Professor orientador Frederico André
Gonçalves Feital.

SALVADOR
JULHO 2010
INTRODUÇÃO

A minha prática pedagógica permeia uma mediação de saberes na qual as crianças


descobrem e fazem arte junto com o educador. Sou movida pela curiosidade e gosto de
descobrir formas de utilizar elementos da natureza na sala de aula e fazer arte com eles.
Esse sentimento me leva a experienciar e pesquisar a feitura de tintas na educação
infantil aproveitando os elementos presentes na natureza dentro do espaço do parque da
Escola Plic Ploc na cidade de Salvador-Bahia.
O desejo pelo tema iniciou-se a partir das rodinhas de conversas informais, nas
quais os alunos mostraram curiosidade sobre a origem das cores, indagando como, por
exemplo, “de vem a tinta?” e “como faz pra ficar amarelo?” A partir dessa curiosidade
natural das crianças em questionar como se faz o pigmento colorido usando nas
atividades artísticas em sala, proponho-me experienciar juntamente com a turma do
Grupo 4 da Escola Plic Ploc , a feitura de tintas naturais.

JUSTIFICATIVA

Sabemos que o homem criou suas primeiras expressões artísticas há muito


tempo. As cavernas eram suas telas e eles representavam suas ideias servindo-se dos
elementos da natureza para marcar, registar nas paredes das cavernas suas emoções. De
onde vinham as cores preto e vermelho tão presentes na pintura rupestre? Para pintá-las,
os “artistas primitivos” usaram uma mistura de óxido de ferro e gordura animal para
fixar melhor a cor, daí vêm os tons de ocre avermelhados...
Dessa forma as cores estão presentes no cotidiano humano desde sempre. Em a
natureza, sobretudo, espelho no qual homem busca inspiração para tornar a sua vida
mais colorida, mais bela. Ao reconstruir esses pigmentos artificialmente dá aos objetos,
construções, ao corpo, vestimentas, dentre outros, um caráter próprio, pertencente a sua
cultura.
Dentro da sala de aula, muitas vezes, a dinâmica é inversa. As práticas referentes
ao uso das cores na educação infantil consistem em repetições, privando a criança de
revelar e ampliar a sua criatividade. Assim quando surge a curiosidade numa roda de
conversa informalmente, é de suma importância parar e rever a práxis.
De acordo com Suely Ferreira em O ensino das Artes: construindo caminhos,
“(...) o ensino das artes na escola deveria não se preocupar apenas com o
desenvolvimento e de habilidades, conhecimentos e valores exclusivos da área
artísticas, mas sobretudo com a formação geral dos alunos.” A proposta de fazer tinta
com elementos da natureza busca corroborar com este desenvolvimento global do ser. O
foco aqui não é o ensino de beterraba é vermelha e coentro é verde, mas de experiênciar
que verduras e hortaliças, além de minerais presentes em nosso cotidiano podem ser
usadas para dar pigmentação e criar arte.

PROBLEMA

Como os elementos da natureza podem ser utilizados como base para criar
pigmentos e como essa tinta natural pode ser usadas nas atividades artísticas na sala de
aula do Grupo 4 da Escola Plic ploc.

HIPÓTESE

Ao misturar água com elementos da natureza bem como hortaliças, verduras e


sementes num processo de maceração, podem ser utilizados como base para criação de
pigmentos coloridos e serem utilizados nas atividades artísticas na sala do Grupo 4 da
Escola Plic e Ploc.

OBJETIVO GERAL

Experienciar vivencias de criação de pigmentos a partir de misturas com


matérias-primas extraídos da natureza água, afim de obter tintas naturais para serem
usadas nas atividades de artes do Grupo 4, levando as crianças a ressignificar um
aspecto da arte primitiva, Levando-os a preservar dentro de si a tendência artística de
cada um.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Resgatar as formas de fazer arte primitiva ao usar elementos da natureza;


• Desenvolver a consciência do grupo quanto a origem da tinta utilizada pela
sociedade;
• Aprender a misturar elementos presentes na natureza para extrair tinta natural,
experienciando em sala de aula essa mistura.
• Usar a tinta natural feita pelos alunos para colorir atividade.
.
METODOLOGIA

A metodologia empregada nesta pesquisa envolverá, no primeiro momento,


implementação da ideia de fazer tinta natural na rodinha diária juntamente com as
crianças. Serão feitas pesquisas como intuito de embasar teoricamente a práxis quanto a
presença da cultura primitiva na sociedade. As crianças participarão dos momentos de
organização, catalogação e registro da matéria-prima utilizada no projeto “Tinta
natural”, ou seja, elementos da natureza como hortaliças, verduras e sementes, utilizadas
para fazer a tinta. Contato direto com esses materiais, incentivando as crianças misturar
os elementos necessários para obtenção de pigmentos. Em outro momento o grupo
utilizará as tintas produzidas para colorir atividades. Também será proposto mistura de
tintas naturais Por último será feito uma exposição com as atividades das crianças na
mural da escola.
CRONOGRAMA

Atividades / Períodos Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8
1 Levantamento de literatura X
2 Montagem do projeto X x
3 Coleta de dados X X X X X x
4 Tratamento de dados x x
Elaboração do relatório final X x
6 Revisão do texto X
Entrega do trabalho X
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. ____. Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil. Brasília:


MEC/SEF, 1998.

BRASIL. ____Parâmetros Curriculares Nacionais; arte/ secretaria de Educação


Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

FEIST, Hildegard. Pequena viagem pelo mundo da arte. 2ed. São Paulo: Moderna,
2003.

FERREIRA, Sueli. O Ensino das artes: construindo caminhos (ORG.) Campinas, SP:
Papirus , 2001

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