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Comissão Sindical da Angola Telecom

Caderno Reivindicativo

Versão 1
REF
Data 11/10/2021
EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES DE ANGOLA
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Caderno Reivindicativo dos Trabalhadores da Angola Telecom


Elaborado pela: Comissão Sindical

Membros da Comissão Sindical


1.º Sec. Comissão Sindical Lourenço Francisco Afonso
2.º Sec. Comissão Sindical Joaquim António
Sec. Administração e Finanças Edson Francisco Zacarias de Pinho
Sec. Promoção da Mulher Denise Passos

Lista de destinatários do Caderno


Nome Função
Presidente do Conselho de
Eng.º Adilson Santos Administração

Dr. António Mascarenhas Administrador

Dr.ª Inocência Santos Administradora

Eng.º Edson Pereira Administrador

Dr.º Yuri Silva Administrador

Lista de Notificação (Entidades que devem tomar conhecimento)


Nome
Ministério (MTTICS)

Sindicato (STCTAL)

União dos Sindicatos de Luanda (USL)

UNTA – Confederação Sindical

A informação contida neste documento é confidencial e propriedade da Comissão Sindical da


Angola Telecom E.P. e foi preparada somente para ser utilizada para os efeitos aqui descritos,
pelo que não poderá ser duplicada, publicada ou divulgada, na totalidade ou em parte, a
outras entidades não indicadas neste documento, sem a prévia autorização da Comissão
Sindical a qual nunca deve ser presumida.
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Índice

1 Sumário Executivo ......................................................................................................... 4


2 Breve Historial da Empresa ........................................................................................... 5
3 Objecto da Reivindicação .............................................................................................. 6
4 Reposição dos Direitos a luz do Regulamento Interno ................................................. 10
5 Resposta ao Caderno Reivindicativo ........................................................................... 10
6 Anexos ......................................................................................................................... 11

Anexo I – Acta da Assembleia com a sua respectiva lista de presença

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1 Sumário Executivo
1.1 Âmbito e Objectivos
O presente Caderno Reivindicativo surge na sequência da realização de uma Assembleia
Geral de Trabalhadores aos 08/10/2021 no Salão Nobre da UNTA-CS, onde os trabalhadores
cansados da vida precária e de outros factores de âmbito laboral, mormente: atrasos
reiterados nos pagamentos salariais sem qualquer justificação aceitável, salários baixos e
depreciados em função do elevado custo de vida (que nem se quer cobre as despesas da
cesta básica), falta de políticas habitacionais, falta de condições de trabalhos verificado em
muitas áreas da empresa, subsídio de alimentação/almoço bastante exíguo (que nem
compensa) e precisa de ser actualizado à realidade do mercado, o horário que deve ser
revisto, a efectivação do plano de saúde, o pagamento do INSS, a definição de políticas
compensatórias a quem vai a reforma como forma de reconhecimento do empenho do
trabalhador no fim de 35 anos de trabalho ou 60 anos de idade, valorização dos
colaboradores, dentre várias preocupações colocadas.

Atendendo ao facto de que todas essas preocupações são do domínio do Conselho de


Administração (CA) e da Tutela (Ministério) por intermédio da Comissão Sindical (Órgão que
representa os trabalhadores) que de forma pontual e/ou oportuna tem vindo a apresentar tais
reclamações no sentido de se despertar o interesse ao empregador afim de mitigar os efeitos
negativos que podem advir de frustrações, ansiedades, incertezas, absentismo e possível
conflito laboral entre os trabalhadores e empregador, o que não interessa a ninguém.

Os trabalhadores deliberaram a produção do Caderno Reivindicativo para o empregador


responder no espaço de (dez) 10 dias úteis que deve contar a partir da data da recepção do
caderno.

E caso o Conselho de Administração da Angola Telecom não se pronunciar no intervalo


desses (dez) 10 dias úteis, ou ainda, não se mostrar interessado para discutir e dar soluções
às reivindicações, haverá a convocação de uma 2.ª Assembleia Geral de Trabalhadores para
se declarar a GREVE!

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2 Breve Historial da Empresa

A Angola Telecom EP, adiante designada por Angola Telecom, é uma pessoa colectiva de
direito público dotada de autonomia administrava, financeira e patrimonial próprio, com sede
na Rua das Quipacas, n.º 186, em Luanda, República de Angola.

É uma empresa detida a 100% pelo Estado Angolano, criada em 06 de março de 1992, como
resultado da fusão das anteriores Empresas estatais ENATEL – Empresa nacional de
Telecomunicações, fundada a 13 de Fevereiro 1980 e que se dedicava às comunicações
domésticas, e, EPTEL – Empresa Pública de Telecomunicações, criada em 23 de Dezembro
de 1976 que explorava as comunicações internacionais.

Desde a data da sua fundação, a empresa em distintas fases vinha seguir vários processos
de restruturações no sentido de tornara-la mais rentável (capitalizada) e desta feita poder
oferecer melhor qualidade e condições dignas aos seus trabalhadores através de tectos
salariais altos e competitivos no mercado, se comparado com as empresas do sector para a
garantia de um adequado plano social a favor do trabalhador e suas famílias.

Foi assim que de 2007 a 2010 a empresa contou com a Equipa de Gestão de Mudança (EGM
e de 2011 a 2014 a consultoria Alemã a DETCON).

De 2017 a 2019 a empresa foi gerida por Comissão de Gestão Interina para em 2020 ser
nomeado um Conselho de Administração até a data presente.

Acontece, porém, que com todos esses processos e fases de restruturação e gestão, o
resultado para a vida do trabalhador é nulo. Por quanto, problemas básicos de gestão em
sede de gestão corrente, até ao momento não foram respondidos/resolvidos, pela qual os
trabalhadores determinados decidem avançar com o caderno reivindicativo.

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3 Objecto da Reivindicação

3.1 Atrasos Reiterados dos Pagamentos dos Salários

O modelo anterior de gestão em sede de pagamentos de salários era no mês corrente (de
20 a 20), com o novo e actual CA decidiu pagar o salário 10 dias depois de terminar o mês,
ou seja, 20 dias de atrasos em relação ao modelo anterior. E esse modelo traz consequências
na vida do trabalhador e das suas famílias por seguintes razões:

a) Pagamentos com multas elevadas de Propinas nos Colégios e nas Universidades;


b) Agravamento de juros de moura junto dos Bancos Comerciais;
c) Endividamentos;

Essas preocupações agregadas aos outros factores sociais, de certo que não garantem um
bem-estar psico - emocional para do trabalhador para garantir maior nível de desempenho e
de produção.

3.1.1 Proposta

Os trabalhadores propõe que os salários sejam processados e pagos nos modelos anteriores
(de 20 a 20 do mês corrente);

3.2 Salários Baixos/desactualizados

A Comissão Sindical tem vindo a analisar com bastante preocupação o actual quadro
financeiro-económico dos trabalhadores da Empresa caracterizado por um acentuado nível
de inflacção desde 2011 (tempo em que foi definido e aprovado os salários praticados de
acordo ao Regulamento Interno) ao ano de 2021.

As variações macro-económicas resultantes de factores endógenos e exógenos, deixa o


trabalhador numa situação de desconforto tendo em atenção o elevado custo de vida.

Na nossa realidade, dentre várias, uma das variáveis na definição de salários é o


comportamento do Dólar Americano no mercado nacional e por conseguinte o aumento do
preço da cesta básica, bem assim, como dos outros bens e serviços.

Atento a isso, o Regulamento Interno aprovado em 2011 definira os salários quando o Dólar
estava a ser quotado no mercado oficial (BNA) a AOA: 94,9 a venda e 95,3 a compra e hoje
temos um quadro diferente, com o Dólar Americano a ser quotado a AOA: 617,9 a venda e
627,9 a compra, conforme ilustra a Tabela abaixo:

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COMPORTAMENTO DO DÓLAR (U$D) FACE AO KWANZA (AOA) 2011-2020

Ano 2011 Ano 2021

Câmbio Anterior/BNA do dia 31/10/2011 Câmbio Actual/BNA do dia 25/09/2020

Kwanza (AOA) Kwanza (AOA)


Dólar Americano (U$D) Dólar Americano (U$D)
Venda Compra Venda Compra

1 94,9 95,3 1 617,9 627,9

Tabela 1

3.2.1 Proposta
Face essa realidade, a Comissão Sindical propõe ao CA, um incremento/aumento salarial
(Base) na ordem de 50%, sendo que actualmente a empresa paga no mínimo AOA:
263.000.000,00/mês, e, com um incremento da referida percentagem, a empresa passaria a
pagar 394.500.000,00, ou seja, 263.000.000,00 + 131.500.000,00 = 394.500.000,00. Por um
lado, por outro, considerando que mais de 74 trabalhadores pode entrar para a reforma
(INSS), a empresa poderá poupar mais de AOA: 16.000.000,00 pagos actualmente a esse
grupo de reformados, o que poderá ainda fazer baixar de AOA: 394.500.000,00 para AOA:
378.500.000,00 de acordo a Tabela abaixo:

Salário Base Valor que a Empresa poderá


Incremento Menos o Salário
pago SB+Inc 50% assumir (caso a proposta seja
50% dos Reformados
actualmente validada)

263.000.000,00 131.500.000,00 394.500.000,00 16.000.000,00 378.500.000,00

Tabela 2

Em suma, um incremento de 50% poderá atenuar parte das necessidades dos trabalhadores
e a Empresa irá apenas pagar AOA: 378.500.000,00/mês

3.3 Política Habitacional


Existe fortes interesses por parte de muitos trabalhadores que manifestam a necessidade de
aquisição de residências/apartamentos nas Centralidades, porém, esse desejo tem sido
sistematicamente minimizado por parte da entidade empregadora, o que de certa forma deixa
os trabalhadores numa linha de desconforto ao verem muitas empresas e instituições públicas
que de forma solidária prestaram apoio institucional junto do Fundo de Fomento Habitacional
para que estes hoje tivessem o prestígio de viver em centralidades.

É preciso dar valor aos quadros/trabalhadores da empresa para que de facto se sintam dignos
e orgulhosos de fazerem parte da Angola Telecom.

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3.3.1 Proposta

A Assembleia Geral de Trabalhadores propõe e apelam a boa vontade do empregador a


encetar contactos com entidades gestoras de políticas habitacionais no sentido de dar corpo
a essa preocupação.

3.4 Falta de condições de trabalho


Os trabalhadores da Angola Telecom têm encontrado inúmeras dificuldades para responder
as suas obrigações laborais diárias, pois que falta quase tudo nas distintas áreas funcionais,
como: transportes (nas aéreas comerciais e técnicas e não só), materiais de escritório, papel
higiénico e detergentes nos WC´s, escadotes para Serviços de Campo e Entrega, ineficiência
da plataforma de gestão (aplicações Primaveras e Unig).

3.4.1 Proposta
A proposta vai no sentido da entidade empregadora prestar maior atenção às condições e/ou
ferramentas de trabalho como factores críticos determinantes para o bom desempenho do
trabalhador, pelo que a empresa deverá criar as seguintes condições mínimas:

a) A disposição de papeis, máquinas copiadoras e impressoras nas secretarias;


b) Viaturas para apoio de actividades técnicas e comerciais;
c) Rolos de papéis higiénicos e detergentes nos WC´s;
d) Adequação das plataformas de gestão;

3.5 Subsídio de Alimentação


O subsídio de alimentação no valor de AOA: 1.000,00/dia está desactualizado ao contexto
actual, pois que com o elevado custo de vida esse valor nem um pequeno almoço nos
Restaurantes satisfaz, onde, uma simples sandes com um copo de galão a custar AOA:
1.700,00.

3.5.1 Proposta
Feito o estudo de mercado (vários Restaurantes) os valores da refeição variam de acordo a
quantidade, tipo e local. Assim, propõe-se um mínimo de AOA: 5.000,00/dia;

3.6 Revisão do Horário de Trabalho


A Angola Telecom é a única empresa conhecida até a data presente que tem um
horário diferente (das 08:00 as 17:00) ao contrário das demais empresas
Públicas, Privadas, Sector da Banca e a Função Pública. Pelo que, os trabalhadores
entendem que esse horário deve ser objecto de revisão pelos argumentos de razão
aduzidos na proposta abaixo (3.6.1).

3.6.1 Proposta
a) Entrada: das 8:00 às 16:00;
b) Intervalo para o almoço: das 12:00 as 12:30, o mais tardar 12:45;

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c) Regresso as actividades: 12:30 ou o mais tardar 12:45;
d) Saída: 16:00;

Os factores, ou melhor, as três variáveis que sustentam essa proposta são:

1. Variável Indógena;
a) Todas Lojas da Empresa Angola Telecom funcionam das 8:00 as 16:00;
b) A necessidade de conformar o horário das Lojas (que são portas de
entradas das receitas), ao horário dos trabalhadores dos Edifícios: Sede,
Técnico, Santa Maria e Apoio (Km7);

2. Variável Exógena;
O quadro abaixo nos dá uma fotografia real sobre o horário praticado pela
Função Pública (no geral), Empresas Públicas, Empresas Privadas e o Sector
da Banca e que todas elas são clientes da Angola Telecom:

Função Pública/Empresas Públicas/Empresas Horário


Sector de Actividade
Privadas/Sector da Banca
Entrada Saída
Ministérios e Institutos Públicos Poder Central/Governo 08:00 15:00
Governos Provinciais e Administrações Municipais Poder Local/Governo 08:00 15:00
Tribunais/Procuradoria Geral Órgãos de Soberania/Administração da Justiça 08:00 15:00
Conservatórias/Servições Notariais Registo Civil, Emissão de BI, Registo Criminal… 08:00 15:00
Assembleia Nacional Poder Legislativo 08:00 15:00
Correios de Angola Prestação de Serviços Postais 08:00 15:00
ENDE Energia 07:30 15:30
BNA Entidade Reguladora do Sistema Bancário 08:00 15:00
BPC Banca 08:00 15:00
Bancos Comerciais (BFA, BIC, BNI, Sol, etc;) Banca 08:00 15:00
AGT - Administração Geral Tributária Gestão Tributária 08:00 15:30
Porto de Luanda Gestão Portuária e Transitária 08:00 15:30
EPAL Tratamento, Gestão e Distribuição de Água 08:00 15:30
ENSA Seguro 08:00 16:00

Tabela 3

3. Variável Legal;
É competência da Entidade Empregadora (CA) estabelecer ou alterar o
horário de funcionamento ouvido o Órgão Representativo dos
trabalhadores, nos termos dos pontos 1, 2, 3 e 4 do Artigo 92.º da Lei N. º
7/15, de 15 de Junho.

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Pelo que feita a análise síntese dessas variáveis, achou-se por bem dar atenção
ao desejo e a manifestação dos trabalhadores que pretendem a revisão do horário.

3.7 Plano de Saúde


As políticas e o Sistema de Gestão do Plano de Saúde colocam o trabalhador numa
situação de dificílima, por quanto, os Centros Médicos que a empresa rubricou acordos de
parceria, não têm dado a devida assistência médica e medicamentosa. Só fazem consultas
menos as análises e assistência medicamentosa, ou seja, não dão os medicamentos
receitados.

3.8 INSS
Lamentavelmente alguns trabalhadores na condição de Pré ou Reforma de tanto esperar
muitos já faleceram sem a regularização por parte da empresa a Segurança Social junto do
INSS, dificultando desta feita, a segurança social das famílias (sobretudo dos filhos menores
estudantes). O processo de regularização da dívida com o INSS está bastante demorado.

3.9 Compensação a Reforma


Muitas empresas no mercado adoptaram o critério de reconhecimento para o trabalhador que
vá a reforma, ou seja, alguém trabalhou durante 35 anos ou completou 60 anos de idade,
sendo candidato à reforma, a empresa cria um prémio que pode ser um carro, uma casa, uma
tela de maior polegada, arca, geleira, aparelhagem de son/música, viagem ou dinheiro na
conta, por forma de reconhecimento. Visto e ponderado, a Angola Telecom precisa de
vontade para dessas opções decidir qual delas deve aplicar.

3.10 Valorização dos Recursos Humanos/Trabalhadores


Quanto a este ponto, espera-se que haja formação profissional baseada numa política
integrada mediante a elaboração de planos anuais de formação, negociados e discutidos com
o órgão representativo dos trabalhadores e que promovam a valorização das carreiras e
desempenhos profissionais.

O trabalhador deve estar no centro das atenções do empregador por ser o capital propulsor
de qualquer organização.

4 Reposição dos Direitos a luz do Regulamento Interno


Os trabalhadores em Assembleia chamam a atenção ao empregador no sentido deste cumprir
escrupulosamente com as disposições do Regulamento Interno e repor todos os direitos e
regalias sociais suspensos.

5 Resposta ao Caderno Reivindicativo


O Conselho de Administração terá no máximo 10 (dez) dias úteis para responder
satisfatoriamente e/ou negociar com a Comissão Sindical sobre os pontos acima citados e
justificados, sob pena de se fazer recurso a um instituto consagrado por Lei e pela
Constituição da República de Angola, a GREVE!

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6 Anexos

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