UNIVERSIDADE GAMA FILHO CURSO DE ENGENHARIA

VISCOSIDADE, ÓLEOS LUBRIFICANTES E VISCOSÍMETROS

Rio de Janeiro 2011

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ÍNDICE

Introdução _________________________________________________________ 3

Capítulo I: Viscosidade _______________________________________________ 4 1.2. Escoamento viscoso e não viscoso _________________________________ 5 1.3. Relação entre Viscosidade e Temperatura – Gases e Líquidos ___________ 8

Capítulo II: Óleos Lubrificantes _______________________________________ 10 2.1. Índice de Viscosidade, ponto de fluidez e ponto de fulgor ____________ 16 2.2. Sistemas de Classificação – SAE e API __________________________ 17

Capítulo III: Viscosímetros ___________________________________________ 19

Capítulo IV: Experiência Laboratorial ___________________________________ 24

Os diversos tipos de escoamento também são apresentados e uma relação entre a viscosidade nos fluidos líquidos e gasosos é estabelecida. Aborda o estudo a respeito do comportamento dos fluidos bem como suas propriedades. No Capítulo três encontram-se informações sobre os equipamentos utilizados para a determinação da viscosidade nos fluidos. material de pesquisa e sites consultados são mencionadas no fim do conteúdo.3 INTRODUÇÃO O presente trabalho foi requisitado como avaliação parcial da disciplina de Fenômeno de Transportes da Universidade Gama Filho no primeiro semestre do ano de 2011 a partir de experiência laboratorial e conteúdo teórico ministrado em sala de aula. As referências. e a lei física que a ostenta. É igualmente importante que o aluno tenha a informação a respeito dos ensaios necessários para se obter experimentalmente tais características e a instrução de como procedê-lo de forma correta. o SAE e o API. No segundo capítulo é apresentado os diversos tipos de óleos lubrificantes e suas classificações segundo dois sistemas. O funcionamento do viscosímetro tipo Saybolt pode ser visto em detalhes. sua composição e suas aplicações. O conteúdo foi estruturado de forma progressiva. a viscosidade. . O capítulo final contém um relatório sobre a experiência realizada no laboratório de fenômenos para a determinação da viscosidade de um óleo. No primeiro capítulo tem-se uma abordagem sobre a que pode ser considerada a mais importante característica de um fluido.

Apesar disso. Por exemplo.s]. a viscosidade independe do grau de cisalhamento. mas tendem a se orientar a velocidades mais altas.s] idênticos. A viscosidade é uma das propriedades mais importantes a serem consideradas na seleção de um lubrificante. Dez poise são iguais a um pascal segundo [Pa. Entretanto. é medido o tempo que um volume de líquido gasta para fluir (sob ação da gravidade) entre dois pontos de um tubo de vidro capilar calibrado. como também ao movimento de diferentes camadas do próprio fluido. como discos. Neste método. com a velocidade crescendo mais rapidamente do que a força.1 . O método de medição mais empregado atualmente é o de viscosidade cinemática. o sangue.4 CAPÍTULO I: VISCOSIDADE 1. No sistema internacional a unidade de viscosidade é pascal segundo [Pa. Exemplos: Águas. é o coeficiente de viscosidade dinâmica. etc.s]. e também não ser tão viscoso que ofereça resistência excessiva ao movimento entre as peças. pois este deve ser suficientemente viscoso para manter uma película protetora entre as peças em movimento relativo. A a área da placa que se move no fluido. no caso das células vermelhas. x é a direção perpendicular a v e perpendicular a A. As partículas têm orientações aleatórias em pequenas velocidades. A unidade de viscosidade mais usada é o poise [P]. uma suspensão de partículas com formas características.O QUE É VISCOSIDADE? A viscosidade é a resistência ao movimento (fluxo ou escoamento) que um fluido apresenta a uma determinada temperatura. óleos. fazendo um centipoise [cP] e um milipascal segundo [mPa. em homenagem ao fisiologista francês Jean Louis Poiseuille (1799 – 1869). Lei de Newton da viscosidade: “A tensão de cisalhamento é diretamente proporcional à variação da velocidade ao longo da direção normal às placas” Nos fluidos Newtonianos. Os fluidos resistem tanto aos objetos que se movem neles. existem fluidos como os que são suspensões de partículas que não seguem esta lei. . Esta expressão representa a chamada lei de Newton para a viscosidade e o fluido para o qual ela é verdadeira é chamado fluido newtoniano. esta unidade é pouco utilizada. A força de viscosidade é dada pela fórmula de Newton: = onde. aumentando o fluxo.

Esses fluidos não existem. µ. ao mesmo tempo. os escoamentos viscosos são da maior importância no estudo da Mecânica dos Fluidos. Neles. por sua vez. Possível classificação da Mecânica dos Fluidos contínuos. a velocidade do fluido em contato com uma superfície sólida estacionária é zero.2 . é considerada igual à zero. Os escoamentos onde os efeitos da viscosidade são desprezados são chamados invíscidos. tensões cisalhantes devem estar presentes no escoamento. . entretanto. consideraremos somente alguns exemplos dos fenômenos a eles pertinentes.ESCOAMENTO VISCOSO E NÃO VISCOSO A principal subdivisão indicada é entre escoamentos viscosos e não-viscosos. a viscosidade do fluido. Todos os fluidos possuem viscosidade e.5 1. aqui. Levando em consideração que o fluido como um todo está em movimento. Estas tensões. gradientes de velocidade e. Como um caso prático. Esse escoamento poderia ser representado pela aproximação grosseira do escoamento sobre uma placa plana. considere o movimento de fluido em volta de uma asa delgada ou de um casco de navio. Num fluido em movimento. afetam o movimento do fluido. leva a resultados significativos. Estudaremos escoamentos viscosos detalhadamente mais adiante. em consequência. há muitos problemas nos quais a hipótese de inexistência das forças viscosas simplifica sobremaneira a análise e. consequentemente.

U∞ e estamos interessados na obtenção de um quadro qualitativo da distribuição de velocidade em diversos locais ao longo da placa. Então. as tensões de cisalhamento estão presentes. Nesta região podemos utilizar a teoria de escoamento invíscido para nossa análise. concluímos que podemos dividi-lo em duas regiões genéricas. Na região adjacente à fronteira. (a) Escoamento viscoso (b) escoamento invíscido Fig. essa região é chamada de camada limite. esta conclusão é contrária à experiência. laminar e incompressível sobre uma placa semi-infinita. o gradiente de velocidade é nulo e. Já o campo de escoamento incompressível sobre um cilindro. Considerando um campo de escoamento permanente (o escoamento incompressível sobre um cilindro). por conseguinte. não há força líquida sobre o cilindro. somos levados a concluir que o arrasto é nulo. (1): Configuração qualitativa do escoamento incompressível sobre um cilindro. as tensões de cisalhamento são nulas. nem na direção x e nem na direção y. A simetria na distribuição de pressão leva à conclusão de que. calculado com a hipótese de escoamento não-viscoso é mostrado na figura 1(b). descobriríamos que ele teria o aspecto geral da Fig. pois sabemos que todos os corpos sofrem algum arrasto quando colocados num escoamento real (escoamento viscoso). Ao tratarmos do escoamento . 1(a). onde tanto as forças de pressão quanto as viscosas são importantes. Fora da camada limite. e utilizando um meio para visualizar este escoamento.6 Escoamento viscoso. as forças de pressão são as únicas que precisamos considerar na determinação da força líquida sobre o cilindro. para um escoamento não-viscoso. para um escoamento invíscido sobre um cilindro. A força líquida na direção x é chamada de arrasto. O escoamento que se aproxima da placa tem velocidade uniforme. De nossa visão qualitativa do campo de escoamento. Uma vez que as tensões de cisalhamento não estão presentes num escoamento invíscido.

À medida que a fumaça continua a subir. Escoamento em torno de um objeto com perfil carenado. para M = 0. este é um exemplo de escoamento turbulento. A estrutura do escoamento no regime turbulento é caracterizada por movimentos tridimensionais aleatórios de partículas fluidas. Por exemplo. tendo por base a sua estrutura. Escoamento Compressível e Incompressível Escoamentos em que as variações na massa específica são desprezíveis denominam-se incompressíveis. a estrutura do escoamento é caracterizada pelo movimento suave em lâminas ou camadas. nas condições padrões. O filamento reto de fumaça subindo de um cigarro num ambiente calmo dá idéia clara do escoamento laminar. Os escoamentos de gases com transferência de calor desprezível podem ser considerados incompressíveis desde que o Número de Mach (M ≡V / c) seja menor que 0. . A carenagem ou o afuselamento conveniente do corpo retarda a separação da camada limite. Escoamento Laminar e Turbulento Os regimes de escoamentos viscosos são classificados em laminar ou turbulento. o escoamento é chamado de compressível. corresponde a uma velocidade de 100 m/s. quando as variações de massa específica não são desprezíveis. em adição ao movimento médio.3. No regime laminar. em função da sua definição. O exemplo mais comum de escoamento compressível diz respeito a gases.3 no ar. ela parte-se em movimentos aleatórios.7 não-viscoso sobre um corpo. o arrasto é significantemente reduzido. desprezamos a presença da camada limite. por outro lado. embora a maior área superficial acarreta um aumento da força cisalhante total atuante sobre ele. os escoamentos de líquidos podem ser frequentemente tratados como incompressíveis.

mas da transferência de momentum (quantidade de movimento) entre camadas adjacentes que se movem com velocidade relativa não nula.RELAÇÃO ENTRE VISCOSIDADE E TEMPERATURA – GASES E LÍQUIDOS A viscosidade dos líquidos vem do atrito interno. a energia cinética das moléculas é elevada e as moléculas de um gás percorrem grandes distâncias entre colisões. enquanto que a viscosidade dos gases cresce com o aumento da temperatura. elas têm baixa energia cinética e a distância percorrida por uma molécula de água entre colisões é pequena. Dessa forma. como o causado pelo aumento da temperatura. Com o aumento da temperatura. Desta maneira. distribuído através do fluido por colisões moleculares. diminui (em média) o intervalo de tempo que as moléculas passam umas junto das outras. mais forte será a resistência ao movimento de escoamento do volume. ele é sobreposto por movimentos aleatórios e. A figura 1. isto é. A viscosidade do gás não vem do atrito interno. nos líquidos ocorre o oposto.1 apresenta uma comparação entre a viscosidade cinemática de alguns gases e líquidos a determinadas temperaturas. Quanto mais forte for o movimento aleatório. .3 . As análises teóricas baseadas nessas considerações simples preveem que a Viscosidade do Gás é proporcional à raiz quadrada da Temperatura Absoluta do gás. menos efetivas se tornam as forças intermoleculares e menor a viscosidade. Quando há um movimento de escoamento do volume. As moléculas dos líquidos estão muito próximas e estão ligadas entre si com forças de atração elevadas. aumenta a energia cinética média das moléculas.3. a temperatura possui efeitos opostos sobre as viscosidades de gás e líquido. Nos gases as moléculas estão relativamente afastadas e as forças atrativas são fracas. Todas as moléculas de gás estão em um movimento aleatório contínuo. O fenômeno da transferência de impulso por colisões de moléculas de líquidos parece ofuscado pelos efeitos dos campos de força interagentes entre as moléculas de líquidos estreitamente agrupadas. das forças de coesão entre moléculas relativamente juntas. depois.8 1.

9 Fig. 1.3.1: Comparação entre viscosidades de gases e líquidos .

basicamente em função das temperaturas de trabalho: • Monoviscoso Estes óleos são aplicáveis basicamente em situações onde a temperatura de trabalho do óleo é mantida sob razoável uniformidade. isto é. Ex. maior estabilidade a temperaturas elevadas. a saber. que se diferenciam na aplicação. óleos de motor. ou óleos para motor. Em geral a faixa de viscosidade são escolhidas em função das temperaturas ambientes média do local onde se esta utilizando o óleo. Quanto à viscosidade: Os óleos lubrificantes para motor podem ser classificados em dois tipos básicos. são substâncias utilizadas para reduzir o atrito. • Óleo lubrificante mineral: Lubrificante cujo óleo básico é originado da destilação fracionada do Petróleo. • Óleo lubrificante de base sintética: Provenientes da mistura entre os óleos minerais e óleos sintéticos. apresentando as vantagens do sintético em menor grau. • Óleo lubrificante sintético: Lubrificante cujo óleo básico é produzido quimicamente. • Multiviscoso Estes óleos são aplicáveis em situações onde as temperaturas de trabalho dos óleos são variáveis. devido a maior uniformidade de dimensão das moléculas. Os óleos lubrificantes podem ser classificados segundo os seguintes aspectos: Quanto à origem: • Óleo lubrificante de origem animal ou vegetal (óleos graxos).10 CAPÍTULO II: ÓLEOS LUBRIFICANTES Os óleos lubrificantes. Quanto mais alta a temperatura maior deverá ser a viscosidade do óleo. lubrificando e aumentando a vida útil dos componentes móveis dos motores. Ex: Shell Helix SAE 20w40. Apresenta como vantagens grande pureza.: Motor Óleo SAE 40. menor perda de óleo pelo motor. às vezes alta e as vezes baixa. . Estes óleos na condição a frio assumem a viscosidade menor da faixa (na partida do motor frio por exemplo) e na condição a quente assumem o comportamento da viscosidade mais alta da faixa. e maior índice de viscosidade.

quando é recomendado um óleo com classificação SJ poderá ser usado um óleo SL. Os lubrificantes são classificados de acordo com o tipo de utilização a que se destinam. SH. uma vez que este é adicionado ao combustível e consumido durante a combustão. CG-4. O ramo dos óleos para motores diesel dois tempos tem a partir da categoria CD duas evoluções: a categoria CD-II e outra mais recente CF. CC e CD. Esta classificação é de fácil entendimento já que a evolução das letras significa a evolução da qualidade dos óleos. bem como pela sua viscosidade. porém o contrário não é permitido. CH-4 e CI-4. Tais requisitos de utilização são indicados pelos fabricantes dos motores e são classificados pela norma API. A categoria CF que sucede a CD para esta aplicação específica. Óleo Lubrificante para Motores Dois Tempos Motores 2T Comuns Os motores 2T utilizam óleo lubrificante do motor de forma diferenciada. O sistema de classificação de óleos da API (American Petroleum Institute) permite que os óleos sejam definidos com base nas suas características de desempenho e no tipo de serviço ao qual se destina. SC. CB. Lubrificante biodegradável. há uma separação da categoria em três grandes ramos. Quanto ao tipo de utilização: Os lubrificantes são classificados quanto aos requisitos do tipo de utilização a que se destinam.2. A classificação tem a letra C (de comercial) seguida da letra (ou letra e número) que determina a evolução dos óleos. Esta classificação é simples somente até a classificação CD. SB.inverno em inglês) indica que um óleo é adequado para uso em temperaturas mais baixas. A classificação mais recente é a API SL logo. O ramo dos óleos para motores quatro tempos para veículos operando com diesel com teor de enxofre menor que 0. A partir daí. CF-4. Os óleos atualmente produzidos podem atender a especificação de cada ramo de uma forma independente.11 Para medir a viscosidade a SAE (Society of Automotive Engineers) desenvolveu um sistema de classificação que estabelece os graus de viscosidade do óleo de motor. Para melhor entender podemos verificar as tabelas abaixo: A classificação para motores a gasolina que leva a letra S (que é de Service Station ou posto de gasolina em inglês) seguida de outra letra que determina a evolução dos óleos. O ramo dos óleos para motores quatro tempos para veículos operando com diesel de teor de enxofre maior que 0. A evolução das letras do alfabeto significam óleos de melhor qualidade/desempenho.5% já teve quatro evoluções: CE. SJ e SL. Em princípio tem diferenciações de especificações para uso nos motores. SE. Motores 2T Náuticos Motores 2T Náuticos Lubrificante 2T especialmente desenvolvido para motores náuticos considerando as necessidades de proteção ambiental. SG.5 % que só teve uma evolução. As classificações SAE que não incluem o W definem graduações de óleo para uso em temperaturas mais altas. . pois segue a evolução das letras do alfabeto: CA. O W (winter . SF. Já a classificação para motores diesel já é bem mais complexa. Os óleos são classificados então como SA.

de alta densidade que lubrifica as engrenagens da caixa de marchas. Classificam-se de acordo com seu estado físico. onde não é possível usar outros lubrificantes.12 Óleo lubrificante Transmissão Óleo monoviscoso. Seu nível deve ser conferido e completado periodicamente. o líquido evapora-se aumentando o sólido sobre a superfície. São usadas em locais onde os lubrificantes líquidos não desempenham função satisfatória. São usados como aditivos em lubrificantes pastosos e líquidos. gás halogenado (freon). i. molibdênio. Deve existir altas pressões para que se mantenha entre os componentes. que após a aplicação. Exemplo: Grafite. existem lubrificantes: a) Líquidos b) Pastosos c) Sólidos d) Gasoso 1) Lubrificantes pastosos: São as chamadas graxas. Exemplo: Ar atmosférico. Tem como vantagens resistir a altas temperaturas e pressões. talco e mica. Tipos de graxas: 2) Lubrificantes sólidos: São pouco comuns. 4) Lubrificantes líquidos: . É aplicado misturando com um líquido. Ou seja. 3) Lubrificantes gasosos: São usados em casos especiais.

Os tipos usados são: . São dos seguintes tipos: a)Óleos compostos: É uma mistura do óleo graxo com o óleo mineral. se oxidam facilmente. que é a capacidade de se aderir a superfícies. Porém. Alguns óleos minerais: a)Óleos naftênicos b) Óleos parafínicos c)Óleos aromáticos d) Óleos de ciclo parafínicos Os principais são os parafínicos e naftênicos. A vantagem dessa mistura é o aumento da lubricidade e oleosidade. proporcionada pela adição de óleos graxos. São quimicamente pouco estáveis. A altas temperaturas os óleos graxos formam ácidos e vernizes. A mistura de óleos graxos varia de 1% a 20%. podendo chegar a 25%. Dependem assim da finalidade. Os parafínicos são usados onde não se pode usar naftênicos e vice-versa. Algumas características entre os óleos: Parafínicos Ponto de fulgor Índice de viscosidade Resistência à oxidação Oleosidade Resíduo de carbono Demulsibilidade Alto Alto Grande Pequena Grande Pequena Naftênicos Baixo Baixo Pequena Grande Pequeno Grande Os óleos graxos são de origem animal e vegetal.13 Os óleos minerais são provenientes praticamente do petróleo. ficam rançosos e formam borra. A grande vantagem é a chamada adesividade. As características destes óleos dependem do tipo do petróleo e do processo de refino.

Possui como desvantagem se hidrolisarem facilmente. 3. Porem. i. plásticos. Tem muitas características superiores as óleos minerais. etc. Em presença de água. Esses óleos são usados juntamente com fluidos hidráulicos. Relação viscosidade – temperatura é ligeiramente superior ao dos óleos minerais 5. Não são inflamáveis como os óleos minerais 3. onde a resistência ao calor é um parâmetro importante. aumenta-se a resistência ao calor. São usados como lubrificantes em motores a jato. aumentando o teor de fenil. São indicados para usos onde não se requer grandes variações da viscosidade com a temperatura. 2. reduz-se um pouco o chamado índice de viscosidade. Embora. Polímeros de fenil – siloxano 3. Entretanto. 1. Podem formar depósitos abrasivos. Silicones: É o nome dado aos fluidos do seguinte tipo: 1. são de alto custo. 1. São formados principalmente por polímeros e diésteres. A relação viscosidade – temperatura é das melhores dos óleos sintéticos. Alto teor lubrificante 2. Estabilidade térmica e hidrolítica deixam a desejar 2. iii. São pouco voláteis 4. ii. Os óleos sintéticos dividem-se em cinco grupos. os silicatos podem formar sílica que é abrasivo. Siloxano Nesses lubrificantes. Óleos de organo-fosfato: Tem como características positivas. a temperaturas superiores a 200ºC. este índice para os silicones fica sempre acima ao dos óleos derivados do petróleo. Ésteres de ácidos dibásicos: Possui relação viscosidade . possuindo uso restrito. onde são adicionados certos componentes (aditivos) com a finalidade de melhorar suas características. formando ácido fosfórico que é corrosivo.temperatura melhor que os óleos minerais. Entretanto. tem efeito sobre borrachas. Não são corrosivos às superfícies metálicas. Ésteres de silicato: Tem como características positivas: 1. Tem boa resistência à oxidação 6. Essa relação é melhor que a de todos os óleos minerais e sintéticos. Polímeros de metil – siloxano 2. 3. são melhores na resistência a oxidação e estabilidade térmica. c)Óleos sintéticos: São óleos de origem petroquímica. Esses óleos são usados em: Como fluido de transferência de calor Como fluido hidráulico Juntamente com alguns tipos de graxas especiais iv. Além disso. Tem estabilidade térmica satisfatória até 150 ºC. . Características negativas: 1.14 b) Óleos aditivados: São óleos minerais purais. Baixa volatilidade 2.

erosão. a) Principais funções: a) Reduzir o atrito entre duas superfícies em movimento relativo: Conseguido através de um filme de lubrificante. facilitar o movimento dos componentes. O poder lubrificante desses óleos é bastante similar ao dos óleos minerais sobre cargas moderadas. Funções dos lubrificantes: A função principal é proteger as superfícies de contato para todas as temperaturas de trabalho por um longo tempo.15 Possuem volatilidade bastante baixa. b) Minimizar o desgaste: Reduzindo o desgaste através dos mecanismos já vistos como endentação. e médio sobre cargas elevadas. bem como. c) Diminuir o calor nas superfícies dos componentes: Função extremamente importante. a principal desvantagem é a baixa resistência a oxidação. 5. Ainda. Compostos de ésteres de poli – glicol: Algumas características destes óleos: São usados como lubrificante fluido – hidráulico Tem ótima relação viscosidade – temperatura Baixa volatilidade Boa resistência térmica e hidrólica. 2. Esses óleos são bastante indicados para uso em munhões. São pouco inflamáveis Porém. d) Evitar a entrada de impurezas em mancais. e) Proteger a superfície contra oxidação f) Transmitir forças em sistemas hidráulicos g) Amortecimento de choques e vibrações b) a) b) c) d) e) f) g) h) Sistemas de superfícies sem lubrificantes: Os problemas que podem ocorrer são: Aumento do atrito Aumento do desgaste Aquecimento Dilatação das peças Desalinhamento Ruído Gripagem Ruptura das peças . 1. etc. 4. Possuem compostos de diferentes viscosidades solúveis. 3. ou não. em água. comparada aos óleos minerais. v. Em altas temperaturas podem formar gel. A resistência a oxidação é melhorada através de aditivos oxidantes. a resistência a oxidação é muito alta com boa capacidade térmica e hidrolítica.

de uma forma geral um alto I.V. os óleos parafínicos possuem um IV maior que os óleos naftênicos. evitando riscos de incêndio e/ou explosão. É a menor temperatura em que um óleo flui livremente. provocam um lampejo ao aproximar-se de uma pequena chama da superfície do óleo. Indica a capacidade de operar adequadamente em baixas temperaturas. Quanto mais alto o IV de um óleo lubrificante. . e depende de diversos fatores como: origem do óleo cru.16 2. ponto de fluidez e ponto de fulgor Índice de Viscosidade: É um número empírico que expressa a taxa de variação da viscosidade com a variação da temperatura.V. indica uma variação bastante significativa. Esta característica é bastante variável. em presença do ar. significa que o óleo possui muitos componentes parafínicos. sob condições preestabelecidas de ensaio. menor é a variação de sua viscosidade ao se variar a temperatura. O ponto de névoa pode ser atingido antes ou depois do ponto de fluidez. O ponto de fluidez é uma característica importante para óleos que trabalham em equipamentos de refrigeração. Ponto de fulgor é o ponto em que o gás começa a se inflamar. Se o ponto de fluidez for atingido antes. Esses parâmetros são importantes para aparelhos que trabalham a temperaturas elevadas.1 . indica uma pequena mudança na viscosidade enquanto um baixo I. Já o ponto de inflamação é quando começa a inflamar toda a superfície do óleo por um tempo mínimo de 5 s. tipo de óleo e processo de fabricação. De um modo geral. Normalmente a diferença de temperatura entre os dois pontos é de 50ºF. Ponto de Fluidez: É o caso inverso do ponto de fulgor e de inflamação. Ponto de Fulgor: É a menor temperatura na qual um óleo desprende vapores que. Os óleos naftênicos possuem menor ponto de fluidez que os óleos parafínicos. Este ensaio permite estabelecer a máxima temperatura de utilização de um produto. aparecendo os primeiros lampejos.Índices de Viscosidade.

tentando atender as evoluções dos equipamentos. medido a alta temperatura no caso dos óleos monograduados e tanto a baixa como a alta temperatura no caso dos óleos multigraduados. As classificações SAE que não incluem o W definem graduações de óleo para uso em temperaturas mais altas. as classificações são: • por tipo de ciclo de motor: Otto (gasolina. • por revoluções de funcionamento: 2 tempos e 4 tempos. Como já mencionado acima. álcool. Um problema encontrado antigamente era a bombeabilidade e consequentemente a viscosidade dos óleos. a desenvolveu um sistema de classificação que estabelece os graus de viscosidade do óleo de motor. a)Classificação de óleos para motores: Antigamente os óleos eram pouco aditivados. apareceu os óleos multiviscosos. SAE é a sigla que designa a Society of Automotive Engineers. Assim. • por área geográfica : americanas. as condições operacionais. Não entra na qualidade e desempenho. O sistema de classificação dos lubrificantes baseia-se na determinação do seu índice de viscosidade. O W (winter . européias e asiáticas. i.inverno em inglês) indica que um óleo é adequado para uso em temperaturas mais baixas. • por tipo de veículo: leve (automóveis. Com o tempo. aeronáutica e naval. Série seguida da letra w: Série Seguida da letra w 0w 5w 10w 15w 20w 25w a) b) c) Significa a máxima viscosidade a uma baixa temperatura Indica a temperatura limite de bombeabilidade (mínima) Mínima viscosidade a 100ºF . A classificação se divide em duas séries. legislações ambientais (atuais e futuras). incluindo naturalmente as classificações da viscosidade dos óleos. Na área automotiva. gás natural ) e diesel. entidade norteamericana responsável pela definição de inúmeros standards.SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO – SAE . com especial incidência na áreas da indústria automóvel. que se baseia somente a viscosidade. tanto dos motores como das transmissões. pick-ups e utilitários) e pesados (caminhões. API Os fabricantes de equipamentos e a indústria petrolífera vêm desenvolvendo várias maneiras de classificar e descrever os lubrificantes. principalmente relativas a emissões. ônibus e equipamentos pesados).2 . apareceu à classificação SAE. qualidade e tipos de combustíveis empregados e. mais recentemente.17 2.

etc. usado para serviços pesados e motores diesel. CB. A letra “C” seguida de outra letra (por exemplo CF) refere-se a óleo adequado para motores diesel. quase todos os fabricantes indicam especificações do tipo SJ para os motores modernos a gasolina e de CF em diante para os motores diesel. que é a forma de ignição dos motores diesel. SB. A segunda letra também é atribuída alfabeticamente na ordem de desenvolvimento. para os indicados aos motores diesel. a partir dos dados fornecidos pela SAE e pela ASTM. Por coincidência. Atualmente. “S” pode representar “spark ignition” (ignição por centelha). Segundo a API. classificando-os como SA. para os destinados aos motores a gasolina e como CA. A primeira classificação quanto a qualidade foi a API (usada entre 1952 – 1955). Segundo a API. Por coincidência. que se dividia em: a) Regular b) Premium: Que tinha como aditivos oxidantes. SC. “C” é uma categoria para uso comercial (commercial). “S” é uma categoria para serviço de uso pessoal (service).18 ii. Esta entidade. c) Herevy Duty: Contem aditivos detergente. a letra “C” representa “Compression Ignition” (ignição por compressão). SL) refere-se a óleo adequado para motores a gasolina. elabora outra classificação escalonando os óleos por tipos e requisitos. API é a sigla que designa o American Petrolleum Institute. CC. A letra “S” seguida de outra letra (por exemplo. Série seguida de número sem w: Série Seguida sem w 20 30 40 50 a) Máxima e mínima viscosidade do óleo a 100ºF A classificação SAE só diz respeito à viscosidade máxima e mínima. A segunda letra é atribuída alfabeticamente na ordem de desenvolvimento. espumados e corantes. que é a forma da combustão nos motores a gasolina. . Usado para serviços pesados. etc.

Características do método: i.19 CAPÍTULO III: VISCOSÍMETROS Os principais viscosímetros para óleos são: a) Viscosímetro Saybolt (USA): A viscosidade é medida pelo tempo que leva para encher o recipiente inferior. Detalhes do funcionamento desse viscosímetro serão descritos abaixo. Fácil ii. até a marca de 60 ml.Padrão universal (SSU) ii. Não pode ser usado abaixo de 28s O tubo universal é usado entre 32 e 1000 SSU. Pouco preciso (abaixo de 200s) iii. Tubo Padrão SSF 77 ºF 100 ºF 122 ºF 210 ºF . A temperatura da amostra pode ser nas seguintes temperaturas: Tubo Padrão SSU 50 ºF 70 ºF 100 ºF 130 ºF 210 ºF Os tubos podem ser do seguinte tipo: i.Padrão farol (SSF) Onde SSU = 10 X SSF. Acima de 1000 SSU é usado o SSF.

de.óleo tempo.da.de.escoamento. SR 1 (ºF) 70 100 140 200 SR 2 (ºF) 77 86 c) Viscosímetro Engler (Alemanha): Método também similar aos demais. porem usa um recipiente de 50 ml. 50ºC e 100ºC. o SR 1 (RED I) e o SR 2 (RED II).ecoamento. Tem-se dois tamanhos de tubos.água . O SR 1 e o SR 2 tem s seguintes faixas de temperatura. Desse modo.do. Onde é escoado tanto 200 ml de óleo como 200 ml de água.20 b) Viscosímetro de Redwood (Inglaterra): É similar ao método Saybolt. o grau Engler é definido por: gE = tempo. Usa temperaturas de 20ºC. Usa como medida para o recipiente de coleta o grau Engler.

Assim. característico do tubo. O viscosímetro cinemático tem as seguintes características: O procedimento para a medida é o seguinte: i.21 c) Viscosímetro cinemático: Método que usa um tubo de vidro transparente com um diâmetro determinado. que assim da a viscosidade em centistoke. O óleo é succionado pelo manículo ii. O manículo é virado e retirado do recipiente de amostra iv. O óleo é succionado pelo manículo e esquentado até 210ºF . O tempo é multiplicado por uma constante C. é a medida o tempo de escoamento do líquido entre duas entre duas marcas.

Ai então se remove a tampa. onde os tempos de queda são maiores do que 250 segundos Saybolt Universal. o líquido passa a escoar para o balão. é um dos dispositivos mais utilizados para obter a viscosidade de um líquido. Este é aquecido em “banho-maria” até que se atinja à temperatura de medição.2682 milímetros ± 0. (texto traduzido do espanhol) A Figura 3. O teste se realiza.22 DETALHES VISCOSÍMETRO SAYBOLT Viscosímetro Saybolt. normalmente entre 100 º F (37. o Universal (SU) e o Furol (SF) usando o primeiro para líquidos leves e o segundo para líquidos pesados.1016 milímetros. A viscosidade Saybolt obtidas antes de 200 segundos começam a ter uma grande diferença com a viscosidade cinemática. Os equipamentos utilizados para ambos os casos. resistência de aquecimento e o agitador. “L” é o comprimento do tubo com o orifício é 12. 765 milímetros ± 0. que é obtida através da medição do tempo em segundos que leva para escoar através de um orifício. 60 cm3 do mesmo.9 º C).02719 milímetros.8 º C) e 210 º F (98. .01524 milímetros e Saybolt Furol AE3. 15mm ± 0. Existem dois tipos de viscosímetros Saybolt. com a prévia colocação de uma cortiça para impedir que o líquido escape. O valor do tempo é a viscosidade em segundos Saybold do líquido ensaiado. o tempo é marcado com o auxílio de um cronômetro até que o menisco do líquido atinja a marca do balão. diferindo apenas nos diâmetros dos orifícios de escoamento. O conjunto se completa com a resistência do termómetro. enquanto que para Saybolt Universal AE1. o dispositivo não deve ser usado para obter a viscosidade cinemática quando o tempo em segundos Saybolt é igual ou inferior a 40 segundos. introduzindo este último no tanque do pulverizador até que transborde.1 mostra o croqui de um viscosímetro do tipo Saybolt. a uma dada temperatura.

23 Fig.1.Viscosímetro Saybolt .: 3.

Inicia-se então a contagem do tempo com o auxílio do cronometro até que o óleo atinja a marca de 60ml do frasco de coleta. . 78ºC e 86ºC. 2) A temperatura do óleo é monitorada com o auxílio do termômetro até que atinja o valor desejado. SAE 20W-40. Equipamento Utilizado: • Viscosímetro Saybolt Universal ASTM D-88 Instrumentos de medida: • • Termômetro. as temperaturas arbitradas para o ensaio são 66ºC. Procedimento Experimental: 1) Com o auxílio de um funil enche-se o reservatório do viscosímetro com o óleo de teste.24 CAPÍTULO IV: EXPERIÊNCIA LABORATORIAL Óleo testado: • Texaco Havoline. 4) O tempo de escoamento deve então ser tabelado juntamente com a respectiva temperatura ensaiada. 5) Repete-se as etapas 3 e 4 para as temperaturas de 78ºC e 86ºC. Cronômetro. API SH. 3) Ao atingir a temperatura de teste retira-se a rolha do viscosímetro permitindo assim o escoamento do óleo.

66475 cst V3 = 15. em centistokes.25 Resultados Obtidos: Temperatura (graus Celsius) 66 78 86 Tempo (segundos) 136 96 81 Memória de Cálculo: Podemos obter o valor da viscosidade a partir da fórmula: = − Onde.226 e B = 195 Assim obtemos as seguintes viscosidades. V= viscosidade cinemática.1 apresenta a relação entre a viscosidade e a temperatura. . A e B = parâmetros que dependem do tipo de viscosímetro. Um gráfico mais próximo do real pode ser obtido via interpolação de Lagrange.220 e B = 135 T ≤ 100 segundos: A = 0. No Saybolt Universal quando: T > 100 segundos: A = 0. em segundos.89859 cst O Gráfico 3. T= tempo.92735 cst V2 = 19. respectivamente: V1 = 28.

26 .

entre outras. . a experimentação é fundamental para a melhor aprendizagem.27 CONCLUSÃO O estudo do comportamento dos fluidos é de suma importância para o avanço científico e tecnológico nas mais variadas áreas do conhecimento. Diversos tipos são podem ser encontrados. O conhecimento de suas características e propriedades nos possibilita fazer a escolha mais adequada para uma determinada aplicação. A experimentação laboratorial solidifica o conhecimento adquirido em sala de aula agregando e aumentando a capacidade do aluno de absorver a informação. sendo o método de medição mais empregado o da viscosidade cinemática. sendo assim. a química. nas disciplinas que são passíveis de práticas. As aplicações não se restringem somente aos estudos de engenharia como também a medicina. mas todos tem como base a lei de Newton para a viscosidade. O óleo utilizado em um motor de combustão é bem diferente daquele utilizado no compressor da geladeira apesar de ambos serem líquidos. O viscosímetro é o equipamento utilizado para a determinação da viscosidade de um fluido a partir do tempo de escoamento e a temperatura do fluido. se não tão importante quanto a própria teoria.

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