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Nome Completo: Roberta Haubrich de Britto RGM: 02523255-0


Instituição: Cruzeiro do Sul Data: 15/09/2021
Curso: Psicopedagogia
Disciplina: Estágio Psicopedagogia Clínica

Referência:

CARVALHO, Rosângela Soares. Diagnóstico psicopedagógico. São Paulo: Centage


Learning, 2016. E-book. 95 p. ISBN 13: 978-85-221-2375-9. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522123759/pageid/0. Acesso em
13 set. 2021.
No capítulo 1, referente a Introdução, a autora aponta para as diferenças entre ser
professor e ser psicopedagogo, cujo primeiro é um profissional voltado para o ensino e o
segundo investiga, faz um diagnóstico e intervenção.
Nesta mesma unidade, no capítulo 2, a autora aborda sobre os aspectos básicos do
diagnóstico psicopedagógico, discorrendo sobre a importância do embasamento teórico, e
destaca os escritores: Winnicott, M. Klein, Mannoni, Pichon-Rivière, como referências para
enriquecer nossa prática.
Ainda nesta seção a autora destaca algumas considerações que se deve levar em
conta em um diagnóstico, tal como: o meio social em que o sujeito está inserido, a escola e o
próprio sujeito.
“Costuma-se dizer que o primeiro lugar no qual se identifica o “problema” da
criança é a escola, pois muitas vezes os pais não notam, mas o professor percebe um sintoma
de que alguma coisa não vai bem.” (CARVALHO, 2016, p.10)
A autora nesse trecho salienta a importância do olhar do professor para a
contribuição do diagnóstico psicopedagógico.
Na página 10, a autora descreve que o processo de ensino aprendizagem ocorre
desde o momento do nascimento, recebendo a influência da sociedade na qual a família está
inserida, com seus costumes e seus problemas.
Lembra também, da importância de se ter um embasamento teórico, como
conhecer e respeitar as etapas do desenvolvimento da criança. Que podemos encontrar na
teoria de Piaget.
Nessa sequência, a autora finaliza o capítulo, sinalizando que o diagnóstico
psicopedagógico deve ser multidisciplinar, ou seja, percebendo-se alguma questão relacionada
à saúde do sujeito, deve-se encaminhar a especialidade na qual se observou alguma
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dificuldade ou deficiência. Bem como Neurologista, Oftalmologista, Pediatra, Psicólogo ou


até mesmo o Psiquiatra.
O capítulo 3 dessa unidade, é voltado para entrevista inicial, onde a autora fala
sobre o primeiro contato com o psicopedagogo, que pode ser por meio de uma ligação
telefônica, onde a família sinaliza sua preocupação e demonstra sua ansiedade diante ao
problema. O profissional nesse momento deve acalmar os familiares e oferecer uma breve
orientação.
No capítulo 4, achei interessante a autora sinalizar alguns cuidados que o
psicopedagogo deve ter ao lidar com o sujeito nesse processo, como o cuidado com a
subjetividade, não colocar sua opinião pessoal, ter um olhar e uma escuta cuidadosa sobre o
sujeito, ter uma visão holística sobre o outro.
Ainda neste capítulo na página 24, a autora ressalta que para garantir a eficácia do
diagnóstico, ou mesmo da intervenção, é necessário começar com tarefas mais simples e
prazerosas, compatíveis com o grau de dificuldade do sujeito para que não haja frustração.
Muito importante ela falar sobre os procedimentos específicos para cada caso,
independente de apresentarem dificuldades de aprendizagem com as mesmas características,
cada sujeito é único e necessita de um trabalho individualizado.
A autora, na página 24, também fala sobre a entrevista como um momento
essencial, onde deve ser feita no consultório, visando a privacidade e tranquilidade do sujeito.
Destaca também a relevância de escutar os demais membros da família (irmãos, avós, tios ou
até mesmo empregadas e babás). Essas últimas, muitas vezes conhecem mais sobre a criança
por ficarem mais tempo com elas e participarem mais da sua rotina.
No último parágrafo desse capítulo, onde não se pode deixar passar, a autora fala
sobre a importância do olhar e da escuta que o psicopedagogo tem sobre o sujeito, fazendo
toda a diferença no diagnóstico, devendo ser de forma empática, decifrando mensagens que
vêm nas entrelinhas, como uma expressão no olhar, no rosto, uma produção gráfica, que
devem ser levadas em consideração, com atenção e investigadas.
Finalizando essa unidade com o capítulo 5, intitulado “A primeira sessão
diagnóstica”, a autora fala sobre a ansiedade de ambos os envolvidos família/sujeito e
terapeuta.
Na fase seguinte da obra, Unidade 2, intitulada: “Fatores psicopatogênicos
individuais e/ou contextuais dos distúrbios de aprendizagem”, a autora inicia o capítulo 1
falando sobre “Aprendizagem”.
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Ela cita a aprendizagem como “...um processo muito mais complexo e igualmente
muito mais amplo” (CARVALHO, 2016, p. 30) do que acontece em uma sala de aula.
Nesse mesmo capítulo, na página 30, ela nos mostra que o ato de aprender
envolve vários aspectos, como: intelectual, psicomotor, físico, social e emocional. Sendo o
emocional o que tem mais importância na aprendizagem infantil.
Para que ocorra a aprendizagem, deve-se respeitar o desenvolvimento das
estruturas corporais, neurológicas e orgânicas de cada criança. O sujeito precisa enxergar
sentido, uma relação entre o que está aprendendo e a sua vida. Então, quando se observa
mudanças de comportamento, podemos dizer que houve um aprendizado significativo.
Na página 31, a autora nos dá um exemplo de desrespeito com as etapas do
desenvolvimento infantil e as consequências que isso causa na aprendizagem.
No parágrafo 4 da página 31, é falado sobre como as escolas estão recebendo a
cada ano crianças mais novas e imaturas e de como as crianças mudaram, mas que
infelizmente ainda, existem muitos professores despreparados para recebê-las.
Como profissionais da aprendizagem, devemos estar sempre em busca de novos
conhecimentos e nos atualizando. Para que possamos atender as nossas crianças com um olhar
diferenciado, visando todos os fatores que possam estar dificultando sua aprendizagem, com
embasamento para que se possa fazer os encaminhamentos devidos de acordo com sua
realidade.
Finalizando este capítulo, a autora nos lembra da importância dos professores e
psicopedagogos se valerem de um embasamento teórico e estarem sempre em busca de
conhecimentos.
No capítulo 2 dessa unidade, a autora apresenta o que seria “Normal e
patológico”, título desse capítulo.
Ela, no parágrafo 2, ressalta novamente a importância dos profissionais, sejam
eles, professor ou psicopedagogo, de ter conhecimento sobre as fases do desenvolvimento
infantil.
Na página 32, parágrafo 3, a autora desenvolve nos mostrando que quando o
sujeito não tem um ambiente afetivamente equilibrado, gera uma situação de desequilíbrio,
resultando em comportamentos problemáticos e mesmo patológicos.
“O comportamento anormal da criança pode ter origem na própria criança,
chamado de fator genético, e quando decorrente do meio ambiente, de fator social.”
((CARVALHO, 2016, p. 32)
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No capítulo 3, dentre as páginas 33 e 36, ela descreve sobre “Dificuldades de


aprendizagem”, e começa falando sobre as definições no decorrer na história sobre essas
dificuldades. Sobre os rótulos, exclusões e desconhecimento sobre as diferenças entre
dificuldade de aprendizagem e os distúrbios de aprendizagem.
Ela nos fala também da importância de o professor ter conhecimento sobre o
funcionamento do sistema nervoso central para que possa entender seu aluno e fazer os
encaminhamentos corretos, e que é imprescindível ao psicopedagogo, tomar posse desses
conhecimentos para que possa proceder à intervenção e à reeducação do aluno.
Nas páginas 35 e 36 a autora descreve as funções do cérebro mais comuns e
necessárias para o estudo inicial da dificuldade de aprendizagem.
No capítulo 4, páginas 36 e 37, a autora define as diferenças do que se refere a
dificuldade de aprendizagem e o que são os distúrbios de aprendizagem. Onde o primeiro é de
origem pedagógica e o segundo de origem neurológica.
Ainda nessa unidade, a partir da página 37 nos próximos capítulos, a autora
discute sobre as causas da disfunção psiconeurológica do processamento da informação que
dificultam a aprendizagem.
No capítulo 5 intitulado “Fatores etiológicos do distúrbio de aprendizagem”, ela
fala sobre as causas ou origem da dificuldade de aprendizagem, frisando que devem ser
tratadas somente quando houver aprofundamento dos estudos sociais (contexto macro)
apoiadas no entendimento do sujeito (contexto individual).
A autora entre as páginas 37 e 45 descreve todos os fatores etiológicos, no qual, se
encontram interligados. É através de um estudo intradisciplinar para um estudo
interdisciplinar integrado, que será possível conhecer melhor o contexto.
Na sequência, capítulo 6, ela fala sobre “Fatores de envolvimento e de privação
cultural”.
Ela inicia o capítulo nos deixando uma questão: “Será que o professor em algum
momento se deu conta de que sua atitude muitas vezes corrobora a exclusão do aluno?”
(CARVALHO, 2016, p. 45)
No primeiro parágrafo, discute sobre as crianças que passam por privação social e
são bombardeadas por estímulos negativos, e privadas de estímulos auditivos e linguísticos,
essenciais para o processamento de informação, de atenção seletiva e de identificação, que
prejudicam suas estruturas cognitivas.
Discute também sobre a falta de nivelamento da comunicação do professor com
esses alunos e seus familiares, que muitas vezes são a causa do abandono escolar, como
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também a ausência da família, por conta de não compreenderem o que os professores estão
falando.
Então há a necessidade de atenção para essa comunicação, visto que situações
simples passam despercebidas e podem trazer consequências negativas na vida escolar do
sujeito.
Na página 46, capítulo 7, “Análise contextual das dificuldades de aprendizagem”,
a autora apresenta a questão sobre os desafios que a dificuldade de aprendizagem gera para a
educação e para educadores, bem como as clínicas psicopedagógicas, onde muitos abandonam
os estudos por conta da exclusão.
Sinaliza sobre a política de educação que infelizmente se preocupa com questões
econômicas e administrativas, com recursos financeiros limitados e insuficientes para as
pesquisas científicas, não se preocupando com os sujeitos com dificuldade de aprendizagem,
onde a quantidade é maior do que daqueles considerados “normais”.
No parágrafo 3 a autora faz uma comparação do Brasil com a Europa, referente ao
insucesso escolar. Onde o insucesso no Brasil é maior do que na Europa, pois não se pode
precisar a quantidade de dificuldade de aprendizagem.
No último capítulo desta unidade, “Reação contextual social”, a autora descreve a
insatisfação sobre a forma que acontece a inclusão de crianças com dificuldades de
aprendizagem nas escolas. Pois encontram profissionais com boa vontade, mas sem
conhecimento teórico-científico para uma intervenção eficaz, ou quando deparam com
profissionais preparados, encontram obstáculos e impedimentos dos sistemas educacionais.
A autora faz uma crítica a nomenclatura que o ministério da educação adotou para
definir dificuldade de aprendizagem, chamando de Necessidades Educativas Especiais. Pois
essa alteração de nomenclatura, não permite uma assertiva de diagnóstico, nem tão pouco uma
orientação específica para o trabalho do professor.
“A taxonomia da Dificuldade de Aprendizagem não se fundamenta apenas em um
dado, mas em um conjunto de problemas e de diversos sintomas.” (CARVALHO, 2016, p.
47)
“Talvez se possa esperar que o ministério da educação venha a estimular pesquisas a
se dedicarem ao tema para, assim, identificar a real porcentagem de pessoas com
Dificuldade de Aprendizagem, necessitando para isso de pesquisas que se
desenvolvam tendo como base um grupo numeroso e significativo para que, no
futuro, se criem métodos mais eficazes para solucionar esse problema.”
(CARVALHO, 2016, p. 49)

Passando para a unidade 3, intitulada: “A entrevista operativa centrada na


aprendizagem (EOCA)”, na introdução, a autora discorre sobre os recursos disponíveis que
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devem ser explorados pelo psicopedagogo: testes e provas operatórias. Para estimular quando
necessário algum tipo de reação do sujeito.
No decorrer da introdução, também nos lembra que testes e provas devem ser
utilizados por terapeutas com objetivos claros e boa definição. O terapeuta deve ter olhar
aguçado, observação perspicaz, escuta investigativa e a leitura minuciosa de todo processo.
Na página 53 a autora fala sobre o teste WISC, que é exclusivo da psicologia. E
que no Brasil não é permitido o uso desse teste por outros terapeutas. E se caso houver
necessidade da aplicação do WISC, o sujeito deve ser encaminhado para um psicólogo junto
com um “relatório” justificando a solicitação e aplicação.
No capítulo 2, a autora nos fala da importância do lúdico no diagnóstico
psicopedagógico.
E no primeiro parágrafo desse capítulo, explana sobre como é imprescindível para
a criança ter tempo e espaço para brincar, mas que infelizmente, atualmente nesse mundo
globalizado, a maioria das crianças estão restritas em frente a um celular, computador e
televisão. Muitas vezes com a agenda cheia de compromissos, faltando em seus dias o
principal: a brincadeira. As crianças não sabem mais o que é brincar.
Na página 53, ela nos fala do momento lúdico como forma de experimentação
entre o mundo interno e externo, a resolução de conflitos e um ensaio para a vida adulta.
Entre as páginas 54 e 55, a autora descreve um pouco sobre a sessão Lúdica
Diagnóstica, onde o profissional deve deixar o sujeito brincar espontaneamente e observar
atentamente.
“Às vezes o sujeito que participa da sessão Lúdica Diagnóstica prefere desenhar e
essa produção pode trazer à tona os seus conflitos. Cabe ao terapeuta compreender essa
produção.” (CARVALHO, 2016, p. 54)
Nessa sequência é enfatizado que através do desenho se torna possível observar
vários aspectos do desenvolvimento da criança. E destaca a importância da inter-relação do
sujeito com o terapeuta, e o sucesso do trabalho de diagnóstico e reeducação psicopedagógica
referente a este vínculo.
A autora segue na página 55 falando sobre a importância do jogo, que por ser uma
repetição de situações traumáticas, faz com que o sujeito exponha como elabora as situações
internamente. As crianças que não jogam e não brincam, não elaboram situações difíceis,
acabam por reverter em sintomas de inibição.
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Descreve também, que a criança se expressa através do lúdico, reproduzindo


situações conflituosas e sobre a possibilidade que a brincadeira trás para resolver esses
conflitos com soluções próprias. Afirmando que o ato de brincar é uma ação que cura.
No parágrafo 3, da página 55, a autora nos fala que a hora lúdica, tem um
significado determinante. E por essa razão alguns teóricos defendem que após a sessão da
entrevista inicial com a família e com o sujeito, se faça a sessão da hora lúdica, para garantir o
vínculo entre o terapeuta e o sujeito, e depois partir para a Avaliação do Nível Pedagógico.
No capítulo 3, intitulado: “Avaliação do nível pedagógico”, a autora nos mostra
algumas formas de avaliação psicopedagógica.
Fala sobre a Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA), sugerida
por teóricos para avaliar o nível pedagógico do sujeito.
E a partir do parágrafo 4, da página 56 até o capítulo 8, página 66, o foco da
autora é a EOCA, onde nos fala dos materiais utilizados, procedimentos, observações,
hipóteses e finaliza com exemplo de uma sessão centrada na EOCA.
A autora define a EOCA como:
“...um instrumento simples a ser aplicado e de avaliação muito complexa,
exigindo do terapeuta uma observação criteriosa e investigações pontuais. A EOCA fornece
dados significativos e próceros para o diagnóstico psicopedagógico.” (CARVALHO, 2016, p.
56)
Na página 57, fala do caderno como um material que nos traz muitas informações,
sinalizando algumas hipóteses para avaliar
Aborda sobre os objetivos da EOCA que são: a investigação, o vínculo que o
sujeito tem com os objetos e o conteúdo da aprendizagem escolar.
Na página 60, parágrafo 2, descreve que na EOCA, além de observar não
podemos deixar de anotar tudo o que ocorre durante a sessão, se o sujeito consegue ou não
nomear os objetos, dificuldades, sobre a fala, se é infantilizada, se é observador ou distraído
etc.
No capítulo 6, página 60, inicia falando sobre as observações para EOCA, tais
como: deve ser realizada em uma única sessão, o material a ser utilizado pode ser guardado
em uma caixa, todo o material deve ser colocado sobre a mesa, o lápis grafite deve estar sem
ponta (para observar a autonomia do sujeito), dentre outras.
A partir das observações sobre a EOCA, a autora nos mostra que o psicopedagogo
tem a possibilidade de conhecer melhor o sujeito onde o leva as hipóteses de aprendizagem,
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que são: hipoassimilativa, hiperassimilativa, hipoacomodativa e hiperacomodativa, descritas


nas páginas 60 e 61.
No capítulo 7, mostra os níveis avaliados pelo EOCA, que são eles: Nível
cognitivo (pré-operatório, operatório concreto, hipotético dedutivo e formal) e Nível de leitura
(pré-silábico, silábico-alfabético e alfabético). E ressalta que o material deve estar de acordo
com a série e com a idade do sujeito.
No capítulo 8, segue com um exemplo de uma sessão centrada na EOCA. Onde
uma criança de nove anos foi encaminhada ao psicopedagogo, trazendo como queixa
inúmeras trocas de letras e de números.
Na sequência, inicia-se com os passos a serem dados, como a entrevista, o
contrato (dois atendimentos semanais) e a anamnese. Após a entrevista teve início a EOCA.
Entre as páginas 62 a 65 está a descrição exata da EOCA. Foram feitas então as observações a
partir da EOCA da criança denominada C, entre as páginas 65 e 66. E com base na EOCA,
outros testes também foram realizados. Após os testes, foi obtida a conclusão diagnóstica de
uma desordem do processamento auditivo central severo e dislexia.
Nos últimos parágrafos da página 66, a autora nos fala que alguns teóricos
acreditam que a aplicação da EOCA como o primeiro recurso pode levar a uma hipótese não
muito real, por não existir um vínculo entre terapeuta e cliente pode comprometer a sessão,
devido ao nível de ansiedade da criança ou jovem. E esses mesmos teóricos acreditam que,
quando a EOCA é realizada uma segunda vez, os resultados são totalmente diferentes.
No capítulo 9, a autora sinaliza sobre a preferência de alguns terapeutas pela
Sessão Lúdica Centrada na Aprendizagem, que não devemos confundir com a EOCA, por ser
de cunho lúdico e informal.
E atenta que “...a EOCA é um instrumento criado por um profissional e deve ser
seguido como tal. A Sessão Lúdica Centrada na Aprendizagem, também não é EOCA, é uma
adaptação feita a partir da necessidade de um outro profissional.” (CARVALHO, 2016, p. 67)
No capítulo 10, “Dados específicos para a hora do trabalho pedagógico”, a autora
chama a atenção para alguns cuidados: o local em uma clínica deve ser convidativo e ter um
bom espaço para realizar as atividades, seguro e livre de ruídos; o tempo da sessão lúdica ou a
EOCA não deve ultrapassar o tempo regular da sessão (45 a 50 minutos); o material deve
estar em perfeito estado, a disposição do material sobre a mesa deve ser aleatória, é preciso
deixar que o sujeito utilize critérios próprios. E ressalta que para aplicar a EOCA com a Hora
Lúdica, deve-se ter objetivo e planejamento bem definidos.
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No capítulo 11, são abordadas as provas operatórias, onde se avalia o desempenho


cognoscitivo do sujeito.
Ela fala que são subsídios necessários para a investigação da queixa de crianças
com dificuldade de aprendizagem e desatenção. Mas exige habilidade do terapeuta, pois, se a
conclusão não for precisa, pode haver distorções. Se faz necessário que o profissional tenha
domínio sobre essa aplicação. As provas devem ser aplicadas de acordo com a faixa etária do
sujeito.
Entre as páginas 68 e 70 a autora nos descreve sobre as provas, como aplicá-las e
o que se deve anotar, bem como os níveis de respostas que devem ser observados na prova
operatória.
Nos capítulos seguintes, 12 e 13, é explicado como é feita a apresentação da prova
operatória e os materiais utilizados. A autora chama a atenção para não aplicar todas as provas
na mesma sessão, para não influenciar as respostas.
“Prova e teste são realizados com o objetivo de saber a respeito do
desenvolvimento cognitivo do sujeito, assim como sobre o nível em que se encontra o seu
pensamento.” (CARVALHO, 2016, p. 71)
Na fase seguinte da obra e última unidade, “Diagnóstico Clínico e Diagnóstico
Institucional”, a autora começa apontando, na Introdução, como a psicopedagogia surgiu bem
como o seu objetivo.
Segue explanando sobre as diferenças entre Psicopedagogia Clínica e
Psicopedagogia Institucional. Onde na primeira, o sujeito é o objeto de estudo, e na segunda,
o objeto de estudo é a instituição. Ela descreve sobre o objetivo de ambas, Clínica e
Institucional, que são o foco da Unidade 4.
Dentre os capítulos 2 e 5, a autora descreve em detalhes sobre o que é um
diagnóstico clínico, e sobre todos os procedimentos a serem tomados.
A autora aponta que o diagnóstico clínico também pode ser chamado de
psicopedagogia curativa, e sinaliza alguns pontos a saber sobre a prática, tais como: realiza-se
em consultório; atendimento individual grupal ou familiar; implica em procedimento
diagnóstico e terapêutico; objetivo é conhecer o sujeito; é um processo contínuo com
intervenções constantes, dentre outros.
Dentre as páginas 76 e 85 a autora descreve passo a passo os procedimentos para
o diagnóstico clínico, que são: queixa, telefonema, entrevista inicial, contrato, entrevista com
o sujeito, anamnese com os pais e aplicação de testes e provas. Exemplifica cada um deles e
orienta como proceder em cada passo.
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A autora descreve alguns recursos, mas salienta a importância de não se limitar


somente a eles, e sugere que o aluno amplie suas pesquisas e estudos para adquirir melhor
performance como terapeuta e de uma forma singular escolher os teóricos que melhor se
adapta.
A partir do capítulo 6, página 86, a autora discorre sobre o Diagnóstico
Institucional, e inicia apontando sua grande importância para a instituição. Infelizmente esse
tipo de trabalho ainda não é muito comum nas escolas, sendo desacreditado. Se faz necessário
um olhar diferenciado para essa questão, por ser um caminho para a melhoria e solução para
as dificuldades de aprendizagem e para um melhor trabalho dos profissionais envolvidos.
Na página 88, ela inicia citando os envolvidos em um diagnóstico
psicopedagógico, o professor, o aluno e o conhecimento contextualizado na escola.
A seguir ela descreve os três eixos importantes no diagnóstico psicopedagógico na
instituição: sociopolítico (organização escolar destinada a ensinar); pedagógico (processo de
ensino) e o psicopedagógico (prioriza o sujeito e o lugar que aprende).
Dando sequência, a autora sugere que seja feita uma reflexão com os professores
de como foi feita seu processo de aprendizagem. Muito interessante por parte da autora essa
reflexão, pois traz um novo olhar para o professor sobre a sua prática com seus alunos, e
assim possibilitando uma mudança de postura frente a sua forma de ensinar a fim de melhorar
seu desempenho na sala de aula.
“Muitas vezes o aluno é encaminhado para “tratamento psicopedagógico”, mas o
problema está todo na escola, na sala de aula ou no professor. Portanto, o professor deve ter
um olhar criterioso e munir-se de humildade para reconhecer que falhou e precisa de ajuda.”
(CARVALHO, 2016, p. 90)
A partir do que foi analisado, o trabalho da autora é bem objetivo e didático. O
livro foi dividido em quatro unidades apontando critérios importantes de conhecimentos
essenciais entre teoria e prática.
Quanto a estrutura da obra, a autora apresenta as ideias de forma coerente
facilitando a compreensão do leitor.
O texto é bem organizado, sempre incluindo tópicos relevantes para atenção do
leitor, a autora traz também várias indicações de sites e livros no decorrer dos capítulos e ao
final de cada unidade disponibiliza um glossário com as palavras mais incomuns para facilitar
a compreensão do leitor.
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