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PLANO BÁSICO AMBIENTAL - PBA


JUNHO DE 2020

COMPLEXO SOLAR FOTOVOLTAICO GRAVIOLA


SÃO JOÃO DO PIAUÍ – PI
COMPLEXO SOLAR FOTOVOLTAICO GRAVIOLA

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Fone: (89) 9 9472.5176 | Rua Flor de Liz, nº237 | Bairro Cidade Jardins | CEP: 64900-000 | Bom Jesus/PI
USINAS SOLARES FOTOVOLTAICAS GRAVIOLA I, II, III e IV

LICENCIAMENTO AMBIENTAL – PLANO BÁSICO AMBIENTAL

LICENÇA DE INSTALAÇÃO (LI)

ESPECIFICAÇÃO

Tipo Elaboração do Plano Básico Ambiental

Finalidade Licença de instalação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola

Período de referência Junho - 2020

Órgão demandante SEMAR - PI

Data 13/06/2020
Protocolo
Responsável Roberto Rorras dos Santos Moura

CONTROLE DE VERSÕES

Responsável Cargo Data

Coordenador de
Elaboração Roberto Moura 13/06/2020
Projeto
Aceite Desenvolvimento de
Caio Schwarz 14/06/2020
(Empreendedor) Negócios
Aceite
Vitor Almeida Gestor de Projeto 14/06/2020
(Empreendedor)

Versão 04

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SUMÁRIO
1 IDENTIFICAÇÃO......................................................................................................... 7

1.1 EMPREENDEDOR .............................................................................................. 7

1.2 EMPREENDIMENTO .......................................................................................... 7

1.3 CONSULTORIA AMBIENTAL ............................................................................. 7

1.4 RESPONSÁVEIS TÉCNICOS ............................................................................. 8

2 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 9

2.1 JUSTIFICATIVA ................................................................................................. 10

2.2 OBJETIVOS ....................................................................................................... 11

2.3 ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO ........................................ 11

3 PLANO BÁSICO AMBIENTAL (PBA) ....................................................................... 15

3.1 PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL (PGA) ............................................... 17

3.2 PLANO AMBIENTAL DA CONSTRUÇÃO (PAC) ............................................. 29

3.3 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO (PGR) ................................ 50

3.4 PLANO DE ATENDIMENTO À EMERGÊNCIA (PAE) ..................................... 66

3.5 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (PGRS) ..... 72

3.6 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS EFLUENTES (PME) ................... 88

3.7 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS PROCESSOS EROSIVOS


(PMPE) .......................................................................................................................... 96

3.8 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE RUÍDO (PMR) ............................. 103

3.9 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS (PRAD) ..... 110

3.10 PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DA SUPRESSÃO VEGETAL (PASV)


128

3.11 PROGRAMA DE RECOMPOSIÇÃO DA VEGETAÇÃO NATIVA (PRVN) ..... 135

3.12 PROGRAMA DE RESGATE E AFUGENTAMENTO DE FAUNA (PRAF) ..... 163

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3.13 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA FAUNA (PMF) ............................. 178

3.14 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL (PEA)........................................ 189

3.15 PROGRAMA DE SINALIZAÇÃO DE OBRA E SEGURANÇA DE TRÁFEGO


(PSOST)...................................................................................................................... 206

3.16 PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO TRABALHADOR, SAÚDE E SEGURANÇA


NO AMBIENTE DE TRABALHO (PPTSSAT) ............................................................ 214

3.17 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (PCS) ........................................ 223

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 236

5 BIBLIOGRÁFICA ..................................................................................................... 237

6 ANEXOS.................................................................................................................. 240

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Índice de Figuras
Figura 2.1. Localização das Áreas de Influência Direta (AID) afetas pela implantação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, em São João do Piauí - PI. ............................... 13
Figura 2.2. Localização das Áreas de influência Indireta (AII) afetas pela implantação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, em São João do Piauí - PI. ............................... 14
Figura 2.3. Distribuição dos pontos amostrais para medição de ruídos. ...................... 107
Figura 2.4. Localização das áreas de bota-foras dentro da ADA do Complexo Solar
Fotovoltaico Graviola. ..................................................................................................... 121
Figura 2.5: Esquema de plantio do projeto de recomposição florestal obrigatório. ...... 150
Figura 2.6: Exemplo de abertura de covas para plantio de mudas............................... 153
Figura 2.7: Exemplo de preparo de covas para plantio de mudas................................ 153
Figura 2.8: Exemplo de aplicação de hidrogel............................................................... 154
Figura 2.9: Exemplo de aplicação de formicida. ............................................................ 156
Figura 2.5. Distribuição das comunidades e escolas próximas ao empreendimento. .. 228

Índice de Tabelas
Tabela 2.1. Cronograma das atividades do PGA do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola............................................................................................................................. 27
Tabela 2.2. Tipologias de ações do empreendimento regidas pelo PAC. ...................... 46
Tabela 2.3. Cronograma das atividades do PGA do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola............................................................................................................................. 48
Tabela 2.4. Matriz de identificação e Análise de risco, perigo e consequências (danos) de
atividades e tarefas. ......................................................................................................... 53
Tabela 2.5. Classificação dos eventos. ........................................................................... 54
Tabela 2.6. classificação de probabilidade. ..................................................................... 55
Tabela 2.7. matriz de Magnitude do Evento. ................................................................... 56
Tabela 2.8. Classificação da matriz de Magnitude do Evento. ....................................... 57
Tabela 2.9. Matriz Análise de Perigos e Riscos. ............................................................. 58
Tabela 2.10. Classificação dos Resíduos sólidos. .......................................................... 77
Tabela 2.11. Código de cores para segregação de resíduos. ........................................ 80
Tabela 2.12. Resíduos da Construção Civil: acondicionamento e armazenamento
temporário......................................................................................................................... 81
Tabela 2.13. Destinação dos Resíduos Sugeridas. ........................................................ 83
Tabela 2.14. Modelo de Planilha de Cadastro de Pontos com Potencial de Ocorrência de
Processos Erosivos. ......................................................................................................... 99

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Tabela 2.15. Relação de Profissionais sugeridos.......................................................... 102
Tabela 2.16: Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A).105
Tabela 2.17: Pontos amostrais para medição de ruídos. .............................................. 106
Tabela 2.18. Cronograma das atividades do PMR do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola........................................................................................................................... 109
Tabela 2.19. Relação de Profissionais sugeridos para o PRAD. .................................. 127
Tabela 2.20. Cronograma das atividades do PASV do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola........................................................................................................................... 134
Tabela 2.21: Lista de profissionais da equipe técnica. .................................................. 139
Tabela 2.22: Lista de espécies que serão implantadas. .............................................. 149
Tabela 2.23. Dimensões dos aceiros por tipo de terreno. ............................................. 159
Tabela 2.24. Relação de Profissionais sugeridos para o Programa de Recomposição
Florestal. ......................................................................................................................... 162
Tabela 2.25. Programa Geral das palestras para orientação dos trabalhadores envolvidos
nas etapas de supressão de vegetação. ....................................................................... 167
Tabela 2.26. Cronograma das atividades do PRAF do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola........................................................................................................................... 176
Tabela 2.27. Relação de profissionais envolvidos. ....................................................... 177
Tabela 2.28. Relação das secretarias municipais a serem contatadas (caso necessário),
no município de São João do Piauí - PI......................................................................... 195
Tabela 2.29. Impactos e temáticas sugeridas para os encontros. ................................ 201
Tabela 2.30. Cronograma das atividades do PEA do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola........................................................................................................................... 204
Tabela 2.31. Relação de profissionais envolvidos ........................................................ 205
Tabela 2.32. Distribuição das comunidades e escolas próximas ao empreendimento.
........................................................................................................................................ 227
Tabela 2.33. Cronograma das atividades do PCS do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola........................................................................................................................... 234
Tabela 2.34. Relação de profissionais sugeridos do PCS. ........................................... 234

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1 IDENTIFICAÇÃO

1.1 EMPREENDEDOR

ENGADY SOLAR ENERGIA SPE LTDA.

CNPJ: 15.872.784/0001-15
Endereço: Av. Professor Magalhães Neto, 1550, sala 1407, Bairro Pituba,
Salvador – BA. / CEP: 41.810-012.
Telefone: 71 4062-1323
Representante legal: David Ricardo Fontes Pereira
E-mail david.fontes@serbrasil.com.br

1.2 EMPREENDIMENTO

COMPLEXO SOLAR FOTOVOLTAICO GRAVIOLA


Tipo Usinas Fotovoltaicas
Potência 300 MW (4 usinas fotovoltaicas de 75 MW)
Situação Licença Prévia
Atividade Produção de energia renovável
Localização São João do Piauí – PI
Área de Intervenção 750,00 ha
CNPJ 15.872.784/0001-15
Licença Prévia 647/19 Validade: 12/12/2020

1.3 CONSULTORIA AMBIENTAL

GEOPI – CONSULTORIA AMBIENTAL

CNPJ: 1052090/0001-3
Endereço: Rua Flor de Liz, 237 - Cidade Jardim | CEP 64.900-000 | Bom Jesus / PI
Fone / Fax: (89) 9 9472-5176
E-mail: roberto@geopi.com.br

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GEOPI – CONSULTORIA AMBIENTAL

Representante Roberto Rorras dos Santos CREA: 1914174640


legal: Moura CTF: 6243276

1.4 RESPONSÁVEIS TÉCNICOS

Função Responsável Registro de Classe

Coordenador Projeto Roberto Rorras dos Santos Moura CREA - 1914174640

Coordenador de Flora Euvaldo de Sousa Estrela CREA - 715748564

Coordenador de Fauna Emanuela Pereira e Silva Moura CRBio - 114.469/05 D


Coordenador do
Shilton Pereira da Silva CREA - 1913485684
Meio Físico
Coordenador
Sanclé Araújo Couto Costa Junior CREA - 1913869148
Socioeconômico

___________________________________________
Assinatura: Roberto Rorras dos Santos Moura

___________________________________________
Assinatura: Euvaldo de Sousa Estrela

___________________________________________
Assinatura: Emanuela Pereira e Silva Moura

___________________________________________
Assinatura: Shilton Pereira da Silva

___________________________________________
Assinatura: Sanclé Araújo Couto Costa Junior

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2 INTRODUÇÃO
O desenvolvimento social humano vivenciado nas últimas décadas está
alicerçado na utilização irrestrita de energia. As bases de geração energética estão
relacionadas, em um contexto histórico, à disponibilidade de recursos naturais passíveis
de aproveitamento, utilizados segundo aspectos de viabilidade logística e econômica.

O processo de geração estruturado na maximização de uso dos recursos,


independente de suas “pegadas” ambientais, passa por uma transformação na qual a
sustentabilidade socioambiental se torna um elemento decisivo, impulsionado por
políticas globais de incentivo à responsabilidade neste âmbito. Incentivos atuais são
atrelados ao desenvolvimento de ações e tecnologias que zelem pela inclusão social,
respeito e valorização das culturas tradicionais, e preservação da integridade natural dos
ambientes, da biodiversidade, e, consequentemente, de condições seguras de
sobrevivência para as gerações futuras.

Energias renováveis apresentam-se como a próxima etapa da matriz


energética mundial que foi moldada em cima de fontes não renováveis como o petróleo
e o carvão. Apesar de não ser uma novidade a utilização das energias renováveis, como
a fotovoltaica ou hídrica, somente no final do século passado que essas fontes se
apresentam como alternativa de produção em massa de energia elétrica com a
construção de grandes hidrelétricas e desenvolvimento de novas tecnologias para
produção.

Devido à dependência elevada de combustíveis fósseis e à pequena


participação das fontes renováveis no mundo, que ainda existe (BEN, 2013 e 2014), há
um destaque para as discussões em busca de maior eficiência energética e aumento do
uso de recursos renováveis para a geração de energia elétrica. Não só para a migração
de um recurso finito para um renovável, como também por motivos ambientais
relacionados às mudanças climáticas e seus efeitos sobre a humanidade (VARELLA,
CALALIERO & SILVA, 2008).

De acordo com o Banco de Informações de Geração (BIG-ANEEL, 2013), a


matriz energética do Brasil é principalmente formada por fontes renováveis, com grande
destaque para a geração de energia de fonte hídrica, respondendo por,
aproximadamente, 62% da geração nacional. Apesar disto, a participação de fontes
renováveis na matriz energética brasileira vem caindo desde o ano de 2012, em função
da diminuição da oferta hídrica, passando de 88,9%, em 2011, para 79,3% em 2013.

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A crise no suprimento de energia elétrica gerada pela diminuição da
capacidade de geração das hidrelétricas nos últimos anos, e a consequente ativação das
termelétricas, mais caras e poluentes, evidencia a necessidade de diversificação da
oferta de energia dentre as mais diversas fontes, repensando o modelo elétrico brasileiro
(ABEEOLICA, 2013). O Brasil dispõe de diversas opções de geração de energia limpa
para expansão, incluindo hidroeletricidade, energia eólica, biomassa e energia solar.

O projeto do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, composto pelas usinas


USF Graviola I, USF Graviola II, USF Graviola III e USF Graviola IV, tem como escopo
produzir eletricidade, em escala comercial, utilizando como fonte de energia renovável
local, o Sol. A Central Geradora Solar utilizará a radiação solar disponível na localidade
para a geração de energia elétrica através da utilização de tecnologia fotovoltaica. O
empreendimento terá capacidade instalada de 300,0 MW, através da utilização de
painéis fotovoltaicos.

2.1 JUSTIFICATIVA

A disponibilidade de irradiação solar para geração de energia elétrica é


profusa, limpa e disponível, de tal forma que se cogita que este tipo de energia renovável
desempenhará um papel preponderante no futuro.

O emprego desta fonte energética para a geração de eletricidade em escala


comercial foi iniciado há pouco mais de 50 anos. O nível de uso crescente da tecnologia
fotovoltaica em escala mundial tem repercussões diretas no custo dos aparelhamentos.
Com a entrada de novos fabricantes na manufatura de painéis, a estimativa é de
ampliação gradativa da capacidade global de produção.

Como decorrência do aumento de capacidade, estima-se que o preço sofrerá


leves reduções nos próximos anos o que vai impactar positivamente na demanda global,
beneficiando a geração de energia elétrica de fonte solar fotovoltaica.

Destaca-se que, através da utilização dos conhecimentos da indústria


aeroespacial, os equipamentos para geração de energia evoluíram ligeiramente de ideias
e conceitos preliminares, para produtos de alta tecnologia. Assim, perante a grande crise
de energia elétrica que assola algumas regiões do Brasil, em particular o Nordeste, a
instalação de centrais de geração de energia alternativa torna-se de fundamental
importância para suprir a demanda de energia elétrica.

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A produção de energia por fonte fotovoltaica é de fundamental importância
por se tratar de uma fonte de energia renovável, economicamente viável e amplamente
disponível, promovendo o desenvolvimento local e regional, e beneficiando em diversos
fatores, sejam econômicos, ambientais ou de infraestrutura disponível.

2.2 OBJETIVOS

O projeto Complexo Solar Fotovoltaico Graviola tem como principal objetivo


o aproveitamento desta fonte de energia gratuita, limpa e inesgotável, que pode liberar-
nos da geração proveniente de fontes derivadas do petróleo ou de alternativas pouco
seguras e poluentes, aumentando a vida útil do reservatório das hidroelétricas.

2.3 ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO


EMPREENDIMENTO

As áreas de influência de um estudo ambiental podem ser determinadas


como as áreas geográficas delimitadas a partir de argumentos técnicos das ações do
empreendimento nas fases de instalação e operação, sobre os impactos diretos e
indiretos, positivos e negativos, causados tanto nos sistemas ambientais, físico e biótico,
como no meio socioeconômico da região do projeto. As áreas de influência exercem um
papel importante na elaboração do estudo ambiental, principalmente no auxílio das
coletas de dados para o diagnóstico ambiental.

Segundo os requisitos legais (Resolução CONAMA 01/86), a delimitação das


áreas de influência para avaliação de impactos ambientais é variável e depende das
características dos meios físico, biótico e socioeconômico do local.

Dessa forma, como apresentado no Plano de Controle Ambiental (PCA), para


determinar as áreas de influência para o empreendimento de geração elétrica de baixo
impacto, como no caso do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, foi observado os efeitos
de dentro do sítio do empreendimento, porém, o impacto da geração e disponibilização
de eletricidade se estende por limites muito maiores, uma vez que faz interligações com
Linhas de Transmissão e Subestação próximas Além de considerar também os aspectos
de descarte de resíduos gerados, geração de empregos e duração do empreendimento.

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A seguir, foram identificadas as áreas diretamente afetada, influência direta
e indireta, do empreendimento.

2.3.1 Área de Influência Direta (AID)

Representa a área necessária para a implantação do empreendimento,


incluindo suas estruturas de apoio, estacionamentos, áreas de carga e descarga,
depósitos, armazéns, pátios de estocagem dos materiais, almoxarifados, escritórios e
demais instalações que precisarão ser construídas, bem como todas as demais
estruturas associadas à obra e de uso privativo do empreendimento.

O Complexo Solar Fotovoltaico de Graviola terá como Área de Influência


Direta, toda área interna ao limite do parque, considerando as instalações dos módulos
de placas solares das Usinas Solares Fotovoltaica Graviola I, Graviola II, Graviola III e
Graviola IV 4 e as interligações, canteiro de obras, subestação e acessos internos. Bem
como o acesso partindo de São João do Piauí-PI pela PI-141 chegando ao acesso de
estrada não pavimentada que leva ao parque solar, como mostra a Figura 2.1.

2.3.2 Área de Influência Indireta (AII)

A AII corresponde à área real ou potencialmente ameaçada pelos impactos


indiretos da implantação e operação do empreendimento, abrangendo os ecossistemas
e o sistema socioeconômico que podem ser impactados por alterações ocorridas na área
de influência direta. Utilizando esses critérios, a AII do Complexo Fotovoltaico Graviola
será o município de São João do Piauí-PI e demais setores e sedes rurais há um raio de
3 km da AID, como mostra Figura 2.2.

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Figura 2.1. Localização das Áreas de Influência Direta (AID) afetas pela implantação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, em São João do Piauí - PI.

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Figura 2.2. Localização das Áreas de influência Indireta (AII) afetas pela implantação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, em São João do Piauí - PI.

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3 PLANO BÁSICO AMBIENTAL (PBA)

O Plano Básico Ambiental tem como objetivo nortear as ações e medidas


ambientais a serem executadas pelo empreendimento de forma a evitar, neutralizar ou
mitigar os impactos ambientais negativos relacionados à sua instalação e operação.

A variedade de elementos ambientais atrelados à inserção de um


empreendimento imbuído de impacto ambiental incide na necessidade de que as fases
de implantação do empreendimento (planejamento, implantação, operação e
desativação), venham a ser gerenciadas por um conjunto de normas e procedimentos
que garantam, sempre que possível, a preservação do meio ambiente.

O PBA aqui proposto é composto por trezes programas ambientais, os quais


determinam procedimentos e ações a serem desenvolvidos no prazo mínimo de validade
das licenças de instalação do empreendimento, podendo, contudo, se estender a
períodos maiores, conforme demandas específicas, resultados obtidos e interesse dos
envolvidos.

Os programas propostos almejam, sobretudo, estabelecer a integração entre


o Complexo Solar Fotovoltaico Graviola e os sistemas ambientais nos quais se inserem,
bem como às características socioeconômicas locais e regionais vigentes.

É importante mencionar que todos os projetos a serem executados têm o


empreendedor como responsável pela implantação seja diretamente ou por suas
contratadas, como a construtora e consultoria ambiental.

A estrutura geral de cada programa ambiental é composta por:

Introdução e/ou Justificativa: apresentação do programa fundamentada


em sua necessidade de execução, de acordo com os critérios e normativas ambientais
aplicáveis ao empreendimento;

Objetivos: expectativa de situação a ser atingida com a execução do


programa; etapas ou “metas executivas” voltadas ao alcance do objetivo geral;

Metodologia: os métodos de execução propostos à execução do programa,


bem como os materiais necessários, quando cabível;

Indicadores: parâmetros ou variáveis capazes de medir e avaliar,


quantitativamente (prioritariamente) ou qualitativamente, os resultados obtidos com as
ações propostas, de forma a possibilitar a análise e adequação aos objetivos propostos.
Alternativamente, podem incluir metas de resultados idealizados para o programa;

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Avaliação: a longevidade do programa, orientada por seus marcos de início
e encerramento, e a periodicidade das atividades em aspecto amplo;

Responsabilidade executiva: a demanda de executores para o programa.

Os programas ambientais propostos estão organizados de acordo com os


dados a seguir:

• Programa De Gestão Ambiental (PGA)

• Programa Ambiental de Construção (PAC)

• Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR)

• Plano de Atendimento à Emergência (PAE)

• Programa de Monitoramento dos Processos Erosivos (PMPE)

• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)

• Plano de Gerenciamento de Efluentes (PGE)

• Programa de Monitoramento de Ruídos (PMR)

• Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)

• Programa de Acompanhamento da Supressão Vegetal (PASV)

• Programa de Recomposição da Vegetação Nativa (PRVN)

• Programa de Resgate e Afugentamento de Fauna (PRAF)

• Programa de Monitoramento da Fauna (PMF)

• Programa de Educação Ambiental (PEA)

• Programa de Sinalização de Obra e Segurança de Tráfego (PSOST)

• Programa de Proteção ao Trabalhador, Saúde e Segurança no Ambiente de


Trabalho (PPTSSAT)

• Programa de Comunicação Social (PCS)

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3.1 PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL (PGA)

3.1.1 Introdução

O Complexo Solar Fotovoltaico Graviola irá causar impactos ambientais


positivos e negativos a serem, de acordo com suas especificidades, monitorados,
controlados, remediados, mitigados e/ou potencializados. Desse modo, faz-se
necessária uma ferramenta de gestão integrada para todas as ações ambientais a serem
tomadas na execução dos programas e no atendimento às exigências técnicas da
Licença de Instalação e de Operação. Em paralelo, existe a necessidade de definição de
rotinas de atendimento, controle e divulgação destas ações entre todos os agentes
envolvidos direta ou indiretamente na instalação e operação do empreendimento. Tal
ferramenta é o SGA – Sistema de Gestão Ambiental.

A adoção do SGA constitui ferramenta estratégica, em um processo contínuo,


que identifica as oportunidades de melhorias que reduzem os impactos das atividades
necessárias à execução das obras sobre o meio socioambiental. A gestão ambiental está
fundamentada em 5 princípios básicos que podem ser definidos como segue:

Princípio 1: Conhecer o que deve ser feito; assegurar comprometimento com


o SGA e definir a política ambiental;

Princípio 2: Elaborar um Plano de Ação para atender aos requisitos da


política ambiental;

Princípio 3: Assegurar condições para o cumprimento dos Objetivos e Metas


Ambientais e implementar as ferramentas de sustentação necessárias;

Princípio 4: Realizar avaliações quali-quantitativas periódicas da


conformidade ambiental dos procedimentos estabelecidos;

Princípio 5: Revisar e aperfeiçoar as estratégias, objetivos e metas e as


ações implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental da
obra;

O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) articula-se em torno de um ciclo de


planejamento, implantação e controle em que a experiência adquirida é utilizada para
promover melhorias gradativas no sistema. E deve garantir que as técnicas de proteção,
manejo e recuperação ambiental estejam adequadas a cada situação nas diferentes
fases do empreendimento e sejam aplicadas, de forma a garantir o controle da obra e o

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cumprimento das medidas de proteção ambiental, preconizadas pelos estudos
ambientais e condicionantes dos licenciamentos.

A gestão por programas, por outro lado, é composta por um conjunto de


medidas e ações não necessariamente articuladas entre si e que nem sempre incluem
mecanismos de avaliação sendo, portanto, analisadas no contexto do Sistema de Gestão
Ambiental. Baseados nesses princípios e, de forma a gerenciar ações, atividades e
estratégias administrativas, são previstos Planos e Programas que podem minimizar os
efeitos na instalação do empreendimento, mesmo quando os impactos identificados
forem categorizados como de pequena significância, ou ainda, maximizando aqueles que
trarão benefícios para toda a região.

O Plano de Gestão Ambiental possui interface com todos os programas


ambientais do empreendimento, sendo este o programa que coordena e possui a
responsabilidade pela efetiva execução e controle daqueles que serão implantados pela
construtora e pela consultoria ambiental responsável pela execução do PBA.

A eficácia do PGA está em coordenar e fiscalizar, técnica e


administrativamente, a execução das medidas propostas no Plano de Controle Ambiental
(PCA) e condicionantes do licenciamento. Consiste no acompanhamento da execução
dos demais Programas Socioambientais, de forma integrada entre os diferentes agentes
internos e externos, empresas contratadas, colaboradores, consultores, instituições
públicas e privadas conveniadas, permitindo ao empreendimento cumprir as premissas
legais e normativas aplicáveis, mantendo assim sua conformidade ambiental.

3.1.2 Justificativa

O presente programa se justifica pela necessidade de gerir de forma


integrada os demais programas ambientais do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola e
os agentes envolvidos, tais como empreendedor, empreiteiros, subempreiteiros, SEMAR,
executores dos programas, Prefeitura Municipal de São João do Piauí, lideranças
comunitárias, população da obra e do entorno, ministério público etc. elevando a
eficiência dos programas e, consequentemente, a qualidade ambiental do
empreendimento.

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3.1.3 Objetivos do Programa

O objetivo geral do PGA é a integração de todas as ações ambientais


relacionadas ao Complexo Solar Fotovoltaico Graviola sob uma mesma coordenação.

Os objetivos específicos do PGA são:

• Estabelecer um elo de relacionamento e informações entre o


empreendedor e os demais agentes ambientais envolvidos com o
empreendimento, gerindo todas as ações ambientais de forma integrada,
compatibilizando os cronogramas dos programas com o cronograma de
instalação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola;

• Aperfeiçoar a execução dos programas ambientais e o atendimento às


exigências da Licença de Instalação – LI, principalmente das campanhas
de campo e das ações junto à comunidade com suporte logístico local e
técnico, propiciando o atendimento integral dos programas, atingindo seus
objetivos;

• Identificar a necessidade de adoção de ações corretivas;

• Sistematizar, organizar, divulgar e arquivar toda documentação referente


a meio ambiente dentro do empreendimento;

• Verificar a qualidade técnica de toda informação ambiental produzida no


âmbito do empreendimento e promover a sua divulgação.

3.1.4 Metas a Serem Alcançadas

O PGA apresenta três metas distintas, porém complementares, sendo:

• Estabelecer o gestor do programa como um ponto de convergência de


todas as demandas ambientais do empreendimento, representando o
empreendedor e seus interesses junto a SEMAR-PI, junto aos
responsáveis pela instalação do empreendimento (empreiteiros), junto aos
consultores executores dos programas ambientais, junto à comunidade e
demais órgãos da administração pública ligada ao licenciamento do
empreendimento.

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• Garantir a plena execução dos programas ambientais e das exigências
técnicas da LI, dentro do mais elevado rigor técnico, prestando apoio
técnico e logístico às equipes executoras.

• Concentrar toda informação técnica e administrativa relacionada às


questões ambientais do empreendimento. Receber, analisar, arquivar e
divulgar essas informações, uma vez que os relatórios ambientais serão
elaborados no âmbito do PGA e apresentados ao órgão licenciador.

3.1.5 Metodologia e Descrição do Programa

A base da metodologia do PGA é a NBR ISO 14001 (ABNT, 2004), e através


de sua aplicação buscará melhorias contínuas na qualidade ambiental do
empreendimento através de reavaliações e retificações dos procedimentos de gestão e
execução.

O responsável pelo PGA terá a função de coordenador e supervisor


ambiental. Esse profissional deve iniciar os trabalhos antes do início das obras, quando
realiza uma análise da situação do empreendimento quanto às licenças e autorizações
ambientais pertinentes, relacionando exigências e condicionantes de responsabilidade
da Construtora e orientando e acompanhando a obtenção das licenças e autorizações
ambientais ainda não emitidas, bem como aquelas licenças e autorizações por parte da
Construtora.

A Gestão Ambiental será conduzida por equipe específica, própria ou


terceirizada de Agentes de Gestão Ambiental constituída pelo empreendedor para gerir
todas as ações ambientais a serem implementadas desde a concepção do
empreendimento até o término do período de operação.

A estrutura hierárquica do PGA seguirá o seguinte organograma:

Abaixo estão definidos os cargos e listadas as principais funções de cada


profissional agente da Gestão Ambiental do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

Coordenador Projetos – é o coordenador das políticas ambientais do


empreendedor e tem por função dentro do PGA:

• Ser responsável direto pela execução do Plano de Gestão Ambiental;

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• Análise dos programas e das condicionantes das licenças a serem
atendidas para sua execução (p.ex. autorização supressão de vegetação
e transporte quando necessário);

• Coordenar todas as ações para atendimento dos programas ambientais e


exigências do licenciamento ambiental;

• Estabelecimento das metas relativas a cada um dos programas


ambientais;

• Responder tecnicamente pela execução do PGA;

• Responder ao empreendedor sobre o andamento dos programas


ambientais;

• Avaliar tecnicamente os procedimentos executivos ambientais e relatórios


técnicos;

• Atuar, juntamente com o Supervisor de Campo, como interlocutor do


empreendedor junto a SEMAR - PI e demais órgãos da administração
pública envolvidos nas questões ambientais do empreendimento;

• Identificação de campo das instituições/atores envolvidos em cada um dos


programas a serem executados (endereço, responsáveis e contatos);

• Planejamento detalhado de execução dos programas a partir do


cronograma instituído para cada um e do cronograma previsto de obra;

• Identificação dos eventuais ajustes necessários para viabilização dos


programas;

Coordenador de Campo ou Gerente do PGA – É coordenador de todas as


ações ambientais ocorridas em campo, na obra, e nas comunidades de entorno. Este
profissional ficará locado em São João do Piauí e exercerá suas funções a partir do
canteiro de obras e tem por função dentro do PGA:

• Ser responsável em campo pela execução do Plano de Gestão de


Ambiental e pela gestão e controle ambiental das obras de instalação;

• Ser o responsável pela execução das ações ambientais de campo para


execução dos PBAs e dos atendimentos às exigências técnicas das
licenças ambientais;

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• Atuar, juntamente com o Coordenador de Projetos, como interlocutor do
empreendedor junto a SEMAR - PI e demais órgãos da administração
pública envolvidos nas questões ambientais do empreendimento;

• Prover suporte administrativo, técnico, logístico e operacional às


atividades ambientais de campo;

• Coordenar as atividades de campo dos programas ambientais;

• Concluir os relatórios técnicos ambientais;

• Elaborar os relatórios de gestão ambiental;

• Agendar, conduzir e documentar reuniões técnicas junto às equipes


responsáveis pela execução dos programas, a fim de acompanhar a
execução das atividades previstas;

• Atuar em nome do empreendedor junto às comunidades do entorno do


empreendimento;

• Atuar junto à população da obra;

• Vistoriar a qualidade ambiental das obras;

• Coordenar a execução do PAC – Plano Ambiental de Construção;

• Buscar soluções para demandas ambientais não previstas que possam


surgir no decorrer da instalação.

Analista Ambiental ou Técnico de Campo – É o auxiliar do Gestor de


Campo e responde interinamente quando este estiver ausente. Suas principais funções
são:

• Acompanhar e supervisionar as atividades a serem desenvolvidas durante


todo o período de execução dos Programas Ambientais, das atividades
específicas e da verificação do atendimento às exigências legais, técnicas
e operacionais estabelecidas pelo licenciamento;

• Documentar as ações dos consultores;

• Auditar a implementação dos programas ambientais em relação aos


cronogramas previstos e etapas das obras, providenciando as ações
corretivas necessárias para a adequação;

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• Documentar as ações ambientais ocorridas na obra;

• Vistoriar a execução das ações do PAC por parte do empreiteiro e de seus


subcontratados;

• Levar ao Coordenador de campo as ocorrências e não conformidades


ambientais observadas em campo;

• Consolidar as informações em relatórios técnicos gerenciais, com


periodicidade mínima semestral, no que diz respeito à reunião de todas as
informações geradas durante o desenvolvimento dos Programas
Ambientais e das obras, visando à apresentação dos resultados ao público
alvo (órgãos licenciadores, fiscalizadores, empreendedor e outros);

• Propor medidas preventivas e/ou corretivas, sempre que necessário, para


prevenção ou correção dos problemas identificados.

3.1.6 Indicadores

Os principais indicadores a serem monitorados ao longo do processo de


gestão ambiental são:

• Número de vistorias realizadas;

• Número de condicionantes e aspectos legais atendidos;

• Número de não conformidades ambientais registradas;

• Registro de realização do cronograma de execução das ações de todos


os programas ambientais que compõem o PBA;

• Número de advertências, autuações ou multas ambientais recebidas dos


órgãos fiscalizadores;

• Percentual de Não Conformidades Atendidas;

• Percentual de Não Conformidades Atendidas dentro do prazo;

• Atas e memórias de Reuniões e evidências de Comunicação entre os


diferentes Atores.

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3.1.7 Público Alvo

O público alvo do PGA é formado por todos os agentes ligados direta ou


indiretamente ao empreendimento conforme especificado abaixo:

• Empreendedor – por ser o proprietário e responsável direto pelo


empreendimento;

• Empreiteiro e subempreiteiros – por serem responsáveis pela instalação


do empreendimento;

• População da obra – por serem os interventores diretos no meio;

• Executores dos PBAs – por serem os agentes executores dos programas


e projetos socioambientais;

• Comunidade do entorno do empreendimento – por ser a parcela da


população do entorno que mais perceberá os efeitos do empreendimento;

• SEMAR-PI – Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídrico do Estado


do Piauí – por ser o órgão licenciador do empreendimento a quem o
empreendedor, por intermédio do Gestor do PGA, se reportará a respeito
de todas as ações socioambientais.

• Prefeitura Municipal de São João do Piauí – principalmente às ações que


se relacionarão com as diversas secretarias municipais.

3.1.8 Etapas de Execução

Apesar de ações de gestão ambiental ocorrer em todas as fases da


implantação do Complexo Solar Fotovoltaico, o presente PGA está focado basicamente
nas fases de instalação e operação.

A partir da emissão da Licença de Instalação e início da implantação todos


os procedimentos ambientais passarão a ser geridos por uma equipe, conforme indicada
específica para o empreendimento.

As verificações em campo quanto ao grau de adequação das atividades


executadas serão realizadas por meio de vistorias sistemáticas e periódicas, com o
objetivo de antecipar e diagnosticar problemas de forma proativa e preventiva, levando
em consideração os riscos e os impactos potenciais existentes, a durabilidade e eficácia

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das medidas de controle adotadas e a ocorrência de acidentes, produzindo o registro da
ocorrência, bem como prováveis causas e soluções propostas.

Em conjunto com as equipes executoras dos planos e programas do PBA,


será confeccionada uma Lista de Verificação de campo das principais atividades, entre
outros que os especialistas dos planos e programas poderão acrescentar:

• Legislação: licenciamento, autorizações, certidões, cadastros, outros;

• Vegetação: supressão ou soterramento de vegetação, disposição final de


material;

• Erosão e Assoreamento: processos erosivos de diversos tipos,


assoreamento de corpos d'água, áreas de preservação permanente, entre
outros;

• Poluição Atmosférica: emissão de material particulado;

• Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos: gerenciamento inadequado e


ou acidentes;

• Combustíveis: manuseio e estocagem de combustíveis, óleos


lubrificantes, entre outros;

• Segurança: Segurança e higiene do trabalhador;

• Segurança Viária: interferência no tráfego e sinalização viária e da obra;

• Área de Preservação Permanente: intervenção indevida;

• Fauna: interferências com a fauna silvestre;

• Ruído: emissão de ruído além dos limites legalmente definidos;

• Áreas de Apoio: abertura, utilização e encerramento de áreas de apoio.

As rotinas, atividades desenvolvidas, resultados e sugestões serão


apresentados em relatórios mensais para o empreendedor e semestrais para a SEMAR-
PI.

3.1.9 Inter-relação com outros Planos e Programas

O PGA está relacionado com todos os programas ambientais apresentados


neste documento. Ele é responsável por coordenar as atividades de campo; por gerir os

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contratos e cronogramas da execução dos programas ambientais e verificar a execução
e rigor técnico dos mesmos.

A relação com o Plano de Controle Ambiental (PAC) é mais explícita, uma


vez que o PGA é responsável por coordenar a execução do PAC.

3.1.10 Atendimento a Requisitos Legais e/ou outros


Requisitos

O Programa de Gestão Ambiental não necessita de nenhuma licença


específica, porém o PGA é responsável por gerir todas as licenças ambientais do
empreendimento, entre elas se destacam: Licença de Instalação – LI, Licença de
Operação – LO e Autorização de Supressão da Vegetação – ASV.

3.1.11 Cronograma Executivo

Deverão ser elaborados relatórios trimestrais de monitoramento interno, e


semestrais para envio ao órgão ambiental das atividades de Gestão Ambiental.

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Tabela 2.1. Cronograma das atividades do PGA do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

FASE DA OBRA (BIMESTRE)


PERIO-
ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

Implantação do
Sistema de Gestão Diariamente
Ambiental
Inspeção
Ambiental das
atividades
executadas nos Diariamente
canteiros de obras
e frentes de
serviço
Emissão de
relatórios semanais
a serem
apresentados à Semanal
Supervisão e
Coordenação
Ambiental
Manter registros
fotográficos de
todas as ações Diariamente
ambientais
executadas
Relatório de
avaliação do
desempenho dos
Trimestral
resultados dos
Programas
Ambientais
Auditar a
implementação dos
programas
ambientais em
Trimestral
relação aos
cronogramas
previstos e etapas
das obras
Consolidar as
informações em
Semestral
relatórios técnicos
gerenciais

Relatório Final Final

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3.1.12 Acompanhamento e Avaliação

O PGA terá documentos específicos de verificação e controle, tais


como:

• Relatórios diários - a serem elaborados pelo técnico de campo com todas


as atividades desenvolvidas nas frentes de trabalho e de atendimento a
programas ambientais – Documento interno;

• Relatórios semanais – a serem elaborados pelo gestor de campo em


conjunto com o gestor geral – Documento interno;

• Relatórios mensais – a ser elaborado pelo gestor geral com apoio da


equipe de gestão ambiental do empreendimento. – Documento interno;

• Relatórios Semestrais de Gestão Ambiental e de atendimento aos


programas ambientais – a ser elaborado pela equipe de gestão ambiental
- documento externo a ser entregue à SEMAR-PI;

• Relatório Consolidado de Gestão Ambiental – a ser elaborado pela equipe


de gestão ambiental ao término da instalação com material fornecido pelos
executores dos programas ambientais - documento externo a ser entregue
à SEMAR-PI para subsidiar a emissão da LO – Licença de Operação.

3.1.13 Responsabilidade executiva

O responsável pela execução do Programa de Gestão Ambiental é o


empreendedor, que conduzido por equipe específica, própria ou terceirizada de Agentes
de Gestão Ambiental irá gerir todas as ações ambientais postas em prática desde o início
da implementação do empreendimento até o término do período de operação.

3.1.14 Equipe de Execução

O Plano de Gestão Ambiental deverá ser conduzido por uma equipe formada
por colaboradores e funcionários do empreendedor. Essa equipe será composta por um
Coordenador Geral/Supervisor Ambiental (Técnico de nível superior e especialista em
área ambiental e/ou afim, com experiência em execução de estudos ambientais) ligado
ao Diretor de Engenharia e Operação das Obras, e Inspetores Ambientais (Técnico de

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nível superior em área ambiental e/ou afim), cuja estrutura organizacional proposta é
apresentada a seguir.

A equipe técnica será formada, conforme detalhamento na metodologia, por:

• Durante a implantação

o Coordenador de Projetos;

o Coordenador de Campo;

o Analista Ambiental.

3.1.15 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Roberto Rorras dos Santos Moura
Coordenador de Projeto
CREA - 1914174640

3.2 PLANO AMBIENTAL DA CONSTRUÇÃO (PAC)

3.2.1 Introdução

O Programa Ambiental da Construção (PAC) é um instrumento gerencial da


maior importância para o monitoramento de todas as atividades das obras de instalação
da Complexo Solar Fotovoltaico Graviola. O PAC deverá incorporar as medidas de
controle e mitigadoras, evitando que ocorram os danos ambientais previamente descritos
nos estudos ambientais.

O principal objetivo do PAC é, portanto, o de assegurar que as obras sejam


implantadas e operadas em conformidade com as condicionantes do Licenciamento
Ambiental, observando-se os conceitos de sustentabilidade e os preceitos ambientais,
quanto às condições de segurança do trabalhador, ao meio ambiente e as populações
circunvizinhas, evitando danos ambientais na área em que se insere o empreendimento,
através de ações para controlar, prevenir e reduzir os impactos identificados e promover
medidas mitigadoras e de controle, para a plena viabilidade de implantação e operação
do empreendimento.

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O Programa Ambiental de Construção (PAC) é um instrumento de gerência
da obra, no qual são apresentadas as orientações e diretrizes a serem seguidas pela
construtora, sob a supervisão do empreendedor responsável, e pelas empresas
contratadas, durante a fase de construção. Nele constam todos os cuidados a serem
tomados, incluindo todas as medidas mitigadoras, evitando que ocorram os impactos
ambientais previamente descritos nos estudos ambientais. O PAC deve estar relacionado
com todos os outros programas e sua execução começa na fase de mobilização para as
obras e deve ir até o término das ações de recuperação das áreas degradadas.

A adoção das orientações deste Programa Ambiental para Construção é de


suma importância para a obtenção de resultados ambientais positivos, tendo em vista
que as medidas, diretrizes e técnicas recomendadas, quando adotadas correta e
antecipadamente, podem neutralizar e minimizar os possíveis impactos negativos
decorrentes das atividades de obras, proporcionando interferências mínimas no
ambiente local e evitando alterações desnecessárias.

O PAC estabelece critérios e rotinas de controle e monitoramento ambiental


a serem empregadas no processo construtivo e também para a atuação das equipes de
trabalho, constituindo instrumento norteador das atividades das diferentes frentes de
trabalho durante a execução das obras.

3.2.2 Justificativa

O PAC se justifica a partir do momento que se observa que obras civis de


instalação de empreendimentos têm potencial de gerar impactos negativos no ambiente,
desse modo faz-se necessário o desenvolvimento de dispositivos e rotinas de controle
ambiental durante a fase de implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

Nesse sentido, este programa apresenta as diretrizes ambientais a serem


adotadas por todos aqueles que desenvolverem atividades para a construção Complexo
Solar Fotovoltaico Graviola., sob supervisão do empreendedor de modo que a garantir a
qualidade ambiental das obras.

3.2.2.1 Atendimento a Requisitos Legais e/ou outros Requisitos

Por força da legislação vigente e das Normas Regulamentadoras do


Ministério do Trabalho, deverão ser elaborados e implementados pelo empreendedor os
seguintes programas:

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PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na indústria
da Construção de acordo com NR18.

PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional de acordo


com a NR 7.

PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais de acordo com a NR


9.

Deverá ser instituída entre os funcionários uma CIPA – Comissão Interna de


Prevenção de Acidentes de acordo com a NR 5.

O Empreendedor ou o empreiteiro deverão, em atendimento a NR 4, instituir


um SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho.

Será formada junto aos funcionários da obra uma Brigada de Incêndio, grupo
de trabalhadores treinados para a utilização correta dos equipamentos de combate a
incêndios, em atendimento a NR 23.

3.2.3 Objetivo Geral

Objetiva implantar uma metodologia de trabalho que permita evitar e


minimizar os impactos ambientais negativos em decorrência da implantação do
empreendimento, apresentando as ações e diretrizes necessárias para assegurar que a
legislação e normas vigentes sejam cumpridas.

3.2.3.1 Objetivos Específicos

• Estabelecer os controles aplicáveis às atividades a serem desenvolvidas


para a construção do projeto;

• Direcionar quanto a importância da identificação e controle das normas e


requisitos aplicáveis ao empreendimento;

• Garantir o cumprimento de requisitos de normas, licenças e autorizações


relacionadas ao empreendimento e suas atividades.

• Garantir que atividades de consumo de materiais minerais, madeira e


outros sejam feitos de acordo com a legislação vigente;

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• Prevenir, mitigar e controlar os impactos ambientais, durante toda
implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola;

• Estabelecer a conformidade legal (normas ambientais, requisitos de


licenças e outros) como ponto focal no controle ambiental das atividades
executadas.

• Assessorar tecnicamente a empresa construtora no que diz respeito à


efetiva incorporação das ações e medidas preventivas previstas neste
plano;

• Definir rotinas de controle e monitoramento adequados bem como na


utilização do canteiro de obras.

• Identificar, a partir de cada atividade a ser desenvolvida na construção do


empreendimento, os aspectos ambientais, os riscos ambientais e os
potenciais impactos ambientais que podem advir destas atividades e
desenvolver ou aplicar controles existentes de forma a eliminar, controlar
ou mitigar estes possíveis impactos;

3.2.4 Etapas de Execução

3.2.4.1 Controle das Obras Civis de Instalação dos Equipamentos de


geração

Os trabalhos de construção civil consistem na construção do edifício de


comando, fundações, plataformas de montagem, acessos e valas para cabos. Além
disso, deverão incluir todos os trabalhos de supressão vegetal e limpeza da zona de
implantação das obras.

A seguir serão descritas diretrizes ambientais de acordo com as atividades


desenvolvidas no processo construtivo do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola
contemplando todas as fases das obras civis e do canteiro de obras, ou seja, pré-
instalação, instalação, funcionamento e desmobilização.

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3.2.4.2 Supressão Vegetal e Limpeza do Terreno

Os serviços de limpeza, que consistem na remoção da vegetação e da


camada superficial do solo, potencializam processos erosivos como sulcos,
assoreamentos e escorregamentos. Também os serviços referentes ao corte de árvores
isoladas ensejam cuidados específicos quanto aos procedimentos, normas e a
prevenção a acidentes com usuários e trabalhadores.

As atividades de desmatamento deverão ser controladas, programando o


corte de árvores isoladas e de limpezas gerais, visando às intervenções destinadas para
implantação das obras, prevendo demarcação de áreas e/ou indivíduos arbóreas a
serem suprimidos.

Para a execução de serviços de supressão vegetal, recomenda-se:

• Evitar iniciar as frentes de limpeza nos períodos chuvosos;

• Iniciar as frentes de limpeza com no máximo 30 dias de antecedência dos


serviços de terraplenagem, evitando a permanência do solo exposto;

• Delimitar fisicamente a área de intervenção previamente autorizada em


APP ou vegetação antes do início dos serviços por meio de
estaqueamento bem visível;

• Delimitar também, com estaqueamento bem visível, as Áreas de


Preservação Permanente – APPs, cuja intervenção não tenha sido
autorizada, quando houver necessidade de serviços próximos;

• Implantar barreiras de proteção dos corpos de água existentes, quando da


execução de limpeza das áreas do entorno;

• Marcar com tinta ou fita visível, previamente os indivíduos arbóreos


isolados a serem cortados, evitando danos à vegetação, cuja intervenção
não seja necessária;

• Estocar a camada de solo superficial para posterior incorporação nas


áreas a serem recuperadas;

• O material lenhoso proveniente da supressão deverá ser estocado em


pilhas e posteriormente doado pelo empreendedor aos proprietários dos
imóveis, comunidades quilombolas locais e outras associações de
moradores da região, de acordo com a demanda e material gerado. A
queima do material vegetal proveniente dos serviços de limpeza poderá

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ser realizada desde que permitida pelo órgão licenciador responsável. Os
restos, raízes e parte aérea poderão ser usados como material utilizado
como camada fértil para posterior uso na recuperação paisagística do
terreno ou para a realização da nucleação;

• Manter no local das obras a Autorização para intervenção e a Licença de


Transporte de produtos e subprodutos florestais de origem nativa.

3.2.4.3 Acessos

Os acessos de serviço serão implantados de maneira otimizada, buscando


aproveitar os já existentes e criando acessos novos apenas para o estritamente
necessário. Alguns destes novos acessos serão mantidos após a instalação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola para serem utilizados para a manutenção, dos
painéis e módulos.

Associado à abertura dos acessos, é necessário à execução de obras de


drenagem que consistem basicamente na construção de passagens hidráulicas e valetas
de drenagem.

3.2.4.4 Instalações e Estruturas do Canteiro de Obras.

As estruturas do canteiro de obras, sejam elas administrativas ou industriais,


serão descritas abaixo quanto a sua instalação, necessidade e utilização. Após a
utilização do canteiro, este, será desmobilizado e posteriormente a área será reinserida
à paisagem local através das medidas determinadas pelo PRAD – Plano de Recuperação
de Áreas Degradadas.

• A fase de pré-instalação do canteiro de obras considerou os seguintes


itens e ações específicas:

o Definição do sítio do Canteiro – a definição do local de instalação.

o Relevo do terreno – plano ou com suaves ondulações;

o Cobertura vegetal – dado prioridade à uma área sem cobertura vegetal


significativa ou já antropizada;

o Distância de cursos d’água – o sítio será instalado distante da rede


hidrográfica local visando evitar intervenção nos corpos d’água e nas
APPs – Áreas de Preservação Permanente destes;

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o Distância de áreas densamente habitadas – o sítio será instalado distante
de áreas densamente habitadas, dando preferência a áreas rurais.

o Preparação do terreno – após a definição da área e levantamento


topográfico da mesma, o terreno será preparado para receber as
estruturas do canteiro de obras levando em consideração que o canteiro
é temporário e após sua utilização será removido e a área reabilitada
ambientalmente.

o Limpeza do terreno – será removida toda cobertura vegetal do terreno.

o Decapagem do terreno – remoção da camada superficial de solo, rica em


matéria orgânica. Mesmo que não seja formada por matéria orgânica
proveniente da vegetação nativa. Deverá ser removida uma camada de
aproximadamente 20 cm de material rico em matéria orgânica.

o Estocagem da camada superficial de solo – o material superficial do solo


deverá ser estocado em leiras próximo ao canteiro para ser utilizado na
recuperação ambiental da área. A aplicação deste material de alta
fertilidade reduzirá a aplicação de adubos químicos, consequentemente
os gastos na fase de revegetação.

Após a instalação do Canteiro este contará com os seguintes itens:

• Guarita

• Enfermaria / Seg. do Trabalho / Departamento Pessoal / Serviços Gerais

• Escritório do Empreendedor e da Engenharia do Proprietário

• Escritório do Empreiteiro

• Refeitório

• Sanitário / Vestiário

• Oficina de manutenção

• Almoxarifado

• Laboratórios

• Central de Concreto

• Central de Resíduos

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• Estacionamentos para veículos e utilitários leves

• Estacionamento de máquinas e caminhões

• Área de Lazer

A seguir serão determinadas as diretrizes ambientais para cada item presente


nos canteiros de obras desde sua instalação e funcionamento até a remoção.

Piso interno, vias de circulação e pátios de estacionamento.

As vias de circulação internas e os pátios de estacionamento serão revestidos


com uma camada de brita e pó de brita de modo a formar um piso antiderrapante.

Caso a brita seja contaminada por óleos, esta deve ser substituída sempre
que detectada a contaminação. O material contaminado deverá ser estocado em
tambores e enviada a um aterro de resíduos sólidos perigosos (Resíduos Classe I), onde
terá o tratamento adequado. As manchas de solo contaminado terão o mesmo
tratamento. Após o desmonte do canteiro de obras, ao final das atividades, a camada de
brita deve ser removida e destinada a utilização, seja em construção, ou seja, para
tampar buracos de estradas vicinais ou acessos internos de fazendas.

O piso, agora com solo exposto, deve ser gradeado para reduzir a
compactação e melhorar a troca gasosa e o desenvolvimento radicular para as plantas
que virão. Após a gradeação a camada de solo orgânico, removida antes da instalação
do canteiro e estocada será aplicada em toda área em uma camada de aproximadamente
de 15 cm de espessura.

O passo seguinte será recompor a cobertura vegetal anteriormente existente.


Especificações quanto ao reafeiçoamento topográfico do terreno, formação de taludes,
restituição de drenagem superficial, revegetação e outras atividades voltadas a
reabilitação ambiental da área e reinserção a paisagem local serão definidas pelo
Programa de Recuperação de Áreas Degradadas, o PRAD.

Guarita

O canteiro de obras contará com uma guarita na portaria para controlar o


acesso à área. A guarita terá sanitário próprio ligado à rede de esgoto do canteiro ou uma
fossa séptica própria e funcionará durante toda a fase de obras até o termino das
atividades e remoção das instalações, máquinas e equipamentos.

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Após o término da instalação a guarita será demolida, o piso arrasado, as
instalações elétricas e hidráulicas removidas e, caso haja, a fossa será drenada e
desinfetada com tratamento à base de cal-virgem. Após a completa remoção da guarita
a área será reintegrada a paisagem local através das medidas previstas no PRAD.

Escritórios

Serão construídos escritórios no canteiro de obras voltados a abrigar as


atividades técnicas, administrativas e gerencias.

Para a instalação dos escritórios serão escolhidas áreas relativamente


planas, que demandem poucos trabalhos de terraplenagem, e antropizadas, conforme
determinado anteriormente. A copa e os sanitários nos escritórios serão ligados às redes
de abastecimento de água e coleta de esgoto. Durante as atividades nos escritórios
devem ser tomadas medidas que estimulem a reutilização/reciclagem de papeis e coleta
seletiva de lixo.

Através de atividades de educação ambiental serão implementadas medidas


contra desperdício de materiais de consumo, materiais descartáveis, energia elétrica,
água etc.

Após a conclusão das obras parte dos escritórios serão utilizados na fase de
operação do empreendimento, como prédio de comando e o depósito de material de
manutenção, estas instalações serão construídas em alvenaria, as demais instalações
serão feitas em madeira e serão demolidos, os pisos arrasados, e a área será reintegrada
a paisagem local através das medidas determinadas pelo PRAD.

Enfermaria

O canteiro de obras contará com uma enfermaria para atender ocorrências


médicas, relacionadas aos trabalhos ou não, que possam ocorrer com a população da
obra, além de consultas e exames periódicos. A enfermaria ficará instalada no prédio
destinado a Medicina e Segurança do Trabalho, Serviços Gerais e Departamento
Pessoal.

Os casos médicos que estejam além das possibilidades de atendimento do


ambulatório deverão ser encaminhados para as unidades hospitalares de São João do
Piauí, São Raimundo Nonato ou de Teresina, conforme a gravidade e urgência. Para
tanto deverá haver disposição, em tempo integral, uma ambulância em perfeitas
condições de uso e um motorista capacitado para a tarefa.

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As instalações da Enfermaria terão revestimento cerâmico no piso e nas
paredes, janelas e portas com tela contra insetos, ar condicionado, sala de recepção,
salas de repouso, sala de sutura e aplicações e sanitários. Os sanitários e pias deverão
estar ligados a rede de esgotamento sanitário do canteiro de obras.

O funcionamento da Enfermaria será constante e contará com a presença de


enfermeiros e auxiliares de enfermagem devidamente habilitados e familiarizados às
ocorrências mais comuns na indústria da construção civil. Regularmente haverá a
presença de um médico clínico geral, preferencialmente especializado em medicina do
trabalho.

O SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em


Medicina do Trabalho, conforme determinado pela NR 4 – Norma Regulamentadora do
Ministério do Trabalho e Emprego, controlará as atividades do ambulatório, incumbindo-
se do preenchimento dos comunicados de acidentes do trabalho e de doenças
ocupacionais e insalubridades e dos demais trâmites burocráticos inerentes a atividade
da enfermaria e às ocorrências ambulatoriais.

Os funcionários do ambulatório usarão roupas e calçados brancos, máscaras


e luvas de látex para procedimentos. Todo resíduo proveniente da enfermaria terá
destinação específica, conforme determinado pela Resolução CONAMA 358/05, que
dispõe sobre o tratamento e a disposição final de resíduos do serviço de saúde, serão
dispostos de forma adequados em coletores próprios e preferencialmente incinerados.

Após o término das obras a enfermaria será demolida, os pisos retirados, as


instalações sanitárias removidas. As demais medidas de reabilitação ambiental da área
estarão expressas no PRAD.

Refeitório

Para a alimentação da população da obra será construída no canteiro de


obras um refeitório.

O refeitório será provido de caixas de gordura para a água, como o objetivo


de reduzir a quantidade de comida que entra no sistema de esgotamento sanitário,
reduzindo assim a probabilidade de entupimentos.

O refeitório terá revestimento cerâmico nas paredes e piso, sendo o do piso


antiderrapante, deverá ter amplas janelas de modo a permitir a boa circulação de ar.
Todas as janelas e portas do refeitório serão protegidas com telas para insetos.

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Caso as janelas não garantam o adequado conforto térmico, serão instalados
ventiladores ou condicionadores de ar nas dependências.

O armazenamento de alimentos seguirá as instruções técnicas da Agência


Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

Um nutricionista elaborará o cardápio de forma balanceada, visando a


contribuição para a saúde dos colaboradores. O nutricionista também promoverá junto
ao pessoal da fornecedora de refeições e do refeitório capacitações em noções de
segurança alimentar, higiene e adequado manuseio e preparo dos alimentos.

Os resíduos gerados na cantina serão selecionados antes da disposição final.


Os resíduos, de acordo com a origem, serão destinados a disposição conforme
estipulado pelo Subprograma de Gestão de Resíduos e Subprodutos Sólidos a ser
detalhado pelo presente PAC.

Ao término da obra o refeitório será desmontado e removido. Os pisos serão


demolidos, as instalações sanitárias serão removidas, e as caixas de gordura serão
limpas antes da remoção.

Após a completa remoção, as áreas receberão tratamento para


reafeiçoamento topográfico e reintegração à paisagem local conforme definido pelo
PRAD.

Sanitários e Vestiários

O canteiro contará com sanitários na proporção de uma latrina para cada 20


funcionários. As latrinas serão instaladas em cabines individuais com portas. Os
sanitários contarão com piso impermeabilizado e boa ventilação. Os vestiários terão as
mesmas características dos sanitários, porém serão acrescidos de sala para troca de
roupas, bancos de madeira sem encosto e armários para que os funcionários guardem
seus pertences.

Cabe a empresa responsável pela construção manter os sanitários e


vestiários em perfeitas condições de uso com abastecimento contínuo de água de boa
qualidade e condições ideais de esgotamento, seja este através de fossas sépticas ou
rede de esgotamento, papel higiênico e toalhas de papel. Assim como a orientação aos
funcionários sobre o uso adequado dos sanitários. Após a conclusão da instalação do
empreendimento, os sanitários serão demolidos, os pisos arrasados, a rede de
abastecimento de água e coleta de esgoto serão removidas, as fossas drenadas e
desinfetadas com tratamento à base de cal- virgem e posteriormente aterradas. Após

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esses passos a área será reinserida a paisagem local por meio de trabalhos de
terraplenagem e recomposição da vegetação nativa, conforme determina o PRAD.

Salienta-se que as frentes de trabalho também contarão com sanitários na


mesma proporção do canteiro, ou seja, uma latrina para cada 20 funcionários.

Estes sanitários serão químicos em cabines individuais plásticas ou


metálicas, e periodicamente higienizadas. Os encarregados das frentes de trabalho
deverão estimular os funcionários a utilizarem estes sanitários.

Oficina

O canteiro de obras será dotado de oficina, cujo galpão será compartilhado


com o almoxarifado. A área da oficina terá o piso impermeável a fim de reduzir os riscos
de contaminação do solo. Toda a área da oficina será contornada por ralos que verterão
para Separadores de Água e Óleo – SAO, para a remoção de resíduos de petróleo, com
potencial poluidor, da água servida e a partir daí serem lançadas na rede de esgotamento
sanitário do canteiro. Toda manutenção a máquinas e veículos será feita no pátio interno
da oficina. Em casos específicos serão tomadas medidas de manutenção nas frentes de
trabalho, como por exemplo, a lubrificação e abastecimento de máquinas com a utilização
de caminhões do tipo comboio de lubrificação.

Mensalmente a qualidade da água que sai dos separadores de água e óleo


será verificada para determinar a eficiência dos sistemas de separação. Os óleos e
graxas coletados serão removidos por empresas recicladoras de lubrificantes que
atestem a destinação ambientalmente correta do material.

As oficinas terão cobertura contra intempéries e também contarão com locais


próprios para a lavagem de peças. Estes lavadores de peças terão ligação com os
separadores de água e óleo da oficina, de modo a reter resquícios de óleo e graxas.

Deve ser estimulada entre os trabalhadores da oficina a prática de sempre


se utilizar vasilhas e bandejas para a retenção de óleos e líquidos durante a manutenção
de máquinas e veículos e principalmente nos testes rastreadores, que levam uma
quantidade de óleo lubrificante.

O pátio externo da oficina, destinado a receber veículos e máquinas que


aguardam manutenção, deverá ser recoberto com camadas de areia e brita compactada
de modo a reduzir a contaminação dos solos. Tanto a brita como a areia devem ser
removidas sempre que houver contaminação. Este material deve ser acondicionado em
tambores e encaminhado a um aterro de resíduos sólidos perigosos (Resíduos Classe I)

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Durante o funcionamento da oficina todo óleo queimado ou fluido hidráulico
proveniente da manutenção de veículos e máquinas será acondicionado e
comercializado junto a empresa recicladora/renovadora de óleo. A empresa deverá
atestar a destinação do material coletado.

Um item específico da oficina requer atenção especial, principalmente por


haver legislação específica para controle ambiental, a borracharia. Esta será voltada a
atender os veículos e máquinas de uso necessários para instalação do CSF, terá piso
revestido de concreto e cobertura impermeável.

A água do tanque da borracharia será substituída frequentemente de modo


a estar sempre relativamente limpa, evitando problemas de pele nos funcionários.
Durante os fins de semana prolongados ou períodos de paralização superiores a 2 dias,
o tanque permanecerá vazio evitando a proliferação de insetos vetores. Sempre que a
água do tanque for trocada o tanque será lavado antes do enchimento, evitando que ovos
de insetos depositados nas paredes do tanque caiam na água e iniciem a fase larval do
ciclo de reprodução.

Os pneus novos e usados ficarão acondicionados em locais protegidos das


chuvas a fim de evitar retenções indesejáveis de água de chuvas, que podem vir a se
tornarem criatórios de insetos vetores de doenças. A remoção dos pneus usados será
feita periodicamente visando o atendimento a Resolução CONAMA 258/99 e as
alterações determinadas pela Resolução CONAMA 301/2002.

Os resíduos da borracharia serão notificados ao órgão licenciador do posto


de combustíveis, conforme determina a Resolução CONAMA 273/2000.

Haverá na borracharia uma sala destinada à guarda do compressor,


ferramentas, peças e equipamentos para as atividades.

Após o término das obras a oficina será desmontada e o piso interno


demolido. As caixas de separação de água e óleo serão drenadas, lavadas evitando a
contaminação do solo ao redor. Após isso serão removidas ou destruídas. A borracharia
será completamente desmontada e removida, o tanque e o piso de concreto serão
arrasados e removidos.

Para as áreas da oficina e do pátio externa, será feito o reafeiçoamento


topográfico e a recomposição da cobertura vegetal.

Almoxarifado

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O canteiro de obras terá um almoxarifado para estocagem e controle de fluxo
de materiais de consumo e materiais de reposição. O almoxarifado ocupará um galpão
contará com pátios para a estocagem, recepção e embarque de materiais.

O pátio será revestido com camadas de areia e brita compactada a fim de


evitar a poluição do solo. Este material de revestimento, caso venha a ser contaminado,
deverá ser removido e acondicionado em tambores metálicos até sua destinação em
aterro de resíduos sólidos perigosos.

Dentro do almoxarifado o piso será impermeável e os materiais serão


acondicionados em prateleiras ou estrados, evitando o contato direto com o piso. Esta
providência será tomada principalmente para produtos que tenham alguma possibilidade
de vazamentos, tais como baterias, solventes, aditivos de concreto, lubrificantes etc.

Após a conclusão das obras, o galpão do almoxarifado será desmontado e


removido e o piso será retirado.

Central de Concreto

O canteiro de obras contará com uma central dosadora de concreto. Existem


vantagens na utilização de uma dosadora de concreto, tanto na qualidade como na
redução de custos e racionalização dos recursos utilizados.

Durante a desmobilização, os equipamentos serão removidos, e as partes de


alvenaria serão demolidas e a área será recuperada.

Laboratórios

O canteiro de obras terá laboratórios de solo e concreto para verificação da


qualidade dos mesmos e monitorar a qualidade da produção dos mesmos. Os
Laboratórios ocuparão salas equipadas com material para análises.

O pátio será revestido com camadas de areia e brita compactada a fim de


evitar a poluição do solo. Este material de revestimento, caso venha a ser contaminado,
deverá ser removido e acondicionado em tambores metálicos até sua destinação em
aterro de resíduos sólidos perigosos.

Após a conclusão das obras, as salas dos laboratórios serão desmontadas e


removidas e o piso será retirado.

Tratamento de Esgoto

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Para tratamento das águas servidas do canteiro de obras será instalado um
sistema de tratamento biológico com fossa séptica. O esgoto produzido nas instalações
será direcionado à fossa séptica através de rede de coleta a ser instalada.

Após a conclusão das atividades da obra, o sistema de tratamento de


efluentes será drenado, desinfectado e completamente demolido e removido da área, os
orifícios da fossa séptica e do sumidouro serão preenchidos com material terroso ao nível
dos terrenos ao redor e a cobertura vegetal será recomposta. Toda a rede de coleta de
águas servidas também será removida.

Coleta Seletiva de Lixo

Todo resíduo sólido gerado no canteiro de obras será selecionado na coleta


e destinado a um galpão próprio para triagem e comercialização para reciclagem,
conforme especificado no Subprograma de Gestão de Resíduos e Subprodutos Sólidos.

Os resíduos provenientes de atividades construtivas, tais como entulhos,


sobras de material e sucata terão tratamento de acordo com a Resolução CONAMA
307/2002.

Contratação de Mão-de-obra

Cabe ao empreendedor priorizar a contratação de mão de obra local, quando


esta atender as especificações técnicas dos cargos disponíveis e atividades a serem
desenvolvidas. Para tanto, poderá ser feito acordo de cooperação para seleção e
admissão de mão de obra junto a Prefeitura Municipal de São João do Piauí.

Também é alternativa para o empreiteiro fomentar cursos de capacitação da


mão de obra local através de acordos de cooperação.

Deverá ser instituído um código permanente de conduta para os funcionários


com as seguintes determinações básicas:

• Não é permitido, em hipótese alguma, caçar, comercializar, guardar ou


maltratar qualquer tipo de animal silvestre ou doméstico. A manutenção
de animais domésticos deve ser desencorajada.

• A pesca é proibida, só podendo ser praticada quando o trabalhador


possuir a devida licença e for autorizado pelo empreendedor e fora do
horário de trabalho.

• Extração, comercialização e manutenção de espécies vegetais nativas


não são permitidas.

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• Caso algum animal silvestre seja ferido em decorrência das atividades da
obra, o fato deverá ser notificado ao Inspetor Ambiental.

• O porte de armas de fogo é proibido no canteiro de obras e frentes de


trabalho.

• Equipamentos de trabalho que possam eventualmente ser utilizados como


armas (facão, machado, moto-serra, etc.) deverão ser recolhidos
diariamente.

• São proibidas a venda, a manutenção e o consumo de bebidas alcoólicas


nos locais de trabalho e no canteiro de obras.

• Deverá obedecer às diretrizes de geração de resíduos, à utilização de


sanitários e, principalmente, ao não lançamento de resíduos ao meio
ambiente, tais como recipientes e restos de refeições ou materiais
descartados na manutenção de veículos.

• É proibido acender fogo para cozinhar ou aquecer alimentos, dentro ou


fora do canteiro de obras.

• Dever-se-á manter um comportamento adequado em relação à população


lindeira, evitando-se brigas, desentendimentos e alterações significativas
no cotidiano da população local.

• É expressamente proibido o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, em qualquer


lugar da obra.

• É proibido o tráfego de veículos, em velocidades acima da permitida, que


comprometam a segurança das pessoas, equipamentos e animais.

• São proibidos a permanência e o tráfego de carros particulares, não


vinculados diretamente às obras, nos canteiros ou nas áreas de
construção.

• Só poderão ser utilizadas as estradas de acesso que estejam previamente


autorizadas e devidamente sinalizadas.

• O abastecimento e a lubrificação de veículos e de todos os equipamentos


serão realizados em áreas especificadas, localizadas a, no mínimo, 30 m
dos corpos d’água ou fora dos limites das Áreas de Preservação
Permanente – APP.

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• Deve-se tomar cuidado com relação aos recursos culturais e sítios
arqueológicos. Caso ocorra algum “achado”, a comunicação deverá ser
feita imediatamente ao Inspetor Ambiental.

O não cumprimento das determinações do Código de Conduta deverá gerar


punições aos funcionários, das mais brandas como advertências até casos de demissão.

3.2.4.5 Monitoramento de Qualidade de Ar

Serão realizadas avaliações de emissões de fumaça preta, provenientes dos


escapamentos de máquinas e equipamentos de combustão a diesel incluindo veículos,
empregados no empreendimento.

Este levantamento será realizado pela Escala de Ringelmann: escala


gráfica para avaliação colorimétrica de densidade de fumaça. Será realizado no momento
da entrada do equipamento, sendo um requisito de validação para iniciar as suas
atividades e depois a cada três meses, conforme etiqueta-fumaça preta.

3.2.5 Metas a Serem Alcançadas

• A principal meta do PAC – Programa Ambiental da Construção é


proporcionar a implantação de forma correta e adequada de todas as
ações ambientais preventivas e mitigadoras que garantirão a instalação e
funcionamento do Canteiro de Obras e frentes de trabalho, com todas as
suas estruturas, gerando o mínimo de impacto ambiental possível;

• Ações em conformidade com a legislação e diretrizes ambientais


associadas aos procedimentos executivos de obras;

• Atendimento dentro do prazo das Não Conformidades emitidas em


consonância com a ação corretiva proposta;

• A utilização precisa das diretrizes apresentadas, se tomadas ao seu tempo


adequado e com rigor técnico e executivo, reduzirão de forma substancial
as intervenções desnecessárias durante as obras, preservando a
qualidade ambiental e diminuindo as ações de reabilitação e recuperação
ambiental.

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3.2.6 Materiais e métodos

O PAC irá atuar como um instrumento gerenciador de todas aquelas


atividades relacionadas à obra que representem possibilidade de geração de impacto
ambiental ou riscos ambientais à colaboradores. Desta forma, o PAC estabelecerá
diretrizes e procedimentos a serem seguidos pelos executores de quaisquer atividades
desta ordem, formas de controle das mesmas, formas de verificação e monitoramento, e
formas de identificação de problemas para a possível adoção de medidas corretivas.

O gerenciamento de atividades do PAC deverá considerar o enquadramento


de cada atividade às demandas específicas de execução, quanto aos critérios de
interferência expostos na Tabela 2.2. O enquadramento de cada atividade a estes
critérios servirá para identificar a aplicabilidade de cada uma das ações e medidas
propostas, de acordo com suas abrangências.
Tabela 2.2. Tipologias de ações do empreendimento regidas pelo PAC.
Classe Tipo de ação construtiva (caracterização)

A1 Alteração na condição natural do meio;

A2 Manipulação de materiais;
A3 Geração de potenciais poluentes ambientais;

A4 Atividade humana direta.


N Sem interferência ambiental identificada

O PAC, por sua concepção, engloba uma série de ações e medidas voltadas
a prevenção e mitigação de potenciais impactos ambientais já previamente conhecidos
e definidos. Não obstante, o programa deve estar preparado para a identificação de
inconformidades (em processos e resultados) ao longo de todo processo construtivo, e à
adoção de medidas corretivas, inclusive de caráter emergencial.

A centralização em um local único (Centro Administrativo e Construtivo) das


atividades de setor administrativo, refeitórios, depósitos de materiais recebidos,
estacionamento de máquinas e veículos, e usina de concreto, consiste em uma
importante medida de controle de impactos.

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3.2.7 Indicadores

• Caracterizar todas as ações do empreendimento de acordo Tabela 2.2,


controlando as ações construtivas que apresentem interferência ambiental
identificada;

• Ausência de processos erosivos associados à instalação do Complexo


Solar Fotovoltaico Graviola;

• Organização das áreas de apoio ao empreendimento;

• Volumes de massa movimentados e dispostos, conforme tipo de atividade;

• Índice de reaproveitamento de materiais movidos;

• Quantidade de incidentes ambientais mensais;

• Índices de cumprimento do cronograma executivo;

• Índices de ocorrência, atendimento e controle de inconformidades.

• Ausência de impactos ambientais relevantes durante as obras;

• Índice de acidentes de trabalho nas obras;

• Porcentagem de não conformidades por atividade/tipologia: canteiro de


obras; transporte de pessoal; equipamentos e materiais; utilização e
abertura de vias de acesso; escavações; instalação e montagem das
placas solares, etc.

• N° de Relatórios de Não Conformidades mensais emitidos;

• Porcentagem de Não Conformidade emitidos;

• Porcentagem de Não Conformidades atendidas

3.2.8 Público Alvo

O público alvo do PAC é formado pelos funcionários em todos os níveis, que


atuarão na instalação do empreendimento, e pela população dos arredores da área do
canteiro de obras.

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3.2.9 Cronograma Executivo

Este Programa será executado durante toda a obra de construção do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.
Tabela 2.3. Cronograma das atividades do PGA do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

FASE DA OBRA (BIMESTRE)


PERIO-
ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

Avaliação e o
Diariamente
monitoramento
Relatório Trimestral
Relatório final Único

3.2.10 Acompanhamento e Avaliação

O PCA terá documentos específicos de verificação e controle, tais como:

Relatórios diários - a serem elaborados pelo técnico de campo com todas as


atividades desenvolvidas nas frentes de trabalho e de atendimento a programas
ambientais – Documento interno;

Relatórios semanais – a serem elaborados pelo gestor de campo em conjunto


com o gestor geral – Documento interno;

Relatórios mensais – a ser elaborado pelo gestor geral com apoio da equipe
de gestão ambiental do empreendimento. – Documento interno;

Relatórios Semestrais de Gestão Ambiental objetivando o atendimento aos


programas ambientais – a ser elaborado pela equipe de gestão ambiental - documento
externo a ser entregue à SEMAR-PI;

Relatório Consolidado de Gestão Ambiental – a ser elaborado pela equipe de


gestão ambiental ao término da instalação com material fornecido pelos executores dos
programas ambientais - documento externo a ser entregue à SEMAR-PI para subsidiar
a emissão da LO – Licença de Operação.

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3.2.11 Responsabilidade executiva

A execução do presente Programa Ambiental da Construção é de


responsabilidade do empreendedor do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

3.2.12 Equipe de Execução

Cabe ao empreendedor, através de equipe própria ou terceirizada fiscalizar


as atividades de construção do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola de acordo com as
prerrogativas do PAC para que estas sejam cumpridas integralmente.

Deverão compor a equipe de Fiscalização Ambiental um funcionário de nível


superior com amplo conhecimento de gestão ambiental de obras e um técnico ambiental.

3.2.13 Inter-relação com outros Planos e Programas

O PCA está relacionado com todos os programas ambientais:

• Plano de Gerenciamento de Riscos

• Plano de Atendimento à Emergência

• Programa de Monitoramento dos Processos Erosivos

• Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos

• Programa de Monitoramento de Ruídos

• Programa de Recuperação de Áreas Degradadas

• Programa de Acompanhamento da Supressão Vegetal

• Programa de Monitoramento da Fauna

• Programa de Educação Ambiental

• Programa de Proteção à Saúde

• Programa de Comunicação Social

3.2.14 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

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___________________________________________
Roberto Rorras dos Santos Moura
Coordenador de Projeto
CREA - 1914174640

3.3 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCO


(PGR)

3.3.1 Introdução

Ações preventivas são aquelas que garantem maior segurança aos


processos operacionais, sendo necessário o entendimento das tarefas, atividades e/ou
frentes de trabalho executadas na construção, manutenção e instalações de
equipamentos.

O PGR terá como base o documento de identificação de Perigos e Riscos


das tarefas ou atividades realizadas nas frentes de trabalho para a construção do
empreendimento. Esta análise é feita pela equipe durante o planejamento para a
execução da atividade e tem como finalidade identificar e controlar os riscos presentes
na atividade a ser desenvolvida.

O Plano deve ser elaborado com o propósito de atender não somente às


exigências legais e contratuais, mas também para assegurar ao trabalhador um ambiente
de trabalho sadio e seguro, entendendo-se como tal aquele que não seja contributário
para a ocorrência de acidentes do trabalho, que seja um local agradável ao trabalhador,
limpo, organizado, sinalizado, com todas as ferramentas de trabalho adequadas às
atividades e seguras, enfim, um local onde todos possam se sentir bem e terem
condições de se tornarem mais produtivos. As diretrizes devem seguir os parâmetros e
procedimentos de segurança na obra do empreendedor e estruturado com base no
Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), atendendo à
NR-4.

O PGR deve ser elaborado de modo a atender: (I) as análises das


consequências e vulnerabilidades; (II) informações de segurança dos processos; (III)
monitoramento da exposição aos fatores de riscos e perigos; (IV) procedimentos

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operacionais; (V) gerenciamento de modificações; (VI) investigação de incidentes; (VII)
PAE - Plano de Atendimento à Emergência e (VIII) Auditorias.

3.3.2 Justificativa

Todos os empreendimentos geram riscos de ocorrência de problemas


imprevistos às pessoas e ao meio ambiente, sejam eles de ordem física, química,
biológica, ergonômicos, ou mesmo acidentes, independente do setor e dos objetivos. O
Programa de Gerenciamento e Prevenção de Riscos atua de forma preventiva, sendo
responsável pelas ações que garantam maior segurança no processo de operação do
empreendimento solar. O programa atua em todos os setores do complexo, e tem seu
foco na preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores, explorando fatores
como a capacitação e conscientização de colaboradores e envolvidos, utilização dos
equipamentos devidos e aplicação das técnicas e procedimentos adequados.

A antecipação quanto à ocorrência de uma situação emergencial é primordial


para a garantia de não exposição de colaborados ao risco de vida, assim como uma
situação que possa gerar poluição do meio ambiente. O programa envolve a manutenção
de equipamentos e instalações, sistematização de atividades operacionais, implantação
de sistemas de segurança, treinamentos e auditorias.

3.3.3 Objetivos

O Plano de Gerenciamento de Risco tem por finalidade estabelecer e


descrever os procedimentos metodológicos de identificação, avaliação e planejamento
da mitigação dos riscos que possam afetar os resultados do empreendimento durante a
fase de construção do canteiro de obras.

Como objetivos específicos:

• Identificar, antecipadamente, os perigos, com os cenários acidentais mais


significativos;

• Apresentar a metodologia para estimativa e análises riscos e perigos


associados as atividades de construção e operação do canteiro de obras;

• Definir Plano de Ação para os eventos críticos.

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3.3.3.1 Metas a serem alcançadas

• Plano de Gestão Risco elaborado por empresas terceirizadas;

• Procedimento de risco ou Plano de Ação elaborado para todos os eventos


críticos;

• Porcentagem de registro dos acidentes;

• Capacitar ou treinar para o entendimento dos perigos e riscos de suas


atividades;

• Atendimento aos requisitos ambientais;

3.3.4 Metodologia e Descrição do Programa

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) deve ocorrer de forma


preventiva, reduzindo a probabilidade de ocorrência de acidentes; e corretiva,
minimizando eventuais impactos ambientais quando da ocorrência desses eventos.

Em empreendimentos desta natureza, podem vir a ocorrer eventos acidentais


proveniente das atividades de “segurança do trabalho”, tais como acidentes relacionados
à trabalho em altura, áreas energizadas, movimentação de máquinas, veículos e
equipamentos, podendo vir causar atropelamentos de colaboradores, transeuntes e/ou
fauna, entre outros, não tão comuns, no entanto, significativos.

Em relação aos possíveis riscos e eventos indesejáveis à comunidade, as


obras podem vir a apresentar risco de atropelamento, decorrente do aumento do fluxo de
veículos, além de possíveis conflitos em função da convivência entre moradores e
trabalhadores temporários.

3.3.5 Etapas de Execução

3.3.5.1 Identificação dos riscos, análise das consequências e


vulnerabilidades

A identificação dos riscos diz respeito ao processo através do qual se define


as características essenciais dos riscos, tais como: a sua caracterização; as suas causas
e consequências; as vulnerabilidades e o seu contexto. O fato de os riscos apenas

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poderem ser medidos e controlados a partir do momento em que são identificados, torna
esta fase na parte mais importante de todo o sistema da gestão do risco.

O principal objetivo é gerar uma lista organizada e estruturada dos riscos


identificados, as suas características, causas e consequências para que possa ser
utilizada nas fases seguintes.

O processo de identificação de risco considera todas as atividades


relacionadas aos insumos, matérias-primas, equipamentos, infraestrutura e materiais
necessários ao processo construtivo. De acordo com a atividade e as tarefas já
determinadas se começa a realizar uma identificação de todos os perigos e por sua vez
os danos sobre as pessoas e ao meio ambiente.

Consideram-se riscos ambientais, tudo que tem potencial para gerar


acidentes no trabalho, em função de sua natureza, concentração, intensidade e tempo
de exposição. Dividem-se em agentes físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.

O desenvolvimento do processo de identificação exige a definição de uma


metodologia, conceitos e definições, para não interpretar os resultados de forma
incorreta. A identificação e análise são feitas pela equipe durante o planejamento para a
execução da atividade, tendo como instrumentos metodológicos as matrizes de Análise
de Perigos & Riscos e a Aspectos & Impactos.

Tabela 2.4. Matriz de identificação e Análise de risco, perigo e consequências (danos) de


atividades e tarefas.

Item Atividade Tarefa Item Perigo Dano

Ruído em Desconforto
Atividade
1 Administrativa 1 ambiente acústico,
administrativa
administrativo estresse, fadiga

Calor em
Atividade Desconforto
2 Administrativa 9 ambiente
administrativa térmico
administrativo

A identificação e avaliação será baseada na legislação em vigor, nas normas


internas do empreendedor e análise de causa de incidentes que ocorreram no passado

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na empresa. No entanto, considera-se que a identificação e avaliação é um processo
contínuo.

3.3.5.2 Avaliação dos riscos

A análise de riscos consiste na determinação das consequências e suas


probabilidades para eventos identificados de risco, levando em consideração a presença
(ou não) e a eficácia de quaisquer controles existentes. As consequências e suas
probabilidades são então combinadas para determinar um nível de risco.

Este processo sistemático, consiste em perceber a natureza dos riscos e


quantificá-los, obtendo um grau de importância para cada risco. O nível de risco, isto é
sua magnitude, é conseguido através da combinação das consequências e da
probabilidade dos fatores de risco. A magnitude do evento (M.E) é determinada de
acordo com a seguinte relação:

M.E. = Consequência x Probabilidade

A análise de consequências determina a natureza e o tipo de impacto que


pode ocorrer assumindo que uma particular situação, evento ou circunstância ocorreu. A
análise das consequências são as avaliações dos danos conforme sua severidade. Esta
análise é feita a partir da classificação dos eventos, conforme os seguintes critérios:

Tabela 2.5. Classificação dos eventos.

Consequências Classe Pontuação

Evento sem lesão aos trabalhadores e nenhum dano


ambiental.
Evento interno, ou seja, não afeta os setores vizinhos.
Evento reversível. Insignificante 1
Doença profissional não ocorre.
Evento não apresenta características de toxidade.
Não há prejuízos de imagem pública da empresa.
Evento com lesões leves aos trabalhadores (sem tempo
perdido, incapacidade temporal), dano ambiental temporal.
Evento interno, ou seja, não afeta os setores vizinhos.
Evento mediante reversível.
baixa 2
Evento reversível.
Evento recuperável.
Evento apresenta baixa toxidade.
Não há prejuízo de imagem pública da empresa.
Evento com lesões leves aos trabalhadores (sem tempo
perdido, incapacidade temporal), ocorre dano ambiental
prolongado.
Média 3
Evento externo, ou seja, causa desconforto nos setores
próximos.
Evento irreversível.

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Consequências Classe Pontuação

Evento recuperável.
Evento apresenta toxidade média.
Evento com leve efeito de imagem pública da empresa.

Evento com ferimentos muito graves ou fatais (invalidez total /


morte) danos ambientais permanentes.
Evento externo, ou seja, afeta os setores próximos.
Alta 4
Evento recuperável.
Evento apresenta alta toxidade.
Evento com altos efeitos a imagem pública da empresa.
Fonte: ABNT NBR ISO 31000.

A classificação de probabilidade é feita considerando o histórico de acidentes


ocorridos em empreendimentos similares na empresa ou em outras, as quais resultaram
em danos ao trabalhador, meio ambiente ou ao patrimônio da empresa. Se
historicamente há uma frequência muito baixa de ocorrência, então qualquer estimativa
da probabilidade será muito incerta. Isso se aplica especialmente para ocorrências zero,
quando não se pode assumir que o evento, situação ou circunstância não ocorrerá no
futuro. Análise de Probabilidade de ocorrência de eventos ou consequências é feita a
partir da classificação, conforme os seguintes critérios:

Tabela 2.6. classificação de probabilidade.


PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA CLASSE PONTUAÇÃO
Improvável que ocorra um dano ao meio ambiente
e/ou aos trabalhadores.
Isso nunca aconteceu na empresa. INSIGNIFICANTE 1
Improvável de ocorrer na organização ou em empresa
de atividade semelhante.
Pouco provável que ocorra um incidente com dano
ambiental e/ou danos aos trabalhadores.
Alguma vez ocorreu na empresa ou em empresas de
BAIXA 2
atividade similar.
Excepcionalmente há exposições acima do limite
permitido.
Provável que ocorra dano ao ambiente e/ou
trabalhadores.
Ocorre algumas vezes no ano, na nossa organização
MÉDIA 3
e/ou empresas relacionadas.
É provável que ocorra exposição e acima dos limites
admissíveis.
Muito provável que ocorra dano ao ambiente e/ou aos
trabalhadores.
Ocorrem frequentemente no ano em nossa ALTA 4
organização e/ou empresas similares.
Exposição frequente acima dos limites admissíveis.
Fonte: ABNT NBR ISO 31000.

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A avaliação qualitativa define consequência, probabilidade e nível de risco
por níveis de significância e combina consequência e probabilidade, e avalia o nível de
risco resultante em comparação com os critérios qualitativos.

Todo evento pode causar um ou mais danos; cada dano/impacto é


primeiramente associado a um Risco Inerente, avaliado através de fatores sociais,
econômicos e ambientais sem considerar quaisquer controles e/ou ações de mitigação e
sua probabilidade de ocorrência. O Risco Inerente define o nível de significância de cada
evento.

Dessa forma, utilizando-se dos critérios de consequência e probabilidade


acima citados, as informações são postas na matriz de Magnitude do Evento (M.E.), o
resultado é a análise de significância dos riscos inerentes, conforme a classificação a
seguir.

Tabela 2.7. matriz de Magnitude do Evento.

CONSEQUÊNCIA
1 2 3 4
Insignificant
Baixa Média Alta
e
4 4 8 12 16
PROBABILDIADE

Insignificant Altamente Altamente


Alta Alta
e Significativo Significativo
3 3 6 9 16
Altamente
Média Média
Significativo Significativo Significativo
2 2 4 6 8
Baixa Baixa Médio Significativo Significativo
1 1 1 3 4
Insignificant Insignificant
e e Aceitável Médio Médio
Fonte: ABNT NBR ISO 31000.

São considerados Eventos Significativos todos aqueles com uma Magnitude


igual ou maior que 6 e/ou que tenham um requisito legal associado que não está sendo
aplicado. Os eventos classificados como Nível 3 – altamente significativo são aqueles
considerados críticos. Os eventos não significativos, são aqueles que apresentam
magnitude ou o risco inerente baixo, aceitável – Nível 1 entre 1 - 4.

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Tabela 2.8. Classificação da matriz de Magnitude do Evento.
NÍVEL
EVENTO 3 - ALTAMENTE
1 - ACEITÁVEL 2 - SIGNIFICATIVO
SIGNIFICATIVO
Magnitude do Evento
1-4 6-9 12 - 16
(M. E.)
Fonte: ABNT NBR ISO 31000.

Uma vez identificados os Eventos Significativos são analisados para definir


as medidas que se devem adotar para controle e/ou tratamento, que deverá ser
registrado na matriz de Análise de Perigos & Riscos. O Risco Inerente relacionado a cada
evento ou impacto ambiental é calculado através da combinação de dois elementos: (I)
Magnitude e (II) Probabilidade. Ambos os elementos deverão ser avaliados considerando
o pior cenário, ou seja, que o evento crítico (incidente/acidente ambiental, limites legais
excedidos etc.) ocorra, sem controles (como procedimentos, ferramentas de
monitoramento etc.) ou ações de mitigação implementadas.

Em algumas circunstâncias, uma consequência pode ocorrer como resultado


de diferentes eventos ou condições, ou onde o evento específico não é identificado.
Neste caso, o foco do processo de avaliação de riscos está na análise da importância e
vulnerabilidade dos componentes do sistema com uma visão para definição de
tratamentos que se relacionam com os níveis de proteção ou estratégias de recuperação.

3.3.5.3 Avaliação do nível de controle

A avaliação inicial da magnitude do evento deve ser realizada sem considerar


as medidas de controle, isto é, o objetivo é determinar os eventos no início do estudo e,
em seguida, determinar a magnitude do evento real, para ver se os controles e/ou
tratamentos existente encontrados são adequados/eficazes, para a realização das
tarefas. Se esses controles se mostrarem ineficazes ou a organização desejar superar
estes padrões para administrar seus eventos serão determinados novos controles ou os
existentes serão complementados para alcançar um melhoramento contínuo.

Feita a análise de magnitude e significância dos eventos considerando os


seus riscos inerentes, a próxima etapa é identificar e analisar os níveis de controle,
atribuições e contexto: como condições de operacionais; requisitos legais aplicáveis;
evolução e significância; medida de controle de risco já existente e há dano residual para

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análise de cenário. Para cada evento são realizados controles, voluntários ou requeridos
por lei, a fim de mitigar o risco inerente. Para cada variável é atribuído um valor para
mensuração e inserido na matriz de Análise de Perigos e Riscos.

Tabela 2.9. Matriz Análise de Perigos e Riscos.


CONDIÇÃO
MAGNITUDE REQUISITO EVEOLUÇÃO P- C- VALOR
PERIGO DANO P C DE
DOS RISCO LEGAL SIGNIFICATIVA RESIDUAL RESIDUAL RESIDUAL
OPERAÇÃO

Desconforto
Ruído em
acústico,
ambiente 2 1 2 O Sim 2 2 1 2
estresse,
administrativo
fadiga

Fonte: ABNT NBR ISO 31000.

O nível de controle leva em conta todas as ações de mitigação possíveis


adotadas para reduzir o Risco Inerente. Considerado o nível de controle realizado para
mitigar o Risco Inerente alcançando o Risco Residual.

O Risco Residual é calculado automaticamente considerando o Risco


Inerente e sua redução devido ao Nível de Controle. Os valores de Risco Residual estão
incluídos na faixa de 1 a 20 como o Risco Inerente.

Risco Inerente = Magnitude de Impacto x Probabilidade x (1 - Nível de


controle)

No fim, se o Risco Residual for muito alto, um tratamento (plano de ação)


será definido.

3.3.5.3.1 Tratamento de risco residual (planos de ação)

Para cada evento ou impacto ambiental, as medidas de controle e tratamento


de risco dependem do resultado do risco residual correspondente:

• Aceito (Risco Residual igual ou menor que 3): Nenhum Plano de Ação
específico é requerido formalmente, contanto que o cenário de Risco
Inerente e os controles existentes permaneçam inalterados.

• Tolerável (Risco Residual maior que 3 e inferior ou igual a 6): Nenhum


Plano de Ação específico é requerido formalmente, mas a eficácia dos
controles existentes deve ser monitorada periodicamente e ações
específicas podem ser implementadas caso consideradas apropriadas.

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• Inaceitável (Risco Residual maior que 6): considerados como eventos
críticos. Um Plano de Ação específico é formalmente requerido, definindo
pelo menos:

o Atividades que garantam que o Risco Residual seja reduzido;

o Indicador(es) mensurável(is), com uma meta definida;

o Unidade(s) Organizacional(is) responsável(is) por realizar o Plano de


Ação;

o Recursos (pessoas, orçamento etc.);

o Prazo;

o Melhoria de desempenho ambiental estimado.

3.3.5.3.2 Medidas de controle e revisão dos riscos

As atividades de controle são concebidas para dar cumprimento aos


processos e políticas do empreendedor e visam tratar os riscos, especialmente, naquelas
tarefas ou atividades onde haja probabilidade de ultrapassagem dos limites de exposição
ocupacional.

O tratamento dos riscos pode ser visto como uma oportunidade para
melhorar, especialmente para eventos não desejáveis como acidentes, cujos riscos
associados caiam na área "Inaceitável". Sua mitigação também pode garantir melhoria
contínua para o Sistema de Gestão Ambiental.

As medidas de controle propostas devem ser sempre de comum acordo com


os responsáveis pela produção e os profissionais da área de Segurança e Medicina do
Trabalho.

As medidas de controle devem considerar a redução de eventos com base


na seguinte hierarquia:

1. Eliminação do evento e/ou tratamento.

2. Substituição da atividade.

3. Controles de engenharia.

4. Sinalização/avisos e/ou controles administrativos.

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5. Elementos de Proteção Pessoal.

3.3.5.3.3 Gerenciamento de modificações

É importante ressaltar que, sempre quando houver modificações nos


procedimentos, nas instalações, no processo, no equipamento, no sistema, ou seja,
quando for inserida uma nova atividade, os funcionários envolvidos devem receber
treinamentos sobre as alterações implementadas antes que o novo equipamento/sistema
entre em operação.

O treinamento periódico/complementar tem a função de capacitar o


colaborador que já está trabalhando na operação, atualizando-se com novas
informações, para que esteja permanentemente reciclado com os procedimentos
operacionais.

3.3.5.3.4 Procedimentos operacionais

As tarefas e atividades e operações realizadas no canteiro de obras devem


estar identificadas e previstas nos procedimentos operacionais, parte integrante do
Sistema de Gestão em QSMS do empreendimento. Tais procedimentos relacionam
instruções precisas e condições necessárias para a realização de operações,
considerando as informações de segurança e preservação do meio ambiente.

Procedimentos operacionais que descrevem instruções que complementam


as normas e devem ser cumpridas por todos os colaboradores. Os principais
procedimentos operacionais relacionados com a segurança das atividades estão
relacionados abaixo:

• Identificação e Avaliação de Aspectos e Impactos Ambientais;

• Controle da Legislação e Requisitos Aplicáveis;

• Registro e Tratamento de Anomalias, Não Conformidades, Ações


Preventivas e Corretivas e Investigação de Incidentes;

• Gestão de Terceiros e Fornecedores;

• Plano de Atendimento às Emergências.

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3.3.5.3.5 Monitoramento do PGR

As atividades de monitoramento objetivam identificar as fragilidades e


possibilidades de melhorias, lembrando que os riscos e oportunidades mudam ao longo
do tempo e devem ser monitoradas para que a organização possa realizar os ajustes
necessários.

O monitoramento de exposição aos riscos deverá ser feito pelo menos uma
vez ao ano, juntamente com o balanço anual do Programa de Gerenciamento de Riscos
ou sempre que necessário, quando houver mudança de processo, de equipamento,
maquinário ou atividades.

3.3.5.3.6 Manutenção e inspeção

Os procedimentos de manutenção e inspeção devem reunir de maneira


condensada e simples os principais conceitos e diretrizes técnicas e administrativas
ligados às atividades, bem como apresenta os formulários e checklists modelos e
padrões regularmente em uso.

A manutenção preventiva deve exigir a retirada de funcionamento de


equipamentos que até aquela data não manifestou nenhum sinal de anormalidade,
detectável de maneira simples, para atender exigências baseadas em condições de
parâmetro ou tempo. Instruções corretivas referem-se à manutenção corretiva,
necessária quando ocorrem falhas no equipamento, ou fique demonstrado seu
funcionamento irregular.

Todos os procedimentos de manutenção e manuais devem ser revisados


periodicamente por profissionais habilitados sendo divulgadas todas as alterações a
todos os funcionários e terceiros envolvidos.

3.3.5.3.7 Capacitação de recursos humanos

O treinamento é uma das atividades importante e tem por finalidade garantir


que os funcionários estejam capacitados para desempenhar suas funções e estejam
permanentemente atualizados para o desenvolvimento de suas atividades e atuar em
emergências, se necessário.

Desse modo, todos os funcionários do canteiro de obras da Engady Solar


Energia SPE LTDA têm por obrigação conhecer detalhadamente suas tarefas e os riscos
e perigos a ela associados para que possam evitar ou mitigar os mesmos.

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Devem ser executados treinamentos relacionados com o atendimento a
emergências, conforme descrito no PAE. Todos os cursos e treinamentos devem ser
registrados, sendo a documentação pertinente mantida arquivada pela área
administrativa.

3.3.5.3.8 Investigação de incidentes

Investigar incidentes e acidentes tem como objetivo obter o maior número


possível de elementos que possam identificar as causas básicas dessas ocorrências, a
fim de prevenir outros eventos similares.

Incidentes ou Acidentes das atividades executadas no canteiro de obras, que


resultem, ou possam resultar, em desconformidades operacionais, danos à integridade
física de pessoas, danos ao patrimônio ou impactos ambientais devem ser investigados
e avaliados. A investigação contempla:

• Avaliação técnica do local;

• Levantamento de informações de equipamentos envolvidos;

• Considerações dos fatos relevantes;

• Análise das informações coletadas;

• Definição de causas que contribuíram para a ocorrência;

• Elaboração de ações para o efetivo bloqueio de causas reincidentes e das


anormalidades encontradas.

A investigação deve ser iniciada imediatamente após a informação da


ocorrência, onde os técnicos responsáveis se deslocam até o local para coleta de
informações e realização do atendimento. As diretrizes para o processo de investigação
e registros de acidentes devem estar descritas nos procedimentos operacionais do
canteiro de obras.

Dependendo do tipo de incidente ou acidente, pode ser necessária a


investigação de técnicos externos, especialistas especialmente contratados para a
análise específica. Todo acidente é objeto de investigação e análise, de acordo com sua
gravidade, sendo elaborado o relatório sumário no prazo máximo de trinta dias da
ocorrência do fato.

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Garantir maior segurança aos seguintes processos: (I) Processo
Operacional; (II) Manutenção de equipamentos e instalações; (III) Sistematização de
atividades operacionais; (IV) Implantação de sistemas de segurança; (V) Treinamentos;
e, (VI) Auditorias.

a) MANUTENÇÃO E GARANTIA DE INTEGRIDADE DE SISTEMAS


CRÍTICOS

Procedimentos de manutenção têm por objetivo garantir o correto


funcionamento dos equipamentos destinados à operação do canteiro de obras, a fim de
evitar que eventuais falhas possam comprometer a continuidade operacional, a
segurança das instalações, das pessoas e do meio ambiente. Devem ser realizadas
inspeção e manutenções preventivas e corretivas de equipamentos e dos seus
respectivos componentes.

O empreendimento deve dispor de procedimentos de manutenção preventiva


onde são apresentados requisitos para manutenção dos equipamentos críticos.
Também, deve ser disponibilizado um procedimento específico para Registro e
Tratamento de Anomalias, Não Conformidades, Ações Preventivas e Ações Corretivas e
Investigação de Incidentes, que trata sobre ações corretivas e preventivas dos sistemas
críticos.

b) PLANO DE ATENDIMENTO À EMERGÊNCIA – PAE

As ações corretivas voltadas para a redução das consequências dos


impactos ao ambiente, ao patrimônio e aos trabalhadores, estão contempladas no PAE -
Programa de Ação de Emergência, já tratado neste EIA, que devem ser consideradas
como parte integrante do PGR - Programa de Gerenciamento de Riscos.

3.3.6 Indicadores

• Percentual de procedimento de risco e emergência elaborados para os


eventos significativo;

• Estrutura organizacional da empreiteira para atendimento e coordenação


das emergências, primeiros socorros e controle de saúde;

• Número de registro de acidentes;

• Quantidade de inspeções realizadas;

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• Índice de atendimento a requisitos ambientais;

• Em caso de evento acidental, tempo e capacidade de resposta a


assistência à saúde e de remoção das vítimas de acidentes.

3.3.7 Público Alvo

Colaboradores das empresas contratada, subcontratadas e o do


empreendedor.

3.3.8 Cronograma Executivo

As empresas contratada, subcontratadas e o empreendedor são


corresponsáveis para identificar os riscos de acidentes e estabelecer o PGR conforme o
escopo de trabalho e atividades.

Este Programa será executado durante toda a obra de construção do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

3.3.9 Acompanhamento e Avaliação

O Acompanhamento será feito através de relatórios relativos as atividades de


treinamentos de colaboradores, simulados de resposta a emergência e controle de
emergências, se houver.

Este programa deverá ser executado durante toda a fase de implantação e


operação do empreendimento, considerando a realização de monitoramento trimestrais
das condições de segurança e risco de acidente.

A avaliação e o monitoramento serão apresentados através de relatório


bimestrais de andamento e no final da fase de implantação será confeccionado o relatório
final. Estes relatórios serão apresentados para a empresa responsável pela execução da
obra e para a SEMAR – PI (semestralmente).

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3.3.10 Responsabilidade Executiva

As empresas contratada, subcontratadas e o empreendedor são


corresponsáveis para identificar os riscos de acidentes e estabelecer o PGR conforme o
escopo de trabalho e atividades.

3.3.11 Equipe de Execução

A equipe de execução deverá ser composta por:

• Coordenador de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente

o Responsável pela comunicação interna e externa na prevenção de


risco;

o Avaliação dos resultados e indicadores ambientais;

o Identificação e proposição de medidas preventivas ou corretivas


necessárias;

o Garantir o cumprimento das normas de segurança das obras por parte


das empresas construtoras e demais terceirizadas.

• Auxiliar técnico

o Supervisão de campo das condições de segurança durante todo


período das obras;

o Auxiliar nas medições e elaboração de relatórios.

3.3.12 Inter-relação com outros Planos e Programas

Este programa tem relação principal com os seguintes programas:

• Programa Ambiental de Construção – PAC

• Programa de Monitoramento dos Efluentes;

• Programa de Gestão de Resíduos Sólidos.

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3.3.13 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Euvaldo de Sousa Estrela
Engenheiro de Segurança do Trabalho
CREA - 715748564

3.4 PLANO DE ATENDIMENTO À EMERGÊNCIA


(PAE)

3.4.1 Introdução

O Plano de Atendimento à Emergência PAE visa, durante a fase das obras


construtivas, operacionais e sob a responsabilidade da construtora, corrigir, de forma
sistematizada, eventuais falhas no gerenciamento dos riscos de obra, implementação e
manutenção de medidas preventivas contra acidentes e de medidas corretivas, que
porventura forem exigíveis ou situação de ocorrência de acidente.

As ações corretivas voltadas para a redução das consequências dos


impactos ao ambiente, ao patrimônio, ao corpo funcional e à comunidade, devem ser
contempladas neste Plano, que por sua vez é parte integrante do PGR - Programa de
Gerenciamento de Riscos.

O Plano de Atendimento à Emergência – PAE terá como base os resultados


obtidos no estudo de aspectos e impactos e na análise e avaliação de riscos das
atividades a serem realizadas na construção e operação do canteiro de obras do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

Nesse sentido, o Plano de Atendimento à Emergência – PAE seguirá de


acordo com os princípios e objetivos de nossos compromissos com a saúde, segurança
dos trabalhadores e respeito à biodiversidade.

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3.4.2 Justificativa

O Plano de ação emergencial apresenta os procedimentos de resposta às


situações emergenciais que eventualmente possam vir a ocorrer na área do
empreendimento, além de definir as atribuições e responsabilidades dos envolvidos.
Constitui um instrumento simultaneamente preventivo e de gestão operacional, uma vez
que, ao identificar os riscos, estabelece os meios para fazer face ao acidente.

Um plano de segurança e emergência pode definir-se como a sistematização


de um conjunto de normas e regras de procedimento, destinadas a evitar ou minimizar
os efeitos dos incidentes que possam vir a ocorrer em determinadas áreas, gerindo de
uma forma otimizada os recursos disponíveis.

3.4.3 Objetivos

O Plano de Atendimento à Emergência (PAE) tem como objetivo estabelecer


procedimentos técnicos e administrativos a serem adotados em situações de dificuldades
prementes que, eventualmente, venham a ocorrer, resultando em atuações rápidas e
eficazes, visando preservar a vida humana, bem como a segurança das comunidades
circunvizinhas.

Como objetivos específicos:

• Estabelecer uma sistemática de desencadeamento de ações para o


combate a possíveis emergências, de modo que sejam rapidamente
adotadas as providências, através da utilização de matrizes de ação
necessárias à minimização das consequências geradas por cada
ocorrência;

• Estabelecer responsabilidades e rotinas de desencadeamento de ações


necessárias para o pronto atendimento emergencial, identificando
antecipadamente a disponibilidade de recursos humanos e materiais,
meios de comunicação e órgãos externos que possam contribuir para a
execução do que for planejado;

• Criar uma rotina de ações que venham a ser ordenadamente


desencadeadas para atendimento às emergências, de maneira clara,
objetiva e direcionada;

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3.4.3.1 Metas a serem alcançadas

• Emissão de Plano de Atendimento às situações Emergência - PAE do


canteiro de obras;

• Capacitação de colaboradores de acordo com sua função.

3.4.4 Metodologia e Descrição do Programa

Os procedimentos detalhados do PAE serão exigidos das empreiteiras,


contratualmente, visando ao tratamento de qualquer acidente eventual durante a
construção. Para a fase de operação, o empreendedor deverá detalhar e implantar este
PAE, em conjunto com as empresas que vierem a operar o canteiro de obras
considerando as atividades, as instalações e os possíveis cenários acidentais, devendo
contemplar os seguintes aspectos:

3.4.4.1 Estrutura do PAE

• Introdução;

• Descrição das instalações envolvidas;

• Cenários acidentais considerados;

• Área de abrangência e limitações do plano;

• Estrutura organizacional, contemplando as atribuições e


responsabilidades dos envolvidos;

• Fluxograma de acionamento;

• Ações de resposta às emergências;

• Recursos humanos e materiais;

• Implantação e manutenção do plano;

• Tipos e cronogramas de exercícios teóricos e práticos, de acordo com os


diferentes cenários acidentais estimados;

• Apresentação de documentos anexos.

As ações de resposta às situações emergenciais devem ser compatíveis com


os cenários acidentais considerados, de acordo com os impactos esperados e avaliados

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no estudo de análise de riscos, considerando procedimentos de avaliação, controle
emergencial (combate a incêndios, isolamento, evacuação, controle de vazamentos etc.)
e ações de recuperação.

3.4.4.2 Implantação do PAE

A implantação do PAE se dará na forma de ações de divulgação, integração


com outras empreiteiras e manutenção do plano.

Todos os colaboradores deverão estar cientes da existência do Plano de


Atendimento à Emergência – PAE, especialmente de sua matriz de comunicação.

Devem ser realizadas revisões e atualizações periódicas na análise de risco,


de acordo com o andamento da fase de implantação e operação do canteiro de obras,
uma vez que as atividades, produtos e serviços, a vizinhança e o entorno ou aspectos
inerentes ao desenvolvimento das obras podem apresentar alterações no
comportamento ao longo período executivo.

3.4.4.3 Simulados de emergência

A realização de simulados tem por objetivo identificar situações de não


conformidade que possam influenciar na segurança das atividades desenvolvidas no
canteiro de obras, buscando de forma preventiva, identificar situações que possibilitem
alguma ocorrência indesejável.

Os simulados devem ser realizados periodicamente, considerando os


possíveis cenários, para avaliar a eficácia do PAE, sendo seu Coordenador o
responsável pela manutenção da programação e definição da equipe interna.

Haverá um cronograma de simulados de emergência, cada simulado irá gerar


seu respectivo relatório, no qual será feita uma análise de eficácia dos procedimentos
para atendimento aos cenários de emergência, sejam eles: médicos ou ambientais.

Vale ressaltar que a implantação das ações corretivas identificadas nos


simulados deverão ser registradas em Relatório para o devido acompanhamento da
implementação e eficácia das ações corretivas, e todos os documentos gerados deverão
ser arquivados.

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3.4.4.4 Documentos necessários

Para subsidiar as ações devem ser incluídos como anexo os seguintes


documentos: plantas de localização da instalação e layout, incluindo a vizinhança, listas
de acionamento (internas e externas), listas de equipamentos, sistemas de comunicação
e alternativos de energia elétrica, relatórios etc.

3.4.5 Indicadores

• Número de simulados de emergência realizados;

• Número de colaboradores treinados no plano de emergência;

• Número de ocorrência de emergência;

• Tempo de resposta a ocorrências emergenciais;

3.4.6 Público alvo

Todos os colaboradores que participarão da implantação do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola.

3.4.7 Cronograma Executivo

O Plano de Atendimento à Emergência deve ser mantido durante toda a fase


de instalação e operação do complexo solar. Revisões deverão ocorrer quando houver
modificações nas instalações ou no entorno, processo ou/ ainda em decorrência de
constatações feitas durante a avaliação de situações reais de emergências ou exercícios
simulados que possam agregar informações importantes nas ações de resposta
previstas neste plano.

3.4.8 Acompanhamento e Avaliação

O acompanhamento será feito através de relatórios relativos as atividades de


treinamentos de colaboradores, simulados de resposta a emergência e controle de
emergências, se houver.

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Os relatórios de atividades do PAE serão emitidos sempre que houver ações:
treinamentos, simulados ou ocorrências emergenciais, se houver.

• Relatórios mensais – a ser elaborado pelo gestor geral com apoio da


equipe de gestão ambiental do empreendimento. – Documento interno;

• Relatórios Semestrais de Gestão Ambiental e de atendimento aos


programas ambientais – a ser elaborado pela equipe de gestão ambiental - documento
externo a ser entregue à SEMAR-PI;

• Relatório Consolidado de Gestão Ambiental – a ser elaborado pela


equipe de gestão ambiental ao término da instalação com material fornecido pelos
executores dos programas ambientais - documento externo a ser entregue à SEMAR-PI
para subsidiar a emissão da LO – Licença de Operação.

3.4.9 Responsabilidade Executiva

O empreendedor será o responsável pela implantação deste Programa, em


conjunto com a empreiteira, durante a instalação canteiro de obras e implantação do
empreendimento. Na etapa de operação, o empreendedor também procederá à
execução do PAE.

3.4.10 Equipe de Execução

Deverá ser composta por:

• Gestor Ambiental - um funcionário de nível superior com amplo


conhecimento de gestão ambiental de obras

• Analista Ambiental – responsável pela coleta de dados in loco e


apoio ao gestor ambiental.

3.4.11 Inter-relação com outros Planos e Programas

Este programa tem relação principal com os seguintes programas:

• Programa Ambiental de Construção – PCA;

• Programa de Monitoramento dos Efluentes;

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• Programa de Gestão de Resíduos Sólidos.

3.4.12 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Euvaldo de Sousa Estrela
Engenheiro de Segurança do Trabalho
CREA - 715748564

3.5 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE


RESÍDUOS SÓLIDOS (PGRS)

3.5.1 Introdução

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) é um documento


usualmente integrante do processo de licenciamento ambiental utilizado para descrever
os processos e procedimentos referentes ao gerenciamento dos resíduos sólidos que
são gerados ao longo das atividades do canteiro de obras.

A fim de minimizar possíveis impactos negativos desta geração de resíduos


e seguindo as diretrizes da Política Nacional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, a
gestão de resíduos a ser adotada levará em consideração critérios ambientais e
socioeconômicos e sempre que possível, serão avaliadas as possibilidades de adoção
de medidas para reduzir, reutilizar, e reciclar os resíduos sólidos gerados.

O presente programa busca proporcionar critérios técnicos e procedimentais


referentes ao adequado gerenciamento de resíduos que serão gerados durante as
atividades construtivas desde o momento de sua geração até a destinação final
ambientalmente adequada.

3.5.2 Justificativa

A geração de resíduos durante a operação do empreendimento inclui, além


dos materiais oriundos de atividades administrativas, de alimentação e de higiene,
resíduos advindos de atividades de manutenção das estruturas e edificações do

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empreendimento. Ainda que os volumes de geração sejam relativamente baixos quando
comparados àqueles gerados na fase de instalação, há a necessidade de gestão
constante da geração e destinação de resíduos, observada a possibilidade de
acumulação e dispersão de resíduos no terreno ao longo de períodos prolongados.

Para que o atingimento do objetivo final do programa, o qual reside no


gerenciamento adequado de resíduos e efluentes gerados pelo empreendimento de
acordo com as caracterizações dos mesmos, incluindo processos de separação,
armazenamento temporário, e destinação final, depende da atuação eficiente de todos
atores envolvidos no processo geral, extrapolando os limites do empreendimento no
sentido da participação de coletores, transportadores, e destinadores finais.

3.5.2.1 Base legal e técnica

A eventual não inclusão de determinada legislação e/ou norma neste


documento não significa, todavia, que o empreendimento está isento de seu
cumprimento.

Cabe aos responsáveis técnicos de operacionalização da gestão de resíduos


identificar e orientar seus empreendedores no atendimento a toda base legal brasileira.

Esfera Federal

• Lei Federal n° 12.305/2010 – Estabelece a Política Nacional de Resíduos


Sólidos.

• Decreto nº 7.404/2010 – Regulamenta a política nacional de resíduos


sólidos.

• Decreto Federal N° 96044/1988 – Transporte Rodoviário de Produtos


Perigosos.

• Resolução ANTT N° 5232/2016 – Regulamenta o Transporte Terrestre de


Produtos Perigosos.

• Resolução CONAMA n° 362/2005 – Dispõe sobre o recolhimento, coleta


e destinação final de óleo lubrificante usado ou contaminado.

• Resolução CONAMA nº 307/2002 – Estabelece diretrizes, critérios e


procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.

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• Resolução CONAMA nº 275/2001 – Estabelece código de cores para
coleta seletiva.

• Resolução CONAMA nº 257/1999 – Descarte de pilhas e baterias.

• Resolução CONAMA 09/1993 – Estabelece normas para reutilização,


refino e descarte de óleos lubrificantes.

• Normas Técnicas Brasileiras.

• NBR ISO 14001:15 – Sistema de Gestão Ambiental – Requisitos com


orientações para uso.

• OHSAS – 18001:07 – Occupational Health and Safety Management


Systems – Specification.

• NBR 10.004/04 – Resíduos sólidos – Classificação.

• NBR 12.235/92 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos.

• NBR 13.221/17 – Transporte terrestre de resíduos.

• NBR 7.501/11 – Transporte terrestre de produtos perigosos —


Terminologia.

• NBR 9.735/17 – Conjunto de equipamentos para emergências no


transporte de produtos perigosos;

• NBR 12.810:1993 Coleta de resíduos de serviços de saúde.

3.5.3 Objetivos

3.5.3.1 Geral

Gerenciar a correta coleta, separação, acondicionamento, tratamento,


transporte e destinação de resíduos e efluentes oriundos das atividades de instalação e
operação do empreendimento.

3.5.3.2 Objetivos específicos:

• Controlar a coleta e armazenamento adequados dos resíduos sólidos


gerados;

• Propiciar a disposição adequada dos resíduos sólidos gerados;

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• Controlar e reduzir os riscos oriundos de resíduos sólidos ao meio
ambiente e à saúde pública;

• Identificar e avaliar inconformidades na gestão de resíduos sólidos na área


do complexo solar;

• Minimizar a geração de resíduos sólidos;

• Propor medidas complementares de gestão de resíduos gerados pelo


empreendimento, quando cabíveis.

3.5.3.3 Metas a serem alcançadas

• Implementar a segregação de resíduos e coleta seletiva em 100% da


geração, considerando-se as destinações finais disponíveis;

• 100% dos resíduos sólidos acondicionados e armazenados em


conformidade com a classificação normativa;

• Reduzir o volume de resíduo enviado para aterros conforme a adoção de


medidas de reaproveitamento;

• Treinar colaboradores envolvidos na gestão e controle de resíduos


sólidos.

3.5.4 Metodologia

A seguir serão descritas o conjunto de ações a serem adotadas para o


gerenciamento e controle de resíduos sólidos na fase de construção do canteiro de obras.

3.5.4.1 Emissão de planos operacionais

Uma das premissas para o correto gerenciamento é que cada empresa


responsável por gerenciar seus próprios resíduos no projeto, emita seu Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos detalhado conforme a Lei 12.305/10 e de forma a
atender todos os requisitos deste documento.

No caso de responsabilidade por desmobilização, o plano de gerenciamento


a ser emitido deverá ter detalhamento quanto às ações de gerenciamento de resíduos
em cada fase do empreendimento.

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Em atendimento a legislação vigente, cada plano deverá ter um responsável
técnico por sua emissão e implantação.

Para os resíduos do serviço de saúde/ambulatorial (se aplicável), será


apresentado um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde – PGRSS,
descrevendo as ações quanto ao manejo de resíduos sólidos, observando suas
características, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação,
acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final,
bem como a proteção à saúde pública, a fim de atender a Resolução ANVISA/RDC Nº
222 de 28 de março de 2018 e Resolução CONAMA 358/05.

O empreendedor fará avaliação destes planos de forma que sejam


implementados se estiverem de acordo com este documento.

3.5.4.1.1 Etapas de gerenciamento

O gerenciamento dos resíduos, a ser inserido nos planos operacionais de


gestão de resíduos das obras deverá ser realizado considerando os seguintes
parâmetros:

• Identificação das fontes de geração;

• Tipologias e classificação dos resíduos gerados;

• Operacionalização da Segregação;

• Critérios para o acondicionamento e armazenamento temporário;

• Critérios para coleta e transporte dos resíduos;

• Formas de destinação final de resíduos;

• Controle documental.

a) Identificação das fontes de geração de resíduos:

Nesta fase deverão ser identificadas todas as fontes geradoras de resíduos


sólidos instaladas no canteiro de obras do empreendimento e nas frentes de serviço. A
identificação visa facilitar as etapas subsequentes do gerenciamento, como as formas de
redução de geração de resíduo, reutilização ou reciclagem, acondicionamento,
armazenamento, doação, reutilização, reciclagem, transporte e destinação final.

Nessa etapa os resíduos devem ser identificados e, sempre que possível


estimado os respectivos volumes de geração ao longo do projeto.

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b) Tipologia e classificação dos resíduos gerados

A classificação de resíduos envolve a identificação do processo ou atividade


que lhes deu origem, e é estabelecida de acordo com as matérias-primas, os insumos e
os processos de origem.

Em todos os planos operacionais e atividades classificatórias, devem ser


considerados os critérios de classificação de resíduos sólidos segundo a Resolução
CONAMA 307/2002 e segundo a norma ABNT NBR 10004 diferenciando-se
principalmente os resíduos perigosos dos não perigosos, conforme a Tabela 2.10.
Tabela 2.10. Classificação dos Resíduos sólidos.
CLASSE CLASSE
(Conama (NBR 10.004 DESCRIÇÃO TIPOLOGIA DOS RESÍDUOS
307/02) /04)
Cartuchos de impressoras e
tonners de copiadora; Resíduos de
tintas; Resíduos de solventes,
Por serem inflamáveis, tóxicos,
lubrificantes; Resíduos de óleos
patogênicos, corrosivos ou
usados e graxas; Filtros
reativos, que podem apresentar
contaminados com resíduos
Classe I - riscos à saúde pública,
oleosos; Material contaminado com
Classe D - provocando ou contribuindo
Resíduos para o aumento da mortalidade
hidrocarboneto; Ponta de eletrodo;
Perigosos Luvas contaminadas com resíduo
Perigosos ou incidência de doenças e que
oleoso; Resíduos de ambulatório;
apresentam risco de poluição
Lâmpadas
quando manejados ou dispostos
fluorescentes/incandescente;
de forma inadequada.
Pilhas, baterias, efluente de
banheiro químico, caixa separadora
água e óleo, etc.
Borracha; Luvas, botas, uniformes
Por não ser enquadrarem nas
não contaminados; Efluente
classificações de resíduos
Classe II A - Sanitário; Embalagem de isopor;
classe I – Perigosos ou de
Resíduos Copos descartáveis; Guardanapos
resíduos classe II B – Inertes,
Classe C - /Papel higiênico; palitos etc.;
Não nos termos desta Norma.
Rejeitos Sobras de alimentos (orgânicos).
Perigosos Podendo ter propriedades, tais
Sacos de cimento (grout), efluente
(não inertes) como: biodegradabilidade,
oriundas da atividade de
combustibilidade ou solubilidade
concretagem, caixa de gordura e
em água.
outros.
Quaisquer resíduos que,
quando amostrados de uma
Solo de terraplenagem, restos de
forma representativa que, ao
placas de revestimento, resto de
serem submetidos aos testes de
Classe A - concreto (blocos, tubos); Madeira;
solubilização, não têm nenhum
Reutilizáveis Papel/papelão, Plásticos; PVC;
de seus constituintes
ou Classe II B - Sucatas metálicas; Latas; Terra,
solubilizados em concentrações
recicláveis Resíduos Solo Vidros; garrafas; Sucata de
superiores aos padrões de
PVC (eletrodutos); Capacetes;
ou Não portabilidade da água,
óculos; Escória de jateamento;
Classe B - Perigosos excetuando-se aspecto, cor,
Alumínio (marmitex isentos de
Recicláveis (Inertes) turbidez, dureza e sabor. Estes
alimentos) e folhas de alumínio;
para outras resíduos não se degradam ou
Discos de corte e desbaste;
não se decompõem quando
destinações Resíduos de fios elétricos;
dispostos no solo (se degradam
Grampos pregos, parafusos e o
muito lentamente), excetuando-
gesso, etc.
se aspecto, cor, turbidez, dureza
e sabor.

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Fonte: Resolução CONAMA nº 307 (2002), Resolução CONAMA nº 348 (2004) e ABNT NBR nº 10004
(2004).

Os resíduos perigosos têm as seguintes características, conforme ABNT


NBR 10004/04:

Inflamabilidade: podem entrar em combustão facilmente, face à exposição


de fonte ígnea ou até de forma espontânea;

Corrosividade: atacam os materiais e organismos em função de suas


características ácidas ou básicas intensas;

Reatividade: reagem com outras substâncias podendo liberar calor, energia


ou formar substância tóxica corrosiva ou inflamável;

Toxidade: agem sobre os organismos vivos causando danos às suas


estruturas biomoleculares;

Patogenicidade: são resíduos que apresentam microrganismos e / ou


toxinas capazes de provocar doenças.

c) Operacionalização da segregação

Após a identificação dos resíduos a serem gerados, será planejada e


implantado o sistema estrutural que permite a segregação dos resíduos já que os
resíduos sólidos deverão ser acondicionados em recipientes adequados de acordo com
sua classificação.

Deverá estar descrito no plano operacional, a estruturação da segregação:

• Implantação de coletores coloridos;

• Implantação de coleta diferenciada de resíduos (seletivo);

• Implantação de caixas estacionárias (se aplicável);

• Baias de Resíduos – Central de Resíduos;

• Descrição de outras estruturas e recursos aplicados a segregação

Seguem alguns critérios de segregação a serem respeitados no canteiro de


obras:

Resíduos Classe A (Reutilizáveis)

Os resíduos reutilizáveis – Classe A – de construção, demolição, reformas e


reparos de pavimentação previstos são: solos provenientes de terraplanagem e restos

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de concreto. Esses resíduos deverão ser segregados, sem misturar com outras
tipologias, visando o seu reaproveitamento na própria obra para a conformação de vias
de acesso.

O excedente dos solos orgânicos resultantes de escavações das áreas


deverá ser depositado em áreas apropriadas, para posterior aproveitamento no
recobrimento vegetal de eventuais áreas degradadas. A definição do local de depósito
deverá obedecer a critérios de preservação e conservação ambiental.

Resíduos Classe B (Recicláveis)

Os resíduos recicláveis – Classe B – previstos para serem gerados são:


madeira, material metálico, papel e plástico. Também são resíduos que deverão ser
segregados, sem misturá-los aos demais. A seguir serão demonstradas as formas de
acondicioná-los separadamente.

Os resíduos de madeira, sem pregos e sem aditivos químicos, poderão ser


doados à comunidade caso ela tenha interesse. A doação deverá sempre respeitar
critérios de organização evitando-se acúmulo de material inútil na comunidade.

A doadora é responsável por toda organização da madeira (ou outro material


doado) e em caso de não aproveitamento pela comunidade, será responsável também
pela remoção e encaminhamento como resíduo para local licenciado.

Todas as quantidades doadas deverão ser contabilizadas e um responsável


na comunidade deverá assinar como responsável pelo recebimento.

Resíduos Classe C (Rejeitos)

Os resíduos Classe C – considerados rejeitos, são assim chamados por não


possuírem alternativas viáveis, economicamente, de reciclagem e reaproveitamento.
Dessa forma, os seguintes resíduos deverão ser segregados dos demais: orgânicos e
rejeitos.

Os planos operacionais deverão prever as formas de segregação dos


resíduos orgânicos. Eles não deverão se misturar com outros tipos de resíduos já
devendo ser separados em sua origem.

Desta forma, os refeitórios deverão ter coletores específicos para resíduos


orgânicos.

Resíduos Classe D (Perigosos)

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Os resíduos perigosos – classe D – possuem características de
periculosidade, corrosividade, reatividade e/ou patogenicidade, e por esta razão deverão
ser segregados respeitando critérios de incompatibilidade química, sem que sejam
misturados com outros resíduos não perigosos. Estima-se que durante o período de
obras sejam geradas latas de tinta, óleo mineral, pilhas, baterias, entre outros.

Resíduos Ambulatoriais (se aplicável) serão coletados separadamente dos


demais e gerenciados pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
– PGRSS em conformidade com as normas específicas.

Os colaboradores devem ser treinados quanto à segregação de resíduos e


para facilitar esta segregação, deverá ser adotado um código de cores conforme a Tabela
2.11.
Tabela 2.11. Código de cores para segregação de resíduos.
Tipo de
Coletor Exemplo
Resíduo
Todos os tipos de papéis e papelão secos como: sobra de
impressão, embalagens de produtos não perigosos e não
AZUL Papel, Papelão contaminados, Jornal, revista, papel de fax, saco de papel,
caixas em geral, papel branco e colorido, envelope, cartaz.

Embalagens de refrigerante, margarina, alimentos e outros


VERMELHO Plásticos sem contaminação, copo plástico, tubos, sacos plásticos
em geral.

Embalagens, garrafas, copos, frascos de remédios


VERDE Vidro descontaminados, vidros coloridos.
Montagem, manutenção e desmontagens de equipamentos,
peças, estruturas, tubos e chapas de cobre, alumínio, ferro
AMARELO Metal e outros metais recicláveis. Lata de alumínio, sucatas,
ferragem, fio elétrico sem capa, resto de solda / ponta de
eletrodo, grampo, embalagens sem contaminação.
Papel (plastificado, sujo/engordurado, sanitário, etc.), EPI
Doméstico
CINZA usado, isopor, borracha, varrição, filtro de condicionador de
(Não reciclável) ar.
Este tipo de resíduo será disposto em saco e
acondicionado em tambor de 200 litros, identificado
Resíduos conforme simbologia de risco da ONU. Todos os resíduos
Classe I como: borras químicas, oleosas, todos os materiais
LARANJA contaminados descartados contaminados com matéria-prima, produtos
(perigosos) químicos ou óleo usado, borras de tinta etc., estopa, trapo,
areia, serragem, pincéis e embalagens contaminados com
produtos químicos
Escoras, formas, embalagens, protetores, pallets e sobras
PRETO Madeira diversas.
Todos os materiais utilizados em serviços ambulatoriais,
Resíduos
BRANCO tais como: gases, esparadrapo, luvas cirúrgicas, algodão,
Hospitalares seringas, ampolas, etc.
Resíduo Sobras de alimentos, folhas, cascas de frutas e legumes e
MARROM similares
Orgânico
Fonte: Resolução CONAMA nº 275/2001

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d) Acondicionamento e armazenamento temporário

Além dos coletores que devem ser disponibilizados nas frentes de serviço e
dimensionados de forma a não gerar depósitos em locais não adequados, deverá ser
apresentado o local onde após a coleta diária, estes resíduos ficarão dispostos
temporariamente até a destinação final.

Estes locais de acondicionamento poderão ser estruturas devidamente


protegidas de chuvas e onde os resíduos não tenham possibilidade de entrar em contato
direto com o solo (caixas estacionárias ou estruturas construídas). Somente os resíduos
próprios da construção civil (solo, demolição etc.) poderão estar acondicionados ao ar
livre. A Tabela 2.12 apresenta exemplo de acondicionamento permitido para resíduos
diversos.
Tabela 2.12. Resíduos da Construção Civil: acondicionamento e armazenamento
temporário.
Classe Tipologia de resíduo Acondicionamento

Solo proveniente de terraplenagem Disposição em Solo

Classe A - Blocos de concreto, blocos cerâmicos,


Reutilizáveis ou argamassas, outros componentes
Disposição em Solo
recicláveis cerâmicos, concreto, tijolos, assemelhados
inertes e ou
Outros resíduos classe A. Caçamba estacionárias
Papelão (sacos e caixas de embalagens
dos insumos utilizados durante a obra) e Caçamba estacionárias
papéis

Plásticos (sacaria de embalagens, aparas


Caçamba estacionárias
de tubulações, entre outros)

Caçambas estacionárias
Classe B - Sucata metálica (ferro, aço, fiação
cobertas e/ou disposição em
Recicláveis para outras revestida, arames entre outros)
solo
destinações
Tambor metálico ou
Vidros
bombona plástica
Caçambas estacionárias
Madeiras cobertas e/ou disposição em
solo
Outros resíduos recicláveis Em sacos identificados
Rejeitos Caçambas estacionárias
Classe C - Caçambas estacionárias
Orgânicos
Rejeitos cobertas
Outros resíduos classe C Caçambas estacionárias
Restos de tintas
Restos de solventes
Classe D - Resíduos diversos contaminados ou usados Tambor metálico ou
Perigosos (pincéis, trinchas e outros materiais bombona plástica
auxiliares como trapos e estopas
contaminadas)

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Fonte: Resolução CONAMA 307/2002.

Importante destacar que o local de armazenamento temporário dos resíduos


perigosos – Classe D – deverá ser provido de piso impermeabilizado e cobertura com a
função de evitar a incidência de água de chuva. O local de armazenamento deve ser
sinalizado, com acesso controlado, identificado, ventilado, de fácil acesso para colocação
e retirada de resíduo.

Lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, que contêm metal pesado em


suas composições devem ser depositadas em coletores específicos e a destinação final
destas deve ser conforme Resolução CONAMA N° 257 de 30/06/1999 (alterada pela
Resolução CONAMA N° 263, de 12/11/1999).

A fase de armazenamento temporário deve ser minimizada, evitando-se


manter resíduos nos coletores nas frentes de serviços. Os resíduos serão encaminhados
para destinação final periodicamente de modo a evitar acúmulo excessivo e atração de
animais sinantrópicos.

e) Critérios para coleta e transporte

O transporte de resíduos para fora dos limites de implantação do projeto,


somente poderá ser efetuado por empresa especializada e autorizada/licenciada para tal
atividade pelo órgão ambiental competente e com manifesto de resíduos (ou equivalente)
por tipo de resíduos com os volumes movimentados registrados.

O transporte de resíduos perigosos deve ser efetuado atendendo aos


requisitos da legislação pertinente e autorização dos órgãos ambientais.

As licenças de transportadores de resíduos deverão ser mantidas em arquivo


no local da obra ou em posse dos responsáveis pelo empreendimento, neste caso da
Engady Solar Energia SPE LTDA, contendo informações sobre os resíduos
transportados, o gerador, o transportador e o receptor dos resíduos.

Todos os resíduos perigosos a serem transportados para tratamento e/ou


disposição final devem ter sua saída autorizada pela Engady Solar Energia SPE LTDA.

Os resíduos de óleos e graxas serão destinados à recuperação ou refino para


receptoras de reciclagem especializadas.

O sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e a logística reversa


priorizarão a combinação do compromisso ambiental e da viabilidade econômica,
garantindo a sustentabilidade.

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f) Destinação final e reutilização

Os fatores determinantes na definição das soluções para a destinação dos


resíduos deverão levar em consideração:

• Possibilidade de reutilização dos resíduos no próprio canteiro;

• Proximidade dos destinatários para minimizar custos de deslocamento e


redução de emissão de CO2;

• Participação de cooperativas ou de outras formas de associação de


catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis constituídas por pessoas
físicas de baixa renda;

• Diferenciação de resíduos perigosos que somente poderão ser


encaminhados para destinos licenciados para receber este tipo de
resíduo.

Desta forma, os resíduos reutilizáveis, quando possível, devem ser


reaproveitados na própria obra e a parcela não reaproveitada será destinada
adequadamente.

Sugere-se que seja feito identificação das cooperativas e/ou associações de


catadores, associações de moradores e/ou outras instituições para fins de doação de
material reciclável com monitoramento da efetiva utilização destes materiais. Somente
resíduos classes II podem ser doadas e após avaliação quanto a não terem tido contato
com nenhum agente contaminante (ex. óleo, combustível, tintas).

Posteriormente a estas alternativas, ou à área de aterro de inertes,


devidamente licenciadas junto ao órgão ambiental competente.

Deverá ser mantido no canteiro de obras o controle de destinação de


resíduos com a identificação do receptor de cada tipo de resíduo e suas respectivas
licenças.

Para cooperativas e associação de moradores, o órgão ambiental deverá ser


consultado. Na Tabela 2.13 são apresentados exemplos de possíveis formas de
destinação final dos resíduos gerados na obra que poderão ser adotadas.
Tabela 2.13. Destinação dos Resíduos Sugeridas.
Tipologia de resíduo Destinação Sugerida

Solo (não contaminado) proveniente de Aterro na própria obra; nivelamento de áreas de


terraplenagem terceiros (doação), outros conforme legislação aplicável.

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Tipologia de resíduo Destinação Sugerida

Blocos de concreto, blocos cerâmicos, Uso na própria obra para compactação de acessos;
argamassas, outros componentes Estações de reciclagem de entulho; aterro de RCC
cerâmicos, concreto, tijolos, assemelhados devidamente licenciado outros conforme anuência dos
inertes órgãos ambientais;

Uso na própria obra; Estações de reciclagem de


Outros resíduos classe A.
entulho; aterro de RCC devidamente licenciado;

Papelão (sacos e caixas de embalagens dos Cooperativas e associações de catadores; empresas de


insumos utilizados durante a obra) e papéis reciclagem;

Plásticos (sacaria de embalagens, aparas Cooperativas e associações de catadores; empresas de


de tubulações, entre outros) reciclagem;

Sucata metálica (ferro, aço, fiação revestida, Cooperativas e associações de catadores; empresas de
arames, incas, traves, entre outros) reciclagem;

Cooperativas e associações de catadores; empresas de


Vidros
reciclagem;

Uso na própria obra, associação de moradores, escolas,


Madeiras (pallets, caixa modular, carretel cooperativas e associações de catadores; empresas de
etc.) reciclagem; Empresas e entidades que utilizem madeira
como energético e/ou matéria prima.

Cooperativas e associações de catadores; empresas de


Outros resíduos recicláveis
reciclagem;

Orgânicos Compostagem ou Aterro

Resíduos não recicláveis Aterro sanitário

Restos de tintas
Restos de solventes
Resíduos diversos contaminados ou usados Empresas de reciclagem; co-processamento ou aterro
(pincéis, trinchas e outros materiais industrial
auxiliares como trapos e estopas
contaminadas)

Re-refino de óleos (re-refinador devidamente autorizado


Óleo usado ou contaminado
pelos órgãos competentes)

g) Controle documental

A documentação relativa ao gerenciamento e controle de resíduo sólido


deverá estar disponível no canteiro de obras para consulta.

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As empresas para execução da coleta, transporte e destinação final dos
resíduos deverão apresentar a Licença Ambiental de Operação emitida pelo órgão
ambiental licenciador e estes documentos estarão à disposição para fins de fiscalização.

Os planos operacionais de gerenciamento de resíduos deverão apresentar


todas as etapas do gerenciamento adotado.

O inventário dos resíduos gerados deverá estar atualizado, discriminando os


resíduos encaminhados por tipo, classe, quantidade, documento de controle (manifesto),
etc.

Os documentos a serem controlados incluem:

• Planos operacionais de gerenciamento de resíduos;

• Manifestos de resíduos;

• Licenças de operação dos transportadores e receptores de resíduos;

• Outros documentos.

h) Treinamentos

• As pessoas envolvidas nas operações de manuseio, coleta,


acondicionamento, armazenamento, transporte, tratamento e disposição
de resíduos devem estar treinadas para o correto desempenho destas
funções, inclusive nos procedimentos de emergência, mitigação e
controle;

• Os treinamentos de gerenciamento de resíduos poderão ser executados


em conjunto com os treinamentos de gestão de efluentes e controle
ambiental.

• As precauções relativas aos itens de Segurança do Trabalho, Higiene


Industrial, Saúde Ocupacional e Proteção contra Incêndio devem ser
adotadas em todas as fases do processo de gerenciamento de resíduos e
os colaboradores devem estar cientes.

3.5.5 Indicadores

A empreendedor e terceirizadas deverá elaborar relatórios de gerenciamento


de resíduos incluindo, pelo menos, os seguintes indicadores:

• Número de frentes de serviço com coletores para coleta seletiva;

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• Porcentagem de trabalhadores treinados em Gestão de resíduos;

• Quantidade de tipo resíduo reaproveitável ou reciclável gerado / resíduo


encaminhado para processos de reciclagem e/ou reaproveitamento no
canteiro de obras.

• Índices de geração e destinação de resíduos, especificados por classe;

• Número de Não Conformidades ambientais provenientes das atividades


de gerenciamento de resíduo sólido;

• Percentual de não conformidades ambientais provenientes das atividades


de gerenciamento de resíduos sólidos corrigidas dentro do prazo.

Estes indicadores poderão ser ajustados ao longo do desenvolvimento dos


serviços e a partir do diagnóstico dos resíduos a serem gerados no Plano de Gestão de
Resíduos Sólidos a ser emitido por cada gerador de resíduos ao longo da construção e
operação do canteiro de obras.

3.5.6 Público Alvo

Todos os colaboradores que participarão da implantação do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola.

3.5.7 Cronograma Executivo

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos deve ser mantido durante


toda a fase de instalação e operação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

3.5.8 Acompanhamento e Avaliação

O programa deverá ser acompanhado ao longo de toda implantação do


empreendimento, por meio de inspeções, emissão de inventário de resíduos ou
equivalentes e aplicação de auditorias ou equivalentes do empreendedor.

Como forma de avaliação deverá ser elaborados relatórios dos itens a seguir:

• Inventário e manifesto de resíduos ou equivalentes de controle e


rastreamento dos resíduos gerados;

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• Relatórios periódicos, incluindo registros fotográficos e demais anexos que
evidencie sua execução.

3.5.9 Responsabilidade Executiva

A execução do presente do PGRS é de responsabilidade do empreendedor


do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por suas contratadas e
subcontratadas.

3.5.10 Equipe de Execução

A equipe de execução deverá ser composta por:

• Gestor Ambiental - para emissão do relatório e gerenciamento do


Plano de Gestão de Resíduos;

3.5.11 Relação com outros programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção – PAC;

• Programa de Monitoramento dos Efluentes.

3.5.12 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Shilton Pereira da Silva
Coordenador do Meio Físico
CREA - 1913485684

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3.6 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS
EFLUENTES (PME)

3.6.1 Justificativa

A geração de efluentes é um aspecto normal e esperado durante o processo


construtivo em obras, visto que em todas as atividades humanas onde há instalações
prediais definitivas ou temporárias, há necessidade de sistemas para armazenamento ou
tratamento de efluentes.

As atividades geradoras de efluentes serão controladas e monitoradas a fim


de evitar os possíveis riscos de impactos ao meio ambiente e a saúde dos colaboradores
do canteiro de obras.

Diante desse contexto, o presente Programa de Monitoramento de Efluentes


apresenta as ações e diretrizes necessárias para que os efluentes gerados durante o
processo construtivo tenham tratamento e destinação corretos visando prevenção à
poluição a partir da gestão mediante controle (tratamento in loco) e monitoramento.

3.6.1.1 Base legal e técnica

ABNT NBR 7229/93 - Projeto, construção e operação de sistemas de tanques


sépticos (versão corrigida 1997).

ABNT NBR 13969:1997 - Tanques sépticos - Unidades de tratamento


complementar e disposição final dos efluentes líquidos - Projeto, construção e operação

ABNT NBR 13402:1995 - Caracterização de cargas poluidoras em efluentes


líquidos industriais e domésticos - Procedimento

Resolução CONAMA nº 357, de 2005

Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para


o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de
efluentes, e dá outras providências (alterada pelas Resoluções nº 370/2006, nº 397/2008,
nº 410/2009, nº 430/2011 e complementada pela Resolução nº 393/2009).

Resolução CONAMA nº 430, de 2011

Dispõe sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes,


complementa e altera a Resolução no 357, de 17 de março de 2005.

88
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3.6.2 Objetivos

• Estabelecer os critérios básicos para a implantação das estruturas de


controle/tratamento dos efluentes sanitários gerados pelas atividades
construtivas do canteiro de obras;

• Estabelecer as ações para monitorar a integridade e o funcionamento dos


sistemas de tratamento dos efluentes instalados;

• Definir diretrizes e procedimentos adequados para coleta de amostras de


efluente e amostras de água;

• Definir a periodicidade mínima de coleta de efluentes para análise;

• Garantir que os efluentes líquidos tratados estejam de acordo com normas


aplicáveis;

• Estabelecer ações a serem tomadas em caso de gerenciamento incorreto


de efluentes.

3.6.2.1 Metas

• Garantir que as estruturas de tratamento de efluentes implantadas estejam


de acordo com as melhores práticas;

• Realizar vistorias mensais quanto a integridade do sistema de tratamento


de efluentes instalado;

• Realizar 100% dos monitoramentos periódicos propostos para avaliar a


qualidade do corpo receptor;

• Demonstrar, através de relatórios, que as coletas de amostras para


análise atendem as metodologias padrão;

• Manter laudos de conformidade de análises arquivados e prontamente


recuperáveis.

3.6.3 Metodologia e Descrição do Programa

3.6.3.1 Definição do tratamento a ser adotado e requisitos gerais:

A empresa deverá garantir em suas unidades prediais fixas:

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• Armazenamento de efluentes de acordo com o memorial descritivo
previamente aprovado pela contratante;

• Memorial Descritivo do sistema com dimensionamento de acordo com o


efetivo máximo do canteiro;

• Emissão de ART de dimensionamento do Sistema de Tratamento;

• Emissão do layout de ligações hidrossanitárias demonstrando que todos


efluentes gerados são encaminhados para o sistema de tratamento ou
armazenamento instalado.

Para toda instalação predial, deverá existir planta/layout de ligações


hidrossanitárias que permitirá o rastreamento das fontes de geração de efluentes e o seu
encaminhamento. As ligações hidrossanitárias dos prédios deverão conduzir todos os
efluentes para um sistema de tratamento ou armazenamento de efluentes.

O sistema de condução de efluentes deve garantir a não diluição de efluentes


por mistura com fontes quaisquer de água (ex. águas pluviais). Para tanto, o sistema de
drenagem do projeto deve ser independente do sistema que conduzem efluentes e os
dois sistemas não devem se juntar em nenhum momento.

A armazenamento de efluentes deverá ser construída de acordo com as


normas técnicas ABNT NBR 7229 e NBR 13969. A NBR 7229 fixa as condições exigíveis
para projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos e tem por objetivo
preservar a saúde pública e ambiental, a higiene, o conforto e a segurança dos habitantes
de áreas servidas por estes sistemas.

3.6.3.2 Monitoramento da integridade do sistema de


armazenamento:

Periodicamente, a equipe de meio ambiente do canteiro de obras


responsável pelo sistema de tratamento ou armazenamento deverá fazer vistorias do
sistema identificando se há alguma avaria, rachadura, fluxo anormal, transbordamento
ou outro. A mesma vistoria deve acontecer nas caixas de passagem que levam os
efluentes até o sistema.

Ao perceber qualquer tipo de avaria que possa implicar na perda de efluentes


para o solo antes do tratamento, devem ser tomadas providencias como a sucção dos
efluentes por caminhão vácuo e encaminhamento deles para tratamento fora da planta
(em Estação de Tratamento devidamente licenciada).

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Em caso de entupimento do sistema, de forma a controlar o risco de liberação
de efluentes para o solo, enquanto se faz a sucção para encaminhamento via caminhão
vácuo, as ações de reparos do sistema devem ir sendo tomadas.

As vistorias são de extrema importância visto que, quanto antes um problema


for detectado, mais rápida será sua solução e menor o risco de impacto ambiental por
vazamentos ou similares.

3.6.3.3 Monitoramento de efluentes tratados:

Os efluentes sanitários que passarão por tratamento na obra, devem ser


monitorados através de análise laboratorial periodicamente.

Os laboratórios que procedem a amostra devem ser credenciados (Imetro) e


emitir laudos conclusivos sobre a conformidade dos efluentes analisados.

Caso os efluentes sejam despejados em corpos d´água, a conformidade deve


ser verificada com relação ao atendimento da RESOLUÇÃO CONAMA 357/05, suas
alterações e complementações.

Para efluentes lançados em solo ou sumidouro, a empresa deverá levantar


os requisitos aplicáveis e realizar o atendimento aos mesmos demonstrando isto em
documentos diversos.

Para todas as análises de efluentes executadas, deverá ser realizada a coleta


de amostras no ponto de entrada e de saída dos sistemas de tratamentos existentes. A
coleta da saída deve ser feita após a caixa de cloração, anteriormente a qualquer
diluição.

Dentre outros parâmetros possíveis, obrigatoriamente deverão ser avaliados


os seguintes parâmetros que devem constar explicitamente dos laudos de análise:

• Eficiência de remoção

• Carga orgânica (diária/mensal)

• DBO

• DQO

• Coliformes termotolerantes

• Coliformes totais

• PH

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• Temperatura

• Nitrogênio Total (IFC)

• Fósforo total (IFC)

• Óleos e graxas

• Sólidos suspensos (total)

Nos laudos de análise deve constar a assinatura do responsável técnico


pelas análises laboratoriais.

Os laudos devem trazer a coordenada geográfica e a identificação do


endereço exato do ponto onde está situado o sistema de tratamento e do ponto de coleta
das amostras.

3.6.3.4 Coleta e análise laboratorial de amostras:

A coleta de amostras de efluentes para análise deverá ser feita


periodicamente, a partir de cerca de dois ou três meses de funcionamento do sistema de
tratamento (tempo de estabilização). Esta coleta deve ser executada por pessoal treinado
na forma de coleta e preservação das amostras. O ponto de coleta deverá ser
georreferenciado.

Toda amostra deverá se manter preservada (gelo, aditivos químicos)


conforme metodologias recomendadas até sua chegada no laboratório e o pessoal
treinado deve acompanhar as amostras até a entrada no laboratório. Qualquer amostra
que chegar ao laboratório depois do tempo previsto deverá ter esta condição enunciada
no laudo.

O laboratório deverá ter em seus planos internos de qualidade, um plano de


Controle de Amostragem e Análise (QA/QC), no qual seu pessoal de coleta deve estar
treinado.

3.6.3.5 Conscientização de pessoal:

Será oferecido treinamento aos colaboradores do canteiro de obras quanto a


geração e tratamento de efluentes, visando principalmente a conscientização para a
diminuição da geração de efluentes. Este treinamento poderá ser feito juntamente com
treinamentos sobre resíduos sólidos, segregação e coleta seletiva de resíduos.

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Pensando em formas de diminuir a geração de efluentes nas atividades, é
indicado que nas estruturas onde existam torneiras e descargas, constem mensagens de
conscientização tais como: “não desperdice água” (fonte primária da geração dos
efluentes), “desligue o chuveiro ao se ensaboar” (em caso de existência de vestiários
com chuveiro), ou outras mensagens similares para o incentivo a diminuição da geração
de efluentes.

3.6.3.6 Outros efluentes líquidos gerados na obra:

Pode-se verificar ainda a possibilidade de existência de outros efluentes


líquidos a serem gerados na obra, cujo controle deverá ser procedido conforme a seguir.

a) Efluentes oleosos

Os efluentes oleosos seriam aqueles oriundos de troca de óleo lubrificante


de máquinas diversas, caso estes serviços sejam realizados no canteiro de obras.

Estes efluentes deverão ser recolhidos sem que atinjam o solo (qualquer
manutenção deverá ser procedida em local apropriado com piso impermeabilizado) e
encaminhado para locais de armazenamento apropriados (casa de produtos químicos ou
similares).

Todas as máquinas devem possuir bandeja de contenção para que em caso


de vazamento, seu conteúdo fique preso na bandeja e seja facilmente encaminhado para
os locais de armazenamento de produtos químicos.

b) Efluentes de lavagem de caminhões betoneira

Caso sejam utilizados caminhões betoneira nas obras, os mesmos devem


ser lavados após o uso em baias apropriadas.

A água resultante deve passar por processo de decantação dos sólidos


suspensos e posteriormente, para seu descarte deve ser preferencialmente
reaproveitada em processos como umidificação de pistas.

O resíduo sólido proveniente da decantação deverá ser tratado conforme o


plano de gerenciamento de resíduos do caneiro de obras.

3.6.4 Indicadores

• Quantidade de efluentes gerados no empreendimento ao longo da


construção;

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• Carga orgânica dos efluentes gerados;

• Quantidade de efluentes de caminhão betoneira gerados / quantidade de


efluentes de caminhão betoneira reutilizados;

• Quantidade de efluentes oleosos produzidos / quantidade enviada para re-


refino;

• Número de campanhas de monitoramento realizadas em relação ao


número de campanhas previstas;

• Quantidade de vistorias do sistema de tratamento de efluentes.

Mensalmente os responsáveis devem emitir internamente o monitoramento


dos indicadores e eles deverão constar nos relatórios produzidos.

3.6.5 Responsabilidades

A responsabilidade do atendimento a este Programa é da Engady Solar


Energia SPE LTDA através de suas contratadas e subcontratadas.

3.6.6 Público alvo

Todos os colaboradores que participarão da implantação do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola.

3.6.7 Cronograma Executivo

As atividades de gerenciamento de efluentes serão realizadas


semestralmente e uma duração de no mínimo a validade da licença de instalação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

3.6.8 Acompanhamento e Avaliação

Serão aplicadas auditorias e listas de verificações periódicas para verificação


da conformidade deste programa.

Serão gerados relatórios mensais para o empreendedor e semestrais para a


SEMAR-PI, das atividades realizadas.

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A continuidade deste programa durante a fase de operação do
empreendimento, será executada de acordo com a solicitação do órgão ambiental
licenciador.

3.6.9 Responsabilidade Executiva

As ações de instalação e manutenção dos sistemas de coleta,


armazenamento e contenção dos efluentes são de responsabilidade do empreendedor,
durante toda a fase de instalação e operação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola,
devendo ser adotado por suas contratadas e subcontratadas.

3.6.10 Equipe de Execução

A equipe de execução deverá ser composta por:

• Gestor Ambiental - acompanhar a operação do sistema, monitoramentos,


elaboração de relatórios.

3.6.11 Relação com outros programas

• Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - PGRS

• Programa Ambiental para Construção - PAC

3.6.12 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

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Shilton Pereira da Silva
Coordenador do Meio Físico
CREA - 1913485684

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3.7 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DOS
PROCESSOS EROSIVOS (PMPE)

3.7.1 Justificativa

Embora intervenções no ambiente possam ter como consequência sua


desestabilização, o equilíbrio do sistema pode ser novamente alcançado por um
rearranjo de seus componentes. No que diz respeito ao desencadeamento de processos
erosivos, intervenções no ambiente podem funcionar como agentes desestabilizadores,
como nas atividades construtivas. Para evitar que a atividade resulte na potencialização
dos mecanismos de perda de matéria do sistema, ações devem ser tomadas de forma a
restabelecer uma relação equilibrada entre seus componentes. Além disso, a
manutenção de um sistema desequilibrado pode ter reflexos negativos sobre a própria
estrutura da atividade, causando prejuízos ao seu adequado funcionamento. Nesse
sentido, a identificação de perturbações que possam potencializar os mecanismos
relacionados à erosão do solo é fundamental para o planejamento de ações que visem
estabelecer um convívio harmonioso entre a atividade antrópica e o meio ambiente.

Este programa deverá nortear todas as atividades potencialmente


provocadoras de erosão, processo natural cuja instabilidade do equilíbrio depende das
características do sistema e pode ser afetada em menor ou maior grau dependendo do
tipo de interferência sobre o solo. Intervenções previstas na área, como a supressão da
vegetação, terraplenagem, construção das estradas de acessos internos, assim como
em escavações, poderão acarretar processos erosivos, principalmente no momento de
instalação do empreendimento.

3.7.2 Objetivos do PMPE

A) Objetivo Geral

Prevenir, identificar, controlar e monitorar os processos erosivos gerados


pela implantação do empreendimento, cuja intensidade tenha efeitos negativos sobre as
estruturas do empreendimento e ecossistemas vizinhos.

B) Objetivos Específicos

• Identificar e classificar previamente as áreas mais críticas onde a


instalação de processo de erosão seja evidente;

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• Identificar o mecanismo gerador da erosão;

• Identificar os locais propensos à erosão onde se farão necessárias


intervenção de movimentação de terra por corte e/ou aterro;

• Acompanhar o processo construtivo; locais de cortes de taludes,


escavações e áreas de aterro, visando a identificação de início de
processos erosivos das áreas instáveis e dos sistemas de drenagem;

• Estabelecer a abrangência do mecanismo de erosão, através da


identificação das interações entre a área erodida, ou com potencial para
erosão, e áreas circunvizinhas;

• Definir os métodos de dispositivos de controle e estabilização de erosão e


do carreamento de sedimentos;

• Instalar e manter os dispositivos de controle e estabilização de erosão e


do carreamento de sedimentos nos processos existentes em áreas de
ação direta do empreendimento e em novos processos identificados
desencadeados por atividades desenvolvidas pelo empreendimento;

• Monitorar e avaliar, durante a fase de instalação e operação do


empreendimento, as áreas com dispositivos de controle de processos
erosivos instalados e áreas instáveis que possam gerar problemas na fase
operação do empreendimento;

• Monitorar locais de cortes de taludes, escavações e áreas de aterro quanto


ao risco de assoreamento do sistema de drenagem e corpos hídricos.

3.7.3 Metodologia e Descrição do Programa

Os procedimentos a serem adotados para prevenção e controle dos


processos erosivos podem ser subdivididos em quatro etapas, os quais estão descritos
abaixo:

Etapa I - Identificação e cadastramento das áreas com potencial à erosão,


ou processos erosivos já instalados, e movimentos de massa gravitacionais por meio de
atividades de campo;

Etapa II - Delimitação e identificação dos processos geradores e


deflagradores associados à erosão;

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Etapa III - Proposições e execução de medidas para impedir ou minimizar a
ocorrência de processos erosivos;

Etapa IV - Monitoramento dos eventos.

a) ETAPA I:

Nesta etapa, deverá ser realizado o levantamento preliminar dos pontos


passíveis de erosão por meio de inspeções de campo na área de interesse para o estudo.
Após a análise do terreno e marcação dos pontos passíveis de erosão, devidamente
georreferenciados e plotados em mapa, deve-se efetuar a categorização dos processos
erosivos dos locais observados.

Durante a visita, deverá ser efetuado o preenchimento de uma ficha de


campo que deve conter o máximo de informações possíveis de modo a possibilitar a
adequada identificação dos efeitos geradores de degradação no solo, bem como, facilitar
a análise e escolha dos procedimentos de controle dos processos erosivos. Esses
procedimentos devem ser realizados em caráter preliminar, com intuito de reunir
informações sobre a condição inicial da área, ou seja, anteriormente à implantação do
empreendimento.

b) ETAPA II:

Após a verificação da ocorrência de processos erosivos (Etapa I), deve ser


realizada a delimitação do processo erosivo ocorrente e a identificação dos fatores
geradores desses eventos para posterior acompanhamento dos mesmos. Esta etapa
deve ser efetuada durante visita de campo e no decorrer da implantação da obra, e visa
nortear a escolha das medidas necessárias ao controle da erosão. Todo local identificado
será georreferenciado, fotografado e descrito quanto sua característica e técnicas de
prevenção e recuperação.

c) ETAPA III:

Após a delimitação e identificação dos fatores geradores dos processos


erosivos (Etapa II), deverão ser propostas medidas mitigadoras adequadas à situação,
levando em consideração a declividade, a natureza ou a vazão de água que escoa em
determinado terreno. O controle da declividade sobre o processo erosivo é alcançado por
meio da diminuição da velocidade de escoamento.

O controle por meio da natureza do terreno se dá com a modificação da


cobertura pelo capeamento vegetal ou reforço da superfície, tornando-a mais resistente.

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Já o controle da vazão é obtido com desvio ou condução da água por caminhos
preferíveis em relação ao processo erosivo ocorrente.

d) ETAPA IV:

Após a execução das etapas anteriores deve-se proceder ao monitoramento


das intervenções realizadas, de modo que seja possível a comprovação da eficácia das
medidas implantadas ou a verificação da necessidade de aplicação de novas práticas de
controle mais efetivo de processos erosivos iminentes ou crescentes. As medidas de
monitoramento incluem visitas periódicas às áreas críticas, com análise visual da
situação observada, por meio do preenchimento da ficha de campo (modelo propositivo
a seguir) e emissão de relatório fotográfico a cada campanha de visita realizada. Indica-
se que o monitoramento, bem como a elaboração do relatório de acompanhamento, seja
realizado em duas campanhas anuais, ou seja, uma na estação de seca e outra na
estação chuvosa. Esse acompanhamento deve ser realizado durante a implantação da
obra e deve continuar por pelo menos dois anos ao longo da fase de operação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

Planilhas de campo serão utilizadas como instrumento de monitoramento,


permitindo o registro histórico que assegure um acompanhamento confiável da evolução
das atividades previstas neste Programa, bem como para a compilação dos dados de
rápida visualização para análise. Para cada indicador a ser monitorado serão definidos
parâmetros qualitativos e quantitativos a partir de bases conceituais que permitam uma
análise confiável. O ponto de registro deverá, preferencialmente, receber número
seguido de nome que permita fácil identificação do local de ocorrência.

Tabela 2.14. Modelo de Planilha de Cadastro de Pontos com Potencial de Ocorrência de


Processos Erosivos.
EROSÃO EROSÃO
PONTO COORDENADA - UTM DATA
POTENCIAL INSTALADA

FOTOS DO LEVANTAMENTO

DESCRIÇÃO MEDIDAS MITIGADORAS


(causas, condicionantes e mecanismos)

SOLUÇÃO ADOTADA DATA

FOTOS DA SOLUÇÃO

99
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Alguns métodos de controle de erosão visam simplesmente desviar as forças
que causam a erosão da superfície de interesse como a instalação de sistema de
drenagem para retirar o excesso de água que se acumula na terra durante o período de
chuvas intensas. Entretanto, métodos mais drásticos de controle da erosão são, por
vezes, necessários, especialmente em solos íngremes, pistas de areia ou áreas com
pouca sustentação natural.

As práticas conservacionistas de controle da erosão podem ser edáficas,


vegetativas ou mecânicas. As primeiras, comumente reunidas com o nome de “culturais”,
estão associadas com o sistema de cultivo. As práticas vegetativas são aquelas pelas
quais a proteção ocorre a partir de sua cobertura com plantas, prevenindo o impacto da
chuva sobre o solo descoberto ou fazendo barreira para retenção ou diminuição da
velocidade de escoamento da água das chuvas. A erosão pode ser controlada, ainda,
pela construção, por cortes e aterros, de estruturas artificiais que minimizem a velocidade
das enxurradas, como, por exemplo, nos canais de escoamento, nas bacias de captação,
e no terraceamento. O uso combinado das práticas conservacionistas resulta em controle
da erosão, conferindo manutenção e/ou aumento da fertilidade do solo quando esta
atividade pode contribuir com o proprietário da terra onde a intervenção irá ocorrer, e a
diminuição das perturbações ambientais, sobretudo do assoreamento de cursos d’água.

Dentre as técnicas e medidas de controle de erosão e assoreamento,


destacam-se:

• Regularização topográfica realizado em áreas com ocorrência de


voçorocas, onde as laterais deverão ser suavizadas, sendo a cobertura
vegetal imediatamente introduzida, utilizando-se as espécies herbáceas
pioneiras;

• Revegetação, conforme o Programa de Recuperação de Áreas


Degradadas (PRAD);

• Descompactação do solo por meio de operações mecanizadas deverá ser


realizada apenas em áreas onde houve selamento da superfície do solo
por ocasião das obras de instalação do empreendimento, excetuando-se
as áreas localizadas nas bases das torres. O rompimento da camada
superficial compactada deverá ser realizado preferencialmente por grade
pesada, ocorrendo concomitantemente o processo de revegetação da
área;

100
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• Em áreas com declive mais acentuado, deverão ser introduzidos terraços
para a redução da velocidade do escoamento superficial da água no intuito
de reduzir a intensidade de perdas de material da superfície, e
consequentemente o assoreamento de corpos d’água;

• Sistemas de drenagem e controle de erosão e contenção de sedimentos


nos canteiros de obra e estradas.

3.7.4 Indicadores

Os indicadores ambientais permitirão avaliar o desempenho do programa e


estão relacionados à ocorrência de formações no macro e micro relevo, cobertura da
superfície, atributos físicos do solo e à mobilização e deposição de sedimentos, conforme
explicitado a seguir:

• avaliação visual na faixa de servidão das vias e no entorno das áreas de


instalação de torres, para identificação de indícios do estabelecimento de
erosão linear, ou surgimento de voçorocas por erosão subsuperficial;

• avaliação periódica das condições de rolamento como erosão lateral,


corrugação ou depressão de trilha de rodas, das vias internas não
pavimentadas;

• quantificação dos níveis de eficiência dos dispositivos de controle e


estabilização de erosão e do carreamento de sedimentos instalados;

• manutenção do talude estabelecido após as operações de readequação


de áreas com erosão;

• avaliação da existência de sedimentos e do assoreamento dos cursos


d’água influenciados pela intervenção direta do empreendimento (cortes
de taludes, escavações e áreas de aterro).

3.7.5 Público-alvo

O público-alvo do programa engloba a população estabelecida na Área de


Influência Indireta (AII), composta na Figura 2.10, em especial os proprietários de imóveis
rurais afetados pelo empreendimento, empresas contratadas para a construção do
empreendimento e o empreendedor, prefeituras municipais, órgãos ambientais e
governos estaduais.

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3.7.6 Cronograma Executivo

As atividades deste programa deverão ser realizadas durante toda a fase de


instalação do empreendimento, devendo ser mantido por mais 1 (um) ano na fase
operação do empreendimento, assegurando que as ações de correção implantadas e a
proteção das instalações sejam garantidas.

3.7.7 Responsabilidade executiva

A execução do presente do PMPE é de responsabilidade do empreendedor


do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas
contratadas e subcontratadas.

3.7.8 Acompanhamento e Avaliação

O programa deverá ser acompanhado ao longo de toda implantação do


empreendimento, por meio de inspeções técnicas, e emissão de laudos e orientações
técnicas.

Como forma de avalição deverão ser elaborados relatórios mensais internos


para o empreendedor e semestrais para o órgão ambiental (SEMAR-PI).

3.7.9 Equipe de Execução

A execução das alternativas de controle de processos erosivos será de


responsabilidade da empresa construtora contratada para execução das obras de
engenharia do empreendimento, sendo a identificação, definição das técnicas de controle
ou correção e o monitoramento da eficiência das soluções aplicadas de responsabilidade
da equipe de gestão ambiental das obras, constituída dos profissionais indicados no
Tabela 2.15.
Tabela 2.15. Relação de Profissionais sugeridos

PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

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- Coordenação das atividades
- Identificação das áreas a serem
1 (um) Engenheiro recuperadas
Coordenador Técnico Florestal, Geólogo ou - Definição das medidas a serem
Geógrafo executadas
- Acompanhamento dos trabalhos
- Monitoramento das áreas recuperadas

Equipe de Técnicos - Acompanhamento dos trabalhos


monitoramento ambientais/florestais - Monitoramento das áreas recuperadas

3.7.10 Relação com outros programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

• Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR);

• Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).

3.7.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Shilton Pereira da Silva
Coordenador do Meio Físico
CREA - 1913485684

3.8 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE RUÍDO


(PMR)

3.8.1 Justificativa

Segundo a resolução 01 de 1990 do CONAMA, alterações excessivas nos


níveis de ruído dos ambientes estão sujeitas ao Controle de Poluição de Meio Ambiente,

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quando negligenciadas podem causar uma poluição nesses ambientes e assim alterar a
qualidade de vida das comunidades inseridas nos arredores do empreendimento.

Nos parques solares fotovoltaicos em operação, os ruídos produzidos pelas


placas solares e transformadores em funcionamento possuem basicamente origem
mecânica, com baixos níveis de ruído, provocando baios incômodo nas proximidades
dos empreendimentos. Segundo Aör (2014) a sensação de incômodo pode ocorrer a
partir do momento em que a fonte de ruído se torna audível, variando para cada indivíduo
e independente da intensidade do nível sonoro emitido.

Este plano está baseado nas normativas NBR 10.151/2019, as quais


estabelecem as condições exigíveis da aceitabilidade do ruído em áreas habitadas
visando o conforto da comunidade e níveis de ruídos para conforto acústico
respectivamente.

3.8.2 Objetivos

Garantir a manutenção de níveis ruídos adequados durante o período de


implantação do empreendimento.

3.8.2.1 Objetivos específicos

• Controlar a emissão de ruídos oriundos de máquinas, veículos,


equipamentos e atividades correlatas à operação;

• Garantir o gerenciamento adequado das emissões de ruídos;

• Assegurar o conforto acústico da população localizada nas proximidades


do empreendimento solar;

• Assegurar que a emissão de níveis sonoros decorrentes da atividade de


operação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola esteja de acordo com
a legislação.

3.8.3 Metodologia e Descrição do Programa

Este programa está baseado nas normativas NBR 10.151/2019, as quais


estabelecem as condições exigíveis da aceitabilidade do ruído em áreas habitadas
visando o conforto da comunidade e níveis de ruídos para conforto acústico
respectivamente.

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Cada ponto de ruído deverá ser amostrado uma vez em período diurno e uma
em período noturno. São definidos neste plano, oito (08) diferentes pontos de
amostragem de ruídos. Os pontos aqui listados (Tabela 2.17) são relacionados
principalmente a povoados localizados na área de entorno dos parques fotovoltaicos e
baseados nas amostragens realizadas nas fases anteriores do complexo solar
fotovoltaico, para que seja possível a análise de comparação de nível de emissão de
ruídos pré e pós operação, e avaliação de eventuais impactos das atividades de
operação dos parques solares sobre a população que reside nas proximidades.

Para as medições dos níveis de ruídos, um medidor de nível de pressão


sonora, devidamente calibrado, será utilizado para quantificar os níveis dos ruídos em
oito (08) diferentes pontos de controle.

Todos os valores medidos do nível de pressão sonora devem ser


aproximados ao valor inteiro mais próximo. Não devem ser efetuadas medições na
existência de interferências audíveis advindas de fenômenos da natureza (por exemplo:
trovões, chuvas fortes etc.).

O tempo de medição deve ser escolhido de forma a permitir a caracterização


do ruído em questão. A medição pode envolver uma única amostra ou uma sequência
delas.

No ponto de medição, será registrada a medição sonora indicada pelo


aparelho em um período de 5 minutos. Devendo ser realizado no período diurno e
noturno, para cada ponto/campanha.

No exterior das edificações que contêm a fonte, as medições devem ser


efetuadas em pontos afastados aproximadamente 1,2 m do piso e pelo menos 2 m do
limite da propriedade e de quaisquer outras superfícies refletoras, como muros, paredes
etc. Na impossibilidade de atender alguma destas recomendações, a descrição da
situação medida deve constar no relatório.

No exterior da habitação do reclamante, as medições devem ser efetuadas


em pontos afastados aproximadamente 1,2 m do piso e pelo menos 2 m de quaisquer
outras superfícies refletoras, como muros, paredes etc.

A operação do aparelho deverá considerar os seguintes parâmetros: a


determinação do nível de critério de avaliação – NCA, para ambientes externos está
indicado na Tabela 2.16.
Tabela 2.16: Nível de critério de avaliação NCA para ambientes externos, em dB(A).
Tipos de áreas Diurno Noturno

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Áreas de sítios e fazendas 40 35
Área estritamente residencial urbana ou de hospitais ou de
50 45
escolas
Área mista, predominantemente residencial 55 50
Área mista, com vocação comercial e administrativa 60 55
Área mista, com vocação recreacional 65 55
Área predominantemente industrial 70 60
Fonte: NBR 10.151/2019.

Tabela 2.17: Pontos amostrais para medição de ruídos.


Coordenadas
(UTM SIRGAS 2000 243)
Ponto Referência
X (m) Y (m)

CSFG RU01 Comunidade Estreito 795721 9086046


CSFG RU02 Comunidade Elisiê 795529 9087282
CSFG RU03 Comunidade Junco 797803 9086340
CSFG RU04 Comunidade Malhada 796526 9088262
CSFG RU05 Propriedade 1 792388 9080919
CSFG RU06 Propriedade 2 790958 9081871

As avaliações de conforto acústico serão realizadas periodicamente


baseadas em questionários aplicados aos residentes das comunidades lindeiras do
complexo solar fotovoltaico se constatados os índices de incômodos com relação à
emissão de ruídos.

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R-03

R-02

R-04
R-01

R-06

R-05

Figura 2.3. Distribuição dos pontos amostrais para medição de ruídos.

3.8.3.1 Ações e medidas

• Monitorar periodicamente os níveis de ruído a partir de pontos de controle


apresentados na Tabela 2.17;

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• Na avaliação de cada ponto, preencher protocolo específico de medição
sonora, utilizando o sonômetro para aferições diurnas e noturnas do nível
de ruído, conforme metodologia;

• Manter pontos de controle de ruído junto às comunidades próximas ao


empreendimento, a título de verificar possíveis alterações nos padrões
estabelecidos;

• Apresentação e análise de resultados, incluindo análise de dados


históricos de monitoramento de ruídos.

3.8.4 Indicadores

• Níveis de ruídos medidos (em decibéis);

• Índices de reclamações atendidas.

3.8.5 Público-alvo

O público-alvo do programa engloba a população estabelecida na AII, em


especial os proprietários de imóveis rurais afetados pelo empreendimento.

3.8.6 Acompanhamento e Avaliação

A avaliação e o monitoramento serão apresentados através de relatório ao


semestral, devendo ser encaminhado à SEMAR-PI os resultados das respetivas
campanha do período.

3.8.7 Cronograma Executivo

Este Programa será executado no período de construção do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola, sendo executado durante quatro campanhas.

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Tabela 2.18. Cronograma das atividades do PMR do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola.

FASE DA OBRA (BIMESTRE)


PERIO-
ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

1ª Campanha Único
2ª Campanha Único
3ª Campanha Único
4ª Campanha Único
Relatório Campanha

3.8.8 Responsabilidade Executiva

A execução desse programa é responsabilidade do empreendedor,


considerando a participação de profissionais habilitados para execução das tarefas
supracitadas. Os relatórios de monitoramento serão desenvolvidos pela consultora
ambiental, considerando a revisão do empreendedor.

3.8.9 Equipe de Execução

A execução das atividades será executada por profissionais habilitados de


controle de processos erosivos será de responsabilidade da empresa construtora
contratada para execução das obras de engenharia do empreendimento.

3.8.10 Relação com outros programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

3.8.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Shilton Pereira da Silva
Coordenador do Meio Físico
CREA - 1913485684

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3.9 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS
DEGRADADAS (PRAD)

3.9.1 Justificativa

Para a implantação do empreendimento, será necessário, durante a fase de


obras, a remoção da cobertura vegetal e a movimentação do solo em diversos pontos da
sua área de influência, o que tende a promover a desestruturação e a exposição gradual
do mesmo à erosão. Verifica-se, portanto, a necessidade de definir previamente o
conjunto de medidas a serem adotadas na prevenção e mitigação destes impactos,
sendo que esses tendem a se manifestar de forma mais acentuada, nas áreas
escavadas, vias de acessos, aterros e bota-foras, bem como, nas instalações dos
canteiros de obras e alojamento.

A recuperação de áreas degradadas, oriundas de atividades previstas em


empreendimentos de instalação de sistemas fotovoltaicos de produção de energia,
baseia-se não só em determinações legais, mas também na necessidade do convívio
harmonioso entre atividades antrópicas e o meio ambiente.

O conjunto de atividades previstas no Programa de Recuperação de Áreas


Degradadas (PRAD) deve considerar as particularidades relacionadas ao fator gerador
do impacto e o efeito da degradação estabelecida sobre o equilíbrio de áreas
circunvizinhas. Este direcionamento é fundamental, sobretudo, para a maximização da
exequibilidade, eficácia e eficiência das ações de recuperação, considerando os
objetivos elencados no PRAD. Além disso, o programa deve estar balizado em diretrizes
dispostas na Instrução Normativa nº 4/2011 e na Resolução CONAMA nº 429/2011, as
quais estabelecem regras e parâmetros para a elaboração de projetos de recuperação
de áreas degradadas.

A remoção da cobertura vegetal com revolvimento e possibilidade de


compactação do solo são processos que ocorrem na implantação do empreendimento.
São impactos que ocorrem de forma mais intensa em pontos localizados, nem sempre
recuperáveis por serem ocupados com as estruturas construtivas e, portanto, sujeitas à
compensação. Têm, entretanto, caminhos temporários e entornos de áreas das obras
que requerem a elaboração de um programa que defina as diretrizes para a recuperação
dessas áreas degradadas, considerando a necessidade de preservação ambiental e de
recuperação mais rápida e eficiente como estabelece a legislação.

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A remoção de cobertura vegetal e de camadas do material superficial ou
escavações em maior profundidade expõem a superfície do solo aos efeitos
desagregadores da chuva e alteram o micro relevo, interferindo na infiltração de água no
perfil e favorecendo o escoamento superficial, fatores que contribuem para a perda de
solo na superfície. O aterramento e nivelamento de determinadas áreas de modo a
facilitar o trânsito de máquinas durante os estágios iniciais de instalação do
empreendimento, alteram completamente a configuração do sistema, levando a
condições inadequadas para o crescimento e desenvolvimento da flora, base de
sustentação e proteção da fauna silvestre, tendendo a comprometer o seu
restabelecimento natural. Ainda, os efeitos destas alterações podem ser potencializados
quando ocorridos em áreas de maior fragilidade ambiental, como é o caso das Áreas de
Preservação Permanente (APPs).

Nesse sentido, a elaboração do PRAD, com proposição de ações que


restabeleçam as condições ambientais o mais próximo possível daquelas observadas
antes da instalação do empreendimento é fundamental para minimizar o impacto da
atividade sobre o equilíbrio do sistema, bem como definir as atividades a serem
implementadas no que tange à recuperação das áreas a serem utilizadas no processo
construtivo, objetivando garantir o uso racional do solo, e minimizar a incidência de
processos erosivos.

3.9.2 Objetivos

3.9.2.1 Objetivo Geral

Recuperar total ou parcialmente as características das áreas alteradas ou


degradadas pela execução de obras durante a implantação do empreendimento de forma
a equilibrar o sistema afetado em condições mais próximas possíveis de seu estado
anterior.

3.9.2.2 Objetivos Específicos

• Identificação, caracterização e quantificação de áreas diagnosticadas


como alteradas ou degradadas, resultantes da implementação de
atividades previstas pelo empreendimento, bem como de seu fator
gerador;

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• Estabelecer a área de abrangência do impacto a partir da definição das
interações da área impactada com seu entorno, e definir estratégias de
recuperação das áreas degradadas ou alteradas;

• Promover o controle dos processos erosivos por meio de estabilização dos


terrenos;

• Reconstituir a vegetação nas áreas impactadas com o objetivo de


restabelecer o equilíbrio do sistema em condições ambientais mais
próximas possível daquelas anteriores à intervenção;

• Reintegrar as áreas degradadas à paisagem local.

• Recuperar aterros, bota-foras, áreas das instalações dos canteiros de


obras, alojamento, se cabível, áreas de empréstimo.

3.9.3 Metodologia e Descrição do Programa

Os procedimentos básicos deste programa consistem no item a seguir.

3.9.3.1 Localização e identificação das áreas

Serão alvos desse procedimento as áreas que forem submetidas a qualquer


tipo de degradação resultante de atividades previstas durante as obras da fase de
instalação, sendo elaborado um relatório simplificado, contendo a descrição do tipo e
grau de degradação. Essas áreas deverão ser posicionadas geograficamente e plotadas
em cartogramas contendo a sua localização em relação ao empreendimento.

3.9.3.2 Remoção de estruturas, máquinas, equipamentos e resíduos

Dessas áreas, deverão ser removidas as estruturas construídas com o fim


específico de apoio às obras, máquinas, equipamentos e resíduos e qualquer tipo de
entulho porventura existente nos terrenos a serem recuperados. Os resíduos sólidos
deverão ser destinados conforme Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e
Efluentes Líquidos (PGRS).

3.9.3.3 Regularização topográfica

O processo de regularização topográfica será realizado em áreas cuja


magnitude da remoção do material superficial ou do aterramento conduza a condição do

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relevo inadequada do ponto de vista do desenvolvimento de plantas ou da dinâmica dos
processos erosivos. A angulação dos taludes formados por ocasião das atividades de
corte ou aterro deve ser readequada preferencialmente ao mesmo nível de declividade
observado anteriormente ao início das obras. Em caso de impossibilidade, a
readequação deve acontecer de forma a evitar a potencialização da velocidade de
escoamento superficial, facilitando a drenagem da água na base do talude.

3.9.3.4 Sistema de drenagem

Esta etapa poderá estar presente ou não, dependendo do tipo de


recomposição topográfica a ser realizada e da necessidade de implantação de um
sistema de drenagem, sendo realizada apenas em terrenos onde houver formação de
depressões em que os movimentos horizontal e vertical da água sejam prejudicados.

3.9.3.5 Revegetação

Três sistemas de revegetação poderão ser utilizados em diferentes situações


de degradação: a implantação, o enriquecimento e a regeneração nativa.

Em uma mesma unidade podem e devem ser utilizados os diferentes


sistemas de recomposição de acordo com a existência ou não de cobertura vegetal e de
suas características.

A implantação é o sistema a ser usado em área bastante degradada e que


não conservam nenhuma das características bióticas das formações florestais ocorrentes
originalmente. Neste sistema todas as espécies serão introduzidas em ordem
cronológica de sucessão: espécies pioneiras, espécies secundárias iniciais e espécies
secundárias tardias ou clímaces, sob a forma de mudas.

O enriquecimento é o sistema a ser utilizado em área em estágio


intermediário de degradação, mantendo ainda algumas características bióticas e
abióticas da formação original, apresentando características de capoeira com espécies
de estágios iniciais de sucessão. Estas áreas sofrerão um acréscimo de espécies
secundárias ou clímaces sob a copa das espécies pioneiras que já ocupam a área, para
ampliar a biodiversidade e estabelecer diferentes cronologias de sucessão.

A regeneração nativa é usada em áreas pouco perturbadas. A regeneração


nativa poderá ser combinada com o enriquecimento de espécies de fase final do
processo de sucessão quando for notada a ausência de espécies típicas da região. Este
enriquecimento poderá ser efetuado por introdução de bancos de sementes ou

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estabelecimento de mudas advindas de um viveiro florestal de mudas nativas temporário
a ser implantado no empreendimento.

Na etapa de revegetação, deverão ser realizadas ações listadas a seguir.

3.9.3.5.1 Correção da fertilidade do solo

Depois de realizada a etapa de regularização topográfica e alocação de


drenos, se necessário, deverão ser realizadas as análises do solo, de forma a subsidiar
a aplicação de corretivos e fertilizantes necessários para o desenvolvimento da
vegetação pioneira, sem que haja problemas de perdas de elementos por lixiviação. As
amostras de solo a serem analisadas deverão ser compostas de aproximadamente 400
g de solo e coletadas da camada de 0-30 cm com o auxílio do trado ou pá de corte. Para
correção dos níveis de acidez do solo, deverão ser considerados os critérios de elevação
da saturação de bases, de neutralização da acidez trocável e de elevação dos teores de
cálcio e magnésio.

Os tipos e doses de fertilizantes utilizados dependerão dos resultados das


análises de solo realizadas e poderão variar entre as áreas a recuperar, devido aos
diferentes tipos de solo e relevo existentes em todo o Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola.

3.9.3.5.2 Recomposição da cobertura vegetal

No processo de seleção das áreas específicas onde serão desenvolvidos os


trabalhos de reabilitação, através de reintrodução da cobertura vegetal, da utilização de
técnicas de engenharia ou da aplicação conjunta das mesmas, será dada ênfase às
áreas terraplenadas em geral (estradas e caminhos de serviço; canteiros de obras a
serem desativados, dentre outras). Em tais áreas deverá se buscar a reintegração à
paisagem local.

• Escolha das atividades de recomposição.

Serão previamente definidas as atividades a serem implementadas em cada


sistema de revegetação a ser utilizado, distinguindo inclusive aquelas atividades
necessárias como apoio ou de atividades complementares.

Essas atividades vão desde o isolamento da área a ser recuperada,


passando pela retirada dos fatores atuantes de degradação; eliminação seletiva ou
redução de competidores; adensamento de espécies através da introdução de mudas ou
sementes; enriquecimento com mudas ou sementes de espécies que não foram

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encontradas, mas têm valor na caracterização do ecossistema regional; implantação de
módulo de mudas e sementes para servir como polo sucessional, proporcionando uma
diversidade dessas formações e definição da distribuição das espécies no campo e das
quantidades de indivíduos por área, formas de parcelamento e distribuição espacial dos
indivíduos nos locais onde serão plantadas as espécies selecionadas.

A recomposição da cobertura vegetal por plantio de mudas compreende:


realizar a seleção e a caracterização das áreas para plantio; indicar as espécies para
plantio; definir o modelo e o arranjo de plantio; avaliar a fertilidade do solo (análise de
solo); indicar a metodologia de plantio para cada área selecionada e programar as
atividades de manutenção e monitoramento do programa.

Nas áreas de maior suscetibilidade ao desencadeamento de processos


erosivos, como aquelas de maior declividade e dominadas por solos arenosos ou que
contenham horizonte B textural, a recomposição deverá ser realizada por meio de
semeadura em faixas, perpendiculares ao sentido do declive, das espécies herbáceas
pioneiras. Em áreas pouco ou moderadamente suscetíveis ao desencadeamento de
processos erosivos, com solos de textura argilosa à arenosa e declividade baixa à
moderada, o restabelecimento deverá ocorrer por semeadura a lanço das espécies
herbáceas pioneiras. Nas áreas de encosta, se for detectado algum tipo de áreas que
identifique “olhos d’água”, não será realizada nenhuma intervenção, devendo a
revegetação ocorrer de forma espontânea e a área deve ser protegida por cercamento
para evitar ação de animais no processo de brotamento e recomposição da vegetação
natural.

No caso de áreas protegidas, borda de talude ou margem de drenagem


natural, além dos procedimentos supracitados, deverão ser introduzidas espécies
arbóreo-arbustivas, havendo, porém, variação do porte em função da localização. No
primeiro caso, deverão ser introduzidas espécies de menor porte no sentido de evitar
possíveis danos as estruturas. Quando fora da área de domínio deverão ser introduzidas
espécies arbóreas sem restrição quanto ao porte.

Ainda, quando o fator gerador da degradação compreender a exposição de


taludes, em área não passível de regularização topográfica, cuja angulação potencializar
o escoamento superficial deverão ser introduzidas espécies arbustivas de alto poder de
estabilização da superfície, seguindo também o procedimento de semeadura em faixas.

• Espécies herbáceas sugeridas: Cynodon dactylon (Grama Bermuda) e


Cajanus cajan (Guandu).

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• Espécies arbóreo-arbustivas sugeridas: Croton sonderianus (Marmeleiro)
e Caesalpinia pyramidalis (Catingueira).

Não será utilizada no PRAD nenhuma espécie exótica ou que não tenha sido
registrada na região durante o levantamento e inventário fitossociológico da área do
empreendimento.

As espécies herbáceas descritas têm alto poder de adaptação a condições


de estresse hídrico e elevadas concentrações de sais no solo, e pelo rápido crescimento
e desenvolvimento, critérios essenciais para o restabelecimento da cobertura do solo. As
espécies arbustivas e arbóreas são nativas da região do semiárido nordestino. Croton
sonderianus (Marmeleiro) foi a espécie com maior número de indivíduos identificada no
Inventário Florestal realizado na região, com 452 indivíduos, indicando uma boa
adaptabilidade às condições edafoclimáticas da área. A indicação das duas espécies
referidas não exclui a possibilidade de plantio das outras espécies encontradas no
inventário, como o Caneleiro (Cenostigma macrophyllum Tul), árvore de 8-10 metros de
altura, espécie símbolo de Teresina, registrada na área com 162 indivíduos. Ou, ainda,
o Angico ou a Baraúna, espécies mais raras, mas de beleza estética na época da
floração.

As mudas das espécies arbóreas utilizadas deverão estar em perfeito estado


de sanidade. Deverá ser realizada a aquisição de um excedente de 20% em relação ao
número de mudas estimado, para reposição de possíveis áreas que apresentarem
problemas de pega. No caso da necessidade de cultivo das mudas este deverá ser
iniciado por ocasião do início das obras. Todos os procedimentos de produção das
mudas de Croton sonderianus e Caesalpinia pyramidalis estão disponíveis no Manual
Técnico da Caatinga: Conhecendo e Produzindo Sementes e Mudas (Associação
Caatinga, 2011).

A revegetação com espécies herbáceas pioneiras, em áreas onde esteja


prevista a semeadura em faixas, deverá ser realizada por meio da abertura de sulcos de
15 cm profundidade e 15 cm de largura, espaçados em 30 cm, com o auxílio de enxadas.
O corretivo e fertilizante deverão ser aplicados no fundo dos sulcos fazendo-se a mistura
deste com o solo movimentado, procedendo-se posteriormente a reposição do material.
A quantidade de corretivo e fertilizante aplicados no sulco deverá ser a metade da dose
total recomendada dividida pelo número de sulcos por área, aplicando-se o restante da
dose a lanço, conforme já descrito. As sementes de plantas pioneiras deverão ser
posicionadas a 2 cm de profundidade com abertura manual do sulco de semeadura. A
densidade de semeadura por linha deverá corresponder à quantidade total de semente

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por área dividida pelo número de linhas. A semeadura deve ocorrer estritamente por
ocasião do início do período chuvoso, de forma a evitar estresses por déficit ou excesso
de água. Nas demais áreas, a semeadura de espécies herbáceas deverá ser feita a lanço
em toda a área a ser revegetada.

Em áreas onde houver a necessidade de aterramento e compactação do


solo, processo provavelmente restrito aos canteiros de obras, e que não sejam mais
utilizadas por instalações previstas no empreendimento, deverá ser procedida a
descompactação mecânica por meio de subsolagem ou gradagem profunda. Uma vez
descompactado o solo, os procedimentos de estabelecimento de cobertura vegetal
devem ser imediatamente executados.

Outros procedimentos de recobrimento do solo poderão ser adotados, caso


haja necessidade constatada e reportada pelo profissional responsável pela execução
do PRAD.

As etapas previstas para a recuperação das áreas degradadas estão


definidas em uma sequência lógica, possibilitando a constante avaliação e readequação
das técnicas pré-estabelecidas. Neste sentido, o programa deve ser desenvolvido de
forma integrada, exigindo a participação continuada e interativa entre os profissionais
envolvidos tanto nas etapas de planejamento e como nas etapas de execução do
programa.

• Uso alternativo

Para áreas menores, impactadas pela implantação das obras do


empreendimento, e que estejam nas proximidades das moradias e com disponibilidade
de água, deve ser articulado com o proprietário a forma de revegetação, podendo-se
estabelecer que a recuperação do impacto provocado esteja associada ao seu
aproveitamento como área de produção de fonte de alimento para a pecuária, ou
realizadas ações mitigadoras e/ou de recuperação cênica ou plantio de fruteiras como
forma de cobertura vegetal.

As técnicas e os procedimentos a serem empregados na recuperação das


áreas degradadas deverão ser individualizados por setores. Devem-se respeitar as suas
características específicas quanto às formações vegetais, tipos de solo, declividades do
terreno, tipo de intervenção que originou a degradação, entre outros fatores.

Ao término da construção as áreas degradadas deverão ser trabalhadas de


modo que as suas novas condições se situem próximas às condições anteriores à

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intervenção, procurando-se devolver aos locais o equilíbrio dos processos ambientais ali
atuantes anteriormente, ou permitir a possibilidade de novos usos.

De forma resumida, a sequência de procedimentos para a recuperação das


áreas degradadas deverá considerar:

• forma de remoção e armazenamento do material vegetal e/ou horizonte


superficial;

• gestão equilibrada de efluentes e/ou resíduos sólidos;

• análise da topografia das áreas a reabilitar;

• readequação da rede de drenagem para a proteção dos taludes das cavas


das jazidas;

• reconformação e/ou sistematização do terreno, visando a amenização dos


taludes;

• recuperação das características físicas e químicas, através de práticas de


descompactação do solo e/ou adubação e calagem;

• análise da região fitogeográfica em que estão localizadas as áreas a


recuperar;

• seleção e definição do tipo de uso futuro das áreas a recuperar;

• análise da vegetação ocorrente na região de localização das áreas a


reabilitar;

• seleção de espécies vegetais a serem introduzidas;

• aquisição/produção de plantas;

• espalhamento do material vegetal e/ou horizonte superficial;

• atividades de plantio;

• atividades de manutenção das plantações.

Essas práticas, isoladamente ou de preferência em conjunto, em muito


contribuem para a prevenção e/ou mitigação de impactos nas áreas de exploração de
materiais e/ou de deposição de rejeitos, contribuindo de forma significativa na redução e
controle dos processos erosivos.

Áreas a serem recuperadas

a) Jazidas

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Para o caso de necessidade de importação de materiais de empréstimo para
as melhorias das estradas de acesso, preenchimento ou recobrimento de valas e
implantação de dispositivos de controle de erosão, e não houver jazida comercial na
região, a exploração desses materiais deverá ter a aprovação prévia do proprietário da
área onde se localiza a jazida, bem como ser licenciada pelos órgãos ambientais
competentes.

As atividades de extração deverão ser acompanhadas pelo responsável pela


gestão ambiental do empreendimento, visando à manutenção da qualidade ambiental da
área e a compensação e atenuação das adversidades geradas.

A seleção das áreas de jazidas a serem exploradas será feita pela construtora
em função das distâncias de transporte até o local de utilização do material. As áreas
serão previamente aprovadas pela fiscalização, e devidamente licenciadas junto ao
órgão ambiental. Deverão ser respeitadas as áreas de interesse ecológico (habitats
naturais e áreas de preservação permanente), evitando-se, sempre que possível, alterar
as condições naturais desses ambientes.

Para recuperação das áreas exploradas como jazidas, recomenda-se a


aplicação de métodos físicos (recomposição topográfica; sistematização dos terrenos;
leve compactação dos terrenos, para sua estabilização; recobrimento de toda a área com
a camada superficial de solo orgânico, anteriormente removida e estocada) e biológicos
(revegetação). Os métodos físicos deverão ser executados tão logo as áreas sejam
exploradas e os métodos biológicos deverão ser executados no início do primeiro período
chuvoso subsequente.

b) Bota-fora

Podem ser implantados bota-foras de dois tipos: temporários e permanentes.

Bota-foras temporários podem ser formados durante as escavações de valas


e cortes cujos materiais são utilizados para o recobrimento das valas e recomposição
dos taludes. Nesses casos, esses bota-foras deverão estar próximos ao local de uso, e
ser provido de dispositivos de controle de drenagem e contenção de sedimentos, visando
evitar o carreamento de material para os talvegues a jusante.

Bota-fora permanente poderá ser necessário caso haja grandes volumes de


material retirado e que não devam ser aproveitados no reaterro e cobrimento das valas,
tais como rochas e solos expansivos. Deverão ser dispostos em locais com aprovação
prévia do proprietário da área, precedidos de vistoria pelo responsável da gestão
ambiental, bem como ser licenciados pelo órgão ambiental.

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Na Figura 2.4 são apresentas as áreas destinadas para bota-fora dentro da
Área Diretamente Afetada (ADA), ou seja, dentro da área licenciada para implantação do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, demais áreas poderão serem definidas em
conjunto com a Prefeitura de São João do Piauí e/ou moradores no entorno, aproveitando
o material para corrigir pequenas áreas degradadas e estabelecer aterros em outras
obras próximas ao local do bota-fora.

A recuperação de áreas de bota-foras, de modo geral, deverá compreender


a regularização topográfica e a recomposição ou implantação de cobertura vegetal.

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Figura 2.4. Localização das áreas de bota-foras dentro da ADA do Complexo Solar
Fotovoltaico Graviola.

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c) Canteiros de obras e alojamento

O planejamento das instalações dos canteiros e do alojamento deverá


considerar a previsão, quando do término da obra, do possível aproveitamento da
infraestrutura pela comunidade local. Concluída a implantação do sistema, as instalações
dos canteiros de obras e do alojamento que não forem de interesse da comunidade local
deverão ser removidas, e o local deverá ser recuperado.

Os trabalhos de recuperação deverão ser previstos desde o início, mediante


a delimitação das áreas a serem trabalhadas nos canteiros e no alojamento e a remoção
e estocagem dos solos superficiais.

Terminada a obra, a desativação dos canteiros e do alojamento irá


considerar:

• Remoção dos detritos, restos e sobras de materiais de construção de


qualquer natureza e de entulhos provenientes das obras e da demolição
dos canteiros e do alojamento;

• Retirada dos pavimentos e pisos dos canteiros e do alojamento e do sítio


das obras, de modo a expor novamente o solo do local;

• Desativação e remoção de recipientes de acondicionamento de lixo,


combustíveis, lubrificantes e quaisquer materiais oriundos dos canteiros e
do alojamento;

• Desativação, desinfecção, demolição e aterramento dos dispositivos de


recepção e tratamento dos esgotos sanitários (fossas sépticas e
sumidouros) existentes nos canteiros e no alojamento.

Depois da remoção de todos os materiais e resíduos, a área deverá ser


preparada para ser revegetada, iniciando-se com a descompactação do solo mediante o
uso de escarificador (compactação superficial), subsolador (compactação profunda),
seguido de gradagem pesada (destorramento) e nivelamento do solo.

• Produção de mudas

O primeiro passo para a recomposição de áreas degradadas é a instalação


de um viveiro de mudas ou parceria com um viveiro existente na região, para garantir
suprimento ao plantios em áreas alteradas pelas obras, que se dará no período de
chuvas para reduzir custos de rega e facilitar a pega das mudas, utilizando mudas de

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boa qualidade e produzidas a partir de material genético diversificado, coletado na própria
área do empreendimento, atividade realizada na fase de desmatamento. Os plantios e a
sua manutenção e monitoramento deverão se estender ao longo de dois anos após a
conclusão das obras civis, contemplando o plantio com espécies e técnicas adequadas,
privilegiando as espécies nativas endêmicas, prevendo a incorporação do viveiro a
futuros projetos ou fonte de renda para morador local que tenha interesse na atividade
para disponibilização de mudas para projetos futuros.

Serão usados sacos plásticos escuros de boa qualidade como recipientes


para produção das mudas, atentando-se para a qualidade do substrato, que deverá ter
proporção expressiva de matéria orgânica (composto orgânico e/ou vermicomposto ou
esterco de curral curtido), com coleta local de material reprodutivo contemplando, no
mínimo, 20 (vinte) espécies da flora nativa relacionadas no estudo. As mudas serão
expedidas ao campo com altura mínima de 40 cm, com torrão de raiz comprovadamente
formado.

Após plantio definitivo nas áreas alteradas pelas obras, será realizada a
irrigação das mudas conforme necessidade avaliada em campo, usando para isso
estratégias diversas como carroças com tonéis com mangueiras acopladas, carro pipa
ou sistemas de gotejamento. As avaliações de sobrevivência serão feitas após os 30
(trinta) primeiros dias e, depois dessa data, trimestralmente, procedendo-se o replantio
sempre que a porcentagem de falha por área for superior a 10%.

• Modelo sucessional

O plantio, nesse caso, deve ter o máximo possível de diversidade de espécies


nativas, procurando-se recuperar tanto a estrutura quanto a dinâmica da vegetação
(RODRIGUES e GANDOLFI, 1998).

No processo de recuperação de áreas degradadas, é necessário conhecer


os padrões sucessionais, onde os diferentes grupos ecológicos de espécies ficarão
inseridos. A seleção das espécies que reiniciarão a sucessão deverá atender a um
conjunto de quesitos associados às condições hidro edáficas locais e de um máximo grau
de interação biótica que corresponderá a uma resposta adaptativa dessas espécies às
condições físicas e biológicas da região. Esses dados serão obtidos através dos
resultados de estudos fitogeográficos, bem como aqueles que vêm sendo apresentados
por Rodal et al. (1992) em seus estudos nas áreas de Caatinga, como parâmetros

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comparativos e referências para o modelo de replantio e recuperação das áreas
degradadas delimitadas para o Projeto.

Serão escolhidas espécies vegetais de ocorrência local e em regiões com as


mesmas características das áreas a serem recuperadas. O instrumento para esta
seleção será o levantamento florístico disponível na literatura pertinente, aqueles
constituintes deste Estudo Ambiental e outros identificados em campo, acrescidos de
informações das características destas espécies, como definição das colonizadoras
pioneiras, secundárias ou clímax, processo reprodutivo, fertilidade e densidade no
ecossistema, buscando-se utilizar o maior número possível de espécie para assegurar a
diversidade necessária ao equilíbrio da área recomposta.

O plantio deve ser feito, preferencialmente, no início do período chuvoso, que


na região do Semiárido corresponde ao final de dezembro ou início de janeiro. Por
ocasião do plantio alguns, cuidados deverão ser tomados:

• Ao retirar a muda do saquinho, deve-se tomar cuidado para que o torrão


não quebre, danificando o sistema radicular. Após a remoção da muda, os
recipientes plásticos deverão ser recolhidos e dispostos em local
adequado;

• Realizar uma suave embaciamento ao redor da muda, por ocasião do


plantio, propiciando um melhor armazenamento de água;

• Ao plantar as mudas devem-se tomar o cuidado de não encobrir o caule


da planta, uma vez que isso pode causar morte das mudas por
afogamento;

• Colocar tutores nas plantas para evitar a quebra dos galhos.

• O replantio deverá ser realizado 45 (quarenta e cinco) dias após o plantio,


visando repor as mudas mortas.

A seleção de espécies pioneiras edáficas e de clareira que já apresentam


uma adaptação às condições adversas poderá permitir uma competitividade maior para
essas espécies do que para aquelas chamadas oportunistas e climácicas (REIS, 1993).

As distintas condições hidro-edáficas e as características ecológicas de cada


espécie devem ser parâmetros para definir sua escolha e poderão resultar em uma
recuperação onde o resultado será obtido de uma ação humana apenas inicial e que a
própria natureza se encarregará de finalizar o processo. Essa opção implica em um
processo mais efetivo e adaptado às condições locais e supõe-se muito menos oneroso.

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• Implantação de mudas

A implantação de espécies pioneiras como atração de dispersores e de


interesse econômico ou melífero deve ser uma opção no processo de recuperação. Na
composição da listagem de espécies a serem utilizadas, poderão estar incluídas espécies
nativas, frutíferas, melíferas, medicinais ou resiníferas não amostradas no levantamento
florístico, mas comprovadamente presentes na Caatinga da região. Espécies atratoras
de polinizadores têm como principal benefício o poder de atração para aves e morcegos
que, visitando estas espécies na nova área de plantio, devem trazer de áreas vizinhas
preservadas as sementes necessárias para o repovoamento com maior biodiversidade e
fomentar, também, a recuperação da fauna silvestre regional. Deve-se evitar espécies
de exploração madeireira, ou que sua exploração signifique o corte raso do indivíduo,
para não servirem de atrativos para a população local que venham a comprometer o
trabalho de recuperação.

Os modelos de plantio variam, entretanto, nas áreas a serem trabalhadas


serão utilizados os resultados de distribuição e espaçamento obtidos em estudos
fitogeográficos de áreas de Caatinga, procurando-se manter o resultado final o mais
próximo possível ao da composição vegetacional nativa da região.

• Monitoramento das áreas recuperadas

O processo de recuperação de uma área que recebeu muda de espécies


arbóreas exige que se faça o controle e o acompanhamento dos resultados obtidos. Esse
acompanhamento consiste em:

• adubação de cobertura em cada cova;

• coroamento e limpeza no entorno das mudas;

• replantio das mudas que se fizerem necessárias;

• realização de desbastes e podas;

• combate às formigas, inclusive nas redondezas, num raio de 200 metros,


até que se tenha controle total das formigas cortadeiras;

• correção e fertilização do solo das covas - além da adubação química são


de grande importância a incorporação de matéria orgânica ao material das
covas (usualmente esterco curtido).

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3.9.4 Indicadores

Os indicadores ambientais que permitirão avaliar o desempenho do programa


estão relacionados ao desenvolvimento da cobertura vegetal, a variações de atributos
morfológicos do solo e ocorrência de plantas e animais indicadores, conforme explicitado
a seguir:

• Percentual de emergência (brotação ou crescimento) de plantas;

• Percentual de pega de mudas;

• Percentual da superfície do solo coberto pela vegetação introduzida;

• Percentual de taludes corte/aterro estabilizados;

• Emergência de plantas espontâneas nas áreas em processo de


recuperação;

• Percentual de áreas recuperadas em relação ao total de áreas alvo do


PRAD;

• Percentual de áreas reintegradas em relação ao total de áreas alvo do


PRAD.

3.9.5 Público-alvo

O público-alvo do programa engloba a população estabelecida na AID, em


especial os proprietários de imóveis rurais afetados pelo empreendimento, empresas
contratadas para construção do empreendimento, empreendedor, prefeituras municipais,
órgãos ambientais e governos estaduais.

3.9.6 Cronograma Executivo

Este Programa será executado após a fase de terraplanagem e em paralelo


as atividades de implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

A avaliação e o monitoramento serão apresentados através de relatórios


semestrais durante a implantação do projeto. Após o início da fase de operação, será
confeccionado o relatório final e apresente junto à SEMAR-PI.

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3.9.7 Acompanhamento e Avaliação

A avaliação e o monitoramento deverão ser acompanhados ao longo de toda


implantação do empreendimento.

Como forma de avalição deverão ser elaborados relatórios mensais internos


para o empreendedor e semestrais para o órgão ambiental (SEMAR-PI).

3.9.8 Responsabilidade Executiva

A execução do presente do PRAD é de responsabilidade do empreendedor


do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas
contratadas e subcontratadas, caso seja aplicável.

3.9.9 Equipe de Execução

A construtora e empresas subcontratadas serão responsáveis pela


implantação do PRAD. O empreendedor, através do Programa de Gestão Ambiental, fará
o monitoramento do cumprimento das recomendações e diretriz de condução do
Programa. O Programa será executado por equipe especializada em reflorestamento em
Caatinga, a ser contratada pelo empreendedor.
Tabela 2.19. Relação de Profissionais sugeridos para o PRAD.

PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

- Coordenação das atividades


- Definição conjunta com a equipe técnica dos
Coordenador Técnico
métodos e técnicas de execução do programa;
Engenheiro Florestal ou
- Monitoramento da eficiência e
Agrônomo com
1 dimensionamento dos sistemas e trabalhos de
experiência comprovada
realizados.
em parques solares na
- Replanejar os protocolos de operação do
caatinga
programa, sempre que necessários, buscando
a efetiva recuperação da área degradada
- Monitoramento planilhado da execução do
Analista ambiental
plano;
Eng. Ambiental, Eng.
1 - Informar ao coordenador sobre problemas ou
Florestal, Agrônomo,
dificuldades no cumprimento das normas e
Geógrafo, Biólogo.
diretriz o programa.

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3.9.10 Cronograma executivo e relatórios

Este Programa será executado durante a fase final de implantação do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

3.9.11 Relação com outros programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

• Programa de Acompanhamento da Supressão Vegetal (PASV).

3.9.12 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Shilton Pereira da Silva
Coordenador do Meio Físico
CREA - 1913485684

3.10 PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DA


SUPRESSÃO VEGETAL (PASV)

3.10.1 Justificativa

A definição dos métodos de desmatamento e dos tipos de equipamentos a


serem utilizados na área de supressão vegetal devem seguir as recomendações do Plano
de Desmatamento Racional. Em todas as atividades de desmatamento racional existem
várias técnicas para a exploração e aproveitamento do material lenhoso, de acordo com
a tipologia florestal, o volume de material lenhoso ou restolhos vegetais existentes.

O levantamento florístico da área foi realizado através de um inventário


florestal utilizando-se um sistema de distribuição das parcelas de forma aleatória. As
parcelas foram plotadas de forma a representar os remanescentes florestais da área a

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ser desmatada. Este sistema de amostragem justifica-se porque a área apresenta
vegetação heterogênea com relação aos aspectos de tipologia e volumetria.

Considerando que o referido inventário florestal tem como objetivo principal


fornecer informações qualitativas e quantitativas de biomassa vegetal e a identificação
de espécies nativas da região, as parcelas foram dispostas em campo de forma a
contemplar todas as tipologias apresentadas na área.

Para os elementos amostrados nas parcelas, foram anotadas em fichas de


campo as seguintes variáveis: nome vulgar, diâmetro à altura do peito (DAP), diâmetro a
altura da base (DNB), medidos com suta finlandesa e fita métrica, e as alturas totais
estimadas com erro de 0,5 m.

3.10.2 Objetivos

a) Objetivo Geral

O Projeto de Desmatamento Racional objetiva inventariar os recursos


florestais na área do empreendimento, identificando e quantificando os mesmos através
de amostragem, servindo para subsidiar o plano de desmatamento racional,
especialmente as técnicas utilizadas na supressão vegetal, possibilitando o
detalhamento de todo o processo e metodologias a serem utilizadas, para a supressão
da vegetação da área do empreendimento, bem como dimensionar a necessidade de
mão de obra, equipamentos, acondicionamento, transporte e destinação final de
restolhos vegetais oriundos da supressão vegetal.

3.10.3 Metodologia e Descrição do Programa

3.10.3.1 Técnica de desmatamento e limpeza da área

A vegetação a ser suprimida para a implantação do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola será executada de forma racional, de modo a afugentar os animais
silvestres, minimizando os impactos ambientais do processo.

A definição dos métodos de desmatamento e dos tipos de equipamentos a


ser utilizados na área do empreendimento deve seguir as recomendações do Plano de
Desmatamento Racional.

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Em todas as atividades de desmatamento racional existem várias técnicas
para a exploração e aproveitamento do material lenhoso, de acordo com a tipologia
florestal e o volume de madeira existente.

O volume de material madeireiro da área de supressão deverá ser estocado


e posteriormente cubados, resultando em um relatório a ser protocolado junto à SEMAR
assinado por profissional habilitado. Os galhos mais finos poderão ser triturados e
incorporados ao solo com o objetivo de enriquecimento.

Visando promover o afugentamento da fauna, o Plano de Desmatamento


Racional, referência para a supressão vegetal, prevê duas formas de desmatamento:
seletivo (de forma manual, utilizando foice e motosserra); e mecânico (com uso de trator
de com lâmina frontal e retroescavadeira para o destocamento dos troncos das árvores
de grande porte).

3.10.3.2 Corte seletivo de forma manual

O primeiro trabalho a ser realizado no processo de desmatamento é a


supressão da vegetação de maior porte, de forma manual, através de corte seletivo com
uso de foice e Machado. Vale ressaltar que, no caso da necessidade do uso de
motosserra, este deverá ser cadastrado no IBAMA e a documentação deverá ser
anexada ao processo de supressão vegetal.

Os trabalhos de supressão vegetal deverão ocorrer sob a supervisão de um


profissional habilitado, tais como, engenheiro florestal ou biólogo, de forma a disciplinar
e orientar os trabalhadores sobre o modo de proceder, em caso de necessidade, o
resgate de flora, especialmente espécies ameaçadas de extinção como Astronium
fraxinifolium Schott ex Spreng. (Gonçalo Alves), caso haja a ocorrência, bem como os
cuidados necessários com algumas espécies de fauna que venham ocorrer à frente do
desmatamento, principalmente espécies de baixo poder de locomoção que necessitem
da captura e soltura em áreas preservadas.

3.10.3.3 Desmatamento mecanizado

O desmatamento e destocamento mecanizado serão realizados diretamente


com trator com lâmina frontal tipo retro escavadeira de pneu para realização do
destocamento, incluindo o arranque dos troncos das árvores de maior diâmetro. Esta
atividade será realizada após o corte seletivo. As máquinas deverão fazer os trabalhos

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de destocamento e desmatamento da vegetação sempre direcionada para áreas a serem
preservadas, evitando a formação de ilhas que poderão deixar animais isolados.

Um ponto que deverá ser levado em consideração, e que é muito importante


para a segurança dos colaboradores em campo e da população, é a possibilidade da
existência de cobras peçonhentas da espécie Micrurus ibiboboca (Coral-verdadeira),
escondidas nos restolhos vegetais. Sabe-se que o veneno da coral verdadeira ataca
principalmente o sistema nervoso da vítima, podendo causar parada cardíaca e
respiratória. Assim, é de fundamental importância a realização de um trabalho de
comunicação social, a fim de alertar a população do entorno sobre eventuais riscos, e
reduzir as chances de acidentes.

3.10.3.4 Tipologia vegetal e formas de desmatamento

A classificação das diferentes tipologias, vegetal ou florestal, na área do


desmatamento, permite o planejamento da utilização de máquinas e mão de obra
manual, de forma a melhorar a eficiência da supressão vegetal, reduzindo os custos e os
acidentes de trabalho.

3.10.3.5 Riscos de acidentes durante o desmatamento

A limpeza do terreno para implantação do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola é uma atividade perigosa e seus riscos inerentes podem ser classificados,
segundo SANT’ANNA (1992) em:

a) Riscos da operação, tais como rebote, queda de árvores, postura de


trabalho e projeção de cavacos (serragem) nos olhos;

b) Riscos do equipamento, tais como ruído, vibração, parte cortante, tanque


de combustível, parte elétrica e escapamento.

PINTO (2003) considera que os operadores de motosserra estão sujeitos a


três tipos básicos de risco: Riscos do meio ambiente – A terra, o sol, a água e o vento
constituem-se em arma potencial contra a segurança e a saúde do trabalhador, os raios
oferecem mais perigo no campo que na cidade; Riscos por ataque de animais – São
representados por animais peçonhentos (cobras, aranhas, escorpiões, abelhas,
mosquitos, etc.), bastante comuns nas diferentes regiões, podendo constituir-se tanto em
transmissores biológicos de diversas doenças, como responsáveis por ataques diretos
ao homem; Riscos mecânicos – Aqueles inerentes à utilização da motosserra e de outros
equipamentos necessários para a atividade.

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3.10.3.6 Prevenção de acidentes durante o desmatamento

As técnicas de corte de árvores aplicadas no desmatamento da área buscam


evitar erros, tais como o corte acima da altura ideal e o destopo abaixo do ponto
recomendado. Esses erros causam desperdícios excessivos de madeira, danos
desnecessários à floresta e uma maior incidência de acidentes de trabalho. O corte das
árvores considera o direcionamento de queda das árvores para proteger a regeneração
de árvores de valor comercial e facilitar o arraste das toras, evitando assim acidentes.

As árvores devem ser preparadas para o corte observando os seguintes


casos:

Verificar se a direção de queda recomendada é possível e se existe riscos de


acidentes, por exemplo, galhos quebrados pendurados na copa. Limpar o tronco a ser
cortado. Cortar cipós e arvoretas e remover eventuais casas de cupins, galhos quebrados
ou outros obstáculos situados próximos à árvore. Fazer o teste do oco. Para certificar se
a árvore está oca, o motosserrista introduz o sabre do motosserra no tronco no sentido
vertical. Conforme a resistência de entrada pode-se avaliar a presença e o tamanho do
oco.

Preparar os caminhos de fuga, por onde a equipe deve se afastar no


momento da queda da árvore. Os caminhos devem ser construídos no sentido contrário
à tendência de queda da árvore. Para árvores com tronco de boa qualidade (pouco
inclinado, sem sapopemas) e direção natural de queda favorável à operação de arraste,
utiliza-se à técnica padrão de corte. As outras técnicas, classificadas como "cortes
especiais", são utilizadas para as árvores que apresentam pelo menos uma das
seguintes características: diâmetro grande, inclinação excessiva, tendência à rachadura,
presença de sapopemas, existência de ocos grandes e direção de queda desfavorável
ao arraste.

A maioria dos acidentes no desmatamento (alguns fatais) ocorre na etapa de


corte das árvores. Para evitar tais acidentes, além das técnicas adequadas de corte,
deve-se adotar as seguintes medidas preventivas:

3.10.3.7 Construir caminho de fuga

A equipe de corte limpa a área em torno da árvore a ser extraída, removendo


os eventuais obstáculos como arvoretas e galhos quebrados. Em seguida, define e abre
o caminho de fuga, fora do raio provável de queda da árvore.

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3.10.3.8 Manter uma distância mínima entre as equipes

Quando duas ou mais equipes estão trabalhando em uma mesma área de


exploração, é necessário que mantenham uma distância mínima entre si de 100 metros.
Além disso, o gerente da exploração pode usar as informações do mapa do planejamento
para indicar onde as equipes devem estar posicionadas na floresta.

3.10.3.9 Uso correto do motosserra

As várias situações de risco durante o corte são derivadas do uso inadequado


do motosserra.

3.10.4 Indicadores

• Volume efetivamente suprimido em relação aos valores previstos no


inventário florestal, e autorizados pela SEMAR - PI.;

• Número de motosserras utilizados;

• Número de DDS realizados;

• Ausência de acidentes.

3.10.5 Público-alvo

Constituem-se os públicos-alvo deste programa: o empreendedor, as


empresas construtoras, os proprietários que receberão a madeira doada e o órgão
ambiental concedente da Autorização de Supressão Vegetal (ASV).

3.10.6 Acompanhamento e Avaliação

O programa deverá ser acompanhado ao longo de toda supressão vegetal


do empreendimento, por meio de acompanhamentos e orientações técnicas deste
programa.

Como forma de avalição deverão ser elaborados relatórios mensais internos


para o empreendedor e trimestrais para o órgão ambiental (SEMAR-PI).

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3.10.7 Responsabilidade executiva

Este programa é de responsabilidade do empreendedor, havendo


possibilidade de contratação de terceiros ou firmar parcerias/convênios com empresas
ou instituições aptas para executá-lo.

3.10.8 Equipe técnica

O corte propriamente dito deve ser executado por empresa ou equipe


treinada, e com equipamentos devidamente registrados no órgão ambiental competente.
Além disso, será obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para
todas as atividades constantes deste Programa, e alguns Equipamentos de Proteção
Coletiva, tais como fita zebrada, cordas e cones (se necessário).

A equipe de supressão vegetal deverá ser composta por:

• Coordenador de supressão vegetal;

• Analista de supressão vegetal.

3.10.9 Cronograma executivo e relatórios

As ações propostas no Programa de Acompanhamento da Supressão


Vegetal (PASV) serão implementadas de acordo com a Tabela 2.20.

Tabela 2.20. Cronograma das atividades do PASV do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola.

PERIO- FASE DA OBRA (BIMESTRE)


ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

Implementação Único
Execução,
avaliação e Mensal
monitoramento
Relatório Trimestral
Relatório final Único

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3.10.10 Relação com Outros Programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

• Programa de Educação Ambiental (PEA).

3.10.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do


Programa

___________________________________________
Euvaldo de Sousa Estrela
Coordenador de Flora
CREA - 715748564

3.11 PROGRAMA DE RECOMPOSIÇÃO DA


VEGETAÇÃO NATIVA (PRVN)

3.11.1 Justificativa

A implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola demandará ações


de supressão da vegetação nativa de porte arbustivo-arbóreo na área de instalação,
através de ações controladas e devidamente relatadas no processo de licenciamento
ambiental do empreendimento. Estas ações serão autorizadas pela Autorização para
supressão vegetal para uso alternativo do solo (ASV).

A legislação brasileira e do estado do Piauí preveem a obrigatoriedade da


reposição florestal para pessoas físicas ou jurídicas que explorem matéria-prima florestal
e detenham autorização de supressão de vegetação natural.

Por “Reposição Florestal” entende-se o conjunto de ações desenvolvidas a


fim de estabelecer a continuidade do abastecimento de matéria prima florestal aos
diversos segmentos consumidores, através da obrigatoriedade da recomposição do
volume explorado, mediante o plantio com espécies florestais adequadas (IBAMA, 2013).
Consiste em um processo de plantio obrigatório de árvores de espécies nativas, para,

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dentre outros fins, reparar danos causados ao meio ambiente ou como forma de
compensar o uso dos recursos naturais, no processo de licenciamento ambiental.

Espera-se que o processo de reposição possa não somente compensar os


efeitos causados à flora e biodiversidade na área de instalação, mas também contribuir
para a conservação dos solos e dos recursos hídricos na área de reflorestamento, assim
como a preservação da biodiversidade local.

3.11.1.1 Legislação pertinente

Este projeto visa atender as exigências legais de licenciamento ambiental,


foram seguidas as seguintes diretrizes e normativas legais:

• Lei Federal 12.651/2012 (Código Florestal Brasileiro): obrigação e


diretrizes gerais da reposição florestal em território nacional para detentores de
Autorização de Supressão Vegetal;

• Resolução CONEMA nº 3 de 11/10/2011: obrigação da reposição florestal


em território potiguar para detentores de Autorização de Supressão Vegetal;

• Instrução Normativa MMA nº 05/2009: procedimentos metodológicos para


restauração e recuperação de áreas;

• Instrução normativa MMA Nº 06/2006: Dispõe sobre a reposição florestal


e o consumo de matéria-prima florestal, e dá outras providências

3.11.2 Objetivos

O presente programa objetiva garantir a execução adequada da


Recomposição da vegetação nativa condicionada a Autorização de Supressão Vegetal
(ASV) do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, município de São João do Piauí - PI.

Com a implantação deste programa e a adoção dos procedimentos


propostos, pelo estabelecimento de uma nova área florestada, espera-se promover o
enriquecimento florístico da região e a reposição dos produtos florestais consumidos de
fontes não sustentáveis, renovando os recursos naturais, visando à melhoria das
condições ambientais locais e garantindo o abastecimento contínuo do estoque de
matéria prima florestal aos diversos segmentos consumidores.

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3.11.2.1 objetivos específicos

Desse modo, os objetivos específicos do Programa de Recomposição


Florestal são os seguintes:

• Planejar adequadamente a recomposição da vegetação da área


selecionada;

• Detalhar os métodos, atividades e procedimentos adequados e


necessários à execução e condução da recomposição florestal;

• Executar as ações de proteção da área e de plantios, em paralelo a toda


infraestrutura necessária;

• Manter continuamente ações de manutenção da área e plantios, sendo


ambos monitorados regularmente;

• Garantir a qualidade dos serviços de recomposição, através de supervisão


técnica do processo e atividades, de forma a atender às especificações
constantes no projeto de recuperação;

• Identificar a necessidade de ações corretivas e medidas complementares


pertinentes ao longo do processo, garantindo sua execução;

• Garantir a consolidação da recuperação florestal, prevendo adequações


ou alterações na estratégia de recuperação em caso de ineficiência da
estratégia adotada inicialmente;

• Utilizar a área como um centro de “Educação Ambiental”, desenvolvendo


atividades instrutivas e formativas (palestras, oficinas, cursos) voltadas à
preservação e conservação do meio ambiente, práticas de uso sustentável
de recursos naturais, aproximação com o ambiente natural dentre outras;

• Contribuir com a biodiversidade regional e para a preservação da biota na


região do empreendimento;

3.11.3 Metodologia e Descrição do Programa

De acordo com as diretrizes legais, a reposição florestal será efetivada no


estado de origem da matéria-prima utilizada, mediante o plantio de espécies
preferencialmente nativas à região de reposição. A elaboração do presente Projeto de
Reposição e atividades envolvidas consideraram todos os objetivos elencados,

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alternativas método-tecnológicas de recuperação, e a necessidade de gestão
permanente do processo, com controle de demandas de implementação das medidas
complementares.

Para o cumprimento dos objetivos propostos neste plano, serão plantadas


50.00 mudas nativas do bioma Caatinga, em áreas degradadas próximo ao
empreendimento, será necessário a execução das seguintes etapas abaixo:

• Formação de equipe técnica para orientação e gestão do processo;

• Proteção da área (cercamento da área);

• Construção do viveiro de mudas e estrutura para plantio;

• Desenvolvimento de mudas;

• Preparação e tratos culturais de pré-plantio: correção de solo, roteamento,


aplicação de hidrogel, retirada dos fatores de degradação; adubação;

• Plantios - Recomposição vegetal;

• Tratos culturais pós-plantio: coroamento, tutoramento, adubação,


irrigação;

• Construção e manutenção de aceiros (proteção contra incêndios);

• Replantio e adensamento (plantio de espécies em áreas com deficiência


de cobertura florestal);

• Monitoramento e avaliação permanente dos indicadores de


desenvolvimento vegetal;

3.11.3.1 Contratação e mobilização da equipe

A execução adequada do projeto de recomposição florestal, de forma a atingir


o objetivo demandado, depende da disponibilidade de insumos e materiais, e da gestão
técnica devida do processo. Desta forma, será priorizado a contração de profissionais de
gestão e coordenação com experiência técnicas em projetos de recuperação ambiental
de áreas degradadas e de recomposição florestal. A execução das atividades envolverá,
tanto quanto possível, auxiliares de campo, sendo devidamente capacitados para as
atividades demandadas.

Para a execução deste projeto, será necessária uma equipe técnica


compostas pelos seguintes profissionais (Tabela 2.21).

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Tabela 2.21: Lista de profissionais da equipe técnica.

Profissional Quantidade

Responsável técnico 1
Técnico de campo 1
Auxiliares de campo (plantio) 6

Na fase de plantio, será priorizado a contração de auxiliares de campo


(atividades executivas) que residam próximo à área do projeto de recomposição florestal,
oriundos das comunidades locais, sendo devidamente capacitados para as atividades
demandadas (plantio e tratos, manutenção de área). Além das ações em si, serão
capacitados sobre as espécies nativas da caatinga, em especial as mais adaptadas e
com potencial maior de sucesso para o processo de recuperação. Tanto quanto possível
aproveitados os conhecimentos dos mesmos a respeito do tema.

3.11.3.2 Proteção da área

A área da propriedade de recomposição deverá ser isolada contra a


interferência de agentes de degradação externa antrópica. Além da possível influência
negativa de animais de criação soltos no terreno, a proteção visa também inibir o trânsito
não controlado de pessoas no terreno e ações geradas ou acidentais como deposição
de resíduos, danos à vegetação regenerante e incêndios.

3.11.3.3 Correção e adubação do solo

As operações de preparo da área de plantio dependem basicamente das


condições físicas do solo, da topografia e da cobertura vegetal existente, e consistem na
eliminação das plantas invasoras e no preparo do solo para o plantio.

O preparo do solo é muito importante para possibilitar as condições ideais


para a semeadura, germinação, emergência das plântulas, e desenvolvimento das
culturas, produzindo um ambiente favorável ao desenvolvimento inicial dos novos
plantios. O preparo do solo será dividido e executado atentando as seguintes ações:

• Preparo primário: operações mais profundas e grosseiras que visam,


principalmente, eliminar e enterrar as ervas daninhas estabelecidas,
enterrar os restos de culturas anteriores e, também tornar o solo mais
friável;

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• Preparo secundário: são todas as operações subsequentes ao preparo
primário, como o nivelamento do terreno, destorroamento, incorporação
de fertilizantes, eliminação de ervas daninhas no início de seu
desenvolvimento;

O manejo da fertilidade do solo, envolvendo correção da acidez e adubação,


é um fator determinante do desenvolvimento do plantio de mudas nativas em projetos de
recomposição florestal. Entretanto, o emprego de fertilizantes e corretivos deve ser
criterioso e equilibrado, considerando que o uso do solo deve ser feito de forma a manter
sua fertilidade em equilíbrio com o meio ambiente.

Desta forma, deverá ser realizada de uma a quatro coleta de solo (composta),
as quais serão submetidas a análises químicas e físicas, incluindo os seguintes
parâmetros: densidade de solo, porosidade total, microporosidade, macroporosidade, Al
(alumínio), Ca (Cálcio), Mg (Magnésio), Na (Sódio), Al+H (Acidez potencial), CTCpH7
(capacidade de troca catiônica a pH 7,0), P (Fósforo), K (Potássio), V% (saturação por
bases), e MO (teor de matéria orgânica). De acordo com a análise dos resultados obtidos,
serão verificadas as necessidades de correção e adubação necessárias para a área de
Recomposição da vegetação nativa.

3.11.3.4 Construção do viveiro de mudas

Um viveiro para geração de mudas será construído dentro da área do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola. A manutenção local de um viveiro objetiva
proporcionar um ambiente adequado à germinação das sementes, ao crescimento das
plântulas e à formação de mudas sadias e bem desenvolvidas, num contexto ambiental
similar e próximo no qual serão plantadas, além de abrigar o material de germoplasma
vegetal oriundos da supressão vegetal.

A construção do viveiro observará todas as demandas estruturais e de


planejamento necessárias e tecnicamente indicadas ao desenvolvimento adequado de
mudas de espécies nativas. Serão observadas as seguintes diretrizes:

• Fornecimento de água a partir de local licenciado;

• O tipo de solo, que deve apresentar boas características quanto à


drenagem (textura, estrutura e profundidade) e deve ser isento de pragas;

• A exposição ou face do terreno, devendo ser evitada a face sul, que recebe
menor luminosidade e está sujeita a ventos frios;

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• A declividade do terreno no local de instalação deverá ser plana (evitando-
se, entretanto, o empoçamento de água) ou levemente inclinado, para
permitir o escoamento da água;

• Disponibilidade de energia elétrica, incluindo as demandas para instalação


de um sistema de irrigação.

3.11.3.4.1 Operacionalização do viveiro

O viveiro será operado no Sistema Operacional Setorizado, em alternativa


metodológica ao Sistema Tradicional, onde as mudas permanecem no mesmo canteiro
em todas as suas fases, recebendo os mesmos tratos culturais ao mesmo tempo.

Por sua vez, o Sistema Operacional Setorizado propõe um processo


dinâmico, onde as mudas são transferidas de canteiros de acordo com suas exigências
fisiológicas (adubação, irrigação, cobertura) e seu estágio de desenvolvimento. Este
método é mais recomendado para viveiros de médio a grande porte, permitindo
principalmente a economia de água e uma melhor utilização da área do viveiro.

Desta forma, as mudas serão geridas e movimentadas dentro do viveiro em


três setores, de acordo com a fase de formação em que se encontram: germinação,
crescimento e rustificação. Cada um desses três setores vai receber um manejo
diferente, basicamente em relação à irrigação e cobertura das mudas.

3.11.3.4.2 Canteiros

Os canteiros de mudas poderão utilizar as dimensões de 1,0 metro ou 1,2


metro de largura e comprimento variável até 10 à 20 metros, conforme o projeto de
instalação a ser elaborado. Serão separados entre si por caminhos de 0,60 m para
passagem de carrinho de mão. Entre dois grupos de canteiros, deve ser considerado
uma rua com 3,5 m para acesso de veículo durante o transporte das mudas para plantio.

A orientação preferencial dos canteiros será na direção leste-oeste, para


melhor incidência dos raios solares, ou no sentido das águas, para facilitar o seu
escoamento. As mudas serão distribuídas dentro do canteiro, separados por ruas com
cobertura (seixo, britas) para que seja evitado o acúmulo de água superficial, o qual
consiste em um fator favorável ao aparecimento de pragas e doenças para viveiro
florestal.

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3.11.3.4.3 Cobertura

Na fase de germinação, crescimento inicial e repicagem (transplante), as


plântulas são muito sensíveis à variação ambiental, sendo necessário o emprego de uma
cobertura para controlar a umidade e a temperatura, protegendo as plântulas da
incidência direta dos raios solares e da ação dos pingos de chuva e de irrigação.

A cobertura a ser utilizada será uma tela plástica denominada sombrite, que
possibilita níveis variados de luz. O sombrite que será utilizado é o que propicia 50% de
sombra, a ser aplicado sobre todo o viveiro. Sombrites serão aplicados também como
uma proteção lateral, principalmente nos lados voltados para leste e oeste para evitar o
excesso de insolação.

3.11.3.5 Desenvolvimento das mudas

O processo de geração de mudas para plantio na área de reposição deverá


observar os procedimentos e diretrizes que seguem.

As sementes devem ser, prioritariamente, coletadas ou provenientes de


matrizes próximas à área de recomposição, o que aumenta as possibilidades de
utilização de material genético compatível.

3.11.3.5.1 Embalagens

Pela estrutura do viveiro florestal ser temporária e direcionada a


Recomposição da vegetação nativa, serão utilizadas embalagens de sacos plásticos.
Eles são os recipientes mais utilizados em pequenos e médios viveiros; são de fácil
aquisição, têm menor preço, requerem pequenos investimentos e simplicidade no
processo de produção de mudas.

Devem ser perfurados na metade inferior para escoamento do excesso de


água. Um exemplo de embalagem bastante utilizada é de dimensões de 11,0 cm de
largura e 20,0 cm a 22,0 cm de altura, ficando com 7,0 cm de diâmetro e 16,0 cm de
altura depois de cheia com substrato, permitindo o cultivo de 204 saquinhos por m² de
canteiro.

As dimensões das embalagens podem variar em razão do tamanho da


semente, do crescimento inicial e do tempo de permanência em viveiro. As embalagens
devem ser maiores no caso de mudas de espécies de rápido crescimento permanecerem

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por mais tempo no viveiro. Deve haver atenção com a constante mudança de lugar dos
sacos (troca de setores) para evitar o enraizamento das mudas no chão do canteiro.

3.11.3.5.2 Sistema de irrigação

Serão instalados sistemas de irrigação por microaspersão, que podem ser de


acionamento manual ou automático. Este segundo sistema apresenta baixo consumo de
água, uniformidade na irrigação e economia de mão-de-obra. Os aspersores serão
selecionados em função da intensidade de precipitação que está relacionada com a
pressão de serviço e com o diâmetro de irrigação do aspersor, que para um bom
desempenho, deve ficar entre 1,5 e 2,5 atmosferas. O diâmetro efetivo de ação depende
da pressão de trabalho e da altura do bico ao solo, permitindo determinar a distância
entre bicos e entre tubos, que corresponde aproximadamente a 70% do diâmetro máximo
de ação.

Os micros aspersores de baixa vazão (60 a 160 litros/hora) e reduzido


tamanho de partículas de água são recomendados para a irrigação de sementeiras, para
o enraizamento de estacas e em casas de germinação. Os modelos de vazão mais
elevada (300 a 600 litros/hora) são usados em ambientes abertos, como será o deste
projeto.

Caso seja utilizado o sistema automático, serão programados por


temporizador ou realimentados por sensor de umidade. Um esquema completo é
formado por cisterna ou fonte d'água, conjunto motobomba, filtro de linha, bico de
microaspersor, sensor de umidade e painel de comando.

3.11.3.5.3 Substrato

O substrato possuirá características físicas e químicas adequadas para


garantir a germinação das sementes e um bom desenvolvimento da muda até a sua
completa formação no viveiro. As seguintes características serão consideradas, para se
utilizar um substrato de boa qualidade:

• Boa estrutura e consistência;

• Porosidade suficiente para uma boa drenagem da água das chuvas ou das
regas, além de boa aeração para as raízes;

• Boa capacidade de retenção de água, para evitar irrigações muito


frequentes;

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• Ausência de sementes, ervas daninhas, doenças e pragas;

• Características físicas e químicas homogêneas, para facilitar o preparo.

O substrato é constituído por uma mistura dos chamados componentes


principais, responsáveis principalmente pela sua caracterização física, complementada
por fertilizantes químicos. Será utilizado mistura de terra (de 60 a 70% do volume total)
e esterco de gado bem curtido (de 30 a 40%), com a adição de adubos minerais em
proporções adequadas, como substrato para a produção de mudas deste viveiro florestal.
A terra é responsável mais pela porosidade do substrato, enquanto o composto orgânico
garante uma boa estrutura, boa retenção de água e nutrientes. Este substrato é indicado
para mudas produzidas em sacos plásticos.

A terra deve ser preferencialmente retirada da camada subsuperficial de


solos sabidamente profundos, sendo eliminada a camada superficial de
aproximadamente 5 cm para evitar a presença de sementes de ervas daninhas. Não
havendo terra mais fértil, pode ser usada a terra de barranco ou subsolo, com boas
características físicas e praticamente sem sementes de ervas daninhas. Deve ser evitada
terra de solos muito argilosos, que compactam facilmente, e de solos arenosos, que são
pouco estruturados. A terra deve ser peneirada para melhor uniformização da mistura e
eliminação de cascalhos, torrões endurecidos, folhas, pedaços de raízes e outros

3.11.3.5.4 Dormência

Dormência é a estratégia reprodutiva associada a plantas que se regeneram


naturalmente a partir do banco de sementes do solo ou àquelas que precisam conservar
seu potencial de germinação até que condições propícias ocorram. É um mecanismo
natural que distribui a germinação no tempo, aumentando as chances de sobrevivência
da espécie. Os inibidores mais comuns são a presença de tegumento, que impede a
penetração de água e gases, e a imaturidade do embrião.

Em viveiros de pequena escala de produção, sendo a característica deste


projeto, a dormência das sementes duras e impermeáveis podem ser rompida de maneira
prática pela escarificação das sementes que permitem o manuseio, com o desponte com
tesoura ou o desgaste com lima chata. As sementes menores que não permitem o
manuseio individual podem ser esfregadas sobre uma superfície áspera ou cimentada,
com o auxílio de uma lixa ou pedra abrasiva. As sementes escarificadas e mergulhadas
em água se embebem rapidamente, iniciando a germinação. Já para se vencer a

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dormência do embrião imaturo basta fazer a semeadura indireta e aguardar o tempo de
germinação.

A gestão técnica do projeto indicará o melhor método para cada espécies que
ser semeada. Segue uma lista de métodos que podem ser usados para a quebra de
dormência.

• escarificação mecânica: raspagem do tegumento com lixa, ou qualquer


superfície abrasiva, para permitir a absorção de água pela semente;

• água quente: imersão em água fervendo, com tempo de tratamento


específico para cada espécie;

• escarificação química: emprego de ácidos (sulfúrico, clorídrico ou outra


substância química abrasiva) por um determinado tempo, seguido de
lavagem em água corrente para o rompimento do tegumento;

• estratificação: empregada em espécies com embrião imaturo, consiste no


tratamento úmido a baixa temperatura;

• lavagem em água corrente: algumas substâncias inibidoras solúveis em


água podem ser removidas pela simples lavagem das sementes em água
corrente:

• choque térmico: é feito pela alternância de temperaturas, variando em


aproximadamente 20ºC, em períodos de 8 a 12 horas.

3.11.3.5.5 Enchimento das embalagens

O viveiro contará com uma área coberta (barracão ou galpão) para


armazenamento do substrato e enchimento dos recipientes. O trabalho será feito em uma
mesa ou bancada. Os saquinhos plásticos podem ser preenchidos com funis (canos de
50 cm adaptados) ou com pás pequenas, devendo o substrato estar suficientemente seco
para facilitar a operação de enchimento. Durante o enchimento, o saco deve ser batido
levemente uma ou duas vezes para assentar bem o substrato. Os recipientes devem ficar
bem cheios e encanteirados na vertical, sem deixar espaços vazios entre si.

3.11.3.5.6 Semeadura

Será realizada o processo de semeadura direta, no qual é aquela feita


diretamente no recipiente onde a muda vai completar o seu desenvolvimento. A

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profundidade da semeadura tem como regra prática o dobro do diâmetro da semente.
Não é recomendada para espécies com sementes muito pequenas.

Na produção de mudas de árvores nativas, pode ser relevante a colocação


de mais de uma semente por embalagem para assegurar a germinação de pelo menos
uma das sementes. Podem ser colocadas até cinco sementes por embalagem, sendo
necessário um posterior raleamento para escolher a muda mais vigorosa.

3.11.3.5.7 Tratos culturais no viveiro florestal

Os tratos culturais serão as atividades rotineiras desenvolvidas no viveiro


florestal durante o processo de produção das mudas.

3.11.3.5.7.1 Raleio

É a operação de eliminação das plântulas excedentes em cada recipiente.


Deve ser feito assim que se possa manusear as mudas novas ou quando estas
apresentarem de um a dois pares de folhas definitivas. O excedente de mudas pode ser
aproveitado para transplante naquelas embalagens que apresentarem falhas de
germinação. A operação pode ser facilitada quando se faz uma irrigação, com
antecedência de duas horas.

3.11.3.5.7.2 Irrigação

Devem ser feitas de acordo com a necessidade, sempre observando o ponto


de murcha das mudas, evitando atingir o ponto de murcha permanente. Em dias quentes
de verão a irrigação deverá ser feita no mínimo três vezes por dia, mesmo que seja no
meio do dia. Como o saquinho não tem grande capacidade de campo, deve-se regar
constantemente. A quantidade de água deve ser suficiente para suprir bem as sementes
ou mudas, sem excesso.

No verão ou no período seco, as regas devem ser mais abundantes do que


no inverno ou na estação mais úmida. Nos viveiros de sistema estático, todas as mudas
são regadas com a mesma frequência; nos de sistema dinâmico, as etapas de
germinação, crescimento e rustificação são irrigadas com controle e conforme suas
necessidades.

3.11.3.5.7.3 Permeabilização do solo

O uso de uma terra mais argilosa pode causar o endurecimento da superfície


pelo ressecamento, sendo necessário afofar a superfície do substrato ou quebrar as

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crostas endurecidas, facilitando a emergência de plântulas e a permeabilidade. Essa
situação é corrigida com o uso de esterco peneirado, palha de arroz carbonizada ou o
emprego de cobertura morta sobre os saquinhos.

Quando há a formação de musgos, deve-se eliminar sua camada e verificar


se há excesso de irrigação ou de sombra, e falta de permeabilidade do substrato. Em
substratos bem formulados esses problemas não ocorrem.

3.11.3.5.7.4 Controle de pragas e doenças

Será realizado no caso de ataque crítico, que comprometa a produção do


viveiro ou de um lote específico de mudas. Serão realizadas vistorias diariamente,
objetivando acompanhar o estado fitossanitário das mudas, com erradicação dos focos
iniciais, eliminando-se as mudas afetadas e, se possível, controlando os agentes físicos
pré-condicionastes (umidade e luz). Especial atenção será dada ao controle de formigas
no viveiro.

3.11.3.5.7.5 Movimentação das mudas

O rodízio ou dança das mudas, além de atender ao critério da setorização,


visa também separar as mudas de tamanhos diferentes, evitando o sombreamento de
uma pelas outras. Isso é muito comum quando as mudas foram plantadas via semeadura
direta, a qual promove diferença no tempo da germinação e consequentemente tamanho
das mudas nos saquinhos próximos.

Nos viveiros de produção em sacos plásticos colocados no chão dos


canteiros, o rodízio das mudas de maior porte deverá ser realizado sempre que
necessário, com a finalidade de podar as raízes que tiverem atravessado as embalagens
e penetrado no solo. Se houver necessidade, deverá ser realizada também a poda da
parte aérea durante a movimentação das mudas.

3.11.3.5.7.6 Seleção de mudas

A seleção objetiva eliminar mudas atacadas por doenças, com deficiência


nutricional, de altura reduzida e com problemas de raiz. Devem ser selecionadas as
mudas bem desenvolvidas e de tamanho homogêneo, que devem ser novamente
encanteiradas.

As mudas em tubetes sofrem duas seleções: a primeira, antes da passagem


da área de germinação para a de crescimento, e a segunda, ao serem removidas para a

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fase de rustificação ou de expedição. Quando as mudas atingirem de 25 cm a 30 cm de
altura, estão prontas para o plantio.

3.11.3.5.7.7 Rustificação

Para que as mudas adquiram resistência e possam sobreviver em condições


adversas após o plantio, será feita a rustificação, através de cortes graduais da irrigação
nos últimos 15 a 30 dias antes do plantio, movimentação das mudas no canteiro
(considernado setor específico para rustificação) e poda da parte aérea ou redução de
até 2/3 na quantidade de folhas inferiores.

3.11.3.6 Preparação e tratos culturais de pré-plantio

3.11.3.6.1 Limpeza da área

Esta atividade deverá ser realizada, caso seja identificada a presença de


espécies infestantes (invasoras), no qual estão e poderão impedir o estabelecimento da
vegetação nativa a ser plantada. Deverão ser removidos os fatores de degradação, se
houverem.

Os auxiliares de campo serão treinados para que durante, a atividade de


roçada manual, consiga identificar os indivíduos arbustivos e arbóreos existentes a serem
preservados. Essa medida visa preservar e incorporar ao plantio essa regeneração já
estabelecida na área, respeitando-se os padrões de densidade e diversidade propostos
neste projeto.

Após a identificação dos arbustos e jovens árvores, deverá ser realizada a


roçada seletiva da área de intervenção, de maneira a desenraizar herbáceas infestantes
que possam competir com as mudas que serão plantadas e regularizar o terreno para o
plantio. Este trabalho deverá ser feito por meio de capina com roçadeiras costais
semimecanizadas ou trator com roçadeira. O material vegetal resultante deverá ser
deixado na própria área de intervenção para decomposição e incorporação da camada
orgânica do solo.

3.11.3.7 Plantios - recomposição vegetal

3.11.3.7.1 Método de recomposição florestal

As características ambientais da área de reposição serão determinantes na


definição do método de recuperação da cobertura florestal a ser adotado, principalmente

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em relação ao poder de resiliência (regeneração da vegetação), que está diretamente
ligado à distância aos grandes remanescentes de florestas nativas. A seguir são listados
e descritos os métodos possíveis de serem adotados. Ressalta-se que também poderá
ser adotado o consórcio entre vários métodos visando o melhor desenvolvimento e
rapidez da recuperação florestal, conforme avaliação na elaboração dos projetos ou
durante o monitoramento.

Conforme previsto na Instrução Normativa MMA nº 05/2009, dependendo das


condições da área original para restauração da cobertura florestal, podem ser adotados
diferentes procedimentos metodológicos ou métodos para restauração e recuperação da
cobertura florestal. A recomposição florestal será realizada com espécies nativas do
Bioma Caatinga, sendo aplicado o espaçamento de 2 x 2 metros (4 m²), chegando à uma
densidade de 2.500 mudas por hectare.

O Plantio deverá ser feito por meio de uma recomposição heterogêneo de


espécies nativas, de forma a gerar uma maior diversidade. Neste tipo de plantio se
manterá a proporção equivalente entre espécies pioneiras (adaptadas ao crescimento a
pleno sol) e não pioneiras (adaptadas ao crescimento a sombra) de 1:1, ou 50 % de cada
tipo, com a disposição das mudas seguindo esquema apresentado a seguir. Cada muda
de espécie pioneira deverá ser intercalada com uma muda de espécie não-pioneira
(Figura 2.5). A lista das espécies a serem utilizadas encontra-se na Tabela 2.22. A
seleção específica de espécies deverá sempre atender a maior diversidade possível,
atentando a especificidades biológicas e funcionais de cada táxons, conforme avaliação
técnica.

Tabela 2.22: Lista de espécies que serão implantadas.


Sucessão
Família Nome cientifico Nome comum
Ecológica
Anacardiaceae Schinus terebinthifolius Aroeira-do-sertão Pioneira
Anacardiaceae Myracrodruon urundeva Aroeira Secundária
Apocynaceae Aspidosperma pyrifolium Pereiro Pioneira
Capparaceae Capparis flexuosa Feijão-bravo Pioneira
Euphorbiaceae Croton blanchetianus Marmeleiro Pioneira
Euphorbiaceae Croton heliotropiifolius Velame Pioneira
Euphorbiaceae Jatropha curcas Pinha-manso Pioneira
Fabaceae Anadenanthera colubrina Angico Secundária
Fabaceae Bauhinia cheilantha Mororó Pioneira
Fabaceae Libidibia ferrea Pau-ferro Secundária

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Sucessão
Família Nome cientifico Nome comum
Ecológica
Fabaceae Mimosa caesalpiniifolia Sabiá Pioneira
Fabaceae Mimosa ophthalmocentra Jurema-de-imbira Pioneira
Fabaceae Piptadenia stipulacea Jurema-branca Secundária
Fabaceae Pityrocarpa moniliformis Catanduva Pioneira
Olacaceae Ximenia americana Ameixa Secundária
Rhamnaceae Ziziphus joazeiro Juazeiro Pioneira

Figura 2.5: Esquema de plantio do projeto de recomposição florestal obrigatório.

O crescimento das espécies pioneiras promoverá rapidamente proteção,


sombreamento e alterações físico-químicas no solo, favorecendo aquelas de
desenvolvimento mais lento e mais exigente em nutrientes. Recomenda-se que o plantio
seja realizado sem alinhamento ao longo do terreno a fim de produzir mata semelhante
a natural. A Recomposição da vegetação nativa deverá ser objeto de repasses com
espécies não pioneiras na medida do necessário.

As seguintes exigências deverão ser cumpridas no processo de plantio na


área de reposição apresentada:

• Plantar espécies ameaçadas de extinção;

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• No mínimo 80% da área submetida à reposição composta por espécies
nativas do ecossistema local, plantadas em um único bloco.

• 20% do total das mudas implantadas deverão ser de espécies atrativas


para a fauna;

• Nenhuma espécie pioneira deverá ultrapassar o limite máximo de 20% das


mudas utilizadas no plantio;

• Nenhuma espécie não pioneira deverá ultrapassar o limite máximo de 10%


das mudas utilizadas no plantio;

• Apenas o máximo de 10% das espécies implantadas pode ter menos de


12 indivíduos.

Além do método focal de plantio total controlado, conforme exposto,


diferentes situações encontradas durante o processo de reposição poderão requerer
métodos alternativos de plantio, a serem avaliados tecnicamente segundo cada situação.
Seguem possíveis metodologias a serem utilizadas, as quais deverão ter sua aplicação
avaliada somente no caso da ineficiência ou inviabilidade do método principal:

• Alternativa 1: plantio de mudas de espécies nativas em ilhas de


diversidade (nucleação) na densidade 600 mudas por hectare;

• Alternativa 2: plantio mecanizado de sementes de espécies nativas em


área total;

• Alternativa 3: favorecimento da regeneração secundária de espécies


nativas, prevendo o enriquecimento com mudas ou semeadura;

• Alternativa 4: implantação de forração vegetal herbácea (indicado para as


áreas originalmente desprovidas de floresta).

3.11.3.7.2 Seleção das mudas

O processo de reposição florestal atrelado ao empreendimento deverá a


utilização de espécies nativas do bioma Caatinga, prioritariamente aquelas indicadas na
Tabela 2.22.

As mudas utilizadas no plantio deverão ter altura mínima de 30 cm. Além do


tamanho, também deverá ser observada a qualidade das mudas, descartando-se a
utilização de plantas doentes ou mal formadas.

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Na inviabilidade ou insuficiência de uso de mudas a partir do viveiro
específico previsto para área pelo projeto, deverá ser considerada a aquisição de mudas
de viveiros florestais de espécies nativas da caatinga na mesma região. Para estes
casos, após o transporte das mudas dos viveiros de aquisição até a área de plantio, as
mesmas serão dispostas no setor de rustificação do viveiro local ou equivalente (viveiro
de espera), ficando estocadas sob condições adequadas como preparação para o
posterior plantio. Este processo de rustificação poderá ser realizado ainda na fase dela
no viveiro florestal do qual foram adquiridas, assim, estarão disponíveis para plantio à
medida que forem chegando na área do projeto.

As atividades de monitoramento das mudas no viveiro de espera incluirão o


controle de pragas, irrigação, regulação do grau de insolação (sombrite) e podas. Os
viveiros de espera são instalações de caráter provisório, que poderá ser desmontada
depois de sua utilização.

3.11.3.7.3 Atividades de plantio

3.11.3.7.3.1 Abertura e preparo das covas

Cada cova de plantio deverá ser respeitar no mínimo 30 cm de diâmetro por


30 cm de profundidade. Caso o solo da área seja muito raso, pedregoso ou seco, as
dimensões da cova podem ser de até 60 cm de diâmetro por 60 cm de profundidade
(Figura 2.6 e Tabela 2.7). Poderão ser abertas manualmente, com uso de ferramentas
ou broca-motorizada, ou com broca acoplada no trator.

Assim que abertas, será misturada à terra retirada a quantidade de calcário


calculada com base nas características analisadas do solo. Após, a cova será fechada
devendo se fechá-la novamente, sem compactar a terra (Considerar a aplicação do
hidrogel, caso seja realizada uma recomendação técnica). Deve-se fixar um tutor de
bambu ou material equivalente junto à borda da cova. Em seguida, a área da cova deverá
ser coberta com uma camada de composto orgânico ou serragem e ficará disponível para
plantio tão logo sejam terminados os trabalhos de preparação no setor (Figura 2.7).

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Figura 2.6: Exemplo de abertura de covas para plantio de mudas.

Fonte: GEOPI (2020).

Figura 2.7: Exemplo de preparo de covas para plantio de mudas.

Fonte: GEOPI (2020).

3.11.3.7.3.2 Hidrogel

O hidrogel, também conhecido como condicionador de solo, é um produto


importante nos plantios de mudas nativas na Caatinga. Ele tem a função de garantir um
suprimento de água extra por mais algumas semanas, mesmo após o encerramento das
chuvas, o que irá facilitar o pegamento das mudas e maior resistência ao primeiro período
de estiagem.

Caso o responsável técnico considere viável a aplicação do hidrogel, o


mesmo poderá realizar a aplicação de 500 a 1000 ml por cova, de forma a reduzir a
frequência de irrigação para um intervalo de três a cinco vezes ao mês (Figura 2.8).

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Figura 2.8: Exemplo de aplicação de hidrogel.

Fonte: GEOPI (2020).

3.11.3.7.3.3 Plantio de mudas

As mudas deverão ser plantadas de acordo com a proporção e densidade de


plantio previstas no projeto. Após a abertura das covas, as mudas deverão ser levadas
a campo para o plantio propriamente dito. Os lotes de mudas serão organizados em
travessas de acordo com a mixagem especificada, de modo que não ocorram duas
mudas da mesma espécie lado a lado,

O plantio deverá ser condicionado às condições meteorológicas da época em


que for realizado, devendo ser realizado preferencialmente durante ou imediatamente
após dias chuvosos, admitindo-se a solução técnica da irrigação quando houver
necessidade e possibilidade. Considerando as precipitações médias e históricas para a
região de São João do Piauí, indica-se o mês de dezembro como o período ideal para
início da fase de plantio.

No ato do plantio, deverá ser retirada a embalagem (saquinho ou tubete) que


envolve a muda, procurando-se evitar o destorroamento ou que a muda fique com a raiz
exposta. Caso as raízes tenham crescido demais dentro do vasilhame e se enrolado ao
redor do torrão, elas deverão ser podadas rentes a este, o que proporcionará um melhor
desenvolvimento estrutural da muda. Se o enovelamento for frequente nos lotes de
mudas estes lotes deverão ser trocados por lotes de mudas menores, tendo em vista que
o enovelamento das raízes prejudica fortemente o desenvolvimento das mudas.

Preparada, a muda deverá ser colocada na cova sobre uma pequena porção
de terra já misturada ao adubo químico. A seguir deverá ser adicionada terra ao redor da
mesma, tomando-se o cuidado para que a muda fique firme na cova. O colo da muda,
ao final do plantio, deverá estar rente à superfície do solo, ficando o torrão original da
muda coberto com uma pequena camada de terra.

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3.11.3.7.3.4 Tutoramento

O tutoramento das mudas deverá ser efetuado com estacas de bambu de


cerca de no mínimo 1,0 metro de comprimento, dos quais 30 cm devem ser fincados no
terreno para evitar quebra do tronco ou mau desenvolvimento causados pelo vento ou
chuvas intensas, além de uma melhor visualização das mudas nos trabalhos de roçada.
A amarração da muda ao tutor deverá ser feita com fios de sisal, em forma de um “oito”
amarrado no tutor e livre no caule da muda.

As mudas com copas exageradamente desenvolvidas deverão ser podadas


imediatamente após o plantio, de forma a direcionar o desenvolvimento estrutural da
parte aérea e diminuir a perda de água por transpiração, até que as raízes garantam a
absorção ideal.

3.11.3.7.3.5 Recobrimento com composto orgânico

Após o plantio das mudas, poderá ser adicionada uma camada de composto
orgânico ou serragem curtida de cinco a dez cm de espessura em cada coroa de muda.
Esta camada permitirá uma regulação da temperatura e umidade do solo na coroa da
muda, além de fornecer nutrientes durante a sua decomposição, estimulando seu
crescimento.

O composto orgânico utilizado poderá ser originário de material lenhoso


decomposto ou da picotagem dos resíduos vegetais. Posteriormente, o material vegetal
proveniente das capinas para controle das espécies infestantes deverá ser disposto
sobre o terreno e as coroas das mudas.

O excesso da terra retirado da cova, agora ocupada com a muda, deverá ser
espalhado num raio de aproximadamente 30 cm formando uma bacia (coroamento) e
propiciando, assim, o maior armazenamento das águas das chuvas.

3.11.3.8 Tratos culturais pós-plantio

Após o plantio inicial na área, ou em cada trecho da área, deverão ser


iniciadas e mantidas as ações de controle e manutenção elencadas, a título de garantir
a sobrevivência e vitalidade das plantas, e a efetividade do processo com um todo. O
monitoramento das formigas, pragas, trepadeiras e ervas daninhas e a substituição das
mudas mortas deverão ser atividades permanentes de manutenção e monitoramento da
área de reposição em processo de consolidação.

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3.11.3.8.1 Controle de formigas cortadeiras

O ataque de formigas cortadeiras se constitui de uma das principais causas


de mortalidade de mudas jovens. Este controle deverá abranger todas as áreas em
recuperação e olheiros localizados no entorno, tendo início pelo menos dois meses antes
do plantio das mudas, se estendendo até o terceiro ano após o plantio, quando as mudas
já terão porte suficiente para suportar eventuais desfolhamentos.

Caso seja identificado uma grande população de formigas cortadeiras,


deverá ser realizado um plano de monitoramento dessa população e, eventualmente,
caso necessário, um controle através da utilização de iscas granuladas, com certificação
da ANVISA. Recomenda-se a aplicação de 20 gramas de isca granulada comercial por
metro quadrado de formigueiro de saúvas (Atta spp.) e quenquéns (Acromyrmex spp.),
podendo esta dose ser de 30 gramas/m² quando a intensidade de infestação for maior
(Figura 2.9).

Figura 2.9: Exemplo de aplicação de formicida.

Fonte: GEOPI (2020).

3.11.3.8.2 Irrigação

Após o plantio das mudas, dependendo das condições climáticas, deve ser
prevista a necessidade de irrigação das áreas em recuperação, de modo a evitar a
mortalidade excessiva nos plantios. Poderão ser utilizados tratores com tanque,
caminhões-pipa ou mesmo motobombas para fazer a irrigação. Entretanto, recomenda-
se a irrigação automatizada por gotejamento noturno.

Enquanto os métodos de irrigação por superfície baseiam-se na irrigação de


toda a superfície do campo ocasionando o desperdício de água e a irrigação por
aspersão deixa as plantas úmidas e acarreta escoamento dos micronutrientes, a irrigação

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por gotejamento é melhor controlada. A mesma, contribui para uma maior economia de
água e redução de custo da irrigação, por unidade de área. A água é vagarosamente
fornecida a uma área específica, próxima às raízes da planta, por uma rede de
gotejadores e possui uma eficiência na ordem de 90% de aproveitamento da água
lançada ao solo.

O sistema de gotejamento é composto por emissores, denominados de


gotejadores através deles a água escoa após ocorrer uma dissipação de pressão ao
longo da rede de condutos. As vazões são usualmente pequenas, devendo variar de
acordo com a área a ser irrigada. Para culturas permanentes e de grande espaçamento,
tais como culturas de grande porte, os emissores são peças individuais que podem ter
uma ou mais saídas acopladas a linha lateral.

Deve ser realizar uma irrigação a cada três dias, com um valor aproximado
de cinco litros por planta (totalizando uma frequência de dez irrigações ao mês para cada
cova). Deve-se manter essa frequência durante o primeiro ano de plantio, reduzindo e/ou
paralisando durante o período de maior precipitação na área. Ajustes dos volumes e/ou
frequência de irrigação ao longo do processo deverão ser efetivados somente após
avaliação técnica específica, com base nos resultados de monitoramento.

3.11.3.8.3 Adubação pós-plantio

A adubação no plantio de espécies vegetais nativas tem o objetivo de


favorecer o brotamento inicial das mudas. Posteriormente, as próprias plantas se
encarregarão de se desenvolver, naturalmente, graças à sua rusticidade, submetidas às
condições ambientais da região.

Na adubação de cobertura (pós-plantio), recomenda-se a aplicação de NPK


na proporção 4-14-8, ou uma dose, conforme os resultados da análise do solo. As doses
da adubação de cobertura consideram o volume de chuvas na região. Quanto mais
chuvas, menores as doses da adubação de cobertura, fracionadas em duas vezes. A
primeira dose aplicada três meses após o plantio; a segunda, seis meses após o plantio.

3.11.3.8.4 Coroamento e limpeza

Ao longo dos três primeiros anos do plantio, deverão ser realizadas no


mínimo três capinas ou coroamentos anuais, sempre que ocorrer reinfestação das áreas
trabalhadas por gramíneas ou outras espécies daninhas, com cuidado redobrado para
não atingir as mudas implantadas ou regeneradas pelos propágulos oriundos do próprio
banco de sementes ou da “chuva” de sementes promovida por espécies das matas

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próximas aos plantios. O material vegetal proveniente das capinas deverá ser disposto
no terreno e nas coroas das mudas. As entrelinhas deverão ser mantidas vegetadas e
baixas. Depois que os locais apresentarem maior sombreamento, a infestação por estas
espécies infestantes e daninhas tende a diminuir.

3.11.3.8.5 Poda

Durante os dois primeiros anos após o plantio poderá ser realiza poda de
formação nas mudas, isto é, deverão ser podados os brotos ladrões e os galhos
exageradamente alongados. O desenvolvimento das mudas e o índice de sobrevivência
deverão ser avaliados através das atividades de monitoramento.

3.11.3.9 Construção e manutenção de aceiros

Os aceiros podem ser naturais ou construídos. Cabe ao produtor fazer a


manutenção anual dos aceiros naturais que podem ser estradas ou cursos d'água. Há
também os que são artificiais, principalmente nas proximidades de reservas legais e de
áreas de pastagem. Os aceiros tem uma função específica de se reduzir os riscos de
propagação dos incêndios florestais, com adoção de medidas prévias para diminuir a
possibilidade ou a velocidade de propagação. Para este projeto de recomposição
florestal na fase de instalação e na fase de operação (fase de manutenção).

Fundamentalmente os aceiros podem ser classificados como faixas de terra,


de largura variável, sem cobertura vegetal viva ou morta, destinadas a quebrar a
continuidade do material combustível e deter a propagação do fogo. É uma técnica
embasada na eliminação de um dos componentes do triângulo do fogo, o material
combustível.

Conforme as ações previstas na prevenção e minimização dos incêndios, ora


ocasionados, os aceiros deverão ser construídos pelo empreendedor nas seguintes
condições e locais:

• Ao longo das divisas das propriedades rurais confrontantes com o


empreendimento de recomposição florestal implantado (projeto de um
aceiro linear que irá abranger os diversos confrontantes e os plantios
estabelecidos);

• Ao longo das estradas de acesso à área protegida.

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3.11.3.9.1 Largura do Aceiro

A largura do aceiro depende das condições locais, mas normalmente são


considerados o tipo de vegetação e a topografia. De forma geral quanto mais inclinado
for o terreno e maior a densidade da vegetação, proporcionalmente mais abrangente
deve ser o aceiro. A Tabela 2.23 relaciona as larguras que geralmente são utilizadas nos
aceiros com os seus locais de implantação (declividade do terreno).

Tabela 2.23. Dimensões dos aceiros por tipo de terreno.


Terreno inclinado
Tipo de vegetação do entorno Terreno plano
(Declividade > 50%)
Leve 4 a 12 metros 12 a 20 metros
Densa 12 a 20 metros 20 a 35 metros

Conforme indicado no cronograma deste programa ambiental os aceiros


deverão passar por procedimentos de manutenção periódicos, através da limpeza anual,
a ser realizada anteriormente ao período crítico de ocorrência de incêndios (meses de
setembro a dezembro).

3.11.3.10 Replantio

O replantio deverá ser iniciado somente após a conclusão de todo o plantio


do projeto de recomposição florestal, devendo ser realizado de acordo com avaliações
técnicas de monitoramento (Item 5.11). No qual será apresentado o percentual de
mortalidade da área e por espécie. Desta forma, serão indicados a quantidade de
espécies a serem utilizadas no replantio.

3.11.3.11 Monitoramento

Todas as atividades de recomposição florestal deverão ser objeto de


supervisão sistemática pela equipe técnica especializada. Essa supervisão garantirá que
as medidas de recuperação sejam implantadas de acordo com as especificações
constantes em projeto, identificando eventuais desvios e exigindo a sua correção.

Durante o período de implantação dos procedimentos de recuperação


ambiental, poderão ser verificadas situações não previstas que exijam a sua modificação.
Caberá à equipe de supervisão técnica a identificação oportuna de tais necessidades,

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agindo junto aos responsáveis pela execução dos trabalhos, para que os mesmos sejam
devidamente contemplados.

O monitoramento das áreas em processo de recuperação parte do princípio


ecológico de avaliação da área, a fim de verificar se os objetivos e metas de cada etapa
do processo estão sendo atingidos. A verificação in loco das áreas em recuperação será
realizada por avalição visual e por métodos de amostragem dos aspectos funcionais e
estruturais do ambiente. Serão avaliados fatores de degradação antrópica, degradação
por animais domésticos, pragas (formigas, lagartas), focos erosivos, espécies invasoras,
serapilheira, regeneração natural, condições do solo, e formação ambiental do entorno.

Quantitativamente, as áreas sob intervenção de recuperação ecossistêmica,


a aferição será realizada com o uso de quatro a seis parcelas permanentes de formato
retangular com dimensões de 200 m² (10 m x 20 m). Nestas serão avaliados dados de
riqueza, cobertura, fitossanidade, desenvolvimento e mortalidade, a partir da medição
individual de cada indivíduo (altura, diâmetro da copa e avaliação fitossanitária). No
interior de cada parcela, a avaliação da regeneração natural e cobertura do solo é
realizada através de quatro sub-parcelas amostrais de 4 m² (2 m x 2 m), distribuídas de
forma sistemática, totalizando 16 m² de área amostrada.

Caso a taxa de mortalidade em determinada área ou de determinada espécie


ultrapasse 10% nos primeiros 60 dias após o plantio, deverá ser feita a avaliação das
causas desta mortalidade, seguida de correção, se possível, dos fatores que levaram a
tal mortalidade, e replantio. Neste caso, deverá ser feita a determinação das espécies
que apresentaram menor mortalidade naquela situação específica, seguida de repasses
de plantio, em que deverão ser empregadas exclusivamente as espécies mais bem
adaptadas.

3.11.4 Indicadores

Os indicadores ambientais que permitirão avaliar o desempenho do programa


estão relacionados ao desenvolvimento da cobertura vegetal, a variações de atributos
morfológicos do solo e ocorrência de plantas e animais indicadores, conforme explicitado
a seguir:

• Percentual de áreas plantadas;

• Percentual de mudas plantadas/vivas;

• Percentual de mortalidade;

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• Percentual de cobertura vegetal;

• Percentual de diversidade;

3.11.5 Público-alvo

O público-alvo do programa engloba a população estabelecida na AII, em


especial os proprietários de imóveis rurais afetados pelo empreendimento, empresas
contratadas para construção do empreendimento e empreendedor.

3.11.6 Cronograma Executivo

Este Programa será executado durante em paralelo as atividades de


supressão vegetal do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

A avaliação e o monitoramento serão apresentados através de relatório


semestrais após o início da fase de instalação, será confeccionado o relatório final, para
a solicitar a emissão da Licença de Operação.

3.11.7 Acompanhamento e Avaliação

A avaliação e o monitoramento deverão ser acompanhados ao longo de toda


implantação do empreendimento.

Como forma de avalição deverão ser elaborados relatórios mensais internos


para o empreendedor e semestrais para o órgão ambiental (SEMAR-PI).

3.11.8 Responsabilidade Executiva

A execução do presente do programa é de responsabilidade do


empreendedor do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas
as suas contratadas e subcontratadas, caso seja aplicável.

3.11.9 Equipe de Execução

O empreendedor, fará o monitoramento do cumprimento das recomendações


e diretriz de condução do Programa. O Programa será executado por equipe
especializada em reflorestamento em Caatinga, a ser contratada pelo empreendedor.

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Tabela 2.24. Relação de Profissionais sugeridos para o Programa de Recomposição
Florestal.

PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

- Coordenação das atividades


- Definição conjunta com a equipe técnica dos
Coordenador Técnico
métodos e técnicas de execução do programa;
Engenheiro Florestal ou
- Monitoramento da eficiência e
Agrônomo com
1 dimensionamento dos sistemas e trabalhos de
experiência comprovada
realizados.
em parques solares na
- Replanejar os protocolos de operação do
caatinga
programa, sempre que necessários, buscando
a efetiva recuperação da área degradada
- Monitoramento planilhado da execução do
Analista ambiental
plano;
Eng. Ambiental, Eng.
1 - Informar ao coordenador sobre problemas ou
Florestal, Agrônomo,
dificuldades no cumprimento das normas e
Biólogo.
diretriz o programa.

3.11.10 Relação com outros programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

• Programa de Acompanhamento da Supressão Vegetal (PASV).

3.11.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do


Programa

___________________________________________
Euvaldo de Sousa Estrela
Coordenador de Flora
CREA - 715748564

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3.12 PROGRAMA DE RESGATE E
AFUGENTAMENTO DE FAUNA (PRAF)

3.12.1 Justificativa

O Programa de Resgate e Afugentamento de Fauna justifica-se por mitigar


os impactos resultantes do processo de supressão vegetal, contribuindo para a
preservação da biodiversidade da região.

A supressão de vegetação realizada para a implantação do empreendimento,


por exemplo, altera, direta ou indiretamente, os fragmentos de vegetação nativa,
modificando seu grau de isolamento, tamanho e forma. Afeta diretamente a fauna da
área suprimida e das áreas adjacentes, uma vez que os indivíduos deslocados pela perda
do habitat se refugiam no entorno e tendem a competir por recursos com os espécimes
destas áreas.

Dessa forma, o Programa de Proteção e Manejo da Fauna possui a premissa


básica de reduzir os impactos diretos sobre a fauna através de medidas mitigadoras,
cujos métodos serão adotados não só durante a supressão da vegetação e limpeza de
terreno, como também nas fases construtivas da obra, com o objetivo de minimizar a
perda direta de indivíduos da fauna e fornecer subsídios para ações emergenciais para
a prevenção de acidentes com a fauna e com trabalhadores que venham a ter contato
com a fauna, minimizando os efeitos da implantação e operação do Complexo Solar
Fotovoltaico Graviola.

Nesse contexto, a perda de habitats requer o redirecionamento da fauna das


áreas afetadas para áreas adjacentes, considerando que a capacidade de deslocamento
de algumas espécies impede que essas se dispersem para áreas seguras, aumentando
os riscos de acidentes no local de obras e vias de acesso. Assim, torna-se necessário
esse acompanhamento para o afugentamento e resgate de animais que, eventualmente,
não tenham condições de se deslocar para outras áreas ou que venham a sofrer injúrias
decorrentes das atividades inerentes à supressão.

Diversas espécies não toleram a presença do ser humano em seus


ambientes e evitam tal contato emigrando das áreas à medida que a ocupação humana
avança. Espera-se que esse impacto seja mais intenso durante a fase de instalação do
empreendimento, quando o número de pessoas circulando e o nível de ruído produzido
nas atividades construtivas serão maiores. Com a conclusão da fase de instalação,

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diversos agentes promotores do “afugentamento da fauna terrestre”, como a poluição
sonora e a intensa ocupação humana, serão cessados ou amenizados, permitindo
inclusive a recolonização de diversos ambientes adjacentes ao empreendimento.

É importante frisar que todas atividades relativas à fauna serão precedidas


de solicitação e obtenção da Autorização de Coleta, Captura e Transporte de Material
Biológico junto ao órgão ambiental competente, para realização dos métodos de coleta
e captura previstos.

3.12.1.1 Atendimento a Requisitos Legais

A realização do Programa observará os preceitos éticos e legais, observando


a legislação pertinente ao nível federal e estadual, visando o cumprimento legal e
eficiente de todas as atividades propostas. As normas legais de maior relevância ao
escopo do trabalho encontram-se elencadas a seguir.

Instrução Normativa do IBAMA n°08 de 14 de julho de 2017 - Estabelece os


procedimentos para a solicitação e emissão de Autorização para Captura, Coleta e
Transporte de Material Biológico (ABIO) no âmbito dos processos de licenciamento
ambiental federal.

Lei 5.197 de 03 de janeiro 1967 - Lei de Proteção à Fauna - Dispõe sobre a


proteção à fauna e dá outras providências.

Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 - Lei de Crimes Ambientais - Dispõe


sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao
meio ambiente, e dá outras providências.

CONAMA n°001 de 1986 e 237 de 1997 - Instruções que norteiam o estudo


ambiental e a avaliação de impacto.

Instrução Normativa IBAMA nº 146 de 10 de janeiro de 2007 - Estabelece


critérios e padroniza os procedimentos relativos à fauna no âmbito do licenciamento
ambiental de empreendimentos e atividades que causam impactos sobre a fauna
silvestre.

Instrução Normativa IBAMA nº 179 de 25 de junho de 2008 - Estabelece


procedimentos para espécies exóticas, destinação de animais e soltura de espécimes na
área original.

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3.12.2 Objetivos

O Programa de Proteção e Manejo de Fauna tem por objetivo geral o manejo


da fauna silvestre durante a fase de supressão vegetal e atividades construtivas para
implantação do empreendimento, minimizando o impacto direto sobre a fauna.

Os objetivos específicos consistem em:

• afugentar passivamente o maior número de espécimes de vertebrados


silvestres;

• instigar a fuga orientada de animais silvestres, que apresentem


capacidade de dispersão e locomoção, principalmente os de grande porte,
durante a fase de supressão vegetal;

• identificar e determinar possíveis áreas soltura dos animais capturados;

• resgatar animais silvestres que se encontrem incapazes de fugir por meios


próprios durante a fase de supressão vegetal.

• realizar a translocação da fauna, quando necessário, para as áreas de


soltura a uma distância que permita a segurança do animal e dos
trabalhadores;

• aproveitar cientificamente espécimes encontrados mortos na área do


empreendimento, para obtenção de dados quantitativos e qualitativos
sobre a fauna local;

• cercar e tamponar, durante o período de obras, as cavas abertas para as


fundações das torres;

• reduzir e/ou evitar acidentes e mortes de espécimes durante a fase de


implantação;

• levantar dados referentes aos parâmetros populacionais das comunidades


faunísticas, durante e após a implantação do empreendimento, verificando
a mudança ou não nos parâmetros populacionais entre estes momentos
distintos;

• aproveitar informações de importância científica que por acaso venham a


ser geradas pela atividade de resgate, e assim possibilitando a obtenção
de informações que tragam um melhor conhecimento sobre a fauna
silvestre local;

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• prover assistência veterinária aos animais silvestres acidentados. Em caso
de impossibilidade de retornar à natureza, encaminhá-los para zoológicos
e criadouros científicos; Confecção dos relatórios com a descrição dos
métodos, resultados e conclusões das análises.

3.12.3 Metodologia e Descrição do Programa

Muitos animais entram em estresse e sofrem frente às ações de captura,


transporte, manutenção em clínicas veterinárias, e aos próprios procedimentos de
soltura. Por essa razão, adotar-se-á a premissa de se evitar ao máximo qualquer contato
com os animais, sendo o resgate realizado apenas quando for confirmada a
impossibilidade de determinado animal se locomover ou se dispersar por meios próprios.

O PMF consistirá de atividades diárias de supervisão das atividades


relacionadas à supressão vegetal nas áreas de influência direta do empreendimento, de
maneira a minimizar os impactos gerados pela supressão vegetal, com o
acompanhamento diário nas atividades de supressão vegetal por equipe habilitada.

Este programa se baseia em onze ações: (I) procedimentos prévios ao


desmatamento (II) Frentes de supressão, (III) Afugentamento, resgate e soltura da fauna;
(IV) Supressão da Vegetação, (V) Implantação da base de atendimento à Fauna, (VI)
Resgate da Herpetofauna, (VII) Resgate de avifauna, (VIII) Resgate da Mastofauna, (IX)
Resgate de Invertebrados (abelhas, vespas e marimbondos, etc.), (X) Triagem,
Transporte e Armazenamento Temporário, (XI) Depósito de Material Biológico, conforme
detalhamento a seguir.

• Procedimentos prévios ao desmatamento

Antecedendo às atividades previstas para a instalação do empreendimento,


deverá ser solicitado, junto ao órgão ambiental (SEMAR-PI), a Autorização para Captura,
Coleta e Transporte de Fauna Silvestre, a qual será embasada nas informações contidas
no Plano de Trabalho, que será apresentado para subsidiar a emissão da referida
Autorização.

Anterior às atividades de supressão da vegetação, deverão ser ministradas


palestras direcionadas aos trabalhadores e demais técnicos responsáveis e envolvidos
nas obras. Essas palestras, apresentadas na forma de encontros no início das atividades,
deverão ser focadas na sensibilização dos trabalhadores com relação a conservação da
fauna, citando também as leis e punições da caça predatória. Além disso, deverão ser

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abordados temas como animais no contexto da obra, fauna silvestre local e importância
de não alimentar animais silvestres. Na Tabela 2.25, é apresentada sugestão de
conteúdo das palestras. As atividades previstas deverão ser desenvolvidas em aulas
teóricas e práticas de, no máximo, 40 minutos no início do trabalho, as quais deverão ser
acompanhadas de textos ilustrados com pouco texto, mas capaz de resumir os principais
tópicos abordados.
Tabela 2.25. Programa Geral das palestras para orientação dos trabalhadores envolvidos
nas etapas de supressão de vegetação.
MÓDULO DIA ASSUNTO
Tópicos em conservação do meio ambiente (relevância da conservação da

fauna e flora)
1 A Fauna da área de influência do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

Apresentação dos estudos já realizados.
3º A importância do resgate de fauna para a conservação da biodiversidade
Prevenção e protocolos de conduta em caso de acidentes com animais
2 4º
venenosos e peçonhentos

Paralelamente ao treinamento dos trabalhadores de supressão da


vegetação, será realizada a vistoria prévia das áreas que devem ser suprimidas, antes
de começarem as atividades de supressão vegetal e seleção da área de soltura. A
vistoria será executada pelo Método da Busca Ativa. Nesse tipo de técnica, procuram-se
indícios de refúgios de animais, como tocas de mamíferos, herpetofauna e ninhos de
aves. Quando esses refúgios são identificados, no caso de tocas de mamíferos, por
exemplo, utiliza-se um borrifo de amoníaco para que o animal se sinta incomodado e
abandone a toca, permitindo que a atividade de supressão vegetal ocorra normalmente.
No caso de ninhos de aves, a espécie é identificada e a área é isolada até que os ovos
eclodam e os animais abandonem o ninho. Quando esses refúgios se encontram
desocupados e inativos, eles são destruídos para que não venham a ser utilizados por
outros animais durante o processo de supressão.

Nessa fase, será definida a estratégia de afugentamento, selecionando, para


cada área a ser desmatada, a direção preferencial para o deslocamento da fauna e
realizando a seleção das possíveis áreas de soltura dos animais capturados. Deverá ser
levado em conta que o procedimento de soltura tem como objetivo principal a reposição
do animal ao seu ambiente, de modo a preservar a biodiversidade local, podendo ainda
haver dispositivos de controle dos espécimes soltos, considerando, principalmente, a
biologia e o comportamento sexual de cada espécie capturada, mitigando-se potenciais

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problemas ecológicos como, por exemplo, territorialismo, superpopulações e
incompatibilidade de habitats.

A escolha de áreas para conservação e refúgio da fauna deve estar


condicionada principalmente às condições de conservação da flora local e proteção
contra ações do empreendimento. A área para soltura dos animais capturados durante
os trabalhos de resgate deverá ser prioritariamente em áreas próximas à captura.

Para a seleção dessas áreas, deverão ser utilizados critérios básicos, como:
características vegetacionais (similaridades da vegetação entre a área de captura e a
área de soltura); estado de conservação; distância de áreas habitadas; existência de
recursos hídricos disponíveis; estradas e conectividade com outras áreas conservadas;
e formadoras de corredores de fauna.

No entanto, ressalta-se que a escolha definitiva da área (s) de soltura poderá


demandar visitas técnicas à região, e estar em consonância ao estabelecido pelo Órgão
Ambiental Estadual (SEMAR-PI).

• Frentes de supressão

Cada frente de supressão da obra deverá ter uma equipe de fauna


trabalhando em conjunto. Caso seja necessário o aumento de frentes de supressão, uma
nova equipe de fauna deverá ser alocada para acompanhamento da nova frente de
supressão. Para tanto, o órgão ambiental deverá ser comunicado e a nova equipe deverá
ser incorporada na Autorização para Captura, Coleta e Transporte de Fauna Silvestre. O
quantitativo de profissionais necessários é apresentado no item de Recursos Materiais e
Humanos.

• Afugentamento, resgate e soltura da fauna

Alguns minutos antes do início da supressão, o motor da retroescavadeira é


ligado, gerando ruídos em conjunto com a buzina, o que contribui para o afugentamento
da fauna residente na área. Também são utilizados apitos pelos biólogos, para auxiliar
no afugentamento da fauna. Quando a área é liberada para supressão vegetal, inicia-se
o acompanhamento juntos aos trabalhadores e máquinas, uma vez que a atividade de
supressão gera bastante ruído e tremor de terra.

Em função das atividades inerentes à supressão vegetal, como por exemplo,


movimentação de maquinário e trabalhadores, espécies de médio e grande porte, que
apresentem condições de deslocamento por iniciativa própria, tenderão a abandonar as
áreas de supressão, e até mesmo áreas muito próximas. Já para espécies de hábitos

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arborícolas e de locomoção lenta, animais fossoriais, e aqueles que não apresentam
comportamento de fuga será necessária a intervenção direta da equipe de resgate para
que se possa realizar o afugentamento ou a captura para posterior soltura a uma
distância que permita a segurança do animal e dos trabalhadores.

Nessa etapa, qualquer animal encontrado que não disperse por seus próprios
meios será coletado e armazenado em recipiente apropriado até que possa ser solto na
Área de Soltura pré-definida. No caso de os animais serem feridos durante a supressão,
eles serão imediatamente levados para receberem cuidados veterinários. Em caso de
óbito do animal, será avaliada a situação do material biológico e, estando em bom estado
de conservação, será conservado em formol 10% e levado para a coleção científica
designada na licença ambiental (autorização para manejo de fauna - AMF).

Caso a execução da supressão vegetal ocorra no período de reprodução das


aves, ninhos com ovos e/ou filhotes de aves encontrados serão isolados e a supressão
nesses locais será interrompida até que esses animais possam se retirar desse ambiente.
Ninhos com filhotes encontrados caídos serão realocados no local mais próximo do ponto
onde os mesmos forem encontrados, caso seja necessário cuidado veterinário, deverá
ser encaminhado para clínica veterinária parceira.

• Supressão da Vegetação

Após o afugentamento dos animais, será realizada a supressão e limpeza do


sub-bosque (espécies arbustivas). Nessa etapa, serão utilizadas novamente técnicas de
sonorização para afugentar a fauna remanescente. Além disso, a descaracterização do
habitat, através da supressão do sub-bosque, auxiliará no afugentamento da fauna
habitante do interior da mata.

Após as etapas descritas acima, inicia-se a fase de supressão das espécies


arbóreas. Nessa etapa do trabalho, acompanhada pela equipe de fauna, a área a ser
desmatada será cercada como forma de evitar que os espécimes se desloquem em
sentido contrário ao direcionamento desejado. Além disso, a equipe estará atenta à
presença de mastofauna, herpetofauna e avifauna as quais possam requerer
procedimentos de afugentamento ou resgate.

A equipe de fauna deverá atuar durante toda a fase de supressão de


vegetação para implantação do empreendimento e, deverá estar em frequente
comunicação com a frente de obra.

Os profissionais responsáveis pela supressão vegetal deverão interromper


sua atividade quando algum animal for encontrado, por solicitação da equipe de resgate

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ou, em sua ausência, solicitar a presença do profissional responsável para o
afugentamento ou, se necessário, para a devida captura. Assim, esforços serão feitos de
modo a possibilitar que os animais presentes na área de supressão se dispersem para
outro local, avaliação a ser feita caso a caso sob a responsabilidade do técnico que estará
acompanhando as atividades.

Os resgates propriamente ditos serão realizados apenas quando observada


a incapacidade de fuga dos animais. Ressalta-se que será priorizada a possibilidade de
realocação. Caso sejam verificados animais doentes, feridos e vitimados pelo impacto do
empreendimento e/ou outra causa, estes serão encaminhados e triados na base de fauna
móvel, e receberão os primeiros socorros pela equipe. Caso seja identificada a
necessidade de tratamento mais específico, os animais serão encaminhados a uma
clínica veterinária parceira, a ser definida no início do resgate.

Para cada animal resgatado, será feita uma ficha de acompanhamento com
informações como data, hora, espécie, tipo de manejo, local de soltura ou destinação,
registro fotográfico e detalhamento do atendimento veterinário, se houver, como
comprimento de corpo, cauda, orelha, peso, idade, sexo, maturidade sexual, gravidez,
lactância, lesões, deformidades, estado fitossanitário e outras informações pertinentes.

Caso seja capturado algum animal considerado ameaçado de extinção


constante da Portaria Federal nº 444/2014, a este será dado o mesmo tratamento
veterinário aos do mesmo grupo.

Em situações em que o animal vier a óbito, este deverá ser fixado e


acondicionado da maneira adequada ao grupo e enviada a uma Instituição de pesquisa
para recebimento da carcaça. Caso o indivíduo em óbito esteja em estado de
decomposição ou amorfo, este deve ser enterrado na área do empreendimento distante
a no mínimo 30 metros de corpos d’água e APP.

Ao final de cada relatório elaborado, serão apresentadas as cartas da


Instituição recebedora das carcaças, atestando o recebimento do material biológico,
contendo a espécie, número de indivíduos por espécie, número do tombo, data de
recebimento e nome do responsável.

Vale destacar que a equipe usará equipamentos de proteção individual, tais


como: calças grossas, perneiras, botas, camisas de manga comprida (quando for
necessário adentrar a mata), óculos, capacetes, luvas de raspa para procedimentos de
resgate e manuseio, além de luvas de procedimento ambulatorial, sempre que
necessário.

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• Implantação da base de atendimento à Fauna

Embora esse plano de trabalho priorize o afugentamento imediato dos


espécimes da fauna, sendo esperado uma baixa incidência de animais debilitados e
feridos, é indicada a instalação de Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS),
composto por um biólogo e um médico-veterinário.

Essa CETAS consiste em um local adequado e com instalações mínimas


para a atuação do biólogo e veterinário. Será disponibilizado um container com mesas e
cadeiras, nas frentes se serviços serão instaladas tendas, onde será realizada a triagem
dos espécimes capturados. Depois da avaliação pelo médico veterinário, o animal será
encaminhado para a soltura ou receberá atendimento emergencial.

Todos os animais que receberem atendimento, receberão alimento


adequado, água e repouso, antecedendo a soltura ou o envio ao tratamento específico
junto à Instituição parceira.

• Resgate da Herpetofauna

Para o resgate da herpetofauna (répteis e anfíbios), a equipe deverá estar


equipada com ganchos e pinções herpetológicos e caixas para serpentes, respeitando
todos os procedimentos de segurança necessários e utilizando perneiras
imprescindivelmente. Após análise clínica, os espécimes resgatados deverão ser ter
suas medidas corpóreas básicas tomadas e marcados com elastômero.

Os animais devem ser preferencialmente encaminhados para fragmentos de


mata próximos aos locais de captura que serão mantidos pelo empreendimento. No caso
de indisponibilidade de local para soltura imediata ou de o animal estar debilitado, este
deverá ser encaminhado para atendimento e a decisão do destino (soltura, instituição
científica, etc.) será feita pelo veterinário.

Caso a equipe de fauna seja comunicada sobre o encontro de serpentes no


entorno da obra, ela deverá se deslocar até o local informado, realizar a captura e
realocar o espécime para as áreas de soltura com vegetação similar, evitando que sejam
molestados ou mortos durante a implantação do empreendimento.

• Resgate de avifauna

Esse grupo faunístico é bastante diverso e composto por espécies de


diferentes nichos ecológicos. Apesar de possuírem a capacidade de voo, ocorrem
algumas situações no momento da atuação da frente de obra, como a existência de

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ninhos ativos no solo e em árvores, sendo necessária a inclusão deste grupo faunístico
no resgate de fauna.

A detecção de um ninho na área desencadeará medidas específicas por parte


dos biólogos, que serão aplicadas dependendo do local em que se encontra cada ninho:
no solo, ocos de árvores, copas altas ou arbustos.

Ninhos no solo, em vegetação aquática, tocas, valas e buracos, ou mesmo


em vegetações rasteiras e pastagens, serão inspecionados e monitorados para detectar
se existe atividade. Em caso de encontro de ninhos com ovos. A equipe de fauna irá
providenciar junto aos encarregados da frente de obras o isolamento e sinalização do
ninho e aguardar a eclosão.

Vale ressaltar que não haverá translocação e as atividades de obra serão


interrompidas no local, que será isolado, sinalizado e monitorado frequentemente até que
os filhotes estejam aptos ao voo.

O profissional deverá listar as espécies registradas na área e envolvidas na


atividade, anotando e classificando-as quanto ao grau de ameaça (MMA, 2003; IUCN,
2014), nível de endemismo, hábitos migratórios e guilda trófica.

• Resgate da Mastofauna

As atividades de afugentamento prévio deverão permitir aos animais a


chance de deslocamentos passivos para as áreas do entorno. No entanto, animais
feridos ou acidentados pelas atividades das obras serão aqueles alvos do resgate. A
captura desses animais deverá ser feita por uma equipe técnica capacitada,
acompanhada de auxiliares devidamente treinados para o manejo da fauna nativa.

O resgate será feito primordialmente por puçás, cambão e rede. Importante


lembrar que todos os envolvidos deverão portar os EPIs adequados. Após o resgate, a
mastofauna será condicionada em caixas de transporte apropriadas, encaminhada para
a base de apoio móvel e receberão atendimento veterinário, quando necessário.

Dependendo do tamanho do espécime, deverá ser empregado métodos de


anestesia pelo médico veterinário contratado.

A definição exata dos modelos de equipamento a ser utilizado ficará a cargo


da equipe de campo e dependerá da decisão de que animais deverão ser capturados, o
que, por sua vez, dependerá dos resultados da vistoria nos trechos com vegetação a ser
suprimida e do número de espécimes encontrados por terceiros.

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Os mamíferos capturados serão medidos, pesados, identificados e
catalogados em cadernos de campo e posteriormente em planilhas eletrônicas. Além das
medidas corpóreas padrão (VOSS & EMMONS, 1996), serão anotados dados de
condição reprodutiva, sexo e demais informações relevantes sobre a captura. A
identificação das espécies será realizada com o auxílio de literatura específica
(OLIVEIRA & LANGGUTH, 2004; GARDNER, 2008; BONVICINO et al., 2008; REIS et
al., 2011; FEIJÓ & LANGGUTH, 2013).

Antes de soltos, os espécimes incluídos na lista de extinção serão marcados


com brincos metálicos contendo códigos alfanuméricos, possibilitando a identificação e
acompanhamento dos indivíduos da população em possíveis recapturas.

• Resgate de Invertebrados (abelhas, vespas e marimbondos, etc.)

A equipe técnica de fauna não será responsável por realizar o resgate e a


translocação de insetos, tipo abelhas e vespas. Tal resgate deverá ser realizado por
profissionais experientes, a serem contratados quando houver ocorrências (apicultores e
afins).

Em caso de encontro com colmeias ou ninhos desses animais, o


procedimento da equipe técnica será cercar a área com fita zebrada, dando uma margem
de segurança, georreferenciar e contatar o profissional habilitado para remoção ou
translocação.

• Triagem, Transporte e Armazenamento Temporário

Quando capturados, os animais serão triados e terão seus dados biométricos


(peso, medidas corporais) e de identificação taxonômica anotados em ficha de campo.
Animais resgatados em boas condições clínicas serão soltos na mata do entorno, em
locais previamente selecionados para sua soltura com o auxílio do órgão ambiental
(SEMAR-PI) que dispõe de cadastro de áreas passíveis de soltura.

Animais feridos ou debilitados serão encaminhados à unidade móvel de


atendimento médico-veterinário. Para tal, os animais serão armazenados
individualmente de acordo com o seu grupo zoológico. Na unidade móvel, serão
realizados os procedimentos técnicos imediatos, evitando principalmente o trânsito e a
permanência desnecessária de pessoas não autorizadas ao manejo dos animais, a fim
de evitar estresse adicional e possíveis acidentes. Nesse momento, o carro deverá ficar
posicionado preferencialmente sob sombras das árvores a fim de evitar o calor do sol
excessivo e/ou evitar a ação da chuva.

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Os animais capturados não deverão permanecer por tempo prolongado,
sendo liberados para soltura o mais rápido possível. O veterinário contratado será o
responsável por avaliar o estado físico do animal e decidir pela liberação ou internação
do animal capturado. Os indivíduos com perfeitas condições serão soltos nos locais pré-
estabelecidos, devendo obedecer aos hábitos básicos de cada animal (diurnos ou
noturnos) influenciando assim o horário de soltura dos mesmos.

Se o animal apresentar alguma alteração física ou comportamental em


decorrência do desmate ou manejo, será medicado com primeiros socorros no local e
imediatamente encaminhado ao CETAS Do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

O transporte dos indivíduos será feito dentro de suas respectivas formas de


armazenamento. Deverá estar sempre presente, além do motorista do veículo, um
técnico habilitado ao manejo dos animais ou o veterinário responsável.

Exemplos de formas de transporte temporário são descritos abaixo:

Sacos de Pano: confeccionados em tecido de algodão macio, com costuras


reforçadas e um laço corrediço para amarrar uma das extremidades. Essa forma de
armazenamento proporciona maior conforto durante o transporte de alguns grupos de
vertebrados como, aves, répteis e mamíferos, restringindo principalmente os movimentos
bruscos. A espessura do pano também será variável de acordo com o tipo de animal a
ser armazenado.

Caixas “modelo Butantan”: utilizadas para armazenamento temporário de


répteis (serpentes de médio porte e lagartos de grande porte) durante o resgate. São
confeccionadas de madeira do tipo “MDF” de 2,0 cm de espessura. A caixa possui 12,5
cm de altura por 60 cm de comprimento e 50 cm de largura (12,5X60X50 cm); e é dotada
de uma divisória central, que divide a estrutura em dois compartimentos.

Cada compartimento possui respectivamente uma tampa de 24,5 x 19,5 cm


na face superior da caixa, que estão equipadas com duas dobradiças de metal e uma
trava de segurança. Toda a parte lateral da caixa está munida de furos de no máximo 0,5
cm de diâmetro, que facilita a ventilação pelos compartimentos. A parte interna apresenta
a superfície lisa.

As caixas de armazenamento dos répteis devem permitir pouca entrada de


luz para evitar o estresse causado por movimentos externos, proporcionando maior
conforto e principalmente segurança ao animal.

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Caixas de transporte de Mamíferos: As caixas de transporte para mamíferos
são de modelo tradicional utilizada para o transporte de animais domésticos de porte
pequeno e médio (por exemplo, cães e gatos).

Essas caixas são fabricadas de material plástico resistente de fácil


higienização, com 28 cm de largura, 36 cm de altura, 39 de comprimento (28 x 36 x
39cm), e possuem em uma das laterais uma portinhola e uma trava de segurança. As
caixas possuem furos em todas as laterais para perfeita ventilação do animal capturado.
Deverá ser utilizado também um pano escuro e fino para cobrir as caixas de mamíferos
durante o transporte, impossibilitando que o indivíduo observe o meio externo para maior
bem-estar.

Gaiolas Metálicas: As gaiolas metálicas comuns serão utilizadas para


armazenamento temporário de aves debilitadas e também durante o transporte para
Clínicas Veterinárias ou área de soltura. São fabricadas de aço e madeira, com
dimensões e formatos variados, comumente utilizados para aprisionar aves domésticas.
Durante o transporte, as gaiolas serão cobertas com um pano escuro, evitando o estresse
do animal com observações ao meio externo.

• Depósito de Material Biológico

Os animais mortos acidentalmente, que se julguem de interesse científico,


deverão ser armazenados de forma individual em sacos plásticos com suas respectivas
datas de coleta e números de registro para serem acondicionados temporariamente em
um freezer para conservação das principais características biológicas dos espécimes.

Após o término do Programa de Resgate, os espécimes deverão ser


encaminhados para a instituição pública de pesquisa fiel depositária, a qual deverá ser
estabelecido um convênio.

3.12.4 Indicadores

Para o conjunto de metas, serão utilizados os seguintes indicadores, como


forma de medir a implantação e a eficácia das ações:

• Número de animais resgatados com soltura em outra área;

• Número de animais feridos resgatados e encaminhados ao CETAS;

• Número de espécimes tratados clinicamente na base móvel;

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• Número de registro de animais mortos em decorrência das obras de
implantação do empreendimento;

• Número de espécimes encaminhados às coleções científicas;

• Número de espécimes soltos em área adequada.

3.12.5 Público-alvo

O público-alvo consiste no empreendedor, as empresas construtoras, bem


como colaboradores da frente da supressão e obra e demais funcionários, atores
envolvidos direta e indiretamente nas ações de afugentamento e resgate dos vertebrados
silvestres, a comunidade do entorno do empreendimento, universidades e instituições de
pesquisa e órgãos públicos de meio ambiente.

3.12.6 Cronograma Executivo

Antes do início propriamente dito do afugentamento e resgate de fauna,


devem ser executadas atividades de preparação do ambiente de trabalho, como a
aquisição de equipamentos, mobilização da equipe e o treinamento dos funcionários
envolvidos. As atividades relacionadas ao resgate de fauna geralmente deverão ser
iniciadas após a condução do resgate de flora nas áreas a serem suprimidas.

Estima-se que as atividades do trabalho de resgate da área do Complexo


Solar Fotovoltaico Graviola deverão se desenvolver em cinco meses. Esse período
deverá ser o suficiente para desenvolver satisfatoriamente todas as ações necessárias.

Tabela 2.26. Cronograma das atividades do PRAF do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola.

FASE DA OBRA (BIMESTRE)


PERIO-
ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

Avaliação e o
Diariamente
monitoramento
Relatório Trimestral
Relatório final Único

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3.12.7 Responsabilidade Executiva

A execução do presente do Programa de Resgate e Afugentamento de Fauna


é de responsabilidade do empreendedor do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola,
devendo ser adotado por todas as suas contratadas e subcontratadas.

3.12.8 Acompanhamento e Avaliação

O programa deverá ser acompanhado ao longo de toda implantação do


empreendimento, por meio de acompanhamento técnicos especializados.

Os resultados desse programa serão apresentados em forma de relatórios


mensais (enquanto durarem as atividades de supressão). Após o encerramento, será
confeccionado um relatório final compilando todas as informações e fazendo
considerações finais sobre os resultados obtidos.

O relatório deve ser realizado por profissional biólogo sênior especialista em


fauna silvestre, que descreverá os métodos aplicados em campo, o esforço amostral
(quando cabível), a descrição dos resultados brutos, análises estatísticas pertinentes dos
resultados contendo, no mínimo, riqueza e abundância. Esse relatório será
acompanhado pela Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), dos profissionais que
executaram o plano de resgate.

3.12.9 Equipe de Execução

Para a execução do programa, a equipe técnica deverá ser composta, no


mínimo, por profissionais da área biológica: biólogos e médicos veterinários. Estes
profissionais, além da execução técnica do manejo dos espécimes animais, deverão se
comunicar diretamente com os encarregados da frente de obra para atender aos
chamados de emergência e outras demandas relacionadas à fauna.
Tabela 2.27. Relação de profissionais envolvidos.

PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

Coordenador - Planejamento das atividades;


Biólogo sênior - Execução do afugentamento e resgate de
1
especialista em fauna fauna;
silvestre - Elaboração de relatórios.

- Prestar pronto-atendimento a animais que,


Veterinário 1 porventura, venham a ser encontrados
feridos;

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PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

- Providenciar o destino adequado desses


animais.

- Auxiliar nas atividades de campo previstas


Auxiliar de campo 2
no programa

3.12.10 Relação com Outros Programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa de Monitoramento da Fauna (PMF);

• Programa de Educação Ambiental (PEA).

3.12.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Emanuela Pereira e Silva Moura
Coordenador de Fauna
CRBio - 114.469/05 D

3.13 PROGRAMA DE MONITORAMENTO DA FAUNA


(PMF)

3.13.1 Introdução

Programas de monitoramento de fauna são de vital importância para o


conhecimento da Fauna local e medir o impacto gerado sobre as comunidades
faunísticas de um determinado empreendimento.

A execução do Programa de Monitoramento de Fauna do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola subsidiará medidas para impedir, mitigar e compensar os impactos
negativos, bem como aperfeiçoar os impactos positivos decorrentes de sua implantação.
O programa em questão pretende fornecer, diretrizes para o monitoramento da fauna,
além de subsídios para uma gestão adequada e racional, de forma que o

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empreendimento impacte o mínimo necessário durante sua implantação operação.
recomendadas, quando adotadas correta e antecipadamente, podem neutralizar e
minimizar os possíveis impactos negativos decorrentes das atividades de obras,
proporcionando interferências mínimas no ambiente local e evitando alterações
desnecessárias.

Nesse sentido, deve se focar em grupos faunísticos que atendem as


alterações ambientais que o empreendimento pode causar, sendo assim, optou-se em
monitorar a avifauna, a mastofauna e a herpetofauna.

3.13.2 Justificativa

O programa de Monitoramento de fauna Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola se justifica pela necessidade de se conhecer a fauna local qualitativamente e
quantitativamente e monitorar os impactos que a instalação e operação do
empreendimento trará a esta fauna.

3.13.2.1 Atendimento a Requisitos Legais e/ou outros Requisitos

O Programa descrito atende aos seguintes requisitos:

• Lei 12.651/12 – Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as


Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de
1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771,
de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida
Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências.

• Decreto 58.054/66, de 23/03/66 - Promulga a Convenção para a proteção


da flora, fauna e das belezas cênicas naturais dos países da América,
assinada pelo Brasil, em 27/02/40;

• Lei 5.197/67, de 03/01/67 - Dispõe sobre a proteção à fauna (alterada


pelas Leis 7.584/87, 7.653/88, 7.679/88 e 9.111/75; v. Lei 9.605/98,
Decreto 97.633/89 e Portaria IBAMA 1.522/89);

• Decreto Legislativo 74/77, de 30/06/77 - Aprova o texto da Convenção


Relativa à Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural (promulgado
pelo Decreto 80.978/77);

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• Lei 7.584/87, de 06/01/87 - Acrescenta parágrafo ao Artigo 33 da Lei
5.197/67, que dispõe sobre a proteção à fauna;

• Portaria IBDF 217/88, de 27/07/88 - Dispõe sobre o reconhecimento de


propriedades particulares como reservas particulares de fauna e flora;

• Decreto 97.633/89, de 10/04/89 - Dispõe sobre o Conselho Nacional de


Proteção à Fauna – CNPF (v. Lei 5.197/67);

• Portaria IBAMA 1.522/89, de 19/12/89 - Reconhece como lista oficial de


espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção (alterada pelas
Portarias IBAMA 45-N/92, 62/97 e 28/98);

• Lei 9.111/95, de 10/10/95 - Acrescenta dispositivo à Lei 5.197/67, que


dispõe sobre a proteção à fauna;

• Instrução Normativa 146/2007, 11/01/07 - Estabelece os critérios para


procedimentos relativos ao manejo de fauna silvestre (levantamento,
monitoramento, salvamento, resgate e destinação) em áreas de influência
de empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente
causadoras de impactos à fauna sujeitas ao licenciamento ambiental,
como definido pela Lei n° 6938/81 e pelas Resoluções CONAMA n° 001/86
e n° 237/97 Regulamenta as necessidades de revisão dos procedimentos
e critérios utilizados no licenciamento como instrumento de gestão
ambiental e desenvolvimento sustentável e melhorias contínuas, dentre
outras.

3.13.3 Objetivos

Este programa tem como objetivo geral prever o monitoramento da fauna de


vertebrados terrestres (anfíbios, répteis, aves e mamíferos) nas Áreas de Influência
Direta do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola. Os resultados destes estudos servirão
de base para futuras atividades de manejo e conservação, incluindo o estabelecimento
de parâmetros para minimizar os impactos adversos das atividades de implantação do
empreendimento sobre diferentes grupos animais, bem como analisar a situação
populacional das comunidades monitoradas, na fase de construção do mesmo. Para isto,
foram traçados os seguintes objetivos específicos:

• Monitorar a ocorrência das espécies de vertebrados nas áreas de


amostragem instaladas na área de influência do empreendimento,

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comparando a riqueza, abundância e diversidade entre as áreas de
amostragem e entre campanhas;

• Monitorar as espécies de fauna terrestre da Área de Influência do


empreendimento, durante as atividades de implantação e operação;

• Acompanhar possíveis interferências nos padrões de ocorrência das


espécies de fauna consideradas endêmicas, raras, exóticas, ameaçadas
de extinção, as de interesse cinegético e de importância econômica na
área de influência do CSF Graviola;

• Propor medidas mitigadoras e alterações do processo construtivo, ou de


etapas de manutenção, visando a não-interferência e/ou à minimização de
eventuais impactos sobre a fauna;

• Atualizar a lista das espécies presentes na área de influência do CSF


Graviola;

• Acompanhar movimentos das populações faunísticas entre as áreas


monitoradas por meio de marcação e recaptura de espécimes capturados;

• Quantificar as espécies nas Zonas Amostrais e medir, por meio das


distâncias estabelecidas no método, a amplitude do impacto das obras;

• Avaliar a alteração na estrutura populacional das populações das espécies


presentes nas áreas amostradas antes e durante a implantação do
empreendimento;

• Contribuir, pela divulgação dos dados levantados (comunicações em


congressos ou publicações em revistas científicas), para o conhecimento
dos efeitos de uma Complexo Solar Fotovoltaico Graviola sobre a fauna
da região.

3.13.3.1 Metas a Serem Alcançadas

O Programa de Monitoramento de Fauna deverá ter como metas principais:

• Ampliar o conhecimento sobre a fauna residente na área de influência do


empreendimento;

• Ampliar o conhecimento sobre o impacto de empreendimentos de geração


de energia solar sobre fauna;

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• Analisar dados sobre espécies raras, vulneráveis e ameaçadas de
extinção, com especial atenção aos presentes na lista brasileira da fauna
ameaçada e aquelas consideradas pela IUCN;

• Monitorar as espécies durante a implantação do empreendimento;

• Gerar base de dados para comparações em longo prazo.

3.13.4 Metodologia e Descrição do Programa

Para estabelecer um programa de monitoramento de fauna capaz de indicar


a qualidade ambiental, uso do habitat e tendências do aumento ou declínio de
populações, serão estabelecidas metas e atividades que deverão ser realizadas ao longo
do tempo.

Primeiramente, os pontos deverão ser selecionados e, posteriormente o


levantamento quantitativo e qualitativo das espécies e seu monitoramento. No entanto,
deve-se considerar que o conhecimento prévio da comunidade faunística é que
subsidiará e orientará os métodos que permitirão testar as hipóteses geradas e verificar
a natureza dos impactos e suas magnitudes.

Para execução do presente programa, deverá ser solicitada a autorização


especifica para o monitoramento de Fauna de acordo com a Instrução Normativa do
IBAMA nº146 de 10/01/2007. Com isso durante o monitoramento de fauna, as espécies
que venham a ser coletadas, serão encaminhadas para Instituições de Pesquisas
Cientificas previamente definidas.

Serão consideradas duas zonas amostral por usina para monitoramento.


Assim serão utilizadas para o levantamento e monitoramento um total de 4 zonas
amostrais.

As zonas amostrais deverão ser posicionadas conforme a delimitação da


área do empreendimento, em ambientes que serão afetados e que não sofrerão
interferência das obras. É importante a definição das localizações das zonas de
amostragem antes do início das obras com o intuito de comparar os resultados das
campanhas posteriores de monitoramento de fauna, e assim medir as possíveis
flutuações das populações monitoradas.

As campanhas de monitoramento deverão ter 5 dias de campo, apenas a


primeira campanha deverá contar com 7 dias para que se possa conhecer a avaliar a
área para o estabelecimento dos melhores pontos para colocação das armadilhas.

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Cada módulo é formado por um transecto com 1 km de comprimento. Ao
longo deste transecto serão implantadas três parcelas de 250 m de comprimento, a cada
500 m do transecto. As parcelas, portanto, serão instaladas às distâncias de: 0 m, 500 m
e 1000 m. Serão realizados 5 dias de levantamento em cada zona.

São objeto deste Programa de Monitoramento de Fauna, 3 campanhas de


Monitoramento, sendo a primeira a ser realizada antes do início das obras de instalação
da Usina, a segunda e a terceira durante as obras de instalação da (uma na estação seca
e outra na chuvosa).

O monitoramento de fauna consiste na captura de animais para identificação,


registro (fotografia), marcação (anilhas ou brincos) e posterior soltura no lugar onde foi
capturado ou nas proximidades.

As técnicas que deverão fazer parte do monitoramento serão tratadas a


seguir:

Busca Ativa – Este método consiste na observação direta e indireta das


espécies animais. Os métodos baseados em busca ativa são mais generalistas e exigem
sempre a presença dos especialistas em campo. Os profissionais procurarão sob os mais
variados habitats potenciais, como bromélias, ocos de árvores, cupinzeiros, folhiço, copa
de árvores, tocas, entre outros. Esse método permite registrar espécies com hábitos
diversos (arborícolas, aquáticas, terrestres, fossoriais e aéreos). É um processo bastante
versátil de detecção e captura de vertebrados em campo, realizando-se nos períodos
diurno e noturno. Muitas espécies raras e/ou crípticas que dificilmente são registradas
por métodos de amostragem passiva são eventualmente registradas por procura ativa.

A busca pode ser realizada de forma aleatorizada no ambiente ou empregada


em uma área específica demarcada, como uma transecção ou parcela. O esforço
empregado por este método pode ser contabilizado por unidade de tempo (horas-
homem, por exemplo) ou por unidade de área de procura (parcelas em m², transectos
em Km, por exemplo).

Amostragens Passivas – A amostragem passiva permite que várias áreas


sejam amostradas simultaneamente e o esforço pode ser padronizado.

Pitfall – Amostragem padronizada, adequada à coleta de anuros, répteis,


mamíferos e diversos invertebrados da serapilheira. Fornece dados quantitativos que
podem ser comparados entre diferentes áreas, quando o tamanho dos baldes, a distância
entre eles e o desenho das armadilhas são iguais. Em cada ponto de amostragem serão
usados quatro baldes de 60 litros, dispostos em forma de Y, o balde central distando 10

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m de cada um dos três baldes periféricos. Cada balde periférico estará conectado com o
central por uma lona plástica de 50 cm de altura, com a extremidade inferior enterrada
no solo. As três lonas formam um angulo aproximado de 120º entre si.

Durante o período de amostragem os baldes devem ser vistoriados


diariamente, para coleta dos animais retidos. Entre os períodos de amostragem os baldes
devem permanecer fechados, ou são colocados galhos nos baldes, de forma a permitir
a saída de animais que venham a cair. Como dificilmente se consegue fechar bem os
baldes após estarem enterrados, a segunda opção usualmente é mais eficiente.

Como a eficiência deste método não se restringe à um grupo animal, deve


ser buscada associação com as diferentes equipes para aproveitar ao máximo os animais
aprisionados.

• Armadilhas Live Traps – As armadilhas do tipo de captura e recaptura,


de muito conhecidas como arapucas (ou no inglês Live-trap) possuem a grande virtude
permitir a escolha do destino do animal, isto é, se será marcado e solto para um estudo
de população, ou se será sacrificado (estudos taxonômicos ou genéticos).

As armadilhas dos tipos Pitfall e Livetraps permanecerão abertas durante as


cinco noites consecutivas de amostragem, onde todos os dias as armadilhas serão
vistoriadas na parte da manhã. Os indivíduos capturados serão identificados, passarão
por análise biométrica (tamanho, peso, sexo) e local de captura. Quando a identificação
não for possível em campo, os indivíduos serão coletados para identificação correta em
laboratório de institutos de pesquisa e/ou universidade, neste caso eles serão
sacrificados com procedimento indolor, através de inalação de éter etílico.

3.13.4.1 Avifauna

Para o levantamento da avifauna serão consideradas duas metodologias, a


Lista de Mackinnom, e Pontos de escuta tanto para a fase de implantação, quanto de
operação.

Para a etapa de operação do empreendimento deverá ser implantado o


Modelo de Risco de Colisões (CRM) para aves, que deverá gerar dados que permitam
calcular o risco de colisões, conforme diretrizes do Scottish Natural Heritage (2014).

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3.13.4.1.1 Lista de Mackinnon

Neste método, o observador percorre os acessos nas zonas amostrais


(MACKINNON, 1991; RIBON, 2010), registrando todas as espécies de aves vistas e
ouvidas no transecto principal. Nesta metodologia, o esforço amostral baseia-se em
número de observações, com o pesquisador anotando todas as espécies vistas e/ou
ouvidas em sequência até o número de 10 espécies. Esta lista de 10 espécies não pode
conter espécies repetidas. Cada espécie aparece apenas uma vez em uma mesma lista.
Depois de terminada uma lista com 10 espécies, inicia-se uma nova lista, na qual
puderam entrar espécies que foram registradas em listas anteriores, contanto que não
sejam os mesmos indivíduos registrados. Espécies não prontamente identificadas serão
gravadas, identificadas a posteriori e incluídas na análise original.

As observações serão iniciadas após a execução dos pontos de escuta, e


terão duração de três horas. O método será aplicado em cinco (5) dias consecutivos em
cada uma das zonas estudadas. A aplicação deste método resulta em um índice de
abundância relativa das espécies de aves, denominado Índice de Frequência de Listas
(IFL). Para calcular esse índice, divide-se o número de listas de 10 espécies em que
determinada espécie ocorreu, pelo número total de listas de 10 espécies obtidas. Essa
forma padronizada da aplicação do método permite comparações entre as campanhas.

3.13.4.1.2 Ponto de Escuta

Esta metodologia, definida em ROBISN (1978) e VIELLARD & SILVA (1989


e 2010), consisti no registro de todos os indivíduos observados e/ou que estivessem
vocalizando nos 360º em volta de um observador fixo durante um período de 10 minutos.
Este método será realizado nos transectos centrais localizados nas zonas amostrais.
Para o levantamento serão estabelecidos 3 (três) pontos.

Esta metodologia será realizada uma vez por dia em cada uma das zonas
amostrais, no período matutino (logo após o amanhecer – 5 dias) e durante 5 noites (no
início do crepúsculo) em cada zona amostral, principalmente para registrar espécies de
corujas e sua abundância. Portanto, em cada zona amostral serão aplicados pontos de
escuta no período diurno e noturno. Como se sabe, essas aves são predadores naturais
das espécies de pequenos roedores, assim sua abundância e riqueza podem estar
relacionadas com o número de presas na região.

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3.13.4.2 Herpetofauna

Para o levantamento de répteis e anfíbios serão consideradas a utilização de


duas metodologias complementares, a busca ativa e armadilhas tipo pitfall traps.

• 04 (cinco) grupos de pitfalls com 5 (cinco) baldes cada, dispostos em “Y”,


totalizando 20 (vinte) baldes em cada estação de levantamento,
totalizando 80 (oitenta) baldes instalados;

• Busca ativa;

• Encontros ocasionais.

• As buscas ativas serão realizadas nos transectos e nas parcelas de cada


zona amostral. A partir das 07h00 da manhã.

• Mastofauna terrestre

Para o levantamento de pequenos mamíferos serão utilizadas armadilhas do


tipo pitfall traps, as mesmas utilizadas para o levantamento da herpetofauna, utilizando
o mesmo esforço amostral.

Os animais capturados e identificados em campo receberão uma marcação


específica caso estejam dentro da classificação de animais ameaçados de extinção, e os
animais que não puderem ser identificados serão coletados, respeitando o número de
espécimes determinado na autorização de manejo.

Paralelamente serão implantadas armadilhas fotográficas para verificar a


abundância e riqueza de mamíferos de médio e grande porte. Assim, para cada zona
amostral serão implantadas duas armadilhas (câmeras traps) que permanecerão ativas
por 5 dias consecutivos.

Quando do encontro de exemplares de mamíferos, serão anotados os dados


biológicos correspondentes, tais como ambiente de encontro dos exemplares, hora,
condições do tempo, presença de ambientes com outras fenologias próximas, extrato da
vegetação, entre outros.

Durante análise dos resultados, as espécies levantadas serão tabuladas


quanto aos seguintes aspectos: riqueza de espécies por grupos, ambientes de
ocorrência, ocupação do habitat, posição trófica, período de atividade, grau de
vulnerabilidade e relações com o homem. Neste último caso, dever-se-á atentar para a
presença de espécie estenóicas (com pequeno espectro em termos de ocupação de
ambiente, não suportando grande variação), ameaçadas e de alta vulnerabilidade que

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possam caracterizar uma condição de primitividade dos ecossistemas. Por outro lado, a
presença de espécies oportunistas em relação a ambientes alterados poderá indicar
diferentes níveis de alteração ambiental. Estas duas condições deverão ser confrontadas
na análise de áreas naturais.

3.13.5 Indicadores

• Número e diversidade de espécies avistadas ou capturadas;

• Número e diversidade de espécies ameaçadas avistadas ou capturadas;

• Número de acidentes entre fauna e os equipamentos fotovoltaicos.

3.13.6 Público Alvo

• Órgãos públicos envolvidos no processo de licenciamento;

• Empresa empreendedora;

• Empresas de consultoria e profissionais envolvidos com a implantação dos


Programas Ambientais;

• A população residente da área de influência do empreendimento;

• A comunidade científica.

3.13.7 Cronograma Executivo

O Programa de Monitoramento de Fauna será dividido nas seguintes etapas:

Mobilização: Durante esta fase será montada a equipe que deverá atuar no
monitoramento e será solicitada a Autorização de Coleta de Animais Silvestres no
IBAMA;

Pré-monitoramento: Durante esta fase ocorrerá análise de material


depositado em coleções científicas e análise de literatura especializada;

Pré-instalação: Esta fase corresponde aos estudos de base em campo que


serão utilizados como referência para os demais. Deverá ocorrer antes do início das
obras de instalação do empreendimento;

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Instalação: Corresponde aos estudos realizados durante a fase de
instalação do empreendimento.

3.13.8 Acompanhamento e Avaliação

A avaliação e o monitoramento serão apresentados através de relatórios


parciais de acompanhamento e no Relatório Final. Todos os relatórios serão
apresentados ao órgão ambiental licenciador.

3.13.9 Responsabilidade Executiva

A execução do presente do PMF é de responsabilidade do empreendedor do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas
contratadas e subcontratadas.

3.13.10 Equipe de Execução

A empresa a ser contratada pelo empreendedor para monitoramento de


fauna do CSF Graviola deverá dispor de equipe própria para execução integral do
programa, contando minimamente com três biólogos, com conhecimento de
levantamento e monitoramento de fauna em áreas de caatinga e um auxiliar de serviços
de campo.

Os profissionais necessários para execução do Programa, são:

• 1 biólogo especialista em mastofauna;

• 1 biólogo especialista em herpetofauna;

• 1 biólogo especialista em aves;

• 1 auxiliar de geral.

3.13.11 Relação com Outros Planos e Programas

O Programa de Monitoramento de Fauna deverá articular-se com os


seguintes programas:

• Programa de Gestão Ambiental (PGA);

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• Programa de Resgate e Afugentamento de Fauna (PRAF);

• Programa de Educação Ambiental (PEA);

• Programa de Comunicação Social (PCS).

3.13.12 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Emanuela Pereira e Silva Moura
Coordenador de Fauna
CRBio - 114.469/05 D

3.14 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL


(PEA)

3.14.1 Justificativa

De forma a contribuir com o processo de conhecimento gerado pelos estudos


ambientais e, mais especificamente, no sentido de possibilitar a compreensão dos
impactos e das medidas mitigadoras selecionadas para evitar, reduzir ou potencializar
no caso dos impactos positivos, o Programa de Educação Ambiental (PEA) possibilita
uma extensão do conhecimento acerca dos aspectos ambientais da área e da região
afetada, de forma sistemática, ampliando o conhecimento e a consciência acerca da
necessidade de proteger e conservar o meio ambiente.

A qualidade das ações de programas ambientais, bem como o sucesso das


ações educativas junto às comunidades locais, proprietários rurais e trabalhadores
contratados pela empresa construtora e pelo empreendedor, pode ajudar no processo de
construção, possibilitando uma maior participação da população, informada e integrante
dos processos.

No tocante às ações socioambientais, busca-se proporcionar aos indivíduos


as ferramentas para serem bons gerenciadores do meio ambiente em suas comunidades,
para a prevenção e a resolução de problemas ambientais locais. Sendo assim, ao
promover a responsabilidade com a qualidade ambiental de espaços impactados por

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intervenções, espera-se contribuir com a qualidade ambiental e o uso sustentável de
recursos naturais.

A educação ambiental desenvolve o comprometimento da comunidade com


a proteção e sustentabilidade ambiental, fornecendo as ferramentas necessárias para
lidar com tais dificuldades de maneira mais objetiva, destacando os valores sociais,
conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do
meio ambiente, à luz da crise ambiental que acomete diversas localidades.

Projetos integrados de comunicação e educação socioambiental são


largamente implementados em todo território nacional, muito antes do marco legal da
aprovação da Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999 e do seu regulamento, o Decreto nº
4.281, de 25 de junho de 2002, que estabelece a Política Nacional de Educação
Ambiental (PNEA). Segundo o Art 1º da Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº
9795/1999 ), Educação Ambiental é um conjunto de “processos por meio dos quais o
indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades,
atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso
comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

Neste processo de saberes e comportamentos, a Conferência


Intergovernamental de Tbilisi (1977) orienta para que:

A Educação Ambiental deve proporcionar as condições para o


desenvolvimento das capacidades necessárias; para que grupos sociais, em diferentes
contextos socioambientais do país, intervenham, de modo qualificado tanto na gestão do
uso dos recursos ambientais quanto na concepção e aplicação de decisões que afetam
a qualidade do ambiente, seja físico-natural ou construído, ou seja, educação ambiental
como instrumento de participação e controle social na gestão ambiental pública.

Nas recomendações advindas de Tbilisi, as dimensões socioculturais e


econômicas, além dos valores éticos, devem definir as orientações e os instrumentos
para melhor compreender e utilizar os aspectos biológicos e físicos do meio em que
vivemos (Recomendação 1).

O despertar da preocupação individual e coletiva para a questão ambiental,


pode ser garantida com o acesso à informação de forma compreensível, com linguagem
adequada, estimulando o conhecimento das questões ambientais e sociais de forma a
contribuir para o desenvolvimento de uma consciência crítica. Aqui não se trata de
provocar uma mudança cultural de uma comunidade, mas buscar a transformação social,
a partir da percepção dos problemas existentes em seu entorno natural, sua contribuição

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nesse processo de mudança e a possibilidade e responsabilidade ética de novo modelo
de uso e gestão dos recursos naturais.

Não menos importante, registre-se a necessidade de formação de


profissionais específicos, como engenheiros, administradores e outros que exercem
atividades, ações e decisões que promovem alterações e influência sobre o meio
ambiente (Recomendação Tbilisi 8), de modo que sejam capazes de detectar e valorizar
o sentido de suas responsabilidades.

As informações transmitidas aos trabalhadores influenciarão de forma


significativa nos seus comportamentos, tanto no ambiente de trabalho como na vida
pessoal, uma vez que as formas de preservação e controle ambiental serão traduzidas
em melhoria dos aspectos ambientais e de qualidade de vida. De igual maneira, a
população a ser contemplada também poderá influenciar os processos locais, no sentido
de contribuir com a melhoria da qualidade de vida.

3.14.2 Objetivos

a) Objetivo Geral

O Programa de Educação Ambiental (PEA) tem como objetivo desenvolver


ações junto às comunidades envolvidas (escolas, população do entorno e trabalhadores
do complexo), fornecendo informações e insumos sobre a importância da conservação
dos recursos naturais e o controle do meio ambiente, envolvendo as questões ambientais
específicas da localidade, incentivando novos hábitos e práticas sustentáveis.

b) Objetivos Específicos

Buscando atender ao objetivo principal, o PEA visa ainda:

• difundir os princípios e práticas da educação ambiental;

• promover a adoção de valores e atitudes que possibilitem a preservação


e conservação de ambientes naturais;

• melhorar a qualidade de vida e de trabalho;

• divulgar aspectos da legislação ambiental;

• incentivar a geração e aplicação de políticas governamentais de meio


ambiente;

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• orientar sobre o relacionamento entre saneamento básico e qualidade de
vida, incentivando também as atitudes que se unirão aos sistemas de
abastecimento d’água, coleta e tratamento de resíduos sólidos;

• divulgar os aspectos ambientais que são associados ao empreendimento;

• orientar sobre a importância das áreas de interesse ambiental na região,


alertando sobre consequências da degradação; e

• incentivar a reeducação, quanto à forma de coleta seletiva e reciclagem


de resíduos sólidos.

3.14.3 Metodologia e Descrição do Programa

A realização do PEA coaduna-se com a Política Nacional de Educação


Ambiental e, portanto, é de suma importância à conscientização da preservação do meio
ambiente natural e suas relações com o meio antrópico na área do empreendimento.

No contexto de licenciamento ambiental, as atividades de PEA visam, em


primeiro lugar, educar o homem para o entendimento da relação entre empreendedor e
os aspectos socioambientais das áreas de influência do empreendimento. Ao despertar
os indivíduos ou, mesmo, responder seus questionamentos sobre a relação
empreendimento-meio ambiente, o PEA fomenta o interesse e incentiva a participação
da cidadania sobre as questões socioambientais regionais e locais. Ao mesmo tempo em
que ocorre o estímulo ao interesse social sobre as questões ambientais, a execução do
PEA possibilita a interação entre os atores sociais envolvidos no processo de
implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola na busca de sustentabilidade do
empreendimento e na difusão de novos conhecimentos e práticas ambientais
sustentáveis no contexto regional e local.

Com foco nos princípios aqui destacados, o Programa de Educação


Ambiental (PEA) está estruturado de modo a explicitar os pressupostos básicos,
conceituais, justificativas, e referenciais teórico-metodológicos, que irão nortear as ações
do PEA para os diferentes públicos presentes nas áreas de influência do
empreendimento.

O programa visa a educação informal e participativa com a respectiva


adequação pedagógica das atividades/ações aos diferentes grupos sociais presentes
nas áreas de influência do empreendimento. No que se refere aos procedimentos de
educação ambiental voltados aos trabalhadores alocados nas diferentes frentes de

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trabalho, essas ações justificam-se não só pelo exercício da cidadania ambiental, mas,
também, pela busca da execução de práticas profissionais e pessoais ambientalmente
corretas e em consonância com os valores socioambientais e culturais locais e, de modo
geral, da região.

O PEA, ora proposto, está subdividido em 2 subprogramas: (a) Subprograma


Extensão Comunitária e (b) Subprograma Trabalhadores das Obras.

3.14.3.1 a) Subprograma Extensão Comunitária

A extensão comunitária, como prática de Educação Ambiental, destina-se


aos moradores das comunidades mapeados na AII (Figura 2.10), assim como para os
proprietários das áreas arrendadas ou trabalhadores das propriedades do entorno dos
canteiros de obras e conjunto as usinas fotovoltaicas, lideranças com atuação na região,
todas assim inseridas na AII do empreendimento.

3.14.3.1.1 Público-alvo

O Subprograma Extensão Comunitária tem como foco o público residente ou


trabalhador da AII (Figura 2.10): moradores das comunidades mapeadas, lideranças
comunitárias, comunidade escolar (professores e alunos), agentes de saúde, s e seus
funcionários. A diversidade da população em grupos reunidos em função de cultura,
etnia, história, relação com o ambiente deverão ser consideradas e respeitadas no
processo de mobilização da comunidade.

3.14.3.1.2 Objetivo Geral

Despertar uma consciência crítica, a partir de um trabalho dirigido à


comunidade escolar, proprietários rurais e lideranças locais da AID.

Objetivos Específicos

• Difundir corretamente os conceitos sobre o Meio Ambiente local.

• Facilitar a compreensão da realidade, unindo saberes acadêmicos com o


conhecimento experimental, buscando desenvolver no público-alvo a
visão crítica que lhe permita um protagonismo ativo.

• Estimular a mudança prática de atitudes e a formação de novos hábitos


com relação à utilização dos recursos naturais.

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• Despertar nas crianças valores e ideias de preservação da natureza e
senso de responsabilidade para com as gerações futuras.

• Sensibilizar de forma lúdica sobre o uso sustentável dos recursos naturais


através de suas próprias ações.

• Estimular práticas que levem a integração entre a escola, meio e a


comunidade.

• Estimular os alunos e líderes comunitários a serem multiplicadores dos


conhecimentos sobre Meio Ambiente em sua comunidade.

• Levar o conhecimento e caracterização socioambiental da área de


influência do empreendimento e dos impactos positivos e negativos
esperados.

3.14.3.1.3 Metas

• Estabelecer parcerias com instituições locais e poder público ao longo da


realização das ações propostas no PEA contribuindo para o envolvimento
e participação dos públicos de interesse das áreas de Influência.

• Desenvolver Diagnóstico Socioambiental Participativo (DSP) em todas as


comunidades e instituições públicas e privadas e ongs durante a 1°
campanha.

• Elaborar pelo menos 01 tipo de material didático impresso para cada ação
de Educação Ambiental a ser desenvolvida contemplando os conteúdos
indicados, em quantidade suficiente para distribuição individual a todos os
participantes.

• Construir parcerias com as Secretarias de Educação, Meio Ambiente,


Agricultura e Saúde e com instituições da sociedade civil da área de
influência, nas ações do PEA.

• Realizar atividades propostas em pelo menos quatro escolas de rede


pública e municipal das áreas de Influência do empreendimento.

3.14.3.1.4 Metodologia

O PEA – Subprograma Extensão Comunitária se organiza na forma de


campanha, e subdivididas em atividades, reuniões de planejamento e oficinas apoiado
em material didático e visual.

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➔ 1ª Campanha

Atividade 1 - A primeira atividade a ser desenvolvida pela equipe


componente do PEA será de apropriação das informações advindas dos documentos
produzidos no âmbito do PCA, capazes de dominar as informações do diagnóstico e
análise de impactos e das ações educativas, projetos e programas de PBA e suas
sinergias com o PEA.

Faz-se importante a integração entre as equipes dos diferentes Programas


do PBA para identificação das interfaces com o PEA, visando tornar eficientes e
integradas as ações que se interconectam, especialmente a equipe do Programa de
Comunicação. Essa aproximação do planejamento entre as equipes, além de evitar a
repetição de atividades reduz o incômodo para os moradores por excesso de contatos
por pessoas diferentes, buscando informações idênticas ou complementares.

• Duração: até 15 dias a partir da contratação da equipe responsável pela


execução do PEA.

Atividade 2 – Antes do trabalho de campo deve ser articulado contato com


as secretarias municipais de São João do Piauí.
Tabela 2.28. Relação das secretarias municipais a serem contatadas (caso
necessário), no município de São João do Piauí - PI.
SÃO JOÃO DO PIAUÍ – PI
Órgão Municipal RESPONSÁVEL TELEFONE
Prefeitura Municipal Gil Carlos Modesto Alves 3483-2255
Secretaria Municipal de Governo Moacyr Carlos Rocha 3483-2255
Secretaria Municipal de
Jailson de Jesus Madeira 3483-2255
Desenvolvimento Rural Sustentável
Secretaria Municipal de
Socorro Soares de Moura Leite 3483-2255
Desenvolvimento Social e Cidadania
Secretaria Municipal de Defesa Civil Francisco José 3483-2255
Secretaria Municipal de Educação Edmundo Felipe Borges Filho 3483-2255
Secretaria Municipal de Finanças Evangelina Silva Barroso 3483-2255
Secretaria Municipal de Saúde Adrianna Rodrigues Guimarães 3483-2255
Secretaria Municipal do Administração Lara Paloma Mendes Fernades 3483-2255
Secretaria Municipal de Cultura Adriana de Castro 3483-2255
Identificados os responsáveis pela administração das prefeituras será feita
visita ao prefeito para apresentação da equipe e agendamento de reunião de
apresentação do projeto do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola. As reuniões de
apresentação dos projetos serão oportunidades para fazer os acordos com as
Secretarias de Educação e Saúde para acesso às escolas e postos de saúde existentes
na AID.

Atividade 3 – Reuniões de Planejamento Integrado

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As reuniões devem ser realizadas antes do início das obras do Complexo
Solar Fotovoltaico Graviola. Deverão ser realizadas pelo menos as seguintes reuniões
de planejamento integrado:

• Reuniões entre os parceiros no interesse do Projeto do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola, prefeituras e seus órgãos, especialmente Secretaria
de Educação e Saúde, para definição das responsabilidades no processo
de negociação e divulgação das informações para a comunidade. A
parceria interinstitucional será detalhada em reunião de preparação para
a execução das obras e definição das responsabilidades de cada ente da
parceria, estabelecendo-se cronograma e estratégia de execução do
Programa de Educação Ambiental.

• Reuniões de apresentação do projeto - as reuniões de apresentação do


Projeto serão apresentadas pela empresa responsável pelo Complexo
Solar Fotovoltaico Graviola ou seu responsável técnico, com o apoio da
empresa contratada para a construção, especialmente quanto à logística.
Deverá ser dada prioridade à apresentação das etapas construtivas,
objetivo da obra, incômodos e benefícios previstos para o entorno, e outros
considerados relevantes pelos participantes da reunião com os parceiros.
Essas reuniões podem ocorrer distribuídas, na medida em que a região
tem uma baixa densidade demográfica. Assim, podem ser feitas pequenas
reuniões em pequenos aglomerados rurais ou grupos de proprietários
dispersos ao longo do Complexo.

• Reunião com os diretores das escolas e postos de saúde da AII – antes


do desenvolvimento de qualquer reunião ou oficina com professores,
alunos ou agentes de saúde os diretores/coordenadores de cada
estabelecimento selecionado deverá ser informado sobre o programa de
gestão ambiental e seus componentes, atividades e conteúdo previsto.
Nessa oportunidade serão agendadas datas e duração das atividades
previstas. Para as escolas será definida a faixa etária (série escolar) a ser
o público focal das atividades.

• Reunião com lideranças e representantes das organizações sociais


identificadas na AID e AII – Sindicatos patronais, ONGs e associações
deverão ser contatados individualmente para apresentação da equipe e
sobre a realização do PEA, fases, objetivos, formas e meios de
participação, buscando-se identificar seus interesses, áreas de atuação

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correlatas com os objetivos do PEA, potencialidades e fragilidades quanto
à possibilidade de sinergia ou coparticipação das atividades planejadas
para o PEA.

Duração: até 30 dias a partir das reuniões com as administrações municipais


e corresponderá ao início da execução do PEA.

Atividade 4 - Nessa etapa, será realizado o planejamento para o trabalho de


campo visando a identificação do público-alvo prioritário e obtenção das informações
quanto ao perfil do público-alvo, como características socioeconômicas, culturais e
convivência com o ambiente natural.

A meta do DSP será identificar, na ótica dos participantes, quais são as


temáticas prioritárias, os temas socioambientais de interesse das comunidades; as
principais necessidades e prioridades de intervenção na mudança dos paradigmas na
relação à diversidade local da Caatinga através processos informativos e educativos e
as unidades de conservação ambiental de modo a incluir essas temáticas no material
educativo ou para serem trabalhadas em oficinas do PEA.

Para a identificação dos interesses e temáticas prioritárias para o público-


alvo, deverão ser sempre destacadas as reuniões setoriais.

Para as oficinas do DSP, deverão ser agrupados representantes por área de


interesse ou proximidade dos domicílios, sempre em pequenos grupos de, no máximo,
30 participantes. Deverá ser considerada, especialmente, a logística na escolha do local
de reunião, forma de acesso (transporte existente ou a ser providenciado), alimentação
(água e pequeno lanche), adequação de horário (manhã, tarde, noite), e material
gráfico/visual de apresentação do projeto e ações do PEA.

Duração: período de 10 a 15 dias.

➔ 2ª Campanha

Atividade 1 - Oficina de Educação Ambiental

Parte das atividades será realizada simultaneamente com o programa de


Comunicação Social (PCS). Através do PCS, será realizada divulgação do PEA e suas
respectivas atividades, convites para participar das atividades do PEA, distribuição de
material informativo/educativo.

Serão programadas oficinas para moradores, organizações sociais e


lideranças comunitárias e escolas.

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Será realizada pelo menos uma oficina por comunidade e escola identificadas
na AID. Para as comunidades, organizações sociais e lideranças comunitárias deverão
ser consideradas as proximidades e áreas de interesse.

Na realização das oficinas, serão desenvolvidas as seguintes etapas:


apresentação do tema, discussão e debates, formação de grupos de trabalho, buscando-
se gerar materiais como cartazes, campanhas ilustrativas com linguagem acessível ao
público-alvo e metas de planos de envolvimento dos participantes com a proteção
ambiental local.

Com o conhecimento dos interesses, obtido por meio do Diagnóstico


Socioambiental Participativo (DSP), deverão ser planejadas oficinas com atividades
lúdicas e de sensibilização do público-alvo que atendam diretamente às demandas
identificadas, podendo ser horta em escola, orientação para campanhas, construção de
materiais didáticos e brinquedos de material reciclado, montagem e desenvolvimento de
gincana de reciclagem, exposição e feira, exibição de vídeos e músicas com o tema
relacionado, etc.

Por outro lado, não poderão ser relevadas questões pré-estabelecidas que
respondam às seguintes questões:

• A área de convivência, trabalho e intervenção com o ambiente natural


demarcada, em mapa;

• Como vivem as pessoas aqui? De onde vêm? Do que vivem? Importante


que seja identificada a dependência da região em relação às atividades
econômicas, aqui entendendo a diferenciação entre trabalho, emprego e
fonte de renda;

• Como era o ambiente originalmente? Quais as atividades que


promoveram as modificações? Qual a dependência atual do ambiente que
leve à sua exploração continuada?

• Duração: as oficinas serão realizadas durante todo tempo de duração das


obras, distribuídas por temáticas e público-alvo.

➔ 3ª Campanha

Atividade 1 - Curso de Gestão Ambiental com membros (lideranças) das


comunidades, ONGs, órgão públicos e outros.

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➔ 4ª Campanha

Atividade 1 – Cursos de Resíduos Sólidos, Saúde e Meio Ambiente,


Legislação, Agrotóxicos e outros, com uma carga horária de aproximadamente 30 horas.

3.14.3.2 b) Subprograma Trabalhadores das Obras

O respeito ao meio ambiente socioambiental por parte dos trabalhadores


corre o risco de não ocorrer se a equipe de engenharia e os mestres de obras e
supervisores não estiverem realmente comprometidos com o tema, considerando “perda
de tempo” na obra as ações de proteção e prevenção. É, portanto, de extrema
importância a conscientização destes profissionais.

3.14.3.2.1 Público-Alvo

Trabalhadores contratados e próprios para a implantação do


empreendimento.

3.14.3.2.2 Objetivo

Despertar uma consciência crítica sobre as questões ambientais, envolvendo


educadores e alunos a participarem de atividades lúdicas, oficinas, palestras e gincanas
que envolva o tema: educação ambiental.

3.14.3.2.3 Meta

Instruir e instrumentalizar 100% dos trabalhadores (diretos e terceirizados)


sobre procedimentos ambientalmente indicados, envolvendo saúde ambiental, meio
ambiente, relações com comunidades vizinhas e as especificidades em relação às áreas
protegidas.

3.14.3.2.4 Metodologia

a) Reunião inicial com os gestores do empreendimento.

Na reunião inicial, serão detalhadas as ações e procedimentos previstos no


Projeto Ambiental, durante à execução da obra. A empresa contratada deverá ser
informada dos planos estabelecidos, mas especialmente, quanto à responsabilidade de

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cada um no atendimento às recomendações oriundas da LI e deste PBA quanto à
prevenção dos impactos esperados.

b) Encontros

Os Encontros serão realizados no canteiro de obras, tendo como público os


operários contratados, para divulgação da importância da preservação ambiental, e
temas relacionados como resíduos sólidos, importância da proteção da drenagem, flora
e fauna, cuidados com o tráfego, etc., visando preparar o trabalhador para o atendimento
das ações e recomendações estabelecidas no PBA e oriundas dos termos da Licença de
Instalação.

Deverão ser considerados:

• Encontro de orientação aos motoristas que terão acesso às áreas para o


transporte de equipamentos, material e trabalhadores nas fases de
terraplanagem, de construção das torres e de montagem dos
equipamentos quanto ao Código de Conduta;

• Encontro com trabalhadores de setores energizados quanto ao risco de


acidentes, princípios de segurança, estratégias e procedimentos de
atendimento em emergência, primeiros socorros, etc.;

• Encontro com trabalhadores da fase de desmatamento, limpeza de terreno


e movimentação de terra quanto ao risco de acidente com animais
peçonhentos, como realizar os primeiros socorros, e principalmente
entender o procedimento na hora de levar a pessoa ferida ao hospital, para
a aplicação do soro antiofídico; e os limites da área desmatada a partir do
qual nada poderá ser desmatado;

• Encontro de treinamento da equipe de supressão vegetal e de resgate de


fauna conforme previsto no PMS.

No andamento das obras, a informação e sensibilização dos operários devem


ser continuadas através de acompanhamento das atividades construtivas, promovendo
as orientações e correções necessárias, e através dos encontros, no mínimo, uma vez
por semana, nos dez minutos que antecedem o início das tarefas diárias, reforçando a
conscientização dos funcionários em relação aos assuntos referentes ao Código de
Conduta e às normas de segurança, meio ambiente e saúde, destacando em
alertas/lembretes os temas relacionados aos impactos esperados.

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Tabela 2.29. Impactos e temáticas sugeridas para os encontros.

IMPACTOS ALERTAS

Alerta para a legislação sobre caça; animais


Atividade de caça ou captura de animais
protegidos existentes na área de obra;
nativos silvestres e atropelamento
horários e locais de incidência mais provável.
Atenção com vazamentos de óleos e
Descartes de óleos e combustíveis e
combustíveis; disponibilidade de material de
monitorar o risco de acidentes com produtos
limpeza para vazamentos; proibição de
poluentes
lavagem de veículos nos riachos da região.
Uso de fogo para limpeza de terreno ou Alerta para a proibição e risco de fogo em
aquecimento de comida campo.
Modificação do sistema natural de drenagem Importância da drenagem natural.

Indução a processos erosivos Risco de erosão e suas consequências.


Risco de assoreamento e contaminação de Significado do assoreamento e suas
mananciais consequências.
Importância de uso dos sistemas de proteção
Risco de morte de indivíduos da avifauna
da fauna.
Indicativo de locais de risco de encontros
Risco de acidentes com animais acidentais com animais peçonhentos; EPI
peçonhentos recomendado; procedimentos de
atendimento.
Poluição das áreas dos acampamentos e Normas de organização e limpeza das áreas
sítios de trabalho por resíduos de trabalho.
Uso de EPI; estratégias e procedimentos de
Risco de acidente de trabalho
segurança; procedimentos de atendimento.

Embora sugeridas algumas temáticas, essas devem ser consideradas como


indicativas, uma vez que o executor do Programa de Educação Ambiental e do Programa
de Comunicação Social deverão estar atento às demandas oriundas da própria obra e
na observação diária da conduta dos funcionários como indicativos de necessidade de
reforço ou intensificação de uma ou mais informação ou, quando houver, aquelas
demandas advindas da população do entorno.

c) Comunicação Visual

Para este tipo de comunicação, não deverá ser utilizado nenhum tipo de
impresso de distribuição para não aumentar a produção de lixo. Placas instaladas em
locais estratégicos e cartazes são soluções de comunicação menos impactantes ao
ambiente e visíveis quando instaladas em locais adequados e maior circulação.

Cartazes

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A comunicação por cartazes tem eficiência quando são aplicados em locais
de grande circulação, mas com parada sistemática como, por exemplo, bebedouros,
marcação de ponto, lixeiras, e locais de recolhimento e entrega de instrumentos de
trabalho.

Antes da confecção do cartaz deve ser analisado: objetivo, características


(assunto, formato, tamanho, cores, quantidade, linguagem, etc.), e ocais de divulgação,
por exemplo:

• Estacionamento de máquinas e veículos – cuidados com o descarte de


óleos e combustíveis;

• Almoxarifado e Bebedouro – alerta para o risco de acidentes com animais


peçonhentos e risco de acidente de trabalho, destinação de resíduos etc.

• Lixeiras – controle da poluição das áreas dos acampamentos e sítios de


trabalho por resíduos sólidos. Especial atenção para material descartável
como quentinhas, copos, garrafas pet, saco de cimento, restos de fiação,
etc.

• A eficiência dos cartazes se perde quando esses são mantidos por um


longo tempo, pois o público para de notá-los. Assim, o visual e a
localização dos cartazes devem ser periodicamente alterados. Não menos
importante é o conteúdo ou forma de apresentação da informação que
necessita ser direta, em tamanho de fácil leitura, com o mínimo de texto e
uso de ilustrações de fácil identificação.

Placas

Sinalizar adequadamente o ambiente de trabalho é importante, e uma forma


de lembrete permanente das ações de proteção ambiental e normas de conduta
esperadas dos trabalhadores.

O programa de comunicação visual interna da área de trabalho visa


regulamentar, advertir ou indicar quanto aos cuidados e restrições de uso. Além de
placas de advertência, a fiscalização sistemática deverá ser assegurada. Para isso,
deverão ser implantados dispositivos de sinalização vertical (placas) de advertência e
educativas, transmitindo mensagens fixas, mediante símbolos ou legendas conhecidas
e legalmente instituídas.

Os locais destinados à deposição temporária de resíduos da construção a


serem instalados em baias, e demais resíduos comuns depositados em contêiner

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apropriados e tamanho adequado para a produção para o período entre os descartes
finais, deverão ser devidamente identificados por placas que indiquem a organização
seletiva, assegurada sua destinação final periódica.

A arborização das margens dos recursos hídricos deve receber placas de


identificação “Área de Preservação Permanente”, lembrando a proibição de intervenção
nessas áreas.

Como na elaboração dos cartazes, as placas devem ser planejadas


considerando: objetivo, características (assunto, formato, tamanho, cores, quantidade,
linguagem etc.), público alvo, e os locais de divulgação.

3.14.4 Indicadores Ambientais

Para avaliar a eficácia do PEA todas as ações, serão mensuradas e


devidamente registradas em documentos específicos de modo a possibilitar o
monitoramento das ações desenvolvidas no PEA bem como identificar possíveis
adequações. Embora cada ação do Programa tenha seus próprios indicadores, a seguir
são apresentados os indicadores gerais para o PEA:

• Efetividade e realização das ações;

• Número de oficinas realizadas para a realização do DSP;

• Número de participantes do DSP por comunidade da AII.

• Quantitativos de material informativo e educativo distribuídos nas escolas;

• Número de propriedades visitadas e com efetivo recebimento do material


informativo e educativo;

• Número de oficinas/eventos realizados durante a execução do programa;

• Total de instituições locais parceiras, colaborando na implementação do


programa;

• Percentual de trabalhadores participantes do programa.

3.14.5 Público-alvo

Proprietários ou moradores da AII, identificados durante as atividades de


campo. Lideranças das Comunidades mapeadas na AII. Trabalhadores próprios e

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terceirizados do empreendedor. Professores e Alunos da Rede Escolar pública das
comunidades da AII.

3.14.6 Cronograma Executivo

Este Programa será executado no período de construção do Complexo Solar


Fotovoltaico Graviola, sendo executado durante quatro campanhas.

A avaliação e o monitoramento serão apresentados através de relatório ao


final de cada campanha, devendo ser encaminhado à SEMAR-PI em até 30 dias após a
finalização de cada campanha.

Tabela 2.30. Cronograma das atividades do PEA do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola.

FASE DA OBRA (BIMESTRE)


PERIO-
ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

1ª Campanha Único
2ª Campanha Único
3ª Campanha Único
4ª Campanha Único
Relatório Campanha
Relatório Final

3.14.7 Responsabilidade executiva

A execução do PEA é de responsabilidade do empreendedor do Complexo


Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas contratadas e
subcontratadas.

3.14.8 Acompanhamento e Avaliação

O programa, mesmo sendo considerado campanhas, será acompanhado ao


longo da implantação, principalmente através das caixas de sugestões que serão
alocadas nas comunidades das áreas de influência.

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Como forma de avalição deverão ser elaborados para o empreendedor e para
o órgão ambiental (SEMAR-PI), de acordo com a Tabela 2.29.

3.14.9 Equipe Técnica

Para execução do PEA, serão necessários um coordenador de nível superior


com experiência e/ou conhecimento em atividades de educação ambiental, e
conhecimento em práticas sustentáveis, um pedagogo, com experiência e práticas e
metodologias pedagógicas na educação ambiental, e profissionais de campo, com
experiência em educação ambiental voltados para ações práticas e atividades coletivas
participativas. A equipe sugerida para o presente programa é apresentada na Tabela
2.31.
Tabela 2.31. Relação de profissionais envolvidos
PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

- Fazer a gestão da equipe;


- Planejar e produzir os conteúdos dos materiais
informativos e educativos planejar e organizar as ações
de educação ambiental;
- Realizar as articulações institucionais com o poder
público municipal da AII para execução e parceria das
ações de educação ambiental;
Coordenador - Fazer a articulação e integração com os demais
1
geral programas ambientais.
- Elaborar cronograma de execução e planejar a logística
de execução das atividades do PEA.
- Revisar o conteúdo, apoiar a elaboração do designer e
gráfica, e planejar a impressão e distribuição dos
materiais gráficos.
- Escrever e revisar os relatórios de acompanhamento e
final do programa.
- Planejar e executar o Diagnóstico Socioambiental
Participativo nas comunidades da AID.
- Planejar, propor e conduzir as oficinas de educação
ambiental.
- Escrever o relatório de acompanhamento e final do
programa.
Pedagogo 1
- Planejar a logística de execução das atividades do
PEA.
- Propor conteúdo, redigir informativos e material gráfico
de divulgação e educação.
- Articular junto a equipe do PCS e demais programas
ambientais do empreendimento.

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PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

- Apoiar as atividades do Coordenador Geral e do


pedagogo na execução das atividades.
- Aplicar os procedimentos e encaminhamentos e apoiar
Auxiliar de as atividades da coordenação e pedagogo.
educação 1 - Executar a logística planejada para execução das
ambiental atividades do PEA.
- Articular junto à equipe do PCS e demais programas
ambientais do empreendimento voltados para execução
das ações e práticas sustentáveis.

3.14.10 Relação com outros programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

• Programa de Comunicação Social (PCS);

3.14.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Sanclé Araújo Couto Costa Junior
Coordenador Socioeconômico
CREA - 1913869148

3.15 PROGRAMA DE SINALIZAÇÃO DE OBRA E


SEGURANÇA DE TRÁFEGO (PSOST)

3.15.1 Introdução

Dado o elevado volume de máquinas e equipamentos que serão empregados


para a instalação Complexo Solar Fotovoltaico Graviola e no fornecimento de
equipamentos para geração e transmissão de energia, a implantação de um
gerenciamento de tráfego de máquinas e veículos e a instalação de placas de sinalização
é de fundamental importância para o bom andamento dos trabalhos, pois aumenta a

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segurança dos trabalhadores e das populações do entorno. O trânsito de veículos
envolvidos com as obras, as proximidades de áreas escolares ou a presença de animais
na pista são alguns dos elementos que exigem atenção das pessoas que circulam pela
área, inclusive motoristas, pedestres, trabalhadores e a comunidade do entorno.

O Programa de Sinalização de Obra e Segurança de Tráfego prevê um


conjunto de diretrizes e procedimentos necessários para propiciar maior segurança aos
colaboradores, aos residentes nas imediações da obra e aos transeuntes, decorrentes
das intervenções da obra de implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola,
localizado no município de São João do Piauí, no Estado do Piauí, em atendimento às
condicionantes do licenciamento ambiental e das demais normativas e legislações
aplicáveis ao caso.

O acesso ao Complexo Solar Fotovoltaico Graviola pode ser realizado,


partindo de Teresina, através da rodovia federal BR-316 até Floriano/PI, de lá segue pela
PI-140 até o município de Canto do Buriti, em seguida segue-se pela BR-020 e PI-141 o
município de São João do Piauí, em um percurso de 480 km.

O Complexo Solar Fotovoltaico Graviola será instalado na zona rural do


município de São João do Piauí, situado a 16 km da sede do município. Para a
implantação, a PI-141 servirá de caminho de serviço para o acesso aos canteiros de
obras e toda a logística associada à sua instalação: transporte de pessoal, de máquinas
e equipamentos pesados, de materiais e equipamentos. O canteiro de obra principal
ficará localizado ao longo das margens da PI-141.

O tráfego e o fluxo na rodovia PI-141, neste momento, serão de baixa


intensidade, circulando veículos leves e pesados. Entretanto, devido à dimensão do
Complexo Solar Fotovoltaico Graviola espera-se que haja um aumento de tráfego e fluxo,
especialmente.

Em decorrência do aumento do tráfego de veículos e alterações na dinâmica


de circulação é necessário adotar uma série de medidas preventivas que diminuam os
riscos à população que circula na região e aos colaboradores da obra.

Dessa forma, a implementação deste programa visa à adoção de diretrizes e


procedimentos para que a obra do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola os ocorra de
forma segura e organizada, causando o mínimo de transtorno aos usuários da rede viária
afetada, aos pedestres, aos moradores locais, aos colaboradores e ao meio ambiente.

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3.15.2 Justificativa

Diante da necessidade da instalação do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola, as obras realizadas para tal procedimento podem gerar um aumento
significativo de tráfego nas áreas próximas ao empreendimento, e assim modificar a
dinâmica de trânsito existente.

O Programa prevê um conjunto de ações e procedimentos necessários para


propiciar maior segurança aos trabalhadores e aos residentes nas mediações da obra.
As ações e procedimentos propostos estão de acordo com as fases da obra, normas e
procedimentos técnicos, consistindo basicamente de medidas de sinalização,
manutenção e divulgação.

3.15.2.1 Atendimentos a Requisitos Legais e/ou Outros


Requisitos

O Programa de Sinalização das Obras do empreendimento deverá


considerar os requisitos legais, normas e diretrizes aplicáveis. Entre os requisitos legais
e as normas a serem observadas em todas as atividades das obras, destaca-se:

• Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997. Que Institui o Código de Trânsito


Brasileiro;

• Resolução nº 160/2004;

• II do Código de Trânsito Brasileiro;

• NR 26 – Sinalização de Segurança;

• Decreto-Lei nº 141/95 de 14 de junho;

• NR-5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;

• NR-6 – Equipamentos de Proteção Individual;

• NR-9 – Programas de Prevenção de Riscos Ambientais;

• NR-18 – Condições de Meio Ambiente e Trabalho na Industria de


Construção.

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3.15.3 Objetivo Geral

Implantação de medidas de segurança e sinalização relacionadas ao trânsito


de veículos, pedestres e máquinas, em área de influência direta do empreendimento.

O objetivo principal do Programa é estabelecer sistema de circulação a partir


de um conjunto de dispositivos de sinais dentro e fora do canteiro de obras, a fim de
ordenar o trafego e aumentar a segurança de colaboradores, a população circunvizinha
e aos transeuntes.

3.15.3.1 Objetivo Geral

Dentre os objetivos específicos destacam-se:

• Advertir os usuários da via, com a necessária antecedência, sobre a


existência de obras e a intervenção realizada, de forma a identificar seu
caráter temporário;

• Regulamentar a circulação e outros movimentos para reduzir os riscos de


acidentes e congestionamentos;

• Orientar os usuários sobre caminhos e os acessos aos locais de frente de


serviço através de sinalização viária;

• Direcionar o usuário da via quanto aos limites destinados ao tráfego e à


intervenção;

• Minimizar o desconforto provenientes do trânsito de máquinas,


equipamentos e veículos durante o período de obras;

• Assegurar os caminhos alternativos e os acessos aos locais de frente de


serviço;

• Implantação de medidas de sinalização, em parceria com o poder público


local, conforme recomendações do Código de Trânsito Brasileiro, bem
como de equipamento de trânsito que visem assegurar o tráfego seguro
dos operários, da população e das máquinas;

• Implantação de medidas de segurança em relação ao trânsito de veículos


nas áreas acima mencionadas;

• Monitorar os acidentes ocorridos principalmente na faixa de domínio;

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• Divulgar para a população que reside nas proximidades, que utiliza dessas
vias, assim como para o efetivo de trabalhadores das obras, as medidas
de sinalização e segurança e medidas de educação no trânsito;

• Alertar os trabalhadores quanto à obrigatoriedade do uso de EPIs


específicos para a atividade executada, com a devida sinalização e
advertências ao posto de trabalho;

• Identificar os locais de apoio que compõem o pátio de materiais.

3.15.3.2 Metas a Serem Alcançadas

O programa visa atender as principais metas abaixo especificadas. Estas


metas foram estabelecidas de acordo com as possibilidades de ocorrências de acidentes
na instalação e operação de empreendimentos congêneres.

• Prevenção de acidentes e controle de riscos;

• Informar os trabalhadores sobre os riscos inerentes a suas funções;

• Maior segurança para os trabalhadores e possíveis visitantes.

3.15.4 Metodologia e Descrição do Programa

O Programa de Sinalização das Obras do Empreendimento é um artificio


obrigatório e indispensável de segurança, principalmente em canteiros de obras, sendo
necessário o conjunto de atitudes preventivas e de proteção para que seja possível a
redução desses acontecimentos fortuitos. De acordo com o Decreto Lei nº 141/95 de 14
de junho existem dois tipos de sinalização de segurança:

• De caráter permanente que configuram as placas de proibição, aviso e


obrigação; as placas de localização e identificação dos meios de
salvamento e de socorro; as placas e cores de segurança destinadas a
localizar e a identificar o material e equipamento de combate a incêndios;
as placas e cores de segurança destinadas a indicar o risco de choque
contra obstáculos e a queda de pessoas; as placas e rotulagens de
recipientes e tubagens; a marcação com uma cor de segurança em vias
de circulação;

• De caráter acidental, devendo sua utilização ser restringida ao tempo


estritamente necessário e compreendem os sinais luminosos ou acústicos,

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ou as comunicações verbais destinadas a chamar atenção a
acontecimentos perigosos, a chamar pessoas para uma ação especifica
ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas para uma ação
especifica ou a facilitar a evacuação de emergência de pessoas.

Inicialmente a primeira ação a ser realizada deverá reunir estratégia e


planejamento, onde caberá ao Engenheiro de Segurança do Trabalho a escolha da
sinalização e em seguimento à produção de um layout do canteiro de obras para
apontamento dos possíveis locais onde serão dispostas as sinalizações necessárias para
cada setor.

Em seguida, com o conhecimento total sobre a existência de todo e qualquer


risco, inerentes a todas as atividades da obra, um profissional qualificado deverá executar
e supervisionar a colocação da sinalização, tendo em vista que a mesma deve ser
empregada em locais de fácil visualização. Toda sinalização deve atrair a atenção,
possuir textos simples e que passem claramente uma única mensagem e, seu corpo
deve ser constituído por material sustentável.

3.15.4.1 Etapas de Execução

As ações desenvolvidas neste Programa englobam o planejamento, a


implantação e divulgação da sinalização realizada nas áreas próximas do Complexo
Solar Eliseu Martins e na faixa de domínio da mesma. Concomitantemente serão
construídos redutos de velocidade, assim como também será realizado o monitoramento
dos acidentes ocorridos.

A implantação da sinalização necessita ser adequadamente separada, tanto


na faixa de domínio do Complexo Solar Eliseu Martins, tanto no entorno imediato e
acesso dos canteiros principais. Na faixa de domínio a sinalização será aprimorada em
determinados pontos da UFV, uma vez que determinados locais representam áreas de
maior risco de acidentes. A sinalização será implantada em locais de maior acesso no
entorno imediato e também nas vias que ligam os canteiros principais de obras, será feita
a sinalização de regulamentação e advertência.

Ressalta-se que a distância entre as placas assim como a escolha da


sinalização, sua forma, cor, dentre outros atributos serão elaborados em consonância
com o Código de Trânsito Nacional, Lei 9.503 e consequentemente com as diretrizes dos
órgãos de trânsito do país.

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Seguindo as instruções da NR 26, deve ser aplicada a devida sinalização
apropriada em toda a área de implantação da obra, informando claramente sobre riscos
e sinalização regulamentar de posturas, que deverá informar, por exemplo, a
obrigatoriedade de uso de equipamentos de proteção individual.

Na fase de pré-implantação das obras as autoridades serão contatadas e


informadas sobre o Programa de Sinalização das Obras do Empreendimento, momento
em que serão solicitados os documentos de anuência ou ciente por parte do DNIT,
prefeituras, policias e outros órgão responsáveis em cada município.

3.15.5 Indicadores

O Programa de Sinalização das Obras do Empreendimento apresenta a


exposição de indicadores de eficiência, propondo uma correta avaliação no final do
período de implantação do Complexo Solar Fotovoltaico Graviola:

• Registro ordenado das possíveis ocorrências, estabelecendo assim


possíveis ocorrências com o empreendimento;

• Serão monitorados os acidentes que ocorram na faixa de domínio, caso


se verifique que a sinalização não é suficiente para manter a segurança
do local, serão adotadas novas medidas de segurança;

• Será feito um cadastro para os acidentes ocorridos por meio de um


formulário padrão a ser estabelecido pela equipe executora do PGA.

3.15.6 Público-Alvo

O Programa de Gerenciamento de Tráfego e Sinalização das obras do


empreendimento tem como público-alvo:

• Trabalhadores das obras de implantação do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola, assim como a população que reside no entorno;

• Os proprietários das áreas atingidas pelas obras de implantação do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, das estruturas de apoio e dos
caminhos de serviço;

• A população do município de São João do Piauí.

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3.15.7 Cronograma Executivo

Este programa iniciará cerca de dois meses antes da obra, com a execução
do Projeto Executivo de Sinalização e Segurança do Trafego e se estenderá até ao final
da obra com a desmobilização do canteiro de obras do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola.

3.15.8 Acompanhamento e Avaliação

O acompanhamento e avaliação do Programa serão realizados através de


relatórios trimestrais das atividades desenvolvidas no âmbito do Programa, a serem
enviados à SEMAR, durante a fase de implantação.

3.15.9 Responsabilidade Executiva

A execução deste Programa é de responsabilidade do empreendedor do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas
contratadas e subcontratadas.

3.15.10 Equipe Técnica

Para execução, serão necessários um coordenador de nível superior com


experiência e/ou conhecimento em atividades de engenharia de segurança do trabalho.

3.15.11 Relação com Outros Programas

O Programa está diretamente integrado com:

• Plano Ambiental para Construção;

• Programa de Comunicação Social;

• Programa de Educação Ambiental.

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3.15.12 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Euvaldo de Sousa Estrela
Engenheiro de Segurança do Trabalho
CREA - 715748564

3.16 PROGRAMA DE PROTEÇÃO AO


TRABALHADOR, SAÚDE E SEGURANÇA NO
AMBIENTE DE TRABALHO (PPTSSAT)

3.16.1 Justificativa

A existência de um plano de proteção é importante para aumentar a


consciência dos riscos, promover comportamentos responsáveis para garantir a
realização das atividades com qualidade e sem acidentes, proteger a saúde das pessoas,
desenvolver e disseminar uma cultura sólida da Saúde e Segurança e garantir a todos
um ambiente de trabalho saudável e sem acidentes.

Por isto, a Engady Solar Energia SPE LTDA envolve também as empresas
empreiteiras e qualquer contratado que desenvolva serviços no site de obras, nos
programas de desenvolvimento e conscientização em Saúde e Segurança do Trabalho.

Nosso programa seguirá de acordo com os princípios e objetivos de nossos


compromissos com a saúde e segurança dos trabalhadores, do respeito e atenção em
criar um ambiente de trabalho a fim de proteger e melhorar o bem-estar, pois a
preocupação com a segurança e saúde do trabalhador permeia mais que o próprio
indivíduo.

O empreendedor trabalhará preventivamente em diferentes causas e


aspectos relacionados a acidentes que podem ocorrer através da utilização ou através
de:

• Veículos e ferramentas;

• Quedas e torções;

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• Eletricidade;

• Incêndios

• Condições meteorológicas adversas;

• Dentre outros.

Com isso, define-se as ações que serão desenvolvidas para a segurança e


saúde ocupacional dos colaboradores, as necessidades de estrutura de apoio com
profissionais devidamente capacitados, equipamentos e materiais capazes de atender
às situações de emergência, assim como o atendimento as determinações exigidas pelas
legislação trabalhista brasileira, diretrizes e padrões internacionais de direitos humanos
e guias de Segurança e Saúde bem como as normas OHSAS 18001 e ISO 45001.

A Engady Solar Energia SPE LTDA compromete apenas a trabalhar com


empresas que tenham capacidade técnica de fazer uma gestão em Segurança e Saúde
Ocupacional de excelência para seus colaboradores, que sejam capazes de identificar e
controlar riscos inerentes as atividades que desenvolvem e garantirá isto através de
contratos formais, orientação e fiscalização em campo.

3.16.1.1 Base legal e técnica:

Portaria 3214 do Ministério do Trabalho: Normas Regulamentadoras - NR -


do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e
Medicina do Trabalho.

NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina


do Trabalho.

NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA;

NR 6 - Equipamentos de Proteção Individual – EPIs;

NR 7 - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional – PCMSO;

NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;

NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços com eletricidade;

NR 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;

NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção;

NR 21 - Trabalho a céu Aberto;

NR 23 - Proteção Contra Incêndios;

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NR 35 - Segurança e Saúde no Trabalho em Altura.

OHSAS 18001 - Sistemas de gestão da segurança e da saúde do trabalho -


Requisitos

3.16.2 Objetivos

Definir critérios técnicos mínimos de Segurança e Saúde Ocupacional a


serem atendidos nas atividades durante a construção do empreendimento de forma a
prevenir acidentes, controlar situações de risco e capacitar para o atendimento a
emergência.

Como objetivos específicos:

• Atenuar os potenciais de perigos e riscos através de uma série de medidas


de controle;

• Reduzir a incidência de qualquer tipo de evento não planejado que


possam causar danos ou desconforto nas comunidades, trabalhadores e
usuários do referido empreendimento.

• Capacitar para o atendimento a situações de primeiros socorros em caso


de acidentes, bem como o pronto atendimento à outras emergências que
porventura possam ocorrer durante o processo construtivo.

3.16.2.1 Metas

• Emissão de Plano de Atendimento às situações Emergência - PAE do


canteiro de obras e capacitação de pessoal;

• Implementação o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional –


PCMSO, de acordo com a NR 07.

3.16.3 Metodologia e Descrição do Programa

As técnicas e metodologias a serem empregadas para o desenvolvimento


deste programa acontecerão de acordo as etapas da obra, respeitando-se suas
características específicas bem como a aplicação de procedimentos padrão.

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Será exigido das empresas construtoras os serviços necessários na área de
saúde e segurança, assim como fiscalizar e avaliar, continuamente, a execução de todos
os serviços.

As atividades/ações a serem desenvolvidas para proteção das pessoas


incluem:

• Controle de acesso ao site

Para ter acesso a obra, todos os empregados bem como visitantes e


fornecedores para finalidades diversas receberão a identificação funcional e/ou pessoal
do visitante.

• Capacitação/orientação para acesso: para o acesso será realizado um


Treinamento de Integração (funcionários) ou Briefing (visitantes) de
Segurança contendo informações sobre os riscos da obra, conduta correta
ao trafegar pelas obras, bem como as medidas emergenciais a serem
adotadas em caso de algum incidente.

• EPIs: Nas áreas de trabalho, sejam trabalhadores ou visitantes, todos


deverão portar os EPIs básicos (conforme os riscos identificados e
registrados da área/atividades), além de vestuário adequado (calça,
camisa, calçado fechado).

• Implementação do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e


Medicina do Trabalho (SESMT)

O SESMT tem como finalidade promover a saúde e proteger a integridade do


trabalhador no local de trabalho.

Os profissionais integrantes do SESMT devem possuir formação em Técnico


de Segurança do Trabalho, conformidade com o disposto na regulamentação da
profissão e nos instrumentos normativos emitidos pelo respectivo Conselho Profissional,
quando existente.

• DDSMS – Diálogo Diário de Segurança, Meio Ambiente e Saúde

Todos os dias antes dos serviços, a equipe de trabalho deverá ser reunir para
ter uma conversa sobre os riscos das atividades e suas formas controle para evitar
acidentes.

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O DDSMS deve tratar assuntos tais como: uso de EPIs para a atividade,
cuidados com o meio ambiente na realização das atividades, atendimento a emergências
etc.

• Formação de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)

A Comissão deverá ser formada conforme a NR-05, por empregados de


empresas Contratadas. Quando o estabelecimento não se enquadrar no quadro 1 da NR
05, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR
podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados através de
negociação coletiva.

A CIPA deve se reunir periodicamente para discutir assuntos relacionados à


segurança e tem como objetivo prevenção de doenças e acidentes do trabalho, de modo
a tornar permanentemente compatível o trabalho com a preservação da vida e a
promoção da saúde do trabalhador.

• Treinamento de pessoal

Os treinamentos de colaboradores são uma ferramenta importante na


prevenção de acidentes em geral, de modo a evitar comportamentos inadequados frente
aos perigos e riscos que podem ser encontrados nos locais de trabalho.

Os treinamentos a serem ministrados serão diversos, sempre ligados a


proteção do trabalhador conforme os exemplos a seguir:

Briefing de QSMS: padrões de SMS pré-estabelecidos pela empresa. As


informações serão transmitidas a visitantes, fornecedores e pessoas com trabalhos não
continuados;

o Treinamento admissional - NR 18: treinamento ministrado para liberação


de trabalhador fixo do site ao iniciar seus serviços;

o Treinamento NR - 10: para colaboradores que tenham acesso a áreas


energizadas;

o Treinamento NR - 35: para colaboradores que realizarem serviços em


altura;

o Treinamento em abordagem e direitos humanos: treinamento para


pessoas que façam a segurança na entrada do site de obras ou qualquer
outro tipo de segurança patrimonial;

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o Treinamento em manuseio de produtos perigosos: para colaboradores
que tiverem atividades com manuseio de tais produtos;

o Treinamento em movimentação de cargas (manual e mecânica): para os


colaboradores envolvidos nessa atividade;

o Treinamento em atividades com Interferência Homem x Máquina:


treinamento para todos aqueles que tiverem atividades com interferências;

o Treinamento para prevenção do risco de queda: para todos os


colaboradores;

• Controle de Entrada de Máquinas, Veículos e Equipamentos

Máquinas, veículos e equipamentos que serão utilizados ao longo das obras


passarão previamente por vistoriadas quanto à conformidade com requisitos de
segurança e normativos, de forma a proteger os colaboradores que utilizarão estes
equipamentos/veículos/máquinas.

Caso estes equipamentos sejam aprovados no momento da vistoria, eles


serão liberados para os serviços e identificados como liberados.

• Apresentação de documentos planos e programas de Gestão em


Segurança:

Cada empresa contratada deverá elaborar os planos e programas adequados


ao seu escopo de trabalho. Toda documentação passará por uma análise previa. A seguir
são apresentados, alguns exemplos de documentos a serem emitidos conforme as
atividades executadas (não se limitando a estes):

PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente na Indústria da


Construção;

PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais;

PCMSO - Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional;

PPR - Programa de Proteção Respiratória;

EIA - Programa de Conservação Auditiva

PAE - Plano de Atendimento a Emergência Médica e Primeiros Socorros;

Documentos de fornecedores, prestadores de serviços e outros documentos


internos.

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• Análise Preliminar de Risco

Antes de toda e qualquer atividade ser executada, deverá ser feita uma
análise preliminar de riscos.

Trata-se de uma técnica de avaliação prévia dos riscos envolvidos na


realização de um determinado trabalho. Após a avaliação, determinam-se as medidas de
segurança para proteção do trabalhador a serem seguidas durante a realização de suas
atividades.

3.16.3.1 Recursos humanos e materiais

Serão obedecidas rigorosamente às normas regulamentadoras,


notadamente a NR-18 para as instalações de canteiro e frentes de serviços e os
requisitos internos do empreendedor para proteção dos trabalhadores.

Recursos materiais:

• Ambulância: estará disponível no empreendimento e será destinada ao


atendimento e transporte de pacientes em emergências pré-hospitalares
e/ou de transporte inter-hospitalar que necessitam de cuidados médicos
intensivos.

• Proteção contra incêndios: serão obedecidas as medidas de prevenção e


combate a incêndio das normas técnicas vigentes, especialmente às
normas NR-18 e NR-23, do Ministério do Trabalho (onde aplicáveis), e das
legislações estaduais e municipais (extintores de incêndio, caminhão de
combate a incêndio).

As áreas de vivências dos canteiros de obras atenderão a todos os requisitos


dispostos na NR-18 e NR-24.

A infraestrutura do empreendimento compreende: Canteiro de obras com


ambulatório e dimensionamento das instalações compatível com o número de seus
empregados, o qual deverá atender a Resolução – RDC no 50 de 21/02/2002 da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária.

• Fornecimento de água: o fornecimento de água potável, filtrada e fresca


para os trabalhadores será por meio de bebedouro de jato inclinado ou
equipamento similar que garanta as mesmas condições, na proporção de

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01(um) para cada grupo de 10 (dez) empregados ou fração, mesmo nas
frentes da obra.

A origem da água será devidamente comprovada e os laudos de potabilidade


ficarão sempre disponíveis para consulta. Já os locais/frentes de serviço estarão providos
de área apropriada para armazenamento das garrafas d´água, objetivando não as deixar
expostas a intempéries.

Com suporte adicional de caminhões para combate a incêndio, equipados


com canhão, mangueiras de combate a incêndio e profissionais capacitados.

3.16.4 Indicadores

Os indicadores em termos de eficácia dos serviços resumem alguns aspectos


do estado e das atividades relacionadas. São úteis como ferramentas de avaliação,
apresentando suas tendências e progressos que se alteram ao longo do tempo.

• Número de simulados de emergência realizados;

• Número de colaboradores treinados no plano de emergência do canteiro


de obras;

• % de campanhas do PCMSO realizadas;

• % de colaboradores com ASO em dia com acesso aos locais de trabalho;

• Número de Homem hora treinamento;

3.16.5 Público-alvo

O público-alvo do programa engloba todos os colaboradores envolvidos na


construção do empreendimento, bem como empresas contratadas e subcontratadas.

3.16.6 Cronograma Executivo

As atividades deste programa deverão ser realizadas durante toda a fase de


instalação do empreendimento. Na fase operação do empreendimento, sua continuidade
será condicionada a solicitação do órgão ambiental.

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3.16.7 Acompanhamento e Avaliação

A implantação deste documento será verificada através de verificações


periódicas, tais como, inspeções diárias, Checklist de máquinas e equipamentos,
aplicação de LV - Lista de Verificação no canteiro de obra, a fim de detectar eventuais
divergências quanto ao atendimento das condições exigidas/estabelecidas nas normas
e outros pertinentes.

Checklist: uma das formas possíveis de avaliar se as pessoas,


equipamentos, ferramentas, locais e métodos de trabalho estão em acordo com as
especificações e em cumprimento aos requisitos de segurança estabelecidos.

Lista de Verificação: A LV (Lista de verificação) consiste em um formulário


com preenchimento padrão de questões sobre atendimento a requisitos legais diversos.
Ferramenta relacionada aos itens de avaliação das normas ISO 14001 e OSHAS 18001.
A empresa opta por verificações sistemáticas visto que é possível organizar o histórico
de evolução de desempenho.

Os relatórios de Segurança e Saúde serão emitidos periodicamente com a


descrição de todas as atividades realizadas no período.

3.16.8 Responsabilidade Executiva

A execução do PPTSSAT é de responsabilidade do empreendedor do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas
contratadas e subcontratadas.

3.16.9 Equipe de Execução

Deverá ser composta por:

• Engenheiro de Segurança - um funcionário de nível superior com amplo


conhecimento em engenharia de segurança do trabalho.

• Técnico de Segurança – responsável pela coleta de dados in loco e apoio


ao engenheiro de segurança da obra.

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3.16.10 Relação com outros programas

Este programa tem relação principal com o seguinte programa:

• Programa Ambiental de Construção (PAC).

3.16.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

___________________________________________
Euvaldo de Sousa Estrela
Engenheiro de Segurança do Trabalho
CREA - 715748564

3.17 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL


(PCS)

3.17.1 Justificativa

A necessidade de existência de um canal de comunicação entre todos os


envolvidos na implantação do empreendimento, garantindo a qualidade das ações de
programas ambientais, bem como a compreensão dos processos de instalação e
operação do empreendimento é essencial junto às comunidades locais, proprietários
rurais e trabalhadores contratados pela empresa construtora e pelo empreendedor.
Busca ainda a redução de tensões da população, face ao novo empreendimento na
região e seus impactos.

Este programa terá interface direta com o Programa de Educação Ambiental


(PEA), além de possuir interação com os demais Programas.

A comunicação e relacionamento, no tocante às informações sobre o


empreendimento e as fases de sua instalação, junto às Prefeituras Municipais
diretamente envolvidas, são relevantes, de forma a permitir a avaliação continuada dos
impactos e das medidas mitigadoras. Outros órgãos ou empresas locais devem estar na
lista dos relacionamentos do PCS, assim como organizações sociais presentes na área.

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Técnicas e instrumentos apropriados serão utilizados para proceder à
comunicação social, destacando-se reuniões bem articuladas e a criação de um canal
permanente de comunicação com as populações envolvidas, garantindo uma efetiva
participação, o que tornará o processo mais transparente.

Produção de material de comunicação social, para utilização nos meios de


comunicação com os dados do empreendimento e suas fases – como folders, materiais
para rádio, mídia, campanhas e outros, inclusive para atendimento local, com linguagem
apropriada, devem ser preparados e divulgados, de forma a atingir o maior contingente
possível dos envolvidos com o empreendimento. Nesse contingente, é relevante
destacar: empresas contratadas para as obras e serviços dos projetos; poder público
municipal da Área de Influência Indireta; entidades governamentais e não
governamentais com atuação na área, associações, entidades ambientalistas e
organizações da sociedade civil; e instituições envolvidas com os programas ambientais.

Uma avaliação sistemática de dados gerados pela Comunicação Social do


empreendimento se faz necessária, gerando subsídios para entender a situação dos
momentos-chave da implantação do empreendimento, sendo ainda relevante uma
divulgação ao final da construção, momento em que ocorrerá a operação.

3.17.2 Objetivos

a) Objetivo Geral

O objetivo principal deste Programa é estabelecer um canal de comunicação


de mão dupla e permanente entre o empreendedor e a sociedade, fornecendo
informações sobre o Complexo Solar Fotovoltaico Graviola.

b) Objetivos Específicos

A Comunicação Social deverá acompanhar toda a fase de construção e de


operação do empreendimento, de forma a:

• Esclarecer as etapas e ações do empreendimento em todas as suas fases;

• Esclarecer os processos de instalação e operação do empreendimento


junto às comunidades locais, proprietários rurais e trabalhadores
contratados pela empresa construtora e pelo empreendedor;

• Esclarecer as condições de uso e ocupação do solo;

• Informar e receber sugestões e demandas da sociedade;

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• Reduzir ao máximo possíveis conflitos e questionamentos relacionados à
implantação e operação do empreendimento;

• Informar a população da AII e trabalhadores do empreendimento as regras


de segurança das obras e da operação, destacando os cuidados com a
preservação da faixa de servidão;

• Manter esclarecida a população residente na AII quanto aos cuidados a


serem tomados para evitar acidentes e ao cronograma das obras;

• Registrar as demandas e encaminhá-las ao empreendedor, para as


devidas soluções e esclarecimentos ao público-alvo externo, com a
máxima urgência possível.

3.17.3 Metodologia e Descrição do Programa

Para execução do PCS, serão utilizados procedimentos que privilegiem


processos que informem e permitam a comunicação entre o empreendedor e os públicos
para os quais o programa está direcionado. Para tanto, levando-se em consideração as
especificidades dos objetivos e públicos, serão utilizados tanto procedimentos típicos da
comunicação de massa, quanto procedimentos para a comunicação e informação
dirigidas.

Outro pressuposto técnico-metodológico do PCS é a participação social,


notadamente na fase de pré-comunicação e Diagnóstico Socioambiental Participativo
(DSP), que será realizada conforme os objetivos e metas estabelecidos no PEA. Uma
das principais características metodológicas desse programa é o diálogo direto e
propositivo entre as partes interessadas, quer de forma direta (visitas, reuniões e etc.),
quer na forma indireta (0800 ou e-mail). Acentua-se que, tanto para o público interno e
externo, a linguagem adotada será simples e de fácil compreensão e que devem ser
levadas em consideração, sempre, as especificidades culturais locais, evitando-se
linguagem inapropriada para a compreensão do público para o qual o programa se
destina.

De modo objetivo, o PCS pode ser descrito em três campanhas. A primeira


de caráter informativo e de levantamento de novos dados a campo, no período pré-obras
ou inicial da instalação do empreendimento. A segunda durante as obras, ocasião em
que ocorre a definição final de materiais e mídias a serem utilizados. Na terceira
campanha, ocorre a manutenção da comunicação. Nessa campanha, a equipe de

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Comunicação Social utilizará mecanismos de comunicação que fornecerão aos
proprietários interceptados, comunidade, aos representantes locais e aos trabalhadores
próprios e terceirizados da obra esclarecimentos a respeito do empreendimento,
dirimindo eventuais dúvidas que possam surgir, além de favorecer o fluxo das
informações sobre os demais Programas.

Os procedimentos adotados visam atender, entre outras prerrogativas legais,


aqueles definidos nos seguintes dispositivos legais:

• Lei n° 8.398/81 que instituiu, na forma do art. 224 da Constituição Federal,


a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de
formulação e aplicação;

• Resolução CONAMA n° 237/97 – dispõe sobre a revisão e


complementação dos procedimentos e critérios utilizados para o
licenciamento ambiental;

• Resolução CONAMA n° 422/2010 – dispõe sobre a linguagem dos


materiais de projetos de comunicação e educação ambiental;

• Instrução Normativa IBAMA n° 02/2012 – que estabelece as bases


técnicas para programas de educação ambiental, apresentadas como
medidas mitigadoras ou compensatórias, em cumprimento às
condicionantes das licenças ambientais emitidas pelo Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

Observa-se que os materiais a serem distribuídos conterão informações


sobre a Licença Ambiental do empreendimento vigente, bem como conterá texto
informativo quanto a adoção de medidas exigidas no âmbito do licenciamento ambiental
(Exemplo: “A realização da .... (descrever atividade) .... do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola é uma medida de indenização e/ou de mitigação e/ou de compensação exigida
pelo licenciamento ambiental, conduzido pelo ........”).

Os meios (mídias) a seguir pré-definidos, descrito nas atividades, poderão,


mediante justificativa da equipe técnica de comunicação, ser substituídos por outros
julgados mais eficiente à realidade local.

A seguir serão descritas as atividades a serem desenvolvidas, os respectivos


materiais, público-alvo e os quantitativos por etapa. As fases não serão estanques entre
si. Assim, a permanência e interação da equipe de comunicação com os moradores e
entidades das áreas de influência serão constantes até a obtenção da LO (Licença de

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Operação). A presença permanente dos integrantes da equipe técnica de campo visa o
fluxo contínuo de interlocução entre as comunidades e o empreendedor.

O presente programa será executado nas comunidades que estão dentro da


área de influência indireta (AII), conforme Tabela 2.32 e Figura 2.10, e replicado as
demais comunidades quando necessário e oportuno.
Tabela 2.32. Distribuição das comunidades e escolas próximas ao empreendimento.
Identificação Nome da
Município Tipo de área
de área comunidade
São João do Piauí Assentamento Federal PA Lisboa Agrovila Lisboa
São João do Piauí Quilombola Riacho dos Negros Elisiê0
São João do Piauí Quilombola Riacho dos Negros Estreito
São João do Piauí Quilombola Riacho dos Negros Malhada
São João do Piauí Quilombola Riacho dos Negros Junco
São João do Piauí Assentamento Orebe Orebe

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Figura 2.10. Distribuição das comunidades e escolas próximas ao empreendimento.

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a) Fase Pré-obra

1ª Campanha: Diagnóstico Socioambiental Participativo

• Objetivos: aprofundar o conhecimento sobre as comunidades da AII


identificar temas de interesse e ambientais em relação ao
empreendimento; e subsidiar a realização das atividades de PEA.

• Público-alvo: Comunidades da AII (Lideranças comunitárias e


instituições).

• Instrumentos: Oficina Diagnóstica; e Primeira Campanha de Campo para


divulgação de informações.

• Quantitativo: Pelo menos uma oficina por comunidade identificada na AII,


ou conforme a necessidade da equipe técnica de comunicação e da
equipe técnica de PEA.

• Período: Início das obras de implantação do empreendimento.

• Resultados esperados: Aproximação do público-alvo; Aprofundamento


sobre as realidades locais; Identificação dos temas de interesse e
ambientais para o PEA; Levantamento de lideranças e possíveis parcerias
institucionais; Identificação dos melhores canais e instrumentos de
comunicação para maior eficiência do programa; e Confecção de materiais
informativos.

• Indicativo de efetividade: Número de atividades realizadas.

b) Fase de instalação das obras

2ª Campanha: Spot de rádio

• Objetivos: comunicar o início das obras no respectivo município e etapas


construtivas;

• Público-alvo: população e poder público;

• Instrumentos: spot de rádio e entrevistas;

• Quantitativo: depende do alcance da estação de rádio ou estratégia


escolhida. Todos os municípios da AII devem ser alcançados;

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• Período: quatros ações pontuais, durante a campanha;

• Resultados esperados: comunicar de forma ampla a população da AII


sobre o início das obras e etapas construtivas;

• Indicativo de efetividade: quantidade de spots de rádio e entrevistas.


Alcance da comunicação na AII.

3ª Campanha: Ações de informação e comunicação externa:

• Público-alvo: moradores das comunidades da AID e AII; Escolas públicas


da AID; Propriedades interceptadas pelo empreendimento; secretárias
municipais e instituições em gerais;

• Objetivos: informar a população sobre características gerais do


empreendimento e as restrições e possibilidades de uso na AID e divulgar
os canais de comunicação diretos;

• Instrumentos: (I) folder Institucional (identificar o empreendimento, com


mapa de localização, principais etapas da obra, número de licença,
programas ambientais que serão realizados, formas e canais de
comunicação e diálogo com a sociedade da AID, questões de segurança,
sobre as restrições e sobre aspectos socioambientais); (II) Reunião
conforme demanda (solicitação das comunidades); (III) Visitas individuais
aos proprietários da área de influência da instalação do Parque
Fotovoltaico; (IV) inserções com informações sobre s obras e entrevistas
em rádios regionais;

• Quantitativo: folders: o quantitativo de folders a serem produzidos deve ser


calculado considerando o número de escolas e residências na AID; Rádio:
buscar o maior número possível de inserções e entrevistas em cada uma
das rádios existentes;

• Período: único (campanha);

• Resultados esperados: Fluxo de informação entre o empreendedor e a


população alvo das ADA e AID, de modo de modo a garantir interações e
interesses das partes.

• Indicativo de efetividade: Quantitativos do material informativo distribuído;


Quantidade de visitas realizada aos proprietários interceptados pelo

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empreendimento; Quantidade de reuniões realizadas. Uso de um
protocolo simplificado de recebimento e visita realizada e ata de reunião.

4ª Campanha: Ações de informação e comunicação interna:

• Público-alvo: trabalhadores próprios e terceirizados;

• Instrumentos: folder institucional, cartazes e palestras de diálogo


comunicacional (Diálogo Diário de Segurança);

• Quantitativo: suficiente para atender a todos os trabalhadores das obras,


próprios ou terceiros;

• Objetivos: informar o que é o empreendimento, mapa de localização,


principais etapas da obra, programas ambientais que serão realizados,
questões de segurança e saúde do trabalho, restrições, aspectos
socioambientais e canais de comunicação;

• Período: tiragem única a ser distribuída ao longo da campanha;

• Resultados esperados: orientação e sensibilização para a relação trabalho


x proteção e restrições socioambientais;

• Indicativo de efetividade: redução no número de questionamentos sobre a


obra e descumprimento das restrições estabelecidas nos termos da
licença ambiental e diretrizes advindas do PBA.

5ª Campanha: Boletins informativos (3ª Campanha)

• Objetivos: divulgar informações pontuais referente a obra, programas


ambientais e canais de diálogo e ouvidoria;

• Público-alvo: moradores e lideranças das comunidades da AID; Escolas


públicas da AID; Proprietários de entorno; Trabalhadores próprios e
terceiros do empreendimento;

• Instrumentos: cartazes informativos;

• Quantitativo: tiragem de acordo com o público a ser informado. Desde que


sejam instalados nos principais locais de aglomeração populacional. Os
cartazes podem substituir o folder quando colocado em local de fácil
visualização e maior circulação de pessoas, desde que seja trocado com

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certa frequência, pois esse tipo de material passa a não ser mais
percebido depois de algum tempo em um mesmo local;

• Período: único (campanha);

• Resultados esperados: informar a população da AID e trabalhadores sobre


temáticas de grande relevância socioambiental;

• Indicativo de efetividade: quantidade de cartazes distribuídos por temática


e público-alvo de interesse. Temas por público alvo de interesse

c) Fase Pós-obras:

6ª Campanha: após a conclusão das obras, por período de um mês, será


mantido o fluxo de comunicação e informação. Próximo ao final da obra deve
ser dado um reforço na comunicação podendo ser articuladas entrevistas nos
meios de comunicação, especialmente rádio local, informando para a
população sobre o término próximo das obras, benefícios deixados e
importância da energia fotovoltaica.

3.17.4 Indicadores

São os principais indicadores ambientais e de efetividade:

• Registro escrito e fotográfico das atividades previstas;

• Registro dos encontros para avaliação e os resultados observados;

• Registro das ações preventivas e/ou corretivas propostas;

• Número de informativos elaborados e distribuídos (cartazes e folders);

• Número de reclamações, críticas e sugestões recebidas e das respectivas


respostas e soluções;

• Número de campanhas realizadas;

• Quantitativo de registros das demandas sociais de informação: demandas


registradas a campo e solicitadas no 0800;

• Registro dos proprietários ou responsáveis pelas propriedades do


recebimento com nome completo, nome da propriedade e data da visita e

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da distribuição do material. Sugere-se o uso de protocolo de recebimento
por meio de uma ouvidoria móvel;

• Tempo de resposta as demandas sociais destacando os diferentes meios


de comunicação (direta a campo, 0800, e-mail) e os respectivos públicos;

• Registros e demonstrativos quantitativos dos materiais e atividades


realizadas junto a escolas, prefeituras e entidades da sociedade cível e
pública;

• Quantitativos do número de participantes nas atividades e ações previstas;

• Relatório final do programa.

3.17.5 Público-alvo

O público-alvo é constituído por:

• Público Interno - Empreendedor, empreiteiras contratadas, trabalhadores


próprios e terceiros da obra e equipes encarregadas pela execução dos
Programas Ambientais, próprias e terceiras.

• Público Externo - Proprietários em cujas terras os equipamentos serão


instalados os equipamentos e canteiros de obras do empreendimento,
população da área de influência especialmente, da AID, instituições
públicas municipais, representantes da sociedade civil, lideranças
comunitárias e instituições de ensino atuantes na AID do empreendimento.
Todas as escolas na AID, inclusive aquelas próximas a essa área mesmo
na AII. Poder público municipal e secretarias de governo da AII.

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3.17.6 Cronograma Executivo

Tabela 2.33. Cronograma das atividades do PCS do Complexo Solar Fotovoltaico


Graviola.

FASE DA OBRA (BIMESTRE)


PERIO-
ATIVIDADE
DICIDADE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15

1ª Campanha Único
2ª Campanha Único
3ª Campanha Único
4ª Campanha Único
5ª Campanha Único
6ª Campanha Único
Relatório Campanhas
Relatório Final

3.17.7 Acompanhamento e Avalição

A avalição do programa, será por meio de campanhas, será acompanhado


ao longo da implantação, principalmente através das caixas de sugestões que serão
alocadas nas comunidades das áreas de influência do empreendimento.

3.17.8 Responsabilidade Executiva

A execução do presente do PCS é de responsabilidade do empreendedor do


Complexo Solar Fotovoltaico Graviola, devendo ser adotado por todas as suas
contratadas e subcontratadas, caso seja aplicável.

3.17.9 Equipe de Execução

A coordenação geral prevista pode ser a mesma dos demais programas, com
o acréscimo de pelo um profissional habilitado na área de comunicação social.
Tabela 2.34. Relação de profissionais sugeridos do PCS.

PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

Coordenador
1 - Fazer a gestão da equipe;
geral

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PROFISSIONAL QUANTIDADE FUNÇÃO

- Organizar a logística de campo;


- Planejar e produzir os conteúdos dos materiais
informativos e educativos planejar e organizar as ações
de comunicação social;
- Realizar as articulações institucionais com o poder
público municipal da AII;
- Fazer a articulação e integração com os demais
programas ambientais.
- Elaborar cronograma de execução e planejar a
logística de execução das atividades do PCS.
- Escrever e revisar os relatórios de acompanhamento e
final do programa.
- Planejar e produzir o conteúdo dos materiais
informativos;
- Planejar, organizar e executar e supervisionar as
ações de comunicação social no campo;
Analista de
comunicação 1 - Responder a questionamentos, atender as demandas
social institucionais. Apoiar a articulação institucional junto ao
poder público municipal da AII e instituições
potencialmente parcerias dos programas ambientais;
- Fazer a articulação e integração com os demais
programas ambientais.
Auxiliares de
Aplicar os procedimentos e encaminhamentos e apoiar
comunicação 1
as atividades da analista e coordenação.
social

3.17.10 Relação com Outros Programas

O presente programa tem relação com os seguintes Planos e Programas:

• Programa Ambiental para Construção (PAC);

• Programa de Educação Ambiental (PEA);

• Programa de Proteção ao Trabalhador, Saúde e Segurança no ambiente


de Trabalho (PPTSSAT).

3.17.11 Responsável Técnico Pela Elaboração do Programa

__________________________________________
Sanclé Araújo Couto Costa Junior
Coordenador Socioeconômico
CREA - 1913869148

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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O empreendimento em foco trata-se do Complexo Solar Fotovoltaico
Graviola, localizado na zona rural do município de São João do Piauí. Neste PBA foram
apresentados os detalhamentos dos planos e programas de controle e monitoramento
ambientais, os quais, por sua vez, se basearam na concepção do projeto apresentado e
nas características ambientais da área de implantação.

A plena execução das medidas propostas garantirá a atenuação e o controle


das adversidades prognosticadas sobre os componentes do sistema ambiental
decorrentes da implantação e operação da linha de transmissão. Além disso, buscou
potencializar os impactos positivos previstos, principalmente quando da instalação do
mesmo.

O PBA é um documento técnico-ambiental fundamental para o planejamento,


gestão e gerenciamento ambiental das atividades construtivas do empreendimento, bem
como para operação eficiente das infraestruturas implantadas.

Considerando todas as informações aqui apresentadas e visando assegurar


a qualidade ambiental da área de implantação e do seu entorno, bem como o
fortalecimento do processo de licenciamento ambiental do empreendimento, recomenda-
se que sejam seguidas as seguintes orientações:

• Adotar as medidas mitigadoras propostas para cada ação das etapas


construtiva e de operação do empreendimento;

• Implementar os planos e programas de controle e monitoramento


ambiental;

• Apresentar a SEMAR-PI relatórios finais e periódicos de cada programa,


conforme solicitado nas licenças ambientais;

• Seguir os programas específicos para a etapa do licenciamento; e

• Cumprir rigorosamente o que determina a legislação ambiental em vigor.

Conclui-se que a implantação do empreendimento é ambientalmente viável,


desde que observada a adoção das medidas mitigadoras propostas e a execução dos
planos e programas ambientais apresentados.

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5 BIBLIOGRÁFICA
ABEEOLICA – Associação Brasileira de Energia Eólica. A inserção de fontes de energia
renováveis no processo de desenvolvimento da matriz energética do país: A participação
da energia eólica. 2013.

ANA - AGÊNIA NACIONAL DE ÁGUAS. Atlas Nordeste Abastecimento Urbano de Água.


Brasília, 2006.

AÔR FERNANDA. Gestão do Ambiente Sonoro de Parques Eólicos: Alternativas para


Avaliação e Mitigação de Impacto Acústico. Rio de Janeiro: Engenharia Ambiental, 2014.

BASTOS, R.P.; MOTTA, J.A.O.; LIMA, L.P.; GUIMARÃES, L.D. 2003. Anfíbios da
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6 ANEXOS
• Anexo I: Anotações de Responsabilidades Técnicas

• Anexo II: Cadastro Técnico Federal

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