A Emoção é definida como, uma experiência subjetiva, associada ao temperamento, personalidade e motivação.

Segundo Damásio emoção é "essencialmente um programa de estratégias activas e cognitivas". , a emoção desencadeada por determinado estímulo dá origem a "um programa de acções", diferentes conforme o tipo de emoção, que provocam alterações rosto, no corpo ou no sistema endócrino (estratégias activas). O corar de um rosto, a tensão muscular, o aumento do ritmo cardíaco, ou o aumento da secreção de determinada hormona são exemplos dessas alterações fisiológicas. Teoria de James-Lange Teoria James-Lange No início do século passado, William James, que era um fisiologista de formação e que viria a ser um dos mais importantes filósofos americanos, propôs uma interessante teoria das emoções. De forma independente a ele, no outro lado do oceano atlântico, um dinamarquês chamado Carl Lange também propôs uma teoria bastante semelhante, que posteriormente foi denominada, em homenagem aos dois, Teoria James-Lange. Nesta teoria, eles relacionaram eventos fisiológicos às reações emocionais. Segundo eles, as emoções nada mais são do que percepções das alterações fisiológicas ocasionadas por estimulação emocional. É interessante observarmos que eles na verdade inverteram o senso comum que definia as emoções como reações fisiológicas posteriores ao sentimento propriamente dito. O ponto central desta teoria estabelece que a resposta emocional precede a experiência emocional, isto é, o cérebro precisa primeiro “ler” a reação do organismo a um determinado estímulo para somente depois expressar o comportamento emocional. Assim sendo, sentir medo é na verdade perceber as alterações autonômicas (taquicardia, piloereção etc) que são provocadas pelo estímulo ameaçador. Um esquema explicativo desta teoria mostraria que os estímulos sensoriais indutores de emoções são recebidos e interpretados pelo córtex cerebral. O córtex então desencadearia mudanças nos órgãos viscerais através do sistema nervoso autônomo e nos músculos esqueléticos através do sistema nervoso somático. Depois

independente do tipo de emoção que o indivíduo experimenta. como o organismo consegue identificar “corretamente” a emoção correspondente? Entretanto. em parte. e se manifestariam através do hipotálamo. estes autores concordavam no ponto de que a experiência emocional é resultante. as respostas somáticas e autonômicas desencadeiam a experiência emocional no cérebro Teoria de Cannon-Bard Em 1928. eles sustentaram que as alterações fisiológicas são similares. Walter Cannon e Phillip Baird. discordaram da teoria James-Lange e propuseram uma revisão. seja medo. Desta forma. eles propuseram a “Teoria Talâmica das Emoções”. Em seus estudos. Ou seja. da ativação de circuitos do Sistema Nervoso Central. A importância desta teoria reside no fato de implicar os diversos mecanismos diencefálicos na produção . raiva ou amor. dois fisiologistas americanos.disso. segundo a qual as emoções seriam coordenadas ao nível do tálamo. eles observaram que animais com lesões na medula espinhal ou vagotomizados (com lesões no nervo vago) ainda eram capazes de expressar suas reações emocionais. Ainda mais. O Córtex se restringiria a inibir as estruturas diencefálicas..

a teoria preconiza que os estímulos emocionais exercem dois efeitos excitatórios independentes: eles excitam o sentimento de emoção no córtex e. de forma paralela. tal teoria vê a experiência emocional e a expressão das emoções como processos paralelos.e elaboração de processos emocionais. De uma forma geral. e sem relação causal direta. entretanto. Atualmente. devemos reconhecer que o fato dos autores implicarem o hipotálamo no comportamento emocional já foi um grande avanço. Mas por outro lado. faltam evidências concretas que associem experiências emocionais (com exceção da dor) com circuitos neurais localizados no tálamo. De fato. excitam os sistemas nervosos autônomo e somático. Na figura de hoje podemos ver a esquematização deste modelo .

Assim podemos observar que os pesquisadores consideraram dois fatores na produção de uma emoção: o fisiológico e o cognitivo. dois tipos de substâncias: adrenalina e uma solução salina (placebo). Desse modo. Desta forma eles foram colocados em uma sala com um indivíduo que os alunos não sabiam que era um experimentador. segundo eles. fizeram uma interessante experiência: eles injetaram alternadamente. privilegiaram a experiência consciente para a definição de uma emoção. em 184 estudantes universitários. Entretanto. eles propuseram a ação do chamado “rótulo cognitivo”. assim como a de James. Como as cognições estão estreitamente vinculadas ao meio social do sujeito. Aos alunos foi dito que as injeções eram de vitaminas. somente a experiência das reações corporais não seria suficiente para se discriminar qual emoção está sendo vivenciada. mostrando a ambigüidade de qualquer reação emocional.A Teoria dos dois fatores de Schachter e Singer (Teoria dos Rótulos Cognitivos) Schachter e Jerome Singer foram dois psicólogos que desenvolveram uma teoria das emoções que. devido à semelhança entre as reações fisiológicas. que seria produzido através das informações que o sujeito adquire do seu meio social para “rotular” suas reações emocionais. O terceiro grupo não recebeu informação alguma. sendo que tal sujeito só expressaria dos . da taxa respiratória e maior concentração de sangue nos músculos. A solução salina não tem efeito algum. A outros foi dada a informação correta. Como todos sabemos. Para se chegar a tal conclusão os pesquisadores. em 1962. a adrenalina produz uma série de efeitos no organismo: aumento dos batimentos cardíacos. tal teoria preconiza que os estímulos ambientais possuem um significante impacto na interpretação emocional de um estímulo. Para alguns alunos foi dito erroneamente os efeitos de uma injeção de adrenalina.

tristeza. São Paulo: EPU. eles o usaram como referência para interpretar suas próprias reações fisiológicas. felicidade.tipos de emoção: alegria ou raiva. o aparecimento precoce no desenvolvimento humano.L. Entretanto aqueles que foram bem informados não exibiram comportamentos puramente espelhados no experimentador. 2004 As primárias emoções como medo. Referência: Brandão. raiva. M. o autor afirma que elas são universais emoções devido à sua aparição em primatas. surpresa. Na figura de hoje podemos observar o esquema desta teoria. Introdução à Neurociência – As bases biológicas do comportamento. Foi interessante observar que os alunos que foram mal informados ou aqueles que não receberam nenhuma informação à respeito das injeções se comportaram de forma similar ao experimentador. ou seja. Estas emoções primárias são . e repugnância.

mas também diferentes estados são promulgadas corpo. e o emocional age como filtros de informações sensoriais. . aproxima duas estruturas de tamanho no sistema límbico. Fisiologicamente falando. que é definido como "a representação do mesmo transiente que causa mudança no organismo estatal em termos de padrões neurais e daí imagens”. mas orientar as decisões por ajudarem a centrar a atenção sobre determinados aspectos do ambiente e reforçar assim a qualidade do raciocínio e. as mesmas informações sensoriais são enviadas para outras partes do cérebro. Esta combinação de fatores de produção e avaliação atinge um nível de consciência e as emoções torna-se então um sentimento. e corpo. ou o que ele chama o sentimento de emoção. a adequação das nossas respostas. através do tálamo. para agir. Todas as entradas sensoriais do corpo são enviadas para a amígdala e córtex. teoricamente. tais como a gânglios basais e do neocórtex. Deste modo. e as respostas corporais que acompanham específicas emoções. Reações corporais ou somáticas que correspondem a essas emoções como medo continuam a ser os mesmos. (como o coração). onde o conhecimento e memória são acessados e incluídos na avaliação sensorial de entrada. que prioriza a entrada e envia imediatamente aos neurotransmissores sinais que vêm de várias partes do cérebro. incluindo a utilização de diferentes músculos faciais. a máquina de emoções desenvolve mais sofisticadas vieses através da autobiografia da recolha de memórias. (tais como o hipotálamo). usase a analogia. ou baseados em geral nas associações instintivas. especialmente o medo A medida que envia e recebe informações de muitas outras partes do cérebro. a amígdala. Essa marcação pode ser feita com base em mapas neurais antes e / ou mapas corporais associados com o objeto. O estudo mostra que não só são diferentes vias neurais ativadas. a amígdala avalia esta entrada como tendo alto conteúdo emocional.curiosas adaptações. cada objeto é marcado ou sinalizado como positivo ou negativo Estes marcadores somáticos ou emocionais sinais não tomam decisões. é possível que a amígdala cause um efeito de curto-circuito no cérebro Entretanto. Estas vias neurais específicas que servem emoções refere-se como mapas neurais. são parte integrante das máquinas com os organismos que regulam a sobrevivência e originários do sistema límbico. Porque os gânglios do neocórtex levam mais tempo do que a amígdala para processamento da informação. ele se refere como mapas corporais marcados.

a emoção. Sentimentos em seguida são cognitivos.br/neuroscience:276 Referência: Brandão. que são baseadas no corpo repetidas estados. http://www.terra. São Paulo: EPU.htm http://fotolog.notapositiva.Uma imagem de um corpo e mente integrados. uma vez que dependem de atividades e funções dentro do cérebro. assim que cognição já não pode ser examinada sem o seu grupo. que são conscientes. que são inconscientes.soartigos. O cérebro tem como emoção e sentimento influenciando cada função. Emoções. na maioria das vezes surgem a partir de mapas neurais.com. . ligados entre si pela emoção e sentimento funções do cérebro. mas sentimentos.com/artigo/1253/Como-o-Cerebro-DistingueEmocao-e-Sentir-/ http://www. 2004. M.L. criar estados físicos. Introdução à Neurociência – As bases biológicas do comportamento.com/pt/apntestbs/psicologia/12processemoc.

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