Você está na página 1de 18

Projeto de juntas

soldadas

1
Generalidades
Solda x Fundição
 Menor peso;
 Paredes mais finas;
 Maior concentração de tensão;
 Menor capacidade de amortecimento de vibração.

2
Soldabilidade
Aços com baixo teor de carbono apresentam maior facilidade na soldagem;
Aços com alto teor de carbono e/ou elementos de liga, requerem cuidados especiais:
Consumíveis de soldagem adequados;
Pré-aquecimento, controle de temperatura e pós aquecimento (Alívio de tensão)

3
Cuidados
 Evitar cordões onde há acumulo de tensão decorrente de processos de usinagem (saídas de
ferramentas, cantos internos, etc);
 Prever dilatações para evitar empenamentos e tensões residuais.

4
Erros e soluções
PIOR MELHOR OBSERVAÇÕES

5
Erros e soluções
PIOR MELHOR OBSERVAÇÕES

6
Erros e soluções
PIOR MELHOR OBSERVAÇÕES

7
Tipos dos cordões
Tipos de juntas de topo de acordo com a espessura da chapa:
- até 4mm – sem chanfro

- de 5 a 15mm – em “V”

- de 12 a 30mm – em “X”

- acima de 30mm – duplo “U”

8
Cálculo de resistência dos cordões
Carregamento estático 𝑣2 – Coeficiente da qualidade da solda
𝜎𝑒
𝜎𝑎𝑑𝑚 = 𝑣. 𝑣2 .  Solda normal (N): não há exigências especiais quanto à
𝐶𝑠
resistência e à mão de obra - 𝒗𝟐=0,5
𝑣 – Coeficiente do tipo de solicitação

Valores de 𝑣 Solda de alta resistência (F): mão de obra qualificada, eletrodos


especiais que requerem técnica específica de aplicação - 𝒗𝟐=1,0
Cordão de topo
Tração 0,75 Soldas especiais (S): aços liga, cordões especiais, posições
Compressão 0,85 adversas, requisitos de qualidade e resistência mecânica -
Flexão 0,80 𝒗𝟐=1,5
Cisalhamento 0,65
𝐶𝑠 – Coeficiente de segurança - 𝐶𝑠 =1,5 a 2,5
Cordão angular
Qualquer tipo 0,65 𝜎𝑒 – tensão de escoamento do metal de base

9
Cálculo de resistência dos cordões
Carregamento dinâmico

𝑣1 – Coeficiente do tipo de solicitação. Depende da forma do cordão e do


tipo de junção

𝑣2 – Coeficiente da qualidade da solda

𝜎𝑛 𝑆𝑛 – Coeficiente de segurança - 𝐶𝑠 =2,0 a 3,0


𝜎𝑎𝑑𝑚 = 𝑣1 . 𝑣2 .
𝑆𝑛
𝜎𝑛 – limite de resistência à fadiga do metal de base. Conforme NIEMAN,
VOL I, utilizar o valor de 𝜎𝑛 =11kgf/mm², visto que há poucos valores
práticos resultante de ensaios. Este valor corresponde aos ensaios do aço
SAE 1020.
Outra justificativa do autor é que, para aços com maior porcentagem de
Carbono, há um aumento nas tensões residuais após a soldagem,
fragilizando a zona termicamente afetada.

10
Tipos dos cordões
Coeficiente 𝑣1 para cálculo dos cordões

11
Tipos dos cordões
Coeficiente 𝑣1 para cálculo dos cordões

12
Tipos dos cordões
Coeficiente 𝑣1 para cálculo dos cordões

13
Tensão atuante no cordão de solda
Para tração e compressão
Considera-se que o
𝑃
comprimento efetivo do 𝜎=
cordão de solda seja: 𝑎.𝑙𝑐

𝑙𝑐 = 𝑙 − 2. 𝑎 Para flexão
𝑀𝑓 6.𝑀𝑓
𝜎= =
𝑊𝑓𝑐 𝑎2 .𝑙𝑐

Para torção
𝑀𝑡 6.𝑀𝑡
𝜏= =
𝑊𝑡𝑐 𝑎2 .𝑙𝑐

Para Tensão normal + cisalhamento


𝜎𝑒𝑞 = 𝜎𝑛 2 + 𝜏 2

14
Exemplo
Determinar o valor máximo da força P aplicada estaticamente
Metal de base: Aço SAE 1020
𝜎𝑒 = 24 kgf/mm²
Qualidade – F
𝑃 𝜎𝑒
𝜎= ≤ 𝜎𝑎𝑑𝑚 = 𝑣. 𝑣2 .
𝑎. 𝑙𝑐 𝐶𝑠

𝑃 24
𝜎= ≤ 0,75.1.
P 8. (120 − 2.8) 2

120 8 𝑃 ≤ 7488 𝑘𝑔𝑓

15
Exemplo
Verificar se a solda resiste a uma carga pulsante
de 0 a 500 kgf
𝜎𝑛 500 𝑘𝑔𝑓
𝜎𝑎𝑑𝑚 = 𝑣1 . 𝑣2 . 𝜎𝑚á𝑥 = = 0,6
𝑆𝑛 8(120 − 2.8) 𝑚𝑚2

11 𝑘𝑔𝑓 𝜎𝑚á𝑥 − 𝜎𝑚𝑖𝑛 0,6 − 0 𝑘𝑔𝑓


𝜎𝑎𝑑𝑚 = 0,7.1,0. = 3,08 𝜎𝑚𝑒𝑑 = = = 0,3
2,5 𝑚𝑚2 2 2 𝑚𝑚2

𝑘𝑔𝑓
𝜎 𝜎𝑎 = 0,6 − 0,3 = 0,3 < 𝜎𝑎𝑑𝑚
𝜎𝑚á𝑥 𝑚𝑚2
𝜎𝑎
𝜎𝑚𝑒𝑑
𝜎𝑚𝑖𝑛 = 0

16
Métodos computacionais

17
Métodos computacionais

18

Você também pode gostar