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NSPEÇÃO AUTOMÓVEL: O QUE VERIFICAM

O seu veículo necessita de passar por 8 etapas para concluir a inspeção


automóvel e saber se levou carta verde para casa ou se ficou sujeito a
uma reprovação e por isso,  terá de fazer uma reinspeção. Descubra aqui o
que acontece durante o processo de inspeção  no seu veículo, passo a
passo:

IDENTIFICAÇÃO DO VEÍCULO
O veículo a inspecionar deve ser identificado, confrontando-se o conteúdo técnico dos
documentos com o veículo. Deve estar garantido que o veículo a inspecionar está em
conformidade e respeita o Código da Estrada.

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO E VISIBILIDADE


Verificar o campo de visão e o estado dos vidros.

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SISTEMA DE SUSPENSÃO
Verificar o estado geral do veículo, incidindo as verificações sobre os eixos, rodas e
transmissão. Detetar eventuais folgas na direção, suspensão e órgãos de transmissão,
deformações, fissuras e corrosão no lado interior das jantes assim como as deformações
nas paredes interiores dos pneus avaliando, como complemento.

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SISTEMA DE TRAVAGEM
Verificar o sistema de travagem do veículo através do frenómetro de rolos, do
desacelarógrafo e do equipamento de "rolos loucos".
 

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ALINHAMENTO DE DIREÇÃO
Medir o alinhamento das rodas diretrizes dos veículos automóveis e verificar o estado
mecânico dos componentes da direção.

O sistema de travagem é verificado visualmente e com o auxílio dos seguintes


equipamentos de medição: exame visual e exame mecanizado – Ripómetro.

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EMISSÃO DE CO2: SISTEMA DE ESCAPE


Realizar uma inspeção-geral ao sistema de escape controlando as emissões de CO2 dos
automóveis, identificando possíveis fugas e o estado da montagem.

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INSPEÇÃO VISUAL AO VEÍCULO


Verificação do estado geral do veículo, através de exame visual.

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EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS
Verificar a existência e conformidade de equipamentos que obrigatoriamente devem
equipar os veículos, face à sua utilização e tipo.
 

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SISTEMA DE SUSPENSÃO
OBJETIVO
Verificar o estado geral do veículo, incidindo as verificações sobre os eixos, rodas e
transmissão, detetar eventuais folgas na direção, suspensão e órgãos de transmissão,
deformações, fissuras e corrosão no lado interior das jantes assim como as deformações
nas paredes interiores dos pneus avaliando, como complemento.

EQUIPAMENTO / MÉTODOS DE ENSAIO


 Banco de Provas de Suspensão
 Fossa com macaco (veículos pesados) e detetor de folgas
 Elevador com detetor de folgas

CONDIÇÕES DE ENSAIO
 O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo por baixo, de forma a
permitir uma observação eficaz.
 Não são permitidas fugas de combustível ou de óleo.
 O veículo é posicionado sobre a fossa ou elevador com rodas alinhadas sobre as
placas detetoras de folgas.
 Após o posicionamento do veículo sobre a fossa ou elevador o motor deve ser
desligado.
 O macaco de fossa deve ser utilizado sempre que o inspetor tiver dúvidas sobre
qualquer folga que esteja a visualizar.
 Os movimentos do detetor de folgas são comandados pelo inspetor que se
encontra dentro da fossa.
 O apresentante do veículo deve manter firme o volante de direção, bloquear e
soltar sucessivamente o travão de serviço, de acordo com as instruções do
inspetor.

INSPEÇÃO: EFICIÊNCIA DO SISTEMA DE SUSPENSÃO


A suspensão tem por fim garantir a comodidade, segurança e proteção dos passageiros e
do próprio veículo, contra impactos derivados, por exemplo, das irregularidades dos
pavimentos.

A inspeção do sistema de suspensão tem como objetivo a deteção de deficiências que


afetem a segurança, estabilidade e aderência, em particular aquelas, que pela sua
gravidade ponham em risco a segurança de pessoas e bens, na via pública.

O veículo é submetido a um ensaio mecanizado (banco de suspensão) que mede a


eficiência da suspensão em cada roda de forma a avaliar o seu desequilíbrio.

ESTADO MECÂNICO DO SISTEMA DE SUSPENSÃO


O veículo deve ser colocado na fossa ou elevador e utiliza-se um detetor de folgas.

Mediante inspeção visual do estado mecânico dos componentes dos diferentes eixos do
veículo, verificar:

 As reparações mediante soldadura.


 As deformações, defeitos, fissuras, corrosão acusada.
 As fixações inadequadas ou deformadas.
 As fixações com desgaste excessivo.
 Os rolamentos das rodas, freios cavilhões e terminais de direção.
 A existência de folgas transversais e axiais.

RODAS
Mediante inspeção visual, verificar a correta fixação das jantes, em concreto:

 As porcas ou parafusos.
 A existência de deformações ou amolgaduras.
 A existência de roturas.

PNEUS
 

GERAL

Os veículos de motor, reboques, semirreboques e as máquinas rebocadas, devem ter as


suas rodas equipadas de pneus (novos ou recauchutados), homologados. As dimensões,
características e configuração dos mesmos serão as previstas pelo fabricante na
homologação do veículo ou seus equivalentes.

MÉTODO

 Dimensões e características dos pneus:


 A marca da homologação.
 As dimensões coincidentes ou equivalentes às que aparecem no livrete ou na
homologação do tipo.
 O índice de capacidade de carga e categoria de velocidade adequados às
características do veículo.
 No mesmo eixo, todos os pneumáticos serão do mesmo tipo.
 Que a profundidade das ranhuras principais da faixa de rodagem cumpra as
prescrições regulamentadas.
 Se os pneumáticos foram reesculturados que venham marcados com a palavra
REGROOVABLE e o símbolo w.
 A inexistência de desgaste irregular na faixa de rodagem.
 A inexistência de ampolas, deformações anormais, roturas ou outros sinais que
evidenciem o descolar de alguma capa nos flancos ou da faixa de rodagem.
 A inexistência de cabos ao descoberto, fendas ou sintomas de rotura da carcaça.
 A montagem correta de pneumáticos unidirecionais.

SISTEMA DE TRAVAGEM
OBJETIVO
Verificar o sistema de travagem do veículo.

MÉTODO
O sistema de travagem é verificado visualmente e com o auxílio dos seguintes
equipamentos de medição:

 Frenómetro de rolos
 Desacelarógrafo
 Equipamento de "rolos loucos"

FRENÓMETRO DE ROLOS
O frenómetro mede em contínuo as forças de travagem (F), e simultaneamente, as
forças verticais aplicadas pelo veículo sobre o frenómetro. No momento em que os
eixos do veículo se apoiam sobre o frenómetro, o sistema de pesagem avalia o peso
estático e, durante o ensaio, determina o peso dinâmico, registando o seu valor no
momento em que as forças de travagem são máximas.

O valor das forças de travagem pode ser influenciado por diferentes fatores, tais como a
velocidade, o piso, os pneus, a temperatura e outros.

DESACCELERÓGRAFO
É justificado o uso do desacelerógrafo apenas nos casos em que, devido às
características dos veículos, não seja exequível o ensaio no frenómetro.

INSPEÇÃO / MÉTODOS DE ENSAIO

Esta inspeção é realizada por meio de um frenómetro ou dispositivo adequado, onde se


verificará cada um dos eixos do veículo, comprovando:

 A travagem das rodas.


 O desequilíbrio das forças de travagem entre as rodas de um mesmo eixo.
 A progressão não gradual.
 O atraso anormal no funcionamento dos travões em qualquer uma das rodas.
 A variação das forças de travagem de uma das rodas devido à ovalização dos
tambores ou deformações em discos
 A existência de forças de travagem sem ação sobre o pedal do travão
 A eficácia

TRAVÃO DE ESTACIONAMENTO
Esta inspeção realiza-se no frenómetro ou dispositivo adequado. Verifica-se no mesmo
cada um dos eixos do veículo sobre os quais o travão de estacionamento atua,
comprovando:

 A sua eficiência.
 A colocação do trinque do travão de estacionamento.
 Existe desgaste excessivo do eixo da alavanca ou do mecanismo de trinque.
 O curso excessivo da alavanca

 
PEDAL DO TRAVÃO
Mediante inspeção visual e pisando várias vezes no pedal do travão, verifica-se:

 O movimento e curso do pedal.


 O revestimento anti deslizante.
 O estado.

TUBOS DOS TRAVÕES RÍGIDOS E FLEXÍVEIS


 

MÉTODO

Mediante inspeção visual, comprovar-se-á se:

 Estão defeituosos, danificados ou excessivamente corroídos.


 Existem perdas nos tubos ou nas conexões com os manguitos.
 A sua fixação é correta.
 Se a colocação pode afetar a sua integridade.

CINTAS E CALÇOS
 

GERAL

Ao não estar autorizada a desmontagem das rodas para realizar esta verificação, pode
ser impossível efetuá-la mediante inspeção visual. Contudo, nos casos em que o
desgaste dos ferodos das maxilas não possa comprovar-se de fora ou debaixo do
veículo, podem ser usadas as informações dos dispositivos acústicos ou óticos que
avisem o condutor quando tem de substituir o ferodo.

MÉTODO

Mediante inspeção visual, se se verifica (nos casos em que é possível) que:

 Os ferodos de travão apresentam desgaste excessivo.


 Os ferodos de travão apresentam impregnação de óleo, sujidade, etc.
 O sinal de aviso, ao acionar o contacto, não permanece ligado, sempre que o
travão de estacionamento não está acionado.
 

TAMBORES E DISCOS
 

MÉTODO

Mediante inspeção visual, verifica-se (nos casos em que é possível) se:

 Os discos e/ou de calços estão desgastados excessivamente na sua superfície


ativa, estão gretados ou partidos.
 Os discos e/ou tambores estão impregnados de óleo, sujidade, etc.
 Os suportes são seguros.

CABOS, ALAVANCAS E LIGAÇÕES


 

MÉTODO

Mediante inspeção visual, verificar se:

 O estado dos cabos, defeituosos, enrolados, desfeitos, desgastados ou corrosão


excessiva.
 Se as uniões com os cabos ou alavancas estão defeituosas.
 Se existe qualquer restrição ao funcionamento livre do sistema de travões.
 O aparecimento de qualquer movimento anormal das alavancas, ou ligações que
indique uma desafinação ou desgaste excessivo.

CILINDROS DO SISTEMA DE TRAVAGEM


 

MÉTODO

Mediante inspeção visual, verificar:

 Estão fendidos, defeituosos ou apresentam corrosão excessiva.


 A sua montagem é insegura ou inadequada.
 O percurso da haste do cilindro é excessivo.
 Se há danos excessivos ou percas da guarda de proteção contra o pó.

 
COMPENSADOR AUTOMÁTICO DE TRAVAGEM EM FUNÇÃO
DA CARGA
 

GERAL

Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de
travões, embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se
indica.

MÉTODO

Mediante inspeção visual, verificar (naqueles casos em que seja possível):

 Sua ligação.
 O funcionamento.
 Se está apertado ou inoperativo.

AJUSTADORES DE CARGA AUTOMÁTICO


 

GERAL

Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de
travões embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se
indica.

MÉTODO

Mediante inspeção visual, verificar se é possível:

 Que não apresentem tensão ou movimento anormal.


 Um desgaste excessivo ou um ajuste defeituoso.
 Se o seu funcionamento é adequado.

ALINHAMENTO DE DIREÇÃO
OBJETIVO
Medir o alinhamento das rodas diretrizes dos veículos automóveis e verificar o estado
mecânico dos componentes da direção.

MÉTODOS DE ENSAIO

 Exame visual
 Exame mecanizado - Ripómetro

INSPEÇÃO E PROCEDIMENTO
ENSAIO

 O veículo deve apresentar-se com a pressão correta de ar nos pneumáticos.


 O desalinhamento das rodas diretrizes provoca um movimento lateral na placa,
sendo esse movimento quantificado pelo número de milímetros de deslocação
lateral.
 Com a simples passagem sobre a placa é possível saber quantos milímetros por
metro, (ou metros por quilometro) a direção se encontra convergente (Toe-in) ou
divergente (Toe-out), consoante a deslocação do prato seja respetivamente para
a esquerda ou para a direita.
 Durante o ensaio não deverá ser efetuada qualquer correção ao volante.

ESTADO MECÂNICO DA DIREÇÃO E VOLANTE


CONDIÇÕES DE ENSAIO

 O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo, por baixo, permitindo


uma observação eficaz de todos os órgãos mecânicos.
 Não são permitidas fugas de fluido lubrificante.

CONTROLO DE VOLANTE E COLUNA DE DIREÇÃO


CONDIÇÕES DE ENSAIO

 Rodar o volante para verificar a folga radial e a existência de resistências ao


movimento, estando o inspetor na posição normal de condução.
 Fazer ligeira pressão, quer no sentido ascendente quer no descendente da coluna,
para verificar a fixação de volante e coluna de direção.

CONTROLO DA CAIXA DE DIREÇÃO


Com o auxílio do apresentante do veículo, provocar movimentos alternados à direção,
para a esquerda e direita, verificando visualmente:
 Pontos de fixação da caixa de direção ao quadro.
 Fugas de lubrificante
 Estado de conservação da caixa
 Estado de conservação dos guarda-pós

CONTROLO DA BARRA DE DIREÇÃO, TIRANTES E


RÓTULAS
Com o movimento alternado indicado no ponto anterior, o inspetor deve verificar
visualmente se existem anomalias nos seguintes órgãos:

 Tirantes
 Articulações
 Rótulas de direção

Deve ainda verificar o estado de funcionamento destes órgãos procurando a existência


de:

 Deformações
 Folgas
 Soldadura
 Fissuras

VEÍCULOS COM DIREÇÃO ASSISTIDA


Com o motor a funcionar, o inspetor deve controlar visualmente se o sistema funciona
acionando o volante, devendo posteriormente verificar se existem fugas no sistema e o
nível de fluido hidráulico quando visível.

Para efetuar o controlo dos órgãos referidos no ponto anterior, o condutor deve com o
motor parado, efetuar o movimento alternado, sem forçar, para que seja possível
verificar o estado mecânico da direção e seus componentes.

Mediante inspeção visual verificar:

 A existência de fugas.
 A fixação da bomba e tubagens.
 O estado da bomba.
 A tensão da correia que a incorpora.
 O nível de fluído, se é possível.

EMISSÕES DE CO2 E RUÍDO: SISTEMA DE


ESCAPE
OBJETIVO

Realizar uma inspeção-geral ao sistema de escape controlando as emissões de CO2 dos


automóveis, identificando possíveis fugas e o estado da montagem.

REQUISITOS

Verificações preliminares no veículo antes de realizar a inspeção das emissões de CO2.


É necessário verificar:

 Se o sistema de escape se encontra homologado;


 O sistema de escape da viatura, confirmando a não existência de fugas ao longo
de toda a conduta e panelas;
 Caso exista, o estado do catalisador e sonda lambda;
 A existência de reparações inadequadas;
 O estado dos suportes;
 A existência de emissões de óleo provenientes do motor;
 A existência de emissões de vapores de óleo.

INSPEÇÃO E MÉTODO DE ENSAIO

Realizar uma inspeção ao seu carro e verificar visualmente:

 A eventual existência de emissões de óleos;


 O sistema de escape de gases provenientes da combustão como, por exemplo,
a emissão de CO2 do seu veículo;
 O bom estado de circuito de escape e silenciador.

CONTROLO DE EMISSÕES DE CO2 – IGNIÇÃO POR FAÍSCA


(CICLO OTTO)
 

OBJETIVO

Controlar a emissão dos gases de escape nos motores a gasolina, por medição do teor de
“CO” e do valor de Lambda quando aplicável.

EQUIPAMENTO – MÉTODO DE ENSAIO


 Analisador de gases por infravermelhos (análise a quatro gases: CO; CO2; O2;
HC; NOX e valor de Lambda).

PROCEDIMENTO

Verificações preliminares no veículo antes de realizar o ensaio. É necessário verificar:

 Se o motor se encontra à temperatura normal;


 Se o regime do motor é adequado ao teste de acordo com o legalmente
estabelecido (ralenti ou moderadamente acelerado);
 Se o veículo está equipado com sistema catalítico e sonda lambda ou com
sistema de escape normal.

CONTROLO DE EMISSÕES DE CO2 – IGNIÇÃO POR


COMPRESSÃO (CICLO DIESEL)
 

OBJETIVO
Realizar uma inspeção ao carro e controlar a emissão dos gases de escape por medição
da sua opacidade (m-1).

ESPECIFICAÇÕES GERAIS
O procedimento da inspecção aplicar-se-á a veículos equipados com motores com
ignição por compressão (ciclo Diesel), registados a partir de 01/01/1980. Os veículos
registados anteriormente a esta data estão isentos do cumprimento dos requisitos
estabelecidos, no que respeita ao controlo de emissões de gases de escape como, por
exemplo, a emissão de co2 dos veículos.

INSPEÇÃO

Verificações preliminares no veículo antes de realizar o teste. É necessário verificar:

 Que no pedal do acelerador não existe qualquer limitador de curso;


 Que não há qualquer modificação do sistema original de escape (sistema
homologado);
 Se o sistema de aquecimento está desligado;
 Que o motor se encontra à temperatura normal;
 Em viaturas pesadas, com sistemas de travão designado de montanha, confirmar
que se encontra desligado;
 A posição do descompressor (devendo manter-se em posição de todo aberto);
 Que a ponteira de saída dos fumos é adequada e com dimensionamento
compatível com a ponteira a utilizar;
 A acessibilidade da saída do escape, em relação à extensão do tubo de recolha de
fumos (adequando para tal a melhor solução);
 Como ação complementar do ensaio realizado, aquando da passagem do veículo
pela fossa e com o motor em funcionamento, o inspetor deve fazer uma revisão e
verificar o sistema de escape, confirmando a eventual existência de fugas ao
longo de todas as condutas e panelas.

SINAIS QUE PODEM ESTAR RELACIONADOS COM A


EMISSÃO DE CO2
Sintomas, facilmente identificáveis, que sirvam de alerta para as emissões CO2 não
existem.

Sendo um gás, para além de ser invisível é também inodoro, isto é, é um gás difícil de
identificar sem que seja utilizado equipamento apropriado.

As variações de emissão deste gás, não estão diretamente ligadas com comportamentos
do veículo.

As emissões de CO2 estão diretamente relacionadas com o aumento de consumo


resultante de uma resistência ao deslocamento do veículo ou de uma prática de
condução inadequada. Os sinais que se podem encontrar num veículo e que estão
relacionados com o aumento das emissões CO2 podem ser:

 Uso de pneus mais largos relativamente aos recomendados pelo fabricante (os
que constam no Livrete ou DUA);
 Utilização de pneus com pressão abaixo da pressão correta, isto é, da indicada
pelo fabricante;
 Direção desalinhada;
 Uso de lubrificantes não adequados para o tipo de motor;
 Montagem de apêndices na carroçaria do veículo, que aumentem a resistência
aerodinâmica;
 Condução com utilização sistemática a mudanças de velocidade mais baixas,
implica o aumento de consumo e por sua vez o aumento das emissões.

NSPEÇÃO VISUAL AO VEÍCULO


OBJETIVO
Verificação do estado do veículo, através de exame visual.
 

CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS
 

CORROSÃO

Dado ser a corrosão um dos aspetos mais importantes na inspeção das condições gerais
da estrutura do veículo, convém ter em consideração que o efeito da corrosão na
segurança de um veículo depende:

 da sua extensão
 na área na qual ocorre

Uma ligeira corrosão numa parte importante da estrutura de um veículo pode tornar um
veículo inseguro, quando destrói a continuidade da estrutura do suporte de carga. Por
outro lado, a corrosão profunda em áreas não importantes, poderá não afetar a segurança
do veículo.

Tendo identificado os elementos importantes de suporte de carga, o Inspetor verifica se


elas estão excessivamente corroídas, primeiro através de uma inspeção visual e depois
através da pressão do dedo polegar. Se necessário, é feita uma raspagem ou um
percutimento leve das áreas afetadas com uma ferramenta que auxilie a avaliação da
corrosão. O metal excessivamente corroído emite um som monótono, que o metal não
afetado não faz.

ESTRUTURA DO VEÍCULO – INSPEÇÃO VISUAL

A Inspeção visual consiste em:

 Avaliar visualmente o estado da carroçaria e do chassis na proximidade dos


pontos de suporte.
 Verificar se há sinais de acidentes e reparações.
 Verificar o correto funcionamento dos fechos, portas, vidros, espelhos, etc.

CHASSIS – CARROÇARIA
Os veículos devem estar construídos e equipados para que não tenham no seu exterior
adornos ou outros objetos com arestas salientes que apresentem perigo para os seus
ocupantes ou para os utentes da via pública. Em concreto, os órgãos mecânicos e os
equipamentos complementares devem estar construídos e protegidos de modo a que
durante o seu funcionamento e utilização não constituam perigo para as pessoas, ainda
que o veículo esteja parado.

Portanto a carroçaria deve estar livre de defeitos que possam afetar a integridade do
veículo ou a segurança das pessoas.

CABINA E CARROÇARIA

 Estado Geral e Fixação

BAGAGEIRA

 Verifica-se o estado de corrosão do fundo, da cobertura e eventuais indícios de


acidente.
 A eficiência da fechadura.
 A existência de carga que possa eventualmente influenciar o controlo da
orientação dos faróis.

EXTERIOR DO VEÍCULO
 Portas
 Verifica-se o estado de funcionamento e fixação dos montantes;
 Avalia-se o estado de corrosão.
 As portas dos veículos devem ter fechaduras e órgãos de fixação de modo que
impeçam a sua abertura e permitam a evacuação dos ocupantes em caso
de acidente rodoviário.
 Os degraus ou estribos e maçanetas devem oferecer a segurança adequada para o
uso a que estão destinados, devendo estar livre de arestas cortantes e fendas ou
fissuras que podem pôr em perigo as pessoas ou dificultar a sua função.

É ainda verificado:

 O bom funcionamento das fechaduras que impede a abertura não desejada das
portas.
 O estado das dobradiças das portas
 A existência de degraus
 Que os degraus mantenham a sua qualidade antiderrapante
 A existência e estado das maçanetas quando são obrigatórios
 A existência de dispositivos estabelecidos que permitam a abertura e o fecho das
portas do veículo, tanto no exterior como no interior do mesmo.
 Vidros – Fixação e estanquicidade nos seus chassis, verificando se obedecem às
prescrições regulamentares, verificação do estado do para-brisas, da eventual
deformação ótica e da marca de homologação.
 Retrovisores laterais – Quando requeridos, verifica-se a fixação, estado,
estabilidade e possibilidade de regulação.
 Para-choques e proteção lateral – Verifica-se a correta posição dos para-choques
e da proteção lateral, quando requerida, estado geral, fixação, inexistência ou
modelos aplicados, não regulamentares
 Guarda-lamas – Verificar o estado geral, em particular a fixação e corrosão.
 Roda de reserva - No caso de a roda de reserva estar fixada no exterior da
carroçaria, o seu suporte deve garantir que não exista risco de se soltar ou
desprender.

INSPEÇÃO DO COMPARTIMENTO DO MOTOR

Com o compartimento do motor acessível, verifica-se:

 Pontos de fixação da suspensão


 Indícios de quaisquer acidentes sofridos
 Motor – Estado geral, corrosão do compartimento e da capota, eventuais fugas
no dispositivo de servofreio, reservatório de líquido de travões e do seu nível e
partes do sistema de direção.

INTERIOR DO VEÍCULO
 

OBJETIVO

Verificar as condições técnicas do equipamento e acessórios existentes no interior do


veículo, para confirmar o estado do veículo.

INSPEÇÃO

O Inspetor verifica visualmente o habitáculo; a direção; os pedais de manobra na


condução; o sistema antirroubo; o banco do condutor; os bancos dos passageiros; as
portas; as saídas de emergência; os sistemas de ventilação, aquecimento e cortinas; a
sinalização sonora e luminosa interior; os painéis de separação em veículos de
mercadorias; o velocímetro; o conta-quilómetros; o avisador sonoro.
 

HABITÁCULO

 O estado de limpeza do habitáculo, em particular quando se trate de transporte


público de passageiros.
 O estado do piso do habitáculo, nomeadamente nos veículos de transporte
público de passageiros.

DIREÇÃO

 O estado do volante (eventuais reparações ou modelo não regulamentar)


 Posições do volante quando as rodas estão direitas
 A fixação do volante (um deslocamento excessivo do centro do volante para
cima ou para baixo, significa fixação defeituosa)
 Folgas do volante (oscilando ligeiramente à esquerda e à direita num plano
perpendicular à coluna de direção sem provocar o virar das rodas diretrizes)
 Estado da coluna de direção (exercer alternativamente tração e compressão no
volante).
 Verifica o funcionamento do sistema de apoio à direção (direção assistida),
desligando/ligando o motor.

PEDAIS DE MANOBRA NA CONDUÇÃO

 Verificar o estado e as condições anti escorregamento.

SISTEMA ANTIRROUBO

 Verificar o bom estado de funcionamento (para o efeito deve ser tomado em


consideração o tipo de sistema. No caso de atuar sobre a direção deve ser
verificado o bloqueio da mesma quando é retirada a chave de ignição).

BANCO DO CONDUTOR

 Verifica o estado de conservação, fixação, mecanismo de regulação, dimensões


e espaçamento.

BANCOS DOS PASSAGEIROS


Verifica:

 Se o número de lugares corresponde com a documentação do veículo.


 A fixação dos bancos à estrutura.
 A adequação à sua função.
 Que não apresentem nenhum elemento deteriorado a solta que possa causar
lesões aos ocupantes do veículo.
 A acessibilidade a lugares posteriores.

PORTAS

 No caso dos autocarros providos de portas com comando pneumático, controla-


se o sistema de abertura e fecho das mesmas, verificando se o (s) reservatório (s)
está (ão) sob pressão, através do manómetro existente no veículo.
 Para todos os casos verifica-se a condição de abertura e fecho e o sistema de
abertura e fecho das portas.

SAÍDAS DE EMERGÊNCIA (VEÍCULOS DE TRANSPORTE PÚBLICO DE


PASSAGEIROS)

 Verifica-se a existência de saídas de emergência e as condições de sinalização e


visibilidade para os passageiros bem como se são de modelo homologado.
 Verifica-se a existência de martelos de quebra de vidros nos veículos.

SISTEMAS DE VENTILAÇÃO, AQUECIMENTO E CORTINAS (TRANSPORTE


PÚBLICO DE PASSAGEIROS)

 Verifica-se a existência de cortina de proteção solar para os passageiros.


 Verifica-se a existência e funcionamento do sistema de aquecimento ambiente.
 Verifica-se a existência e funcionamento do sistema de desembaciador do para-
brisas.
 Verifica-se a existência e funcionamento do sistema de ventilação ambiente.

SINALIZAÇÃO SONORA E LUMINOSA INTERIOR

 Verifica-se a existência e funcionamento da sinalização sonora e luminosa de


aviso aos passageiros.

PAINÉIS DE SEPARAÇÃO EM VEÍCULOS DE MERCADORIAS


 Verifica-se a conformidade e estado de fixação do sistema.
 Verifica-se nos veículos ligeiros de transporte público de passageiros (TAXI) a
conformidade do modelo e as condições de fixação e conservação.

VELOCÍMETRO

 Verifica-se o velocímetro ou controlador de velocidade, funcionamento e escala


em quilómetros obrigatoriamente

CONTA-QUILÓMETROS (ODÓMETRO)

 Verifica-se o funcionamento e a grandeza medida. Na ficha de inspeção deve ser


colocado o valor lido em Kms e em observações a indicação de que também lê
em Milhas.

AVISADOR SONORO

 Verifica-se o funcionamento do avisador sonoro. Verificar, caso exista avisador


pneumático, a existência e funcionamento do comutador.

DISPOSITIVO MECÂNICO DE ENGATE


 

OBJETIVO

Verificar as condições técnicas e o estado de funcionamento e manutenção do


dispositivo de engate entre o veículo trator e o reboque ou semirreboque.

DISPOSITIVO DE ENGATE

Os dispositivos de engate a instalar em veículos Ligeiros devem estar devidamente


homologados.

OUTROS REQUISITOS
Os dispositivos mecânicos, pneumáticos e elétricos de ligação entre um veículo trator e
o seu reboque devem ser compatíveis.

INSTALAÇÃO ELÉTRICA
 

OBJETIVO

Verificar o estado e condição da Instalação elétrica do veículo, incidindo as verificações


sobre a bateria, cabos, ligações e as proteções.

Verificar a existência e adequada instalação das ligações para a conexão com o reboque
e semirreboque.

INSPEÇÃO

A Inspeção da instalação elétrica incide sobre:

BATERIA

 Fixação
 Ligações
 Proteção das ligações

CABOS

 Ligações
 Condição de fixação e proteção da cablagem
 Estado dos cabos

LIGAÇÕES (CONEXÕES)

 Estado das conexões


 Estado das fixações
 Proteção contra curto-circuitos

 
PROTEÇÕES (FUSÍVEIS)

 Ausência
 Calibre de proteção incorreto

EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS
OBJETIVO
Verificar a existência e conformidade de equipamentos que obrigatoriamente devem
equipar os veículos, face à sua utilização e tipo.

 OBRIGATÓRIO PARA TODOS OS VEÍCULOS


 

TRIÂNGULO DE PRÉ-SINALIZAÇÃO

 Verifica-se a existência, modelo e estado de conservação

COLETE RETRORREFLETOR

 Verifica-se a existência, modelo e estado de conservação

OBRIGATÓRIO APENAS PARA DETERMINADAS


UTILIZAÇÕES E TIPOS DE VEÍCULOS
EXTINTOR

 Verifica-se a existência
 Modelo e marca de homologação
 Validade
 Estado de conservação e acessibilidade

TACÓGRAFO

 Verifica-se a existência
 Marca de homologação
 Selo de verificação periódica

LIMITADOR DE VELOCIDADE

 Verifica-se a existência
 Marca de homologação
 Selo de verificação periódica

CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS

 Verifica-se a existência
 Constituição (produtos)
 Localização

CAIXA DE FERRAMENTAS

 Verifica-se a existência
 Constituição (ferramentas)
 Localização

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