Você está na página 1de 13

IPEMIG

INSTITUTO PEDAGÓGICO DE MINAS GERAIS

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA


INGLESA

NEUDIRAN GONÇALVES NUNES SANTOS

A MÚSICA NORTE-AMERICANA EM SALA DE AULA

IBIMIRIM – PE
2021
IPEMIG
INSTITUTO PEDAGÓGICO DE MINAS GERAIS

NEUDIRAN GONÇALVES NUNES SANTOS

A MÚSICA NORTE-AMERICANA EM SALA DE AULA

Trabalho de conclusão de curso


apresentado como requisito parcial à
obtenção do título de Especialista em
Metodologia do Ensino da Língua Inglesa.

IBIMIRIM – PE
2021
A MÚSICA NORTE-AMERICANA EM SALA DE AULA

Neudiran Gonçalves Nunes Santos1

Declaro que sou autor (a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o
mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial
ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais.

RESUMO

O ensino de Língua Estrangeira passa por um desenvolvimento constante que perpassa as metodologias
e traz modificações radicais nas metodologias, nos conteúdos e nas metas que são propostas conseguir
através do ensino. No entanto, todas as metodologias utilizadas têm em vista uma aprendizagem mais
significativa e dinâmica para os estudantes. A música está presente em todos os ambientes, pois desde a
infância a criança já ouve sons e com o passar do tempo, ela escuta alguém cantando, conseguindo
distinguir a fala, desenvolvendo-se em contato com a música. Este gênero é bastante significativo, pois
está presente na vida do ser humano, em diferentes momentos de sua vida e com diferentes finalidades
como a diversão, a reflexão, o relaxamento e também para aprendizagem. Além disso, cria um ambiente
de acolhimento e de colaboração em sala de aula, e isso é bastante importante para o aprendizado de
línguas e a música pode oferecer muito mais. A intervenção do professor é essencial em todo o percurso
da aprendizagem, pois abrange o desenvolvimento e o refinamento de atitudes. Deposita-se a
necessidade da interferência do educador no que diz respeito às orientações acerca de como organizar e
trabalhar com o material de estudo, o desenvolvimento de atitudes de investigação e de meditação
acerca das descobertas, para a promoção da autonomia do estudante, pois sem isso se torna mais difícil
assegurar os avanços necessários.

PALAVRAS-CHAVE: Língua Estrangeira. Metodologias. Música. Aprendizagem. Mediação.

1
SANTOS, Neudiran Gonçalves Nunes. Estudante do Instituto Pedagógico de Minas Gerais - IPEMIG,
Pós-Graduação em Metodologia do Ensino da Língua Inglesa. Ibimirim – PE. E-mail:
neudirang14@hotmail.com
1 INTRODUÇÃO

Nos dias atuais, o Ensino de Língua Estrangeira atravessa um firme


desenvolvimento que perpassa métodos e traz transformações radicais nos
procedimentos, conteúdos e metas que são propostos a alcançar através do ensino. E,
todos estes métodos visam uma aprendizagem mais significativa e eficiente para os
alunos.
Não é possível negar que a Língua Inglesa é falada no mundo inteiro, e o Brasil é
dependente dela para a realização das exportações, do turismo, da tecnologia e para
captar investimentos externos, da sobrevivência social e política e do futuro econômico
brasileiro, porém isso depende de como o ensino dessa língua está sendo desenvolvido
nas salas de aulas.
Sabe-se que o Ensino de Língua Estrangeira passa por um desenvolvimento
constante que perpassa as metodologias e traz modificações radicais nas
metodologias, nos conteúdos e nas metas que são propostas conseguir através do
ensino. No entanto, todas as metodologias utilizadas têm em vista uma aprendizagem
mais significativa e dinâmica para os estudantes.
Deste modo, a percepção da função desempenhada pela língua como produto cultural é
essencial para a apreensão crítica de textos em Língua Estrangeira. Pois, a noção de textualidade
apenas se realiza através da formação de significados estabelecidos com os fatores culturais.
Entretanto, um dos maiores desafios no ensino de Língua Inglesa no Brasil é a
motivação dos estudantes, já que não creem que podem aprender a ter o domínio da
mesma. Assim, a música é apresentada como um tema que pode ajudar nesse
processo de motivação.
Na verdade, o trabalho de ensino de língua estrangeira atualmente tem
enfrentado dificuldades exigindo do professor prática e habilidade, fundamentalmente
para superar o desafio para reverter o quadro de dificuldades enfrentado com a
desvalorização da educação pública, falta de materiais, e outras questões. Porém, os
esforços são apreciáveis pelos docentes, para propiciar aos estudantes condições para
uma aprendizagem de qualidade, despertando sua atenção e procurando desenvolver
seu interesse pelo ensino de língua estrangeira.
Sendo assim, a música está presente em todos os ambientes, pois desde a
infância a criança já ouve sons e com o passar do tempo, ela escuta alguém cantando,
conseguindo distinguir a fala, desenvolvendo-se em contato com a música. No início da
vida escolar, as crianças se encontram com músicas nas suas brincadeiras, fazendo
com que o seu dia a dia seja bem mais interessante e com mais ritmo. Através do
contato com as músicas, a crianças são envolvidas, se divertindo e aprendendo de
forma mais aprazível do que com meros conteúdos falados. O ritmo e a alegria da
música dão a possibilidade de que a mensagem a ser transmitida possa ter maior
eficácia, sendo assimilada com mais profundidade.

2 DESENVOLVIMENTO

É muito interessante apontar para a utilização das músicas no ensino de língua


inglesa devido a sua questão cultural, visto que se torna possível apontar para a
diversidade cultural, levando o ensino para a direção da questão interdisciplinar,
considerando todo o contexto idiomático, tornando esta aprendizagem mais significativa
e motivadora. Podendo até mesmo abordar comandos para a aprendizagem como o
listening, o vocabulário, os tópicos gramaticais, a leitura, a expressão oral, a produção
textual e a ortografia. A música tem se mostrado como uma maneira completa de
ensino de línguas, pois conglomera diversas questões dentro de um mesmo ambiente,
abarcando a ludicidade, a representação histórica e cultural que a música pode ter
ritmo, e a estrutura textual, que pode ser trabalhada para diversas abordagens. De
acordo com Fernandes (2014, p. 03 Apud BONATO, 2014, p.20):

A música com sua linguagem universal nos faz crer que talvez seja a mais
elevada, a mais ambígua, incognoscível e reveladora, tangível e distante das
artes. E, também, o mais atraente e enigmático caminho para se compreender
as coisas no mundo. A música atua na esfera dos sentimentos. Qualquer ser
humano, mesmo que pouco dotado de sensibilidade musical, percebe e sente o
magnetismo que a música exerce sobre si. Esse magnetismo impulsiona as
manifestações e exteriorizações das emoções do homem e, consequentemente,
o sensibiliza profundamente.
Isso implica dizer que é possível perceber como a música envolve o estudante
no próprio mundo da sala de aula, e que grande maioria desses estudantes tem contato
afetivo com a música, já que a música faz parte de suas realidades.
Sendo assim, a música intervém nas emoções, visto que as pessoas estão
submersas num mundo melodioso. Em todos os ambientes a música está presente,
mesmo que, muitas vezes, não possa ser percebida. A música acorda os sentimentos e
emoções do (a) ouvinte, podendo exercer influência sobre essa pessoa numa
participação maior da atividade, envolvendo-se mais, e acabando por conduzir o
estudante para a aprendizagem, mesmo que seja de forma involuntária.
A realidade escolar precisa de recursos que possam promover a aprendizagem
dos educandos que chegam ao Ensino Médio com muitas discrepâncias em diferentes
áreas do saber e, em especial, na Língua Estrangeira Moderna. Para Siuniti; Feldman
(2014, p. 03):

A música como gênero textual é uma estratégia que promove a aprendizagem


do conteúdo e motiva os alunos; como um instrumento de inserção cultural, na
medida em que proporciona a superação da leitura e a compreensão e
interpretação textual em inglês. A sua utilização não apenas colabora para
instrumentalizar o aluno a refletir sobre o mundo tão diversificado cultural e
socialmente em que vivem como também propicia a assimilação de conteúdos
ministrados nas aulas de forma mais prazerosa.

Isso leva à compreensão de que este gênero é bastante significativo, pois está
presente na vida do ser humano, em diferentes momentos de sua vida e com diferentes
finalidades como a diversão, a reflexão, o relaxamento e também para aprendizagem.
Além disso, cria um ambiente de acolhimento e de colaboração em sala de aula, e isso
é bastante importante para o aprendizado de línguas e a música pode oferecer muito
mais.
A música estando presente em todos os espaços tem o poder de incitar e levar o
seu ouvinte à aprendizagem, servindo como uma contribuição ainda que inconsciente, e
ela acaba por estimular o prazer afetando direta e indiretamente a vida das pessoas.
Siuniti; Feldman (2014, p. 05) afirmam que:

A atividade com a música abrange o aspecto físico e o psicológico e tem como


aspecto positivo seu significativo poder de promover e despertar a motivação e
o interesse dos alunos, dois conceitos muitos utilizados quando se busca
alternativas para superar a falta de interesse dos alunos e a não aprendizagem.
Nesse sentido, pode-se afirmar que a música é um recurso há muito tempo
usada em sala de aula, e um eficiente instrumento pedagógico de suporte para a
aprendizagem de inglês. Assim, como as turmas do Ensino Fundamental e Médio são
compostas de adolescentes e gostam de músicas, especialmente as internacionais, é
adequada a utilização dessa alternativa para o trabalho com a Língua Estrangeira.
Tal metodologia não desviaria, de modo algum, o livro didático, mas poderia ser
empregada como um recurso metodológico para a promoção do processo de ensino-
aprendizagem, tendo como meta deixar a aula mais dinâmica e interessante para o
educando, isto é, a música se torna um intermediário entre o conteúdo trabalhado e o
aprendizado. Segundo Brasil (1998, p. 32):

Um dos procedimentos básicos de qualquer processo de aprendizagem é o


relacionamento que o aluno faz do que quer aprender com aquilo que já sabe.
Isso quer dizer que um dos processos centrais de construir conhecimento é
baseado no conhecimento que o aluno já tem: a projeção dos conhecimentos
que já possui no conhecimento novo, na tentativa de se aproximar do que vai
aprender.

No entanto, no que diz respeito aos saberes que o estudante tem de adquirir
sobe a língua estrangeira, ele se apoiará nos saberes que correspondem e nas
utilizações que faz deles como um usuário de sua língua materna em textos orais e
escritos. No entanto, essa estratégia de correlacionar os novos conhecimentos da
língua estrangeira e os conhecimentos já possuídos de sua língua materna é um
componente importante para o processo de ensino e aprendizagem da Língua
Estrangeira. Pois, uma das estratégias características utilizadas pelos aprendizes é a
transferência daquilo que sabe como usuário de sua língua materna para a língua
estrangeira.
Vale lembrar que o ensino de uma língua estrangeira na escola tem uma função
muito importante já que permite aos estudantes adentrarem nas outras culturas, com
maneiras diferentes de ver e interpretar a sua realidade. Nessa tentativa de promover a
aprendizagem, entretanto, existe uma tendência para se organizar os conteúdos de
modo excessivamente simplificado, em torno de diálogos pouco expressivos para os
educandos ou de textos pequenos, que muitas vezes não têm contextualização,
acompanhados de exploração dos vocábulos e das estruturas da gramática,
trabalhados como exercícios de tradução, cópia, transformação e reprodução.
Conforme Brasil (1998, p. 54):

Assim, é fundamental que desde o início da aprendizagem de Língua


Estrangeira o professor desenvolva, com os alunos, um trabalho que lhes
possibilite confiar na própria capacidade de aprender, em torno de temas de
interesse e interagir de forma cooperativa com os colegas. As atividades em
grupo podem contribuir significativamente no desenvolvimento desse trabalho, à
medida que, com a mediação do professor, os alunos aprenderão a
compreender e respeitar atitudes, opiniões, conhecimentos e ritmos
diferenciados de aprendizagem.

É importante observar que “o estímulo à capacidade de ouvir, discutir, falar,


escrever, descobrir, interpretar situações, pensar de forma criativa, fazer suposições,
inferências em relação aos conteúdos é um caminho que permite ampliar a capacidade
de abstrair elementos comuns a várias situações, para poder fazer generalizações e
aprimorar as possibilidades de comunicação, criando significados por meio da utilização
da língua, constituindo-se como ser discursivo em língua estrangeira” (BRASIL, 1998, p.
55).
Isso significa dizer que a intervenção do professor é essencial em todo o
percurso da aprendizagem, pois abrange o desenvolvimento e o refinamento de
atitudes. Deposita-se a necessidade da interferência do educador no que diz respeito
às orientações acerca de como organizar e trabalhar com o material de estudo, o
desenvolvimento de atitudes de investigação e de meditação acerca das descobertas,
para a promoção da autonomia do estudante, pois sem isso se torna mais difícil
assegurar os avanços necessários.
Contudo, outro fator que merece destaque é a atividade e/ou trabalho em dupla
ou grupo, já que os estudantes com essa metodologia aprendem a trabalhar
coletivamente e todas as decorrências cognitivas, emocionais e sociais que o mesmo
sugere, trazem uma troca de saberes promovendo a aprendizagem e proporcionando
trabalhos excelentes. De acordo com Siuniti; Feldman (2014, p. 11):

O trabalho como o gênero música é significativo na medida em que prende a


atenção do aluno, motiva-o, valoriza-o, promove a socialização, ajuda na
memorização de vocabulário e quando bem contextualizada e planejada,
explorada em função das verdadeiras necessidades dos alunos, promove a
aprendizagem de uma segunda língua.

Considerando a afirmação dos autores, pode-se afirmar que não é muito difícil
encontrar educadores que também estão conectados ao sistema behaviorista de ensino
e aprendizagem, no entanto para que se tenham educandos com interesse nas aulas
precisa-se inovar e o trabalho com a música colabora bastante para isso. Contudo,
deve-se ressaltar que é da competência do professor a buscar atividades diversificadas
por atividades voltadas para o gênero musical, utilizar instrumentos tecnológicos que
possam facilitar para o acesso a esse recurso, interceder, administrar e levar os
estudantes à motivação para o estudo e para a aprendizagem de uma Língua
Estrangeira.
Assim, as aulas de Língua Estrangeira podem se configurar como lugares de
influência mútua entre educadores e estudantes e pelas reproduções e visões de
mundo que são reveladas no cotidiano. O objetivo é levar os alunos a analisarem as
questões sociais, políticas e econômicas da nova ordem mundial, suas insinuações e
que possam desenvolver uma consciência crítica sobre a função das línguas no meio
social. Segundo os PCNs (1998, p. 53):

Os primeiros contatos com a aprendizagem de inglês de maneira formal,


sistematizada, ocorrem para a maioria dos nossos alunos, no início do terceiro ciclo,
período este em que, de modo geral, enfrentam conflitos, representados por
transformações significativas relacionadas ao corpo, à sexualidade, ao
desenvolvimento cognitivo, à emoção, à afetividade, além dos relacionados aos
aspectos socioculturais. Torna-se bastante difícil traçar um perfil do aluno que chega
ao terceiro ciclo, tanto em relação aos aspectos afetivo-emocionais que marcam esse
período quanto em relação aos diferentes conhecimentos de língua materna que
possuem e os diferentes níveis de familiaridade que apresentam em relação à língua
estrangeira.

É muito importante lembrar que é muito frequente uma reflexão mais arraigada
acerca do funcionamento e da utilização da língua materna, o estudante se vê diante da
necessidade de compreensão da constituição do significado na língua estrangeira, com
uma coordenação diferente dos vocábulos nas frases, das letras nas palavras, uma
forma de escrever diferente da de falar, outra dicção, outro compasso.
É através da música que se podem expressar as diferentes emoções que estão
na alma, seja triste ou alegre ou que traga paz ou inquietude. Um exemplo é quando se
coloca uma música melódica num dia triste ou uma música alegre, empolgante, quando
se está animado. Para Priolli (1993, p. 06 Apud ALGAYER; TRUGILLO, 2013, p. 03):

Música é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma mediante o som e


divide-se em três partes: melodia, harmonia e ritmo. Também é movimento,
sentimento e consciência do espaço – tempo, ritmo; sons, silêncios e ruídos;
estruturas que engenham formas vivas. Música é igualmente tensão e relaxamento,
expectativa preenchida ou não, organizações e liberdade de abolir uma ordem
escolhida; controle e acaso.

Neste sentido, a música deve estar acessível a todos. Portanto, é possível


também a utilização dela nos ambientes escolares para tornar a aprendizagem mais
leve e motivadora. Para isso, é necessário que se compreenda primeiro que o estímulo
é parte essencial para o crescimento do indivíduo e mais do que isso, que se possam
encontrar recursos para que tais estímulos sejam aprazíveis para a criança. A
aprendizagem necessita ser leve, sem obrigações. Deve-se observar também que a
criança precisa ter um desenvolvimento global, isto é, que possa se desenvolver em
todas as suas funções. Conforme Nogueira (2003, p. única Apud ALGAYER;
TRUGILLO, 2013, p. 03):

A prática musical faz com que o cérebro funcione “em rede”: o indivíduo, ao ler
determinado sinal na partitura, necessita passar essa informação (visual) ao cérebro;
este, por sua vez, transmitirá à mão o movimento necessário (tato); ao final disso, o
ouvido acusará se o movimento feito foi o correto (audição). Além disso, os
instrumentistas apresentam muito mais coordenação na mão não dominante do que
pessoas comuns. [...] o efeito do treinamento musical no cérebro é semelhante ao da
prática de um esporte nos músculos. [...] Ao mesmo tempo que a música possibilita
essa diversidade de estímulos, ela, por seu caráter relaxante, pode estimular a
absorção de informações, isto é, a aprendizagem.

Vale ressaltar que ao ouvir uma música, presta-se atenção na sua letra e na sua
melodia estimulando o cérebro. E, ao estimular o cérebro, todo o corpo recebe esse
estímulo, pois é o cérebro que comanda toda a estrutura física do corpo humano. Ao se
sentar e prestar atenção numa canção está muito além de exclusivamente estar
ouvindo-a. Nesse momento, está aprendendo e questionando a letra, dançando e
absorvendo o ritmo, e ainda criando uma nova versão para tal música.
Ao se entender a linguagem como prática social, como possibilidade de
compreender e expressar opiniões, valores, sentimentos, informações, oralmente e por
escrito, o estudo repetitivo de palavras e estruturas apenas resultará no desinteresse do
aluno em relação à língua, principalmente porque, sem a oportunidade de arriscar-se a
interpretá-la e a utilizá-la em suas funções de comunicação, acabará não vendo sentido
em aprendê-la (PCNs, 1998, p. 54).
Deste modo, é essencial que desde o início do aprendizado de Língua
Estrangeira o professor possa desenvolver, com seus alunos, um trabalho que possa
lhes dá a possibilidade de confiar na própria capacidade de aprendizagem, em torno de
temas interessantes e interajam de modo cooperativo com os colegas. Assim, as
atividades coletivas podem colaborar expressivamente no desenvolvimento do trabalho,
à medida que, com a intervenção do professor, os estudantes poderão aprender a
compreender e respeitar ações, conceitos, saberes e ritmos individualizados de
aprendizagem. Segundo os PCNs (1998, p. 55):

O estímulo à capacidade de ouvir, discutir, falar, escrever, descobrir, interpretar


situações, pensar de forma criativa, fazer suposições, inferências em relação aos
conteúdos é um caminho que permite ampliar a capacidade de abstrair elementos
comuns a várias situações, para poder fazer generalizações e aprimorar as
possibilidades de comunicação, criando significados por meio da utilização da língua,
constituindo-se como ser discursivo em língua estrangeira.

Por isso, é muito importante auxiliar o educando a alistar características e


simetrias presentes na língua materna, explorando-as ao máximo que puder. Nessa
expectativa, enfatiza-se o trabalho com a leitura e interpretação de textos, já que, sendo
a escrita um saber já obtido em língua materna, representa uma contribuição importante
para compreender os significados, o funcionamento e a utilização da língua estrangeira.
Dessa forma, as atividades orais podem ser sugeridas como meio de ampliação
da consciência dos educando acerca dos sons da língua estrangeira, através do uso de
expressões de saudação, de polidez, do trabalho com letras de música, com poemas e
diálogos.
Portanto, a intervenção do professor é essencial em todo o percurso da
aprendizagem, pois compreende também o desenvolvimento e o aprimoramento de
atitudes, colocando-se a necessidade de mediação do professor no que diz respeito às
orientações acerca de como estabelecer e lidar com o material de estudo, como
desenvolver pesquisas e reflexão sobre as descobertas para, assim, promover a
autonomia do estudante, sem que se torna mais difícil assegurar os avanços
necessários.
3. CONCLUSÃO

É sabido que o ensino de língua estrangeira nas escolas públicas vem


enfrentando muitas dificuldades no Brasil, como a falta de carga horária apropriada
para a obtenção da linguagem e, sobretudo as aulas apresentadas de modo expositivo
e cansativo, que termina levando os alunos a acreditarem que as aulas serão chatas,
antes mesmo que elas sejam dadas.
Então, para ensinar e ver o resultado daquilo que é ensinado, deve-se levar em
consideração a relação entre teoria e prática, já que essa união aparece em um
momento relevante na história da Educação Brasileira, momento em que há
capacitação constante dos profissionais da educação, todos em busca de melhoria na
qualidade de ensino.
Entretanto, a aprendizagem em sala de aula é uma expansão de um desafio
cotidiano: a necessidade da interação a partir de percepções corriqueiras do mundo ou
da criação de expectativas comuns. Mas, a diferença é que na sala de aula, o desígnio
do acontecimento interacional é de ensino e aprendizagem baseada numa relação
interacional assimétrica. Dessa forma, isso faz com que o saber sobre a interação em
sala de aula seja decisivo para educadores e educandos. Ressalve-se ainda que,
frequentemente, o método utilizado pelo professor apóia-se na interação, ou seja, nos
andaimes que constroem para a facilitação da aprendizagem.
No entanto, os conteúdos trabalhados referem-se não apenas à aprendizagem
de conceitos e procedimentos, como ao mesmo tempo ao desenvolvimento de uma
consciência crítica dos valores e atitudes no que concerne à função que a língua
estrangeira representa no Brasil, às suas utilizações no meio social, à forma como as
pessoas estão representadas no discurso, ao fato de que a utilização da linguagem
envolve necessariamente a identidade social do interlocutor.
Vale frisar, aqui, que a música muito pode cooperar para desenvolver a
cognição, o sensório-motor, a socialização e a aprendizagem. Desse modo, tem-se que
procurar todos os dias um novo método que seja eficaz para vencer os obstáculos
encontrados e que auxilie o estudante a aprender de alguma maneira. Com isso, o
trabalho com a música norte-americana na sala de aula é um dos recursos que se for
empregado com compromisso, com consciência e com um real objetivo proposto,
consegue a promoção da aprendizagem dos estudantes e menos frustração para os
professores de Língua Estrangeira Moderna. Seus benefícios são bastante
enriquecedores para o êxito da aprendizagem, especialmente quando se trata do
ensino de uma segunda língua.
Sendo assim, o trabalho com o gênero música na sala de aula tornou-se
indispensável, pois ela possui a capacidade de acordar a sensibilidade dos estudantes,
e ainda pode-se levar em consideração que este processo induz os mesmos à
participação de uma aula com um conteúdo que muitos gostam. Ainda que os gostos
musicais sejam divergentes, a música toca o indivíduo de maneira especial, podendo
assim ser um instrumento interessante neste desafio que hoje é a educação.
Portanto, deve-se recorrer ao uso de músicas norte-americanas na sala de aula
no ensino de língua inglesa, pois é uma prática que muito se aborda e, no entanto,
exige emprego adequado, para se obter resultados positivos nos estudantes. A opção
das canções é uma etapa essencial para a aula ser motivadora, e se o professor optar
por uma música de seu gosto pessoal, e não agradar aos alunos, a aula se tornará
ainda mais enfadonha. Mas, se a música é escolhida de maneira aleatória, somente se
fundamentando no gosto dos educandos, a aula pode ter pouca produção e se tornar
sem sentido.

4. REFERÊNCIAS

ALGAYER, Karine Regina; TRUGILLO, Edneuza Alves. A Música como Ferramenta


Pedagógica no Aprendizado da Criança. Revista Eventos Pedagógicos v.4, n.2, p.
136 - 145, ago. – dez. 2013.

BONATO, Denise de Melo. A Utilização Da Música Como Método De Aprendizagem


De Língua Inglesa. Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Medianeira, 2014.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:


terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira / Secretaria de
Educação Fundamental. . Brasília: MEC/SEF, 1998.

SIUNITI, Verlaine Mari; FELDMAN, Alba Krishna. O Ensino da Língua Inglesa por
Meio do Gênero Música. Os Desafios da Escola Pública Paranaense na Perspectiva
do Professor PDE. Paraná – PR, 2014.

Você também pode gostar