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Procedimento para Bloqueio e Etiquetagem no Corredor Norte

PRO-025415, Rev.: 05- 13/08/2021 - Classificação: Uso Interno


Diretoria Emitente: Diretoria Corredor Norte
Responsável Técnico: Jose de Arimateia Ferreira, 01977405, Ger. de Segurança Ocupacional Corredor Norte.
Público Alvo: Todos os empregados Vale, contratadas e subcontratadas do Corredor Norte
Necessidade de Treinamento: ( ) SIM ( X ) NÃO

Resultados Esperados:
 Eliminar ou controlar os riscos de acidentes pessoais e materiais nas atividades que envolvam qualquer
tipo de energias perigosas, através da inserção de bloqueio e etiquetagem, de modo a preservar a integridade
física dos empregados, executantes e afetados.

1. OBJETIVO

Estabelecer diretrizes de segurança, para bloqueio e etiquetagem de fontes de energias (elétrica, mecânica,
hidráulica, pneumática, química, térmica, gravitacional, residual, etc.) nas atividades de construção, montagem,
comissionamento, operação, manutenção, retorno de serviço, emergência, modificação de equipamentos,
descomissionamento e outras a critério da área em conjunto com a segurança do trabalho.

2. CAMPO DE APLICAÇÃO
Aplica-se em todo o Corredor Norte, incluindo empregados Vale, contratadas e subcontratadas.

3. REFERÊNCIAS
 PGS 002768 - Mapeamento de Processos da Diretoria Corredor Norte – Anexo 3
 PNR-000069 - Requisitos de Atividades Críticas – RAC
 PNR-000031 - Diretrizes para Permissão de Trabalho Seguro
 PGS-004521 - Matriz de Bloqueio
 PRO-027971 - Especificação de exames para monitoramento da Saúde Ocupacional, RAC, ACT e Saúde
do Viajante

4. DEFINIÇÕES E CONCEITOS
 Fontes de Energia: qualquer energia de origem elétrica, mecânica, hidráulica, pneumática, térmica,
química, gravitacional, vapor ou outra, apresentada sob a forma potencial (associada à acumulação) ou
cinética (associada ao movimento), cuja ativação inadequada pode resultar em incidentes.
 Etiquetar: Ação de colocar ou afixar uma etiqueta de identificação em uma chave, alavanca, válvula,
disjuntor, portinhola ou qualquer outro dispositivo de isolamento de energia e/ou fluxo, bem como em
equipamentos onde foram identificados defeitos ou falhas e cujas operações apresentem potencial para
anomalias com consequente perda.
 Bloquear: Ação de manter, por meio de cadeado, um dispositivo de manobra fixo numa determinada
posição, de forma a impedir uma operação não autorizada. Alguns dispositivos de isolamento podem
necessitar de modificações antes que os cadeados possam ser utilizados para o bloqueio.
 Bloqueio exclusivo: modalidade na qual um equipamento, instalação ou partes destes encontram-se
disponíveis para execução de atividades exclusivamente para a equipe de trabalho que solicitou a

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interdição inicialmente, e para as atividades de suporte que devem realizar seu bloqueio na caixa
secundária com a aprovação do líder de bloqueio exclusivo. Desta forma, o equipamento ou instalação fica
indisponível para outras equipes de trabalho realizarem seus bloqueios primários. Exemplos: distensionar
ou tensionar correia transportadora; realização de testes hidrostáticos em sistemas hidráulicos. Além do
bloqueio habitual na fonte de energia, será inserida a identificação do bloqueio exclusivo que indicar que
nenhuma outra equipe pode realizar intervenções no equipamento/sistema. A etiqueta a ser utilizada para
esta modalidade de bloqueio deve ser a etiqueta laranja.

 Cartão Individual de Identificação - cartão individual utilizado para identificar o envolvido neste
processo, contendo o nome, fotografia, matrícula, telefone (ou ramal, se for empregado Vale), gerência ou
nome da empresa (no caso de empresa contratada), conforme página 3, do Anexo 1.
 Etiqueta de bloqueio: etiqueta usada para informar que um equipamento ou sistema não pode ser
operado. Deve ser afixada, de forma visível, no local do desligamento ou corte primário da fonte de
energia. A finalidade desta etiqueta é identificar o solicitante do bloqueio; o empregado autorizado que
efetuou o bloqueio; o equipamento, sistema e/ou processo bloqueado; a data do bloqueio, e outros dados
relevantes que deixe claro os motivos do bloqueio, conforme página 1, do Anexo 1.
 Matriz de Bloqueio: É o documento que identifica claramente, POR EQUIPAMENTO, todas as fontes de
energia, todos os pontos de bloqueio, bem como o circuito ou sistema operacional sobre os quais tais
pontos de bloqueio têm controle direto.

NOTA: As áreas certificadas devem cadastrar as Matrizes de Bloqueio no SISPAV, conforme Anexo 3 -
Matriz de Bloqueio, ou o cadastro no sistema Energia Zero.

 Empregado Autorizado: Empregado treinado, qualificado e formalmente autorizado pela gerência, a


efetuar bloqueio a fim de permitir a execução de serviços de manutenção, operação, limpeza ou testes em
condições seguras. As listas destes empregados devem ser realizadas e aprovadas pelas gerencias
conforme o anexo 05.
 Nota: Somente empregados Vale, autorizados pela gerência podem efetuar bloqueio primário. Em casos
especiais (atividades de Infraestrutura, por exemplo) e formalmente liberados pelo gestor da VALE e
segurança do trabalho, empregados contratados podem efetuar bloqueios primários.
 Solicitante do Bloqueio: aquele interessado em executar atividade em equipamento, sistema ou
instalação a ser bloqueada. É o mesmo dono do ativo, mas não necessariamente quem irá executar o
trabalho.
 Líder de Bloqueio: Empregado Vale ou Contratada responsável pela equipe executante da atividade em
equipamento, sistema ou instalação bloqueada.
 Executantes da Atividade: Empregados que executam a atividade diretamente no equipamento, sistema
ou instalação bloqueada.
 Dono do ativo/Oficial de bloqueio: Responsável designado pelo equipamento a ser bloqueado e
incumbido de emitir a PTS. Quando as atividades forem realizadas por múltiplas equipes de disciplinas
diferente, o dono do ativo que é responsável por fazer toda conferência e deve seguir o fluxo completo de
bloqueio coletivo do anexo 2.

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 Executante do Bloqueio – Responsável por realizar as manobras de desligamento do equipamento,
sistema ou instalação. Exemplo: em subestações é o eletricista.
 Dispositivo de bloqueio de energia: Recurso existente em equipamentos, instalações e/ou circuito,
instalados pelos fabricantes ou não, que possibilita o bloqueio de dispositivos de manobra numa
determinada posição, impedindo uma operação não autorizada – acidental ou proposital.
 Teste: O ato de garantir que um equipamento, sistema e/ou processo esteja fora de operação, ou seja, no
estado de energia zero.
 Garra de bloqueio coletivo: Dispositivo utilizado para possibilitar o bloqueio de um mesmo ponto
(dispositivo de manobra) por vários cadeados simultaneamente.
 Grupo de trabalho: São os profissionais que participam das tarefas no equipamento, sistema e/ou
processo a ser bloqueado, reportando-se a um líder ou departamento.
 Caixa de bloqueio (lock box): caixa inviolável constituída de material resistente para bloqueio em grupo
que permite que cada trabalhador efetue o seu bloqueio e identificação individual.
 Dispositivo de Manobra: dispositivo ou recursos fabricados conforme referências técnico-legais
existentes em equipamentos, sistemas ou processos, instalados pelos fabricantes ou não e que possua
capacidade de interromper, desviar ou não permitir o reestabelecimento de uma fonte de energia, tais
como chaves seccionadoras, válvulas, dampers, registros, disjuntores etc.
 Energia Residual: energia acumulada que possa subsistir após o desligamento da fonte de alimentação e
que pode ser dissipada, representando perigo para as pessoas expostas. Está deve ser eliminada antes
da realização do serviço para que seja atingido o estado de energia zero. Ex.: estática, térmica, pressão.
 Estado de Energia Zero: condição do equipamento, instalação ou sistema, onde todas as formas de
energia estão sob controle através de bloqueio e/ou desativadas. É o estado ideal para o acesso de
pessoas ao equipamento, sistema ou instalação.
 Bloqueio Centralizado: processo de etiquetagem e bloqueio realizado de forma centralizada, ou seja,
realizado em caixas de bloqueio disponíveis em locais específicos, todas as fontes são bloqueadas pelos
executantes nas caixas de bloqueio, sendo o bloqueio primário (dos equipamentos) realizados apenas
pelos empregados autorizados.
 Procedimentos de atividades que envolvam algum tipo de bloqueio: procedimento específico
elaborado pela área executante, incluindo: – Identificação do(s) equipamento(s) a ser(em) bloqueado(s); –
Verificação de que todas as fontes de energia estão identificadas; – Seccionamento ou interrupção da
fonte de energia; – Liberação de energia residual, incluindo medidas adicionais que evitem acumulação de
energia, onde aplicável; – Aplicação dos dispositivos de bloqueio e etiquetagem de cada fonte de energia;
– Teste de verificação de efetividade do bloqueio (energia zero).

5. RESPONSABILIDADES

GERÊNCIA:

 Garantir a implantação e o cumprimento deste procedimento por todos os empregados da VALE, das
empresas contratadas e subcontratadas em suas respectivas áreas de atuação;
 Disponibilizar e gerir recursos materiais, financeiros e humanos, em sua área de responsabilidade para
garantir o objetivo deste procedimento;

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 Manter atualizada a relação de Empregados Autorizados (executante de bloqueio) e Emitentes de
Permissão de Trabalho em sua área de atuação;
 Garantir que nos projetos de novos equipamentos e instalações sejam inseridas as necessidades de
dispositivos de bloqueio para o cumprimento do procedimento local;
 Garantir a elaboração e atualização do Matriz de Bloqueio para cada equipamento da área sob sua
responsabilidade.

SUPERVISOR / CHEFIA IMEDIATA:

 Fornecer e manter os equipamentos apropriados para o trabalho;


 Conhecer os riscos em potencial associados para cada nível de realização da tarefa e os procedimentos
de segurança específicos da tarefa em sua área;
 Garantir o cumprimento deste procedimento por todos os empregados;
 Identificar os equipamentos que devem ser bloqueados para a execução das atividades;
 Garantir que os empregados sob sua supervisão possuam treinamento e recursos necessários ao
cumprimento deste procedimento.
 Zelar pela manutenção e guarda dos acessórios de bloqueio utilizados por sua equipe para a realização
do trabalho;
 Disponibilizar o cartão individual de identificação dos empregados da sua supervisão;

SESMT:

 Especificar os equipamentos de proteção individual e os métodos de proteção coletiva para a realização


do trabalho que necessite de controle do risco baseado em critérios técnicos e que atendam ao
especificado nas normas legais e internas;
 Dirimir dúvidas técnicas relacionadas ao processo deste procedimento;
 Auditar/Inspecionar o processo de bloqueio e divulgar as não conformidades identificadas, oportunidades
e pontos fortes sobre o cumprimento do procedimento local;
 Assessorar os diversos níveis de gerência, os gestores ou fiscal do contrato ou profissional por ele
delegado, na implantação e manutenção dos requisitos necessários ao cumprimento do procedimento
local.

EMPREGADO:

 Conhecer e seguir fielmente os procedimentos e normas referentes à sua área de atuação, incluindo este
procedimento;
 Zelar pela manutenção e guarda dos dispositivos de bloqueio utilizados para a realização do trabalho;
 Comunicar ao Supervisor ou Chefia Imediata toda e qualquer não conformidade relacionada ao
cumprimento deste procedimento ou riscos que possam surgir durante a execução dos serviços;
 Fazer, testar e não violar bloqueios de máquinas e equipamentos;
 Não se utilizar de um bloqueio realizado por outra pessoa para realizar uma intervenção em equipamento
ou instalação, sem realizar seu bloqueio individual. “Não pegar carona”.

GESTORES E FISCAIS DE CONTRATO

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 Manter atualizada a relação de empregados contratados responsáveis pela solicitação de bloqueios e
empregados autorizados, encaminhando-os para treinamento;
 Exigir o conhecimento e cumprimento integral deste procedimento;
 Planejar as atividades com a antecedência necessária para o fiel cumprimento de todas as etapas e
obrigações deste procedimento;
 Garantir que todas as exigências e pré-requisitos indicados para realização de atividades de bloqueio e
etiquetagem sejam incluídos pela área de suprimentos nas consultas ao mercado;
 Fazer a contratada cumprir todos os requisitos constantes neste procedimento para realização de
atividades que envolvam fontes de energia perigosa.

PREPOSTOS DE CONTRATADAS

 Cumprir e fazer cumprir integralmente as diretrizes deste procedimento, adquirindo os recursos


necessários.
 Planejar as atividades com a antecedência necessária para o fiel cumprimento de todas as etapas e
obrigações deste procedimento;
 As empresas contratadas devem utilizar cartões de identificação e acessórios de bloqueio próprios,
conforme modelos estabelecidos neste procedimento.

6. REQUISITOS PARA INSTALAÇÃO E EQUIPAMENTOS

 Todas as áreas operacionais devem dotar os seus equipamentos/instalações/circuitos de


acessórios/dispositivos e/ou modificá-los de modo a possibilitar o bloqueio, quando necessário, se estes
não vierem instalados pelo fabricante. Para modificações, o procedimento de Gestão de Mudanças deve
ser aplicado.
 Os equipamentos e acessórios de bloqueio devem ser inspecionados visualmente antes da execução do
bloqueio, e, em caso de detecção de anomalias (trincas, fissuras, rompimento de cabos, amassamento,
perda da condição de fechamento total etc.), estes devem ser substituídos.
 Equipamentos desativados devem ter suas fontes de energia devidamente eliminadas.
 Considera-se bloqueado de forma efetiva, um equipamento ou instalação cuja sua operação,
funcionamento ou movimentação foi impossibilitado através do corte e impedimento no fornecimento das
várias formas de energia a ele associada, inclusive a energia residual.
 Não são considerados como bloqueios efetivos os desligamentos realizados em circuitos auxiliares, tais
como circuitos e controles locais tipo “liga/desliga”, solenoides, chaves de controle de fluxo etc.
 Nas atividades que requeiram bloqueio exclusivo, deve ser utilizado dispositivo de engenharia que
sobrepõe a caixa de bloqueio e que só permita a utilização de um cadeado ou a caixa primária
confeccionada com somente um furo na lateral.

6.1. DISPOSITIVOS DE BLOQUEIO:

a) Cadeados

 Os cadeados e as chaves utilizados pelos solicitantes tem gravados números de identificação;

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 Os cadeados de bloqueio devem seguir o seguinte padrão:

 Durável no ambiente onde será utilizado;


 Não deve ser violado com facilidade, ser resistente contra queda e pancadas;
 Não deve possuir chave reserva ou mestra;
 Sistema de retenção de chave (chave só pode ser retirada com o cadeado fechado, não permitindo
assim que o cadeado não seja deixado aberto e sem chave);
 Possuir chave de seis pinos/cilindros;
 Desenvolvido exclusivamente para bloqueios;
 A aquisição, codificação, distribuição e controle de chaves e cadeados devem ser realizados por cada
Gerência.
 As empresas contratadas devem utilizar cadeados próprios, conforme padrão definido pela Vale.

 Os cadeados usados em bloqueios de fontes de energia são individuais e devem possuir apenas uma
chave.
 Definição de cores para os cadeados de bloqueio:
Azul: Cadeado do executante do serviço, também utilizado pelo líder bloqueio para bloquear a caixa
primaria e o trinco da caixa desbloqueio de campo;
Vermelho: Bloqueio da caixa primária e/ou bloqueio da fonte de energia;
Amarelo: Utilizado para passagem de turno / troca de equipe. Utilizado pelo líder de bloqueio. A
transferência desse bloqueio será registrada de acordo com o anexo 06.

NOTA 01: Caso a passagem de turno ocorra sem a presença do líder da equipe que entra, instalar cadeado
de transferência guardando a chave no local da gestão da manutenção;

NOTA 02: Caso a passagem de turno ocorra na presença entre os líderes de bloqueio, realizar o fluxo normal
do bloqueio da caixa primária e secundária;

b) Caixa de Bloqueio Centralizado/Principal (aplicável apenas para Bloqueio Centralizado)


 É a primeira caixa (Lock Box) criada para o Fluxo de Bloqueio Centralizado, conforme os casos do
Anexo 2.
 Seu objetivo é lacrar a(s) chave(s) do(s) cadeado(s) aplicado(s) diretamente na(s) fonte(s) de
energia, do bloqueio primário.
c) Caixa de Bloqueio de Campo (ou caixa de bloqueio em grupo)
 É a caixa de bloqueio (Lock Box) que os executantes de serviço utilizam para a aplicação dos seus
cadeados individuais e cartão de identificação.
 A caixa de bloqueio de campo (ou em grupo) tem que estar disponível no local para possíveis
auditorias.

6.2. ETIQUETAS USADAS:

A sinalização do bloqueio deve ser feita por meio de etiqueta padrão onde, o bloqueio padrão far-se-á através
da:

a) Etiqueta de bloqueio primário

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b) Etiqueta pessoal – Cartão Individual de Identificação
c) Etiqueta de bloqueio exclusivo.

As etiquetas de sinalização devem estar junto ao cadeado de bloqueio e devem ter todos os seus campos
preenchidos. As etiquetas devem ser:

 Duráveis no ambiente onde serão utilizadas (resistente à umidade, ambiente corrosivo e produtos
químicos);

 Padronizadas em relação à cor, forma, tamanho, tipo de material e de fácil identificação.

O Anexo 1 possui os padrões das etiquetas de bloqueio.

 O cartão de bloqueio individual, é um alerta importante informando a todos que o dispositivo, sistema, e/ou
equipamento não pode ser operado ou acessado até que a etiqueta seja removida.

7. REQUISITOS PARA PROCEDIMENTOS


7.1. MATRIZ DE BLOQUEIO
 Todos os pontos de bloqueio para cada máquina, equipamento ou sistema e suas respectivas fontes
de energia devem estar mapeadas na Matriz, esta deve ser elaborada conforme modelo do anexo 3.
 Caso sejam identificadas fontes de energia em determinado equipamento, sistema operacional ou
processo operacional, não constante na matriz de Bloqueio, essa condição deve ser informada ao
superior imediato, que deve solicitar a revisão da matriz.
 No caso de implantação de nova máquina, equipamento ou sistema operacional, cabe à gerência da
área responsável pela implantação, a atualização da Matriz de Bloqueio ao término do
empreendimento.
 Caso haja a necessidade de intervenção em um equipamento, sistema operacional ou processo
operacional que tenha alguma fonte de energia não identificada na Matriz de Bloqueio, a atividade só
pode ser realizada após inclusão das medidas de controle na análise de risco. Após conclusão da
tarefa, a matriz deve ser atualizada.
 Nas ocasiões onde não for possível obter o estado de energia zero, um Procedimento Operacional
deve ser aprovado previamente pelo gerente responsável pela atividade, pela equipe que irá realizar
o trabalho e pelo SESMT.

7.2. PROCEDIMENTO DE BLOQUEIO E DESBLOQUEIO

 Existem diversas variáveis que podem influenciar no processo de bloqueio, dessa forma abordaremos os
fluxos no Anexo 2, que apresenta o detalhamento do passo a passo do bloqueio e etiquetagem, na
necessidade de detalhar os passos a área deve incluir este detalhamento nos procedimentos de execução da
tarefa.
 Caso ocorram situações onde os fluxos de bloqueio do Anexo 2 não sejam aplicáveis, as atividades
executadas no equipamento, sistema ou instalação devem passar por análise de risco e aprovadas pelo
gerente da área responsável pela atividade.
 Qualquer tipo de bloqueio de fonte de energia deve levar em consideração:

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 Preparação e planejamento antecipado do bloqueio como parte da atividade;
 Analisar os riscos da atividade utilizando as ferramentas de análise de risco existentes, tais como ART,
PTS (Permissão de Trabalho Seguro), procedimento rotineiro operacional;
 Identificação das fontes de energias e fluxos que alimentam os equipamentos, sistemas e instalações a
serem bloqueados;
 Comunicação inicial, notificação, autorização pelo responsável/dono do equipamento a ser bloqueado;
 Desligamento do equipamento (pelo responsável/dono do equipamento);
 Bloquear o equipamento (aplicação dos cadeados, travas etc., nos pontos de bloqueio) e aplicar as
etiquetas;
 Garantir que não há energia residual ou que ela foi totalmente eliminada;
 Garantir estado de energia zero (teste de confirmação), certificando-se que as formas de energia foram
controladas;
 Definição dos tipos de dispositivo de bloqueio;
 Execução da atividade;
 Retirada do bloqueio e etiquetagem;
 Liberação e “devolução” ao responsável/dono do equipamento.

NOTA 1: Um profissional em um trabalho individual utilizando a caixa de bloqueios de uma equipe para
realização do seu bloqueio, não se caracteriza como “carona” de bloqueio, desde que o Líder da equipe e
responsável pela caixa LOCK BOX autorize a execução do bloqueio na caixa, seguindo o fluxo de
bloqueio/teste de efetividade, etc.
NOTA 2: Deve ser designado um profissional autorizado (emitente da PTS) para verificar se todos os
bloqueios necessários foram corretamente efetuados caso haja mais de uma equipe envolvida em atividades
em um mesmo equipamento bloqueado ou bloqueio exclusivo.

7.3. PROCEDIMENTO EXCEPCIONAL DE DESBLOQUEIO

 Para iniciar o fluxo de desbloqueio excepcional, os envolvidos na execução do desbloqueio devem acionar
o Gerente ou o Designado pelo Gerente para que este preencha o Formulário de Solicitação de
Desbloqueio Excepcional (Anexo 4) e após certificar-se das condições de segurança dos equipamentos,
local e pessoas, autoriza a destruição do cadeado ou dispositivo de bloqueio.

 Condições para caracterização da excepcionalidade:

 Extravio da caixa, etiqueta de Bloqueio ou cartão, quando não for possível rastrear o dono do
cadeado;

 Extravio da chave;

 Impossibilidade, por parte de quaisquer dos envolvidos na tarefa, de retirar o seu bloqueio;

 Dano gerado ao dispositivo de bloqueio;

 Esquecimento de desbloqueio.

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ATENÇÃO: O DESBLOQUEIO EXCEPCIONAL É UM PROCEDIMENTO ARRISCADO


CUJO RISCO DEVE SER CRITERIOSAMENTE AVALIADO CONFORME
PROCEDIMENTO. O DESBLOQUEIO EXCEPCIONAL NÃO DEVE SER UTILIZADO
COMO PRÁTICA COMUM AO PROCESSO!

7.4. PROCEDIMENTO ESPECÍFICO

Os procedimentos específicos de cada equipamento/sistema/processo operacional são de responsabilidade


das próprias áreas responsáveis pelas atividades. Obrigatório detalhar, no mínimo, as seguintes informações:

 Responsabilidades (caso haja particularidades não referenciadas neste padrão);

 Pontos de bloqueio;

 Passo a passo específico para alcançar o estado de energia zero e posterior energização;

 Etapas;

 Dispositivos de bloqueio;

 Métodos para executar teste de verificação do bloqueio;

 Formas de Aterramento (bloqueio elétrico);

 Precauções especiais;

 Formulários (caso haja particularidades não referenciadas neste padrão);

 Todas as fontes de energia (específicas);

 Bloqueio exclusivo;

 EPI ´s específicos;

 Plano de Emergência (caso haja particularidades não referenciadas neste padrão);

 Plano de Manutenção dos Pontos de Bloqueio.

O passo a passo do procedimento específico DEVE ser escrito e ilustrativo (através de figuras) para melhor
entendimento dos empregados.

O procedimento específico de bloqueio e etiquetagem deve ser validado pela área de segurança.

As atividades em equipamentos ferroviários (vagões, locomotivas etc.) devem ter seus procedimentos
específicos de bloqueio e etiquetagem.

8. REQUISITOS PARA PESSOAS

8.1. SAÚDE

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Os exames e requisitos de saúde devem seguir o descrito no PRO-027971 - Especificação de exames
para monitoramento da Saúde Ocupacional, RAC, ACT e Saúde do Viajante.

8.2. CAPACITAÇÃO E AUTORIZAÇÃO

Para obtenção da liberação para execução de atividades envolvendo bloqueio e etiquetagem, os


empregados envolvidos devem realizar treinamento em RAC 04.
Para autorização do empregado como Oficial ou Líder de bloqueio o empregado se enquadrar em no
mínimo um dos requisitos:

a) Ocupar cargo de liderança (Gerente ou Supervisor);

b) Possuir nível técnico ou superior na área de atuação e desempenhar função minimamente de técnico
dentro da Empresa;

c) Empregado com no mínimo de 03 anos de experiência na função e no mínimo 1 ano na Empresa;

d) Empregado que não tenha registro formal (registrado no RH) de sansões relacionadas a Saúde e
Segurança, nos últimos 2 anos.

NOTA 1: Os executantes de atividades envolvendo bloqueio e etiquetagem também devem executar capacitação
neste procedimento que deve ser incluso no treinamento de Prevenção de Riscos em Bloqueio e Etiquetagem.

NOTA 2: O acesso eventual (empregado da Vale ou de empresa contratada, ou outros que precisem acessar
esporadicamente um equipamento ou instalação bloqueada, desde que não venha intervir no equipamento ou
instalação) para execução de atividades de bloqueio e etiquetagem, deve ser precedido de orientações gerais de
segurança, incluindo os procedimentos de emergência, e discussão da análise de riscos da tarefa em questão,
além de estar acompanhado por pessoa da Vale. O período de execução deve ser conforme estabelecido no
procedimento de RAC.

9. REQUISITOS GERAIS

 Toda atividade na qual for identificado que, durante a sua execução, há o risco de acidente devido ao
acionamento de um determinado equipamento e/ou circuito de qualquer natureza, só pode ser executada
mediante bloqueio, com utilização de cadeado e de etiqueta de bloqueio que impeçam este acionamento
indevido;
 Ação que apenas dificulte, mas não impeça a movimentação de um dispositivo de manobra ou liberação
de energia, não substitui, nem caracteriza BLOQUEIO, tais como a retirada de fusíveis e volante de
válvula;
 A utilização de EPI ‘s deve obedecer aos procedimentos operacionais, sinalizações existentes e análise de
riscos da tarefa conforme energia associada.
 Deve ser realizado o bloqueio exclusivo no equipamento, cuja intervenção direta neste, possa gerar ou vir
a gerar riscos a outras equipes. Ficando proibida a execução de atividades simultâneas no equipamento
em questão, por outra equipe, enquanto perdurar o bloqueio exclusivo.

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 A aplicação do bloqueio exclusivo só pode ser realizada no equipamento que receberá intervenção direta.
Se uma intervenção em um equipamento gerar riscos a execução de atividade em outro equipamento, tais
como: possibilidade de projeção de material, possibilidade de queda material, choque elétrico etc., este
equipamento deve ser isolado e sinalizado, não se aplicando o conceito de bloqueio exclusivo.

 Quando houver necessidade de executar uma tarefa que não possa ser realizada dentro dos padrões
estabelecidos neste procedimento, a área operacional em conjunto com o SESMT local, devem fazer  uma
análise de riscos documentada determinando as medidas de controle/mitigadoras, para que esta possa
ser realizada de maneira segura, levando em consideração a hierarquia de controle. Todas as ações
definidas devem possuir rastreabilidade através de procedimento específico cadastrado no SISPAV;

 Para manutenção de equipamentos móveis a equipe da manutenção assume a responsabilidade pelo


bloqueio e teste de energia zero, conforme fluxo de bloqueio no anexo 2 do líder executando bloqueio
direto na fonte de energia (essa modalidade não envolve energia elétrica).

 Para atividades com equipamentos, onde estes estiverem interação direta ou risco imediato de interação
com fontes de energias potencialmente perigosas, que possam gerar risco para o equipamento e
operador, o operador deve realizar o respectivo bloqueio da fonte de energia.

10. PROIBIÇÕES
 É proibido realizar a atividade sem realizar o teste de efetividade do bloqueio
 É proibido manter chaves reservas para cadeado individual de bloqueio.
 É proibido realizar manutenção, inspeção e reparos de qualquer equipamento ou máquinas sustentadas
somente por sistemas hidráulicos ou pneumáticos. Nestes casos devem ser adotado dispositivo mecânico
de apoio para sua sustentação (calços, pinos ou travas devidamente projetados e aprovados por
profissional habilitado). Exceções devem ser tratadas nos padrões locais.
 É proibido atracar um cadeado diretamente a outro cadeado do bloqueio individual já instalado.
 É proibido, a qualquer profissional romper, o bloqueio ou retirar a etiqueta de bloqueio, de forma
excepcional, sem o preenchimento e assinatura do Procedimento para Desbloqueio Excepcional.
 É proibido executar atividades em sistemas energizados sem o devido BLOQUEIO.
 É proibido “pegar carona” em bloqueio de outros executantes, ou seja, utilizar-se do bloqueio de outras
equipes para executar atividade em sistemas/equipamentos sem bloqueio individual.
 É proibido acessar as zonas de perigo das áreas bloqueadas sem estar com bloqueio individual.
 É proibido abandonar o cadeado de bloqueio em equipamento/sistema bloqueado.
 É proibida a utilização de chave mestra para retirada de bloqueio nas áreas da VALE.
 É proibido, antes do desbloqueio, após o término da atividade em local onde tenha sido necessário
remover proteção de máquinas, deixar de colocar as proteções que foram retiradas.

Qualquer não conformidade constatada na aplicação deste procedimento, durante a execução dos serviços que
necessitem de bloqueio, deve incorrer na paralisação dos serviços e regularização imediata da não conformidade
constatada.
Sendo desrespeitadas quaisquer das proibições, fica caracterizada FALTA GRAVE, passível de sanção
administrativa.

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Constitui-se como descumprimento de Regra de Ouro deixar de fazer, deixar de testar e violar os bloqueios de
máquinas e equipamentos.

11. REGISTROS ASSOCIADOS

Identificação Forma de Tempo


Área Local de Cargos com
Indexação mínimo de Descarte
Responsável arquivamento acesso
(ordenação) retenção
A definir pela
Anexo 1 – Gerência de gerência Empregados
Etiquetas de área que Armário (meio físico) responsáveis Rasgar
Cronológica 45 dias
Sinalização de utiliza os ou drive I (meio pelo controle na ou deletar
Bloqueio registros magnético) da gerência
gerência
A definir pela
Gerência de gerência Empregados
Anexo 3 –
área que Armário (meio físico) responsáveis Rasgar
Matriz de Cronológica 1 ano
utiliza os ou drive I (meio pelo controle na ou deletar
Bloqueio
registros magnético) da gerência
gerência
A definir pela
Anexo 4 – Gerência de gerência Empregados
Solicitação de área que Armário (meio físico) responsáveis
NA 1 mês Rasgar
Desbloqueio utiliza os ou drive I (meio pelo controle na
ou deletar
Excepcional registros magnético) da gerência
gerência.
A definir pela
Gerência de gerência Empregados
Anexo 5 –
área que Armário (meio físico) responsáveis Indetermina
Autorização de NA Rasgar
utiliza os ou drive I (meio pelo controle na do
Empregado. ou deletar
registros magnético) da gerência
gerência.
A definir pela
Anexo Gerência de gerência Empregados
06_Transferên área que Armário (meio físico) responsáveis
NA 1 mês Rasgar
cia de utiliza os ou drive I (meio pelo controle na
ou deletar
bloqueio registros magnético) da gerência
gerência.

NOTA: EM CASOS DE ACIDENTES TODOS OS DOCUMENTOS DEVEM SER ARQUIVADOS NO TEMPO


MINIMO DE 5 ANOS.

TODOS

12. ANEXOS

12 de 12
Procedimento para Bloqueio e Etiquetagem no Corredor Norte

PRO-025415, Rev.: 03- 16/07/2020 - Classificação: Uso Interno


 Anexo 1 – Etiquetas de Sinalização de Bloqueio
 Anexo 2 – Fluxos de Bloqueio
 Anexo 3 – Matriz de Bloqueio
 Anexo 4 – Solicitação de Desbloqueio Excepcional
 Anexo 5 – Autorização de Empregado
 Anexo 06 – Transferência de bloqueio

13. ELABORADORES

Nome Matrícula Área

Danilo Leite 01517534 GER GEST RISC INTEGR CORR NORT

Leonardo Sileiran 01072272 GER GEST RISC INTEGR CORR NORT

Edson Douglas 01514840 GER SEG OCUPACIONAL MFE PARA

Ivanise Bezerra 01512039 GER SEG OCUP PORT FERROV NORTE

Claus Marques 01536837 GER SEG OCUPACIONAL MFE PARA

Marco Aurélio 81002404 GER SEG OCUP PORT FERROV NORTE

Livia Karla 01519186 GER SEG OCUP PORT FERROV NORTE

Simone Sales 01165225 GER GEST RISC INTEGR CORR NORT

Harrinson Palhano 01519176 GER SEG OCUP PORT FERROV NORTE

Bruno Rodrigues 01506452 GER SEG OCUP PORT FERROV NORTE

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