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1.

MECANISMOS DE EVASÃO DO SISTEMA IMUNOLOGICO


Mecanismo de evasão nada mais é do que uma estratégia utilizada pelos M.O
para fugir ou resistir ao sistema imunológico, que podem acontecer em uma
sucessão de combinações ou de forma mais simples. Porém o nosso corpo
também tem inúmeras formas de eliminar qualquer agente infeccioso com o
objetivo de nos manter saudáveis.

1.1 Mecanismo de evasão dos vírus.


Os vírus possuem inúmeras formas de escapar da resposta imunológica, seja
ela inata ou adaptativa, eles possuem a capacidade de alterar os seus próprios
antígenos superficiais. Outro mecanismo de evasão é a capacidade de inibir a
apresentação antigênica, é uma estratégia vantajosa pois faz com que ele
escape do MHC II no interior da célula por consequência escapando do
fagolissômo. Ele apresenta também a habilidade de inibir ou bloquear a
organização e expressão estável da molécula de MHC I, impedindo a exibição
do peptídeo. Essa estratégia vem inibir a estabilidade do MHC I de uma
maneira ou de outra resulta na não apresentação as células CTLs fazendo com
que elas não efetuem a sua função.

Outros vírus são capazes de inibir a imunidade inata ou adquirida produzindo


e secretando proteínas homologas as citocinas, essas proteínas possuem uma
ação antagonista as citocinas propriamente ditas dessa forma prejudicando o
sistema imunológico.
O vírus Epstein Barr é capaz de produzir proteínas homologas a citocina IL10
mas nessa ocasião em especifico a proteína age de maneira agonista devido a
essa citocina ser importante para a regulação, freando a resposta imunológica,
o vírus então é capaz de inibir a ativação de macrófagos e células dendríticas
além de suprimir a resposta imune mediada por células. Já o citomegalovírus
não produz proteínas homologas a citocinas, ele é capaz de produzir proteínas
homologas a molécula de MHC I, resultando em uma competição que leva a
não apresentação antigênica ou falha no reconhecimento pelas CTLs.
Esses microrganismos também são capazes de escapar da resposta imune
humoral, nesses casos a região que pode ser reconhecida (peptídeos ou
epítopos) encontra-se fusionados a proteínas de superfície se localizando
dentro dessas proteínas e se tornando inacessíveis aos anticorpos.

1.2 Mecanismo de evasão por parasitas


Esses microrganismos apresentam como principal método de evasão a
capacidade de inibir a resposta imunológica de varias maneiras, uma delas é a
de alterar especificamente os antígenos de superfície em cada estagio do ciclo
de vida, uma outra maneira é a variação dos principais antígenos superficiais
de forma continua ou seja os anticorpos que foram produzidos para os
antígenos superficiais que estavam no inicio do seu desenvolvimento não
serão eficazes para controlar neutralizar e auxiliar a fagocitose dos parasitas
que se encontram em estágio adulto.
Os protozoários também são capazes de escapar da resposta imunológica, sua
estratégia esta relacionada com se esconder do sistema imuno em algumas
células ou até mesmo tecidos, ou podem até desenvolver cistos mais
resistentes as células efetoras. A Leishmania é capaz de enganar o sistema
imunológico fazendo-o recrutar mais macrófagos para serem infectados e não
para eliminar a infecção, e assim consegue estabelecer algo sistêmico. Outro
mecanismo é a capacidade de prejudicar a produção da citocina IL-12 que é
muito importante no processo de ativação da atividade microbicida dos
macrófagos.

1.3 Mecanismo de evasão por bactérias

1.3.1 Intracelulares
Apresentam um mecanismo de inibição muito famoso, que é a capacidade de
inibir a fusão do fagossomo com o lisossomo, impedindo a formação do
fagolissômo, onde o microrganismo seria destruído.
Outra estratégia é a capacidade de escapar do fagolissômo, quando isso
acontece elas entram no citosol ou citoplasma dos macrófagos e assim se
tornam inacessíveis aos mecanismo de destruição.
O microrganismo Micobacterium Tuberculosis é capaz de induzir a morte da
sua principal célula de infecção, os macrófagos, através de um processo
chamado piroptose, uma forma de necrose que requer a ativação da caspase 1.
A piroptose leva a eliminação da bactéria, no entanto essa morte libera
toxinas desse microrganismo o que prejudica os tecidos do individuo
infectado. O M.O que induz resposta inflamatório através da morte por
piroptose consegue prejudicar o mecanismo de defesa do hospedeiro, esses
agentes são capazes de manipular a morte celular para que tenham tempo
suficiente para replicar e estabelecer uma infecção sistêmica.

1.3.2 Extracelulares
A principal resposta imune contra bactérias extracelulares é a humoral,
proveniente dos anticorpos, então a estratégia para escapar da ligação desses
anticorpos foi desenvolvida por estes M.O, que seria a variação dos antígenos
de superfície. Outros mecanismo que são observados é a habilidade de
inativação do sistema complemento e antifagocíticos.

2. FALHAS E DOENÇAS QUE DIMINUEM A EFICIENCIA DO


SISTEMA IMUNOLOGICO.

As deficiências do sistema imunológico são chamadas de imunodeficiências e


elas podem influenciar não somente no desenvolvimento de infecções, mas
também no câncer e outras doenças que podem ser fatais.
Doenças causadas por imunodeficiências são divididas em dois grupos:
 Congênitas ou primarias: defeitos genéticos que resultam na maior
suscetibilidade a infecções.
 Adquiridas ou secundarias: se desenvolve a partir de uma desnutrição,
câncer disseminado ou tratamento com imunossupressores.
Um exemplo de deficiência que gera vantagem ao microrganismo é a
deficiência no sistema complemento, podendo ser, deficiência de quaisquer
dos componentes proteicos que podem levar a padrões anormais de ativação
do complemento, podem comprometer também componentes da via clássica
do sistema resultando em maior suscetibilidade a infecções. Quando se tem
deficiência em componentes da via alternativa como um fator importante na
clivagem de outros componentes como o fator D, pode-se também resultar na
maior suscetibilidade a infecções por bactéria.
Quando a deficiência está na imunidade natural, geralmente acaba afetando o
sistema complemento ou as células fagocíticas e esta última pode ate induzir a
uma doença conhecida como Doença Granulomatosa Crônica.
Pode-se haver também deficiência na adesão leucocitária, o que gera
anormalidades nas funções que dependentes, como aderência no endotélio,
quimiotaxia de neutrófilos, a fagocitose, funções de killing das células NK,
neutrófilos ou até mesmo as do linfócito T.
Existem também deficiência de anticorpos, ou seja, defeito no
desenvolvimento e ativação das células B resultando no distúrbio da síntese
de anticorpos. Quando o defeito está na diferenciação das células B resulta em
uma doença chamada Imunodeficiência Comum Variável. Pode haver
também deficiências seletivas dos isótipos das imunoglobulinas, sendo a mais
comum IgA, onde seu nível sérico é diminuído.
A deficiência também pode ser vista nas moléculas de MHC de classe II, que
leva a formação da síndrome de linfócito Nu, o que acaba resultando em não
ter linfócitos TCD4+ circulantes. Caso a deficiência esteja no MHC classe I,
ocorrera uma redução no número e função dos linfócitos TCD8+
As imunodeficiências adquiridas ou secundarias se desenvolvem devido á
anormalidades que não são genéticas, mas sim adquiridas no decorrer da vida,
as doenças causadas por esse tipo de deficiência por dois mecanismos
patológicos, imunossupressão que pode vir a partir de alguma complicação
biológica de outra doença (AIDS), ou ela pode surgir como complicação
devido ao tratamento de uma doença (QUIMIOTERAPIA)

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