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PRIMEIRO PERIODO

Durante esse primeiro período de 1500 a 1930 se caracteriza o modelo


econômico denominado de agroexportador, na qual são produzidos produtos
primários para exportação. Este período é caracterizado pela falta de uma
política estatal, assim como pela falta de haver instituições autônomas que com
pusessem a sociedade política. O sistema educacional era formado pelos
jesuítas, na qual tinha a função de preparar os futuros bacharéis em belas-
artes, direito, medicina e teólogos. A sociedade civil era formada quase
unicamente pela Igreja. Neste período a educação era pouco priorizado, já que
A monocultura latifundiária exigia um mínimo de qualificação pelo fato de a
grande parte dos seus trabalhadores serem escravos vindos da África.

Embora tenha acontecido a expulsão dos jesuítas no fim do século 18 a igreja


continuou controlando as instituições de ensino, realizando a função de
propagação de ideologias. Em 1808 são formados de quadros técnicos e
administrativos novos introduzidos por D. João VI por ocasião da transferência
da corte portuguesa ao Brasil (fundação de escolas técnicas, academias,
instalação de laboratórios etc.). com a independência política surgiu-se
diversas escolas militares de nível superior.

No fim do Império e começo da República começa a esboçar-se o embrião de


uma política educacional estatal, ela é fruto do fortalecimento do Estado sob a
forma de sociedade política. Até então, a política educacional era feita no
âmbito da sociedade de civil, por uma instituição todo-poderosa, a Igreja.

SEGUNDO PERIODO 1 FASE

No segundo período de 1930 a 1945 houve o fortalecimento das instituições da


sociedade política tem relação direta com os aparelhos jurídico e repressivo do
Estado, estes aparelhos serão mediadores do processo econômico (nesta fase
a produção do café para o mercado internacional).
Com apoio militar e pela classe burguesa, Vargas assume o poder em 1930,
implantando, em 1937, o Estado Novo, com traços ditatoriais. Isto significa que
a sociedade política invade áreas da sociedade civil, subordinado-as ao seu
controle. E o que ocorrerá com as instituições de ensino. Em 1930 surge o
primeiro Ministério de Educação e Saúde, com isso são fundadas no Brasil, as
primeiras universidades, pela fusão de uma série de instituições isoladas de
ensino superior.

Na constituição de 1934 (Art. 150, a) aponta a necessidade da elaboração de


um Plano Nacional da Educação. O plano tem como função coordenar e
supervisionar as atividades de ensino em todos os níveis, nele são
regulamentadas as formas de financiamento da rede oficial de ensino em cotas
fixas para a Federação, ao Estados e Municípios. Assim como foi implantado a
gratuidade e a obrigatoriedade de ensino primário, também foi apontado o
ensino religioso é facultativo.

Grande parte dessa legislação de ensino é absorvida pela constituição de


1937, que acrescenta: O ensino profissional (previsto para as classes menos
privilegiadas), assim como a obrigação das indústrias e sindicatos em criarem
escolas de aprendizagem na área de sua especialização para os filhos de seus
empregados e membros. Também foi incluída a obrigatoriedade de educação
moral e política, houve também a implantação, por ordem do governo central,
de escolas técnicas profissionalizantes (liceus), em Manaus, São Luís, Vitória,
Pelotas, Goiânia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Segundo o Ministro da
Educação, GUSTAVO CAPANEMA, estas escolas destinavam-se a criar na
moderna juventude brasileira, um “EXÉRCITO DE TRABALHO”, para o “BEM
DA NAÇÃO”. Desta forma a Igreja passa a ter cada vez menos influência sobre
o sistema educacional.

SEGUNDO PERIODO 2 FASE

Nesta fase de 1945 a 1964 a Política Educacional se reduz praticamente à luta


em torno da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional à campanha da
Escola Pública. A constituição de 1946 fixava a necessidade da elaboração de
novas leis de diretrizes e bases. Também houve a reorganização econômica
brasileira no cenário internacional obriga reformulação das escolas. Com o fim
da II Guerra (1945) instaura-se um longo período de transição econômica,
política, social portanto, a legislação educacional também passa por
indefinições.

A LDB 4024/61 (20/12/61) traz uma expressão das preocupações populistas e


também procura atender algumas ambições das classes subalternas. Houve a
ampliação da rede escolar gratuita (primário e secundário), assim como
possibilitou a equivalência de cursos de nível médio (inclusive o técnico) e
transferência do aluno de um ramo para o outro, mediante prova de adaptação.
Também teve a inovação no aspecto de reduzir ao máximo o controle da
sociedade política sobre a escola, restituindo-a, como instituição privada, à
sociedade civil. através dos seguintes tópicos: Através dos seguintes tópicos:
1) Direito e dever dos pais de educarem seus filhos; 2) Educação seja
predominantemente ministrada em instituições particulares e somente de forma
complementar pelo Estado.

Desta forma esse projeto visava que o Estado financiasse a rede particular,
mas não a fiscalizasse, apontado que a gratuidade do ensino deveria ficar
omissa, alegando a liberdade de ensino, o projeto propunha que esta ficasse
ao encargo dos professores e dos diretores das escolas particulares, e que a
dissolução da dualidade anterior do ensino (propedêutico / profissionalizante).
Na qual, a criança pobre, incapaz de pagar as taxas de escolarização cobradas
pela rede, não pode seguir estudando. No início da década de 60, o Brasil vivia
uma séria contradição entre a ideologia política e nacionalismo, assim como o
modelo econômico e o modelo de internacionalização do mercado.

A POLÍTICA EDUCACIONAL DE 1964 ATÉ OS DIAS ATUAIS.

No início da década de 60, o Brasil vivia uma séria contradição entre: ideologia
política e nacionalismo, assim como modelo econômico e a
internacionalização, seguidos pelo golpe militar 1964, na qual priorizou, pelo,
capital estrangeiro e liquida de vez com o nacional – desenvolvimentismo. Já
em 1968 o país experimentou uma nova fase de sua economia e de seu processo de
industrialização brasileira. A recuperação financeira, fruto da reforma tributária, criação de
fundos de poupança compulsória (PIS, PASEP, FGTS) e ampliação do crédito lançaram
bases para o momento considerado o “milagre brasileiro”. neste período evidenciou-se o
modelo concentrador de renda na qual buscou diversas estratégias para centrar no Brasil
a retomada da economia, com arrocho salarial para o trabalhador atribuído a instalação
de empresas multinacionais que buscaram mão de obra barata e redução de custos de
produção. Acarretado de tais situações aconteceu o êxodo rural, na qual diversas
pessoas tiveram que migrar para áreas urbanas, acarretando mais ainda a desigualdade
social, em que a renda era centrada na mão de poucos.

Contudo houve um fortalecimento do poder executivo e o enfraquecimento do poder do


legislativo. A promulgada a nova Constituição de 1969 foi marcada por diversas coisas,
dentre elas retira garantias individuais, públicas ou privadas e concede ao presidente da
República plenos poderes para atuar como executivo e legislativo. No Decreto-lei no
477/69 (aplicado aos professores, alunos e funcionários das escolas, proíbe-lhes toda e
qualquer manifestação de caráter político). Assim como pelo fato da educação estará a
serviço, novamente dos interesses econômicos. Com isso, são desenvolvidas uma
reforma autoritária, vertical, domesticadora, que visa atrelar o sistema educacional ao
modelo de desenvolvimento econômico dependente, imposto pela política econômica
norte-americana para a América Latina.

Pilares da reforma:

1) educação e desenvolvimento = formação de profissionais (mão-de-obra


especializada) para atender as demandas de um mercado em expansão. barata /meros
executores.

2) educação e segurança Þ introdução da Educação Moral e Cívica, Organização Social


e Política do Brasil e Estudos de Problemas Brasileiros. *imposição da ideologia.

3) educação e comunidade Þ relação escola e comunidade (conselhos de empresários e


mestres) inferência da empresa na escola.

Houve também o desenvolvimento da institucionalização do MOBRAL que viram o


Movimento Brasileiro de Alfabetização e a medida de cooptação e contenção do
operário, na qual começou funcionar em 1970. Sendo uma das primeiras vezes que o
governo se encarrega de implantar um movimento que alfabetize a força de trabalho e
que esta alfabetização assume caráter ideológico e visa de forma tão explícita inculcar no
operariado os valores do capitalismo autoritário.

Também ocorreu o movimento de reforma universitária e de reforma do 1 e 2 Graus, a


reforma universitária produziu efeitos paradoxais no ensino superior brasileiro.
Por um lado, modernizou uma parte significativa das universidades federais e
determinadas instituições estaduais e confessionais, que incorporaram
gradualmente as modificações acadêmicas propostas pela reforma, por outro o
quadro institucional da época limitou severamente a autonomia das
universidades, particularmente das estatais. Já na reforma do 1 e 2 grau
passou a ter como principal objetivo a profissionalização, dando ênfase na
formação geral.

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