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HIGIENE E PROFILAXIA

PROF.ª: MÁRCIA JANIELE NUNES C. LIMA

ATIVIDADE SOMATIVA COMO REQUISITO PARA 1ª NOTA


DATA DE ENTREGA: 12/05/2020
ENVIAR ATÉ A DATA PREVISTA PARA O EMAIL
marciajanielelima@gmail.com

LIXO E MEIO AMBIENTE: UMA AMEÇA A SAÚDE PÚBLICA

O “lixo” é uma grande diversidade de resíduos sólidos de diferentes procedências,


dentre eles, o resíduo sólido urbano gerado em nossas residências. O lixo faz parte da
história do homem, já que sua produção é inevitável (Fadini et al., 2001).
Na Idade Média acumulava-se pelas ruas e imediações das cidades, provocando sérias
epidemias e causando a morte de milhões de pessoas. A partir da Revolução Industrial
iniciou-se o processo de urbanização, provocando um êxodo do homem do campo para as
cidades. Observou-se assim um vertiginoso crescimento populacional, favorecido também
pelo avanço da medicina e consequente aumento da expectativa de vida. A partir de então,
os impactos ambientais passaram a ter um grau de magnitude alto, devido aos mais diversos
tipos de poluição, dentre eles a poluição gerada pelo lixo. O fato é que o lixo passou a ser
encarado como um problema, o qual deveria ser combatido e escondido da população. A
solução para o lixo naquele momento não foi encarada como algo complexo, pois bastava
simplesmente afastá-lo, descartando-o em áreas mais distantes dos centros urbanos,
denominados lixões. Nos dias atuais, com a maioria das pessoas vivendo nas cidades e com
o avanço mundial da indústria provocando mudanças nos hábitos de consumo da população,
vem-se gerando um lixo diferente em quantidade e diversidade. Até mesmo nas zonas rurais
encontram-se frascos e sacos plásticos acumulando-se devido a formas inadequadas de
eliminação. Em um passado não muito distante a produção de resíduos era de algumas
dezenas de quilos por habitante/ano; no entanto, hoje, países altamente industrializados
como os Estados Unidos produzem mais de 700 kg/hab/ano. No Brasil, o valor médio
verificado nas cidades mais populosas é da ordem de 180 kg/hab/ano. A produção elevada
de lixo norte-americana deve-se ao alto grau de industrialização e aos bens de consumo
descartáveis produzidos e amplamente utilizados pela maioria da população. No caso do
Brasil, a geração do lixo ainda é, em sua maioria, de procedência orgânica; contudo, nos
últimos anos vem se incorporando o modo de consumo de países ricos, o que tem levado a
uma intensificação do uso de produtos descartáveis. Do material descartado no Brasil, 76%
é abandonado a céu aberto em locais impróprios, permitindo a proliferação de vetores
capazes de transmitir várias doenças. A matéria orgânica disposta de forma desordenada
entra em processo de putrefação, formando uma outra mistura complexa de gases de
metano, dióxido de carbono, sulfídrico, amônia e outros ácidos orgânicos voláteis, os quais,
quando em contato com o sistema respiratório de seres humanos, podem causar lesões
irreversíveis e levar à morte. Um outro problema é a contaminação dos recursos hídricos
devido à migração de chorume. O manejo inadequado de resíduos sólidos de qualquer
origem gera desperdícios, constitui ameaça constante à saúde pública e agrava a degradação
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ambiental, comprometendo a qualidade de vida das populações, especialmente nos centros
urbanos de médio e grande porte.
O lixo na transmissão de doenças
Um conceito internacionalmente reconhecido na proliferação de vetores é o dos três A’s, o
qual diz que todo local que possa prover alimento, água e abrigo é ideal para os animais que
possam transmitir doenças se multipliquem. E o lixo descartado de maneira inadequada
cumpre esta função muito bem. Entre os animais que podem se proliferar no lixo, os que
mais causam problemas à saúde das pessoas são ratos, baratas e mosquitos. Sobre os ratos,
o risco é a transmissão da leptospirose. As baratas, o problema é por onde elas passam, no
lixo podem ter contato com resíduos orgânicos como restos de papéis higiênicos, ou outros
focos de bactérias e, ao entrarem nas casas, levam junto o risco de doenças. Os mosquitos
são um caso à parte que preocupam ainda mais a saúde da população. Especialmente em
época de chuvas eles encontram no lixo o ambiente perfeito para colocarem seus ovos e
multiplicarem os riscos de doenças como, por exemplo, a dengue.
A hepatite A, doença infecciosa aguda, causada por um vírus, que provoca inflamação e
necrose do fígado, é transmitida pela via fecal-oral, pela ingestão de água e alimentos
contaminados ou, diretamente, de pessoa para outra. Cólera, é infecção intestinal aguda
causada pela bactéria Vibrio cholerae, capaz de produzir uma toxina que causa diarreia. A
transmissão ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados . Verminoses
comuns: Áscaris Lumbricóides, Ancilostomo Duodenale, Trichiuris Trichiura, Tênia Saginata,
Tênia Solium, Amebas e Giardia são alguns dos parasitas que podem habitar o intestino.
Dependendo do tipo de parasita, pode provocar perda de apetite, emagrecimento, diarreia,
anemia, desordem de cólon e irritação do reto e ânus. A transmissão pode ser dar pela
ingestão de alimentos mal cozidos ou crus que não foram devidamente higienizados, água
contaminada, contato direto com excremento humano ou animal.

RESPONDA:
1. Como surgiram os lixões?
2. Cite 03 características que contribuíram consideravelmente com aumento da produção do
lixo urbano:
3. No Brasil, o valor médio verificado nas cidades mais populosas é da ordem de 180
kg/hab/ano. O que essa afirmativa representa?
4. Faça uma breve pesquisa sobre:
a) Lixo orgânico:
b) Lixo hospitalar (citar sua classificação):
c) Lixo radioativo:
5. Dióxido de carbono, sulfídrico e amônia, são gases tóxicos encontrados no lixo. Quais
características mais comuns eles apresentam e quais doenças mais sérias ocasionam?
6. Como os profissionais de enfermagem devem atuar no processo de combate aos agravos
ocasionados pelo lixo?
7. Comente sobre 02 doenças causadas por bactérias, 01 por vírus e 02 verminoses, citadas
no texto:
8. Pesquise sobre Tracoma, cite seu conceito, causas e tratamento.
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9. Observe a imagem e o que esta representa?

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