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UNIRUY | WYDEN

CURSO DE PSICOLOGIA

DISCIPLINA LÍNGUA PORTUGUESA


TURMA 2018.2 - 00 5LIPU-MT1
PROFESSORA MARLA ANDRADE

THEREZA CRISTINA DE CARVALHO CAMPOS DOS SANTOS

RESUMO DO CAPÍTULO 2 – LEITURA, SISTEMAS DE CONHECIMENTOS E


PROCESSAMENTO TEXTUAL – DO LIVRO LER E COMPREENDER: OS
SENTIDOS DO TEXTO, DE I. KOCH E V. ELIAS

SALVADOR-BA
18 DE NOVEMBRO DE 2018
Existem várias estratégias para o entendimento de um texto. Estas estratégias na
atividade de leitura e produção de sentido, segundo Koch (2002 apud KOCH 2008),
são sociocognitivas e estimulam vários tipos de conhecimento armazenados na
memória no processamento textual; elas funcionam simultaneamente. Koch (2002)
afirma que “[...] para o processamento textual, recorremos a três grandes sistemas
de conhecimento: conhecimento linguístico, enciclopédico e interacional” (apud
KOCH, 2008, p.39).

O Conhecimento linguístico trata da gramática, do léxico. Ele é responsável pela


escolha dos termos e pela organização do material linguístico na superfície textual,
inclusive dos elementos coesivos. “Abrange o conhecimento gramatical e lexical.
Baseado nesse tipo de conhecimento pode compreender: a organização do material
linguístico na superfície textual”. (KOCH, 2008, p. 40).

A FIGURA 1 exibe um exemplo de conhecimento linguístico aplicado no


entendimento de palavras homônimas.

FIGURA 1: EXEMPLO DO CONHECIMENTO LINGUÍSTICO

FONTE: Alves (2015).

O Conhecimento enciclopédico trata das informações guardadas na memória de


cada um, ou seja, o conhecimento de mundo. “Refere-se a conhecimentos gerais
sobre o mundo - uma espécie de thesaurus mental - bem como a conhecimentos
alusivos a vivências pessoais e eventos espácio-temporalmente situados, permitindo
a produção de sentidos.” (KOCH, 2008, p. 42).

Um exemplo de conhecimento de mundo é apresentado na propaganda da FIGURA


2. Gonçalves (2011) explica que, com o destaque para o nome CELTA, espera-se
que o leitor busque uma referência implícita, relacionando a forma de o Cebolinha
pronunciar palavras contendo a letra “R” com o nome do carro. Se o interlocutor não
conhece o personagem, não compreenderá a mensagem por completo.

FIGURA 2: EXEMPLO DE CONHECIMENTO ENCICLOPÉDICO

FONTE: Gonçalves (2011).

O Conhecimento interacional trata da realização de certas ações por meio da


linguagem. Esse conhecimento está dividido em quatro aspectos: ilocucional
(meios diretos e indiretos para atingir um objetivo), comunicacional (meios
adequados para atingir os objetivos desejados), metacomunicativo (meios de
prevenir e evitar) distúrbios na comunicação, ou seja, usando as paráfrases e
parênteses, e por fim, o conhecimento superestrutural (modelos textuais globais
que vão permitir aos usuários reconhecer um texto como pertencente a determinado
gênero ou certos esquemas cognitivos). “O conhecimento interacional permite a
identificação de textos como exemplares adequados aos diversos eventos da vida
social. Envolve também conhecimentos sobre as macrocategorias ou unidades
globais que distinguem vários tipos de textos, bem como sobre a ordenação ou
sequenciação textual em conexão com os objetivos pretendidos.” (KOCH, 2008, p.
54).

Um exemplo do aspecto ilocucional é percebido no trecho a seguir.


“você flagra alguém mexendo no que é seu, e diz: ‘Bonito, hein?!’. O
conhecimento ilocucional consiste no conhecimento sobre os tipos de atos de
fala, que costumam ser verbalizados por meio de enunciações características
o que exige dos interlocutores o conhecimento necessário para a captação do
objeto ilocucional.” (Santos, 2018).

Na FIGURA 3 Howley (2014), apresenta um exemplo do aspecto comunicacional do


conhecimento interacional, com o lide de um texto jornalístico que relaciona o
vazamento de água em via pública com um chafariz.

FIGURA 3: EXEMPLO DO ASPECTO COMUNICACIONAL DO CONHECIMENTO INTERACIONAL

FONTE: Howley (2014).

O aspecto metacomunicativo do conhecimento interacional é demonstrado através


dos exemplos da FIGURA 4.
“No primeiro exemplo, quando o emissor diz: ‘Preste atenção, porque o
assunto é sério... ’, ele prepara o receptor para que ele dê a devida atenção,
pois tem algo importante para lhe passar, importância essa que poderia não
ser tão presente se ele não tivesse usado a metacomunicação. Já no
segundo exemplo, ao iniciar o diálogo com: "Eu preciso lhe dizer uma coisa,
mas nem sei por onde começar...", há uma premissa de que a informação a
seguir deve ter um impacto grande, portanto, com essa introdução, o
receptor já inicia o processo de preparação para receber a notícia. Quanto
ao terceiro exemplo: "Não me entenda mal, mas é que...", também há uma
indução por parte do emissor para que, o que vem a seguir, não tenha um
impacto tão grande. Por fim, no último exemplo, fica claro que quando ele
diz: "Eu não queria dar essa triste notícia", ele já prepara o receptor para
uma notícia ruim, que vai gerar um impacto negativo.” (WORHK
CONSULTORIA, 2018).

FIGURA 4: EXEMPLOS DO ASPECTO METACOMUNICACIONAL DO CONHECIMENTO INTERACIONAL

FONTE: Worhk consultoria (2018).

A FIGURA 5 traz um exemplo para o aspecto superestrutural do conhecimento


interacional. A partir desta leitura, podemos identificar o Gênero Textual Diário, que
é o registro de ideias, opiniões acerca da realidade que nos cerca, expressar
sentimentos de uma maneira geral, bem como registrar fatos ocorridos no cotidiano.

FIGURA 5: EXEMPLO DO ASPECTO SUPERESTRUTURAL DO CONHECIMENTO INTERACIONAL.

FONTE: Jovens Leitores (2012).


REFERÊNCIAS

ALVES, Alessandro. Teorias da interpretação. 2015. Disponível em


<https://pt.slideshare.net/AlessandroAlves4/2015-teorias-da-interpretao-alfa>.
Acesso em 17 nov. 2018.

GONÇALVES, Geovani. Língua portuguesa. 2011. Disponível em


<https://pt.slideshare.net/geovanyjg/lngua-portuguesa-ies>. Acesso em 17 nov.
2018.

HOWLEY, Verdi. Dissertação. 2014. Disponível em


<https://www.slideserve.com/verdi/disserta-o>. Acesso em 17 nov. 2018.

JOVENS LEITORES. Gênero textual: diário. 2012. Disponível em


<http://jleitores.blogspot.com/2012/06/v-behaviorurldefaultvmlo.html>. Acesso em 17
nov. 2018.

KOCH, Ingedore V., ELIAS, Vanda M. Ler e compreender: os sentidos do texto.


Leitura, sistemas de conhecimento e processamento textual. 2 ed. 2ª
reimpressão. São Paulo: Contexto, p. 39-56, 2008.

SANTOS, Naira. A importância da leitura. Disponível em


<https://sites.google.com/site/nairafabianasantos/home/ler-e-compreender-os-
sentidos-do-texto>. Acesso em 17 nov. 2018.

WORHK CONSULTORIA. Metacomunicação. 2018. Disponível em


<http://www.worhk.online/2018/08/metacomunicacao.html>. Acesso em 17 nov.
2018.

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