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Índice

1. Introdução .............................................................................................................. 3

1.1. Objectivos do Trabalho ...................................................................................... 3

1.1.1. Objectivo Geral .............................................................................................. 3

1.1.2. Objectivos Específicos ................................................................................... 3

1.2. Metodologias ..................................................................................................... 4

2. Revisão Teórica ..................................................................................................... 5

2.1. Avaliação Psicológica ........................................................................................ 5

2.1.1. Dimensões da Avaliação Psicológica ............................................................. 6

2.1.2. Técnica ........................................................................................................... 6

2.1.3. Teste Psicológico............................................................................................ 6

2.1.4. Entrevista........................................................................................................ 7

2.1.5. Observação ..................................................................................................... 7

2.1.6. Ética e Legal ................................................................................................... 8

2.1.7. Relacional ....................................................................................................... 8

2.1.8. Social .............................................................................................................. 8

3. Avaliação Psicológica em Diferentes Campos de Actuação ................................. 9

3.1. Avaliação Psicológica no Campo Social ........................................................... 9

3.1.1. Avaliação Psicológica no Campo Da Educação ............................................ 9

3.1.2. Avaliação Psicológica e Pesquisa ................................................................ 10

4. Actividades Desenvolvidas no Âmbito da Entrevista ......................................... 11

4.1. Avaliação Psicológica para Porte de Armas .................................................... 11

5. Considerações Finais ........................................................................................... 13

6. Literatura Citada .................................................................................................. 14

7. Anexos ................................................................................................................. 15
1. Introdução

Ao longo dos anos, tal como discutido por PASQUALI (2001), houve um
crescimento da necessidade de se avaliar os domínios psicológicos de forma precisa,
para que decisões adequadas sejam tomadas em vários âmbitos profissionais. Assim, a
tecnologia nessa área tem evoluído no sentido do desenvolvimento de instrumental mais
sofisticado o que, por sua vez, reafirma o status da avaliação como uma actividade
primordial ao psicólogo.

A avaliação psicológica difunde e representa uma parte relevante da actuação


profissional dos psicólogos, e nesse sentido, NORONHA & ALCHIERI (2002),
enfatizam que a regulamentação da psicologia enquanto profissão (Lei no. 4119 de
1962), auxiliou na consolidação, dentre outras actividades profissionais, da avaliação
psicológica por meio do uso de instrumentos e técnicas privativas do psicólogo. Os
autores ressaltam a necessidade de aprimorar a formação em psicologia em
Moçambique, especialmente no que tange à avaliação psicológica, uma vez que
professores, académicos, instituições e editores se beneficiariam mutuamente. Por fim,
abordam a importância de acompanhar os avanços científicos na área dos demais países,
por meio do intercâmbio dos conhecimentos.

1.1.Objectivos do Trabalho
1.1.1. Objectivo Geral
 Analisar, realizar um trabalho de campo que retrata sobre avaliação psicológica
para porte de armas no CHAEM; CEPAEP.
1.1.2. Objectivos Específicos
 Abordar acerca do conceito da avaliação psicológica;
 Falar das suas dimensões;
 Abordar dos aspectos relevantes perante a entrevista realizada nas instituições

acima citadas;

 Abordar diversas descrições inerentes ao assunto acima referendo.

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1.2.Metodologias

Com a finalidade de acatar o objectivo da pesquisa, foi necessário realizar


pesquisa bibliográfica e de campo, (GIL, 2008), alega que a pesquisa bibliográfica parte
de estudos exploratórios, a qual é desenvolvida a partir do material já elaborado, seja ele
por Livros ou Artigos científicos. Assim, sua finalidade é que o pesquisador tenha o
acesso a tudo que já tenha sido escrito sobre determinado tema.

No que se refere a pesquisa de campo, de acordo com (MARCONI &


LAKATOS; 2003 p. 186), “É aquela utilizada com o objectivo de conseguir
informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma
resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, descobrir novos
fenómenos ou as relações entre eles”.

Dentre as pesquisas de campo disponíveis, recorreu-se a pesquisa do tipo


qualitativa. Segundo (FONSECA, 2002, p.20), “A pesquisa qualitativa se preocupa com
aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando na compreensão e
explicação da dinâmica das relações sociais”.

Com efeito, este trabalho foi redigido segundo as normas estabelecidas pela
(AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION, 2006, p. 17), que permitem ao
autor escrever com precisão e evitar “suposições tendenciosas” se, assumindo os
exemplos gramaticais, tornarem facilitada a comunicação ao público. Sendo o trabalho
baseado em relatos diários de diversas situações devidamente inferidos e
fundamentados, apenas se deverá transmitir, exactamente, o que foi observado, por isso,
enquanto autor deste relatório, deverei ser moderado na escrita e, consequentemente,
assumir um número limitado de páginas que, como é referido na fonte citada
anteriormente, facilita a sua compreensão, (A.P.A. p.19).

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2. Revisão Teórica
2.1.Avaliação Psicológica

Falar sobre avaliação psicológica é reflectir sobre a importância de uma das


principais funções do profissional de Psicologia. Historicamente, a imagem que se tem
do psicólogo é a do profissional que se utiliza de testes, que avalia “se uma pessoa é
normal ou não”, se está apta a executar determinada função, já que a testagem foi uma
das actividades mais comuns no século XX no campo da Psicologia, (CUNHA, 2000).
Porém, a prática psicológica tem se expandido cada vez mais, e neste movimento, a
avaliação psicológica passou a ser bem mais abrangente, considerando diversos factores
em seu processo de estudo e análise dos sujeitos.

De acordo com a RESOLUÇÃO DO CONSELHO FEDERAL DE


PSICOLOGIA n°. 007 (2003), Pode-se definir a avaliação psicológica como sendo o
processo técnico científico de colecta de dados, estudos e interpretação de informações
a respeito dos fenómenos psicológicos da relação do indivíduo com a sociedade.
Utiliza-se, para isto, de estratégias psicológicas métodos, técnicas e instrumentos. Os
resultados das avaliações devem considerar e analisar os condicionantes históricos e
sociais e seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como instrumentos
para actuar não somente sobre o indivíduo, mas em todo o contexto social e histórico no
qual ele se insere.

Na prática, agregar todas estas informações em uma análise que seja capaz de
utilizá-las de forma integradora e dialéctica ainda é um desafio. O debate e a reflexão
sobre o papel do psicólogo nesta questão são extremamente importantes, uma vez que é
necessário manter uma visão crítica que vai além da concepção de investigar o que é
patológico ou não, e passa a ter como enfoque a compreensão acerca da subjectividade
de determinado indivíduo, visando seu benefício.

“Aceitar diferenças individuais, mantendo relações de igualdade, ou


melhor, de não dominação, em uma sociedade onde as diferenças são
valorizadas em termos de competição, torna-se algo extremamente
difícil”, (LANE, 1987, p. 72).

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2.1.1. Dimensões da Avaliação Psicológica
2.1.2. Técnica

COHEN, SWERDLIK e STURMAN (2014), definem Avaliação Psicológica


como a colecta e a integração de dados relacionados à Psicologia com a finalidade de
fazer uma estimação psicológica, que é realizada por meio de instrumentos como testes,
entrevistas, estudos de caso, observação comportamental, aparatos e procedimentos de
medida especialmente projectados para essa finalidade.

A dimensão técnica na Avaliação Psicológica é parte integrante de um processo


avaliativo, constituído de diferentes estratégias que a(o) profissional pode utilizar para a
realização de um determinado procedimento em diferentes contextos de actuação, pois
em um processo avaliativo, a(o) profissional precisa acessar e mensurar os fenómenos
psicológicos envolvidos na demanda. Dessa forma, os recursos técnicos corroboram
para acessar e compreender as variáveis envolvidas.

Dentre os principais instrumentos utilizados em um processo de Avaliação


Psicológica estão os testes psicológicos, a entrevista nas suas diferentes modalidades e a
observação.

2.1.3. Teste Psicológico

De acordo com HUTZ (2015), teste psicológico é um instrumento que avalia


(mede ou faz uma estimativa) constritos que não podem ser observados directamente e
uma Avaliação Psicológica não seria realizada apenas com testes, mas envolveria outras
técnicas a partir da demanda do caso.

Actualmente na listagem do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos


(Satepsi) desenvolvido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), constam 159
instrumentos com parecer favorável que avaliam constritos como: inteligência,
personalidade, habilidade, aptidões, comportamento, interesse profissional, dentre
outros fenómenos psicológicos.

Desde o início da criação do Satepsi, houve um desenvolvimento na qualidade


técnica e científica dos instrumentos disponíveis para serem utilizados na actuação da
profissão.

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2.1.4. Entrevista

A entrevista é utilizada em diferentes contextos e para diferentes finalidades, não


só na Psicologia. Contudo, dentro de um processo de Avaliação Psicológica, essa
técnica deve, também, estar atrelada ao objectivo dessa avaliação, possibilitando um
conhecimento mais aprofundado sobre a história de vida do sujeito ou do ambiente
avaliado.

Há diferentes modalidades de entrevista e o avaliador deve definir pela


modalidade utilizada de acordo com os dados que se pretende colectar e o contexto
avaliado. Existem particularidades técnicas de entrevista para cada faixa etária de
desenvolvimento e ambiente a serem aferidos.

Em geral, busca-se investigar nas entrevistas dentro de um processo de


Avaliação Psicológica: contexto familiar, social, pessoal, condição de saúde física, auto
percepção, autocrítica e expectativas de futuro.

2.1.5. Observação

Pode ser considerada dentro de um procedimento de Avaliação Psicológica


como uma estratégia fundamental, presente em todos os processos, em maior ou menor
grau, a qual fornece um grande número de informações sobre o sujeito, grupo e contexto
avaliado.

A observação é uma técnica de alta complexidade, exigindo treino da(o)


profissional que a utiliza para uma adequada compreensão e sistematização dos dados
colectados.

Em algumas situações específicas como, por exemplo, em ambientes escolares,


hospitalares ou na observação do comportamento de bebés, crianças ou da interacção de
pais e filhos, a técnica de observação não pode ser substituída por testes ou entrevistas,
mostrando-se como a principal metodologia a ser utilizada.

Quando se aplica um teste psicológico ou durante a execução de outra técnica


dentro de um processo de avaliação, o comportamento não verbal pode ser
sistematizado por meio da observação.

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2.1.6. Ética e Legal

Reflexões sobre a ética permeiam continuamente o trabalho da(o) Psicóloga(o) e


são inerentes à complexidade do fenómeno estudado e do atendimento realizado. A
atitude ética, que pressupõe não só o conhecimento de um código de ética, mas
principalmente a vivência dos pressupostos desse código, passa pelo crivo da moral,
onde crenças e valores pessoais dão forma a uma prática ética.

“O Código de Ética Profissional do Psicólogo possui vários itens relativos à avaliação


psicológica, porém as questões éticas neste caso possuem um alto grau de complexidade
e não podem ser exaustivamente tratadas em um código de ética, pois o procedimento
ético vai além da observância literal de artigos de um código de ética (HUTZ, 2015),
pois “princípios éticos são gerais e representam ideais a serem atingidos... (São) ideias
norteadoras de acções, atitudes e comportamentos na prática Profissional”, (HUTZ,
2009).

Ao pensar-se na dimensão ética na Avaliação Psicológica, devemos considerar,


primeiramente, a nossa capacitação técnica, essencial para a realização de um trabalho
que seja capaz de atender aos objectivos propostos.

2.1.7. Relacional

O processo de Avaliação Psicológica, em uma de suas funções, caracteriza-se


como um processo de conhecer. Isto é, a(o) Psicóloga (o) se debruça sobre os
fenómenos psicológicos, construindo um conhecimento acerca da funcionalidade dos
mesmos, com objectivo de responder a uma demanda.

É em torno do objectivo visado e o campo da prática que se delineia a actividade


profissional, integrada à necessidade de proceder a compreensão do objecto de estudo,
por meio das condições teórico-metodológicas geradas nesse processo, isto é,
construídas pelos próprios motivadores do ato de querer conhecer, (ALCHIERI, CRUZ
e SARDÁ, 2002).

2.1.8. Social

Como qualquer técnica e prática que envolve situações de prestação de serviços


de ordem profissional na área da Psicologia, a Avaliação Psicológica tem, em seu bojo,
diversas questões ou problemáticas de ordem ética, que repercutem intensamente na
vida das pessoas envolvidas, na(o) profissional e até mesmo nas instituições

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demandantes do processo avaliativo, assim como na sociedade como um todo.
Necessita-se estar atentos aos reflexos da actuação em relação às pessoas envolvidas,
assim como nas repercussões sociais de nossas tomadas de decisão em relação a essas
pessoas. De acordo com MARCELO TAVARES:

“Em todos os lugares onde a avaliação psicológica se faz presente, ela pode ser utilizada
para ajudar pessoas ou ser um instrumento de exclusão. O resultado de avaliações pode
trazer notícias que abrem oportunidades para as pessoas, mas também pode trazer
informações que não são nem bem-vindas nem desejadas. O uso dos testes de avaliação
pode promover o desejo de autoconhecimento e favorecer a auto imagem; pode também
ter efeitos deletérios ou nitrogénios”.

Dessa forma, precisa-se estar atentos ao potencial para equívocos advindos da


Avaliação Psicológica, pois nossa actuação reflectirá na imagem da classe profissional
como um todo, trazendo danos à sua credibilidade.

3. Avaliação Psicológica em Diferentes Campos de Actuação


3.1.Avaliação Psicológica no Campo Social

A Avaliação Psicológica no contexto da assistência social precisa levar em


conta, de antemão, o peculiar contexto dessa política: actuar junto às populações que se
encontram em situação de risco e vulnerabilidade social, valendo-se, para tanto, dos
recursos potenciais advindos dos vínculos familiares e comunitários. Isso implica
colocar a Psicologia a serviço da comunidade, assegurando o compromisso ético e
político de defesa intransigente dos direitos socioassistenciais. Destarte, o fenómeno
social é tomado como parte central e determinante da intervenção. É preciso rememorar,
isso posto, que a dimensão do subjectivo é atravessada, também, pelo social. Fazer
Avaliação Psicológica no contexto da assistência social implica, assim, considerar as
variáveis sociais que atravessam o sujeito e o impedem, ou não, de ter garantidos os
seus direitos socioassistenciais, (SAWAIA, 1999, p. 56).

3.1.1. Avaliação Psicológica no Campo Da Educação

A educação é um contexto que sempre fez parte da Psicologia, seja na


efectivação de seu regulamento como profissão, seja na possibilidade de seu
crescimento como ciência. A educação se apresenta como um contexto rico em
fenómenos psicológicos que demandam a construção de conhecimentos que consigam
dar conta da diversidade e da qualidade de seu objecto de estudo. A realidade desse

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contexto diante das mazelas culturais e sociais e, por outro lado, o avanço de
tecnologias, vêm interferindo directamente no processo e nos estilos de aprendizagem,
que passam a ser o foco da Psicologia.

3.1.2. Avaliação Psicológica e Pesquisa

Os fenómenos psicológicos são marcados pela sua complexidade, uma vez que a
Psicologia tem como objecto de estudo comportamentos, experiências subjectivas e
processos mentais a eles subjacentes e pode-se perceber diferentes áreas da Psicologia,
que indicam muitas perspectivas de pesquisas científicas.

Pesquisar cientificamente em Psicologia possibilita o acesso, o conhecimento e a


investigação de fenómenos que são do campo da subjectividade, mas que, nem por isso,
deixam de ser fenómenos científicos, partindo-se sempre do problema de pesquisa e
utilizando um método científico para investigá-lo. De acordo com COZBY (2009), o
método científico em ciências do comportamento possui quatro objectivos gerais que
norteiam todas as investigações realizadas nessa área: descrever o comportamento,
predizê-lo, determinar suas causas e compreender ou explicar um determinado
comportamento.

Compreende-se que as pesquisas científicas em Psicologia possuem como


objetivo principal promover a produção e também a divulgação do conhecimento
científico. Geralmente são divididas em pesquisas básicas e pesquisas aplicadas – as
primeiras dedicadas ao aumento do conhecimento teórico com foco para responder a
questões fundamentais sobre a natureza do comportamento e as segundas à solução de
problemas práticos baseados no conhecimento teórico previamente adquirido. Contudo,
as duas formas de pesquisa, de acordo com COZBY (2009), retroalimentam-se.

O delimitador inicial para realizar uma pesquisa científica é a escolha de um


tema, o qual deve estar relacionado a uma área de pesquisa (área de concentração na
Psicologia). A partir disso, define-se o problema de pesquisa, que se refere à pergunta
que se pretende responder ao longo do trabalho. Definir o problema é delimitar o campo
de observação em variáveis a serem estudadas, separando aqueles conteúdos
pertinentes, que serão estudados, dos que não serão.

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4. Actividades Desenvolvidas no Âmbito da Entrevista
4.1.Avaliação Psicológica para Porte de Armas

O que é uma Avaliação Psicológica?

A avaliação psicológica é o processo técnico-científico de colecta de dados,


estudos e interpretação de informações a respeito dos fenómenos psicológicos, que são
resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de
estratégias psicológicas métodos, técnicas e instrumentos.

O que será avaliado?

Quando fala a respeito da aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo e


para o exercício da profissão de vigilante, por exemplo, a Polícia Federal especifica em
sua Instrução Normativa que:

A comprovação da aptidão psicológica será exigida nos procedimentos de


aquisição, registo, renovação de registo, transferência, porte de arma de fogo,
credenciando de armeiros e instrutores de armamento e tiro; A avaliação para a aptidão
psicológica deverá ter sido realizada em período não superior a 01 (um) ano do
respectivo requerimento; O laudo de que trata o caput deverá considerar o interessado
como APTO ou INAPTO para o manuseio de arma de fogo, sem mencionar os nomes
dos instrumentos psicológicos utilizados e as características de personalidade aferidas;
A bateria de instrumentos de avaliação psicológica utilizados na aferição das
características de personalidade e habilidades específicas dos usuários de arma de fogo e
dos vigilantes deverá contar com 1 teste projectivo, 1 teste expressivo, 1 teste de
memória, 1 teste de atenção difusa e concentrada e 1 entrevista semi-estruturada;

O que torna alguém APTO ou INAPTO ao manuseio de uma arma de fogo?

Os indicadores necessários para o manuseio de uma arma de fogo são múltiplos.


Este artigo irá apenas enumerar alguns para fins de elucidação. Além de funções
cognitivas como atenção, concentração e memória, é importante frisar que alguém que
irá manusear uma arma de fogo deverá apresentar a capacidade e a salubridade
psicológica para exibir:

“Maturidade emocional; Habilidade de empatia; Bom raciocínio lógico e habilidade de


senso crítico na tomada de decisões; Flexibilidade e adaptação; Capacidade preservada

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de autocrítica; Auto imagem preservada; Capacidade preservada de tolerância à
frustração; Equilíbrio e estabilidade emocional; Auto-estima preservada; Forte
tolerância ao estresse; Boa capacidade de seguir regras sociais; Honestidade,
responsabilidade; Bom controlo dos impulsos; entre outros”.

O que poderia restringir o acesso de um indivíduo às armas de fogo?

Alguém que irá possuir e/ou manusear uma arma de fogo deverá estar livre das
seguintes possibilidades:

 Cometer um homicídio – salvo em casos onde é comprovada a legítima defesa;


 Cometer um suicídio;
 Cometer imprudências que resultem nos dois itens acima (disparo acidental,
disparo indevido, facilitar o acesso a pessoas inaptas a manusear uma arma de
fogo).
 É esperado que a pessoa que utilize a arma de fogo cause o menor dano possível,
sempre periodizando a imobilização ao uso de força letal.

Naturalmente é importante que esta pessoa não sofra de algum grave transtorno
de humor (depressão, transtorno afectivo bipolar, mania, transtorno esquizoafetivo, etc),
de algum transtorno somatoforme (Transtorno Dismórfico Corporal, Transtorno
Hipocondríaco, etc), de algum transtorno psicótico (Esquizofrenia, Transtorno
Delirante) e também transtornos de personalidade Borderline, Antissocial
(psicopatia/sociopatia).

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5. Considerações Finais

Após as várias consultas pode-se concluir que o desafio para os psicólogos que
actuam e para os que estão em processo de formação é de aprimorar a avaliação
psicológica, assim como as demais formas de actuação, visando contribuir cada vez
mais para transformar nossa realidade social em um mundo menos desigual. Essa
mudança começa na formação académica dos futuros profissionais, com a preocupação
em relação à qualificação do uso de testes e técnicas psicológicas, da constante
actualização, dos cuidados éticos agregados a discussões, reflexões e a participação
activa dos futuros profissionais, com o objectivo de desenvolver uma visão crítica e
actuante, que vai além da teoria e se fundamenta na prática comprometida com a
sociedade.

Por fim, em suma os profissionais de Psicologia Clínica devem estar


comprometidos com a garantia dos direitos para os mais diversos segmentos sociais,
especialmente aqueles que são excluídos socialmente e não têm acesso aos seus direitos
básicos. É necessário que se tenha a consciência de que a cada vez que um direito
fundamental é respeitado, toda a sociedade avança na direcção do respeito às
particularidades de cada indivíduo.

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6. Literatura Citada
 AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION (2006). Manual de Estilo da
APA: Regras básicas. Porto Alegre, São Paulo: Artmed.
 COHEN, R. J.; SWERDLIK, M. E.; STURMAN, E. D. Testagem e Avaliação
Psicológica: Introdução a Testes e Medidas. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
 CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. (2007). Resolução no. 007 de 2003.
Brasília. Disponível em
http://www2.pol.org.br/satepsi/CD_testes/pdf/Resolu%E7%E3o%20CFP%2
0N%BA%20007-2003.pdf.
 CUNHA, J. A. et al (2000). Psicodiagnóstico V. 5ª. edição revisada e ampliada.
Porto Alegre: Artmed.
 FONSECA, J.J.S. Metodologia da Pesquisa Científica. Ceará, 2002. Disponível em:
http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo 20121/1SF/Sandra/apostila
Metodologia. Pdf.
 GIL, A.C. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. (2008). 6. Ed. São Paulo: Atlas,
Disponível em: <https://ayanrafael.files.wordpress.com/2011/08/gil-a-c-
mc3a9todos-e tc3a9cnicas-de-pesquisa-social.pdf> Acesso em: 13 Ago. 2018,
18:55.
 HUTZ, C. S. (2015). Questões Éticas na Avaliação Psicológica. In: HUTZ, C. S.;
BANDEIRA, D. R.; TRENTINI, C. M. (Orgs.), Psicometria. Porto Alegre: Artmed.
 HUTZ, C. S. (2009). Ética na Avaliação Psicológica. In: C. S. Hutz (Org.),
Avanços e polêmicas em avaliação psicológica. São Paulo: Casa do Psicólogo.
 LANE, S. T. M. (1987). O Que é Psicologia social. 13ª. Edição. São Paulo:
Brasiliense.
 LAKATOS, E. M. M DE & MARCONI, M. de A. (2003; 2007). Metodologia
Científica. 5ª Edição. São Paulo, Atlas.
 NORONHA, A. P., & ALCHIERI, J. C. (2002). Reflexões Sobre os Instrumentos de
Avaliação Psicológica. In R. Primi (Ed.), Temas em avaliação psicológica (pp. 7-
16). Campinas: Ibap.
 PASQUALI, L. (2001). Testes Psicológicos: Conceitos, História, Tipos e Usos.

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7. Anexos

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