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Programa.

1) Introdução - Produção de petróleo no Brasil e no mundo - Reservas e Royalties

2) Etapas de fluxo

3) Sistemas de produção de petróleo:


Terrestres (estações coletoras, de tratamento e de transferência de petróleo)
Marítimos (UEP, Sistemas submarinos) – Processamento primário de petróleo

4) Propriedades dos fluidos

5) Fluxo radial no reservatório: Curva de IPR

6) Fluxo multifásico na coluna, na linha e no riser de produção - Curva de TPR

7) Análise nodal - IPR e TPR - Condições de surgência e de elevação artificial

8) Principais métodos de elevação artificial (Gas Lift, BCS, BM, BCP e outros)

9) Métodos de bombeamento submarino (boosting)

10) Garantia de escoamento


5- Fluxo radial no
reservatório
traçado da curva de IPR.
Poço de completação submarina.

COLETA: Fluxo no duto submarino

ELEVAÇÃO: Fluxo na coluna de produção


(Poço)

RECUPERAÇÃO: Fluxo no meio poroso


(Reservatório)
Etapas de fluxo.

Poço de completação submarina

Pwh: Pressão na Psep: Pressão no


cabeça do poço separador

Pwf: Pressão de Pe: Pressão estática do


fundo em fluxo reservatório
Etapas de fluxo.

Perda de carga no meio poroso:

DPres = Pe – Pwf (drawdown)

Perda de carga na elevação:

DPelev = Pwf - Pwh

Perda de carga na coleta:

DPcoleta = Pwh - Psep


Desempenho do reservatório.

• Lei de Darcy;

• Lei de Darcy para o escoamento radial;

• Conceito de índice de produtividade;

• Curva de pressão disponível no fundo do poço - IPR (modelo linear);

• Modelo de Vogel para a IPR;

• IPR combinada.
Desempenho do Reservatório

Lei de Darcy.

p1 p2

q A k q

L
Permeabilidade é a medida da
k A dp
q=− capacidade de uma rocha
permitir o fluxo de fluidos
μ dx
Assumindo que k, μ e q sejam independentes da pressão, pode-se
integrar esta equação para obter a perda de carga total ao longo do
comprimento L:

p2 qμ L

p1
dp = − ∫
kA 0
dx
Desempenho do Reservatório

Lei de Darcy.

p1 p2

q A k q

Chega-se então à seguinte expressão para o escoamento linear


através de um meio poroso:
q, vazão [cm3/s]

k A (p1 − p2 )
k, permeabilidade [Darcy]
A, área [cm2]
q= p, pressão [atm]
μL μ, viscosidade [cP]
L, comprimento [cm]
Desempenho do Reservatório

Lei de Darcy - Escoamento Radial.

Pwf Pe

h q

rw
re
Desempenho do Reservatório

Lei de Darcy - Escoamento Radial.

k A dp
q=−
μ dx
No caso de escoamento radial, a área A é dada por:

A = 2πr h
Como a pressão cai no sentido do fluxo, temos que

dp dp
=−
dx dr
Desempenho do Reservatório

Lei de Darcy - Escoamento Radial.

Assim, fazendo estas substituições chegamos à seguinte forma


diferencial para a lei de Darcy em um escoamento radial:

2π r h k dp
q=
μ dr
Assumindo que k, μ e q sejam independentes da pressão, pode-se
integrar esta equação para obter a perda de carga total ao longo do
reservatório:

2 π h k pe re dr

μ pwf
dp = q ∫
rw r
Lei de Darcy - Escoamento Radial.

Chega-se então a,

2π h k (pe − p wf )
q=
μ ln (re rw )
q, vazão [cm3/s]
k, permeabilidade [Darcy]
h, espessura do intervalo produtor [cm]
p, pressão [atm]
r, raio [cm]
μ, viscosidade [cP]
Desempenho do Reservatório

Lei de Darcy - Escoamento Radial.

O fator volume de formação Bo é definido por:

q o ( P, T )
Bo =
q o (std )
Assim,

2π h k o (pe − p wf )
q o (std ) =
μ o Bo ln (re rw )

Condições padrão (ou “standard”): P = 1 atm e T = 20°C


Lei de Darcy - Escoamento Radial.

Finalmente, convertendo* para as unidades usuais na indústria


nacional do petróleo, teremos:

52,54 h k o (pe − p wf )
q o (std ) =
μ o Bo ln (re rw )
qo, vazão de óleo em condições standard [m3/d]
ko, permeabilidade ao óleo [Darcy]
h, espessura do intervalo produtor [m]
pe, pressão estática do reservatório [kgf/cm2]
pwf, pressão de fundo em fluxo [kgf/cm2]
re, raio de drenagem [m]
rw, raio do poço [m]
μ0, viscosidade do óleo [cP]
Bo, fator volume de formação do óleo [-]
Desempenho do Reservatório

Exercício.

Considere um poço com os seguintes dados:


ko = 1,5 D μo = 15 cP
h = 30 m Bo = 1,1 m3/m3
pe = 250 kgf/cm2 re = 2000 m rw = 0,10 m

Determine o comportamento da pressão ao longo do reservatório e


a pressão de fundo em fluxo (pwf) para as seguintes vazões de
óleo:
qo1 = 0 m3/d
qo2 = 1000 m3/d
qo3 = 2000 m3/d
Desempenho do Reservatório

Exercício

P em kgf/cm2

Raio (m) qo = 0 m3/d qo = 1000 m3/d qo = 2000 m3/d


0,1
1
10
100
500
1000
1500
2000

52,54 h k o (p e − p )
qo (std) =
μ oBo ln (re r )
Desempenho do Reservatório

P em kgf/cm2

Raio (m) qo = 0 m3/d qo = 1000 m3/d qo = 2000 m3/d


0,1 250 181 112
1 250 197 144
10 250 213 176
100 250 229 208
500 250 240 231
1000 250 245 240
1500 250 248 246
2000 250 250 250

52,54 h k o (p e − p )
qo (std) =
μ oBo ln (re r )
Desempenho do Reservatório

300

250
Pressão (kgf/cm2)

200
qo = 0 m3/d
150 qo = 1000 m3/d
qo = 2000 m3/d
100

50

0
0 500 1000 1500 2000
Raio (m)
Inflow Performance Relationship (IPR)

Modelo Linear
Assumindo que os parâmetros da equação 1 são constantes1, exceto Pwf,
pode-se perceber que existe uma relação linear entre a vazão q e a
pressão de fluxo Pwf.

A curva gerada a partir da variação da Pwf é denomiada de curva de


performance de influxo ou do reservatório (IPR – Inflow Performance
Relationship).

Assim, diz-se que a IPR de um poço representa curva que relaciona a


pressão de fluxo Pwf à vazão q do poço, ou a curva de pressão disponível
em frente aos canhoneados.

Isto ocorre para reservatórios com pressão acima da pressão de


saturação, normalmente com influxo de água e produzindo apenas
líquidos em fluxo laminar.
IPR Linear e Índice de Produtividade (IP)

Curva de Pressão Disponível


52,54 k h (Pr - Pwf )
q=
μ Bo ln(re / rw ) Pwf

IP
52,54 k h
IP =
μ B o ln( re / rw ) Potencial
do Poço

q q
IP =
(Pr − Pwf )
Índice de produtividade.

O índice de produtividade é bastante utilizado na estimativa de vazão


de poços, assim como na comparação entre poços produtores na
indústria do petróleo.

Normalmente são utilizadas as unidades para o IP: m3/d/kgf/cm2


bpd/psi
Pode ser determinado através de dois testes de produção, ou
conhecendo-se a pressão de reservatório e realizando um teste de
produção (medindo-se também as pressões de fluxo Pwf).
Considerando o modelo de IPR linear tem-se

q = IP (Pr − Pwf )

Assim para
Pwf = 0 q = IP x Pr = qmax

Pwf = Pr q=0
IPR Vogel.

pe
PRESSÃO

Tg α = IP

psat

pwf 2

q1 qsat q2 qmax qmax


(IPR Vogel) (IPR Reta)
VAZÃO
Desempenho do Reservatório

IPR - Modelo de Vogel.


2
qo ⎛ p wf ⎞ ⎛ p wf ⎞
= 1 − 0,2 ⎜⎜ ⎟⎟ − 0,8 ⎜⎜ ⎟⎟
q o max ⎝ pe ⎠ ⎝ pe ⎠
1,0

0,8

0,6
pwf/pe

0,4

0,2

0,0
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
q o/qomax
Curva de pressão disponível no
fundo do poço - IPR

300

250
Pressão (kgf/cm2)

200

150

100 Potencial do
poço ou
50 Absolute Open
Flow Potential
0
0 1000 2000 3000 4000
Vazão de óleo (m3/d)

Gráfico
Desempenho do Reservatório

Exercício sobre IPR

• O registro de pressão de um poço apresentou os seguintes


resultados:
– Pressão estática (pe): 250 kgf/cm2
– Pressão de fundo em fluxo (pwf1): 200 kgf/cm2
– Vazão de óleo (qo1): 1500 m3/d

Trace a IPR e determine:


a) O potencial do poço (AOF);
b) A vazão do poço se a pwf for igual a 150 kgf/cm2;
c) O índice de produtividade do poço.
Desempenho do Reservatório

300

pe IP = qo / (pe – pwf)
250
= 7500 / 250 = 30 m3/d/kgf/cm2
α = 1500 / 50 = 30 m3/d/kgf/cm2
Pressão (kgf/cm2)

200
pwf1
qo2 = IP (pe – pwf2)
150 = 30 (250 – 150 )= 3000 m3/d
pwf2

100

50

qo1 qo2 AOF


0
0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000
3
Vazão (m /d)
Depleção, dano e estimulação deDesempenho do Reservatório
reservatório.

P P
DEPLEÇÃO DANO P ESTIMULAÇÃO

Pwf Pwf Pwf

qd qa qd qa
Q Q qa qd
Q
A depleção é a
O dano é uma A estimulação é uma
queda da pressão
deterioração das operação
estática do
características (fraturamento,
reservatório.
(porosidade e acidificação) que altera
Resulta no permeabilidade) da positivamente as
declínio natural da rocha reservatório características da
vazão do poço nas imediações do rocha reservatório nas
para uma mesma poço. imediações do poço.
pressão de fundo.
Desempenho do Reservatório

Exercício sobre IPR – Dano

300
Suponha que o IP foi reduzido para
250 20 m3/d/kgf/cm2. Qual seria a nova
vazão para pwf2= 150 kgf/cm2?
Pressão (kgf/cm2)

200
AOF = IP (Pe – 0) = 5000 m3/d
150
Pwf2 qo2 = IP (Pe – Pwf2)
100 = 20 (250 – 150 )= 2000 m3/d

50

0 Nova qo2 qo2


0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000
Vazão (m3/d)
Desempenho do Reservatório

Exercício sobre IPR - Depleção

300
Após algum tempo em produção, o
registro de pressão dinâmica deste poço
250
apresentou os seguintes resultados :

pe pwf1 = 150 kgf/cm2 qo1= 1500 m3/d


Pressão (kgf/cm2)

200
pwf2 = 100 kgf/cm2 qo2= 3000 m3/d
pwf1
150 Qual a nova pressão estática?

pwf2 qo1 = IP (pe – pwf1)


100
qo2 = IP (pe – pwf2)
50
pe = 200 kgf/cm2
0 qo1 qo2
0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000
3
Vazão (m /d)
Desempenho do Reservatório

Exercício sobre IPR.

O poço A produz de um reservatório com pressão estática de 180


kgf/cm2 uma vazão de 400 m3/d e com uma pressão de fundo em
fluxo de 170 kgf/cm2.

O poço B produz do mesmo reservatório, com a mesma pressão


estática, porém com vazão de 600 m3/d e pressão de fundo em fluxo
de 150 kgf/cm2.

Qual poço possui o maior índice de produtividade?


Desempenho do Reservatório

Solução.

• O índice de produtividade do poço A é calculado por:


⎡ m3 ⎤
400⎢ ⎥ 3
IP =
qL
= ⎣ ⎦
d
= 40
m d
( Pe − Pwf ) ⎡ kgf ⎤ kgf cm 2
(180 − 170)⎢ 2 ⎥
⎣ cm ⎦
enquanto que o do poço B é dado por:

⎡ m3 ⎤
600 ⎢ ⎥
qL ⎣ d ⎦ m3 d
IP = = = 20
( Pe − Pwf ) ⎡ kgf ⎤ kgf cm 2
(180 − 150)⎢ 2 ⎥
⎣ cm ⎦

Assim, maior produção nem sempre implica maior índice de


produtividade...
Desempenho do Reservatório

Exercícios propostos sobre IPR.


Exercício 1

Um poço produtor está produzindo 2000 m3 de óleo e 100


m3 de água, a uma pressão de fundo de fluxo de 330 bar.
A pressão estática do reservatório é de 400 bar.

a) Encontre o índice de produtividade do reservatório;

b) Qual será a vazão de líquido se a pressão de fundo de fluxo for reduzida


para 280 bar?

c) Qual o valor da máxima vazão de líquido (teórica)?


Exercício 2

Um poço produtor está produzindo 1000 m3/d de óleo a


uma pressão de fundo de fluxo de 150 kgf/cm2.
A pressão estática do reservatório é de 200 kgf/cm2.

a) Encontre o índice de produtividade do poço.

b) Qual o valor da máxima vazão de líquido (teórica)?

c) Qual será a vazão de líquido se a pressão de fundo de fluxo for


reduzida para 100 kgf/cm2.
6- Fluxo multifásico na coluna,
linha e Riser
curva e TPR.
Influência do diâmetro da tubulação.

PRESSÀO

PRESSÀO

VAZÃO VAZÃO
Tubing Performance Relationship (TPR)

A partir das curvas de gradiente de pressão, verifica-se a existência de


uma oposição de solicitações no fundo do poço.

Para o fluxo do reservatório, quando deseja-se uma maior vazão é


necessário diminuir a pressão de fundo de poço (Pwf).

Já para o fluxo na coluna de produção, quanto maior a vazão, maior deve


ser esta pressão.

A TPR é a curva gerada em um determinado ponto do sistema, onde


verifica-se a pressão requerida para as possíveis vazões de reservatório.
Preq_A= f (q,L, d,BSW,Pwh,RGL)
Fluxo na coluna de produção.

Trata do deslocamento dos fluidos desde os canhoneados até a cabeça


do poço.

Para que os fluidos escoem do fundo do poço até a superfície, é


necessário que a pressão disponível no fundo do poço (dada pela IPR)
seja suficiente para vencer as seguintes perdas de pressão:

- coluna hidrostática do fluido;


- perdas por fricção no interior da coluna;
- perdas por aceleração, quando considerados escoamentos
compressíveis;
- perdas nas restrições de sub-superfície.
Tubing Performance Relationship (TPR)

Pressão
0 Pwh Pressão
Curva de
Pressão Requerida
Curvas de
Gradiente Dinâmico TPR
Prof.

P3

P2
P1

q1 q2 q3

Canhoneados
P1 P2 P3 q1 q2 q3 Vazão
q1 < q2 < q3
Efeito do diâmetro da coluna de produção no gradiente
de pressão.
Efeito da vazão no gradiente de pressão.
Efeito da razão gás-líquido no gradiente de pressão.
Efeito da densidade do líquido no gradiente de pressão
Efeito da viscosidade no gradiente de pressão.
Sensibilidade ao diâmetro da coluna .

IPR
Sensibilidade à RGO .

IPR
Sensibilidade à fração de água .

IPR
Fluxo na linha de produção.

É o deslocamento do fluido produzido desde a cabeça do poço até o


separador de produção, onde o gás e líquido são separados e medidos.
Portanto, a pressão necessária na cabeça do poço para que haja fluxo
deve ser suficiente para vencer as seguintes perdas de pressão:

- perdas por fricção na linha de produção;

- perdas devido à aceleração dos fluidos com a redução de pressão;

- perdas com elevação devido à diferença de cota entre a AN e o


separador;

- pressão do separador;

- perdas em restrições de superfície.


7- Análise Nodal – IPR e TPR
condições de surgência e de elevação
artificial.
Análise Nodal.

Consiste na subdivisão de um sistema de produção em partes, nas quais


as equações gerais de balanço são aplicadas a cada uma das partes,
individualmente.

Para cada nó do sistema é possível traçar duas curvas de pressão em


função da vazão, uma de pressão disponível e a outra de pressão
requerida.
Pdisp_A = f ( PE, IP, q )

PE

Pwf q
Interseção das curvas ponto de equilíbrio.

250

200 Ponto de equilíbrio:


Pressão em A - [kgf/cm2]

Pwf = 170 kgf/cm2


150
ql = 1930 m3/d
100

50

0
0

500

1000

1500

2000

2500

3000
Vazão - [m3/d]
Ponto de equilíbrio (surgência).

TPR x IPR

O ponto de equilíbrio
representa o ponto onde
Pressão Curva de
as solicitações de pressão Pressão Disponível
Curva de
disponível e pressão PR Pressão Requerida
IPR
requerida coincidem.
TPR
Desta forma, o sistema
produzirá com as
Pwf
respectivas pressão de Ponto de Equilíbrio
fundo e vazão observadas
neste ponto (Pwf e q).
q qmáx Vazão
8- Principais métodos de elevação
artificial.
Elevação natural X artificial.

• Elevação Natural: Poço Surgente:


Quando a pressão do reservatório é suficiente para conduzir os
fluidos até a superfície na vazão desejada.

• Elevação Artificial:
Quando a pressão do reservatório não é suficiente para conduzir os
fluidos até a superfície. Há portanto a necessidade de se adicionar
energia no fundo do poço.
UEP
Sep

P Psep
R
O
F
PANM PBR
U
N ANM PANM
BR
PBR
D
I
D B
A PWF
R
D P
R
E
E
S
Gradiente de Pressão
S PR
à POÇO SURGENTE
O
PWF

0 DISTÂNCIA
UEP
Sep

P Psep
R
O
F
PANM PBR
U
ANM BR
N PANM PBR
D
I
D △ PB
B
A PWF
R
D PWF1
P
R
E
E
S
S Gradiente de Pressão PR
Ã
POÇO NÃO-SURGENTE (Poço danificado)
O
PWF
PWF1
0 DISTÂNCIA
UEP
Sep

Psep

P
R
O PANM
PBR
F ANM BR
PANM PBR
U
N
D
△ PB
I
B
PWF
D R
PWF2
P
A R
E
D
S
E S PR
Gradiente de Pressão
Ã
O POÇO NÃO-SURGENTE (Depleção)
PWF
PWF2
0 DISTÂNCIA
Pressão
Pressão disponível
disponível

PROFUNDIDADE

BCSS

PRESSÃO
O

VA
Pressão
Pressão requerida
requerida

PROFUNDIDADE

BCSS

PRESSÃO
O

VA
Solução
Solução

PROFUNDIDADE

BCSS

PRESSÃO

VAZÃO
Importância de
Elevação / escoamento

DISTRIBUIÇÃO PORCENTUAL DA PERDA DE PRESSÃO

80
70
60
50
40
30
20
10
0
RESERVATÓRIO ELEVAÇÃO E OBSTRUÇÕES SEPARADOR
ESCOAMENTO
Elevação artificial no mundo.
Número de poços produtores no mundo.

Elevação
Elevação Artificial SURG
840 mil 60 mil

Fonte: Recommendations and Comparisons for Selecting Artificial-Lift Methods


J. D. Clegg, SPE, consultant - December 1998
ELEVAÇÃO ARTIFICIAL
IPR x TPR

Pressão (P)

Pe TPR (instalação)

Pwf
IPR (poço)

Qop Vazão (Q)


Fluxo através do Choke.

Fluxo Crítico e Subcrítico


Define-se como aquele que ocorre quando o fluxo atinge a velocidade igual
ou superior à velocidade de propagação do som no meio. Em outras
palavras, fluxo crítico ocorre quando ondas mecânicas ou sonoras não
conseguem se propagar no sentido contrário ao fluxo, devido à alta
velocidade do fluido.

Quando isto acontece, perturbações que ocorrem a jusante do choke não


interferem nas condições de montante. Na prática, para Pmon ≥ 2 Pjus, existe
fluxo crítico. Se Pmon < 2 Pjus, então diz-se que o fluxo é subcrítico.

Na literatura existem diversas correlações para determinação de vazões a


partir da abertura do choke e das propriedades do fluido produzido.
Resolução de Problemas de Fluxo (sem choke).

Análise Nodal

A resolução do problema começa na definição de um nó, onde serão


traçadas as curvas de pressão disponível e pressão requerida. A partir
daí verificaremos, primeiramente, a vazão máxima por surgência.

Será escolhido o fundo do poço para exemplificação, porém qualquer


outro nó pode ser escolhido.
8- Principais métodos de elevação
artificial
Métodos de Produção

ELEVAÇÃO
NATURAL
Gás Lift Contínuo (GLC)
Gás Lift Intermitente (GLI)
Métodos Plunger Lift (PLGL)
Pneumáticos Pig Lift (PIGL)
Outros

ELEVAÇÃO Bombeio Mecânico (BM)


ARTIFICIAL
Bombeio de Cavidades Progressivas (BCP)
Métodos Bombeio Centrífugo Submerso Elétrico (BCS)
Bombeados Bombeio Centrífugo Submerso Hid. (HSP)
Bombeio Hidráulico a Jato (BHJ)
BOOSTING Bombeio Hidráulico com Pistão (BHP)
BCS
Bombeio de Centrífugo Submerso (BCS)

Características:
• Bomba centrífuga;
• Altas vazões;
Cabo elétrico
• Poços profundos;
•Areia e gás representam problemas; Bomba

• Baixo MTBF – Tempo médio entre falhas; Separador de


gás
• Custo de investimento elevado.
Protetor

Motor

Sensor de fundo
Bombeio Centrífugo Submerso
BCS - Completação Sêca

BCSS - Completação Molhada


BCS - Principais Componentes do Método

Subsuperfície:
Bomba
Motor
Protetor ou Selo;
Admissão (Intake ou Separador)
Cabo Elétrico ( Redondo e Chato)
Conectores Elétricos ( Pig tail superior, Mandril Eletrosub, Pig tail
inferior e Penetrador do Packer)
Acessórios (Cabeça de descarga, Packer, Shroud, Sensores de
pressão e temperatura)

Superfície:
Quadro de comando / painel de controle
Variador de freqüência (VSD)
Transformador
O sistema de BCS
Motor elétrico

É trifásico, bipolar, de indução e gira na


velocidade de 3.500 rpm a 60 Hz.

Consiste basicamente de uma parte


estacionária (estator) e outra giratória
(rotor) montados sobre um eixo.

O motor é projetado para trabalhar em


condições severas: altas pressões e
temperaturas acima de 200oC.

É cheio de um óleo mineral com alta


resistência dielétrica e boa condutividade
térmica, para a lubrificação dos
mancais.
Motor elétrico
(Seção Transversal)
Protetor

O selo ou protetor tem as seguintes


funções:
- Equalizar a pressão interna do
motor com a pressão dos fluidos
produzidos; Selo da Bolsa

- Evitar a entrada de fluidos do


poço para o motor;
- Compensar a variação do volume
de óleo do motor devido à variação
de temperatura e
- Absorver, através do seu mancal,
o esforço axial transmitido pelo
eixo da bomba.
Seção de admissão de fluidos

Simples sucção
(Intake)

Utilizado quando não


há gás livre na sucção
da bomba.

ADMISSÃO SIMPLES
OU INTAKE
Separador Centrífugo

SEPARADOR DE GÁS
CENTRÍFUGO
Utilizado quando há uma
maior quantidade de gás
Saída de gás para o anular
na sucção da bomba.

Devido à diferença de
densidade entre os O óleo, por ser mais
denso, segue próximo a
fluidos, o líquido é carcaça.

dirigido para o primeiro


estágio da bomba O gás segue próximo ao
eixo do separador
enquanto o gás se
mantém próximo ao eixo
de onde é encaminhado Entrada de óleo com bolhas de
para o espaço anular. gás livre
Bomba

É uma bomba centrífuga de


múltiplos estágios, onde cada
estágio é formado por um
impelidor e um difusor.
O impelidor é o dispositivo que
fornece energia ao líquido, na
IMPELIDOR E DIFUSOR
forma de velocidade.
Impelidor
O difusor, que envolve o
impelidor, é estacionário e tem
por finalidade mudar a direção
do líquido, transformando parte
desta energia em energia de
Difusor
pressão.
Cabo elétrico (redondo e chato)

É trifásico e geralmente dividido em 2


partes distintas: o cabo redondo e o
cabo chato.

Estes cabos são projetados para


operar nas mais diversas condições
de pressão, temperatura e ataque de
agentes químicos existentes nos
poços.
Possui três condutores paralelos
(sólidos ou trançados) que são
revestidos por um isolamento
primário de material termoplástico
(EPDM).
Quadro de comando

É o equipamento de segurança e controle


para a operação do sistema de BCS.
Consta basicamente de :
- Disjuntor Magnético
- Contator
- Transformador de Corrente
- Fusíveis
Variador de frequência (VSD)

Q f2
2
=
Q f1
Equipamento que possibilita a 1

H f2
operação do BCS em outras 2
= ( ) 2

H 1 f1
frequências além da freqüência P2 f
= ( 2 ) 3
usual de 60 Hz (Normalmente de 30 P1 f1
a 72 Hz)

A Vazão, o Head e a Potência


requerida pela bomba variam na
razão direta, quadrática e cúbica da
variação da freqüência,
respectivamente.
Funções do VSD:

a) Proporcionar maior flexibilidade operacional ao sistema,


aumentando o range de operação da bomba.

b) Possibilitar a partida suave do motor, evitando os efeitos


nocivos do pico de corrente que acontece na partida.

c) Retardamento de intervenção com sonda para substituição


da bomba. Quando a bomba se encontra desgastada, o
aumento da rotação pode compensar a ineficiência de
elevação decorrente desse desgaste.
BCS
Pontos fortes do método

• Altas vazões

• Altas profundidades

• Reduzidas dimensões dos equipamentos de superfície

Obs.: Vantagens relativas a outros métodos.


BCS
Pontos fracos do método

• Alto custo de investimento

• Temperatura baixa (conjuntos convencionais são


limitados a 120°C)

• Baixa flexibilidade operacional (pouca variação na vazão e


pressão de projeto)

• Sensível à presença de sólidos e gás

• Menor eficipara óleos pesados


Dimensionamento do
BCS
Altura manométrica total

Hfric

HPwh

AMT

ND
Head Faixa de máxima
eficiência
Eff (%)
60

H 50

40

Potência requerida ao motor


30

20

10 Vazão
Qf
Curva de desempenho
BCS
Operação e Controle

• Controle da rotação do motor através do VSD

• Medição da pressão na admissão da bomba ou do nível


de fluido no espaço anular

• Medição da corrente elétrica

• Medição da temperatura de fundo


Operação do bcs
Variáveis monitoradas

Corrente e potência elétrica;


Pressão e temperatura/Fundo/ANM/Superfície;
Vazão;
BSW, Teor de areia;
RGO;
Freqüência elétrica de operação;
Resistência de isolação do conjunto;
Resistência de continuidade.
Carta amperimétrica

6 AM 7
GÁS LIVRE NA BOMBA
5
8
4

9
60
3
50
OPERAÇÃO NORMAL

10
40
30
20
2

11
10
1

NOON
Gás livre na
bomba
MIDNIGHT

1
2
11

3
10

4
9

5
8
7
BM
Métodos de Elevação Artificial

Características:
Bombeio Mecânico
• Método mais
utilizado;
• Baixas vazões;
• Poços com
pequena
profundidade;
• Aplicação
onshore;
• Inadequado para
poços desviados;
• Bomba de
deslocamento
positivo;
Bombeio Mecânico

Movimento rotativo de um motor elétrico ou de combustão interna é


transformado em movimento alternativo por uma unidade de bombeio. Uma
coluna de hastes transmite o movimento alternativo para o fundo do poço,
acionando uma bomba que eleva os fluidos produzidos pelo reservatório para
a superfície.
BM
Princípio de funcionamento:

Este método de elevação utiliza uma bomba de


deslocamento positivo, do tipo alternativa, instalada no
fundo do poço. Esta bomba é acionada por uma coluna de
barras de aço, conhecidas por hastes de bombeio.

A coluna de hastes transmite o movimento alternativo de


uma unidade de superfície até a bomba. A unidade de
superfície, conhecida por unidade de bombeio, é acionada
por motor de indução.
BM
Principais componentes do sistema
BM
Principais componentes do sistema

1 – Coluna de produção

2 - Bomba de fundo

3 - Coluna de hastes

4 - Tê de bombeio e dispositivos de vedação

5 - Unidade de Bombeio
Bomba de Fundo

Tubo
Haste

Camisa

Pistão

Válvula de
passeio

Válvula de pé e
nipple de assentamento
Bomba de Fundo

Função básica: fornecer energia ao fluido sob a


forma de um diferencial de pressão.

Deslocamento positivo,
alternativa, composta por
camisa, pistão e válvulas tipo
sede-esfera.

Tipos: TUBULAR E INSERTÁVEL


Unidade de Bombeio

MODELO CONVENCIONAL
Unidade de Bombeio

Função básica:
Converte o movimento rotativo de alta velocidade do
motor num movimento vertical alternativo de baixa
velocidade a ser entregue a coluna de hastes.

Parâmetros de especificação da UB:


ƒ Capacidade de torque
ƒ Capacidade estrutural
ƒ Curso máximo

Principais partes: redutor, cabeça, viga, manivelas, bielas.

Acionamento: motor elétrico ou de explosão interna.


Coluna de Hastes de Bombeio

• Função: acionar a bomba (transmissão de energia


mecânica).
• Componentes : haste polida, hastes convencionais,
hastes curtas, haste de peso.
• Conexão através de luvas.
• Materiais: aços que recebem tratamentos térmicos
para obter diferentes resistências à tração.
• Acessórios: guias anti-atrito.
Hastes de Bombeio Convencionais

ƒMateriais: graus C, D, K e especiais


ƒComprimento: 7,63 m
ƒDiâmetros : 1, 7/8, 3/4, 5/8 pol
ƒTipos de luvas: slimhlole e fullsize.
BM - Outros Equipamentos

SUPERFÍCIE

• Motor
• Quadro elétrico
• Variador de freqüência (rotação do motor)
SUB-SUPERFÍCIE

• Âncora de tubos
• Separador de gás
• Separador de areia
• Filtro
Aplicação de BM

ƒVazões baixas e médias (menores que 300 m³/d)


ƒProfundidades baixas e médias (menores que 2500 m)
ƒPoços terrestres
ƒAlta temperatura

É o método mais aplicado no mundo e na Petrobrás.


Pontos Fortes do BM

• Reduzida pressão de fluxo

• Simplicidade operacional (facilidade de


acompanhamento)

• Baixo custo de manutenção e reparo

• Robustez

• Flexibilidade quanto a variações de vazão do poço


Obs.: vantagens relativas a outros métodos
Pontos fracos do BM

• Desgaste das hastes de bombeio em poços desviados

• Fragilidade da coluna de hastes em ambientes corrosivos

• Susceptibilidade da bomba à presença de sólidos

• Desgaste da coluna de tubos por atrito das hastes

Obs.: desvantagens relativas a outros métodos


BM - Operação e Controle

Carta Dinamométrica
REGISTRO DE NÍVEL DINÂMICO

Sondador acústico: aparelho que


dispara ondas de pressão no anular
do poço, para medir o nível de
líquido.

As ondas acústicas refletem nas


luvas dos tubos e na superfície do
líquido, permitindo contar quantos
tubos existem acima do nível de
líquido.
BM - PORTE DA UNIDADE
BCP
Bombeio de Cavidades Progressivas

1.2 - Sistema BCP e suas partes


Características:
Linha de • Bomba de deslocamento
produção positivo que trabalha imersa
em poço de petróleo,
motor
constituída de rotor e estator;
cabeçote
• Excelente para fluidos
luvas/centralizadores abrasivos e viscosos;

coluna de hastes • Baixas vazões;


coluna de produção • Pouca profundidade;
• Temperatura do fundo é fator
rotor
limitante;
estator • Inadequado para poços
desviados.
BCP
Histórico do método

• 1930: inventado pelo francês Renê Moineau

• 1940: bomba de transferência de superfície

• 1950: acionamento de brocas

• 1980: método de elevação de petróleo


– inicialmente: somente óleos viscosos, poços rasos, a
baixas vazões
– hoje: ampla faixa de utilização (crescente).
Cabeçote

BCP
Principais
componentes
Coluna de hastes
do sistema
Bomba
Estator

Rotor
Coluna de Hastes de Bombeio

• Função: acionar a bomba (transmissão de


energia mecânica)
• Em geral utiliza-se as mesmas hastes do
método BM, porém já existem alternativas mais
apropriadas para BCP, tais como a hastes ocas
(ou hastes tubulares) e de conexão reforçada.
BCP
Principais componentes
do Sistema

1. Coluna de produção

2. Bomba de fundo

3. Coluna de hastes

4. Tê de bombeio e dispositivo
de vedação

5. Cabeçote
Bomba De Cavidades Progressivas
(Parafuso sem Fim)

Deslocamento positivo, rotativa,


composta por um estator de
elastômero e um rotor metálico.

• Principais componentes:

– Estator
(tubo com elastômero injetado)

– Rotor
(parafuso sem fim)
BCP
Cabeça de Acionamento
(cabeçote)

• Caixa de engrenagens (redutor)

• Motor

• Polias e correias

• Freio de controle automático da


reversão

• Sistema de vedação
BCP
Equipamentos de Superfície
• Freio de controle automático da rotação reversa:
– hidráulico
– centrífugo
– hidrodinâmico

Obs.: O freio é um dispositivo de segurança, cuja


funcionalidade é de extrema importância na operação do
cabeçote.
BCP
Outros Equipamentos do Sistema
SUPERFÍCIE

Quadro elétrico
Variador de frequência (rotação do motor)
SUB-SUPERFÍCIE

Âncora anti-rotacional
Separador de gás
Aplicação de BCP

Vazões baixas e médias (menores que 300 m³/d)


Profundidades baixas e médias (menores que 2000 m)
Baixas temperaturas (menores que 120 C)
Poços terrestres

É o segundo método mais aplicado na Petrobras.


É o método mais aplicado no Canadá.
BCP
Pontos Fortes do Método

• Baixo investimento inicial

• Elevada eficiência energética

• Reduzida pressão de fluxo

• Melhor método para líquidos viscosos

• Suporta a presença de sólidos abrasivos

• Reduzidas dimensões dos equipamentos de superfície


Obs.: vantagens relativas a outros métodos
BCP
Pontos Fracos do Método

• Desgaste das hastes de bombeio em poços desviados

• Fragilidade do elastômero (sujeito a ataque químico dos


fluidos produzidos)

• Poucos recursos para identificação de falhas

Obs.: desvantagens relativas a outros métodos


BCP
Operação e Controle

• Controle da rotação (rpm): polias e variação da


freqüência do motor

• Medição de nível de fluido no espaço anular: sondador


acústico

• Medição da corrente elétrica

• Controle do torque

• Liberação da energia de torção (rotação reversa)


GAS LIFT
Poço Terrestre com Gas lift
Gas Lift (GL)

Método de elevação que utiliza a


energia de gás natural
comprimido para elevar os
fluidos produzidos até a
superfície.

O gás é injetado sob pressão


elevada na coluna de produção,
reduzindo o peso (densidade)
dos fluidos produzidos.
Gas Lift Contínuo

Características:
• Reduz a densidade dos
fluidos produzidos;
• Uso similar offshore e
onshore;
• Método padrão e versátil
com excelente
continuidade operacional;
• Sem problemas para
poços desviados;
• Propício para poços que
produzem fluidos com
alto teor de areia ou com
elevada razão gás-líquido;
O Sistema de Gas Lift (GL)

Variações do Gas Lift


• Gas Lift Contínuo
• Gas Lift Intermitente
Plunger lift
Pig lift
No Gas Lift, a elevação é feita mediante
uma redução significativa no valor das
perdas de carga entre o fundo e a
superfície.

Para isto, utiliza-se injeção contínua de


gás em algum ponto da coluna, com a
finalidade de reduzir a densidade média
dos fluidos produzidos, reduzindo-se
assim, sensivelmente, a parcela de perda
de carga devido a coluna hidrostática.
Gas Lift Intermitente

Características:
• Deslocamento de golfadas
de fluido para a superfície
através da injeção de gás a
alta pressão na base das
golfadas. Esta injeção de gás
possui tempos bem definidos
e, normalmente é controlada
na superfície por um
intermitor de ciclo e uma
válvula controladora;
• Baixas vazões e altas RGL;
• Baixa eficiência energética;
Plunger Lift

Características:
Concorrente do Gas Lift
Intermitente;
•Diminui o efeito de “fall-back”;
•Efeito de limpeza da coluna;
GAS LIFT
Principais componentes

Subsuperfície:
Válvulas de injeção
Mandril
Obturador

Superfície:
Válvulas de controle (reguladora, choke)
Válvulas de gas lift

Tipo
•Convencionais
•Venturi

Posição na coluna
•Válvula operadora
• Válvulas de descarga
Aplicação do GL

Ampla faixa de vazões (10 a 6000 m³/d)


Ampla faixa de profundidades
Poços terrestres ou marítimos (direcionais)
Alta fração de gás

É o método mais aplicado em poços marítimos, sendo o


responsável pela maior parte da produção mundial, dentre
todos os sistemas de elevação artificial.
Gas Lift
Pontos Fortes do Método

Grande faixa de vazões


Altas profundidades
A maior confiabilidade dentre todos os métodos
Reduzidas dimensões dos equipamentos de cabeça de
poço

Obs.: Vantagens relativas a outros métodos


Gas Lift
Pontos Fracos do Método

• Alto custo de investimento (sistema de compressão)

• Ineficiente para óleos pesados e para altas frações de água

• Alta pressão de fluxo de fundo

• Potencializa o risco de formação de hidrato

Obs.: Desvantagens relativas a outros métodos


9 - OUTROS MÉTODOS DE
ELEVAÇÃO
Bombeio Centrífugo com Acionamento
Hidráulico (HSP)

Características:
• Fluido produzido é
elevado junto com o
fluido motriz (aumento
significativo no volume
de líquido;
• Indicado para altas
vazões de líquido
• Baixa eficiência;
• Não é recomendado para
poços de baixa
produtividade;
• Boa continuidade
operacional
Bombeamento Hidráulico a Jato

Mesmo Princípio de Funcionamento


dos Ejetores

•Não apresenta partes móveis no


fundo
•Não exige sonda para intervenção
•Pode reduzir a viscosidade da
emulsão

•Baixa eficiência energética


•Movimentação de grande volume
de água na UEP
9 - MÉTODOS DE
BOMBEAMENTO SUBMARINO
(BOOSTING)
Métodos de Produção

SEM ADIÇÃO DE ENERGIA


NO SISTEMA DE ELEVAÇÃO NATURAL (EN)
PRODUÇÃO

COM ADIÇÃO DE ENERGIA EM


ALGUM PONTO DO SISTEMA DE
PRODUÇÃO

ELEVAÇÃO ARTIFICIAL
NO INTERIOR DO
(EA)
POÇO

BOMBEAMENTO
SUBMARINO (BS)
FORA DO POÇO
POR INJEÇÃO DE LIFT
GAS A JUSANTE DA
ÁRVORE
Lâmina d’água
1970 1980 1990 2000 2010 Ano

300 m
Águas rasas
Lâmina dágua
500
(a) profundas
Águas

1500
m
ras= a/s Águas ultra profundas
1000
Ex. Garoupa
ras= 100/2900=
1500
0,03 Coluna sedimentar (s)

Ex. Jubarte
2000
ras= 1350/1500= 0,9
Ex. Roncador
2500 ras= 1800/1350= 1,3

3000
Principais Aplicações de Boosting

1. Otimização da produção de óleo em poços de águas


profundas e ultra-profundas
2. Viabilização da produção de óleo em poços de águas
rasas localizados a grande distância da uep
3. Produção subsea to shore ( produção direta para o
continente)
4. Aumento da produção em sistemas com manifold
submarino
5. Eliminação de plataformas
Sistema de Produção

BOMBEAMENTO
SUBMARINO (BS) RISER

LINHA

POÇO
ELEVAÇÃO
ARTIFICIAL (EA)
QUANDO NÃO EXISTE
ADIÇÃO DE ENERGIA NO ELEVAÇÃO NATURAL
SISTEMA DE PRODUÇÃO

Principais Métodos de Entrega de Energia ao Sistema de


Produção em Águas Profundas

NO INTERIOR DO POÇO ELEVAÇÃO ARTIFICIAL

•BOMBEAMENTO SUBMARINO
(BOOSTING)
FORA DO POÇO
•POR INJEÇÃO CONTÍNUA DE
GÁS A JUSANTE DA ANM
Psep

PRESSÃO Pwf Pe e

O

VA

E&P-ENGP/EE
Bombeamento de Fundo

Psep

PRESSÃO Pwf Pe e

O
AZÃ
V

E&P -ENGP/EE
Bombeamento Submarino

Psep

PRESSÃO Pwf Pe e

O
AZÃ
V

E&P-ENGP/EE
Motivação Para Desenvolvimento
de Sistemas Boosting

•Necessidade de produzir em águas cada vez mais profundas;

•Elevados custos de intervenção para manutenção dos


equipamentos de fundo;

•Necessidade de flexibilidade operacional para vencer às


incertezas quanto aos valores de produtividade e da
manutenção de pressão estática do reservatório;

•Necessidade de viabilização da produção de óleos pesados que


exige sistema de entrega de energia com grande incremento de
pressão.
Módulo de Bombeamento Centrífugo Submerso
Alojado no Leito Marinho (MOBO)

•Manutenibilidade da bomba mais fácil


•Sistema de bombeamento
independente da produção do poço

•Não é recomendado para altos valores de


FGL
•Sua aplicação depende muito das
características de reservatório (IP e Pe) *
•Necessário um poço auxiliar
VÍDEO
MÓDULO DE BOMBEIO 7 MINUTOS
Bombeamento Centrífugo Submerso Montado em Skid
no Leito Marinho (S-BCS)

•Manutenibilidade da bomba mais fácil


•Sistema de bombeamento
independente da produção do poço
•Não necessita de poço auxiliar

•Não é recomendado para altos valores


de FGL
•Sua aplicação depende muito das
características de reservatório (IP e Pe)
•Problemas de transientes (golfadas)
BCS no drill pipe riser (BCS riser)

•Fácil manutenibilidade
•Adequado a sistema de FPSO--DP
DP--SEILLEAN
SEILLEAN
FPSO
produção antecipada ou TLD
DPR--5,625”
DPR 5,625”ID
ID

BCSS--Encapsulada
BCSS Encapsulada 43m
43 m
900HP
900 HP--25.000
25.000bpd
bpd
EDP
EDP
•Aplicação restrita a sistemas ANM --GLL
ANM GLL Lâminad’água
Lâmina d’água
1323m
1323 m

1600m
m
que usam UEP projetada para 1600

1076m
1076 m
esse sistema
SISTEMA PILOTO DE JUBARTE - POÇO
ESS-110
Bombeamento Multifásico Submarino (BMS) com
bomba de duplo parafuso

• Permite manuseio de elevados


valores de FGL
• Significativo valor de diferencial
de pressão entregue ao sistema
(comparado a BMS HA)

•Elevada demanda de potência


•Elevado custo de investimento
•Sistema ainda não testado na Petrobras
Bombeamento Multifásico Submarino (BMS) com
Bomba de Hélico-Axial

•Permite manuseio de elevados


valores de FGL
•Produto já testado por outras
Cias.

•O produto já testado não apresenta


grande incremento de pressão
•Demanda maior de potência elétrica
•Elevado custo de investimento
VASPS - VERTICAL (ANNULAR SEPARATION PUMPING
SYSTEM)

Sistema de Separação Submarina Acoplado a Bomba


Centrífuga Submerso
•Manuseio de altos valores de FGL
•Maior confiabilidade (ferramentas
de completação conhecidas)

•Para grandes vazões de líquido exige


elevados valores de potência
•Necessidade de linha de gás
•Problemático em ambientes
agressivos (areia)
VÍDEO

WHAT IS VASPS ?
(3 MINUTOS)
CAISSON

Sistema de Separação Submarina Acoplado a Bomba


Centrífuga Alojado em um Tubulão

•Manuseio de altos valores de FGL


•Aumento significativo no potencial
de produção do poço.

•Para grandes vazões de líquido


exige elevados valores de
potência.
•Necessidade de linha de gás
•Problemático em ambientes
agressivos (areia).
Sistema Híbrido

EA (no interior do poço)


O Sistema deve ser o mais
simples possível:
1) reduzir a pressão requerida
(GL) B
2) adequar as condições de fluxo S

para uso de sistema de BS mais


eficiente

BS (a jusante da ANM) E
Aumentar a pressão A

disponível para vencer as


perdas de carga do sistema
de produção
Desafio: Sub Sea To Shore

Ormen Lange – Noruega

• + de 100 km da costa;
•Início produção: 10/2007;
•800 a 1100 m de PDA;
•397.109 m3 Gás
recuperável;
•70.106 m3/dia;
Subsea to shore

Ormen Lange
SnØhvit
Noruega
Noruega

100 km
140 km
Subsea to shore

Características:
•Produção direta dos poços
submarinos para a terra, sem
nenhuma unidade de
produção marítima;

Pontos fortes:
•Redução de homens no mar:
+segurança;
•Aspectos ambientais:
menor impacto;
•Produção escoando em
condição multifásica.
10- GARANTIA DE
ESCOAMENTO
Parafinas
Parafinas

PODEM DEPOSITAR-SE PODEM AUMENTAR A PODEM GELIFICAR O


NAS PAREDES DAS VISCOSIDADE DO PETRÓLEO
TUBULAÇÕES PETRÓLEO
Parafina:

Paraphin = Pouca afinidade (grego)


Waxes = Ceras (Inglês)

- Mistura sólida de hidrocarbonetos saturados de cadeia


predominantemente linear, apresentando número de
carbonos igual ou superior a 18.

- Aplicações industriais: Lubrificantes; Alimentos;


Cosméticos; Velas; Vernizes; Papel e Explosivos
Instalação Típica Offshore

Plataforma
T ~ 14 ºC, P ~ 10 kgf/cm2

Cabeça do Poço
T ~ 60 ºC, P ~ 120 kgf/cm2
Temperatura do Fundo do Mar:4 ºC
Comprimento da linha ~ 5 km

Reservatório
T ~ 80 ºC, P ~ 200 kgf/cm2
Mitigação

TIAC do Petróleo:
Temperatura Inicial de Aparecimento de Cristais

Estratégias de controle
Prevenção
Limpeza freqüente
Gerenciamento da deposição

Técnicas de controle
Métodos mecânicos (ex: pigagem, coil tubing, wireline)
Métodos térmicos (ex: isolamento térmico, aquecimento
externo, SGN)
Métodos químicos (ex: adição de solventes e inibidores)
Passagem de Pigs

Tipos
de Pig Enduro TDW H. Rosen

Oil States
SUN

Kopp
Foam TDW TDW
Passagem de Pigs

Passagem de Pigs em Sistema Submarino

Linha de Linha de
Serviço Produção
(Gas-Lift)
Isolamento das Linhas Submarinas

Flexíveis

Rígidas
Hidratos
Hidratos
Hidratos - Fundamentos

Hidratos de gás natural


são compostos cristalinos
formados por água e gás
natural e assemelham-se
com o gelo.

São compostos de
moléculas de água
enclausurando moléculas
hóspedes de gás.
Formação de Hidratos

Condições Operacionais que Favorecem a Formação de


Hidratos:

- Contato entre gás e água;

- Baixas Temperaturas;

- Altas Pressões.
Formação de Hidratos

Gás lift
Árvore de natal

Onde ocorrem
os hidratos?

Gasodutos
Manifold

Produção
Curva de Dissociação de Hidratos

200

180

160

140
Pressão (bar)

120
REGIÃO DE HIDRATO
100

80

60

40 REGIÃO LIVRE DE HIDRATO

20

0
0 4 8 12 16 20 24 28
Temperatura (C)
Instalação Típica Offshore

Plataforma
T ~ 14 ºC, P ~ 10 kgf/cm2

Cabeça do Poço
T ~ 60 ºC, P ~ 120 kgf/cm2
Temperatura do Fundo do Mar:4 ºC
Comprimento da linha ~ 5 km

Reservatório
T ~ 80 ºC, P ~ 200 kgf/cm2
Previsão de Hidratos

Composição do gás
Curva de dissociação de hidratos

Região de
Formação de
Pressão

Hidratos Trecho da Coluna de Produção

Riser
ANM
Perfil Térmico
Trecho da Flowline
Curva de Hidratos

Temperatura
Prevenção de Hidratos

- Operar fora do envelope:


- Reduzindo as pressões;
- Aumentando as temperaturas (isolando e/ou
aquecendo as linhas);
- Adicionando inibidores termodinâmicos
(ex: álcoois, glicóis e sais).

- Dificultar ou retardar aglomeração dos hidratos,


utilizando inibidores de baixa dosagem (ex: cinético)

- Retirar água do sistema (ex: desidratando o gás)


Prevenção de Hidratos

Efeito da Adição de Álcool

500
Inib = 0%
400 Inib = 10%
Pressão (kg/cm2)

Inib = 20%
300

200

100

0
0 5 10 15 20 25 30
Temperatura (C)
Remediação de Hidratos

– Despressurização da linha

– Aquecimento

– Intervenção mecânica

– Injeção de inibidores
FIM