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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ÁREA: Engenharia

CÓDIGO: NTD 012.001 DATA DE VIGÊNCIA: 23/04/2010


TÍTULO: Recuperação de Transformadores
VERSÃO NORMA: 2.0
de Distribuição

SUMÁRIO

NTD 012.001 – RECUPERAÇÃO DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA .......................... 2


1. Objetivo........................................................................................................................................................ 2
2. Características dos Transformadores ...................................................................................................... 2
3. Normas e/ou documentos complementares ............................................................................................ 3
4. Definições .................................................................................................................................................... 4
5. Requisitos Gerais ....................................................................................................................................... 4
5.1 Serviços a serem executados ................................................................................................................ 4
5.2 Substituição dos enrolamentos .............................................................................................................. 8
5.3 “Repotenciação” e Mudança de Tensão ................................................................................................ 8
6. Condições Gerais ....................................................................................................................................... 9
6.1 Condições de funcionamento................................................................................................................. 9
6.2 Levantamento de serviços. .................................................................................................................... 9
6.3 Verificação da execução de serviços..................................................................................................... 9
6.4 Acondicionamento e transporte ........................................................................................................... 10
6.5 Montagem Para Entrega. ..................................................................................................................... 10
6.6 Condutores e terminais. ....................................................................................................................... 10
6.7 Buchas.................................................................................................................................................. 10
6.8 Enrolamentos e isolamentos ................................................................................................................ 10
6.9 Núcleo .................................................................................................................................................. 11
6.10 Tanque e radiadores. ........................................................................................................................... 11
6.11 Juntas de vedação. .............................................................................................................................. 11
6.12 Dispositivo de aterramento................................................................................................................... 11
6.13 Ferragens. ............................................................................................................................................ 11
6.14 Suporte de fixação ao poste................................................................................................................. 11
6.15 Placas de identificação......................................................................................................................... 11
6.16 Secagem da parte ativa. ...................................................................................................................... 12
6.17 Orelhas de suspensão. ........................................................................................................................ 12
6.18 Garantia................................................................................................................................................ 12
6.19 Sucateamento ...................................................................................................................................... 12
7. Condições Específicas............................................................................................................................. 12
7.1 Potência................................................................................................................................................ 12
7.2 Máxima Tensão para transformadores ................................................................................................ 12
7.3 Tensão nominal .................................................................................................................................... 13
7.4 Freqüência............................................................................................................................................ 13
7.5 Perdas .................................................................................................................................................. 13
7.6 Corrente de excitação .......................................................................................................................... 13
7.7 Impedância ........................................................................................................................................... 13
7.8 Requisitos do dielétrico ........................................................................................................................ 13
7.9 Líquido isolante .................................................................................................................................... 14
8. Inspeção .................................................................................................................................................... 14
8.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 14
8.2 Ensaios................................................................................................................................................. 14
8.3 Relatório dos ensaios........................................................................................................................... 16
9. Aceitação ou Rejeição.............................................................................................................................. 16
Anexo A - Tabelas ........................................................................................................................................... 17
Anexo B - Figuras: Placa de Reforma ........................................................................................................... 19
Anexo C - Modelos .......................................................................................................................................... 26

Elaborado: Eduardo Difante Revisado: Fernanda Pedron Aprovado: Leandro Silva


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NTD 012.001 – RECUPERAÇÃO DE TRANSFORMADORES DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA

1. Objetivo
Estabelecer as características mínimas exigíveis para o serviço de recuperação de transformadores de
distribuição aérea, monofásicos e trifásicos, para a AES Sul - Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.

Fixar as características mínimas a que deve satisfazer quaisquer transformadores recuperados,


monofásicos ou trifásicos, para redes aéreas de distribuição até 24,2 kV, imerso em óleo isolante, destinados a
operação na área de concessão da AES Sul.

2. Características dos Transformadores


Os transformadores a serem recuperados devem possuir as seguintes características elétricas nominais:

Tabela 1 - Características Elétricas Nominais

Para transformadores monofásicos com um terminal (bucha) no primário, o diagrama fasorial deve ser
conforme o desenho apresentado abaixo. Devem existir apenas dois terminais (buchas) no secundário, sendo
que a bucha X2 deve ser aterrada.

Para transformadores monofásicos com dois terminais (buchas) no primário, o diagrama fasorial deve ser
conforme o desenho apresentado abaixo. Devem existir apenas dois terminais (buchas) no secundário, sendo
que a bucha X2 deve ser aterrada.

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Em transformadores com três terminais (buchas) no secundário, deve-se, na reforma, atender o


especificado no item 5.3.

Os transformadores trifásicos devem ter um defasamento angular de 30º, Dyn1, ou seja, com as fases de
tensão inferior atrasadas em relação às correspondentes de tensão superior.

3. Normas e/ou documentos complementares


Na aplicação desta Norma Técnica deve ser adotado o que estabelecem as seguintes normas e
documentos, bem como as normas relacionadas a transformadores de potência .

• NBR 5440:1999 – Transformadores para Redes Aéreas de Distribuição - Padronização


• NBR 5034:1989 – Buchas para tensões alternadas superiores a 1 kV - Especificação
• NBR 5356-1:2007 – Transformador de Potência – Parte 1: Generalidades
• NBR 5356-2:2007 – Transformador de Potência – Parte 2: Aquecimento
• NBR 5356-3:2007 – Transformador de Potência – Parte 3: Níveis de Isolamento, ensaios dielétricos
e espaçamentos externos em ar.
• NBR 5356-4:2007 – Transformador de Potência – Parte 4: Guia para ensaios de impulso atmosférico
e de manobra para transformadores e reatores - Procedimento
• NBR 5356-5:2007 – Transformador de Potência – Parte 5: Capacidade de resistir a curto circuito
• NBR 5370:1990 – Conectores de cobre para condutores elétricos em sistemas de potência -
Especificação
• NBR 5380:1983 – Transformador de potência – Método de ensaio
• NBR 5389:1981 – Técnicas de Ensaios Elétricos de Alta Tensão - Métodos de Ensaios
• NBR 5405:1983 – Materiais isolantes sólidos – Determinação da rigidez dielétrica sob freqüência
industrial Método de ensaio.
• NBR 5016:1997 – Aplicação de cargas em transformadores de potência – Procedimento
• NBR 5433:1982 – Redes de distribuição aérea rural de energia elétrica – Padronização
• NBR 5434:1982 – Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica - Padronização
• NBR 5435:1984 – Bucha para transformadores sem conservador de óleo – Tensão nominal 15 kV e
25,8 kV – 160 A, 400 A e 800 A – Dimensões – Padronização.
• NBR 5437:1984 – Bucha para transformadores sem conservador de óleo – Tensão nominal 1,3 kV –
160 A, 400 A e 800 A – Dimensões – Padronização
• NBR 5456:1987 - Eletricidade geral - Terminologia
• NBR 5458:1986 – Transformador de potência – Terminologia
• NBR 5906:1984 – Chapas finas a quente de aço carbono para estampagem – Especificação
• NBR 5915:1984 – Chapas finas a frio de aço carbono para estampagem – Especificação
• NBR 6323:1990 – Produto de aço ou ferro fundido revestido de zinco por imersão a quente –
Especificação
• NBR 6529:1983 – Vernizes utilizados para isolamento elétrico – Ensaios – Método de ensaio
• NBR 6649:1986 – Chapas finas a frio de aço carbono para uso estrutural – Especificação
• NBR 6650:1986 – Chapas finas a quente de aço carbono para uso estrutural – Especificação
• NBR 6936:1992 – Técnicas de Ensaios Elétricos de Alta Tensão - Procedimento
• NBR 7277:1988 – Transformadores e reatores – Determinação do Nível de ruído - Método do Ensaio
• NBR 7876:1983 – Linhas e equipamentos de alta tensão – Medição de Radio interferência na faixa
de 0,15 a 45 MHz - Método do ensaio
• NBR 9119:1985 – Produtos laminados planos de aço para fins elétricos de grão orientado –
Especificação
• NBR 10025:1987 – Elastômero vulcanizado – Ensaio de deformação permanente à compressão –
Método de ensaio
• NBR 10443:1988 – Determinação da espessura de película seca – Método de ensaio
• NBR 11003:1990 – Tintas – Determinação da aderência – Método de ensaio

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• NBR 11888:1992 – Bobinas finas e chapas finas de aço carbono e de aço de baixa liga e alta
resistência – Requisitos gerais – Especificação

4. Definições
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições constantes nas NBR 5458 e NBR 5456.

5. Requisitos Gerais
Todos os transformadores deverão ser reformados e atender totalmente a ETD 002.001.

5.1 Serviços a serem executados

Todos os transformadores reformados deverão passar pelos serviços listados a seguir:

5.1.1 Transporte do Transformador:


Compreende os serviços de transporte, ida e volta dos transformadores entre os depósitos da AES Sul e a
CONTRATADA, sendo responsabilidade da CONTRATADA.

O recebimento de carga de transformadores reformados na AES Sul está condicionado ao estado dos
mesmos quanto à pintura externa, buchas, terminais, estanqueidade, marcações, adesivos e placa.

5.1.2 Serviços Gerais:


Envolve os serviços de recepção, identificação conforme relação da AES Sul, conferência de dados
técnicos, retirada do óleo, abertura, retirada da parte ativa, desmontagem e montagem completa da parte ativa,
limpeza de núcleo, secagem da parte ativa em temperatura adequada, lavagem do tanque, estanhagem de
terminais e parafusos de ligação, zincagem de flanges, porcas, parafusos e eventual reposição.

Limpeza e polimento dos isoladores de alta e baixa tensão, substituição quando necessário.

Substituição de todas as guarnições das tampas, sobre tampas, terminais e buchas.

Padronização de transformador sem pontos de potencial infiltração de umidade e/ou vazamento de óleo,
sem válvula de alívio de pressão, registro, tanque expansão, entre outros.

Montagem do transformador e preenchimento com óleo isolante.

Execução dos ensaios de rotina.

5.1.3 Terminais (conectores) de Baixa Tensão:


Evidenciada a necessidade, deverá ser realizada a substituição dos terminais de BT completos,
envolvendo terminal de ligação, condutor, porcas e arruelas, etc., para cada tipo de transformador.

Os terminais devem estar de acordo com as NBR´s 5437 e 5440.

5.1.4 Óleo isolante:


O óleo isolante retirado dos transformadores deverá ser regenerado.

A CONTRATADA deverá disponibilizar um tanque ou reservatório para armazenar e transportar somente o


óleo mineral isolante da AES Sul gerado na prestação dos serviços.

Todos os transformadores encaminhados à recuperação pela AES Sul serão classificados como
“Equipamentos Elétricos não PCB”, em acordo com a NBR 8371.

Evidenciada a contaminação do óleo mineral isolante por PCB após a recuperação, a CONTRATADA será
responsável pelos procedimentos de descontaminação e descarte em acordo com a NBR 8371, sem ônus a
AES Sul.
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A AES Sul poderá solicitar amostragem de óleo em processo ou pronto de reservatório sem prévio aviso
ou de rotina para fins de ensaios laboratoriais para comprovação das especificações conforme 7.9.

5.1.5 Comutador de Tensão:


No caso de transformadores que possuem painel de comutação o mesmo deverá ser substituído por
comutador.

Em caso do transformador possuir comutador, o mesmo deverá ser analisado e a manutenção apropriada
deverá ser realizada.

Em caso de substituição do comutador, deverá ser implementado o sistema de comutação com


acionamento externo, em acordo com a ETD 002.001, ou do tipo linear (deslizante) quando os espaçamentos
internos dos transformadores não permitirem o sistema de comutação com acionamento externo.

Os comutadores utilizados deverão ser do tipo e marcas homologadas pela AES Sul.

5.1.6 Terminal de Aterramento


Poderão ser reaproveitados os originais desde que se encontre em estado de novos, sendo submetidos a
uma nova estanhagem.

Os terminais de aterramento em mau estado deverão ser substituídos e estar de acordo com a norma NBR
5440.

5.1.7 Recuperação do tanque (pequenos reparos)


Envolve pequenos serviços de caldeiraria para eliminação de vazamentos, substituição de alças e
presilhas diversas, padronização da janela de inspeção sem barra de pressão ou com a mesma com
concavidade voltada para a tampa da janela de inspeção conforme ANEXO B, substituição do suporte de
fixação da placa de identificação e alguns radiadores eventualmente danificados e revisão e limpeza do bujão
de drenagem do óleo.

5.1.8 Tratamento de superfície


• Preparo da superfície
Logo após a desmontagem do transformador o tanque e a tampa deverão ser lavados para remoção de
impurezas e vestígios de óleo, através de processo adequado.

Após o processo de lavagem, o tanque e a tampa deverão passar por processo de jateamento abrasivo ao
metal base - padrão visual Sa 2 1/2 Norma SIS-05.5900, enquanto não existir NBR equivalente.

• Pintura interna
Deve ser aplicada base anti-ferruginosa, na cor branca, que não afete e nem seja afetada pelo líquido
isolante, com espessura seca total mínima de 30 µm.

• Pintura externa
Tinta de fundo: deve ser aplicada base antiferruginosa.

Tinta de acabamento: deve ser compatível com a tinta de fundo, na cor cinza claro, padrão N.6,5 Munsell,
perfazendo uma espessura seca total mínima de 120 µm.

• Marcação externa dos terminais


Para os transformadores monofásicos e trifásicos a marcação dos terminais e a posição das buchas das
tensões primárias e secundárias devem estar de acordo com as ETD 002.001. A marcação deve ser efetuada
com tinta resistente a intempérie e a óleo mineral isolante, na cor preta notação Munsell N1.

• Outras marcações externas para os transformadores da AES Sul

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Os códigos PM, MM devem ser externamente pintados de maneira visível e na posição vertical no tanque
dos transformadores, com tinta resistente à intempérie e a óleo mineral isolante, na cor preta notação Munsell
N1 e caracteres de 50 x 20 mm para os primeiros, conforme ilustra a figura 1.

O nome de elo fusível devido às características do transformador conforme Tabela 1, deve ser pintado
externamente de maneira visível do solo quando instalado em poste, na posição próxima da placa no rodapé
do tanque, com tinta resistente à intempérie e a óleo mineral isolante, na cor preta notação Munsell N1 e
caracteres de 80 x 60 mm, conforme ilustra a figura 1.

Tabela 2 – Elos Fusíveis devidos para Transformadores conforme características


POTÊNCIA /
MM CLASSE / ELO
FASES
100032 10 / 25 / 1 1H
100033 10 / 25 / 1 1H
100034 10 / 15 / 1 2H
100035 10 / 15 / 1 2H
100037 15 / 25 / 1 1H
100038 15 / 25 / 1 1H
100039 15 / 15 / 1 3H
100040 15 / 15 / 1 3H
100047 10 / 15 / 2 1H
100048 10 / 15 / 2 1H
100049 10 / 25 / 2 0,5H
100050 10 / 25 / 2 0,5H
100052 15 / 15 / 2 1H
100053 15 / 15 / 2 1H
100054 15 / 25 / 2 1H
100055 15 / 25 / 2 1H
100058 25 / 25 / 1 3H
100081 112,5 / 15 / 3 6K
100082 112,5 / 25 / 3 3H
100083 112,5 / 25 / 3 3H
100084 150 / 25 / 3 5H
100085 150 / 15 / 3 6K
100087 15 / 15 / 3 1H
100088 15 / 25 / 3 0,5H
100089 15 / 25 / 3 0,5H
100091 225 / 25 / 3 6K
100095 30 / 15 / 3 2H
100096 30 / 15 / 3 2H
100097 30 / 25 / 3 1H
100098 30 / 25 / 3 1H
100100 45 / 15 / 3 3H
100101 45 / 25 / 3 2H
100102 45 / 25 / 3 2H
100104 75 / 15 / 3 5H
100105 75 / 25 / 3 3H
100106 75 / 25 / 3 3H
100108 75 / 15 / 3 5H
100114 15 / 25 / 3 0,5H
100131 15 / 25 / 1 1H
100133 25 / 25 / 1 3H
100134 25 / 15 / 1 5H
100142 300 / 15 / 3 15K
100530 5 / 25 / 1 0,5H
100531 5 / 15 / 1 0,5H

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Figura 1 – Códigos PM, MM e nome elo fusível nos transformadores.

O transformador deve ter 03 (três) adesivos aplicados no tanque que sinalizam o alerta de risco de vida, a
indicação de equipamento elétrico não PCB e o rótulo ONU para transporte de substâncias perigosas diversas,
com material resistente a intempéries e óleo mineral isolante e conforme ANEXO B.

Elaborado: Eduardo Difante Revisado: Fernanda Pedron Aprovado: Leandro Silva


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Ensaios
Os ensaios para cada transformador deverão ser efetuados conforme item 8.2 da presente Norma.

5.2 Substituição dos enrolamentos

Serviços a serem executados:

Na substituição dos enrolamentos de AT e/ou BT, o projeto original do transformador deverá ser mantido.
Caso o projeto seja alterado, a AES Sul deverá ser comunicada previamente do novo projeto e informações
técnicas referentes ao projeto deverão ser fornecidas para a AES Sul. Após a análise das informações
técnicas, a AES Sul irá aprovar ou não o novo projeto fornecido pela CONTRATADA.

A substituição dos enrolamentos avariados deverá respeitar as seguintes condições:

a) Transformadores Trifásicos: Caso apenas uma bobina (AT) de uma determinada coluna estiver avariada,
substituir completamente a respectiva coluna de AT, mantendo os demais enrolamentos (BT e AT)
originais, desde que comprovada sua integridade dielétrica.
b) Transformadores Trifásicos: Caso duas colunas de (AT) estiverem avariadas, substituir completamente
todos os enrolamentos de AT, mantendo os de BT originais, desde que comprovada sua integridade
dielétrica.
c) Transformadores Trifásicos: Caso apenas uma bobina de BT estiver avariada, substituir somente a
respectiva bobina de BT, mantendo os demais enrolamentos (BT e AT) originais, desde que comprovada
sua integridade dielétrica.
d) Transformadores Trifásicos: Caso duas bobinas de BT estiverem avariadas, substituir completamente
todos os enrolamentos de BT, mantendo os de AT originais, desde que comprovada sua integridade
dielétrica.
e) Transformadores Monofásicos: Caso uma coluna de (AT) estiver avariada, substituir completamente os
enrolamentos de AT, mantendo os de BT originais, desde que comprovada sua integridade dielétrica.
f) Transformadores Monofásicos: Caso uma bobina de BT estiver avariada, substituir completamente os
enrolamentos de BT, mantendo os de AT originais, desde que comprovada sua integridade dielétrica.

A substituição dos enrolamentos avariados estará relacionada com a causa de avaria do transformador,
respeitando as condições do item anterior e em acordo com as seguintes definições:

a) Descarga atmosférica: verificar a severidade do dano nos enrolamentos atingidos. Caso apenas uma
coluna de AT estiver avariada, substituir completamente a respectiva coluna de AT, mantendo os demais
enrolamentos (BT e AT) originais.
b) Curto circuito de BT: verificar a severidade do dano no enrolamento atingido. Caso apenas uma bobina
de BT estiver avariada, substituir somente a respectiva bobina de BT, mantendo os demais enrolamentos
(BT e AT) originais.
c) Sobrecarga: realizar a substituição completa dos enrolamentos de AT e BT.
d) Elevada infiltração de umidade: realizar a substituição completa dos enrolamentos de AT e BT.
e) Curto circuito nas espiras de AT: caso apenas uma bobina de uma determinada coluna estiver avariada,
substituir completamente a respectiva coluna de AT, mantendo os demais enrolamentos (BT e AT)
originais.

5.3 “Repotenciação” e Mudança de Tensão

Serviços a serem executados:

Deverão ser mantidas as duas buchas de AT em transformadores monofásicos que apresentarem esta
configuração na tensão primária de 23,1 kV ou 13,8 kV.

Todos os transformadores monofásicos com três buchas na BT e tensão secundária de 230/115 V,


deverão ser modificados para transformadores monofásicos com duas buchas na BT e tensão secundária de
220 V.

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Além dos serviços discriminados no item 5.1 a 5.3, realizar os serviços descritos a seguir.

a) Novo Projeto
Efetuar novo projeto dos enrolamentos de alta e baixa tensão adequando os transformadores a nova
potência e/ou nova tensão. Os mesmos deverão atender tecnicamente as normas NBR 5440 e ETD 002.001 e
as informações técnicas referentes ao projeto deverão ser fornecidas para a AES Sul.

b) Enrolamentos de Alta Tensão


Substituição dos enrolamentos de alta tensão de acordo com o novo projeto.

c) Enrolamentos de Baixa Tensão


Substituição dos enrolamentos de baixa tensão de acordo com o novo projeto.

d) Suporte de poste
Substituição dos suportes de poste, adequando-os a norma NBR 5440.

e) Buchas de Baixa Tensão


As buchas originais deverão ser retiradas do tanque e os furos, fechados adequadamente.

f) Placa de identificação
Confecção e instalação de uma nova placa de identificação conforme ETD 002.001.

6. Condições Gerais
6.1 Condições de funcionamento

As condições normais de funcionamento devem estar de acordo com as especificadas no item 4.1 da NBR
5356-1:2007.

6.2 Levantamento de serviços.

Os levantamentos de serviços a serem executados devem ser realizados nas instalações do reformador
com a participação do inspetor da AES Sul, que preencherá o relatório de vistoria contendo os seguintes itens:

a) Número PM do transformador;
b) Ano de fabricação;
c) Peso do transformador;
d) Volume do óleo;
e) Código MM;
f) Nome do fabricante do transformador;
g) N° de série do transformador;
h) Potência Nominal do transformador;
i) Relação dos serviços a serem executados (gerais e substituição de enrolamentos);
j) Causa da avaria do transformador.
k) Período de garantia para solicitar Laudo Técnico conforme ANEXO C
l) Categoria (primeira queima ou já foi reformado)
m) Origem do transformador
n) Tipo de manutenção (corretiva, preventiva ou garantia)

6.3 Verificação da execução de serviços.

A AES Sul se reserva o direito de realizar visita técnica às instalações do reformador, a qualquer tempo,
para a constatação da execução dos serviços conforme acordado no levantamento realizado, descrito no item
6.2 e relatório de vistoria.

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6.4 Acondicionamento e transporte

O acondicionamento dos transformadores deverá ser efetuado de modo a garantir um transporte seguro
em quaisquer condições e limitações que possam ser encontradas.

6.5 Montagem Para Entrega.

Os transformadores deverão ser fornecidos completamente montados, cheios de óleo isolante, com as
buchas e terminais, dispositivos de aterramento e acessórios solicitados, marcações, adesivos e prontos para
operação.

6.6 Condutores e terminais.

Devem ser mantidas as folgas existentes e providos de reforços adequados. Todos os condutores internos
acima de 600 V devem ser isolados. Os condutores das fases devem ir diretamente das buchas as bobinas e
havendo necessidade de derivações dos mesmos no painel de comutação, estas ligações devem ser feitas por
solda forte.

Transformadores com somente uma bucha de tensão primária, correspondente ao terminal H2 do


enrolamento deve ser ligado ao tanque internamente. Esta ligação deve ser seguramente aterrada ao tanque e
ser independente de todas as outras ligações.

Os terminais de alta e de baixa tensão devem ser estanhados por eletrodeposição e próprios para cabos
de cobre e alumínio, conforme as NBR's 5435 e 5437.

Os terminais de baixa e alta tensão devem ser dimensionados de acordo com a NBR 5440.

Todos os furos em material isolante laminado, através dos quais passam condutores terminais nus, devem
possuir buchas de porcelana não porosa.

6.7 Buchas

As buchas devem estar de acordo com a NBR 5034 e devem ser instaladas de modo a não permitir a
entrada de umidade.

As buchas de alta e baixa tensão devem ser localizadas de acordo com a NTD 002.001, respeitando as
posições de montagem da NBR 5440. As características técnicas das mesmas devem estar de acordo com as
NBR´s 5435 e 5437.

6.8 Enrolamentos e isolamentos

Os enrolamentos e os isolamentos dos transformadores recondicionados devem ser projetados de modo a


atender esforços elétricos e/ou mecânicos, assim como, devem estar dentro da norma NBR 5440 e ainda
atender as características elétricas do ANEXO A.

Todos os enrolamentos dos transformadores devem ser de isolamento total para a terra.

Os materiais isolantes e compostos de impregnação não devem afetar nem serem afetados pelo líquido
isolante, nem devem se deteriorar indevidamente, quando sujeitos a temperatura resultante da operação
contínua do transformador.

No caso da necessidade da aplicação do verniz para fixação das espiras, este não deve impedir a
penetração (impregnação) do óleo isolante.

As ligações entre bobinas devem ser feitas por solda forte.

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Os materiais isolantes devem ser da classe A (105° C).

Não é permitido o reaproveitamento de materiais isolantes ou condutores de cobre após o desmanche das
bobinas.

As bobinas reaproveitadas devem ser examinadas e lavadas com líquido adequado que não deixe
resíduos e nem afete a isolação, a fim de remover quaisquer impurezas do funcionamento anterior e as
causadas pelo defeito. Após a lavagem, as mesmas devem ser secas em estufa para eliminar o líquido
utilizado no processo.

6.9 Núcleo

O núcleo deve ser examinado e lavado com uma substância adequada a fim de que todas e quaisquer
impurezas remanescentes do funcionamento anterior e as causadas pelo defeito tenham sido removidas
totalmente. Após este procedimento, deve ser seco em estufa sob temperatura adequada.

Caso o reformador note que o núcleo não se encontra em condições satisfatórias, deve entrar
imediatamente em entendimentos com a AES Sul.

Para fins de ligação a terra o núcleo deve ter apenas um ponto de aterramento ao tanque.

6.10 Tanque e radiadores.

Os tanques e radiadores devem ser recuperados dos danos decorrentes da corrosão e outras avarias,
lavados, totalmente decapados e pintados de acordo com item 5.1.8 da presente Norma.

6.11 Juntas de vedação.

As juntas de vedação devem ser substituídas por novas e devem estar de acordo com a NBR 5440.

6.12 Dispositivo de aterramento.

Os transformadores recondicionados devem ter dispositivo de aterramento de acordo com a NBR 5440.

6.13 Ferragens.

Todas as ferragens externas bem como os parafusos, porcas e arruelas, devem ser zincados por imersão
a quente de acordo com a NBR 6323. Todas as porcas e cabeças de parafusos devem estar providas de
travamento adequado.

6.14 Suporte de fixação ao poste.

As dimensões dos suportes devem estar de acordo com a NBR 5440 e ETD 002.001.

6.15 Placas de identificação.

A placa original deve ser mantida e, junto a esta, deve ser colocada outra de aço inoxidável, conforme
Anexo B, gravada em baixo ou alto relevo referente à reforma do transformador. A fixação da placa ao seu
suporte deve ser realizada por meio de rebites de material resistente à corrosão.

Para transformadores recuperados com mudança de tensão, re-potenciação ou transformadores que


eventualmente estão sem a placa original ou placa ilegível, deve ser confeccionada outra placa de identificação
em aço inoxidável, conforme anexo B.

Transformadores a serem recuperados pela última vez serão indicados com círculo vermelho pintado entre
os suportes de fixação ao poste, com diâmetro de 150 mm, para evitar novas recuperações.
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6.16 Secagem da parte ativa.

A secagem da parte ativa do transformador deverá ser executada em estufa com ventilação forçada de ar
ou estufa a vácuo.

6.17 Orelhas de suspensão.

Devem ser em número de duas. Suas dimensões, formato e resistência mecânica devem ser adequados
para içamento em locomoção segura do transformador, sem causar danos à tampa, tanque ou buchas.

As orelhas de suspensão devem ser soldadas ao tanque e ser isentas de arestas vivas para não danificar
os cabos ou correntes de içamento.

6.18 Garantia

A aceitação dos serviços pelo recuperador implica na aceitação incondicional de todos os requisitos desta
Norma.

O recuperador deve garantir a eficiência de operação sob as condições especificadas, por um período
mínimo de 18 (dezoito) meses a partir da data de entrega do transformador no depósito da AES Sul,
comprovada pela data da nota de entrega. Qualquer falha, quebra, deterioração interna e outros defeitos, que
se manifestarem durante este período por responsabilidade da CONTRATADA, deverão ser pela mesma
corrigidos, sem ônus para a AES Sul.

No caso de qualquer defeito em partes reformadas, um novo período de garantia deve entrar em vigência
por um período de 18 (dezoito) meses a partir da data de entrega do transformador no depósito da AES Sul.

6.19 Sucateamento

A CONTRATADA deve enviar relação de transformadores sem condições de reforma do lote de avariados
até 05 (cinco) dias úteis após seu recebimento para que a AES Sul avalie a possibilidade de sucateamento.

Para cada transformador relacionado, deve ser enviado a cópia da Folha de Cálculo do mesmo e o parecer
da CONTRATADA sobre o motivo do sucateamento.

7. Condições Específicas
7.1 Potência

A Potência especificada deve ser a Potência nominal contínua na saída do transformador, sob Tensão
secundária nominal, obtida pela aplicação de suficiente Tensão, no enrolamento primário, para também
compensar o efeito da regulação do transformador.

7.2 Máxima Tensão para transformadores

Os transformadores especificados na presente Norma devem atender a sistemas elétricos com as


características apresentadas na Tabela 3.

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Tabela 3 - Característica do Sistema Elétrico da AES Sul


Tensão Nominal do Sistema 13,8kV 23,0kV
Tensão Máxima de Operação do Sistema (fase-
14,5kV 24,5kV
fase)
Tensão Máxima Admissível
15kV 25kV
Fase Terra em Caso de Falta
Potência Máxima de
430MVA 560MVA
Curto-circuito do Sistema

7.3 Tensão nominal

As tensões nominais estão indicadas na Tabela 1 da presente Norma.

7.4 Freqüência

Esta Norma abrange transformadores para operação à freqüência de 60 Hz.

7.5 Perdas

As perdas elétricas dos transformadores devem atender as condições descritas a seguir:

a) Transformadores com data de fabricação igual e/ou inferior a agosto/1999 devem atender os limites
estabelecidos na Tabela 1 do Anexo A.
b) Transformadores com data de fabricação igual e/ou superior a setembro/1999 devem atender os limites
estabelecidos na Tabela 2 do Anexo A.
Nota: para ambos os casos é estabelecida a tolerância de 15% para as perdas a vazio e 9% para as perdas
totais.

7.6 Corrente de excitação

A corrente de excitação máxima aceitável para todas as peças será de 30 % acima dos valores
estabelecidos nas Tabelas 1 e 2 do Anexo A.

7.7 Impedância

Os transformadores deverão ser reformados de forma a apresentarem as impedâncias estabelecidas nas


Tabelas 1 e 2 do Anexo A, com tolerância de +/- 10%.

7.8 Requisitos do dielétrico

Os transformadores reformados devem ser capazes de suportar 75% dos valores das tensões
especificadas na NBR 5356, sem que se produzam descargas e sem que haja evidência de falha, quando
submetidos aos ensaios de tensão suportável nominal a freqüência industrial e tensão induzida.

Os transformadores reformados devem ser capazes de suportar 75% dos valores da tensão suportável
nominal de impulso atmosférico estabelecidos na Tabela 4. Os espaçamentos mínimos no ar devem respeitar
aos estabelecidos na Tabela 4.

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Tabela 4 - Níveis de isolamento


Espaçamento mínimo
Classe de Tensão Tensão suportável
no ar
Máxima do nominal de impulso
(mm)
Enrolamento atmosférico
(kV eficaz) (kV crista) De Fase De fase
para terra para fase
1,2 - 25 25
15 95 130 140
24,2 125 200 230

7.9 Líquido isolante

O óleo isolante nos transformadores reformados deve possuir as características iniciais especificadas na
NBR 5356 e após contato mínimo de 24 horas, conforme Tabela 3 do Anexo A.

O emprego de óleo com as características acima definidas não deve afetar qualquer garantia feita pelo
reformador do transformador.

8. Inspeção

8.1 Generalidades

A inspeção deve ser realizada nas instalações do reformador na presença do inspetor da AES Sul. O
inspetor deve ter acesso, durante as horas de serviço, a todas as partes da fábrica onde os componentes dos
transformadores estejam sendo recondicionados.

O reformador deve disponibilizar, as suas expensas, todos os meios necessários, até mesmo pessoal
auxiliar, para que o inspetor possa certificar-se de que o transformador está de acordo com a presente Norma.

Ficam as expensas do reformador todas as despesas decorrentes com as amostras, equipamentos,


acessórios, bem como com a realização dos ensaios previstos nesta Norma.

O reformador deve comunicar a esta Empresa, com 10 dias de antecedência, a data em que o
transformador estará pronto para inspeção final. Entretanto a AES Sul reserva-se o direito de enviar um
inspetor durante o processo de recuperação.

Antes da realização da inspeção, o reformador deve apresentar ao inspetor da AES Sul, o relatório dos
ensaios do item 8.2 alíneas a) a g) inclusive, previamente efetuados.

Antes da realização dos ensaios deve ser feita uma inspeção visual dos transformadores recuperados a
fim de serem verificados o acabamento e a marcação.

Após a realização dos ensaios previstos em 8.2 deve ser efetuada a verificação do TAP de saída (TAP 2)
do transformador.

A critério do inspetor pode ser feita a inspeção da parte ativa a fim de verificar a qualidade do material
empregado e serviço executado.

8.2 Ensaios

Os transformadores devem ser completamente montados na reformadora e cada um deve ser submetido
aos seguintes ensaios na presença do inspetor:

a) Resistência elétrica dos enrolamentos primários e secundários em todas as derivações;


b) Resistência do isolamento;

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c) Relação de tensões, de todas as derivações;


d) Polaridade, em transformadores monofásicos;
e) Deslocamento angular e seqüência de fases em transformadores trifásicos;
f) Perdas em vazio e corrente de excitação sob Tensão nominal;
g) Perdas em carga e Impedância de curto-circuito, para a derivação de garantia;
h) Tensão suportável nominal a freqüência industrial;
i) Tensão induzida;
j) Óleo isolante;
k) Estanqueidade;
l) Pintura (aderência e espessura da camada de tinta).
m) Verificação do aterramento do núcleo quando a chapa de cobre não for visível;
n) Verificação do funcionamento a 110% da tensão nominal;
o) Polaridade/deslocamento angular e relação na tensão de despacho.

Os ensaios citados no item 8.2 alíneas a) a g), m) e n) devem ser executados pelo reformador em todos os
transformadores (100% do lote) sem a presença de inspetor da AES Sul.

Os ensaios citados no item 8.2 alíneas h), i), k) e o), devem ser executados pelo reformador em 100 % do
lote com a presença do inspetor da AES Sul.

Os ensaios citados no item 8.2 alíneas a) a g), m) e n), devem ser executados pelo reformador em uma
amostra, escolhida aleatoriamente pelo inspetor, em 20 % do lote com a presença do inspetor da AES Sul.

Nota: Os resultados dos ensaios listados nas alíneas de a) a g) do item 8.2, realizados na presença do
inspetor, devem ser confrontados com aqueles previamente fornecidos pelo reformador. Se o resultado de
algum ensaio apresentar valores superiores aos encontrados anteriormente, em qualquer unidade da amostra,
este ensaio a critério do inspetor poderá ser realizado em todo lote.

Os valores obtidos nos ensaios devem estar de acordo com esta Norma e com as garantias feitas pelo
reformador em sua proposta. As perdas, a corrente de excitação e a Impedância devem estar dentro dos
limites estabelecidos em 7.5, 7.6 e 7.7.

8.2.1 Ensaio do óleo isolante


Os ensaios no óleo isolante devem ser efetuados em uma amostra de óleo retirada de cada 30
transformadores, ficando a critério do inspetor a escolha da(s) unidade(s). O reformador deverá comprovar os
valores dos ensaios conforme a tabela 3 do ANEXO A. O Teor de PCB será comprovado com o laudo de
análise do reservatório do óleo isolante, devidamente vinculado a planilha de rastreabilidade dos
transformadores preenchidos com o óleo da amostra analisada.

Os ensaios podem ser realizados em laboratórios idôneos, de comum acordo com a AES Sul.

8.2.2 Ensaio de pintura


Os ensaios na pintura (aderência e espessura da camada de tinta) devem ser efetuados em 3
transformadores para cada lote de 30 transformadores, ficando a critério do inspetor a escolha dos
transformadores a serem ensaiados. Os ensaios de aderência deverão estar de acordo com a norma NBR
5356 e os ensaios de espessura deverão apresentar como resultado, em uma média de 08 medidas, um valor
de no mínimo 120 µm.

8.2.3 Ensaio de estanqueidade


O ensaio de estanqueidade deve ser realizado colocando-se os transformadores em posição inclinada,
durante um período de 8 horas, de forma que todas as buchas e juntas fiquem imersas no óleo. Em casos de
vazamentos, estes devem ser corrigidos pelo reformador. Alternativamente pode ser efetuado o ensaio de
estanqueidade e resistência à pressão de acordo com a NBR 5356.

Nota: Todos os ensaios elétricos deverão ser executados de acordo com a norma NBR 5356.

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8.3 Relatório dos ensaios

8.3.1 O reformador deve expedir o relatório de ensaios dentro do prazo de dois dias após o término dos
ensaios.
8.3.2 Para cada transformador, os relatórios devem conter os seguintes dados:
a) Número de série;
b) Resistências elétricas medidas dos enrolamentos primários e secundários, com temperatura
correspondente, e as resistências calculadas para 75°C, apenas para a derivação correspondente as
garantias;
c) Perdas em vazio e corrente de excitação;
d) Perdas em carga e impedância de curto circuito medidas com a temperatura correspondente, e os
respectivos valores calculados para 75°C, apenas para a derivação correspondente as garantias;
e) Garantia de que as ligações de todos os transformadores foram conferidas e têm a polaridade ou o
diagrama fasorial exigidos;
f) Relações de tensão para todas as derivações;
g) Resultados dos ensaios dielétricos;
h) Tensão (TAP) de saída do transformador.
8.3.3 Para cada transformador que tiver sido solicitado Laudo Técnico, é necessário encaminhar para a AES
Sul documento conforme modelo em ANEXO C assinado e foto da parte ativa evidenciando a causa da avaria.

9. Aceitação ou Rejeição
O transformador reformado deve ser aceito se satisfizer os requisitos da inspeção visual de acordo com o
item 8.1 e os resultados dos ensaios do item 8.2.

A aceitação dos transformadores reformados não invalida qualquer posterior reclamação que esta
Empresa possa fazer devido a um transformador defeituoso, nem isenta o reformador da responsabilidade de
fornecer os mesmos de acordo com a encomenda e com esta Norma.

Re-inspeção

Caso 30% do lote apresentar não conformidade, independente da (s) causa (s), o lote como um todo será
reprovado e deverá sofrer nova inspeção em data a ser agendada com o inspetor no ato da reprovação,
ficando os custos oriundos da re-inspeção por conta da CONTRATADA.

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Anexo A - Tabelas
Tabela 1 - Características Elétricas: Transformadores fabricados até Agosto/1999
Perdas Máximas
Transformador Corrente de
(W) Tensão de curto-
Excitação
Referência Classe de circuito a 75°C
Potência Máxima
Tipo Tensão Vazio Totais (%)
(kVA) (%)
(kV)
1 5 4,2 61 173
2 10 3,5 77 284
15 2,5
3 15 3,2 110 389
4 25 2,8 154 567

5 5 5 66 189
6 10 4,2 94 315
24,2 2,5
7 15 3,8 116 431
8 25 3,3 165 630
9 15 5 132 483
10 30 4,3 220 809
11 45 3,9 286 1092
3,5
12 75 3,4 429 1607
15
13 112,5 3,1 572 2174
14 150 2,9 704 2678
15 225 2,6 990 3780
4,5
16 300 2,4 1232 4704

17 15 6 143 546
18 30 5 237 903
19 45 4,5 319 1218
4
20 75 4 468 1785
24,2
21 112,5 3,6 633 2415
22 150 3,3 787 3003
23 225 3 1067 4074
5
24 300 2,8 1320 5040

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Tabela 2 - Características Elétricas: Transformadores fabricados a partir de setembro/1999


Perdas Máximas
Transformador
Corrente de (W)
Tensão de curto-
Excitação
Referência circuito a 75°C
Classe de Máxima
Potência (%)
Tipo Tensão (%) Vazio Totais
(kVA)
(kV)
1 5 4 55 168
2 10 3,3 66 273
15 2,5
3 15 3 94 373
4 25 2,7 132 546

5 5 5,8 55 179
6 10 4 77 299
24,2 2,5
7 15 3,6 99 415
8 25 3,1 143 609
9 15 4,8 110 462
10 30 4,1 187 777
11 45 3,7 242 1050
3,5
12 75 3,1 363 1544
15
13 112,5 2,8 484 2099
14 150 2,6 594 2573
15 225 2,3 842 3638
4,5
16 300 2,2 1045 4526

17 15 5,7 121 525
18 30 4,8 198 866
19 45 4,3 275 1176
4
20 75 3,6 396 1717
24,2
21 112,5 3,2 539 2326
22 150 3 671 2893
23 225 2,7 902 3917
5
24 300 2,5 1122 4851

Tabela 3 - Características do óleo mineral isolante, após contato


Especificações
Item Determinação Unidade Norma
Valor Mínimo Valor Máximo
O óleo isolante deve ser claro,
1 Aparência - límpido, isento de materiais em -
suspensão ou sedimentados.
2 Cor - - 1 ABNT-PMB 351
3 Densidade 20/4°C g/cm-3 - 0,9 NBR 7148
Fator de Potência a 25°C % - 0,05 ASTM-D 924
4
100°C % - 0,5 ASTM-D 924
5 Índice de Neutralização Mg/KOH/g óleo - 0,04 ABNT-MB 494
6 Teor de Água ppm - 35 NBR 5755
7 Rigidez Dielétrica kV 30 - NBR 6869
8 Tensão Interfacial a 25°C N/m 0,04 0,04 NBR 6234
9 Teor de PCB ppm - 50 NBR 13882

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Anexo B - Figuras: Placa de Reforma

Notas:
1. Material: Aço inoxidável;
2. Espessura mínima: 0,5 mm;
3. Gravação em alto ou baixo relevo;
4. Medidas em milímetros.

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Anexo B - Figuras: Placa para Transformador Trifásico

Notas:
1. Material: Aço inoxidável;
2. Espessura mínima: 0,5 mm;
3. Gravação em alto ou baixo relevo;
4. Medidas em milímetros.
5. Medidas em milímetros.

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Anexo B - Figuras: Placa para Transformador Monofásico

Notas:
1. Material: Aço inoxidável;
2. Espessura mínima: 0,5 mm;
3. Gravação em alto ou baixo relevo;
4. Medidas em milímetros.

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Anexo B - Figuras: Posição da Barra de Pressão para fixação da Tampa da


Janela de Inspeção interna de Transformador Reformado

Notas:
1. Concavidade para baixo;
2. Pintura conforme 5.1.8;
3. Formato uniforme.

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Anexo B - Figuras: Adesivo para Alerta de Risco de Vida

Notas:
1. Dimensões 150 x 150 mm;
2. Aplicação sem bolhas de ar;
3. Aplicar de forma uniforme;
4. Aplicar em local visível do solo quando instalado em poste.

Elaborado: Eduardo Difante Revisado: Fernanda Pedron Aprovado: Leandro Silva


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Anexo B - Figuras: Adesivo para Indicação de Equipamento Elétrico não PCB

Notas:
1. Dimensões 100 x 100 mm;
2. Aplicação sem bolhas de ar;
3. Aplicar de forma uniforme;
4. Aplicar na posição próximo às buchas de BT e à tampa do transformador.

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Anexo B - Figuras: Adesivo ONU para Transporte de Substâncias Perigosas Diversas

Notas:
1. Dimensão externa 150 x 150 mm;
2. Dimensão listras internas 50 x 50 mm;
3. Aplicação sem bolhas de ar;
4. Aplicar de forma uniforme;
5. Aplicar em local que fique o máximo distante possível de outros adesivos e marcações.

Elaborado: Eduardo Difante Revisado: Fernanda Pedron Aprovado: Leandro Silva


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ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ÁREA: Engenharia
CÓDIGO: NTD 012.001 DATA DE VIGÊNCIA: 23/04/2010
TÍTULO: Recuperação de Transformadores
VERSÃO NORMA: 2.0
de Distribuição

Anexo C - Modelos: Laudo Técnico de Transformador Avariado em Período de Garantia

Elaborado: Eduardo Difante Revisado: Fernanda Pedron Aprovado: Leandro Silva


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