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Funções sintáticas ao nível da frase:

Sujeito – elemento que controla a concordância, em pessoa e em número, relativamente ao


núcleo.

Predicado – função sintática desempenhada pelo grupo verbal.

Modificador da frase – grupo preposicional (1) ou adverbial (2) que, ao contrário dos
complementos, não sendo selecionados pelo verbo, modificam-no, acrescentando
informação suplementar. Caracterizam-se essencialmente pela sua grande mobilidade,
podendo ocorrer em várias posições da frase.

Vocativo – constituinte (não obrigatório) que identifica o interlocutor, ocorrendo em frases


imperativas (1), exclamativas (2) e interrogativas (3).
EX: (1) «Fecha a porta, Pedro.»
(2) «Dói-me muito o peito, mãe!»
(3) «Quando tenho alta, senhor doutor?»

Funções sintáticas internas ao grupo verbal:


Complementos – constituintes da frase selecionados pelo verbo:
 Complemento direto – grupo nominal que pode ser substituído
respetivamente pelo pronome pessoal de 3ª pessoa (o/a, os/as) e pelo
pronome demonstrativo átono o.
EX: «Dois homens seguravam o porco.» → «Dois homens
seguravam-no»

 Complemento indireto – grupo preposicional (geralmente introduzido


pela preposição a) pode ser substituído por um pronome pessoal de 3ª
pessoa (lhe/lhes). EX: «perguntei à joana a resposta» perguntei-lhe a
resposta

 Complemento do nome – grupo preposicional ou adjetival que


completam o sentido dos nomes que os antecedem. EX: Os turistas
ficaram fascinados com a beleza da cidade

 Complemento oblíquo – grupo adverbial ou preposicional que, ao


contrário do complemento indireto, não pode ser substituído por um
pronome pessoal (lhe/lhes).
EX: «Também me lembro do sopro do maçarico.» →/ «Também me
lembro-lhe.»
Exemplos de verbos que pedem complemento oblíquo:
Ir a, vir de, estar em, partir de, comunicar com, concordar com, discordar de, precisar de,
necessitar de, troçar de, casar-se com, divorciar-se de, dispor-se a, arrepender-se de,
interessar-se por.
 Complemento agente da passiva – grupo preposicional (geralmente introduzido pela
preposição por) que, na frase ativa correspondente, passa a grupo nominal com
função de sujeito.
EX: «A Joana foi eleita pelo povo.» o povo elegeu a Joana (frase ativa)

Predicativos:
 Predicativo do sujeito – grupo nominal (1), adjetival (2), adverbial (3) ou
proposicional (4) ou oração (5) selecionado por um verbo copulativo (estar,
ficar, continuar, parecer, permanecer, revelar-se, ser, andar a, tornar-se…)
que atribui uma propriedade ou uma localização (espacial ou temporal) ao
sujeito.
EX: (1) «A mãe era uma criatura desagradável e azeda.»
(2) «Garcia ficou aturdido.»
(4) «Caeiro era de estatura média.»

 Predicativo do complemento direto – grupo nominal (1), adjetival (2) ou


preposicional (3), selecionado por um verbo transitivo predicativo (achar,
chamar, considerar, eleger, julgar, nomear, tratar, …) que atribui uma
propriedade ou uma localização (espacial ou temporal) ao complemento direto.
EX: (1) «A professora considerou a Ana boa aluna.»
(2) «O juiz julgou o réu culpado.»

2. Modificador do grupo verbal – grupo preposicional (1), adverbial (2) ou oração


subordinada (3) que, ao contrário dos complementos, não sendo selecionados pelo
verbo, modificam-no, acrescentando informação suplementar. Caracterizam-se
essencialmente pela sua grande mobilidade, podendo ocorrer em várias posições da
frase.
EX: (1) «O carrinho partiu, com Lourival, por entre a azinhaga.»
(2) «O conselheiro enrolava vagarosamente o seu lenço de seda da Índia.»
(3) «Não te posso dar minha filha, porque já não tenho filha.»

Funções sintáticas internas ao grupo nominal:


 Modificador do nome – função sintática que integra o grupo nominal, modificando-o
através de informações suplementares.
a. Restritivo – grupo preposicional (1), grupo adjetival (2) ou oração relativa
restritiva (3) que modifica o nome, restringindo a sua referência.
EX: (1) «Fechou a porta da cela […].»

Apositivo – grupo nominal (1), adjetival (2) ou preposicional (3) ou oração relativa
explicativa (4) que, ao modificarem o nome, não limitam a sua referência. Na escrita,
está sempre separado por vírgulas do nome que modifica e ocorre normalmente à
direita do mesmo.
EX: (1) «Alguma vez a sua neta, magra e de olhos verdes, brincara nos
jardins dos palacetes […]?»
SUBORDINAÇÃO

A subordinação é a relação sintática estabelecida entre orações em que uma (subordinada)


está sintaticamente dependente de outra (subordinante).
As orações subordinadas podem-se classificar em:
 Substantiva – desempenha a função sintática de sujeito ou de complemento de um
verbo, nome ou adjetivo, podendo ser facilmente substituída por um pronome como
isso e subdividindo-se em:
1. Completiva, que completa a ideia da oração anterior e pode ser introduzida
pelas conjunções subordinativas «que», «se» e «para».
EX: «Eu bem sei que tu não voltas».
2. Relativa, que é introduzida por quantificadores e pronomes relativos sem
antecedente, como quem, o que, onde, quanto, que, o qual, os quais, a qual, as
quais.
EX: «Quem espera sempre alcança.»
FIGURAS DE ESTILO:

o Anáfora – repetição de uma ou mais palavras no início de uma frase, de um


membro de frase ou de um verbo (nem rei nem lei, nem paz nem guerra);
o Enumeração – acumulação ou inventariação de elementos da mesma natureza
(Mas o melhor do são as crianças/flores, música, o luar e o sol);
o Hipérbato – transposição da ordem normal das palavras de uma oração, donde
resulta a separação dos elementos constituintes de um sintagma (Súbdita a
frase o busca);
o Antítese – apresentação de dois conceitos opostos (Julguei que isto era o fim e
afinal é o princípio);
o Apóstrofe– interpelação, chamamento de alguém ou de algo personificado (Ó
céu! Ó campo! Ó canção!);
o Comparação – relação de semelhança entre duas ideias usando uma partícula
comparativa ou verbos como «parecer», «assemelhar-se» (O meu olhar é nítido
como um girassol);
o Eufemismo – expressão, de uma ideia chocante, de uma forma suave (quando a
fogueira se apagar tens de te ir embora [= morrer]);
o Hipérbole – exagero da realidade (corre um rio sem fim);
o Ironia – afirmação que pretende sugerir ou insinuar o contrário;
o Metáfora – comparação de dois conceitos sem utilização da partícula
comparativa (Numa onda de alegria);
o Metonímia – utilização de um vocábulo em vez de outro, com o qual tem uma
relação de contiguidade (o continente pelo conteúdo; o autor pela obra, por
exemplo: Estou a estudar Camões);
o Perífrase – utilização de muitas palavras para dizer o que pode ser expresso por
poucas (Pelo neto gentil do velho Atlante [= Mercúrio]);
o Personificação – atribuição de qualidades ou de comportamentos humanos a
seres inanimados ou a animais (Quando uma nuvem passa a mão por cima da
luz);
o Sinédoque – expressão do todo pela parte ou da parte pelo todo, do singular
pelo plural, do plural pelo singular, do género pelo indivíduo (Vós, ó novo temor
da maura lança [= exército mouro]);

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