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Wright Mills argumenta que precisamos ter uma certa “imaginação sociológica”, isto é,

pensar sociologicamente como os fenômenos sociais acontecem em nosso cotidiano, a


fim de avaliar a própria experiência, ponderar decisões e agir de maneira consciente,
considerando os contextos sociais existentes. 

Com base nessa ideia, considere a seguinte situação: você acaba de iniciar sua carreira
docente. A escola na qual foi trabalhar se utiliza de uma metodologia baseada em
projetos, assim, todos os anos ela lança um projeto interdisciplinar. O tema deste ano é a
imaginação sociológica e você é professor de literatura. Em uma reunião entre
professores e coordenação, para fazer os alinhamentos em relação ao desenvolvimento
do projeto, sua coordenadora faz o seguinte questionamento:

É possível afirmar que os livros de literatura, em geral, levam-nos a uma reflexão acerca
da imaginação sociológica?
Você terá que respondê-la de uma forma que demonstre seu conhecimento sobre o
assunto.

Para tanto, elabore um texto, de 15 à 20 linhas, respondendo ao questionamento


anterior. Justifique sua resposta com os elementos estudados sobre imaginação
sociológica e apresente algum livro, nome e autor, que marcou sua trajetória e que o fez
pensar sociologicamente.

Além disso, para uma boa execução da atividade:


a) Atente-se às instruções e intervenções realizadas pelos professores formadores e
mediadores, tanto em aulas ao vivo quanto no ambiente on-line de aprendizagem
(Studeo), por meio do Mural de avisos e Mensagem.
b) Atente-se aos materiais complementares que possam ser utilizados para a realização
da atividade. Esses, em caso de uso, estarão na pasta Material da disciplina.
c) A atividade precisa ser desenvolvida por você, portanto, não utilize cópias indevidas de
atividades já realizadas por terceiros, assim como cópias indevidas de textos disponíveis
na web.
*Em caso de dúvida, entre em contato com seu professor(a) mediador(a).

1. O que é imaginação sociológica segundo Mills?

Wright Mills (1969) descreve o pensamento sociológico como uma prática criativa,


que define como “imaginação sociológica”. ... Essa prática criativa seria a tomada de
consciência sobre a relação entre o indivíduo e a sociedade mais ampla

2. Como pode ser aplicada a imaginação sociológica?


A imaginação sociológica pode ser colocada em prática quando um
indivíduo passa a verificar as questões acerca da produção cultural, dos
níveis de pobreza e dos acontecimentos que tem o homem como pilar
social. ... Por fim, a imaginação sociológica parte da análise da
realidade e do espaço ao nosso redor
3. O que é imaginação sociológica possibilita aos indivíduos?
A “imaginação sociológica” é um ato que permite ir além das experiências e
observações pessoais para compreender temas públicos de maior amplitude. O
divórcio, por exemplo, é um fato pessoal inquestionavelmente difícil para o
marido e para a esposa que se separam, bem como para os filhos.

4. Qual a importância de utilizar a imaginação sociológica?


O uso da imaginação sociológica que busca ampliar a visão para
procurar o que de fato está acontecendo sem a tendência de uma
dedução incoerente, sugere também a busca por soluções eficientes.

5. Como a sociologia pode nos ajudar no dia a dia?


A Sociologia nos auxilia a fazermos reflexões como sujeitos
pertencentes a um mundo social o qual nos constrói socialmente e ao
mesmo tempo é construído por nós. Nos ajuda a entender quem somos
e para onde vamos

6. Qual é a importância da sociologia para a sociedade?


A sociologia tem a fundamental importância de estudar o comportamento
da sociedade. Pois podemos definir a sociologia como a ciência Humana que
tem como objetos de estudo a sociedade, a sua organização social e os
progressos interligados aos indivíduos em grupos, instituições e associações.

A sociologia sempre teve como um dos seus objetivos, estudar os conflitos


entre as classes sociais. No Brasil, na década de 20 e 30, estudiosos
debruçaram-se na busca do entendimento da formação da sociedade
brasileira, analisando assim temas como abolição a escravatura, êxodos e
estudos sobre os índios e negros

A bibliografia consultada já apresenta, há muito, a utilização do conceito de


imaginação sociológica, de Charles Wright Mills (1969), como norteador da prática
pedagógica escolar. Entretanto, conforme argumentarei nos capítulos que compõem
este trabalho, com base na bibliografia especializada que consultei, as limitações
estruturais das escolas e a organização do processo educativo operam de modo a
podar mesmo os mais bemintencionados espíritos de professores de Sociologia. Diante
de tal realidade que se impõe ao ensino de Sociologia é que surgem, então, propostas
metodológicas para suprir tal barreira aos propósitos pedagógicos. Este trabalho se
situa nesse campo de pesquisa.
Conforme o leitor poderá averiguar durante este trabalho, ensinar Sociologia possui
uma particularidade quando comparada com outras disciplinas escolares, que opera
numa dinâmica ambígua: de uma forma favorece, de outra dificulta. Além dos
problemas estruturais das escolas e organização da educação escolar como um todo,
que a todas disciplinas impõe desafios, a Sociologia ainda enfrenta um problema
particular derivado da natureza de seu objeto: as próprias práticas sociais, opiniões,
ideologias, valores, etc. Se em outras disciplinas, como a Matemática, a abstratividade
de seus objetos garante uma tal neutralidade, por parte dos alunos, no trato de seus
conteúdos, a Sociologia não goza da mesma vantagem. Falar sobre racismo,
machismo, desigualdade e meritocracia numa sociedade formalmente considerada
como meritocrática toca em âmbitos sensíveis nas identidades de alunos
(GRAUERHOLZ, 2007). Ensinar sobre a existência mais que real do racismo na
sociedade brasileira, por exemplo, para alunos que passam apenas parte de seu tempo
na escola e recebem de outras fontes de informação (família, mídias, amigos) a maior
parte de seus conhecimentos sobre o mundo, vida e sociedade, é um desafio particular
à Sociologia. Realizar a desnaturalização de papeis de gênero durante uma aula
semanal de quarenta e cinco minutos a alunos que foram socializados durante toda
sua vida numa sociedade que acredita na determinação biológica das identidades de
gênero é empresa imensamente difícil. Além das limitações de tempo e espaço, bem
como de recursos das estruturas escolares, a “profissão” de aluno costuma criar uma
certa impessoalidade, desinteresse ou mesmo incapacidade de compreender em
profundidade do que se trata em sala de aula. Alunos muitas vezes se 16
profissionalizam em serem bons alunos, sem que isso corresponda, necessariamente, a
um aprendizado significativo, mesmo diante de boas notas na escola.

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