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Capítulo 7

Material para uso exclusivo de aluno matriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o compartilhamento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo.

Protocolos e
comunicações

Neste capítulo, vamos aprender as regras de comunicação de da-


dos em uma rede entendendo como funciona a transferência de dados.
Os conceitos de camada de rede serão abordados para que possa-
mos compreender a função de cada uma delas na comunicação entre
dois dispositivos em rede. Para isso, apresentaremos o modelo OSI e o
protocolo TCP/IP.

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1 Regras de comunicação de dados

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Para se relacionar, as pessoas precisam estabelecer algum tipo de
comunicação organizada. Só assim podem transmitir o que desejam
(falar) e receber o que a outra pessoa está falando (escutar). Com isso,
temos início a uma conversa em que a troca de informações aconte-
ce. Na figura 1 temos diversos conceitos a considerar. Por exemplo,
uma pessoa deseja enviar uma mensagem para outra, dessa forma,
uma é o transmissor e a outra o receptor, e para que a mensagem
seja enviada é necessário um meio de comunicação e um protoco-
lo de comunicação. Essas considerações são o princípio básico da
comunicação.

Figura 1 – Modelo básico de comunicação

Meio de comunicação/protocolo

Transmissor

Receptor
Mensagem

Para que a comunicação se estabeleça de forma correta e para que


as pes­soas possam se entender, é necessário que seja estabelecido um
acordo de como a linguagem será utilizada. No exemplo da figura 2, a
conversa foi feita em português.

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Figura 2 – Acordo de comunicação entre duas pessoas
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Olá! Podemos falar


em português? Sim, claro.
Tem uma reserva?

A comunicação de dados segue os mesmos princípios, só que a


informação estará no formato de dados e ocorrerá entre dispositivos,
seguindo regras bem definidas, que vamos chamar de protocolos. As
redes de comunicação desempenham um papel importante na socie-
dade, e são fundamentais para as empresas, pois possibilitam que
elas desenvolvam seus negócios independentemente das distâncias
geográficas. A comunicação entre as pessoas pode ser feita utilizan-
do diversos formatos, como na figura 3, onde as pessoas falam, es-
crevem, leem, etc.

Figura 3 – Exemplos de formas de comunicação entre as pessoas

Comunicação Comunicação escrita Comunicação


presencial via computador telefônica

Ainda na figura 3, a comunicação entre as pessoas, ou entre os


equipamentos utilizados por elas, possui características importantes
para o estudo de redes de computadores e a comunicação de dados,
acompanhe:

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•• Mensagem: é a informação a ser transmitida, que pode ser no

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formato de texto, números, figuras, áudio ou vídeo; ou, ainda, de
diversos tipos de combinação entre eles.
•• Transmissor (TX): é o dispositivo que envia a mensagem de da-
dos e pode ser um computador, um telefone, uma câmera de ví-
deo, dispositivos sensores em uma fábrica, entre outros.
•• Receptor (RX): é o dispositivo que recebe a mensagem e pode
ser um computador, um telefone, uma câmera de vídeo, disposi-
tivos atuadores em uma fábrica, entre outros.
•• Meio de transmissão: é o caminho físico que a mensagem, cuja
origem é o transmissor, utilizará para chegar até o receptor.
•• Protocolo: é o conjunto de regras que gerencia a comunicação
dos dados. É um acordo entre os dispositivos envolvidos na
comunicação.

2 Transferência de dados na rede


A transmissão de dados entre dois ou mais equipamentos em um
processo de comunicação pode se efetivar de diversas formas e se
caracteriza pelo sentido da transmissão, meio de transmissão e pela
sincronização.

Os sentidos da transmissão podem ser classificados em:

•• Simplex: a comunicação unidirecional entre um transmissor e


um receptor, ou seja, somente um dos dispositivos é capaz de
transmitir, enquanto o outro fica na condição de só poder receber.
Exemplo: transmissão de sinal de TV ou ainda de rádio AM e FM.

•• Half-duplex: os dispositivos podem transmitir e receber, mas não


simultaneamente, o que significa que toda a capacidade do canal
de comunicação é utilizada para a transmissão. Exemplo: rádios
intercomunicadores.

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•• Full-duplex: os dispositivos podem transmitir e receber simul-
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taneamente. Os sinais de comunicação, em direções opostas,


compartilham a capacidade do link ou canal de comunicação.
Exemplo: comunicação através de um celular, onde as pessoas
podem falar e ouvir simultaneamente.

Os meios de transmissão podem ser feitos em:

•• Modo paralelo: os bits que representam o caractere são enviados


simultaneamente por meio de várias linhas de dados. Um exem-
plo é a comunicação entre computador e impressora através de
um cabo paralelo, ou seja, com 10 fios para a comunicação.

•• Modo série: neste modo os bits que representam o caracte-


re são enviados um a um através de uma única via de dados.
Como exemplo temos a comunicação serial, a comunicação
USB, entre outras.

Na sincronização, temos duas formas de transmissão:

•• Assíncrona: neste modo os dados são enviados um a um sem


controle de tempo entre um e outro. Para indicar o início de uma
transmissão é colocado um indicador chamado de START BIT.
Para indicar o fim da transmissão é colocado um ou mais bits
chamados de STOP BIT. As características desse tipo de trans-
missão são: baixo rendimento (alto overhead), fácil implementa-
ção e baixa velocidade.

•• Síncrona: os dados são enviados em blocos e em intervalos de


tempo definidos, ou seja, informações de sincronismo são en-
viadas durante a transmissão, mantendo o sincronismo entre os
dispositivos. São características desse modo de transmissão:
boa qualidade de transmissão, maior confiabilidade, adequação
a aplicações multimídia (voz, música e vídeo), equipamentos
mais sofisticados e custo da transmissão mais alto.

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A figura 4 apresenta a comunicação entre um emissor e um receptor

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e as várias etapas envolvidas no processo.

Figura 4 – Etapas de comunicação entre transmissor e receptor

Mensagem Mensagem
Sinal Sinal
Codificador Transmissor Transmissão Receptor Decodificador
(meio/canal)

Origem Destino
codificada codificado

As comunicações podem ser intercaladas na linha de transmissão e,


assim, dividir a banda com cada usuário. Na figura 5, as partes de cada
comunicação são rotuladas (identificadas) na transmissão através do
meio de comunicação compartilhado (multiplexado)1 e remontadas na
recepção, sendo assim diferenciadas de qual usuário era.

Figura 5 – Multiplexação das informações em uma linha de transmissão

As partes de cada
comunicação são rotuladas

As comunicações são 3 2 1
intercaladas e assim dividem
a banda com cada usuário 3 2 1

E assim, temos a organização Computador


e a montagem das partes receptor
quando chegam no receptor

1 Multiplexado – transmissão de várias mensagens por uma mesma via, linha ou mesmo canal.

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Sobre as novas e diversas formas de comunicação, O’Brien e Marakas
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afirmam (2013, p. 206):

Desse modo, as tecnologias de telecomunicações e de redes es-


tão interconectando e revolucionando empresas e sociedade. As
corporações se transformaram em empresas em rede. A internet,
a web, a intranet e extranet estão conectando funcionários e pro-
cessos corporativos a clientes, fornecedores e terceiros interessa-
dos nas empresas. As companhias e os grupos de trabalho podem,
assim, trabalhar em conjunto com mais criatividade, gerenciar ope-
rações e recursos empresariais com mais eficácia e competir com
êxito na atual economia global em contínua mudança.

3 Camadas de rede
A comunicação entre dispositivos em uma rede é complexa e cheia
de detalhes. Para facilitar o desenvolvimento, no final dos anos 1970
a organização internacional para padronização de normas técnicas, a
ISO (International Organization for Standardization), definiu um mode-
lo para a comunicação em sete camadas e o denominou modelo OSI.
A partir dele, as empresas desenvolveriam seus equipamentos. Esse
modelo possibilita a divisão das funções da comunicação em cama-
das: facilita o gerenciamento do tráfego e padroniza os componentes
da rede. Assim, o desenvolvimento pode ser feito por vários fabrican-
tes, tornando mais fácil a comunicação entre dispositivos diferentes de
hardware e software. Outra grande vantagem é que modificações em
uma camada não afeta as outras, o que possibilita um desenvolvimento
mais rápido e a implementação de novas tecnologias. O quadro 1 mos-
tra o modelo OSI e suas sete camadas, com as características básicas
de cada uma. Cada camada possui especificações próprias de funcio-
nalidade e diversos protocolos são desenvolvidos para dar suporte a
elas. Quando organizados em conjunto recebem o nome de pilha de
protocolos (ROSS; KUROSE, 2013).

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Quadro 1 – Representação das camadas do modelo OSI

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CAMADA DESCRIÇÃO DA FUNCIONALIDADE

Nessa camada estão as aplicações de rede e seus protocolos. Por exemplo: HTTP (que
proporciona a requisição e a transferência de documentos pela web), o SMTP (que cuida
7 – Aplicação
das transferências de mensagens de correio eletrônico), FTP (que cuida da transferência
de arquivos entre dois sistemas finais).

Essa camada é responsável pela entrega e formatação da informação a ser entregue para
6 – Apresentação
a camada de aplicação.

Essa camada é responsável por gerenciar e administrar os diálogos entre dois processos
de aplicação, que podem ser feitos de forma simplex, half duplex e full duplex. Nessa
5 – Sessão
camada temos a quebra de um pacote e a inserção de uma marca lógica no início do
diálogo, e assim identificar os blocos recebidos.

Essa camada é responsável pelas funções de conexão entre o dispositivo fonte e o


destino, segmentando os dados em unidades com tamanho apropriado para a utilização
na camada de rede. Como funções principais estão a conexão para cada requisição vinda
4 – Transporte do nível superior, multiplexar as várias conexões em uma única conexão de rede, dividir
as mensagens em tamanhos menores e que serão tratadas pelo nível abaixo (a camada de
rede). O nível de transporte trabalha com a conexão lógica fim a fim, enquanto os outros
níveis de rede, enlace e física, controlam como essas mensagens serão transmitidas.

Essa camada é responsável por controlar a operação da rede. Tem como função o
roteamento dos pacotes entre a fonte e o destino. O pacote é recebido pela camada
de rede com um endereço de destino na porta de entrada do roteador, que irá verificar
se o pacote está endereçado para esse roteador em particular ou não. Caso não esteja
3 – Rede
endereçado para esse roteador local, será feita uma busca na tabela de roteamento
e então será enviado para a saída adequada. Para o caso de o pacote não ser para o
roteador e o endereço de destino não estiver na tabela de roteamento, o pacote será
descartado.

Essa camada é responsável pelo tratamento dos dados e lida com erros de transmissão,
topologia da rede e controle de fluxo dos bits. Ela também faz o controle de acesso
2 – Enlace
ao meio (MAC – Medium Access Control). Esse MAC é o endereço físico da placa de
comunicação, também chamada de placa de rede.

Esta camada é responsável pela definição das características mecânicas – conectores


1 – Física e pinos, elétricas – tipo e nível de sinal, e funcionais. Também cuida da ativação,
manutenção e desativação das conexões físicas necessárias para a transmissão dos bits.

Em uma rede de telecomunicações, vários componentes de


software e hardware trabalham juntos. Muitos fabricantes desenvol-
veram seus produtos sem a preocupação de que o usuário pudesse

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utilizar equipamentos e softwares de outros fabricantes em projetos
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de infraestrutura. Assim, cada fabricante desenvolvia seu equipamen-


to e o conjunto de regras para a comunicação, os protocolos; esses
protocolos eram então proprietários. A existência de muitos protoco-
los proprietários, na grande maioria das vezes incompatíveis entre si,
impossibilitava a comunicação dos equipamentos, ou seja, não existia
interoperabilidade.

IMPORTANTE

A construção de um padrão único e universal para os fabricantes de


equipamentos e programas para redes de comunicação foi possível
graças ao desenvolvimento do que se chamou TCP/IP (Transmission
Control Protocol/Internet Protocol), desenvolvido pela Agência de
Pesquisas Avançadas do Departamento de Defesa dos Estados
Unidos – DARPA (U.S. Department of Defense Advanced Research
Projects Agency).

O protocolo TCP/IP utiliza um conjunto de protocolos, sendo o


principal o TCP, cuja função é cuidar do movimento de dados entre os
computadores. Ele estabelece uma conexão entre os computadores,
controla a sequência dos pacotes e verifica os enviados para, se for o
caso, retransmitir. O protocolo IP está localizado uma camada abaixo,
na pilha de protocolos. É responsável por entregar os pacotes e inclui
desmontagem e remontagem durante a transmissão.

A figura 6 apresenta uma comparação entre as camadas do mode-


lo OSI e o TCP/IP e as funcionalidades de cada uma, sendo que cada
camada pode ter vários protocolos, que serão estudados nos próximos
capítulos. Nessa figura a visão dos dispositivos de rede permite conhe-
cer a funcionalidade dos roteadores e dos switches. O switch trabalha
na camada física do protocolo TCP/IP e é responsável por enviar os
datagramas recebidos para um computador dentro da mesma infraes-
trutura física, ou se não for encontrado enviará para o roteador e este

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por sua vez, trabalhando com informações da camada de internet (ou

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rede), analisará o endereço IP e encaminhará o pacote a seu destino,
que poderá ser outro roteador; e assim sucessivamente, até que seja
encontrada a rede onde estarão ligados o switch e o computador ou
dispositivo de destino.

Figura 6 – Modelo OSI e modelo TCP/IP

Os diagramas de rede representam


os dispositivos reais de uma rede
e suas interligações

IP IP

Modelo OSI Modelo TCP/IP


Aplicação
Representa os dados entregues ao usuário
Apresentação com codificação e controle de diálogo Aplicação
Sessão
Oferece suporte à comunicação entre
Transporte diversos dispositivos e redes diferentes Transporte
Rede
Determina o melhor caminho através da rede Internet
Enlace
Controla os dispositivos de hardware
Física Física
e o meio físico que compõem a rede

Para compreendermos melhor o funcionamento dos protocolos


TCP/IP, vamos conhecer o conceito de encapsulamento. No estudo de
camadas de rede, o encapsulamento funciona juntando novas infor-
mações à mensagem de uma camada anterior e enviando-a à cama-
da seguinte, e assim sucessivamente. Uma mensagem na camada de
aplicação é passada para a camada de transporte, que insere informa-
ções como cabeçalho da camada de transporte e que serão utilizadas
pela camada de suporte do outro lado receptor. Esse conjunto de infor-
mações (dados e cabeçalho da camada de transporte) é chamado de
segmento da camada de transporte, que encapsula (esconde) a men-
sagem da camada de aplicação. O próximo encapsulamento acontece

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quando a camada de transporte envia o segmento à camada de rede,
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que coloca endereços finais de origem e de destino, criando o da-


tagrama da camada de rede. Agora, a camada de enlace adicionará
suas informações de controle e criará o quadro de camada de enlace.
O interessante a se observar é que cada camada possui dois tipos de
campos: o campo de cabeçalho e o campo de carga útil, que em geral
é o pacote da camada acima.

Na figura 7, temos o encapsulamento de uma mensagem de e-mail


através das camadas do TCP/IP até chegar na camada física. Esta, por
sua vez, envia para o sistema de cabeamento as informações codifica-
das em bits, ou melhor ainda, em sinais elétricos ou ópticos, dependen-
do se a infraestrutura física utiliza cabos metálicos ou de fibra óptica.
Assim, temos os dados gerados pelo usuário na camada de aplicação
(as informações do e-mail, no exemplo) sendo transmitidos para a pi-
lha. A camada de transporte cuida do segmento TCP e envia para a
camada de internet (ou rede). Em seguida a camada física insere suas
informações e envia um conjunto de bits que serão roteados em dire-
ção ao destino, que na figura está representado por uma nuvem.

Figura 7 – Encapsulamento de uma transmissão de dados de e-mail em uma pilha de protocolos TCP/IP

Transmitindo
Dados de e-mail Dados a pilha

Dados Dados Dados


Segmento
Cabeçalho
de transporte Dados

Cabeçalho Cabeçalho Pacote


de rede de transporte Dados

Cabeçalho Cabeçalho Cabeçalho Trailer Quadro (dependente


do quadro de rede de transporte Dados do quadro do meio)

1100010101000101100101001010101001 Bits

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Considerações finais

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Neste capítulo, compreendemos os conceitos iniciais sobre a co-
municação de dados e as regras que organizam essa comunicação.
Em seguida vimos os conceitos da transmissão de dados nas redes,
como o sentido da transmissão, os meios de transmissão e a sin-
cronização. Estudamos também as camadas de rede, conhecemos o
modelo OSI com suas sete camadas e o modelo TCP/IP, mais utilizado
e com suas cinco camadas.

Vimos também um conceito importante sobre encapsulamento, no


qual pudemos entender como as informações que saem de uma apli-
cação são enviadas para as camadas inferiores, que anexa suas infor-
mações de controle até chegar no meio de comunicação físico e em
seguida até o outro dispositivo receptor, que receberá a informação na
camada física e irá subindo pelas camadas, cada uma retirando suas
informações (o cabeçalho da camada) e enviando para a camada de
cima até chegar na camada de aplicação, que terá o dado originalmente
encapsulado no equipamento transmissor.

Referências
O’BRIEN, James A.; MARAKAS, George M. Administração de sistemas de infor-
mação. Porto Alegre: AMGH, 2013.

ROSS, Keith W., KUROSE, Jim. Redes de computadores e a internet: uma abor-
dagem top-down. São Paulo: Pearson, 2013.

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