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O alienista

Consulente com 26 anos, nasceu com uma deformação na válvula aorta que

terá de operar. Faz faculdade de informática mas alega que não consegue

terminar pois não consegue se concentrar. Diagnosticado com depressão há

cerca de três anos, faz tratamento com anti-depressivos e anti-psicóticos.

Tem dificuldade para dormir "... porque os pensamentos não me o deixam e

costumo ter muitos pesadelos."

Boa relação com a mãe mas o pai é meio ausente. Conheceu uma moça

ano passado com quem se relacionou intimamente durante um curto

período e depois disso sua situação piorou: "Após ela ter terminado esta

relação a minha depressão, concentração e vontade de viver piorou muito.

Todos os dias penso nela em quase toda a hora, pois ela não me sai da

cabeça e isso perturba a minha concentração."

A princípio não parece ser nada muito grave. A deformação no coração

é um estigma cármico, a depressão é resultado de um processo de obsessão

espiritual e um amor perdido faz parte da vida, pois é pelo sofrimento que a

maioria de nós aprende a respeitar o próximo. Todos os nossos atos geram

consequências e em algum momento, na mesma vida onde os cometemos

ou numa vida futura, teremos que arcar com essas consequências, como

veremos a seguir.
O alienista

O consulente estava desdobrado no astral vagando entre uma multidão

de espíritos que pareciam alienados, drogados e perturbados mentalmente.

Era uma grande quantidade de espíritos só que eles não enxergavam o

consulente, apenas sentiam sua presença e essa sensação despertava medo

em um uns e ódio em outros. O consulente entretanto os via e ficava

apavorado tentando sair desse local mas sem conseguir. Era como se ele

estivesse perdido em meio a uma grande multidão que caminha numa

direção e ele se visse obrigado a seguir o mesmo caminho, mesmo

querendo ir para outro lado.

Numa vida passada, no ano de 1831, em Paris, o consulente era um

jovem médico alienista (psiquiatra) fazendo experimentos com drogas

psicóticas. Não existia ética no meio médico-científico naquela época (será

que hoje já existe?) e ele usava os pacientes de um sanatório como cobaias

em sua pesquisas. Muitas das cobaias enlouqueceram e mataram outros

pacientes do sanatório. Foi visto uma cena daquela vida onde o consulente,

um jovem médico com óculos redondos, injetava uma droga na veia de um

paciente atado a uma maca por tiras de couro pelos punhos e tornozelos.

Bem, mas essa situação, dele estar no meio de um bando de espíritos

dementes sem poder sair, foi orquestrada por um outro espírito que quer se

vingar do consulente. A intenção é que ele enlouqueça e cometa suícidio.


O aborto

Numa vida passada o consulente fez uma mulher, que estava esperando

um filho dele, abortar. Ela não queria mas ele a obrigou. A mulher nunca se

recuperou desse aborto pois queria muito o filho e essa mágoa e tristeza

ela levou para o túmulo.

O destino dá muitas voltas e acaba provocando o reencontro de espíritos

que possuem ligações kármicas, mas quem antes provocou o sofrimento

agora o experimenta. A jovem a quem ele obrigou a abortar numa vida

passada agora cruza a existência dele por um breve período na encarnação

atual, apenas o suficiente para fazê-lo sofrer pela sua perda.

Mas isso não é tudo. O espírito que seria seu filho naquela existência e

ao qual ele negou o direito a vida, está agora no astral, desencarnado, e

deseja vingar-se de seu assassinato (aborto) e do sofrimento que o

consulente provocou naquela que seria sua mãe.

Ele encontrou o consulente encarnado e provocou seu desdobramento

junto aos espíritos que foram vítimas dele naquela vida como alienista

(psiquiatra) a fim de que ele enlouquecesse e tirasse a própria vida.

Apagamos a mente do tal espírito e ele foi levado por nossa equipe

espiritual. O sanatório ainda existia no astral, cheio de espíritos dementes,


uns já encarnados em desdobramento inconsciente, mas a maioria de

desencarnados. Todos foram resgatados e o local foi destruído.

A eutanásia

Em outra vida, mais recente, durante a Segunda Guerra Mundial, em

1941, o consulente novamente foi um médico e estando a Alemanha em

guerra, acabou sendo nazista e atuou na frente de batalha. Muito prático e

muito vaidoso, não queria perder seu precioso tempo tratando de soldados

feridos, pois almejava um cargo mais elevado e de maior prestígio.

Assim, o consulente levava os soldados feridos de seu próprio país aos

portões do Valhala, o Salão dos Mortos em batalha da mitologia nórdica,

através de injeções letais. Ele pensava: "É mais fácil usar esse

procedimento do que esperar um soldado se recuperar, não há tempo para

isso ou mesmo pessoas para cuidar de tantos soldados feridos! A eutanásia

é a melhor saída nesse momento E assim ele adiantou o desencarne de uma

grande quantidade de soldados feridos em batalha, informando às famílias

que a morte fora por outros motivos e não por conta da injeção letal que

lhes aplicou.

Como era nazista e médico estava ligado tbm a uma grande quantidade

de judeus mortos em campos de concentração, mais precisamente 8 valas

com uma quantidade enorme de corpos amontoados. Muitos deles nem


estavam mortos quando foram jogados nessas valas e morreram asfixiados

pelo peso dos corpos jogados por cima deles. Resgatamos os espíritos e

destruímos o os locais no astral, tanto o hospital de campanha quanto as

valas. A energia era tão fétida que nossa equipe espiritual utilizou um tipo

de lança-chamas para higineizar o local. O consulente estava dedobrado

nessa frequência, ainda bancando o deus da morte, e teve sua mente

apagada e a frequência fechada.

A ordem das bruxas

Em outra existência o consulente foi um bruxo e fundou uma ordem de

bruxos e conseguiu arrebanhar um bocado de bruxas para a tal ordem,

fazendo elas trabalharem para ele. Assim, toda energia que elas retiravam

das pessoas para as quais elas faziam feitiços, poções, etc., ele acaba

recebendo delas.

Como ele já estava muito velho e sabia que logo morreria, ele usou essa

energia para construir um castelo no astral para ele morar após sua morte

aqui no físico. No calabouço desse castelo ele aprisionou as pessoas das

quais recebeu a energia, tanto os clientes das bruxas como elas próprias.

Muitos espíritos estavam presos ainda nesse castelo, alguns já reencarnados

inclusive.
Nessa parte do atendimento o consulente apareceu desdobrado em nossa

reunião e disse que já estava bom o que tínhamos feito por ele e que não

precisávamos mais verificar nada e que já tinhamos feito mais do que ele

havia pedido. Interessante que ele apareceu desdobrado com a aparência

que tem agora, mas foi visto que ele estava ali tbm na frequência de bruxo.

Apagamos a mente dele em ambas as frequências, resgatamos os

espíritos aprisionados no tal castelo e o destruímos. O bruxo armazenava a

energia num pingente de cristal que usava no pescoço e assim que

destruímos esse amuleto ele perdeu as forças e não deu trabalho.

O feiticeiro

Por último, mas não menos trevoso, o consulente estava desdobrado em

outra frequência relativa à uma vida antiga onde ele era feiticeiro numa

tribo primitiva. Nessa tribo eles cultuavam uma divindade a quem

ofereciam sacrifícios humanos e o consulente, pra demonstrar que era

"forte", sacrificou o próprio filho.

Para própria infelicidade futura do consulente, esse filho que ele

sacrificou naquela existência era o mesmo espírito que várias vidas mais

tarde seria seu flho novamente mas que ele obrigou a mãe da criança a

abortar. E para piorar a mulher tbm era a mesma, essa por qual ele se

apaixonou na vida atual mas que rompeu o relacionamento com ele.


O consulente foi feiticeiro por muito tempo naquela vida e sacrificou

muitas pessoas para a tal divindade. Ocorre que alguns anos após ter

sacrifricado o próprio filho, a tal divindade, que na realidade era um

demônio, incorporou no próprio feiticeiro e dizimou a tribo inteira, matou a

todos, inclusive de algumas pessoas abriu o peito e comeu o coração.

Quando o feiticeiro deu por si e percebeu o que tinha ocorrido, ficou em

estado de choque por um tempo e logo depois, atormentado tanto pela

culpa quanto pelos espíritos dos mortos, matou-se.

O tal demônio a quem eles cultuavam como divindade ainda estava no

astral vivendo às custas da energia das pessoas mortas e tbm pela ligação

que ainda tinha com o consulente. Era bem exótico esse demônio, o corpo

parecia uma chama vermelha e amarelada e tinha chifres e rabo. Mas os

nativos da tal tribo não tionham a mínima idéia de como ele era pois o que

servia de simbolo para eles era uma pedra, uma rocha. Provavelmente era

uma tribo situada em alguma ilhota no Círculo de Fogo do Pacífico.

O demônio foi preso, as vítimas resgatadas e o consulente teve essa

frequência fechada.

Conclusão

Não precisa ser expert em reencarnação para perceber a evidente relação

entre os problemas do consulente e suas ações em vidas passadas. O


problema no coração está relacionado ao ato desatinado dele ter comido

corações quando era feiticeiro. Em que pese que estava incorporado pelo

tal demônio, o fato aconteceu pq os dois tinham sintonia vibratória, sem

falar das pessoas que ele sacrificou, inclusive o próprio filho. Não vamos

entrar no mérito da cultura e costumes da tal tribo na época pq a Lei do

Karma leva tudo isso em consideração, mas o fato é que se gerou karma

para ele é pq ele fez com um certo grau de consciência e por um motivo

egoísta.

O desencontro na vida atual com a tal moça é evidente, já nessa vida

antiga ele matou o próprio filho, do qual ela era a mãe. Séculos mais tarde

tendo novamente a chance de reparar o erro, obriga ela a cometer aborto.

Os problemas de concentração tbm estavam ligados a ações dele no

passado, que usava pessoas internadas num sanatório para pesquisar sobre

drogas psicóticas e agora vagava no meio delas, sentindo o que eles

sentiam. Se demorasse mais tempo ele provavelmente iria se matar, como

queria o espírito que orquestrou essa vigança, o mesmo que ele sacrificou

numa vida e que fez ser abortado em outra.

Que melhoras o consulente pode obter de imediato? Com a retirada dos

espíritos ligados a ele de várias existência e o fechamento das frequências

onde ele ainda fazia o mal para outros espíritos no astral, a carga energética

mento-emocional sobre ele se reduziu drasticamente, o que deve provocar

uma sensação de alívio, permitindo que ele se concentre em suas atividades


normais e durma tranquilamente, sem pesadelos, pelo menos por um

tempo.

Como vivemos todos aqui em função das relações cármicas e pelo

passado de trevas do consulente, ele pode vir a abrir outras frequências de

outras vidas passadas e atrair para si seres com os quais se aliou em outros

tempos. Como e se isso vai acontecer não temos como saber mas sabemos

que se o consulente realmente desejar nessa existência ser uma boa pessoa

e agir com ética e respeito com os outros seres, pode até levar uma vida

normal e produtiva, só depende dele.

Gelson Celistre

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