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Gramática Português (Semântica)

Semântica:
É um ramo da linguística que se refere aos significados das sentenças.
Esta área subdivide-se em em vários tipos, como semântica textual,
formal, lexical, discursiva, cognitiva, etc. Todas possuem o mesmo objeto
de estudo: o significado.
Sabemos então que as palavras possuem significados, dependendo do
contexto de seus usos. A semântica, então, investiga o significado
dessas palavras. Esses estudos ainda podem estar subdivididos em:
• Semântica teórica: a semântica teórica se volta para o conceito de
significado, estudando-o.
• Semântica histórica: já nesta vertente, seu estudo analisa os
significados diacronicamente, ou seja, ela relaciona o significado a
partir de determinados períodos históricos.
• Semântica descritiva: analisando o significado sincronicamente, ou
seja, o estudo de significados referentes à atualidade.
• Semântica comparativa: neste estudo, o que se faz é relacionar os
significados.

Qual a diferença entre significado e sentido?


Podemos dizer que o significado expressa com clareza o que algo quer
dizer ou representar.
O sentido pode estar relacionado a atenção, ou sensações de origem
interna ou externa.
Existem dois tipos principais de linguagem: a linguagem verbal e
a linguagem não verbal.
A linguagem é o código usado para estabelecer comunicação. É um
sistema de signos e símbolos usados para transmitir pensamentos,
ideias, opiniões, informações, sentimentos, desejos, …
É muito importante que esse código seja entendido por todos os
intervenientes no processo comunicativo, podendo ser composto por
palavras, gestos, sons, imagens, sinais, …
Diferença entre linguagem verbal e linguagem não verbal
A linguagem verbal utiliza palavras para estabelecer a comunicação, que
são utilizadas tanto na escrita como na oralidade.
A linguagem não verbal não utiliza palavras para estabelecer a
comunicação, recorrendo a outras formas de comunicação, como gestos,
sinais, símbolos, cores, luzes, …

Língua falada e língua escrita


Não devemos confundir língua com escrita, pois são dois meios de
comunicação distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma
língua. A língua falada é mais espontânea, abrange a comunicação
linguística em toda sua totalidade. Além disso, é acompanhada pelo tom
de voz, algumas vezes por mímicas, incluindo-se fisionomias. A língua
escrita não é apenas a representação da língua falada, mas sim um
sistema mais disciplinado e rígido, uma vez que não conta com o jogo
fisionômico, as mímicas e o tom de voz do falante.
No Brasil, por exemplo, todos falam a língua portuguesa, mas existem
usos diferentes da língua devido a diversos fatores. Dentre eles,
destacam-se:
Fatores regionais: é possível notar a diferença do português falado por
um habitante da região nordeste e outro da região sudeste do Brasil.
Dentro de uma mesma região, também há variações no uso da língua. No
estado do Rio Grande do Sul, por exemplo, há diferenças entre a língua
utilizada por um cidadão que vive na capital e aquela utilizada por um
cidadão do interior do estado.
Fatores culturais: o grau de escolarização e a formação cultural de um
indivíduo também são fatores que colaboram para os diferentes usos da
língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de uma maneira diferente
da pessoa que não teve acesso à escola.
Fatores contextuais: nosso modo de falar varia de acordo com a situação
em que nos encontramos: quando conversamos com nossos amigos, não
usamos os termos que usaríamos se estivéssemos discursando em uma
solenidade de formatura.
Fatores profissionais: o exercício de algumas atividades requer o domínio
de certas formas de língua chamadas línguas técnicas. Abundantes em
termos específicos, essas formas têm uso praticamente restrito ao
intercâmbio técnico de engenheiros, químicos, profissionais da área de
direito e da informática, biólogos, médicos, linguistas e outros
especialistas.
Fatores naturais: o uso da língua pelos falantes sofre influência de fatores
naturais, como idade e sexo. Uma criança não utiliza a língua da mesma
maneira que um adulto, daí falar-se em linguagem infantil e linguagem
adulta.
Significação das Palavras:
Sinonímia e Antonímia:
Os sinônimos designam as palavras que possuem significados
semelhantes, por exemplo:
• andar e caminhar
• usar e utilizar
• fraco e frágil
Do grego, a palavra sinônimo significa “semelhante nome” sendo
classificados de acordo com a semelhança que compartilham com o
outro termo.
Os sinônimos perfeitos possuem significados idênticos (após e depois;
léxico e vocabulário). Já os sinônimos imperfeitos possuem significados
parecidos (gordo e obeso; córrego e riacho).
Os antônimos designam as palavras que possuem significados
contrários, por exemplo:
• claro e escuro
• triste e feliz
• bom e mau
Do grego, a palavra “antônimo” significa “nome oposto, contrário”.

Paronímia e Homonímia:
Homônimos são palavras que ora possuem a mesma pronúncia, (palavras
homófonas), ora possuem a mesma grafia (palavras homógrafas),
entretanto, possuem significados diferentes.
São chamados de "homônimos perfeitos", as palavras que possuem a
mesma grafia e a mesma sonoridade na pronúncia, por exemplo:
• O pelo do cachorro é curto.
• Pelo caminho da vida.
• Tenho que chegar cedo.
• Cedo meu lugar aos idosos.
Parônimos são aquelas palavras que possuem significados diferentes,
porém se assemelham na pronúncia e na escrita, por exemplo:
• soar (produzir som) e suar (transpirar);
• acento (sinal gráfico) e assento (local para sentar);
• acender (dar luz) e ascender (subir).

Polissemia:
A polissemia representa a multiplicidade de significados de uma palavra.
Com o decorrer do tempo, determinado termo adquiriu um novo
significado, entretanto, ainda se relaciona com o original, por exemplo:
• A menina quebrou a perna no acidente.
• A perna da cadeira é marrom.
• Que letra ilegível!
• A letra dessa canção é muito bonita.

Conotação e Denotação:
A conotação designa o sentido virtual, figurado e subjetivo da palavra,
alargando o seu campo semântico. Assim, depende do contexto.
Na maioria das vezes, a conotação é utilizada nos textos poéticos com o
intuito de produzir sensações no leitor.
A denotação designa o sentido real, literal e objetivo da palavra. Ela
explora uma linguagem mais informativa, em detrimento de uma
linguagem mais poética (conotativa).
É muito utilizada nos trabalhos acadêmicos, jornais, manuais de
instruções, dentre outros.
Exemplos:
• Ele foi um cara de pau! (sentido conotativo)
• Não foi aquele cara que te pediu informação ontem? (sentido
denotativo)
• Agiu como um porco. (sentido conotativo)
• No sítio do meu avô há um porco. (sentido denotativo)
Ambiguidade:
Quando há ambiguidade em um enunciado, isto é, quando um enunciado
é ambíguo, significa que ele pode ser interpretado de mais de uma
maneira. Isso costuma acontecer devido à estrutura do enunciado,
podendo ser um efeito de estilo (para gerar humor ou por licença poética)
ou, ainda, um problema no enunciado, que gera ruídos na comunicação.
Vejamos um exemplo:
Desisti de sair com você porque vi que estava cansado.
Quem estava cansado? Quem desistiu de sair ou quem ia ser chamado
para sair? Essa é uma dúvida gerada pela ambiguidade no enunciado.

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