Você está na página 1de 26

I- TRIMESTRE

Apontamentos de Filosofia para a 11 Classe

24/03/20

Tema-1
Divisão da Filosofia
Desde sempre se questionou com muita seriedade a verdadeira origem do
pensamento filosófico; muitos estudiosos afirmam que, naturalmente; todas as
sociedades tiveram os seus filósofos, cujas filosofias reflectiam as suas culturas
individuais.
A filosofia encontra – se dividida em duas partes: filosofia oriental e filosofia
ocidental.
1) Filosofia oriental: é todo pensamento filosófico nascente das culturas
hinduístas e budistas , do confucionismo e do taoísmo, mais propriamente nos
territórios da Índia e da China. Este tipo de Filosofia tem um pendor tipicamente
religioso.
A Filosofia oriental esta dividida por :
➢ Filosofia Hindu (Índia);
➢ Filosofia Chinesa;
➢ Filosofia Egípcia.

Filosofia Hindu
A filosofia Hindu é uma filosofia originaria da Índia e encontra –se nos vedas; ela
nasce da necessidade de dar uma explicação do real – o universo – o qual é composto
por uma única substância.
A filosofia Hindu também tem o seu perfil tal como as demais filosofia; é
proveniente de uma escola, ou seja, de uma doutrina denominada budismo, que se
fundamenta nas quatro verdades que assim o sentido da vida, nomeadamente:
1) A essência do mundo é o sofrimento;

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
2) A origem do sofrimento é o desejo, o apego as próprias necessidades, as próprias
ideias, ao que se julga ser a vida.
3) A libertação do sofrimento é possível mediante o domínio dos desejos, dos
apegos, até a obtenção de sua extinção;
4) Esta distinção dos desejos e do sofrimento é o que se chama nirvana.

Assim, a filosofia Hindu tem por objetivo, a libertação da alma que consiste em
alcançar o próprio “EU” verdadeiro em Brahm.
Esta realidade fundamental da filosofia Hindu recebe o nome de Brahmana.
O Brahmana é o feixe de energia que surgiu em determinado momento do nirvana.

Filosofia Chinesa
A Filosofia Chinesa tem as suas bases fundamentais na vida agrícola. O
agricultor é um bom observador da natureza, das estações do ano, do movimento dos
astros, das posições do sol e das surpresas que este poderá causar às plantas.
Na filosofia chinesa existem duas doutrinas filosóficas:
▪ Confucionismo: é uma corrente que se fundamenta na mora, politica,
pedagogia e religião, é conhecido como ensinamento dos sábios.
▪ Taoísmo: é também uma corrente filosófica chinesa.

A filosofia oriental apresenta as seguintes características:


✓ Pensamento religioso;
✓ Pensamento abstrato;
✓ Pensamento transcendental.
Portanto, a filosofia oriental, orientava - se na crença e busca de um principio
divino, único autor de toda a obra natural.

2- Filosofia ocidental: é uma filosofia puramente racional; busca uma investigação


constante das causas últimas de todas as coisas.
Por isso, a filosofia maioritariamente estudada é a ocidental, aquela que surge no
século VI a.C. Por intermédio de Tales de Mileto.
Desta maneira, a filosofia torna - se a primeira ciência racional criada pelo
homem para facilitar a compreensão do mundo.
Assim, a filosofia ocidental, esta dividida em:
➢ Filosofia grega;
➢ Filosofa patrística (Medieval);
➢ Filosofia Moderna;
2

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
➢ Filosofia Contemporânea.
Obs: não confundir com o tema asseguir , uma coisa é a filosofia ocidental e
outra coisa é a filosofia grega.

T.P.C ( Trabalho para casa)

1- Qual é a diferença existente entre a filosofia oriental e a ocidental


2- Desenvolve as correntes filosóficas do confucionismo e do Taoismo.

26/03/20

Tema-2
Divisão da Filosofia Grega
A filosofia grega esta dividida em:
1) Filosofia pré- Socrática ( 620- 470 a.C)
- Fala da Filosofia da natureza dos milesios, a escola pitagórica, os Eleatas e
os atomistas. Os sofistas encerram este período.
2) Filosofia Clássica ( 470- 32 a.C)
Esta filosofia tem como centro Atenas e foi representada por Sócrates, Platão e
Aristóteles.
3) Filosofia Helenística:
Este movimento surge com a expansão dos territórios com Alexandre o Grande
até o estabelecimento do império romano. Para além de correntes como o
cepticismo e o ecletismo destacaram - se outras doutrinas que são: a estoica e a
epicurista com características centradas na ética.
✓ O estoicismo, é um movimento filosófico fundado no século IV a.C, com
uma doutrina fundamentada na moral, na obstante debruçar – se sobre o
conhecimento humano e sobre a estrutura do cosmos. A Escola estoica
teve como fundador Zenão de Eleia.
✓ O epicurismo, é um movimento filosófico fundado por épicuro de samos
por volta do ano 260 a.C Esta doutrina opõe - se a anterior, pois é
essencialmente materialista.

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
✓ O cepticismo: é uma corrente filosófica fundada por Pirron de Elis,
entre 360 e 270 a.C. A sua doutrina consiste em saber se é possível o
conhecimento da verdade através da investigação e da procura.
✓ O eclectismo: entende – se como toda a atividade filosófica para a qual a
investigação da verdade não se esgota apenas numa procura sistemática;
dedica - se por isso, a coordenar e harmonizar entre si elementos de
verdade escolhidos em diversos sistemas. Em substancia, Cicero adere ao
estoicismo e ao platonismo e rejeita o epicurismo.

T.P.C ( Trabalho para casa)

1- Fala da vida e obra de Tales de Mileto e Anaximandro de Mileto.


2- Estabeleça a diferença existente entre estoicismo e eclectismo.

02/04/20

Tema-3
Atitude Filosófica/ atitude natural
Atitude Filosófica, é a saída da ignorância a procura do conhecimento.
Atitude filosófica decorre do quotidiano. Não é fácil caracteriza-la, dada a enorme
diversidade de aspectos que pode assumir.
Características da atitude filosófica
❖ O espanto;
❖ A dúvida;
❖ O rigor;
❖ A insatisfação;
❖ A pergunta;
❖ Admiração.

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
O espanto

Aristóteles afirmava que a filosofia tinha a sua origem no espanto, na estranheza


e perplexidade que os homens sentem, diante dos enigmas do universo e da vida. É o
espanto que os leva a formular perguntas e os conduz à procura das respectivas
soluções. O espanto torna o evidente em algo incompreensível, o vulgar em
extraordinário.

Dúvida

Todo aquele que investiga deve duvidar das suas hipóteses, das suas respostas;
pois sendo a dúvida uma reserva mental sobre um resultado obtido, pode também ser
um meio para obtenção de uma verdade ou um conhecimento certo incontestável.
Ao filosofo exige - se que duvide de tudo aquilo que não é assumido como uma
verdade adquirida. Ao duvidar, este distancia – se das coisas, quebrando desta forma a
sua relação de familiaridade com as mesmas.
Se nunca duvidarmos de nada nunca saberemos o fundamento daquilo em que
acreditamos.

O rigor

O questionamento radical que anima o verdadeiro filosofo, não é mais do que


um acto preparatório, para fundar um novo saber sobre bases mais solidas.
A critica filosófica é por isso radical, não admite compromissos com
ambiguidades, as ideias contraditórias, os termos imprecisos.

Insatisfação

A filosofia revela - se uma desilusão para quem quiser encontrar nela respostas
imediatas para as suas inquietações. O que o aprendiz encontra na filosofia são
perguntas, problemas e incitamentos para que não confie em nenhuma autoridade
exterior à sua razão, para que duvide das aparências e do senso comum.

Pergunta

A pergunta é uma interrogação aberta para aquisição do conhecimento sobre


aquilo que uma coisa pode ser. Aqui esta o inicio da ciência, na medida em que
qualquer ciência deve constituir-se num conjunto de perguntas capazes de fornecer
respostas correctas no estudo de um fenômeno.

Admiração

O homem visa buscar o conhecimento, a verdade. Por isso, a pesquisa e a


investigação cientifica assentam nestas atitudes, porque o conhecimento ou a verdade
não resulta da resposta para a pergunta, mas sim da pergunta para obter uma resposta.

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
Atitude natural: é aquela que se centra na resolução de problemas práticos, que
se guia pelo senso comum, tendo em vista resolver certas necessidades imediatas ou
interesses concretos.

T.P.C ( Trabalho para casa)

Pedro anuncia a Tomé: “ Vimos o Senhor! Ele está entre nós”; Tomé
respondeu: “ Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, Se não meter o
dedo no lugar dos cravos e não meter a mão no seu lado, não acreditarei” ( S.
Joao, capitulo 20, 24 – 29)

1- Identifica e retira do seguinte texto as características da atitude


filosófica.
2- Estabeleça a diferença existente entre atitude filosófica e atitude
natural

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
08/04/20

Tema - 4
Periodização da Filosofia Grega

Sistematização da periodização da Filosofia

Período Objecto de estudo Expoentes


- Os milésios ( Tales de
Mileto, Anaximandro de
1) Cosmológico - Origem da natureza Mileto, Anaxímenes);
Pitágoras de Samos,
Parmênides de Eleia;
Empédocles de Agrigento,
Heráclito de Éfeso,
Demócrito de Abdera,
Anaxágoras.
2) Antropológico - O homem - Sócrates e os Sofistas.
3) Ontológico - O ser - Platão e Aristóteles.
4) Helenístico/ Romano - A conduta Humana - Epicuro de Samos,
Pirron de Elis, Zenão de
Eleia; Marco Aurélio, etc.

1- Período cosmológico
A filosofia estuda esse principio com muita sagacidade e vigor , o de qual
julgavam ser a origem de todas as coisas do universo. “A terra, a água, o ar,
o fogo, o número, o indeterminado “ vão predominar nas suas explicações .
Neste período, o homem era considerado um “microcosmo”, parte mínima e
integrante do Universo e, por isso, não podia ser estudado em particular,
mas em comum com os demais seres do mundo, porque ambos obedecem
as mesmas leis físicas.

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
2- Período antropológico
Neste período entende - se que o homem é uma realidade portadora de uma
ordem natural e uma ordem social; por isso, deve ser estudado à parte,
para ser compreendido nas suas perfeiçoes naturais e sociais- é um ser que
nasce e obedece, como os outros seres, às mesmas leis da Natureza, e cuja
realização e perfeição se mede no grupo e nas suas imperfeiçoes naturais ou
sociais. Porém, a moral também vai dominar as atenções dos gregos neste
período, já que o homem tem esta dupla caracterização. ( ser humano e ser
espiritual).

3- Período sistemático
Dirigido por Platão e Aristóteles, faz - se a divisão das ciências, a partir da
divisão das obras de Aristóteles; por um lado, as físicas e, por outro, as
metafisicas (as que estudam as coisas não concretas, para além da física) ou
simplesmente, em teóricas.
Portanto, a partir de Aristóteles, as ciências já estavam direcionadas, mas
ainda em dependência directa da filosofia.

4- Período helenístico
Este período notabilizou – se pela revitalização dos filósofos clássicos da
Grécia, fundamentalmente Leucipo, Demócrito, Platão e Aristóteles,
quando os gregos são invadidos pelos romano, durante a vigência de
Alexandre Magno, o Grande. É neste momento que os gregos refugiados e
fixados em Roma se sentem homens de ciência e de uma cultura superior à
de outros povos.

T.P.C ( Trabalho para casa)

1- Desenvolve os períodos da Filosofia grega.

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
09/ 04/20
Tema : 5
Relação da Filosofia com outras ciências.

Historicamente falando a Filosofia é considerada a mãe de todas as ciências ou


saberes.
A pluralidade de ciências que em conjunto, harmonizam o conhecimento
cientifico torna imprescindível o relacionamento de umas com as outras.
O surgimento da Filosofia, como ciência primeira, que no decurso do seu
progresso foi gerando outras dentro de si.
Muito provavelmente a partir do século XVII, se observa o inicio acentuado do
processo de autonomização de muitas ciências empíricas e não empíricas.
A relação da Filosofia e as ciências aclara – se nos seguintes elementos: - O
conhecimento, porque todo tipo de conhecimento tem que ter o foco de investigação; a
verdade, a ciência não é mitológica, tão pouco tem um caráter fabuloso, busca a
verdade só pela verdade, desmembrando- se dos princípios mitológicos; atitude
filosófica, porque permite sair da ignorância a busca de um conhecimento fiável;
utilidade das coisas; todo tipo de ciência tem a sua utilidade para o beneficio da sua
essência; determinação dos princípios que regem um certo fenômeno; os objetos de
estudo das ciências autônomas já investigados pela Filosofia; o seu método de
estudo, toda e qualquer ciência tem que ter o seu método de estudo, porque indicam
caminhos, procedimentos para alcançar um determinado fim.
E desta forma, podemos dizer que a Filosofia relaciona - se com Antropologia,
Sociologia, História, Medicina, Direito, Biologia, Genética e um numero
indeterminado de ciências sociais e humanas.
T.P.C ( Trabalho para Casa)

1- Apresenta a relação da Filosofia com a História e Medicina.


2- Quais são os elementos que indicam a relação da Filosofia com outras
ciências?

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
13/04/ 20
Tema: 6
Natureza das questões Filosóficas.

A Filosofia nasce com o homem consciente, primeiro, pela maneira


como o homem contemplava de forma reflexiva os fenômenos que
ocorriam na natureza e segundo a maneira como o homem, com toda a
sapiência investigava a razão da sua existência .
As questões filosóficas são sempre as mais universais e abrangentes,
pois a Filosofia ocupa-se de tudo, tornando assim impossível delimitar o campo de
estudo ou de lhe atribuir um método especifico.
Todavia, os filósofos não desistem, eles procuram sempre outros contextos que
melhor se adequam à sua pratica.
Portanto, a natureza das questões filosóficas, consistem em perguntar-se:
➢ O que?
➢ Como?
➢ Porque?
➢ Para que?
➢ Quem?
➢ Para onde?
Por exemplo, das proposições “quem, para onde” formamos as seguintes
premissas.
▪ Quem sou eu ?
▪ para onde vou?
Por isso, a Filosofia é tida como a ciência dos porquês.
T.P.C ( Trabalho para Casa)

1- Formula algumas premissas usando a natureza das questões filosófica.


2- Em que consiste a natureza das questões filosófica?

10

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
II- TRIMESTRE

15/05/20
Tema : 1
Contexto Histórico do Período Antropológico.

Convém referir-se que desde meados do século V a.C, até finais do século IV a.C,
Atenas se tornou o centro da cultura grega, devido à vitória dos gregos contra a
civilização persa e outras conquistas terem enchido de fama o império.
Na Grécia vivia - se uma estratificação social (diferença de camadas sociais):
• Cidadãos
• Metecos ou estrangeiro
• Escravos.
Como consequência, a politica precisa de florescer para conciliar os cidadãos, os
metecos ou estrangeiros e os escravos.
Com o Filosofo Péricles, prospera a democracia. Mas mantinha-se uma questão
ainda: Quem devia participar na tomada de decisões da cidade? Claro que este
poder não era extensivo a todos os gregos, era o caso dos escravos, a quem não era
reconhecido o estatuto de cidadão. Por isso, era preciso educar os homens para a
democracia, numa altura em que os sofistas já exerciam o seu professorado na antiga
Grécia (Atenas). É neste contexto que o homem se torna o centro da pesquisa grega em
todas as suas vertentes.
É no estudo do homem que Sócrates e os Sofistas se cruzam (convergem). E
divergem no sentido de compreender o próprio homem. Sócrates ensinava a verdade,
mostrando ao homem o sentido de auto- conhecimento, conhecer a verdade com as suas
próprias mãos, isto é, usando a razão; enquanto os Sofistas usavam a persuasão, toma –
lá, da- cá, ensinavam em beneficio de algo, eram imediatos...
Assim, podemos caracterizar os 7 sábios da Grécia antiga:
▪ Tales de Mileto;
▪ Mison;
▪ Solon;
▪ Bias;
▪ Pitacos;

11

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
▪ Cleóbulo;
▪ Quilon.

T.P.C ( Trabalho para Casa)


1- Em que convergem e divergem Sócrates e os Sofistas?
2- Como era encarada a estratificação social na antiga Grécia?
3- Quem devia participar na tomada de decisões da cidade? Justifica.
4- Apresenta os 7 sábios da Grécia.

17/05/20

Tema : 2
Os Sofistas

Com os Sofistas marca - se o inicio da Filosofia social.


A palavra sofista deriva da palavra grega Sophos, que significa sábio, adjectivo
criado para designar aqueles que se dedicavam a atividade de investigação, de pesquisa.
O termo sophistes (sofista), foi originalmente utilizado por Homero, para
descrever alguém habilidoso em uma determinada atividade.
Com o tempo a palavra passou a designar sabedoria nos assuntos tipicamente
humanos, em oposição aos assuntos da natureza, até chegar a designar um tipo
especifico de profissional, o sofista.
Sofista foram um tipo especifico de professor na Grécia Antiga e no império
romano.
Conforme nos reporta Platão, a profissão de sofista foi criada por Protágoras de
Abdera, discípulo de Demócrito.
O foco de seus ensinamentos era pratico, direcionado a estratégias de
argumentação e oratória, para que os estudantes atingissem a ápice da excelência em
suas atividades.
O objetivo dos sofistas seria, pela visão de filósofos como Aristóteles, apenas o
de vencer o debate, sem preocupar-se com a busca pela verdade. Por esta razão, a
12

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
expressão “Sofista” existe hoje para identificar uma argumentação rebuscada, porem
sem fundamentação solida.
Embora os sofistas não sejam considerados filósofos pela tradição, sua
importância se da na medida em que estão entre os primeiros a desafiar a ideia de que a
sabedoria seria recebida dos deuses, baseando-se na hipótese de que, assim como nas
atividades físicas, a pratica da virtude, por meio da retórica e da oratória, poderia
melhorar os estudantes, tornando - os mais sábios e virtuosos.
Esses mestres, Sofistas e Sócrates, procuram pedagogicamente não partir de uma
simples teorização do homem, mas ir ao seu encontro, dialogar com ele, mostrar – lhe o
que sabe e não sabe, educa - lo e ensina - lo a pensar correctamente, através do
conhecimento cientifico, da Filosofia, a única que na altura desempenhava todas as
funções de ciência.
As divergências entre Sofista e Sócrates resultam fundamentalmente das
categorias e fontes do conhecimento. Pois, para os sofistas, a ciência não é possível, isto
porque não se alcança conhecimento nenhum sobre aquilo que as coisas são, devido a
existência de uma incapacidade as fontes do conhecimento humano em apreenderem um
conhecimento verdadeiro no movimento constante das coisas.
Com a evolução da politica e da democracia, era necessário preparar o homem
para uma atitude de cidadania. Por isso, os sofistas ensinavam a retorica, a gramatica,
etc. Com a retorica procura – se ensinar ao jovem a audácia de tornar os argumentos
fracos em fortes.
Com Sócrates, desenvolve - se a moral, para um homem ideal na cidade, sua
unidade, no relacionamento com os outros homens, etc.
Portanto, enquanto os Sofistas desacreditam, e relativizam o homem, suas
faculdades e o conhecimento, Sócrates acredita no homem e nas suas faculdades e diz
mesmo que é possível alcançar o conhecimento, a verdade, desde que seja através da
investigação.
Por isso, Sócrates morre para libertar a Filosofia e o espirito cientifico.
Os principais Sofistas
➢ Protágoras de Abdera
➢ Górgias de Leôncio
➢ Pródico
13

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
➢ Hípias
➢ Trasimaco
➢ Antifonte
➢ Crátilo
➢ Xenofanes.
Protágoras de Abdera, nasceu em 480 em Abdera e morreu em 411
a. C. É considerado como o pai dos sofistas e o principal mentor da
democracia na Grécia antiga; dizia que “o homem é a medida de todas as
coisas”
T.P.C ( Trabalho para Casa)
1- o que significa a palavra sofista?
2- Qual era o objetivo dos sofistas?
3-Apresenta os principais sofistas e fala da vida e obra de cada um deles.
4-Quem é o pai dos sofistas e qual é a sua máxima?

20/05/20

Tema : 3
Período Sistemático e Ético
Chama-se período sistemático à fase da Filosofia grega em que se direcionam,
separadamente, as ciências, adequando – as aos seus objetos de estudos, bem como aos
seus princípios fundamentais.
No período sistemático harmonizam –se as ciências relacionadas com o período
da Filosofia da natureza e Filosofia social, surgidas no período antropológico.
Neste período destaca-se o problema do ser, descobrindo Aristóteles, as suas
capacidades: acto e potência, substância e acidente, matéria e forma.
Assim, a física é estudada com rigor por Aristóteles, para compreender as leis:
➢ O espaço e tempo;
➢ O finito e infinito;
➢ Movimento e a vida;

14

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
➢ As qualidades, etc.
Por outro lado, o Aristóteles, estudou também a Psicologia, a Ética, a Politica, a
Biologia e outras ciências afins.
Os grandes representantes do período sistemático foram Aristóteles e Platão. Mas
foi sobretudo com Aristóteles que se atingiu a maturidade da Filosofia grega; cujas
influencias advieram da metafisica.
A metafisica é a ciência do ser enquanto ser.

T.P.C (Trabalho para casa)

1- o que entendes por período sistemático?


2-Quais são os principais mentores do período sistemático?
3- Fala da vida e obra dos mentores do período sistemático.
4- Apresenta as capacidades desenvolvidas por Aristóteles sobre o
problema do ser no período sistemático.

23/05/ 20
Tema: 4
Natureza das questões Filosóficas.

A Filosofia nasce com o homem consciente, primeiro, pela maneira


como o homem contemplava de forma reflexiva os fenômenos que
ocorriam na natureza e segundo a maneira como o homem, com toda a
sapiência investigava a razão da sua existência .
As questões filosóficas são sempre as mais universais e abrangentes,
pois a Filosofia ocupa-se de tudo, tornando assim impossível delimitar o campo de
estudo ou de lhe atribuir um método especifico.
15

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
Todavia, os filósofos não desistem, eles procuram sempre outros contextos que
melhor se adequam à sua pratica.
Portanto, a natureza das questões filosóficas, consistem em perguntar-se:
➢ O que?
➢ Como?
➢ Porque?
➢ Para que?
➢ Quem?
➢ Para onde?
Por exemplo, das proposições “quem, para onde” formamos as seguintes
premissas.
▪ Quem sou eu ?
▪ para onde vou?
Por isso, a Filosofia é tida como a ciência dos porquês.

T.P.C ( Trabalho para Casa)

5- Formula algumas premissas usando a natureza das questões filosófica.


6- Em que consiste a natureza das questões filosófica?

08/ 06/ 20

Tema: 5
Os Pré - Socráticos

Os Pré - Socráticos são também chamados filósofos naturalistas ou jônicos.


Os Pré - Socráticos , convergem no estudo da natureza e divergem na forma de
compreender a própria natureza.
Assim, como Tales de Mileto, defendia que a origem de tudo é a água.
16

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
Anaximandro, defendia que a origem que move tudo quanto existe é o apeiron.
O Anaxímenes, defendia que a origem de tudo é o ar.
Essa foi a postura dos miletos ou seja esses filósofos eram chamados de Miletos,
porque nasceram numa região que se chama mileto, na Ásia menor, actual Turquia.
Por outra, temos também outros filósofos assim como: Pitágoras de Samos, que
defendia que a origem de tudo era o número.
Heráclito de Efeso, defendia que o principio de todas as coisas é o fogo, o
devir.
Parmênides de Eleia, defendia que “ o ser é e o não ser não é”.
Demócrito de Abdera, defendia que o átomo é o principio de todas as coisas,
ou seja, a realidade originária seria constituída por elementos mínimos indivisíveis (
átomos).

T.P.C ( Trabalho para Casa)

1- Em que convergem e divergem os pré-socráticos?

10/ 06/ 20
Tales de Mileto (624 – 546 a.C)

Tales de Mileto, foi o primeiro matemático grego, nascido por volta do ano 624
e falecido em 546 a.C, em Mileto cidade da Ásia Menor, descendente de uma família
oriunda da Fenicia ou Beocia. Considerado o fundador da Escola Jônica, foi um
astrônomo e um estudioso da água.

17

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
Para Tales a água foi tomada como principio de tudo porque tudo se resumia a
água, de uma forma ou de outra, pois a água se transforma em pedra e em ar.
Sempre que chove, do chão brotará uma planta, é evidente que seja a água numa
outra forma. Todas as coisas são ou se compõem de água, isto porque a água é
indispensável a vida. Tudo aponta que este pensamento surgiu, porque todas a vida
começa na água e que tudo se torna água quando se inicia a degradação.
A cosmologia de Tales pode ser resumida nas seguintes proposições: a terra
flutua sobre a água; a água é a causa material de todas as coisas.
Todas as coisas estão cheias de deuses. Tales observou primeiro a natureza de
varias coisas à sua volta.; depois de observa - las compreendeu que a água é a base de
tudo. Por isso, estabeleceu que a água é o principio do mundo e dos seus seres: ela
abunda em tudo, o próprio homem a nada resiste sem água, todos os alimentos são
húmidos, a água gera a vida das plantas, animais, etc. O próprio embrião do ser humano
só se desenvolve em condições húmidas, a terra flutua sobre a água e sem ela há seca e
tudo está sujeito ao desaparecimento.
É lógica a possível evolução das espécies a partir da água, tal e qual o sustenta o
Darwinismo. Mas é importante saber que, sobretudo para o ser humano, sem água não
há vida.

T.P.C ( Trabalho para Casa)

1- Faça uma abordagem sobre a cosmologia de Tales de Mileto.

18

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
12/ 06/20

Anaximandro de Mileto ( 610 - 547 a.C)

Anaximandro de Mileto, foi geografo, matemático, astrônomo e politico,


discípulo e sucessor de Tales, para ele o principio de todas as coisas é o apeiron (o
indefinido ou o ilimitado).
O apeiron seria a matéria em geral, o “ infinito” - algo que está para além do
universo físico, mas que é a fonte de tudo que existe. O indefinido é tudo aquilo a partir
do qual tudo é criado, é finito, tudo o que lhe é anterior ou posterior tem de ser infinito.
Anaximandro concebia a terra como um cilindro que não era apoiada por nada, mas
permanecia estacionaria devido ao facto de que estaria à mesma distância de todas as
outras coisas.
Para explicar as mudanças, Anaximandro admitiu que no seio do apeiron
houvesse tendências que se opõem continua e eternamente entre si. O seco opõem - se
ao húmido. O frio opõem - se ao quente.
Anaximandro foi o primeiro homem a fazer um mapa do mundo a ser conhecido
e deu a perceber que a terra estava suspensa no espaço sem qualquer apoio. Só que este
falava duma terra plana e não esférica.
O rigor racional da Filosofia de Anaximandro não faz entender que o criador ou
o principio que dá origem a todas as coisas se mantivesse dentro da criação e que fosse,
por isso, uma causa identificável num dos elementos do nosso Universo. Pois sendo
criador, superior a qualquer outro ser, se as suas crias são concretas, ele já não pode ser
concreto porque estaria a igualar - se e sujeitar - se às mesmas condições das suas crias.
Assim, a sua proposta é que o principio do qual tudo isto depende deve ser um “
indeterminado” algo que não se pode definir, ver e compreender, em razão do seu
próprio poderio e grau de superioridade em relação às crias. É claro, acrescenta que
“todas as coisas vieiram de um principio indefinido na sua extensão e compreensão
que está fora da natureza”.
T.P.C ( Trabalho para Casa)
1. O que é o apeiron para o Anaximandro de Mileto.
2. Quais são as características do Apeiron?

19

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
15/ 06/ 20
Anaxímenes de Mileto ( 582 - 528 a.C)

Anaxímenes defende que o ar é o principio de todas as coisas. O ar é o


substrato universal, a substância comum a tudo. Quer dizer que o ar é o principio do
qual provêm todas as coisas que estão a gerar - se, e que existem, e que hão - de existir
com o aumento da densidade, ou da rarefação. A água era o ar condessado, quando a
água é mais condessada torna - se terra , isto porque quando o gelo se expele para além
da água, encontramos partículas de areia.
Assim, pensava - se que o fogo era o ar rarefeito. Com esta explicação
Anaxímenes justificava que a terra, a água e o fogo tinham origem no ar. Anaxímenes
dedicou - se à meteorologia. Ele foi o primeiro a afirmar que a lua reflecte a luz
recebida do sol.
Com este filósofo, as filosofias da natureza voltam a comandar a pesquisa, mas
na mesma linha de influencia: a causa sobre a origem das coisas.
Explicando - se, diz que o ar origina e faz desaparecer as criaturas através de
dois processos opostos:
1. O primeiro é o processo da rarefação do ar, o qual aniquila tudo;
2. O segundo é o processo da sua condensação, do qual as coisas se
originam.
Explicando - se, diz que “tornando o ar raro, as zonas ficam muito quentes e
facilmente se verifica o aparecimento do fogo”.
Ao fogo nada resiste, ao contrário do processo de condensação, do qual surgem
as coisas, pois havendo muito ar, fica denso, pesado ou condensado, favorecendo o
surgimento das nuvens, estas as chuvas e , consequentemente, a água.
A partir da água, os seres desenvolvem - se, pois, quanto mais densa se torna, e
com mais tempo ainda, em pedras.
Também a condensação do ar gera o frio e a rarefação produz o calor. Com o
estudo constante do ar pelo homem é possível ver a sua utilidade para os voos, pneus,
etc.
T.P.C ( Trabalho para Casa)

20

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
1. Porque razão Anaxímenes dizia que o ar é a origem de tudo?
17/ 06/ 20
Tema:
Heráclito de Éfeso ( 530 - 470 a.C

Interessava - se pela mudança. Na verdade ele viu que nada no mundo se


mantinha igual. A mudança era permanente , dai a máxima de Heráclito “ tudo muda.
Não nos banhamos duas vezes nas águas do mesmo rio”, “ Somos e não somos”
O mundo, o homem, as coisas, tudo estão em constante transformação. “As
coisas são como um rio, não há nada permanente”. O vir - a - ser é um dado último e
não pode ser ulteriormente decomposto: nenhuma realidade, imóvel e idêntica a sí
mesma, escapa ao infatigável devir.
Para Heráclito o principio de todas as coisas é o fogo, o devir. O fogo possui
uma aparência estável e, contudo, muda tudo o que toca. Do fogo, mediante os
movimentos ascendentes e descendentes, procedem todas as coisas.
No movimento descendente, o fogo condensa - se e torna - se ar, água e terra.
No movimento ascendente, este elemento rarefaz e volta a ser fogo. O mundo é como
um fogo vivo.
Tudo se encontra em continua mutação. De nada se pode dizer que seja, que
permaneça.
Ele via o mundo como um estado constante de criação e de destruição.
Compreendeu que sem o inverno não pode haver primavera e sem o mal não haveria
termo de comparação com o bem.
Todavia, Heráclito também reconhece que o devir tem a sua causa e obedece a
uma lei. A sua causa só pode ser homogenia com ele. Por isso, Heráclito lhe dá como
principio o fogo o qual existindo pela consumação de outras coisas, é o tipo mais
apropriado do devir.
Os movimentos ascendentes e descendentes regulados por esta lei e que causa a
ordem e harmonia das coisas é conhecida como a razão universal, o logos.

21

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
Segundo Heráclito, o logos não é uma realidade transcendente nem uma
inteligência ordenadora existente fora do mundo, mas algo de imanente, uma lei
intrínseca, existente nas coisas é para Heráclito , o Deus único.
T.P.C ( Trabalho para Casa)
1. Em que consiste a dialética de Heraclito de Éfeso?
19/ 06/ 20
Tema:
Pitágoras de Samos ( 571 - 496 a.C)

A natureza quantitativa das coisas motiva a pesquisa filosófica em Pitágoras.


Sugere que a ordem das coisas extensas vem de um principio cujo nome é número.
Todas as coisas resultam do número, cuja regra fundamental para a sua origem é a
medida e a união dos números estabelecidos na medida.
Deste modo, Pitágoras quer que tenhamos a noção do modo como se procede
para a construção de uma obra em arquitectura.
Mesmo em desenho, o desenhador não é um automático criador de figuras; é sim
um bom matemático, que sabe estabelecer os números em cada limite ou posição,
através da medida que unindo os pontos ou os números colocados em cada extremo
formem as figuras.
Com o número calcula - se a medida de uma figura e, por isso, todo o ser está
sujeito à medida. Do número compreendem - se, portanto, as seguintes regras:
1. A medida ( deve medir - se tudo);
2. A união ( depois de se medir colocam - se os números em cada posição
e, em seguida, unir-se - ao todos para a formação de uma figura). Esta
união incide numa harmonia entre o impar e o par.
O número contempla um conjunto de propriedades geométricas:
➢ A largura;
➢ O comprimento;
➢ A altura;
➢ A profundidade; etc.
A monada era o principio de todas as coisas; dela procede a diada
indeterminada, que serve de substrato material à monada, que é a sua causa e dai
22

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
nascem os números, dos números nascem os pontos e destas nascem as linhas, das
quais procedem as figuras planas.
Das figuras planas nascem as figuras solidas e destes os corpos sensíveis, cujos
elementos são quatro: o fogo, a água, a terra e o ar. Estes elementos mudam - se e
transformam - se uns nos outros, originando - se deles um universo dotado de alma e
razão.
Os Pitagóricos concebiam o universo como uma harmonia divina cujo
fundamento era as relações matemáticas.
Os números são realidades espaciais, sendo identificados com os elementos
geométricos: assim, o número um era equivalente ao ponto; o número dois à linha;
o número três à superfície e o número quatro ao volume.
Escola: Pitagóricos, Naturalismo, Escola Itálica.

T.P.C ( Trabalho para Casa)


1- Quais são os argumentos que Pitágoras usou para mostrar que o número
é a base de tudo.
2. Como explicarias a teoria dos catetos opostos em Pitágoras?

22/06/20
Tema: 6

Parmênides de Eleia (530 – 460 a. C)


Depois do Pitagorismo, encontra - se pela primeira vez em
Parmênides a transcendência profunda da causa , pois a substância ou o
principio da natureza é metafisica: “ não é corpóreo nem o é como o
número , mas tão simplesmente substância, necessidade e permanência do
ser enquanto ser”.
A sua filosofia consiste na metafisica do ser enquanto ser.
Com Parmênides, marca - se o fim da investigação naturalista ou
cosmológica ou ainda física.
23

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
Os entes considerados como seres individualizados são, para
Parmênides uma ilusão captada pelos sentidos, pelo simples facto de todos
estarem unidos a um ser maior que é uno, imutável e indivisível - o ser
enquanto ser.
A união dos indivíduos no ser enquanto ser obedece a dois princípios
que excluem a contradição na metafisica do ser:
1. O primeiro consiste em confirmar que o ser é, e se é logo já
não pode assumir a categoria de não ser;
2. O segundo faz compreender que se o ser não é, então não é até
as ultimas consequências, pois não sendo, como poderá ele
assumir uma outra categoria de ser?
Pelo que para Parmênides é necessário que o ser seja ou não seja ,
mas não as duas realidades, porque seria uma autentica contradição. Pois é
perigoso ao pensamento capaz de captar na mesma realidade o seu ser e o
seu não ser: se está quieto, logo não está em movimento; se morreu, logo
não está em vida, etc.
O ser é só um. A multiplicidade é um estado próprio do engano
fornecido pelos órgãos dos sentidos. O único ser não se multiplica em
razão dos seus modos:
• O primeiro refere - se à sua criação, que segundo ele não tem
principio nem fim porque não foi criado; porque se tivesse
sido criado, levar - nos - ia a entender que existe algo diferente
dele, o não ser.
• O segundo é sobre a unidade; não se pode tentar dividir o ser
porque tal atitude levar - nos - ia a compreender que nele
existe um que é e o outro que não é;
• O terceiro diz referir - se à sua imutabilidade: “ não se pode
observar uma mudança no ser”, porque a lei da mudança
24

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
demonstra a passagem das coisas de um estado que são para
um outro que não são; logo, faz ver o pensamento, observaria
o ser e o não ser, o que leva a contradição.
Ora, se não foi criado nem é divisível e muito menos se muda, logo à
certeza ao quarto modo do ser, a sua durabilidade; o que não é
criado, não se divide e nem muda, dura sempre.
Portanto, Parmênides rejeita no ser o estado de mudança e
multiplicidade, uma das preocupações de Parmênides para o mundo
da ciência ou da pesquisa é prevenir as contradições na formulação
de hipóteses cientificas.
T.P.C ( Trabalho para Casa)
1- Faça uma abordagem sobre a metafisica de Parmênides de Eleia

24/06/20
Tema: 7
Demócrito de Abdera (460 – 370 a.C )
A natureza apurada como matéria organizada sugeriu uma inquietação a
Demócrito, levando - o a observar atentamente a real constituição da matéria viva. Ele
compreendeu da observação feita que a matéria é resultado da união de um número
infinito de partículas finíssimas, invisíveis e indivisíveis da matéria as quais designou
por átomos. Estas partículas de pequeno tamanho são eternas e realizam um
movimento caótico, desordenado, mas tomando duas direções fundamentais para a
constituição dos corpos.
❖ Qualquer corpo possui um centro de onde podem partir os átomos e
também ao qual se podem dirigir: a formação dos corpos deve - se ao
deslocamento e atração dessas partículas para o centro; os átomos, no seu
deslocamento, vão- se atraindo um ao outro e acumulando - se no centro.
O processo de acumulação ou de união dos átomos no centro gera os
corpos;

25

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)
❖ Enquanto as partículas que se dirigem para o exterior originam o
processo de destruição e desaparecimento dos corpos, posto que na
medida em que se vão separando, uma partícula da outra, também o
corpo se desfaz.

1- Apresenta a cosmologia de Demócrito de Abdera.

1 Uso exclusivo para Alunos do CEF.


26

“Me resta da vida o fim e da mocidade a recordação “


( Magnífico)

Você também pode gostar