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INDICE

Aula 1 – Hábitos de um bom Supervisor - Receber

Aula 2 – Hábitos de um bom Supervisor - Ouvir

Aula 3 – Hábitos de um bom Supervisor - Encorajar

Aula 4 – Paternidade e discipulado

Aula 5 – Hábitos de um bom Supervisor – Formar / Treinar

Aula 6 – Um supervisor eficaz

Aula 7 – Ampliando a visão

Aula 8 – Refinando a visão

Aula 9 – Diagnosticando problemas

Aula 10 – Encontre soluções

Aula 11 – Encontros de supervisão

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INTRODUÇÃO
Em países de fala inglesa as igrejas em células têm usado o termo “coach” para designar seus
supervisores. Esse termo é usado não só para técnicos de esportes, mas também para orientadores e
treinadores profissionais. Em ambos os casos o alvo é levar as pessoas sob sua responsabilidade ao
melhor desempenho possível garantindo ou tornando mais viável a vitória. A mesma ideia se aplica à
supervisão em uma igreja. O alvo de supervisores cristãos é mover as pessoas na direção de Jesus
Cristo. Paulo expressou seu alvo como um supervisor cristão: “Nós o proclamamos, advertindo e en-
sinando a cada um com toda sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Para
isso eu me esforço, lutando conforme a sua força, que atua poderosamente em mim”. O supervisor
cristão se esforça para levar as pessoas à conformidade com Jesus Cristo, sabendo que a última coroa
é aquela que durará para sempre (1 Co 9.25).

Supervisores de grupos pequenos ou células


As células ou grupos pequenos têm se tornado o foco de muitas igrejas ao redor do mundo. Elas são
estimulantes porque provêm um lugar onde as pessoas podem compartilhar sua vida umas com as ou-
tras, podem alcançar não-cristãos sem usar táticas evangelísticas que pressionem, e pessoas comuns
podem se tornar novos líderes. É natural que pastores e líderes de igrejas que aprendem sobre a visão
de células fiquem extremamente animados com as coisas que podem acontecer em suas igrejas. Essas
igrejas frequentemente começam criando grupos e focalizando em recrutar facilitadores. Uma vez que
líderes tiverem sido treinados, eles são liberados para liderar seus grupos. Mas a maioria das igrejas
que fazem isso encontram um problema: elas têm falta de supervisores qualificados. Sem uma super-
visão sólida, o ânimo inicial dos grupos pequenos desaparece. Líderes que estavam animados com
as células ficam esgotados, lamentando não ter se envolvido em um ministério menos exigente. Sem
supervisão, as células que eram saudáveis começam a morrer lenta e dolorosamente.

A Importância da supervisão?
1. A supervisão mantém a motivação do líder de célula fortalecida. A supervisão constante e bem de-
senvolvida pode manter um líder de célula inspirado e afiado.
2. A supervisão pode melhorar a habilidade de liderança do líder de célula. Pequenas diferenças na
estratégia (junto com pequenos erros) fazem a diferença entre ganhar e perder.
3. A supervisão pode prevenir desastres antes que aconteçam. O desencorajamento pode ser tratado
antes que se torne mortal.
4. A supervisão ajuda os líderes a trabalharem juntos como uma equipe. A cooperação previne o isola-
mento doentio e promove unidade.
5. A supervisão pôde promover a descoberta e o desenvolvimento de novos líderes. Um sistema de
células cresce quando novos líderes em potencial são descobertos no contexto de grupos saudáveis.

David Cho, fundador e pastor da maior igreja na história do cristianismo, disse certa vez: “A chave
por trás do sistema de células é o supervisor”. A pesquisa de Dwight Marable e Jim Egli confirma isso.
Eles pesquisaram grupos pequenos ao redor do mundo e descobriram que a supervisão é o elemento-
-chave para se obter sucesso duradouro nas células. Egli diz: “Nós avaliamos seis elementos de igreja
em nossa pesquisa. A supervisão ultrapassou até mesmo o treinamento e a oração”.
Assim como os melhores atletas do mundo precisam de técnicos para ajudá-los a jogar melhor,
assim também precisam os líderes de célula. Nenhum líder de célula, não importa quão talentoso ou
bem treinado ele ou ela seja, conseguirá liderar tão eficientemente sozinho, como poderia com a ajuda
de um supervisor de célula.

O que é um supervisor de célula?


O supervisor encoraja, supre e desafia os líderes de célula a crescerem e multiplicarem as suas cé-
lulas. A palavra “supervisor” descreve o papel que a pessoa desempenha ao apoiar os líderes de célula
sob seu cuidado. Não é um termo sagrado. Na verdade, as igrejas usam muitos termos diferentes para
identificar o papel desempenhado pelo supervisor de células: supervisor, líder de seção, líder de G-12,
fiscal de células, patrocinador de célula, até mesmo “L” (o número romano para 50).
O propósito deste livro não é dar uma estrutura específica do número de células ou grupos pequenos
que um supervisor deve supervisionar. Esse número varia de igreja para igreja, dependendo da visão da
igreja e da capacidade do supervisor. O ponto é que um supervisor supervisiona pelo menos uma outra

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célula. Veja mais informações sobre estruturas de supervisão em meus livros Groups ofTwelve [Grupos
de Doze] e From 12 to 3 [De 12 a 3].5 Assim como um líder de célula não deve ficar sozinho, assim
também um supervisor precisa de ajuda. Ele ou ela também é cuidado por outro líder, normalmente
um pastor (embora em igrejas maiores talvez não seja esse o caso). Igrejas em células bem-sucedidas
desenvolveram pessoas para cuidar tanto de supervisores como de líderes de célula, para que todas as
pessoas sejam cuidadas e protegidas — do pastor geral aos membros da célula.
É fácil para líderes de igreja ficarem tão apaixonados pela estrutura das células que eles falham em
entender os papéis dentro dessa estrutura. Isso levou muitas pessoas a me confessarem: “Joel, eu não
sei supervisionar! Conheço a estrutura e a logística, mas não sei o que fazer quando estou realmente
supervisionando. Por favor, me ajude!”. Para tornar as coisas piores, há pouquíssimo material sobre o
papel do supervisor. Há ótimos recursos sobre como liderar células, como treinar líderes e como come-
çar um sistema de células em uma igreja. Mas pouco foi dito sobre o que um supervisor realmente faz
para ajudar seus líderes de célula a se tornarem mais eficientes.

O que um supervisor não é ...


Muitas pessoas se tornaram supervisoras somente para ficarem frustradas. A maioria dessas frus-
trações vem de mitos sobre o papel do supervisor. A maioria das pessoas confunde supervisão com
consultoria. Consultores são pessoas experientes que dão conselhos e dicas sábias em uma base de
curto prazo para um cliente. Consultores têm um papel importante, mas quando supervisores adotam
esse modelo, há pelo menos dois perigos.
Perigo n.° 1: Criar dependência. O líder é forçado a depender da pessoa experiente e raramente que-
bra essa dependência. O supervisor é, ao contrário, um ouvinte e encorajador com o alvo de capacitar
os líderes a serem tudo o que Deus quer que eles sejam.
Perigo n.º 2: Sobrecarga de informações que não funciona ao longo prazo. A informação é necessária
para liderar e multiplicar uma célula com sucesso. O maior obstáculo, no entanto, é aplicar na prática
essa informação a longo prazo .
Os consultores provêem informação para um propósito predeterminado, enquanto o objetivo do
supervisor é trabalhar com líderes de célula por um período extenso em qualquer área que seja impor-
tante. Outra concepção errada sobre o supervisor é considerá-lo uma espécie de administrador inter-
mediário (que faz o “meio de campo”). Muitos supervisores se sentem como se fossem burocratas que
apenas passam informação aos seus líderes e se certificam de que estes entreguem seus relatórios a
tempo. A imagem do supervisor como administrador intermediário despersonaliza o ministério e rompe
ou até mesmo destrói o ministério de células. Quando supervisores se tornam um modelo de “passar
informação e checar fatos” para os líderes de célula, eles estabelecem um padrão ruim para os líderes
imitarem. Outra concepção errada é que o supervisor é um conselheiro, uma pessoa a quem os líderes
de célula recorrem quando enfrentam problemas maiores. O supervisor não espera que um líder venha
com preocupações ou reclamações. O supervisor deve apoiar de forma proativa seus líderes, buscando
interceptar problemas antes de eles acontecerem. Às vezes um supervisor vai dar conselhos, agir como
administrador intermediário e servir como conselheiro em situações de crise, mas tais papéis não de-
vem ser o foco. O supervisor é alguém que ajuda outra pessoa a cumprir o chamado de Deus para ela.

Os melhores supervisores estão na batalha


Alguns supervisores vêem seu papel como uma promoção ou formatura do ministério “mãos-na-
massa” na célula. Nada poderia estar mais longe da verdade. Para encorajar os líderes, o supervisor
precisa poder dizer: “Eu estive lá”. No mínimo, os supervisores devem participar de uma célula para
continuar experimentando a vida de célula de modo que sejam exemplo. É ainda melhor se os
supervisores puderem continuar a liderar uma célula enquanto supervisionam. (Isso normalmente pode
ser feito quando supervisionarem no máximo três líderes.) Os melhores supervisores são aqueles que
lideraram e multiplicaram um grupo com sucesso. Por quê? Porque eles sabem como é experimentar a
dor de “dar à luz”, as alegrias do ministério e as lutas do evangelismo. Eles podem oferecer uma palavra
renovadora e conselhos relevantes aos líderes que estão supervisionando.

Os hábitos de bons supervisores de células


Os melhores supervisores de células incluem hábitos comuns no ministério de apoio a seus líderes
de célula. Hábitos são coisas que uma pessoa faz “sem pensar”. Eles se tornam elementos tão integra-
dos ao caráter da pessoa que nenhum esforço consciente é necessário. Há sete hábitos de bons super-
visores. Bons supervisores:

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• Recebem de Deus o que vão ministrar a outros (capítulo 1)
• Ouvem o líder de célula (capítulo 2)
• Encorajam o líder de célula (capítulo 3)
• Cuidam do líder de célula (capítulo 4)
• Formam/treinam o líder de célula (capítulo 5)
• Desenvolvem estratégias com o líder de célula (capítulo 6)
• Desafiam o líder de célula (capítulo 7)

Para adotar esses hábitos, o supervisor terá de trabalhar conscientemente cada um deles. Esses
hábitos foram escritos em sequência, como um plano de sete passos para ajudar os supervisores a re-
ordenarem seus hábitos e supervisionarem com eficiência. Adaptei essa sequência sobre supervisão de
uma série de vídeos chamada Empowering leadcrs through coaching [Capacitando Líderes por meio da
Supervisão] de Steven L. Ogne e Thomas P. Nebel. Acrescentei “Recebem de Deus o que vão ministrar
a outros” e apliquei os conceitos que eles tão bem ensinam para o papel específico do supervisor de
células. Na Parte Um (capítulos 1 a 7), desembrulho esses hábitos e mostro como usar cada um deles
em situações de supervisão — seja na supervisão um-a-um ou em um encontro de grupo.
Na Parte Dois (capítulos 8 a 12), falo sobre aumentar sua autoridade como supervisor (capítulo 8), diag-
nosticar problemas da célula (capítulo 9), os diferentes estágios de supervisão (capítulo 10), o encontro
do grupo de líderes de célula (capítulo 11) e visitas à célula (capítulo 12).

“Os hábitos são fatores poderosos em nossa vida. Por serem padrões consistentes, e às vezes
conscientes, e às vezes inconscientes, com frequencia expressa diariamente nosso caráter e
nos tornam eficientes ou ineficientes.”

Dê o que você tem


Você pode estar se sentindo muito inadequado para supervisionar alguém. Mas lembre-se de que
Deus não está procurando supervisores perfeitos. Olhe para si mesmo como um catalisador (elemento
químico fundamental para que uma reação entre outros elementos aconteça — NT) para ajudar outros a
se desenvolverem (supervisor e não consultor). Não tenha medo de dar o que você tem. Quando você o
fizer, Deus irá derramar na sua vida novo discernimento e sabedoria para você continuar.

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LIÇÃO I
HÁBITOS DE UM BOM SUPERVISOR DE CÉLULAS
RECEBER
Imagine só: Você está no Palácio da Alvorada, esperando para se encontrar com o presidente
do Brasil. Em cinco minutos será sua vez de apertar a sua mão e conhecer seu gabinete. Essa é uma
oportunidade única. Você está nervoso, bem preparado e tentando parecer tranquilo. Nesse momento a
porta se abre e você ouve as palavras: “Por favor, entre”.
Se o presidente pedisse para se encontrar com você no Palácio da Alvorada, você estaria lá no horá-
rio certo e preparado para encontrá-lo.
Agora considere o seguinte: O Rei dos Reis, muito mais importante que qualquer autoridade
mundial, está pedindo a sua presença. Ele o está convidando para comparecer diante dele, e ele não
está interessado apenas em uma foto ou um breve aperto de mão — ele quer se encontrar com você
todos os dias. Grandes supervisores precisam de sabedoria profunda e constante encorajamento. A
melhor maneira de conseguir isso é ir diretamente à fonte: Jesus Cristo. Encontre-se com Deus antes
de se encontrar com seus líderes de célula. Eles vão lhe agradecer por isso.

Renovação que vem de Deus


Deus falou de uma maneira muito linda por meio do profeta Isaías: “Venham, todos vocês que estão
com sede, venham às águas; e vocês que não possuem dinheiro algum, venham, comprem e comam!
Venham, comprem vinho e leite sem dinheiro e sem custo” (Is 55.1).
Os supervisores não têm nada de valor para passar aos seus líderes além daquilo que eles recebe-
ram de Deus. Para que sua supervisão seja eficaz e frutífera, eles precisam permanecer em contato
com a fonte de poder. É importante gastar tempo com Deus cada dia, mas às vezes circunstâncias ines-
peradas impedem que isso ocorra na vida dos supervisores. Nesses dias um supervisor pode simples-
mente dizer: “Deus, eu lhe agradeço por sua graça, e lhe agradeço que não há condenação para os que
estão em Cristo Jesus’.
Jesus disse algo importante em Mateus 6.34: “Basta a cada dia o seu próprio mal”. Cada dia tem as
suas dificuldades e desafios. Alimentar-se diariamente da palavra de Deus e receber sua força torna
possível enfrentar esses desafios e viver uma vida cristã vitoriosa.

O cerne é o relacionamento
Gastar tempo diariamente com Deus não significa seguir uma fórmula ou manter uma lista legalista
de atividades obrigatórias. Afinal, “diversidade é o tempero da vida”; em geral, é melhor ser flexível ao
gastar tempo com Deus. Quando me sinto sobrecarregado, gosto de derramar meu coração para Deus.
Em outras ocasiões, leio muito mais a Palavra. Conhecer a Deus envolve o mesmo tipo de interação
espontânea necessária para desenvolver qualquer relacionamento.
Quando um marido e sua esposa se sentam juntos para conversar, eles não têm uma lista de assun-
tos para discutir. Em vez disso, há um fluxo natural em sua conversa. Por que? Porque o alvo conhecer
um ao outro. Da mesma maneira, gastar tempo com Deus tem o alvo de conhecer a Deus. O propósito
é desenvolver um relacionamento com Jesus Cristo.
Mesmos Jesus, o homem-Deus, inicia cada dia com o Pai. A Bíblia diz em Marcos 1.35 que Jesus
saía para estar em particular com seu Pai. Marcos diz: “De madrugada, quando ainda estava escuro,
Jesus levantou- se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando.” Isso era uma parte
natural da vida de Jesus. Jesus sabia que sua força resultava do tempo gasto com o Pai Celestial.
O encontro matinal de Cristo com seu Pai era o seu sustento e renovação, mas Ele não deixava o
contato quando esse momento terminava.
Pelo contrário, Jesus se mantinha em constante relacionamento com o Pai que ele podia dizer: “...pois
sempre faço o que lhe agrada” ( João 8.29).
O poder para supervisionar vem do amor transbordante de Deus. A única coisa que supervisores têm
para dar é aquilo que Deus já lhes deu. O tempo devocional é o tempo de recarregar e ser renovado, a
fim de renovar outros.
O que um tempo devocional não é...

Ritual religioso. Em vez disso, é um relacionamento com o Todo-poderoso.


Apenas ler a Bíblia. A Bíblia oferece a sustentação espiritual do tempo devocional, mas gastar tem-

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po com Deus é mais do que ler a Bíblia.
Apenas orar. A oração é apenas uma parte do tempo devocional. Deve incluir também leitura da pa-
lavra de Deus, adoração, confissão e ouvir a Deus.
Ler um guia devocional. É muito bom ter um plano, mas é importante ir além do plano e entrar na
presença de Deus

“A vida espiritual não é algo que acrescentamos à nossa vida já tão ocupada. Estamos falando
de impregnar, infiltrar e controlar o que já estamos fazendo com uma atitude de
serviço a Deus.”
Richard Foster

O tempo devocional ajuda os supervisores a andar com Deus


Gastar tempo específico com Deus não significa ignorar a necessidade de uma comunhão com o Pai
no decorrer do dia. Na realidade, ambos são essenciais. Um alimenta o outro. Tempo pessoal com Deus
renova e dá aos supervisores poder para andar no Espírito pelo restante do dia. Após gastarem tem-
po na presença de Deus, os supervisores irão notar uma nova sensibilidade à sua presença em suas
atividades diárias. Frank Laubach, autor de vários livros sobre oração, literatura e justiça, diz: “Uma hora
devocional não substitui o ‘permanecer contínuo’, mas é uma ajuda indispensável; faz com que o dia co-
mece certo. Mas o dia precisa continuar certo. Devemos cultivar o hábito de nos voltar para Deus todas
as vezes que terminamos alguma tarefa e nos preparamos para
fazer a que vem a seguir”.

Tempo Devocional Permanecer Contínuo


Receber a plenitude de Deus Manter a plenitude de Deus
Estudar a palavra de Deus Lembrar a palavra de Deus
Esperar em Deus Andar com Deus
Orar por motivos específicos Orar momento a momento

O Espírito de Deus é o maior supervisor de todos, é aquele que vai guiá-lo a toda a verdade. A Bíblia
diz: “... Quando o Espírito da verdade vier, ele os guiará a toda a verdade. Não falará de si mesmo; fala-
rá apenas o que ouvir, e lhes anunciará o que está por vir” (Jo 16.13). A medida que você caminhar com
Deus, você vai perceber seu amor, poder e graça fluindo por meio de você. Você será capaz de ajudar
outros, pois terá sido ajudado por ele. Você saberá discernir quando está “afinado” ou quando está se
arrastando. A diferença está no seu tempo com Deus.

O poder da oração diária pelos líderes de célula


Scott Kellar começou a liderar seu grupo em Escondido, Califórnia, no ano 2000, e tem liderado uma
célula desde então. Ele multiplicou sua célula quatro vezes, e cuida pessoalmente dos líderes que tem
desenvolvido. Scott acredita que a chave do seu sucesso, e do sucesso dos líderes que ele supervisio-
na é orar por todos eles individualmente, e protegê-los por meio da oração. Scott começou a orar por
uma de suas líderes de célula, Melissa, quando ela era ainda membro de sua célula. Após orar por ela
por dois meses, ele abordou Melissa sobre a possibilidade de um dia liderar uma célula. Ela recusou
laconicamente com as palavras: “Não estou pronta”. Scott continuou a orar por ela, pedindo a Deus que
abrisse o seu coração. Ele esperou por seis meses e então a abordou com a mesma pergunta sobre
tornar-se uma líder de célula, e Scott continua supervisionando a ela e a seu marido.
Daljit Gill, um supervisor de células muito eficaz que iniciou a formação de aproximadamente 200
células em Melbourne, Austrália, conta uma importante história de supervisão. Um líder que ele supervi-
sionava tinha um membro em sua célula com uma atitude péssima em relação à célula, e que verbaliza-
va os seus sentimentos para todos no grupo. Daljit disse ao líder para orar e “assumir autoridade sobre
qualquer espírito negativo que tivesse controle sobre ele e sua mente”. Tanto aquele líder de célula
como sua esposa se dedicaram à oração, declarando palavras positivas a esse membro, e enviando
cartões de estima a ele e à sua família. Semana após semana as paredes lentamente começaram a
cair. Um dia o líder ligou para o escritório desse homem, e lhe disseram que ele estava em casa, do-
ente. Durante o intervalo do almoço, o líder foi visitá-lo. Orou por seu membro de célula e lhe deu um
grande abraço na saída. O homem foi quebrantado e confessou seu espírito mesquinho e seu egoísmo.
Desde aquela época, esse membro tem dado a seu líder completa permissão para desafiá-lo em sua

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vida. Hoje, eles são muito amigos, e aquele membro da célula é agora um líder de célula, e está se
saindo muito bem.
Minha esposa e eu supervisionamos uma mulher solteira chamada Janet que lutava com a
memória de abuso físico e emocional na sua infância. Gastamos horas com ela, tentando ajudá-la a
vencer o medo e a autocondenação. Uma noite, pelo telefone, Janet me disse que não podia mais
aguentar, e que estava deixando a igreja. Nós oramos e oramos, sem saber se jamais a veríamos de
novo. Mas Deus estava trabalhando na vida de Janet, e ela finalmente voltou para continuar sua cami-
nhada em santidade. Janet não foi apenas capaz de vencer seus problemas, mas está também ajudan-
do outros a vencerem seus problemas por meio de uma liderança de célula eficaz.
Orar diariamente pelos líderes de célula é uma área na qual supervisores cristãos, diferentemente de
seus semelhantes seculares, podem ter grande sucesso. O Espírito de Deus continua trabalhando entre
os encontros de supervisão.

Proteção de oração
Na batalha de Saratoga, durante a guerra de independência norte americana, os soldados ameri-
canos receberam ordens de atirar unicamente nos oficiais britânicos que recebiam salário para lutar. A
estratégia funcionou. Muitos acreditam, na verdade, que as forças americanas ganharam a guerra por
focalizarem em matar os líderes, e não os soldados voluntários.
Os líderes de célula são guerreiros na linha de frente, e por essa razão, o diabo aponta para eles
sua artilharia pesada. Os supervisores precisam proteger seus líderes, cobrindo-os com um escudo de
oração que pode resistir mesmo ao ataque mais feroz.
A oração é desesperadamente necessária para proteger os líderes do ataque inimigo. Paulo compar-
tilha uma verdade reveladora em 1 Goríntios 5.3: “Apesar de eu não estar presente fisicamente, estou
com vocês em espírito. E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente”. A única manei-
ra de Paulo estar presente era por meio da oração. O poder da oração permite a um supervisor mais
experiente estar com seu líder em todo tempo, mesmo quando ele ou ela estiver fisicamente ausente. A
medida que supervisores oram diariamente por seus líderes de célula, Deus lhes garante a vitória com
esses líderes, mesmo antes que possam vê-la.

Passos da oração intercessora

• Discernir adequadamente as necessidades da pessoa


• Entrar na arena de oração em defesa da pessoa
• Orar com persistência e fervor por suas necessidades
• Alegrar- se quando Deus responder às suas orações

Cristo orou pela proteção dos seus discípulos em João 17.15: “Não rogo que os tires do mundo, mas
que os protejas do maligno”. O supervisor oferece proteção sobrenatural por meio da oração intercesso-
ra. À medida que o supervisor eleva seus líderes de célula a Deus em oração diária, esses líderes vão
sentir isso e receber a transformação de Cristo. O Espírito de Deus é o melhor supervisor. Quando os
supervisores oram por seus líderes, o Espírito Santo começa a trabalhar na vida deles. Ele vem sobre
eles, dando-lhes a habilidade de ouvir e realizar sua vontade diariamente.À medida que supervisores
oram por aqueles que eles lideram, Deus lhes dá uma nova percepção sobre a necessidade dos líderes.
Ele dirige os supervisores em suas amizades, suas palavras e seu encorajamento. Quando você ora
diariamente por seus líderes de célula, você experimenta suas feridas e suas vitórias; você vai ministrar
a problemas em um nível que você jamais sonhou.

Invadindo o território inimigo por meio da oração


“Eu me tornei um líder de célula em setembro de 1997. O lugar onde eu morava e estava envolvi-
do era cheio de feitiçaria e pobreza. Eu estava desanimado e frequentemente pensava em deixar
a célula. O Espírito Santo me tocou quanto a certas ações que deveriam ser tomadas, todas
ações espirituais e de oração. Iniciei uma ação de oração em minha célula que acabou crescen-
do para uma supervisão (5 células). Continuei a orar, e minha supervisão se tornou uma con-
gregação (25 células, e então duas congregações. O Senhor fez tudo. As células cresceram de 3
para 30 células em dois anos [...] Quando os poderes do ar são quebrados, a luz de Deus brilha
de modo magnífico, trazendo cura e redenção a todos os feridos e desamparados.”

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A arte de ouvir
“Ouça os sussurros, assim você não precisará ouvir os gritos.” (Tribo indígena norte-americana).

Lembro-me de um líder maduro com quem eu queria estabelecer um relacionamento próximo. Eu o


convidei para tomarmos café juntos, na esperança de que poderíamos conversar. Ele começou a con-
versa, continuou a conversa e terminou a conversa — entre goles de café. Diversas vezes tentei inter-
romper para falar alguma coisa, mas tive a clara sensação de que ele estava mais interessado em suas
próprias palavras. Ele balançava a cabeça enquanto preparava sua frase seguinte. Saí dali desanimado
e frustrado, certo de que um relacionamento verdadeiro com ele seria quase impossível.

Como fazer amigos e influenciar pessoas


O livro de Andrew Carnegie com o título acima foi um bestseller revolucionário devido ao seu tema
clássico: Trate os outros como você quer que tratem você. O autor destacou uma necessidade humana
básica — a necessidade de compartilhar nossas histórias. Mas os melhores amigos são aqueles que
ouvem atentamente e permitem que os outros contem suas histórias.
Meu conselho é este: Não focalize em como você está se saindo como supervisor. Focalize em
como está o líder. Grandes supervisores buscam entender em vez de ser entendidos. Eles vêem a su-
pervisão da perspectiva do líder. Para se conquistar essa perspectiva, ouvir é fundamental. Supervisão
habilidosa exige um ouvir habilidoso, sintonizado e apto, com a capacidade de maximizar a interação de
ouvir. Ouvir não é simplesmente escutar passivamente, mas envolver-se ativamente com a vida do líder.
O supervisor precisa ouvir os sinais de vida, as escolhas que o líder de célula está fazendo, a resis-
tência e a turbulência que ele ou ela está encontrando no processo. Existem muitos livros sobre como
melhorar a habilidade de ouvir. Mas o teste maior para o bom ouvinte é se a outra pessoa se sente ouvi-
da ou não. Quando as pessoas sentem que foram ouvidas e compreendidas, houve o ouvir eficaz.
Ouvir envolve concentração intensiva e séria sobre o que o líder está dizendo. A mente humana
processa ideias e pensamentos muito mais rapidamente do que uma pessoa pode expressá-los (cinco
vezes mais rapidamente), por isso é fácil divagar ou sonhar acordado quando alguém está falando.

Obstáculos para o ouvir


• Preparo inadequado para o encontro de supervisão
• Falta de oração sobre as questões que precisam ser abordadas
• Linguagem corporal desfavorável (por exemplo: não olhar o líder nos olhos) • Questões pessoais
não resolvidas (por exemplo: “o supervisor precisa ser ouvido”)

Preparando-se para ouvir


Preparar-se para ouvir demanda fazer a lição de casa antes do encontro. Essa preparação envolve
pensar sobre as circunstâncias e necessidades de cada líder. Eu mantenho uma pasta para cada um de
meus líderes — anotações que fiz durante períodos de oração ou em encontros e conversas com eles.
Antes de um encontro, procuro revisar essas anotações e orar pelas necessidades daquele líder.
Isso me ajuda a ouvi-lo melhor. Faz com que meu foco esteja nas necessidades do líder e não nas mi-
nhas. Antes de realmente ouvir alguém você precisa preparar seu coração. Já que enfrenta os mesmos
problemas, dificuldades e medos que seus líderes de célula enfrentam, você precisa de um toque espe-
cial de Deus para que possa focalizar nas necessidades de seu líder e não em suas próprias necessida-
des. “Quando você se encontra preso em auto análise defendendo-se, julgando, sentindo-se irritado [...]
sua tarefa é libertar- se. Você precisa afastar toda essa confusão interna do caminho...”Por definição, o
supervisor é uma pessoa que ajuda outras a se moverem de um lugar para o próximo, seja nos estudos,
esportes ou liderança de célula. Portanto, é impossível ser um bom supervisor a não ser que o foco
permaneça nas pessoas que estão sendo supervisionadas.
Uma de minhas piores experiências como supervisor aconteceu quando fui incapaz de me concen-
trar no líder. Minha família havia perdido seu plano de saúde e eu estava lutando com sentimentos de
ira com a pessoa que havia esquecido de renová-lo. No dia seguinte, eu tive um encontro com um dos
meus líderes de célula. Eu queria focalizar nele, mas continuava a voltar para mim mesmo e minhas
necessidades, pois não conseguia me desvencilhar de meus pensamentos e preocupações. O encontro
foi um desastre.
O único modo de se preparar, é desligando-se inteiramente de você mesmo para focalizar no
líder, é por meio de oração e meditação. Somente quando você se desembaraça por meio do Espírito
de Deus, poderá ouvir plenamente as necessidades de seus líderes.

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TAREFA PARA CASA
1- Faça uma leitura da “INTRODUÇÃO” da apostila e descreva a importância de um supervisor.
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2- Baseado na “INTRODUÇÃO” da apostila quais devem ser o hábitos de um supervisor?


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3- Baseado no que estudamos no capítulo 1, por que é tão importante o supervisor ter um devocio-
nal diário?
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4- Quais são os obstáculos que um supervisor pode ter para “OUVIR”?


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5) Como um supervisor se prepara para ouvir?


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LIÇÃO II
HÁBITOS DE UM BOM SUPERVISOR DE CÉLULAS
OUVIR
Um bom supervisor obtém sua agenda a partir do líder, em vez de trabalhar com base em uma
fórmula rígida. O supervisor pode ter algumas ideias preconcebidas do que tratar, mas essas
ideias podem mudar depois de ouvir o líder.

Vários níveis do ouvir


Você já teve um amigo que você considerava um bom ouvinte? Esses amigos fazem o compartilhar
parecer fácil, especialmente quando comparados a pessoas que não são bons ouvintes. As pessoas
ouvem em três níveis diferentes. Ouvir no nível 1 é o “ouvir mínimo”. O ouvinte pode estar lidando com
seus próprios pensamentos enquanto alguém mais está falando. Ouvir no nível 1 acontece enquanto
ouvimos o rádio em meio a um congestionamento. Ouvir no nível 2, por sua vez, envolve ouvir cada
palavra. Um exemplo de ouvir no nível 2 ocorre quando um aluno é aprovado em um exame baseado
na palestra do professor. Ouvir no nível 3 vai além de ouvir as palavras, prestando atenção também em
gestos, emoções e naquilo que o Espírito de Deus está dizendo por meio da situação.

Ouvir no nível 1
Certa vez, minha filha mais velha Sarah, voltou da casa de uma vizinha dizendo: “Toda vez que vou à
casa dela a TV está ligada, mas ninguém está ouvindo”. Muitas famílias se acostumaram ao ruído contí-
nuo de TV ou rádio, mas ajustaram seus ouvidos para ignorar o que está sendo dito.
Ouvir no nível 1 ocorre quando alguém ouve apenas parcialmente a outra pessoa. A supervisão su-
perficial acontece no nível 1. Isso acontece quando um supervisor focaliza naquilo que o líder de célula
vai dizer, em vez de focalizar naquilo que o líder está realmente dizendo.

Durante o ouvir no nível 1, o supervisor está ouvindo apenas para responder tentando obter informa-
ção suficiente para responder de modo mais eficaz.
Ao ouvir no nível 1, o supervisor tem uma ideia daquilo que quer dizer, e apenas quer mais informa-
ção para dizer isso melhor. Ouvir no nível 1 é um ouvir de consultoria, pois o foco está naquilo que o
supervisor quer realizar. Na verdade, o supervisor está dizendo ao líder que aquilo que ele tem a dizer
como especialista é o que realmente importa.
Devo confessar que muito do meu ouvir acontecia no nível 1 antes de eu realmente entender a su-
pervisão. Eu ia para um encontro como consultor, ouvia as palavras de meus líderes enquanto prepara-
va as minhas respostas. De fato, só ouvia os meus líderes o suficiente para melhorar o que eu ia dizer.
Ouvia para falar. Minha supervisão naquela época era orientada para Joel Comiskey em vez de ser
orientada para o líder. Ouvia para dar conselhos. Então, agendava encontros adicionais para garantir
que o meu conselho havia sido seguido.

Ouvir no nível1 na barbearia:


Minha cabeleireira é uma mulher muito falante. Tento levar a conversa para o assunto de Deus
sempre que possível. Uma vez perguntei a ela o que pensava sobre Jesus Cristo, pensando que ela me
responderia enquanto cortava o meu cabelo, e eu a ouviria atentamente. Ela falou empolgadamente so-
bre todas as boas obras que havia feito para Deus. Infelizmente, não havia muitas pessoas no salão, e
ocasionalmente ela parava de cortar meu cabelo para falar. Como eu tinha um compromisso logo após
cortar o cabelo, toda vez que ela baixava a tesoura para falar, eu me encolhia. Sempre que ela parava
de cortar meu cabelo, o meu ouvir caía para o nível 1. Eu não queria encorajá-la a continuar falando.

Ouvir no nível 2
Ouvir no nível 2 vai além do nível 1 no sentido de que o supervisor tenta focalizar inteiramente naqui-
lo que o líder está dizendo. Ele ou ela não está pensando no próximo item de sua lista. Em vez disso, o
supervisor permite que a agenda se apresente como fruto do ouvir. O nível 2 focaliza nas palavras que
estão sendo ditas — na obtenção dos fatos corretos. Um supervisor, ouvindo no nível 2, busca entender
tudo o que está sendo verbalizado. Minha -mãe recentemente acompanhou meu pai, de 79 anos, ao
neurologista. Ela queria ouvir no nível 2, absorver tudo o que o médico tinha a dizer sobre a condição de
meu pai e o tratamento.

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As palavras que o médico ralou ajudaram minha mãe a cuidar melhor de meu pai.
Quando o supervisor entra no nível 2, o foco está naquilo que o líder está dizendo. Os comentários
ou perguntas do líder vão dirigir o fluxo da conversa. Se, por exemplo, o líder tem preocupações sobre
como lidar com um membro que fala demais durante a reunião, o supervisor vai ouvir como o líder se
sente sobre essa pessoa e então discutir ideias com ele sobre como ajudá-lo. Em outras palavras, o
supervisor não estaria praticando o ouvir no nível 2 se imediatamente contasse uma história sobre um
dos falantes do seu grupo, ou se alistasse três maneiras de lidar com falantes em uma célula. Ouvir no
nível 2 permite ao líder completar sua história sem que o supervisor ofereça fórmulas instantâneas para
situações difíceis.

Ouvir no nível 3
Ao ouvir no nível 3, o supervisor sintoniza em cada palavra e capta a informação, mas então vai um
passo além ao levar em consideração o ambiente, a linguagem emocional, conversas passadas e espe-
cialmente aquilo que Deus está revelando em cada passo do processo.
Quando ocorre o ouvir no nível 3, o supervisor está ouvindo de várias perspectivas. Ele ouve cui-
dadosamente gestos, expressões faciais e aquilo que não está sendo dito, para entender aquilo que o
líder está realmente pensando. Um supervisor que ouve no nível 3 sabe que 60% de toda a comunica-
ção envolve linguagem corporal.

• Ouvir com foco.


• Evite atropelar o líder.
• Evite contar histórias de sua própria experiência.
• Evite responder suas próprias perguntas.
• Guarde seus conselhos para quando o líder tiver compartilhado todos os seus pensamentos.
• Se o líder não entender, você pode mudar para o nível de ensino, mas lembre-se de pedir permis-
são antes de compartilhar suas ideias.

A chave para ouvir no nível 3 é a flexibilidade: absorver a informação, digeri-la e seguir com o fluxo
da situação. Você pode se sentir levado a mudar de marcha, a seguir o rumo atual ou a voltar a um as-
sunto anterior. Pode sentir o Espírito de Deus lhe mostrando que deve tomar a informação e seguir em
uma direção específica. Faça isso. Jesus está guiando você, e vai continuar a guiá-lo.
Durante o ouvir no nível 3, você pode sentir que alguma coisa está errada: um tom de voz, uma pe-
quena perturbação, uma sensação de que a sua criatividade normal foi bloqueada. Considere interrom-
per a conversa e examinar mais essa área, especialmente se você sente que Deus pode estar fazendo
alguma coisa.
Lembro-me da conversa com Davi, um de meus líderes, em um telefonema rotineiro de supervisão.
Ele falou sobre coisas comuns, compartilhando de progresso aqui e frustração ali. Mas, à medida que
conversávamos, senti que alguma coisa estava errada. Davi podia ser introspectivo, mas naquele mo-
mento eu senti depressão. “Você está bem, Davi?”, perguntei. Minha pergunta abriu caminho para Davi
derramar o seu coração. Ele estava lutando com relacionamentos em sua família e a vontade de
Deus para a sua vida. Gastamos o restante da ligação lidando com suas necessidades.
Os supervisores cristãos têm uma perspectiva empolgante que não-cristãos não têm. Temos um
consolador e sábio conselheiro presente em todos os momentos: o Espírito Santo. Um supervisor não
cristão tem de depender da intuição humana, que é muito inferior à percepção que o Espírito quer dar.

Preparando as perguntas
A fim de realmente ouvir você precisa fazer com que seus líderes falem. Isso significa que você pre-
cisa preparar algumas perguntas bem pensadas que facilitem que seus líderes compartilhem. Ter essas
perguntas à mão ao começar seu encontro vai ajudar a manter a conversa em andamento, e evitar que
vocês se percam em assuntos paralelos.
Você saberá quais perguntas formular ao conhecer seus líderes, suas necessidades e seus alvos.
Normalmente, as perguntas vão girar em torno da vida espiritual e pessoal de cada líder, do ministério
da célula e alvos futuros.
Algumas das questões estarão orientadas a informações. Mas seja cuidadoso para fazer mais do
que só adquirir informação. Ninguém gosta de um interrogatório. Boas perguntas de supervisão vão
além da informação e alcançam o coração, estimulando os líderes a refletir e refocalizar. Use perguntas
como:

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• Para onde você vai agora?
• Qual o resultado que você deseja?
• O que você quer?
Boas perguntas capacitam os líderes a revelar coisas que eles não haviam percebido.
Uma boa pergunta pode fazer um líder parar em sua rotina, portanto espere um momento de silêncio
e permita-lhe algum tempo para responder.
Anote algumas perguntas que você gostaria de discutir com cada líder antes do encontro. Tenha em
vista pontos de necessidade, pedidos de oração passados e alvos futuros. Ao mesmo tempo, esteja pre-
parado para mudar de rumo, se perceber uma necessidade ou problema imediato. Não fique preso às
suas perguntas, esquecendo-se das necessidades imediatas do líder. As necessidades do líder, e não
as suas, devem dirigir seu momento de supervisão. A direção da conversa vai gerar novas perguntas,
que você deve explorar completamente

Razões para fazer perguntas


• Colher informação relevante
• Como está seu ministério?
• Como está você, pessoalmente?
• Com o que você está lutando?
• Quantos participaram do último encontro da célula?
• De que tipo de ajuda você precisa? Aumentar a consciência.
• Como você está gerando novos líderes?
• Como você está alcançando pessoas? Promover ação.
• O que você vai fazer a respeito?
• Qual o seu próximo passo?
• Quais são suas prioridades para a próxima semana?

Escreva o que você aprendeu


Após o encontro, certifique-se de escrever imediatamente o que você aprendeu. Use a informação
como “alimento de oração”, como também para o preparo do próximo encontro. Para isso, você deve:
• Verificar as anotações do último encontro.
• Refletir e orar sobre as áreas que você quer aprofundar.
• Preparar as perguntas.

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TAREFA PARA CASA
1- Faça um breve relato do que você entendeu do “ouvir – nível I”.
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2- Faça um breve relato do que você entendeu do “ouvir – nível II”.


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3- Faça um breve relato do que você entendeu do “ouvir – nível III”.


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4- Aprendemos que boas perguntas de supervisão vão além da informação e alcançam o coração,
estimulando os líderes a refletir e focalizar. Que tipos de perguntas são estas? Use sua criatividade e vá
além da apostila.
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LIÇÃO III
HÁBITOS DE UM BOM SUPERVISOR DE CÉLULAS
ENCORAJAR
Coloque o líder no assento do motorista:
Quando um líder de célula vai a um supervisor com uma preocupação ou problema, a maioria dos
supervisores é tentada a dar seu conselho de especialista. Dizer ao líder o que fazer parece o modo
mais rápido de solucionar a situação. Mas quando um supervisor compartilha demais, ele acaba enfra-
quecendo a história de seu líder. A maioria dos líderes responde friamente com silêncio quando seus
supervisores gastam tempo demais recontando suas histórias. Um bom supervisor deve se segurar e
ajudar o líder a descobrir a resposta por meio de perguntas cuidadosas.
Quando um líder encontra a resposta por si mesmo, certamente colocará em prática sua nova per-
cepção. Mas quando um supervisor dá a resposta certa, o líder vai concordar e voltará mais tarde,
perguntando: “Você pode me dizer novamente o que devo fazer?”.
Aprender é como dirigir um carro a um novo local. Quando o motorista encontra o novo endereço, é
mais provável que se lembre do caminho no futuro. Mas os passageiros no banco de trás quase sempre
se esquecem do caminho. Eles sentem que deveriam lembrar, mas como nunca tiveram de passar pelo
processo de encontrá-lo, eles o esquecem mais tarde
Como supervisor, é sua função fazer com que os líderes se sentem no banco do motorista. Faça lhes
perguntas-chave, e eles vão descobrir as respostas por si. Sempre pergunte a si mesmo se o que você
compartilha contribui para a vida dos seus líderes. Existem momentos quando sua história seria ótima
para orientar um líder, ou para trazer cura a uma situação difícil, mas pergunte-se: “Contar a minha
história será importante para a aprendizagem do líder?”. Mantenha o foco nos líderes, os jogadores.
Supervisão tem tudo a ver com eles — não com você.
Você pode introduzir uma história aqui e outra ali, mas na maioria das vezes, saia do caminho. Per-
mita que os seus líderes de célula brilhem.

Confiabilidade
Já que o líder está se abrindo em parte para o supervisor, este deve guardar e proteger essa confian-
ça. Como o supervisor normalmente tem mais de um líder de célula sob seu cuidado, ele precisa pro-
teger a privacidade de cada um. O medo de que um supervisor revele áreas confidenciais para o resto
do mundo impede que muitos líderes se abram completamente. No livro Leader as Coach [O líder como
supervisor] lemos:
A tentação de fazer pessoas confiarem em você compartilhando informações ou críticas sobre outros
pode ser muito forte. Em curto prazo você estabelece um vínculo de confiança com seu ouvinte. Mas
ao fazê-lo, na verdade você vai gerar em seu ouvinte um receio de compartilhar suas vulnerabilidades,
fraquezas e preocupações com você. O ambiente de supervisão é o contexto no qual o líder pode com-
partilhar a verdade. Isso significa que o ambiente deve ser seguro. O supervisor deve ser uma pessoa
de integridade e confiança.

Pouco antes do encontro, pergunte-se:


• Orei por esse líder?
• Revisei minhas anotações de nosso último encontro?
• Preparei boas perguntas de supervisão?
• Estou preparado para ouvir?
• Quais necessidades pessoais percebo?
• Quais assuntos ministeriais percebo?
• Quais necessidades ou assuntos estou evitando?
• Quais habilidades ministeriais precisam ser desenvolvidas?
• Quais recursos seriam úteis?
• Como vou encorajar esse líder?
• Como vou passar a visão para o ministério?
• Como vou fortalecer o nosso relacionamento?

Elogios são como oxigênio para a alma


O técnico de basquete da Universidade da Califórnia, John Wooden, disse a seus jogadores que

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quando fizessem pontos deveriam sorrir, piscar ou agradecer ao jogador que lhes tinha passado a bola.
“E se ele não estiver olhando?”, perguntou um membro da equipe. Wooden respondeu: “Garanto que
ele vai olhar”. Todo mundo valoriza o encorajamento e busca por isso.
Embora todo técnico queira ganhar o jogo, um bom técnico sabe que jogadores renovados e anima-
dos fazem um trabalho muito melhor.
O autor de Hebreus diz: “Não deixemos de reunir-nos como igreja segundo costume de alguns, mas
procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hb
10 25). O desânimo vem naturalmente para todo mundo. A introspecção assombra as pessoas; elas se
comparam com outras e sentem que não atingem o mesmo nível. Uma palavra de encorajamento pode,
com frequência, fazer uma grande diferença. A esposa de um dos líderes que estou supervisionando
me contou em particular que seu marido facilmente se torna introspectivo e desanimado quando não
é elogiado. “O encorajamento é a sua linguagem de amor”, ela me disse. “E agora ele está recebendo
muito pouco disso.” “Mas ele está se saindo tão bem com sua célula”, pensei comigo. Percebi de novo
que mesmo o mais bem-sucedido dos líderes precisa de bastante encorajamento.
A maioria dos gerentes no mundo dos negócios pensa que a falta de encorajamento vai motivar as
pessoas a trabalhar com mais empenho. Um executivo de marketing de uma grande companhia de
alimentos observou o excelente trabalho de uma de suas diretoras regionais. Quando perguntado se ele
havia dito a ela que estava feliz com seu progresso, o executivo respondeu: “Não, ela está apenas a um
terço do caminho, e não gostaria que ela pensasse que já chegou lá”. Essa diretora estava ansiosa por
apoio ou mesmo uma dica de que seus esforços estavam fazendo diferença. Mas o executivo acredita-
va que um tapinha nas costas poderia fazê-la relaxar. Na verdade, uma boa sessão de encorajamento
teria mostrado a ela que estava na direção certa, encorajando-a a continuar seu bom trabalho.
O supervisor deve ser o líder de torcida de seus líderes de célula. Os líderes que são apoiados e en-
corajados servirão acima e além de seu dever. Aqueles que não têm certeza se estão fazendo o certo,
ou se são sequer notados, finalmente vão terminar sem gás. Sempre há alguma coisa para encorajar.
Celebre qualquer progresso, mesmo se parecer pequeno. A medida que os líderes progridem, reconhe-
ça seu progresso. O sucesso deve ser recompensado.

Uma Supervisão Inspirativa


O levantador estava horrível no jogo. Ele piorou as coisas por levantar mais uma bola direito no
bloqueio. Quando o técnico pediu tempo e veio falar com ele, pensou: “Pronto, ele vai me tirar da equi-
pe”. Em vez disso, o técnico disse: “Não se preocupe, filho, você ainda vai ser o herói desse jogo”. Com
energia renovada, o levantador jogou brilhantemente os sets seguintes, fazendo inclusive o ponto da
vitória. Durante a entrevista após o jogo, o levantar compartilhou essa história, dando todo o crédito ao
encorajamento que recebeu de seu técnico.
Recomendo que os supervisores comecem os encontros individuais ou de grupo com encorajamen-
to. Os líderes terão muito mais facilidade de compartilhar honestamente se souberem que estão no
trilho certo. Comece com algo positivo que você ouviu sobre um líder. Compartilhe sobre como você vê
as pessoas mudando.
Os líderes têm uma tendência de se depreciar, de sentir que eles não atingem o padrão. Muitos
líderes aumentam desproporcionalmente uma ou duas fraquezas, até se sentirem condenados e de-
primidos. Martinho Lutero, um dos maiores líderes de todos os tempos, sofria períodos de obscuridade
e desespero nos quais ele se trancava por dias, o que levou sua família a remover todos os objetos
perigosos da casa. Charles H. Spurgeon, um dos maiores pregadores do mundo, disse à sua igreja de
5.000 membros, em 1866: “Sou sujeito a uma depressão de espírito tão assustadora, que espero que
nenhum de vocês jamais chegue a tais extremos de miséria que tenho de enfrentar”. Se grandes heróis
da fé se sentiram assim, quanto mais irão se sentir nossos líderes de célula? O inimigo da alma busca
acusar líderes e esvaziar sua energia por meio de mentiras que desanimam. Ele sussurra coisas como:
“Ninguém respeita sua liderança” ou: “Você não pode liderar o encontro amanhã, você não conhece a
Bíblia o suficiente”. Satanás sabe que se ele desanimar o líder, ele desanima toda a célula.
O desânimo também vem do mundo no qual os líderes vivem todos os dias. Os Norte-americanos,
em sua maioria, vivem debaixo de uma constante culpa por sentir que não fizeram os suficiente. Edward
Stewart, um especialista em antropologia, referindo-se ao norte-americano comum, disse: “inquieto e
incerto, ele tem uma repetida e necessidade de provar seu valor a si mesmo, e assim atingir identidade
e sucesso por meio de suas realizações”. O escritor e pesquisador francês Alexis de Tocqueville disse
algo semelhante:
Na América, tenho visto os homens mais livres e mais educados nas circunstâncias mais felizes que

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se podem encontrar no mundo; ainda assim, me pareceu que uma nuvem está constantemente sobre
eles, e eles parecem sérios e quase tristes, mesmo em seus prazeres, pois nunca param de pensar nas
boas coisas que não têm [...] Assim os esforços e lazeres dos americanos são mais animados do que
em sociedades tradicionais, mas o desapontamento de suas esperanças e desejos são mais agudos, e
suas mentes são mais ansiosas e estressadas.

Encorajamento por meio do ouvir: Bíblia ordena o encorajamento

Em 1 Tessalonicenses 5.12 lemos: “...Tenham consideração para com os que se esforçam no


trabalho entre vocês...”. A palavra grega significa “perceber” ou “conhecer” aqueles que se es-
forçam no trabalho. Isso significa reconhecer o trabalho diligente de seus líderes, dando crédito
quando for justo. O propósito do conhecimento é honrar e afirmar o ministério dos líderes de
célula. É como um “pagamento” por um serviço bem prestado.

Ouvir abre a porta para o encorajamento. Sintonize seus ouvidos para qualquer detalhe que dê razão
para elogiar. Se houver apenas uma pequena dica de excelência, identifique-a e reconheça-a.

Escreva uma carta de encorajamento:


Uma coisa que você pode fazer para encorajar seu líder de célula é escrever-lhe uma carta de en-
corajamento. Kent Hughes diz: “Há alguns anos, li que Phillips Brooks mantinha um arquivo de bilhetes
e cartas de encorajamento para dias deprimentes, e nesses dias ele tirava esses bilhetes e cartas e os
lia novamente. Então comecei o meu próprio arquivo. Guardo cada carta encorajadora que recebo, e há
ocasiões em que as leio novamente. Mas, o mais importante, comecei a escrever muito mais bilhetes de
encorajamento aos outros, especialmente aos meus colegas de ministério”.
Quando um dos seus líderes começar a falar sobre falta de fruto, desânimo e dificuldades, você
precisa ouvi-lo em primeiro lugar. Tenha compaixão dele. Lembre-o daquilo que Deus já fez. Talvez você
possa lembrá-lo do crescimento pessoal que ele já experimentou por meio da liderança na célula.
Encontre as menores coisas e destaque-as. Você pode indicar a honestidade, transparência ou o
esforço de um líder. Destaque qualquer coisa que você vir que é positiva e honra a Deus. Transforme as
pequenas coisas em grandes vitórias.

Encoraje seus líderes de célula a persistir


Ao ensinar em congressos sobre células ao redor do mundo, uma palestra em particular tem se
tornado a favorita — a palestra sobre diligência. Eu destaco as várias ocasiões em que a palavra grega
spoude (diligência) é usada na Bíblia (p. ex.: 2 Tm 2.15; 2 Pe 3.12-14; Hb 4.10, 11). Faço com que todos
durante a palestra repitam a palavra spoude várias vezes. Após uma palestra em Hong Kong, os parti-
cipantes chegaram a imprimir camisetas com a palavra spoude na parte da frente para lembrar uns aos
outros de continuar persistindo.
Por que essa palestra sobre spoude é tão bem recebida? Porque ela encoraja os líderes a não
focalizar em áreas que estão além de seu controle (como talento, dons, cultura ou personalidade), mas
a focalizar em esforço, o que qualquer um pode fazer. Provérbios 14.23 diz: “Todo trabalho árduo traz
proveito, mas o só falar leva à pobreza’’ Os participantes dessa palestra são lembrados que persistência
e diligência consequentemente trarão resultados As estratégias falham e os times perdem. Ponto. Nem
todo jogo é um tremendo sucesso.

Descobrindo pepitas de ouro


“Algumas vezes, o único modo de ver nossos talentos de modo objetivo é por meio dos olhos de ou-
tros.” Os melhores líderes continuam convidando, continuam fazendo contatos continuam semeando c,
em consequência disso, vão colher. Quando supervisores encorajam seus líderes a praticar spoude, e a
continuar a praticá-lo, as portas vão se abrir.
• Um líder de célula forte sabe como se levantar e continuar em frente — apesar dos obstáculos. Um
bom supervisor lembra seus líderes que a nossa corrida é uma maratona. Por exemplo:
• Abraham Lincoln faliu duas vezes como homem de negócios e foi derrotado em seis eleições esta-
duais e federais antes de ser eleito presidente dos EUA.
• O herói do beisebol Babe Ruth errou o rebote 1.330 vezes. Apesar disso, mandou 714 bolas para
fora do estádio.
• O primeiro livro infantil de Theodor S. Geisel (Dr. Seuss) foi rejeitado por 23 editoras. Na 24. Editora,

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vendeu mais de 6 milhões de cópias.
• George Mueller orou por toda a sua vida para que cinco amigos conhecessem a Jesus. O primeiro
converteu- se a Cristo após cinco anos. Num período de dez anos, dois outros receberam a Cristo.
Mueller orou constantemente por mais de 25 anos para que o quarto amigo finalmente fosse salvo.
Pelo seu quinto amigo, ele orou até o dia de sua morre e esse amigo também veio a Cristo alguns
meses após a morte de Mueller. Por este último amigo, Mueller orou por quase 52 anos.

O QUE OS LÍDERES PRECISAM:


• Elas gostam de se sentir especiais, então elogie-as com sinceridade.
• Elas querem um amanhã melhor, portanto mostre-lhes esperança.
• Elas desejam direção, portanto mostre-lhes o caminho.
• Elas são egoístas, portanto fale das necessidades delas primeiro .
• Elas ficam desanimadas, portanto encoraje-as.
• Elas desejam o sucesso, portanto ajude-as a vencer.”

Os melhores líderes não desistem — mesmo quando as chances são pequenas e o sucesso parece
distante. Eles encontram um caminho, mesmo quando têm de construir suas próprias estradas. O seu
encorajamento, supervisor, pode mantê-los na batalha.

O supervisor Barnabé
Existia uma razão para que os apóstolos dessem o nome Barnabé (que significa “filho do encoraja-
mento”) a José, um levita de Chipre (At 4.36). Barnabé satisfez as expectativas dos apóstolos ao apre-
sentar Saulo aos discípulos em Jerusalém quando estes estavam morrendo de medo dele (At 9.26,27).
Então os apóstolos enviaram Barnabé para uma nova e dinâmica igreja em Antioquia. A Bíblia diz: “Este,
ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de
todo coração” (At 11.23). Seu zelo pelo encorajamento o levou a pedir ao apóstolo Paulo para unir-se a
ele na tarefa de encorajamento da igreja de Antioquia.
Siga o modelo do supervisor Barnabé e torne-se um “filho do encorajamento”. Não tema encorajar
demais os seus líderes pensando que assim você vai torná-los orgulhosos. Encoraje, encoraje, encora-
je, e os líderes sob o seu cuidado vão se desenvolver.

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TAREFA PARA CASA
1- Baseado no que aprendemos, por que é tão importante um líder confiar em seu supervisor?
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2- Quais os tipos de perguntas o supervisor deve se fazer antes de ir para o encontro com o líder?
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3- Por que a prática de elogiar é tão importante?


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4- O que vem a ser uma “Supervisão inspirativa”?


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LIÇÃO IV
PATERNIDADE E DISCIPULADO
Susan Beauregard supervisiona atualmente quatro líderes de célula em Los Angeles. Uma de suas
líderes, Vicky, tem lutado com um antigo vício em remédios, embora esteja livre disso há bastante tem-
po. Susan diz: “Nós fomos a um retiro de mulheres, e vi que Vicky estava assustada. Eu tinha certeza
que ela havia tomado remédios. Logo após perceber isso, no segundo dia do retiro, disse-lhe que, pela
minha experiência, as pessoas tendem a voltar a seus antigos mecanismos de defesa quando estão
assustadas, e que não importa o tipo de mecanismo de defesa que ela buscasse, ela não poderia afas-
tar meu amor por ela”. Vicky começou a chorar, e disse: “ Não importa quantas vezes eu tenha falhado,
você nunca me rejeitou. Susan, eu experimento o amor de Deus por meio de você”. Susan respondeu:
“Mesmo que eu ame e valorize você, quero que você saiba que o amor e o carinho de Deus por você
são muito maiores”. Mais tarde naquele final de semana, Vicky testemunhou diante das 300 mulhe-
res presentes no retiro que se não fosse por Susan ela provavelmente teria se matado um ano antes.
“Existem duas razões principais por que as pessoas na minha organização se sentem bastante encora-
jadas. Primeiro, gastei tempo para conhecer e desenvolver um relacionamento com elas. Eu realmente
as conheço. Segundo, eu as amo, e expresso esse amor para elas regularmente. Não estou falando
simplesmente de elogiá-las pelo trabalho que fazem, deixo que saibam que me importo com elas e que
as amo como pessoas em primeiro lugar.” John Maxwell’

Seres humanos — não “fazeres” humanos


Scott Kellar desenvolve fortes relacionamentos com seus líderes de célula; é por isso que ele mul-
tiplicou sua célula tantas vezes. Aqueles que estão sob a autoridade de Scott o amam e respeitam.
Quando lhe perguntei sobre o segredo do seu sucesso, ele me disse: “O ingrediente mais importante é
amar as pessoas, e eu amo pessoas!”.
A maioria das pessoas gostam de realizar tarefas. Elas são boas nisso. Muitos supervisores, na ver-
dade, entendem supervisão como um modo de realizar mais. O supervisor precisa lembrar, no entanto,
que os líderes, seres humanos, e não “fazeres” humanos.
Um especialista em supervisão do mundo empresarial expressa isso da seguinte maneira: Como a
supervisão é eficaz na obtenção de resultados, tanto o líder como o supervisor podem ser atraídos para
a armadilha dos ‘resultados’ — focalizando inteiramente no destino e perdendo de vista o processo da
jornada. Na verdade, o progresso é comumente comparado a um rio. Conforme a vida vai fluindo, ha-
verá períodos rápidos de corredeiras e avanço veloz. Mas também haverá períodos em que não se vai
a lugar nenhum, enroscando-se em trabalhos rotineiros, enfrentando turbulências nos relacionamentos
e retrocedendo em direção a poças traiçoeiras. Focalizar apenas nos resultados vai transformar seus
líderes de célula em engrenagens de uma máquina. Eles vão começar a sentir que estão sendo usados
pela igreja para “produzir convertidos” ou “fazer a igreja crescer”. O ministério não é uma linha de mon-
tagem. O ministério acontece por meio de pessoas que “vivem vidas”. A vida do líder é uma jornada,
um processo. O supervisor é a pessoa que caminha com os líderes por meio desse processo por um
período — e não apenas alguns dias. Certa vez, tive de sugerir fortemente a um dos meus líderes de
célula que tirasse um dia de folga para estar com sua família. Sua família estava em terceiro lugar, atrás
de trabalho e esportes, pois o líder supostamente “não tinha tempo” para gastar com sua família. O seu
lado “fazer humano” estava superando o lado “ser humano”. Ele podia realizar mais a curto prazo sem
gastar tempo com sua família, mas a longo prazo sua família iria sofrer em decorrência disso, e logo
seu ministério também.
Seu trabalho é ajudar os líderes em sua jornada de vida. Você pode descobrir, por exemplo, que
seu líder está fora de controle em seus gastos financeiros, ou problemas familiares, ou problemas com
pornografia. Ou talvez existam questões de orgulho, rebeldia, dedicação excessiva ao trabalho, igno-
rando filhos ou esposa, faltando à celebração do culto de domingo ou não contribuindo com os dízimos.
Importe-se o suficiente para confrontá-lo. Encontre a ajuda que o seu líder precisa. É um curso de
treinamento? Um retiro de libertação espiritual? Aconselhamento profissional? Os líderes que você está
supervisionando precisam de vida íntegra, e isso deve ser prioridade máxima.

PATERNIDADE E DISCIPULADO:
Este é assunto que a liderança da IBVB tem frisado muito. Entendemos que sem PATERNIDADE
(que é quando um(a) supervisor(a) que se coloca como pai ou uma mãe espiritual do seu liderado e

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sem DISCIPULADO (que é uma amizade com propósito, de fazer com que seu discípulo cresça em
graça, conhecimento, relacionamento com Deus etc.). Quando um supervisor exerce paternidade, ou
seja, toma cada líder de sua supervisão como um FILHO e cuida bem dele começa-se o discipulado.
Então o supervisor começa a gastar tempo com seus FILHOS ESPIRITUAIS e a levá-los para mais per-
to de Deus, ensinando-as também como lidar com as dificuldades em todas as áreas de sua vida a aju-
dando-o a carregar as suas cargas. Assim, este filho vai se fortalecendo e começa a andar em vitória.
O ideal é que o discipulado aconteça semanalmente de modo informal podendo ser: em casa, por um
telefonema, na rua, na lanchonete, fazendo uma caminhada, viajando juntos, jantando juntos etc. Use
sua criatividade e escolha lugares propícios a estes momentos. Lembre-se que deve ser uma amizade
com propósito.
Sugerimos algumas perguntas para que o supervisor possa desenvolver o diálogo como forma de se
aprofundar mais vida de seu discípulo. Assim seus liderados se sentirão amados, cuidados e entende-
rão que você se importa e cuida deles, isto acontece quando você aborda assuntos que fazem parte de
seu cotidiano. Segue uma sugestão de assuntos que te levará a aprofundar mais na vida de seu discí-
pulo:
1) Como está seu relacionamento com Deus? Seu devocional, sua vida com Deus etc.
2) Como está seu relacionamento com sua família? Como vai seu casamento, seu esposo(a), seus
filhos etc?
3) Como está sua vida pessoal? Sua saúde, seu tempo de descanso, sua alimentação, suas finan-
ças?
4) Como está sua vida ministerial? Como está sua célula, seus discípulos, como vai seu discipulado
com seus discípulos, como vão os GDs?
Mas não se preocupe com o modo de como conduzir cada encontro, pois você também como super-
visor estará sendo discipulado pelo seu pastor(a) de área ou pelo seu(a) coordenador(a), assim você
saberá como conduzir cada encontro, e todas as dificuldades você poderá compartilhar com seu(a)
discipulador(a).
As pessoas desejam atenção e cuidado. Mas normalmente os líderes de célula têm dificuldade em
dizer: “Eu preciso de atenção. Por favor, ajude-me”. Na verdade, na maior parte do tempo eles não
pedem ajuda, pois não querem desapontar seu supervisor. É responsabilidade do supervisor “ler nas
entrelinhas”.
Supervisor, sua tarefa é edificar os seus líderes, acalmar seus medos e ajudá-los a descobrir
a direção certa a seguir. Sua experiência é importante — e será muito útil em momentos cha-
ve — mas a chave da supervisão é o cuidado. E fazer as pequenas coisas. É estar presente nos
momentos de crise. Torne-se amigo de seus líderes de célula. Fazendo assim a multiplicação das
células se dará como consequência de um líder bem cuidado e de um supervisor inteirado de
tudo que está acontecendo dentro de sua supervisão. A colheita será uma resposta da dedicação
do CUIDADO do supervisor para com seus líderes.

Resultados de pesquisa
Estudiosos fizeram uma pesquisa entre empregadores, perguntando quais as três características
mais desejadas em seus empregados. A principal habilidade era relacionar-se com outras pessoas:
84% responderam que buscavam boas habilidades interpessoais. Somente 40% incluíram formação ou
experiência entre as três características mais desejadas.
“Meu supervisor não se importa comigo”, confessou um líder magoado. “Ele me administra e me
diz o que fazer, mas o que eu realmente preciso é de um amigo”. Amizade. Muitas pessoas ignoram
esse princípio simples, mas poderoso. Mas creio que essa é a chave para supervisionar líderes com
sucesso. Jesus, o supervisor por excelência, revelou esse princípio simples em João 15.15, quando
disse aos seus discípulos: “Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz.
Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhe-
cido”. Jesus desenvolveu amizade com doze seres humanos pecadores, os quais ele mentoreou por
três anos. Ele comeu com eles, dormiu com eles e respondeu a todas as suas perguntas. O evange-
lista Marcos descreve o chamado dos doze desta maneira: “Escolheu doze, designando-os apóstolos,
para que estivessem com ele...” (Mc 3.14). Jesus priorizou estar com eles em vez de um conjunto de
regras ou técnicas. Eu aprendi essa lição da maneira mais difícil. Supervisionei sete líderes durante um
período de três anos. Eles vinham com frequência à minha casa para treinamento, avaliação de alvos
e cuidado pastoral. Quando nos reuníamos, eu conectava meu computador à minha TV, usava apre-
sentações de slides bem preparadas e tentava impressioná-los com meu ensino. Ao questioná-los mais

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tarde, descobri que a maioria deles não estava impressionada com minhas exuberantes apresentações
ou com minha tecnologia. Eles saíam das reuniões insatisfeitos, querendo algo mais. Deus começou a
me mostrar um método melhor por meio de outros supervisores mais eficazes. A sabedoria do ditado:
“As pessoas não se importam muito com o quanto você sabe até que saibam o quanto você se importa”
começou a fazer sentido para mim. Conhecimento, treinamento, solução de problemas, dinâmica de
grupo e outras técnicas podem ser uma parte importante no sucesso de um supervisor. Mas o que um
novo líder realmente precisa é de alguém que ouça os seus problemas, compartilhe sua jornada e sirva
como conselheiro. Isso significa que o encontro de supervisão não é importante? Isso significa que não
precisamos visitar os grupos ou promover treinamento? Não. O que significa é que você precisa pri-
meiro ganhar seus líderes, por meio de uma amizade que se importa. Tudo o mais fluirá naturalmente.
O melhor ensino, na verdade, é o tipo que ocorre espontaneamente. Jesus não ensinou simplesmen-
te seus discípulos a respeito da oração. Em vez disso, pediu que eles o acompanhassem a reuniões
de oração. Ele permitiu que seus discípulos o observassem orando. Quando os discípulos finalmente
perguntaram o que ele estava fazendo, ele aproveitou a oportunidade para ensiná-los sobre oração (Lc
11.14). O mesmo se aplica ao evangelismo. Jesus evangelizou pessoas na presença de seus discípulos
e os instruiu posteriormente. Ele tirou vantagem de situações da vida real para explicar cuidadosamente
temas doutrinários complexos (por exemplo, o jovem rico, em Mt 19.16-24).
Qualquer um pode ser amigo, mas somente poucos supervisores serão excelentes administradores.
Qualquer um pode ser amigo, embora poucos supervisores possuam dom de falar, formação superior
ou um chamado para ministério de tempo integral.
Você provavelmente não é tão lerdo como eu era, e com certeza já sabia que amizade é a cha-
ve. Senão, quero encorajá-lo a começar agora a desenvolver relacionamentos sinceros de cui-
dado com os líderes que você está supervisionando. Assim como eu, você vai descobrir como
uma simples verdade pode ter um grande impacto na vida das pessoas. Sugestões práticas para
desenvolver amizade:
• Convide os líderes à sua casa para uma refeição. Deixe-os verem sua família, seu cachorro.
• Envie para seus líderes cartões de aniversário, bilhetes de melhoras , mensagens de watsapp
ou e-mails engraçados.
• Conheça as histórias de seus líderes.
• Pergunte-lhes sobre sua infância.
• Conheça o nome de seus filhos.
• Lembre o aniversário de seus filhos. >- Saia para tomar café com eles.
• Convide-os para praticar esportes com você, ou alguma outra atividade normal da vida.
• Ore diariamente pelos seus líderes (isso vai fortalecer a sua amizade espiritual).

O supervisor servo:
Supervisores não precisam ser perfeitos. Eles existem para fazer os líderes brilharem. Isso significa
desistir da necessidade de aparecer ou de estar certo o tempo todo. Supervisores com egos muito gran-
des, que exigem o centro do palco, não serão bons supervisores.
O consultor focaliza em conselhos que farão diferença. O administrador se preocupa em verificar se
o conselho está sendo seguido. O supervisor se preocupa em desenvolver a pessoa inteira por meio de
cuidado e serviço. Lavar os pés dos seus líderes é fundamental para o sucesso deles. Se você quer ser
grande no Reino de Deus, aprenda a ser servo de todos.

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TAREFA PARA CASA
1- Como é paternidade?
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2- Por que o discipulado é tão importante na vida do supervisor e na vida do líder?


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3- Quais as perguntas podem nortear seu discipulado?


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4- O que vem a ser o “supervisor como servo” em sua opinião?


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LIÇÃO V
FORMAR / TREINAR
Tiger Woods e sucesso no golfe são muitas vezes considerados sinónimos. Mas muitas pessoas
não sabem como Woods trabalhou duro para ser tão bom como é. Woods é um estudioso obsessivo do
jogo, revê vídeos de campeonatos antigos para observar dicas de como acertar cada buraco, buscando
todas as possibilidades para aperfeiçoar as suas tacadas. Ele possui um ímpeto incansável para o con-
tínuo aperfeiçoamento. Woods aceitou o conselho de seu amigo Michael Jordan, que uma lhe vez disse:
“Não importa quão bom eles digam que você é, continue sempre melhorando o seu jogo”.’
Depois do Torneio de Campeões de 1997, por exemplo, Woods chamou o seu técnico e disse-lhe
que gostaria de reestruturar a sua tacada. O técnico Harmon advertiu Woods de que o resultado disso
não viria da noite para o dia — que Woods teria de praticar levantamento de peso para fortalecer os
músculos, especialmente dos antebraços; que levaria meses para ele se adaptar aos movimentos da
nova tacada; que o seu desempenho no torneio pioraria antes de melhorar. Woods aceitou o desafio e é
hoje um jogador de golfe melhor como resultado de sua nova tacada.
Assim como foi com Tiger Woods, a “busca por formação contínua” precisa vir do fundo da alma do
líder de célula. O supervisor pode ter um papel fundamental guiando a formação do líder, mas a busca
precisa vir do próprio líder. É trabalho do supervisor acender o fogo visionário que vai se desenvolver
no coração do líder. Gomo disse William Butler Yeats, “educação não é encher um balde, mas acender
uma fogueira”.

Prepare o ambiente para o crescimento:


Descubra a visão que seu líder já tem e molde-a. Embora você queira expandir a visão, você precisa
primeiro descobrir com o que o seu líder já está sonhando. Então agite essa visão, encoraje-a e faça- a
crescer.
Um dos meus líderes tem uma paixão por dons espirituais. Para ajudá-lo, providenciei recursos e in-
formações para capacitá-lo a descobrir e fortalecer os dons espirituais de cada membro da célula dentro
dos grupos que ele supervisiona. Outro líder ama o evangelismo. Para ele, arranjei materiais extras e
treinamento em como alcançar os não cristãos por meio das células. Os supervisores devem ajudar os
líderes a melhorar em todas as áreas (por exemplo: como liderar uma célula, como multiplicar uma célu-
la etc), como também devem providenciar informação extra e treinamento para desenvolver as paixões
únicas que cada líder tem. David Owen diz: “Um bom supervisor reconhece as diferenças entre os líde-
res, e ele ou ela ajusta o estilo de cada um de acordo com isso. Nós estamos lidando com pessoas!”.

Fertilize a grama:
As pessoas não podem fazer a grama crescer. Podem, no entanto, fertilizá-la e regá-la para que ela
cresça sozinha.De uma forma parecida, o supervisor prepara o ambiente para que os líderes cresçam.
O supervisor precisa incentivar os líderes, ajudando-os a alcançar os sonhos que já estão em seu
coração. O livro Leader as a Coach [O líder como supervisor] diz: Você não pode motivar as pessoas.
No entanto, você pode estimular suas motivações naturais. [...] Aborde seu trabalho de supervisor como
um jardineiro que não tenta motivar suas plantas a crescer, mas que busca a combinação certa de luz,
nutrientes e água para liberar o crescimento natural da planta. Um jardineiro providencia um ambiente
que conduz ao crescimento, assim como um supervisor cria as condições nas quais a motivação pesso-
al para se desenvolver vai florescer. Os supervisores precisam ser cuidadosos para evitar que os líderes
dependam demais deles. Eu aprendi essa lição da maneira mais difícil. Por muito tempo, dei aos meus
líderes conselhos de especialista. Ao dar a eles as repostas, encorajei-os a pensar: “O que Joel Co-
miskey faria aqui?”, em vez de: “O que eu devo fazer nessa situação?”. Na verdade, eu estava criando
uma dependência de Joel Comiskey ao dar-lhes as respostas, em vez de estimular a criatividade deles
e permitir que eles tomassem suas próprias decisões.

Desenvolvimento natural:
“As melhores pá e enxada do mundo não podem garantir uma boa colheita. Elas só tornam mais
provável o fato de que o crescimento não seja impedido. O mistério do amadurecimento está no
coração da semente, e o resultado da plantação depende grandemente das mudanças do clima.
Ainda assim, as ferramentas são importantes para ajudar a garantir que as sementes plantadas
deem fruto.” Marjoríe J. Thompson

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O objetivo da supervisão, ao contrário do objetivo do treinamento, é ajudar líderes a se tornarem
eternos aprendizes. Algumas vezes o supervisor vai precisar responder às perguntas e ser o especialis-
ta, mas primeiro ele deve tentar fazer com que o líder de célula tire algo de suas próprias experiências.
O líder deve lutar com a questão e esgotar seu próprio entendimento primeiro. Um bom supervisor vai
então aproveitar o discernimento que veio da boca do próprio líder e constantemente lembrá-lo de que
foi dele esse discernimento.

Permaneça na supervisão por um longo período:


Ver crescer um carvalho requer uma vida; muitas plantas, por outro lado, crescem e murcham rapi-
damente. Sou a favor de supervisão de longo prazo porque mudanças de valor levam tempo e precisam
de encorajamento.
Supervisionei um líder por quase um ano antes de Deus começar a me dar discernimento específico
para sua situação particular. Enquanto comíamos em um restaurante, ele compartilhou uma experiência
de ter testemunhado a dois motoqueiros. As luzes se acenderam na minha cabeça enquanto eu pensa-
va em várias outras histórias parecidas que ele havia me contado. Percebi que ele precisava focalizar
em seus dons evangelísticos; seu talento para o evangelismo era a chave para quebrar a barreira da
estagnação das células que ele supervisionava.
Por ter um compromisso de longa data com esse líder, fui capaz de discernir apropriadamente suas
necessidades. O melhor desenvolvimento leva tempo. Permaneça na batalha, seja um supervisor de
longo prazo.

Repita as mesmas jogadas:


Pensando nos meus dias de basquete na escola, ainda posso lembrar dos exercícios pelos quais o
técnico Seymour nos fazia passar: apoios, passes, bloqueios, rebotes, apoios, passes... Nós fazíamos
as mesmas coisas de novo e de novo, mas a prática fazia a diferença. É preciso praticar as mesmas
jogadas de novo e de novo até que as pessoas realmente as aprendam.
Bons supervisores sabem que a prática leva à perfeição. Eles não hesitam em repetir as mesmas
jogadas de novo, de novo e de novo. Bons supervisores, na verdade, são implacáveis em treinar, treinar
e treinar.
Jeromy Smith, um líder de célula de fala mansa, disse-me que seu supervisor Timothy tinha de lem-
brá-lo constantemente de falar mais alto no grupo. Jeromy disse: “Isso vinha de novo e de novo enquan-
to eu lutava — e ainda luto — para assumir o controle e falar mais alto em um grupo. Isso era particular-
mente problemático no verão quando o ar condicionado estava ligado [...] As pessoas tinham dificuldade
em ouvir o que eu estava dizendo. É difícil mudar, sendo que eu dificilmente noto que estou falando
muito baixo”. Seu supervisor persistiu em falar dessa fraqueza, e Jeromy melhorou consideravelmente
nessa área.

Oito hábitos que líderes de célula devem ter:


Em seu livro Oito Hábitos do Líder Eficaz de Grupos Pequenos, Dave Earley identifica ações-chave
que líderes precisam praticar repetidamente para serem eficazes. O supervisor pode ajudar o líder a
identificar seus hábitos fortes e fracos e então trabalhar com ele nos hábitos mais fracos lendo aquele
capítulo juntos.
• Sonhar liderar uma célula saudável que cresce e se multiplica.
• Orar pelos membros da célula diariamente.
• Convidar semanalmente pessoas novas para visitar a célula.
• Contatar regularmente os membros da célula.
• Preparar-se para o encontro da célula.
• Mentorear um auxiliar de líder de célula.
• Ter comunhão com os membros da célula por meio de atividades planejadas
• Crescer como líder por meio de desenvolvimento pessoal.
Informação é coisa barata quando não é mesclada com experiência. Ler um livro, participar em um
seminário etc. não faz as coisas acontecerem. As pessoas precisam de mais do que isso para serem
verdadeiramente eficazes. Elas precisam de prática constante.
Por meio de experiência própria, descobri que depender das informações sobre célula — em vez de
praticar os princípios que aprendi — geralmente leva ao fracasso. As informações somente terão im-
pacto por meio da repetição constante. Jesus usou esse método com seus discípulos. Ele os ensinava,
dava exemplos práticos de seus ensinamentos, permitia que eles falhassem e lhes ensinava de novo.

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Jesus os preparou para que tivessem sucesso no futuro ministério.

Confissões de um supervisor:
“Pensei que meus líderes de célula teriam a mesma paixão por grupos pequenos que eu tinha
[...] Aprendi que é minha responsabilidade como supervisor deles despertar fome e sede nos
líderes de grupos pequenos.” Eric Wishman

O guia da jornada para líderes de células:


Essa ferramenta de 16 páginas foi preparada para ajudar o supervisor a descobrir os sonhos, dons,
áreas de necessidade, os pontos fortes e fracos de líderes de célula. Os líderes preenchem o material
Journey Cuide [Guia da Jornada] sozinhos e depois se encontram um-a-um com seu supervisor para
conversar sobre as suas respostas. Você pode fazer o download de um plano detalhado para liderança
de líderes de célula por meio de encontros um-a-um na página <www.touchusa.org/interviewguide.asp>
(em inglês).
“O supervisor desempenha alguns dos mesmos papéis de um pai: ele precisa deixá-los [os líde-
res] crescer, tomar suas próprias decisões, tentar coisas novas, e até mesmo ‘falhar’ em algu-
mas áreas. [O supervisor] não deve ‘fazer’ tudo pelos líderes, mas deve ser um recurso, guiando-
-os e confortando-os.” Cari Douthit, Foothills Chrístian Churctf

Repita as mesmas jogadas:


Werner Kniesel, pastor de uma igreja de 3.000 membros em Zurique, Suíça, levou 15 anos para
desenvolver células eficazes. Durante esse tempo, ele repetiu as mesmas “jogadas” em uma variedade
de contextos e com uma variedade de pessoas até que eles começassem a aprender. Ele continuou
treinando seus líderes-chave repetidamente sobre os valores do ministério de células até que estes se
tornassem hábitos para os seus líderes.’*
“O grande propósito da vida não é conhecimento, mas ação.” Thomas Henry Huxle

O modelo de treinamento de Jesus


• Eu faço — você observa
• Eu faço — você ajuda
• Você faz — eu ajudo
• Você faz — eu observo

Sugestões de desenvolvimento:
Divida a experiência de aprendizagem em espaços de tempo. Não tente fazer tudo de
uma vez. Dê às pessoas a chance de caminhar em seu próprio ritmo. Novos comportamentos e novas
formas de pensar são mais bem assimiladas quando são espaçadas. Talvez seu líder tenha feito um
curso sobre multiplicação de células ou lido um livro que você recomendou sobre o assunto. Agora você
precisa guiá-lo passo a passo no processo de longo prazo de multiplicar a célula dele. Ensaiem os pas-
sos de novo e de novo.
Promova experiências ativas. As pessoas precisam praticar o que aprenderam, sair do teórico
para o prático. Dê ao líder oportunidades específicas para trabalhar com a informação. O líder que está
aprendendo sobre multiplicação da célula deve praticar um passo de cada vez na célula dele. Encora-
je-o a tentar cada tática depois que vocês a revisaram. A medida que ele pratica e vê isso em ação, ele
vai internalizando os passos.
Eleve o nível. O desenvolvimento ocorre quando o supervisor tira os líderes de sua zona de
conforto para aprender. Se você mantiver seus líderes em um nível por muito tempo, eles irão parar de
aprender, e talvez até regredir. Não vão mais se desenvolver. Elevar o nível gradativamente encoraja o
progresso contínuo. Aumente passo a passo o desenvolvimento, para que você consiga colocá-los no
ponto de desconforto que não ultrapasse os limites deles.

Elevando o nível:
‘Se você só faz coisas que sabe fazer bem e as faz confortavelmente, você nunca irá alcançar alvos
mais elevados.” Linda Tsao Yang’

Tire vantagem de momentos “supervisionáveis”:


Depois de anos de tentativas e erros infrutíferos, Thomas Edison estava chegando perto da desco-

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berta do filamento apropriado para a lâmpada de luz elétrica. Produzir cada novo filamento e testar cada
lâmpada levava horas de intenso esforço. Momentos antes de um teste crucial, Edison e seus colegas
observavam enquanto um jovem ajudante, carregando a mais nova lâmpada, tropeçou nos degraus e
espatifou a lâmpada no chão. O ar estava pesado com o desapontamento de toda a equipe. No dia se-
guinte, depois de outro esforço concentrado, Edison mostrou sua boa vontade em tolerar erros ao pedir
ao mesmo jovem ajudante para carregar a nova lâmpada à área do teste.
Aquele espírito era um ingrediente essencial do génio inovador de Edison. As pessoas aprendem
melhor quando são confrontadas com desafios e dificuldades — quando elas estão se recuperando
de um “tombo”. Tire vantagem dessas oportunidades para supervisionar. Lembre o líder de conversas,
seminários ou experiências passadas.
Os líderes às vezes erram. Mas a falha é um ótimo professor. Quando um líder falha, Deus pode usar
essa falha se o líder quiser. Mais do que isso, a falha ensina suas lições rapidamente, e a vida é cheia
de oportunidades de aprender com ela. Infelizmente, uma das primeiras lições da vida é que a falha é
ruim, até mesmo vergonhosa. As pessoas aprendem a esconder suas falhas, criar desculpas para elas
ou ignorá-las — e assim perdem o valor de aprender ao tentar descobrir o que saiu errado.
Lembre seus líderes de que há uma grande diferença entre falhar ou fracassar em algo e ser um fra-
casso. Todos vão fracassar em várias coisas na vida. As pessoas simplesmente precisam usar o fracas-
so para avançar.
Quando um de seus líderes falhar, ele ou ela provavelmente vai pedir conselhos. Antes de dar seu
conselho, verifique com o líder quais as lições que ele aprendeu. Encoraje os líderes a responderem
suas próprias questões ajudando-os a encontrar soluções para seus problemas. Esteja disponível para
estimulá-los a chegarem a suas próprias conclusões.
Quando Jesus andava com seus doze discípulos há mais de 2000 anos atrás, eles tinham acesso
imediato a ele e podiam fazer-lhe perguntas em tempo real. A forma mais imediata de interagir hoje é
por meio do telefone, que também pode ser usado pelos líderes para ter acesso a seus supervisores.
Certifique-se de que seus líderes de célula saibam que podem entrar em contato com você a qualquer
hora com suas dúvidas e preocupações. A melhor aprendizagem ocorre quando o líder tem uma neces-
sidade ou sente falta de alguma coisa. É seu trabalho tirar vantagem de momentos tão oportunos de
supervisão.

Não tenha medo de errar:


“O maior erro que alguém pode cometer na vida é viver com medo de cometer um.” “Aquele que não
comete erros não progride.”

O supervisor como pessoa de recursos:


Os supervisores de células devem ser “centros de distribuição de recursos para células”. Eles devem
se certificar de que os líderes estão lendo livros, participando de seminários, e buscando novas formas
de melhorar sua capacidade de liderança. É responsabilidade do supervisor ajudar a interpretar as infor-
mações ao se encontrar com seus líderes individualmente ou no contexto de grupo.
Quando me encontro mensalmente com meus líderes, discutimos um diferente livro sobre células.
Nós estudamos o livro juntos e aprendemos o conteúdo em um ambiente interativo. Todos participam.
Todos compartilham. Todos aplicam o que aprenderam em suas próprias experiências. Diferentes auto-
res têm diferentes estilos e perspectivas sobre células, assim como os líderes. Ver células sob diferen-
tes ângulos permite aos líderes escolherem o estilo que mais se encaixa em seus grupos. Nenhum dos
grupos é idêntico, o que significa que eles não podem ser liderados exatamente da mesma maneira.
Os supervisores apoiam o ministério de cada líder ao conectá-lo com os recursos, como cursos,
treinamento ou apoio de oração

Bons livros para ler com líderes de célula


• How to Lead a Creat Group Meeting [Como Liderar um Excelente Encontro de Célula], de Joel Co-
miskey
• Oito Hábitos do Líder Eficaz de Grupos Pequenos*^ de Dave Earley
• Liderando com o Coração*, de Michael Mack
• Crescimento Explosivo da Igreja em Células*, de Joel Comiskey
• Making Cell Groups Work [Fazendo as células funcionarem], de Scott Boren V Nine Keys to Effec-
tive Small Group Leadership [Nove Chaves para a Liderança Eficaz de Grupos Pequenos], de Cari
George

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• Manual do Líder de Célula*, de Ralph Neighbour, Jr. y The Big Book on Small Groups [O Grande
Livro sobre Grupos Pequenos], deJeff Arnold
25 Segredos para Derrotar a Crise na Comunhão**, de Lowell Bailey
A Igreja em Células**, de Larry Stockstill
Publicados em português pelo Ministério Igreja em Células. ** Títulos sugeridos pelo tradutor.
Bons recursos vão ajudar você e seus líderes de célula a criar estratégias melhores. Cabe a você,
supervisor, colocar seus líderes em contato com os recursos de que eles precisam para ter êxito. Boas
fontes vão encher suas mentes com as sementes necessárias para fazer o trabalho. Torne-se uma
pessoa de recursos, e você vai aperfeiçoar-se e proporcionar o aperfeiçoamento dos líderes sob sua
supervisão.

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TAREFA PARA CASA
1- Cite quais são os 08 hábitos de um supervisor e como você exerceria cada um na prática:
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LIÇÃO VI
UM SUPERVISOR EFICAZ
Conecte-se:
Tenha o costume de entrar em contato on-line com seus líderes o tempo todo. Esteja constantemente
enviando artigos, citações e encorajamento por meio de e-mails.
Comunicar-se on-line com seus líderes é uma maneira rápida e eficaz de prover recursos. Você pode
enviar pedidos de oração urgentes, atualizações do ministério de células em tempo real, e material útil
que vai encorajá-los a perseverar em momentos de desânimo. A informação enviada por e-mails é ótima
porque seus líderes podem processar a informação em particular e tê-la em mãos para uso futuro. Para
aqueles que têm prática na internet, outra opção on-line são programas de comunicação instantânea
como o “Messenger”. Ainda assim, acredito que uma simples ligação telefónica é a forma mais pessoal
e eficaz.

Falta de habilidade ou falta de aplicação do conhecimento?


Os líderes frequentemente param de crescer porque falham na aplicação da informação que eles já
têm. Eles adquirem conhecimento, e podem usá-lo ou perdê-lo. Os líderes frequentemente atingem um
bloqueio de crescimento, não porque lhes falta habilidade para ter êxito, mas porque eles falharam ao
aplicar o conhecimento que eles já tinham. A não ser que eles escolham usá-la, a informação não fará
bem algum. Leader as Coach (O Líder como Supervisor) diz:
“Em muitos casos, as pessoas já têm a habilidade ou o conhecimento de que precisam, mas lhes falta
confiança, motivação ou técnicas para aplicar as novas habilidades.” Determine se eles precisam focali-
zar em aprender ou em fazer; identifique que chave vai destrancar o desempenho de cada pessoa.
Um dos principais papéis de um supervisor é ajudar os líderes na aplicação das suas habilidades. O
supervisor não deve se concentrar somente em desenvolver os líderes de célula de acordo com o que
eles precisam (por exemplo, evangelizar, ouvir, liderar uma célula ou como fazer a comunidade acon-
tecer), mas também na forma como os líderes melhor se desenvolvem. Isso é chamado de supervisão
situacional.
Vinícius é uma pessoa auto motivada que dirige seu próprio negócio. Ele e sua esposa Patrícia de-
sejam seguir a Jesus acima de tudo e são ótimos líderes. Aprendi que Vinícius responde melhor a um
estilo de liderança mais distante. Eu delego muito a Vinícius, sabendo que ele é um discípulo maduro.
Eu falharia terrivelmente com Vinícius e Patrícia se interviesse demais ou exigisse que eles cumprissem
certas tarefas.
Michael, por outro lado, é um líder que não cumpre seus compromissos. Embora seja espiritualmen-
te maduro, falta-lhe motivação para muitas tarefas na vida. Descobri que a melhor aproximação para a
liderança com Michael é a aproximação direta. Preciso dizer exatamente o que eu quero que ele faça e
então supervisioná-lo de perto para ter certeza de que ele o fará. É importante usar o estilo que mais se
adapta a cada um de seus líderes. A única forma de você saber a diferença é conhecendo intimamente
cada líder e o que ele precisa.

O alvo é conformidade com Cristo:


Jesus fez diferença na vida de seus discípulos? Totalmente. Os discípulos cresceram socialmente,
intelectualmente e espiritualmente. Todos notavam a diferença que Jesus fazia. Esses homens eram
simples e não possuíam educação formal. Em Atos 4.13, lemos: “Vendo a coragem de Pedro e de João,
e percebendo que eram homens comuns e sem instrução, ficaram admirados, e reconheceram que eles
haviam estado com Jesus”.
Seu alvo como supervisor é ajudar seus líderes a se tornarem conforme a imagem de Jesus Cris-
to. Romanos 8.29 diz: “Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem
conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos”. O alvo da
supervisão é resumido nas palavras de João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”
(Jo 3.30).

Desenvolver uma estratégia:


Minha família adora o filme Duelo de Titãs. Baseado em uma história real sobre tensões raciais, fim
da segregação e amizade inesperada, esse filme é focado em uma coisa — a estratégia do técnico
Boone. O técnico Boone, representado pelo ator Denzel Washington, é um técnico de futebol americano

31
negro que precisa desenvolver mais que uma estratégia para vencer no campo — ele precisa transfor-
mar um time branco e um time negro em um só time. Da mesma forma, supervisores precisam ajudar
os líderes de célula a desenvolver estratégias que vão fazer os grupos irem em frente para cumprir a
visão que Deus lhes deu

Estratégia da visão:
Antes de escolher uma direção, os líderes precisam primeiro desenvolver uma imagem da situação
futura da célula em uma condição melhor do que a atual. Um animado líder de célula tinha a visão de
uma escola de ensino médio cheia de grupos pequenos. Esse sonho o estimulou a fazer planos práticos
para a multiplicação da célula. Sua visão era contagiante, e ele motivou outros a apoiá-la
Encoraje seus líderes de célula a sonhar sobre seus grupos, a perguntar a Deus sobre a direção
que ele deseja para a célula. Ajude seus líderes a desenvolver uma visão do crescimento espiritual dos
membros da célula, os possíveis novos líderes e a multiplicação do grupo.

Johnson escreveu: “O primeiro elemento ao criar nossa estratégia é visão. Esse é o elemen-
to que torna nossa estratégia dinâmica. Muitos grupos estagnam ou decidem ser só um grupo social
devido à falta de uma visão clara. Inclua seus líderes e gaste muito tempo orando para buscar a visão
de Deus para o seu grupo. Lembre-se de que esse é um ministério de Deus, não seu. Ao incluir seus
líderes, eles se tornarão mais donos da visão e aprenderão a fazer o mesmo quando se tornarem su-
pervisores.”
Então qual é a visão estratégica para as células? Jesus deixa isso claro em Mateus 28.18-20: faça
discípulos. O ministério de células é uma das melhores maneiras de cumprir a ordem de Cristo de fazer
discípulos. Os líderes de célula estarão cumprindo Mateus 2:18-20 quando começarem a supervisionar
os novos líderes que deixaram suas células para começar seus próprios grupos.’

Estratégia chave: Desenvolvimento de liderança “O crescimento das células baseia-se na forma-


ção de líderes de dentro da própria célula. A prioridade mais alta do líder é identificar futuros auxiliares e
começar o processo de mentoreamento.”

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TAREFA PARA CASA
EXERCÍCIOS DO LIVRO: MULTIPLICANDO DISCÍPULOS DE PRA. MÁRCIA E ALUÍZIO
A. SILVA.

1- Faça um breve relato dos pontos que mais chamaram a atenção, sobre ser uma liderança que
gera discípulos:
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2- Cite quais são os pecados ocultos que podem corroer a liderança e fale um pouco sobre cada
um deles e como você poderá ajudar seu liderado a vencê-los?
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3- Quais são as 5 maneiras que o diabo usa para atacar a liderança? Usando suas próprias pala-
vras fale um pouco sobre cada uma delas.
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LIÇÃO VII
AMPLIANDO A VISÃO
O escritor relata: Em 1992, escrevi no meu manual da célula “O foco das células é evangelismo e
discipulado”. Na mesma página, disse também: “O objetivo principal do nosso sistema é que os mem-
bros de cada célula experimentem verdadeira comunhão uns com os outros”. Como muitos outros, eu
acreditava que a estratégia principal da célula era crescimento interno, trabalhar com os grupos existen-
tes para fazê-los melhores. Pensava que o principal objetivo de um supervisor era criar uma comunhão
melhor e evitar problemas. Embora ainda acredite que comunhão e outros detalhes da célula sejam
subjetivos importantes, não acho que esses detalhes devam controlar sua estratégia geral. Enquanto
pesquisava para minha tese de doutorado as maiores igrejas em células do mundo, notei algo diferente.
As células dessas igrejas eram muito saudáveis, mas o foco delas era o empenho evangelístico que
resultava em multiplicação. O alvo da estratégia geral era multiplicar as células. Os subjetivos eram
boas dinâmicas de grupo pequeno, evangelismo eficiente na célula, melhor comunhão entre os mem-
bros, treinamento de liderança etc.
Ao pesquisar células ao redor do mundo, descobri que as células não são a resposta. A não ser que
os membros do grupo se tornem líderes de célula, as células vão estagnar e morrer.

Multiplicação é questão de saúde


Quando as pessoas ouvem que a multiplicação da célula é o principal objetivo do ministério em célu-
las, elas pensam nos números ou que o crescimento da igreja é o objetivo final. Na verdade, a situação
é exatamente inversa. A principal preocupação é a saúde da igreja. O fato é que células saudáveis são
células que se multiplicam.

Cuidado na multiplicação
Certifique-se de que os futuros líderes da multiplicação estejam preparados para evangelizar seus
amigos e comunidades. É possível que os líderes encham suas células com pessoas que frequentam
as celebrações de domingo e nunca busquem pessoas de fora. Para evitar isso, encoraje os líderes a
trazer para as suas células pessoas que frequentem a celebração (talvez 7 pessoas), mas com o objeti-
vo de mobilizar esses membros para continuamente exercitarem os seus “músculos de evangelismo”.

Multiplicação = Saúde
A pesquisa de Christian Schwarz descobriu oito qualidades de todas as igrejas que crescem (depois
de processar 4.2 milhões de dados de 1.000 igrejas em 32 países). Schwarz disse: Se fôssemos iden-
tificar um princípio como o mais importante, então seria sem dúvida a multiplicação dos grupos peque-
nos. E continuou: Perguntamos a todos os participantes da pesquisa[...] sobre planos concretos para
seu próprio grupo [multiplicação]. Praticamente nenhum outro aspecto da igreja tem tamanha influência
tanto no índice de qualidade como no de crescimento de uma igreja. O foco na consequência da multi-
plicação é necessário para a saúde da célula. Não é um jogo de números ou uma armadilha estatística.
Pelo contrário, é a única forma de manter a célula saudável.

Preste atenção nos detalhes


Embora a visão estratégica seja a multiplicação da célula, os supervisores precisam gastar a maior
parte do seu tempo focalizando nos detalhes: levantando novos líderes, promovendo evangelismo e
discipulado, e mantendo os líderes de célula saudáveis.
Para que a multiplicação aconteça, o líder deve fazer algumas coisas certas. É função do supervisor
ajudar o líder com cada uma dessas coisas.
Um dos detalhes mais importantes é encontrar um auxiliar. O supervisor deve trabalhar com o líder
de célula para identificar um auxiliar em potencial, que tenha fome por Deus e fidelidade na frequ-
ência e participação na célula. Então o supervisor deve ajudar o líder a se aproximar e desenvolver o
auxiliar.
Há vários outros detalhes que são essenciais e que um supervisor precisa tratar com seus líderes.
Os líderes precisam melhorar as dinâmicas da célula, discipular os membros da célula e evangelizar
novas pessoas para a multiplicação da célula. Focalizar em um detalhe à custa de outros vai diminuir
o ritmo de crescimento e até mesmo interrompê-lo. Se um líder se concentra apenas nas dinâmicas
da célula (por exemplo, a edificação, habilidades de ouvir etc), o desenvolvimento da liderança vai ser

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prejudicado. Se o líder só focaliza em discipulado, o grupo vai crescer para dentro e estagnar. Se o líder
centraliza no evangelismo, muitos cristãos vão sair pela porta dos fundos. Para que os líderes de célula
alcancem o ponto da multiplicação da célula, eles precisam fazer bem muitas coisas e devem ser para-
benizados e honrados por isso.
Para multiplicar um grupo, o líder precisa orar diariamente pelos membros da célula, preparar-se
espiritualmente diante de Deus, visitar os membros do grupo regularmente, fazer diversos telefonemas
para convidar visitantes, preparar as reuniões da célula, fazer qualquer outro preparativo, e, sobretudo,
treinar novos líderes que conduzam as novas células. É um pacote completo.

Dicas pata desenvolver e liberar novos líderes


• Lance a visão desde o primeiro dia.
• Relembre e reveja a visão regularmente.
• Ore sobre quem liberar e quando.
• Delegue responsabilidades.
• Focalize no equilíbrio e a multiplicação virá.
• Evite terminologia negativa (por exemplo, dividir, quebrar, separar).

Bons líderes delegam tarefas o máximo possível, estimulando outros no grupo a visitar, fazer tele-
fonemas e participar na célula. Os líderes de célula precisam simplesmente ter certeza de que alguém
está cuidando desses detalhes.

Estabeleça uma data para a multiplicação


O supervisor e o líder de célula devem sonhar juntos sobre uma data concreta para multiplicar a cé-
lula. A data deve ser distante o suficiente para garantir a saúde da célula-mãe e das células filhas, mas
próxima o suficiente para garantir urgência. Os líderes devem discutir o alvo da multiplicação com os
membros da célula. Considerando que a reprodução da célula envolve todos os membros do grupo, e
também que um ou dois dos membros serão até líderes do novo grupo, é importante ser direto e aberto.
O alvo da multiplicação começa com os membros da célula.
Os 700 líderes de célula entrevistados no questionário para o meu doutorado foram perguntados:
“Você sabe quando o seu grupo vai multiplicar?”. As respostas possíveis eram “Sim”, “Não” ou “Não
tenho certeza”. Os líderes de célula que sabiam seu alvo — quando os seus grupos multiplicariam —
consistentemente multiplicaram seus grupos com mais frequência do que os líderes que não sabiam.
Os líderes que falham em estabelecer alvos que podem ser lembrados claramente pelos membros da
célula têm uma chance em duas de multiplicar suas células. Mas, para os líderes que estabelecem
alvos claros, as suas chances de multiplicar aumentam para três em quatro.
Estabelecer uma data de multiplicação ajuda a guiar os vários elementos da célula a um único propó-
sito. Sem uma data, não há preparação. Uma mãe grávida sabe aproximadamente quando será o nas-
cimento. Ela prepara seu mundo todo para o nascimento da criança — a casa, seus hábitos, o futuro. A
data do nascimento enche a agenda da mãe e domina suas atividades. Tudo flui a partir disso.
Quanto tempo leva para multiplicar um célula? Um ano é normal. Entretanto, isso muda de país para
país, dependendo da receptividade das pessoas. Em países da América Latina, a média é de 9 me-
ses, e em algumas cidades a multiplicação leva apenas 6 meses. Na Europa leva-se mais tempo para
multiplicar, às vezes até 24 meses.

Guiando o processo de multiplicação:


Um bom supervisor irá gentilmente lembrar seus líderes sobre a multiplicação. “George, quem você
está preparando para liderar o próximo grupo?” “Você já falou ao grupo sobre o propósito maior da mul-
tiplicação da célula?” Se você notou uma tendência à estagnação, delicadamente encoraje seus líderes
a multiplicar. Então os ajude a encontrar e preparar novos líderes. Muitas vezes os líderes não sabem o
que procurar em um auxiliar. Eles tentam descobrir talentos, dons ou personalidade.

O papel do supervisor no nascimento


• Lançar a visão.
• Consolidar o líder e seu auxiliar.
• Participar no processo (ir a encontros que levem o nascimento do novo grupo).
• Acompanhar de perto (estar em constante contato com o líder durante o processo) > Administrar
(prover recursos e treinamento para o líder).

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Seminário de planejamento estratégico - As 4 dinâmica
Jim Egli identificou quatro valores-chave que formam células saudáveis e resultam em novos grupos:
oração, comunhão, evangelismo relacional e discipulado. Ele desenvolveu o seminário “Melhorando as
dinâmicas da célula” para o qual a célula inteira se reúne e identifica o nível de cada um desses valores
em sua célula. Então cada grupo pode trabalhar junto para criar um plano com o objetivo de desenvol-
ver cada um desses valores. Os membros da célula têm a oportunidade de contribuir com ideias para
a estratégia e podem até mesmo vir a executá-las. Quando as células usam essa ferramenta para
desenvolver uma estratégia, seus membros enxergam como eles mesmos podem contribuir para a
visão e até se tornar líderes. Quando os membros se envolvem, a célula se torna um ambiente empol-
gante para ministrar c crescer. Isso também evita que o líder se sinta como Atlas, com o peso do mundo
nos seus ombros.
Passe o bastão:
No final de sua vida, Paulo exortou seu próprio discípulo Timóteo: “E as palavras que me ouviu dizer
na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar
outros” (2 Tm 2.2). Observe a palavra “fiéis”. O trabalho de passar o bastão a sucessivas gerações de
líderes não pode parar devido a um elo ruim na corrente. O desenvolvimento de líderes precisa conti-
nuar. A principal tarefa de um líder de célula, portanto, deve ser eliminar sua própria função ao treinar
membros da célula para liderar o grupo. Longe de perder seu lugar, líderes que fazem discípulos ga-
nham autoridade, nova liderança e multiplicação da célula. No final, eles se tornam supervisores! Ao se
concentrar no desenvolvimento de liderança, supervisores ajudam líderes a multiplicar seus ministérios
de novo, de novo e de novo.

Falando a verdade em amor:


Decidi que tinha de confrontar um de meus líderes em um assunto particularmente complicado e
delicado. O problema estava profundamente escondido — até que conheci intimamente esse líder. Era
um daqueles problemas que eu jamais teria notado a não ser no contexto de uma supervisão pessoal,
embora estivesse afetando os líderes ao redor dele e impedindo-o de exercer uma liderança efetiva.
Para ser franco, eu não queria falar com ele sobre isso. Ele explodiria? Iria me rejeitar? O amor me
disse que precisava confrontá-lo. Quando então lhe falei a verdade em amor, ele aceitou meu conselho,
comprometeu-se a mudar, e me agradeceu por aquilo.
O supervisor não é um bom supervisor se ele permite que o líder permaneça na mediocridade ou
ande no caminho errado. Diga a verdade. Diga-a como ela é! Paulo diz em Efésios 4.15 “Antes, se-
guindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. O amor assegura que
os supervisores serão sensíveis quando ousarem dizer a verdade. As pessoas muitas vezes separam
“amor” de “confronto”: o amor é bom, o confronto é ruim. David Augsburgcr, no entanto, acredita que os
dois trabalham juntos. Ele criou a expressão “amor que confronta”. Ele escreve:
Amor que confronta é oferecer cuidado genuíno que encoraja o outro a crescer. [...] Amor
que confronta é oferecer confronto real que traz nova visão e entendimento. [...] Amor que confronta
une amor e poder. Amor que confronta une a preocupação com relacionamentos com a preocupação
com alvos. Então pode-se ter algo pelo que trabalhar (alvos) assim como alguém com quem trabalhar
(relacionamentos) sem sacrificar um pelo outro ou sem que um destrua o outro.

Formas de ver conflitos:


• Fatalismo: “Simplesmente não consigo me dar bem com aquela pessoa”. Reação: Vou brigar com
ela!
• Fuga: “Preciso evitar conflitos porque isso dói demais”. Reação: Vou fugir.
• Certo ou errado: “Preciso expor o seu erro”. Reação: Desisto
• Diferença mútua: “Eu vou até certo ponto para resolver o conflito”. Reação: Cedo até certo ponto.
• Natural, normal: “Tenho diferenças genuínas que podem ser resolvidas”. Reação: Amo o suficiente
para confrontar
A Bíblia diz que Jesus era cheio de graça e de verdade (Jo 1.14). João 1.17 diz: “Pois a Lei foi dada
por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo”. Supervisores às
vezes pensam que supervisionar significa balançar a cabeça concordando com tudo o que o líder diz.
Mas supervisionar é mais que responder com um ouvir empático.
A maioria das pessoas tende a enfatizar a graça em vez da verdade. Elas querem que os outros gos-
tem delas. Querem dar uma boa impressão. Jesus, no entanto, era cheio de graça c de verdade. O bom
supervisor vai equilibrar graça (por exemplo, ouvir, encorajar, cuidar) e verdade (por exemplo, estraté-

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gia, desafio).
Você pode imaginar um técnico que não diz aos jogadores quando eles precisam melhorar? Um bom
técnico vai focalizar as fraquezas dos jogadores para melhorá-los. Os jogadores esperam isso de seus
técnicos.
A maioria das pessoas vive sob o lema: “Evite conflitos a qualquer custo”. Mas conflitos e desen-
tendimentos vão acontecer, não importa o que as pessoas façam ou quão bem o façam. Um provérbio
chinês afirma: “O diamante não pode ser polido sem atrito, nem o homem ser aperfeiçoado sem lutas

“A resposta sincera é como beijo nos lábios.”


Provérbios 24.26

Dez princípios sobre confrontar:


1. Confronte assim que possível
2. Separe a pessoa da ação errada
3. Confronte apenas o que a pessoa pode mudar
4. Dê à pessoa o benefício da dúvida (comece com a hipótese de motivação dela está correta)
5. Seja específico
6. Não use de sarcasmo
7. Evite palavras como “sempre” e “nunca”
8. Diga à pessoa como você se sente sobre o erro cometido
9. Dê à pessoa um plano para resolver o problema
10. Confirme-a como pessoa e como amiga que
Conter-se e ser “bonzinho” quando você deveria compartilhar a verdade não vai ajudar o seu líder.
Desafie seu líder, e ele vai agradecê-lo por isso. A Bíblia inclusive diz em Hebreus 3.13: “Encorajem-se
uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, de modo que nenhum de vocês
seja endurecido pelo engano do pecado”.

Interrompendo seu líder


A interrupção é uma técnica que permite ao supervisor redirecionar a conversa quando o líder estiver
“enrolando”. Também é ótimo quando o supervisor sente que o Espírito de Deus quer levar a conversa
em uma direção diferente. Em vez de esperar educadamente por uma pausa, o supervisor interrompe e
redireciona a conversa.
Interromper ajuda a manter o equilíbrio na supervisão. De um lado do espectro está o supervisor que
fala demais; do outro lado, o que não fala quando deveria. Se o supervisor não interromper algumas
vezes, especialmente quando o líder começa a “enrolar”, o líder vai começar a pensar que os encontros
com o supervisor são um momento para contar histórias. E é muitíssimo importante interromper quando
o Espírito de Deus interromper você, supervisor.
Considero a ideia da interrupção muito libertadora. Quando estou supervisionando líderes, tento ouvir
no nível 3, sintonizando com o líder e o Senhor. Meu alvo é prestar atenção em todas as coisas que
estão acontecendo ao meu redor — a voz do líder, dicas não-verbais, conversas anteriores, e especial-
mente o Espírito de Deus. Às vezes, sinto o Espírito me dizendo para explorar uma área diferente, então
interrompo e pergunto algo ao líder, como: “Você ainda está tendo dificuldade com o António falador?”
ou “Você teve algum progresso em gastar tempo regular com Jesus?”.

Pedindo permissão:
O supervisor deve pedir a permissão dos líderes para confrontá-los em um nível mais profundo. Em-
bora haja aquelas interrupções espontâneas quando o supervisor intervém intencionalmente, é melhor
perguntar ao líder antes de intervir em áreas privadas da vida dele. Uma forma de pedir seria: “Jane,
posso compartilhar algo que vejo sobre sua vida?”.
Um líder que supervisionei compartilhou um testemunho na frente dos líderes que ele estava super-
visionando: “Eu estava pronto para jogar a toalha e desistir, mas o Senhor me encorajou hoje a conti-
nuar”. Embora ele quisesse glorificar a Deus por ajudá-lo a perseverar, senti que seu testemunho havia
dado a impressão oposta — seu compromisso estava tão instável que ele poderia desistir a qualquer
momento. Senti que precisava discutir seu nível de comprometimento. Comecei: “Você me permite com-
partilhar algo com você?”. Ele imediatamente abriu a porta que me deu acesso à sua vida. Compartilhei
da minha preocupação, e ele a recebeu com amabilidade. Um pouco depois esse mesmo líder me pediu
permissão para contar algo que o estava incomodando, aprofundando nosso relacionamento ainda

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mais.
Ao pedir permissão antes de levantar um problema ou preocupação, você aumenta o respeito que
seus líderes têm por você. Você está colocando o controle da situação em seu devido lugar — nas
mãos do líder. Pedir permissão é especialmente importante quando o assunto é mais íntimo que o
normal ou potencialmente constrangedor para o líder. Pedir permissão lembra os líderes de que eles
também têm poder no relacionamento. Demonstra que o supervisor conhece os limites do seu poder.
O supervisor não é o chefe do líder.

Pedido em vez de ordem:


“A palavra “pedido” é muito poderosa quando temos de desafiar um líder. O supervisor pode dizer:
“Por favor, fale com o João sobre fazer o Trilho de Treinamento”, ou “Por favor, tire um dia de folga com
sua família”. Ao dar sugestões de uma forma que não soem como ultimatos, o líder tem a oportunidade
de comprar sua ideia em vez de obedecer só porque o supervisor disse assim.

Desafie seu líder a cumprir a visão que ele tem:


Deus disse a Abraão que ele seria o pai de muitas nações. É verdade, Abraão teve suas dúvidas.
Mas em última análise, seu testemunho, conforme escrito na Bíblia, é que ele se manteve firme na visão
de Deus: Abraão, contra toda esperança, em esperança creu, tornando-se assim pai de muitas nações,
como foi dito a seu respeito: ‘Assim será a sua descendência’. Sem se enfraquecer na fé, reconheceu
que seu corpo já estava sem vitalidade, pois já contava com cerca de cem anos de idade, e que tam-
bém o ventre de Sara já estava sem vigor. Mesmo assim não duvidou nem foi incrédulo em relação à
promessa de Deus, mas foi fortalecido em sua fé e deu glória a Deus, estando plenamente convencido
de que ele era poderoso para cumprir o que havia prometido (Rm 4.18-21). A visão cativou Abraão, e
mesmo na sua idade avançada ele deu glória a Deus, crendo que Deus cumpriria sua Palavra. Assim
como a visão de Abraão, a visão dos líderes será testada e desafiada. O supervisor está ali para enco-
rajar o líder a cumprir a visão de Deus. Um dos líderes que estou supervisionando criou uma maravi-
lhosa visão de multiplicação — que foi testada e experimentada em várias ocasiões. Ele enfrentou sua
parcela de obstáculos e empecilhos — assim como Abraão. Gastei muito tempo só ouvindo e cuidando
desse líder, mas também me senti compelido a dizer: “Bill, você está organizado para alcançar seus
alvos? O que você está fazendo?”. Bill tem uma personalidade passiva e relaxada, e precisa de um
desafio forte para mantê-lo avançando. Às vezes, eu o desafio com veemência para cumprir a visão que
Deus havia lhe dado. Bill espera isso de mim. Ele percebe que meu papel como supervisor é desafiá-lo
a persistir na visão que Deus lhe deu.
Ê muito fácil deixar a visão malograr ou até morrer. Você, supervisor, pode guiar seus líderes a cum-
prirem a visão que lhes foi dada por Deus. Amavelmente ajude-os a ver o quadro maior e a continuar
persistindo em direção à linha de chegada.

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TAREFA PARA CASA

1- Por que a multiplicação da célula é uma questão de saúde?


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2- ‘Como é o preparo de uma célula para a multiplicação?


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3- Como um supervisor pode trabalhar no desenvolvimento de novos líderes?


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4- Por que estabelecer uma data para a multiplicação da célula é tão importante?
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5- Quais são os 10 princípios sobre confronto?


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LIÇÃO VIII
REFINANDO A SUPERVISÃO
Aumentando a autoridade da Supervisão:
Uma de minhas histórias preferidas da Bíblia é o crescimento de Davi na liderança, contrastado com
o declínio de Saul. Deus não levantou Davi da noite para o dia. Deus desenvolveu o caráter de Davi
passo a passo, uma batalha de cada vez. Um dos primeiros testes de Davi foi defender suas ovelhas do
leão e do urso. Ele mais tarde cresceu em sua liderança ao trabalhar com 600 homens que estavam em
tantas dificuldades quanto Davi. Mas conforme Davi permanecia fiel a Deus e passava todos os desa-
fios, ele finalmente se tornou rei de Israel e um dos maiores líderes da Bíblia.
Os supervisores também crescem ao enfrentar uma batalha de cada vez. Eles começam liderando
uma célula e cuidando dos membros da célula. Eles aceitam e aprendem a partir de testes e desafios.
Conforme os líderes são fiéis nas coisas pequenas, Deus dá a eles responsabilidades maiores, uma
das quais é supervisionar outros líderes. A maioria dos supervisores não se sente adequada. Como
Davi, todos os supervisores estão em uma jornada, um processo em que sua fé é testada.
Com cada batalha enfrentada, cada quilómetro percorrido, cada lição aprendida, os supervisores de
célula vão aumentando sua autoridade de supervisão. À medida que a autoridade aumenta, também
aumenta a unção para ministrar, aumentando assim o número de pessoas sendo tocadas pela vida do
supervisor.

Autoridade de posição:
Tenho um primo que é médico e trabalha com uma organização governamental em Washington,
D.C. Sua posição e localização dão a ele acesso aos políticos de Washington e às pessoas asso-
ciadas a eles. Certa vez ele comentou que os senadores tendem a esquecer que a posição deles — e
não sua pessoa — traz prestígio, atenção e poder. Ele me contou como os congressistas ficam transtor-
nados depois de perderem uma eleição e descobrirem de repente que ninguém mais lhes dá atenção.
“Eles esquecem”, meu primo me disse, “que a sua posição A posição traz uma certa autoridade, sim.
Sua posição como supervisor automaticamente dá a você certa autoridade sobre os líderes de célula.
Eles olharão para você de uma forma especial simplesmente porque você é o supervisor deles.
Supervisionar, no entanto, é um papel de servo, e a melhor forma de aumentar sua autoridade é
servindo outros, em vez de reivindicar uma posição de poder. As três categorias a seguir são muito mais
importantes para o seu sucesso.

Conselhos sobre autoridade de posição:


• Use sua posição para beneficiar seus líderes.
• Use sua posição para proteger e promover seus líderes Ouça antes de falar.

Autoridade de especialista:
Um bom técnico (supervisor) conhece o jogo. O técnico estudou o jogo suficientemente para oferecer
conselhos de especialista em situações difíceis. Imagine um técnico de vôlei no último ser do jogo, com
uma diferença de três ou quatro pontos para o time adversário. Provavelmente esse técnico vai usar de
sua experiência, intuição e informação técnica para orientar seu time a levantar o bloqueio e aproveitar
os pontos fracos do adversário.
A informação técnica vem de pesquisa. Bons técnicos estudam o que outros técnicos fizeram ou
estão fazendo. Eles estudam o material. Eles se tornam eternos aprendizes do jogo.
A maioria dos supervisores não se considera um especialista. A boa notícia é que um supervisor
pode crescer em conhecimento e experiência. Muito do discernimento vem da experiência adquirida ao
supervisionar. Cada vez que um supervisor lida com um líder desencorajado ou problemas na célula,
ele está crescendo como especialista. Deus vai usar essas lições mais tarde, assim como ele usou a
experiência com o leão e o urso na vida do rei Davi.
Meu conselho é este: devore livros e artigos sobre o ministério em células.
Entre na Internet e descubra as excelentes informações sobre -
Avisos sobre a autoridade de especialista:
• Cuidado com os conselhos
• Não seja um “sabe-tudo”, fingindo ter todas as respostas certas

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• Não pule para conclusões; ouça antes de falar
• Cuidado com histórias desnecessárias, especialmente quando envolvem o seu sucesso (uma pes-
soa orgulhosa afasta as pessoas). Converse com colegas supervisores sobre o que fizeram e estão
fazendo. Pergunte. John Kotter, professor na Harvard Business School, diz que “eternos aprendizes
frequentemente pedem a opinião e ideias de outros. Eles não pensam que sabem tudo ou que a
maioria das outras pessoas tem pouco a contribuir. Exatamente o contrário, eles acreditam [...] que
podem aprender de qualquer pessoa em quase qualquer circunstância”. A medida que você cresce
como especialista, vai notar uma confiança maior e os outros darão a você mais autoridade. Os ou-
tros começarão a reconhecê-lo como alguém que conhece as opções e consegue resolver situações
difíceis.

Como crescer em sua autoridade de especialista:


• Leia muito sobre o ministério de células.
• Pratique suas habilidades de supervisão.
• Reflita sobre sua própria experiência.
• Absorva conhecimento de outros supervisores, inclusive do seu supervisor.

Autoridade espiritual:
O supervisor de células Cari Everett admite que é tímido. As pessoas têm de extrair as informações
dele, e ele não se empolga facilmente. Cari Everett começou seu ministério da mesma forma que a
maioria dos supervisores faz, liderando uma célula. Sua célula multiplicou seis vezes, e cada célula-filha
cresceu e prosperou. Cari resume o segredo do seu sucesso em três palavras: “Oração, oração, ora-
ção”. Sua autoridade espiritual lançou Cari Everett a posições de liderança em Bethany World Prayer
Center (uma igreja em células nos EUA com mais de mil células — NT). As pessoas debaixo da autori-
dade espiritual de Cari correspondiam à medida que observavam Deus agindo por meio dele.
Bobby Clinton, professor no Seminário Teológico Fuller especialista em liderança, escreveu: “O líder
primeiro aprende sobre direção pessoal para sua própria vida. Tendo aprendido a discernir a
direção de Deus para sua vida em muitas decisões importantes, ele pode então passar para a
função de liderança ao dar direção para seu grupo”. Ele continua: “Um líder que demonstra repe-
tidamente que Deus fala com ele ganha autoridade espiritual”.
A autoridade espiritual vem do seu relacionamento com o Deus vivo. Os melhores supervisores são
aqueles que gastam tempo na presença de Deus, obtendo assim discernimento renovado para oferecer
aos seus líderes.
Os líderes que estão sob seu cuidado precisam saber que Deus fala com você. Eles precisam acredi-
tar que você ouve a Deus, o que por sua vez lhe trará credibilidade e autoridade.

Formas de aumentar a autoridade espiritual:


• Desenvolva sua vida devocional.
• Busque o Senhor antes de tomar decisões.
• Ouça a Deus e escreva o que ele lhe mostrar
• Ouça os outros; evite falar muito.

Autoridade relacional:
Conhecimento, treinamento de habilidades, resolução de problemas, dinâmicas de grupo e outras
técnicas podem ter um papel importante no sucesso do supervisor. Mas o que um novo líder de célula
realmente precisa é de alguém de confiança que carregue o peso com ele, compartilhe a sua jornada e
ouça as suas ideias.
Karen Hurston, que cresceu na igreja de David Yonggi Cho, conta a história de dois líderes de célula.
O primeiro era um líder bem treinado e talentoso, que não conseguia fazer sua célula crescer, e o outro,
um líder instável e fraco, cujo grupo estava superlotado. A diferença? O último estava envolvido na vida
dos membros, enquanto o primeiro simplesmente chegava para liderar um bom encontro. Tudo gira em
torno de relacionamentos.
Autoridade relacional é um tipo de autoridade que o supervisor pode melhorar continuamente porque
está baseada em seus relacionamentos. O supervisor precisa construir relacionamentos. Em Marcos
3.13- 15, Jesus chama seus discípulos. A Bíblia diz: “Jesus subiu a um monte e chamou a si aqueles
que ele quis, os quais vieram para junto dele. Ele escolheu doze, designando-os apóstolos, para que
estivessem com ele, os enviasse a pregar e tivessem autoridade para expulsar demónios”. Jesus pediu

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a essas pessoas para gastar tempo com ele e compartilhar da sua vida. Que bênção incrível!

Formas de aumentar a autoridade relacional:


• Gaste tempo com pessoas.
• Encontre paixões e interesses comuns (incluindo áreas que não estão ligadas ao ministério).
• Priorize os interesses delas mais que os seus.
• Procure atender a necessidade e agenda delas antes das suas.

Feedback:
Eu estava em uma farmácia popular certa tarde para buscar uns remédios. Os atendentes estavam
“enrolando” enquanto uma grande fila se formava do lado de fora. Aqueles funcionários atrás do balcão
pareciam tão incompetentes. Procurei por um formulário de sugestões, porque queria expressar minha
frustração. Saí frustrado porque não havia nenhuma maneira de ser ouvido. Em outras ocasiões, quan-
do quis elogiar um funcionário, usei os formulários da empresa para fazê-lo.
Gosto de pedir aos líderes que supervisiono para avaliarem como estou me saindo. Peço a eles que
preencham uma avaliação (veja a seguir). Quero que meus líderes tenham a oportunidade de me dizer
o que eles pensam, o que gostam e o que não gostam. Pedir — não forçar — aos seus líderes para
preencher uma avaliação dá a eles uma chance de se expressar, e também diz a você as áreas em que
precisa melhorar. Jesus disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (Jo 8.32).

Como pedir “feedback”:


• Deixe claro que você fala sério.” Estou pedindo feedback pois quero realmente intender como as
pessoas me veem. Essa é uma maneira de melhorar o meu trabalho”.
• Faça perguntas diretas e específicas: “O que você achou do estudo bíblico que eu dei?” pode ser
uma pergunta muito geral. O feedback será mais preciso se você perguntar: “Você acha que fui claro
e prático na aplicação do meu estudo para a vida das pessoas?”.
• Continue perguntando “E o que mais?” até que as pessoas digam “Isso é tudo.”.
• Não se defenda e nem argumente, simplesmente agradeça as pessoas por suas contribuições. Elas
estão lhe fazendo um favor, portanto não torne isso desagradável ou difícil para elas.

42
FORMULÁRIO DE AVALIAÇÃO

Quero me esforçar para lhe oferecer uma supervisão eficiente. Você pode me ajudar a melhorar com
seus comentários e seu feedback. Por favor, preencha as questões a seguir e devolva esta folha para
mim. Sua avaliação será útil para me ajudar no preparo de nosso próximo encontro.

DATA: ___________________________NOME:_________________________________________________

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TAREFA PARA CASA

1- Como um supervisor pode adquirir autoridade?


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2- Faça um breve relato do que você entendeu do tópico “Autoridade de um especialista”.


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3- Faça um breve relato do que você entendeu do tópico “Autoridade espiritual”.


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4- Faça um breve relato do que você entendeu do tópico “Autoridade relacional”.


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LIÇÃO VX
DIAGNOSTICANDO PROBLEMAS
Quando o pessoal da jardinagem colocou a grama e instalou os pontos de irrigação, fiquei tranquilo.
A grama estava linda e continuou a crescer bem por vários meses. Então os problemas começaram.
Notei pequenas áreas do gramado que não estavam recebendo água suficiente. Então pedi aos jardi-
neiros para reposicionar os pontos de irrigação. Foram necessárias várias tentativas por meses até que
o sistema de irrigação automática estivesse corretamente posicionado.
Então um tipo diferente de grama começou a nascer. As folhas longas, de um verde brilhante, pare-
ciam iguais à grama que eu havia plantado, exceto pelo fato de que elas eram três vezes mais compri-
das. Como eu não sabia nada sobre essa outra grama, pedi ajuda a amigos c pessoas experientes. Um
jardineiro me disse: “A única coisa que realmente funciona com essa outra grama é um novo produto
que estamos vendendo”. Assim eu gastei horas aplicando a quantidade exata desse produto sobre
aquela grama “invasora”, e funcionou.
Eu estava me sentindo aliviado pela minha vitória, mas então um fungo avermelhado apareceu em
uma área enorme do meu gramado. Eu não sabia o que era, então liguei para o pessoal da jardinagem,
c um deles veio e diagnosticou o problema. “Você precisa regar menos”, ele me disse. “Deixe sua gra-
ma secar completamente pelo menos um dia inteiro”. Mudei o programa de irrigação e o fungo desapa-
receu.
Cuidar de grama é trivial comparado com o cuidado de líderes. Eles são parecidos, no entanto, no
fato de que ambos requerem atenção, cuidado e dedicação.

Armadilhas ao diagnosticar problemas:


• Tirar conclusões precipitadas: Informação limitada ou porque o supervisor vivenciou um problema
semelhante (mas não igual) antes.
• Errar ao definir o problema: O supervisor pode não ter uma definição clara do problema e fazer su-
gestões gerais que não atendem às necessidades específicas do problema.
• Exagero na ação: Pressa em tomar uma providência rapidamente, resultando em fazer muitas coi-
sas ao mesmo tempo.

Diagnostique os problemas:
Para realmente ver o problema, o supervisor precisa interagir com o líder, sua família e a própria
célula. O supervisor precisa observar o líder em uma variedade de circunstâncias para saber. Nesta
seção, vou falar brevemente sobre alguns dos problemas comuns e situações nas quais os superviso-
res se encontram. As seções a seguir não cobrem todos os problemas possíveis. Supervisores eficazes
veem problemas antes de eles se tornarem problemas. Eles estão ali para guiar os líderes de célula no
processo de cura, erraram alguma vez.

Dicas para diagnosticar células e identifique os problemas:


• Determine prioridades
• Distribua-as em ordem de importância e de urgência
• Explore e verifique possíveis causas
• Investigue possíveis soluções
• Avalie a aplicabilidade de soluções

Desencorajamento:
Satanás vem carregado com sua aljava para atirar flechas de desencorajamento e dúvida no coração
dos líderes de célula. “Você não é bem-sucedido”, ele diz. “Você nunca vai multiplicar a sua célula. Você
tem problemas demais para cuidar dos outros. Liderança de célula é para pessoas talentosas, e você
não é uma delas.” Essas são mentiras comuns que Satanás lança contra líderes de célula.
Para diagnosticar o desencorajamento, procure por sinais. Os líderes, na maioria, vão compartilhar
abertamente quando estão desencorajados. Se eles não o fizerem, investigue. O tom de voz reflete
desânimo? O líder está pronto para desistir? Fale com membros da célula desse líder. Pergunte a eles
como estão as coisas. Se a informação for negativa, há uma boa chance de o líder estar internalizando
os problemas.
“As pessoas são muito parecidas com flores. Umas, como as rosas, precisam de fertilizante. Ou-

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tras, mais como as azaleias, não precisam. Se você não der às flores o cuidado de que elas precisam,
elas nunca florescerão. O líder precisa saber dizer qual é qual.”
A melhor coisa que você pode fazer por um líder desencorajado é ouvir (cap. 2) e encorajar (cap. 3).
Dê uma olhada nesses capítulos de novo. Depois de uma dose dupla de ouvir e enco-
rajar, há outras coisas que você pode fazer:
• Ore mais em favor do líder.
• Leve o líder para tomar um café.
• Envie ao líder um cartão pelo correio.
• Fale com outros líderes que estejam debaixo de sua autoridade, que poderiam encorajar o líder.
• Pense nas várias maneiras de confirmar o valor do líder (por exemplo, relembrando-o de suas reali-
zações anteriores).

Deficiência de nutrientes:
Sem nutrientes a grama fica amarela, e depois marrom. Alguns líderes simplesmente não têm ha-
bilidade suficiente para liderar uma célula, capacidade para ouvir, preparar as perguntas, arrumar as
cadeiras na casa, aquietar as pessoas que falam demais, orar pelos outros etc.
Talvez você tenha notado que seu líder prioriza falar em vez de ouvir. Fale com ele sobre isso. Reco-
mende, com graça, que o líder leia mais sobre como “ouvir” melhor as pessoas. (Leia o cap. 6 de meu
livro How co Lead a Great Cell Group Meeting [Como Liderar um Excelente Encontro de Célula]).
Se um líder tem dificuldade para preparar as reuniões da célula, ofereça-se para preparar o próximo
encontro com ele.
Estimule seus líderes dando-lhes livros, enviando a eles recados por e-mail e dizendo-lhes onde con-
seguir os recursos de que eles precisam.

Problemas pessoais:
Em capítulo anterior falamos muito sobre cuidado e o fato de que um líder de célula não é um “fazer”
humano, e sim um “ser” humano. Problemas pessoais podem estar relacionados com a família (com
pais ou esposa), dificuldades no emprego, problemas de dinheiro e saúde pessoal. Já que Deus fez as
pessoas holísticas, tais problemas afetarão a liderança na célula.

Preocupação com questões espirituais:


Um supervisor disse: “O primeiro mito que eu tinha sobre supervisão era que supervisionar envolve
principalmente desenvolvimento das habilidades de liderança. Pensei que tudo o que tinha de fazer era
passar adiante tudo o que sabia sobre liderar um grupo pequeno, como facilitar uma reunião, como ter
um tempo de oração ou como multiplicar a célula.
Embora o desenvolvimento das habilidades de liderança seja uma parte importante da supervisão,
não é só isso. O que aprendi é que supervisionar é principalmente desenvolvimento pessoal. Como
supervisor, não posso me preocupar apenas com as habilidades de liderança de uma pessoa. Preciso
também me certificar de que a vida espiritual e pessoal do líder estão sendo desenvolvidas ao mesmo
tempo que estão se desenvolvendo suas habilidades de liderança.
Enquanto eu visava apenas o desenvolvimento de suas habilidades, negligenciava seu desenvol-
vimento pessoal e espiritual, e os líderes estavam começando a se sentir usados e desvalorizados.
Descobri que ter um plano para desenvolver todas as áreas da vida do líder me ajudou a ter certeza de
que nenhuma área estava sendo enfatizada demais. É por isso que amizade é um fator tão importante
na supervisão. Jesus chamou seus discípulos para “estar” com ele, e naquele processo de “estar com”
ele “fez” muitas coisas com eles. O supervisor é chamado a pastorear líderes de célula. Em um senti-
do muito real, o supervisor está fazendo o que um pastor de tempo integral faz. O supervisor é líder de
líderes.
Não existem soluções simples para diagnosticar problemas pessoais. Gastar tempo, observar o líder
em diversas situações e ouvir a Deus em oração sobre as necessidades do líder são as melhores for-
mas de identifica Se o problema é pessoal, você precisará orientá-lo em outras áreas que vão além de
células, tais como:
• Gomo encontrar um emprego (por exemplo, oferecendo informações de contatos, indicando um site
na Internet, recomendando um livro ou um programa de administração financeira).
• omo lidar com finanças (por exemplo, mostrando ao seu líder o que você sabe, recomendando um
curso sobre finanças).
• Como melhorar o casamento (por exemplo, aconselhamento pessoal, recomendando um conse-

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lheiro ou outro recurso).

Pecado escondido:
Às vezes, você pode notar que alguma coisa está errada com o líder, mas você não consegue identi-
ficá-la. Há um certo aborrecimento, uma certa distância. Lembro-me de um líder que parou de compar-
tilhar coisas profundas, mantendo nosso relacionamento em um nível superficial. Esse comportamento
era estranho para este líder em particular. Mais tarde descobri que ele estava tendo um caso, e ele teve
de deixar sua posição de liderança. Embora o problema possa ser apenas de natureza pessoal, não
descarte a possibilidade de haver um pecado escondido. Homens se desenvolvem da mesma forma
que é extraído o ouro. Diversas toneladas de sujeira precisam ser retiradas para se conseguir um grama
de ouro. Mas você não entra na mina procurando por sujeira. Você entra procurando por ouro.” Dale
Carnegie
Quero encorajar você a falar sobre coisas espirituais durante os encontros de supervisão. Pergunte
o que Jesus está fazendo na vida de seus líderes. Os líderes devem ter ampla oportunidade de falar
sobre assuntos espirituais. E lembre-se de gastar tempo em oração com seus líderes sempre se tornará
verdade: “Mas se vocês não fizerem isso, estarão pecando contra o Senhor; e estejam certos de que
vocês não escaparão do pecado cometido”.
Pecados passados podem ser usados pelo inimigo para atacar um novo líder de célula. Em vez
de resistir, o líder pode decidir se entregar ao pecado. O supervisor precisa abordar a situação com o
conselho de Paulo em Gaiatas 6.1-5: Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês que
são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não
seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se
considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine seus próprios atos,
e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a
própria carga.
Você sabe que Satanás quer que seus líderes de célula passem por crises emocionais. Se pecar não
é suficiente, Satanás e seu exército

O conselho de Paulo aos pastores de Éfeso é útil para todo supervisor:


“Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bis-
pos, para pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue. Sei que, depois da
minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês
mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos. Por isso, vigiem.”
Atos 20.28-31

Espírito de Absalão:
Absalão era o filho rebelde do rei Davi que conseguiu conquistar os corações de Israel para si mes-
mo (2 Sm 15). Alguns pastores rejeitam o ministério em células porque têm medo que um Absalão
possa surgir.
O espírito de Absalão pode ser evitado quando cada líder estiver sob o olho alerta de um supervisor.
Um bom supervisor percebe os sintomas de rebeldia e os confronta antes que eles afetem negativa-
mente a outros. Nesse sentido, o supervisor cumpre o papel de um pastor, cuidando daqueles sob sua
responsabilidade.
Igrejas em células precisam de supervisores para todos os líderes de célula. Se a igreja é pequena
(75% das igrejas na América do Norte têm 70 membros ou menos), o pastor geral vai supervisionar os
líderes. Ele vai se encontrar regularmente com os líderes de célula para se certificar do controle de qua-
lidade. O princípio- chave é que cada líder de célula seja supervisionado por alguém.

Problemas de dinâmica de célula:


Em qualquer estrutura de células vão surgir problemas típicos (um membro da célula que controla o
encontro, de demônios querem que os líderes se sintam condenados pelo pecado, impuros e incapazes
de servir. Satanás adora quando líderes renunciam a todo envolvimento com a célula.

Diagnosticando problemas:
Em agosto de 2001, minha esposa Celyce e eu passamos por um período de intenso sofrimento. Ela
sentia fortes pontadas que lhe causavam dor em todo o corpo. Ela se encolhia, por exemplo, quando
ouvia pessoas arrastando seus pés. Como sua médica não sabia realmente o que estava acontecendo,

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requisitou um check-up completo. Felizmente, os resultados dos testes foram negativos e os médicos
concluíram que o problema dela estava relacionado com estresse. Ela recebeu como prescrição des-
canso e relaxamento. Um diagnóstico objetivo aliviou os nossos temores. O diagnóstico é essencial. Os
supervisores precisam reunir os dados e usar todos os métodos possíveis para chegar ao diagnóstico
acertado.
Um líder de célula que fala o tempo todo, falta de evangelismo etc). Esses são problemas normais
que supervisores vão encontrar quando visitarem as células (cap. 12) ou escutar dos líderes nos encon-
tros um-a-um e de grupo (cap. 11). A maioria desses problemas comuns pode ser resolvida no processo
de desenvolvimento da liderança (cap. 5). Meu livro, How to Lcad a Great Ccll Group Meeting [Como Li-
derar um Excelente Encontro de Célula], por exemplo, ensina a ouvir (cap. 6), como lidar com o falante
(cap. 7), como evangelizar como célula (cap. 8). Conforme o supervisor passar “a lição de casa” para o
líder de célula fazer e se encontrar com ele regularmente, esses problemas comuns serão resolvidos.

Necessidades ministeriais problemáticas de membros das células:


Líderes de célula frequentemente encontrarão em uma célula necessidades ministeriais que são mui-
to delicadas e incómodas. Os líderes precisam de um supervisor com quem compartilhar essas neces-
sidades e orar pela pessoa. Muitos líderes erradamente pensam que ao compartilhar essas dificuldades
estão traindo a confiança do grupo, e então carregam toda a pressão dos problemas em seus ombros e
tentam ministrar aos membros feridos de suas células sozinhos. Sei de um membro de célula que com-
partilhou com seu líder sobre suas lutas com um relacionamento homossexual. O líder falhou em não
compartilhar com seu supervisor essa enorme necessidade e tentou orar sozinho por essa pessoa. Isso
foi um peso tão grande para o líder que ele ficou esgotado, ficando com pouca disposição para oferecer
ao restante do grupo.
Na realidade, muitos membros de célula têm necessidades que vão além das habilidades ministeriais
dos líderes de célula. Os membros da célula podem precisar de aconselhamento, de uma ministração
especial de oração por um grupo de cristãos experientes, ou de um programa de recuperação. Os
líderes de célula não têm de fazer tudo por seus membros. Supervisores precisam ajudar os líderes a
processar as necessidades de seus membros e então encontrar a solução de Deus para suprir essas
necessidades.

Encontre soluções:
Os remédios são para quem está doente. A medicina preventiva procura evitar que as pessoas
fiquem doentes. Os supervisores focalizam em usar técnicas de medicina preventiva. Aqui estão alguns
recursos onde você poderá encontrar soluções:
Seu próprio supervisor — Os melhores sistemas de grupos pequenos têm estruturas em que cada
líder possui um líder. Cada líder tem um supervisor. Em uma igreja pequena, o pastor geral está no topo
da estrutura de supervisão. Em estruturas de células muito grandes, pode haver dezenas de pastores
de congregação. Peça ajuda a seu supervisor. Ele conhece você, a situação, as pessoas na sua igreja,
e como a sua estrutura de igreja lida com problemas. A estrutura de supervisão inteira, de fato, existe
para providenciar apoio e recursos para resolver problemas de célula.
Uma rede de supervisores — Fale com outros supervisores que você conhece. Eles já en-
frentaram algo semelhante ao seu problema específico? Como o resolveram? Talvez eles possam lhe
indicar algum recurso, pessoa ou material. Lembre-se das palavras de Provérbios 11.14: “Sem diretrizes
a nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros”.
A Internet — ela oferece muitos recursos. O Small Group Necwork (www.smallgroups.com) é um
website completamente dedicado a grupos pequenos. Outro excelente website é www.cellgrouppeople.
com. Digite “célula” ou “grupos pequenos” em algum website de busca. Meu próprio website www.cell-
churchsolutions.com oferece gratuitamente muitas informações sobre grupos pequenos (incluindo minha
dissertação de doutorado e todos os artigos que escrevi). (Infelizmente a maioria dos sites é em inglês,
mas temos em português o site do Ministério Igreja em Células que é www.celulas.com.br — NT).
Livros e artigos — Mensalmente passo junto com os líderes que supervisiono materiais sugeri-
dos no site www.cellchurchsolutions.com. Além destes, há muitos outros ótimos livros sobre o ministério
de células.
Experiência — É muito provável que você já tenha liderado uma célula e já tenha lidado com
pessoas e situações problemáticas. Aproveite bem suas próprias experiências e soluções, mesmo que
sejam apenas um ponto de partida. Deus, em sua soberania, colocou você em situações específicas e
deu a você experiências únicas.

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O supervisor é a pessoa que se coloca à disposição para ajudar no cuidado dos líderes. Ele existe
para garantir que seus líderes estejam bem e certificar-se de que seguirão firmes em frente. O supervi-
sor é fundamental em todo o processo.

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TAREFA PARA CASA

1- Cite as armadilhas que podemos enfrentar ao diagnosticar problemas?


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2- Como podemos diagnosticar um líder desmotivado?


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3- Como você pode ajudar um líder com dificuldade para preparar as reuniões da célula?
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4- Quais são as preocupações que um supervisor deve ter com as questões espirituais do líder?
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5- Como age um supervisor diante da descoberta de um pecado escondido de um líder?


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6- O que vem a ser o espírito de Absalão e como ele age?


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5- Onde o supervisor pode encontrar soluções de problemas?


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LIÇÃO X
ENCONTRE SOLUÇÕES
Cresça enquanto caminha:
Você pode se sentir totalmente inadequado como supervisor para diagnosticar e lidar com proble-
mas. A boa notícia é que, enquanto busca as respostas e oferece aos seus líderes o que aprendeu você
também crescerá em sua própria maturidade em Cristo.
Minha pesquisa inicial sobre os princípios de igrejas em células que crescem teve pouco impacto
sobre mim até que tive a oportunidade de aplicá-los. Então cresci em meu próprio entendimento en-
quanto lutava com a melhor aplicação. Você pode já ter um conhecimento valioso sobre células, mas é
no processo de aplicar esse conhecimento que você irá crescer com rapidez.

Passando pelos estágios da supervisão:


• Estágio do romance: relacionamento de “lua-de-mel”.
• Estágio da realidade: desenvolvendo a confiança
• Estágio da resistência: conflito e “a noite escura da alma”.
• Estágio da resolução: passando “pelas águas escuras” e “para dentro da luz”.
• Estágio da recompensa: confiança e bênção.
Depois de dar muitos seminários sobre células ao redor do mundo, descobri que algumas sessões
têm mais impacto que outras. Durante um seminário, um participante comentou: “A explicação que você
acabou de dar sobre o processo de mudança valeu o preço do seminário inteiro”. Ele se referia ao meu
estudo sobre como líderes passam por uma “noite escura da alma” ao desenvolverem células. Esse
participante do seminário expressou seu alívio quando soube que essa experiência é normal enquanto
as pessoas aprendem a liderar células eficazes. Saber que há estágios previsíveis a serem enfrentados
enquanto as pessoas aprendem a trabalhar em equipe na célula traz esperança.
Ao trabalhar com seus líderes, o supervisor também experimentará estágios previsíveis. Nenhum
relacionamento de supervisão se desenvolve em níveis perfeitos de abertura e comunicação da noite
para o dia. A maioria dos supervisores passa por estágios previsíveis de altos e baixos, que podem ser
entendidos como uma série de estágios de supervisão.

O estágio do romance:
Minha amiga Trish me contou que seu marido, um médico, foi convidado a uma posição de destaque
em um ótimo hospital em um outro estado do país. Ele recusou. Quando perguntaram a ele por que ele
queria ficar no hospital Baltimore, ele respondeu: “Eu conheço os defeitos deste hospital. Não conheço
os problemas de lá”.
Para a maioria das atividades na vida, a grama realmente parece mais verde do outro lado. Por quê?
Porque as manchas marrons só são visíveis de perto.
No estágio do romance de um relacionamento de supervisão, tudo é novo, estimulante e verde. As
manchas marrons ainda não apareceram. O líder de célula está apenas começando uma nova aventura.
Ele quer ganhar o mundo e multiplicar sua célula em poucas semanas! Ele pensa que você é o melhor
supervisor no mundo, que você não faz nada de errado. Ele está pronto para absorver cada palavra que
você disser. Use esse tempo para investir em seu líder e prepará-lo para os próximos estágios.

Conselhos para o estágio do romance:


• Aproveite-o ao máximo possível. Não tente passar correndo por ele.
• Aproveite a abertura do seu líder para receber “tarefas de casa”; ensine o máximo possível.
• Esclareça seu relacionamento de supervisão (por exemplo, com que frequência vocês vão se en-
contrar, avaliações, confiança, expectativas). Lembre claramente seu líder dos estágios da realidade
e da resistência que estão por vir.
• Ajude o líder a avaliar o custo do ministério. Lembre-se que Jesus estava constantemente preparan-
do os discípulos para as tribulações que viriam a seguir.

Estágio do romance:
Estratégia’ esclareça o propósito, a direção e os alvos. Aproveite este tempo para ensinar conheci-
mento de célula e estratégia, e ajude o líder a avaliar o custo de dificuldades futuras.

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O estágio da realidade:
O romance é normalmente seguido da realidade. Alguns membros da célula não estão comprometi-
dos e não a frequentam todas as semanas. O líder convida cinco novas pessoas c ninguém aparece. O
líder não imaginava que os resultados seriam tão escassos ou que a liderança da célula exigiria tanto.
O diabo, é claro, fará de tudo para frustrar um novo líder. Pedro diz: “O diabo, o inimigo de vocês,
anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo
firmes na fé”(l Pe 5.8,9).
No capítulo anterior, falei sobre problemas comuns que exigem atenção. Esses problemas podem
indicar que o seu líder de célula entrou no estágio da realidade.

Conselhos para o estágio da realidade:


• Siga na graça. Ame o líder. Ouça-o com atenção. Lembre o líder de que a reação dele é esperada
nesse estágio de liderança da célula.
• Faça algo especial para o líder de célula que demonstre seu amor por ele.
• Gentilmente lembre o líder do compromisso estabelecido no primeiro estágio.
• Continue a oferecer treinamento para suas habilidades, aperfeiçoando as áreas deficientes. Novas
habilidades darão nova confiança...

Estágio da realidade:
Estratégia: seja um canal de graça. Lembre o líder que vocês estabeleceram um compromisso.
Continue a ensinar o líder, dando a ele maior segurança na liderança da célula.

O estágio da resistência:
Alguns chamam essa fase de “não tenho certeza se posso confiar em você”. O líder está vendo
grama marrom em todo lado c pode querer escapar — talvez para outra igreja, outro programa, ou para
férias do ministério.
Atualmente, compromissos de longo prazo são raros. “Por que não gastar ‘tempo livre’ assistindo
TV ou alguma outra atividade menos exigente?”, pode pensar o líder. A tentação sempre é viver para si
mesmo e fazer menos para Jesus, e não mais. O líder pode subitamente se sentir tentado a desistir. Ir
para algum outro lugar.
Qualquer lugar. Contanto que seja longe de você e da célula.
Alguns chamam esse período de “a noite escura da alma”. Este é o momento em que o supervisor
terá que clamar a Deus pela vida do líder de célula. Lembro-me de quando dois de meus líderes entra-
ram nessa fase. Um saiu completamente da minha rede de supervisão enquanto o outro resistiu a mim
e até ficou emocionalmente irado.
A boa notícia é que isso fará você se ajoelhar. Você orará mais fervorosamente do que nunca antes.
Você entrará na guerra de oração em favor de seu líder e da célula dele. Aguente firme. E sexta-feira,
mas o domingo está chegando.

Conselhos para o estágio da resistência:


• Ore fervorosamente.
• Ande em graça e verdade. Peça permissão para falar à vida da pessoa.
• Aproveite as oportunidades para supervisioná-lo. No estágio romântico, o líder estava aberto para
receber informação; agora o líder está na batalha, e pode estar mais interessado em aplicar aquela
informação.

Estágio da resistência:
Estratégia: mostre empatia, compreensão e abertura enquanto diz a verdade em amor.
O estágio da resistência normalmente irá se mover de modo pacífico para o estágio da resolução,
mas nem sempre funciona assim. As vezes o relacionamento com o líder não vai progredir. “Ninguém
quer se sentir derrotado. Mas a melhor forma de agir — e a mais profissional — em alguns casos é
terminar o relacionamento”.2 Talvez suas personalidades sejam totalmente diferentes ou filosoficamente
não haja conexão. Em tais casos, confie na graça soberana de Deus. Não se sinta um fracassado. Deus
está usando a situação para guiá-lo e direcioná-lo.

O estágio da resolução:
A ótima notícia é que a persistência e a continuidade no processo normalmente acabam em resolu-

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ção. O líder de célula aprendeu a confiar em Deus. Ele dedicou mais tempo para Deus e sente a pre-
sença de Deus em sua vida de uma forma nova e empolgante. Ele pensa agora em um envolvimento de
longo prazo no ministério de liderança de célula.
O estágio da resistência aprofundará o relacionamento entre você e o líder. Você conhecerá carac-
terísticas de seu líder que jamais conheceria durante o estágio do romance, quando tudo era surreal e
agradável. Provérbios 27.17 “Assim como o ferro afia o ferro, o homem afia o seu companheiro”. Você
e sua equipe de líderes começarão a se comportar mais como um exército de veteranos, em vez de re-
crutas que fizeram exercícios de combate. Agora vocês já estiveram na batalha e seu companheirismo
cresceu com isso. Conselhos durante o estágio de resolução:
Aproveite este tempo para aprofundar seu relacionamento com o líder confirmando lições aprendidas
nas trincheiras.
Prepare o líder para a hora em que ele supervisionará e discipulará novos líderes de célula. Aprovei-
te a amizade que se aprofundou por meio das difíceis batalhas enfrentadas.
Você vai gostar dessa fase. Você experimentará alívio das pressões. Você sentirá um brilho de espe-
rança. Você sentirá recuperação emocional. É hora de seguir em frente para o estágio da recompensa.
Estratégia: prepare o líder para supervisionar outros, liberando futuros líderes para ministrar. O su-
pervisor dá mais responsabilidade ao líder, sabendo que em breve ele continuará o processo de super-
visão.

O estágio da recompensa:
A recompensa é ver os frutos do seu trabalho. O ganho vem depois da dor. Mas ele vem. O líder de
célula passou pela noite escura da alma. Ele enfrentou as tempestades e possui agora um novo líder,
que “deu à luz” a uma nova célula com sucesso. Você agora é um supervisor com um “neto”, sentindo
uma doce paz na sua alma.
Supervisionar seu próprio líder para “dar à luz” a uma nova célula é uma das maiores alegrias da
terra. Você sentirá que realmente está participando da grande comissão de Jesus Cristo para ir e fazer
discípulos (Mt 28.18-.20).3
Mas a maior recompensa de todas é trazer glória e honra a Jesus Cristo e ver sua igreja fortalecida
porque você supervisionou fielmente aqueles que estão supervisionando outros. De uma forma bem
real, você receberá a mesma recompensa do pastor a que Pedro se refere:
“Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas
de livre vontade, como Deus quer [...]Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a impe-
recível coroa da glória” (1Pe 5.2,4).

Estágio da recompensa:
Estratégia: faça os últimos preparativos para um novo líder guiar a Célula-filha. O líder mais velho
deve permitir que o mais novo guie a célula inteira, a fim de prepará-lo para liderar o novo grupo.

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TAREFA PARA CASA

1- Quais são os estágios da supervisão e como se dá cada um?


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2- Na lição número 11 falamos dos “Encontros da supervisão”. Então relate como é a agenda do
mês de um supervisor. Quantos encontros e como se dá cada um?
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3- Exercícios do livro: Multiplicando discípulos de Pra. Márcia e Aluízio A. Silva.

A) Faça um relato dos pontos que mais chamaram a atenção do capítulo 8 do livro, de no mínimo de 20
linhas, cujo tema é “As Táticas do diabo para resistir a liderança”.
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B) Faça um relato dos pontos que mais chamou a sua atenção, do capítulo 9 do livro, de no mínimo de
20 linhas cujo tema é “ Como receber e crescer em unção”.
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LIÇÃO XI
ENCONTROS DE SUPERVISÃO
Alguns têm comparado o trabalho do supervisor ao trabalho de um maestro — às vezes um maestro
trabalha individualmente com um dos músicos, outras vezes ele os conduz como um grupo, e em outras
ocasiões, ele encoraja os líderes a trabalharem sozinhos.
Há diferentes formas de supervisionar, mas a mistura do trabalho individual e da supervisão em
grupo é a melhor combinação. Ao praticar os hábitos de receber, ouvir, encorajar, cuidar, treinar, desen-
volver uma estratégia e desafiar, os supervisores terão as ferramentas certas para usar em seus relacio-
namentos com os seus líderes, tanto em particular, quanto ao telefone ou em grupo.

O papel do supervisor:
• Em encontros individuais: Cuidar e desenvolver.
• Em grupo: Liderar e modelar.
• Quando visitar grupos: Confirmar e observar.

O princípio básico para o relacionamento do supervisor com seus líderes é o contato regular e cons-
tante. Concordo totalmente com o comentário de Steve Web:
A coisa mais importante que um supervisor pode fazer é manter contato regular com seus líderes de
grupo, pelo telefone ou pessoalmente. Se um supervisor novo não chegar a estabelecer uma boa linha
de comunicação, ele não vai fazer nenhuma diferença. Mesmo algo como uma ligação de cinco minutos
pode ser muito eficaz para manter o relacionamento entre supervisor e líder de célula se a conversa
incluir oração.

Supervisão individual:
A supervisão individual é flexível e pessoal. Bob Biehl afirma que “o mentoreamento normalmente
não ocorre de um grupo para uma pessoa. É um ministério em que uma pessoa investe em outra, e
os participantes precisam entender isso e se sentir à vontade com isso. Noventa e nove por cento do
mentoreamento acontece no relacionamento um-a- um”. Com quanta frequência você deve se encontrar
com seu líder?
Creio que é sábio se encontrar pessoalmente pelo menos uma vez por mês enquanto procura manter
contato semanalmente em conversas pelo telefone, se encontrando na igreja ou em outro evento.
Os sete hábitos de um bom supervisor funcionam muito bem na supervisão em grupos, mas funcio-
nam ainda melhor em encontros pessoais com o líder. O supervisor vai começar perguntando sobre
a família, o trabalho e a vida espiritual do líder. Ele vai ouvir, encorajar e demonstrar cuidado — o que
demandará mais ou menos a metade do tempo gasto no encontro individual.
Depois de comentar as questões pessoais do líder, o supervisor passa a dar atenção ao desenvolvi-
mento desse líder e à estratégia para a sua célula. Por causa da flexibilidade da supervisão um-a-um,
ele pode tratar das necessidades do líder. Um líder necessita de ajuda com evangelismo, enquanto ou-
tro precisa saber como fazer boas perguntas. Em um encontro de grupo, é impossível cobrir as necessi-
dades específicas de cada pessoa.
Quando surgir a necessidade, o supervisor pode falar a verdade em amor com seu líder, pensando
no desenvolvimento dele a longo prazo. Discutir assuntos pessoais na frente de um grupo destrói a con-
fiança e impede os líderes de falar sobre preocupações e fazer perguntas.
O supervisor então ora com o líder pelas necessidades que apareceram durante seu tempo juntos.
As pessoas não podem ser trabalhadas à distância ou por momentos breves e eventuais de atenção
que possamos lhes dar. Elas precisam que você gaste tempo com elas tempo planejado, não apenas
poucas palavras a caminho de um encontro.

Como manter contato com seu líder de célula:


• Quando você encontrar o líder de célula na celebração de domingo ou em encontros sociais, tire um
tempo para conversar com ele.
• Convide o líder periodicamente para almoçarem ou jantarem juntos.
• Encontrem-se para o café da manhã, antes do trabalho.
• Viajem para algum evento juntos.
• Visitem juntos um encontro de célula.

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• Participem de algum evento de treinamento juntos.
O tempo individual deve ser equilibrado com encontros em grupo. Os líderes de célula são ajudados
com as experiências de outros líderes e ministram uns aos outros, assim como membros da célula mi-
nistram às necessidades de outros membros.

Os sete hábitos também devem ser aplicados no contexto de grupo. Aqui está um
exemplo de encontro que facilita a prática desses hábitos:
• Comunhão em torno da mesa. Se o encontro em grupo é em uma casa, algo para comer é
ótimo para as pessoas começarem a falar e para esperar até que todos cheguem. Dê aos seus líde-
res os avisos neste momento (por exemplo, o próximo encontro, atividades planejadas, pedidos de
oração de um líder que não pôde vir etc). Ter contato com seus líderes individualmente permitirá que
você mantenha a informação atual.
• Receba de Deus. Oração e adoração devem ocorrer no começo do encontro. Se possível, ado-
rem a Jesus em grupo por meio de alguma música.
• Ouça, encoraje, cuide. Ouvir no encontro do grupo normalmente leva a ouvir os pedidos de
oração dos líderes, dificuldades na célula ou áreas de luta pessoal. Separe um tempo para orar por
aqueles pedidos. De vez em quando, levante-se do seu lugar e ore individualmente pelos líderes
presentes. Convide os demais para interceder por eles junto com você.
• Forme/treine. Isso funciona melhor no encontro de grupo quando cada líder fez seu dever de
casa de antemão e todos estão na mesma “página”. Por exemplo, se você pediu a cada líder para
ler um capítulo de um livro, faça perguntas estimulantes para despertar a memória, enquanto adicio-
na informações. Os líderes querem sair de lá sentindo que aprenderam alguma coisa. Embora seu
papel seja principalmente facilitar durante o tempo de crescimento, aproveite as oportunidades para
ensinar aos seus líderes novas habilidades e conhecimentos. Tem sido minha experiência de que
líderes têm um desejo maior de aprender e crescer em seu ministério com células no ambiente do
encontro de grupo.
• Planeje e desafie. Encerre o encontro com um desafio visionário de persistir na multiplicação
das células para alcançar um mundo perdido para Jesus. Isso é muito parecido com o momento de
anunciar a visão em uma célula. Desafie seus líderes a irem em frente para fazerem uma colheita
ainda maior.
Lembre-se de ser flexível com a agenda. Permita que o Espírito Santo o guie durante cada encon-
tro de grupo. “É preciso planejamento e visão para fazer um encontro valer a pena. Ótimos encontros
exigem criatividade, comunicação que prenda a atenção e uma aptidão acima da média para cuidado e
estímulo espiritual”.

Encontros de GD:
Os encontros de GD acontecem da seguinte forma:
• GD individual: o ideal é que aconteça semanalmente como falamos anteriormente entre o super-
visor e seu liderado. E entre o pastor(a) de área e seu supervisor.
• GD administrativo: acontece mensalmente entre pastor de área e/ou coordenadores com super-
visores 30 minutos antes do GDZÃO com o Pr. Alvim.
• GD da área: acontece mensalmente entre pastor de área com coordenadores e/ou com supervi-
sores.

Onde se encontrar?
Encontros de grupo podem acontecer em qualquer lugar. Mas procure um lugar agradável e propício
da orarem e para que todos tenham liberdade de se abrirem.

Visitando as células:
“Papai, queria que você estivesse lá. É tão difícil descrever.” Cada uma das minhas três filhas pinta
um quadro incrível com palavras sobre as coisas que elas fazem, mas ultimamente elas querem que
eu experimente suas atividades com elas. Elas querem que eu vá a uma aula de dança, a um recital de
piano ou a eventos esportivos. Elas sabem que palavras são apenas um leve murmúrio quando compa-
radas à realidade.
O supervisor pode entender algumas coisas sobre seus líderes por meio do contato individual e dos
encontros em grupo. Mas o supervisor também precisa ver seus líderes em ação para compreender o
quadro maior. David Owen disse: “Uma figura realmente vale mil palavras, e eu descobri que ao partici-

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par de uma reunião da célula posso aprender mais sobre dinâmicas, saúde do grupo e o estilo do líder
do que com dezenas de descrições verbais. Fico assim em uma posição muito melhor para saber como
ajudar aquele líder quando nos encontrarmos”.

Medicina preventiva:
Os líderes tendem a se perder em maus hábitos. O supervisor pode ter ensinado a um líder como
ouvir, para então descobrir um pregador em ascensão durante a visita na célula. Um líder de célula
pode ser treinado sobre como manter o grupo focalizado, mas uma visita revela que o encontro tende
a se perder em questões secundárias. Muitos detalhes do ministério em células só virão à tona quando
o supervisor realmente visitar as células começar e terminar na hora, arrumar as cadeiras, lidar com as
crianças da célula etc. O que um supervisor facilmente entende e pratica pode parecer completamente
estranho para o líder de célula.

Alternância regular:
Minha recomendação é que você estabeleça como alvo visitar cada célula sob seu cuidado uma vez
por trimestre, ou seja, quatro vezes por ano. Se você estiver supervisionando três líderes, irá visitar uma
célula diferente a cada mês. Isso também lhe permitirá liderar sua própria célula, mantendo-o conectado
à realidade desse ministério. Quando você precisar visitar uma célula de sua supervisão, peça a um dos
membros de sua célula para liderar seu grupo naquela noite (essa é uma ótima maneira de preparar no-
vos líderes!). Você provavelmente desejará visitar uma célula nova com maior frequência no início para
ter certeza de sua sobrevivência e crescimento.

Antes da sua visita:


Não será necessário avisar seus líderes com antecedência sobre sua visita. Em geral, no entanto,
você simplesmente participará da célula como qualquer outro membro. Certifique-se de orar pelo líder
da célula antes de ir visitá-la. Peça ao Espírito Santo para abençoar o grupo e o líder e para dar-lhe
sabedoria enquanto você procura formas de melhorar o encontro daquela célula. Chegue à célula antes
dos outros do grupo para estar com o líder alguns momentos antes do encontro, para orar com ele.

Durante o encontro da célula:


Seu objetivo principal durante o encontro é encorajar. Afirme e apoie o líder de célula diante dos
membros do grupo. Bill Donahue diz: Supervisores que visitam os grupos pequenos de seus líderes às
vezes se sentem como intrusos em um casamento. Todos se perguntam: “Quem é você e por que está
aqui? Nós o conhecemos?”. Encorajamento é o melhor antídoto para o desconforto dos membros do
grupo pequeno. Supervisores visitam os grupos para observar e assessorar, mas as visitas são mais
poderosas quando o supervisor chega como um fanático por encorajamento. Cumprimentar calorosa-
mente os membros à medida que eles chegam no encontro, encorajar o grupo, elogiar e confirmar o
líder na frente de todos e orar com o líder antes e depois da reunião irá contribuir para deixar todos mais
à vontade. Enquanto estiver na célula, tente se misturar o máximo possível. Se você não participar, a
maioria dos membros do grupo o verá como alguém de fora tomando nota do que acontece. Descobri
que quando compartilho de forma transparente, as pessoas se sentem mais relaxadas. Transparência é
uma parte muito importante do encontro da célula e você pode demonstrar aos outros como fazê-lo ao
compartilhar pessoalmente.
Com participar não quero dizer dominar. Certifique-se de não tomar a liderança a célula! Se você
notar que os membros do grupo estão dependendo de você para a resposta, tente olhar para ponta do
seu pé em silêncio até que alguém mais participe.

O fechamento de uma célula:


A única pessoa que tem autoridade para autorizar a abertura de uma nova célula ou de fechamento
de uma célula é o Pastor(a) de área. Quando alguma célula de sua supervisão estiver com problemas
deve ser comunicado imediatamente ao seu discipulador.

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