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Trabalhos em Altura

PRO - 004869, Rev.: 09 – 27/04/2021

Diretoria Emitente: Diretoria de Pelotização e Manganês

Responsável Técnico: Vinycios Barbosa Matrícula: 01502620 Área: Ger. Segurança do Trabalho Pelotização

Público Alvo: Empregados Vale e contratados que executam atividades envolvendo trabalhos em altura

Necessidade de Treinamento: ( ) Sim (x) Não

Resultado esperado:
Preservar a vida das pessoas, assegurando sua integridade física e protegendo sua saúde durante a execução da atividade
crítica Trabalho em Altura.
Associação com VPS:

1. OBJETIVO
Estabelecer requisitos de Saúde e Segurança visando eliminar, controlar e minimizar os riscos de fatalidades, lesões
ou incidentes envolvendo trabalho em altura.

2. APLICAÇÃO
Trabalho onde houver risco de queda de pessoas e objetos por diferença de nível igual ou superior a 1,80 metros,
nas diretorias lotadas em Tubarão, na Pelotização Vargem Grande e Fábrica, Corredor Sul e Centro Oeste,
Corredor Sudeste e empresas contratadas e subcontratadas sob a gestão destas diretorias.

Nota:
Os requisitos desta RAC não se aplicam a áreas de trabalho elevada e passarelas.
As áreas de trabalhos elevadas e passarelas que ofereçam risco de queda e caso seja necessário a remoção de
grade de piso, aberturas e alçapões, estas condições deverão estar inventariadas e seguir os requisitos do PRO –
022565 Grades de Piso Aberturas e Alçapões.

3. REFERÊNCIAS
 PNR 000069 - Requisitos de Atividades Críticas
 PRO-027971– Especificação de Exames para Monitoramento de Saúde Ocupacional, RAC, ACT e Saúde do
Viajante
 PNR-000068 - Diretrizes para Análise de Riscos da Tarefa – ART
 Portaria 3.214/78 – Segurança e Medicina do Trabalho
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o Norma Regulamentadora n.º 06 - Equipamento de Proteção Individual


o Norma Regulamentadora n.º 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos
o Norma Regulamentadora n.º 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
o Norma Regulamentadora n.º 35 - Trabalho em Altura

 RTP 4 Escadas e Rampas


 PGS 002722 – Regulamento de Operações Ferroviárias (ROF)
 PGS 003530 - Regulamento para Processos de Manutenção na Ferrovia EFVM - Corredor Sudeste
 PNR 000031 Diretrizes para Permissão de Trabalho Seguro
 PRO 21025 Gestão na emissão do Passaporte de RAC
 PRO 23169 Gestão de Equipamentos de Proteção Individual
 PRO 022565 Grades de Piso Aberturas e Alçapões
 PRO 21513- Operação do Caminhão de Inspeção e Manutenção de Pontes e de Túneis da EFVM

 EPS 002169 - Gerenciamento de Risco em Saúde Segurança e Meio Ambiente.

 NBR 6494 – Segurança nos andaimes


 NBR 8800 – Projeto de estruturas de aço de edifícios.
 NBR 11370 – Equipamentos de Proteção Individual – Cinturão e Talabarte de Segurança – Especificação e
Métodos de Ensaio.
 NBR 14626 – Trava-quedas deslizante guiado em linha flexível.
 NBR 14627 – Trava-quedas deslizante guiado em linha rígida.
 NBR 14628 – Trava-quedas retrátil.
 NBR 14629 – Absorvedor de energia.
 NBR 14718 - Guarda-corpos para edificações.
 NBR 14762 – Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio.
 NBR 14827 – Chumbadores instalados em elementos de concreto ou alvenaria - Determinação de resistência à
tração e ao cisalhamento.
 NBR 14918 – Chumbadores mecânicos pós-instalados em concreto - Avaliação do desempenho.
 NBR 15049 – Chumbadores de adesão química.
 NBR 15475 – Acesso por Corda – Qualificação e certificação de pessoas.
 NBR 15595 – Acesso por Corda - Procedimento para aplicação do método.
 NBR 15834 – Talabarte de segurança.
 NBR 15835 – Cinturão de segurança tipo abdominal e talabarte de segurança para posicionamento e restrição.
 NBR 15836 – Cinturão de segurança tipo paraquedista.
 NBR 15837 – Conectores.
 NBR 15986 – Cordas de alma e capa de baixo coeficiente de alongamento para acesso por corda.
 NBR 16325-1 de 12/2014 - Proteção contra quedas de altura - Parte 1: Dispositivos de ancoragem tipos A, B e D.

 NBR 16325 -2 - Proteção contra quedas de altura Parte 2: Dispositivos de ancoragem tipo C
 NBR 16489 – Sistemas e equipamentos de proteção individual para trabalhos em altura — Recomendações e
orientações para seleção, uso e manutenção.

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4. DEFINIÇÕES IMPORTANTES

 Trabalho em altura: É todo trabalho em altura com potencial de queda igual ou superior a 1,8 metros.
 Área de trabalho elevada e passarelas: áreas de acesso e de trabalho compostas de piso e guarda corpo
(rodapé, vão intermediário e vão superior).
 Absorvedor de energia: Elemento com função de limitar a força de impacto transmitida ao trabalhador pela
dissipação da energia cinética.
 Análise de Risco da Tarefa (ART): Avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de
controle.
 Ancoragem estrutural: elemento fixado de forma permanente na estrutura, no qual um dispositivo de ancoragem
ou um EPI pode ser conectado.
 Acesso por Cordas: técnica de progressão utilizando cordas, com outros equipamentos para ascender,
descender ou se deslocar horizontalmente, assim como para posicionamento no local de trabalho, normalmente
incorporando dois sistemas de segurança fixados de forma independente, um como forma de acesso e o outro
como corda de segurança utilizado com cinturão de segurança tipo paraquedista.
 Andaime: Plataforma para trabalhos em alturas elevadas por estrutura provisória ou dispositivo de sustentação
seguindo os modelos e premissas mínimas prevista na Norma Regulamentadora Nº 18 - Condições e Meio
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e PTP-000813 – Requisitos Para Atividades Críticas
 Atividades rotineiras: Entendidas como aquelas atividades habituais, independente da frequência, e que fazem
parte dos processos de trabalho em sua própria área.
 Avaliação de conformidade: Demonstração de que os requisitos especificados em norma técnica relativos a um
produto, processo, sistema, pessoa são atendidos.
 Cadeira Suspensa (Balancim): É o equipamento cuja estrutura e dimensões permitem a utilização por apenas
uma pessoa e o material necessário para realizar o serviço;
 Cartão de identificação ou passaporte: documento de porte obrigatório para identificação dos profissionais
capacitados a exercer a atividade crítica.
 Certificação: Atestação por organismo de avaliação de conformidade relativa a produtos, processos, sistemas ou
pessoas de que o atendimento aos requisitos especificados em norma técnica foi demonstrado.
 Cesta Aérea: equipamento veicular destinado à elevação de pessoas para execução de trabalho em altura,
dotado de braço móvel, articulado, telescópico ou misto, com caçamba ou plataforma, com ou sem isolamento
elétrico, podendo, desde que projetado para este fim, também elevar material por meio de guincho e de lança
complementar (JIB), respeitadas as especificações do fabricante.
 Cesto Acoplado: caçamba ou plataforma acoplada a um guindaste veicular para elevação de pessoas e
execução de trabalho em altura, com ou sem isolamento elétrico, podendo também elevar material de apoio
indispensável para realização do serviço.
 Cesto Suspenso: conjunto formado pelo sistema de suspensão e a caçamba ou plataforma suspensa por
equipamento de guindar.
 Cinturão de segurança tipo paraquedista: Equipamento de Proteção Individual utilizado para trabalhos em
altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos ombros e
envolta nas coxas.
 Cordão: Uma linha / tira certificada com um conector em cada extremidade para conectar o cinturão do corpo a
um ponto de ancoragem.
 Conector: Dispositivo que abre e fecha, desenvolvido para unir diferentes componentes de um sistema de
proteção contra quedas. Possui versões com fechamento automático, com trava manual e trava automática.
 Diferença de nível: distância vertical entre a superfície de trabalho, transitória ou permanente, e outra superfície
de referência.

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 Dispositivo de ancoragem: Dispositivo removível da estrutura, projetado para utilização como parte de um
sistema pessoal de proteção contra queda, cujos elementos incorporam um ou mais pontos de ancoragem fixos ou
móveis.
 Emergência: Eventos que ativam o Plano de Emergência e, portanto, requeiram a evacuação/evasão dos
empregados.
 Elemento de fixação: Elemento destinado a fixar componentes do sistema de ancoragem entre si.
 Elemento de ligação: elemento com a função de conectar o cinturão de segurança ao sistema de ancoragem,
podendo incorporar um absorvedor de energia. Também chamado de componente de união.
 Escada Plataforma: Escada móvel projetada para acessar ou realizar trabalhos em nível superior, confeccionada
sobre 4 apoios e que possua em sua extremidade superior uma plataforma de trabalho e seguindo os modelos e
premissas mínimas prevista na Norma Regulamentadora Nº 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção.
 Especialista em Ancoragem e Sistema de Proteção Contra Queda: Profissional designado, capacitado e
legalmente habilitado para projetar sistemas de ancoragem e seus elementos de fixação.
 Estrutura: Estrutura artificial ou natural utilizada para integrar o sistema de ancoragem, com capacidade de
resistir aos esforços desse sistema.
 Extensor: Componente ou elemento de conexão de um trava-quedas deslizante guiado.
 Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento
que irá detê-lo.

Fator de queda

 Força de impacto: força dinâmica gerada pela frenagem de um trabalhador durante a retenção de uma queda.
 Força máxima aplicável: Maior força que pode ser aplicada em um elemento de um sistema de ancoragem.
 Influências Externas: Variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção das medidas de proteção,
para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma antecipada.
 Limitador de movimentação contra queda: Um tipo de sistema de travamento de queda que foi projetado para
limitar a movimentação de um trabalhador e o potencial de uma queda a uma distância finita.
 Linha de vida auto retrátil: linha de enrolamento de mola certificada que ajusta automaticamente seu
comprimento sob tensão moderada e, sob alta tensão, trava para impedir movimento adicional ou queda.
 Passarela para trabalho em telhado: Plataforma para movimentação de trabalhadores sobre telhado, exclusiva
para os executantes do serviço, com piso resistente capaz de suportar o esforço submetido devendo ser de
duralumínio e encaixes.
 Plataforma de Trabalho Aéreo (PTA): é o equipamento móvel, dotado de uma estação de trabalho (cesto ou
plataforma) e sustentado em sua base por haste metálica (lança) ou tesoura, capaz de erguer-se para atingir
ponto ou local de trabalho elevado.
 Permissão de Trabalho Seguro (PTS): É uma análise de risco conjunta, realizada na área, pelo Dono de área/
Emitente e Executante Credenciado, onde riscos inerentes da tarefa são verificados e riscos de processo são

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compartilhados, as ações de controle são identificadas e estabelecidas, visando ao desenvolvimento de trabalho


seguro, além de medidas de emergência e resgate.

 Ponto de ancoragem: Ponto certificado para instalação de sistema de ancoragem tais como dispositivos de pré
engenharia e elementos ligação para trabalho em altura.
 Profissional legalmente habilitado: Trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho
de classe.
 Rail Slider: Dispositivo/ acessório para trabalho em altura em atividades de pontes e linha ferroviária, conhecido
usualmente como carretilha ou cachorrinho, é um par de placas de perfil de trilho interligadas por parafusos de
recepção. O elemento de amarração é fixado a um mosquetão que contém as placas perfiladas na parte superior
do trilho (boleto).

 Riscos adicionais: Todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos existentes no trabalho em altura,
específicos de cada ambiente ou atividade que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no
trabalho.
 Sistema de acesso por cordas: Sistema de trabalho em que são utilizadas cordas como meio de acesso e como
proteção contra quedas.
 Sistema de posicionamento no trabalho: Sistema de trabalho configurado para permitir que o trabalhador
permaneça posicionado no local de trabalho, total ou parcialmente suspenso, sem o uso das mãos.
 Sistema de Proteção contra quedas (SPQ): Sistema destinado a eliminar o risco de queda dos trabalhadores ou
a minimizar as consequências da queda em atividades executadas em altura igual ou superior a 1,80 m.
 Sistema de proteção coletiva contra quedas (SPCQ): Sistema de proteção contra quedas que não requer o uso
de EPI para oferecer proteção.
 Sistema de proteção individual contra quedas (SPIQ): Sistema de proteção individual contra quedas,
constituído de sistema de ancoragem, elemento de ligação e equipamento de proteção individual em consonância
com a NR 35.
 Sistema de restrição de movimentação: Um sistema capaz de restringir o movimento de uma pessoa na
superfície de trabalho e impedir que ela chegue a um local do qual possa cair.
 Sistema de retenção de queda: Sistema de proteção contra quedas que não evita a queda, mas a interrompe
depois de iniciada, reduzindo as suas consequências.
 Suspensão inerte: Situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança, até o
momento do socorro.
 Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou
limitar a movimentação do trabalhador.
 Trabalhador qualificado: Trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em
instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.
 Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com
movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.
 Zona livre de queda (ZLQ): região compreendida entre o ponto de ancoragem e o obstáculo inferior mais próximo
contra o qual o trabalhador possa colidir em caso de queda, tal como o nível do chão ou o piso inferior.

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Zona livre de queda

5. REQUISITOS PARA INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS

5.1 Requisitos gerais contra queda de objetos, materiais ou ferramentas:

a) Isolamento e sinalização da área com barreiras físicas, exemplos abaixo:

Em atividades emergenciais (acidentes ou situação de risco grave e iminente de acidente), após análise de risco
realizada pela área, pode ser utilizada outros tipos de isolamento e sinalização como fita de nylon, cordas ou
correntes.
b) É proibido a utilização de fita zebrada de plástico e cerquite para isolamento de área;
c) O isolamento deverá possuir obrigatoriamente a Ficha de Identificação da área isolada, conforme anexo
13 – Placa de Identificação de Isolamento;
d) Deverá ser isolado apenas a área de risco, ou seja, o local da atividade e seu raio de ação. Em caso de
interdição de caminho seguro ou vias, a equipe responsável deve garantir rotas/ caminhos alternativos;
e) A queda de materiais e ferramentas deverá ser impedida com a utilização de sistemas de guarda corpo e
rodapé, utilização de telas ou lonas de vedação, amarração das ferramentas e materiais, utilização de porta
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ferramentas, utilização de redes de proteção, ou quaisquer outros que


evitem este risco de queda, mediante análise de risco local;
f) Rodapé com altura mínima 0,20 m (vinte centímetros), na parte inferior dos equipamentos de elevação de
pessoas, andaimes, escadas plataformas e locais onde haja riscos de quedas de objetos;
g) Redes de proteção, na hipótese em que, devido à natureza da atividade, o isolamento da área for impossível e a
presença de pessoas envolvidas no trabalho em nível inferior é necessária. Exemplo: construção civil.
h) As disposições de materiais nos pisos de andaimes não devem ultrapassar a altura do rodapé.

5.2 Requisitos gerais contra queda de pessoas:


Contra queda de pessoas em trabalho em altura, deve-se adotar:

a) Guarda-corpo, em equipamentos de elevação de pessoas, andaimes, escadas plataformas, escavações e locais


onde haja riscos de queda de pessoas, contendo:
I. Travessão superior com altura mínima de 1,20m (um metro e vinte centímetros).
II. Travessão intermediário com altura mínima de 0,70m (setenta centímetros).

Nota:
Passarelas com inclinação superior a quinze graus e altura superior a dois metros, devem possuir rodapé de vinte
centímetros e guarda-corpo com tela até a uma altura de quarenta centímetros acima do rodapé em toda a sua
extensão ou outro sistema que impeça a queda do trabalhador, conforme legislação local.
 
b) Nos locais onde houver a necessidade de guarda corpo removível, estas condições deverão estar inventariadas e
seguir o mesmo critério estabelecido no PRO 022565 - Grades de piso, abertura e alçapões:
I. Quando a utilização de guarda corpo removível, tiver frequência “muito remoto, remoto ou pouco provável”,
este deve ser eliminado, restringindo o acesso através de processo de soldagem.
II. Quando a utilização de guarda corpo removível, que tenha sua frequência de acesso como “provável ou
muito provável” e não possa ser eliminado, deverá possuir medidas de controle que não permitam o acesso
involuntário ou de pessoas não autorizadas e que tenham projetos de fabricação validados pela Engenharia.

c) Cinturão de segurança modelo paraquedista com talabarte duplo com mosquetão de trava dupla;
d) Linha de vida fixada em estrutura independente em:
I. Atividades com acesso por cordas;
II. Andaimes suspensos
Estruturas em que o estrado é sustentado por travessas metálicas, suportado por meio de cabos de aço,
movimentando-se no sentido vertical com auxílio de guinchos.

III. Andaime em balanço


Estruturas se projetam para fora da construção e são suportados por vigamentos ou estruturas em balanço,
que tenham sua segurança garantida, seja por engastamento ou outro sistema de contrabalanceamento no
interior da construção, podendo ser fixos ou deslocáveis.

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IV. Cadeiras suspensas


Plataforma individual de trabalho sustentada por meio de cabos, de aço ou de fibra sintética,
movimentada no sentido vertical.

V. Locais onde exista o risco de queda por colapso de superfície.

5.3 Requisitos gerais para andaimes:


a) Devem ser metálicos, exceto aqueles construídos em subestações;

b) Devem ser do tipo tubular, plataforma, tipo cunha ou abraçadeira, com proteção nas abraçadeiras nos acessos e
áreas de trabalho;
c) Devem ser dimensionados por profissional habilitado;
d) O alçapão em andaime deve ser dotado de barreira físicas ao seu redor, de modo a impedir a queda de pessoas;

Nota:
Os andaimes construídos em subestações, devem ser de material isolante, com rigidez dielétrica em conformidade
com a classe de tensão dos equipamentos elétricos, e sobre responsabilidade do profissional habilitado.

5.3.1 Requisitos específicos de acordo com o tipo andaime:

5.4 Requisitos gerais para escadas:

As escadas de quaisquer tipos devem conter dimensões, incluindo patamares intermediários, conforme normas
locais.

5.4.1 Escadas Móveis

a) Toda atividade onde haja a necessidade de uso de escadas móveis: simples, extensível e dupla (ou de abrir),
somente poderão ser realizados perante o preenchimento do anexo 2 (Check list Pré Uso - Escadas Simples,

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Extensível, Dupla, Marinheiro), sendo terminantemente proibida a realização da atividade caso algum item não
atenda aos requisitos solicitados.

b) As escadas móveis devem ser utilizadas para acessos provisórios e serviços de pequeno porte.
c) É proibido a utilização de escadas ou qualquer outro dispositivo sobre plataformas de trabalho em altura (ex.
andaimes, cestos aéreos, plataforma elevatória) de modo a acessar lugar mais alto.
d) Para as escadas utilizadas nos serviços em postes, as mesmas devem dispor de peça metálica em forma de “M”
ou dispositivo equivalente, fixada na parte superior para apoio no poste.
e) Em atividades em subestações, as escadas devem ser de materiais isolantes, conforme a NR 10 – Segurança em
Instalações e Serviços em Eletricidade.

5.4.1.1 Escada Simples/Extensível

a) Comprimento máximo – escada simples 7 m / escada extensiva – 12 m;


b) Os degraus antiderrapantes, uniforme e não exceder o espaçamento de 30 cm.
c) Manter as condições originais do fabricante.
d) Possuir sapatas antiderrapantes.
e) Possuir capacidade de carga.

5.4.1.2 Escada dupla (ou de abrir)

a) Comprimento máximo – 6 m;
b) Os degraus antiderrapantes, uniforme e não exceder o espaçamento de 30 cm.
c) Possuir limitador de espaço;
d) Manter as condições originais do fabricante;
e) Possuir sapatas antiderrapantes;
f) Possuir capacidade de carga.

5.4.1.3 Escada Plataforma

a) Degraus e plataformas construídas com material antiderrapante;


b) Pés com estabilizador e sapatas antiderrapantes
c) Sistema de estabilização/ fixação quando construída com sistema de deslocamento;
d) Possuir guarda-corpo e rodapé em ambos os lados e ao redor de toda a plataforma de trabalho;
e) Possuir capacidade de carga.

5.4.1.4 Escada Marinheiro e Fixa

a) Gaiola de segurança a partir de 2 m acima da base até 1 m acima da última superfície


b) Distância entre os degraus e a estrutura de fixação de, no mínimo, 12 cm;
c) Para cada lance de, no máximo 9 m, deve existir um patamar intermediário de descanso, protegido por guarda-
corpo e rodapé;
d) Para escada tipo marinheiro ou fixa, deve haver dispositivo de fechamento com barreira física no acesso a
plataforma de trabalho, recompondo a abertura entre a escada de marinheiro e a plataforma, de modo a impedir a
queda de pessoas;

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e) Para escadas de acesso aos andaimes, devem possuir argolas de proteção instaladas com intervalo máximo de
40 cm.

Nota:
A gaiola de proteção para escada de marinheiro não é considerada um controle de proteção contra queda. Para
acesso em escada marinheiro e fixa com altura igual ou superior a 1,8 metros é obrigatório a utilização de,
alternativamente:
I. Linha de vida fixa;
II. Trava quedas retrátil;

III. Bastão de ancoragem móvel, desde que altura da escada não seja maior do que o comprimento do bastão.

5.4.1.5 Requisitos específicos de acordo com o tipo de escada (móveis):

Escada Dupla (ou Escada Escada Plataforma


Requisitos Específicos Escada Simples
de Abrir) Extensível Móvel

Degraus e plataformas com material / superfície


(a) X X X X
antiderrapante

(b) Sapatas antiderrapantes X X X X

(c) Comprimento máximo específico X X X

(d) Dispositivo de estabilização / travamento de rodízios X

5.5 Requisitos gerais para equipamentos de elevação de pessoas:

Para utilização de plataformas de trabalho aéreo e os equipamentos de guindar para elevação de pessoas devem
seguir as recomendações dos fabricantes e normas complementares, anexo 4 da NR 18 – Plataforma de Trabalho
Aéreo e anexo 12 da NR 12 – Equipamentos de Elevação de Pessoas.
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5.5.1 Requisitos mínimos específicos de acordo com o tipo de equipamento:

a) Ponto de ancoragem para cinturão de segurança;


b) Controle de movimentação da plataforma ou cesto na parte inferior;
c) Dispositivo de parada de emergência no painel de comando inferior.

Plataforma de Equipamentos de Guindar para Elevação de Pessoas


Requisitos Trabalho
Aéreo Cesta Aérea Cesto Acoplado Cesto Suspenso

(a) Sistema estabilizador com indicador de inclinação X X X X

(b) Sistema de travamento / frenagem das rodas X X (1)

(c) Sistema de emergência que permita a movimentação X X X


dos braços e rotação da torre em caso de pane

(d) Sistema que permita o nivelamento do cesto e impeça seu X X X


basculamento

(e) Sinalização sonora e visual durante a movimentação vertical do X


equipamento

(f) Sistema que impeça a operação das sapatas estabilizadoras X X


sem o prévio recolhimento do braço móvel

Anemômetro (2)* com alarme visual e sonoro. *Deve estar


(g) X X
instalado no equipamento.

(h) Indicadores do raio e ângulo de operação da lança com alerta X


visual e sonoro

(i) Indicador de altura de subida do moitão que interrompa a X


ascensão ao atingir a altura ajustada

Dispositivo físico ou eletrônico ou sensor de proximidade


(j) que impeça o impacto da parte superior do equipamento X
contra outra estrutura.

(1) Quando não patolado

(2) Alternativamente, pode ser utilizado o anemômetro manual

5.6 Requisitos para Trabalhos em Telhados


a) Durante trabalhos sobre telhados não se deve concentrar cargas num mesmo ponto;
b) As passarelas para telhados devem atender aos seguintes requisitos:
I. Ser projetadas por profissional habilitado;
II. Ser instaladas sobre as telhas nos pontos de apoio da estrutura do telhado;

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III. Possuir degraus quando utilizadas em superfícies inclinadas ou não possuir degraus quando utilizadas em
superfícies sem inclinação;
IV. Possuir dispositivo de interligação/ travamento entre os elementos do piso.

5.7 Requisitos para Trabalhos em Postes de Trilho


a) Deverá ser instalada linha de vida e trava-quedas para fixação do talabarte de segurança;
b) As “esporas”, quando utilizadas, devem estar em prefeitas condições, caso contrário, interditar as mesmas e não
realizar a atividade;
c) Verificar se há possíveis invasões do espaço aéreo do gabarito ferroviário;
d) Verificar a estabilidade dos postes quanto sua estrutura (trincas, oxidações, empenos etc.), fixação, estaiamento e
condições do solo) antes do acesso;
e) Verificar as condições de estabilidade e fixação dos componentes do poste (ex.: Transformadores, fiações,
cruzetas, espaçadores, isoladores, conectores etc.).

5.8 Requisitos para Trabalhos sobre Pontes Ferroviárias


5.8.1 Em caso de montagem da estrutura de ancoragem coletiva (traves)
a) Deverá ser instalado o suporte e linha de vida sobre pontes e viadutos ferroviários (equipamento dotado de duas
traves - primeira e segunda trave), montado e ajustado considerando a bitola da via;
b) Ajustar o suporte aos trilhos através dos parafusos das bases nas duas traves, parafusando-as manualmente
utilizando os braços de alavanca das mesmas;
c) Antes de iniciar a atividade, checar a montagem de toda a estrutura, apertos dos parafusos das bases, a perda do
ajuste pode levar o travamento do conjunto nos grampos da via e provocar solavancos, gerando risco de queda
aos empregados. Caso ocorra algum solavanco, os ajustes devem ser revistos;
d) Considerar na sua montagem o acesso dos executantes e materiais sobre a ponte;
e) Os cabos de aço ou cordas apropriadas devem ser desenrolados e esticados previamente e fora da OAE (Obra de
Arte Especial). Os acessórios (manilhas, mosquetões, anéis metálicos, catracas, esticadores mecânicos/ tifords)
também devem ser conectados e dispostos junto aos cabos ou próximos às traves.

5.8.2 Em caso de montagem da estrutura de ancoragem individual


a) Utilizar o Rail Slider nos trilhos, considerando: uso individual, capacidade de carga de no mínimo 140Kg, possuir
resistência superior a 30 KN.

5.8.3 Proteção coletiva em manutenções em ponte


a) Utilizar madeirites navais para proteção lateral das pontes, nos locais onde existem a interface com comunidade;
b) Em pontes vazadas proteger utilizar pranchões de madeiras ou madeirites naval para o deslocamento seguro dos
empregados no trabalho sobre pontes;
c) Ferramentas e equipamentos deverão ser amarrados caso não haja a proteção lateral e dos dormentes.

5.8.4 Requisitos gerais para utilização do caminhão Sky


a) A utilização do caminhão Sky deverá ser de acordo com os anexos do PRO 23747, assim como observados os
riscos e suas medidas de controle. Qualquer desvio relacionado a execução deste procedimento deve ser
submetido a análise técnica do responsável técnico do padrão;
b) Os executantes devem seguir as normas/ documentos referenciados nesse padrão, principalmente o ROF - EFVM
(Regulamento de Operação Ferroviária – Estrada de Ferro Vitória Mina) e RMF (Regulamento de Manutenção
Ferroviária), durante as atividades dentro ou fora das dependências da VALE;

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c) Toda atividade de manutenção deve ser executada obrigatoriamente por no mínimo em DUPLA, sendo esta
composta por profissionais devidamente treinados e autorizados, estando proibido o trabalho individual;
d) Para execução das atividades descritas, os empregados deverão passar por treinamento neste PRO e no sistema/
equipamento específico.

5.8.5 Requisitos gerais para utilização de caminhões de inspeção de Pontes e Plataforma


a) Seguir as orientações do PRO 21513 - Operação do caminhão de Inspeção e Manutenção de Pontes e de Túneis
da EFVM.
6. REQUISITOS PARA PROCEDIMENTOS

6.1 Requisitos gerais para procedimentos:


a) No planejamento da atividade considerar medidas alternativas para eliminar o trabalho em altura. Não
conseguindo eliminar o risco de queda, deve-se analisar e definir qual sistema de proteção coletivo e/ou
individual será adotado, priorizando a hierarquia de controle de riscos;
b) Emitir a Permissão de Trabalho Seguro (PTS) e elaborar Análise de Risco da Tarefa (ART), conforme
critério de aplicação da PNR 000031;
c) Outras atividades envolvendo trabalho em altura, caso seja rotineira, poderá utilizar um procedimento ou
instrução de trabalho, contemplando a análise de risco da tarefa com os respectivos riscos e medidas de
controles das etapas de trabalho em altura. Caso não tenha procedimento ou instrução de trabalho,
deverá emitir a Permissão de Trabalho Seguro (PTS) e elaborar Análise de Risco da Tarefa (ART);
d) Nos procedimentos específicos para trabalhos em altura, deverão contemplar ações para emergência e
salvamento considerando recursos humanos, materiais e de comunicação;
e) Os equipamentos necessários para a realização do trabalho em altura devem ser adquiridos conforme legislação,
bem como mantidos e utilizados dentro dos padrões preestabelecidos pelos fabricantes;
f) Os equipamentos de trabalho em altura devem passar por inspeção inicial, pré-uso e periódica;

g) Antes de iniciar a atividade, os equipamentos de trabalho em altura devem passar por inspeção pré uso, conforme
check list específicos anexos a este procedimento e mantidos na frente de trabalho;
h) Os check list específicos possuem itens mínimos de verificação para realização do trabalho em altura, podendo
ser complementado desde que os itens originais sejam mantidos;
i) Todos os itens de verificação são impeditivos. Em caso de não atendimento de qualquer item, o responsável pela
atividade deverá tomar as medidas necessárias para que o trabalho possa ser realizado com segurança;
j) O talabarte ou trava-quedas deve ser fixado considerando o fator de queda, durante todo o período de exposição
ao risco de queda;
k) O trava-quedas móvel deve possuir dupla trava de segurança e travamento simultâneo em dois pontos da linha de
vida;
l) O elemento de ligação deve estar fixado durante toda a atividade envolvendo estrutura temporária;
m) Proibido a utilização de cinturão do tipo abdominal. O Componente abdominal do cinturão do tipo
paraquedista deve ser usado somente para posicionamento de trabalho e restrição de movimentação;
n) O planejamento de atividades realizadas na proximidade de sistemas elétricos, devem envolver um profissional
habilitado em elétrica;
o) É proibido utilizar equipamentos construídos ou revestidos em materiais condutores durante trabalho em altura
onde haja risco de choque elétrico;
p) Em condições atmosféricas adversas (chuva, vento, névoa, poeira, descarga atmosférica, etc) que possam
comprometer a segurança dos empregados e/ ou a estabilidade dos equipamentos durante a realização de
trabalho em altura, uma avaliação deve ser realizada para definir sobre a realização/ continuação da atividade;

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q) Os manuais de operação e manutenção dos equipamentos devem ser redigidos em língua portuguesa e estar à
disposição no equipamento utilizado ou no canteiro de obras e/ ou frentes de trabalho;
r) Deve ser mantido em cada gerência de área e suas contratadas, um cadastro atualizado com inventário dos
equipamentos de trabalho em altura (plataformas de trabalho aéreo, equipamentos de elevação de pessoas, linhas
de vida, pontos de ancoragem, escadas, etc) em forma de planilha ou sistema eletrônico;
s) Nas atividades de manutenção em pontes ferroviárias deve-se priorizar a utilização do Rail Slider.

6.2 Requisitos para andaimes

a) Os andaimes devem ser apoiados em estrutura resistente e, quando construído em apoio a equipamentos ou
instalações, esses devem ser resistentes de forma a não se colapsarem;
b) Os andaimes devem ser construídos em superfície plana, isenta de avarias ou deformações;
c) A barreira ao redor do alçapão deve ser de estrutura fixa e resistente e estar sempre fechada;
d) O andaime deve ser formalmente liberado para uso, através:
I. Da verificação de conformidade com o projeto;
II. Do preenchimento do checklist de inspeção;
IV. Da assinatura do responsável pela liberação;
V. Indicação de liberação de uso através de placa de liberado/não liberado;
e) No caso de andaimes para a utilização e construção de vigas de içamento para peças ou equipamentos (pau de
carga ou mão francesa) é obrigatória à apresentação do layout com os detalhes de montagem assinada pelo
responsável técnico da empresa de montagem de andaime;
f) A existência de espaços vazios entre pranchões da plataforma não é permitida. Caso seja necessária a existência
de alguma abertura na plataforma de trabalho, esta deverá ser provida de guarda corpo;
g) A empresa de montagem de andaimes deverá possuir procedimento específico contemplando no mínimo, os
seguintes itens: pontos de travamento, contraventamento, amarração ou estaiamento, qualificação do montador,
check list de montagem e placa de sinalização para andaimes. No anexo 11 deste documento, o modelo de placa
de sinalização para andaimes como sugestão de informações mínimas;
h) É proibido a movimentação de andaimes móveis com equipamentos, ferramentas ou objetos em cima ou
apoiados;
i) As unidades deverão designar representantes (ou prepostos) devidamente habilitados para verificar e garantir a
execução de montagem de andaimes de acordo com as premissas dos respectivos projetos, incluindo a
verificação de modificações de montagem, devidamente documentadas pelos provedores do serviço de
montagem, baseados em critérios técnicos estabelecidos pela empresa de montagem especializada;
j) As unidades através de seus departamentos de engenharia, devem prover informações para que os projetos de
estruturas de andaimes que venham a ser montadas sobre (apoiados) os equipamentos de processo atendam aos
limites de resistência mecânica destes equipamentos de forma a evitar os colapsos dos mesmos, suas estruturas
e dispositivos.

6.3 Equipamentos para elevação de pessoas:

a) Atividades com cesto suspenso somente podem ser realizadas em situações de resgate e emergência;
b) A estabilização durante o uso do cesto acoplado e suspenso deve ser feita pela abertura completa dos braços
estabilizadores;
c) É proibido sair ou entrar do cesto da plataforma de trabalho aéreo quando elevado.

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d) É proibida a utilização de plataforma elevatória sobre balsas, flutuantes, vagões ferroviários, carreta do tipo
prancha, caminhões e etc, a não ser que a mesma seja adaptada para tal ou possua parecer favorável do
fabricante;
e) As atividades envolvendo plataforma elevatória devem ser acompanhadas por profissional ao nível do solo, apto a
operar o equipamento em caso de emergência.

6.4 Requisitos para sistema de ancoragem:

a) O ponto de ancoragem tem que ser resistente ao esforço a ele submetido;


b) O projeto do Sistema de Ancoragem deve ser elaborado por profissional designado, capacitado e legalmente
habilitado;
c) A estrutura integrante de um sistema de ancoragem deve ser capaz de resistir à força máxima aplicável;
d) O Sistema de ponto de ancoragem deve ser selecionado de forma que a força de impacto transmitida ao
trabalhador seja de no máximo 6kN quando de uma eventual queda;
e) O sistema de ancoragem deve atender à normas técnicas aplicáveis;
f) O sistema de ancoragem deve ser instalado por profissional capacitado (sob responsabilidade de um profissional
habilitado);
g) O acesso ao sistema de ancoragem deve possibilitar ao trabalhador estar ancorado desde o momento de saída do
solo;
h) As linhas de vida verticais e horizontais devem possuir indicação de capacidade máxima de carga, proteção contra
atrito e quinas vivas;
i) A inspeção periódica sobre o sistema de ancoragem deve acontecer com intervalo não superior a 12 meses;
j) A inspeções sobre sistema de ancoragem fixos da Vale e prestadores de serviço devem ser cadastradas em um
sistema informatizado onde seja possível o rastreamento desses sistemas;
k) As inspeções nos equipamentos para trabalho em altura devem ser realizadas pelas áreas que armazenam os
equipamentos, usuários e engenharia de manutenção/ inspeção seguindo os prazos da tabela abaixo ou de
acordo com as recomendações do fabricante ou profissional legalmente habilitado:

Rotineiramente Antes de
Item Inicial Periodicidade
Cada Uso

Cinturões e Talabartes X (a) ou (c) X (b) X (c)

Travaquedas Retráteis X (a) ou (c) X (b) X (d)

Travaquedas Deslizantes X (a) ou (c) X (b) X (c)

Linhas de Vida X (e) X (b) X (f)

Pontos de Ancoragem X (e) X (b) X (f)

(a) Pelo usuário no momento do recebimento através de check list pré uso específico devendo ser mantido arquivado durante a vida útil do
equipamento ou baixa pelo usuário.

(b) Pelo usuário rotineiramente antes de cada utilização através de check list pré uso específico.

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(c) Pelas áreas de ferramentaria, suporte operacional ou armazém, para os equipamentos acondicionados nestes locais, antes de serem
entregues aos usuários, no momento de recebimento e periodicamente com intervalo não superior a 12 (doze) meses, através de check list
específico ou controle em planilha/ sistema eletrônico.
(d) Anualmente pelo fabricante ou seu representante credenciado conforme estabelecido pela ABNT NBR 14628:2010 devendo ao final desta
emitir laudo de recertificação.

(e) Pela área de engenharia de manutenção/ inspeção, conforme recomendações do fabricante ou profissional legalmente habilitado e
cadastrado em sistema informatizado onde seja possível o rastreamento.
(f) Pela área de engenharia de manutenção/ inspeção, conforme recomendações do fabricante ou profissional legalmente habilitado e
registrados em sistema informatizado com intervalo não superior a 12 (doze) meses.

6.5 Requisitos para Trabalhos em Telhados

a) Todos os serviços de execução, manutenção, ampliação e reforma em telhados e coberturas devem ser
precedidos de um planejamento que contemple inspeção e elaboração dos procedimentos a serem adotados,
seguindo prioritariamente a hierarquia de controle de risco;
b) Montagens de telhados devem ser planejadas para que partes do mesmo sejam realizadas ao nível do solo, para
minimizar o tempo despendido em trabalhos em altura;
c) Antes de iniciar qualquer trabalho em telhado, deve ser efetuada uma avaliação dos riscos e aplicação do anexo
07 (Check list Pré Uso - Trabalhos em Telhado) , devendo ser disponibilizados os equipamentos de trabalho
necessários e implementados as medidas e métodos de trabalho adequados;
d) Os trabalhos em telhados devem ser dotados de passarelas do tipo encaixe e duralumínio antiderrapante não
sendo permitido o uso de pranchões de madeira;
e) É proibido o trabalho em telhados e coberturas no caso de ocorrência de chuvas, ventos fortes ou superfícies
escorregadias e em situações de alerta vermelho;
f) É proibido o trabalho em telhados e coberturas sobre fornos ou qualquer outro equipamento em que haja
emanação de gases provenientes de processos industriais, devendo o equipamento ser previamente desligado,
para a realização desses serviços.
g) Na necessidade de chegar ao beiral de um telhado deve ser implementado um sistema de restrição de movimento
de forma a evitar a queda do trabalhador;
h) Em situações de telhados inclinados deve-se fazer uma análise de risco criteriosa para aplicação ou não do
método de acesso por cordas.

6.6 Requisitos para Trabalhos em Escadas

a) No planejamento das atividades onde for requerido a utilização de escadas simples, dupla, extensíveis que
posicionam o trabalhador a um patamar igual ou superior a 1,8 metros do piso imediatamente inferior, deverá ser
previsto o estabelecimento de sistemas e pontos de ancoragem fixos ou temporários para proteção contra quedas;
b) Preferencialmente a ancoragem deverá ser em ponto externo à estrutura de trabalho, caso seja feita instalação na
própria escada, esses pontos deverão ser definidos e/ou projetados de forma a suportar toda dinâmica de uma
possível queda e estar sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado;
c) O método de atracamento no sistema de ancoragem e /ou sistema de proteção contra quedas deve garantir que o
trabalhador fixe seu elemento de ligação antes de iniciar a subida na escada;
d) As análises de riscos e procedimentos para trabalho em altura que preveem a utilização de talabartes em escadas
deverão levar em consideração a eficiência do mesmo principalmente no que tange o fator de queda e zona livre
de queda;

6.7 Requisitos para acesso por cordas:

a) O acesso por cordas deve ser realizado de acordo com as normas técnicas vigentes;

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b) Uma análise de risco preliminar, deve definir ou não a aplicação das técnicas de acesso por cordas, em função
dos riscos específicos identificados, nos trabalhos em planos inclinados, como trabalhos em telhados, taludes,
silos, etc;
c) Na análise de risco, a tabela abaixo poderá ser utilizada como guia de identificação para caracterizar ou não a
atividade como acesso por cordas. Caso uma resposta seja diferente das perguntas indicadas na tabela abaixo,
remeterá ao trabalho em altura típico, que não é acesso por cordas.

Itens a serem verificados para definição de Acesso por Cordas Resposta (Sim/ Não)

A inclinação no local de trabalho não permite que o trabalhador possa executar


Sim
suas atividades sem risco de queda?

É necessário a utilização de duas cordas, uma corda de trabalho e outra corda de


Sim
segurança?

A atividade necessita da corda para o trabalhador se posicionar sobre a estrutura


Sim
de trabalho?

A atividade necessita de corda para o trabalhador alcançar um determinado ponto


Sim
da estrutura sem risco de queda?

A atividade necessita da corda para se movimentar vertical e horizontalmente sobre


Sim
a estrutura de trabalho?

A altura até o plano imediatamente inferior é superior a 1,8 metros? Sim

Guia para definição e aplicação do método de acesso por cordas.


Nota:
Os acessos por cordas, não se aplicam a pontos de ancoragem utilizados pelas equipes de bombeiros civis.

6.8 Requisitos para resgate em altura:

a) O Plano de Atendimento à Emergência deve conter os cenários existentes de trabalho em altura e os profissionais
devem ser qualificados e preparados, além de equipamentos apropriados para realizar resgate em altura;
b) No planejamento da atividade envolvendo trabalho em altura, avaliar se o cenário está contido no Plano de
Atendimento à Emergência, e se contempla as ações para emergência e salvamento considerando recursos
humanos, materiais e de comunicação necessários;
c) Os empregados envolvidos em atividades de trabalho em altura devem conhecer os meios de comunicação com
as equipes de atendimento a emergência da localidade;
d) Os recursos de comunicação, como rádio e telefones devem estar disponíveis entre os envolvidos na atividade e a
equipe de atendimento a emergência da unidade;
e) As condições de resgate envolvendo suspensão inerte devem ser simuladas e ações devem ser tomadas visando
redução de cenário de trauma em suspensão.

7. REQUISITOS PARA CAPACITAÇÃO

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a) Os empregados designados para a realização de trabalho em altura devem seguir a Diretriz Global de
Capacitação de Requisitos para Atividades Críticas.
b) Deve ser mantido em cada gerência de área e suas contratadas, um cadastro atualizado que permita conhecer a
abrangência da autorização de cada trabalhador para trabalho em altura. Este cadastro poderá ser em forma de
documento impresso, crachá, cartaz, ou registro eletrônico etc., de forma a evidenciar o limite da sua autorização
para trabalho em altura através do treinamento específico para cada atividade;
c) Os treinamentos dos empregados deverão ser registrados de forma a ser rastreável, para empregados Vale no
VES. Contratadas deverão manter seus registros disponíveis, para apresentação sempre que solicitado.
Nota:
Outros treinamentos complementares deverão ser realizados conforme atividade ou equipamento específico de
acordo com a legislação local, entre eles:
I. Os empregados que operam plataformas de trabalho aéreo e equipamentos de elevação de pessoas devem ser
certificados na operação segura destes equipamentos. A reciclagem no treinamento para operação de
plataforma elevatória e cestos aéreos, deve atender as determinações do fabricante;
II. Os empregados que executam atividades envolvendo acesso por cordas, devem possuir treinamento específico e
ser certificados em conformidade com a NBR 15.475 - Acesso por Corda - Qualificação e Certificação de
Pessoas e Anexo I da NR 35 - Acesso por Cordas.
d) O profissional legalmente habilitado (Engenheiro Civil ou Mecânico) responsável pela elaboração de sistema de
proteção contra queda deverá ser capacitado especificamente nesse tema (NR 35 Trabalho em Altura, RAC 01 e
Conhecimento em Ancoragem e Sistema de Proteção Contra Queda);
e) O profissional designado como Inspetor de Andaime deverá ser capacitado em NR 18 Condições e Meio
Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, NR 33 Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços
Confinados, NR 35 Trabalho em Altura, RAC 01 e Montagem de Andaimes;
f) O profissional autorizado a operar equipamento para trabalho em altura, deve ter no seu cartão de identificação a
informação do equipamento que está autorizado a operar.

8. PAPÉIS E RESPONSABILIDADES

8.1 Gestor de Contrato:


a) Garantir o cumprimento deste RAC em suas áreas; acompanhar a performance de segurança e atendimento de
requisitos dos fornecedores de serviço envolvendo trabalho em altura; participar de todas as investigações
relativas a incidentes envolvendo trabalho em altura.

8.2 Planejador/Programador:
a) Conhecer os requisitos deste RAC aplicáveis às atividades em suas áreas e garantir que análises de riscos em
atividades envolvendo trabalho em altura sejam iniciadas nas etapas de seus respectivos processos de trabalho.

8.3 Supervisor de Ferramentaria e/ou Responsável de recursos/materiais (Profissionais que fazem gestão de
equipamentos e acessórios para Trabalho em Altura):
a) Garantir que os acessórios de trabalho em altura sejam inspecionados nas etapas de recebimento e
periodicamente; estabelecer plano de inspeção com a periodicidade de acordo com as respectivas normas.
Segregar e encaminhar para o descarte todos os equipamentos e acessórios em condição de não conformidade.

8.4 Inspetor de Andaime:


a) Verificar e garantir a execução de montagem de andaimes de acordo com as premissas dos respectivos projetos,
incluindo a verificação de modificações de montagem, devidamente documentadas pelos provedores do serviço de
montagem, baseados em critérios técnicos estabelecidos pela empresa de montagem especializada.

8.5 Especialista em Ancoragem e Sistema de Proteção Contra Queda:


a) Avaliar, inspecionar, elaborar projetos de sistemas de ancoragem e seus elementos de fixação, e orientar o
profissional capacitado na instalação dos sistemas de ancoragem, em conformidade com anexo II da NR 35 e
demais normas aplicáveis.
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9. ANEXOS

LOCAL DE
ARQUIVAMENTO
TÍTULO DO REGISTRO ARQUIVAMENT ACESSO DESCARTE
MÍNIMO
O
30 dias* Área Executante Arquivo local na Descartar no
(*)
Anexo 01 – Check list Pré Uso - Cinturão - Em caso de incidente o
área coletor azul
de Segurança, Trava Queda Deslizante e documento deverá ser
Trava Queda Retrátil; Linha de Vida e anexado e arquivado à
Ponto de Ancoragem investigação por 20 anos.

- Check list de Inspeção


Anexo 02 - Check list Pré Uso - Escadas Inicial e Periódica para
Simples, Extensível, Dupla, Marinheiro) Cinturão de Segurança,
Trava Queda Deslizante
Anexo 03 - Check list Pré Uso - Plataforma e Trava Queda Retrátil
deverá ser arquivado
Elevatória durante a vida útil do
equipamento ou baixa
Anexo 04 - Check list Pré Uso - Inspeção pelo usuário.
Andaimes - Executante
- Inventário das
Anexo 05 - Check list - Validação Instalações,
Equipamentos e
Montagem Andaime - Inspetor de andaime Atividades com Risco de
Queda deverá ser
Anexo 06 - Check list Pré Uso - Cestos arquivado por um período
Aéreo, Acoplado, Suspenso mínimo de 1 ano.

Anexo 07 - Check list Pré Uso - Trabalhos


em Telhado

Anexo 08 - Check list Pré Uso - Caminhão


Sky

Anexo 09 - Check list Pré Uso - Pontes


Ferroviárias

Anexo 10 - Check list Pré Uso - Poste de


Trilho

Anexo 11 – Modelo de Placa de


Sinalização para Andaimes

Anexo 12 – Check list de Inspeção Inicial e


Periódica para Cinturão de Segurança,
Trava Queda Deslizante e Trava Queda
Retrátil

Anexo 13 – Placa de Identificação de


Isolamento

Anexo 14 - Mapeamento Abrangência


Trabalho Altura

Anexo 15 - Modelo Inventário das


Instalações, Equipamentos e Atividades
com Risco de Queda
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10. ELABORADORES
NOME GERÊNCIA
Antônio Campos Gerência de Segurança do Trabalho Sul
Carlos Rosário Gerência de Segurança do Trabalho Sudeste
Eustáquio Diniz Gerência de Segurança do Trabalho Sudeste
Fernando Marques Oliveira Gerência de Segurança do Trabalho Sudeste
Francy Pires Gerência de Segurança do Trabalho Centro Oeste
Izabel Souza Gerência de Segurança do Trabalho Sudeste
Junior Pereira Gerência de Segurança do Trabalho Sul
Marcos Vinícius Braga Gerência de Segurança do Trabalho Sul
Miriam Souza Gerência de Segurança do Trabalho Sudeste
Nilton Marciano Gerência de Segurança Meio Ambiente EFVM
Olavo Junior Gerência de Segurança do Trabalho Centro Oeste
Raniery Silva Gerência de Segurança Meio Ambiente EFVM
Ricardo Sacramento Gerência de Segurança do Trabalho Sul
Rodrigo Castro Gerência de Segurança do Trabalho Sul
Vanessa Freitas Silva Gerência de Segurança do Trabalho Sudeste
Vinycios Barbosa Gerência de Segurança do Trabalho Pelotização

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