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HISTÓRIA MODERNA

Estado Moderno
Com base no texto de Xavier Gil Pujol, Inserido em anexo ao módulo 1, aula 4, discuta
a nova tese que propõe a respeito das relações entre os poderes monárquicos e as
localidades no início do Período Moderno.
Crise do Século XVII
Baseando-se na leitura do texto de Cíntia Gonçalves, inserido em anexo ao módulo 3,
aula 1, explique de que modo a poesia atribuída a Gregório de Matos (o "Boca do
Inferno") reproduz elementos da grave crise socioeconômica e política que atravessou a
Europa e os respectivos domínios ao longo do século XVII.
Caça às bruxas no século XVII
A partir da leitura do texto de Juliana Torres R. Pereira, inserido em anexo ao módulo 2,
discuta como a crença nas práticas de bruxaria, muito difundida na Europa em
princípios do Período Moderno, foi ampliada pela existência de fortes preconceitos
misóginos no contexto em questão.
Questão 1
O poder do rei não é em nada absoluto, embora dito como tal, era, na verdade,
negociado com os demais poderes regionais, sociais e eclesiásticos. Então, segundo esta
ideia, o poder real não seria “o poder”, mas apenas mais um poder no seio da sociedade,
o poder não estaria fragmentado em micro poderes descontínuos e dispersos no interior
da sociedade. Configurar-se sistema patrimonial de acesso aos cargos”, criando, sob o
convênio mútuo entre a coroa e as elites de suas diferentes províncias – chamado de
“sistema de recompensas. Norbert Elias articula elementos que possibilitaram a
centralização dos Estados europeus na Época Moderna “monopólios da violência” e “da
tributação”, bem como o “mecanismo régio”, assim estreitamento dos laços
interindividuais, segundo ele foram elementos fundamentais para o processo de
centralização do Estado que se funda na lógica dos monopólios, As monarquias da
Época Moderna nunca foram absolutas, mas a autoridade real teve de se medir com os
aparelhos administrativos da esfera local, ao mesmo tempo em que contou com diversas
inovações, como a centralização e compilação jurídica das legislações do reino sob a
tutela real, que forneciam especificidade a este tempo.
Questão 2
O século XVII é um tempo tipicamente transitório, no qual está presente a busca pela
permanência e estabilidade da sociedade, em que paradoxalmente se funda uma ideia de
mudança e individualização, substituindo uma civilização cujo alicerce era a ideia do
dever coletivo por outra, fundada sobre os direitos da consciência individual. Paul
Hazard deu o nome de “crise da consciência europeia”, para muitos historiadores, a
crise do século XVII apresentou motivações estritamente econômicas. A queda dos
preços, o baixo volume da produção interna europeia e o declínio de grande parte do
comércio internacional foram fatores decisivos para esta vertente explicativa. Já outros
pesquisadores viram nas guerras do século XVII uma chave essencial para entender esta
crise. Tanto o comércio como a produção manufatureira entraram em colapso
praticamente em toda a Europa, sofreram forte declínio populacional e enormes gastos
com guerras e insurreições. A crise do século XVII provocou uma enorme expansão dos
mercados europeus, mas pouco alterou sua estrutura social, cerceando seu alcance ou,
ainda, criando seus próprios limites, sua própria crise,
Os acontecimentos que demonstram a existência da crise:
Segundo a vertente econômica, os acontecimentos foram: a queda dos preços, o baixo
volume da produção interna europeia e o declínio de grande parte do comércio
internacional, bem como a mudança dos centros econômicos tradicionais (Mediterrâneo
e Báltico) para outros em ascensão (Inglaterra, Províncias Unidas, Suécia e França).
Os historiadores da vertente política insistem nas manifestações (“revoluções”), como a
revolução puritana inglesa (1640), a fronda na França, o golpe de Estado de 1650 na
Holanda, as sublevações de Catalunha, Portugal e Andaluzia em 1640-41 e de Nápoles
(1647-1648); os elementos comuns às duas vertentes são: gastos com guerras
internacionais, guerra civil e declínio populacional.

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