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O Uso do Geoprocessamento para o planeamento de uso de Terra:

Determinação de Áreas Favoráveis a Expansão Urbana no Distrito de


Marara

De: Mateus José Andir

I
RESUMO
A presente dissertação com o tema Uso do Geoprocessamento para o planeamento de uso de Terra na
Determinação de Áreas Favoráveis a Expansão Urbana no Distrito de Marara visa diagnosticar a partir das
ferramentas dos sistemas de informação geográficas as áreas para expansão urbana tendo em conta o nível
de exposição ao risco que pode estar submetido ao ocupar uma determinada área e tem como objectivo
geral avaliar a aplicabilidade do Geoprocessamento na determinação de Áreas Favoráveis a Expansão
Urbana no Posto Administrativo de Cachembe no Distrito de Marara tendo em conta os seus objectivos
específicos tais que elucidam em torno do processo e os tipos de assentamento da expansão urbana do Posto
Administrativo de Cachembe, Verificar as classes de uso de terra da área em estudo, Caracterizar a
aplicabilidade do Geoprocessamento no planeamento de uso de Terra, Aplicar o Geoprocessamento para
determinar áreas Favoráveis a Expansão Urbana. Sendo que para identificação foram usadas as seguintes
classes de uso Geomorfológia (Peso 26%), declividade (peso 24%), Solos (Peso 20%), Uso e Ocupação do
Solo/Cobertura Vegetal 1998 (Peso 15%) e Proximidades das áreas com riscos ambientais (Peso 15%) os
pesos foram atribuídos com base no conhecimento da área estudada e, fundamentada nas assinaturas
ambientais executadas em nível de campo. As notas atribuídas às classes ou categorias dos mapas variaram
de 0 a 10, de ressaltar que a importância de cada evento analisado foi considerada em função do somatório
dos produtos dos pesos relativos das variáveis escolhidas, multiplicado pelas notas das classes em cada
unidade da célula. Foram analisadas as situações ambientais mais relevantes, com as classes de potencial
ambiental registadas em escala nominal nas categorias Altíssimo-Alto, Alto- Médio, Médio, Médio-Baixo e
Baixo-Baixíssimo para classificar as diferenciadas áreas que apresentam condições favoráveis e
desfavoráveis a expansão urbana visto que o estudo tem como problema de pesquisa conhecer as áreas
favoráveis para a expansão urbana no Distrito de Marara e o conhecimento da ocupação do solo e da sua
localização em uma determinada região fornece elementos para o planeamento de uso de terras e de
exploração de recursos naturais de forma eficiente visando à melhoria da qualidade de vida da população e
o tipo de estudo é explicativo com carácter quali-quantitativa.

Palavra Chave: Geoprocessamento, Planeamento de uso de Terra, SIG, análise espacial.

II
Abstract
The present dissertation with the theme Use of Geoprocessing for land use planning in the Determination of
Favorable Areas for Urban Expansion in the District of Marara aims to diagnose from the tools of
geographic information systems the areas for urban expansion taking into account the level of exposure to
the risk that it may be subjected to occupying a given area and its general objective is to evaluate the
applicability of Geoprocessing in determining Favorable Areas for Urban Expansion at the Cachembe
Administrative Post in the District of Marara taking into account its specific objectives such as around the
process and settlement types of the urban expansion of the Cachembe Administrative Post, Verify the land
use classes of the area under study, Characterize the applicability of Geoprocessing in land use planning,
Apply Geoprocessing to determine Favorable Areas for Expansion Urban. The following classes of use
were used for identification: Geomorphology (Weight 26%), declivity (weight 24%), Soil (Weight 20%),
Use and Occupation of Soil / Vegetation Cover 1998 (Weight 15%) and Area Proximities with
environmental risks (Weight 15%) weights were assigned based on knowledge of the area studied and based
on environmental signatures performed at the field level. The scores attributed to the classes or categories of
the maps ranged from 0 to 10, noting that the importance of each event analyzed was considered as a
function of the sum of the products of the relative weights of the chosen variables, multiplied by the grades
of the classes in each cell unit. The most relevant environmental situations were analyzed, with the classes
of environmental potential registered on a nominal scale in the categories Very High-High, High-Medium,
Medium, Medium-Low and Low-Very Low to classify the different areas that present favorable and
unfavorable conditions for expansion since the study has the research problem of knowing the favorable
areas for urban expansion in the District of Marara and the knowledge of land occupation and its location in
a given region provides elements for planning land use and exploration of land. natural resources efficiently
in order to improve the quality of life of the population and the type of study is explanatory with a quali-
quantitative character.
Keyword: Geoprocessing, Land use planning, GIS, spatial analysis.

III
LISTA DE SIGLAS
AIA - Avaliação de Impacto Ambiental
DUAT - Direito de Uso e Aproveitamento da Terra
IGTs - Instrumentos de Gestão Territorial IR Interior Rural
MDT - Modelo Digital de Terreno
MICOA - Ministério para a Coordenação Ambiental
PDUT - Planos Distritais de Uso da Terra
PEOT - Planos Especiais de Ordenamento do Território
PEU - Planos de Estrutura Urbana
PGU - Planos Gerais de Urbanização
PIDT - Planos Interprovinciais de Desenvolvimento Territorial
PPDT - Planos Provinciais de Desenvolvimento Territorial
PNDT - Plano Nacional de Desenvolvimento Territorial
PNUD - Programa das Nações Unidas de Desenvolvimento
PRU - Projecto de Reabilitação Urbana
PPU - Planos Parciais de Urbanização
SGT - Sistema de Gestão Territorial
SIG – Sistema de informação Geográfica
SM – Sensoriamento Remonto
SRTM - Shuttle Radar Topography Mission
UTM - Universal Transversa de Mercator

IV
GLOSSÁRIO
ASTER: tem origem Grega, que do grego Astér significa astro ou estrela, é citado nos difereciados
corpo do trabalho como uma imagem satélite denominado ASTER que representa a sigla da
abordagem Advanced Spaceborne Thermal Emission and Reflection Radiometer que perminte
realizar analises espacial.

AGUÇAR: Afiar ou amolar; fazer com que alguma coisa fique afiada.
DATUM: do latim dado, detalhe, pormenor em cartografia refere-se ao modelo matemático teórico
da representação da superfície da Terra ao nível do mar utilizado pelos cartógrafos numa dada
carta ou mapa. Dado existirem vários data em utilização simultânea, na legenda das cartas está
indicado qual o datum utilizado.

IBGE: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é um instituto público da administração


federal brasileira criado em 1934 e instalado em 1936 com o nome de Instituto Nacional de
Estatística; seu fundador e grande incentivador foi o estatístico Mário Augusto Teixeira de Freitas.

LANDSAT 8 : O Landsat 8 é um satélite estadunidense de observação da terra. É o oitavo da série


de satélites do Programa Landsat e o sétimo a alcançar com sucesso a órbita terrestre. O satélite foi
construído pela Orbital Sciences Corporation que serviu como contratante principal para a missão.

NAVSTAR: Sistema de navegação com tempo e sistema de posicionamento de distância, onde a


sigla NAVSTAR foi o nome do projecto que deu origem ao GPS sendo este um sistema de rádio
navegação por satélites desenvolvido e controlado pelo Departamento de Defesa dos Estados
Unidos da América com o objectivo de ser o principal sistema de navegação das forças armadas
americanas.

V
CAPITULO I
1.Introduҫão

O actual modelo de desenvolvimento tem se baseado na expansão desordenada das


actividades humanas, em decorrência da falta de planejamento, isto tem sido a grande causa da
degradação ambiental. A humanidade tem ocupado e modificado a paisagem com suas actividades,
quase nada reservando para a manutenção de ecossistemas naturais e das variadas formas de vida
que ocupam o globo terrestre.

Em Moçambique o uso e ocupação da terra estão associados a carência de informação espacial


georreferenciada e o crescimento populacional aliado ao desenvolvimento acelerado que o país
vive em todos os pontos. Estes factores, levam a população a procurar novas áreas para habitação.
Sendo que o Distrito de Marara, que é um distrito da província de Tete, em Moçambique, Foi
criado com a elevação de distrito de Marara, de acordo com a Lei n.º 26/2013, de 18 de Dezembro,
antes, pertencente ao Distrito de Changara, e passou a ter a categoria de Distrito desde de 2013, e
tem sido um local de muita agitação no que concerne ao novos postos de trabalho e oportunidades
de emprego.

E em consonância com o actual cenário que tem se vivido em torno do reasseantamento da


comunidade de Cassoca, perpetrado pela Mineradora Jindal que tem trazido muitos conflitos no
ambito das condições físicas que se apresentam no local, e com isso o distrito tem sofrido muita
pressão da população a procura de novas áreas para habitação, cortes florestais e áreas para
actividades agrícolas e actualmente tem se falado da construção da Barragem Mphanda Khua, da
produção de energia eólica que de igual modo ira proporcionar um desenvolvimento Distrital, com
isso necessita-se que se crie condições de acomodação ou recepção da população que advêm de
vários pontos para habitar esta zona e com esta pesquisa ira servir de um instrumento no qual
ajudara a indicar pontos ou locais habitáveis e não habitáveis devido as condições físicos
geográficas.

Sendo que com o uso de técnicas de geoprocessamento, apoiado num Sistema Geográfico de
Informação, permite a geração de informações básicas para um planejamento territorial do Distrito
de Marara, criando subsídios para que o poder público possa direccionar políticas habitacionais,
indicando as áreas vocacionais que propiciem uso compatível ao seu potencial, sem sujeitá-las a

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riscos ambientais como enchentes, desmoronamentos e áreas de riscos ambientais como também
locais que proporcionem uma adequabilidade da pratica agrícola e pastagem.

O crescente interesse sobre O Uso do Geoprocessamento na determinação de Áreas Favoráveis a


Expansão urbana desperta interesse em toda a sociedade, pois além de monitorar os possíveis
impactos ambientais, pode-se acompanhar o desenvolvimento sócio-econômico de um local, tanto
em escala local como também em escala regional ou até mesmo global.

Segundo o ACIESP. Glossário ambiental (1999), ambiente, é ―Soma dos inúmeros factores que
influenciam a vida dos seres vivos. O mesmo que é meio e ambiente‖. Pode ser entendido ainda
como um, conjunto das condições externas ao organismo e que afectam o seu crescimento e
desenvolvimento. Ou seja-Conjunto de condições que envolvem e sustentam os seres vivos no
interior da biosfera, incluindo clima, solo, recursos hídricos e outros organismos.

O conhecimento e monitoramento da ocupação da terra é primordial para a compreensão dos


padrões de organização do espaço, uma vez que permite que as tendências de mudança possam ser
analisadas. Este monitoramento consiste em buscar conhecimento de toda sua utilização por parte
do homem ou, quando não utilizado pelo homem, a caracterização de tipos de categorias de
vegetação natural que reveste o solo, como também suas respectivas localizações. De forma
sintética, a expressão ―uso da terra ou uso do solo‖ pode ser entendida como sendo a forma pela
qual o espaço está sendo ocupado pelo homem.

Visto que o Geoprocessamento contempla em si o Sistema de Informação Geográfica que é


visto como ferramenta ao planejamento ambiental, e tem sido muito utilizado para fins de
planejamento e manejo de recurso, pois o uso do geoprocessamento a nível rural permite mapear
os recursos hídricos, as áreas de preservação ambiental, bem como a expansão rural e a estrutura
fundiária rural, e tendo em conta que o geoprocessamento como metodologia de pesquisa
ambiental, apresenta procedimentos analíticos como Avaliações Ambientais para áreas potenciais
para zonas de expansão urbana, necessários à obtenção de conclusões úteis para o apoio à decisão
quanto ao controle ambiental. o uso de tecnologia de geoprocessamento permite representar os
agentes estruturais com interferências na expansão urbana e monitora a evolução espacial dos
parcelamentos, que é o principal agente propulsor do crescimento urbano ou distrital.

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O geoprocessamento como metodologia de pesquisa ambiental, apresenta procedimentos
analíticos como Avaliações Ambientais para áreas potenciais à urbanização, necessários à
obtenção de conclusões úteis para o apoio à decisão quanto ao controle ambiental.

As áreas potenciais geoambientais são produtos de uma análise integrada e classificatória das
variáveis originalmente levantadas e lançada numa escala ordinal (Goes, 1994; Xavier-Da-Silva,
2001).

Carvalho et al. (1996) analisando a evolução dos processos de urbanização argumenta que
aplicação de técnicas de geoprocessamento, com verificação de campo, considerando as
modificações oriundas da urbanização desordenada, permitem o diagnóstico do processo evolutivo
do uso do solo, pela interpretação das informações relativas a dinâmica das transformações
ocorridas na área mapeada e quantificada.

O planeamento urbano representa uma das principais áreas de utilização dos Sistemas de
Informações Geográficas, sendo responsável pelo controle e organização das cidades (Aguiar e
Medeiros, 1996).

O modelo adoptado nesse trabalho, visando subsidiar um planeamento territorial a nível urbano,
foi baseado em produtos gerados por uma análise ambiental alicerçada em um inventário
ambiental, envolvendo os parâmetros físicos, antrópicos e bióticos. Com a criação de uma Base de
Dados Georreferenciada, sendo adoptada a escala cartográfica regional de 1:250.000 a nível
Distrital e consolidado por Avaliações Ambientais básicas, com a definição de áreas propicias para
expansão urbana.

Estes parâmetros serviram de base para estabelecer restrições ou indicar as áreas mais propicias
quanto ao uso do solo, o que poderá oferecer segurança aos futuros ocupantes de áreas indicadas
para a expansão urbana, propiciando investimentos financeiros em áreas sem riscos ambientais.

Com auxílio da ferramenta de geoprocessamento através do software ArcGis 10.3 e Qgis 2.14.0,
permite gerar um cenário de ocupação urbana para o Distrito de Marara, tendo como base a
adequabilidade do terreno em função das características físicas (geomorfologia, declividade,
solos), a influência da acção antrópica (uso e ocupação do solo, proximidades viária e urbana) e
pelas características naturais/bióticas da paisagem (cobertura vegetal).

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O geoprocessamento envolve um conjunto de tecnologias para a colecta, tratamento, análise e
visualização de dados e informações espaciais, assim como o desenvolvimento de novos sistemas e
aplicações (Teixeira et al., 1992).

As tecnologias aplicadas às funções citadas são comummente denominadas de geotecnologias. 0


geoprocessamentos incorpora e amplia as funções dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG),
incluindo os Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS) e as tecnologias de
Sensoriamento Remoto (SR).

1.2.Problematização

Historicamente as zonas urbanas se constituem em áreas de conflitos ambientais, dada a


racionalidade da implantação e da expansão das cidades. As alterações ambientais ocasionadas
pela urbanização impactam directamente sobre os ecossistemas e também sobre a própria
população. A ocupação de áreas inadequadas em encostas e nas margens dos recursos hídricos, a
ineficiência dos sistemas de coleta efluentes domésticos, a disposição inadequada de resíduos
sólidos, a alta impermeabilização do solo e o avanço da ocupação sobre ecossistemas sensíveis,
são alguns exemplos dos problemas ocasionados.

Segundo Andreatta e Magalhães (2011), Moçambique vive um período de forte crescimento


económico e é importante que o planejamento possa se basear na consciência das mudanças que
estão por vir. Sua capital foi escolhida pelas autoridades moçambicanas como um primeiro
patamar de promoção de políticas voltadas para o desenvolvimento urbano.

Esta tarefa proporciona que a qualidade de vida da sua população se assentará em novas bases, nos
novos paradigmas de desenvolvimento e, portanto, se incumbe tratá-la como referência deste novo
modelo. O quadro urbano é intrinsicamente associado ao desenvolvimento nacional, em relação
biunívoca. As políticas de habitação e urbanas, para além de serem políticas sociais, quando bem
sucedidas representam significativos ganhos económicos no país.

Assim o desenvolvimento de Moçambique é urbano e positivamente vinculado as melhorias do


sistema das cidades e das suas populações. O Planeamento Urbano é essencial, onde o crescimento
da cidade precisa ser previsto e organizado, levando saneamento básico, pavimentação, energia
eléctrica e outros serviços fundamentais de forma satisfatória para todos os habitantes da região.

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Alinhado a abordagem acima arrolada, verifica-se que no Distrito de Marara a população vem
ocupando de acordo com os seus interesses em uma determinada área o que dificulta o processo de
gestão e apoio aos mesmos, observando que ao redor do distritos observa-se casas isoladas em uma
mata ou floresta e são áreas que apresentam muitas dificuldades para a instalação das necessidades
básicas e ate áreas que apresentam riscos aos desastres naturais a exemplo do deslizamento de
Terra e inundações.

Sendo que Marara passou há bem pouco tempo a ostentar a categoria de distrito, e as condições de
trabalho e acomodação dos novos órgãos do governo ainda estão empenhados na sua construção e
reestruturação e a grande preocupação dos órgãos governamentais é a elaboração de planos
pormenores para expansão urbana.

E conforme Anjos (1996) o uso de tecnologia de geoprocessamento permite representar os agentes


estruturais com interferências na expansão do conjunto urbano e monitora a evolução espacial dos
parcelamentos urbanos, principal agente propulsor do crescimento urbano.

Este estudo ira ajudar de grande modo a determinar áreas favoráveis para a expansão urbana tendo
em conta as condições físicos naturais e com o uso de técnicas de geoprocessamento, apoiado num
Sistema de informação Geográfico, permite a geração de informações básicas para um
planeamento territorial no distrito de Marara, criando subsídios para que possa direccionar
políticas habitacionais, indicando as áreas vocacionais que propiciem uso compatível ao seu
potencial, sem sujeitá-las a riscos ambientais como enchentes e desmoronamentos, com isso surge
na mente do autor a seguinte questão de reflexão:

1.2.1. PERGUNTA DE PARTIDA


 Quais são as áreas favoráveis para a expansão urbana com a aplicação de
geoprocessamento para o planeamento de uso de terra no Distrito de Marara?

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1.3.Justificativa

O estudo e a definição de áreas de expansão urbana do distrito de Marara é importante por


propiciar o estabelecimento de áreas adequadas à ocupação que respeitem as aptidões do meio
ambiente. Isso significa que o trabalho contribuirá para a valorização do espaço natural e das
condições urbanas futuras. Para mais, propor as áreas de expansão urbana respeitando as normas
ambientais vigentes previne que locais de risco possam ser ocupados, reduzindo a possibilidade de
ocorrência de desastres ambientais. Identificar as áreas adequadas à urbanização garante também a
valorização do espaço urbano, pois um planejamento ineficiente ou inexistente pode resultar na
ocupação de áreas inadequadas, propensas a problemas de infra-estrutura e circulação.

Sendo o que motivou o autor na escolha do tema deve-se aos conflitos inerentes a população e a
industria extractiva do carvão Mineral Jindal, no seu processo de reassentamento e da expansão
Urbana no distrito, que ainda gera desconforto por parte da população por serem alocados em áreas
sem condições adequadas no que tange as suas actividades agropecuárias e por serem zonas de
Riscos a enchentes ou inundações e a população tem pautado na ocupação desordenada a procuras
de áreas que condicionem e reúna os critérios e requisitos que detinha a área pelo qual estavam
antes do aparecimento da industria extractiva Jindal.

Visto que o Distrito ainda esta composto por enormes áreas ocupadas por florestas e a população
vem ocupando de uma forma dispersa, com a realização deste estudo ira orientar o SDPI na
elaboração de planos pormenores de expansão urbana em regiões que detenham ou reúnem os
requisitos físicos naturais tornando a região habitável e com uma boa adequabilidades nas
actividade praticadas pela população.

O Distrito tem merecido destaque em torno das novas industrias de exploração de carvão e
produção da energia eólica, como da barragem que esta por se instalar e a alocação de Mastros
etc… tem gerado uma serie de aderência da população a nível provincial até mesmo nacional para
a procura de melhores condições e oportunidade de emprego, o que acarreta um planeamento
prévio na identificação de áreas favoráveis a expansão urbana.

De acordo com Tacoli, (1998). Descreve que a dispersão urbana, pelo menos em sua forma
actual, não é favorável ao desenvolvimento sustentável. em consonância com este aspecto as
tecnologias de geoprocessamento são fundamentais para sistematizar os dados e informações
geográficas com vista a orientar decisões sobre o uso dos recursos naturais, dentro de uma

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abordagem conservacionista, sendo necessária a avaliação dos aspectos físicos, biológicos, sociais,
culturais, económicos e políticos que envolvem a alocação das mais diversas actividades humanas,
sejam elas extractivistas, agrícolas, industriais, urbanas ou mesmo para a conservação

Desta forma, com esta pesquisa as áreas poderão ser monitoradas com maior periodicidade e
menor custo devido à redução de deslocamentos ao campo aumentando a eficácia e objectividade
da fiscalização, pois com uso de imagens e sistema de informação geográfica não somente permite
a avaliação dos impactos ambientais causados pela urbanização espontânea, como: derrubada da
vegetação natural e consequentemente perda da diversidade; alteração na rede de drenagem pela
destruição de matas galerias e poluição dos corredores de aguas, como também os riscos que se
submetem as populações por se localizarem em áreas frágeis ecologicamente como planícies de
inundação e áreas de encosta.

Este trabalho tem três aspectos motivacionais, primeiro ira contribuir de grande modo ao Governo
Distrital, na identificação de áreas favoráveis a expansão urbana para ajudar no processo de gestão
e apoio da população local e segundo ira despertar a comunidade académica na aplicabilidade do
Geoprocessamento e terceiro que é individual visa no aperfeiçoamento da aplicabilidade das novas
geotecnologia na obtenção de dados e informações que descrevem áreas e ajude na tomada de
decisões.

1.3.Objectivo do Estudo.

1.3.1. Geral:
 Avaliar a aplicabilidade do Geoprocessamento na determinação de Áreas Favoráveis a
Expansão Urbana no Posto Administrativo de Cachembe no Distrito de Marara

1.3.2. Específicos:
 Caracterizar o processo de assentamento da expansão urbana do Posto Administrativo de
Cachembe ;
 Descrever as classes de uso de terra da área em estudo;
 Explicar a aplicabilidade do Geoprocessamento no planeamento de uso de Terra;
 Aplicar o Geoprocessamento para determinar áreas Favoráveis a Expansão Urbana;

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1.4.Questões de pesquisas

Por tratar - se de pesquisa qualitativa que descreve as categorias definidas à partir dos objectivos
específicos e questões de pesquisa, o investigador preocupa-se com a solução das seguintes
questões:

• Como identificar as áreas favoráveis a expansão urbana?

• Quais são as áreas detectadas pelo SIG, que são favoráveis a expansão urbana?

• Como se encontra o processo de uso e ocupação de solo?

• Quais são as regiões de que apresentam riscos ambientais ou não são favoráveis a ocupação
humana?

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1.2.Delimitacao do Tema
O presente trabalho enquadra na linha de Pesquisa do Planeamento e Desenvolvimento Regional, quanto ao ponto referencial
para este trabalho de pesquisa é o distrito de Marara que é um distrito da província de Tete, em Moçambique, esta localizado nos
paralelos entre á latitude 15º 44' 30''S a partir da linha do equador e de longitude esta entre 32º 48' 05''E a partir do meridiano
central, com a sua sede no posto administrativo de Marara Cachembe. Tem limite, a leste com os distritos de Chiuta, Moatize e
com a cidade de Tete, a sul com o distrito de Changara e a oeste com o distrito de Cahora-Bassa.
Mapa 1: Mapa de Localização

Fonte; Mateusjoseandir/SDPI-Marara(2019)

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1.6.Estrutura da dissertação
De um modo geral procura-se apresentar uma visão geral sobre os vários capítulos
propostos para o desenvolvimento da presente dissertação de mestrado, tendo em atenção a
coerência e coesão textual criando relação entre capítulos apresentados, desta forma a dissertação
encontra-se estruturada da seguinte maneira:

Capítulo 1 – Introdução;

Capítulo 2 – O enquadramento Teórico e conceptual

Capítulo 3 – Procedimentos Metodológicos;

Capítulo 4 – Analise e Discussão dos Resultados;

Capítulo 5 – Conclusão e Recomendações ou Sugestões;

Os capítulos constituem as etapas da presente pesquisa. O primeiro capítulo faz a introdução do


tema fazendo o seu enquadramento, dando enfoque o problema da elaboração do Tema, os
objectivos que orientam o trabalho e a sua respectiva justificação, seguida de apresentação dos
objectivos da pesquisa em volta do tema, o segundo capitulo apresenta a fundamentação teórica do
Tema onde será arrolada varias pesquisa que aguçam em torno desta Temática. Terceiro capitulo
debruça em torno das metodologias usadas para a realização deste Trabalho sendo que para a
materialização dos objectivos estabelecidos fez-se a descrição dos métodos usados para a escrita da
dissertação, e no 4 capitulo se espera obter os resultados obtidos e no 5 Capitulo é a conclusão e
recomendações com vista a melhorar no processo de gestão para o uso e ocupação do solo.

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CAPITULO II

2. Fundamentação teórica

O capítulo de Fundamentação Teórica visa consolidar os conceitos inventariados e estudados


da bibliografia pesquisada. É uma revisão da literatura aplicável ao tema em estudo, servindo de
suporte teórico e conceitual às sucessivas conclusões que serão formuladas nos capítulos. Os
conceitos e teorias aplicáveis ao tema, a partir da revisão da literatura criticamente articulada e
ordenada, são explicitados a seguir. Pois os conceitos básicos constituem os aspectos-chave a serem
abordados no trabalho.

2.1. Geoprocessamento

Teixeira et al. (1997, p.190) definiram geoprocessamento como uma tecnologia que abrange o
conjunto de procedimentos de entrada, manipulação e análise de dados espacialmente
referenciados. Essa tecnologia pode ser aplicada às áreas que trabalham com cartografia
digital, processamento digital de imagens e Sistemas de Informações Geográficas (SIG’s);
actividades estas que, apesar de serem diferentes, estão intimamente inter-relacionadas,
usando na maioria das vezes as mesmas características de hardware, porém com softwares
distintos.

A cartografia digital consiste na automação de projectos com o auxílio do computador e outros


equipamentos conexos, enquanto que os SIG’s consistem na análise, modelagem e simulação desses
projectos automatizados. O geoprocessamento tem sido aplicado às áreas de conhecimento que
utilizam técnicas matemáticas e computacionais para o armazenamento e tratamento de informação
geográfica. Esta tecnologia tem sido aplicada cada vez mais nas áreas de cartografia, análise de
recursos naturais, transportes, comunicações, energia e planejamento urbano e regional.

Assad e Sano (1998, p.23) ressaltam que ó principal objectivo do geoprocessamento é fornecer
recursos computacionais, para que os diferentes pesquisadores determinem as evoluções espacial e
temporal de um fenómeno geográfico e as suas inter-relações.

Essa evolução, associada às imagens de satélite e à informática, propicia uma abrangência do


conhecimento científico contribuindo para o desenvolvimento de uma área de estudo, o
Geoprocessamento, que é empregado em diversas áreas do conhecimento científico, dentre as
quais a cartografia, a geografia, a agronomia e a geologia (Moreira, 2003 p.2).

2.2.Paisagem Rural

Bertrand (1971), considera que paisagem não pode ser uma simples adição de elementos geográficos
disparatados, mas consiste em uma determinada porção do espaço resultado da combinação

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dinâmica de elementos físicos, biológicos e antrópicos. Ao tratar do conceito de paisagem dentro da
óptica da estruturação territorial no campo, temos que atentar ao significado dos termos trabalhados
para que não haja confusão entre abordagens distintas, tendo em vista a própria imprecisão na
diversidade conceitual.

De acordo com Vilas, (1992 p.224). A terminologia ―rural‖ na origem do significado latino
―rus‖, campo, tem duas acepções reconhecidas, uma no sentido de zona dedicada à exploração
agrícola e outra como o termo que se opõe ao urbano. Actualmente uma tendência geral
aponta para a segunda acepção (campo em oposição à cidade), a qual diferencia o rural de
agrícola, criando a possibilidade de existirem zonas rurais não agrícolas.

2.3.Uso e Ocupação do Solo

Segundo Rosa (1989), a expressão "uso do solo" pode ser entendida como sendo a forma pela qual o
espaço esta sendo ocupado pelo homem. O levantamento do uso do solo é de grande importância, na
medida em que os efeitos do mau uso causam deterioração no ambiente.

Os processos de erosão intensos, as inundações, os assoreamentos desenfreados de reservatórios e


cursos d' água são consequências do mau uso deste solo. O estudo do uso e ocupação consiste em
buscar conhecimento de toda a sua utilização por parte do homem ou pela caracterização dos tipos e
categorias de vegetação natural que revestem o solo (Ferreira et al., 2005).

De acordo com (Tucci, 1993, p.240);


A análise de características, como cobertura vegetal, topografia drenagem e tipo de solo,
permite chegar ao uso racional e adequado de um determinado espaço geográfico. Dessa
maneira, determinam-se áreas de preservação de mananciais, reservas florestais, áreas
agrícolas, distritos industriais e áreas de expansão urbana, para que o uso do solo obedeça às
características naturais da bacia, e o planejamento considere o desenvolvimento sustentado.

Segundo Ramalho Filho et al. (1994), a aptidão das terras é definida por meio da comparação de
suas condições agrícolas com níveis estipulados para cada classe, ou seja, deficiência de fertilidade,
deficiência de água, susceptibilidade e impedimentos à mecanização.

Para Valente e Castro (1983), uma das dificuldades para o planejamento é a conciliação entre os
programas conservacionistas e a exploração económica. Muitas vezes, os proprietários dos
minifúndios, que ocupam a bacia hidrográfica, salvo raras excepções, são poucos sensíveis aos
aspectos da conservação do solo e da água.

Assistimos actualmente em nosso país, a ocupação do solo conduzida por pressões


populacionais ou económicas, em total desrespeito a aptidão agrícola das terras. A não
adopção de critérios técnicos no planejamento tem agravado problemas ambientais.

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Lamentavelmente, o homem ao realizar a adaptação das terras para as explorações agrícolas,
modifica as características dos solos e não absorve os factores limitantes, favorecendo a
agressão das mais variadas formas, tornando-os deteriorados (Duarte et al., 2004 p.198).

2.3.1. Planeamento urbano e sustentabilidade

O planeamento urbano representa o uso da terra em sua função econômica, social, ambiental,
institucional e cultural (Okpala, 2009; Boamah, Gyimah, & Nelson, 2012; Cobbinah & Korah,
2016; Yeboah & Shaw, 2013).

O planejamento urbano estabelece um conjunto de ações das atividades urbanas podendo ser
realizadas ou orientadas pelo mercado, assumidas pelo Estado, tanto na sua concepção quanto na sua
implementação (Deak, 1999). Esse planejamento também se refere a um processo de gestão e de
programação para um modelo desenvolvimento de áreas urbanas.

O autor Okpala (2009, p.302);


Argumenta que planos urbanos devem ser elaborados de acordo com grupo de população,
considerando variáveis socioeconómicas associadas às densidades demográficas de forma
combinada e simbiótica.

Ainda, ressalta-do por (Deak, 1999, p.111). Que o planejamento urbano como disciplina para o
desenvolvimento de cidades surgiu da necessidade de ordenação do espaço físico que passava a
abrigar cada vez mais pessoas. Trata-se basicamente de um processo de produção, estruturação e
apropriação do espaço no perímetro urbano, o qual conta com diferentes ferramentas e mecanismos
para o planejamento de cidades

2.3.2. Instrumentos de gestão

A Governança é entendida como um instrumento de gestão capaz de potencializar o


desenvolvimento sustentável das cidades, pois articula interesses de forma equilibrada, com
transparência e equidade, permitindo que conflitos sejam resolvidos ao longo do território e que
soluções inteligentes sejam criadas com a participação dos cidadãos (Ronconi, 2011; Smith & Wiek,
2012; Stigt et al., 2013).

Nesse sentido, Yeboah e Shaw (2013) ressaltam que o planejamento urbano sustentável é capaz de
gerar um desenvolvimento equilibrado do território.

13
O que segundo Fitzgerald et al. (2012) se cria a partir do uso de instrumentos de governança
participativa. A Figura abaixo apresenta a matriz de amarração das teorias de planejamento urbano,
cidade sustentável, desenvolvimento urbano sustentável e instrumentos de gestão:

Tabela 1: Matriz de amarração das teorias de planeamento urbano

Fonte: elaborado pelo Bentom, em 2018, na pesquisa intitulada as novas directrizes e a importância do planejamento
urbano para o desenvolvimento de cidades sustentáveis.
O planeamento urbano apresenta a importância do uso da terra em sua função económica, social,
ambiental, institucional e cultural e o desenvolvimento do território urbano. Já a categoria teórica da
cidade sustentável busca evitar a degradação e mantém a saúde de seu sistema ambiental. Busca-se
reduzir a desigualdade social por meio de um ambiente saudável para os seus habitantes.

O desenvolvimento urbano sustentável apresenta a design de processos de planejamento e gestão


urbana, com foco na sustentabilidade sob as dimensões ambientais, sociais e económicas.

14
2.3.3.Dispersão Urbana e Peri-urbanização

Diversos estudos demonstram que os países em desenvolvimento compartilham, hoje, uma


tendência à dispersão urbana (Angel et al., 2005; Reis e Tanaka, 2007). A dispersão urbana resulta
da combinação de diferentes tipos de pressões sobre a expansão territorial. De forma simplificada,
essas pressões podem ser classificadas em dois grupos: a suburbanização e a periurbanização
residenciais.

A tendência moderna à dispersão urbana teve início após a 2ª Guerra Mundial, na América do Norte,
onde o crescimento dos subúrbios simbolizava ―o estilo de vida Americano‖. Nos Estados Unidos, o
uso intensivo do automóvel, como transporte diário para os locais de trabalho, era uma causa e uma
conseqüência da dispersão urbana (Richardson e Chang Hee, 2004).

No entanto, o padrão norte-americano de assentamento em áreas distantes das cidades tem sido
observado recentemente na maioria dos países em desenvolvimento. Subúrbios mais ricos são cada
vez mais encontrados na maioria das cidades. Em resumo, a globalização dos mercados e dos
padrões de consumo tem levado à reprodução de padrões urbanos de assentamento nos moldes do
―sonho norte-americano‖ (Angel et al., 2005).

Porém, a suburbanização dos ricos é insuficiente para explicar a crescente tendência à dispersão
urbana, especialmente nos países em desenvolvimento. Devem-se procurar explicações adicionais,
principalmente na peri-urbanização, que é discutida a seguir.

O crescimento das cidades nos países em desenvolvimento é dinâmico, diverso e desordenado — e


utiliza cada vez mais espaço. Esse processo de crescimento urbano, fundamentalmente em zonas de
transição entre o campo e a cidade, está sendo chamado de ―peri-urbanização‖.

Usualmente, as áreas peri-urbanas não possuem autoridade administrativa ou regulamentos


claros sobre o uso da terra. Elas sofrem algumas das piores conseqüências do crescimento
urbano, incluindo a poluição, acelerada mudança social, pobreza, mudanças no uso da terra e
degradação dos recursos naturais (Allen, 2003; Simon et al., 2004, p.29).
A degradação ambiental é uma questão da maior importância em áreas peri-urbanas. Danos
específicos à saúde são gerados quando atividades agrícolas e industriais se misturam com o
uso residencial da terra. Algumas áreas peri-urbanas tornam-se depósitos de resíduos urbanos
sólidos e líquidos (Parkinson e Tayler, 2003, p.350).

Portanto, a dispersão urbana é cada vez mais conseqüência da peri-urbanização e da mobilidade da


atividade econômica, especialmente nos países em desenvolvimento. Diante do cenário de inevitável

15
expansão e dispersão urbana, a peri-urbanização tem implicações sociais e ambientais significativas.
Nesse sentido, faz-se necessário algum tipo de planejamento e regulamentação que minimize as
desvantagens e maximize as vantagens da expansão urbana.

O planejamento urbano e o planejamento regional, aos quais muitos países já não conferem
prioridade por conta das políticas de ajuste estrutural e das demandas da globalização
desenfreada, terão que ser ressuscitados para enfrentar esse desafio. A dispersão urbana, pelo
menos em sua forma atual, não é favorável ao desenvolvimento sustentável (Tacoli, 1998;
2003 p.134-189).

2.3.Alterações Ambientais no Espaço Urbano e o Processo Interativo entre Homem e Meio


Ambiente

Os estudos sobre impacto ambiental no espaço urbano devem levar em consideração as


relações sócio-espaciais e a estrutura de classes, pois, através dessas características, poderá ser
compreendido o papel da segregação social e espacial no processo de ocupação de áreas de riscos,
susceptíveis às transformações ecológicas, por grupos social e ambientalmente vulneráveis.

Pode-se considerar o dano que ocorre sobre um sistema vulnerável dentro do espaço urbano como
sendo o resultado de um impacto ambiental negativo, que, segundo Coelho (2005), é promovido
pelas aglomerações urbanas, sendo, ao mesmo tempo, produto e processo de transformações
dinâmicas e recíprocas da natureza e da sociedade dividida em classes. Partindo dessa proposição, o
impacto ambiental:

―O processo de mudanças sociais e ecológicas causado por perturbações, (uma nova


construção e/ou construção de um novo objeto) no ambiente. Diz respeito à evolução conjunta
das condições sociais e ecológicas estimuladas por impulsos das relações entre forças externas
e internas à unidade espacial, é ecológica, histórica e socialmente determinada. Os impactos
ambientais são descritos no tempo e incidem diferencialmente, alterando as estruturas das
classes sociais e reestruturando o espaço (Coelho, 2005.p.25).‖

A partir dessa conceituação de impacto ambiental, como processo ecológico-social, pode-se


observar que o padrão de expansão urbana desenfreada, que é ao mesmo tempo o reflexo e causador
da segregação socioespacial, tem sido um dos principais fatores responsável pela degradação
ambiental.

Além de considerar o padrão de expansão urbana nos estudos sobre os impactos ambientais no
espaço urbano, torna-se necessário o conhecimento da evolução histórica desse espaço, resultante
das acções sociais acumulados no tempo, do seu parcelamento e ocupação. Isso resultará na

16
compreensão das mudanças socioambientais pelas quais tem passado. Já com relação à gestão dos
problemas ambientais urbanos, é necessário que seja uma construção social, cujos gestores devem
compartilhar com a sociedade civil as responsabilidades das decisões e das execuções.

2.4. Analises Espacial

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) podem ser definidos como ferramentas


computacionais de consulta, análise, edição de dados, de mapas e informações espaciais em geral.
Este sistema trabalha com uma base de dados espaciais.

Nos mapas digitais, tem-se uma base de dados associada, podendo ser obtidas as coordenadas
geográficas de cada ponto, sendo que os dados podem ser acessados directamente no mapa ou no
banco de dados. (Cascales et al., 2013).

O SIG possui três partes fundamentais: interface de usuário, as ferramentas e o sistema de


gerenciamento de dados.

O usuário interage com o sistema a partir da interface gráfica, que dá acesso às ferramentas de SIG e
define os recursos e funções que o software de SIG possui para o processamento dos dados
geográficos. Estes dados são armazenados em formatos de arquivos, em bancos de dados ou
serviços na web e são organizados por programas de gerenciamento de dados.

Para organizar, analisar e modelar os dados espaciais é necessário um software, sendo este um dos
componentes fundamentais de um SIG operacional. Este integra todas as ferramentas do SIG, como
armazenar, processar e visualizar os dados.

Abaixo temos uma figura patente que da a conhecer em torno das componentes de um sistema de
informação geográfica, no qual essa componentes podem ser usadas para a manipulação de dados
em ambiente SIG.

17
Figura 1: Componentes de um SIG

Fonte: Adaptado de Esri, 2014

O Sistema de Informação Geográfica deve trabalhar com dados geocodificados; sobreposição


de informações temáticas das mais variadas áreas; estruturação de dados geoambientais,
políticos, sociais e económicos; definição do uso da terra; avaliação da percentagem de
cobertura temática (agricultura, floresta, campos, entre outras) em determinada região;
determinação de locais para instalação de complexos industriais, portos, barragens, etc e
avaliação da tendência do crescimento urbano (Bolfe, 2001, p.23).

Segundo Silva (2003) ―Os Sistemas de Informações Geográficas (SIG’s) são usualmente aceites
como sendo uma tecnologia que possui a ferramenta necessária para realizar análises com dados
espaciais e, portanto, oferece, ao ser implementada, alternativas para o entendimento da ocupação e
utilização do meio físico, compondo o chamado universo da Geotecnologia, ao lado do
Processamento Digital de Imagens (PDI) e da Geoestatística.‖

Um Sistema de Informações Geográficas (SIG) pode ser definido como um sistema que visa à
colecta, armazenamento, manipulação, análise e apresentação de informações sobre entes com
localização espacial, ou seja, informações que possam ser georreferenciadas. É um complexo
formado por uma base de dados, software, hardware e organização de dados (Singh, 1995
p.209).
Stern et al (2005), afirma que a cartografia digital e os Sistemas de Informações Geográficas
introduziram um avanço tecnológico na colecção e armazenamento de dados para inventários,
monitoramento, análise e simulação ambientais.

18
Conforme Ono (2008), os mapas temáticos, em formato digital, passaram a ser armazenados num
SIG como uma série de camadas georreferenciadas, onde cada camada ou plano de informação
contém os atributos de um fenómeno espacial.

Os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) ou Geographic Information Systems (GIS) surgiram


na década de 60, no Canadá, sendo chamado Canadian Geographic Information System. Em
seguida, surge nos Estados Unidos um sistema semelhante com o objectivo de auxiliar no manejo
dos recursos naturais e no uso da terra. Originalmente, o SIG continha uma estrutura básica voltada
para entrada e integração de dados, processamento, análise geográfica e produção cartográfica.

Nas décadas posteriores, os sistemas desenvolveram-se e disseminaram-se, especialmente devido


aos avanços consideráveis no setor de informática e eletrônica e abaixo costa uma figura que realssa
em torno da estrutura geral de um Sistema de Informação Geografica.

Figura 2: Estrutura geral de um SIG

Fonte: Câmara E Queiroz, 2017.

Os sistemas mais recentes incorporam, além das tradicionais análises geográficas, ferra- mentas para
processamento digital de imagens de sensoriamento remoto, além da captura e tratamento de dados
coletados por meio de GNSS. Atualmente, existem diversos sistemas comerciais disponíveis para os

19
mais variados tipos de aplicação, desde o manejo dos recursos naturais, planejamento agrícola,
planejamento urbano, arrecadação de impostos até o market- ing. Os sistemas e as tecnologias
evoluíram incorporando várias outras áreas do conhecimento, de modo que os SIG se integram ao
conceito de Geoprocessamento e/ou Geotecnologias.
A grande diversidade de nomenclaturas nesta área, segundo Fitz (2008), é resultado do uso das
técnicas de geoprocessamento nas mais diversas áreas do conhecimento, por parte de equipes
multidisciplinares, resultando em uma grande quantidade de conceitos e definições relacionadas.
Rocha (2000, p.142) cita que o geoprocessamento vem estabelecendo uma nova forma de
comunicação entre as várias disciplinas que o utilizam, assim termos como
georreferenciamento, geocodificação, digitalização, rasterização, vetorização, topologia,
dados espaciais, raster, vetorial, alfanuméricos, metadados, resolução, dentre outros formam
um vocabulário utilizado por várias disciplinas e, ao mesmo tempo, não pertencem
exclusivamente a nenhuma delas.

Para todos os efeitos, neste texto, serão considerados equivalentes os termos Geoprocessamento e
Geotecnologias, adotando-se o seguinte conceito adaptado de Rocha (2000) e Fitz (2008)–
geoprocessamento é um conjunto de tecnologias que possibilitam a coleta, a manipulação, a análise,
a simulação de modelagens e a visualização de dados geográfi- cos, integrando várias disciplinas,
equipamentos, processos, programas, entidades, dados, metodologias e pessoas para apresentação de
informações associadas a mapas digitais.

Abaixo costa uma imagem das sobreposições de camadas que usando as mesma podemos ter em
destaque uma determinada informação se elas forem aplicados em sintonia.
Figura 3: Sobreposição de camadas (layers) em um SIG

Fonte: Adaptado de https://developers.arcgis.com, 2017.

20
Fitz (2008) exemplifica que uma aplicação bastante comum do geoprocessamento diz respeito à
realização de análises espaciais utilizando mapas temáticos diversos. Por meio da técnica de
sobreposição, cada mapa contendo um tema específico, constitui um plano de informação, o qual é
sobreposto a outros de temáticas diferentes, mas de igual dimensão e localização espacial, para a
obtenção de um produto derivado. Em princípio, esta técnica de sobreposição de mapas (overlays)
já é historicamente utilizada nas análises geográficas, mas a utilização das ferramentas
computacionais permitiu a ampliação deste tipo de análise.

Câmara (1994) apresenta o conjunto básico de funções de um Sistema de Informações


Geográficas (SIG):

Análise Geográfica - mediante operações algébricas (adição, subtração, sobreposição e


multiplicação de mapas ou exponenciação e transformações logarítmicas), operações de distância,
consulta a banco de dados, análises de vizinhança, dentre outras.

Processamento Digital de Imagens - tratamento de imagens de satélite e fotografias aéreas por


meio de técnicas de filtragem, análise de histograma, classificação supervisionada e não
supervisionada, além de outras.

Produção Cartográfica - produção digital de mapas com recursos sofisticados de apresentação


gráfica, permitindo a colocação de legendas, textos explicativos etc.

Modelagem Numérica de Terreno - ou modelo digital de elevação, que representa o relevo em


uma estrutura matemática, que permite sua visualização em um formato tridimensional (Moretti &
Teixeira, 1991).

Por meio destes modelos, é possível a extracção de informações como, por exemplo, declividade e
orientação do terreno (direcção em relação ao norte), sendo possível também o cálculo do factor
comprimento de rampa, parâmetro L na equação universal de perda de solos, conforme mostram
Rocha (1995).

Modelagem de Redes - redes são estruturas lineares conectadas que armazenam dados sobre
recursos que fluem entre localizações distintas. Mediante técnicas de geoprocessamento é possível,
por exemplo, calcular o caminho ótimo e crítico para a instalação das redes.

21
Segundo Lopes Assad (1995), as técnicas de geoprocessamento viabilizam a quantificação
automática de áreas, a obtenção de mapas intermediários e permitem a possibilidade de constante
atualização das informações geoambientais espacializadas em base cartográfica, devidamente
armazenada em suporte informatizado.

2.4.1. Aplicação do SIG

De acordo com Sener et al. (2010), diversas áreas utilizam o SIG para analisar, interpretar e
representar o mundo geográfico e para compreender o comportamento espacial segundo suas
perspectivas. Ou seja, há neste uma ampla aplicação e funcionalidades (Ribeiro, 2011), o que acaba
por ter uma grande influência no processo de tomada de decisões e nas análises espaciais para a
localização de diversos empreendimentos.

Os SIG possuem uma gama ampla de aplicações, que costumam buscar o preenchimento dos cincos
Ms (Management), mapeamento, medição, monitoramento, modelagem e gerenciamento. Os
campos de aplicação do SIG estabelecidos há mais tempo são: os militares; governos; ensino e
serviços de água e energia.

Seu uso em diversos campos é sustentado por uma gama ampla de motivos, mas é possível
identificar diversos temas em comum, sendo os escopos dessas aplicações relacionados
dentro de quatro domínios: governo e serviços públicos; planeamento de comércios e
serviços; logísticas e transporte e meio ambiente (Longley et al., 2013 p.4i).

No domínio do governo e serviços públicos, o SIG pode ser aplicado para critérios como
desenvolvimento económico, habitação, infra-estrutura, saúde, serviço social, segurança pública,
planeamento do uso da terra, monitoramento ambiental, entre outros. Em planeamento de comércios
e serviços o SIG é amplamente utilizado para pesquisa de mercado imobiliário, localização de
serviços, distribuição de bens e serviços e também para a localização de novas lojas. Em logística e
transporte, aborda a expedição e o transporte de bens, transporte de pessoas de um lugar para o
outro, como também, infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e hidroviárias, procurando pela
optimização ou concepção de soluções. O meio ambiente foi uma forte força motivacional no
desenvolvimento dos primeiros SIG, sendo que as aplicações ambientais constituem o objecto de
muitos estudos sobre o sistema. Há diversas aplicações para o meio ambiente, tais como: expansão
urbana descontrolada, desmatamento, diminuição dos impactos ambientais pelo planeamento

22
espacial, uso e ocupação da terra. Resumindo, sua gama de aplicação é diversificada para as
questões ambientais.

As aplicações do SIG incluem (Elias, 2005):

Uso do Solo: identificação dos diferentes usos do solo e classes de cobertura;

Mapeamento da vegetação: utilizando o sensoriamento remoto para gerar informações sobre a


distribuição da vegetação do solo;

Mapeamento da geomorfologia: é feita a discriminação das unidades de paisagem e as unidades


de mapeamento são baseadas na litologia, no relevo, no padrão de drenagem, na vegetação natural e
no uso da terra, juntamente com os elementos de imagem associados;

Geologia e Hidrologia: interpretação preliminar de imagens de satélite para a demarcação dos


limites litológicos, delineamentos, e caracterização das diferentes unidades geomórficas.

2.5.Sensoriamento Remoto

De acordo com Novo (1989), sensoriamento remoto é a utilização conjunta de sensores,


equipamentos para processamento de dados, entre outros, com o objetivo de estudar o ambiente
terrestre através do registro e análise das interações entre a radiação eletromagnética e as diversas
coberturas que compõem a superfície terrestre. O sensoriamento remoto (SR) caracteriza-se por
meio da obtenção à distância de dados da superfície terrestre, para tanto são utilizados sensores
aerotransportados (a bordo de aeronaves) ou orbitais (a bordo de satélites em órbita da Terra).

A obtenção de dados da superfície terrestre por meio do sensoriamento remoto facilita o


acompanhamento e avaliação da evolução da paisagem e das formas da superfície terrestre,
permitindo consequentemente, o seu monitoramento no longo prazo.

Os sensores registram as imagens por meio da radiação eletromagnética que pode ser emitida
diretamente pelo sensor (sensor ativo) ou pelo sol (sensor passivo), no primeiro caso temos o
RADAR, que opera na faixa de micro-ondas do espectro eletromagnético, e no segundo as imagens
mais comuns dos satélites comerciais e as fotografias aéreas, que operam na faixa do visível e do
infravermelho.

23
A baixo observa-se uma figura no qual destaca um conjunto de espectro ou junção de raios que
reflectem a superfície terrestre, que aplicado os mesmo podem trazer reflexos das bandas RGB;

Figura 4: Espectro Eletromagnético – classificação da energia eletromagnética conforme o


seu comprimento de onda.

Fonte: http://ufpa.br/ensinofts/radiologia.html(2012)

Desde 1960, quando se iniciaram as primeiras observações orbitais sistemáticas da super- fície
terrestre, com o lançamento do satélite meteorológico norte-americano TIROS, foi notável o avanço
nesta área, especialmente com o sucesso do programa LANDSAT, série de satélites de
sensoriamento remoto, iniciado em 1972. Este programa obteve grande sucesso comercial,
reduzindo os custos com aquisição de imagens.

Foram lançados, até o momento um total de 8 satélites Landsat, cada um deles com avanços na
tecnologia dos sensores. De particular importância para as aplicações ambientais e geológicas foram
os sensores Thematic Mapper (TM), Enhanced Thematic Mapper Plus (ETM+) e o Operational
Land Imager (OLI), operando a bordo, respectivamente, dos satélites Landsat-4 e 5, Landsat-7 e
Landsat-8, este último em operação, enquanto os demais já foram desativados.

2.5.2. Processamento Digital de Imagens (PDI)

Nos últimos trinta anos, a utilização de imagens digitais oriundas do Remote Sensing
possibilitou um grande desenvolvimento das técnicas voltadas para a análise de dados

24
multidimensionais, adquiridos através de diversos sensores remotos. Tais técnicas recebem o nome
de processamento digital de imagens, pois permitem melhorar e aperfeiçoar o aspecto visual de
certas feições para o analista técnico ajudar na análise e desenvolvimento da sua interpretação.
Geram produtos que podem ser, posteriormente, usados em outros processamentos.

Na óptica de Crosta (1992), a função primordial do processamento digital de imagens é a de


fornecer ferramentas para facilitar a identificação e a extracção das informações contidas nas
imagens, para posterior interpretação. O Processamento Digital de Imagens é a manipulação
numérica de imagens digitais por computador, de modo que a entrada e a saída sejam imagens, onde
melhora a sua visualização (aspecto visual) de certas feições estruturais, a partir do comportamento
do número digital (ND), correspondente a radiância dos pixéis de cada objecto ou alvo.

2.6. Planeamento de uso de terra


Assentamentos Irregulares são ocupações inseridas em parcelamentos informais ou
irregulares, localizadas em áreas urbanas públicas ou privadas, utilizadas predominantemente para
fins de moradia, (TEIXEIRA, 2005)
A ocupação irregular é um fenómeno geográfico e social cujo nome é, de facto, muito auto-
explicativo, pois ocorre quando os seres humanos ocupam uma determinada área ou certo lugar de
maneira não planificada, de modo desorganizado. Ou seja, as pessoas passam a habitar um espaço
físico sem uma prévia análise dos efeitos dessa ocupação sobre o referido espaço. Não são levadas
em consideração, portanto, as consequências que tal ocupação pode causar tanto ao ambiente
quanto, a médio ou a longo prazo, às próprias pessoas responsáveis pela ocupação, (MELLO,
2002).
O espaço habitado está relacionado à adaptabilidade do homem em ocupar áreas das mais
diversas, no momento em que este promove a sua expansão e distribuição espacial. O aumento
progressivo, no entanto desigual, do bem-estar social, promovido pelos avanços da industrialização
e da revolução agrícola, contribuiu para um crescimento acelerado da população nos países
subdesenvolvidos. Esse processo acelerado do crescimento demográfico acabou influenciando no
assentamento irregular nas cidades, promovendo a produção de um espaço urbano profundamente
desigual e excludente, (SANTOS, 1997),
A terra é um recurso natural básico disponível para o desenvolvimento socioeconómico da
humanidade. Com o aumento demográfico, a terra está sendo um recurso escasso para várias

25
actividades (agrárias, turísticas, exploração mineira, industrial, conservação e habitação, entre
outras) e palco de disputas originadas pelo acesso não equitativo ou pela sobreposição de interesses
dos vários utentes da mesma, (MICOA, 2002).

Daí, a necessidade de planeamento, ordenamento territorial, gestão dos recursos naturais e,


consequentemente, a sensibilização, capacitação técnica e formação nas respectivas áreas, partindo
de níveis decisores, técnicos até educadores ambientais.

É por isso que consciente dos problemas emergentes propõe-se desde já a reflexão e o
trabalho numa direcção que permite eliminar ou reduzir os potenciais conflitos que advém de uma
utilização desregrada da terra.

2.7. Uso e cobertura da terra


O uso e cobertura da terra têm-se tornado um assunto muito discutido e estudado em várias
áreas do conhecimento como por exemplo na Geografia, devido aos usos e ocupações
desordenadas que as actividades antrópicas na maioria das vezes têm causado ao meio ambiente.
Como exemplos de acções antrópicas, destacam-se: desflorestamentos de forma ilegal para
diversos fins, mineração, actividades agrícolas, criação de animais, construções rurais e urbanas,
entre outras actividades ligadas ao uso e cobertura da terra.
De acordo com ROSA (2003), a expressão ―uso da terra‖ pode ser entendida e conceituada
como formas ou o modo pelo qual o espaço está sendo ocupado pelo homem. O
levantamento do uso da terra é de grande importância na mensuração dos efeitos de uso
desordenado e como ocorre a deterioração do ambiente. Sendo assim, é importante
considerar a forma como é que este espaço está sendo ocupado, ou seja, se é explorado de
forma organizada e produtiva, conforme cada região. A avaliação das alterações
ocasionadas pelo uso da terra fornece informações importantes para a manutenção de um
maneio eficiente e actualização permite mensurar e obter dados mais precisos, e que darão
suporte a previsões: safras, cobertura florestal e determinar áreas de expansão agrícola e
florestal.
A ―cobertura da terra‖ é entendida como a caracterização do estado físico, químico e
biológico da superfície e está representada pelas formações florestais, campestres, corpos de água e
áreas construídas. Já os usos múltiplos estão associados à agricultura, pecuária, área residencial,
industrial, dentre outros, (Ibid, 2003).
Os conceitos de uso (utilização pela sociedade) e cobertura da terra (sistemas naturais e/ou
antrópicos) possuem grande relação entre si e são alternadamente utilizados. Segundo o
Manual técnico de Uso da Terra do IBGE (2006), as actividades antrópicas estão
directamente ligadas com o tipo de revestimento do solo, seja de floresta, agrícola,
residencial ou industrial. O Manual traz a importância do uso de dados de Sensoriamento
Remoto, como fotografias aéreas e imagens de satélites, que podem ser correlacionadas

26
com a cobertura da terra e se constituem como fontes importantes para o mapeamento
temático.
O estudo do uso da terra e ocupação do solo consiste em buscar conhecimento de toda a sua
utilização por parte do homem ou, quando não utilizado pelo homem, a caracterização dos tipos de
categorias de vegetação natural que reveste o solo, como também suas respectivas localizações.
(ROSA, 2007, p. 163)
O conhecimento e o monitoramento do uso e ocupação da terra são primordiais para a
compreensão dos padrões de organização do espaço, uma vez que suas tendências possam
ser analisadas. Este monitoramento consiste em buscar conhecimento de toda a sua
utilização por parte do homem ou, quando não utilizado pelo homem, a caracterização de
tipos de categorias de vegetação natural que reveste o solo, como também suas respectivas
localizações. De forma sintética, a expressão ―uso da terra ou uso do solo‖ pode ser
entendida como sendo a forma pela qual o espaço está sendo ocupado pelo homem
(ROSA, 2007).
Os conceitos relativos ao uso da terra e cobertura da terra são muito próximos, por isso,
muitas vezes são usados indistintamente. Cabe ao intérprete buscar as associações de reflectâncias,
texturas, estruturas e padrões de formas para derivar informações acerca das actividades de uso, a
partir do que é basicamente informações de cobertura da terra (ARAUJO FILHO et. al., 2007).

27
2.5.3.Sistema Global de Navegação por Satélite

Conforme já citado por Garcia (1982, p.230), uma tecnologia que se popularizou e constitui
essencial para o trabalho com geoprocessamento é o GNSS, Global Navigation Satellite Systems ou
Sistema Global de Navegação por Satélite, o qual designa os sistemas de satélites que calculam a
localização geográfica ou posicionamento geoespacial com cobertura terrestre global. O GNSS
constitui um elenco de tecnologias que interagem com o geoprocessamento, auxiliando, sobretudo,
na aquisição de dados de campo e na sua localização geográfica (georreferenciamento). Abaixo
temos um figura que caracteriza os satélites que permite obter o posicionamento geográfico;

Figura 5: Satélites do Sistema NAVSTAR de Posicionamento Global (GPS)

Fonte: Adaptado de Atlas Escolar IBGE,2017


O sistema pioneiro e mais conhecido é o NAVSTAR/GPS, desenhado e controlado, pelo governo
americano. Este sistema é composto por uma rede de 25 satélites, em órbita da terra, a partir dos
quais torna-se possível o cálculo das coordenadas para o georreferenciamento de qualquer ponto da
superfície terrestre. Os satélites estão posicionados numa distância de aproximadamente 20.000 km
em relação à superfície terrestre e emitem sinais que são capturados pelos receptores GPS no
terreno.

28
Capitulo III

Metodologia da Pesquisa
Metodologias constituem um conjunto de caminhos a serem percorridos, para se realizar
uma pesquisa ou um estudo, ou seja, é um conjunto de instrumentos para se alcançar uma meta ou
objectivos.

3.1.Tipo de pesquisa
O tipo de pesquisa que será empregue neste trabalho é a pesquisa explicativa que visa aprofundar o
conhecimento da realidade, porque explica a razão e o porque das coisas. Por esse mesmo tipo mais
complexo e dedicado de pesquisa pode dizer-se que o conhecimento científico está assente nos
resultados oferecidos pelos estudos explicativos‖ .

Sendo que para o referido estudo foi construído um modelo digital do ambiente, contendo a Base
de Dados Georreferenciada, gerado a partir de 6 planos temáticos, em escala nominal e de
intervalo; envolvendo as Assinaturas Ambientais, das características fiscos geográficas,
considerado um plano temático de informação e constituído por Avaliações Ambientais em escala
ordinal.

A técnica de geoprocessamento permitiu o tratamento dos dados, desde a sua entrada, passando
pela edição, armazenamento e, finalmente, as análises ambientais, com a extração das informações
registradas nos cartogramas digitais.

3.1.1.Métodos de abordagem
O método de abordagem caracteriza-se por uma abordagem ampla, em nível de
abstracção elevado, dos fenómenos da natureza e da sociedade (Lakatos e Marconi, 1992).

O método que ira se usar é Dedutivo, neste método fará-se um estudo de forma generalizada para o
particular. Foi utilizada a estrutura matricial ―RASTER‖ para a montagem da Base de Dados
Georreferenciada. A entrada de dados de carácter espacial foi realizada através de leitura óptica por
"Scanner", que consistiu na leitura e captura dos registos espaciais.

A fase operacional seguinte à edição dos dados foi procedida pelo reconhecimento das feições
geométricas, realizadas pelo processo de vetorização interativa nestes dados escanerizados.

29
Criou-se a Base de Dados Digital, representando o Inventário Ambiental, consistindo do
levantamento das condições ambientais vigentes, este levantamento é representados pelos 11
Cartogramas Digitais.
3.1.2. Quanto a natureza

Este estudo é de natureza mista que busca ou opta pela pesquisa laboratorial. Visto que os
procedimentos foram executado em nível de campo, através da delimitação das áreas de ocorrência
do fenômeno ambiental (Planimetrias). Para as Áreas Potenciais para Expansão Urbana, foram
registradas 6 planimetrias, a fim de constatar a presença de certas características no percurso de
vários locais escolhidos e analisados.

A partir desse procedimento foram possíveis as associações entre variáveis e eventos de interesse.
O uso do geoprocessamento e tecnologia do Sistema Geográfico de Informação, neste caso o
SAGA/UFRJ, permitiu concatenar as tomadas de decisão. Os produtos oriundos da Base de Dados
Georreferenciada e das Avaliações Ambientais podem contribuir como apoio ao desenvolvimento e
aplicação de medidas mitigadoras dirigidas a esta questão ambiental em particular (Sistema de
Apoio à Decisão).

3.1.3.Quanto aos objectivos


A pesquisa explicativa, ajudou o autor a identificar as classes que determinaram o uso e
ocupação do solo, no distrito ou que contribuem para a ocorrência deste tipo de classes do uso e
ocupação. Contudo, explicar porque é que têm estas diferentes características para as diferentes
classes do uso e ocupação do solo.
Criou-se a Base de Dados Digital, representando o Inventário Ambiental, consistindo do
levantamento das condições ambientais vigentes, este levantamento é representados pelos 6
Cartogramas Digitais Básicos para o Distrito de Marara:
 Cobertura Vegetal/Uso do Solo
 Altitude ou Hipsometria
 Declividades
 Geomorfologia
 Solos
 Geologia

30
3.2. Técnicas e instrumentos de recolha de dados
Para o desenvolvimento deste estudo foram utilizadas como técnicas e instrumentos de
recolha de dados, a pesquisa bibliográfica, observação e a entrevista.
a) Pesquisa bibliográfica: Segundo Oliveira (2007) a pesquisa bibliográfica é uma
modalidade de estudo e análise de documentos de domínio científico tais como livros,
periódicos, enciclopédias, ensaios críticos, dicionários e artigos científicos. Argumenta que
a principal finalidade da pesquisa bibliográfica é proporcionar aos pesquisadores o contacto
directo.
b) Segundo (Lakatos e Marconi 1992, p.107) Entrevista é uma conversação feita face a face de
maneira metódica; proporciona ao entrevistador verbalmente informação necessária. Esta
técnica permitiu recolher informações mais concisas e claras, foi a técnica mais usada nesta
pesquisa como forma interagir com os entrevistados.
.
Observação: De acordo com Moron e Granfaldon (2002), a observação requer uma planificação,
registo adequado e deve ser submetida a controlo de precisão.

3.2.1.Revisao Bibliográfica

Esta metodologia usou-se na medida em que através da organização das obras e artigos que
falam do tema em destaque foram compiladas para chegar-se a finalidade dos conteúdos
pretendidos; com vista a responder positivamente o autor deslocou-se ao terreno com ideia de
procurar quais as inquietações e quais os interesses da população em habitar uma determinada área.

Para tal, o autor recorreu a várias bibliotecas e internet para adquirir os dados para o
sustento da sua pesquisa.

3.2.2.Entrevista

Segundo (Lakatos & Marconi 1992, p.107) Entrevista é uma conversação feita face a face
de maneira metódica; proporciona ao entrevistador verbalmente informação necessária. Esta
técnica permitiu recolher informações mais concisas e claras, foi a técnica mais usada nesta
pesquisa como forma interagir com os entrevistados.

31
A entrevista substituiu gradativamente na comunicação e compreensão no acto da aquisição de
dados pelos fornecedores dos mesmos. Aqui o autor foi ao campo para tecer algumas respostas
com a comunidade local. Perguntas relacionadas com os detalhes que só a comunidade poderiam
fornecer tipo. Para alcançar os objectivos, foram entrevistados 10 indivíduos, dos quais 4 são
funcionários do SDPI para se inteirar do real cenário em tornos dos planos de urbanização e
projecto por serem empreendidos no Distrito e 6 lideres de algumas localidade.

3.2.3.Inquérito por questionário

De acordo com (Silvia e Menezes 2005, p.33) ―Questionário: é uma série ordenada de perguntas
que devem ser respondidas por escrito pelo informante‖.

Assim pode dizer-se que questionário ou inquérito é um conjunto ordenado de questões que alguém
faz e outro responde. Este outro é o fornecedor do assunto pesquisado, neste estudo foi realizado ou
elaborado um inquérito para os fiscais responsáveis pela fiscalização dessa actividade.

Neste caso os materiais usados no processo de recolha de dados foram:

 Esferográfica;
 Bloco de notas;
 GPS;
 Camera profissional;
 Formulário contendo as questões.

3.3.Quanto aos procedimentos técnicos


Por sua vez, Lakatos e Marconi (1992), argumentam que os métodos de procedimento
constituem etapas mais concretas da investigação, com a finalidade mais restrita em termos de
explicação geral dos fenómenos abstractos. Pressupõem uma atitude concreta em relação aos
fenómenos que e estão limitados a um domínio particular.

Existem vários métodos de procedimento, mas para este trabalho serão privilegiados os
seguintes:

a) Pesquisa bibliográfica, permitirá fazer consultas bibliográficas relacionadas com a


temática de aplicações do Geoprocessamento na determinação de Áreas Favoráveis a Expansão

32
Rural, desta feita, no distrito de Marara, porque os conteúdos escritos, estes constituem materiais
pronto para consulta e também porque os livros constituem a fonte principal de qualquer trabalho
de pesquisa, assim, fazendo uma confrontação do material escrito com a realidade;
b) Levantamento, ajudou na realização de medidas e observações, colecta de dados, e a
selecção de documentos existentes, com o intuito de fazer o levantamento de dados, a posterior, o
processo de identificação, mapeamento e na determinação de Áreas Favoráveis a Expansão Urbana
nesse posto administrativo, que terá seu início na organização sistémica dos dados e informações
provenientes de diversos levantamentos.

O procedimento foi executado em nível de campo, através da delimitação das áreas de ocorrência
do fenómeno ambiental (Planimetrias). Para as Áreas Potenciais para Expansão Urbana, foram
registradas 10 planimetrias, a fim de constatar a presença de certas características no percurso de
vários locais escolhidos e analisados. A partir desse procedimento foram possíveis as associações
entre variáveis e eventos de interesse.

c) Estudo de caso, permitiu o pesquisador realizar um estudo profundo e exaustivo de um ou


mais factores de maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento. Igualmente
preconizara identificação dos potenciais espaços, para os diferentes tipos de usos e
ocupação.
O uso do geoprocessamento e tecnologia do Sistema Geográfico de Informação, neste caso o
ArcGis 10.3, permitiu desenvolver a tomada de decisão. Os produtos oriundos da Base de
Dados Georreferenciada e das Avaliações Ambientais podem contribuir como apoio ao
desenvolvimento e aplicação de medidas mitigadoras dirigidas a esta questão ambiental em
particular (Sistema de Apoio à Decisão).

d) Definição de Critérios para Expansão Urbana, A selecção de áreas adequadas para


ocupação urbana envolve a escolha entre várias alternativas, de acordo com critérios bem
definidos. Assim, primeiramente a selecção dos critérios gerais foi fundamentada em uma
revisão bibliográfica sobre o tema e na legislação pertinente. Os critérios restritivos se
relacionam principalmente à legislação vigente e, os critérios factores, se fundamentam nos
princípios do planejamento urbano e nos custos decorrentes da expansão urbana. Cabe

33
salientar que a selecção de critérios deve considerar as condições físicas e o processo
histórico de desenvolvimento do município (Farina, 2002).
Como resultado dessa análise, foram definidos os seguintes critérios para a implantação de
actividades urbanas: Critérios de restrição: espaços com limitações ao uso urbano impostas
pela legislação vigente; áreas ocupadas pela hidrografia, pois não é possível ocupar estas áreas;
áreas urbanas já consolidadas e pelas vias e; limite do distrito.
Critérios factores: proximidade à área urbana consolidada e às vias, visando a economicidade
da implantação de equipamentos urbanos; terrenos adequados do ponto de vista
geológico/geomorfológico e; ambientes que não se enquadram nas normas legais, ou seja, não
apresentam restrições ao uso urbano.
Estabelecidos os critérios, para que possam ser avaliados e mensurados no SIG, foram definidas
as variáveis pertinentes e o seus respectivos PIs. Esta sistemática facilita a organização de quais
informações temáticas são necessárias para a execução do modelo proposto.

3.3.1. Método de procedimento


O método estatístico, é de grande relevância para a presente pesquisa científica,
essencialmente, ajudou-nos á possibilitar uma descrição quantitativa em hectares e termos
percentuais (%) os tipos de uso e ocupação e de determinação de Áreas Favoráveis a Expansão
Rural de Marara, com o auxílio do pacote do Excel do Microsoft Office e SPSS – Statistics.

34
Tabela 2: Fluxograma de procedimentos metodológicos do trabalho

Fonte: Autor, 2020

35
3.4. Processo de Amostra
No que concerne, ao processo de amostra, usou-se os seguintes tipos de uso e ocupação de espaço, identificados no âmbito
da revisão bibliográfica, tais como: áreas habitacionais (urbanizadas, semiurbanizadas e não urbanizadas), floresta nativa, savana
de embondeiro, afloramento rochoso, área inundável, solo exposto, corredores de água (Rios), aeroporto, área de uso especial,
estradas (primárias, secundárias e não classificadas), campos agrícolas, pastagem, zonas de protecção parcial e total.

E também Para alcançar os objectivos, foram entrevistados 10 indivíduos, dos quais 4 são funcionários do SDPI para se inteirar do
real cenário em tornos dos planos de urbanização e projecto por serem empreendidos no Distrito e 6 lideres de algumas localidade.
3.5. Colecta de dados
3.5.1. Método cartográfico

Material Cena/Articulação Escala/Resolu Ano Executor


ção
Carta topográfica Cid. Tete, SD-36/
Q-III-NO, 1434 C1 Folha 1:50 000 1950 – 1960 DINAGECA/Artop
n° 345
Imagem
LANDSAT 8 OLI/TRIS 30m 2019 USGS/NASA(http://earthexplorer.usgs.gov/)

GPS ―GARMIN -------


Etrex Vista 78‖ ------- 2015 ------
ImagemGoogle ------- ------- 2019 NASA
Earth Pro

36
ArcGIS 10.3, ------- ------- 2020 Esri
QGIS 3.0

Fonte: O Autor 2020

37
3.6. Técnicas de análise de dados
Para a análise da pesquisa foi utilizada a análise dos conteúdos. Sendo um estudo com a
abordagem qualitativa apoiada de interpretações quantitativas, será necessário compreender e
interpretar um material qualitativo. Sendo que de acordo com Minayo (2007), a análise dos
conteúdos consiste em descobrir os núcleos de sentido que compõem uma comunicação cuja
presença ou frequência signifique alguma coisa para o objectivo analítico visado.

O algoritmo adoptado no processamento da Avaliação Ambiental é aplicável a estrutura de


matrizes, em que cada célula corresponde a uma unidade territorial. Um algoritmo sugerido,
aplicável a estruturas de matrizes ou matriciais, é apresentado a seguir:

Para a realização das avaliações foi empregado o algoritmo classificador, aplicável a uma estrutura
de matrizes, no qual cada célula corresponde a uma unidade territorial. A importância de cada
evento analisado foi considerada em função do somatório dos produtos dos pesos relativos das
variáveis escolhidas, multiplicado pelas notas das classes em cada unidade da célula.

Foram analisadas as situações ambientais mais relevantes, com as classes de potencial ambiental
registradas em escala nominal nas categorias Altíssimo-Alto, Alto- Médio, Médio, Médio-Baixo e
Baixo-Baixíssimo.

Os pesos e notas foram atribuídos com base no conhecimento da área estudada e, fundamentada
nas Assinaturas Ambientais executadas em nível de campo.

38
Capítulo IV
4. Apresentação, Análise e interpretação de dados
4.1. Localização, limites e divisão administrativa
De acordo com Andir (2020), Marara é um distrito da província de Tete, em Moçambique,
esta localizado nos paralelos entre á latitude 15º 44' 30''S a partir da linha do equador e de
longitude esta entre 32º 48' 05''E a partir do meridiano de Greenwich, com a sua sede no posto
administrativo de Marara Cachembe. Foi criado com a elevação do distrito de Marara, de acordo
com a Lei n.º 26/2013, de 18 de Dezembro, antes, pertencente ao distrito de Changara, e passou a
categoria de distrito desde de 2013.

Andir (2020), O distrito de Marara tem limite, a leste com os distritos de Chiuta, Moatize e com a
cidade de Tete, a sul com o distrito de Changara e a oeste com o distrito de Cahora-Bassa. De
acordo com o censo de 2017, conta com uma população de 75.824habitantes. O distrito está
dividido nos postos administrativos de Marara Sede e Mufa-Boroma.

Mapa 2: Mapa de enquadramento Geográfico do Distrito de Marara

Fonte: SDPI, Marara,(2019)

39
4.2. Característica Físico-Geográficos e Sócio económicas
4.2.1. Sociedade Civil e Demografia

Segundo Andir (2020), A população de Marara fala, basicamente, uma língua,


designadamente, CHINHUNGUE (de raiz Tetesses), predomina-te na população de Marara. a
população de Marara alimenta-se sobretudo de TCHIMA ou MASSA feita de farinha que pode ser
de milho, mapira e mexoeira, acompanhada de uma diversidade de caril no que tange a verdura
etc.. E é um distrito com um potencial muito elevado na criação de gado bovino, caprino e suíno,
também a população consome carne de caprinos, bovinos e suínos. e consome leite fresco de vaca,
sendo poucos os que consomem o leite de cabra, muito embora o maior efectivo do distrito seja
constituído por gado caprino.

Andir (2020), A superfície do distrito é de 2.713.24km2 e a sua população está estimada em


75.824mil habitantes de acordo com o censo realizado em 2017 e conta com uma estrutura etária
por sexo com um índice de masculinidade de 55% e do sexo feminino com 45%.

Tabela 3: Dados Populacionais

Distrito de Marara
Mulher 38.813
Homens 37.011
Total 75.824
Fontes; Dados extraídos do Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 2017.

4.2.2.Clima
Quanto ao clima predominantemente no Distrito é do tipo ―Tropical Seco- BSw‖
(classificação de Köppen), com duas estações distintas, a estação chuvosa (muito curta) e a seca
(muito longa). A maior queda da precipitação ocorre sobretudo no período compreendido entre
Dezembro de um ano a Fevereiro do ano seguinte eventualmente o mês mas chuvoso coincidiu
com a realização dos estagio que sendo assim permite apurar os principais cenários vivenciado
pelo distrito em aspecto gerais, variando significativamente na quantidade e distribuição, quer
durante o ano, (MAE,2005).

40
4.2.3.Pedologia
Andir (2020), Destas diversidades de temperatura que vai ganhando com a altitude no que
tange ao terreno resultam vários agrupamentos de solos destacando-se os seguintes: Solos
argilosos avermelhados derivados de rochas calcarias, Solos basálticos líticos, Solos basálticos
pretos, solos líticos, solos pouco profundos sobre rochas calcarias, solos reolíticos líticos e solos
vermelho de textura media.
Ao longo das linhas de drenagem, ocorrem solos mais recentes – os aluvionares de texturas média
a fina ou simplesmente de textura estratificada com uma coloração escura ou preta.
4.2.4.Geomorfologia e Geologia
Segundo Andir (2020), A representação geomorfologica do distrito ocorre parcialmente no
vasto Complexo Gnaisso- Granitico do Moçambique Belt onde sobressaem em forma de
―Inselbergs‖ as rochas intrusivas do Pós-Karroo, Karro e Precãmbricas, quanto a sua classe ou a
ocupação rochosa temos; arenitos ,argilas, gnaisses, migmatitos, grantóides, intercalações de
calcários cristalinos em unidades do Precâmbrico, rochas básicas, gnaisses migmatítcos,
granulitos, série pró,dutiva e rochas afins. observando no mapa acima na representação geológica
pode se observar que uma parcela enorme do distrito em coberta por rochas precãmbricas toda
região central ao oeste e norte do distrito tendo uma ínfima parte no sudoeste ocupada por rochas
Karro.

4.2.5.Florestas

Existem no distrito três principais tipos de vegetação natural ainda pouco explorados,
nomeadamente: Floresta mista de Combretúm, Mopane e Embondeiro, aberta de Ziziphu; e
Seminatural. (MAE,2014).

A exploração das florestas é feita pelos habitantes das zonas rurais que aproveitam o combustível
lenhoso para o uso doméstico e Todavia, não há informação que alerte para a possível extinção de
alguma espécie florestal e da exploração ilegal dos recursos florestais ou como também da
exploração da madeira neste distrito. Quantos aos recursos florestais temos no distrito uma
pequena área ocupada ou praticada a agricultura Itinerante/Floresta, temos alguns campos
cultivados, temos floresta aberta Semi-decídua (15 a 65%), floresta fechada aberta com agricultura

41
itinerante, Pradaria, Temos áreas Arbustivas, Pradaria Arborizada, Floresta Baixa Aberta, Temos
matagal alto, matagal baixa e por final matagal médio. 1

4.2.6.Minerais
Os principais recursos predominantes no distrito são: o Carvão Mineral, Águas Térmicas e
Ouro, esses são os recurso minerais que detêm o distrito e que por sua vez esta sendo exploraa pela
população e empresas estrangeira.

a) Carvão Mineral – localizado nos povoados caconde na Localidade de Mufa- Caconde.

b) Águas Térmicas na Localidade de Boroma – que proporciona todas condições para ser um de
actividades turísticas, mas não esta sendo bem explorada pela população local na preservação e
conservação do mesmo, pode se notar ao redor da área excremento de gado bovino que mim leva a
concluir que tem sido local da pastorícia local.

c) Ouro – o ouro aluvionar existente nos povoados (Chacocoma) e entre outros pontos distritais
que ainda necessitam de um estudo aprofundado da existência dos mesmo como o povoado de
Nhacamba, cabe aqui afirmar que á exploração é feita por Garimpeiros nacionais maioritariamente
ilegais, devido à fraca capacidade de fiscalização.

4.2.7.Atitude e Manchas Habitacionais


Andir (2020), A atitude do distrito de Marara variam entre 120 á 850 de elevação aos níveis médio
das água do mar, enquanto que já em relação a declividade varia de 0 sobre 18 á 90 de
profundidades, leva nos a concluir que a extensão da superfície distrital e ocupada na sua grande
proporção por uma superfície menos ondulada que varia de 200 a 300 de atitudes constituindo
assim uma superfície um pouco plana em relacao ao distrito de Changara, Cahora Bassa e Cidade
de Tete.

4.2.8.Infra-estruturas sociais
O Distrito possui 55 escolas das quais, 53 do ensino primário e 2 do ensino secundário que se
localiza em Marara Centro e a sede do distrito, e conta com 5 postos de saúde, que possibilitam o
acesso progressivo da população aos serviços do Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível
bastante insuficiente de postos de saúde, são exercidos esforços com vista a atender a demanda

1
Ibid, 202o, p. 8.

42
populacional ou distrital, importa reter que os postos de saúde ou hospitais existente neste Distrito.
E de salientar que ainda não tem uma casa Mortuária.

Mapa 3: Infra-estruturas sociais

Fonte:Autor,2020

4.2.9.Economia e Serviços
Andir (2020), O distrito de Marara possui vários recursos naturais, que devidamente
explorados e de forma sustentável, pode levar a progressos assinaláveis, sendo que esta em obra a
construção de uma barragem em Boroma que ira contribuir significativamente para impulsionar a
economia Distrital. O subsolo, embora com a situação de seca cíclica, tem condições para a
prática de cultura de cereais, com ênfase na mapira, mexoeira e em pequenas proporções o milho
que são tolerantes à seca, como também a venda de gado caprino, suíno e bovino, como também a
carne os mesmo tem sido a fonte de renda familiar ou a base de sustento.

43
4.2.10.Hidrologia
Andir (2020), O distrito dispõe extenso potencial de rios, riachos e cursos de água, sendo
esses embora periódicos, mas se aproveitados na construção de represas servirão de excelente
suporte para o armazenamento das águas pluviais que ira ajudar no abeberamento do gado, e na
produção de hortícolas para o consumo humano.

O distrito de Marara conta com 10 Rios, dos quais são; R. Atinde, R. Chirodeze, R. Mefide,
R. Messãjua, R. Vuze, R. Mufa, R. Nhaconita, R. Nhapanda, R. Sanangoão e com o seu principal
R. Zambeze. Quntos aos Riacho o distrito tem 113 Riachos, e com 765 corredores de água que
caracterizam um lençol freático bastante abençoado no meu ponto de vista.

4.2. Análise de dados


No entanto sobre as formas de ocupações no Distrito, quando lançado uma questão aos
nossos entrevistados sendo eles funcionários do SDPI e os lideres das localidade o seguinte: Quais
são os Motivos dos quais a população tende a ocupar este solo de forma dispersa? Nessa questão
teve as seguintes respostas.

Gráfico 1: Causas da ocupação dispersa

Áreas com uma boas


30% adequabilidade agrícola
40%
zona com um pontecial florestal
para a comercialização de carvão
vegetal
Zonas com recursos Hídricos

30%

Fonte: O Autor, 2020

44
Portanto, na senda de saber os motivos dos quais leva a população a ocupar de uma forma dispersa
nessa região é para melhorar as condições de vida, e quando questionado de que se são atribuídos
os espaços pelo SDPI?
Os entrevistados disseram que: Não devido a falta de conhecimento em torno dos aspectos legais
que aguçam em torno de aquisição dos DUATs e de acordo com a entrevista realizados aos
membros do SDPI realçaram que uma das formas de atribuição é pela venda que é realizada com a
população sem o conhecimento do governo, sendo que a terra não se vende e com isso foi
elaborado o seguinte gráfico;
Gráfico 2: Formas de Ocupação

18%
Ocupação por boa fé
46%
Ocupação por lei e normas costumeiras

36% Por venda de Espaços

Fonte: O Autor, 2021.


Entretanto, observa-se uma intensa ocupação em zonas de risco e como forma de aferir as
motivações que levam as pessoas a construírem em locais de risco, perguntamos ao entrevistados o
seguinte: Quais são as motivações que nós levam a ocupação de locais de risco? Obtivemos as
seguintes respostas:
Gráfico 3: Motivações da ocupação de locais de risco

14% Crescimento demográfico


30%
26% Falta de espaços parcelados

10% 20% Olaria


Fixação de residência
Falta de infraestruturas básicas

Fonte: O Autor, 2021.

45
Continuando, com a senda de perguntas, de acordo com os dados dos entrevistados
levantou-se a seguinte questão: Sabem que aquela área é ou não de risco? Essa questão teve como
respostas muito divididas nessa pergunta, isto tirado da comunicação pessoal (CP) dos nossos
entrevistados:

Gráfico 4: Conhecimento sobre área é ou não de risco

24%
Sim
Não
76%

Fonte: O Autor, 2021.


Portanto, isso mostra que o governo deve adoptar metodologia técnica a partir do uso das
geotecnologias para monitorar o crescimento urbano no distrito de Marara, não tendo em conta
este facto pode acarretar inúmeras consequências ou desastres a ocupação em áreas sucessíveis a
erosão, deslizamento de blocos e planícies de inundações a população visto que este cenário
justifica-se pela falta de conhecimento em torno da exposição aos riscos ambientais e zonas
favoráveis a expansão urbana.

4.4.RESULTADOS E DISCUSSÃO
Neste fase teremos em destaque apresentação de dados recolhidos no campo da pesquisa
através dos inquéritos, entrevista da população alvo, das analise espaciais. Pois, estes instrumentos
apoiaram em esclarecer algumas inquietação que motivaram a presente pesquisa.

Sendo que as condições propícias que o meio físico oferece, interagindo com um conjunto de
factores naturais, tornam favorável e não favorável há habitação de determinadas regiões
principalmente pela morfologia e a morfometria que de igual modo não induzem a geração de

46
feições morfogenéticas como zonas com declive ou de talude, áreas susceptíveis a inundações,
áreas de risco a erosão e deslizamento de Terra, zonas com um pontecial agro-pecuário como a
existência e inexistência de curso da água etc.. esses factores podem ser visto como atractivo a
exemplo do potencial agrário e repulsivos a exemplo de zonas susceptível a inundações.

Com o conhecimento e levantamentos das áreas que apresentam essas característicos físicas é
possível determinar zonas para a expansão de áreas urbanas, visto que as áreas adequadas para a
expansão urbana são identificadas por apresentar;

 As áreas mais baixas como os Terraços Fluviais;


 Terraços Alúvio-Coluvionares;
 Terraços Colúvio-Aluvionares de Vale Estrutural;

 Áreas com terrenos de baixa altitude e baixa declividade;

 Solos do tipo Argissolos Vermelho-Amarelo.

Com base nestas características, associadas à infra-estrutura viária e urbana podem-se fornecer
subsídios para a expansão urbana ordenada.

4.5. Expansão Urbana


Percebe-se que a população no Distrito de Marara tem o ocupado os solos de uma forma
dispersa não tendo em conta os níveis de exposição aos desastres naturais, porque verifica-se um
crescimento do contingente populacional de uma região ou o aumento físico da área.

Essa forma de expansão do espaço urbano ocorre pela dispersão da população e de serviços em
áreas ao redor das sede dos postos administrativos Marara que são caracterizados como núcleos
secundários. Essas regiões secundárias possuem ligações de fluxos com a sede Cachembe, factor
que cria um sistema conectado entre esses espaços, assim ampliando esse território urbano.

Os alastramentos urbanos ou a forma de ocupação dispersa que se verifica na área de estudo,


percebe-se que trazem factores negativos para populações que residem nesses espaços e ao meio
em que foram construídos. A titulo de exemplo a necessidade de transportes, baixos níveis de
caminhada que influenciam directamente no aumento do sedentarismo e por consequência em
problemas relacionados à saúde e o Sensoriamento Remoto, como os Sistemas de Informação
Geográfica (SIG), nos estudos da superfície terrestre, têm ganhando destaque e importância nos

47
últimos anos, pois tais ferramentas consistem principalmente em identificar, mapear, monitorar e
estudar os fenómenos naturais e antrópicos. Através de análises das imagens de satélites e da
modelagem em SIG das variáveis que compõem um problema em específico, é possível prever e
minimizar possíveis impactos ambientais ocasionados pela ocupação do território.

E na actualidade, os padrões de ocupação e uso do território da região passaram por algumas


mudanças, compondo seus principais impactos ambientais, o uso da terra é voltado actualmente
para a construção de habitação de uma forma dispersa que é motivado pelas actividade
económicas, agricultura e a pecuária, os quais são responsáveis pela ocupação desordenada de
característica dispersa o que dificulta nos dados estatísticos, na planificação e apoio dos mesmo.

Mapa 4: Representação geomorfológica do solo no Distrito de Marara

Fonte: Autor, 2021

48
Os dados obtidos acima referencia das manchas habitacional que são representado com um pontos
vermelhos que destacam os distanciamento nas ocupações, declividade, elevação como curvas de
nível de realçar que todos os procedimentos foram realizados no ambiente de geoprocessamento
(SIG), no software ArcGIS 10.3.0, como já referido pelo autor acima, com isto, foi utilizada a
imagem de satélite LANDSAT 8 do dia 25 de Dezembro de 2020,disponibilizada gratuitamente
pelo site da NASA-USGS (http://earthexplorer.usgs.gov/), com resolução espacial de 30 metros e a
composição colorida RGB (Red, Green e Blue), com as bandas 1, 2 e 3, obtida através da
ferramenta Windows, Image Analysis, Processing, Composite Bands e salvar.

Portanto, depois do trabalho de recolha de dados que concernem as classes de uso e


ocupação do solo, confrontou-se estas informações com informações obtidas a partir da imagem do
software Google Earth Pro e seguiu-se a sua identificação detalhada.

Posteriormente, procedeu-se à identificação manual das propriedades básicas (classes de


usos da terra) através das ferramentas Customise, Toolbars, Image Classification, Training Sample
Manager, Draw, onde foram feitos os levantamentos sobre os tipos de uso e ocupação do solo,
depois na ferramenta Classification, Maximum Likelihood Classification, onde foram criados os
shapefiles que destacam as diferenciadas condições físicas da região como destaca os mapas
abaixo;

49
Mapa 5: Condições físicas do Distrito

Fonte: Autor, 2021


Portanto, o mapa acima, pode se destacar as áreas de uso e ocupação do solo, e esses dados
sempre foram confrontados com o trabalho de campo feito pelo investigador da pesquisa. Pode-se
observar no mapa, propriedades básicas, tais como; áreas de uso especial, agricultura, rios,
corredores de água, savana de Embondeiro, pastagem, floresta nativa, vegetação natural,
afloramento rochoso, solos com uma boa drenagem etc... e esses são influenciadas por factores e
elementos naturais, tais como: relevo, continentalidade, vegetação, clima (temperatura, humidade,
e precipitação), e geomorfologia.

50
Mapa 6: Condições Climatéricas

Fonte; Autor, 2021

O uso do geoprocessamento e tecnologia do Sistema de Informação Geográfica, neste caso o


ArcGis 10.3, permitiu concatenar todos os dados que ditam a ocupação do solo. Os produtos
oriundos da Base de Dados Georreferenciada e das Avaliações Ambientais podem contribuem
como apoio ao desenvolvimento e aplicação de medidas mitigadoras dirigidas a questão ambiental
em particular apoio na tomada de decisão).

A obtenção dos mapa acima anexos deu de forma individualizada em razão da origem dos dados
ser diferenciada. A delimitação das as áreas de preservação permanente para a hidrografia e para as
nascentes tiveram como base a legislação e o layer de hidrografia do distrito de Marara.

Estas categorias de áreas de preservação permanente são delimitadas a partir de equidistâncias.


Portanto, a partir da rede de drenagem gerada, foram aplicados operadores de distância, por meio

51
de um buffer no ArcGis. Os parâmetros definidos são 50 metros para os rio e para todos os
corredores de água 30 metros para as demais classes de hidrografia.

A obtenção das as áreas de preservação permanente de declividade foi referenciado de acordo com
o Código Florestal na Lei nr. 10/99, De 07 de Julho, onde as áreas com declividade superior a 45°
são consideradas restritas e não podem ser ocupadas. O Plano Diretor para a redução do risco de
desastres 2017-2030, rege que as restrições se dão a partir da declividade de 30%. Neste sentido, o
mapa de declividade foi obtido por meio de uma série de procedimentos no ArcGIS, tendo como
dados de entrada as curvas de nível e os pontos cotados da base cartográfica do Aerthexplore da
NASA.

4.6. Tipos de assentamento da expansão urbana

Realizou-se um estudo sobre as manchas habitacional das construções no Distrito, e levou a


concluir que o Distrito de Marara dispõe de 7.598 casas ou infra-estruturas, levantamento esse
efectuado a partir do sensoriamento remoto.

O sensoriamento remoto é o uso de tecnologia permite a obtenção de informações sobre um


determinado objecto sem manter contacto físico com eles e é utilizado um conjunto de sensores, e
equipamentos para processamento de dados, com o intuito de estudar o ambiente terrestre através
do obtenção de dados e análise das interacções entre a radiação electromagnética e as diversas
coberturas que compõe a terra, Crósta, 2003.

De frisar que este levantamento efectuado não contempla casas do tipo palhotas cobertas de
Capim, foram apenas detectadas aquelas infra-estruturas que detêm chapas, seja de zico ou outro
modelo, e com isso também elucida claramente que a população tende a ocupar de uma forma
dispersa ano a ano e o deficit habitacional segue a mesma trajectória e a questão que tem se
denotado é como garantir o acesso qualidade de vida a essa população, principalmente à população
de baixa renda atendendo e considerando que há uma série de questões que devem ser considerada
no processo da expansão urbana visto de acordo com os dados obtidos acabam ocupando;

52
Mapa 7: Ocupação de zonas de Riscos

Zonas com declividade

17% 13%
Zonas propensas a Enchentes

Zonas susceptível a erosão


18%
14%

Zonas de ocorrências de deslizamento de


Bloco
38%
Áreas de protecção parcial
(Cemitério, Corredor de
Agua, Proximidade das industrias
extractivas)

Font: Autor, 2021

O levantamento do uso e ocupação de terras, foi no sentido de compreender até que ponto
existe uma sobreposição entre zonas de riscos e a ocupação humana, portanto, através do gráfico
acima ilustrado compreende-se que existe ocorre varias ocupações em zonas de riscos, visto que os
determinado tipo de uso e ocupação não seguiram os seus trâmites legais, ou seja, por falta de
planeamento urbano e ordenamento do território existem ocupações de forma irregular.

Contudo, este fenómeno não estaria sendo observado se fosse que o SDPI tivesse tomado as suas
devidas precauções, por exemplo de delimitar a zonas de protecção parcial em todo o Distrito ou
fazer o planeamento e ordenamento do território antes de declarar uma zona de área de expansão.

53
Mapa 8: Zona de Protecção Parcial Hidrológica

Fonte: Autor, 2021


Sendo que a definição das zonas de protecção parcial é uma estratégia que visa contribuir
para a intensificação da protecção dos remanescentes florestais e da biodiversidade. Sua adopção
se justifica pelo elevado nível de pressão nos recursos naturais historicamente causado pela
ocupação humana nesta região, o exemplo do corte das árvores do Embondeiro, bem como nos
impactos decorrentes da falta de planeamento urbano, que caracterizou a ocupação no local.
Na actualidade, os padrões de ocupação e uso do território da região passaram por algumas
mudanças, compondo seus principais impactos ambientais, o uso da terra é voltado actualmente
para a construção de habitação, actividade económicas, agricultura urbana e para a pecuária o
papel fundamental no que diz respeito à gestão e manutenção de áreas protegidas, considerando
que estes são as instâncias administrativas mais próximas de actuação, além de também serem
responsáveis pela aplicação e fiscalização das leis e políticas ambientais.

54
Como apresenta Cabral & Souza (2005), o Distrito tem a responsabilidade de realizar o
ordenamento territorial, através de instrumentos que visem o planeamento e o controle do uso e
ocupação do solo.

Para definir políticas ambientais, actos administrativos e económicos, é essencial o conhecimento


de dados actualizados de ocupação e uso do solo da área em questão. Na área da política ambiental
e de urbanização, este tipo de dados servem de base à definição de estratégias de gestão e
ordenamento do território, portanto, o não conhecimento do uso e ocupação do solo, ocasiona
conflitos de uso e aproveitamento da terra.

4.8. Aplicabilidade do Geoprocessamento no planeamento de uso de Terra


Diante desse contexto, uma série de aplicações podem ser desempenhadas pelos SIGs como
o Planeamento de solo urbano, monitoramento de áreas de preservação ambiental, monitoramento
de focos de incêndio, Criação de mapas temáticos com índices de desmatamento e reflorestamento
e Delimitação de áreas favoráveis a expansão urbana entre outras aplicações. Para se fazer face a
um planeamento de solo urbano, usando os SIG.

É necessários que se faça os usos de algumas ferramentas de sistema de informação geográfica


(SIG), a titulo de exemplo do Arcgs 10.3 que pode nos fornecer varias informações do solo urbana
a partir de uma levantamento obtido por uma analise de espacial usando imagem do landsat 8 a
titulo de exemplo analise hidrológica como observa-se no mapa abaixo;

Mapa 9: Mapa de Vias de Acesso e Rede Hidrográfica do distrito de Marara

Fonte; Autor, 2021

55
A partir das analises laboratoriais no que diz a leitura das imagens satélite constatou-se que
o Distrito dispõe extenso potencial de rios, riachos e cursos de água, sendo esses embora
periódicos, e podem ser um excelente suporte para varias actividades económicas no distrito. De
acordo com os dados observa-se 10 Rios, dos quais são; R. Atinde, R. Chirodeze, R. Mefide, R.
Messãjua, R. Vuze, R. Mufa, R. Nhaconita, R. Nhapanda, R. Sanangoão e com o seu principal R.
Zambeze. Quntos aos Riacho o distrito tem 113 Riachos, e com 765 corredores de água que
caracterizam um lençol freático bastante abençoado no meu ponto de vista. Enquanto que já no
âmbito de levantamento de estradas do distrito Marara pode se constatar que ainda tem muitos
desafios no que tange a acessibilidade, no distrito de Marara conta com duas estradas ou vias
principais que é a estrada Nacional Nº301 que corresponde a categoria de estrada secundária e a
segunda tem a categoria de estrada terciária que é rodovia 1051.

O distrito conta com uma quantidade enorme de estradas não classificadas, com um numero total
de 2056 estradas, dados esses levantamentos a partir e trabalho laboratorial com o uso da
ferramenta OpenStreetMap como um dos complementos de levantamentos de dados do softwere
Quantum GIS 2.14, que permitiu a exportação dos dados de estradas de Marara que eventualmente
editados no softwere ArcGis 10.3. Á realçar estradas estas, que necessitam de um projecto para a
reabilitação desses troços. porque nos tempos Chuvoso há uma dificuldade enorme na circulação
de pessoas e Bens, e a reabilitação dessas estradas não classificadas, vão levar a cabo o
desenvolvimento local, porque as estradas assumem particular importância no que respeita ao
reassentamento das populações, sua integração nas actividades económicas, assistência médica e
acesso a fontes de água potável analisando a forma de ocupação dispersa.

4.9. Determinação das áreas Favoráveis a Expansão Urbana


Para determinar as classes de uso e ocupação do solo, havia a necessidade de manipular os
sistemas de informação geográfica (SIG), onde usou-se a base de dado gerado pela carta
topográfica na escala 1:250.000, cuja nomenclatura é Distrito de Marara, SD-36/Q-III-NO, 1434
C1 Folha n° 345, produzida pela Direcção Nacional de Geografia e Cadastro (DINAGECA) do
Governo de Moçambique.

56
Mapa 10: Mapa de uso e ocupação do Solo

Fonte; Autor, 2021


Tabela 4: Tipos de uso e ocupação do espaço

Nº Classe Área Ocupada (ha)


1 Áreas Agrícolas 2.390
2 Manchas Habitacionais 3.583
3 Industrias extractivas 1.763
4 Corredores de água 4.763
5 Solos Expostos 3.315
6 Rio Zambeze 2.763
Total 18.577
Fonte: O Autor, 2021
Para identificar todas as áreas que não podem ser ocupadas, elaborou-se um mapa de
restrições, onde foram adicionadas todas as classes restritivas oriundos dos planos pormenores
Constam no mapa de restrições a ocupação humana áreas que apresentam(declividade, hidrografia,
corredores de agua, zonas de risco a erosão). Optou-se por incluir como áreas de restrição as áreas
próximas a Mineradora Jindal, devido a actividade praticada, que de certo modo pode contaminar a
população com a poluição atmosférica, dada a postura adoptada na execução deste trabalho.

57
Mapa de zonas adequadas para a expansão urbana

Fonte: Autor, 2021

58
A partir deste ponto, optou-se por utilizar o software ArcGis já que o seu sistema de
suporte a decisão é muito mais prático e intuitivo em relação ao QGIS. Dessa forma o mapa de
restrições gerados inicialmente no QGIS precisaram ser preparados em formato shapefile
(extraídos do geodatabase) e importados no ArcGis. Com o objectivo de definir os graus de
adequabilidade, os dados vetoriais foram convertidos para o formato raster, por meio do
módulo Gis Analisys.
Nesta etapa constaram sete Planos de informação: limite distrital, áreas urbanas,
distância as áreas urbanas, sistema viário, distância ao sistema viário, rio, distância ao rios,
nascentes, distância às nascentes, drenagens (cursos permanentes e intermitentes), distância à
drenagm, zonas de erosão e mapa de restrições.

Cabe salientar que os Planos de informação referentes à hidrografia correspondem à variável


em si, somada a área de restrição imposta pela legislação. A padronização de variáveis por
meio da lógica fuzzy é implementada pela normalização dos Planos de informação em valores
inteiros entre 0 a 255 e a conseguinte escolha da função decisão e dos seus respectivos pontos
de inflexão. Esta tarefa exige uma postura coerente do analista em relação às características
naturais e antrópicas da área em estudo. Neste trabalho optou-se em aplicar funções que
valorizassem a distância aos recursos hídricos e a proximidade da infra-estrutura já instalada
sem, no entanto, desconsiderar o elevado percentual de áreas com algum tipo de restrição.

Nesse contexto, para a drenagem e as nascentes, a função sigmoidal crescente


representou melhor a classificação gradual de adequabilidades desejada entre as distâncias de
inflexão. Considerou-se para tal que a proximidade a hidrografia apresenta maior
vulnerabilidade, representada no Distrito pela pressão dos usos agrícolas e, ainda, não há
claramente definida uma postura de conservação no Plano Director que ressalta em torno das
ocupações em áreas de desastres naturas. Assim, diferentes valores foram atribuídos para cada
classe, onde o ponto de controle inicial representa uma padronização com variação suave e o
ponto de controle ―b‖ representa uma variação de adequabilidade intermediária. À este último
ponto foi atribuído um valor igual a faixa de preservação regida pela legislação.

59
CAPÍTULO V:CONCLUSÕES E SUGESTÕES
5.1. Conclusões
Nas últimas décadas o crescimento urbano tornou-se um problema, por vezes sem
controle, ocasionando a expansão desordenada e descontínua aos padrões de segurança e
sustentabilidade. Neste sentido, este trabalho tem por objectivo geral propor um modelo
baseado em SIG e Sensoriamento Remoto para subsidiar a indicação de áreas adequadas para
expansão urbana.

Com o uso do geoprocessamento e tecnologia do Sistema de Informação Geográfica, neste caso


o ArcGis 10.3, permitiu concatenar todos os dados que ditam a ocupação do solo. Os produtos
oriundos da Base de Dados Georreferenciada e das Avaliações Ambientais que contribuíram
como apoio ao desenvolvimento e aplicação de medidas mitigadoras dirigidas a questão
ambiental em particular apoio na tomada de decisão). Por outro lado, o ArcGis 10.3 possui um
sistema de suporte à decisão mais robusto e mais prático, exigindo um menor conjunto de
procedimentos para a modelagem final.

E com a aplicação do mesmo resultou em um mapa com 6 classes de adequabilidade à


ocupação urbana, no qual a classe ―muito alta‖ perfaz 32% da distrito. Este valor é elevado ao
se considerar que representa cerca de 11 vezes a actual área urbana mapeada e a grande
quantidade de restrições impostas pelas condicionantes físicas do Distrito. Portanto, após um
estudo mais aprofundado junto aos técnicos do SDPI, estas áreas podem vir a se constituir
como prioridade para a futura expansão urbana. Quanto à metodologia empregada, alguns
pontos devem ser considerados, apesar da agilidade e facilidade propiciados pelos SIGs no
tratamento dos dados.

Os Sistemas de Informação Geográfica mostraram áreas adequadas para a ocupação urbana no


Distrito de Marara. As ferramentas disponíveis supriram plenamente as necessidades da
construção do banco de dados bem como do processo de modelagem e geração do resultado
final visto que foram realizadas operações das quais destacam o distanciamento nas ocupações,
declividade, elevação como curvas de nível, de realçar que todos os procedimentos foram
realizados no ambiente de geoprocessamento (SIG), no software ArcGIS 10.3.0, com isto, foi
utilizada a imagem de satélite LANDSAT 8 do dia 25 de Dezembro de 2020,disponibilizada
gratuitamente pelo site da NASA-USGS (http://earthexplorer.usgs.gov/), com resolução
espacial de 30 metros e a composição colorida RGB (Red, Green e Blue), com as bandas 1, 2 e
3, obtida através da ferramenta Windows, Image Analysis, Processing, Composite Bands e
salvar. Portanto, depois do trabalho de recolha de dados que concernem as classes de uso e

60
ocupação do solo, confrontou-se estas informações com informações obtidas a partir da
imagem do software Google Earth Pro e seguiu-se a sua identificação detalhada.

Posteriormente, procedeu-se à identificação manual das propriedades básicas (classes de usos


da terra) através das ferramentas Customise, Toolbars, Image Classification, Training Sample
Manager, Draw, onde foram feitos os levantamentos sobre os tipos de uso e ocupação do solo,
depois na ferramenta Classification, Maximum Likelihood Classification, onde foram criados
os shapefiles que destacam as difereciadas condições físicas da região em causa.

5.2. Sugestões
Capacitar os técnicos do SDPI e SDAE em matérias ligadas a manipulação dos sistemas de
informação Geográfica;

Delimitar zonas de riscos ambientais, para não a ocupação humana;

Fornecer informações à população sobre áreas favoráveis a expansão urbana

Fazer palestras sobre o perigo de ocupar zonas não apropriadas

Capacitar os líderes comunitários e estes por sua vez fazerem mobilização da população e
desencorajar a fazer ocupação desordenada de terra e sem nenhuma informação da entidade
governamental competente sobre adequabilidade da actividade que pretende desenvolver numa
determinada área.

61
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Apêndice IV
Apêndice 1: Secretaria distrital de Marara

Fonte: Autor, 2020


Apêndice 2: SDPI

Fonte: Autor, 2020

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