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Brasil Colonial

O Brasil Colônia, na História do Brasil, é a época que compreende o período de


1530 a 1822.

Este período começou quando o governo português enviou ao Brasil a primeira


expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Souza.

Em 1532, ele fundou o primeiro núcleo de povoamento, a Vila de São Vicente, no


litoral do atual estado de São Paulo.

Período Pré-Colonial
Logo após a chegada dos portugueses ao novo território, a primeira atividade
econômica girava em torno da exploração do pau-brasil, existente em grande
quantidade na costa brasileira, principalmente no nordeste do País. Esse
período ficou conhecido como Ciclo do Pau-Brasil ou ainda pré-colonial.

A exploração do pau-brasil foi meramente extrativista e não deu origem a uma


ocupação efetiva.

O trabalho de derrubar árvores e preparar a madeira para embarque era feito


pelos indígenas e uns poucos europeus que permaneciam em feitorias na costa.

Explorado de forma predatória, as árvores próximas da costa desapareceram já


na década de 1520.
O início da colonização

Várias expedições foram enviadas por Portugal, visando reconhecer toda costa
brasileira e combater os piratas e comerciantes franceses.

Para colonizar o Brasil e garantir a posse da terra, em 1534, a Coroa dividiu o


território em 15 capitanias hereditárias. Estas eram imensos lotes de terra que
se estendiam do litoral até o limite estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas.
Esses lotes foram doados a capitães (donatários), pertencentes à pequena
nobreza lusitana que, por sua conta, promoviam a defesa local e a colonização.
A produção do açúcar foi escolhida, porque era um produto bastante procurado
na Europa naquele momento.

O Tratado de Tordesilhas foi um documento assinado em junho de 1494, na vila


espanhola de Tordesilhas. Os protagonistas foram Portugal e Espanha, que
delimitaram, através de uma linha imaginária, as posses portuguesa e
espanhola no território da América do Sul, chamado de "Novo Continente".
As capitanias hereditárias foram uma divisão administrativa que os portugueses
criaram para organizar a colonização da América Portuguesa. As capitanias
foram criadas pelo rei português D. João III em 1534 e dividiram toda a colônia
em 15 lotes de terras, que foram entregues a pessoas responsáveis por
desenvolvê-las.

Foi no nordeste do país que a atividade açucareira atingiu seu maior grau de
desenvolvimento, principalmente nas capitanias de Pernambuco e da Bahia. Nos
séculos XVI e XVII, estas regiões tornaram-se o centro dinâmico da vida social,
política e econômica do Brasil.

Escravidão no Brasil colônia


A escravidão no Brasil iniciou-se por volta da década de 1530, quando os
portugueses implantaram as bases para a colonização da América portuguesa,
para atender, mais especificamente, à demanda dos portugueses por mão de
obra para o trabalho na lavoura. Tal processo deu-se, primeiramente, com a
escravização dos indígenas, e, ao longo dos séculos XVI e XVII, essa foi sendo
substituída pela escravização dos africanos, trazidos por meio do tráfico
negreiro.

Escravos Negros em navio negreiro

Escravização dos indígenas


Estima-se que até o século XVII, os indígenas tenham sido a única mão-de-obra
escrava que os portugueses dispunham, quando, então, os escravos africanos
começaram a se tornar maioria no Brasil.

Para os portugueses, era muito mais barato escravizar um indígena, em


relação à um africano. Apesar disso, uma série de fatores tornavam essa prática
muito mais problemática e conturbada.
O primeiro fator era o fato de que os índios não estavam familiarizados com
o trabalho contínuo para a produção de excedentes, característica que fazia
parte da cultura europeia.

Outro fator foram os conflitos que ocorreram entre os colonizadores e os


jesuítas. Esses conflitos aconteciam, pois os jesuítas eram contra a escravização
dos indígenas, pois consideravam-nos como um grupo que poderia ser
catequizado.

A pressão dos jesuítas sob a Coroa foi tão grande que foi decretado a proibição
da escravização dos indígenas. Apesar disso, em muitos lugares a prática
continuou, principalmente em locais onde a economia não era tão próspera.

Escravização de africanos
Em meados de 1550 começaram a chegar os primeiros africanos ao Brasil,
trazidos por meio do tráfico negreiro.

Os portugueses possuíam feitorias instaladas desde o século XV na África e,


desde então, mantinham relações comerciais com os reinos africanos, que
incluíam a compra de escravos.

A colonização no Brasil foi se desenvolvendo e a necessidade por mais mão-de-


obra era cada vez maior, o que fez com que o comércio de escravos africanos
prosperasse muito. O tráfico negreiro era extremamente lucrativo, tanto
para os traficantes, quanto para a Coroa Portuguesa.

Os escravos vinham para o Brasil amontoados dentro dos porões de navios –


denominados navios negreiros – e eram vendidos nos portos brasileiros.

Durante a longa viagem pelo Atlântico, muitos africanos não sobreviviam e seus
corpos eram lançados no mar, como uma alternativa de diminuir o peso nos
navios.

Os escravos africanos, primeiramente, atenderam às demandas da produção de


açúcar nos engenhos. As jornadas de trabalho eram exaustivas, chegando a 20
horas por dia e, além disso, eram marcadas pela violência vinda dos
senhores de engenho.

O trabalho feito pelos escravos africanos era considerado muito mais pesado do
que trabalhar nas plantações. Isso é comprovado pelo fato de que nas moendas
– local em que a cana-de-açúcar era moída para extrair seu caldo – era comum
ocorrer acidentes em que os escravos acabavam perdendo mãos ou braços.
Já nas fornalhas e nas caldeiras – local onde ocorria o cozimento do caldo de
cana – os escravos constantemente se queimavam. Essa etapa do trabalho
era considerada tão árdua, que acabava sendo reservada para os escravos que
eram considerados mais rebeldes.

O tratamento recebido pelos escravos era desumano. A alimentação, muitas


vezes, era insuficiente e os escravos precisavam complementá-la com os
alimentos obtidos de uma pequena lavoura que cultivavam aos domingos. Além
disso, eles dormiam no chão da senzala e eram monitorados constantemente
para evitar que fugissem.

Os escravos que trabalhavam na casa-grande – residência dos donos dos


escravos – recebiam um tratamento melhor. Eram alimentados e bem vestidos.
Além disso, havia escravos que trabalhavam nas cidades em ofícios dos mais
variados tipos.

Pacto Colonial
O “Pacto Colonial”, também chamado de “Exclusivo Comercial
Metropolitano” ou “Exclusivo Colonial” corresponde a um acordo entre a
colônia e a metrópole, que ocorreu no Brasil durante o período colonial.

Essa relação de cunho comercial, que ocorrera em grande parte da América


durante a época das conquistas e das grandes navegações (século XVI e XVII),
era travada em vias de oferecer melhores lucros à metrópole, uma vez que a
intenção maior era explorar os recursos (madeira, metais preciosos, etc.)
encontrados nas novas terras e utilizá-los como forma de riqueza.

O Mercantilismo
O sistema mercantilista representou um sistema de práticas econômicas que
foram basilares no desenvolvimento econômico das metrópoles durante o
período colonial. Assim, o mercantilismo era um conjunto de práticas
econômicas baseado na exclusividade das atividades mercantis e
manufatureiras da metrópole sobre a colônia.

Além do monopólio comercial, esse sistema privilegiava uma balança comercial


favorável, donde o superávit era o principal objetivo (exportar mais do que
importar), junto ao ideal do metalismo (conjunto de metais preciosos como
medida de riqueza) e do protecionismo (garantia de altas taxas alfandegárias
para importação o que realçava ainda mais a relação comercial somente entre a
colônia e a metrópole).

Diante disso, as colônias estavam encarregadas de fornecer as matérias-primas


para a necessárias para a metrópole, fator que impossibilitava o
desenvolvimento de um mercado interno, posto que tudo era controlado pela
metrópole, o que dificultava a importação ou exportação de outros países.

Metrópole: Era como se chamava o centro político-administrativo do qual


provinham as principais ordens para organizar a ocupação da Colônia, defendê-
la e determinar a sua estrutura de poder. Era, por exemplo, na Metrópole que se
definia os administradores da Colônia as leis que deveriam ser seguidas. Porém,
as determinações da Metrópole também eram influenciadas pelas dificuldades
enfrentadas pelos colonos e colonizadores, Exemplo disso foram as diversas
alterações nas leis que tratavam sobre a mão de obra na Amazônia.

Colônias: Na Idade Moderna, as colônias eram territórios conquistados por


europeus fora do seu continente. O grande exemplo de território feito Colônia é
o continente americano. Esse espaço, durante aproximadamente três séculos, foi
considerado extensão do continente europeu.
A formação social do Brasil Colônia

Representação de uma aldeia no período colonial

Fundamentalmente três grandes grupos étnicos, o indígena, negro africano e o


branco europeu, principalmente o português, entraram na formação da
sociedade colonial brasileira.

Os portugueses que vieram para o Brasil pertenciam a várias classes sociais em


Portugal. A maioria era formada por elementos da pequena nobreza e do povo.

Também é preciso ter em conta que as tribos indígenas tinham línguas e


culturas distintas. Algumas eram inimigas entre si e isto era usado pelos
europeus quando desejavam guerrear contra os portugueses.

Da mesma forma, os negros trazidos como escravos da África possuíam crenças,


idiomas e valores distintos e não constituíam um povo homogêneo. No entanto,
tudo isso foi sendo absorvido pelos portugueses e indígenas.

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