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Acto administrativo é um acto jurídico unilateral praticado num exercício do Poder

administrativo, por um órgão da Administração Publica ou por uma entidade Pública ou Privada,
habilitada por Lei, que traduz uma decisão produtora de efeitos jurídicos sobre uma situação
individual e concretas.

Funções do Acto Administrativo

 Garantir atuação da Administração Publica nos termos do artigo 19 da LPA, atento ao n°


1 do artigo 248 da CRM;
 Garantir os particulares nos termos do artigo 18 da LPA, atento ao artigo 252 da CRM.

Caraterísticas do Acto Administrativo

Comuns dos actos administrativos


 Subordinação a Lei, n 2, 248 da CRM;
 Presunção da Legalidade;
 Imperactividade;
 Revogabilidade, artigo 134 a 142 da LPA,
 Sanabilidade e Autoridade.

Características Especiais do Acto Administrativo


 Condição do uso da forca;
 Possibilidade de execução forcada;
 Impugnabilidade.

Elementos estruturado do acto administrativo ou elementos essenciais do acto


administrativo ou requisitos de validade do acto administrativo ou indicações obrigatórias
do acto administrativo, artigo 120 da LPA

Elementos Subjeitos
 Autor do acto;
 Destinatário do acto.
Elementos Subjeitos
 Conteúdo do acto;
 Objecto do acto.

Elementos Formais
 Forma do acto (tem que ter fundamentação);
 Formalidades do acto (sucessão de actos que visam a tomada de decisão administrativa).

Elementos Materiais ou funcionais


 Motivos do acto;
 Fim do acto (interesse publico, artigo 5 da LPA)

NB: Na falta de alguns elementos acima, o acto é inválido.

Causas de invalidade de actos administrativos


1. Ilegalidade do acto administrativo;
 Ilegalidade Orgânica
Os vícios são: Usurpação do Poder (Legislativo, Judicial e Administrativo); Incompetência
(Relativa-Anulabilidade ou Absoluta-Nulo).

 Ilegalidade formal
Os vícios são: de forma- ocorre quando a falta de fundamentação; procedimental- ocorre
quando a falta de procedimentos.

 Ilegalidade material: Vicio de violação da Lei ou vicio do desvio de poder.

2. Ilicitude do acto administrativo, quando o acto viola os actos e costumes.

3. Vícios de vontade administrativo


 Erro, pode ser: de facto ou de direito;
 Dolo ou má-fé;
 Coação, pode der: moral ou física.
Formas de invalidade do acto administrativo
 Inexistência;
 Nulidade, artigo 129 e 130 da LPA;
 Anulabilidade, artigo 131 e 132 da LPA.

Sanação (artigo 133 da LPA), consiste em tornar um acto invalido e ilegal, num acto valdo e
legal, suprindo o vicio ou vícios que o enferma. Isto é possível através de:
 Ratificação, é um acto pelo qual torna-se um acto invalido em um acto válido;
 Reforma, é o acto que conserva a parte não afectada pela ilegalidade de um acto anterior;
 Conversão, consiste em aproveitamento.

Modificação de actos administrativo, consiste na suspensão na eficácia do acto administrativo


e na ratificação de erros materiais ou de cálculo.
 Suspensão da eficácia do acto, artigo 145 da LPA;
 Ratificação dos erros materiais, artigo 142 da LPA.

Extinção do acto administrativo


 Caducidade, consiste na extinção não retroativa dos efeitos jurídicos, em virtude de se
ter verificado o facto pelo qual foi verificado;
 Anulação administrativa ou Revogação anulatória, consiste na destruição nos efeitos
do acto anterior com fundamento de vício.
Revogação administrativa, é um acto administrativo, secundário, desintegrativo que se
destina a destruir ou fazer cessar no todo ou em parte os efeitos jurídicos de um acto
administrativo anteriormente praticado.
 Repristinação, (Definição glossário da Lei n 14/2011)
 Efeitos da revogação, artigo 140 da LPA;
 Só podem ser revogados actos anuláveis, artigo 142 da LPA;
 Competência para a revogação, artigo 138 da LPA.
A execução do Acto Administrativo
Eficácia do Acto Administrativo, é aptidão do acto administrativo produzir os efeitos jurídicos.
Requisitos:
 A publicidade do acto no BR;
 A notificação do acto administrativo ao seu destinatário;
 O visto do Tribunal Administrativo ou Jurisdicional.
O destinatário tem duas decisões: Cumprir o acto administrativo, alínea a) do artigo 19 da LPA
ou Pode não cumprir, mas é obrigado a executar o acto forçosamente, alínea d) do artigo 19 da
LPA.

Princípios da Execução do acto administrativo


 Princípio da Legalidade: A Lei é o fundamento e limite da execução administrativa ou
acto administrativo.
 Princípio da Proporcionalidade: Os meios que administração dispõe ao exequente
devem ser proporcionais aos objectivos que se pretende obter.
 Princípio da subsidiariedade: A execução do acto administrativo por um terceiro, é
apenas para actos ou factos fungíveis (glossário da Lei n 14/2011);
 Princípio da Humanidade: É concretizável a partir da observância do Princípio da
Dignidade da Pessoa Humana.

Artigo 146 da LPA, o executante ter direitos:


 Deve ser notificado;
 O destinatário do acto de impugnar o acto administrativo.

Os objectivos da execução do acto administrativo ou finalidades


 Execução para o pagamento da quantia certa, artigo 150 da LPA;
 Execução para a entrega de coisa certa, artigo 151 da LPA;
 Execução para a prestação de facto, artigo 152 da LPA.

Procedimento Administrativo
Definição, 11.1-Página 10 ou glossário da LPA.
Definição Processos administrativo, glossário da LPA.

Processo Judiciário, é um meio de solução de conflitos que é exercido pelo Estado ou Poder
jurisdicional ou é um meio para a realização do direito da justiça ou garantir e salvaguardar os
direitos, liberdades, garantias e interesses legítimos dos particulares.

Vantagens de um procedimento administrativo


 Permite melhor ponderação da decisão administrativa;
 Garante a defesa do interesse publico (através da participação dos interessados no
procedimento administrativo);
 Garante a igualdade dos cidadãos junto da administração.

Espécie do Procedimento Administrativo


 Propriamente dito que ocorre na LPA;
 Procedimento disciplinar, Lei n 10/2017 (EGFAE);
 Procedimento Fiscal, cujo regimes são os Códigos do IVA e IRPS.

Características do Procedimento Administrativo


 É por escrito, secreto, visa um resultado jurídico e unitário através da contribuição de
vários órgãos e agentes, bem como da participação dos cidadãos interessados, e de
caracter inquisitório;
 A instrução do procedimento cabe administração pública.

Objectivos do Procedimento Administrativo


 Clarificar melhor e tornar transparente o processo da tomada de decisão administrativa;
 Permitir a participação e colaboração dos particulares ou cidadãos;
 Estabelecer e esclarecer melhor os mecanismos de defesa dos direitos, liberdades e
interesses legítimos dos particulares.

Princípios do Procedimento Administrativo


 Artigo 4 a 14 da LPA- Geral;
 Artigo 61 a 111 da LPA- Específicos.

Fases do Procedimento administrativo


1. Fase de arranque do Procedimento
 Requerimento, artigo 80 a 89 da LPA;
 Reclamação, artigo 159 da LPA;
 Recurso, perante ao superior hierárquico, 162 e seguintes;
 Denúncia.

2. Fase da Instrução do Procedimento, é aquela dentro do qual se opera a produção de


elementos que vão determinar a formação da vontade da Administração (decisão
administrativo ou acto administrativo).
Prazo para a conclusão do Procedimento (artigo 63 da LPA)
 Prazo para a conclusão do Procedimento, artigo 76 da LPA;
 Prazo geral, artigo 77 da LPA;
 Dilação, artigo 79 da LPA.

Direção da Instrução (artigo 94 da LPA).

Produção de prova ou elementos de prova (artigo 97 da LPA)


 Quando alega um facto deve provar, n 1 do artigo 96 da LPA e 342 do Código Civil;
 Cabe a administração publica averiguar os factos alegados para conforma-los, artigo 95
da LPA;
 Os factos notórios públicos, outros que chegarem ao conhecimento do instrutor são
supérfluos a sua prova, n 2 e 3 do artigo 95 da LPA.
 A administração publica aprecia livremente as provas produzidas;
 Os particulares podem requerer ou apresentar outras provas que acharem necessárias e
uteis para a tomada de uma boa decisão, artigo 96 da LPA;
 Meios de provas ou probatórios, n 1 do artigo 95 da LPA;
 Prova documental, artigo 362 e 363 do Código civil;
 Prova testemunhal, artigo 392 do Código civil;
 Prova pericial, artigo 388 do Código Civil;
 Prestação de provas aos interessados, artigo 97 da LPA.
3. Fase preparação da decisão, artigo 93 da LPA
 Realização de exames, vistorias, avaliações e peritagem, artigo 99 da LPA;
 Pedido de pareceres, actos secundários instrumental e informativos, artigo 101 e 102 da
LPA. A falta de parecer vinculativo torna nulo o acto administrativo.
 O relatório do instrutor, artigo 103 da LPA.

4. Fase de audiência dos interessados, artigo 65 da LPA


Direitos dos interessados, artigo 67 a 70 da LPA.

5. Fase de Prazo para a decisão e dilações (Província 15 dias e fora do pais 30 dias)
Regra geral para a decisão normal, 15 dias; Prazo geral + Prazo acrescido = Dilação

6. Fase de questões prejudiciais, artigo 90 da LPA, questões que possam impedir a


tomada de decisão.
 Incompetência do órgão administrativo;
 Casos já decididos, artigo 91 da LPA;
 Ilegitimidade do Órgão;
 Extemporaneidade do pedido (feito fora do prazo).

7. Fase de decisão do procedimento (conclusão do procedimento administrativo)


 A preparação da decisão, artigo 93 da LPA;
 Decisão final, artigo 105 da LPA;
 Dar a conhecer o interessado, artigo 106 da LPA.

Falta de decisão Administrativa (possíveis causas)


 Falta de provimento do lugar de quem devia decidir;
 Falta de tempo para apreciar o processo da tomada de decisão;
 Falta de pressuposto fácticos e jurídicos essenciais;
 A inércia por parte de quem devia decidir (negligência).

Convencionou-se que a falta de decisão administrativa, chama-se silencio administrativo que é o


acto tácito. Deferimento tácito, artigo 107 da LPA e Indeferimento tácito, artigo 108 da LPA.

Artigo 11- Princípio da decisão, que obriga a administração publica a responder as solicitações
dos interessados.

Resolução n° 1/2003- Assuntos que podem ter decisão positiva ou negativa.

Requisitos do silêncio administrativo


 O pedido deve ser dirigido a um órgão administrativo competente e legitimo para decidir
esse caso;
 O tal órgão competente e legitimo não tenha decidido anteriormente o tal assunto ou
pedido dentro do prazo legalmente fixado;
 O assunto do pedido seja possível de decidir;
 A Lei diga claramente em que situações pode-se considerar um acto tácito positivo ou
deferimento tácito, acto tácito negativo ou indeferimento tácito.

Artigo, 41,43,44,46,47,48,49,50,52, da Lei n 7/2014

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