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A produção cultural

Distinção social e
mecenato
- A burguesia estava a mercê da próspera
situação económica das cidades-estado de
Itália;

- A burguesia misturava-se com a nobreza,


rodeada de luxo, conforto e sabedoria;

- As elites cortesãs e burguesas apostam no


embelezamento dos palácios e no apoio aos
artistas e intelectuais como símbolo de
afirmação social;
• Neste contexto de luxo e ostentação surgiu o
mecenato;
• O mecenato é a proteção da arte e da cultura por um
mecenas, que a financia;
• As cortes são um círculo privilegiado da cultura e da
sociedade renascentista;
• Uma das mais famosas foi a de Lourenço de Médicis
em Florença;
• A festa privada torna-se um espaço privilegiado de
divertimento dos ricos;
• Surge um conjunto de regras de civilidade (conjunto
de formalidades que pautam a vida quotidiana e a
convivência social. Identificam-se com a etiqueta e as
boas maneiras).

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O impacto intelectual
Os artistas
• Os artistas assumiram-se como
intelectuais que, pelo seu talento
técnico, pelo raciocínio e
compreensão das coisas, foram
capazes de criar e inovar
artisticamente; assinavam as suas
obras e tinham o reconhecimento
público da sua genialidade e do seu
novo estatuto social.

• A obra passa a ser apreciada pelo


nível de invenção, pela subtileza da
forma e pela originalidade da
inspiração, marcas que doravante
distinguirão um grande artista.
Em Portugal
• D. João II, D. Manuel I e D. João
III acolheram vários humanistas
estrangeiros;
• Custearam bolsas a estudantes
portugueses em Itália, França e
nos Países Baixos.
• Patrocinaram grandes obras
arquitetónicas, como os
mosteiros da Batalha, dos
Jerónimos e a Torre de Belém.
Em Portugal
• Fizeram-se faustosas festas, como a
celebração do casamento do príncipe
D. Afonso, filho de D. João II, com a
princesa D. Isabel, filha dos Reis
Católicos.
• D. Manuel I enviou ao papa Leão X, em
1514 uma deslumbrante embaixada.
ü Ao Sumo Pontífice ofereceu-se
um cavalo persa, uma onça
caçadora, um elefante indiano e
aves exóticas.
üPara lembrar a riqueza
portuguesa eram lançadas
moedas de ouro ao povo.
O Humanismo
• Do crescente otimismo e crença nas
potencialidades do Homem, e renasceu
uma nova consciência do seu lugar no
mundo, o que, associado ao interesse pela
cultura da Antiguidade greco-romana foi
decisivo para a formulação de uma nova
ordem cultural, o humanismo.
• Os Humanistas sobressaíram em diferentes
ramos da produção literária, como a poesia,
a história, o teatro, a sátira, a filosofia e a
retórica.
• O humanismo defendia a excelência do ser
humano.
Antropocentrismo
• Passagem do pensamento
teocêntrico (centrado na figura de
Deus) e simbólico, dominante na
Idade Média, para uma mentalidade
que tendia a explicar o Mundo através
de capacidades do Homem, modelo e
referência para todas as coisas =
Antropocentrismo.

• Para os renascentistas, o ser humano


continuava a ser obra de Deus,
contudo, possuidor de um livre-arbítrio
para decidir sobre o seu destino.
O exemplo dos clássicos
— Amantes da erudição, os
Humanistas procuraram a
Antiguidade nos originais e não
nas versões adulteradas da
interpretação eclesiástica que a
filosofia medieval fizera da
Antiguidade.
— Pesquisaram nas bibliotecas, nos
mosteiros e leram em grego e latim
• Os Humanistas admiraram os clássicos
clássicos. mas não os copiaram, recriaram-nos com
um espírito criativo e crítico.
• Acreditavam no Homem sem deixar de
acreditar em Deus.
O Humanismo e a imprensa
• Erasmo de Roterdão – O Elogio da
Loucura
• Os Humanistas foram eruditos, • Nicolau Maquiavel – O Príncipe
escritores, filósofos e professores • Thomas More – A Utopia
que, imbuídos pelo espírito novo do
racionalismo, do individualismo e do
antropocentrismo e fascinados pelos
exemplos dos autores clássicos,
gregos, romanos, renovaram o
pensamento europeu nas letras, nas
ciências e nas artes.

Nicolau Maquiavel Erasmo de Roterdão


Individualismo

• Individualismo – corrente doutrinal e prática que


defende, para cada homem, a concretização das
potencialidades e características próprias e
sobrevaloriza o papel da indivíduo na evolução das
sociedades e da História.

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