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Aula – A resistência das democracias liberais à depressão dos anos 30 (p.

132-137)

O aluno deve saber, para perceber esta aula:


- os contornos da crise de 29 (financeiros e económicos)
- qual a resposta à crise que se disseminou nos países europeus

Relembrando:
- Depressão económica dos anos 30 → Fragilidades do capitalismo liberal
provocavam crises cíclicas e a desregulação das atividades económicas
(desajustamentos entre a oferta e a procura) → Liberdade económica de
mercado (sem regulação do Estado) não permitia atingir a riqueza social

A solução keynesiana
- John Keynes recusou a capacidade de auto-regulação da economia
capitalista, defendendo o intervencionismo (p. 132) do Estado na
economia (Keynesianismo) (doc. 23):

- Combate à deflação (?) que deveria ser substituída por uma inflação
controlada pelo Estado.
↓↓↓
Estado deve ter um papel activo de organizador da economia e de
regulador do mercado (note-se, porém, que o Estado não deve assumir os
meios de produção)

Mudança de paradigma: O liberalismo defendia a não intervenção do


Estado na economia; Keynes defende que o Estado deve intervir no
sentido da regulação desta.

As ideias de Keynes serão aplicadas nos EUA por Franklin Delano


Roosevelt, eleito presidente em 1932.

New Deal:

- 1ª fase (1933-34) – Luta contra o desemprego e a miséria através do relançamento


da economia

- Medidas financeiras rigorosas (sanções contra os especuladores, encerramento de
alguns bancos, desvalorização do dólar conjugado com uma inflação controlada) (doc.
25 D)
- Política de grandes obras públicas (combate ao desemprego) (doc. 25 A)
- Proteção à agricultura (empréstimos bonificados e indemnizações aos agricultores
como compensação à redução das áreas cultivadas) (doc. 25 B)
- Proteção à indústria e ao trabalho industrial (fixação de preços e de quotas de
produção, garantia de salário mínimo e de liberdade sindical) (doc. 25 C)

- 2º fase (1935-38) – Medidas de proteção social



- Instituição da reforma por velhice e invalidez
- Criação do subsídio de desemprego
- Estabelecimento do salário mínimo
- Redução do horário semanal para 44 horas de trabalho
↓↓↓
- Melhoria económica ao nível do PIB e do desemprego (doc. 26)
Nascimento do Estado-Providência (Estado intervencionista que promove a segurança
social e o aumento do poder de compra dos cidadãos, imprescindível ao crescimento
económico) (doc. 29), ideologia que irá ser aplicada na Europa após a segunda guerra-
mundial, constituindo-se como social-democracia.

- França → Agravamento da crise devido à persistência em políticas deflacionistas (1930-35)


que afetavam as classes médias, os agricultores e o proletariado

Contestação à esquerda (exigindo a aplicação do New Deal) e à direita (de inspiração fascista
exigindo uma atuação repressiva)

- 1936 → Perigo do avanço fascista leva à vitória nas eleições da Frente Popular (aliança
entre as várias forças de esquerda – comunistas, socialistas e radicais) (doc. 27)

- 1936-38 – Governo do socialista Léon Blum dá impulso à legislação social, na sequência de


um amplo movimento grevista e de acordos com o patronato (doc. 28) (contratos coletivos de
trabalho, liberdade sindical, aumento de salários, redução para as 40 horas de trabalho, férias
remuneradas) (doc. 29)

Dignificação dos trabalhadores
- Espanha → 1936 – Eleição da Frente Popular (socialistas, comunistas, anarquistas e
sindicatos) que decreta a separação do Igreja e do Estado, o direito à greve e à ocupação de
terras não cultivadas e o aumento de salários
(doc. 30)

Reacção das forças conservadoras dá início à guerra civil (1936-39)

Questões – Pags. 135 - 137


OBJECTIVOS
 Relacionar as medidas do New Deal com a intervenção do Estado na
economia dos EUA
 Justificar a criação de Frentes Populares como uma salvaguarda da
democracia

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