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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA

NOME DO ALUNO : IZABEL GONÇALVES BORGES

CURSO: EDUCAÇÃO ​ FÍSICA

DISCIPLINA: APRENDIZAGEM MOTORA E PSICOMOTRICIDADE.

"FASES DO DESENVOLVIMENTO
MOTOR"

" O desenvolvimento motor segundo Isayama e Gallardo (1998), tem sido utilizado para
compreender o desenvolvimento humano e os aspectos relacionados. Os primeiros
estudos em desenvolvimento motor originaram-se com a intenção de entender o
desenvolvimento cognitivo a partir do movimento. Aos poucos, o desenvolvimento motor
tornou-se uma área de interesse dos profissionais de educação física, que buscam
contribuir para o entendimento do desenvolvimento humano como um todo.

De acordo com Caetano, Silveira e Gobbi (2005) o desenvolvimento motor é um


processo de alterações no nível de funcionamento de um indivíduo, onde uma maior
capacidade de controlar movimentos é adquirida ao longo do tempo, através da interação
entre as exigências da tarefa, da biologia do indivíduo e o ambiente.

Guedes e Guedes (1997) se referem ao desenvolvimento motor não sendo apenas


aspectos biológicos de crescimento e maturação. Além disso, o desenvolvimento
depende das experiências vividas pelo indivíduo, das relações com o ambiente que o
cerca. Le Boulch (1982) deixa evidente a preocupação de estudiosos da área em
identificar os mecanismos e variáveis que influenciam o desenvolvimento motor e as
fases específicas em que cada indivíduo é mais suscetível às influências de
determinados estímulos.

Manoel (1988) considera que atualmente os estudos nessa área procuram entender
como o organismo se torna mais complexo, ou seja, qual o processo que leva o indivíduo
a desenvolver habilidades cada vez mais complexas, consistentes e flexíveis na
interação humano-ambiente.

Para Haywood e Getchell (2004) dá-se como desenvolvimento motor um processo


contínuo e seqüencial ligado a idade cronológica, na qual o indivíduo progride de um
movimento simples, sem habilidade, até atingir o ponto das habilidades motoras mais
complexas e organizadas e assim chegar ao ajuste dessas habilidades que irá
acompanhá-lo até o envelhecimento.
As mudanças que ocorrem em um indivíduo desde sua concepção até a morte
denominam-se desenvolvimento humano. A palavra desenvolvimento em si implica em
mudanças comportamentais e/ou estruturais dos seres vivos durante a vida. Já o
processo de desenvolvimento motor revela-se por alterações no comportamento motor.
Bebês, crianças, adolescentes e adultos estão envolvidos no processo de aprender a
mover-se com controle e competência, reação aos desafios que enfrentam diariamente
(GALLAHUE E OZMUN, 2001).

Entende-se que o comportamento motor é uma expressão na qual integra todos os


domínios: afetivo, social, cognitivo e motor. Isto indica o importante papel do domínio
motor na sequência de desenvolvimento do ser humano.

Fase motora reflexiva: os reflexos são as primeiras formas de movimento humano. Os


mesmos são movimentos involuntários, que formam a base para as fases do
desenvolvimento motor. A partir da atividade de reflexos, o bebê obtém informações
sobre o ambiente.

Fase de movimentos rudimentares: os movimentos rudimentares são determinados de


forma maturacional e caracterizam-se por uma sequência de aparecimento previsível.
Esta sequência é resistente a alterações em condições normais. Elas envolvem
movimentos estabilizadores, como obter o controle da cabeça, pescoço e músculos do
tronco; as tarefas manipulativas de alcançar, agarrar e soltar, e os movimentos
locomotores de arrastar-se, engatinhar e caminhar.

Fase de movimentos fundamentais: as habilidades motoras fundamentais da primeira


infância são consequências da fase de movimentos rudimentares do período neonatal.
Esta fase do desenvolvimento motor representa um período na qual as crianças
pequenas estão envolvidas ativamente na exploração e na experimentação das
capacidades motoras de seus corpos.

Fase de movimentos especializados: esse é um período em que as habilidades


estabilizadoras, locomotoras e manipulativas fundamentais são progressivamente
refinadas, combinadas e elaboradas para o uso em situações crescentemente exigentes.

Os estudos do desenvolvimento motor, segundo Tani e colaboradores (1988), tende a


ser considerados como sendo apenas estudos de crianças, pelo fato do desenvolvimento
motor ser um processo contínuo e demorado e, as mudanças mais acentuadas
ocorrerem nos primeiros anos de vida.

Paim (2003) considera a idade pré-escolar como sendo uma fase áurea da vida, pois a
criança se torna estruturalmente capacitada a desenvolver tarefas psicológicas mais
complexas.

Segundo Garcia, citada por Gallahue e Ozmun (2001), nesse período da vida – a
infância – o movimento passa a ser um dos meios mais importantes do aprendizado e um
aspecto muito valioso na vida da criança. Esse é o momento em que as crianças
começam a explorar seu ambiente e suas habilidades corporais, o que representa o
começo do aprendizado.
O desenvolvimento pelo movimento compreende, para Mattos e Neira (2003) na
realização de atividades motoras que visam o desenvolvimento das habilidades motoras
básicas (andar, correr, saltar, correr, arremessar, receber, empurrar, puxar, subir,
descer).

As experiências motoras estão presentes no dia-a-dia das crianças e representam toda


e qualquer atividade corporal realizada em casa, na escola e nas brincadeiras. As
experiências motoras antes vivenciadas pelas crianças e suas atividades diárias eram
suficientes para que se adquirissem as habilidades motoras e formasse uma base para o
aprendizado de habilidades mais complexas. Seu desenvolvimento motor era aprimorado
e explorado na disposição de grandes áreas livres para brincar, como: praça, rua e
quintal (NETO et al, 2004).

Conclusão:

Como fator importante neste processo de desenvolvimento, o desenvolvimento motor está


ligado às mudanças que a pessoa sofre desde sua concepção até a morte revelando as
alterações do comportamento motor e que, com interação dos fatores próprios do indivíduo, das
experiências e das tarefas, consegue-se adquirir maior capacidade de controlar movimentos. O
estudo teve como objetivo analisar os padrões motores fundamentais de movimento de crianças
de 4 e 5 anos, segundo o Gallahue e Ozmum (2001). As crianças de 5 anos de idade
apresentaram padrões motores fundamentais de acordo com o proposto por Gallahue e Ozmun
(2001), estágio elementar. Pode-se afirmar que as crianças de 4 anos de idade se encontraram
abaixo do estágio proposto por Gallahue e Ozmum (2001) devido a quantidade de práticas
relacionadas as habilidades motoras, pelo fato dos alunos terem somente uma aula de
Educação Física por semana. Com relação entre gêneros (feminino e masculino) a maioria das
crianças do sexo masculino se encontrou no estágio maduro das habilidades motoras salto
horizontal e equilíbrio e o sexo feminino no estágio elementar. Na habilidade motora receber, o
sexo feminino apresentou uma média maior no estágio elementar e o sexo masculino no
estágio inicial. Percebe-se uma diferença mínima de desempenho entre eles. O Professor de
Educação Física, responsável pelos alunos, estimule o desenvolvimento dos padrões motores
que se encontram no nível e abaixo do esperado e, que o aumento do número de aulas possa
ser revisto pela instituição de ensino aumentando, assim, o estímulo e experiências para um
melhor desempenho nas tarefas motoras realizado por eles. Os alunos necessita de uma
variedade de oportunidades para se expressar, de movimentar com devida instrução, de
praticar atividades corporais de seu universo infantil. Nos profissional que estaremos ou que já
são bem capacitados estabelece os objetivos de ensino através da percepção da criança, que
manifesta suas emoções, seus sentimentos, através do movimento. Procurando a melhor
qualidade de controle do movimento, o professor sempre trabalha de acordo com o estágio de
desenvolvimento motor da criança.

Referências bibliográficas

● BASEI, Andréia Paula. A Educação Física na Educação Infantil: a importância do


movimentar-se e suas contribuições no desenvolvimento da criança. Revista
Iberoamericana de Educación, v.47, n.3, p.1-12, outubro, 2008.

● BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996.


● CAETANO, M. J. D; SILVEIRA, C. R. A; GOBBI, L. T. B. Desenvolvimento motor de
pré-escolares no intervalo de 13 meses. Revista Brasileira de Cineantropometria e
Desempenho Humano. Campus de Rio Claro, 7(2), p. 05-13, 2005.

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