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Supply Chain Management: a necessidade da Tecnologia da


Informação nas operações de Comércio Exterior

Verlaine Lia Costa (UEPG) verlaine-@brturbo.com.br


Deneive Leonor Costa leodede@brturbo.com.br
Joselton José de Almeida Rocha (UEPG) joseltonrocha@hotmail.com
Adriana Bach Kobener (UEPG) drikakobener@hotmail.com

Resumo: Este artigo tem como objetivo demonstrar as necessidades atuais de Tecnologia da
Informação (TI) para a Gestão da Cadeia de Suprimentos, ou seja, Supply Chain
Management (SCM), no Comércio Exterior, em um mundo globalizado e extremamente
competitivo, onde o diferencial não está somente centrado no produto, mas sim em toda a
logística envolvida no processo para o atendimento satisfatório do cliente. Entendendo-se
logística como aquela que coloca o produto certo, na hora certa, no local certo e ao menor
custo possível ao alcance do mercado consumidor, buscar-se-á mostrar a importância das
ferramentas da Tecnologia da Informação, através dos Sistemas disponíveis, no contexto da
organização do Comércio Exterior atual para o êxito da Gestão da Cadeia de Suprimentos.
Palavras-chave: Tecnologia da Informação; Supply Chain Management; sistemas; Comércio
Exterior.

1. Introdução
O processo de Supply Chain Management é um dos fatores mais importantes da
Administração no momento atual da vida organizacional. A organização como um todo tem
como necessidade latente ser dinâmica, competitiva e de vanguarda e isto requer um
gerenciamento sério e comprometido com os objetivos empresariais, a busca contínua de
melhorias e acesso direto ao cliente, conhecendo suas necessidades e atendendo-as no menor
tempo possível.
As organizações modernas exigem rapidez e otimização do processo de movimentação
de materiais, tanto dentro da empresa como fora dela, o que é necessário que se inicie desde o
recebimento da matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente.
E é nesse contexto de necessidades que se encontra a concorrência, quem é mais eficaz
e eficiente direciona-se automaticamente ao topo da pirâmide, fideliza um maior número de
clientes, e, conseqüentemente, mantendo os princípios da boa qualidade e do bom preço, isto
é, a partir do momento que se consegue cumprir o papel da logística, a qual tem como
objetivo final proporcionar ao cliente produtos que satisfaçam suas necessidades, no menor
tempo possível e ao menor custo, tem-se uma empresa vencedora, uma empresa de sucesso.
No entanto, para que se possa cumprir o papel da logística, citado anteriormente, é
necessária agilidade. Agilidade no atendimento, agilidade na negociação, agilidade na
entrega. O fator tempo faz-se presente como um concorrente ferrenho a ser vencido. Desta
forma, surgiu a Tecnologia da Informação (TI), ou seja, o conjunto de atividades de uma
organização onde se faz o uso de recursos tecnológicos como um diferencial competitivo.
Dentro deste contexto, de diferenciação e agilidade encontrada na Tecnologia de
Informação (TI) a serviço de Supply Chain Management (SCM) este artigo tem como objetivo
demonstrar as necessidades atuais dessa Tecnologia da Informação (TI) para a Gestão da
Cadeia de Suprimentos, no ambiente de Comércio Exterior, em um mundo globalizado e

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extremamente competitivo, onde o diferencial não está somente centrado no produto, mas sim
em toda a logística envolvida no processo para o atendimento satisfatório do cliente.
2. Tecnologia da Informação (TI)
A tecnologia da informação está redefinindo os fundamentos dos negócios. O
atendimento ao cliente, as operações, as estratégias de produtos e de marketing e distribuição
dependem muito, ou às vezes até totalmente, dos Sistemas de Informação (SI). A tecnologia
da informação e seus custos passaram a fazer parte integralmente do dia-a-dia das empresas.
Conforme Chopra e Meindl (2001, p. 354),
informação é essencial para tomar boas decisões de gerenciamento da cadeia de
suprimentos porque ela proporciona o conhecimento do escopo global necessário
para tomar boas decisões. A tecnologia da informação proporciona as ferramentas
para reunir estas informações e analisá-las objetivando tomar as melhores decisões
sobre a cadeia de suprimentos.
De acordo com Bowersox e Closs (1996, p. 186), ao abordarem a questão da
necessidade de se ter informações rápidas, em tempo real e com alto grau precisão para que se
possa gerir de forma eficiente a logística e da cadeia de suprimentos, apresentam três razões
fundamentais:
Primeiro, clientes entendem que informações do andamento de uma ordem,
disponibilidade de produtos, programação da entrega e dados do faturamento são
elementos fundamentais do serviço ao cliente. Segundo, com a meta de redução do
estoque em toda a cadeia de suprimentos, os executivos percebem que com
informações adequadas, eles podem, efetivamente, reduzir estoques e necessidades
de recursos humanos. Especialmente, o planejamento de necessidades sendo feito
usando informações mais recentes, permite reduzir estoques através da minimização
das incertezas da demanda. Em terceiro, a disponibilidade de informações aumenta a
flexibilidade com respeito a saber quanto, quando e onde os recursos podem ser
utilizados para obtenção de vantagem estratégica.
Não é mais possível imaginar-se atualmente sem que se faça o uso de algum tipo de
tecnologia de informação (TI) baseada em um computador. Essa situação se comprova pela
enorme gama de variáveis e de dados que os administradores têm que registrar, agrupar,
estruturar e analisar, para uma efetiva tomada de decisões. O mesmo ocorre no ambiente
competitivo de Comércio Exterior.
3. Supply Chain Management (SCM) ou Gestão da Cadeia de Suprimentos
As empresas têm percebido a crescente pressão para que produzam os melhores
produtos, tenham os custos mais baixos, os entreguem com maior velocidade, e em mercados
globais, tornando-se um dos desafios da logística, suscitando que todos os membros da
cadeia, sejam fornecedores, produtores, distribuidores e consumidores, hajam como se
fizessem parte da mesma companhia (Copacino, in Motwani et al., 1998).
Para que tal desafio seja superado, uma das novas maneiras que tem sido empregada
nos últimos anos é a gestão da cadeia de suprimentos (supply chain management - SCM), a
qual emerge como um modelo gerencial e competitivo novo para as empresas industriais.
Essa importância ainda é fortalecida pela visão de que as compras externas de bens e serviços
respondem por grande parte dos recursos financeiros das empresas. Dessa forma, tem-se a
visão de que a cadeia de suprimentos é um campo vital a ser explorado (Slack et al., 1996).
De acordo com Poirier & Reiter (1997), uma cadeia de suprimentos (supply chain) é
um sistema por meio do qual, empresas e organizações, entregam produtos e serviços a seus
consumidores, em uma rede de organizações interligadas.

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O termo Cadeia de Suprimento destina-se a designar como um todo, a estrutura


projetada adequadamente para atender à demanda de um mercado específico (Slack, 2002).
A Supply Chain Management tem três objetivos principais: reduzir o inventário,
acelerar a velocidade da transação através do intercâmbio de dados em tempo real e aumentar
as vendas através de uma implementação mais eficiente dos requisitos do cliente.
A gestão da cadeia de suprimentos pressupõe que deve haver nas empresas a definição
de suas estratégias competitivas e funcionais por meio de posicionamentos (como
fornecedores e como clientes) nas cadeias produtivas em que se inserem (Pires, 1998).
Nesse sentido, busca-se a intensificação, o somatório e a ampliação dos benefícios de
uma gestão integrada da cadeia de suprimentos, quando as estratégias e as decisões não são
formuladas e firmadas em conformidade com as necessidades de uma única empresa, mas da
cadeia produtiva como um todo.
4. Sistemas de Comércio Exterior
Vários são os sistemas de tecnologia de informação que trabalham a favor das
operações de Comércio Exterior. Esses sistemas agem como auxiliares em todo o processo da
gestão da cadeia de suprimentos para obtenção de êxito nas atividades relacionadas a
importações e exportações.
Para isso, faz-se necessário aqui, demonstrar os aspectos mais relevantes do Sistema
Mercante, do Sistema Radar, do Siscomex e do Siscomex Carga, este último sendo a
integração entre o Sistema Mercante e o Siscomex, onde se fará o controle de toda a cadeia
logística.
Inicialmente tinha-se somente o Sistema Mercante, o qual era fornecedor direto de
informações ao Departamento do Fundo da Marinha Mercante do Ministério dos Transportes
atuando como um suporte informatizado para que fosse feito o controle da arrecadação do
adicional ao frete, partindo do registro do Conhecimento de Embarque – CE, chegando ao
efetivo crédito nas contas vinculadas do Fundo de Marinha Mercante - FMM.
No caso, os representantes das empresas de navegação, as agências de navegação
detentoras das informações que detém os conhecimentos de embarque fazem a transmissão de
maneira eletrônica, dos dados das operações de transporte aquaviário, através do Sistema
Mercante.
Desta forma, os agentes de carga, em sua hora, fazem a desconsolidação eletrônica de
seus conhecimentos Máster repassando as informações aos respectivos houses/filhotes no
Sistema Mercante.
Então, já detentor das informações, o Sistema Mercante efetua o cálculo do valor do
AFRMM, de cada conhecimento de embarque e registra na base de dados o valor apurado,
sendo que com a informação no sistema, os importadores responsáveis pelo recolhimento do
AFRMM podem consolidar os débitos em sua conta corrente.
Além desta possibilidade, o Sistema Mercante possibilita o acesso a várias
informações relativas ao conhecimento de Embarque, de cunho gerencial e operacional
agilizando muito o controle de toda a gestão da cadeia. O acesso durante os 7 (sete) dias da
semana, 24 (vinte e quatro) horas por dia, sem sombra de duvidas, desburocratiza e reduz os
custos sobremaneira.
Tem-se também o Sistema Radar Empresarial o qual é apresentado em módulos e
possui uma estrutura orientada a objetos com tecnologia de processamento distribuído,

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permitindo assim operações de um ou mais servidores em um ou mais locais, inclusive


aproveitando a comunicação e toda a funcionalidade da Internet, via VPN (Virtual Private
NetWork), tendo como resultado a qualidade e segurança no compartilhamento das
informações.
O Sistema Radar Comercial, desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior -
SECEX, pode ser conceituado como um instrumento de consulta e análise de dados relativos
ao Comércio Exterior, tendo como principal objetivo auxiliar na seleção de mercados e
produtos que apresentam maior potencialidade para o incremento das exportações brasileiras.
Segundo Perozzi (2007), o Sistema Radar Comercial permite, através de um sistema
de busca e cruzamento de dados, que o usuário identifique oportunidades comerciais em um
universo de 54 países, que representam aproximadamente 93% do comércio mundial.
As informações poderão partir do foco do Brasil ou determinado Estado brasileiro e
em contrapartida o Mundo ou um determinado país. As pesquisas poderão ser conjugadas – a
critério do usuário, dentro de um conjunto de opções disponíveis – de modo a permitir a
comparação de mercados e de variáveis relativas aos produtos.
Através da inserção do código da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) do
Sistema Harmonizado ou uma palavra-chave que identifique o produto, o sistema oferece uma
gama de informações, entre elas, preço médio, dinamismo, performance da exportação
brasileira, potencial importador, países concorrentes, valores exportados e importados,
medidas tarifárias e não-tarifárias entre outras.
Tendo como meio principal a Tecnologia da Informação (TI), o Sistema Radar possui
um banco de dados, e, dependendo dos dados e análises consultados no Sistema, tem-se isto
em relatórios prestados por triênio, a fim de demonstrar as tendências mercadológicas e evitar
sazonalidades. Como padrão das consultas tem-se o último triênio disponível, no entanto, os
triênios anteriores também podem ser consultados.
A olhos vistos, o Sistema Radar Comercial tem contribuído para a democratização das
informações relativas ao Comércio Exterior, o que era acessível apenas às grandes empresas,
o sistema Radar Empresarial viabiliza agora aos pequenos e médios negócios, localizados nas
regiões mais distantes do Brasil, acesso gratuito informações pertinentes ao seu Comércio
Exterior que facilitam a sua inserção no mercado internacional.
Para acesso ao SISCOMEX, é necessário o registro no sistema RADAR (Sistema
Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros) junto a
Secretaria da Receita Federal, de acordo com a Instrução Normativa SRF N° 455, de 5 de
outubro de 2004 que diz respeito ao credenciamento do exportador, ou habilitação ao
SISCOMEX.
Esse cadastro pode ser feito de maneira ordinária ou simplificada, variando de acordo
com o caso, podendo ser um cadastro ordinário para pessoas jurídicas que atuem
habitualmente no comércio exterior ou o cadastro simplificado para pessoas jurídicas que
atuem eventualmente no comércio exterior, entendo como ‘eventualmente’ a realização de até
três despachos aduaneiros, no período de um ano, onde as exportações, não ultrapassem o
limite de US$ 25,000.00 FOB (Free on board) ou o equivalente em outra moeda.
A tecnologia faz-se presente desempenhando seu papel, sendo que as empresas devem
ser conectadas ao Sistema e habilitar-se por intermédio de uma senha fornecida pela
Secretaria da Receita Federal. Essa aplicação tecnológica agiliza todo o processo desde
negociação até a entrega ao cliente, ou seja, toda a gestão da cadeia de suprimentos.

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Se a empresa não for detentora de tecnologia interna, pode contar ainda com um
serviço de despachantes aduaneiros, com uma rede de computadores colocada à disposição
dos usuários pela Secretaria da Receita Federal (salas de contribuintes), com corretoras de
câmbio, agências bancárias que realizem operações de câmbio e outras entidades habilitadas.
Sendo assim, as companhias exportadoras têm a possibilidade de encaminhar e receber
comunicações dos órgãos intervenientes no comércio exterior encarregados de autorizações e
fiscalização pertinentes ao processo de exportação. No geral, o Sistema representa várias
vantagens como a simplificação, agilidade, redução de custos, desburocratização e assim por
diante.
O SISCOMEX permite aos órgãos de governo intervenientes no comércio exterior
acompanhar, controlar e também interferir no processo de saída (exportações) e entrada
(importações) de produtos no País, ou seja, todo o acompanhamento do Supply Chain
Management através da Tecnologia da Informação (TI).
Tem-se então, o advento do Siscomex Carga, que entrou em vigor a partir da data de
31 de março de 2008, o qual é uma integração entre os sistemas Mercante e Siscomex, sendo
um sistema público de controle informatizado da movimentação de cargas, unidades de carga
e embarcações, em portos nacionais alfandegados, detendo como objetivo inicial garantir o
controle total da entrada e saída das embarcações e cargas no embarque, desembarque,
trânsito aduaneiro, baldeação e de passagem nos portos brasileiros, no longo curso e também
na cabotagem, além de melhorar o controle das cargas que entram, assim como saem ou
somente passam pelo Brasil, diminuição de fraudes e desburocratizando o fluxo de papel
manuseado pelos fiscais da Receita Federal do Brasil.
De acordo com o Grupo Intermodal (2008), a integração entre o sistema Mercante e o
Siscomex objetiva a redução do tempo de logística, ou seja, do Supply Chain Management
(SCM) e de todos os custos envolvidos nos procedimentos de importação e exportação. O
controle ocorrera com 48 horas de antecedência, ampliando as possibilidades do planejamento
da fiscalização para o tratamento dessas mercadorias.
De acordo com o Regulamento Aduaneiro (Decreto nº 4.543/2002), nos seus artigos
24, 30, 38, 39, 40 e 52, o Siscomex Carga é o novo sistema da Receita Federal de controle da
movimentação de embarcações, cargas e contêineres vazios transportados na via aquaviária,
em portos brasileiros, cujo acesso não demandará nenhuma instalação de software específico,
pois será acessado através da internet (WEB).
Esse sistema tem como objetivo auxiliar diretamente na diminuição da burocracia,
viabilizando a substituição de documentos impressos por documentos eletrônicos para fins de
cumprimento de obrigações previstas na legislação aduaneira.
A premissa principal do Siscomex Carga é controlar as chegadas e saídas de cargas
por via marítima. A habilitação das empresas atuantes na área de Comércio Exterior, já
habilitadas no SISCOMEX é automática, sendo que, não ocorrendo assim, faz-se necessário
contatar a Receita Federal Brasileira para conhecimento do motivo. O Siscomex Carga, no
plano da Tecnologia da Informação, depende 100% de Certificação Digital.
Em fase de implantação, inicialmente o Siscomex Carga é utilizado apenas para
consulta para importadores, exportadores e despachantes. Usando o Siscomex Carga, os
impotadores têm a possibilidade, a partir do momento em que o transportador prestou
informação sobre a carga, de retirarem um arquivo com todos os dados cadastrados,
permitindo integração e agilidade na emissão em papel do conhecimento, que, neste início de
implantação faz-se necessária, por questões comerciais e exigências expressas no regulamento

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aduaneiro.
Para Alves (2008), a partir do momento em que o transportador incluir o
conhecimento eletrônico (CE) no sistema, o consignatário terá o Número Identificador de
Carga (NIC), que será o mesmo número do CE eletrônico gerado automaticamente com a
inclusão do CE. ter-se-á também que a numeração do NIC sofreu alteração em sua
formatação, não mais sendo gerada a partir do número do manifesto. Quando a carga for
informada pelo transportador, terá seu status modificado para Carga Manifestada. Cabe
ressaltar que só é possível visualizar os conhecimentos do próprio CNPJ. Assim que o
depositário der a presença da carga, é modificado o status para Carga Armazenada,
significando que ela está em poder de um recinto alfandegado.
Assim feito o registro da Declaração de Importação (DI), ou ainda da DTA, o status
automaticamente muda para Carga Vinculada a uma declaração. No Siscomex Carga, após o
registro da DI, ter-se-á liberada tela com todos os dados do processo, bem como link com o
respectivo número da DI. No momento em que clicar nesse link, tem-se o extrato resumido do
documento, inclusive com o status do despacho, informando se está em análise, em exigência
ou se foi desembaraçado. Para a carga liberada, o status muda para Carga Entregue.
As etapas acima elencadas, são as contidas hoje no sistema, mas logo, serão
implantados novos controles e facilidades, como por exemplo, o controle de transferência de
píer ou recintos alfandegados, que a Receita Federal denomina de armazenamento; maior
controle do trânsito da carga em unidades portuárias, isto é, será possível saber o momento em
que a carga entra em todos os recintos e a ocorrência de avaria.
O Siscomex Carga é uma ferramenta da tecnologia de informação para a completa
gestão da cadeia de suprimentos a serviço do Comércio Exterior. O sistema permite que o
transportador informe ao exportador sobre a carga embarcada, assim como certos dados
exigidos pela receita. Todas as informações devem ser prestadas pelos transportadores no
Sistema Mercante, os quais serão habilitados no sistema para informar os dados a Receita
Federal, por meio do Certificado Digital.
5. Considerações Finais
Indiscutível é a importância da Tecnologia da Informação (TI) para a produtividade,
para a lucratividade e também para o nível de serviço aos clientes do uso dos conceitos e
práticas de Supply Chain Management.
Com a utilização cada vez mais difundida da tecnologia, criou-se uma arma de longo
alcance contra a concorrência, onde, com a utilização dos sistemas, diminui-se o custo de
importação e exportação de um produto, desta forma, podendo ter uma maior rede de
distribuição, alcançando maior numero de pessoas que terão acesso ao seu produto.
Sabe-se que a informação tem um papel essencial para a tomada de boas decisões de
gerenciamento da cadeia de suprimentos, pois a mesma proporciona conhecimento do escopo
global que é necessário para a tomada de boas decisões. A tecnologia da informação
proporciona as ferramentas para reunião destas informações e analise das mesmas,
objetivando tomar as melhores decisões sobre a cadeia de suprimentos.
Uma dessas ferramentas é o mais novo sistema de controle de Comércio Exterior, o
Siscomex-carga, onde, em sua concepção e desenvolvimento, foram harmonizados conceitos,
códigos e nomenclaturas, colocando como possível à adoção de um fluxo único de
informações, tratado pela via informatizada, que permite a eliminação de diversos
documentos utilizados no processamento das operações.

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A integração entre o Sistema Mercante com o Siscomex-Carga propicia um enorme


ganho para o controle da arrecadação do AFRMM realizado pelo DEFMM, tendo em vista a
maior confiabilidade e complexidade dos dados informados e em virtude da introdução de
diversos mecanismos e procedimentos automáticos de crítica e controle entre os Sistemas
envolvidos.
A Tecnologia de Informação atinge como um todo a cadeia de suprimentos,
cumprindo assim o papel da logística de forma eficiente e eficaz.
Cita-se como principais alterações no Sistema Mercante os novos dados informados
pelas agências de navegação, como: a ampliação dos tipos de manifestos com a possibilidade
de relacionamento de conhecimento de embarque a vários manifestos, a escala assim como o
completo detalhamento dos itens de carga do conhecimento de embarque.
Já para os agentes de carga a integração trouxe a inovação de permitir que os dados da
desconsolidação sejam antecipados e informados no Sistema antes mesmo da
disponibilização. Tem-se ainda a introdução da função de endosso eletrônico do
conhecimento de embarque, que ao ser registrado no Mercante pelo consignatário, é
automaticamente captado pelo Siscomex-Carga, o que permite agilizar procedimentos de
controle aduaneiro.
Em suma, tem-se desta forma, com o advento do Siscomex-Carga, proveniente de uma
evolução tecnológica, a recíproca de que, com investimento, tem-se a tecnologia em função
de Supply Chain Management para o controle total do Comércio Exterior, sendo ferramenta
de caráter importantíssimo para o novo planejamento de importações e exportações de todo
um país.

Referências
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<http://www.aduaneiras.com.br/noticias/artigos/default.asp?artigo_id=378>. Acesso em: <01 mai. 2008>.
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