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Resumo

A Organização Mundial de Saúde considera as infecções associadas aos cuidados de saúde um


verdadeiro problema de saúde pública, com impacto crescente à escala mundial. No que
concerne à prevenção e controlo de infecção, na área do doente crítico, a enfermagem assume
especial relevância. A Enfermeira deve liderar o desenvolvimento de projectos no âmbito da
melhoria contínua da qualidade, capacitando as equipas de profissionais.

O presente trabalho tem como objectivo analisar sobre as Precauções Baseadas em transmissão,
Medidas de PCI Hospitalares, Vigilância epidemiológica de PCI e Programas de PCI
Hospitalares Pela sua flexibilidade, optou-se por uma estratégia de investigação utilizando como
métodos e técnicas quantitativo, qualitativo, pesquisa bibliográfica e documental.

Palavras-Chave

Segurança do paciente; Controlo de infecção; Enfermagem.


Índice
1. Introdução.................................................................................................................................1

1.1. Objectivos.........................................................................................................................1

1.2. Metodologia......................................................................................................................1

Capitulo I: Precauções baseadas em transmissão............................................................................2

2. Precauções baseadas em transmissão (PCI).............................................................................2

2.1. Precaução de contato.........................................................................................................2

2.2. Precauções para Gotículas................................................................................................2

2.3. Precauções Respiratórias...................................................................................................3

3. Tempo a ser mantida nas precauções e do isolamento.............................................................3

Capitulo III: Medidas de PCI Hospitalares......................................................................................4

4. Medidas de PCI Hospitalares...................................................................................................4

4.1. Lavagem das mãos............................................................................................................5

4.2. Esterilização......................................................................................................................6

4.3. Estufa................................................................................................................................7

Capitulo IV: Vigilância Epidemiológica da PCI Hospitalares........................................................8

5. Vigilância Epidemiológica da PCI Hospitalares......................................................................8

Capitulo V: Programas de Prevenção e controle infecções...........................................................10

6. Programas de Prevenção e controle infecções.......................................................................10

6.2. Normas do PCI................................................................................................................10

6.3. Desenvolvimento e implementação de normas e procedimentos para PCI....................10

6.3.4. Vigilância epidemiológica.......................................................................................11

7. Conclusão...............................................................................................................................12

8. Referencias Biobibliográficas................................................................................................13
1. Introdução

Foi em meados do século XIX que o médico obstetra Ignaz Semmelweis, considerado um dos
precursores nos esforços de controlo de á IH, comprovou a hipótese de que danos graves eram
decorrentes de procedimentos terapêuticos.

Através dele que, sabão, escovas e ácido clórico tiveram entrada na prática hospitalar. Bem
como, medidas básicas de controlo em sua unidade, sendo estas: isolamento de casos, lavagem
das mãos e fervura de instrumental.

A PCI tem como conceito, a prevenção e controlo de infecções, com o propósito de prevenir
infecções em dupla função. A prevenção e controlo de infecção é o escopo multidisciplinar da
área da saúde que está intimamente relacionada com a microbiologia. Com a descoberta do
microscópio lançaram-se as primeiras bases da bacteriologia, o que permitiu à comunidade
científica esclarecer as vias de transmissão de microrganismos e traçar o seu perfil
epidemiológico.

1.1. Objectivos
1.1.1. Geral

Analise sobre as Precauções Baseadas em transmissão, Medidas de PCI Hospitalares, Vigilância


epidemiológica de PCI e Programas de PCI Hospitalares

1.1.2. Específicos

 Abordar sobre as Precauções Baseadas em transmissão;


 Abordar sobre Medidas de PCI Hospitalares;
 Abordar sobre Vigilância epidemiológica de PCI;
 Abordar sobre Programas de PCI Hospitalares
1.2. Metodologia

Neste estudo recorreu-se as pesquisas bibliográficas, nomeadamente, internet, artigos científicos


sobre o tema. Após o levantamento bibliográfico, foram seleccionadas e extraídas informações
relevantes.

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Capitulo I: Precauções baseadas em transmissão
2. Precauções baseadas em transmissão (PCI)

São directrizes Utilizadas quando a via de transmissão não é interrompida completamente pelo
uso de precaução padrão

Existem três categorias nomeadamente:

1. Precaução de contacto
2. Precaução para gotículas
3. Precaução respiratórias
2.1. Precaução de contato

Tem como objectivo prevenir a transmissão de agentes infecciosos que são disseminados pelo
contato directo ou indirecto com o paciente ou seu ambiente.

2.1.1. Sua Aplicabilidade


 Infecção ou colonização por microorganismos multirresistentes;
 Pacientes com diarreia;
 Escabiose, pediculose.
2.1.2. Como prevenir.
 Se o quarto é privativo se possível;
 Se o equipamento é uso individual.
 Se o transporte possui secreções contidas.
2.2. Precauções para Gotículas.

Aplicável ao paciente em que é patogeno é transmitido pelas secreções de vias aéreas em


pequenas distâncias (1 metro).

2.2.1. Indicações

Caso suspeitos e /ou confirmados de infecções causados por:

 Meningite;

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 Caxumba;
 Coqueluche;
 Difteria;
 Rubéola;
 Vírus da Influenza.
2.2.2. Prevenção
 Se o quarto é privativo
 No transporte o EPI do profissional deve usar mascara individual. (mascara comum
entre ambos)
2.3. Precauções Respiratórias

Aplicável ao paciente que o patógeno é transmitido pelas secreções de vias aéreas em grandes
distâncias.

2.3.1. Indicações.

Casos suspeitos e/ ou confirmados de infecções causados por:

 Tuberculose pulmonar ou laríngea bacilífera;


 Sarampo;
 Varicela (R+C);
 Herpes zóster disseminado ou em paciente imunocomprometido (R+C).
2.3.2. Prevenções
 O quarto deve ser privativo;
 No transporte o EPI/mascara do profissional do tipo N-95 e comum para o paciente:
3. Tempo a ser mantida nas precauções e do isolamento.
3.1. Precauções padrão.
 Durante todo período de internação do paciente.
3.2. Nas precauções baseadas na transmissão (contacto, gotícula ou vias áreas).
 Durante o período de transmissibilidade do microrganismo;
 Bactérias multirresistentes: precauções de contacto ate a alta.

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 Casos suspeitos de influenza A H1N1: 7 dias após início dos sintomas ou até a resolução
da febre, o que ocorrer por último.
3.2.1. Precauções para Tuberculose.
 Indicações de isolamento: pacientes com tuberculose pulmonar ou laríngea, suspeita ou
confirmada.
3.2.2. Critérios para suspender o Isolamento.
 Pacientes com suspeita de tuberculose bacilífera só deverão se liberado do isolamento se
a doença for considerada improvável e apos 2 baciloscopias negativas.
 Paciente bacilíferos: após 2 baciloscopias consecutivas negativas, com 24 horas de
intervalo e realizadas após semanas de tratamento.
3.2.3. Precauções para Influenza A H1N1
3.2.3.1. Precauções para transmissão por gotículas.
 Mascara cirúrgica;
 Luvas para contacto com secreções;
 Capote, gorro e óculos: se risco de respingo.
3.2.4. Precauções durante procedimentos com produção de aerossol (intubação,
fisioterapia respiratória, micronebulização, fibrobroncoscopia, aspiração vias
aéreas).
 Mascara N95, óculos, luva, capote e gorro.
3.2.4.1. Pacientes em ventilação mecânica.
 Uso de mascara N95 ao entra no isolamento pelo risco do circuito se desconectar e haver
aerolização no local.

Estes cuidados aplica-se a todos os doentes hospitalizados com diagnóstico conhecido ou


suspeito de infecção causada por microorganismos transmitidos pelo ar, por gotículas ou pelo
contacto.

Se um doente é suspeito de ter uma infecção ainda desconhecida, as precauções baseadas nas
vias de transmissão devem ser implementadas baseadas nos sinais clínicos e sintomas até que o
diagnóstico seja confirmado.

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Mais do que uma categoria das precauções baseadas nas vias de transmissão podem ser
requeridas para um mesmo doente. Estas devem ser sempre usadas em conjunto com as
precauções básicas.

Capitulo III: Medidas de PCI Hospitalares


4. Medidas de PCI Hospitalares

Infecção hospitalar é definida como toda infecção adquirida durante a internação hospitalar,
desde que sem indícios de estar presente no momento da admissão no hospital ou também
relacionada a algum procedimento hospitalar como cirurgias.

As infecções hospitalares são problemas desafiadores na saúde. Ao aumentar significativamente


a taxa de mortalidade nos hospitais, elas dificultam o trabalho da equipe e trazem grande risco à
saúde, tanto dos pacientes quanto dos enfermeiros e médicos locais.

As medidas de prevenção de infecção hospitalar são primordiais para se evitar a morte ou a


morbidade em pacientes internados.

São essas medidas que tornam possível a diminuição da propagação de patógenos, bem como a
extinção das infecções hospitalares. Muitas delas são simples, como a lavagem das mãos, as
quais virão a seguir, outras, como a desinfecção, esterilização, prevenção de Infecções do Trato
Urinário (ITU) e Infecções do sítio cirúrgico (ISU) são mais complexas, porém não impossíveis.
Estas dependem apenas do bom senso do profissional de saúde, como também do conhecimento
que ele possui acerca deste assunto.

4.1. Lavagem das mãos

Cerca de 30% dos casos de infecções relacionadas à assistência à saúde são considerados
preveníveis por meio de medidas simples, sendo a mais efectiva a lavagem correcta das mãos
pelos profissionais de saúde.

É importante saber que a lavagem das mãos é uma técnica simples, porém que deve ser realizada
da maneira correcta a fim de se obter o resultado desejado.

Ela deve ser realizada antes do contato ou procedimento a ser realizado, após o contato com o
paciente ou após o um procedimento, após a exposição ou contato com fluidos corporais e após

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contato com áreas próximas ao paciente, como por exemplo, o leito, grades da cama, lençóis,
dentre outros.

4.1.1. Técnica da lavagem das mãos


 Retirar anéis, pulseiras ou relógio;
 Abrir a torneira e molhar as mãos;
 Colocar nas mãos sabão que deve ser, de preferência, líquido;
 Ensaboar as mãos friccionando-as por aproximadamente 15 segundos;
 Friccionar a palma, o dorso das mãos, os espaços interdigitais, articulações, polegar e
extremidades dos dedos, embaixo das unhas;
 Os antebraços também devem ser lavados;
 Enxaguar as mãos e antebraços em água corrente abundante, retirando totalmente o
resíduo do sabão.
 Posicionar as mãos para cima de forma que a água venha a escorrer das mãos para os
braços;
 Enxugar as mãos com papel toalha;
 Fechar a torneira accionando o pedal, com o cotovelo ou utilizar o papel toalha;
 Nunca use as mãos directamente para fechar a torneira após a lavagem.
4.1.2. Observações.
 As torneiras devem ser adequadas para atender as normativas da vigilância sanitária;
 Nunca enxugar as mãos em toalhas de pano;
 Utilizar sabão líquido;
 Podem ser utilizadas compressas limpas ou esterilizadas para secar as mãos, porém
devem ser descartadas logo em seguida;
 Manter sempre as unhas curtas a fim de não haver acúmulo de microorganismos;
 A lavagem das mãos antes de procedimentos cirúrgicos é semelhante, porém com alguns
diferenciais que veremos a seguir;
 A pia em que utilizamos para lavagem das mãos não pode ser a mesma adoptada para
lavagem de materiais contaminados: instrumentais, comadres, etc.;
 A utilização de luvas não exime o profissional de realizar a lavagem das mãos;

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 Evitar ferir as mãos ou retirar cutículas;
 O descarte do papel toalha utilizado deve ser realizado em lixo apropriado com pedal;
 Não descartar secreções na pia utilizada para lavagem das mãos.
4.2. Esterilização

Esterilização é o processo utilizado para completa destruição de microrganismos, incluindo todas


as suas formas, inclusive as esporuladas, com a finalidade de prevenir infecções e contaminações
decorrentes de procedimentos cirúrgicos e invasivos com utilização de artigos críticos.

A esterilização pode ser realizada por diversos meios, entre eles:

 Processos químicos: glutaraldeído, formaldeído e ácido peracético;


 Processos físicos: vapor saturado (autoclave), calor seco (estufa);
 Processos físico-químicos: óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogénio e vapor de
formaldeído.

Materiais sensíveis ao calor devem ser esterilizados por meio dos processos físicos e químicos.

Primeiramente os materiais devem ser lavados com água, sabão, escova, esponja podendo ser
utilizados detergentes desincrustastes tanto para fricção como para imersão. Após, os materiais
deverão ser lavados em água corrente e secos e encaminhados para esterilização.

4.2.1. Autoclave

É o método em que se utiliza calor húmido e pressão. Nesse método ocorre a desorganização
celular dos microorganismos que acabam por serem destruídos. Para garantir que o processo seja
efectivo os materiais deverão ficar em exposição por 15 (quinze) minutos a uma temperatura de
132ºC em autoclaves convencionais (uma atmosfera de pressão) e exposição por 04 (quatro)
minutos a uma temperatura de 132ºC em autoclave de alto vácuo.

4.2.2. Testes de Validação da esterilização

Com a finalidade de verificarmos a eficiência do ciclo da autoclave, devem ser utilizados


habitualmente indicadores que podem ser químicos ou biológicos Segundo a NBR 9804 há a
recomendação que os esterilizadores a vapor devem ser avaliados semanalmente com estes
indicadores em todos os ciclos e em cada embalagem a ser esterilizada.

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4.3. Estufa

O uso do calor seco não tão rápido quanto o uso do calor húmido, logo requer maior tempo de
exposição o uso de temperaturas elevadas.

Devemos tomar cuidado em relação ao tipo de materiais a serem esterilizados, pois as altas
temperaturas podem danificá-los.

4.3.1. Atenção durante o uso da autoclave e estufa


 A Autoclave deve permanecer bem fechada durante a esterilização para evitar o risco de
acidentes graves (as tampas podem se soltar violentamente);
 Nunca tente abrir a tampa da autoclave enquanto houver pressão;
 O vapor da despressurização da autoclave pode provocar queimaduras;
 Após a esterilização, o material deve ser guardado em local limpo;
 Vestígios de umidade no pacote revelam deficiência no processo de esterilização da
autoclave;
 Os materiais nunca devem ser empilhados e não devem tocar as paredes da câmara, o
vapor deve circular livremente entre eles;
 Tempo e temperatura são factores críticos no processo de esterilização, logo devem ser
monitorados e obedecidos;
 Os invólucros devem ser adequados para cada tipo de esterilização;
 Na estufa marcar o início do tempo de exposição quando o termómetro marcar a
temperatura correcta;
 A estufa não deve ser aberta durante a esterilização.

Capitulo IV: Vigilância Epidemiológica da PCI Hospitalares


5. Vigilância Epidemiológica da PCI Hospitalares

A vigilância - consiste na recolha e análise sistemática de dados acerca dos cuidados aos doentes,
com rápida elaboração de relatórios para tomada de decisão.

Vigilância Activa: recolha de dados directamente dos doentes ou dos trabalhadores de saúde;

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Vigilância Passiva: inclui o exame de relatórios, informações de laboratórios e dados de fontes
secundárias.

5.1. Objectivo da Vigilância


 Determinar os níveis de base das infecções adquiridas em unidades sanitárias;
 Avaliar as medidas de controlo das infecções (por exemplo, gestão de infecções
multirresistentes);
 Monitorizar as boas práticas de cuidados aos doentes;
 Responder aos padrões de segurança exigidos pelos organismos reguladores;
 Detectar surtos e exposições.
5.2. Princípios da vigilância Epidemiológica da PCI Hospitalar.

Os Princípios da vigilância Epidemiológica da PCI Hospitalar visam essencialmente envidar


Esforços para evitar que doentes hospitalizados adquiram infecção e isso incluem as práticas de
PI e a vigilância dos cuidados prestados. As actividades de vigilância das infecções são
concebidas para orientar acções correctivas, com base em informações precisas ou para fornecer
a fundamentação para não agir.

As Actividades de vigilância se forem mal concebidas podem desperdiçar recursos pela recolha
de dados que nunca serão utilizados ou que não fornecerão um panorama adequado daquilo que
está a acontecer; Embora todas as unidades sanitárias sejam obrigadas a realizar acções de
vigilância para PI e minimizar surtos, deve-se salientar que a vigilância exige muitos recursos.

5.3. Realização da vigilância

A vigilância só deve começar depois de implantadas medidas de PI adquiridas em unidades


sanitárias, que consiste em:

 Forma simples de vigilância quando é destinada a detecção de casos.


 Revisão de registos médicos e entrevista aos doentes e trabalhadores.
 Orientada por pistas obtidas pela vigilância passiva (relatórios e informações de
laboratório).

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 Quando a detecção de casos é lenta, não recomendada onde os recursos são limitados,
mas indicada para investigar surto suspeito (por exemplo, maior número de recém-
nascidos com diarreia infecciosa e septicemia em curto período de tempo).
 Quando o tempo e os recursos são limitados, a utilização de rotina da detecção de casos
deve centrar-se nas áreas de alto risco (UCI, unidades de pós-operatório).
 Em que um estudo abrangente, mais de 70% de todas as infecções adquiridas em
unidades sanitárias ocorreram em doentes que tinham sido submetidos a cirurgias.
 As infecções nestas unidades tendem a ser mais graves do que noutras áreas onde as
infecções ocorrem com menos frequência.

Capitulo V: Programas de Prevenção e controle infecções


6. Programas de Prevenção e controle infecções

A prevenção e controlo das infecções, foi evoluindo ao longo dos anos, evidenciando-se como
um fenómeno que não se restringe apenas ao meio hospitalar, mas também a todas as unidades
de saúde de cuidados continuados, cuidados de saúde primários e instituições privadas.

6.1. Actividade a ser desenvolvidas

A actividade da enfermeira no controlo de infecção esta relacionado, basicamente, com os


princípios de vigilância epidemiológica. Assim sendo consiste na observação sistemática através
de um sistema de informação adequado e da análise rotineira, da ocorrência e da distribuição
destas infecções e dos factores pertinentes ao seu controle, com vistas à execução oportuna de
acções de controlo.

A enfermeira de controlo de infecção coordena e assume a responsabilidade direita de vigilância


epidemiológica, através da investigação dos casos comprovados ou suspeitos de infecção
hospitalar. Ela registra os caos e participa da colecta e analise dos dados juntamente com os
outros membros da comissão.

As actividade consiste em:

 Identifica casos de infecção hospitalar;


 Implementa e avalia programas de controlo;

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 Elabora normas de padronização e capacita colaboradores das instituições para
prevenção;
 Monitora o uso de antimicrobianos, germicidas e matérias medico-hospitalares;
 Desenvolve indicadores, notificação de suspeita e agravos de doenças e contribui com
medidas para que não ocorra disseminação de microorganismo no ambiente hospitalar.
6.2. Normas do PCI

São um conjunto de medidas ou barreiras protectoras aplicadas pelo pessoal de saúde com vista a
limitar a transmissão de microorganismo em Trabalhadores de Saúde e doentes e vice-versa,
doente-doente-familiares.

6.3. Desenvolvimento e implementação de normas e procedimentos para PCI.

Um programa de controlo de infecção em serviços de saúde deve possuir, como objectivo


principal, a identificação do comportamento das infecções relacionadas com a assistência em
serviços de saúde, para propor acções que possam prevenir e controlar os riscos associados,
contribuindo para a melhoria da qualidade da atenção e para a redução dos índices de infecção
hospitalar a níveis aceitáveis dos custos e também da mortalidade atribuída. Para o sucesso do
desenvolvimento e implementação de normas e procedimentos para PCI, temos que ter em conta
os seguintes factores:

6.3.1. Competências do administrador hospitalar

O controlo de infecção deve estar inserido na estrutura administrativa do hospital, fornecendo


dados para as suas decisões, no que se refere ás infecções hospitalares. Para tanto deve contribuir
para avaliação do impacto económico das IH e da relação custo/beneficio das acções de controlo
executadas, fornecendo subsídios para orientar investimentos em biotecnologia ligados a
controle de infecção

6.3.2. O ensino teórico/prático sobre o controle de infecção para todos os profissionais da


instituição

A educação constitui a principal ferramenta para o controle e prevenção das infecções


hospitalares, a educação continuada requer avançar além da fragmentação, integrando as diversas
áreas de atenção à saúde a fim de permitir a revisão crítica da cultura institucional, dos modos de

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pensar, perceber e actuar que servem de suporte aos processos de trabalho, de interacção e
comunicação.

6.3.3. Acções de prevenção e controle de infecções

É uma missão nobre que exige muito conhecimento, definição e, principalmente, apropriação da
difícil e ao mesmo tempo encantadora arte da comunicação.

6.3.4. Vigilância epidemiológica

A vigilância epidemiológica é o conjunto de actividades que permite reunir a informação


indispensável para conhecer, a qualquer momento, o comportamento ou história natural das
doenças, bem como detectar ou prever alterações de seus factores condicionantes, com o fim de
recomendar oportunamente, sobre bases firmes, as medidas indicadas e eficientes que levem à
prevenção e ao controle de determinadas doenças

7. Conclusão

Pude concluir que as precauções baseadas nas vias de transmissão na prevenção e controle de
infecções (PCI) São directrizes que foram criadas com o intuito de reduzir o risco de transmissão
de infecções que são transmitidas através do ar, de gotículas ou contacto entre doentes
hospitalizados e os trabalhadores de saúde. O papel da enfermeira no controle de infecção está
relacionado, basicamente, com os princípios de vigilância epidemiológica. Também pude
verificar que “vigilância epidemiológica de infecção hospitalar é a observação sistemática,
através de um sistema de informação adequado e da análise rotineira, da ocorrência e da
distribuição destas infecções e dos factores pertinentes ao seu controle, com vistas à execução
oportuna de acções de controlo A enfermeira de controlo de infecção coordena e assume a
responsabilidade directa de vigilância epidemiológica, através da investigação dos casos
comprovados ou suspeitos de infecção hospitalar e das situações humanas, ambientais e técnicas
que favorecem o surgimento de infecções hospitalares. E quanto as normas de PCI, e elas são um
conjunto de medidas ou barreiras protectoras aplicadas pelo pessoal de saúde com vista a limitar
a transmissão de microorganismo em Trabalhadores de Saúde e doentes e vice-versa, doente-
doente-familiares

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8. Referencias Biobibliográficas
 Manual. Conceito e importância das Precauções Básicas e Precauções baseadas nas vias
de transmissão. Modulo: Bases Cientificas para prática de enfermagem I-Prevenção e
controlo de infecções (PCI). PDF
 https://www.passeidireto.com/arquivo/91089060/prevencao-e-controlo-de-infeccoes-
pci/8.
 https://www.misau.gov.mz/index.php/planos-estrategicos?download=132:plano-
estrategico-do-sector-da-sade-2014-2019
 https://hesperian.org/wp-content/uploads/pdf/pt_wtnd_2009/pt_wtnd_2009_09.pdf
 https://tede2.pucsp.br/bitstream/handle/19423/2/Juliana%20Vaz.pdf

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